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Resina acrílica 
A resina acrílica é um material utilizado nas diversas práticas e 
especializações da odontologia (dentística, prótese, ortodontia, 
odontopediatria). 
Com o modelo obtido de gesso a partir de um molde, a resina 
acrílica pode ser utilizada como base ao modelo que foi preparado, 
como uma moldeira. 
 
A resina acrílica se apresenta na forma de líquido e pó, em 2 frascos 
separados. 
 
A resina acrílica é uma material que requer concentração na sua 
utilização por conta do seu curto tempo de uso, em que a partir da 
mistura do pó e do líquido reações químicas começam a ocorrer e 
se não trabalhar no tempo certo perde-se a possibilidade de uso 
desse material. 
 
Definição 
A resina acrílica é um composto orgânico classificado como 
POLÍMERO, produzidos sinteticamente e cuja química baseia-se no 
carbono, hidrogênio e em outros elementos não metálicos. 
Também denominada resina à base de polimetilmetacrilato 
(PMMA); utilizada desde 1937. 
 É um tipo de plástico! Um plástico resiliente formado pela 
junção de múltiplas moléculas de metilmetacrilado; 
 
O monômero é o líquido, o polímero é o pó!!! Após a mistura 
reações químicas vão ocorrer e desencadeia a REAÇÃO DE 
POLIMERIZAÇÃO (formação de polímeros) – passa por alguns 
estágios importantes!! 
 Vem sendo utilizada a um bom tempo e não foi 
encontrado um substituto fiel. 
 
Classificações da resina acrílica 
A resina acrílica é classificada em 5 tipos; 1, 2, 3, 4 e 5 – de 
acordo com especificação da ISSO. 
 
Tipo 1 – Polímeros termo polimerizáveis (reação de calor); 
Tipo 2 – Polímeros autopolimerizáveis (após polimerização 
química); 
Tipo 3 – Polímeros termoplásticos (ao aumentar a temperatura 
ganha plasticidade, ao resfriar enrijece); 
Tipo 4 – Materiais fotoativados (através de uma fonte de luz); 
Tipo 5 – Materiais polimerizados através de micro-ondas (da 
energia de micro-ondas); 
 
As resinas são passíveis de ser polimerizadas por mais de um 
processo, otimizando as propriedades de alguns materiais. 
 
Resina acrílica ativada quimicamente – RAAQ – Uma 
substância química, normalmente uma amina terciária, atua como 
ativador da reação de polimerização; 
Resina acrílica ativada termicamente – RAAT – O calor 
atua como ativador da reação de polimerização, temperaturas 
próximas a 65 C° (enrijece quando eleva a temperatura) – utiliza na 
prática clínica na confecção de próteses totais; 
Resina acrílica fotoativa – RAFA – A irradiação por luz 
visível atua como ativador da reação, a reação é DESENCADEADA 
e PROPAGADA; 
 
Características 
Insípida; 
Inodora não tóxica e não irritante aos tecidos bucais (mas 
algumas pessoas têm alergia ao monômero, principalmente o 
monômero residual quando a polimerização não ocorre de forma 
efetiva); 
Insolúvel na saliva – podem estar em boca, sendo assim, em 
contato com a saliva; 
Fácil de manipular e polir; 
Passível de desinfecção (clorexidina); 
Apresenta alta estabilidade dimensional, morfológica e de cor 
 
O pó vem com um dosador para utilizar adequadamente 
Composição do pó 
Resina polimerizada – polimetilmetacrilato; 
Iniciador – PERÓXIDO DE BENZOILA; 
Pigmentos e opacificadores (óxido de zinco e titânio) – permitem 
a possibilidade de usar diferentes cores, há um sistema de cor que 
mostra as indicações (coroas totais, próteses removíveis); 
Partículas inorgânicas (garante resistência ao material final); 
Plastificador (butilmetacrilato) 
 
Composição do líquido 
Monômero – metilmetacrilato; 
Ativador – AMINA TERCIÁRIA – Dimetil-P-toluidina; 
Agente para ligação cruzada – Glicoldimetacrilato; 
Inibidor – Hidroquinona; atua retardando a reação de 
polimerização, pois poderia ocorrer no próprio frasco – após abrir, 
selar com a tampa, por ser BEM VOLÁTIL; 
 Vem em frascos escurecidos para impedir que a luz 
possa, porventura, polimerizar 
 
Efeito da temperatura 
A refrigeração do líquido faz com que o tempo de trabalho aumente 
(permanece o estágio plástico por mais tempo), e depois desse 
tempo não é possível manusear e dar o formato ao material que 
desejamos; 
 A umidade degrada propriedades físicas e mecânicas, 
sendo assim é necessário controlar a umidade do local. 
 
Reação de polimerização 
É uma reação intermolecular de repetição capaz de progredir 
INDEFINIDAMENTE. 
Numa manipulação em que se obteve um formato, que teve 
alguma falha, é possível que ao adicionar o líquido e o pó na falha 
haja reação!!! Isso se chama REEMBASAMENTO ou 
READAPTAÇÃO. 
O monômero do líquido METILMETACRILATO passa a formar um 
polímero POLIMETILMETACRILATO, quando o pó ao se misturar 
com o líquido, que desencadeia uma reação de polimerização por 
adição, formando RADICAIS LIVRES, que unem as cadeia 
monoméricas. 
ISSO NA RESINA QUIMICAMENTE ATIVADA!! 
A amina terciária (ativador) presente no líquido é associada ao 
peróxido de benzoila (iniciador) presente no pó, ao misturar os dois 
numa determinada proporção, há FORMAÇÃO DE RADICAIS 
LIVRES. 
Os radicais livres junto ao monômero do líquido 
METILMETACRILATO, promovem o início da reação, que 
transforma os monômeros em polímeros. 
Os monômeros passam a se unir, passando por estágios de 
interação e passam a estar numa condição de uso, já que ocorre a 
polimerização. 
 
A PROPORÇÃO DOS MATERIAIS É MUITO IMPORTANTE!!! 
 
Monômeros residuais 
Monômeros residuais são as porções da resina (líquido 
principalmente) que não reagiram. 
Para o paciente – Pode ser um agente irritante – 
biocompatibilidade afetada e reações alérgicas (possui forte odor); 
Para o profissional – Dermatite de contato, por isso manipular 
com a luva; 
As regras de uso são muito importantes, devendo-se respeitar as 
recomendações do fabricante!!! 
 
A resina ativada quimicamente possui mais monômeros livres 
remanescentes que a ativa termicamente, a RAAQ possui de 3 a 
5% e o RAAT possui cerca de 0,2 a 0,5%. 
 Isso porque a complementação da polimerização com o 
calor diminui os riscos da formação de monômeros 
residuais – utilizado na confecção de próteses totais e 
removíveis, e sobre implante na implantodontia. 
 
Versatilidade 
Propriedades térmicas satisfatórias – ao ser colocado na 
cavidade oral não sofre grandes impactos em relação à mudança 
de temperatura; 
Estabilidade dimensional – altera pouco o volume na reação de 
polimerização, que é exotérmica; 
Boa capacidade de polimento; 
Aparência agradável – reestabelece tanto função quanto estética 
do paciente; 
Simplicidade técnica – Não exige a utilização de equipamentos 
que envolvam altos custos e tecnologia; 
 A resina acrílica vem sendo utilizada desde a década de 
30, e alguns processos continuam sendo realizados de 
forma semelhante 
Confecção da base de próteses parciais e totais; 
Placas miorrelaxantes (para pacientes com bruxismo); 
Moldeiras individuais; 
Padrões fundição (etapa realizada para a obtenção de núcleo 
metálico fundido); 
Próteses provisórias imediatas; 
Coroas provisórias; 
Dentes artificiais; 
Reparo em próteses totais; - se adicionar o pó e líquido na falha 
ocorre a reação de polimerização e repara!!! 
Acrilização de aparelhos ortodônticos; 
Confecção de dentes artificiais, além de artefatos que substituam 
perdas ósseas os tecidos moles da face, como reconstituição 
ocular, pavilhão auricular e obturadores palatinos (em cirurgia 
bucomaxilofacial). 
 
Indicações 
Confecção da base de próteses parciais e totais; 
 
Placas miorrelaxantes (para pacientes com bruxismo); 
 
Moldeiras individuais; 
Prótese provisória imediata (dentes e mucosa) – ficar por alguns 
dias ou meses até confeccionar a prótese removível; 
 
Coroas provisórias; 
Dentes artificiais (os dentinhos utilizados); 
Base de aparelhos ortodônticos; 
Guia cirúrgico – guia a colocação do implante; 
Casquete – moldeira individual de um dente; 
Prótese removível; 
Desprogramador oclusal– utiliza para guiar a montagem das 
arcadas o articulador para a reabilitação; 
Prótese total (dentadura); 
Prótese sobre implante; 
 
Reação de presa – POLIMERIZAÇÃO 
Quimicamente, há fases da reação de polimerização, e na da resina 
acrílica há 4 fases: INDUÇÃO, PROPAGAÇÃO, TERMINAÇÃO e 
TRANSFERÊNCIA DE CADEIA. 
 São reações químicas, que ocorrem entre o peróxido de 
benzoila e a amina terciária – não enxergamos a reação, 
mas sabemos que ela ocorre. 
 
Interação monômero polímero 
São fases que conseguimos enxergar e vivenciar, caracterizados 
pelo momento em que a mistura ocorre; são 5 fases: ARENOSO, 
FIBRILAR, PLÁSTICO, BORRACHOIDE e RÍGIDO. 
 Importante reconhecer todas as fases!!! 
A fase crítica que indica o manuseio literal do material é a fase 
PLÁSTICA – podemos manusear com as mãos ou o pincel!! 
Dependendo do seu uso 
 
Material e técnica de uso da resina 
acrílica ativada quimicamente – RAAQ 
Pote paladon; 
Espátula de manupulação n. 36; 
Medidores de resina acrílica – deve-se seguir as recomendações 
do fabricante!!! 
 
*O tempo de trabalho da RAAQ é menor em relação à 
termicamente ativadas – polimeriza após o aumento da 
temperatura (65°C) 
 
1.A proporção de polímero-monômero é de 3:1 (pó:líquido) – 
levando o pó ao líquido no pote paladon; 
 Não devemos aumentar a proporção do líquido!!! - O aumento 
da proporção de líquido traz: 
 Aumento da concentração de monômeros residuais; 
 Menor resistência (pode haver quebra da peça protética 
provisória); 
 Aumento da concentração de porosidades (diminui a 
lisura superficial e aumenta a tendência ao acúmulo de 
biofilme e fungos); 
 Menor estabilidade de cor; 
 
 
 
Arenoso 
Depois de adicionar o pó no líquido, tem-se o estágio ARENOSO, 
em que não começamos a trabalhar com a resina. 
Pouca ou nenhuma reação a nível molecular, em que as pérolas 
do polímero mantêm-se inalteradas; 
 
Após a mistura há uma consistência de “areia molhada”, por isso 
arenoso – após a completa mistura FECHA o pote paladon, para 
que a reação ocorra com a menor presença possível de O2. 
 O estágio arenoso ocorre de 1:30-2 minutos. 
 
Fibrilar 
O monômero começa a atacar a superfície das pérolas de polímero. 
Há início da formação da cadeia de polímeros. 
Ainda não é um estágio de trabalho, pois o material gruda na 
luva!!! 
Forma fibrilas ao encostar na resina acrílica, parecendo teias de 
aranha! 
 
Ao formar as fibrilas, prestar atenção pois a próxima 
etapa é a do manuseio propriamente dito 
 
Plástica 
Há aumento do número de cadeias de polímeros. Ainda existe 
grande quantidade de polímero dissolvido. 
É nessa fase que garantimos o formado que queremos da resina 
acrílica, e ela obedece e copia!!! É A FASE DE TRABALHO. 
 
*Na prática, para fazer a moldeira individual, utiliza a placa de vidro 
com vaselina e pressiona contra outra!!! Forma a placa para copia 
o rebordo de um paciente desdentado. 
 
Borrachoide 
Evaporação do monômero ou reação do monômero com o 
polímero. Nessa fase o material já garante uma memória elástica, e 
retorna ao seu estado inicial depois de deformar – NÃO É MAIS 
PASSÍVEL DE MOLDAGEM. 
 
Rígida 
Há evaporação completa do monômero livre. Têm-se uma mistura 
seca e resistente a deformação mecânica. 
Há uma intensa liberação de calor, podendo queimar a mão e a 
mucosa do paciente quando em boca – reação exotérmica. 
 
A resina vira um sólido altamente resistente!!!