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TIREOIDE E PARATIREOIDES
TIREOIDE E PARATIREOIDES
A glândula tireoide tem seu nome derivado do grego
thyreós – escudo.
Possui formato de “borboleta”: dois lobos (direito e
esquerdo) unidos por um istmo. Apoia-se
anteriormente à traqueia, na altura da cartilagem
cricoide.cricoide.
As glândulas paratireoides estão apoiadas na face
dorsal do parênquima tireoidiano.
DESENVOLVIMENTO E ESTRUTURA CELULAR – TIREOIDE
É a primeira glândula endócrina a se desenvolver no embrião humano
- terceira semana de desenvolvimento.
A unidade funcional é o folículo – faz biossíntese e armazenamento dos hormônios
tireoidianos (HT).
AULA 6: Tireoides e paratireoides
Folículo tireoidiano – possui camada única de células foliculares tireoidianas ou
tireócitos. Possuem lúmen preenchido por um material coloidal.
DESENVOLVIMENTO E ESTRUTURA CELULAR – TIREOIDE
AULA 6: Tireoides e paratireoides
As células parafoliculares
ou células C, presentes no 
parênquima, produzem o 
hormônio calcitonina –
metabolismo do cálcio
Hormônio Calcitonina
AULA 6: Tireoides e paratireoides
TIREOIDE – SÍNTESE HORMONAL
Os folículos irão produzir os hormônios T3 e T4 a partir do iodo captado da corrente
sanguínea.
A adição de iodo ao sal no Brasil tornou-se obrigatória após uma endemia de bócio
acometer diversas regiões.
Porém, o aumento crescente do número de casos de hipertireoidismo e tireoidite de
Hashimoto levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a reduzir o teor
AULA 6: Tireoides e paratireoides
Hashimoto levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a reduzir o teor
de iodo que deve ser adicionado pelas indústrias ao sal.
HORMÔNIOS TIREOIDIANOS
• TRÊS RESÍDUOS TIROSÍNICOS IODADOS (TRIIODOTIRONINA)
• MAIS ESTÁVEL DO QUE O T4, APRESENTANDO MAIOR 
POTÊNCIA. O T3 É CONSIDERADO A FORMA INTRACELULAR 
ATIVA DO HORMÔNIO. 
• AGE MAIS RÁPIDO E SEU PICO OCORRE EM TRÊS DIAS.
T3
• QUATRO RESÍDUOS TIROSÍNICOS IODADOS 
(TETRAIODOTIRONINA)
• PRODUZIDO EM MAIOR QUANTIDADE, REPRESENTANDO 90% 
DA SECREÇÃO GLANDULAR. 
• AGE MAIS LENTAMENTE E SEU PICO OCORRE EM ONZE DIAS.
T4
IODO
MIT
MIT
I-
I- DIT
MITDIT T3 T3
PROTEÓLISE
T3
BIOSSÍNTESE, ARMAZENAMENTO E LIBERAÇÃO
MITDIT T3
DIT DIT T4
T3
T4
TIREOGLOBULINA
T4
T3
CORRENTE 
SANGUÍNEA
PTN PLASMÁTICA
LIGANTE DA TIROXINA
(MIT = monoiodotirosina). (DIT = diiodotirosina).
BIOSSÍNTESE, ARMAZENAMENTO E LIBERAÇÃO
• É sintetizado em folículos revestidos de epitélio.
• Os folículos contém tireoglobulina e transporta, ativamente, iodo (I-) para seu interior.
• O iodo é oxidado no interior dos folículos e se liga a um resíduo tirosínico de tireoglobulina
(MIT = monoiodotirosina).
• A monoiodotirosina recebe mais iodos oxidados (DIT = diiodotirosina).• A monoiodotirosina recebe mais iodos oxidados (DIT = diiodotirosina).
• Uma MIT se une a uma DIT, formando T3 (ainda acoplado à tireoglobulina)
• Duas DITs se unem, formando T4 (ainda acoplado à tireoglobulina).
• A tireoglobulina sofre proteólise, deixando T3 e T4 livres, que são armazenados e, após isso,
secretados no sangue.
• Há reciclagem dos iodos não utilizados na formação de MIT e DIT.
• A tireoide armazena hormônio suficiente para alguns meses.
HORMÔNIOS TIREOIDIANOS
A síntese ocorre dentro dos folículos.
• T4 - tetraiodo-L-tironina ou tiroxina
• T3 - tri-iodo-L-tironina
Envolve as fases:
AULA 6: Tireoides e paratireoides
Envolve as fases:
• Transporte ativo de iodeto;
• Oxidação do iodeto;
• Iodação dos resíduos de tirosil formando as iodotirosinas;
• Acoplamento de duas iodotirosinas ainda ligadas à tireoglobulina.
MECANISMO DE AÇÃO NAS CÉLULAS-ALVO
A ligação do T3 ao seu receptor nuclear nas células-alvo promove efeitos específicos
em ossos, sistema cardiovascular, tecido adiposo, fígado, hipófise e sistema nervoso
central, resultando em efeitos gerais no corpo, tais como crescimento,central, resultando em efeitos gerais no corpo, tais como crescimento,
desenvolvimento e metabolismo basal.
AÇÕES FISIOLÓGICAS DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (HT)
Praticamente todos os tecidos possuem receptores para os HT.
Efeitos:
• Termogênese – aumento da produção de calor pela ação sobre a mitocôndria;
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Metabolismo proteico, lipídico e de carboidratos – estimula a diferenciação de adipócitos,
aumenta o consumo de LDL e colesterol. Aumenta a síntese e degradação de proteínas.
Estimula a glicogenólise e gliconeogênese, potencializa a ação da insulina;
• SNSimpático (cardíaco) – aumenta a expressão de receptores de catecolaminas no
miocárdio;
• Hematopoese – estimula a produção de hemaceas.
AÇÕES FISIOLÓGICAS DOS HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (HT).
Efeitos:
• Tecido ósseo – aumenta a
remodelação óssea. Aumenta a
porosidade óssea
• Crescimento e desenvolvimento –
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Crescimento e desenvolvimento –
atua na maturação das epífises
ósseas;
• Desenvolvimento do sistema
nervoso – desenvolvimento fetal do
sistema nervoso.
Disco 
epifisário
REGULAÇÃO DA FUNÇÃO DA TIREOIDE
São TRÊS os mecanismos que controlam a síntese e a secreção de T3 e T4.
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Mecanismo exercido pelo TSH hipofisário.
• Mecanismo intratireoidiano – exercido pela concentração de iodo na célula folicular.
• A redução da concentração plasmática de iodo aumenta a atividade da bomba de iodeto.
REGULAÇÃO DA FUNÇÃO DA TIREOIDE
• Mecanismo exercido pelo TSH
hipofisário – feedback ou
retroalimentação negativa.
AULA 6: Tireoides e paratireoides
retroalimentação negativa.
• É O principal modulador da
função tireoidiana.
CRETINISMO E HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO
• Caracteriza-se pela baixa ou não produção de HT durante a fase embrionária (cretinismo) ou
pós-natal (congênito).
• No Hipotireoidismo congênito – a reposição deve ser imediata (primeiras 2 semanas) –
exame do pezinho.
Criança de 7 anos normal e de 14 
anos com cretinismo
Radiografias de duas crianças de 17 anos normal (esquerda) 
e com hipotireoidismo (direita). 
TESTE DO PEZINHO
Diagnóstico do hipotireoidismo congênito é
realizado pelo teste do pezinho, a partir derealizado pelo teste do pezinho, a partir de
análise das amostras do sangue coletado nos
recém-nascidos, no 5º dia após o nascimento.
HIPOTIREOIDISMO 
EM ADULTO
• Taxa metabólica reduzida –
intolerância ao frio;
• Diminuição da sudorese;
• Ressecamento da pele,
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Ressecamento da pele,
• Baixo débito cardíaco;
• Ganho de peso – excesso de
tecido adiposo e de líquido;
• Letargia; lentidão mental.
HIPOTIREOIDISMO
• Ocorre a deficiência dos hormônios da tireoide.
• Pode potencialmente afetar o funcionamento de todo o corpo.• Pode potencialmente afetar o funcionamento de todo o corpo.
• A taxa de funcionamento normal do corpo diminui causando lentidão mental e física.
• Os principais fatores de risco são: idade superior a 50 anos, sexo feminino, obesidade,
cirurgia de retirada da tireoide e exposição prolongada a radiação.
HIPOTIREOIDISMO
HIPERTIREOIDISMO 
EM ADULTO
• Taxa metabólica aumentada –
Calor;
• Aumento da ingestão de alimento;
• Sudorese excessiva;
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Fraqueza muscular e osteoporose
pela degradação de proteínas;
• Aumento da frequência cardíaca e
palpitações;
• Tremor, nervosismo e insônia;
• Exoftalmia.
HIPERTIREOIDISMO
• Condição caracterizada pelo aumento da secreção dos hormônios da tireoide e pode
originar-se de várias causas.
• Em sua forma mais leve, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas facilmente
reconhecíveis ou apenas cursar com sintomas inespecíficos, como sensação de desconfortoreconhecíveisou apenas cursar com sintomas inespecíficos, como sensação de desconforto
e fraqueza.
• Causas: a inflamação da tireoide resultante de uma infecção viral ou outra inflamação; a
ingestão de quantidades excessivas de hormônio tireoideo e a ingestão excessiva de iodo.
HIPERTIREOIDISMO
Exoftalmia
BÓCIO
Bócio, vulgarmente conhecido
como "papo", é um aumento da
glândula tireoide, o qual pode
envolver toda a glândula (bócio
difuso) ou apenas parte dela
(bócio nodular).
AULA 6: Tireoides e paratireoides
A glândula tireoide pode estar:
• Hiperfuncionante ocasionando
um hipertiroidismo clínico;
• Hipofuncionante, ocasionando
um hipotireoidismo clínico.
BÓCIO – CAUSAS
As principais causas são:
• Falta de iodo (bócio endêmico).
• Uso de determinados medicamentos (bócio esporádico).
• Presença de tumores benignos ou malignos na glândula.
• Doenças autoimunes.
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Doenças autoimunes.
• Infecções.
BÓCIO 
• É o aumento da glândula tireoide.
• Pode ser encontrado no hiper e no hipotireoidismo.
• Pode resultar da ativação excessiva do TSH.
• Doença de Graves = ativação do TSH por anticorpos circulantes.
BÓCIO 
PARATIREOIDES
São em número de 4, duas superiores e duas inferiores. Possuem formato elipsoide e 
estão localizadas na face posterior da glândula tireoide.
AULA 6: Tireoides e paratireoides
HISTOLOGIA DA PARATIREOIDE
Dois tipos celulares:
• Células principais: produzem o hormônio
paratormônio (PTH). Estão arranjadas em
cordões ou em folículos.
AULA 6: Tireoides e paratireoides
cordões ou em folículos.
• Células oxifílicas ou acidófilas: admite-se
se sejam as células principais em
degeneração. Aumentam em número
com a idade.
PRODUÇÃO DO PTH – PARATORMÔNIO
• Sintetizado a partir de um pró-hormônio: pró-PTH;
• Sua liberação é controlada pelos níveis plasmáticos de Ca2+;
• Sua principal função é manter ou aumentar os níveis plasmáticos de cálcio;
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Sua principal função é manter ou aumentar os níveis plasmáticos de cálcio;
• Quando os níveis plasmáticos de cálcio diminuem o PTH é sintetizado e liberado;
• Age através de receptores de membrana específicos presentes nos osteoblastos e nas células
tubulares renais.
O PTH também aumenta a produção renal de 1,25-di-hidroxivitamina D, que secundariamente aumenta 
a absorção de cálcio no intestino.
IMPORTÂNCIA DO CÁLCIO NO ORGANISMO
• Este importante mineral possui funções importantes como atuar na formação
estrutural dos ossos e dos dentes.
• Além disso, ele atua juntamente com a vitamina K, nos sistema circulatório,
auxiliando na coagulação do sangue.auxiliando na coagulação do sangue.
• O cálcio também possui grande importância no estabelecimento do equilíbrio
juntamente com o fósforo.
• Coordena as ações do sódio e do potássio, na contração muscular e do coração.
IMPORTÂNCIA DO CÁLCIO
O cálcio se liga a um grande número de proteínas celulares e atua na regulação de diversos 
processos orgânicos, tais como:
• Excitabilidade neuromuscular;
• Coagulação sanguínea;
• Processos secretórios;• Processos secretórios;
• Integridade das membranas;
• Transporte celular;
• Reações enzimáticas;
• Liberação de hormônios e neurotransmissores;
• Formação e manutenção da matriz óssea.
Na maioria destas situações o cálcio atua tanto como um transmissor de sinais de fora da célula 
para o seu interior, como um ativador das proteínas funcionais envolvidas.
IMPORTÂNCIA DO CÁLCIO
O PTH é o principal regulador do cálcio, entretanto, vão participar desse processo de
regulação o hormônio calcitonina, produzido pelas células C da tireoide e a vitamina D.
AULA 6: Tireoides e paratireoides
CONTROLE DO NÍVEL DE CÁLCIO
SÍNDROMES CLÍNICAS DA DISFUNÇÃO DO PTH
Hiperparatireoidismo primário (neoplasia benigna) – Hipercalcemia – baixa excitabilidade
neuromuscular (letargia, constipação, anorexia, fraqueza muscular, cálculos renais) –
Hipofosfatemia – Hipercalciúria (muito cálcio no xixi).
Hiperparatireoidismo secundário à insuficiência renal crônica – Reabsorção (retirada de cálcio
AULA 6: Tireoides e paratireoides
Hiperparatireoidismo secundário à insuficiência renal crônica – Reabsorção (retirada de cálcio
dos ossos) óssea exagerada (causando dor, fraturas, deformidades).
Hipoparatireoidismo (remoção da glândula, autoimune) – Hipocalcemia – aumento
excitabilidade neuromuscular (contrações musculares, convulsões, espasmos da laringe) –
Hiperfosfatemia – baixo PTH plasmático.
O PTH também aumenta a produção renal de 1,25-di-hidroxivitamina D, que secundariamente aumenta a 
absorção de cálcio no intestino.
VITAMINA D (1,25-(OH)2D) 
Não é um hormônio 
clássico; 
Precisa de metabolização 
para ativação; 
Fontes: 
AULA 6: Tireoides e paratireoides
• Dieta ( Vitamina D2); 
• Através da irradiação da 
pele pelo sol 
(queratinócitos –
Vitamina D3). 
Armazenada – tecido adiposo e fígado.
VITAMINA D (1,25-(OH)2D) 
AULA 6: Tireoides e paratireoides
TIREOIDE PARTE 01: 
https://www.youtube.com/watch?v=sZ5nLe13Wg&list=PLiGLAZuQ76LmZWFNFtuQS1BPZML
K97kUW&index=3
TIREOIDE PARTE 02: 
VÍDEOS LEGAIS!
TIREOIDE PARTE 02: 
https://www.youtube.com/watch?v=WQ9lUvr3lgA&list=PLiGLAZuQ76LmZWFNFtuQS1BPZM
LK97kUW&index=4
METABOLISMO DO CÁLCIO E FOSFATO: 
https://www.youtube.com/watch?v=C1JIY7_3gGQ&list=PLiGLAZuQ76LmZWFNFtuQS1BPZML
K97kUW&index=10
VAMOS AOS PRÓXIMOS PASSOS?
1. Glândulas adrenais ou suprarrenais;
2. Pâncreas endócrino.

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