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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
FARMACOLOGIA APLICADA À NUTRIÇÃO 
APOSTILA PARA ESTUDO 
PROFESSOR: JAMERSON FERREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICE 
INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA 
1- FARMACOLOGIA (PRINCÍPIOS BÁSICOS) E FARMACOCINÉTICA 005 
CHECAR MATERIAL DISPONÍVEL NO CLUBE 
EXERCÍCIOS 009 
2- FARMACODINÂMICA 011 
EXERCÍCIOS 015 
3- FARMACOTERAPIA 018 
EXERCÍCIOS 020 
INTERAÇÕES ENTRE NUTRIENTES 
4- INTERAÇÕES NUTRICIONAIS 022 
EXERCÍCIOS 031 
5- ALIMENTOS PROMOTORES E INIBIDORES DA ABSORÇÃO DE FERRO 032 
EXERCÍCIOS 035 
6- FATORES ANTINUTRICIONAIS 036 
EXERCÍCIOS 041 
FARMACOLOGIA APLICADA À NUTRIÇÃO: PRINCIPAIS CLASSES DE FÁRMACOS E SUAS 
INTERAÇÕES COM NUTRIENTES 
7- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 044 
EXERCÍCIOS 046 
8- INTERAÇÕES FÁRMACO-NUTRIENTE 048 
CHECAR MATERIAL DISPONÍVEL NO CLUBE 
9- NUTRIÇÃO ENTERAL X FÁRMACOS 049 
EXERCÍCIOS 054 
10- MEDICAMENTOS USADOS NAS ALTERAÇÕES GASTROENTEROLÓGICAS 056 
EXERCÍCIOS 065 
11- MEDICAMENTOS USADOS NOS PROCESSOS INFLAMATÓRIOS 068 
EXERCÍCIOS 076 
12- MEDICAMENTOS USADOS NOS PROCESSOS INFECCIOSOS 078 
EXERCÍCIOS 083 
 
 
 
 
13- MEDICAMENTOS USADOS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL 
SISTÊMICA 084 
EXERCÍCIOS 094 
14- MEDICAMENTOS USADOS NO TRATAMENTO DO DIABETES 096 
EXERCÍCIOS 107 
15- MEDICAMENTO USADOS NO TRATAMENTO DA OBESIDADE 109 
EXERCÍCIOS 116 
FITOTERÁPICOS 
16- FITOTERÁPICOS 
CHECAR MATERIAL DISPONÍVEL NO CLUBE 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA 
 
 
 
 
1- FARMACOLOGIA (PRINCÍPIOS BÁSICOS) E FARMACOCINÉTICA 
 
 Conhecer o conceito de: 
o Remédio, Droga, Medicamento, Fármaco, Biodisponibilidade 
 Janela terapêutica 
o O que é? 
o Janelas terapêuticas maiores  Fármacos mais seguros (Por quê?) 
o Janelas terapêuticas menores  Fármacos com maior risco de toxicidade (Por quê?) 
 Mecanismos de transporte de fármacos: passivos e especializados (Estas são as 
formas como os fármacos conseguem penetrar nas células) 
o Quais são? 
o Estes são os mecanismos usados na absorção e na distribuição (da corrente 
sanguínea para o tecido que possui o local de ação) de fármacos. 
 Farmacocinética 
o Etapas do trajeto do fármaco estudadas 
 Absorção, Distribuição, Biotransformação, Excreção 
o Absorção 
 Qual o conceito? 
 Como acontece? 
 Mecanismos de transporte celular já descritos 
 Onde pode acontecer? 
 Um tecido bem vascularizado e permeável o bastante poderá absorver 
um fármaco. Há vários exemplos nos slides 40 e 41. 
 Vários fatores podem afetar a absorção 
 Do fármaco 
o Lipossolúvel/hidrossolúvel, ácido/básico 
o Concentração 
 Da via de administração 
o Vascularização 
o Meio ácido/básico (por quê?) 
o Área da superfície de absorção 
o Circulação local 
 
 
 
 
o Distribuição 
 Como o fármaco é transportado? 
 Pelo corpo 
o Principalmente pela corrente sanguínea 
 Dos vasos sanguíneos para o local de ação 
o Mecanismos de transporte celular já descritos 
 Ligação a proteínas plasmáticas e tecidos 
o Consequências: diminuição da ação, biotransformação, 
excreção e duração do efeito biológico 
o Quais fatores podem diminuir a ligação de fármacos a proteínas 
plasmáticas? 
 Há exemplos no slide 49, porém não são os únicos. 
 Para onde vai o fármaco? 
 Quais as possíveis consequências do contato do fármaco com um 
tecido biológico? 
o Ação biológica, armazenamento, biotransformação, excreção 
 Barreiras anatômicas importantes 
o Hemato-encefálica, placentária, mamária 
 Geralmente são menos acessíveis a fármacos 
 Por que são importantes? 
 Fatores que interferem na distribuição 
 Do fármaco 
o Lipossolúvel/hidrossolúvel, ácido/básico 
o Ligação a proteínas plasmáticas 
 Do organismo 
o Permeabilidade capilar / irrigação dos tecidos 
o Débito cardíaco 
 Lembram o que significa primeira distribuição e redistribuição? Ver slide 56. 
Quais órgãos receberão uma maior quantidade de fármaco inicialmente? 
 
 
 
 
o Tempo de meia-vida plasmática 
 O que é 
 Quais os mecanismos de depuração das drogas? 
 Biotransformação/excreção 
o Biotransformação 
 Leiam os slides 58/59 
 As reações se dividem em 
 Fase I 
o São geralmente reações que causam alterações químicas numa 
molécula (hidrólise, oxidação, redução) 
 Fase II 
o São geralmente reações de conjugação, onde o fármaco 
biotransformado pode receber um fragmento hidrossolúvel para 
aumentar sua solubilidade em água (conjugação com ácido 
glicurônico, ácido sulfúrico) 
 Pode ocorrer em vários locais: 
 Pele, rins, pulmões... 
 Mas ocorrem principalmente no fígado 
 Biotransformação hepática 
 O fígado é o principal órgão de biotransformação 
 Citocromo P450 
o O que é? 
o Podem ocorrer ativação/inativação por alimentos/drogas. 
 Consequências da ativação 
 Consequências da inativação 
 Lembram o que é efeito de primeira passagem? 
 Como podemos minimizá-lo? 
o Uma alternativa é o aumento do fluxo sanguíneo esplâncnico, 
que ocorre após a ingestão de alimentos (ingestão do 
medicamento junto às refeições) 
 
 
 
 
o Excreção 
 Na excreção, os compostos hidrofílicos e iônicos são eliminados, e os 
hidrofóbicos voltam para a corrente sanguínea (através da reabsorção tubular) 
 Qual a importância da biotransformação para a excreção? 
o Torna os compostos mais hidrofílicos, tornando-os mais 
susceptíveis à excreção 
 Os seguintes fatores interferem na fase de excreção 
 Acidez do fármaco 
 pH urinário (Relacionado à acidez do fármaco) 
 Débito cardíaco (como?) 
 Taxa de filtração glomerular 
 Vias de administração 
o Tipos: Enteral, Parenteral, Tópica 
 Quais tem ação sistêmica/local? 
 Qual a diferença das vias enteral/parenteral? 
 E das duas para a tópica? 
o Oral (Slide 79) 
 Quais as vantagens? 
 Quais as desvantagens/limitações? 
o Sublingual (Slide 81) 
 Quais as vantagens? 
 Quais as desvantagens/limitações? 
o Retal (Slide 83) 
 Quais as vantagens? 
 Quais as desvantagens/limitações? 
 
 
 
 
1.EXERCÍCIOS 
 
1- Marque V ou F: 
a. ( ) A biodisponibilidade de uma droga se refere à quantidade da mesma que 
alcança o local de ação ou o compartimento que dá acesso ao local de ação 
b. ( ) Um remédio é uma substância química, conhecida ou não, que não seja 
componente alimentício ou da dieta, que cause algum efeito no organismo 
c. ( ) Um fármaco com janela terapêutica grande é menos seguro que um fármaco 
com janela terapêutica pequena 
d. ( ) A via de administração tópica é uma via que visa a ação local do fármaco, e 
a absorção do mesmo é diminuída ou inexistente 
e. ( ) Os fármacos são absorvidos apenas por mecanismos passivos 
 
2- Marque abaixo qual etapa do medicamento no organismo não é estudada pela 
farmacocinética: 
a) Absorção 
b) Distribuição 
c) Biotransformação 
d) Excreção 
e) Efeito terapêutico 
 
3- Considerando o mecanismo pelos quais as drogas penetram nas células, explique 
como a acidez do meio pode interferir na absorção de uma droga ácida. Em qual meio 
ela será melhor absorvida (ácido/básico)? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4- A maior parte das drogas é transportada no sangue ligada a proteínas. Quais as 
consequências desta ligação para abiotransformação, excreção e efeito terapêutico? 
Por que (é só lembrar o que acontece com o fármaco livre nas etapas descritas)? 
 
 
 
 
 
 
5- Explique o que é efeito de primeira passagem quando um medicamento é tomado por 
via oral. Como pode ser diminuído, sabendo-se que não é possível mudar a via de 
administração do medicamento em questão? 
 
 
 
 
 
 
6- Quais fatores causam o fim do efeito do fármaco? 
 
 
 
 
 
 
7- Fale sobre a importância da biotransformação das drogas lipofílicas para a excreção 
de fármacos (Lembrando que os rins só excretam substâncias hidrofílicas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8- Um fármaco (p. ex., carbamazepina ou etanol) induz/ativa as enzimas necessárias para 
a sua biotransformação. Como a indução afeta a meia-vida do fármaco? 
 
 
 
 
 
 
 
 
9- Discuta a relação entre a meia-vida de um fármaco e o intervalo na dosagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
10- Quais as vantagens e desvantagens associadas à administração de medicamentos 
por via oral, no que se refere ao modo de uso, absorção, biotransformação e 
biodisponibilidade? 
 
 
 
 
2- FARMACODINÂMICA 
 
 Conceito: 
o É o estudo dos mecanismos que produzem efeitos bioquímicos ou mudanças 
fisiológicas no corpo através do uso de drogas 
 Ação dos mediadores biológicos 
o Como acontece (Nosso corpo funciona assim) 
 Através da interação entre ligantes e receptores, causando a resposta celular 
 Ação do fármaco 
o Como acontece (Usando os mesmos mecanismos que os ligantes biológicos normais) 
 Alterando o ambiente ou a função de células 
 Alterando o ambiente 
o Ex.: Uma solução de NaCl pode atuar como descongestionante 
nasal, somente por alterar a pressão osmótica, retirando assim 
água dos capilares sanguíneos da narina 
 Atua sobre a função de células ligando-se a receptores 
o Ex.: Um fármaco pode atuar sobre receptores de adrenalina 
 Um fármaco NÃO cria uma função nova na célula, não cria um efeito que não 
seja próprio do organismo 
 Ex.: Um fármaco que age sobre uma célula muscular só pode causar 
aumento ou diminuição na contração muscular. Uma célula secretora só 
pode ter sua secreção aumentada ou diminuída 
 Receptores 
o Conceito 
 Um local especializado na membrana celular ou dentro da célula, onde o 
fármaco se liga, e ocorre o efeito terapêutico (Geralmente são proteínas) 
o Há fármacos que ativam e fármacos que bloqueiam receptores 
 Agonistas ativam receptores 
 A habilidade de iniciar uma resposta após se ligar ao receptor é 
chamada de “atividade intrínseca” 
 Agonistas possuem atividade intrínseca 
 Antagonistas bloqueiam receptores 
 A droga tem afinidade pelo receptor, mas não tem atividade intrínseca 
 Evita que a resposta biológica aconteça 
 
 
 
o Tecidos diferentes podem ter receptores iguais ou muito parecidos 
 Alguns receptores da mesma família são encontrados em diversos tecidos, 
apresentando pouca ou nenhuma diferença entre si [Ex.: Receptores beta1 
(agem principalmente no coração) e beta2 (agem principalmente na 
musculatura lisa e células secretoras). São da mesma família, mas estão em 
tecidos diferentes] 
 Receptores iguais em tecidos diferentes: Se o fármaco chegar a estes 
dois tecidos, vai interagir com os receptores de ambos. O tecido com o 
qual deve interagir pode ser apenas um destes. O que acontece então 
quando ele interage com o outro? (Efeitos adversos) 
o Se o fármaco se liga no receptor certo, causa seu efeito terapêutico 
 Quando ele se liga somente ao receptor que deve atuar, dizemos que é seletivo 
o Se ligar-se num receptor que não deve atuar, causa efeitos adversos 
 Quando age em vários receptores (o da ação terapêutica e outros), dizemos 
que o fármaco é não seletivo 
o Os receptores podem ser 
 Canais iônicos 
 Enzimas 
 Moléculas transportadoras 
 Receptores de membrana, que recebem o estímulo do fármaco e passam 
mensagens para outras estruturas celulares atuarem 
 E muitos outros 
 Potência x Eficácia das drogas 
o A ______________ se refere à quantidade necessária para produzir uma 
determinada resposta 
 Uma droga que causa o mesmo efeito que outra em dose menor é mais 
________________ 
o A ______________ se refere ao efeito máximo produzido pela droga, independente 
da dose 
 Uma droga que causa o maior efeito é mais __________________ 
 Efeito da droga depende da concentração 
o Quando a concentração está baixa, o efeito é pequeno 
o Quando se aumenta a concentração, o efeito aumenta 
o Há um ponto onde não adianta aumentar a concentração, pois o efeito não aumenta 
mais (ou aumenta muito pouco). Neste ponto, a droga alcançou o efeito máximo 
 
 
 
Ps.: Existem outros fármacos que atuam somente por suas características físico-químicas, como o 
carvão ativo, o óleo mineral, o manitol 
Curiosidades: 
As indústrias farmacêuticas investem bilhões em pesquisas que visam a obtenção de novos 
fármacos e novos alvos terapêuticos. Quando o receptor já é conhecido, as indústrias investem em 
protótipos de fármacos que sejam muito específicos para o receptor, e que não tenham afinidade 
com os outros receptores do nosso organismo. Assim, o fármaco terá menor chance de efeitos 
adversos. 
Outra linha de pesquisa envolve a descoberta de novos receptores para as doenças já 
conhecidas. Se um novo receptor é descoberto, pode-se criar novos fármacos para este alvo. Se o 
receptor descoberto estiver presente só no tecido alvo da doença, então haverá menor chance de 
efeitos adversos. 
Há doenças ainda sem cura. Quando os pesquisadores descobrirem receptores que possam 
atuar nestas condições patológicas, e desenvolverem fármacos capazes de atuar nestes 
receptores, a cura será descoberta. 
 
 
 
 
 
2- EXERCÍCIOS 
 
1- Marque V ou F 
a. ( ) A farmacodinâmica estuda a fase de absorção, distribuição, 
biotransformação e excreção do medicamento 
b. ( ) A farmacodinâmica estuda os efeitos bioquímicos e mudanças fisiológicas 
decorrentes do uso de drogas 
c. ( ) Fármacos criam novos efeitos inexistentes no organismo 
d. ( ) O fármaco, para agir, geralmente se liga a um receptor, causando o efeito 
terapêutico 
e. ( ) A maior parte dos receptores são lipídeos 
 
2- Sobre fármacos agonistas: 
a. ( ) Possuem afinidade com o receptor 
b. ( ) Ativam o receptor 
c. ( ) Possuem atividade intrínseca* 
d. ( ) Ligam-se ao receptor, e o ativam 
 
3- Sobre fármacos antagonistas: 
a. ( ) Possuem afinidade com o receptor 
b. ( ) Ligam-se ao receptor, e não o ativam 
c. ( ) Possuem atividade intrínseca* 
d. ( ) Não possuem afinidade com o receptor 
 
 
 
 
 
 
4- Explique como a seletividade de um fármaco por um receptor específico pode 
interferir na produção ou não de efeitos adversos: 
 
 
 
 
5- Uma dose de 10 mg da droga A produz o mesmo efeito que 100 mg da droga B. 
Podemos afirmar: 
a. A droga A é mais potente, pois precisa de uma dose menor para fazer o mesmo 
efeito 
b. A droga B é mais potente, pois a dose é maior 
c. As duas drogas produzem o mesmo efeito, então a potência é a mesma 
d. É impossível determinar qual das duas é mais potente só com estas informações 
 
6- Sobre a relação entre a concentração do fármaco e o efeito: 
a. ( ) Quando a concentração está baixa, o efeito é pequeno 
b. ( ) Quando aumentamos a concentração, o efeito aumenta 
c. ( ) Há um ponto onde o aumento da dose não causa mais um aumento no 
efeito, e temos aí o efeito máximo do fármaco 
d. ( ) Se aumentarmos a dose, haverá sempre um aumento do efeito 
e. () Uma dose muito baixa pode causar intoxicação no lugar do efeito 
terapêutico 
*Atividade intrínseca é a capacidade de ativar a resposta biológica do receptor 
 
 
 
 
 
7- Observe a figura acima e discuta a potência relativa dos quatro fármacos (A, B, C e 
D). 
 
 
 
 
 
 
8- Observe a figura acima e discuta a eficácia relativa dos quatro fármacos (A, B, C e 
D). 
 
 
 
 
 
3- FARMACOTERAPIA 
 
 Fatores que podem afetar a resposta de um fármaco 
o Função cardiovascular 
 Como? 
______________________________________________________________ 
o Dieta 
 ______________________________________________________________ 
o Infecções 
 ______________________________________________________________ 
o Interações medicamentosas 
 ______________________________________________________________ 
o Gênero 
o Função GI 
 ______________________________________________________________ 
o Função hepática 
 ______________________________________________________________ 
o Função renal 
 ______________________________________________________________ 
o Idade 
 ______________________________________________________________ 
 Resposta terapêutica: Resposta esperada no tratamento 
 Efeitos adversos 
o Efeito indesejado, danoso 
 Podem começar com o início do tratamento, e se tornarem menos severos 
com o tempo 
 Ex.: Fármacos que atuam no SNC (ansiolíticos, antidepressivos) 
 Podem ser pequenos, e durarem o tempo de uso do medicamento 
o Ex.: Tosse seca  Captopril 
 Ou severos, gerando doenças crônicas debilitantes 
o Ex.: Efeito teratogênico  Talidomida 
o Podem ser dose-dependentes ou paciente-dependentes 
 Maioria: Decorre de mecanismos farmacológicos e são dose-dependentes 
 Previsíveis na maioria dos casos 
 
 
 
 
 Paciente-dependentes 
 Não resultam de propriedades farmacológicas ou alergias 
 Específicas do indivíduo 
 Algumas possuem causa genética 
 Chamadas idiossincráticas 
 Alergia a medicamentos 
 Ocorre quando o sistema imunológico identifica como substância 
perigosa: 
o A droga, algum metabólito, algum contaminante ou excipiente 
 
 
 
 
3- EXERCÍCIOS 
 
1- Qual etapa da farmacocinética será afetada se o paciente tiver a seguinte condição: 
(a) Diarréia: _________________________________ 
(b) Intoxicação hepática: _______________________ 
(c) Insuficiência renal: _________________________ 
(d) Infecção intestinal: ________________________ 
(e) Paciente idoso: ___________________________ 
 
2- Sobre os efeitos adversos, marque V ou F: 
a. ( ) São imprevisíveis em sua maioria 
b.( ) Sempre desaparecem ao se interromper o uso da droga 
c.( ) Podem decorrer da ativação de receptores que não o alvo terapêutico 
d.( ) Podem ser causados com a administração de uma dose normal 
d.( ) Podem ser causados com a administração de uma dose muito elevada 
e.( ) Podem mimetizar doenças 
f. ( ) Podem possuir causa genética 
 
3- Qual a origem das alergias a medicamentos? Que relação podemos fazer com a alergia 
a alimentos, principalmente os industrializados? 
 
 
 
 
INTERAÇÕES ENTRE NUTRIENTES 
 
 
 
 
4- INTERAÇÕES NUTRICIONAIS 
 
 Introdução 
o São interações que podem causar alteração na biodisponibilidade de nutrientes 
 Biodisponibilidade de nutrientes envolve dois componentes: 
o Absorção 
 Processo pelo qual o nutriente se move do lúmen intestinal para o corpo. Até 
serem absorvidos, os nutrientes estão “fora do corpo”, indisponíveis para 
exercer suas funções. 
o Utilização 
 Inclui o transporte para várias partes do corpo, assimilação por células, e 
conversão a formas biologicamente ativas. 
 Interações nutricionais podem ser unidirecionais ou bidirecionais 
o Unidirecionais: Um nutriente interfere na biodisponibilidade de outro 
o Bidirecionais: Dois nutrientes possuem sua biodisponibilidade alterada, quando co-
administrados 
 Interações podem ser positivas ou negativas, podendo aumentar ou inibir a absorção 
e utilização de nutrientes 
 Interações nutricionais podem ocorrer: 
o Durante a preparação e administração de alimentos 
 Nesta classe, estão incluídas as interações físico-químicas. Envolvem reações 
de complexação, oxidação, redução, entre outras. 
 O modo de preparação de alimentos pode causar interações nutricionais. Por 
exemplo, cozinhar em meio alcalino pode diminuir a interação entre o ácido 
ascórbico e o ferro, por destruir a vitamina. 
o No lúmen intestinal 
 São as mais importantes, pois determinam a verdadeira disponibilidade de um 
nutriente para a absorção. 
 Muitas interações no lúmen consistem em interações entre nutrientes apenas. 
Porém, outras decorrem de nutrientes que indiretamente afetam a absorção de 
outros, por modificarem a atividade fisiológica gastrointestinal. Por exemplo, 
certas fibras podem estimular a secreção gastrointestinal, ou inibir a formação 
de micelas, indiretamente alterando a absorção de nutrientes. 
 Mudas dessas interações podem ser causadas por competição por sítios de 
absorção: 
 
 
 
 No lúmen intestinal, dois nutrientes podem competir por um sítio de 
absorção comum. O excesso de um nutriente pode ocupar a maioria 
dos sítios de absorção, diminuindo a disponibilidade destes sítios para 
o outro. Este tipo de interação é muito frequente entre minerais (Ex.: 
Ferro e Zinco) 
 Alterações nas funções fisiológicas podem resultar em interações nutricionais: 
 Por exemplo, deficiência de ácido fólico por um período de tempo 
prolongado pode resultar em mudanças na morfologia da mucosa 
intestinal. A mucosa se torna achatada, o que diminui sua superfície de 
absorção, o que resulta na absorção ineficiente de vários nutrientes. 
 
o Na fase pós-absortiva 
 Muitas interações acontecem após o processo de absorção. Estas interações 
podem ocorrer através de sinergismos fisiológicos (interferência da vitamina A 
sobre a mobilização de Ferro, por exemplo). Interações negativas podem 
ocorrer, podendo afetar a circulação ou armazenamento de nutrientes (um 
estudo mostra que a ingestão de 1,5g de vitamina C por 64 dias diminui 
significativamente os níveis de cobre e ceruloplasmina) 
 Alterações bioquímicas podem resultar em interações nutricionais: 
 A deficiência de proteínas e outros nutrientes pode resultar em uma 
redução na concentração de enzimas. Estas enzimas poderiam ser 
responsáveis por catalisar reações químicas necessárias para a 
utilização de nutrientes. 
 Interações podem afetar todas as categorias principais de nutrientes 
o Proteínas 
o Carboidratos 
o Lipídeos 
o Vitaminas 
o Minerais 
 
 
 
 
 Interações causadas por uma dieta rica em fibras 
o Dieta de fibras tem sido alvo de interesse, devido a estudos epidemiológicos que 
sugerem efeitos protetivos contra doenças crônicas do TGI. 
o Fibras possuem uma inibição significativa na absorção de minerais. 
o Algumas interações nutricionais absortivas pode ser benéficas, como em doenças 
como diabetes e hipercolesterolemia. 
o Uma dieta rica em fibras pode afetar de diversas formas a biodisponibilidade de 
nutrientes (Ver tabela 1). 
o Uma dieta rica em fibras pode afetar indiretamente a absorção de nutrientes, 
modulando as atividades fisiológicas gastrointestinais, como a motilidade, secreção 
ácida e hormonal (Ver tabela 2). 
 
 
 
 
 
TABLE 1. Dietary interactions affecting nutrient bioavailability 
Interacting 
nutrients 
Reported effects 
Vitamin A 
protein Protein deficiency decreases intestinal absorption of vitamin A. Diets with low(< 10%) or high (20% -40% ) protein content inhibit carotene dioxigenase 
activity. Optimum activity was found at a P% of 10. Protein deficiency 
decreases the capacity to release retinol from river stores. Lysine-deficient 
proteins decrease plasma retinol levels. Protein quality affects the rhythm of 
depletion of liver vitamin A reserves. Corn- and black bean-based diets cause 
lower rate of depletion than casein, even when they provide more protein. 
fat An increase in dietary fat content increases carotene absorption. 
Polyunsaturated fats inhibit carotene absorption and metabolism. 
vitamin E Supplementation with vitamin E at moderate doses protects against the 
teratogenic and toxic actions of vitamin A. Supplementation with vitamin E 
increases liver storage of vitamin A.Vitamin E supplementation improves 
plasma vitamin A levels in children with vitamin A deficiency. Vitamin E 
deficiency accelerates the depletion of liver vitamin A stores. 
Supplementation with 200 IU vitamin E per day during 3 weeks decreases 
serum vitamin A levels. 147 mg vitamin E for 3 weeks decreases serum retinol 
levels. 
zinc Zn supplementation improves scores in 
the dark adaptation test. 
Vitamin B6 
protein The level of protein intake is inversely correlated with plasma B6 and piridoxal 
phosphate levels, and with the urinary excretion of 4-pindoxic acid. Diets 
providing the same amino acid pattern as corn cause a decrease of B6 
concentration in plasma and of PLP in liver. 
dietary fibre Ingestion of 15 g fibre per day during 18 days causes a fall in plasma levels 
of B6 and PLP, as well as a rise in faecal excretion of the vitamin. 
 
 
 
 
Vitamin E 
vitamin C Vitamin C acts synergistically in the intracellular antioxidant system to 
regenerate reduced tocopherol. 
Iron 
protein Addition of protein to the diet (fish, poultry, meat) increases the absorption of 
non-haem iron. 
amino acids Different amino acid mixtures promote iron absorption. Cysteine is one of the 
most efficient. 
organic acids Diets with relatively low pH or with elevated lactic acid content enhance iron 
absorption. 
phosphate Calcium phosphate decreases iron absorption, but inorganic P has no effect. 
zinc Use of Zn supplements inhibits iron absorption. Iron absorption form a Zn-Fe 
supple ment decreases progressively as the Zn:Fe ratio increases. 
vitamin C Favours the absorption of non-haem iron by binding and solubilizing it at the 
physiological intestinal pH. Facilitates iron mobilization by inhibiting ferritin 
breakdown at the lysosome. Vitamin C deficiency causes iron accumulation 
as haemosidenn. 
vitamin A Vitamin A deficiency inhibits iron utilization and accelerates the development 
of anemia. Iron deficiency is epidemiologically associated with vitamin A 
deficiency. Rats deficient in vitamin A exhibit iron accumulation in liver and 
spleen. Vitamin A fortification improves the hematological indices of 
populations. 
tea, coffee Simultaneous administration of tea decreased iron absorption from bread 
from 10.4% to 3.3%. This effect is due to the formation of iron tanates in the 
intestinal lumen. 
tea, coffee One cup of coffee significantly decreases the absorption of one dose of iron. 
This effect is proportional to the coffee concentration in the solution. 
polyphenols They bind and insolubilize iron. Vegetables with high polyphenol content may 
have low iron bioavailability. 
 
 
 
 
Zinc 
protein Favours Zn absorption by decreasing the inhibitory action of phytates. 
Malnourished children treated with soy-based protein diets exhibit lower 
plasma Zn levels and slower rate of weight gain. A soy-based test meal 
decreases the absorption of 65-Zn in healthy subjects. On the other hand, 
studies using texturized soy protein meals extrinsically labelled with 65-Zn 
showed the same Zn absorption as animal protein diets. The bioavailability of 
70-Zn from liquid soy-based diets was similar to control diets. 
amino acids Several amino acids increase Zn absorption, possibly by facilitating the 
mineral's release from the Ca-phytate-Zn complex. Histidine is one amino 
acid that inhibitsZn absorption, by forming insolublecomplexes. This action 
may be antagonized by adding other aminoacids or protein to the diet. 
folate A 40 miug/day folate supplementation increases faecal Zn losses in men. A 
350 miug/day folate intake during 2 weeks decreases Zn absorption in healthy 
adults. Zinc absorption was decreased in a group of pregnant women 
receiving standard iron-folate supplements. 
iron Non-haem iron administration decreases inorganic zinc absorption. A Fe:Zn 
ratio of 2:1 or higher lowers the plasma response curve to a 25 mg oral Zn 
dose. The iron compound with the most potent inhibitory action on Zn 
absorption was ferrous sulphate. 
iron The iron salt NaFeEDTA decreases the plasma response curve after 
ingestion of 25 mg Zn. Haem iron has no inhibitory effect on Zn absorption. 
Supplementation of healthy infants with 30 mg iron per day during 3 months 
had no effect on serum zinc levels. Mineral supplements commercially 
available may have Fe:Zn ratios of up to 30:1, making their Zn availability 
negligible. 
tin 50 mg oral stannous sulphate decreases Zn absorption (by balance) in normal 
subjects. Other studies, however, found that Sn:Zn ratios of up to 8:1 had no 
effect on the plasma response curve to a 12.5 mg oral dose of Zn sulphate. 
calcium Animal studies found an inhibition of intestinal Zn absorption by dietary Ca. 
Increases in dietary Ca intake from 3 to 6 g per kg per day had a significant 
effect on Zn bioavailability, possibly due to the formation of Ca-Zn-phytate 
complexes. Calcium prolongs the effects of phytates by slowing their intestinal 
 
 
 
breakdown by phytases. Studies in normal subjects receiving up to 2 g Ca per 
day showed no effect on Zn absorption. As an indirect indication of the an 
tagonist action of Ca on Zn bioavailability, it has been shown that cow's milk 
decreases Zn absorption. 
fibrephytates Zinc deficiency has been described in populations ingesting adequate 
amounts of the mineral but very high levels of dietary fibre and phytates. The 
inhibitory action of phytates on Zn absorption is also related to the calcium 
content of the diet. A Ca-phytate-Zn ratio of 0.4-0.6 can decrease Zn 
absorption, and ratios over 3.0 may cause Zn deficiency. 
magnesium Antagonizes Zn absorption by a mechanism similar to that of Ca. 
wine At moderate doses, table wine enhances Zn absorption. This effect is 
independent of its alcohol content, since dealcoholized wine has the same 
effect as regular wine. 
Calcium 
protein Dietary protein stimulates urinary Ca excretion. A moderate increase in 
dietary protein intake, from 65 to 94 g per day during 28 days does not affect 
calcium balance in healthy subjects. 
fat Decreases Ca absorption by forming insoluble soaps. Inhibitory action is 
much less with triglycerides than with free fatty acids. 
fibrephytates Cellulose administration increases faecal Ca excretion. Use of partially refined 
flour lowers Ca absorption. Dietary fibre is a more potent inhibitor of Ca 
absorption than phytates. 
lactose Stimulates calcium absorption in many animal models. Less clear effects 
found in human studies. 
zinc Zinc supplements of 140 mg per day lower Ca absorption significantly when 
Ca intake is low (230 mg per day), but have no effect at Ca intake of 800 mg 
per day. 
sodium Increases in NaCI intake increase urinary Ca excretion and lower serum Ca 
in subjects with hypercalciuria. Low-sodium diets reduce urinary Ca excretion 
in hypercalciuric individuals.An increase in salt intake in normal subjects 
increases urinary Ca excretion. [90] 
Copper 
 
 
 
protein Fractional absorption of a 3 mg dose of Cu is 36% when the diet provides 50 
g protein, and 52% when protein intake is increased to 150 g. Cu retention 
increases similarly in response to dietary protein. Minimum Cu requirement 
for balance decreases from 1.5 to 1.33 mg per day when dietary protein is 
increased from 40 to 100 g per day. 
carbohydrates Subjects consuming a low-Cu diet (1 mg per day) had significantly lower 
erythrocyte superoxide dismutase activity when the diet provided 20% 
fructose than when it provided 20% starch. 
vitamin C Supplementation with 1.5 g ascorbic acid per day for 64 days causes a 
significant fall in ceruloplasmin levels, and has a similar but less marked effect 
on serum Cu levels. 
zinc Cu requirements for balance in healthy subjects increase from 0.89 to 1.64 
when Zn intake is increased from 5 to 20 mg per day. Chronic Zn 
supplementation can cause Cu deficiency. Increases in dietary zinc intake up 
to 10-15 mg per kg per day decrease copper absorption in adolescent 
females. However, roughly similar levels of Zn intake did not affect Cu balance 
in healthy adult women. 
dietary fibre Addition of 14 g of hemicellulose to the diet of healthy adolescents 
significantly increases faecal Cu losses. . 
Magnesium 
calcium Magnesium utilization is decreased when calcium intake increases. 
 
 
 
 
 
TABLE 2. Effects of dietary fibre on gastrointestinal function 
Function Effects 
Intestinal 
Transit 
Fibre increases the rate of gastric filling. Insoluble fibre increases transit time. 
Viscous fibre decreases transit time in rats. 
Hormonal 
Secretion 
Addition of pectin to the diet decreases serum levels of GIP and enteroglucagon 
in response to a 60 g oral glucose load. Administration of insoluble fibre 
decreases serum levels of GIP and glucagon. Viscous fibre has a similar effect 
on GIP but does not affect glucagon levels. Addition of fibre to the diet 
increases gastrin secretion. 
Enzymatic 
Activity 
Fibre decreases the activity of pancreatic enzymes, possibly by modifying pH 
optimum and enzyme-substrate interaction. Decreases the activity of alkaline 
phosphatase in the microvilli. Decreases disaccharidase activity. Decreases 
lactase activity. 
Digestion- 
Absorption 
Decreases surface hydrolysis in the intestinal mucosa. Increases resistance to 
the passage of substances through the unstirred water layer. Stimulates the 
production of intestinal mucin. Viscous fibre binds bile acids, but in soluble fibre 
has much less binding activity. Decreases the rate of absorption of 
carbohydrates, thus lowering the amplitude of the plasma glucose response 
curve. However, total carbohydrate absorption in a period of 8 hours post 
ingestion is not affected. 
Metabolism Long-term consumption decreases plasma glucose levels and insulin 
requirements in diabetics. Supplementation with insoluble fibre for 30 days 
improves glucose tolerance. Inhibits intestinal cholesterol and phospholipid 
synthesis. 
 
 
 
 
 
 
4- EXERCÍCIOS 
 
1- Marque V ou F 
a. ( ) Podem causar alteração na biodisponibilidade de nutrientes 
b. ( ) São sempre bidirecionais, ou seja, altera a biodisponibilidade dos dois 
nutrientes que interagem 
c. ( ) A biodisponibilidade envolve as etapas de absorção e utilização de nutrientes 
d. ( ) Interações podem ocorrer já na preparação de alimentos 
e. ( ) As interações nutricionais são todas de caráter físico-químico, entre nutrientes 
f. ( ) As interações podem decorrer de alterações nas funções fisiológicas 
decorrentes da administração de certos nutrientes 
2- Em poucas palavras, descreva como ocorrem as interações por competição de sítios 
de absorção. 
 
 
 
 
 
 
 
3- Sobre as interações que acontecem na fase pós-absortiva, marque a verdadeira 
a. São sempre negativas 
b. São sempre positivas 
c. A deficiência de enzimas pode prejudicar etapas importantes na utilização de 
nutrientes 
4- Cite uma consequência de uma dieta rica em fibras que leva a alteração da 
biodisponibilidade de nutrientes. 
 
 
 
5- ALIMENTOS PROMOTORES E INIBIDORES DA ABSORÇÃO DE FERRO 
 
 Introdução 
o O Ferro desempenha um papel importante em vários processos metabólicos, como 
transporte de oxigênio, metabolismo oxidativo e crescimento celular 
o É absorvido primariamente no duodeno, transportado pelo fluxo sanguíneo e fluido 
extracelular ligado à transferrina, e armazenado intracelularmente, 
predominantemente na forma de ferritina 
o O balanço de Ferro é rigorosamente controlado pela regulação da _____________. 
As perdas fisiológicas de Ferro são ____________. 
o O suprimento inadequado de Ferro aos tecidos do organismo e um acúmulo 
excessivo no corpo levam a morbidades importantes. 
o Vários componentes da dieta, assim como o estado nutricional podem interferir na 
absorção e utilização do Ferro. 
 A absorção do ferro 
o O Ferro está disponível em diversas formas diferentes (heme, ferritina, hemosiderina, 
metaloproteínas, lactoferrina) em diversos alimentos. As principais fontes de Ferro 
nos alimentos são os vegetais (ferro ______________) e carne (ferro 
_______________). 
 Absorção do Ferro não heme 
o Será otimizada com: 
 Boa secreção ácida estomacal 
 Retenção e mistura do alimento no estômago 
 Pacientes com deficiência de secreção ácida desenvolvem deficiência 
de Ferro 
o Quando o conteúdo gástrico entra no duodeno, o pH ____________. Isso causa 
__________________ na disponibilidade de Ferro absorvível. 
o Interações que aumentam a absorção de Ferro não heme 
 Ácido ascórbico 
 Atua mantendo o Ferro na forma solúvel, disponível para a absorção, 
quando atinge o duodeno. O Ferro, principalmente na forma férrica, é 
solúvel apenas em pH ácido, e acima de pH 4 praticamente todo o Ferro 
precipita, tornando-se menos absorvível. 
 Eficaz em promover a absorção de Ferro somente quando administrado 
juntamente com o Ferro. 
 
 
 
 Ácidos orgânicos 
 Há menos estudos que o ácido ascórbico, mas os resultados 
demonstram que a absorção de Ferro é ______________ quando 
administrada com outros ácidos orgânicos (ácido cítrico, málico) 
 Tecidos animais 
 Vários tecidos animais (bovino, porco, aves, peixes, fígado) 
____________ a absorção de Ferro por ______________ o suprimento 
de Ferro heme e por _________________ a absorção de Ferro não 
heme. 
o Interações que inibem a absorção de Ferro não heme 
 Fitato 
 Presente em cereais como trigo, arroz integral, feijão 
 Polifenóis 
 Presente em chás (na forma de taninos) e outras bebidas populares 
 Formam complexos com o Ferro, através de seus grupamentos 
hidroxila, tornando o Ferro inabsorvível 
 Produtos de digestão protéica 
 Enquanto os tecidos animais aumentam a absorção de Ferro não heme, 
outras proteínas (vegetais, por exemplo) exercem um efeito inibitório. 
 Cálcio 
 ________________ a absorção do Ferro. Esta interação é complexa, e 
o mecanismo pelo qual interfere na absorção do Ferro pouco explicado. 
 Fibras 
 Absorção do Ferro heme 
o O Ferro heme, apesar de ______________ disponível na dieta, é ______________ 
absorvido do que o não heme. 
o O Ferro heme é bem absorvido em todas as circunstâncias 
 Nutrientes com efeitos sistêmicos sobre a absorção de Ferro 
o Vitamina A 
 Deficiência de Vitamina A afeta o transporte de Ferro e a produção de 
hemácias diretamente. 
 Sua deficiência pode causar anemia devido à diminuição do ferro sérico, dasaturação da transferrina e aumento do armazenamento de Ferro no fígado e 
baço (estando armazenado, fica menos disponível para o restante do 
organismo) 
 
 
 
o Ácido ascórbico 
 Afeta o armazenamento e transporte do Ferro no organismo 
 Pacientes com deficiência de ácido ascórbico apresentam dificuldade em 
liberar o Ferro armazenado nas células. A administração de ácido ascórbico 
rapidamente aumenta o Ferro sérico nestes pacientes 
 Competição com outros metais na absorção 
o Alguns metais podem ter o mesmo modo de absorção que o Ferro. A interação mais 
importante neste campo é com o ______________ 
 O excesso de Ferro pode causar uma baixa absorção de ______________ 
Referência: 
Sean R. Lynch, M.D., Nutrition Reviews, 1997, Vol. 55, p. 102-110. 
 
 
 
5- EXERCÍCIOS 
 
1- Sobre o Ferro, marque V ou F 
a. ( ) Desempenha um papel importante em vários processos metabólicos, como 
transporte de oxigênio, metabolismo oxidativo e crescimento celular 
b. ( ) O balanço de Ferro é controlado pela absorção e excreção 
c. ( ) O suprimento inadequado ou acúmulo excessivo levam a morbidades 
d. ( ) A principal fonte de Ferro heme são os vegetais 
e. ( ) A principal fonte de Ferro não heme são as carnes 
f. ( ) A secreção ácida estomacal atrapalha a absorção do Ferro 
g. ( ) Quando o conteúdo estomacal cai no duodeno, ocorre aumento no pH, que 
otimiza a absorção do Ferro 
h. ( ) O Ferro heme é bem absorvido em todas as circunstâncias 
i. ( ) O excesso de Ferro pode causar uma diminuição na absorção de Zinco 
j. ( ) O ácido ascórbico afeta tanto a absorção como a distribuição do Ferro 
k. ( ) A deficiência de Vitamina A pode causar anemia, devido à diminuição do Ferro 
sérico 
2- Explique como os ácidos orgânicos (inclusive o ácido ascórbico) podem melhorar a 
absorção do Ferro. 
 
 
 
3- Sobre o efeito da ingestão de tecidos animais sobre a absorção do Ferro, está correto: 
a. Aumentam a absorção do Ferro exclusivamente por ser fonte de Ferro heme 
b. Aumentam a biodisponibilidade do Ferro exclusivamente por estimular a absorção do 
Ferro não heme 
c. Aumenta a absorção do Ferro não heme e é fonte de Ferro heme 
d. Todas as alternativas acima estão incorretas 
4- Cite dois fatores que inibem a absorção do Ferro não heme. 
a. __________________________________________ 
b. __________________________________________ 
 
 
 
 
6- FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 
 Introdução 
o O termo “fator antinutricional” tem sido usado para descrever compostos ou classes 
de compostos presentes numa extensa variedade de alimentos de origem vegetal, 
que quando consumidos, reduzem o valor nutritivo desses alimentos. 
o Interferem na digestibilidade, absorção ou utilização de nutrientes e, se ingeridos em 
altas concentrações, podem acarretar efeitos danosos à saúde, como diminuir 
sensivelmente a disponibilidade biológica dos aminoácidos essenciais e minerais, 
além de poder causar irritações e lesões da mucosa gastrintestinal, interferindo assim, 
na seletividade e eficiência dos processos biológicos. 
 Principais fatores antinutricionais 
o Polifenóis, Nitratos e Nitritos, Oxalatos, Fitatos, Inibidores de proteases, Glicosídeos 
cianogênicos 
 Polifenóis 
o Onde são encontrados: 
 Em plantas, como exemplo têm-se os flavonóides, taninos, lignanas, dentre 
outras. 
o O que fazem: 
 Entre os compostos fenólicos, os taninos (metabólitos secundários presentes 
nas plantas) são considerados como antinutrientes. 
 Eles podem reduzir a digestibilidade da proteína, carboidratos e 
minerais, diminuir a atividade de enzimas digestivas, além de causar 
danos à mucosa do sistema digestivo ou exercer efeitos tóxicos 
sistêmicos. 
 Na forma não oxidada, os taninos reagem com proteínas através de 
pontes de hidrogênio e/ou ligações hidrofóbicas. Quando oxidados, os 
taninos se transformam em quinonas, as quais formam ligações 
covalentes com alguns grupos funcionais das proteínas, principalmente 
os grupos sulfídricos da cisteína e ω-amino da lisina. 
o Informações adicionais 
 Muitos são classificados como antioxidantes naturais e possuem propriedades 
terapêuticas, estando presentes em alimentos e plantas medicinais. 
 
 
 
 Nitratos e nitritos 
o Onde são encontrados: 
 Podem estar presentes naturalmente, nos alimentos de origem vegetal e 
animal e na água, em decorrência do uso de fertilizantes na agricultura. 
 As principais fontes de exposição alimentar a nitratos e nitritos incluem os 
vegetais, produtos cárneos, peixes e aves processados e defumados, aos 
quais se adicionam nitratos e/ ou nitritos, e ainda a água se esta for recolhida 
em locais onde exista contaminação por nitratos de origem agrícola. 
 As plantas são a principal fonte de nitratos (80-90%), enquanto os produtos 
processados e curados são a principal fonte de nitritos . 
o O que fazem: 
 Nitratos e nitritos são substâncias que podem produzir efeito tóxico aos 
indivíduos pelo consumo de alimentos. Esses efeitos poderão ser severos ou 
não, dependendo da quantidade ingerida e da susceptibilidade do organismo. 
 Oxalatos 
o Onde são encontrados: 
 O oxalato é frequentemente encontrado em vegetais 
o O que fazem: 
 Não pode ser metabolizado pelos humanos e é excretado na urina. 
 Cerca de 75% de todos os cálculos renais são compostos, principalmente, de 
oxalato de cálcio. 
 A elevada quantidade de oxalato na urina aumenta o risco da formação de 
cálculos de oxalato de cálcio nos rins, pois o oxalato de cálcio é pouco solúvel 
na urina, podendo também causar irritações na mucosa intestinal. 
o Informações adicionais: 
 Alimentos com elevada quantidade de oxalatos, como o espinafre e a 
carambola (180-730 mg/100g) não são recomendados para pessoas com 
tendência a formação de cálculos renais e com outros problemas relacionados 
a estes tipos de sais, como a artrite, o reumatismo e a gota 
 
 
 
 
 Fitatos 
o Onde são encontrados: 
 Formados durante o processo de maturação de sementes e grãos de cereais 
o O que fazem: 
 Derivados do ácido fítico, com habilidade de formar complexos solúveis com 
íons divalentes, tais como o cálcio e magnésio, resistentes à ação do trato 
intestinal, que diminuem a disponibilidade desses minerais. 
 Também interagem com resíduos básicos das proteínas, participando da 
inibição de enzimas digestivas como a pepsina, pancreatina e a α-amilase 
 Inibidores de proteases 
o Onde são encontrados: 
 Os inibidores de enzimas digestivas são encontrados com bastante frequência 
nos alimentos. 
 Em leguminosas, os inibidores de tripsina e lectinas são conhecidos como 
Aglutinina de Soja (SBA). 
o O que fazem: 
 A SBA, na soja in natura, é resistente às enzimas digestivas no trato 
gastrintestinal (GI) e se liga ao epitélio intestinal afetando as vilosidades, o que 
faz com que estas proteínas sejam prejudiciais nos processos de digestão, 
absorção e utilização de nutrientes 
o Informações adicionais 
 Entre os mais conhecidos estão os inibidores de enzimas proteolíticas (tripsina, 
quimiotripsina) e amilolítica (alfa-amilase). 
 Glicosídeos cianogênicos 
o Onde são encontrados: 
 Amigdalina, encontrada nas sementes de frutos da família das Rosáceas (pera, 
maçã, pêssego, cereja) 
 Linamarina e lotaustralina, encontrados na mandioca e linhaça 
 Durrina, encontrada nos grãos jovens de sorgo 
o Informações adicionais 
 Nas plantas, o ácido cianídrico (HCN) encontra-se ligado a carboidratos 
denominados de glicosídeos cianogênicos, sendo liberado após sua hidrólise. 
 Estes são produtos do metabolismo das plantas e, provavelmente,fazem parte 
do sistema de defesa contra herbívoros, insetos e moluscos. 
 
 
 
 
o O que fazem: 
 Estima-se que o consumo de alimento contendo ácido cianídrico (HCN), em 
uma concentração entre 0,5 a 3,5 mg de HCN por kg de peso corpóreo, possa 
levar o indivíduo à morte em poucos minutos. 
 O risco de intoxicação pode ser minimizado a partir da utilização de 
processos de preparação: 
o Cozimento, fritura e secagem, que reduzem o teor desse 
composto no alimento. 
 Efeito do processamento nos fatores antinutricionais 
o O tratamento térmico, dentre outras funções, é um método bastante utilizado para 
redução e/ ou inativação de substâncias indesejáveis em alimentos. 
 Apesar de estudos mostrarem a eficiência do tratamento térmico na redução 
dos fatores nutricionais, esse processo apresenta algumas desvantagens 
como, por exemplo, a perda de nutrientes essenciais (vitaminas, aminoácidos, 
dentre outros). 
o Outros métodos utilizados no processamento de alimentos também podem reduzir as 
concentrações dos fatores antinutricionais, tais como: 
 a adição de água ao alimento 
 maceração na presença de sulfitos 
 trituração 
 descortiçamento de grãos 
 atmosfera controlada (N2, etileno e etanol absoluto) 
 tratamento enzimático 
 alta pressão hidrostática, dentre outros 
Informações adicionais sobre fatores antinutricionais 
Polifenóis (Taninos): A complexação dos taninos com as proteínas tornam-as insolúveis e 
inativam as enzimas. Essa complexação é a principal base do efeito biológico Além disso, se ligam 
a outras macromoléculas como o amido causando dessa maneira a redução no valor nutricional 
dos alimentos. Em determinados alimentos, como as leguminosas, os taninos têm recebido atenção 
por causa de alguns efeitos prejudiciais à dieta, como na cor do alimento, devido às reações de 
escurecimento enzimático e diminuição da sua palatabilidade, devido à adstringência. A 
adstringência é a sensação causada pela formação de complexos entre os taninos e as 
glicoproteínas salivares, o que pode aumentar a salivação e diminuir a aceitabilidade do alimento. 
 
 
 
Nitratos e nitritos: Os nitritos podem reagir com aminas secundárias e terciárias tanto in vivo como 
no próprio alimento, originando compostos N-nitrosos (nitrosaminas) de elevado potencial 
carcinogênico, teratogênico e mutagênico. No trato gastrintestinal, o nitrato pode ser convertido em 
nitrito pela ação de bactérias redutoras e este pode ser transformado em nitrosaminas no estômago. 
Além do risco de formação de nitrosaminas, a exposição a nitratos tem sido associada à síndrome 
da morte infantil súbita. 
Inibidores de proteases: Entre os vários efeitos fisiológicos atribuídos aos fatores antitrípsicos, 
destacam-se a complexação com a tripsina e a quimiotripsina secretadas pelo pâncreas, impedindo 
a ação proteolítica dessas enzimas. Para tentar reverter a inibição da ação das enzimas 
proteolíticas, o pâncreas secreta mais enzimas, que por sua vez, são novamente inibidas, gerando 
uma sobrecarga pancreática e, consequentemente, uma hipertrofia desse órgão, reduzindo a ação 
digestiva em todo alimento presente na luz intestinal e, por conseguinte, prejudicando o 
desempenho do organismo. 
Glicosídeos cianogênicos: Plantas cianogênicas, como a mandioca, apresentam compostos 
ciânicos e enzimas distribuídas em concentrações variáveis nas suas diferentes partes. Pela 
ruptura da estrutura celular da raiz, as enzimas presentes (linamarase; β-glicosidase), degradam 
estes compostos, liberando o HCN, que é o princípio tóxico da mandioca e cuja ingestão ou mesmo 
inalação, representa sério perigo à saúde, podendo advir sintomas de intoxicação a depender da 
quantidade e tipo de alimento ingerido, podendo ocorrer casos extremos de envenenamento. 
Em função do teor de HCN apresentado, as mandiocas são classificadas quanto à toxicidade em: 
mansas (menos de 50 mg HCN/Kg de raiz fresca sem casca); moderadamente venenosa (50 a 100 
mg HCN/Kg de raiz fresca sem casca) e venenosa ou brava (acima de 100 mg HCN/Kg de raiz 
fresca sem casca). O conhecimento da toxicidade da planta limita o seu emprego, tanto na 
alimentação humana como na nutrição animal. 
 
 
 
 
6- EXERCÍCIOS 
 
1- Marque V ou F 
a. ( ) Fatores antinutricionais é um termo usado para descrever doenças que 
causam desordens nutricionais 
b. ( ) Fatores antinutricionais é um termo usado para descrever compostos 
presentes em alimentos, que reduzem o valor nutritivo destes 
c. ( ) Estes fatores interferem na biodisponibilidade de nutrientes 
d. ( ) Polifenóis, Nitratos e Nitritos são fatores antinutricionais 
e. ( ) Fármacos inibidores do apetite são fatores antinutricionais 
2- Sobre os polifenóis: 
a. ( ) Como exemplos, temos flavonoides, taninos, lignanas 
b. ( ) Sobre os taninos, podem reduzir a digestibilidade de proteínas, carboidratos 
e minerais 
c. ( ) Taninos podem causar danos à mucosa do sistema digestivo 
d. ( ) Nem todos os polifenóis são nocivos à saúde 
 
3- Sobre os nitratos e nitritos: 
a. ( ) O processamento e industrialização de alimentos pode ser uma fonte de 
nitritos 
b. ( ) Podem produzir efeitos tóxicos aos indivíduos 
c. ( ) A presença pode ser decorrente do uso de fertilizantes na agricultura 
d. ( ) As plantas são a principal fonte de nitratos 
4- Sobre os oxalatos: 
a. ( ) Frequentemente encontrado em vegetais 
b. ( ) Excretados na urina 
c. ( ) Principal fonte de minerais para os cálculos renais 
d. ( ) Devem ser recomendados para pessoas com tendência à formação de 
cálculos renais, reumatismo, gota 
5- Sobre os fitatos: 
a. ( ) Presentes em todos os vegetais 
b. ( ) Formados no processo de maturação de sementes e grãos de cereais 
c. ( ) Diminuem a disponibilidade de minerais 
d. ( ) Interagem com carboidratos, mas não com proteínas 
 
 
 
 
6- Sobre inibidores de proteases: 
a. ( ) Estimulam as enzimas digestivas 
b. ( ) Inibem as enzimas digestivas 
c. ( ) Sobre a Aglutinina de Soja (SBA), se ligam ao epitélio intestinal, afetando as 
vilosidades, o que aumenta a absorção e utilização de nutrientes 
d. ( ) Como exemplos, temos inibidores de enzimas proteolíticas e amiolíticas 
 
7- Sobre glicosídeos cianogênicos: 
a. ( ) Liberam o ácido cianídrico (HCN) ligado a carboidratos na forma de 
glicosídeos 
b. ( ) Fazem parte do sistema de defesa das plantas contra herbívoros, moluscos 
c. ( ) Apesar de ser tóxico, o consumo de uma grande dose do HCN não é letal 
d. ( ) A preparação dos alimentos pode reduzir o risco de intoxicação 
8- Sobre o efeito do processamento nos fatores antinutricionais: 
a. ( ) O tratamento térmico é um método bastante utilizado para a redução de 
substâncias indesejáveis em alimentos 
b. ( ) O tratamento térmico causa a perda de nutrientes do alimento 
c. ( ) A trituração pode reduzir a concentração de fatores antinutricionais 
d. ( ) A adição de água pode reduzir a concentração de fatores antinutricionais 
 
9- Sobre os conceitos de nutrientes e fatores antinutricionais: 
a. Qual a principal semelhança? 
 
 
 
b. Qual a principal diferença? 
 
 
 
 
 
FARMACOLOGIA APLICADA À NUTRIÇÃO: PRINCIPAIS CLASSES DE 
FÁRMACOS E SUAS INTERAÇÕES COM NUTRIENTES 
 
 
 
 
7- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 
 
 Conceito 
o Interações medicamentosas podem ocorrer 
 Entre drogas 
 Entre drogas e nutrientes 
o Quanto mais medicamentos um paciente utiliza, maior a chance de ocorrência de 
interações medicamentosas 
o Podem ser positivas ou negativas 
 Interações medicamentosas droga-droga podem ser: 
o Farmacocinéticas, estimulando ou inibindo as seguintes etapas: 
Absorção 
 A droga A pode alterar o pH do TGI, alterando a absorção da droga B 
 Distribuição 
 A droga A pode se ligar às mesmas proteínas da droga B. Assim, a 
droga B não estará mais ligada às proteínas plasmáticas, e sim na forma 
livre. 
 Quais as consequências disso? 
 
________________________________________________________ 
 
_______________________________________________________ 
 Biotransformação 
 Indução enzimática – A droga A pode estimular a biotransformação da 
droga B, através da CYP450 
o Isso causa 
 ( ) Aumento do efeito da droga B 
 ( ) Diminuição do efeito da droga B 
 Inibição enzimática – A droga A pode inibir a biotransformação da droga 
B, através da CYP450 
o Isso causa 
 ( ) Aumento do efeito da droga B 
 ( ) Diminuição do efeito da droga B 
 
 
 
 
 Excreção 
 A droga A pode estimular a excreção da droga B, mudando o pH urinário 
ou interferindo nas etapas de filtração, secreção e reabsorção tubular 
o Farmacodinâmicas 
 Efeitos aditivos – Duas drogas agem no mesmo alvo, tendo suas atividades 
somadas 
 Potencialização – Duas drogas agem no mesmo alvo, e tem suas atividades 
potencializadas (maior que a soma das duas atividades separadas) 
 Efeitos antagônicos – Duas drogas agem no mesmo alvo, e apresentam efeitos 
opostos. Assim, uma diminui o efeito da outra 
 
 
 
 
 
7- EXERCÍCIOS 
 
1- Marque V ou F 
( ) Um nutriente pode interferir sobre a ação de um medicamento 
( ) Um medicamento pode interferir sobre a biodisponibilidade de um nutriente 
( ) As interações medicamentosas podem ser negativas ou positivas 
( ) Quanto maior o número de medicamentos usados, menores as chances de 
interações medicamentosas 
( ) Uma pessoa que usa um só medicamento não pode apresentar interações 
medicamentosas 
( ) Modificar o horário de administração de medicamentos pode evitar interações 
medicamentosas 
2- Quais as etapas da farmacocinética que estão susceptíveis à ocorrência de interações 
medicamentosas? 
( ) Absorção 
( ) Distribuição 
( ) Biotransformação 
( ) Excreção 
3- Uma droga indutora enzimática causará aumento ou diminuição no efeito de outras 
drogas que sejam biotransformadas? Por quê? 
 
 
 
 
4- A droga A possui 
a. interação aditiva com a droga B 
b. interação de potencialização com a droga C 
c. interação antagônica com a droga D 
Qual mistura de drogas abaixo causará o maior efeito terapêutico? 
a) A e B 
b) A e C 
c) A e D 
d) Não é possível determinar 
 
 
 
 
 
5- Analise a figura abaixo e discuta quais dos três fármacos (A, B ou C) são antagonistas. 
 
 
 
 
 
 
 
6- Quais dos fármacos da figura anterior têm efeitos aditivos na redução da pressão 
arterial? 
 
 
 
 
 
 
7- Discuta quais fármacos na figura anterior são sinérgicos (possuem interação de 
potencialização). 
 
 
 
 
 
 
8- INTERAÇÕES FÁRMACO-NUTRIENTE 
 
Este conteúdo é bem discutido no artigo disponível no clube. O tema deve ser estudado pelo 
artigo. 
Tópicos a serem estudados: 
 Interações que causam alteração do efeito do fármaco 
o Interações farmacocinéticas 
 Processo absortivo 
 Modificação do pH do conteúdo intestinal 
 Velocidade de esvaziamento gástrico 
 Aumento da atividade peristáltica do intestino 
 Competição pelos sítios de absorção 
 Alteração do fluxo sanguíneo esplâncnico 
 Complexação do fármaco com nutrientes 
 Distribuição 
 Biotransformação 
 Interações com o álcool 
 Excreção 
o Interferência do estado nutricional na biodisponibilidade do fármaco 
 Biotransformação 
 Alteração da atividade do citocromo P450 
 Interações que causam alteração do estado nutricional 
 
 
Referência: 
Leite, M., & Reyes, R. (2002). Interação fármaco-nutriente: uma revisão. Revista de Nutrição, 
15(2), 223-238. 
 
 
 
 
 
9- NUTRIÇÃO ENTERAL X FÁRMACOS 
 
Considerações sobre nutrição enteral (NE) 
 Quando se requer a administração de um medicamento por via oral em paciente com sonda 
de NE, alguns aspectos devem ser previamente avaliados, como: 
o possibilidade de substituição do medicamento (forma farmacêutica, via de 
administração ou fármaco alternativo), 
o efeitos da NE na absorção do medicamento, bem como o tipo de sonda e sua 
localização no trato gastrintestinal (TGI) 
o dependendo do sítio de absorção e ação do fármaco, a administração por via enteral 
pode ser inviável 
Administração de medicamentos na NE 
Geralmente, medicamentos não críticos, ou cuja interrupção por curto prazo não provoque 
dano significativo à saúde do paciente (ex.: hipolipemiantes e hormônios de reposição) podem ser 
suspensos até que a via oral seja restabelecida. 
Para os medicamentos criticamente necessários ao paciente, a conduta mais racional 
consiste em buscar uma via alternativa para sua administração, diferente da empregada na NE 
(ex.: inalante, retal, transdérmica, sublingual e parenterais). Quando o medicamento não estiver 
disponível em forma farmacêutica adequada para administração por uma das vias alternativas, 
sugere-se a substituição deste por outro, terapeuticamente similar, que cumpra tal requisito; se isso 
não for possível, avalia-se a viabilidade de administrá-lo pela mesma via da NE. Para ambas as 
situações, é importante considerar o ajuste de dose. 
Interações medicamentosas em nutrição enteral 
O paciente em uso de terapia nutricional enteral e de múltiplos medicamentos pode 
apresentar três tipos de interações fármacos x nutrientes: 
 Interações físico-químicas: Formação de granulação, gel e separação dos componentes, 
quando há mistura de fármacos com formulação da dieta, gerando impedimento na absorção 
do medicamento ou do nutriente, além de ocorrerem alterações na consistência e/ou 
viscosidade da fórmula, obstruindo a sonda. 
 Interações fisiológicas: Irritação do TGI, que pode causar náuseas, vômitos, epigastralgia, 
diarreia ou constipação. 
 
 
 
 Interações farmacocinéticas: Alteração na absorção, biodisponibilidade, distribuição, 
biotransformação/metabolismo das drogas e/ou nutrientes. 
Se a administração de medicamentos por sonda enteral for a única viável, alguns cuidados 
devem ser tomados: 
 Consultar o profissional farmacêutico sobre a melhor fórmula farmacêutica de administração do 
medicamento, levando em consideração: 
o posição da sonda (Por que?) 
o possibilidades de ação irritante sobre a mucosa do trato gastrointestinal 
o probabilidade de obstrução da sonda, entre outros. 
 Conhecer as informações técnicas do medicamento antes de estabelecer sua forma de 
administração. 
 A administração de um medicamento por sonda requer que este esteja em forma líquida. 
Preferencialmente, deve-se empregar uma formulação líquida já disponível. (Por que?) 
o Atenção: muitos medicamentos disponíveis na forma líquida são formulações para uso 
pediátrico (dosagem nem sempre corresponde à necessária aos pacientes adultos) 
 Neste caso, sendo necessário o aumento da quantidade da medicação, deve-se 
considerar a possibilidade de efeitos indesejáveis e intolerância da dieta enteral 
como a diarreia osmolar por quantidades elevadas de sorbitol, presente em 
medicamentos. 
 Registrar a conduta farmacológica e dietoterápica 
o fundamentais para identificação, prevenção e efetivo tratamento das interações entre 
medicamentos e componentes da formulação enteral. 
 Avaliar continuamente os registros junto à equipe multidisciplinar visando a otimização da 
conduta adotada e o aprendizado contínuo. 
 Fazer monitoramento contínuo dos efeitos farmacológicos desejados,do estado nutricional do 
paciente e de sinais de intolerância, que são fundamentais para identificar, evitar ou minimizar 
o impacto de interações entre fármacos e nutrientes. 
 
Técnicas necessárias para a administração de medicamentos por sonda enteral 
 
 Não administrar medicamentos diretamente na fórmula de nutrição enteral. 
 Realizar o protocolo de lavagem da sonda com 15 a 30mL de água antes e após a administração 
de qualquer fármaco. 
 
 
 
o Tal prática promove uma excelente forma de dissolução de medicamentos aumentando 
a capacidade de absorção do fármaco e minimizando as possibilidades de obstrução. 
 Verificar se o medicamento necessita de diluição antes da administração. Sobre a diluição de 
medicamentos para administração enteral, tais cuidados devem ser tomados: 
o Medicações irritantes ou com maior viscosidade devem ser diluídas em, no mínimo, 
30mL de água antes de sua administração sendo seguida da administração de mais 
30mL de água, objetivando minimizar agressões na mucosa gástrica ou enteral. 
o Algumas formas farmacêuticas precisam ser diluídas, por exemplo: 
 A administração de cápsulas gelatinosas deve ser precedida de sua abertura e 
seu conteúdo deve ser misturado com água. 
 Na administração de tabletes, a maioria pode ser feita após sua maceração e 
posterior diluição em aproximadamente 30mL de água. 
 Medicamentos hipertônicos (muito concentrados), na forma líquida ou na forma de 
cápsulas, devem ser diluídos em 10 a 15mL de água em temperatura ambiente, 
antes da sua administração. 
o Não realizar a associação de dois tipos ou mais de medicamentos no mesmo processo 
de diluição, evitando a ocorrência de interações entre os medicamentos. Cada 
medicamento deve ser administrado com intervalo de 30 minutos entre eles, sendo 
diluído separadamente. A sonda enteral deve ser lavada com água após cada 
administração. 
 Utilizar somente água para lavar a sonda enteral. Outras substâncias como sucos, refrigerantes 
a base de cola, podem representar um aumento significativo da osmolaridade final, bem como 
aumentar a probabilidade de obstrução. 
 
Cuidados que devem ser tomados se o medicamento for tomado separadamente da 
alimentação 
 
 Quando o medicamento for administrado no estado de jejum ou de estômago vazio, verificar o 
volume gástrico residual antes de sua administração. (Por que?) 
 Interromper a administração da dieta duas horas antes e após a administração de fármacos e 
reajustar a velocidade de administração da dieta enteral evitando perdas, exceto nos casos 
onde a presença de nutrientes favoreça ou potencialize a absorção do fármaco. 
 Caso seja necessário, reavaliar a mudança no sistema de administração da dieta enteral de 
contínua para intermitente. 
 
 
 
Cuidados que devem ser tomados se o medicamento for tomado juntamente com a 
alimentação 
 
 Sempre que possível, usar medicamentos na forma líquida, pois evita a necessidade de 
dissolução do medicamento na dieta. 
 Não realizar associação de fármacos e nutrientes de que se conhece o perfil de interação, 
principalmente quando esta leva ao aumento na probabilidade de obstrução da sonda ou 
diminuição significativa da biodisponibilidade de nutrientes ou de fármacos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9- EXERCÍCIOS 
 
1- O paciente em NE precisa de cuidados diferenciados ao usar medicamentos? Por 
quê? 
 
 
 
 
 
2- Os medicamentos devem ser administrados junto à NE? 
 
 
 
 
 
3- Quais os tipos de interações medicamentosas que podem surgir no uso de 
medicamentos na NE? 
 
 
 
 
 
4- Por que deve-se preferir medicamentos disponíveis na forma líquida? 
 
 
 
 
 
5- Cite alguns cuidados necessários ao se administrar medicamentos por sonda enteral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6- Há alguns cuidados necessários quando são usados medicamentos que não devem 
ser administrados junto à NE. Quais são? 
 
 
 
 
 
7- Quais os cuidados necessários a se tomar com fármacos que devem ser 
administrados com alimentos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10- MEDICAMENTOS USADOS NAS ALTERAÇÕES 
GASTROENTEROLÓGICAS 
 
 INTRODUÇÃO 
o Principais distúrbios gastrointestinais e suas causas comuns 
 Gastrites, úlceras, refluxo gastroesofágico 
 Produção excessiva de HCl 
 Intoxicação alimentar/infecções microbiológicas 
 Medicamentos 
 Fumo, álcool 
 Sobrepeso 
 Diarréias 
 Intoxicação alimentar/infecções microbiológicas 
 Doenças inflamatórias (Doença de Crohn, colite ulcerativa) 
 Síndrome do intestino irritável 
 Medicamentos 
 Constipação 
 Consumo inadequado de água, fibras 
 Stress 
 Hipotireoidismo 
 Depressão 
 Falta de exercício físico 
 Medicamentos 
 Entre outros 
o Diversas terapias podem ser realizadas para o tratamento destas condições, 
incluindo: 
 Tratamento medicamentoso 
 Controle da dieta 
 CLASSES DE FÁRMACOS 
o Antiácidos 
o Antagonistas do receptor da histamina (H2) 
o Inibidores da bomba de prótons 
o Antidiarréicos 
o Laxativos e purgativos 
 
 
 
 ANTIÁCIDOS 
o Conceitos básicos 
 São bases fracas que reagem com o HCl para formar sal e água. Neutralizam 
e removem o excesso de ácido do conteúdo gástrico. Tem ação antipéptica e, 
ao alcalinizar o meio, não permite a transformação de pepsinogênio em 
pepsina. 
 Indicados na dispepsia, minimização da sintomatologia da úlcera péptica e 
como coadjuvantes para a cicatrização da úlcera 
o Reações adversas 
 Aumentam a secreção do suco gástrico (Efeito rebote) 
o Interações com nutrientes 
 Alteram a absorção de minerais 
 Inativam ou diminuem a absorção de algumas vitaminas 
 Se usados ½ a 1 hora após a refeição, têm o efeito prolongado 
 O uso prolongado pode causar problemas no pH, alterações na utilização de 
macro e micronutrientes 
o Objetivos da conduta dietoterápica comuns a todos os antiácidos 
 Minimização dos sinais e sintomas da patologia e das interações entre 
fármacos e nutrientes 
 ANTAGONISTAS DO RECEPTOR H2 
o Conceitos e usos terapêuticos 
 Inibem competitivamente as ações da histamina em todos os receptores H2 
 Inibem a secreção ácida estimulada por histamina e por gastrina, bem como o 
volume gástrico 
 Reduzem a secreção de pepsina 
 INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS 
o Conceitos 
 São os mais eficazes supressores da secreção ácida gástrica 
 Inibem a produção de ácido clorídrico 
 Aumentam o pH do estômago que atinge valores de 5.0 (pH 7.0 nunca é 
atingido) 
o Usos terapêuticos: 
 Tratamento da úlcera gástrica e duodenal 
 Tratamento do refluxo gástrico esofágico 
 Coadjuvantes no tratamento de infecções com H. pylori 
 
 
 
 Tratamento da Síndrome de Zollinger-Ellison 
 ANTIDIARRÉICOS 
o Conceitos e usos terapêuticos: 
 Usados no tratamento da diarreia caracterizada pela perda excessiva de 
fluidos e eletrólitos. 
 Estes distúrbios possuem diversas causas: 
 Infecção, fármacos, envenenamento, alergia, lesões GI, má absorção, 
distribuição alterada dos ácidos biliares 
o Objetivos da conduta dietoterápica comuns a todos os antidiarréicos 
 Regularizar a função intestinal, recuperação do estado nutricional 
 Minimização dos efeitos adversos 
 
 PURGATIVOS E LAXATIVOS OU LAXANTES 
o Conceitos e usos terapêuticos 
 Têm por finalidade aumentar o numero de evacuações (Catárticos) 
 Purgativos têm efeito laxante maior e mais rápido que os laxativos 
 Laxantes produzem fezes moldadas e macias 
 Purgativos produzem evacuações mais fluidas. 
______________________________________________________________________________PRINCIPAIS CLASSES DE FÁRMACOS 
 PRINCIPAIS ANTIÁCIDOS 
o Hidróxido de alumínio 
 Reações adversas 
 Promove anorexia, náuseas, vômitos, possível osteomalacia e 
osteoporose. 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 _______________ a absorção de B12, ácido fólico, vitamina A, potássio, 
cobre e cálcio. 
 Interage quimicamente com o fósforo, depletando-o. 
 Aumenta a destruição de tiamina. 
 Agrega-se à parede intestinal, diminuindo a secreção de água e muco 
para a luz intestinal, causando ressecamento das fezes e constipação, 
o que pode causar alterações no estado nutricional. 
 
 
 
 Recomendações ao paciente 
o Para evitar interferências na absorção, o Ferro e o ácido fólico 
devem ser usados com intervalo de duas horas, e frutas cítricas, 
de três horas, para que não haja interferência na absorção. 
o Hidróxido de magnésio 
 Reações adversas 
 Altera o paladar 
 Pode provocar náuseas, vômitos, dor abdominal 
 A absorção do íon magnésio pode levar a distúrbios neurológicos e 
neuromusculares 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 O magnésio não é solúvel, adere à parede intestinal, criando um 
ambiente hiperosmolar, retira água da parede para o lúmen, criando um 
ambiente catártico, provocando diarreia com perda de nutrientes 
 Diminui a absorção de vitamina A e B1, fosfato, ferro e cálcio. 
 Objetivos da conduta dietoterápica 
 Evitar e/ou minimizar as possíveis complicações do trânsito intestinal, 
neurológicas, neuromusculares, cutâneas e anemia 
o Hidróxido de alumínio associado ao carbonato de magnésio 
 Reações adversas 
 Leva à perda de peso, constipação do tipo espástica, alteração da 
palatabilidade, anorexia, náuseas e vômitos. 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 ____________ a tiamina e ____________ a absorção de ferro, folacina, 
fosfato, potássio e vitamina A 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido _____________________ com água ou suco 
o Bicarbonato de sódio 
 Efeitos adversos 
 O CO2 estimula a secreção de gastrina, podendo elevar 
secundariamente a secreção ácida. 
 Em altas doses ou administração frequente, pode causar alcalose 
 
 
 
 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Por acelerar a evacuação gástrica, ________________ a digestão de 
proteínas, levando a uma diarreia putrefativa com perda de princípios 
nutritivos acompanhada de flatulência. 
 Aumenta a necessidade de vitamina K 
 _______________ a absorção de triptofano e ferro. 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido com água uma a três horas depois das refeições. 
o Carbonato de cálcio 
 Efeitos adversos 
 Rebote ácido por estimulação da gastrina 
 Anorexia, xerostomia, constipação 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Aumento da absorção de cálcio e vitamina D, provocando hipercalcemia 
com alcalose 
 Causa diminuição da absorção de ferro e fosfato 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 Álcool, cafeína e fitatos ______________ a biodisponibilidade da droga 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido de uma a três horas _____________ das refeições 
o Leite de magnésia 
 Efeitos adversos 
 Alteração da palatabilidade, náuseas, vômitos, diarreia 
 Em altas doses, pode gerar dependência 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Pode provocar vômitos e diarreia com perda de nutrientes 
 Perda de eletrólitos, proteínas e vitaminas 
 Conduta dietoterápica 
 A dieta antidiarréica deve controlar os eletrólitos, a proteína e as 
vitaminas, que além de sofrerem interações com o fármaco, são 
também perdidas pela diarreia. 
 
 
 
 
 PRINCIPAIS ANTAGONISTAS DO RECEPTOR H2 
o Cimetidina 
 Efeitos adversos 
 Pode provocar náuseas, vômitos, cefaleia, dor muscular, entre outros. 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 ____________ a absorção de macronutrientes 
 ____________ o volume fecal 
 Diminui/interfere na absorção de ferro, ácido fólico, vitamina A, B12, B1. 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 Deve ser ingerida ____________________ 
 Absorção é _______________, mas a biodisponibilidade não é afetada 
 Cálcio, magnésio, antiácidos, cafeína, xantinas, álcool e nicotina 
_______________a absorção da droga 
 ____________ o Citocromo P450, _______________ a 
biotransformação e ___________________ o efeito de vários 
medicamentos, como anticoagulantes orais, antidepressivos tricíclicos 
e fenitoína. 
 Objetivos da conduta dietoterápica 
 Ajustar a dieta às alterações GI, endócrinas, renais, interações 
o Ranitidina 
 Efeitos adversos 
 Pode provocar náuseas e vômitos, dor abdominal, cefaleia 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Causa _______________ na absorção de vitaminas A, B1 e B12. 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 Cafeína, xantinas, álcool e nicotina ______________ sua absorção 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido _________________ 
 PRINCIPAIS INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS 
o Omeprazol 
 Efeitos adversos 
 Dor abdominal, constipação, cefaleia, tosse, entre outros 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Causa ________________ da absorção do Ferro, vitamina B12 
 
 
 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido _________________ 
o Pantoprazol 
 Efeitos adversos 
 Semelhantes ao omeprazol, adicionando-se o surgimento de náusea, 
flatulência e dispepsia 
 PRINCIPAIS CLASSES DE FÁRMACOS ANTIDIARRÉICOS 
o Agentes antiperistálticos e narcóticos 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Aumentam o tônus intestinal 
 Efeitos adversos 
 Vômitos, tonturas, alteração na palatabilidade, anorexia, xerostomia, 
visão borrada, taquicardia 
 Recomendações ao paciente 
 Devem ser usados _______________ à alimentação 
o Adsorventes 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Formam uma camada protetora na mucosa intestinal inflamada 
 Adsorvem toxinas solubilizadas no intestino 
 Exemplos: Pectina, carvão vegetal, celulose 
 Objetivos da conduta dietoterápica 
 Regularizar a função intestinal, recuperação do estado nutricional 
 PRINCIPAIS LAXATIVOS E PURGATIVOS 
o Agentes formadores de massa 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 O tratamento mais correto da constipação é feito com dieta 
_____________________, suplementada com laxantes formadores de 
massa, como por exemplo: 
o Farelo 
o Psyllium 
o Plantago 
 O volume aumentado estimula as contrações naturais do intestino. 
 Os agentes formadores de volume atuam lenta e suavemente e são 
considerados um dos métodos mais seguros para facilitar evacuações 
regulares. 
 
 
 
o Purgativos osmóticos 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 É higroscópico e a retenção de água estimula peristaltismo e 
usualmente produz movimento intestinal em menos que 1 hora 
 Atraem quantidades de água ao intestino grosso, tornando as fezes 
moles e fluidas. 
 Deve-se começar no tratamento com pequenas quantidades e 
aumentar paulatinamente. 
 Efeitos adversos 
 Causam com frequência distensão abdominal, flatulência, desconforto 
abdominal, diarréia, vômitos. 
 Conduta dietoterápica 
 Reposição hídrica, vitamínica, minerálica 
o Umectantes 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Diminuem a tensão superficial das fezes, permitindo a entrada de água 
no conteúdo fecal, tornando-o macio 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 _______________ a absorção de água, vitaminas e eletrólitos, bem 
como ______________ o potássio sérico e ____________a glicemia 
o Lubrificantes 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Facilitam a progressão do bolo fecal e amolecem as fezes 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Interferem na absorção de água e eletrólitos 
 Podem comprometer a absorção de vitaminas e minerais 
o Óleo mineral 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Amolece as fezes e facilita sua eliminação do corpo. 
 Efeitos adversos 
 Inalado acidentalmente, pode provocar grave irritação pulmonar. 
 Pode levar à alteração da palatabilidade, anorexia, perda de peso, 
flatulência, dispepsia, náusea e vômitos 
 
 
 
 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Pode ________________ a absorção de certas vitaminas lipossolúveis 
(K, E, D, A), hidrossolúveis, água, cálcio, fósforo, potássio 
 Necessita de rigoroso acompanhamento quanto à conduta dietoterápica 
o Laxativos estimulantes ou irritantes 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Atuam através de um aumento da motilidade intestinal 
 Uso prolongado deve ser evitado 
 Não deve ser usado em gestante ou criança 
 Promovem evacuações rápidas 
 Não deve ser usado como auxiliar no tratamento da constipação 
intestinal 
 Efeitos adversos 
 O uso prolongado pode levar a distúrbios eletrolíticos, náuseas, 
vômitos, hipocalcemia, hiperglicemia, etc 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 ________________ a absorção de glicose, gorduras, vitaminas, 
principalmente a vitamina D, e eletrólitos 
 Recomendações ao paciente 
 ______________ ser usado com medicação alcalina ou leite 
o Lactulose 
 Conceitos e usos terapêuticos 
 Não absorvido no intestino delgado 
 Chegando ao cólon, sofre degradação bacteriana, com formação de 
ácido lático e acético, levando à diarreia osmótica. 
 Efeitos adversos 
 Produz câimbras, flatulência, dor abdominal e náuseas e vômitos 
 Pode aumentar a glicemia 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Causa ______________ da Vitamina K, biotina, todas as vitaminas 
hidrossolúveis e os eletrólitos. 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser usado _______________________ 
o Manitol 
o Sulfato de magnésio 
 
 
 
10- EXERCÍCIOS 
 
1- Relacione as seguintes condições com os possíveis problemas gastrointestinais 
decorrentes destas: 
1. Constipação 
2. Gastrites e úlceras 
3. Diarréia 
 
a. ( ) Fumo e alcoolismo 
b. ( ) Falta de exercício físico 
c. ( ) Intoxicação alimentar 
d. ( ) Hipotireoidismo 
e. ( ) Produção excessiva de HCl 
f. ( ) Síndrome do intestino irritável 
g. ( ) Stress 
h. ( ) Consumo inadequado de água, fibras 
 
2- Quais os riscos do uso exacerbado de antiácidos? 
 
 
 
 
 
 
 
3- Sobre os inibidores da bomba de prótons, responda V ou F: 
a. ( ) São os mais eficazes supressores da secreção gástrica 
b. ( ) Causam elevação do pH estomacal para 7.0 
c. ( ) Podem ser usados como coadjuvantes em infecções microbianas 
d. ( ) O omeprazol deve ser ingerido junto às refeições, pois a administração de 
alimentos causa um aumento de sua biodisponibilidade 
e. ( ) O omeprazol pode causar diminuição na absorção de Ferro e vitamina B12 
 
 
 
 
4- Sobre antiácidos, marque V ou F 
a. ( ) Alteram a absorção de minerais 
b. ( ) Aumentam a absorção de vitaminas 
c. ( ) Se usados ½ a 1 hora após a refeição, têm efeito diminuído 
d. ( ) O uso prolongado pode causar alterações na biodisponibilidade de macro e 
micronutrientes 
e. ( ) O hidróxido de alumínio pode agregar-se à parede intestinal, diminuindo a 
secreção de água e muco para a luz intestinal, causando ressecamento das fezes e 
diarreia 
f. ( ) O hidróxido de magnésio pode diminuir a absorção de ferro 
g. ( ) O hidróxido de magnésio pode causar constipação 
h. ( ) O uso de altas doses do bicarbonato de sódio pode levar a alcalose por afetar 
o equilíbrio ácido/base do organismo 
i. ( ) Por acelerar a evacuação gástrica, o bicarbonato de sódio melhora a digestão 
de proteínas 
j. ( ) O carbonato de cálcio leva a um aumento na absorção da vitamina D 
k. ( ) Fitatos aumentam a absorção do carbonato de cálcio 
 
5- Qual o tratamento mais racional para a constipação? Por que? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6- Como funcionam os purgativos osmóticos? Cite um objetivo da conduta dietoterápica 
neste caso. 
 
 
 
 
 
 
7- Sobre laxativos e purgativos, responda V ou F: 
a. ( ) O óleo mineral, devido à sua afinidade por vitaminas lipossolúveis, aumenta 
a absorção da vitamina A, D e E 
b. ( ) Laxativos irritantes ou estimulantes atuam irritando a mucosa, causando 
aumento na motilidade intestinal 
c. ( ) A lactulose atua como lubrificante, causando amolecimento das fezes 
d. ( ) Umectantes aumentam a absorção de água e sais minerais 
 
 
 
 
11- MEDICAMENTOS USADOS NOS PROCESSOS INFLAMATÓRIOS 
 
 Fisiopatologia 
o Inflamação aguda 
 Pode decorrer de vários estímulos 
 Resposta rápida ao local de infecção ou injúria 
 Direcionamento de leucócitos, proteínas plasmáticas para o local 
o Inflamação crônica 
 Pode decorrer de uma inflamação aguda 
 Pode durar de semanas, meses ou até anos 
o Ocorre, na inflamação, liberação de mediadores, ocorrendo a ativação de 
macrófagos, monócitos, linfócitos, neutrófilos, eosinófilos. 
o Alguns destes mediadores resultam em respostas inflamatórias sistêmicas: 
 Febre 
 Hipotensão 
 Leucocitose 
 Dor 
o Entre os mediadores da inflamação, vários (mas não todos) são derivados do ácido 
araquidônico 
 As terapias anti-inflamatórias clássicas são baseadas nos seguintes pontos: 
o Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs)  inibição das enzimas ciclooxigenase, 
inibindo a síntese de prostaglandinas 
o Inibidores seletivos da ciclooxigenase 2 (COX-2)  inibição da expressão da 
ciclooxigenase 2, inibindo a síntese de prostaglandinas inflamatórias 
o Corticosteróides  inibição da expressão da fosfolipase A2, inibindo toda a cascata 
do ácido araquidônico 
 Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINEs) 
o Mecanismo de ação 
 Inativação da COX-1 e COX-2 
o Usos terapêuticos: 
 Dor 
 Inflamação 
 Febre 
 Cardioproteção: AAS 
 
 
 
 Além de outros usos clínicos, como na doença de Alzheimer, inibição da 
progressão do câncer 
o Efeitos adversos 
 Efeitos gastrointestinais: 
 Devido à inibição da PGE2 formada pela COX-1 
 Inibidores seletivos da COX-2 não apresentam efeitos adversos 
gástricos, pois não inibem a COX-1 
 Efeitos cardiovasculares 
 Coxibes: inibição seletiva da COX-2 
o Plaquetas possuem COX-2, mas não COX-1 
o COX-2 estimula a formação de PGI2 
o Quando o anti-inflamatório inibe a COX-2, inibe a síntese de 
PGI2. Na ausência de PGI2, a ação do TXA2 é exacerbada, 
levando a uma agregação plaquetária excessiva, que pode levar 
a trombose e acidentes vasculares 
o Por este motivo, dois fármacos foram retirados do mercado: 
Valdecoxibe e Rofecoxibe 
 Nefrotoxicidade 
 PGs são responsáveis pelo bom funcionamento dos rins. 
 A ausência de PGs pode levar a diminuição do fluxo sanguíneo renal, 
acúmulo de sais, entre outros 
o As contra-indicações estão relacionadas aos efeitos adversos. 
 Por exemplo, pacientes com problemas renais, gastrite, problemas 
cardiovasculares 
 Contra-indicado para gestantes, pois o uso de anti-inflamatórios pode causar 
fechamento do canal arterial que liga alimenta o feto 
 Corticóides 
o Inibem toda a cascata do ácido araquidônico, inibindo a síntese de todas as 
prostaglandinas 
o Mecanismo de ação 
 Diminuem a resposta imunológica, alérgica, e a resposta celular inflamatória 
o Usosterapêuticos 
 Doenças imunológicas, alérgicas 
 Problemas respiratórios 
 Transplante de órgãos, evitando a rejeição do novo órgão 
 
 
 
 Doenças inflamatórias crônicas 
 Doenças reumatológicas 
 Problemas de pele 
o Efeitos adversos 
 Além dos efeitos adversos causados por AINEs, causam outros, como 
aumento de glicemia, lipidemia, acúmulo de gordura, diminuição na densidade 
óssea, catarata, entre outros 
 Interações com nutrientes 
o Diclofenaco 
 Efeitos adversos 
 Pode provocar náuseas, vômitos, dispepsia, constipação espástica ou 
diarreia, úlcera péptica gástrica 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Se usada por longo período, pode provocar depleção das vitaminas 
________________________ 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido _________________ para diminuir a irritação 
gastrointestinal, embora haja retardo no início da absorção intestinal 
 Dieta deve prevenir as alterações do TGI e seus anexos, as alterações 
renais e a recuperação do estado nutricional 
o Indometacina 
 Efeitos adversos 
 Perda do apetite, dispepsia, dor abdominal, úlcera e hemorragia 
digestiva, constipação espástica ou diarreia 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Pode gerar ______________ do apetite e consequente __________ de 
peso, diarreia com perda de água e eletrólitos e 
____________________, sendo necessário muito cuidado com 
pacientes ____________________ 
 Recomendações ao paciente 
 Ingerir __________________, para diminuir as alterações 
gastrointestinais, embora possa ______________ sua absorção e 
_______________ sua concentração plasmática máxima 
 
 
 
 Dieta visa a recuperação do estado nutricional, e normalização das 
funções do TGI e seus anexos, bem como o controle da função renal e 
do diabetes 
o Paracetamol 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Interfere ligeiramente na absorção das vitaminas 
____________________ 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 A administração com alimentos causa ________________ na 
velocidade de absorção, devido à alteração da velocidade de 
esvaziamento gástrico 
 Dietas hiperglicídicas _______________ significativamente a absorção 
do paracetamol, pois dificultam a solubilização da droga, gerando níveis 
plasmáticos inferiores 
 Recomendações ao paciente 
 Como não causa irritação gástrica, ___________ necessário 
administrar junto à alimentação 
 Se é desejada uma ação rápida, evitar uma dieta hiperglicídica 
 Se é desejado um efeito prolongado, __________________ uma dieta 
hiperglicídica 
 A dieta visa a recuperação do estado nutricional e a regularização do 
hemograma, funções digestivas e hepáticas (pois o fármaco pode 
causar alterações hepáticas, mais graves em pacientes alcoólatras 
crônicos) 
o Salicílicos 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional? 
 O uso crônico causa: 
o _________________ da disponibilidade da vitamina C, por 
aumentar sua excreção urinária 
o _______________ da excreção urinária das vitaminas B1, B6 e K 
o Diminuição dos níveis séricos de _________________________ 
o _________________ das proteínas plasmáticas levando a um 
balanço nitrogenado negativo e promove alterações no 
metabolismo intermediário dos glicídios 
 
 
 
 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco? 
 A ingestão de alimentos sólidos antes da administração do AAS 
_____________ seus níveis plasmáticos 
 Alimentos _______________ os distúrbios gastrointestinais, mas, por 
outro lado, ________________________ a absorção da droga 
 Quando ingerida com _____________________, aumenta o risco de 
hemorragia gastrointestinal 
 Recomendações ao paciente? 
 A dieta visa manter e regularizar as funções gastrointestinais, hepáticas 
e renais 
 Deve-se _______________ a ingestão concomitante de alimentos que 
têm ação antitrombótica (alho, cebola, gengibre) e os ricos em salicilatos 
para evitar a potencialização da droga (abricó, ameixa fresca, amêndoa, 
amora, batata, cereja, groselha, laranja, limão, maçã, melão, morango, 
nectarina, nozes, passa, pepino, pêssego, pimenta, tangerina, tomate, 
uva e cerveja) 
 A dieta visa recuperar o estado nutricional do paciente, principalmente 
em relação às interações provocadas pelo fármaco, e minimizar as 
alterações hepáticas e outras colateralidades (levando-se em conta se 
o paciente é diabético, e as alterações ligadas a minerais e vitaminas, a 
hipoproteinemia e a anemia) 
o Corticosteróides 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional? 
 Podem provocar náuseas, vômitos, disfagia, dispepsia, alteração 
gástrica (que pode evoluir para hemorragia), aumento do apetite 
(provocando ganho de peso) 
 ______________ sódio e água, gerando edema 
 Estimula a gliconeogênese, _________________ os níveis séricos de 
glicose 
 Promove glicosúria e resistência à insulina 
 __________________ a perda urinária de potássio, zinco, cálcio, 
fósforo, áciro úrico, nitrogênio, vitamina A, B6, C, bem como bloqueia o 
metabolismo renal da vitamina _______ 
 No nível sérico, ___________________ o sódio, colesterol total, 
triglicerídeos, potássio, magnésio, cálcio, zinco, fósforo T3, T4 e TSH 
 
 
 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco? 
 A hipoalbuminemia ___________________ o efeito da droga 
 Recomendações ao paciente? 
 Deve ser ingerido _______________ para diminuir as alterações do TGI 
 Deve-se ter uma atenção especial para os distúrbios hidroeletrolíticos 
 A dieta deve ser hipervitamínica e minerálica (com excessão do 
_________, que deve ser hipo), hiperprotídica, normo a hipoglicídica 
com um mínimo de glicídios simples e sem concentração, normolipídica 
sem concentração, com uma relação poliinsaturado/saturado de pelo 
menos 1,8. Outras características da dieta serão ajustadas de acordo 
com cada paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
o Estas prostaglandinas estão envolvidas na homeostase normal (tabela em anexo, azul) e no processo patofisiológico (tabela em 
anexo, vermelho). 
 
 
 
PGI2 PGD2 & PGF PGE2 TXA2 
Plaquetas: Inibe agregação 
plaquetária e dissolve 
aglomerados pré-formados. 
Limita a ativação plaquetária 
pelo TxA2, reduzindo a resposta 
trombótica à injúria vascular. 
Rins: Mantém o fluxo renal e 
excreção de sal. PGI2 promove 
liberação de renina e natriurese 
por seus efeitos na reabsorção 
tubular de Na
+
. 
Músculo liso vascular (PGF2 ): 
Vasoconstricção; 
Útero: Relaxamento (PGD2) e 
contração (PGF2 ). 
Gravidez: A PGE2 derivada da COX-2 mantém o canal arterial 
patente até o nascimento. Níveis reduzidos de PGE2 permitem 
o fechamento. Estimula a contração do útero gravídico humano; 
Rins: Mantém o fluxo renal e excreção de sal; 
Secreção gástrica e intestinal: Contribui para o aumento da 
secreção de muco (citoproteção), inibição da secreção de ácido 
gástrico e redução do condeúdo de pepsina. Inibe a lesão 
gástrica provocada por uma variedade de agentes 
ulcerogênicos e promove a cura de úlceras duodenais e 
gástricas; 
Ossos: Estimula a formação óssea por aumentar a 
osteoblastogênese. A reabsorção óssea é também mediada 
pela PGE2, através da ativação de osteoclastos 
Plaquetas: Induz 
agregação 
plaquetária; 
Tônus vascular: 
Causa 
vasoconstricção; 
Parturição: 
Importante nos 
estágios finais da 
poarturição. 
Inflamação: Aumenta o fluxo 
sanguine local, permeabilidade 
vascular e infiltração de 
leucócitos 
Dor: Reduz o limiar para 
estimulaçãode nociceptores, 
causando sensibilização 
periférica 
Inflamação (PGD2): Contribui para 
a inflamação em respostas 
alérgicas. Aumenta a 
permeabilidade e a perfusão 
vascular e promove diferenciação 
de células TH2. PGD2 pode também 
ativar células TH2 madruas e 
eosinófilos via receptor DP2. 
Inflamação: Aumenta o fluxo sanguíneo local, a 
permeabilidade vascular e infiltração de leucócitos 
Dor: Reduz o limiar para estimulação de nociceptores, 
causando sensibilização periférica 
Febre: PGE2 pode atravessar a BHE e agir no receptor EP3 e 
talvez no EP1 em neurônios termosensíveis. Isto estimula que o 
hipotálamo eleve a temperature corporal por promover um 
aumento na geração e diminuição na perda de calor. 
Inflamação: 
Aumenta interação 
plaqueta-leucócito. 
 
o Muitos dos efeitos terapêuticos, assim como efeitos adversos dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) podem ser explicados 
pela ausência da função fisiológica das prostaglandinas devido à inibição da COX.
 
 
 
11- EXERCÍCIOS 
 
1- Sobre processos inflamatórios, responda V ou F 
a. ( ) Processos inflamatórios agudos podem durar meses, semanas 
b. ( ) Inflamações crônicas podem decorrer de inflamações agudas 
c. ( ) No processo inflamatório há direcionamento de leucócitos, ativação de 
macrófagos e eosinófilos 
d. ( ) Os mediadores da inflamação podem causar dor, febre, hipotensão e 
taquicardia 
e. ( ) Todos os mediadores da inflamação são derivados do ácido araquidônico 
f. ( ) As prostaglandinas são formadas a partir da ativação da lipooxigenase 
g. ( ) A ciclooxigenase está presente na forma de COX-1 e COX-2 
2- Sobre as prostaglandinas, marque V ou F 
a. ( ) Desempenham apenas papel fisiológico 
b. ( ) Desempenham apenas papel patofisiológico 
c. ( ) Desempenham funções fisiológicas e patofisiológicas 
d. ( ) São responsáveis por todas as respostas inflamatórias 
e. ( ) Possuem atividade anti-inflamatória 
f. ( ) A inibição da síntese destes compostos causa efeito anti-inflamatório 
3- Explique como os AINEs podem causar problemas gástricos, explicando a relação 
destes problemas com a inibição da produção de prostaglandinas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4- Sabendo que a PGE2 mantém o canal arterial que liga a mãe ao feto patente (aberto), 
explique por que o uso de AINEs é contra-indicado para gestantes? 
 
 
 
 
5- Cite duas consequências do uso de corticosteróides sobre o estado nutricional do 
usuário. 
 
 
 
 
 
 
12- MEDICAMENTOS UTILIZADOS NOS PROCESSOS INFECCIOSOS 
 
 Função do antimicrobiano 
o Auxiliar as defesas do organismo no controle ou na eliminação de microrganismos 
que suplantaram, temporariamente, os mecanismos de proteção do hospedeiro 
 Conceitos importantes sobre antimicrobianos 
 
 
 Efeitos desejados num antibiótico ideal 
o Tóxicos ou letais para microorganismos 
o Inofensivo para as células do hospedeiro 
 Como obter efeitos tóxicos num microorganismo, e inofensivos ao organismo? 
o Bloqueio de uma reação vital para o microrganismo, mas não ao hospedeiro 
o Bloqueio de uma reação vital para o microrganismo e para o hospedeiro, porém 
seletiva para o primeiro 
o Isto só é possível conhecendo as diferenças estruturais entre as células dos 
microorganismos e dos mamíferos 
 Exemplos de diferenças estruturais que podem servir de alvo para medicamentos 
o Bactérias possuem parede celular. Células de mamíferos, não 
 Alguns medicamentos interferem na síntese da parede celular bacteriana 
 
 
 
 Penicilinas, cefalosporinas, vancomicina, entre outros 
 Há duas grandes classes de microorganismos, que possuem diferenças 
estruturais quanto às paredes celulares: Bactérias gram-positivas e gram-
negativas 
 Alguns fármacos atuam em bactérias gram positivas, outros em gram 
negativas 
o Bactérias possuem ribossomo 70S, com subunidades 30S e 50S, enquanto que nas 
células humanas apresentam ribossomos 80S, com subunidades 40S e 60S 
 Alguns agentes afetam a função das subunidades 30S ou 50S, causando 
inibição reversível na síntese proteica 
 Cloranfenicol, tetraciclinas, macrolídios, clindamicina 
 São bacteriostáticos 
 Outros agentes se ligam à subunidade 30S e alteram a síntese proteica 
 Aminoglicosídeos 
 São bactericidas 
 Outros mecanismos de ação antimicrobianos 
o Há agentes que alteram a membrana celular do microrganismo 
 Afetam sua permeabilidade, resultando em extravasamento de compostos 
intracelulares 
 Polimixina, antifúngicos poliênicos (nistatina, anfotericina B) 
o Outros afetam o metabolismo dos ácidos nucleicos 
 Rifamicinas, quinolonas 
o Alguns são antimetabólitos 
 Sulfonamidas, trimetoprima 
 Já ouviram falar em resistência microbiana? 
o Resistência é a habilidade de um microorganismo de viver e crescer na presença de 
uma droga antimicrobiana (bacteriostática ou bactericida) 
o A resistência geralmente resulta de mutações genéticas do microorganismo 
o Assim, o uso indiscriminado de antimicrobianos possui sérias consequências 
 O uso de antimicrobianos propicia um meio hostil ao microorganismo 
 O microorganismo pode realizar diversas mutações, originando, por meio 
destas, um mecanismo de resistência ao antimicrobiano 
 O uso indiscriminado, incorreto, ou por um curto período de tempo, pode não 
ser o suficiente para eliminá-lo completamente, mas pode ser suficiente para 
causar tais modificações no microorganismo, gerando a resistência 
 
 
 
 Por isso, é importante o uso discriminado e racional para antimicrobianos 
o Cada tratamento antimicrobiano incompleto pode gerar uma nova cepa resistente 
àquele antimicrobiano 
o Uma estratégia usada para evitar a resistência dos microorganismos à terapia é a 
associação de diferentes agentes antimicrobianos, com mecanismos de ação 
distintos 
 Interações com nutrientes 
o Amoxicilina 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 ___________________ a biodisponibilidade do complexo B 
 Pode provocar diarreia, náuseas e vômitos 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 __________________ interações com o alimento 
 A dieta __________________ colabora na solubilização e absorção 
mais rápida 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerido ______________ refeições a fim de minimizar os 
efeitos gastrointestinais 
 A dieta visa poupar as funções renal e hepática, adequar a ingestão 
hídrica e a suplementação de micronutrientes às necessidades do 
paciente 
o Tetraciclinas (Doxiciclina e Minociclina) 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Causam surgimento de pelos escuros na língua, que contribuem para 
alteração da palatabilidade, disfagia, anorexia, náusea, vômitos, diarreia 
e flatulência 
 ______________ a absorção das vitaminas B6, B12, ácido fólico, cálcio, 
magnésio, ferro e ácido pantotênico 
 ______________ a vitamina B6 e apresenta a probabilidade de 
_____________ o teor de vitamina K devido à ________________ da 
síntese bacteriana intestinal 
 Em uso prolongado pode acarretar ________________ de vitamina B 
 ______________ a excreção urinária de nitrogênio, niacina, riboflavina, 
folacina e vitamina C 
 
 
 
 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 Sua absorção sofre interferência na presença de alimento 
 O álcool pode ______________ em 50% a meia-vida do fármaco 
através da ______________ das enzimas hepáticas que 
biotransformam o mesmo 
 A quelação com os minerais (cálcio, ferro, magnésio e zinco) pode 
___________ tanto a absorção do medicamento quanto a dos minerais 
em si Deve-se ter precaução com a suplementação de vitamina A, pois tende 
a gerar efeito aditivo tóxico da droga 
 Recomendações ao paciente 
 Devem ser ingeridas com água uma a duas horas ______________ da 
alimentação, ou três horas após a ingestão de suplementação de cálcio, 
ferro, magnésio, zinco ou multivitamínico com minerais ou antiácidos, 
evitando a formação de quelato insolúvel, o que dificultaria a absorção 
pelo TGI 
 A dieta visa minimizar os efeitos da interação fármaco-nutriente, 
ajustando-se às necessidades do paciente através da suplementação 
de vitaminas e minerais depletados, poupando as funções hepática e 
renal 
o Isoniazida 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional e TGI 
 Pode ocorrer xerostomia, náuseas, vômitos, desconforto epigástrico, 
constipação e diarreia 
 Em doses elevadas, inibe a conversão da piridoxina em sua forma ativa, 
promove a excreção de piridoxina, afetando o metabolismo da vitamina 
______ e diminuindo os níveis séricos de cálcio e fósforo 
 No exame bioquímico, observa-se o aumento sérico de TGO, TGP, 
bilirrubina e glicose e diminuição de cálcio e fósforo 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 Sua absorção é ______________ em presença de grandes refeições 
 A bebida alcoólica _______________ o efeito da droga e aumenta o 
potencial de alteração hepática 
 
 
 
 
 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser ingerida uma hora antes ou duas horas após as refeições, 
sendo o melhor momento _________________, uma vez que o 
alimento reduz sua absorção 
 A dieta visa 
o Recuperação do estado nutricional 
o Minimização das interações droga-nutriente 
o Poupar as funções hepática e biliar 
o Suplementação de vitaminas e minerais ajustadas às 
necessidades do paciente 
o Evitar alimentos contendo tiramina e histamina, que provocariam 
reações semelhantes às reações adversas provocadas pelos 
IMAO (inibidores da monoamino-oxidase) e os alimentos ricos 
em dopa e dopamina 
 
 
 
 
 
12- EXERCÍCIOS 
 
1- Qual a diferença entre antimicrobianos bacteriostáticos e bactericidas? 
 
 
2- Sobre medicamentos antimicrobianos, responda V ou F 
a. ( ) O objetivo do tratamento é eliminar todos os microorganismos do hospedeiro 
b. ( ) Seu local de ação entre os microorganismos são, principalmente, aqueles 
similares às células do hospedeiro 
c. ( ) Para exercer efeito terapêutico, e terem seus efeitos adversos minimizados, 
os antimicrobianos devem agir em estruturas presentes nos microorganismos, mas 
ausentes nas células do hospedeiro 
d. ( ) Bacteriostáticos atuam por eliminar todos os microorganismos 
e. ( ) Bactericidas atuam inibindo o crescimento dos microorganismos 
f. ( ) Bactérias possuem parede celular, células de mamíferos, não 
g. ( ) A síntese da parede celular de bactérias é um alvo terapêutico para 
antimicrobianos 
h. ( ) Alguns antimicrobianos causam inibição da síntese proteica 
i. ( ) Antimicrobianos bacteriostáticos causam maior dano aos microorganismos do 
que os bactericidas 
j. ( ) Antimicrobianos podem afetar a permeabilidade da membrana celular de 
microorganismos, o que acarreta o extravasamento do conteúdo intracelular 
3- Sobre resistência microbiana, responda V ou F 
a. ( ) Pode decorrer do uso não racional de antimicrobianos 
b. ( ) A resistência geralmente decorre de mutações genéticas no microorganismo 
c. ( ) Caso seja verificada resistência a um antibiótico, deve-se realizar o tratamento 
com o mesmo, por um tempo prolongado 
d. ( ) A substituição por qualquer outro antibiótico irá garantir o sucesso na terapia 
e. ( ) Uma estratégia usada para evitar e combater microorganismos resistentes é 
a associação de diferentes antimicrobianos 
 
 
 
 
13- MEDICAMENTOS USADOS NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO 
ARTERIAL SISTÊMICA 
 
 Hipertensão arterial sistêmica (HAS) 
o Pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg 
o Pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg 
 Estratificação 
 
 Importância do problema 
o As desordens cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no país 
o A doença é fator de risco para: 
 Infarto 
 Problemas renais 
 AVC’s 
 Aneurisma 
 Derrame 
 Trombose 
 Doenças vasculares de extremidades 
o Responsável por grande parte das internações nos hospitais, gerando alto custo para 
o sistema público de saúde 
 Fatores de risco para desenvolvimento da HAS e medidas preventivas 
o Sobrepeso 
 O excesso de peso aumenta de duas a seis vezes o risco de hipertensão, 
enquanto a diminuição de peso em normotensos reduz a pressão e a 
 
 
 
incidência de hipertensão. Recomenda-se manutenção do peso ideal com 
índice de massa corpórea entre 20 e 25 kg/m2, empregando aumento da 
atividade física e dieta hipocalórica. 
o Sedentarismo 
 Há relação inversa entre o grau de atividade física e a incidência de 
hipertensão. O exercício físico regular reduz a pressão sistólica/diastólica em 
3/2 mmHg em normotensos, sendo a queda proporcional à pressão arterial 
inicial, o que recomenda sua prática. 
o Ingestão de sal e potássio 
 Ao lado do controle de peso e da atividade física regular, reduzir a ingestão de 
sal é uma das medidas de maior impacto na prevenção da hipertensão, pois 
associa-se à menor elevação anual da PA e promove queda pressórica 
proporcional à diminuição do teor de sódio. 
 A dieta habitual do brasileiro contém 10 a 12 g de sal/dia. É saudável ingerir 
até 6 g/dia de sal (4 colheres das de café rasas de sal (4 g) e 2 g de sal presente 
nos alimentos naturais), reduzindo o sal adicionado aos alimentos, evitando o 
saleiro à mesa e alimentos industrializados. A dieta rica em vegetais e frutas 
contém 2 a 4 g de potássio por dia e pode ser útil na redução da pressão e na 
prevenção da hipertensão arterial (B). 
 Os substitutos do sal contendo cloreto de potássio e menos cloreto de sódio 
(30% a 50%) são úteis para reduzir a ingestão de sódio e aumentar a de 
potássio. 
o Recomendações dietéticas 
 A dieta deve conter baixo teor de gordura, principalmente saturadas, baixo teor 
de colesterol e sódio e elevado teor de potássio e fibras. O valor calórico total 
deve ser ajustado para obtenção e manutenção do peso ideal. 
o Tabagismo 
 Recomenda-se a interrupção do tabagismo porque ele se associa a maior 
incidência e mortalidade das doenças coronária, cerebrovascular e vascular de 
extremidades. No entanto, essa medida propicia aumento de peso, que pode 
favorecer o aumento da pressão arterial. Assim, a supressão do tabagismo 
deve ser acompanhada de restrição calórica e de aumento da atividade física 
para evitar ganho de peso. A exposição ao fumo – tabagismo passivo –, 
também constitui fator de risco cardiovascular que deve ser evitado 
 
 
 
 
o Intolerância à glicose e diabete melito 
 São condições frequentemente associadas à hipertensão arterial, favorecendo 
a ocorrência de doenças cardiovasculares e complicações do diabete. Sua 
prevenção tem como base a dieta hipocalórica, a prática regular de atividades 
físicas aeróbias e a redução de ingestão de açúcar simples. Essas medidas 
visam também à manutenção da pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg 
o Além de outros, como menopausa, dislipidemias e estresse 
 Tratamento não medicamentoso da HAS 
o Baseia-se principalmente em: 
 Atividade física 
 Controle da alimentação 
 Restrição de fatores de risco, como tabagismo, álcool 
 Tratamento medicamentoso da HAS 
o Estratégias medicamentosas para reduzir a pressão arterial (PA) 
 Redução do volume sanguíneo (pela excreção de água e Na+) 
 Redução da Resistência Vascular Periférica(RVP) 
 Redução da atividade cardíaca 
o Diuréticos 
 Ex.: Furosemida, Hidroclorotiazida, Espironolactona 
o Agentes simpatolíticos 
 Ex.: Metildopa, Clonidina, Propranolol, Reserpina, Metoprolol, Pindolol, 
Prazosina 
o Vasodilatadores diretos 
 Ex.: Hidralasina, Minoxidil, Nitroprussiato de sódio 
o Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) e antagonistas do receptor 
da angiotensina 
 Ex.: Captopril, Enalapril, Losartana, Valsartana 
 Diuréticos 
o Conceitos básicos 
 Drogas de primeira escolha para o tratamento da hipertensão 
 Relativamente seguras e efetivas 
 Recomendadas para idosos 
 Usadas oralmente, isoladamente ou associadas a outros medicamentos 
 
 
 
 
 
o Mecanismo de ação 
 Diuréticos diminuem a pressão arterial por depletar o sódio 
o Medicamentos e usos terapêuticos 
 Diuréticos tiazídicos (ex.: hidroclorotiazida) 
 Diuréticos de alça (ex.: furosemida) 
 Aumentam a excreção de Ca++ na urina 
 Diuréticos poupadores de potássio (ex.: amilorida) 
 Tratam a hipertensão em pacientes que usam glicosídeos digitálicos. 
 Aumentam os efeitos natriuréticos de outros diuréticos 
 Diminuem a perda de K+ decorrente do uso destes diuréticos 
o Efeitos adversos e toxicidade 
 Depleção de K+ (exceto os poupadores de potássio), levando à hipocalemia 
 Aumento da concentração de ácido úrico 
 Aumento das concentrações plasmáticas dos lipídeos 
o Contraindicações 
 Não são usados no tratamento da HAS em pacientes com hiperlipidemia ou 
diabetes 
 Agentes simpatolíticos 
o Agonistas de ação central (ex.: clonidina, metildopa) 
 Mecanismo de ação 
 Liga-se ao receptor α2, ativando-o 
 A ação do receptor α2 causa redução da atividade simpática e aumento 
da atividade parassimpática 
 Consequência: Redução da pressão arterial e bradicardia 
 A metildopa é muito usada no tratamento da hipertensão gestacional 
o Antagonistas de ação periférica 
 Beta bloqueadores (ex.: propranolol, metoprolol, atenolol, pindolol) 
 Mecanismo de ação: 
o Por bloquearem o receptor beta, reduzem o débito cardíaco, 
inibem a liberação de renina e produção de aldosterona e AT-II, 
e reduz a resistência vascular periférica 
 Usos terapêuticos 
o Fármacos de primeira escolha para o tratamento da HAS 
o Associação com diuréticos é comum 
 
 
 
o É mais efetivo em pacientes brancos do que em negros, e em 
pacientes jovens que em idosos (devido à alta ocorrência de 
doenças cardíacas crônicas nos idosos) 
o Antagonistas beta não seletivos bloqueiam receptores β1 e β2 
 Podem causar broncoconstricção 
o Antagonistas β1 seletivos são cardiosseletivos 
 Não causam broncoconstricção 
 Efeitos adversos e toxicidade 
o Broncoconstricção com bloqueadores não seletivos 
o Entre outros, como insônia, pesadelos, constipação, náusea, 
síndrome de abstinência quando retirados 
 Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA) e antagonistas dos 
receptores da angiotensina 
o Fisiologia do sistema renina-angiotensina-aldosterona 
 
 
 
 
 
o Mecanismo de ação 
 Inibidirores da ECA 
 Ao inibirem a ECA, estes fármacos inibem a formação da Angiotensina 
II, um poderoso vasoconstrictor 
o A Angiotensina II promove vasoconstricção, e aumento na 
secreção de aldosterona, que estimula a retenção de água e 
sódio, ocorrendo diminuição da PA 
 Ao inibirem a ECA, evitam também o metabolismo da bradicinina, 
ocorrendo: 
o Aumento na produção de prostaglandinas, que são 
vasodilatadores 
o Vasodilatação promovida pela bradicinina 
o Assim, este mecanismo ajuda a reduzir a PA 
Cininogênio
Bradicinina
Produtos 
inativos
Vasoconstricção
Secreção de 
aldosterona
↑ RVP ↑ Retenção de 
Na+ e água
↑ PA
↑ Síntese de 
prostaglandinas
Vasodilatação
↓ RVP
↓ PA
Inibidores 
da ECA
 
 
 
 
 
 Antagonistas do receptor da Angiotensina-II 
 Mecanismo de ação 
o Ao bloquearem o receptor da Angiotensina-II (receptor AT1), 
bloqueiam a vasoconstricção e secreção de aldosterona 
promovida pela Angiotensina-II 
 
 
Cininogênio
Bradicinina
Produtos 
inativos
Vasoconstricção
Secreção de 
aldosterona
↑ RVP ↑ Retenção de 
Na+ e água
↑ PA
Antagonistas 
do receptor 
da AT-II
 
 
 
 
 
 Interações entre fármacos anti-hipertensivos e nutrientes (Principais fármacos anti-
hipertensivos) 
o Metildopa 
o Captopril 
o Propranolol 
o Hidroclorotiazida 
o Losartana 
o Furosemida 
 Interações fármaco-nutriente 
o Propranolol (beta-bloqueador) 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Pode causar alterações no TGI (náuseas, vômitos, xerostomia, 
epigastralgia, flatulência, diarreia ou constipação espástica) 
 Nos níveis séricos, causa _______________ de TGO, TGP, 
triglicerídeos, potássio, T4 e ________________ de T3 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
o 
 O uso de bebida alcoólica pode dissimular os sintomas de hiperglicemia 
alcoólica, pode levar a um aumento do efeito do álcool e a uma 
diminuição do efeito da droga 
 Recomendações ao paciente 
 A dieta deve levar em conta as alterações decorrentes do uso do 
fármaco, como: sódio, náuseas e vômitos, epigastralgia, flatulência, 
xerostomia, diarreia ou constipação, hipertrigliceridemia, hipercalemia, 
hiperuricemia, hiperglicemia em diabéticos ou hipoglicemia, alterações 
das provas de função hepática, proteínas da dieta, absorção da droga 
e controle de peso 
 
 
 
 
o Captopril (inibidor da ECA) 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Pode provocar alteração do paladar, xerostomia, diminuição de peso, 
anorexia, náuseas e vômitos, úlcera péptica diarreia e aumento da 
glicemia em diabéticos 
 No sangue, há aumento do potássio, TGO, TGP, sódio e na urina, 
proteinúria e glicosúria 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 A absorção é ________________ com alimento, devendo, portanto, ser 
ingerido uma hora ______________ das refeições 
 O magnésio e o cálcio interferem na biodisponilidade da droga 
 Recomendações ao paciente 
 A dieta visa controlar alterações digestivas, a função renal, 
hiperglicemia, magnésio e cálcio (duas horas antes ou depois), 
adequada hidratação, função hepática, controle de peso, sódio e 
potássio 
o Hidroclorotiazida (diurético tiazídico) 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 No nível sanguíneo, há _________________ do sódio, cloro, potássio 
e magnésio, ______________ do colesterol LDL, triglicerídeos e glicose 
(por diminuição da tolerância à glicose em diabéticos) 
 Na urina há ________________ da excreção urinária de sódio, cloro, 
potássio, zinco, magnésio, glicose, bicarbonato e riboflavina, que 
interferem significativamente no estado nutricional do paciente 
 Há ______________ da excreção de cálcio e ácido úrico 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 A droga é ____________ absorvida com o retardamento do 
esvaziamento gástrico 
 O uso de bebida alcoólica ______________ o efeito hipotensor da 
droga 
 Recomendações ao paciente 
 Deve ser usado ________ alimento seis horas ou mais antes de dormir 
para evitar irritação gastrointestinal e estimular a absorção da droga 
 A dieta deve contemplar as interações e efeitos adversos do fármaco, 
como as alterações gastrointestinais, a hipocalemia e a depleção de 
 
 
 
zinco, magnésio e riboflavina, a hipercolesterolemia, 
hipertrigliceridemia, hiperuricemia, hiperglicemia, as alterações renais e 
o controle de peso 
o Furosemida(diurético de alça) 
 Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional 
 Pode provocar anorexia, náuseas/vômitos, diarreia ou constipação 
espástica, xerostomia, diminuição da tolerância à glicose em diabéticos 
(hiperglicemia), distensão abdominal e distúrbio eletrolítico 
 Promove a diminuição da estocagem hepática de zinco e no nível 
sanguíneo diminui o sódio, potássio, cálcio, magnésio, cloro e zinco 
 _______________ o colesterol, LDL, VLDL, triglicerídeos e glicose 
 A nível urinário, há excreção de tiamina, sódio, potássio, cálcio, zinco, 
magnésio, cloro e água 
 Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 Tem absorção ___________________________ por ingestão de 
alimento 
 A utilização de bebida alcoólica __________________ a ação da droga 
 Recomendações ao paciente 
 A dieta deve considerar uma reposição dos minerais perdidos pela 
excreção urinária 
 
 
 
 
 
13- EXERCÍCIOS 
 
1- Sobre a hipertensão arterial sistêmica, marque V ou F 
a. ( ) O aumento da PA sistólica acima de níveis normais, sem aumento da PA 
diastólica caracteriza a hipertensão sistólica isolada 
b. ( ) A HAS é fator de risco para surgimento de problemas renais e cardíacos 
c. ( ) A gestante que teve hipertensão gestacional apresenta maior tendência a 
desenvolver hipertensão posteriormente 
d. ( ) O tratamento não medicamentoso é restrito a exercícios físicos e abstinência 
de álcool e fumo 
e. ( ) Ao iniciar o tratamento medicamentoso, o paciente não precisa de medidas 
não farmacológicas, pois o medicamento já irá causar a redução da PA 
 
2- Sobre os diuréticos, marque V ou F 
a. ( ) Causam redução do volume sanguíneo, por estimularem a excreção de água 
e sódio 
b. ( ) A redução do volume sanguíneo causa aumento da PA 
c. ( ) Alguns diuréticos causam depleção de potássio 
d. ( ) Causam retenção de sódio 
 
3- Sobre os agentes simpatolíticos, marque V ou F 
a. ( ) O propranolol, que sofre efeito de primeira passagem, deve ser usado em 
jejum 
b. ( ) O atenolol, um beta bloqueador seletivo, pode ser usado por pacientes com 
problemas respiratórios, pois não bloqueia os receptores beta 2, que estimulam a 
broncodilatação 
c. ( ) A metildopa, um agonista de ação central, causa redução da atividade 
simpática 
d. ( ) Bloqueadores de receptores do sistema simpático podem ser usados no 
tratamento do feocromocitoma (um tumor da adrenal que secreta catecolamina 
 
 
 
 
 
4- Sobre os inibidores da ECA, marque a alternativa correta 
a. ( ) Inibem a conversão Angiotensina I  Angiotensina II 
b. ( ) Devido a não metabolização da bradicinina pela ECA, estimulam a produção 
de prostaglandinas, que são vasodilatadores 
c. ( ) Estimulam a produção da Angiotensina II, um agente vasodilatador 
d. ( ) O captopril tem sua absorção melhorada quando administrado junto aos 
alimentos 
 
Sobre o caso clínico a seguir: 
- Paciente A, hipertenso, apresentou pressão superior a 140x100 nas últimas medições. Tem 
problemas de gastrite constantes, e foi recentemente diagnosticado com glaucoma. Utiliza: 
- Captopril (1-0-1), às refeições 
- Propranolol (1-0-0) em jejum 
- Nimesulida, (0-1-0) às refeições, devido a dor no joelho esquerdo 
 
5- Há algum ajuste a ser feito no modo como ele usa os medicamentos, visando a 
melhoria de seu estado de saúde? Se sim, quais? 
 
 
 
 
6- Um destes medicamentos está sendo nocivo para o paciente. Qual? Por que? 
 
 
 
 
 
 
 
14- AGENTES USADOS NO TRATAMENTO DO DIABETES 
 
• Conceito: Conjunto de alterações metabólicas caracterizada por hiperglicemia resultante de 
defeitos: 
– na secreção de insulina (insulina não é produzida) 
– na ação da insulina (resistência à insulina) 
– ou ambos 
• Características 
– Polifagia (fome excessiva) 
– Devido à incapacidade para utilizar a glicose intracelularmente 
– Poliúria (micções excessivas) 
– Devido ao efeito osmótico do excesso de glicose que é excretado na urina 
– Polidipsia (sede excessiva) 
– Compensação pela perda de água 
– Perda de peso 
– Devido ao catabolismo protéico 
– Letargia 
– Efeito neurotóxico dos altos níveis de glicose circulante 
– Metabolismo lipídico anormal 
– Níveis altos de insulina 
– Outros fatores 
• Complicações: A hiperglicemia crônica do diabetes está associada com lesões, disfunção 
e insuficiência de vários órgãos: olhos, coração, rins, nervos e vasos sanguíneos 
– Neurológicas 
• Açúcares tóxicos formados 
– Cardiovasculares 
• Deposição de placa 
– Renais 
• Elevada pressão osmótica causa espessamento das paredes dos vasos 
– Oculares 
• Efeitos osmótico (aumenta a pressão intra-ocular) 
– Pé diabético 
• Neuropatia diabética, problemas circulatórios, infecção e menor circulação 
sanguínea no local 
 
 
 
 
• Classificação 
– Tipo 1 (Insulinodependente) 
• Destruição das células beta do pâncreas 
• 85-90% devido a processo auto-imune 
• Idiopática 
• Ocorre em pacientes jovens, sendo também chamada de “diabetes juvenil” 
• Pacientes propensos a desenvolver cetoacidose (TG > 500 mg/dL) 
• Deficiência de insulina + Elevação da ação do glucagon 
• Leva à desidratação, acidose metabólica, hemoconcentração 
– Tipo 2 
• 90% dos pacientes 
• Produção de insulina pode ser subnormal, normal ou elevada 
• Caracterizada pela incapacidade celular de usar a insulina produzida 
(resistência à insulina) 
• Possui predisposição genética 
– Gestacional 
• Ocorre em 4% das gestantes 
– Induzido por drogas 
• Esteróides, agonistas beta, fenitoína, hormônios tireoidianos 
– Induzido por doenças endócrinas 
• Acromegalia, feocromocitoma, Síndrome de Cushing 
• No DM 2, observa-se, geralmente, um quadro de resistência à insulina 
– A resistência à insulina é a causa fundamental do DM 2 
– Caracterizada peça redução da ação biológica da insulina, havendo hiperinsulinemia 
com normo/hiperglicemia 
– Associada com obesidade, estilo de vida e outros fatores ambientais e genéticos 
– Deve-se fazer o teste de HbA1c para avaliação do controle glicêmico a longo prazo 
• O tratamento do DM 
– Objetivos 
• Corrigir a hiperglicemia 
• Jejum e pré-prandial: ≤ 100 
• 2 horas pós prandial: ≤ 140 
• HbA1c: ≤ 6,5% sem hipoglicemia 
• Prevenir ou retardar as complicações vasculares 
• Manutenção da PA < 130/85 mmHg 
 
 
 
• Exercícios adequados 
• Condução do paciente ao peso ideal 
• IMC entre 20 e 25 
• Colesterol 
• Total: < 200 
• HDL: > 45 
• LDL: < 100 ou < 70 
• TG: < 150 
– É necessário 
• Educação do paciente 
• Monitorar HbA1c (laboratorialmente) 
• Marcador sanguíneo para o grau de controle glicêmico 
• Controle da glicemia 
• Geralmente de 1 a 4x ao dia 
• Uma se HbA1c < 7 
• Mais frequentemente se HbA1c > 8 
• Acompanhamento farmacoterapêutico 
• Acompanhamento nutricional 
– Como é feito: 
• DM 1 
• Medidas não farmacológicas 
• Insulinoterapia 
• DM 2 
• Medicas não farmacológicas 
• Antidiabéticos orais 
• Em alguns casos, insulinoterapia 
 
 
 
 
– Tratamento com insulinoterapia 
• Objetiva mimetizar o que acontece na fisiologia normal, na qual existe uma 
secreção basal de insulina, acrescida de picos de secreção relacionados às 
refeições. 
• Indicações 
• Indispensável em pacientes com DM 1 
• Usado em alguns casos em pacientes com DM 2 
• Grande perda de peso. 
• Descompensação cetótica e não cetótica. 
• Hiperglicemia apesar do tratamento oral combinado. 
• Situações de hiperglicemia severa. 
• Doenças intercorrentes com hiperglicemia. 
• Gravidez. 
• Corticoterapia.• Diabetes gestacional 
• Outros tipos específicos 
• Classificação da insulina 
• Quanto à origem 
• Animal 
• Suínas (obtidas do pâncreas do porco) 
• Difere da humana em 1 AA 
• Bovinas (obtidas do pâncreas do gado) 
• Difere da humana em 3 AA 
• Mais antigênica que a porcina 
• Mistas (obtidas do pâncreas do porco e gado) 
• Geralmente 70:30 bovina:suína 
• Humana (obtidas através da recombinação do DNA) 
• Absorção mais rápida 
• Menos antigênica 
• Tempo de ação mais rápido 
• Quanto ao tempo de ação 
• Ultra rápida (Lispro e Aspart) 
• Rápida (Regular) 
• Intermediária (NPH, Lenta) 
• Prolongada (Glargina, Detemir) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Via de administração: Subcutânea 
• Deve-se evitar a administração intramuscular (pode ocorrer com agulha 
muito grande) ou intradérmica (pode ocorrer com agulha muito 
pequena) 
 
• Complicações da administração IM 
• Desconforto, dor 
• Sangramento 
• Absorção acelerada, causando: 
• Hipoglicemia imediata 
• Hiperglicemia tardia 
 
 
 
 
• Complicações da administração intradérmica 
• Dor e reação local 
• Formação de pápula 
• Perda de insulina, causando: 
• Hiperglicemia 
• Complicações na terapia com insulina 
• Hipoglicemia 
• Edema insulínico 
• Lipodistrofia (principalmente se não houver rodízio do local de 
aplicação) 
• Alergia à insulina 
• Resistência à insulina 
• Obesidade e ganho de peso 
– Tratamento com antidiabéticos orais 
• Só realizado em pacientes com DM tipo 2 
• Visam, através de várias estratégias, reduzir a glicemia e aumentar a 
quantidade e resposta da insulina 
• Tipos de antidiabéticos orais 
• Agentes que diminuem a absorção de carboidratos 
• Arcabose 
• Agentes que aumentam a secreção de insulina 
• Sulfoniluréias (glibenclamida) 
• Repaglinida 
• Nateglinida 
• Agonistas GLP1 
• Inibidor DDPIV 
• Agentes que diminuem a produção de glucagon 
• Agonistas GLP1 
• Inibidor DDPIV 
 
 
 
 
• Agentes que diminuem a produção de glicose no fígado 
• Metformina (+++) 
• Tiazolidinedionas (+) 
• Agentes que diminuem a resistência periférica à insulina 
• Metformina (+) 
• Tiazolidinedionas (+++) 
• Interações entre fármacos e nutrientes 
– Insulina 
• Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional e bioquímico 
• _____________ de glicose, potássio, magnésio, fósforo 
• _____________ de T4 
• Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
• Bebida alcoólica ________________ sua ação 
• Recomendações ao paciente 
• Monitorar a glicose sérica e urinária, potássio e função hepática e renal 
• Dieta objetiva 
• Normalizar a glicemia e o perfil lipidêmico 
• Promover crescimento e desenvolvimento adequado 
(principalmente no DM tipo 1 em jovens) 
• Estabelecer padrão dietético regular 
• Ingestão adequada de caloria e a cota de glicídios de acordo com 
o tipo de insulina 
• Evitar o ganho de peso desnecessário 
• Evitar o surgimento das complicações do diabetes 
– Clorpropamida 
• Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional e bioquímico 
• ______________ da glicose, sódio e glicosúria 
• ______________da fosfatase alcalina 
• Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
• Ingestão com alimentos causa ______________ na velocidade, mas 
não da ____________ da absorção do medicamento 
• Bebida alcoólica ______________ seu efeito 
• Recomendações ao paciente 
• Deve ser ingerido ao desjejum 
• Dieta visa 
 
 
 
• O controle do peso corpóreo ideal 
• Evitar as complicações do diabetes 
• Manutenção da glicemia e perfil lipidêmico 
– Glibenclamida (Gliburida) 
• Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional e bioquímico 
• Pode provocar dispepsia, náusea, diarréia ou constipação espástica, 
azia, alteração de peso com aumento ou diminuição do apetite, que 
podem levar a quadros de complicações nutricionais 
• _______________ da glicose plasmática e urinária 
• Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
• A administração concomitante com alimentos aparentemente 
__________________ a velocidade de absorção da glibenclamida, 
porém sua eficácia pode ser ____________________ se administrada 
antes da alimentação 
• Hipoalbuminemia e bebida alcoólica ______________________ os 
efeitos do fármaco 
• Recomendações ao paciente 
• Deve ser ingerida _______________________, para evitar desconforto 
gastrointestinal 
• Dieta visa: 
• O controle do peso corpóreo 
• Evitar as complicações do diabetes 
• Manutenção da glicemia e perfil lipidêmico 
• Regularização da função hepática e do TGI 
– Metformina 
• Efeitos do fármaco sobre o estado nutricional e bioquímico 
• Biguanidas _____________ a absorção por transporte ativo de diversas 
substâncias, como hexoses, aminoácidos, cálcio e ácidos biliares 
• Alteração de peso 
• _________________ da absorção de vitamina B12 e folato 
• _______________ de glicose, colesterol total e LDL, TGs e 
_______________ do colesterol HDL 
• Efeitos adversos gastrointestinais são bastante frequentes na terapia 
com metformina, especialmente a diarreia 
• Efeitos dos nutrientes sobre a biodisponibilidade e efeito do fármaco 
 
 
 
• Bebida alcoólica promove _______________ do efeito terapêutico e do 
risco de acidose lática 
• Absorção pode ser menor ou mais lenta quando administrado junto a 
alimentos, _________________________ o efeito terapêutico 
• Recomendações ao paciente 
• Dieta visa o controle de peso, o equilíbrio da glicemia, a minimização da 
anemia e a recuperação das alterações do TGI 
• Monitorar função hepática e renal 
 
 
 
 
Anexo: 
Curva de concentração fisiológica da insulina (pessoa saudável) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com isso, vemos que a terapia com insulina rápida + glargina alcança níveis de insulina bem 
próximos do fisiológico. As demais terapias apresentam níveis de insulina um pouco diferentes dos 
níveis normais. 
É necessário que o paciente realize o esquema de administração de forma rigorosa (para 
manter os níveis de insulina), e faça sua alimentação de forma regular (para disponibilizar a glicose 
que será utilizada com o estímulo da insulina administrada), para que a administração de insulina 
não cause um quadro de hipoglicemia. 
 
 
 
 
 
 
14- EXERCÍCIOS 
 
1- Sobre o diabetes, marque V ou F 
a. ( ) É causada pela deficiência na ação ou produção da insulina 
b. ( ) Caracterizada por ausência de fome, poliúria e ganho de peso 
c. ( ) É fator de risco para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, como 
a deposição de placa 
d. ( ) O diabetes tipo II (Insulino-dependente) é também conhecido como diabetes 
juvenil 
e. ( ) O uso de fármacos como esteroides pode causar diabetes 
f. ( )O DM 1 é mais frequente, sendo encontrado principalmente em idosos 
2- Sobre a resistência à insulina, marque a V ou F 
a. ( ) É a causa fundamental do DM tipo 1 
b. ( ) Caracteriza-se pela redução da ação biológica da insulina 
c. ( ) Está associada à obesidade 
d. ( ) Na resistência à insulina, é frequente a ocorrência de hiperinsulinemia 
3- No tratamento do DM, é necessário monitorar a glicemia plasmática e a HbA1c. Qual a 
importância das duas medidas? 
 
 
 
 
4- Sobre a insulinoterapia, marque V ou F 
a. ( ) Tratamento de primeira escolha para o DM 2 
b. ( ) Usada como coadjuvante no tratamento do DM 1 
c. ( ) A insulinoterapia visa a obtenção de concentrações plasmáticasde insulina 
próximas aos níveis fisiológicos 
d. ( ) Contra-indicada para pacientes gestantes 
 
 
 
 
5- Sobre a insulina exógena, marque V ou F 
a. ( ) A insulina bovina é mais antigênica que a suína 
b. ( ) A insulina ultra-rápida tem início de ação em até 15 minutos, e seu efeito dura 
por até 24 horas 
c. ( ) A insulina prolongada terá menor pico de concentração, ou ausência deste 
d. ( ) Deve ser administrada por via intra-muscular 
e. ( ) A administração subcutânea pode causar absorção acelerada, o que causa 
hipoglicemia 
f. ( ) As aplicações repetidas no mesmo local podem gerar lipodistrofia 
6- Sobre anti-diabéticos orais, marque a V ou F 
a. ( ) Somente utilizados em pacientes com DM tipo 1 
b. ( ) Podem agir por reduzir a absorção de glicose 
c. ( ) Podem agir por aumentar a resposta e quantidade de insulina produzida 
d. ( ) Podem causar hipoglicemia 
 
 
 
 
 
15- FÁRMACOS USADOS NO TRATAMENTO DA OBESIDADE 
 
 Obesidade 
o Definição 
 É uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo 
num nível que compromete a saúde do indivíduo 
 Já teve várias definições, como: 
 excesso de gordura corporal 
 peso corporal acima de 20% do peso ideal 
 Definição mais precisa e de melhor compreensão quando estabelecido o IMC 
(Índice de Massa Corporal) 
o Classificação da obesidade segundo o IMC 
 
 Diagnóstico de obesidade baseado apenas no IMC não é tão exato, já que com 
o índice não se quantifica a gordura e também não é considerada a sua 
localização 
o Localização da gordura corporal 
 Gordura depositada na região abdominal 
 Mais riscos à saúde 
o Riscos de desenvolvimento de hipertensão arterial, 
hiperlipidemia e diabetes mellitus tipo II 
 Gordura concentrada em outras partes do corpo, como região dos quadris e 
coxas 
 Menos riscos que a abdominal 
 Por isso, na prática médica é comumente usada a Relação Cintura/Quadril 
(RCQ) 
 Mulheres: Risco se ≥ 0,80 
 Homens: Risco se ≥ 0,90 
 
 
 
 O tratamento 
o Não farmacológico 
 Todos os pacientes com sobrepeso 
 Dieta 
 Atividade física 
o Farmacológico 
 Deve ser feito somente em alguns casos 
 Condições para se realizar o tratamento medicamentoso da obesidade 
o Condição inicial: 
 Tratamento com dieta, exercício ou aumento da atividade física e modificações 
comportamentais não obtêm resultados satisfatórios e significantes 
o Dada a condição acima, será indicado tratamento medicamentoso nos casos abaixo: 
 IMC ≥ 30 kg/m2 ou 
 IMC ≥ 25 kg/m2 associado a doenças relacionadas ao excesso de peso 
 diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, certas 
formas de câncer, apnéia do sono, osteoartrite, síndrome metabólica, 
entre outras) 
 Uso racional de fármacos na obesidade 
o 1) O tratamento farmacológico só se justifica em conjunção com orientação dietética 
e mudanças de estilo de vida. 
 Os agentes farmacológicos somente ajudam a aumentar a adesão dos 
pacientes a mudanças nutricionais e comportamentais 
o 2) O tratamento farmacológico da obesidade não cura a obesidade – quando 
descontinuado, ocorre reganho de peso. 
 A quantidade de gordura armazenada nos adipócitos diminui, mas a 
quantidade de células não reduz 
 Logo que o organismo voltar a receber gordura excedente, as células 
adiposas armazenarão novamente até onde forem capazes 
o 3) Medicamentos antiobesidade devem ser utilizados sob supervisão médica contínua 
o 4) O tratamento e a escolha medicamentosa é moldada para cada paciente 
 Os riscos associados ao uso de uma droga devem ser avaliados em relação 
aos riscos da persistência da obesidade 
o 5) O tratamento deve ser mantido apenas quando considerado seguro e efetivo para 
o paciente em questão 
 
 
 
 
 Noradrenalina e Serotonina: Alvos fisiológicos na obesidade 
o Noradrenalina 
 Além de seus efeitos como neurotransmissor, a noradrenalina pode influenciar 
a taxa metabólica 
 Age pela modulação da função endócrina e da secreção de insulina, causando 
aumento da taxa de glicogenólise e a mobilização de ácidos graxos 
 Estes efeitos atuam na regulação do peso 
o Serotonina 
 Este NT possui várias funções, por atuar em diferentes receptores: 5-HT1 a 5-
HT4 
 No sistema nervoso central a 5-HT influencia numerosas funções cerebrais, 
como: 
 Apetite, tendo importante efeito sobre a saciedade. 
 Além de sono, cognição, percepção sensorial, atividade motora, 
regulação da temperatura, nocicepção, comportamento sexual, 
secreção hormonal 
o As alterações comportamentais induzidas por fármacos que 
interagem com os receptores 5-HT são extremamente diversas 
 Fármacos para o tratamento da obesidade 
o Se classificam em: 
 Aqueles que reduzem a ingestão de alimentos (noradrenérgicos, 
serotoninérgicos e os noradrenérgicos/serotoninérgicos) 
 Sibutramina 
 Os que diminuem a absorção de gordura, desviando o metabolismo normal 
 Orlistat (Xenical) 
 Os que aumentam a termogênese 
 Efedrina e Cafeína 
o Apenas a Sibutramina e o Orlistat devem ser prescritos para tratamentos longos, por 
serem considerados os mais seguros 
 
 
 
 
 Sibutramina 
o Mecanismo de ação: 
 Inibição da recaptação neuronal da serotonina (53%), noradrenalina (74%) e 
dopamina (16%) no hipotálamo 
 Não estimula diretamente os receptores serotoninérgicos (5-HT1 ou 5-HT2) e 
noradrenérgicos (α1, α2, β1, β2 e β3) ou da dopamina 
 O hipotálamo ventromedial é a região hipotalâmica relacionada com a 
saciedade da fome e da sede e a tranquilidade 
 A presença de serotonina no hipotálamo ventromedial causa: 
 Controle da saciedade 
 Afagia 
 Inibição do hipotálamo lateral, responsável pela fome, hiperfagia 
 Além da interferência hipotalâmica a Sibutramina também estimula a lipólise 
através da produção de calor 
o Ações terapêuticas 
 Redução da ingestão de alimentos 
 Perda de peso dose-dependente 
 Redução da circunferência da cintura, ou seja, redução de gordura visceral. 
 Diminuição dos níveis plasmáticos de triglicerídeos e lipoproteínas de 
densidade muito baixa 
 Elevação das lipoproteínas de densidade elevada 
o O tratamento poderá durar, com segurança, até o máximo de um ano de uso contínuo 
o No entanto, deve ser suspenso em doentes que: 
 Não respondam adequadamente 
 Não atinjam 5% de redução de peso ao fim de 3 meses 
 Redução ponderal tenha estabilizado em menos de 5% do peso inicial 
 Tenham readquirido 3 kg ou mais após terem registrado uma redução ponderal 
prévia 
o Contra-indicações 
 Evitada ou necessita acompanhamento rigoroso em pacientes com 
 Distúrbios alimentares como anorexia ou bulimia nervosa 
 Hipertensão não controlada 
o Usado com cautela em pacientes com histórico ou com 
hipertensão bem controlada 
 
 
 
 Histórico de doença cerebrovascular ou distúrbios cardiovasculares, 
assim como arritmias cardíacas, falência cardíaca congestiva e doença 
vascular periférica 
 Síndrome de Tourette, hipertireoidismo, feocromocitoma, hiperplasia 
prostática benigna 
 História de uso de drogas ou abuso de álcool 
 Usado com cuidado em todos os pacientes com glaucoma 
 História de depressão, epilepsia, cálculo biliar 
 Até 18 anos e também paras idosos (mais de 65 anos) devido à falta de 
evidências clínicas nesses grupos etários 
 Todos os cuidados devem ser tomados na administração do saciogênico, pois 
não se sabe os limites de seus efeitos sobre a atividade central e periférica. 
o Reações adversas 
 As inúmeras contra-indicações não vêm sendo levadas a sério pelosprofissionais prescritores e isto tem acarretado inúmeros relatos de reações 
adversas severas 
 Entre as diversas reações adversas ao uso da sibutramina, destacam-se: 
 Aumento da PA e frequência cardíaca 
 Midríase 
 Palpitações 
 Ansiedade 
 Nervosismo 
o Sibutramina não causa dependência 
 Os efeitos estimulantes da dopamina sobre o SNC são responsáveis pela 
dependência das anfetaminas e substâncias semelhantes 
 A Sibutramina não estimula a liberação de dopamina nas terminações 
nervosas e tem efeito muito discreto na inibição da recaptação deste 
neurotransmissor, mesmo com o emprego de doses elevadas 
 
 
 
 
 Orlistat 
o Mecanismo de ação 
 Age localmente no TGI, sem ser absorvida 
 Inibição parcial da atividade das lípases gástricas, pancreáticas e carboxil-
éster no trato gastrointestinal 
 Inibe a hidrólise de triglicerídeos ingeridos 
 Reduz absorção de monoglicerídeos e ácidos graxos livres 
 Impede a absorção de aproximadamente 30% da gordura ingerida na dieta 
o Ações terapêuticas 
 Diminuição do colesterol total e LDL 
 Causa perda de peso proporcional à dose 
 Redução da ingestão de lipídeos para aproximadamente 30% do total de 
consumo energético 
 Doses elevadas não aumentam substancialmente o efeito terapêutico 
o Contra-indicações 
 < 12 anos 
 Síndrome de má absorção 
o Interações com nutrientes 
 Devido à absorção inadequada de lipídeos, pode causar diminuição na 
absorção das vitaminas K, E, D, A, e principalmente de beta-caroteno 
 Reposição com alimentos ricos nestes nutrientes pode suprir esta deficiência 
 Quitosana 
o Mecanismo de ação 
 Ao se complexar com os lipídeos no TGI, inibem a digestão dos lipídeos, 
aumentando sua eliminação 
 O gel formado pela quitosana + lipídeos é altamente resistente à ação 
das enzimas digestivas pancreática e intestinal e aumenta o volume das 
fibras de quitosana, causando sensação de saciedade 
o Ações terapêuticas 
 Redução do colesterol total e triglicerídeos 
 Aumento do colesterol HDL 
 Aumento da eliminação fecal de gorduras, sem provocar diarréia 
 Perda de peso (até 7kg em quatro semanas) 
o Contra-indicações 
 Gravidez, lactação, crianças 
 
 
 
o Interações com nutrientes 
 Pode causar diminuição na absorção de vitaminas lipossolúveis 
 Anorexígenos anfetamínicos 
o Foram proibidos pela ANVISA em 2011 
 Anfepramona 
 Femproporex 
 Mazindol 
o Na mesma resolução, o uso da sibutramina se tornou mais restrito, visando um maior 
controle no uso deste medicamento 
 
 
 
 
15- EXERCÍCIOS 
 
1- Sobre o tratamento da obesidade, marque V ou F 
a. ( ) O tratamento medicamentoso pode ser realizado isoladamente, sem 
necessidade de medidas não farmacológicas 
b. ( ) A dieta e atividade física são imprescindíveis para o tratamento da obesidade, 
independente do uso de fármacos 
c. ( ) O tratamento medicamentoso deve ser a primeira alternativa para a redução 
do peso corporal, juntamente com a dieta e atividade física 
d. ( ) Está recomendado o tratamento medicamentoso a pacientes com IMC maior 
ou igual a 30 kg/m² 
e. ( ) O tratamento medicamentoso é definitivo, e cura a obesidade 
f. ( ) O tratamento com anorexígenos anfetamínicos é recomendado para 
pacientes não responsivos ao uso da sibutramina 
2- Sobre a serotonina e noradrenalina, marque a V ou F 
a. ( ) A noradrenalina, por influenciar a taxa de glicogenólise, atua na regulação do 
peso 
b. ( ) A serotonina, ao atuar em seus receptores, age sobre o apetite 
c. ( ) O aumento na concentração destes neurotransmissores causa aumento no 
apetite 
d. ( ) O aumento de serotonina pode causar alterações comportamentais 
3- Sobre a sibutramina, marque V ou F 
a. ( ) O uso prolongado da sibutramina causa dependência 
b. ( ) O uso da sibutramina causa aumento na quantidade de neurotransmissores 
na fenda sináptica, como a serotonina e noradrenalina 
c. ( ) A sibutramina, além de inibir a recaptação de neurotransmissores, é agonista 
sobre os receptores adrenérgicos e serotoninérgicos, sendo, assim, um agonista de 
função mista 
d. ( ) Além da inibição do apetite, a sibutramina estimula a lipólise e produção de 
calor 
e. ( ) O uso da sibutramina causa diminuição do LDL e aumento do HDL 
f. ( ) O tratamento pode ser realizado de forma contínua por tempo indeterminado, 
de forma segura 
g. ( ) É contra-indicada para crianças e idosos 
 
 
 
h. ( ) Contra-indicada para pessoas com problemas cardiovasculares 
4- Qual o mecanismo pelo qual o Orlistat causa diminuição do peso corporal? Quais os 
riscos associados ao seu efeito? 
 
 
 
 
 
5- Qual o mecanismo pelo qual a Quitosana causa diminuição do peso corporal? Quais 
os riscos associados ao seu efeito?

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