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Apostila de materiais dentarios (1)

Apostila sobre materiais dentários: classificação (metálicos, cerâmicos, polímeros) e exemplos; propriedades da matéria e estrutura atômica (ligações iônicas, covalentes, metálicas e intermoleculares); propriedades físico-mecânicas, ópticas (opacidade, translucidez, transparência), cor, adesão e molhamento.

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Apostila de 
Materiais dentários 
 
Classificação e propriedades 
dos materiais dentários 
Os materiais dentários podem ser 
classificados em materiais metálicos, 
cerâmicos e polímeros. 
Materiais metálicos 
Os materiais metálicos são comumente 
utilizados na odontológica em forma de liga ou 
pura, e estão presentes nas armações 
metálicas de peças protéticas, copings, fios 
e braquetes ortodônticos, limas, implantes e 
instrumentais odontológicos. 
 
Materiais cerâmicos 
Com resiliência semelhante a estrutura dental, 
e excelentes propriedades mecânicas, as 
cerâmicas odontológicas são materiais 
resistente a corrosão, com alta 
biocompatibilidade, dureza compatível com o 
esmalte e baixa condutividade térmica. 
 
Polímeros 
Muito utilizados, substâncias compostas por 
cadeias de monômeros (metacrilatos – 
presente em resinas acrílicas, resina 
composta, materiais de moldagem, selantes e 
adesivos). 
 
PROPRIEDADES 
A matéria tem 8 propriedades gerias comum 
a toda e qualquer porção da matérias: inercia, 
massa, extensão, impenetrabilidade, 
compressibilidade, elasticidade, divisibilidade e 
descontinuidade. 
Na odontologia a propriedade dos materiais 
usados indica sua qualidade. 
Estrutura da matéria: O desempenho 
dos materiais está ligado diretamente a 
estrutura atômica, à força das ligações 
interatômica e a sua capacidade de 
reestruturação após quebra. 
Ligações interatômicas 
Ligações iônicas: Presente nas fases 
cristalina de materiais como gesso e cimentos 
à base de fosfato, a ligação iônica é um tipo 
de ligação química onde ocorre atração 
mútua de cargas tanto positiva, quanto 
negativa, ocorrendo transferência do elétron. 
Ligações covalentes: Presentes em 
compósitos resinosos, são ligações químicas 
em que os átomos dos elementos químicos 
compartilham seus elétrons a fim de ficarem 
estáveis. 
Ligações metálicas: Resultantes da 
interação entre os elétrons livres e os cátions 
fixos, ou seja, os átomos podem doar 
elétrons facilmente de sua camada mais 
externa e formar uma nuvem de elétrons 
livres. 
Ligações intermoleculares 
Pontes de hidrogênio: São aquelas que 
ocorrem dentro de uma molécula de água 
quando os átomos de hidrogênio não estão 
suficientemente protegidos pelos elétrons. No 
oxigênio os elétrons preenchem a orbita 
externa da molécula criando um dipolo 
permanente. 
Quando a molécula de água é atraída e 
encontra outra molécula de água com carga 
positiva do hidrogênio, causam uma 
polarização, é atraída para a porção do 
oxigênio que é negativa formando pontes de 
hidrogênio. (resinas sintéticas). 
Forças de Van der Waals: base da 
atração dipolo. 
Propriedades Físicas e 
mecânicas 
Propriedade física: São as propriedades 
especificas de determinada matéria. 
Observadas quando há ação mecânica ou do 
calor (energia térmica). Na odontologia as 
propriedades mais interessantes são: dureza, 
permeabilidade, condutibilidade. 
Propriedade mecânica : definem a 
resposta do material, quando sujeito as 
influências mecânicas externas, manifestadas 
pela capacidade de desenvolverem 
deformações reversíveis e irreversíveis, bem 
como resistirem a fratura ou deformar de 
uma forma incontrolada. 
Propriedades ópticas 
Os objetos que a luz incide (meios ópticos) 
são divididos em 3 tipos: 
Opaco; 
Translucido; 
Transparente. 
 
Opacidade 
Propriedade dos materiais de obstruir a 
passagem da luz. 
Translucidez 
Considerada por alguns autores a 4ª 
dimensão da cor. É a propriedade física de 
permitir que a luz passe através do material 
sem ser dispersado. (cerâmicas e resina 
composta). 
 
 
 
Transparência 
Permite a passagem da luz com feixes de luz 
bem definidos, gerando pouca distorção e 
uma visualização perfeita através do material. 
(vidro, acrílico transparente). 
 
 
 
 
DENTINA 
↑Saturação 
↓Translucidez 
 
ESMALTE 
↓Saturação 
↑Translucidez 
Cor 
A cor de um objeto é determinado pela 
frequência de cor que ela reflete. É o 
resultado de uma resposta fisiológica a um 
estímulo físico. 
Matiz 
Propriedade que distingue uma família de cor 
da outra através de termos como vermelho, 
rosa, roxo. É o nome da cor. 
 
 
Luminosidade 
Indica a claridade de uma cor. 
 
 
Saturação 
Representa o grau de intensidade de um 
matiz, diferencia cores com ou sem brilho. 
 
 
Propriedades físicas de 
superfície 
ADESÃO - Contato entre moléculas iguais ou 
de diferentes substratos. 
Adesão química : nível anatômico e molecular. 
Adesão mecânica : retenção por 
embricamento. 
OBS: quando se usa outro material para 
produzir adesão são os adesivos, enquanto os 
substratos a serem unidos - aderente. 
Molhamento 
Capacidade de escoamento de um líquido 
sobre um sólido. 
É necessário que o líquido tenha um bom 
escoamento sobre a superfície, aderindo ao 
sólido aderente. 
A limpeza do aderente é fundamental para 
eficácia de um adesivo. 
 
 
 
Ângulo de contato 
É indicado pela forma de uma gota de líquido 
sobre um sólido. A presença de um baixo 
ângulo – bom molhamento. 
Um alto ângulo caracteriza um material 
hidrófobo. 
Propriedades termofísicas 
Condutividade térmica: É a transferência de 
calor, os metais são os materiais que mais 
apresentam valores de condução de calor. O 
esmalte e a dentina não são bons condutores 
de calor, diferente das ligas metálicas. As 
resinas compostas apresentam 
condutibilidade térmica semelhante à das 
estruturas dentárias. 
Coeficiente de expansão térmica: Referente 
a medida da alteração da dimensão de uma 
estrutura por unidade de sua estrutura inicial. 
O coeficiente é maior para líquidos do que 
para os sólidos. 
Propriedades Mecânicas 
Tensão: é a resistência de um material a uma 
força externa aplicada sobre ele. 
Deformação: é a alteração no comprimento 
quando o material é submetido a uma força. 
Resistência dos materiais 
É a capacidade de os materiais suportarem 
as tensões as quais são submetidos. 
Resistência máxima: é a tensão máxima que 
um material pode suportar antes de fraturar. 
Propriedades mecânicas da 
fase elástica 
Módulo de elasticidade 
É o alcance da elasticidade de um material 
representando sua rigidez dentro da fase 
elástica. 
Quando a força é interrompida o material 
volta a sua conformação normal. 
Resiliência 
É a capacidade de um material absorver 
energia enquanto sofre deformação. 
Propriedades mecânicas da 
fase plástica 
Limite convencional de escoamento: é o 
ponto onde começa o fenômeno 
escoamento, a deformação irrecuperável do 
material, a partir do qual só se recuperará a 
parte de sua deformação correspondente à 
deformação elástica, resultando uma 
deformação irreversível. 
Tenacidade: a habilidade de um material de 
absorver energia até sua fratura, incluindo o 
regime plástico. Assim, representa também a 
capacidade de suportar tensões maiores que 
a tensão de escoamento de um material, a 
partir da qual a deformação plástica se inicia. 
 Resistência 
 Ductibilidade 
Ductilidade: Capacidade de determinado 
material resistir as forças de tração. 
Maleabilidade: Capacidade de um material 
resistir a cargas de compressão. O ouro e a 
prata são os materiais (metais) mais maleáveis. 
 
Propriedades mecânicas de 
superfície 
Dureza: Resistência a endentação ou 
penetração permanente na superfície. 
Fricção: união de duas moléculas de 
superfícies em contato. 
Desgaste: perda de material resultante o 
contato entre dois ou mais materiais. 
Tensão e ensaios de 
resistência 
Tensão a tração: força que tende a alongar 
o corpo, acompanhada por uma deformação 
de tração. 
Tensão de compressão: quando um corpo é 
submetida a uma carga com intenção de 
encurtá-lo. 
Tensão de cisalhamento: quando uma porção 
de um material desliza sobre outra porção. 
Tensão por flexão: ocorre quando se 
pressiona umcorpo de prova ancorada 
inferiormente ou quando se aplica uma força 
sobre a extremidade de uma barra fixa. 
Maior será a 
tenacidade 
Materiais de moldagem 
Ato de moldar as estruturas dentais de 
detalhes anatômicos - reprodução negativa 
dos preparos dentários. 
Requisitos do material de 
moldagem 
São utilizados para produzir uma réplica 
detalhada dos dentes ou dos tecidos da 
cavidade oral. 
• Fácil manipulação; 
• Fluidez; 
• Não serem tóxicos ou irritantes; 
• Fácil desinfecção sem sofrer 
distorções; 
• Capacidade de reprodução de 
detalhes; 
• Sabor e odor agradáveis; 
• Tornar-se elástico após presa; 
• Resistência suficiente em pequenas 
espessuras; 
• Estabilidade dimensional; 
• Tempo de trabalho adequado. 
Moldeiras 
Necessárias para apoiar o material de 
moldagem enquanto ele está fluido, de 
forma que o mesmo possa ser inserido 
na boca e removido depois de reagido. 
Idealmente a moldeira de estoque deve 
ser perfurada para uma maior retenção, 
rasa, baixa e cabo biangulado. 
 
Moldagem 
 
 
Moldagem 
Ato de moldar o paciente. 
 
Molde 
Copia negativa da moldagem. 
 
Classificação do material 
de moldagem 
Os materiais de moldagem podem ser 
classificados de acordo com sua elasticidade: 
ANELÁSTICO: exibem uma pequena ou 
nenhuma elasticidade quando submetidos a 
tensão de tração ou dobramento. Sua presa 
pode ser química – ativação de um reagente 
ou física – pelo calor. 
ELÁSTICOS: Exibem uma boa 
elasticidade e reproduzem com precisão 
os detalhes das estruturas intraoral. 
ELASTICIDADE QUÍMICA FÍSICA 
 
Elásticos 
Alginato Hidrocoloide 
reversível Elastômeros 
 
Anelásticos 
Pasta ZOE Godiva 
Gesso Cera 
 
Matérias de moldagem 
Anelásticos 
GODIVA 
Material pesado, constituído de cera e resinas 
termoplásticas, é amolecida pelo calor, disposta 
na moldeira ou garfo e pressionada na área a 
ser moldada. 
Propriedades: 
Fluidez adequada para exercer mínima 
pressão sobre os tecidos, quando plastificada; 
Rigidez adequada após resfriada; 
Boa estabilidade dimensional à temperatura 
bucal; 
Permite a plastificação por seção. 
Desvantagens: 
Grande número de inserções da moldeira na 
boca, para a realização da moldagem; 
Contração térmica; 
Possibilidade de queimar o paciente. 
Termoplasticidade e condutividade térmica: 
A termoplasticidade é uma propriedade que 
permite o material ser plastificado pelo 
aquecimento. A baixa condutividade térmica 
indica um longo tempo necessário para que o 
material possa ser aquecido ou resfriado. 
O aquecimento deve ser uniforme, com 
manutenção da temperatura até ser levada a 
boca. 
Evitar: Superaquecimento ou queima do 
material. 
Cuidado: Sempre verificar a temperatura 
antes de inserir na boca do paciente. 
 
PASTA ZINCOENÓLICA (ZOE) 
Também conhecida como pasta de óxido de 
zinco e eugenol (ZOE), é utilizado em 
moldagem para edêntulos, em conjunto com 
um material para afastar os tecidos moles 
como a godiva. 
Material de eleição para a realização de uma 
moldagem funcional, em que não existam 
áreas de retenções pronunciadas no rebordo. 
Proporciona impressões com espessura fina, 
quando combinada com moldeiras individuais; 
Adere muito bem às paredes da moldeira; 
Excelente fidelidade e estabilidade dimensional; 
Proporção de 1:1 (base: catalisador). 
A pasta zincoenólica é apresentada por 2 
pastas: 
Óxido de zinco, óleo vegetal ou mineral. 
Eugenol e resina 
 
O óleo age como plastificador e auxilia na 
neutralização do eugenol que é um irritante 
tecidual. 
A manipulação é feita sob uma placa de vidro 
com uma espátula (n°72). 
Desvantagens 
Probabilidade de causar no paciente sensação 
de queimação devido ao contato do eugenol 
com os tecidos; 
Gosto desagradável; 
Textura pegajosa aos tecidos e aos 
instrumentais. 
 
Materiais de moldagem 
elásticos 
AGAR OU HIDROCOLÓIDE REVERSIVEL 
É um material de baixa popularidade. É 
basicamente composto por ágar (extraído de 
algas marinhas). 
ALGINATO 
Material de moldagem aquoso empregado 
para moldagem de regiões onde não é 
necessário a reprodução fina de detalhes. 
• Moldagem e campo úmido 
(hidrofílico); 
• Limpo e de sabor agradável; 
• Baixo custo; 
• Fácil utilização; 
• Tempo de trabalho: 1-5 minutos 
Manipulação 
O pó é dosado com o auxílio do medidor 
fornecido pelo fabricante. O pó deve ser 
incorporado a água com o auxílio de uma 
espátula plástica evitando bolhas na mistura. 
O tempo de espatulação varia de 45 
segundos a 1 min. A massa deve estar lisa e 
cremosa. 
1. Posicionar o material na moldeira e levar em 
posição; 
2. Remover com o dedo enluvado as sobras 
do alginato; 
3. Após o tempo de presa sacar da boca do 
paciente. 
O molde deve ser desinfetado com hipoclorito 
de sódio a 1% por 10 min. 
O vazamento do modelo deve acontecer no 
máximo até 30 minutos após a moldagem 
para evitar distorção. 
 
Elastômeros 
São materiais que reproduzem com bastante 
precisão as estruturas bucais. São 
empregados em moldagens para confecção 
de próteses, protetores bucais, estudo para 
aparelhos ortodônticos e registro de mordida. 
POLISSUFETOS 
SILICONE DE ADIÇÃO 
SILICONE DE CONDENSAÇÃO 
POLIÉTER 
POLISSULFETO 
O mais antigo elastômero; 
Apresentação: Base e catalisador (duas 
bisnagas); 
Manipulação: 1:1, colocado em uma placa e 
manipulado por 30/45 segundos. 
Características: 
Odor desagradável; 
Recuperação elástica lenta; 
Baixa estabilidade dimensional; 
O vazamento do gesso no molde deve ser 
imediato (até 1 hora); 
Vazamento único. 
Indicação: 
Moldagem individual; 
Confecção de casquetes. 
 
POLIÉTER 
Alto custo; 
Apresentação: duas bisnagas (base e 
catalisador); 
Manipulação: 
Pouco sensível a temperatura; 
Conservar o material sob refrigeração deixa 
o material com uma viscosidade muito alta; 
Alta estabilidade dimensional, o gesso pode 
ser vazado até uma semana depois. 
Na proporção de 1:1 o material é colocado sob 
a placa de vidro e manipulado até obter uma 
mistura homogênea. 
INDICAÇÕES DESVANTEGENS 
Moldagem de alta 
precisão. 
Dificuldade de 
remoção. 
Modelos de trabalho. Comprometimento 
periodontal 
Moldagem de 
transferência de 
implante 
 
 
 
SILICONE DE CONDENSAÇÃO 
Formado por: dimetil siloxano e silicato 
alquílico; 
É realizado uma primeira moldagem para 
individualizar a moldeira com pasta densa, 
seguido de uma moldagem com a pasta leve. 
As duas pastas tem um catalizador em 
comum. São hidrofílicos, logo a moldagem é 
favorável. 
Deve ser vazado em até 30 minutos, para não 
ter alterações dimensionais. 
Manipulação 
1º a massa é manipulada com os dedos até 
obter uma mistura homogênea; 
2º A massa é colocada na moldeira e levada 
para a boca do paciente; 
3º A massa leve é manipulada em uma placa 
de vidro e levada para seringa, e colocados 
sobre a massa densa. O modelo é obtido. 
 
SILICONE DE ADIÇÃO 
Formado por: polivinil siloxano + hidrogênio 
orgânico; 
Composto por duas pastas: uma pasta leve e 
uma pasta pesada, e um catalisador para cada 
pasta. 
Não forma subprodutos volátil, com isso o 
tempo de vazagem é maior, até 21 dias. 
Pode-se vazar com gesso mais de 1 vez com 
a mesma moldagem; 
Não deve ser manipulado com luvas de látex 
pois o material reage com o material, 
atrapalhando a preza do material. 
Recomenda-se esperar 1 hora para vazar o 
modelo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gesso 
O principal componente do gesso é o sulfato 
de cálcio hemi-hidratado. Obtido do mineral 
gipsita que é o sulfato de cálcio dihidratado. 
Para obtenção do gesso parte da água de 
cristalização é removida da gipsita durante o 
processo de calcinação (aquecimento). 
O gesso geralmente se apresenta em vária 
cores e várias embalagens geralmente de 1 a 
5kg. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
TIPO I: Gesso Paris;TIPO II: Gesso Comum; 
TIPO III: Gesso Pedra; 
TIPO IV: Gesso Pedra especial (baixa 
expansão); 
TIPO V : Gesso Pedra especial (alta expansão). 
 
Indicações 
TIPO I: Encontrar-se em desuso; 
TIPO II: Gesso para modelos de estudo e 
planejamento, modelos preliminares em PT, 
fixação de modelo no articulador; 
 
TIPO III: Gesso para montagem em 
articuladores de alta precisão, modelos para 
confecção de aparelhos ortodônticos, placas 
de clareamento e placas interoclusais; 
 
TIPO IV: Gesso para confecção de troqueis 
nos quais serão realizados enceramento para 
trabalhos cerâmicos; 
 
TIPO V: Gesso para fundição de ligas com alta 
contração de solidificação. 
Relação água/pó 
A proporção de água e pó influencia na 
propriedade final do gesso, podendo afetar o 
tempo de presa e na resistência do gesso, por 
isso devem ser porcionado corretamente. 
ÁGUA PÓ 
24ml 100g 
 
 
 
TIPO ÁGUA/PÓ 
Gesso comum – tipo II 0,45 – 0,50 
Gesso pedra – tipo III 0,28 – 0,30 
Gesso pedra especial – tipo 
IV 
0,22 – 0,24 
Gesso pedra especial alta 
expansão – tipo V 
0,18 – 0,22 
 
Manipulação 
A manipulação do gesso pode ser tanto 
manual quanto mecânica; no caso da manual 
é utilizada uma cuba de borracha e uma 
espátula metálica. 
O tempo médio de espatulação é de 45 
segundos até obter uma mistura homogênea. 
 
 
 
 
 
Resinas acrílicas 
As resinas acrílicas apresenta-se na forma de 
PÓ e LÍQUIDO. 
Pó: polímero acrílico; 
Líquido: monômero. 
 
Tipos de resina 
RESINA ACRÍLICA ATIVADA QUIMICAMENTE 
Simples e prática de utilizar, também 
denominadas de resina autopolimerizável. 
RESINA ACRÍLICA ATIVADA 
TERMICAMENTE 
Com melhores propriedades mecânicas e 
estética, sua polimerização é alcançada pela 
aplicação de calor e ativada quimicamente. 
Na odontologia sua aplicação clínica é bastante 
ampla, podem ser utilizadas em diversas áreas, 
como prótese, oclusão, dentística e ortodontia. 
Aplicação clínica: 
Moldagem intracanal para confecção de 
núcleo metálico fundido; 
Moldeiras individuais e placas-base para prova 
dos dentes; 
Próteses provisórias unitárias, parciais e totais; 
Dentes de estoque; 
Placas oclusais; 
Aparelhos ortodônticos removíveis. 
Manipulação 
A manipulação da resina deve ocorrer dentro 
de um recipiente como o pote paladon (ou 
dappen com tampa) e com o auxílio de uma 
espátula metálica. 
LÍQUIDO PÓ 
1 3 
Fases da resina 
Ao misturar o pó com o líquido, a resina está 
na fase arenosa ou granular, segue para a fase 
pegajosa ou fibrilar onde ocorre a formação 
de fibrilas, que se adere na espátula luva, após 
essa fase ocorre a fase plástica, que é a fase 
ideal para trabalhar com o material. A fase 
borrachoide corresponde a memória elástica 
do material e finaliza com a fase rígida. 
Fase Arenosa (aspecto de areia ); 
 
Fase Fibrilar ( fios finos e pegajosa); 
 
Fase Plástica (fase de trabalho); 
 
Fase Borrachoide (exotérmica, rugosa); 
 
Fase Rígida (fase final). 
 
Contração de polimerização 
Ocorre pela reação de polimerização da resina 
acrílica e pela consequente conversão do 
monômero em polímero. 
Resistência 
A resina acrílica apresenta baixa resistência 
mecânica quando comparada com os metais 
e a resina composta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resina Bisacrílica 
Material restaurador provisório (Mokcup), 
pode ter presa química ou fotoativada. 
 
VANTAGENS DESVANTAGENS 
Maior estabilidade dimensional Alto custo 
Pequena alteração de cor 
após a polimerização 
Polimento superficial 
deficiente 
Boa adaptação marginal ao 
término do preparo 
Menor resistência a 
forças oclusais. 
Fácil manuseio 
Melhor liberação de calor 
durante o processo de 
polimerização 
 
Baixo grau de contração de 
polimerização 
 
Estética favorável 
Mais opção de cor 
 
 
A resina bisacrílica é especialmente indicada 
para tratamentos estéticos, como material 
provisório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cimentos odontológicos 
Os materiais classificados como cimentos são 
aquele que sofrem uma reação ácido-base 
durante a reação de presa. 
As características desejadas são: 
• Adequada espessura de película e 
viscosidade satisfatória para ótima 
fluidez no caso do cimento para peça 
protética; 
• Tempo de trabalho e presa 
adequados; 
• Manuseio fácil e consistência ideal no 
caso de restaurações provisórias. 
Cimento de hidróxido de cálcio 
Usado para forramento de cavidades por 
estimular a deposição de dentina e também 
como cimento provisório. 
Esse cimento possui baixos valores de 
propriedades mecânicas como elasticidade, 
resistência à compressão e a tração. 
Manipulação 
O cimento de hidróxido de cálcio é fornecido 
em duas pastas, a pasta-base e a pasta-
catalizadora. 
Sua proporção é de 1:1, e devem ser 
dispensadas em quantidades iguais sobre a 
placa de vidro ou o bloco de papel. 
Para manipulação usa-se uma espátula, como 
o material tem presa rápida a mistura deve ser 
rápida até ficar homogêneo. 
Propriedades Indicações 
Atividade 
antimicrobiana 
Capeamento pulpar 
direto e indireto 
Efeito mineralizador Pulpotomia 
Radiopacidade Forramento cavitário em 
cavidades profundas 
Isolamento térmico 
Agregado trióxido mineral 
(MTA) 
Estimula a regeneração tecidual com baixo 
índice de estímulo inflamatório. 
Manipulação 
O pó deve ser dosado de acordo com o 
fabricante e misturado com soro fisiológico 
em uma placa de vidro com uma espátula de 
plástico ou de metal. 
 
PROPRIEDADES INDICAÇÕES 
Alta resistência Capeamento pulpar em 
casos de pulpite reversível. 
Solubilidade baixa Apicificação e apicigênese. 
Biocompativel Reparo de perfurações 
radiculares. 
Alto custo Material retro-obturador. 
Efeito bacteriano 
limitado 
Reabsorções radiculares 
Formação de 
barreira mineralizada 
 
Cimento de óxido de zinco e 
eugenol 
Apresentação: pó e líquido ou em duas 
pastas (cimento cirúrgico). 
Pode ser classificado em (ADA): 
TIPO I: cimentação temporária; 
TIPO II: cimentação definitiva; 
TIPO III: restaurações temporárias e base para 
isolamento térmico; 
TIPO IV: forramento de cavidades. 
Propriedades 
São os cimentos dentários com propriedades 
mecânicas deficientes, contudo possuem 
boas propriedades terapêuticas ( liberação do 
Eugenol - efeitos sedativos e anti-
inflamatórios). 
Manipulação 
Usa-se uma placa de vidro, na proporção de 
1:1. O pó é separado em 3 parte (50,25 e 
25%). 
A manipulação é iniciada pela porção maior. 
O tempo de trabalho é de 2-3min. 
O tempo de presa é de 1min. 
 
 
 
A reação de presa é uma reação de 
QUELAÇÃO que envolve basicamente óxido 
de zinco e o eugenol, que na presença de 
água (acelera a reação). 
VANTAGENS DENVANTAGENS 
Bom isolante térmico; Sofre desgaste 
Baixo custo; Solubilidade 
Fácil manipulação e 
aplicação 
Baixa resistência a 
compressão 
Efeito sedativo e 
antiinflamtório do 
eugenol 
Baixa propriedades 
mecânicas em 
relação aos outros. 
 
Cimento de ionômero de vidro 
Os cimentos de ionômero de vidro pertencem 
à classe de materiais conhecidos como 
cimentos ácido-base. Eles são baseados no 
produto da reação de ácidos poliméricos fracos 
com vidros em pó de caráter básico, 
representam a combinação do pó do cimento 
de silicato e do líquido do cimento de 
policarboxilato. 
A liberação de flúor é considerada uma das 
vantagens importantes dos cimentos de 
ionômero de vidro, o flúor além de melhorar as 
características de trabalho, confere um 
potencial efeito cariogênico ao material por sua 
liberação. 
O líquido é essencialmente uma solução aquosa 
do ácido poliacrílico que tem como objetivo 
acelerar a reação de presa 
 
Reação de Gelificação 
Fase I – ionização do ácido e deslocamento de 
íons; 
Fase II – formação da matriz de polissais; 
Fase III – formação de sílica e presafinal. 
PROPRIEDADES INDICAÇÕES 
Adesividade Classe I 
Biocompatibilidade Selamento 
Baixa resistência Forrador 
Contração Cimentação 
Libera flúor Pediatria 
 
Cimento de fosfato de Zinco 
Indicação: Cimentação definitiva de prótese 
fixa/metálica; pinos intrarradiculares. metálicos, 
base forradora, restaurações temporárias, 
bandas ortodônticas. 
Apresentação: Pó e líquido. 
 
 
Propriedades físicas 
Alta resistência a compressão; 
Baixa solubilidade; 
Alto modo de elasticidade; 
Retenção mecânica (embricamento mecânico). 
Vantagens 
Excelente aplicação clínica; 
Baixo custo de fácil manipulação; 
Amplo histórico de uso (120 anos). 
 
Desvantagens 
Irritante pulpar nas primeiras 24horas; 
Solúvel; 
Sem adesão (embricamento mecânico). 
Manipulação 
Agitar o pó (1 medida p/ 4 gotas), dividir o pó 
em 6 partes, manipular utilizando uma ampla 
área da placa manipulando vigorosamente. 
Tempo de manipulação total: 90seg 
O cimento de fosfato de zinco ideal não tem 
eugenol, já que o eugenol interfere na presa. 
 
 
 
 
 
 
 
Amálgama 
É uma liga metálica composta principalmente 
por MERCÚRIO, PRATA, ESTANHO, COBRE. 
Seu uso está em declínio devido ao tratado 
de Minamata. 
 
PROPRIEDADES 
 
Resistência à compressão: apresenta alta 
resistência à compressão, o que garante que 
o material consiga suportar altas cargas 
mastigatória. 
 
Resistência à tração: apresenta baixa 
resistência a tração o que precisa de 
preparos cavitários que minimizam. 
 
Corrosão: sofrem um processo de corrosão 
no meio bucal que podem ser de maior ou 
menor grau. 
 
 
Vantagens 
• Longa experiência clínica - é um 
material altamente estudado; 
• Facilidade de manipulação/custo; 
• Longevidade clínica (em boca); 
• Alta resistência mecânica. 
Desvantagens 
• Estética não favorável; 
• Toxicidade do mercúrio que é 
liberado ao longo do tempo; 
• Condutibilidade térmica; 
• Corrosão; 
• Baixa resistência à tração; 
• Ausência de união a estrutura dental 
- precisa de um preparo retentivo. 
ELEMENTO 
QUÍMICO 
PERCENTUAL 
Prata (Ag) 40-70 
Estanho (Sn) 17-30 
Cobre (Cu) 2-40 
Zinco (Zn) 0-2 
Índio (In) 0-10 
Paládio (Pd) 0-7 
Mercúrio 0-3 
 
Técnica 
1- Trituração; 
2- Condensação: adaptação á cavidade; 
3- Brunidura pré escultura: semelhante a 
condensação; 
4- Escultura; 
 
5- Brunidura pós escultura: lisura e brilho 
superficiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema adesivo 
Na atualidade a absoluta maioria dos 
procedimentos restauradores são 
executados com o auxílio de procedimentos 
adesivos que unem o material restaurador ao 
remanescente dentário, sem a exigência de 
preparos cavitários extensos que promovam 
retenção por meio de sua geometria. Isso 
possibilita maior preservação de tecido dental 
sadio que, no longo prazo, acarreta maior 
longevidade na manutenção de dentes 
saudáveis e em função. 
VANTAGENS 
• Odontologia de mínima intervenção 
(cavidades menores); 
• Sem necessidade de retenção 
mecânica; 
• Restaurações estéticas. 
 
Tipos de adesão: 
1) Química; 
2) Física; 
3) Mecânica. 
 
Critérios para adesão 
1) COESÃO Atração entre átomos similares 
ou moléculas dentro de um mesmo corpo. 
 
2) TENSÃO SUPERFICIAL Efeito que ocorre 
na camada superficial de um líquido – 
comportamento semelhante a uma 
membrana elástica. 
 
3) ENRGIA DE SUPERFÍCIE Capacidade das 
moléculas de formar ligações; quanto maior a 
energia de superfície, maior a capacidade de 
se fazer ligações, melhor a adesão do 
material; 
 
4) MOLHAMENTO Capacidade de 
escoamento de um líquido sobre um sólido. 
Classificação 
A classificação mais aceita dos sistemas 
adesivos é aquela que os divide segundo a 
estratégia adesiva, condicione e lave ou 
autocondicionante 
Condicione e lave 
Para a estratégia condicione e lave existem 
os sistemas de três passos (em que ácido, 
primer e adesivo são aplicados em passos 
distintos) e os de dois passos (em que o ácido 
é aplicado em um primeiro momento e, após 
lavagem e remoção da umidade excessiva, 
uma solução única, exercendo as funções de 
primer e adesivo é utilizada). 
CARACTERÍSTICAS 
• Promove remoção da smear layer; 
• Necessita de lavagem do condicionamento 
ácido; 
• Necessita controle de umidade da dentina; 
• Maior profundidade de desmineralização. 
 
 
Autocondicionante 
Já na estratégia autocondicionante, na qual não 
existe uma etapa prévia em separado para o 
condicionamento com ácido fosfórico, existem os 
sistemas de dois passos (em que um primer ácido 
exerce as funções de ácido e primer, seguido da 
aplicação uma resina adesiva) e os sistemas de um 
passo (nos quais uma solução única, exercendo 
funções de ácido, primer e adesivo é aplicada sobre 
a estrutura dentária). 
CARACTERÍSTICAS 
• Não remove smear layer; 
• Aplicado com fricção na superfície; 
• Não requer lavagem, apenas secagem. 
 
CAMADA HÍBRIDA 
Região de interdifusão entre os polímeros do 
adesivo e os componentes da dentina. 
Resinas compostas 
As resinas compostas têm sua estrutura formada 
por vários componentes. Há vários componentes 
principais, sendo as características e percentuais 
de cada um deles variáveis de um material para 
o outro. 
 
Matriz Orgânica 
Necessários para regular a viscosidade, são 
monômeros que quanto menor a viscosidade da 
matriz orgânica, maior a quantidade de carga que 
pode ser incorporada. 
 O TEGMA foi incorporado para poder deixar a 
matriz orgânica menos viscosa e mais fluida, o que 
facilitou a incorporação de partículas inorgânicas. 
Monômeros de baixa viscosidade possuem 
aumento da contração de polimerização, assim 
resinas fluidas apresentam maior tendência a 
contração volumétrica, o que é mais prejudicial, 
assim, a incorporação de partículas inorgânicas 
para diminui a contração de polimerização. 
O que diferencia as resinas são o tamanho das 
cadeias das moléculas. 
• Bis-GMA (Bisfenol glicidil metilmetacrilato); 
• UDMA (Uretano dimetacrilato); 
• TEGM (Trietilenoglicol dimetacrilato); 
• EGDMA (Etilenoglicol dimetacrilato); 
• BIS-HEMA (Etilenoglicol dimetacrilato) - 
Utilizadas em resinas mais recentes. 
 
 
Carga Inorgânica 
A carga inorgânica é responsável por aumentar 
as propriedades mecânicas, reduzindo a 
quantidade de matriz orgânica. 
Principais partículas: quartzo, sílica, partículas de 
vidro; em alguns se tem bário e estrôncio que dá 
radiopacidade ao material; 
Além disso, auxilia no reforço da matriz resinosa 
e na redução da contração de polimerização, já 
que a partir do momento que se coloca partículas 
inorgânicas está-se diminuindo a parte orgânica 
(onde se tem mais contração volumétrica), então 
vai-se melhorar a contração de polimerização. 
A inserção de partículas orgânicas aumentou a 
viscosidade e a inserção de bário e estrôncio 
aumentou a radiopacidade. 
Agentes de união 
O silano é o agente de união mais comum, é uma 
molécula bifuncional, que une a parte orgânica e 
inorgânica da resina. 
Também é responsável por evitar a perda das 
partículas por desgaste, já que quando não tinha 
esse agente, as partículas se desprendia/soltava 
da resina composta; 
Na carga inorgânica se liga à sílica (Si – O – Si) e 
na porção orgânica se liga aos radicais 
metacrilatos (Bis-GMA, TEGMA, UDMA, vai 
depender dos monômeros metacrilato que estão 
na matriz orgânica). 
Os silanos são moléculas que possuem a 
capacidade de se unir quimicamente à superfície 
de carga. Reforça a resistência ao desgaste e 
estabilidade de cor. 
Iniciadores 
Envolvem os componentes responsáveis pela 
reação de polimerização. 
O fotoiniciador mais utilizado é a canforquinona, 
que tem seu pico de absorção na faixa de luz 
com comprimento de onda de 470nm. 
 
Propriedades 
Partículas inorgânicas 
Quanto maispartículas inorgânicas menor a 
contração de polimerização; 
Contração de polimerização 
Relacionada com partículas inorgânicas, assim, 
resinas flow e as microparticuladas apresentam 
maior grau de contração; 
Resistência ao desgaste 
Importante em dentes posteriores, suas 
propriedades determinam a dureza da resina, que 
devem ser resistentes ao desgaste em dentes 
posteriores. 
Grau de conversão 
A capacidade que os monômeros tem em ser 
convertido a polímero. 
Estabilidade de cor 
As resinas quimicamente ativas são mais estáveis. 
Aquelas que apresentam partículas inorgânicas de 
grande tamanho tem probabilidade de 
manchamento superficial, devido ao espaçamento 
entre as moléculas. 
Método de ativação 
QUÍMICA : Tem-se uma pasta base e uma pasta 
catalizador, onde se tem o peróxido de benzoila 
e amina terciária, quando junta as duas 
quimicamente, tomam presa. 
FOTOPOLIMERIZÁVEL: são resinas compostas 
que apresentam fotoiniciadores que polimeriza 
com presença de luz (específica). 
DUAIS: Tem a presa tanto da forma química 
quanto da forma fotoativada. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
Anusavice, KJ; Shen, C; Rawls, HR - Philips - Materiais 
Dentários. 12° Edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
Elias, CN; Lopes, LP - Materiais Dentários. Ensaios 
Mecânicos. Editora Santos: São Paulo, 2007.