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Restaurações indiretas 
 
● São aquelas realizadas no laboratório de prótese, em um modelo e 
cimentadas no dente previamente preparado. 
↳ Como conseguimos registrar? Antigamente o jeito de registrar era através 
de moldagem, porém hoje conseguimos registrar através de escaneamentos 
(onde podemos projetar as informações para o computador, enviamos para o 
laboratório e ao chegar ao laboratório a peça é feita, e o laboratório deve ser 
preparado para conseguir receber essas informações e reproduzir na peça). 
 
☁ Qual é a vantagem da tecnologia? Diminuir repetição e distorção. 
• Não existe milagre, um preparo ruim sempre vai resultar em informações ruins 
e em um resultado final ruim. Porém, se fazemos um bom preparo, um bom 
provisório, um bom registro dessa imagem -seja através de moldagem, 
escaneamento-, uma boa técnica de registro e temos um bom laboratório, 
consequentemente teremos um ótimo resultado a longo prazo. 
- Além disso, termos uma boa cimentação é essencial para um excelente 
resultado. Temos que escolher muito bem o material de cimentação (que muda 
o protocolo de acordo com cada tipo de material). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
↳ Nessa foto podemos ver que vários tipos de preparo foram feitos (coroa total, 
fragmento cerâmico…) 
• Quando falamos de fragmento cerâmico, dependendo da espessura a 
nomenclatura mudará. Se nomeia “lente” quando tem 0,3mm de espessura. 
Passando de 0,3mm de espessura se nomeia “fragmento cerâmico”. 
Lara Gama 
Dentística III- 11/03/2024 
 
➠ Essa etapa se chama “troquelização”. 
Ela nada mais é do que o modelo de 
trabalho quando chega ao laboratório e 
o protético “parte” o gesso para que ele 
possa visualizar toda a terminação do 
preparo de cavidade (terminação essa 
que poderemos observar se nosso 
modelo for feito de forma eficiente). 
↳ Qual é a importância de uma boa visualização do preparo de cavidade? Um 
bom enceramento do laboratório e uma boa adaptação cervical da peça 
(evitando extravasamento de material na gengiva, consequentemente evitando 
gengivite traumática e posteriormente uma periodontite). 
 
❤ Material que encontramos para fazer as peças indiretas: 
• Cerâmica modificada por resina; 
• Metálica; 
• Resina foto ativada indireta; 
↳ Feitas no laboratório através de equipamentos de foto ativação. 
 
 
 
• Cerâmica pura (Metal Free); 
↳ Livres de metal. 
 
 
 
• Metaloplástica; 
↳ Na palatina é metal e na 
vestibular é estética (pode ser 
adicionada resina, cerâmica…). 
 
 
 
 
• Metalocerâmica; 
↳ Tem base de metal e em cima 
do metal é cerâmica. 
 
• Zircônia. 
↳ Não precisa do metal como base. 
➠ Foi uma evolução… Vieram de um tempo onde só se tinha com metal, 
depois parcialmente metal e por fim totalmente em cerâmica. Hoje é possível 
fazer todos os tipos de reabilitações sem o metal. 
 
↪ Coroa total de ligas alternativas: 
• Ligas alternativas são ligas paralelas a liga de ouro, conhecida como liga 
áurea, a número 1, a liga de melhor qualidade para restauração indireta (seja 
inlay, onlay…). A sua principal propriedade que faz ela ser a melhor liga de uso 
odontológico é a ductilidade, que é como se fosse a resistência que esse 
material consegue ter estando em função (sem deformar). 
↳ Paralelo á ela nós temos a liga de níquel-cromo, cromo-cobalto, prata-
paládio, prata-estanho, cobre-alumínio… 
- Esse material era o único que se tinha, era o melhor material (antes dele o 
paciente só tinha a extração como opção). Posteriormente surgiram as coroas 
totais metálicas (RMF- restaurações metálicas fundidas), que tinha as ligas 
alternativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando fazemos preparos para restaurações inlay, onlay e RMF, nós 
precisamos de características diferentes nesse preparo do que em preparos 
para coroas totais de cerâmica, pois quando é totalmente em cerâmica nós 
conseguimos ter adesão a esse material, diferente do material metálico 
(que é retido pelo preparo, através de retenção mecânica). 
 
➤ Ligas metálicas: 
➠ Alguns metais conhecidos: Ouro, latão, alumínio, ferro, prata, bronze, aço, 
chumbo e cobre. 
• Para fins odontológicos, liga é a combinação de dois ou mais metais. 
• Metal: "Dificilmente um metal puro é usado em odontologia, pois não possui 
todas as propriedades desejáveis para a aplicação odontológica.” 
↳ Um metal sozinho não terá todas as características ideais para uso na 
odontologia. Ex: Nós precisamos fazer o material virar “cubinhos” para o uso na 
odontologia, e para isso precisamos passar pelo processo de fusão. Às vezes 
quando aplicamos o material puro ao ponto de fusão (quando ele está 
derretido) para fazer a peça, ele sofre muita contração (coisa que não pode 
acontecer pois o trabalho não será bem adaptado no preparo). 
➣ Principais usos: 
• Restaurações metálicas fundidas; 
• Coroas totais e parciais; 
• P. Fixas metaloplásticas e metalocerâmicas; 
• Estruturas para PPRG. 
↳ Muito usado para a confecção das barras e grampos usados na PPRG. 
 
 
 
 
 
 
➣ Requisitos Ideais das Ligas: 
• Resistência a oxidação/ corrosão; 
• Resistência à compressão; 
↳ Pois na hora da mastigação ela vai sofrer os contatos mastigatórios. 
• Dureza superficial; 
↳ Também é importante para suportar as cargas mastigatórias. 
• Baixa contração de fundição; 
• Baixo custo; 
 
• Biocompatibilidade. 
 
➣ Classificação: 
• Nobres: Aurea (ouro); 
- É a melhor liga para restauração indireta. 
↳ Uso indicado para pacientes com alergia a níquel. 
• Alternativas: Ag/Pd; Ag/Sn; Cu/Al; Ni/Cr; Cr/Co. 
- As mais usadas são Ni/Cr (níquel-cromo) e Cr/Co (cromo-cobalto). 
➣ O que é liga: 
• Ligas metálicas: São materiais com propriedades metálicas que contêm dois 
ou mais elementos químicos sendo que pelo menos um deles é metal. 
- Ou seja, para ser considerado uma liga, a cada 3 constituintes daquele 
material, 1 tem que ser o metal. 
↳ Ex: Quilate. Ele é o número de partes de ouro contida em 24 partes da liga. 
Se 24 partes dessa liga fosse ouro, a confecção do material não seria possível 
de forma que ele não deformasse/ quebrasse… Para ele possuir um resistência 
em 24 partes, 18 partes deveriam ser e ouro e o restante em ligas alternativas 
para que conseguíssemos ter menor contração de sucção e resistência para 
não ser deformar. 
➣ Classificação da consistência: 
- Quando o laboratório compra as ligas, a especificação dela vem dizendo o 
tipo de consistência. 
• Tipo I: Mole; 
• Tipo II: Média; 
• Tipo III: Dura; 
• Tipo IV: Extra dura; 
• Tipo V: Para metalocerâmica. 
➣ Processo de fundição do metal na odontologia: 
• O preparo do modelo de trabalho em troquel é de fundamental importância 
para o sucesso da fundição. Se não temos um bom preparo, 
consequentemente não temos uma boa terminação do preparo (ou o 
laboratório vai mandar de volta para refazermos ou eles fazem o trabalho por 
intuição, delimitando onde eles deduzem que é a terminação). 
↳ Então, nós fazemos a moldagem que vai nos dar o modelo de trabalho, onde 
faremos uma troquelização (delimitando o término do preparo), o qual 
usaremos nessa etapa. 
1- Delimitação clara e nítida dos términos 
cervicais através de uma lapiseira com cera 
(a fim de não interferir na adaptação da 
peça finalizada); 
2- Em seguida, o troquel recebe uma 
camada de isolante (pode ser um próprio, 
óleo mineral ou vaselina líquida); 
3- Depois, acontecerá o enceramento, onde diferentes tipos de ceras são 
utilizados. O dente será desenhado através da cera, depois ela será copiada e 
ali será injetado o metal através de uma centrifuga (é assim que o metal toma 
forma). 
- Primeiro aplica-se a cera de base, que por 
ser mais macia permite que pequenas 
imperfeições na superfície do gesso não 
impeçam a remoção do padrão de cera. 
- Depois aplicamos um outro tipo de cera 
para o vedamento periférico,copiando 
com perfeição a linha do término cervical. 
➠ A cera da escultura propriamente dita é mais dura, aceitando o corte por 
instrumentos manuais ou instrumentos rotatórios. 
4- Em seguida, o padrão é preso em 
um canal de alimentação de cera e é 
removido do troquel. Esse conjunto é 
posicionado em um anel de fundição, 
onde será permitido o revestimento 
para fundição. 
5- Esse revestimento pode ser aglutinado por 
gesso ou fosfato, a depender da temperatura de 
fusão da liga a ser utilizada, deve ser proporcionado 
seguindo as orientações do fabricante e manipulado 
preferencialmente em espatulador a vácuo. 
 
 
 
 
 
6- Depois, é pincelado sobre o enceramento 
e derretido dentro do anel. 
 
 
7- Após a presa, o revestimento contendo o 
material é levado ao forno, onde será aquecido 
para que a cera possa ser eliminada e o 
revestimento possa expandir (compensando a 
contração de solidificação da liga após a fundição). 
 
8- A liga é aquecida com o auxílio de um maçarico, 
até atingir a temperatura de fusão com um dispositivo 
chamado centrífuga. 
 
9- Após atingir a fusão, a centrífuga é liberada e a liga é injetada para dentro 
do anel (que contém o registro previamente feito pelo enceramento) através de 
força centrífuga. 
9- O anel também fundido, é então removido 
da centrífuga e aguarda o resfriamento até a 
temperatura ambiente, para que possa ser 
continuado o processo com desinclusão, 
limpeza e jateamento da estrutura fundida. 
➠ Hoje nós também conseguimos fazer esse trabalho todo através do 
computador, onde processamos a imagem e o laboratório determina tudo 
através da tecnologia, obtendo o mesmo resultado. 
 
❥ Liga áurea: 
➣ Características da liga áurea (ouro): 
• Melhor liga; 
• Excelente adaptação cervical; 
 
 
 
 
• Brunidura fácil; 
↳ Às vezes queremos fazer um selamento marginal, então é uma característica 
legal para isso. 
• Aceita soldagem; 
• Alto custo; 
• Não é estética. 
↳ Os dois últimos tópicos são as desvantagens dessa liga. 
➣ Aplicações na odontologia: 
• RMF; 
• Coroas (4/5, total, veneer); 
• Núcleos Fundidos (retentores); 
↳ Pinos de ouro são excelentes, apresentam resiliência aceitável e não oxidam 
(não deixam as raízes acinzentadas). 
• Prótese Fixa (MP, MC); 
• PPRG. 
➣ Como estão disponíveis? 
• Em forma de blocos, que são levados ao forno, transformados em uma 
textura na qual conseguimos injetar e copiar o enceramento, para que 
consigamos trabalhar com o resultado final. 
 
 
 
 
 
❥ Ligas alternativas: 
➠ Por conta do custo, algumas ligas alternativas foram incorporadas na 
odontologia. 
• Ligas introduzidas na odontologia visando a substituição ou redução do 
conteúdo de ouro por metais não nobres ou semi-nobres. 
• São química e metalurgicamente complexas. 
• Os procedimentos são críticos e requerem mais precisão que as ligas de ouro 
durante a fabricação e fundição. 
 
➠ Combinação que mais encontramos: 
• Prata/ estanho; 
• Prata/ paládio; 
• Cobre/ alumínio; 
• Níquel/ cromo; 
• Cromo/ cobalto. 
↳ As duas últimas são as mais usadas. 
➣ Prata/ estanho: 
• Composição: 
- Prata: 71,1% a 81,2%; 
- Estanho: 5% a 25%; 
- Zinco: 1,3% a 4%. 
↳ Obs: Acrescida de cobre, as propriedades mecânicas são melhoradas 
➠ Ex: Superalloy (com Cu). Primalloy (sem Cu). 
• Características: 
- Macia; 
- Fácil brunidura; 
- Deformável em função; 
↳ Fácil de amassar, ou seja, não é muito indicada para uso odontológico. 
- Não aceita soldagem. 
• Indicações: 
- RMF; 
- Coroas (4/5, total, veneer); 
- Núcleo Fundido; 
- Contra-indicada para P. Fixa. 
➣ Prata/ paládio: 
• Composição: 
- Prata: 54% a 70%; 
- Paládio: 25% a 40%; 
C
om
po
si
çã
o 
nã
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co
br
ad
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va
 
↳ São encontrados Zn, In, PI, Au, Ni. 
➠ Ex: Paliag, La Croix. 
• Características: 
- Dura; 
- Acrescida de cobre, apresenta maior dureza; 
- Aceita soldagem. 
• Indicações: 
- Inlay, Onlay; 
- Coroas (4/5, total); 
- Núcleos Fundidos; 
- P. Fixa. 
➣ Cobre/ alumínio: 
• Composição: 
- Cobre: 75,6% a 88,9%; 
- Alumínio: 6,3% a 9,74%; 
- Cromo: contração). Pode apresentar ligeira deformação, é 
contra-indicada mas pode ser usada. 
➣ Níquel/ cromo: 
• Composição: 
- Níquel: 63,9%; 
- Cromo: 0,5%; 
- Berílio: 3% (> ponto de fusão,natural. 
 
 
 
➣ Porcelanas: 
• Podem ser aplicadas sobre uma infra-estrutura (COPING/CASQUETE), ou 
podem ser totalmente puras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A cerâmica pode possuir a mesma resistência mecânica de 
qualquer outro material, basta ser uma cerâmica de qualidade. 
Os preparos para cerâmica pura podem ser mais conservadores.