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HEMORRAGIA DIGESTIVA 
A hemorragia digestiva é caracterizada por um sangramento em algum 
local do sistema digestivo. Ela pode ser classificada como HDA quando 
os locais do sangramento são acima do do ângulo de Treitz (Esôfago, o 
estômago e o duodeno) ou HDB, quando o sangramento ocorre abaixo 
do ângulo de Treitz (intestino delgado, grosso ou reto). 
 
Fatores de predisposição 
● Idade 
● hereditariedade- casos na família de câncer no trato 
gastrointestinais 
● Obesidade 
● Tabagistas 
● Etilista- o álcool em excesso e a longo prazo pode causar 
hemorragias devido à alteração dos mecanismos de coagulação e 
aos danos provocados no estômago. 
● Pacientes com cirurgia aórtica prévia 
 
HDA 
 Todo sangramento decorrente de lesões proximais 
ao ligamento de Treitz. 
 
Etiologias​ - ​Pode ser classificada em HDA varicosa e HDA não-varicosa. 
 
● Úlcera Péptica:úlceras pépticas, gástricas (do estômago) ou 
duodenais (da primeira parte do intestino) são a maior causa de 
sangramento, sendo responsáveis por mais da metade das 
hemorragias. Essa complicação ocorre quando a úlcera atinge e 
rompe alguma artéria ou veia da parede do órgão. 
 
● Varicosas: varizes de esôfago-gástricas-duodenais:​ ​são 
complicações da hipertensão do sistema portal, em nosso meio 
mais freqüentemente por Cirrose. Alterações na circulação do 
sangue através do fígado de um paciente com cirrose levam 
certas veias do esôfago e do estômago a se dilatarem, 
tornando-se mais frágeis. Seu rompimento causa a hemorragia. 
 
● Câncer no esôfago, estômago ou duodeno; (Tumores benignos ou 
malignos (câncer) do esôfago, estômago ou intestinos podem 
causar hemorragia, que pode, inclusive, ser a primeira 
manifestação da doença.) 
● Perfuração do esôfago, estômago ou duodeno 
 
Manifestações Clínicas 
 
● Vômito com sangue (hematêmese) 
● Sangue nas fezes (melena) 
● Enterorragia ou hematoquezia (presença de sangue vivo nas 
fezes) 
● Sangramento oculto 
 
Diagnóstico 
 
● EDA (endoscopia digestiva alta) ​ ​para tentar interromper o 
sangramento, o que pode ser alcançado pela esclerose ou 
ligadura do vaso sangrante. 
● Os diagnósticos mais frequentes são: úlcera péptica (37-55%), 
erosões gastroduodenais (6-24%), varizes gastroesofágicas 
(10-23%), esofagite (4-6%). 
 
Tratamento hda não varicosa 
● Bloqueadores da bomba de prótons: Para inibição de 
sangramentos recorrentes 
- Omeprazol 
 
● ATB- ​antibióticos para a eliminação da bactéria 
 
Tratamento específico para HDA Varicosa 
• Droga que diminui fluxo esplâncnico: - Terlipressina 
• Tratamento endoscópico com ligadura elástica 
• Antibioticoterapia profilática para cirróticos 
 - Ciprofloxacina 
 - Ceftriaxona 
● Balão ​de Sengstaken-Blakemore: só é colocado por profissional 
médico com o objetivo de manter a pressão do balão sobre a variz 
acima da pressão da mesma. Serve também para lavagem gástrica 
e interrupção mecânica do sangramento. 
 
★ O tratamento da hemorragia digestiva alta inclui a restauração do 
volume sangüíneo e a correção de alguns distúrbios da 
coagulação. A endoscopia é uma importante parte do tratamento, 
para a maioria dos casos. Os pacientes que apresentam os 
maiores riscos são aqueles que evidenciam, à endoscopia, um 
sangramento abundante ou aqueles que apresentam sangramento 
sem um vaso sangüíneo visível. O tratamento feito com aplicação 
de adrenalina local ou com a termocoagulação reduz 
consideravelmente as chances de um sangramento subseqüente. 
 
 
 
HDB 
 
É definida como qualquer sangramento com origem abaixo do ligamento 
de Treitz e cuja a fonte pode estar no intestino delgado, no cólon ou 
reto. É evento menos frequente que a hemorragia digestiva alta, 
acometendo preferencialmente indivíduos idosos, com idade média ao 
redor dos 65 anos. 
 
 
 
Etiologias 
 
● Hemorroida; ​As hemorroidas internas são aquelas que geralmente 
provocam fenômenos de sangramento. Essas, em relação àquelas 
externas, são indolores, com sangramento retal de cor vermelho 
vivo que acontece em fase de movimento intestinal em uma 
condição conhecida como hematoquezia. 
 
● Ùlceras: Essa complicação ocorre quando a úlcera atinge e rompe 
alguma artéria ou veia da parede do órgão. 
 
● Angiodisplasia: são modificações das veias e artérias na mucosa 
de qualquer parte do trato digestivo e que podem causar 
sangramento pela boca ou pelas fezes, sendo esse último bem 
mais comum. 
 
● Doenças inflamatórias intestinais : O sangramento 
● de divertículo decorre da lesão da artéria da vasa recta. 
● Doença diverticular do cólon 
 
Manifestações Clínicas 
 
● Hematoquezia (​termo utilizado para designar a presença de 
sangue vermelho pelo ânus) 
● Sangue nas fezes (melena) 
● Sangue vermelho vivo nas fezes (enterorragia) 
 
Diagnóstico 
 
● Colonoscopia: ​é um procedimento endoscópico utilizado para ver 
dentro do cólon e do reto. Pode detectar tecido inflamado e 
úlceras, que ajudam a identificar sinais ou focos de sangramento. 
● Enteroscopia: é o exame do intestino delgado 
 
 
Tratamento hdb 
● EDA e colonoscopia quase sempre conseguem resolver o 
sangramento: injeta adrenalina em volta do vaso argônio (é um 
gás que queima a mucosa) se não for possível, faz a colonoscopia 
intra-operatória (aspira e depois entra com colonoscópio para 
verificar o sangramento.) 
Medicamentos: 
● Bloqueadores dos receptores de Histamina, a fim evitar a 
vasodilatação capilar (cimetidina, ranitidina e famotidina) 
● Protetores Gástricos (omeprazol, pantoprazol e lanzoprazol) 
● Vasopressores (vasopressina, somatostatina e octreotide) 
 
Cuidados da enfermagem 
● Manter vigilância constante enquanto os balões estão insuflados no 
paciente. 
● Manter as pressões dos balões no nível necessário para controlar o 
sangramento (As pinças ajudam a manter as pressões). 
● Monitorar a cor e a quantidade do líquido da lavagem NG 
(Subtraindo o fluxo da lavagem) para possível evidência de 
sangramento. 
● Estar atento para dor torácica – pode indicar lesão ou ruptura do 
esôfago. 
● Manter a cabeceira da cama elevada. 
● Manter dieta zero por via oral. 
● Checar todas as secreções GI e as fezes para sangue oculto e fraco. 
● Monitorar a infusão de hemoderivados. 
● Administrar as medicações prescritas e controlar a infusão dos 
vasodilatadores esplâncnicos.

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