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Vitor Marinho da Costa 
1 
Vitor Marinho da Costa 
 
 
 
Terça-feira 31/07/2018 
 
1. INTRODUÇÃO: 
• Liga metálica – Material formado por átomos de dois ou mais metais. 
• Amálgama – é uma liga que contém mercúrio como um de seus componentes. 
• Amalgamação – É o processo de mistura do mercúrio líquido com um ou mais 
metais ou ligas para a formação de um amálgama – Amálgama dental. 
 
• Partículas da liga + Hg = Amalgama de prata + partículas da liga não 
reagidas. 
 
 
• O amalgama foi o principal material restaurador usado na odontologia antes 
dos conhecimentos sobre adesão. Além de ser um material extremamente 
resistente, o amálgama inibe a formação de cárie entre o dente e a 
restauração. 
• O amalgama é uma liga metálica, logo é formado pela união de mais de um 
átomo metálico. Toda liga, que contem mercúrio pode ser chamada de 
amálgama, logo, existe amálgama para outras utilidades que não a 
restauração. N odontologia se utiliza o amálgama de prata. 
• Durante a amalgamação temos a reação de particular de uma liga metálica 
com o mercúrio líquido, tendo como resultado a formação do amalgama de 
prata e de partículas que não reagiram (sempre estarão presentes). 
Vitor Marinho da Costa 
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Vitor Marinho da Costa 
• OBSERVAÇÃO: Em odontologia, quando trabalhamos com reações entre 
substancias, a presença de partículas que não reagiram é muito comum. Quanto 
mais rápido um material endurece menos reação acontece. 
 
2. AMALGAMA DENTAL – ESPECIFICAÇÃO Nº 1 DA ADA: 
• Componentes básicos: 
 
• Predomínio de prata e estanho. 
• Prata, estanho, cobre, ouro e mercúrio. 
• Para que a reação de amalgamação aconteça é necessário que se faça a 
trituração da liga metálica, para que se torne possível a interação do mercúrio 
com a liga. 
 
3. TIPOS DE LIGA: 
• Limalhas: O pó da liga é produzido pela moagem ou usinagem de um lingote 
fundido em um torno mecânico – possui forma irregular. 
• Esferoidais – 
 
• Existem dois tipos de amálgama no mercado atual, uma que se encontra na 
forma de limalha e outra na forma esferoidal. 
 
• LIMALHA X ESFERÓIDE: O amálgama no formato esferoidal garante uma 
superfície, mas uniforme, possuindo assim uma estrutura mais organizada, o que 
implica na dureza desse material (Quanto mais organizado, mais duro o material). 
O amálgama que utiliza liga metálica esferoidal apresenta uma maior resistência e 
com isso um preço mais elevado. 
 
4. TIPO DE LIGA – LIGA CONVENCIONAL: 
• PRATA – 66 A 74 % 
• ESTANHO 
• COBRE 
• ZINCO 
 
• Existem dois tipos principal de ligas que são utilizadas na odontologia: A liga 
convencional e a liga com alto teor de cobre. Uma liga convencional é aquela 
que apresenta um alto teor de prata, seguido de estanho, cobre e zinco. 
 
 
 
Vitor Marinho da Costa 
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Vitor Marinho da Costa 
5. REAÇÃO: 
• Ag3Sn + Hg – núcleo + matriz. 
 
• Essa é a reação de amalgamação que acontece quanto se utiliza uma liga 
convencional. Acontece a formação de um núcleo (partículas que reagiram) e de 
uma matriz (partículas que não reagiram). 
 
6. REAÇÃO QUÍMICA DE AMÁLGAMAÇÃO: 
• Hg + Ag3Sn (liga de prata e estanho) – Ag3Sn + Ag2Hg3 + Sn7-8Hg. 
• Fase gama 1 – Ag2Hg3 (amálgama de prata). 
• Fase gama 2 – Sn7/8Hg. 
• Fase gama – Ag3Sn 
 
• Existe a participação predominante de três metais nessa reação: Estanho, prata e 
mercúrio. 
• Na parte dos reagentes podemos observar a presença de prata e estanho (não 
reagiu), prata e mercúrio (reagiu) e estanho e mercúrio (reagiu). 
• O amálgama da odontologia é chamado de AMÁLGAMA DE PRATA, mas como 
podemos perceber nos reagentes, não é apenas o amálgama de prata (fase 
gama1) que é formado. Existe uma parte que não reagiu, chamada de fase gama 
(prata +estanho) e a formação da fase gama 2 (estanho + mercúrio). 
• A formação do amálgama de estanho (fase gama 2) é indesejada, logo, quanto 
menos for formado dessa fase melhores são as propriedades do meu material. 
Assim, o estanho precisa reagir menos. 
 
• ATENÇÃO: Sobra só mercúrio? Sim, mas ele não aparece na reação pois não 
representa uma liga metálica. 
 
7. PRODUTOS DA AMALGAMA: 
• Fase gama – Maior resistência mecânica a corrosão. 
• Fase gama 1 – resistência intermediária. 
• Fase gama 2 – Menor resistência mecânica a corrosão. 
 
• Qual a desvantagem da formação de um amálgama de estanho? 
A sua menor resistência mecânica a corrosão, assim ela sofre facilmente e processo 
de corrosão, ficando preta. A restauração vai se degradando. 
 
 
 
 
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Vitor Marinho da Costa 
8. TIPO DE LIGA - LIGA COM ALTO TEOR DE COBRE: 
• Materiais de preferência: 
• Propriedades mecânicas melhoradas. 
• Características de corrosão definida 
• Melhor integridade marginal. 
 
• Mais resistente quando comparada com a convencional. 
• Eliminação da fase Gama 2. 
 
 
Ag3Sn + Hg + AgCu – Ag3Sn + Ag2Hg3 + Sn7/8Hg + AgCu. 
Sn7/8Hg + AgCu – Ag2Hg3 + Cu6Sn5(eta). 
Ag3Sn + AgCu + Hg – Ag3Sn + Ag2Hg3 + Cu6Sn5 (eta). 
 
 
 
• As ligas com alto teor de cobre foram criadas na tentativa de corrigir a formação da 
fase gama 2 (amálgama de estanho). Aumentando a concentração de cobre nas 
ligas percebeu-se que acontece uma diminuição na quantidade de fase gama 2 
formata, podendo até eliminar esse produto, melhorando as propriedades do 
material, a corrosão se reduz. 
• Essa liga é mais resistente, sendo assim um pouco mais caro que o outro. 
• Na reação de amalgamação das ligas com alto teor de cobre existe a adição de 
uma liga de cobre com prata, assim, além de todas as fases já vistas (gama, gama 
1 e 2) temos a prata + cobre que não reagiu. 
• A (prata + cobre) que não reagiu reage em um segundo momento com a fase gama 
2 formando uma liga de estanho com cobre. 
• No final teremos – (Prata +estanho), (prata +mercúrio) e (cobre + estanho), logo, 
percebemos apenas a formação da fase gama 1 e da fase gama, eliminando assim 
a formação da fase gama 2. 
 
9. PASSO DE TRABALHO: 
• Relação liga – Hg 
• Amalgamação ou trituração. 
• Homogeneização. 
• Remoção do excesso de mercúrio. 
• Condensação. 
• Escultura e acabamento. 
• Polimento. 
 
 
 
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Vitor Marinho da Costa 
 
• A utilização do amálgama embora parece ser mais difícil que o trabalho com resina, 
se torna mais simples do que parece, uma vez que não precisa de preparo prévio 
do dente, mas sim de um preparo cavitário específico (paredes convergentes para 
oclusal). 
• A atualmente as etapas que vão de (reação da liga até remoção do excesso de 
mercúrio) acontecem automaticamente. 
 
 
10. AMALGAMAÇÃO OU TRITURAÇÃO: 
 
• A liga metálica era previamente pesada, para seguir as proporções do fabricante e 
era posteriormente misturada ao mercúrio. 
• Atualmente utiliza-se um equipamento chamado de amalgamador para misturar os 
materiais e promover a reação de amalgamação. 
 
11. CONDENSAÇÃO: 
• Compactar a liga na cavidade preparada, obtendo a maior densidade possível, 
com uma quantidade Hg suficiente para assegurar uma completa continuidade 
da fase matriz (Ag2Hg3) entre as particular da liga remanescente. 
• Maior resistência e menor creep. 
 
• Com a utilização do sistema de cápsula não há necessidade da remoção dos 
excessos de Hg. 
• Condensação do material parcialmente endurecido 
• Fratura da matriz que já foi formada. 
 
• Deve ser o mais rápido possível. 
• O campo operatório deve ser mantido completamente seco. 
• Deve ser realizado entre 4 paredes e 1 assoalho – Utilização de matrizes em 
cavidade de Classe II.• A fase de condensação é o momento de compactação do material no interior da 
cavidade e tem por finalidade melhorar as propriedades físicas do material, quanto 
mais compactado o material, melhores serão as propriedades físicas do material, 
menor o creep (esfarelamento), melhores serão as propriedades anti-corrosão. 
• O amálgama atualmente é comercializado no interior de uma cápsula o que favorece 
uma mistura perfeita do material, não existindo a necessidade de remoção do 
excesso de mercúrio. 
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Vitor Marinho da Costa 
• O processo de condensação deve ser feito no tempo correto, pois o caso contrário a 
manipulação desse material poderá quebrar as ligas já formadas. É necessário 
condensar o mais rápido possível. 
• A condensação deve acontecer entre 2 a 3 minutos. 
• A manipulação do amálgama deve acontecer entre quadro paredes, para evitar que 
o material escorra. Na restauração de classe II serão utilizadas matrizes de aço ao 
redor do dente, para que o amálgama não saia. 
 
 
12. ESCULTURA E ACABAMENTO: 
• Após a AAG ter sido condensada na cavidade, a restauração é esculpida para 
reproduzir a anatomia correta do dente – Objetivo é simular a anatomia, em 
vez de reproduzir detalhes. 
• A escultura não pode se iniciar até que o AAG tenha uma presa mínima que 
oferece resistência. 
 
• PASSO A PASSO: 
• Realiza-se uma cavidade retentiva. 
• Limpeza da cavidade com clorexidina. 
• Ataque ácido para proteção do complexo dentinho-pulpar. 
• Aplicação do sistema adesivo. 
• Aplicação do amálgama no interior da cavidade utilizando uma porta amálgama. 
• Condensação (condensador de menor até o maior calibre para evitar a formação de 
bolhas). 
• Inicio do processo de escultura e brunimento do material. 
• Esperar o material tomar presa. 
• Realização do acabamento com as brocas multilaminadas. 
• Realização do polimento. 
 
 
• BRUNIMENTO – Adaptar o material as paredes e iniciar a formação de uma lisura. 
 
• Acabamento é o processo de remoção do excesso, diferentemente do polimento que 
corresponde ao processo de dar lisura ao material. 
 
• ATENÇÃO: As restaurações de amálgama são muito resistentes e duradouras, 
devemos prestar bastante atenção na necessidade de troca dessas restaurações nos 
nossos futuros pacientes, visto que a necessidade de troca cai bastante diante do 
processo de acabamento e polimento dessas restaurações. Atenção para não fazer 
presepada na boca do seu paciente. 
 
 
 
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13. RESISTÊNCIA: 
• A amalgama é mais frágil sob tração que sob compressão. 
 
• Essa propriedade é importante para se compreender como retirar esse 
amálgama! Basta tentar separar o material utilizando uma broca. 
 
14. DESLUTRE E CORROSÃO: 
• Deslustre – Antiestético – formação de sulfeto de prata escuro. 
• Corrosão – Ocorre na superfície do metal – na interface dente-restauração. A 
formação de produtos da corrosão sela gradualmente esse espaço – auto 
selante. 
 
• A oxidação do amálgama é inevitável e se levarmos em consideração o ambiente 
aquoso no qual o meio bucal se encontra, essa oxidação acontece de forma ainda 
mais rápida. 
• A oxidação do amálgama favorece a corrosão, isto é, a perda de material e com 
isso a formação de degrau (gap) entre a restauração e o dente, sendo uma região 
propicia para a formação de cárie. No entanto, a oxidação do amálgama entre o 
dente e a restauração inibe a formação de cárie, sendo assim interessante para o 
SUS. 
• O processo de deslustre e corrosão pode ser corrigido com acabamento e polimento, 
uma vez ao ano nos pacientes com restaurações de amálgama. 
 
15. CAUSAS DE INSUCESSO DAS RESTAURAÇÕES DE AMALGAMA: 
• Cárie recorrentes 
• Fraturas marginal – Borda na fratura da restauração. 
• Fratura do corpo – Fratura da restauração inteira. 
• Fratura do dente.