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* Fisioterapia Neonatal e Pediátrica - Semiologia - Avaliação - Tratamento * Semiologia Respiratória NASCIMENTO No momento do parto o RN está relativamente hipóxico, com uma PaCO2 elevada e acidose respiratória. Os movimentos respiratórios fetais no início e durante o parto. As contrações intra-uterinas e do canal vaginal provocam pressões torácicas que esvaziam os alvéolos “primitivos”. * Nascimento Estímulos sensoriais Centro respiratório SNC. RN “Estímulos”: Sons Luzes Gravidade Frio Movimentos dos membros Reflexo de estiramento Sensações táteis e dolorosas Necessidade de O2 * Parto a pré-termo Fisioterapeuta ao ser chamado numa UTIN deve estar atento aos seguintes itens: Parto a pré-termo Baixo peso ao nascimento Anormalidades congênitas. O parto a pré-termo é definido como ocorrido com menos de 37 semanas completas de gestação (a termo é de 38-42 semanas) * Diferenças anatômicas e fisiológicas entre crianças e adultos Diferenças anatômicas Anatomia da via aérea superior: permite ao RN alimentar-se e respirar simultaneamente, até aproximadamente 3-4 meses de idade. RN´s com passagens nasais ocluídas, tanto pelo muco, como por tubos, podem ter no trabalho respiratório e episódios de apnéia. Tecido linfático (adenóide e amigdalares) pode ser aumentado. A língua também é relativamente grande. Fatores que podem contribuir para a obstrução da VAS. * Diferenças anatômicas Menor diâmetro das vias aéreas, particularmente, em pré-termo, oferece maior resistência ao fluxo aéreo. A estrutura da parede brônquica é diferente; a cartilagem é menos firme e haveria mais glândulas mucosas, predispondo para obstrução e colapso da via aérea. (Reid, 1985) Menos alvéolos; menos área de superfície para troca gasosa. Os canais colaterais entre os alvéolos são menos desenvolvidos até 2-3 anos de idade, predispondo ao colapso alveolar. * Diferenças anatômicas Os arcos costais são mais horizontalizados; menos movimento de “alça de balde”. O coração e outros órgãos (fígado e timo), são relativamente grandes, e portanto existe relativamente menos espaço para o tecido pulmonar. A posição elevada da laringe obriga o neonato a ter uma respiração nasal nos 2-3 primeiros meses. A respiração oral somente é motivada por uma obstrução de VAS. O número de condutos pulmonares, está reduzido principalmente em lobo superior e médio (atelectasias). * Diferenças anatômicas Movimento diafragmático limitado. Expansão restringida de lobos pulmonares. * Diferenças Fisiológicas O diafragma de um RN é composto por: 25% de fibras oxidativas de contração lenta (aeróbicas); 25% de fibras oxidativas glicolíticas de contração lenta (mistas aeróbicas); 25% de fibras glicolíticas de contração rápida; 25% de fibras neutras (sem ser aeróbicas ou anaeróbicas) – a definição dessas fibras ocorre até os 7-8 anos de idade. Predispõe a fadiga diafragmática. * Fibras Diafragmáticas * Diferenças fisiológicas O RN pré-termo (<37 semanas) possui padrões respiratórios irregulares que podem levar à apnéia. Em dificuldades respiratórias, o RN a FR, em vez de aprofundá-la para manter o VM. O neonato pode dormir 20 horas por dia e em 80% desse tempo pode estar em sono ativo (movimento rápido dos olhos) comparado com 20% no adulto. Durante o sono ativo, há uma no tônus postural que causa uma na CRF, aumentando o trabalho respiratório. * Diferenças Fisiológicas RN e crianças ventilam, preferencialmente, regiões mais superiores do pulmão, em vez de regiões pulmonares dependentes como nos adultos; embora o padrão de perfusão seja similar (capilares). O neonato a termo alcança de 38 a 42 semanas de gestação. O neonato cujo peso ao nascer é de 2,5 kg ou menos é considerado prematuro. * Atermo e prematuros Fatores que influenciam bebês nascidos com baixo peso classe social, etnia, saúde, idade e tamanho da mãe. O tórax, flexível por seu esqueleto cartilaginoso, permite que a parede torácica tenda a colapsar-se com evidentes retrações inspiratórias * A musculatura respiratória é debilitada, os alvéolos e capilares pulmonares pouco desenvolvidos. Maior tendência a uma ventilação com hipóxia, SatO2 diminuída e acidose respiratória. Capacidade de combater infecções está diminuída. O RN prematuro tem transtornos nutricionais. * * Músculos Respiratórios Fibras diafragmáticas contração lenta em prematuros 10%; RN a termo 25%; e 8 meses 55% . As fibras de contração rápida são susceptível à fadiga. Os músculos dos bebês prematuros, com baixa % de fibras tipo I, são mais predispostos a fadiga e insuficiência respiratória. * Complicações respiratórias no RN Reais: Síndrome da insuficiência respiratória; Desenvolvimento incompleto e debilidade dos músculos respiratórios; Centros respiratórios bulbares deprimidos: Fármacos maternos (analgesia,anestesia) Traumatismo. * Complicações Respiratórias no RN Possíveis: Aspiração pulmonar de líquidos; Fadiga muscular respiratória; Pneumotórax por ruptura alveolar; Zonas atelectásicas. * Avaliação Respiratória do RN e da Criança A avaliação cuidadosa é essencial para identificar possíveis problemas. Muitos aspectos da avaliação seriam os mesmos que nos adultos, porém existem diferenças específicas. * Primeiras observações 1. História da gravidez; parto 2. Avaliação Apgar 3. Idade gestacional e peso * Inspeção Observa-se: Padrão respiratório; FR; Ritmo; Esforço respiratório. * Variação da FR conforme grupos etários (Identificação de taquipnéia ou bradipnéia) Cardieri,J. Profª Pneumologia Pediátrica do HC da Faculdade de Medicina da Universidade de SP; 2000. * Valores normais da FC, FR e pressão sanguínea de acordo com a idade Parker, A e Prasad,A – Fisioterapeutas Hospital for Children, London; 2002. * Exame Físico Ritmo Respiratório: Até os 3 meses, as pausas respiratórias de até 10 segundos são consideradas normais. Apnéia presença de pausas respiratórias superiores a 15 segundos, levando à cianose e à bradicardia. * Exame Físico Esforço respiratório presença dispnéia; respiração “difícil”, caracterizada por: Aumento do trabalho muscular; Uso de musculatura acessória. Dispnéia – difícil quantificação; Aspectos que auxiliam tiragem intercostal; uso musculatura acessória; BAN; gemido expiratório * Avaliação de Apgar O somatório da pontuação (no mínimo zero e no máximo dez) resultará no Índice de Apgar e o recém-nascido será classificado como sem asfixia (Apgar 8 a 10), com asfixia leve (Apgar 5 a 7), com asfixia moderada (Apgar 3 a 4) e com asfixia grave: Apgar 0 a 2. * Tabela de Silverman e Andersen 1956 – quantificar a gravidade de um quadro respiratório baseada em 5 manifestações clínicas, graduada de 0 a 2 de acordo com a intensidade. Um valor de 10 Quadro clínico mais crítico. Movimentos de tórax e abdome Respiração intercostal inferior Retração BAN Gemido expiratório * Tabela de Silverman-Andersen * Exame físico Sinais clínicos de desconforto respiratório: Recuo ou tiragem – esternal, subcostal ou intercostal; esforço inspiratório BAN – músculos dilatadores do nariz; pode ser resposta primitiva tentando a resistência da via aérea. Taquipnéia – FR > 60rpm – RN normalFR 30-60rpm Gemidos – quando RN expira contra uma glote parcialmente fechada; tentativa de CRF, melhorando a ventilação. Estridores – ouvidos quando há uma obstrução parcial na traquéia e/ou laringe. Cianose – sinal duvidoso, depende de uma quantidade relativa de Hb no sangue e de uma adequada circulação periférica. * Exame Físico Avaliação de VAS – caracterizar doenças obstrutivas, alérgicas e malformações. Presença de secreção – coloração e viscosidade.Aspecto tórax – deformidades ou assimetrias Ausculta do RN e criança mais nova pode ser mais difícil devido à fácil transmissão dos sons. Manifestações cardíacas do desconforto respiratório – taquicardia inicial e um possível na pressão sang. sistêmica; essas mudanças pioram da hipóxia à bradicardia e hipotensão. Extensão do pescoço num RN pode representar uma tentativa em reduzir a resistência da via aérea. * Exame Físico Palidez – pode ser um sinal de hipoxemia ou outros problemas incluindo anemia. Relutância em alimentar-se associada com desconforto respiratório – RN necessita de pausas frequentes na sucção quando taquipnéicos. Bradipnéia – FR < 30rpm – causa hipoventilação. Alterações no nível de consciência – uma redução na atividade pode ser devido a um déficit neurológico; também pode ser devido à hipóxia; a irritabilidade e a inquietação podem ser indicativos de estado hipóxico. * Sinais de estresse FC < 120 ou >180 FR <40 ou >80 SatO2 < 92% Respiração irregular Alteração de cor Flacidez Tremores Indicam “s” está inapropriado ou excessivo. Meio ambiente da UTI (nível sonoro alto; luzes fortes e contínuas; muitos procedimentos; rotina; pouca sucção). Heidelise Als, 1984 * Sinais de aproximação Heidelise Als, 1984 “s” dentro do normal. FC entre 120 e 160; FR entre 40 e 60; Boa SatO2; Respiração regular; Rosada; Semi-flexão; Movimentos suaves; Mãos na boca e movimentos bucais; Sucção; Contato mãos/pés com superfícies Face relaxada. * Sinais e sintomas de obstrução das vias aéreas pediátricas Cianose Dispnéia Debilidade / Exaustão Inconsciência Retração torácica BAN Vômitos Hemoptise Ortopnéia Disfagia Estridor Tosse Náuseas * Uma postura inadequada pode a capacidade inspiratória. A mudança de prono para supino pode determinar: FR; VC; VM; Volume expiratório. * Problemas mais comuns de RN pré-termo e de baixo peso? Desconforto respiratório; Hemorragia periventricular; Controle de temperatura; Infecção; Icterícia; Asfixia ao nascimento; Aspiração do mecônio; Doença cardíaca congênita * Doença Respiratória na Infância Mais comum em crianças de base sócio-econômica inferior, com uma história familiar de doença respiratória, com irmãos em idade escolar ou com mãe fumante. ASMA BRONQUIOLITE PNEUMONIA FIBROSE CÍSTICA INALAÇÃO DE CORPO ESTRANHO * ASFIXIA Causa: Condições maternas; Trabalho de parto e nascimento; Condições fetais e neonatais. Com rapidez se determina a fase de asfixia. * ASFIXIA Fase I: Depressão; Respiração lenta, irregular e cianose. Fase II: Espasticidade; movimentos respiratórios irregulares; cianose e/ou palidez; reflexo lento. Fase III: Flacidez; movimentos respiratórios pouco frequentes ou ausentes; estruturas glóticas colapsadas; ausência do reflexo laríngeo; mandíbula relaxada 3 Fases * Apnéia Ocorre em 25% a 50% dos prematuros. Crises de APNÉIA Parada respiratória por mais de 20 segundos associada a outros sinais como bradicardia (<80 a 100bpm), cianose e diminuição do tônus muscular (hipotonia). * Causas da apnéia no período neonatal APNÉIA Distúrbios metabólicos Temperatura Fases do sono Obstrução Refluxo G-E Infecção Distúrbios SNC Diminuição do Transporte de O2 * DISPNÉIA Avaliação subjetiva – baseada na entrevista com o paciente. A falta de ar é a percepção subjetiva do aumento do trabalho respiratório. Sintoma predominante da doença cardíaca e respiratória. Ocorre também na anemia ( capacidade do sg em “carregar” O2); nas disfunções neuromusculares e nos distúrbios metabólicos (equilíbrio ácido-básico). * Dispnéia Classificação pela New York Heart Association: Grau I Nenhum sintoma em atividade normal; dispnéia ocorrendo somente com grande esforço (subir morro, pedalar muito rápido) Grau II Sintomas em atividades normais; subir escadas, arrumar a cama, carregar peso. Grau III Sintomas com médio esforço; tomar banho, vestir-se. Grau IV Sintomas ao repouso. * Dispnéia Ortopnéia – dispnéia quando se está deitado na horizontal. Trepopnéia – decúbito lateral. Dispnéia Paroxística Noturna – dispnéia que acorda o paciente à noite. No paciente com doença cardíaca, deitar aumenta o retorno venoso proveniente de MMII. * Tosse Reflexo de proteção que livra as vias aéreas de secreções ou corpos estranhos. Seca ou Úmida Produtiva ou Improdutiva Frequência Matinal (à noite ocorre SNC; movimento ciliar; a secreção acumula); Noturna (RGE; obstrução VAS; Doenças Atópicas Ciclo Circadiano das catecolaminas (fazem VC e BD; à noite catecolaminas; supra-renal; maior queda por 24:00 e 02:00 hrs). * Secreção Umidifica, purifica e estabiliza a V.A. A secreção tem 3 camadas (capas); se houver predomínio de uma delas, pode haver um processo patológico. Aquosa Espuma Mucofibrilar Secreção Serosa Secreção Mucosa Secreção Purulenta; Mucopurulenta * Ausculta Pulmonar Ambiente silencioso com o tórax exposto/desnudo. Recurso semiológico destinado a detectar os sons normais e patológicos produzidos nos pulmões e nas vias aéreas. * Ausculta Pulmonar Murmúrio Vesicular (MV): entrada e saída do ar pelas vias aéreas. MV esforço MV patologias com perda de volume. Estertores: ruídos produzidos na luz dos brônquios devido à passagem do ar por um meio líquido ou pela diminuição da luz bronquial. Podem modificar-se ou desaparecer com a tosse. * Ausculta Pulmonar Estertores Secos: presença de secreção desidrata; aderida. * Roncos – origem em brônquios de maior calibre; inspiração e expiração. * Sibilos – brônquios de menor calibre; preferencialmente fase expiratória; pode indicar secreção ou broncoespasmo. * Ausculta Pulmonar Estertores Úmidos: indicam a presença de secreção úmida na luz da árvore brônquica ou no líquido na periferia alveolar; insp. e expir.; predominante no fim da inspiração. * Estertores bolhosos – ruídos que se assemelham com o “estourar” de bolhas; podem ser subdivididos em estertores de finas bolhas (VA de pequeno calibre); médias bolhas (médio calibre); e grossas bolhas (grande calibre) * Creptantes Ruídos muito finos; se assemelham ao som produzido ao “esfregar-se os cabelos com os dedos”. Ocorre pela existência de líquido intersticial nos alvéolos, geralmente proveniente de uma inflamação pulmonar como a pneumonia; infiltrado intra-alveolar. * Observação do tórax O tórax deve ser simétrico aos arcos costais; O diâmetro transverso deve ser maior do que o diâmetro ântero-posterior; A coluna torácica deve ter uma leve cifose * Anormalidades Cifose a flexão normal da coluna torácica está aumentada. Cifoescoloise essa anormalidade causa um “defeito” pulmonar restritivo. Pectus excavatum esterno deprimido; raramente causa mudanças significativas na função pulmonar. Pectus carinatum esterno projetado anteriormente. Pode estar presente em crianças com asma grave. * Percussão Torácica A ressonância é provocada pela vibração da parede torácica sobre os tecidos adjacentes. Aonde existe mais ar, o som é “maior”. Atimpânico: normal Timpânico: excesso de ar; som do estômago (oco); + agudo. Maciço: som ósseo; grande quantidade de líquido; tumor; empiema. Submaciço: som cardíaco; ar + líquido;comum no derrame pleural e nas pneumonias mais extensas (condensações). * FTV Vibração do som vocal, percebido com as mãos; fala, choro; percebe-se até onde vai o som; se propaga + no ar. Sonoridade em hiperinsuflação / aprisionamento de ar; restrição do ar naquela região. * Musculatura Diafragmática Inspiração nasal com protusão diafragmática. A resistência que se sente nos dedos é a consistência do diafragma. - Grau 0 – Não há expulsão da mão do examinador nem se sente contração alguma - Grau I – Consistência- Grau II – Consistência + expansão inspiratória - Grau III – Consistência; expansão inspiratória e expulsão da mão do examinador. * Musculatura Intercostal Dedos nos espaços intercostais; aproxima queixo de manúbrio; deitado; insp. e expir. Nasal; com uma FR mais elevada. - Grau I – Expansão torácica - Grau II – Expansão torácica; horizontalização dos arcos - Grau III – Expansão torácica; horizont. dos arcos e ampliação dos espaços intercostais * FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA * Segundo Mackenzie a Fisioterapia Respiratória surgiu em 1901 quando William Ewart descreveu o efeito benéfico da drenagem postural (posicionamento assistido pela gravidade) no tratamento da bronquiectasia. * Do RN a criança (13 anos), faz-se uso da Fisioterapia Respiratória, sempre pensando num ser em crescimento e desenvolvimento e que poderá, após doença pulmonar, apresentar sequelas que comprometerão sua vida futura. A Fisioterapia Respiratória para a criança alicerça-se nessas características de desenvolvimento. * Conclusão A Fisioterapia Respiratória deve ser flexível no aspecto terapêutico e na sua indicação. Portanto a equipe multidisciplinar deverá atuar unida, pesando os reais benefícios que a criança possa vir a receber mediante o tratamento de fisioterapia. O médico e pediatra devem ter noções da fisiologia pulmonar neonatal e saber quando indicar a fisioterapia. * Bibliografia Grisi SJEF. Pneumonias bacterianas agudas. In: Rosov T. Doenças pulmonares em pediatria. São Paulo:Atheneu, 1999, pp. 204-14. Haddad ER, da Costa LCD, Negrini F, Sampaio LMM. Duas abordagens fisioterapêuticas para remoção de secreções das vias aéreas em recém-nascidos: relato de casos. Pediatria (São Paulo) 2006;28:135-40. Nicolau CM, Falcão MC. Efeitos da fisioterapia respiratória em recém-nascido pré-termo: revisão da literatura. Rev Paul Pediatr. Nicolau CM, Falcão MC. Avaliação da dor em recém-nascidos prematuros durante a fisioterapia respiratória. Rev Bras Saúde Mater Infant. Nicolau CM. Estudo das repercussões da fisioterapia respiratória sobre a função cardiopulmonar em recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso. [Dissertação de Mestrado]. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; 2006. p.153. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *