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TRANSTORNOS ALIMENTARES E NUTRIÇÃO NA PSIQUIATRIA 
Marcone dos Santos Pereira
NUTRIÇÃO E PSIQUIATRIA 
Perturbação persistente na alimentação ou no comportamento relacionado à alimentação que resulta no consumo ou na absorção alterada de alimentos e que compromete significativamente a saúde física ou o funcionamento psicossocial. DSM V 
TRANSTORNOS ALIMENTARES 
TRANSTORNOS ALIMENTARES 
Pica
Transtorno de ruminação
Transtorno alimentar restritivo/evitativo
Anorexia nervosa
Bulimia nervosa
Transtorno de compulsão alimentar
PICA
Diagnóstico 
Ingestão persistente de substâncias não nutritivas, não alimentares. 
B. A ingestão é inapropriada ao estágio de desenvolvimento do indivíduo. 
C. O comportamento alimentar não faz parte de uma prática culturalmente aceita. 
D. Se o comportamento alimentar ocorrer no contexto de outro transtorno mental ou condição médica é suficientemente grave.
Fatores de Risco e Prognóstico
Ambientais. Negligência, falta de supervisão e atraso do desenvolvimento podem aumentar o risco para essa condição.
Comorbidade 
Transtorno do espectro autista e defi-ciência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual), esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo. Tricotilomania (transtorno de arrancar o cabelo) e transtorno de escoriação (skin-picking). 
TRANSTORNO 
DE RUMINAÇÃO 
Regurgitação repetida de alimento durante um período mínimo de um mês. 
 
B. A regurgitação repetida não é atribuível a uma condição gastrintestinal ou a outra condição médica. 
C. Não ocorre exclusivamente durante a anorexia nervosa, bulimia nervosa, transtorno de compulsão alimentar ou transtorno alimentar restritivo/evitativo. 
D. Se os sintomas ocorrerem no contexto de outro transtorno mental, justificam atenção clínica adicional. 
Diagnóstico 
Fatores de Risco e Prognóstico
Ambientais. Problemas psicossociais como falta de estimulação, negligência, situações de vida estressantes e problemas na relação entre pais e filhos podem ser fatores predisponentes em lactentes e crianças pequenas.
Comorbidade 
Regurgitação com ruminação associada pode ocorrer no contexto de uma condição médica ou outro transtorno mental. 
Um diagnóstico de transtorno de ruminação é apropriado apenas se a gravidade da perturbação exceder.
TRANSTORNO 
ALIMENTAR
 RESTRITIVO/EVITATIVO
Diagnóstico 
Uma perturbação alimentar (p. ex., falta aparente de interesse na alimentação ou em alimentos; esquiva baseada nas características sensoriais do alimento; preocupação acerca de consequências aversivas alimentar) manifestada por fracasso persistente em satisfazer as necessidades nutricionais e/ou energéticas apropriadas associada a um (ou mais) dos seguintes aspectos...
Perda de peso significativa (ou insucesso em obter o ganho de peso esperado ou atraso de crescimento em crianças).
2. Deficiência nutricional significativa.
3. Dependência de alimentação enteral ou suplementos nutricionais orais.
4. Interferência marcante no funcionamento psicossocial.
Temperamentais. Transtornos de ansiedade, transtorno do espectro autista, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade podem aumentar o risco. 
Ambientais. Ansiedade familiar. 
Genéticos e fisiológicos. História de condições gastrintestinais, doença de refluxo gastroesofágico...
Fatores de Risco e Prognóstico
Transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e transtornos do neurodesenvolvimento (especificamente transtorno do espectro autista, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e deficiência intelectual [transtornos do desenvolvimento intelectual]).
Comorbidade 
ANOREXIA 
NERVOSA
História 
 A palavra é derivada do grego anorektos: an = sem; orexis = desejo ou apetite, que significa falta ou perda de apetite (Houaiss, 2001).
 Nem todo jejum autoimposto é necessariamente uma patologia. 
As primeiras descrições da anorexia foram registradas pela literatura teológica entre os séculos V e XVI, nos casos de jovens jejuadoras, “santas anoréxicas”. 
História 
Os sintomas da anorexia estavam vinculados ao discurso religioso (milagres ou posseção). 
Em 1694, o médico Richard Morton publicou o caso de uma paciente com características semelhantes à anorexia nervosa. 
Na segunda metade do século XIX que o diagnóstico da anorexia passou a ser incluído no discurso médico. 
Para a psicanálise, diagnosticar um caso como “anorexia” não representa muita coisa, se não considerarmos a particularidade.
 Freud em “Um caso de cura pelo hipnotismo” texto escrito entre 1892 e 1893, único caso clínico em que a anorexia foi abordada e descrita como tema principal. 
Freud classificou esse caso como uma histeria (sintomas com mecanismos característicos). 
Nota uma dimensão melancólica (relação de Anorexia e Melancolia).
Anorexia em Freud 
Caso Emmy Von. N.
Caso Anna O.
Caso do menino de 12 anos. 
Cena traumática antes do aparecimento do sintoma.
Anorexia em Freud 
Diagnóstico 
Restrição da ingesta calórica em relação às necessidades, levando a um peso corporal significativamente baixo.
Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, mesmo estando com peso significativamente baixo.
 Perturbação no modo como o próprio peso ou a forma corporal são vivenciados, ausência persistente de reconhecimento da gravidade do baixo peso corporal atual.
Subtipos 
A maioria dos indivíduos com anorexia nervosa do tipo compulsão alimentar purgativa que se envolvem em comportamentos periódicos de hiperfagia também purga por meio de vômitos autoinduzidos ou faz uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas. 
Temperamentais. Indivíduos que desenvolvem transtornos de ansiedade ou exibem traços obsessivos na infância estão em risco maior de desenvolver.
 
Ambientais. Culturas e contextos que valorizam a magreza. 
Genéticos e fisiológicos. Existe risco maior de anorexia entre parentes biológicos de primeiro grau de indivíduos com o transtorno. 
Fatores de Risco e Prognóstico
O risco de suicídio é elevado na anorexia nervosa, com taxas de 12 por 100.000 por ano. A avaliação abrangente de indivíduos com anorexia nervosa deve incluir a determinação de ideação e comportamentos suicidas, bem como de outros fatores de risco para suicídio, incluindo história de tentativa(s) de sucídio.
Risco de Suicídio
Transtornos bipolares, depressivos e de ansiedade. O TOC é descrito em alguns indivíduos com anorexia nervosa, especialmente naqueles com o tipo restritivo. O transtorno por uso de álcool e outras substâncias pode também ser comórbido à anorexia nervosa.
Comorbidade 
BULIMIA 
NERVOSA 
História 
Hipócrates o empregava o termo boulimos para designar uma fome doentia, diferente da fome fisiológica. 
Em 1743, James descreve a true boulimus paraos episódios de grande ingestão de alimentos e preocupação intensa com os mesmos, seguidos de desmaios e uma variante chamada caninus appetities, com vômitos após estes episódios.
História 
Crisp (1967) descreve episódios bulímicos e vômitos auto-induzidos em algumas de suas pacientes com anorexia nervosa.
A descrição de bulimia nervosa, tal como conhecemos hoje, nasce com Gerald Russell (1979) em Londres, a partir da descrição de pacientes com peso normal, pavor de engordar, que tinham episódios bulímicos e vômitos auto-induzidos. (Anteriormente anoréxicas)
Diagnóstico 
A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. 
Ingestão, em um período de tempo determinado de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos indivíduos consumiria.
Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (não conseguir parar de comer ou controlar o que está ingerindo).
Diagnóstico 
B. Comportamentos compensatórios inapropriados recorrentes a fim de impedir o ganho de peso, como vômitos autoinduzidos; uso indevido de laxantes, diuréticos ou outros medicamentos; jejum; ou exercício em excesso.
DiagnósticoC. A compulsão alimentar e os comportamentos compensatórios inapropriados ocorrem, em média,no mínimo uma vez por semana durante três meses.
D. A autoavaliação é indevidamente influenciada pela forma e pelo peso corporais.
E. A perturbação não ocorre exclusivamente durante episódios de anorexia nervosa.
Temperamentais. Preocupações com o peso, baixa autoestima, sintomas depressivos, transtornode ansiedade social e transtorno de ansiedade excessiva da infância.
Ambientais. Observou-se que a internalização de um ideal corporal magro aumenta o risco
de desenvolver preocupações com o peso. Indivíduos que sofreram abuso sexual.
Fatores de Risco e Prognóstico
 Genéticos e fisiológicos. Obesidade infantil e maturação puberal precoce aumentam o risco de bulimia nervosa. 
Modificadores do curso. A gravidade da comorbidade psiquiátrica prediz uma evolução mais desfavorável de bulimia nervosa no longo prazo.
Fatores de Risco e Prognóstico
Comorbidade 
Frequência maior de sintomas depressivos e transtornos bipolares. Em algumas pessoas, a perturbação do humor claramente precede o desenvolvimento de bulimia nervosa. Pode haver também frequência maior de sintomas de ansiedade (p. ex., medo de situações sociais) ou transtornos de ansiedade. 
Comorbidade 
A prevalência ao longo da vida de uso de substâncias, particularmente álcool ou estimulantes, é de pelo menos 30% entre indivíduos com bulimia nervosa. O uso de estimulantes começa com frequência como uma tentativa de controlar o apetite e o peso. 
Comorbidade 
Uma porcentagem substancial de indivíduos com bulimia nervosa também apresenta aspectos da personalidade que satisfazem os critérios de um ou mais transtornos da personalidade, com mais frequência transtorno da personalidade borderline.
TRANSTORNO 
DE 
COMPULSÃO ALIMENTAR
Diagnóstico 
A. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. 
Ingestão, em um período de tempo determinado de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos indivíduos consumiria.
Sensação de falta de controle sobre a ingestão durante o episódio (não conseguir parar de comer ou controlar o que está ingerindo).
Diagnóstico 
B. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes aspectos:
1. Comer mais rapidamente do que o normal.
2. Comer até se sentir desconfortavelmente cheio.
3. Comer grandes quantidades de alimento na ausência da sensação física de fome.
4. Comer sozinho por vergonha do quanto se está comendo.
5. Sentir-se desgostoso de si mesmo, deprimido ou muito culpado em seguida.
Diagnóstico 
C. Sofrimento marcante em virtude da compulsão alimentar.
D. Os episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, ao menos uma vez por semana durante três meses.
E. A compulsão alimentar não está associada ao uso recorrente de comportamento compensatório inapropriado como na bulimia nervosa e não ocorre exclusivamente durante o curso de bulimia nervosa ou anorexia nervosa.
Genéticos e fisiológicos. O transtorno de compulsão alimentar parece comum em famílias, o que pode refletir influências genéticas adicionais.
Fatores de Risco e Prognóstico
Consequências 
Funcionais do Transtorno 
de Compulsão Alimentar
Está associado a uma gama de consequências funcionais, incluindo problemas no desempenho de papéis sociais, prejuízo da qualidade de vida e satisfação com a vida relacionada à saúde, maior morbidade e mortalidade médicas. 
Pode estar associado também a um risco maior de ganho de peso e desenvolvimento de obesidade.
Comorbidade 
Está associado a comorbidade psiquiátrica significativa comparável à da bulimia nervosa e da anorexia nervosa. 
Transtornos bipolares, transtornos depressivos, transtornos de ansiedade e, em um grau menor, transtornos por uso de substância. 
A comorbidade psiquiátrica está ligada à gravidade da compulsão alimentar, não ao grau de obesidade
Dúvidas, Opiniões, Discussões. 
OBRIGADO!

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