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Fermentação e via das pentoses-
fosfato
Prof. Paulo Ricardo M. Almeida
Faculdade Nobre
Disciplina: Bioquímica metabólica 
Um breve resumo da via 
glicolítica
A energia armazenada na glicose foi para: 2ATP + 
2NADH + 2 Ác. pirúvico. 
Destinos do ácido pirúvico
Vias fermentativas
As vias fermentativas vão ocorrer
sempre em condições de hipóxia (pouco
oxigênio), ou ainda na completa
ausência de oxigênio.
Tipos de 
fermentação 
Fermentação
láctica
Fermentação
Alcoólica
Fermentação Láctica
Conceito: É um tipo de fermentação que
apresenta como produto final a síntese de ácido
lático e ATP.
Quando e onde ocorre?
Ocorre em baixas concentrações de oxigênio (ou
em completa ausência). Ex: células musculares,
hemácias (eritrócitos) e certas bactérias lácticas.
Qual o principal objetivo?
Regenerar o aceptor NAD+.
Fermentação Láctica
Regeneração do NAD+ e redução do
piruvato a lactato:
Neste caso não ocorre variação líquida de 
NAD+ ou NADH.
Fonte: Lehninger et al 2011 
Fermentação Láctica: Destino 
do excesso de lactato produzido
Ciclo de cori: conversão do lactato produzido
no músculo em glicose no fígado.
Durante o esforço físico:
Lactato produzido 
transportado para o fígado;
Período de reoxigenação:
Lactato no fígado  biosíntese
de glicose e glicogênio.
Importância:
Evitar a acidose láctica no 
músculo.
Fermentação Alcoólica
Conceito: É um tipo de fermentação que
apresenta como produto final a síntese etanol e
CO2 ao invés de lactato.
Quando ocorre?
Ocorre na ausência de oxigênio (em anaerobiose).
Ex: microrganismos fermentadores de glicose,
leveduras.
Qual o principal objetivo?
Regenerar o aceptor NAD+.
Fermentação Alcoólica: 
biosíntese de etanol
Ocorrem duas reações: 
1- Descarboxilação do ácido pirúvico;
2- Redução do acetaldeído e síntese do etanol.
Fermentação Alcoólica: 
biosíntese de etanol
1- Descarboxilação do ácido pirúvico
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TPP – tiamina-pirofosfato (coenzima) 
derivada da vitamina B1.
Fermentação Alcoólica: 
biosíntese de etanol
2- Redução do acetaldeído e síntese do etanol.
Reação geral da fermentação alcoólica:
F
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Outros alimentos produzidos por fermentação: 
picles, chucrute, salsicha, molho de soja e etc.
Via das pentoses-fosfato
Conceito: É uma via alternativa de oxidação da
glicose-6-fosfato e que leva a produção de 3
compostos: CO2, ribose-5-fosfato e NADPH.
N
A
D
+
N
A
D
P
+
Via das pentoses-fosfato
Local onde ocorre: no citossol (citoplasma das células)
Quais tecidos utilizam essa via?
1- Ocorrem em tecidos com uma alta taxa de divisão:
medula óssea, pele, mucosa intestinal e tumores (tecidos
neoplásicos).
2- Fígado, tecido adiposo, glândulas mamárias em
lactação – síntese de gorduras e hormônios esteroides.
Ocorre em 
duas fases
Fase oxidativa
Fase não-oxidativa
Síntese de
NADPH
Síntese de
ribose-5-P
Tecidos com vias das 
pentoses fosfato ativas
Via das pentoses-fosfato: visão geral das fases
As duas fases da via das pentoses-fosfato:
Fonte: Stryer et al 2012 
Essas vias não dependem de ATP;
A ribose-5-fosfato pode ser convertida em frutose-6-fosfato na fase não 
oxidativa.
Fonte: Lehninger et al 2011 
Via das pentoses-fosfato: 
fase oxidativa
1- A G6P-desidrogenase –
transforma a G6P em uma
lactona cíclica;
2- No final das
três reações
temos:CO2 e
ribulose-5-P.
Fonte: Stryer et al 2011
Via das pentoses-fosfato: 
conversão da ribulose em ribose
- Nesta fase ocorre a
transformação da molécula
de ribulose-5-fosfato em
xilulose-5fosfato (epímeras)
e ribose-5-fosfato
(isômeras).
Via das pentoses-fosfato: 
fase não oxidativa
Nesta fase ocorre a conversão de um açúcar em outro 
– criando um elo com a via glicolítica
1ª reação - TPP 2ª reação
3ª reação - TPP
Resumindo...
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Fonte: Voet et al 2014 R
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Via das pentoses-fosfato: 
fase não oxidativa
Resumo da via não oxidativa – síntese de 2 hexoses (2
frutose-6-fosfato) e 1 triose (gliceraldeído-3-fosfato), a
partir de 3 pentoses (2 xilulose-5-fosfato e 1 ribose-5-
fosfato).
Fonte: Lehninger et al 2011 
Via das pentoses-fosfato: síntese de moléculas
acordo com as necessidades da célula
1ª) Muita necessidade de ribose do que de NADPH;
2ª) Necessidades equilibradas de NADPH e ribose;
3ª) Necessidade muito maior de NADPH do que de ribose.
Fonte: Stryer et al 2011
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NELSON,D.L.., COX, M. M. Princípios de Bioquímica de
Lehninger, 6a ed., São Paulo, Ed Savier, 2014.
Cap 14, pg. 558.
STRYER, L. Bioquímica. 6aed. Rio de Janeiro: Ed.
Guanabara Koogan, 2011.
Cap. 20, pg. 585.
VOET, D.; VOET, J.G.; Pratt, C.W. Fundamentos de
Bioquímica. 4ª ed, PortoAlegre, Artmed, 2014.
Cap. 15, pg. 506.

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