Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ESPIRITO SANTO 
FUNDAMENTOS E PRÁTICAS DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA 
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU 
NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO – FAVENI 
 
 
SUMÁRIO 
1 Técnicas de Exame Psicológico. ....................................................... 3 
1.1 Natureza, origem e história ......................................................... 3 
2 CONCEITUAÇÃO DOS TESTES PSICOLÓGICOS .......................... 4 
3 ORIGENS DOS TESTES PSICOLÓGICOS ...................................... 4 
4 TIPOS DE TESTES PSICOLÓGICOS ............................................... 7 
4.1 Testes Coletivos Versus Testes Individuais ................................ 8 
4.2 Categoria dos Testes .................................................................. 9 
5 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA ........................................................... 10 
5.1 Laudo Psicológico ..................................................................... 12 
5.2 Psicodiagóstico e Psicoterapia .................................................. 12 
5.3 Enquadramento do processo psicodiagnóstico ......................... 14 
5.4 Etapas do processo psicodiagnóstico ....................................... 14 
5.5 O Rapport .................................................................................. 14 
6 APLICAÇÃO DOS TESTES PSICOLÓGICOS ................................ 15 
6.1 Administração dos Testes na Aplicação .................................... 16 
6.2 A Qualidade do Ambiente Físico ............................................... 16 
6.3 A Qualidade do Ambiente Psicológico ...................................... 16 
6.4 Material de Testagem ................................................................ 17 
6.5 Questões Relacionadas ao Aplicador ou Examinador .............. 17 
6.6 Das Condições Técnicas do Aplicador ...................................... 17 
6.7 Modo de Atuação do Aplicador ................................................. 17 
6.8 Controle dos Vieses do Aplicador ............................................. 18 
6.9 Os Direitos dos Testandos ........................................................ 19 
6.10 Sigilo e Divulgação dos Resultados ....................................... 20 
 
7 PARÂMETROS PSICOMÉTRICOS ................................................. 20 
8 Áreas de Atuação do (a) Psicólogo (a) ............................................ 22 
8.1 Diante das informações apresentadas, fazemos os seguintes 
apontamentos: .............................................................................................. 38 
9 A Avaliação das Características da Personalidade .......................... 39 
9.1 TEORIA DOS TRAÇOS DA PERSONALIDADE ....................... 39 
9.2 TEORIAS TIPOLÓGICAS ......................................................... 42 
9.3 TEORIA DE KRESTCHMER ..................................................... 42 
9.4 TEORIA DE lUNG ..................................................................... 43 
9.5 TEORIA DE SPRANGER .......................................................... 43 
9.6 TEORIA DE ROSANOFF .......................................................... 44 
9.7 O INVENTÁRIO DE PERSONALIDADE BERNREUTER .......... 47 
9.8 INVENTÁRIO DE AJUSTAMENTO BELL ................................. 51 
9.9 A ESCALA DE TEMPERAMENTO THURSTONE .................... 57 
10 Concepções Interacionistas De Desenvolvimento E Aprendizagem: 
Abordagem Walloniana .................................................................................... 60 
10.1 Principais conceitos e implicações pedagógicas da abordagem 
walloniana 60 
10.2 O papel da emoção no desenvolvimento ............................... 61 
10.3 As fases psicogenéticas do desenvolvimento ........................ 67 
 
 
 
 
1 TÉCNICAS DE EXAME PSICOLÓGICO. 
1.1 Natureza, origem e história 
A Psicologia contemporânea parece confundir-se com a aplicação dos 
testes e, em alguns casos, julga-se que, sem esse tipo de instrumento, o 
psicólogo não seria capaz de fazer qualquer afirmação científica do 
comportamento humano. Talvez seja pelo fato das ciências serem conhecidas 
por suas técnicas que lhes permitem aplicações e resultados visíveis. Assim, 
como o público tende a ver os antibióticos como capazes de curar todas as 
infecções, por analogia, também à considerar os testes como recursos infalíveis 
para conhecer as pessoas e suas aptidões. 
 
Fonte:www.anamariaquinterob.wordpress.com 
No entanto, assim como o médico é obrigado a conhecer a potencialidade 
dos remédios e a levar em conta suas contra-indicações, da mesma forma o 
psicólogo deve saber, não apenas as vantagens dos testes, mas, também os 
limites de sua utilidade e validade. Do contrário, correrá o risco de apresentar 
diagnósticos falsos ou deformados, pois estariam baseados em resultados falhos 
e incompletos. 
 
Os testes psicológicos não consistem numa exemplar neutralidade e 
eficácia em 100% nos seus resultados, mas isto não implica que os mesmos 
devam ser dispensados. Desde que atendidas as pré-condições de sua 
aplicação, e que o psicólogo examinador tenha conhecimento, domínio da 
aplicação e da avaliação, os testes se instalam como referencial que elimina boa 
parte da contaminação subjetiva das suas percepção e julgamento. É importante 
ressaltar a condição dos testes como mais um recurso que auxilia o profissional 
na compreensão e fechamento das considerações a respeito de um 
examinando, seja em processo seletivo (exame psicológico ou psicotécnico), 
avaliação psicológica e psicodiagnóstico. 
2 CONCEITUAÇÃO DOS TESTES PSICOLÓGICOS 
Os testes psicológicos, da forma que se conhece hoje, são relativamente 
recentes, datam do início do século XX. Um teste psicológico no sentido 
epistemológico consiste numa tarefa controvertida, porque dependerá de 
posições e suposições de caráter filosófico. Para Cronbach (apud PASQUALI, 
2001), um teste é um procedimento sistemático para observar o comportamento 
e descrevê-lo com a ajuda de escalas numéricas ou categorias fixas(p.18). Em 
outras palavras, um teste psicológico é fundamentalmente uma mensuração 
objetiva e padronizada de uma amostra de comportamento. Uma verificação ou 
projeção futura dos potenciais do sujeito. O parâmetro fundamental da medida 
psicométrica são as escalas, os testes, é a demonstração da adequação da 
representação, isto é, do isomorfismo entre a ordenação dos procedimentos 
empíricos e teóricos. Enfim, explicita que a operacionalização dos 
comportamentos (itens), corresponda ao traço latente1. 
3 ORIGENS DOS TESTES PSICOLÓGICOS 
Com base em Pasquali (2001), a história dos testes psicológicos, se 
destacam em sucessivas décadas, de tal maneira que é possível associar muitos 
autores a alguns períodos bem específicos. 
 
A Década de Galton: 1880. Para Francis Galton (biólogo inglês) à 
avaliação das aptidões humanas se dava por meio da medida sensorial, através 
da capacidade de discriminação do tato e dos sons. Galton (apud ANASTASI, 
1977) entendia que, 
A única informação que nos atinge, vinda dos acontecimentos externos, 
passa, aparentemente pelo caminho de nossos sentidos. Quanto maior o 
discernimento que os sentidos tenham de diferentes, maior o campo em que 
podem agir no nosso julgamento de inteligência. 
A contribuição de Galton para psicometria ocorreu em três áreas: Criação 
de testes antropométricos para medida de discriminação sensorial (barras para 
medir a percepção de comprimento); Apito para percepção de altura do tom; 
Criação de escalas de atitudes (escala de pontos, questionários e associação 
livre2); Desenvolvimento e simplificação de métodos estatísticos (método da 
análise quantitativa dos dados coletados).A Década de Cattell: 1890. Influenciado por Galton, James M. Cattell 
(psicólogo americano) desenvolveu medidas das diferenças individuais, o que 
resultou na criação da terminologia Mental Test (teste mental). Elaborou em 
Leipzig sua tese sobre diferenças no Tempo de Reação. Este consiste em 
registrar os minutos decorridos entre a apresentação de um estímulo ou ordem 
para começar a tarefa, e a primeira resposta emitida pelo examinando. Cattell 
seguiu as ideias de Galton, dando ênfase às medidas sensoriais, porque elas 
permitiam uma maior precisão. 
A Década de Binet: 1900. Seus interesses se voltavam para avaliação das 
aptidões mais nas áreas acadêmica e da saúde. Alfred Binet e Henri fizeram uma 
série de crítica aos testes até então utilizadas, afirmando que eram medidas 
exclusivamente sensoriais que, embora permitisse maior precisão, não tinham 
relação importante com as funções intelectuais. Seu conteúdo intelectual fazia 
somente referências às habilidades muito específicas de memorizar, calcular, 
quando deveriam se ater às funções mais amplas como memória, imaginação, 
compreensão, etc. Em 1905, Binet e Simon desenvolveram o primeiro teste com 
30 itens (dispostos em ordem crescente de dificuldade) com o objetivo de avaliar 
as mais variadas funções como julgamento, compreensão e raciocínio, para 
 
detectar o nível de inteligência ou retardo mental de adultos e crianças das 
escolas de Paris. Estes testes de conteúdo cognitivo atendiam a funções mais 
amplas, e foram bem aceitos, principalmente nos EUA, a partir da sua tradução 
por Terman (1916), nascendo, assim, a era dos testes com base no Q.I. 
(idealizado por W. Stern). 
Q.I. = 100 (IM/IC)3 
O período de 1910-1930, é considerado a era dos testes de inteligência 
sob as influências: Do segundo teste de Binet e Simon (1909); Do artigo de 
Spearman sobre o fator G (1909); Da revisão do teste de Binet para os EUA 
(Terman, 1916); e do impacto da primeira guerra mundial com a necessidade de 
seleção rápida e eficiente, de contingente para as forças armadas. 
Na Bahia, em 1924, Isaias Alvez fez a adaptação da escala Binet-Simon, 
considerada como um dos primeiros estudos de adaptação de instrumentos 
psicométricos no Brasil (NORONHA & ALCHIERI, 2005). 
A Década da Análise Fatorial: 1930. Por volta de 1920, diminuiu o 
entusiasmo pelos testes de inteligência, sobretudo por se demonstrar 
dependentes da cultura onde foram criados, o que contrariava a ideia de fator 
geral universal de Spearman. Kelley quebrou a tradição de Spearman em 1928, 
e foi seguido, na Inglaterra, por Thomson (1939) e Burt (1941), e nos EUA, por 
Thurstone. Este autor é relevante para época, em vista de que, além de 
desenvolver a análise fatorial múltipla, atuou no desenvolvimento da escalagem 
psicológica (Thurstone e Chave, 1929) fundando, em 1936, a Sociedade 
Psicométrica Americana e a revista Psychometrika. 
A Era da Sistematização: 1940-1980. Esta época é marcada por duas 
tendências opostas: Os trabalhos de síntese e os de crítica. Em 1954, Guilford 
reedita Psychometric Methods e tenta sistematizar a teoria clássica, e Torgerson 
(1958) a teoria sobre a medida escolar. Além disso, Cattell e Warburton (1967) 
procuraram sintetizar os dados de medida em personalidade, e Guilford (1967) 
a teoria sobre a inteligência. Entre os trabalhos da crítica, destaca-se Stevens 
(1946), que levantou o problema das escalas de medidas. 
Divulgou-se também a primeira crítica à teoria clássica dos testes na obra 
de Lord e Novick (1968, Statistical Theory of Mental Tests Scores), que iniciou o 
 
desenvolvimento de uma teoria alternativa, a do traço latente, que se junta à 
teoria moderna de Psicometria, e a Teoria de Resposta ao Item - TRI. Outra 
tendência crítica para superar as dificuldades da Psicometria clássica foi iniciada 
pela Psicologia Cognitiva de Sternberg e Detterman (1979), Sternberg e Weil 
(1980), com seu modelo, procedimentos e pesquisas sobre os componentes 
cognitivos, na área da inteligência. 
A Era da Psicometria Moderna (Teoria de Resposta ao Item - TRI): 1980. 
Talvez chamar a era atual de TRI seja inadequada, porque: a) Esta teoria embora 
seja o modelo no Primeiro Mundo, ainda não resolveu todos seus problemas 
fundamentais para se tornar um modelo definitivo de psicometria e, b) Ela não 
veio para substituir toda a psicometria clássica, mas, apenas partes dela. Porém, 
é o que há de mais novo nesse campo. 
4 TIPOS DE TESTES PSICOLÓGICOS 
Os testes psicométricos se baseiam na teoria da medida e, mais 
especificamente, na psicometria, usam números para descrever os fenômenos 
psicológicos, enquanto os testes impressionistas, ainda que utilizem números, 
se fundamentam na descrição linguística. 
 
Fonte:www.pt.testsworld.net 
 
Os testes psicométricos usam a técnica da escolha forçada, escalas em 
que o sujeito deve simplesmente marcar suas respostas. Primam pela 
objetividade: tarefas padronizadas. A correção ou apuração é mecânica, 
portanto, sem ambiguidade por parte do avaliador. 
Os testes impressionistas requerem respostas livres, sua apuração é 
ambígua, sujeita aos vieses de interpretação do avaliador. O psicólogo 
impressionista trabalha com tarefas pouco ou nada estruturadas, a apuração das 
respostas deixa margem para interpretações subjetivas do próprio avaliador, e 
os resultados são totalmente dependentes da sua percepção, dos seus critérios 
de entendimento e bom senso. 
4.1 Testes Coletivos Versus Testes Individuais 
Os testes coletivos são planejados, basicamente, para exame em massa. 
Em comparação aos testes individuais, têm suas vantagens e desvantagens. Do 
lado positivo, podem ser aplicados em grandes grupos simultaneamente, como 
por exemplo, em concurso público. Em cada escala torna-se possível 
desenvolver técnicas de testes coletivos. Ao utilizar apenas itens escritos, e 
respostas simples que são registradas nas folhas de respostas, isso facilita o 
exame e o papel do examinador é bastante simplificado, uma vez que elimina a 
necessidade da relação direta com o examinando. Em contraste com o 
treinamento intensivo e a experiência exigida para aplicar os testes individuais, 
a exemplo do Rorschach (teste projetivo de personalidade). 
A maioria dos testes coletivos exige somente a habilidade de ler as 
instruções simples para os examinandos e manter o tempo exato. Dão mais 
uniformidade de condições, uma vez que difere dos individuais, tanto na forma 
de disposição dos itens quanto na característica de recorrer a itens de múltipla 
escolha, e a aferição dos seus resultados, geralmente, é mais objetiva. Embora 
os testes coletivos tenham muitos aspectos desejáveis, porém carece de uma 
função indispensável, que é a oportunidade do examinador estabelecer relação 
com o examinando para obter sua cooperação e manter o seu interesse. 
 
Do contrário da aplicação dos testes coletivos, os individuais são quase 
inevitáveis às observações complementares do comportamento do sujeito, a 
exemplo de identificar as causas da má realização em determinados itens, ou de 
qualquer indisposição momentânea, fadiga, angústia, etc., que possa interferir 
na sua realização, o que é pouco ou nunca identificado no exame coletivo. 
O tipo de resposta mais utilizada em testes psicométricos, praticamente 
em sua totalidade é a escrita, a saber, lápis-e-papel. A grande vantagem desta 
técnica é que os testes podem ser aplicados coletivamente a grandes amostras 
de sujeitos, ocorrência difícil de acontecer em situações nas quais as respostas 
são dadas verbalmente ou exige uma observação mais direta do comportamento 
do testando. 
4.2 Categoria dos Testes 
Os testes podem ser divididos e subdivididosnas seguintes categorias: 
a) Objetividade e Padronização: Testes psicométricos e impressionistas; 
b) Construto (processo psicológico) que Medem: Testes de capacidade 
intelectual (inteligência geral – Q.I.); Teste de aptidões (inteligência diferencial: 
numérica, abstrata, verbal, espacial, mecânica, etc.); Testes de aptidões 
específicas (música, psicomotricidade, etc.); Testes de desempenho acadêmico 
(provas educacionais, etc.); Testes neuropsicológicos (testes de disfunções 
cerebrais, digestivos, neurológicos, etc.); Testes de preferência individual 
(personalidade; atitudes: valores; interesses; projetivos; situacionais: 
observação de comportamento, biografias); 
c) Forma de Resposta: Verbal; Escrita: papel-e-lápis; Motor; Via 
computador: Vantagens: apresentam em melhores condições as questões do 
teste; corrige com rapidez; enquadra de imediato o perfil nas tabelas de 
interpretação; produz registros legíveis em grande número e os transmite à 
distância; motiva os testandos ao interagir com o computador; Desvantagens: a 
interpretação dos resultados do perfil psicológico é mais limitada do que a 
realizada pelo psicólogo. 
 
5 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA 
O conceito de avaliação psicológica é amplo, se refere ao modo de 
conhecer fenômenos e processos psicológicos por meio de procedimentos de 
diagnósticos e prognóstico, para criar as condições de aferição de dados e 
dimensionar esse conhecimento (ALCHIERI & CRUZ, 2003). Os testes gráficos 
são mais adequados para começar um exame ou avaliação psicológica. Eles 
refletem os aspectos mais estáveis da personalidade, e mais difíceis de serem 
modificados (OCAMPO, 1995). 
Segundo Cunha (1993, p.5), o psicodiagnóstico é um processo científico, 
limitado no tempo, que utiliza técnicas e testes psicológicos (input), em nível 
individual ou não, seja para entender problemas à luz de pressupostos teóricos, 
identificar e avaliar aspectos específicos ou para classificar o caso e prever seu 
curso possível, comunicando os resultados (output). O psicodiagnóstico é uma 
forma específica de avaliação psicológica, em ambos os processos não têm 
necessariamente4 que fazer uso de testes psicológicos. Mas, no entender de 
Nascimento (2005), quando se precisa de material fidedigno, passível de 
reaplicação, que permita conclusões confiáveis em curto tempo, para tomada de 
decisões, é preciso dispor de outros recursos além da entrevista, ainda que seja 
para comprovar alguma característica do examinando. 
Avaliação Psicológica é um conjunto de procedimentos para a tomada de 
informações de que se necessita e não deve ser entendida como um momento 
único em que um instrumento poderia ser suficiente para responder às questões 
relacionadas ao problema que se pretende investigar (GUZZO, 1995-2001, 
p.157). Este tipo de processo é a base da atuação do profissional da psicologia 
seja qual for sua área (clínica, escolar, organizacional, jurídica, e outras). Para 
Wechsler e Guzzo (1999), não há como ser um bom psicólogo se não entender 
o significado da avaliação psicológica como um processo de construção de um 
conhecimento sobre um fenômeno decorrente de uma escolha teórica e 
metodológica (apud PACHECO, 2005, p.12). 
A avaliação psicológica ou psicodiagnóstico configura uma situação com 
papéis bem definidos, e com um contrato no qual uma pessoa (o paciente) pede 
 
ajuda, e o outro (o psicólogo) aceita o pedido e se compromete a satisfazê-lo 
dentro de suas possibilidades. É um processo bi-pessoal5(psicólogo-
examinando ou paciente e/ou grupo familiar), cujo objetivo é investigar alguns 
aspectos em particular, de acordo com a sintomatologia e informações da 
indicação ou queixa. Abrange aspectos passados, presentes (diagnóstico) e 
futuros (prognóstico) do paciente. A avaliação psicológica não tem por objetivo 
somente identificar os aspectos deficitários ou patológicos do paciente, mas, em 
reconhecer os seus recursos potenciais e suas possibilidades. Ou seja, procura 
valorizar o que ele tem melhor, para viabilizar seus potenciais. Para Nascimento 
(2005), um bom diagnóstico se faz em parte por uma compreensão racional e 
em parte por uma compreensão empática (p.216). No entender de Yalom (2006, 
p.23), 
Embora um diagnóstico seja inquestionavelmente crucial nas 
considerações terapêuticas de muitas patologias graves com um substrato 
biológico (por exemplo, esquizofrenia, transtornos bipolares, transtornos afetivos 
maiores, epilepsia de lobo temporal, toxicidade farmacológica, doença orgânica 
ou cerebral decorrente de toxinas, causas degenerativas ou agentes 
infecciosos), ele é frequentemente contraproducente na psicoterapia comum dos 
pacientes com um comportamento menos grave. 
 
http://www.minutopsicologia.com.br 
 
Enfim, o psicodiagnóstico tem como perspectiva conseguir uma descrição 
e compreensão, o mais profunda e completamente possível da personalidade do 
paciente ou do grupo familiar, e sua conclusão será posteriormente transmitida, 
por escrito, através de um documento denominado Laudo Psicológico (OCAMPO 
et al., 1995). 
5.1 Laudo Psicológico 
O laudo é uma peça escrita na qual o perito expõe observações e 
conclusões a que chegou num processo de diagnóstico ou avaliação psicológica. 
Trata-se de um parecer técnico que visa subsidiar o profissional a tomar 
decisões. Segundo Guzzo e Pasquali (2001), deve-se evitar a sua devolução 
oral, porque pode ser facilmente distorcida. O laudo não é um documento 
exclusivo da área da psicologia, pode ser jurídico, pericial, pedagógico, etc. Uma 
outra definição da conta desse instrumento como um dos principais recursos 
para comunicar resultados de uma avaliação psicológica. Cujo objetivo é 
apresentar materialmente um resultado conclusivo de acordo com a finalidade 
proposta de consulta, estudo ou prova (ALCHIERI & CRUZ, 2003). Ainda para 
os autores, esse documento deve ser conclusivo e se restringir às informações 
estritamente necessárias à solicitação (objetivo da avaliação), com a intenção de 
preservar a privacidade do examinando. 
5.2 Psicodiagóstico e Psicoterapia 
Na visão de Friedenthal (apud SANTIAGO, 1995), a distinção entre estes 
dois processos é apenas teórica, considerando que na prática clínica, é 
impossível manter a fronteira entre terapia e psicodiagnóstico. As entrevistas 
diagnósticas se assemelhem às sessões de terapia, não somente pela 
interpretação que se faz, mas também pelas intervenções inerentes a essas 
situações, seja para esclarecer transferências ou para aliviar a ansiedade do 
paciente, etc. O psicodiagnóstico ocupa um lugar de destaque entre as opções 
nos serviços de psicologia, independente do motivo que leva o paciente a 
 
procurar a instituição. Ele deve ser utilizado como dispositivo para planejar, guiar 
e avaliar a escolha e indicação terapêutica fundamentada (MITO, 1995; 
MONACHESI, 1995). 
Calegaro (2002) diz que, entre outros, o objetivo da entrevista é de 
estabelecer rapport (será explicado mais adiante), coletar informações que 
revelem os problemas, avaliar o grau de estresse e psicopatologia da família 
(depressão, discórdia conjugal, ansiedade, agressividade, etc.). E assim, 
modificar o foco de crenças causais improváveis para fatores antecedentes e as 
consequências que o cercam, e, finalmente, atingir uma formulação diagnóstica 
e tratamento recomendado. O diagnóstico adequado é seguido de 
esclarecimentos e informações que pode minimizar o estresse experienciado 
pelo paciente e/ou família. É importante esclarecer quaisquer dúvidas, deixando 
a sensação de que as dificuldades foram compreendidas, e que estão sendo 
atendidas por um profissional capaz de recomendar meios que ajudem a resolver 
osproblemas verificados (CALEGARO, 2002). 
No entender de Cruz (2002), os fenômenos psicológicos nem sempre se 
mostram inteligíveis, em quaisquer das áreas e objetos de intervenções da 
psicologia. Portanto, não se configura numa tarefa fácil, pelo grau de 
complexidade e múltiplas determinações, equacionarem os eventos 
psicológicos. Por esse motivo é que se torna necessária a avaliação psicológica. 
Nesse sentido, Quinet (2002) diz que somente o olhar, assim armado pela razão, 
será capaz de perceber aquilo que não é visível a olho nu, fonte de equívocos, 
para chegar a perspícuas, a transparência (p.29). Afinal, uma das características 
básicas do conhecimento científico é o esforço em não restringir à descrição de 
fatos separados e isolados, mas tentar apresentá-los sob o estatuto do contexto 
e do estado da arte das pesquisas relacionadas (CRUZ, 2002, p.19). Quatro 
elementos essenciais configuram o campo da Avaliação Psicológica: 
 a) Objeto - Fenômenos ou processos psicológicos; b) Objetivo visado - 
Diagnosticar, compreender, avaliar a ocorrência de determinadas condutas; c) 
Campo Teórico - Sistema conceitual, estado da arte do conhecimento; d) Método 
- Condições através da qual é possível conhecer a forma de acesso ao que se 
pretende explorar. 
 
5.3 Enquadramento do processo psicodiagnóstico 
O enquadre desse processo consiste nos itens seguintes: Esclarecimento 
dos papéis respectivos; Lugar de realização das entrevistas; Horários e duração 
do processo (despertando para o fato de não torná-lo muito curto ou extenso); 
Honorários (caso se trate de consulta particular ou de instituição paga). Qualquer 
entrevista posterior à devolução requer o estabelecimento de um novo contrato 
que explicite o enquadre, as características e os objetivos da tarefa (VERTHELYI 
apud SANTIAGO, 1995). 
5.4 Etapas do processo psicodiagnóstico 
Primeiro contato, entrevista semidirigida (um ou duas) com o paciente ou 
seus pais, quando se trata de criança ou adolescente; Aplicação de testes e 
técnicas projetivas; Encerramento do processo: devolução oral ao paciente e/ou 
pais, familiares (uma ou duas entrevistas devolutivas), onde apresentam as 
conclusões diagnósticas e sugere os passos seguintes a serem trilhados: 
psicoterapia, encaminhamento para psiquiatra ou ambos; Informe por escrito 
(Laudo) para o solicitante. 
5.5 O Rapport 
Ao iniciar suas atividades de testagem, seja em qual área for o psicólogo 
deve realizar esta técnica que se ajusta ao seu papel de oferecer as condições 
psicológicas favoráveis ao manejo da assistência individual ou grupal. Quando 
se trata, principalmente, de seleção ou psicotécnico, é necessário que o 
examinador procure, em breves minutos, desmistificar alguns conceitos ou 
deturpações que, em geral, pairam no imaginário do senso comum, não somente 
sobre testes psicológicos, mas também em relação a quase todos os campos 
dessa atuação profissional. A psicologia ainda é, para prejuízo dessa categoria 
e da sociedade, uma ciência tabu que inclui medo, rejeição e atração num 
suposto caldeirão de inutilidades ou de poderes mágicos, misteriosos e 
 
fantásticos que lhe são atribuídos. Isto promove uma resistência nas pessoas 
em si trabalhar nessa especialidade, que seja por determinação ou no limite 
crítico do indispensável. Penso que a psicologia pode oferecer menos do que se 
imagina, e mais do que pode se esperar caso assim lhe permita. Enfim, esse 
momento do rapport consiste em o profissional respaldar o (s) paciente(s), 
examinando(s), trazê-lo(s) para o princípio da realidade, e se fazer agente de 
motivação e solicitude. 
6 APLICAÇÃO DOS TESTES PSICOLÓGICOS 
Os instrumentos técnicos, a exemplo dos testes psicológicos representam 
a única área de atuação que é privativa dos psicólogos (HUTZ & BANDEIRA, 
2003). São de uso exclusivo dos psicólogos que, para gerenciá-los, requer 
treinamento e conhecimento específicos. Uma vez que os testes obedecem a 
uma série de regras para sua aplicação chamada de Padronização da Aplicação 
dos Testes, que implicam em vários procedimentos: Administração dos testes na 
aplicação; Questões relacionadas ao aplicador ou examinador; e Questões 
específicas que dizem Respeito ao(s) examinado(s) ou testando(s). 
 
http://educamais.com 
 
6.1 Administração dos Testes na Aplicação 
Os procedimentos na aplicação dos testes têm como objetivo garantir a 
sua validade, porque, mesmo dada a sua condição técnica e científica, um teste 
pode produzir resultados inválidos se for mal aplicado. Assim, deve seguir à risca 
as instruções e recomendações que explicitam os seus manuais. Sem, 
entretanto, como dizem Alchieri & Cruz (2003), assumir uma postura 
estereotipada e rígida. Como se espera saber o nível de aptidão ou as 
preferências do testando, este deve se sentir na sua melhor forma para agir de 
acordo com as suas habilidades, e não sob a interferência de distratores 
ambientais. No processo de aplicação levam-se em consideração alguns 
aspectos indispensáveis para a realização satisfatória dessa atividade: 
Qualidade do ambiente físico; Qualidade do ambiente psicológico; e Material de 
testagem. 
6.2 A Qualidade do Ambiente Físico 
Todas as estruturas do ambiente físico devem colocar o testando em 
favorável disposição de reação. De forma que é preciso considerar as condições 
do local de trabalho: cadeira, mesa, espaço físico; Atmosféricas: iluminação, 
temperatura, higiene; De silêncio: isolamento acústico. 
6.3 A Qualidade do Ambiente Psicológico 
O psicólogo deve atenuar o nível de ansiedade do(s) examinando(s) a um 
mínimo possível através do rapport, bem como: a) Verificar se o(s) 
examinando(s) apresenta(m) alguma dificuldade de saúde e/ou impedimentos 
relacionados (ALCHIERI & CRUZ, 2003); b) Esclarecer o(s) examinado(s) de 
modo que ele(s) compreenda(m) exatamente as tarefas a serem executadas; c) 
Memorizar as instruções e ministrá-las em voz alta e pausada, de uma única vez, 
e igual para todos (qualquer mudança implica em alteração ou invalidade dos 
resultados). 
 
6.4 Material de Testagem 
Todo material que será utilizado no processo de aplicação deve constar 
em quantidade a mais do número de candidato ou examinando: Quando se trata 
de material reutilizável verificar se está em perfeito estado (ALCHIERI & CRUZ, 
2003); Cadernos de exercício; Folhas de resposta; Papel ofício A4 e lápis 
específicos conforme o teste (para o H.T.P - teste da casa/árvore/pessoa -, por 
exemplo, exige-se o grafite no 2). 
6.5 Questões Relacionadas ao Aplicador ou Examinador 
6.6 Das Condições Técnicas do Aplicador 
Segundo Anastásia e Ordena (2000), muitas das questões sobre o rigor e 
o valor da avaliação psicológica passam pela atuação do psicólogo que a realiza, 
assim sendo, exige-se dele que apresente tais condições mínimas: a) 
Conhecimento atualizado da literatura e de pesquisas disponíveis sobre o 
comportamento humano e sobre o instrumental psicológico; b) Treinamento 
específico para o uso dos instrumentos; c) Domínio sobre os critérios 
estabelecidos para avaliar e interpretar resultados obtidos; d) Capacidade para 
considerar os resultados obtidos à luz das informações mais amplas sobre o 
indivíduo, contextualizando-os; e) Seguir as orientações existentes sobre 
organizações dos laudos finais e, acima de tudo, garantir princípios éticos quanto 
ao sigilo e à proteção ao(s) indivíduo(s) avaliado(s) (apud PACHECO, 2005). 
6.7 Modo de Atuação do Aplicador 
 O aplicador ou examinador também deve ter cuidados com os itens 
seguintes: a) Não aceitar pressão quanto ao emprego de determinados 
instrumentos a fim de reduzir os custos para empresa ou escola, que interfiram 
na qualidadedo trabalho (ALCHIERI & CRUZ, 2003); b) Fazer prevalecer o 
princípio da isonomia, que consiste em tratar a todos do mesmo modo (remarcar 
um teste para um candidato, por exemplo, é dar tratamento diferenciado, o que 
 
infringe este princípio legal); c) Não responder as questões dos examinandos 
com maiores detalhes do que os permitidos pelo manual (ALCHIERI & CRUZ, 
2003). Ou seja, as dúvidas sobre todas as questões devem ser esclarecidas sem 
que o aplicador dê indicativo de resposta (este item é mais delicado quando se 
trata de criança ou pessoa com cuidados especiais); d) Usar um vocabulário 
apropriado (sem: gíria, jargão psicológico, palavras chulas ou rebuscadas); 
procurar ter equilíbrio emocional; e evitar interrupções durante a testagem; e) 
Evitar a familiarização do público com os conteúdos dos testes, o que perderia 
sua característica avaliativa; assegurar que os testes são utilizados por 
examinador qualificado; controlar a comercialização dos testes psicológicos; 
considerar as condições em que foram realizados os testes, quando for apurar e 
interpretar seus resultados; f) A aparência, nesse tipo de atividade, o aplicador 
não é livre para usar qualquer roupa, uma vez que esta variável interfere nos 
resultados. Recomendam-se roupas limpas e adequadas, ou seja, formais, 
discretas, nunca “chamativas” ou sensuais; e o uso moderado de perfume. Tem 
pessoas muito sensíveis à odores, que podem se sentir incomodadas ao lado ou 
na mesma sala com a fragrância muito forte de uma outra. Se for uma grávida o 
incômodo pode ser ainda mais acentuado. 
6.8 Controle dos Vieses do Aplicador 
A postura do aplicador pode afetar o processo. Pesquisas conclusivas dão 
conta de sua grande interferência nos resultados. O psicólogo é um ser humano 
com seus problemas, etc., como os demais, mas também é um técnico, e por 
isto mesmo deve estar consciente desta influência, para procurar minimizá-la. 
Espera-se que tenha adquirido habilidades próprias da profissão, das quais faça 
uso em situação de testagem, a exemplo, do autoconhecimento mais elaborado 
que lhe permita conhecer melhor as suas aptidões e limitações. Para ser 
psicólogo, Calligaris (2004) diz que não é necessário ser “normais” nem é preciso 
estarmos curados de nossas neuroses, mas seria bem-vindo que a gente não se 
tomasse pelo ouro do mundo (p.92). Ou seja, entre outros, a arrogância, parece 
mais comprometedora em quaisquer dos processos desse exercício profissional. 
 
6.3 - Questões Específicas que Dizem Respeito ao(s) Examinado(s) ou 
Testando(s) 
6.9 Os Direitos dos Testandos 
No Brasil, a atuação do psicólogo na testagem é considerada uma 
atividade pericial. Por lei, os peritos devem prestar serviço de qualidade à 
sociedade, e esta qualidade pode ser cobrada judicialmente. Isto é, o psicólogo 
responde até criminalmente por sua conduta na área dos testes psicológicos. Os 
direitos do testando, de modo geral, são norteados pelos comitês de ética em 
Psicologia e pelas normas para Testagem Educacional e Psicológica da 
American Psychological Association (APA), nos seguintes aspectos: a) 
Consentimento dos testandos ou seus representantes legais, antes da 
realização da testagem. As exceções a esta regra são: Testagem por 
determinação legal (perícia) ou governamental (testagem nacional); Testagem 
como parte de atividades escolares regulares; Testagem de seleção, em que a 
participação implica consentimento; b) Testagem em escolares e 
aconselhamento, os sujeitos têm o direito a explicações em linguagem que eles 
compreendam sobre os resultados que os testes irão produzir e das 
recomendações que deles decorram; c) Testagem em escolas, clínicas, quando 
os escores são utilizados para tomar decisões que afetam os testandos, estes 
ou seus representantes legais têm o direito de conhecer seu escore e sua 
interpretação. 
 
 
http://www.fiquebeminformado.com.br 
6.10 Sigilo e Divulgação dos Resultados 
O candidato (empresa), paciente (clínica), orientando (clínica e escola) 
que submetem aos testes tem o direito a toda e qualquer informação que desejar; 
O solicitante da testagem, dono da empresa, no caso da seleção ou juiz, no caso 
pericial (mas, as informações serão estritamente relacionadas ao motivo da 
solicitação). O sigilo e a segurança dos resultados dos testes devem seguir as 
normas seguintes: a) Os arquivos devem ser seguros, de modo que ninguém 
possa ter acesso a um dado sem a autorização do profissional responsável; b) 
O código de ética do psicólogo diz: É dever do psicólogo respeitar o sigilo 
profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das 
pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional 
(Art. 9º, 2005, p.13). 
7 PARÂMETROS PSICOMÉTRICOS 
Para Alchieri e Cruz (2003, p.59), os instrumentos psicométricos estão 
basicamente fundamentados em valores estatísticos que indicam sua 
sensibilidade (ou adaptabilidade do teste ao grupo examinado), sua precisão 
 
(fidedignidade nos valores quanto à confiabilidade e estabilidade dos resultados) 
e validade (segurança de que o teste mede o que se deseja medir), como será 
visto em alguns detalhes a seguir: 
Validade e Precisão: A avaliação objetiva dos testes psicológicos inclui, 
em geral, a determinação da sua validade e da sua precisão em situações 
específicas. Segundo Pasquali (2001), costuma-se definir a validade de um teste 
dizendo que ele é válido se de fato mede o que supostamente deve medir 
(p.112). A validade é a questão mais importante a ser proposta com relação a 
qualquer teste psicológico, uma vez que, apresenta uma verificação direta do 
teste satisfazer sua função. 
Pasquali (2001) considera que o conceito de precisão ou fidedignidade se 
refere ao quanto o escore obtido no teste se aproxima do escore verdadeiro do 
sujeito num traço qualquer. O termo precisão, quando usado em psicometria, 
sempre significa estabilidade ou consistência. Precisão do teste é a consistência 
dos resultados obtidos pelo mesmo indivíduo, quando retestado com o mesmo 
teste, ou com uma forma equivalente. Antes de um teste psicológico ser 
apresentado para o uso geral, é preciso realizar uma verificação completa e 
objetiva de sua precisão. 
Padronização da Administração do Teste (Normas): Num sentido geral, a 
padronização se refere à necessária uniformidade em todos os procedimentos 
no uso de um teste válido e preciso. Desde as precauções a serem tomadas na 
aplicação até os parâmetros ou critérios para interpretar os resultados obtidos 
(PASQUALI, 2001). O teste psicológico foi descrito, na definição inicial, como 
uma medida padronizada. A padronização implica em uniformidade do processo 
de avaliação do teste. Se vamos comparar os resultados obtidos por diferentes 
indivíduos, as condições de aplicação devem ser, evidentemente, iguais para 
todos. Padronização = uniformidade na aplicação dos testes, e Normatização = 
uniformidade na interpretação dos escores dos testes. 
 
8 ÁREAS DE ATUAÇÃO DO (A) PSICÓLOGO (A) 
Resolução nº 13 / 2007 - Revoga as Resoluções CFP nº 14/2000, 
02/2001, 03/2002, 05/2003, 02/2004, 033/2005, 04/2005, 08/2005, 13/2005, 
14/2005. Institui a Consolidação das Resoluções relativas ao Título Profissional 
de Especialista em Psicologia e dispõe sobre normas e procedimentos para seu 
registro. 
http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/legislacao/legislacaoDoc
umentos/resolucao2007_13.doc 
A Comissão Permanente de Orientação e Fiscalização (COF), ressalta as 
seguintes informações a respeito do exercício profissional do(a) psicólogo(a) nas 
diversas áreas de atuação da psicologia: 
1. A formação do psicólogo o habilita a atuar emqualquer uma das áreas 
da psicologia, descritas na Resolução CFP 13/2007, sendo elas: Psicologia 
Escolar/Educacional; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Psicologia de 
Trânsito; Psicologia Jurídica; Psicologia do Esporte; Psicologia Clínica; 
Psicologia Hospitalar; Psicopedagogia; Psicomotricidade; Psicologia Social; 
Neuropsicologia. 
2. Sendo assim, segue abaixo a descrição destas áreas de atuação da 
psicologia, conforme o anexo II da Resolução CFP 03/2007: 
2.1. Psicólogo especialista em Psicologia Escolar/Educacional 
Atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e 
intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente. Envolve, em sua 
análise e intervenção, todos os segmentos do sistema educacional que 
participam do processo de ensino- aprendizagem. Nessa tarefa, considera as 
características do corpo docente, do currículo, das normas da instituição, do 
material didático, do corpo discente e demais elementos do sistema. Em conjunto 
com a equipe, colabora com o corpo docente e técnico na elaboração, 
implantação, avaliação e reformulação de currículos, de projetos pedagógicos, 
de políticas educacionais e no desenvolvimento de novos procedimentos 
educacionais. No âmbito administrativo, contribui na análise e intervenção no 
clima educacional, buscando melhor funcionamento do sistema que resultará na 
 
realização dos objetivos educacionais. Participa de programas de orientação 
profissional com a finalidade de contribuir no processo de escolha da profissão 
e em questões referentes à adaptação do indivíduo ao trabalho. Analisa as 
características do indivíduo portador de necessidades especiais para orientar a 
aplicação de programas especiais de ensino. Realiza seu trabalho em equipe 
interdisciplinar, integrando seus conhecimentos àqueles dos demais 
profissionais da educação. Para isso realiza tarefas como, por exemplo: a) 
aplicar conhecimentos psicológicos na escola, concernentes ao processo 
ensino-aprendizagem, em análises e intervenções psicopedagógicas; referentes 
ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à integração família-
comunidade-escola, para promover o desenvolvimento integral do ser; b) 
analisar as relações entre os diversos segmentos do sistema de ensino e sua 
repercussão no processo de ensino para auxiliar na elaboração de 
procedimentos educacionais capazes de atender às necessidades individuais; c) 
prestar serviços diretos e indiretos aos agentes educacionais, como profissional 
autônomo, orientando programas de apoio administrativo e educacional; d) 
desenvolver estudos e analisar as relações homem-ambiente físico, material, 
social e cultural quanto ao processo ensino-aprendizagem e produtividade 
educacional; e) desenvolver programas visando a qualidade de vida e cuidados 
indispensáveis às atividades acadêmicas; f) implementar programas para 
desenvolver habilidades básicas para aquisição de conhecimento e o 
desenvolvimento humano; g) validar e utilizar instrumentos e testes psicológicos 
adequados e fidedignos para fornecer subsídios para o replanejamento e 
formulação do plano escolar, ajustes e orientações à equipe escolar e avaliação 
da eficiência dos programas educacionais; h) pesquisar dados sobre a realidade 
da escola em seus múltiplos aspectos, visando desenvolver o conhecimento 
científico. 
 
 
Fonte:www.apadapiaui.org.br 
2.2. Psicólogo especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho 
Atua em atividades relacionadas a análise e desenvolvimento 
organizacional, ação humana nas organizações, desenvolvimento de equipes, 
consultoria organizacional, seleção, acompanhamento e desenvolvimento de 
pessoal, estudo e planejamento de condições de trabalho, estudo e intervenção 
dirigidos à saúde do trabalhador. Desenvolve, analisa, diagnostica e orienta 
casos na área da saúde do trabalhador, observando níveis de prevenção, 
reabilitação e promoção de saúde. Participa de programas e/ou atividades na 
área da saúde e segurança de trabalho, subsidiando os quanto a aspectos 
psicossociais para proporcionar melhores condições ao trabalhador. Atua como 
consultor interno/externo, participando do desenvolvimento das organizações 
sociais, para facilitar processos de grupo e de intervenção psicossocial nos 
diferentes níveis hierárquicos de organizações. Planeja e desenvolve ações 
destinadas a equacionar as relações de trabalho, o sentido de maior 
produtividade e da realização pessoal dos indivíduos e grupos inseridos nas 
organizações, estimulando a criatividade, para buscar melhor qualidade de vida 
no trabalho. Participa do processo de desligamento de funcionários de 
organizações, em processos de demissões e na preparação para 
aposentadorias, a fim de colaborar com os indivíduos na elaboração de novos 
 
projetos de vida. Elabora, executa e avalia, em equipe multiprofissional, 
programas de desenvolvimento de recursos humanos. Participa dos serviços 
técnicos da empresa, colaborando em projetos de construção e adaptação dos 
instrumentos e equipamentos de trabalho ao homem, bem como de outras 
iniciativas relacionadas a ergonomia. Realiza pesquisas e ações relacionadas à 
saúde do trabalhador e suas condições de trabalho. Participa da elaboração, 
implementação e acompanhamento das políticas de recursos humanos. Elaborar 
programas de melhoria de desempenho, aproveitando o potencial e 
considerando os aspectos motivacionais relacionados ao trabalho. Atua na 
relação capital/trabalho no sentido de equacionar e dar encaminhamento a 
conflitos organizacionais. Desempenha atividades relacionadas ao 
recrutamento, seleção, orientação e treinamento, análise de ocupações e 
profissiográficas e no acompanhamento de avaliação de desempenho de 
pessoal, atuando em equipes multiprofissionais. Utiliza métodos e técnicas da 
psicologia aplicada ao trabalho, como entrevistas, testes, provas, dinâmicas de 
grupo, etc. para subsidiar as decisões na área de recursos humanos como: 
promoção, movimentação de pessoal, incentivo, remuneração de carreira, 
capacitação e integração funcional e promover, em consequência, a auto-
realização no trabalho. 
2.3. Psicólogo especialista em Psicologia de Trânsito 
Procede ao estudo no campo dos processos psicológicos, psicossociais 
e psicofísicos relacionados aos problemas de trânsito; realiza diagnóstico da 
estrutura dinâmica dos indivíduos e grupos nos aspectos afetivos, cognitivos e 
comportamentais; colabora na elaboração e implantação de ações de 
engenharia e operação de tráfego; desenvolve ações sócio-educativas com 
pedestres, ciclistas, condutores infratores e outros usuários da via; desenvolve 
ações educativas com: diretores e instrutores dos Centros de Formação de 
Condutores, examinadores de trânsito e professores dos diferentes níveis de 
ensino; realiza pesquisas científicas no campo dos processos psicológicos, 
psicossociais e psicofísicos, para elaboração e implantação de programas de 
saúde, educação e segurança do trânsito; realiza avaliação psicológica em 
condutores e candidatos à carteira de habilitação; participa de equipes 
 
multiprofissionais no planejamento e realização das políticas de segurança para 
o trânsito; analisa os acidentes de trânsito, considerando os diferentes fatores 
envolvidos para sugerir formas de evitar e/ou atenuar as suas incidências; 
elabora laudos, pareceres psicológicos, relatórios técnicos e científicos; 
desenvolve estudos sobre o fator humano para favorecer a elaboração e 
aplicação de medidas de segurança; elabora e aplica técnicas de mensuração 
das aptidões, habilidades e capacidades psicológicas dos condutores e 
candidatos à habilitação, atuando em equipes multiprofissionais,para aplicar os 
métodos psicotécnicos de diagnóstico; dialoga com os profissionais da área 
médica e da educação (instrutores /professores/examinadores) por meio de 
estudos de caso de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação; desenvolve 
estudos de campo e em laboratório, do comportamento individual e coletivo em 
diferentes situações no trânsito para sugerir medidas preventivas; estuda os 
efeitos psicológicos do uso de drogas e outras substâncias químicas na situação 
de trânsito; presta assessoria e consultoria a órgãos públicos e privados nas 
questões relacionadas ao trânsito e transporte; e atua como perito em exames 
de habilitação, reabilitação ou readaptação profissional. 
2.4. Psicólogo especialista em Psicologia Jurídica 
Atua no âmbito da Justiça, colaborando no planejamento e execução de 
políticas de cidadania, direitos humanos e prevenção da violência, centrando sua 
atuação na orientação do dado psicológico repassado não só para os juristas 
como também aos indivíduos que carecem de tal intervenção, para possibilitar a 
avaliação das características de personalidade e fornecer subsídios ao processo 
judicial, além de contribuir para a formulação, revisão e interpretação das leis: 
Avalia as condições intelectuais e emocionais de crianças, adolescentes e 
adultos em conexão com processos jurídicos, seja por deficiência mental e 
insanidade, testamentos contestados, aceitação em lares adotivos, posse e 
guarda de crianças, aplicando métodos e técnicas psicológicas e/ou de 
psicometria, para determinar a responsabilidade legal por atos criminosos; atua 
como perito judicial nas varas cíveis, criminais, Justiça do Trabalho, da família, 
da criança e do adolescente, elaborando laudos, pareceres e perícias, para 
serem anexados aos processos, a fim de realizar atendimento e orientação a 
 
crianças, adolescentes, detentos e seus familiares ; orienta a administração e os 
colegiados do sistema penitenciário sob o ponto de vista psicológico, usando 
métodos e técnicas adequados, para estabelecer tarefas educativas e 
profissionais que os internos possam exercer nos estabelecimentos penais; 
realiza atendimento psicológico a indivíduos que buscam a Vara de Família, 
fazendo diagnósticos e usando terapêuticas próprias, para organizar e resolver 
questões levantadas; participa de audiência, prestando informações, para 
esclarecer aspectos técnicos em psicologia a leigos ou leitores do trabalho 
pericial psicológico; atua em pesquisas e programas sócio-educativos e de 
prevenção à violência, construindo ou adaptando instrumentos de investigação 
psicológica, para atender às necessidades de crianças e adolescentes em 
situação de risco, abandonados ou infratores; elabora petições sempre que 
solicitar alguma providência ou haja necessidade de comunicar se com o juiz 
durante a execução de perícias, para serem juntadas aos processos; realiza 
avaliação das características das personalidade, através de triagem psicológica, 
avaliação de periculosidade e outros exames psicológicos no sistema 
penitenciário, para os casos de pedidos de benefícios, tais como transferência 
para estabelecimento semi aberto, livramento condicional e/ou outros 
semelhantes. Assessora a administração penal na formulação de políticas 
penais e no treinamento de pessoal para aplica-las. Realiza pesquisa visando à 
construção e ampliação do conhecimento psicológico aplicado ao campo do 
direito. Realiza orientação psicológica a casais antes da entrada nupcial da 
petição, assim como das audiências de conciliação. Realiza atendimento a 
crianças envolvidas em situações que chegam às instituições de direito, visando 
à preservação de sua saúde mental. Auxilia juizados na avaliação e assistência 
psicológica de menores e seus familiares, bem como assessorá-los no 
encaminhamento a terapia psicológicas quando necessário. Presta atendimento 
e orientação a detentos e seus familiares visando à preservação da saúde. 
Acompanha detentos em liberdade condicional, na internação em hospital 
penitenciário, bem como atuar no apoio psicológico à sua família. Desenvolve 
estudos e pesquisas na área criminal, constituindo ou adaptando o instrumentos 
de investigação psicológica. 
 
 
http://psicoativo.com 
2.5. Psicólogo especialista em Psicologia do Esporte 
A atuação do psicólogo do esporte está voltada tanto para o esporte de 
alto rendimento, ajudando atletas, técnicos e comissões técnicas a fazerem uso 
de princípios psicológicos para alcançar um nível ótimo de saúde mental, 
maximizar rendimento e otimizar a performance, quanto para a identificação de 
princípios e padrões de comportamentos de adultos e crianças participantes de 
atividades físicas. Estuda, identifica e compreende teorias e técnicas 
psicológicas que podem ser aplicadas ao contexto do esporte e do exercício 
físico, tanto em nível individual – o atleta ou indivíduo praticante – como grupal 
– equipes esportivas ou de praticantes de atividade física. Sua atuação é tanto 
diagnóstica, desenvolvendo e aplicando instrumentos para determinação de 
perfil individual e coletivo, capacidade motora e cognitiva voltada para a prática 
esportiva, quanto interventiva atuando diretamente na transformação de padrões 
de comportamento que interferem na prática da atividade física regular e/ou 
competitiva. Realiza estudos e pesquisas individualmente ou em equipe 
multidisciplinar, observando o contexto da atividade esportiva competitiva e não 
competitiva, a fim de conhecer elementos do comportamento do atleta, comissão 
técnica, dirigentes e torcidas; realiza atendimentos individuais ou em grupo, 
empregando técnicas psicoterápicas adequadas à situação, com o intuito de 
 
preparar o desempenho da atividade do ponto de vista psicológico; elabora e 
participa de programas e estudos de atividades esportivas educacionais, de lazer 
e de reabilitação, orientando a efetivação do esporte não competitivo de caráter 
profilático e recreacional, para conseguir o bem-estar e qualidade de vida dos 
indivíduos; desenvolve ações para a melhoria planejada e sistemática das 
capacidades psíquicas individuais voltadas para otimizar o rendimento de atletas 
de alto rendimento bem como de comissões técnicas e dirigentes; participa, em 
equipe multidisciplinar, da preparação de estratégias de trabalho objetivando o 
aperfeiçoamento e ajustamento do praticante aos objetivos propostos, 
procedendo ao exame de suas características psicológicas; participa, 
juntamente com a equipe multidisciplinar, da observação e acompanhamento de 
atletas e equipes esportivas, visando o estudo das variáveis psicológicas que 
interferem no desempenho de suas atividades específicas como treinos e 
competições. Orienta pais ou responsáveis nas questões que se referem a 
escolha da modalidade esportiva e a consequente participação em treinos e 
competições, bem como o desenvolvimento de uma carreira profissional, e as 
implicações dessa escolha no ciclo de desenvolvimento da criança. Colabora 
para a compreensão e transformação das relações de educadores e técnicos 
com os alunos e atletas no processo de ensino e aprendizagem, e nas relações 
inter e intrapessoais que ocorrem nos ambientes esportivos. Colabora para a 
adesão e participação aos programas de atividades físicas da população em 
geral ou portadora de necessidades especiais. 
2.6. Psicólogo especialista em Psicologia Clínica 
Atua na área específica da saúde, em diferentes contextos, através de 
intervenções que visam reduzir o sofrimento do homem, levando em conta a 
complexidade do humano e sua subjetividade. Estas intervenções tanto podem 
ocorrer a nível individual, grupal, social ou institucional e implicam em uma 
variadagama de dispositivos clínicos já consagrados ou a serem desenvolvidos, 
tanto em perspectiva preventiva, como de diagnóstico ou curativa. Sua atuação 
busca contribuir para a promoção de mudanças e transformações visando o 
benefício de sujeitos, grupos, situações, bem como a prevenção de dificuldades. 
Atua no estudo, diagnóstico e prognóstico em situações de crise, em problemas 
 
do desenvolvimento ou em quadros psicopatológicos, utilizando, para tal, 
procedimentos de diagnóstico psicológico tais como: entrevista, utilização de 
técnicas de avaliação psicológica e outros. Desenvolve trabalho de orientação, 
contribuindo para reflexão sobre formas de enfrentamento das questões em 
jogo. Desenvolve atendimentos terapêuticos, em diversas modalidades, tais 
como psicoterapia individual, de casal, familiar ou em grupo, psicoterapia lúdica, 
terapia psicomotora, arteterapia, orientação de pais e outros. Atua junto a 
equipes multiprofissionais, identificando, compreendendo e atuando sobre 
fatores emocionais que intervêm na saúde geral do indivíduo, especialmente em 
unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais. Atua em contextos 
hospitalares, na preparação de pacientes para a entrada, permanência e alta 
hospitalar, inclusive pacientes terminais, participando de decisões com relação 
à conduta a ser adotada pela equipe, para oferecer maior apoio, equilíbrio e 
proteção aos pacientes e seus familiares. Participa de instituições específicas de 
saúde mental, como hospitais-dia, unidades psiquiátricas e outros, podendo 
intervir em quadros psicopatológicos, tanto individual como grupalmente, 
auxiliando no diagnóstico e no esquema terapêutico proposto em equipe. Atende 
a gestante, no acompanhamento ao processo de gravidez, parto e puerpério, 
contribuindo para que a mesma possa integrar suas vivências emocionais e 
corporais. Atua junto aos indivíduos ou grupos na prevenção, orientação e 
tratamento de questões relacionadas a fases de desenvolvimento, tais como 
adolescência, envelhecimento e outros. Participa de programas de atenção 
primária e centros e postos de saúde na comunidade, organizando grupos 
específicos na prevenção de doenças ou no desenvolvimento de formas de lidar 
com problemas específicos já instalados, procurando evitar seu agravamento em 
contribuir ao bem estar psicológico. Acompanha programas de pesquisa, 
treinamento e desenvolvimento de políticas de saúde mental, participando de 
sua elaboração, coordenação, implementação e supervisão, para garantir a 
qualidade da atenção à saúde mental em nível de macro e microsistema. 
2.7. Psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar 
Atua em instituições de saúde, participando da prestação de serviços de 
nível secundário ou terciário da atenção a saúde. Atua também em instituições 
 
de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa, visando o 
aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de 
competência, ou a complementação da formação de outros profissionais de 
saúde de nível médio ou superior, incluindo pós-graduação lato e stricto sensu. 
Atende a pacientes, familiares e/ou responsáveis pelo paciente; membros da 
comunidade dentro de sua área de atuação; membros da equipe 
multiprofissional e eventualmente administrativa, visando o bem estar físico e 
emocional do paciente; e, alunos e pesquisadores, quando estes estejam 
atuando em pesquisa e assistência. Oferece e desenvolve atividades em 
diferentes níveis de tratamento, tendo como sua principal tarefa a avaliação e 
acompanhamento de intercorrências psíquicas dos pacientes que estão ou serão 
submetidos a procedimentos médicos, visando basicamente a promoção e/ou a 
recuperação da saúde física e mental. Promove intervenções direcionadas à 
relação médico/paciente, paciente/família, e paciente/paciente e do paciente em 
relação ao processo do adoecer, hospitalização e repercussões emocionais que 
emergem neste processo. O acompanhamento pode ser dirigido a pacientes em 
atendimento clínico ou cirúrgico, nas diferentes especialidades médicas. Podem 
ser desenvolvidas diferentes modalidades de intervenção, dependendo da 
demanda e da formação do profissional específico; dentre elas ressaltam-se: 
atendimento psicoterapêutico; grupos psicoterapêuticos; grupos de 
psicoprofilaxia; atendimentos em ambulatório e Unidade de Terapia Intensiva; 
pronto atendimento; enfermarias em geral; psicomotricidade no contexto 
hospitalar; avaliação diagnóstica; psicodiagnóstico; consultoria e 
interconsultoria. No trabalho com a equipe multidisciplinar, preferencialmente 
interdisciplinar, participa de decisões em relação à conduta a ser adotada pela 
equipe, objetivando promover apoio e segurança ao paciente e família, 
aportando informações pertinentes à sua área de atuação, bem como na forma 
de grupo de reflexão, no qual o suporte e manejo estão voltados para possíveis 
dificuldades operacionais e/ou subjetivas dos membros da equipe. 
 
2.8. Psicólogo especialista em Psicopedagogia 
 
 
Fonte: www.123rf.com 
Atua na investigação e intervenção nos processos de aprendizagem de 
habilidades e conteúdos acadêmicos. Busca a compreensão dos processos 
cognitivos, emocionais e motivacionais, integrados e contextualizados na 
dimensão social e cultural onde ocorrem. Trabalha para articular o significado 
dos conteúdos veiculados no processo de ensino, com o sujeito que aprende na 
sua singularidade e na sua inserção no mundo cultural e social concreto. Na 
relação com o aluno, o profissional estabelece uma investigação que permite 
levantar uma série de hipóteses indicadoras das estratégias capazes de criar a 
intervenção que facilite uma vinculação satisfatória ou mais adequada para a 
aprendizagem. Ao lado desse aspecto, o profissional também trabalha a postura, 
a disponibilidade e a relação com a aprendizagem, afim de que o aluno torne-se 
o agente de seu processo, aproprie-se do seu saber, alcançando autonomia e 
independência para construir seu conhecimento e exercitar-se na tarefa de uma 
correta autovalorização. Na escola, o profissional trabalha contribuindo com uma 
visão mais integrada da aprendizagem, possibilitando a recondução e integração 
do aluno na dinâmica escolar facilitadora de seu desenvolvimento. Contribui na 
detecção de problemas de aprendizagem do aluno, atendendo-o em suas 
necessidades e permitindo sua permanência no ensino regular. Nesse sentido 
sua intervenção possibilita a redução significativa dos índices de fracasso 
 
escolar. Atua utilizando instrumental especializado, sistema específico de 
avaliação e estratégias, capazes de atender o aluno e sua individualidade, 
auxiliando em sua produção escolar e para além dela, colocando-os em contato 
com suas reações, diante da tarefa e dos vínculos com o objeto do 
conhecimento. Dessa forma, resgata, positivamente, o ato de aprender. O 
psicólogo especialista em psicopedagogia, nesse processo, promove: o 
levantamento, a compreensão e análise das práticas escolares e suas relações 
com a aprendizagem; o apoio psicopedagógico a todos os trabalhos realizados 
no espaço da escola; a ressignificação da unidade ensino/aprendizagem, a partir 
das relações que o sujeito estabelece entre o objeto de conhecimento e suas 
possibilidades de conhecer, observar e refletir, a partir das informações que já 
possui; a prevenção de fracassos na aprendizagem e a melhoria da qualidade 
do desempenho escolar. Esse trabalho pode ser desenvolvido em diferentes 
níveis, propiciando aos educadores conhecimentos para: a reconstrução de seus 
próprios modelos de aprendizagem, de modo que, ao se perceberem também 
como aprendizes, revejam seus modelos de ensinantes; a identificação dasdiferentes etapas do desenvolvimento evolutivo dos alunos e compreensão de 
sua relação com a aprendizagem; o diagnóstico do que é possível ser melhorado 
no próprio ambiente escolar e do que precisa ser encaminhado para profissionais 
fora da escola; a percepção de como se processou a evolução dos 
conhecimentos na história da humanidade, para compreender melhor o processo 
de construção de conhecimentos dos alunos; as intervenções para a melhoria 
da qualidade do ambiente escolar; a compreensão da competência técnica e do 
compromisso político presentes em todas as dimensões do sujeito. A partir da 
eficiência constatada na prática profissional, o psicólogo estrutura um corpo de 
conhecimentos e um vasto campo de interligação e produção de conhecimento 
sobre os fenômenos envolvidos no processo de aprendizagem humana. 
2.9. Psicólogo especialista em Psicomotricidade 
Atua nas áreas de Educação, Reeducação e Terapia Psicomotora, 
utilizando-se de recursos para o desenvolvimento, prevenção e reabilitação do 
ser humano. Participa de planejamento, elaboração, programação, 
implementação, direção, coordenação, análise, organização, supervisão, 
 
avaliação de atividades clínicas e parecer psicomotor em clínicas de reabilitação, 
nos serviços de assistência escolar, escolas especiais, hospitais associações e 
cooperativas; presta auditoria, consultoria, assessoria; dá assistência e 
tratamento especializado, visando a preparação para atividades esportivas, 
escolares e clínicas. Elabora informes técnico-científicos, gerenciamento de 
projetos de desenvolvimento de produtos e serviços, assistência e educação 
psicomotora a indivíduos ou coletividades, em instituições públicas ou privadas, 
estudos e pesquisas mercadológicas, estudos, trabalhos e pesquisas 
experimentais e dá parecer técnico-científico, desde que relacionadas com as 
áreas de clínica, educação e saúde em psicomotricidade. Por meio da 
participação em equipes multidisciplinares, criadas por entidades públicas ou 
privadas, planeja, coordena, supervisiona, implementa, executa e avalia 
programas, cursos nos diversos níveis, pesquisas ou eventos de qualquer 
natureza, direta ou indiretamente relacionadas com atividades psicomotoras, 
que envolvam os aspectos psíquicos, afetivos, relacionais, cognitivos, mentais, 
junto a atividade corporal. Atua em projetos pedagógicos das escolas, 
concentrando sua ação na orientação dos profissionais da instituição, mostrando 
a importância dos aspectos do desenvolvimento psicomotor na evolução do 
desenvolvimento infantil. Atua no campo profilático (educativo e preventivo) nas 
creches, escolas, escolas especiais e vem possibilitar ao sujeito um 
desenvolvimento integrado às interfaces dos aspectos afetivo, cognitivo e social, 
pela via da ação e da atividade lúdica, que constituem os alicerces do acesso ao 
pensamento. Este processo pode se dar individualmente ou em grupo através 
das técnicas psicomotoras. Atua junto à crianças em fase de desenvolvimento: 
bebês de alto risco, crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento 
global; crianças portadoras de necessidades especiais (deficiências sensoriais, 
preceptivas, motoras, mentais e relacionais) em consequência de lesões. Atua 
junto à adultos portadores de deficiências sensoriais, perceptivas, motoras, 
mentais e relacionais. Atua junto à família na orientação de atividades para 
estimular o desenvolvimento neuropsicomotor do paciente e na verificação das 
dificuldades que possam estar surgindo durante o processo terapêutico, 
utilizando-se de técnicas especificas da psicomotricidade. Atua no atendimento 
 
à 3º idade. Atua junto a escolas e empresas, no diagnóstico das situações-
problema vivenciadas na organização, objetivando a conscientização da 
importância do relacionamento humano, através de técnicas psicomotoras que 
buscam o respeito do limite, da autonomia e do ritmo de cada indivíduo. 
2.10. Psicólogo especialista em Psicologia Social 
Atua fundamentado na compreensão da dimensão subjetiva dos 
fenômenos sociais e coletivos, sob diferentes enfoques teóricos e 
metodológicos, com o objetivo de problematizar e propor ações no âmbito social. 
O psicólogo, nesse campo, desenvolve atividades em diferentes espaços 
institucionais e comunitários, no âmbito da Saúde, Educação, trabalho, lazer, 
meio ambiente, comunicação social, justiça, segurança e assistência social. Seu 
trabalho envolve proposições de políticas e ações relacionadas à comunidade 
em geral e aos movimentos sociais de grupos e ações relacionadas à 
comunidade em geral e aos movimentos sociais de grupos étnico-raciais, 
religiosos, de gênero, geracionais, de orientação sexual, de classes sociais e de 
outros segmentos socioculturais, com vistas à realização de projetos da área 
social e/ou definição de políticas públicas. Realiza estudo, pesquisa e supervisão 
sobre temas pertinentes à relação do indivíduo com a sociedade, com o intuito 
de promover a problematização e a construção de proposições que qualifiquem 
o trabalho e a formação no campo da Psicologia Social. 
2.11. Psicólogo especialista em Neuropsicologia 
Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa 
da cognição, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque 
da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral. Utiliza-se para isso 
de conhecimentos teóricos angariados pelas neurociências e pela prática clínica, 
com metodologia estabelecida experimental ou clinicamente. Utiliza 
instrumentos especificamente padronizados para avaliação das funções 
neuropsicológicas envolvendo principalmente habilidades de atenção, 
percepção, linguagem, raciocínio, abstração, memória, aprendizagem, 
habilidades acadêmicas, processamento da informação, visuoconstrução, afeto, 
funções motoras e executivas. Estabelece parâmetros para emissão de laudos 
com fins clínicos, jurídicos ou de perícia; complementa o diagnóstico na área do 
 
desenvolvimento e aprendizagem. O objetivo teórico da neuropsicologia e da 
reabilitação Neuropsicológica é ampliar os modelos já conhecidos e criar novas 
hipóteses sobre as interações cérebro-comportamentais. Trabalha com 
indivíduos portadores ou não de transtornos e sequelas que envolvem o cérebro 
e a cognição, utilizando modelos de pesquisa clínica e experimental, tanto no 
âmbito do funcionamento normal ou patológico da cognição, como também 
estudando-a em interação com outras áreas das neurociências, da medicina e 
da saúde. Os objetivos práticos são levantar dados clínicos que permitam 
diagnosticar e estabelecer tipos de intervenção, de reabilitação particular e 
específica para indivíduos e grupos de pacientes em condições nas quais: a) 
ocorreram prejuízos ou modificações cognitivas ou comportamentais devido a 
eventos que atingiram primária ou secundariamente o sistema nervoso central; 
b) o potencial adaptativo não é suficiente para o manejo da vida prática, 
acadêmica, profissional, familiar ou social; ou c) foram geradas ou associadas a 
problemas bioquímicos ou elétricos do cérebro, decorrendo disto modificações 
ou prejuízos cognitivos, comportamentais ou afetivos. Além do diagnóstico, a 
Neuropsicologia e sua área interligada de Reabilitação Neuropsicológica visam 
realizar as intervenções necessárias junto ao paciente, para que possam 
melhorar, compensar, contornar ou adaptar-se às dificuldades; junto aos 
familiares, para que atuem como co-participantes do processo reabilitativo; junto 
a equipes multiprofissionais e instituições acadêmicas e profissionais, 
promovendo a cooperação na inserção ou re-inserção de tais indivíduos na 
comunidade quando possível, ou ainda, na adaptação individual e familiar 
quandoas mudanças nas capacidades do paciente forem mais permanentes ou 
a longo prazo. Ainda no plano prático, fornece dados objetivos e formula 
hipóteses sobre o funcionamento cognitivo, atuando como auxiliar na tomada de 
decisões de profissionais de outras áreas, fornecendo dados que contribuam 
para as escolhas de tratamento medicamentoso e cirúrgico, excetuando-se as 
psicocirurgias, assim como em processos jurídicos nos quais estejam em 
questão o desempenho intelectual de indivíduos, a capacidade de julgamento e 
de memória. Na interface entre o trabalho teórico e prático, seja no diagnóstico 
ou na reabilitação, também desenvolve e cria materiais e instrumentos, tais como 
 
testes, jogos, livros e programas de computador que auxiliem na avaliação e 
reabilitação dos pacientes. Desenvolve atividades em diferentes espaços: a) 
instituições acadêmicas, realizando pesquisa, ensino e supervisão; b) 
instituições hospitalares, forenses, clínicas, consultórios privados e 
atendimentos domiciliares, realizando diagnóstico, reabilitação, orientação à 
família e trabalho em equipe multidisciplinar. 
 
Fonte: www.juizdeforaonline.wordpress.com 
3. Aliado a isso, o CATÁLAGO BRASILEIRO DE OCUPAÇÕES DO 
MINISTÉRIO DO TRABALHO – CBO, também descreve as atribuições 
profissionais do Psicólogo no Brasil, as quais ocorrem nas seguintes áreas: 0-
74.15: Psicólogo do Trabalho; 0-74.25: Psicólogo educacional; 0-74.35: 
Psicólogo clínico; 0-74.45: Psicólogo de trânsito; 0-74.50: Psicólogo jurídico; 0-
74.55: Psicólogo de esporte; 0-74.60: Psicólogo social; 0-74.90: Outros 
psicólogos. 
http://www.pol.org.br/pol/export/sites/default/pol/legislacao/legislacaoDoc
umentos/atr_prof_psicologo_cbo.pdf 
 
8.1 Diante das informações apresentadas, fazemos os seguintes 
apontamentos: 
Verifica-se que o(a) psicólogo(a) pode trabalhar nas diversas áreas de 
atuação existentes da psicologia. Contudo, cada área de atuação do psicólogo 
possui sua especificidade de acordo com o local em que o(a) mesmo(a) exerce 
sua profissão, ou seja, existe uma descrição de atividades específica para o(a) 
psicólogo(a) que trabalha em uma escola, ou em uma empresa, ou no consultório 
clínico, ou na assistência social, etc. 
A esse respeito, muitas vezes o CRP-09 é solicitado a esclarecer a 
seguinte dúvida: é viável/permitido o atendimento psicoterapêutico dentro de 
uma empresa? Do ponto de vista técnico, conforme descreve o CBO, a 
Resolução CFP n.º 13/2007 e as escolas teóricas que fundamentam a psicologia, 
a prática da psicologia clínica e da psicologia organizacional e do trabalho são 
áreas de atuação distintas, com forma de atuação específica. 
Faz-se necessário ressaltar que a Formação de Psicólogo nas Entidades 
de Ensino Superior garante a atuação em qualquer área da psicologia. Sendo 
assim, no caso específico de trabalho realizado numa empresa, o que delimita a 
área de atuação deste profissional, é o contrato de trabalho. Se o contrato 
especifica a função do psicólogo como clínica ou organizacional, será este 
contrato que determinará a forma de atuação do profissional. Portanto, cabe ao 
psicólogo analisar o cargo para qual está sendo contratado e pontuar as 
questões que julgar necessárias para a adequação das atividades descritas à 
legislação pertinente que regulamenta a profissão de Psicólogo. No tocante a 
este tema, ressaltamos o seguinte artigo do Código de Ética Profissional – CEPP 
(Resolução CFP n.º 10/2005): 
Art. 3º – O psicólogo, para ingressar, associar-se ou permanecer em uma 
organização, considerará a missão, a filosofia, as políticas, as normas e as 
práticas nela vigentes e sua compatibilidade com os princípios e regras deste 
Código. 
Parágrafo único: Existindo incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar-
se a prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente. 
 
9 A AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE 
A personalidade tem sido definida como o conjunto de características 
desenvolvidas na pessoa, que permitem sua diferenciação individual, específica 
e original. Traduz-se em forma de reação, de natureza inter e intrapessoal. 
Segundo Mira y López, a personalidade consiste na síntese de todas as funções 
psíquicas. 
Há duas orientações teóricas concernentes ao estudo da personalidade: 
a teoria dos traços e a teoria dos tipos de personalidade. Nos parágrafos que se 
seguem examinaremos a~ duas diretrizes. 
9.1 TEORIA DOS TRAÇOS DA PERSONALIDADE 
Baseia-se no conceito de que a personalidade é constituída de uma 
constelação de traços psicológicos. Entre outros, defendem essa teoria, Allport, 
Cattell, Stern, Kurt Lewin. Os traços psicológicos têm sido definidos como hábitos 
generalizados, atitudes ou tendências diretivas que caracterizam o 
comportamento humano, frente às situações. 
Os psicólogos têm encontrado dificuldade em estabelecer uma 
nomenclatura uniforme para os traços de personalidade - muitas vezes o mesmo 
traço é designado por nomes diferentes. Cerca de 18 mil traços têm sido 
mencionados e classificados pelos vários autores. 
Kurt Lewin chamou a atenção para o fato de que os mesmos traços, em 
pessoas diferentes, podem significar características diversas. Assim uma 
mesma conduta externa poderá ter diferentes causas determinantes. 
Denominava, esse autor, a conduta externa de fenótipo, sendo a causa 
determinante o genótipo. 
As pesquisas realizadas nesse setor têm demonstrado existir traços 
psicológicos comuns, através dos quais as pessoas podem ser comparadas. Há 
também evidências científicas quanto à consistência do comportamento do 
indivíduo. 
 
As aparentes inconsistências podem ser causadas pelo desconhecimento 
do traço básico - genótipo. Assim, uma pessoa que se apresenta sumamente 
cuidadosa e asseada com sua aparência e com objetos de sua propriedade e 
que, no entanto, demonstra comportamento oposto com relação a objetos 
pertencentes a outros, revela simplesmente ter o egocentrismo como causa 
determinante dessa atitude contraditória. 
Classificação dos traços da personalidade - Entre as tentativas mais 
conhecidas nesse sentido, temos as seguintes: 
I - Classificação de Guilford: 
a) Introversão social - extroversão (sociabilidade versus timidez). 
b) Pensamento introversivo - extroversivo (introspecção oposta à 
orientação objetiva no processo do pensamento). 
c) Depressão (oposta à disposição otimista). 
d) Disposição cicloide (estabilidade de humor em oposição a flutuações 
emocionais). 
e) Rhatimia (serenidade e ausência de tensão versus inibição e excessivo 
controle emocional) 
f) Atividade (tendência à exercer atividades versus inércia e apatia) 
g) Ascendência - Submissão (liderança social versus passividade social) 
h) Masculinidade - Feminilidade (semelhança com as características 
masculinas versus atitudes caracteristicamente femininas) 
i) Sentimentos de inferioridade (confiança versus falta de confiança em si 
próprio) 
j) Nervosismo (calma e serenidade versus irritabilidade e tendência à 
excitação) 
k) Objetivismo (tendência a perceber a si próprio e ao ambiente 
objetivamente versus tendência a perceber as coisas duma maneira pessoal) 
I) Cooperação (desejo de aceitar as situações e as pessoas como estas 
são na realidade versus tendência à crítica e à intolerância) 
m) Simpatia (ausência de atitude beligerante versus atitude de 
dominância) 
II - Classificação de Lovell: 
 
Lovell realizou uma análise fatorial nas treze categorias de Guilford que 
resultou na redução das mesmas para apenas 4 traços principais: 
a) Ausência de tensão (inclui os seguintes traços: sociabilidade, otimismo 
e ascendência social) 
b) Realismo (inclui objetividade demasculinidade, ausência de 
nervosismo e de sentimentos de inferioridade) 
c) Emotividade (inclui estabilidade nas ações emocionais, ausência de 
depressão, orientação extrovertida no processo do pensamento) 
d) Adaptabilidade social (ausência de atitude beligerante e tolerância) 
III - Classificação de Cattell: 
Representa uma das mais ambiciosas tentativas nesse setor. Parte do 
princípio que os idiomas, na sua evolução através dos séculos, nos haviam 
fornecido nomes para todas as características de personalidade. Um exame 
desses nomes nos proporcionaria uma lista representativa da esfera total da 
personalidade. A identificação das constelações de traços, por meio de análise 
fatorial, levar-nos-ia aos traços básicos. Foram os seguintes os traços básicos 
encontrados: 
 
http://www.momjunction.com 
a) Ciclotimia versus esquizotimia. 
b) Inteligência versus deficiência mental. 
 
c) Maturidade emocional e estabilidade de caráter versus incoerência 
emocional. 
d) Hipersensibilidade e emotividade infantil versus tolerância fleumática à 
frustração. 
e) Dominância versus submissão. 
f) Entusiasmo versus melancolia, timidez, apatia. 
g) Integração positiva de caráter versus caráter imaturo e dependente. 
h) Atitude otimista versus retraimento, esquizofrenia. 
i) Sensibilidade, imaginação, ansiedade versus rigidez. 
j) Neurastenia versus caráter determinado e obsessivo. 
k) Mentalidade culta e socializada versus mentalidade rude e primitiva. 
9.2 TEORIAS TIPOLÓGICAS 
As teorias tipológicas ou dos tipos de personalidade constituem a forma 
tradicional de investigação e classificação das diferenças individuais de 
personalidade. Algumas classificações têm-se baseado em diferenças 
fisiológicas ou constitucionais. Entre essas assinalaremos as de Hipócrates, 
Krestchmer, Sheldon, Stevens. Outras tiveram sua origem na observação do 
comportamento, atitudes, preferências, interesses, sistema de valores, tais como 
as teorias de Teofrasto e de Spranger. 
9.3 TEORIA DE KRESTCHMER 
Baseava-se nos seguintes princípios: 
I - Não há limite absoluto entre os processos psíquicos normais e 
anormais. 
II - Toda psicose pode ser considerada como um exageração dos traços 
existentes na personalidade normal. 
III - Possível correlação entre certos tipos físicos e certos tipos de 
psicopatia. 
 
Concluiu Krestchmer que os tipos físicos deveriam indicar as 
características de personalidade normal e anormal. 
Eram os seguintes os três tipos físicos de Krestchmer: 
Pícnico - características: baixo, gordo, grandes cavidades (peito, abdome, 
cérebro), ombros comparativamente estreitos, cabeça e face redondas. 
Leptosômico - características: magro, alto, cavidades pequenas, pescoço 
e membros longos, cabeça longa. 
Atlético - características: estrutura óssea e musculatura desenvolvidas, 
ombros largJs, cadeiras estreitas, pescoço comprido. 
Apresentava ainda dois tipos psíquicos fundamentais: 
Ciclotímico - características: variações na vida emocional, duas fases no 
ciclo emocional, excitamento, alegria, atividade, otimismo e depressão, 
desânimo, tristeza, pessimismo, apatia, desinteresse. 
Esquizotímica - características: preocupação com ideias, tendência ao 
devaneio, introversão, sensibilidade, desconfiança. 
Os tipos pícnicos são ciclotímicos, os leptosômicos são esquizotímicos. 
9.4 TEORIA DE lUNG 
Apresenta dois tipos fundamentais de atitudes: 
Extroversão - predominantemente orientada para a realidade externa; 
atenção e interesses por coisas e acontecimentos, realismo. 
Introversão - subjetivismo, preocupação com as próprias ideias e 
sentimentos. 
9.5 TEORIA DE SPRANGER 
Nessa teoria a classificação da personalidade está baseada no sistema 
de valores e centro de interesses predominantes. 
São os seguintes os tipos de personalidade para Spranger: 
Teórico - características: cognitivo, observador, racional, crítico, 
intelectual, científico. 
 
Econômico - características: prático, competitivo, materialista. 
Estético - características: imaturo emocionalmente, temperamental, ama 
o belo. 
Social- características: compreensivo, humano, generoso. 
Político - características: líder, almeja o poder, diplomata. 
Religioso - características: místico, espiritual. 
9.6 TEORIA DE ROSANOFF 
Classificava as personalidades normais, adotando como padrões os 
diversos tipos de psicopatia: 
Histeróide - características: egocêntrica, imatura. 
Ciclóide - características: sujeita a ciclos emocionais. 
Esquizóide - características: autista, imprevisível. 
Epileptóide - características: temperamental, explosiva. 
 
As teorias tipológicas, embora ofereçam as vantagens de facilitar os 
diagnósticos clínicos e de fornecer possibilidades de comparação dos diversos 
tipos humanos, têm sofrido muitas críticas. Entre outras têm sido criticadas pela 
 
filosofia dualista em que estão baseadas, inadequada à natureza humana, onde 
se encontra graduação e não oposição. 
Vantagens dos Inventários: 
1º) São entrevistas padronizadas que podem ser usadas como base para 
futuras entrevistas. 
2º) Identificam certos traços de personalidade. 
3º) Escores muito altos ou muito baixos têm vivo significado. 
4º) Vantagens estatísticas. 
Desvantagens: 
1º) A transparência dos itens facilita a falsificação derespostas. 
2º) A oscilação do humor influencia os resultados. 
 
3º) Dificuldade de validação. 
4º) Avaliação quantitativa em detrimento de qualitativa. 
 
Vantagens dos testes expressivos, projetivos e fictícios: 
1º) Utilizam estímulos neutros facilitando a espontaneidade. 
 
2º) Exploram aspectos mais profundos da personalidade. 
 
3.0) Investigam mais a realidade subjetiva do que objetiva. 
Desvantagens: 
1º) Interpretação subjetiva. 
2º) Perigo do bloqueio. 
3º) Mais dispendiosos em tempo. 
4º) Dificuldade de obter normas estatísticas. 
INVENTÁRIOS DE PERSONALIDADE 
O MINNESOTA MULTIPHASIC PERSONALITY INVENTORY- M.M.P.1. 
Esse inventário foi elaborado por Hathaway e Mckinley, da Universidade 
de Minnesota, em 1943, e publicado pela Psychological Corporation, em 1945. 
É um instrumento clínico, para uso em diagnóstico psiquiátrico, e foi realizado 
com o propósito de medir todos os aspectos da personalidade, considerados 
 
importantes para esse tipo de diagnóstico. Do ponto de vista teórico está 
baseado na teoria dos tipos, de Rosanoff. 
Conteúdo - Consiste de 550 itens autodescritivos, de natureza semelhante 
àqueles encontrados em outros tipos de inventários de personalidade. Estão 
classificados em 26 categorias: saúde geral, mobilidade e coordenação, 
sensibilidade, sistema gastro-intestinal, hábitos, situação familiar e conjugal, 
profissional, educacional, atitudes sexuais, atitudes religiosas, atitudes políticas, 
afetividade depressiva, fobias, tendências sadomasoquistas, moral, estados 
obsessivos compulsivos, alucinações, etc. O examinando deve responder a cada 
um dos itens das seguintes maneiras: correto, falso, ou não sei. 
As características de personalidade são avaliadas na base dos escores 
obtidos nas nove escalas do inventário. Essas escalas são: hipocondria, 
depressão, histeria, personalidade psicopática, masculinidade e feminilidade, 
paranóia, psicastenia, esquizofrenia e hipomania. Há ainda outras escalas 
adjutórias: de validade, de veracidade, e para as respostas não sei. 
Existem duas formas do M. M. P. L, coletiva e individual. A individual é em 
forma de cartões, em cada um dos quais é apresentado um enunciado que deve 
ser respondido pelo examinando. 
Padronização - O inventário foi padronizado num grupo de 700 adultos 
masculinos e femininos, considerado representativos doestado de Minnesota, 
do ponto de vista educacional e de idade; as normas estão baseadas em 
pacientes hospitalizados, pertencentes às nove categorias de diagnóstico, cerca 
de 50 para cada categoria. Embora uma série de estudos tenha sido realizada 
com M.M.P.I. em grupos profissionais, não constam no Manual normas 
ocupacionais. 
Validade - De acôrdo com Super, as várias escalas do M. M. P. L foram 
empiricamente desenvolvidas e validadas em critérios externos apropriados. De 
um modo geral, os coeficientes de validade obtidos pelo M. M. P. I. têm sido 
superiores aos outros inventários de personalidade existentes. 
Citando outra vez Super, admite-se que êsse inventário é considerado 
como o mais válido instrumento do seu tipo para classificação e identificação de 
problemas de personalidade. 
 
Fidedignidade - De acordo com os autores, um instrumento da natureza 
do M. M. P. I. exclui a possibilidade de altos índices de fidedignidade, devido as 
variações de certos traços, algumas vezes, no mesmo indivíduo, e devido à 
heterogeneidade dos itens que constituem os síndromes clínicos em contraste 
com traços puros de personalidade. Os coeficientes encontrados vão de .71 a 
.83. 
Aplicação - Pode ser realizada individual ou coletivamente. O tempo de 
aplicação varia de 30 a 90 minutos. Em casos de emergência os autores 
recomendam uma forma abreviada, constituída dos primeiros 366 itens da forma 
coletiva. 
A apuração é mais demorada do que os instrumentos dessa natureza em 
geral, devido ao grande número de itens e às inúmeras categorias que devem 
ser levantadas. As características de personalidade são apresentadas em forma 
de perfil, de acordo com os resultados obtidos. 
Usos - Como já foi dito anteriormente, o M. M. P. I. é um instrumento 
clínico, elaborado principalmente com finalidade de diagnóstico psiquiátrico. Tem 
menor utilidade em seleção, orientação profissional e educacional. Todavia 
estudos realizados demonstraram diferenças interessantes, do ponto de vista 
das características de personalidade, examinadas pelo M. M. P. I., nos vários 
campos profissionais. No entanto, Super aconselha que esse inventário só seria 
usado para orientação profissional quando o orientador for também um psicólogo 
clínico. Em seleção pode ser usado como instrumento de triagem dos elementos 
desajustados. Pode ser aplicado em adolescentes e adultos de nível educacional 
médio ou superior. 
9.7 O INVENTÁRIO DE PERSONALIDADE BERNREUTER 
Elaborado por R. G. Bernreuter, baseado nos trabalhos realizados 
anteriormente por Woodworth, Thurstone e Alport. 
Na construção do Bernreuter foram utilizados itens retirados de outros 
inventários já existentes e combinados de uma maneira engenhosa e hábil pelo 
 
seu autor. Publicado inicialmente em 1931, pela Stanford University Press, ainda 
é amplamente utilizado nos vários campos da psicologia aplicada. 
Conteúdo - Como já foi dito, trata-se de um teste apresentado sob a forma 
de um inventário, na base de questões significativas, contendo 125 perguntas 
que devem ser consideradas e respondidas positiva, negativa ou 
dubitativamente. 
 
http://www.psicologiamsn.com 
Desse modo, o examinando marcará em uma folha à parte todas as suas 
respostas, as quais serão valorizadas de acordo com cada traço pesquisado e, 
no final, comparadas com o grupo de classes padrão para cada traço. 
O estudo das intervariações desses traços, muito mais que o valor 
alcançado em cada um deles, é importante, uma vez que permite, através dos 
desvios obtidos, verificar o grau de ajuste emocional ou predisposição 
psicopática do indivíduo. Assim, por exemplo, se um indivíduo apresenta uma 
pontuação alta em B1-N (neurose) e também alto em B4-D (dominância), 
associado a um valor baixo em B2-S (suficiência) o prognóstico é mais sombrio 
do que se ele apresentasse os dois primeiros altos, acompanhados também de 
um escore alto em B2-S, ou em nível normal. No primeiro caso, revelaria traços 
indicadores de que o indivíduo estaria em conflito com o meio e consigo mesmo, 
uma vez que a sua tendência neurótica, aliada à sua agressividade projetada 
 
para o exterior, seriam sempre reprimidas pela sua falta de confiança em si 
mesmo, o que implica em distância de seus anelos e impossibilidade, portanto 
de sua concretização, favorecendo, desse modo, o advento de um estado 
psicopático. 
Elaborou o autor o seu teste originalmente medindo 4 traços de 
personalidade, tais como: 
Tendência-neurótica (BI-N) 
Auto-suficiência (B2-S) 
Introversão-extraversão (B3-I) 
Dominância-su bmissão (B4-D) 
Flanagam isolou, dentre os 4 traços acima, usando a análise fatorial, mais 
dois traços: 
Confiança em si mesmo (FI-C) 
Sociabilidade (F2-S) 
Transcreveremos, em seguida, a descrição rápida desses traços, de 
acôrdo com a publicação da revista do Instituto de Administração de São Paulo, 
na adaptação de Raul de Morais. 
BI-N (tendência neurótica) - Quanto mais alto o resultado do indivíduo, 
maior a instabilidade emotiva, mais sujeita está a pessoa a manifestações 
emotivas exageradas e, portanto, inadequadas, bem como a mudanças rápidas 
de humor e de tonus emotivo. Os resultados baixos indicam alto grau de 
moderação e equilíbrio emotivos. 
B2-S (auto·suficiência) - Quanto mais alto o resultado, mais definida é a 
tendência do indivíduo para isolar-se, não se preocupando em obter dos outros 
compreensão e encorajamento e pouco se interessando pelos conselhos que lhe 
dão. Os resultados baixos revelam indivíduos que frequentemente procuram 
apoio, simpatia e conselhos e muito se preocupam com o que os outros pensam 
e sentem. 
B3-I (introversão-extraversão) - Quanto mais alto o resultado, mais 
introvertida é a pessoa, isto é, tanto mais mergulhada no seu mundo íntimo de 
pensamentos, reflexões e imaginações, tanto mais distraída, sensível e com 
muitas preocupações; os resultados baixos indicam extraversão, isto é, pessoas 
 
raramente atormentadas, menos sujeitas a abalos emotivos e muito mais 
inclinadas a agir do que a devanear. 
B4-D (dominância-submissão) - As pessoas com resultados altos, 
tendem, nas relações diretas com as outras pessoas, a dominar, a impor-se, a 
fazer-se valer, a ser ouvida e respeitada, a assumir a posição de quem guia, de 
quem manda. Resultados baixos revelam a tendência da pessoa a submeter-se, 
a conformar-se com as opiniões e decisões dos outros. 
FI-C (confiança em si mesmo) - Resultados altos revelam pessoas 
fortemente sujeitas a embaraço e acanhamento e tomadas por sentimentos de 
inferioridade. Resultados baixos indicam pessoas seguras de si mesmas, que 
tendem a não se preocupar com o que os outros pensam ou sentem e nem 
mesmo com os acasos da sorte; são geralmente muito bem ajustadas ao meio 
em que vivem. 
F2-S (sociabilidade) - Quanto mais altos os resultados, tanto mais tendem 
as pessoas a estar sós, a não sentir necessidade de companhia e mesmo a 
resolverem seus próprios problemas sem recorrerem aos outros. Os resultados 
baixos indicam que a pessoa depende e necessita dos outros, gosta de 
companhi8, procura companheiros e os sente como estimulantes. 
Padronização e Validação - Foi obtido um coeficiente de correlação entre 
o Bernreuter e inventários já existentes (dos quais tinham sido retirados a maior 
parte dos seus itens) de .67 a .94. 
Inúmeros estudos têm sido realizados com o Bernreuter, nos quais se 
procurou verificar a validade dês se instrumento com relação aos critérios 
externos, alguns com bons resultados, principalmente no que diz respeito às 
possibilidades de identificação de indivíduos desajustados. 
Fidedignidade - Os vários estudos realizados indicam coeficientes quevariam de .70 a .80. 
Aplicação - O inventário é auto-aplicável, variando o tempo de aplicação 
de 20 a 30 minutos. Há chaves de correção para as várias categorias 
determinadas no inventário, e normas para alunos de escola secundária, 
universitários e adultos em geral. 
 
Usos - Já se conhecendo, de antemão, a natureza do presente teste, 
estudados e abordados alguns aspectos concernentes à sua aplicação e, 
sobretudo, conhecendo-se as restrições a esse tipo de pesquisa, uma vez que 
se trata de inventário pessoal, parece-nos mais razoável o seu uso em 
investigações que, tanto quanto possível, não propiciem a dissimulação. Desse 
modo, situa-se melhor, quando o objetivo visado é orientar e não selecionar. 
Todavia, a sua aplicação, bem simples como ressaltamos, se precedida 
de uma boa entrevista psicológica, confirmará o diagnóstico esboçado frente aos 
sinais objetivos colhidos na mesma entrevista, tanto em sentido positivo como 
em negativo. 
Conquanto não seja inoperante o seu uso em seleção, deve ser restrito, 
parece-nos, considerada a possibilidade de fraude, posto que voluntária ou 
inconscientemente o examinando mostrará o aspecto mais favorável de sua 
personalidade. 
Apesar de estar divulgado o seu uso em clínica psiquiátrica, quer nos 
parecer que a falta de contato com a realidade que caracteriza certas 
psicopatias, bem como a escassez de autoconhecimento, além de deficit de 
autocrítica e outras falhas nos componentes da personalidade, podem família, 
saúde, social, emocional, profissional só na forma aos princípios estabelecidos 
para a aplicação do teste. 
9.8 INVENTÁRIO DE AJUSTAMENTO BELL 
O Inventário de Ajustamento Bell foi publicado inicialmente em 1933 pela 
Stanford University Press. Elaborado pelo psicólogo Hugh M. Bdl com o 
propósito de avaliar o ajustamento de adultos e adolescentes nas seguintes 
áreas: família, saúde, social, emocional, profissional (só na forma para adultos). 
A forma para crianças apareceu posteriormente, em 1938. 
Padronização - Validação - Adolescentes - O Inventário Bell foi aplicado 
em alunos e alunas dos ginásios e colégios dos Estados da Califórnia e N ew J 
ersey nos E.U.A., durante mais de dois anos, numa média de 400 indivíduos 
para cada seção de teste, visando a validação inicial. 
 
 
http://www.colegioelite.com.br 
Adultos - A população usada para a forma de adultos variou dentre das 
idades de 20 a 50 anos, com a maioria compreendida entre os 2t> e 40 anos. 
Foram tomados indivíduos, dos Cursos de Extensão na Califórnia e em New 
Jersey; da Associação Cristã de Moços de Seattle (Serviço de Aconselhamento); 
da Associação Cristã de Moças de Chicago e das classes de adultos, na 
Psychological Industry em Boston. 
Segundo o Manual que acompanha, a validação do inventário se orientou 
desta maneira: 
1º) Os itens selecionados para cada um dos setores de ajustamento e 
comportamento do Inventário foram escolhidos de acordo com o grau em que se 
diferenciaram os 15 de desajustados dos 15 de bem ajustados, numa distribuição 
de escores de adolescentes e de adultos. Somente foram incluídos no Inventário 
aqueles itens que diferenciaram os indivíduos, significativamente, entre aqueles 
grupos extremos. (Foi adotado o mesmo critério para as duas formas.) 
2º) Os resultados das várias partes do inventário foram comprovadas 
durante entrevistas, com 400 estudantes, num período de dois anos. Forma para 
adolescentes. 
3º) Os setores de ajustamento Social, de ajustamento Emocional e o 
Escore Total do Inventário foram avaliados correlacionando com resultados 
 
satisfatórios: o Social com o teste Allport Ascendance-Submission e com o 
Inventário de Personalidade Bernreuter (B4-D) e o Emocional e o Escore Total - 
com o Thurstone Personality Schedule 
.4º) O Inventário também foi avaliado através da seleção de grupos de 
estudantes Muito Bem e Muito Fracamente ajustados, feita por conselheiros e 
diretores de colégios na Califórnia e New Jersey, onde foi determinado o grau 
em que o Inventário os diferenciava entre si. 
Foi estabelecido o mesmo critério para a seleção de adultos, bem e 
fracamente ajustados, cujos conselheiros eram de New Jersey, Chicago e 
Boston. 
Traxler e Petersen, estudiosos do teste, encontraram dados de validade; 
o primeiro num estudo baseado nos escores de alunos do curso ginasial; o 
segundo nos escores das alunas da Universidade de Rochester, onde encontrou 
evidência de validade no setor social, de família e de saúde, mas não no de 
ajustamento emocional. 
Fidedignidade - Os coeficientes de fidedignidade para cada uma das 
diversas seções do Inventário e para o escore total, variam de .80 a .89, na forma 
para adolescentes. 
Coeficiente de Fidedignidade (N 258) 
a) Aj ust. Família ............... .89 
b) Saúde ............... .80 
c) Social. . . . . . . . . . . . .. .89 
d) Emocional ........ . .85 
Escore Total ................. .93 
Estes coeficientes são o resultado da correlação oriunda dos itens 
alternados do Inventário e do emprego da fórmula de previsão de Spearman 
Brown. 
Os coeficientes de fidedignidade para cada uma das cinco seções do 
Inventário e para o seu escore total na forma para adultos, estão apresentadas 
na tabela que se segue. 
 
Estes também foram determinados, correlacionando-se os itens 
alternados e aplicando a fórmula de previsão de Spearman-Brown. Os indivíduos 
testados eram homens e mulheres, entre as idades de 23 e 28 anos. 
Coeficientes de Fidedignidade (N - 84) 
a) Ajust. Família ............... .91 
b) Ajust Saúde.....................81 
c) Ajust Social......................88 
d) Ajust Emocional...............91 
e) Ajust Ocupacional ...........85 
Escore total ..........................94 
Alguns psicólogos assim estudaram a fidedignidade do teste: Turneye Fee 
encontraram coeficientes de .74 a .85 para os escores parciais e .82 para o 
escore total; Traxler encontrou os coeficientes de .83 a .93 nos seus estudos 
sobre os escores parciais. 
Conteúdo - O Inventário Bell fornece quatro medidas de ajustamento 
pessoal e social na forma para adolescentes e cinco na forma para adultos, onde 
há ainda a medida de ajustamento profissional. 
1) Ajustamento Familiar: Indivíduos com escore alto, tendem a estar 
insatisfatoriamente ajustados ao seu ambiente familiar. Escores baixos, indicam 
ajustamento satisfatório. 
2) Ajustamento de Saúde: escores altos indicam ajustamento deficiente 
de saúde; escores baixos, ajustamento satisfatório. 
3) Ajustamento Social: escores altos; indivíduos submissos e tímidos nos 
seus contatos sociais. Indivíduos com escores baixos são agressivos nos seus 
contatos sociais. 
4) Ajustamento Emocional: indivíduos com escores altos, tendem a ser 
instáveis emocionalmente. Escores baixos, indicam os indivíduos 
emocionalmente estáveis. 
5) Ajustamento Profissional: obedece às mesmas orientações; escores 
altos indicam desajustamento, baixos, ajustamento. 
 
 
Fonte:www.portalnabocadopovo.com.br 
Os itens se classificam em categorias separadas, fornecendo cada uma, 
um escore de ajustamento. São desse tipo os itens: 
Família: Você pensa algumas vezes que seus pais estão desapontados 
com você? 
Saúde: Você teve alguma doença grave nos últimos dez anos? 
Social: Você alguma vez tomou a iniciativa de animar uma reunião 
desinteressante? 
Emocional: Você se desanima com facilidade? 
Ocupacional: Aprecia todos com quem trabalha no emprego? 
Como os nomes indicam, os itens envolvem problemas da vida real, 
concernente a essas áreas de ajustamento. As questões que pertencem a cada 
uma delas estão misturadas ao acaso, através do Inventário, não dando o 
assuntoindicação aos examinandos das categorias nas quais as respostas têm 
que ser classificadas. 
São colocados ao lado dos números dos itens, as letras a, b, c e d, que 
correspondem às quatro medidas de ajustamento (na forma para adolescente) 
a, b, c, d, e e, às cinco medidas (na forma para adultos), que possibilitam ao 
técnico descobrir com rapidez a que questões particulares estão relacionados os 
desajustamentos dos examinandos. 
 
Na forma para adolescentes há 140 itens, distribuídos em quatro setores, 
com 35 questões para cada grupo de ajustamento. 
Na forma para adultas há 160 itens, distribuídos em 5 setores com 32 
questões para cada grupo de ajustamento. 
Os resultados são fornecidos em forma de níveis de ajustamento que são 
apresentados com denominações diferentes para cada setor. 
O escore total é assim expresso: 
Excelente 
Bom 
Médio 
Precário 
Deficiente 
Aplicação e apuração - O Inventário é administrado coletivamente. Para 
assegurar uma leitura cuidadosa das instruções, que aparecem na primeira 
página do folheto do teste, o examinador deverá ler alto essas instruções, 
enquanto os examinandos acompanham a leitura em silêncio. 
Não há limite de tempo. Geralmente, não são necessários mais do que 25 
minutos para a execução do teste. 
Para apuração - são usadas máscaras de papel especial, transparente, 
para cada uma das seções do teste, na forma americana. 
Assim, a forma para adolescentes, possui 4 chaves de correção na sua 
forma original americana. A forma para adultos possui 5 folhas de correção. A 
apuração pode ser realizada em 4 minutos aproximadamente. 
Usos - O Inventário Bell tem ampla aplicação na orientação educacional, 
(forma ele adolescentes) pela possibilidade da aplicação coletiva e rápida, 
servindo como um meio de identificação dos alunos necessitados de ajuda mais 
específica. Pode ser aplicado com vantagem, nas suas duas formas, em Centros 
de Orientação Profissional e Vital. 
O seu uso na seleção é menos recomendado devido à transparência dos 
itens, que poderiam facilmente sugerir respostas falsas. 
 
9.9 A ESCALA DE TEMPERAMENTO THURSTONE 
Tem como finalidade identificar tipos de temperamento predominantes 
nos indivíduos. Não pretende indicar tendências, traços neuróticos ou psicóticos. 
Foi elaborado em 1949 por L. L. Thurstone, e é editado pela Science Research 
Associa tes Inc. Fundamentos teóricos: - Os fundamentos teóricos adotados por 
Thurstone para elaboração deste teste estão baseados na análise fatorial que 
inclui os vários fatores isolados por Guilford. Segundo esses autores, por 
intermédio dessa análise fatorial é possível chegarmos a um conhecimento útil 
das fundamentais características da personalidade, através do temperamento. 
Assim, aqueles que revelam um escore elevado na área Ativo são pessoas que 
se movem usualmente com rapidez. Tornam-se inquietas quando são obrigadas 
a ficar paradas. Gostam de participar de tudo e sempre com pressa. Geralmente 
passeiam escrevem e trabalham com rapidez, mesmo quando não há 
necessidade de pressa. Pessoas que obtêm alto índice no aspecto Vigoroso são 
as que participam de esportes físicos, trabalham em tarefas que requerem o uso 
das mãos e de ferramentas, e ocupações fora de casa. São traços que, embora 
descritos muitas vezes como masculinos, encontramos comumente altos índices 
em mulheres e meninas nessa área. Pessoa com alto escore na categoria 
Impulsivo indica um otimista ousado, com disposição à atividade em todo o 
momento. Toma decisões rapidamente, gosta de competições e muda 
rapidamente de uma tarefa para outra. A decisão de uma ação ou mudança é 
rápida e não se interessa que outras pessoas ajam rápida ou vagarosamente. 
Uma pessoa que age de modo irritadiço, quer em ação, quer em 
pensamento, obtém escores muito baixos nesta área. Na categoria Dominante, 
obtêm altos escores as pessoas que pensam a seu respeito como líderes, 
capazes de tomar iniciativa e responsabilidade. Não são dominadores, mas têm 
capacidade de liderança. Gostam de falar em público, de organizar atividades 
sociais, promovendo novos projetos e persuadindo os outros. Eles são os que, 
provavelmente, tomariam conta da situação em caso de um acidente. As 
pessoas que obtêm alto índice na categoria Estável, são consideradas pelo autor 
como emocionalmente firmes, usualmente caprichosas e têm uma disposição 
 
serena. Podem repousar em uma sala barulhenta e permanecer calmas em uma 
crise. Não se irritam se são interrompidos quando concentrados e não se sentem 
importunadas em fazer um trabalho incompleto ou terminar um trabalho 
começado por outro. Alto escore na área Sociável revela pessoa que gosta da 
companhia dos outros, faz amigos com facilidade, é simpática, gosta de cooperar 
e é agradável em suas relações. Na categoria Refletiva, a obtenção de altos 
índices indica uma pessoa que gosta de coisas que exijam meditação e reflexão. 
Prefere se distrair com coisas teóricas a problemas reais. 
 
Fonte:www.valordoconhecimento.com.br 
Autoexame é uma característica, segundo o autor, da pessoa reflexiva. 
Usualmente é quieta, trabalha sozinha e gosta de trabalho que requeira 
refinamento. 
Thurstone coletou grande número de inventários a fim de isolar estes sete 
fatores e incluiu apenas os pertinentes ao comportamento normal, eliminando os 
anormais ou desajustados. Depois de diversas tentativas, desenvolveu esses 
traços num total final de 20 itens para cada traço. 
Validade - Em vários grupos (400 a 1.200 pessoas, entre as quais 
estudantes de cursos superiores e adultos) foi evidenciada uma satisfatória 
correlação em comparação com outros testes como Questionário Guilford-
 
Martin, Study of Values, Kuder Preference Record (Vocational and Personal) e 
com Thurstone Interest Schedule. 
Conteúdo do teste - o teste é composto de um questionário de 140 
perguntas cujas respostas "SIM", "?" ou "NÃO", revelarão a predominância de 
um dos 7 aspectos considerados fundamentais de temperamento. Estes 
aspectos são os seguintes: 
Ativo (A); Vigoroso (V): Impulsivo (I): Dominante (D); Estável (E); Sociável 
(S) e Refletiva (R). 28 perguntas em cada folha. A folha de respostas é separada. 
Aplicação - A técnica de aplicação é simples, não há diferença para o que 
é comumente aplicado. Na primeira página do folheto vêm as instruções que são 
muito claras e trazem exemplos bem objetivos. Há um esclarecimento muito 
oportuno, de que não há respostas certas nem erradas, para evitar qualquer 
inibição. Esclarece-se ao testando que deverá assinalar um X no quadrado 
correspondente se a resposta à pergunta for sim; da mesma forma, no quadrado 
correspondente se a resposta à pergunta for não, e se não souber responder, 
assinalar no quadrado correspondente a (?). A folha de resposta é separada e 
fácil de ser usada pois, como já foi descrito, só aparece para cada folha, a coluna 
de respostas correspondente. 
Não há necessidade de se marcar o tempo, a não ser para alguma 
observação pessoal, mas a prova consome, em média, de 10 a 20 minutos. 
Como a aplicação do teste é muito simples, não há necessidade de técnicos 
especialistas, tem a vantagem de consumir pouco tempo e pode ainda ser 
aplicado coletivamente. 
Usos - Aceitando-se as sete categorias apresentadas por Thurstone como 
traços fundamentais de temperamento, não há dúvida que é um inventário de 
valor, mas para ser usado como complemento de outras avaliações, 
principalmente em orientação educacional e profissional. 
 
10 CONCEPÇÕES INTERACIONISTAS DE DESENVOLVIMENTO E 
APRENDIZAGEM: ABORDAGEM WALLONIANA 
10.1 Principais conceitos e implicações pedagógicas da abordagem 
walloniana 
 Henri Wallon(1879-1962) foi um grande humanista. Viveu em Paris, 
França, onde construiu uma fecunda produção intelectual e engajou-se 
ativamente nos acontecimentos sociais e políticos de sua época. Formado em 
Filosofia na Escola Normal Superior, atuou como professor e mais tarde formou-
se médico psiquiatra até envolver-se com a Psicologia e com a Educação 
novamente. De sua biografia constam os encontros com a I e a II Guerras, a sua 
participação na resistência francesa, a perseguição dos nazistas, a vida 
clandestina, a sua atuação como militante político de esquerda e como professor 
universitário capaz de uma ampla produção científica, mesmo em meio às 
inúmeras adversidades. (LAROCCA, 2002). 
 Wallon adotou uma visão de desenvolvimento que se destaca pela 
abordagem concreta e multidimensional do ser humano. 
 Em seus estudos, ao invés de separar, integrou os campos da 
inteligência, da afetividade e da motricidade, considerando a criança e sua 
atividade a partir das suas reais condições de existência. (TRANG-THONG, 
1983; GALVÃO, 1995). 
Segundo Galvão (1995, p.11), buscando compreender o psiquismo 
humano, Wallon volta sua atenção para a criança, pois através dela é possível 
ter acesso à gênese dos processos psíquicos. De uma perspectiva abrangente 
e global, investiga a criança nos vários campos de sua atividade e nos diversos 
momentos de sua evolução psíquica. Enfoca o desenvolvimento em seus 
domínios afetivo, cognitivo e motor, procurando mostrar quais são, nas 
diferentes etapas, os vínculos entre cada campo e suas implicações com o todo, 
representado pela personalidade. 
A perspectiva walloniana em Psicologia contou com a contribuição de sua 
formação e atuação em Medicina Psiquiátrica. Para a sua tese de doutoramento 
(publicada com o nome de L’Enfant Turbulent, em 1925), Wallon coletou cerca 
 
de 200 casos clínicos de retardos e anomalias, referentes ao desenvolvimento 
mental e motor de crianças. Além disso, as experiências com feridos de guerra 
que tinham sofrido lesões cerebrais, fortaleceram, em Wallon, a crença de que 
havia uma estreita relação entre as manifestações orgânicas e psíquicas, 
particularmente entre o dinamismo motor e a atividade mental, ambos 
associados aos desequilíbrios emocionais. (DANTAS, 1983). 
Como método de análise, Wallon adotou a perspectiva filosófica dialética, 
fundada no Materialismo-Histórico de Marx. Por conseguinte, concebeu um 
movimento dialético, de determinação recíproca, entre fatores orgânicos e 
fatores sociais. 
 Para Wallon, nosso psiquismo é uma síntese dialética entre o orgânico e 
o social, em que os equipamentos orgânicos são condição para as funções 
mentais, enquanto os objetos das ações mentais provêm do meio exterior, ou 
seja, do grupo social do indivíduo. 
 No processo de desenvolvimento da pessoa, Wallon explica que os 
fatores orgânicos são mais determinantes no início do desenvolvimento infantil, 
cedendo lugar aos fatores sociais, à medida que o ser humano cresce e é por 
eles afetado. Os fatores sociais dependem das condições oferecidas pelo meio 
e do grau de apropriação de cada sujeito. São fatores sociais: a cultura, a 
linguagem e o conhecimento. Tais fatores são decisivos na aquisição das 
condutas psicológicas superiores, as quais podem progredir sempre, num 
processo permanente de especialização e sofisticação. 
 Não esqueça: Os fatores orgânicos são mais determinantes no início do 
desenvolvimento. Os fatores sociais influenciam todo o processo e são decisivos 
para que o indivíduo desenvolva os processos psicológicos superiores. 
10.2 O papel da emoção no desenvolvimento 
 Para Wallon, a emoção é um instrumento de sobrevivência típico de 
nossa espécie, acionado, desde o nascimento, para suprir a incapacidade de o 
bebê alcançar sozinho o atendimento de suas necessidades mais primárias. 
Você pode verificar, por exemplo, que outros animais quando nascem são muito 
 
mais independentes do que o filhote humano: buscam o alimento, locomovem-
se com mais desenvoltura. 
Assim, em face de sua dependência, é através da emoção (choro, 
gritinhos, risos), que o bebê mobiliza as pessoas do seu ambiente para atender 
às suas necessidades (fome, sede, temperatura, conforto, etc.). 
 São as emoções que exprimem e fixam na sensibilidade do sujeito 
algumas disposições, atitudes que irão garantir o aparecimento de reações 
sensório-motrizes. São essas reações que introduzem o bebê no ambiente físico 
que o rodeia, permitindo que o explore e atue sobre ele. 
 A emoção fornece, portanto, os primeiros e mais fortes vínculos que irão 
suprir a imperícia do ser humano no início de seu desenvolvimento. 
A discussão sobre o valor da emoção é uma das maiores contribuições 
de Wallon (1998). Para ele, as estruturas da consciência e da personalidade vão 
surgir das oposições provocadas pela emoção, recurso inicial do bebê para agir. 
Segundo Wallon, será pela emoção que a criança passará a usar, de forma 
adequada, os instrumentos que a atividade cognitiva lhe propicia. É, graças ao 
vínculo estabelecido com o meio social, através da emoção, que o ser em 
desenvolvimento terá acesso à cultura e ao universo simbólico elaborado ao 
longo da história da humanidade. 
Nesse sentido, é a emoção que nos permite tomar posse dos instrumentos 
da atividade cognitiva, estando, portanto, na sua origem, na sua gênese. 
Entretanto, segundo Wallon, se a razão nasce da emoção, viverá da sua morte. 
(DANTAS, 1992). Tais palavras mostram que, se a emoção está na origem da 
inteligência ou razão, há um antagonismo que a emoção guarda em relação à 
atividade cognitiva, pois, à medida que esta se desenvolve, a ação da emoção 
tende a reduzir-se, tornando os comportamentos mais lúcidos. Nesse sentido, 
podemos dizer que a emoção faz a transição entre o orgânico e o cognitivo, por 
meio da mediação cultural. 
 Wallon classificou dois tipos de emoções: 
Quanto ao efeito que produzem no corpo: 
Quanto à origem e natureza das alterações emocionais: 
 
a) Emoções produzidas por agentes químicos (ex: efeitos de drogas, 
como o álcool); 
b) Emoções produzidas por componentes mecânicos-musculares (ex: 
atividades rítmicas intensas); 
c) Emoções de natureza abstrato-representacional (ex: diante de 
reflexões suscitadas por um poema, uma música). (DANTAS, 1992). 
 Estudando as características da vida emocional, Wallon concluiu que a 
emoção se origina de sensibilidades orgânicas e primitivas: sensibilidade 
visceral, que permite à criança sentir seus órgãos; e proprioceptiva, que lhe 
permite sentir o estado de seus músculos. Segundo Dantas (1992, p.87): “A toda 
alteração emocional corresponde uma flutuação tônica”, de modo que a emoção 
provoca manifestações corporais visíveis para as outras pessoas. Wallon 
chamou tais manifestações de “atividade próprio plástica”, uma vez que a 
emoção imprime certas formas ao corpo. Essas manifestações podem ser 
percebidas, ainda que de forma inconsciente, pelas pessoas que estão ao redor 
do sujeito. Tal aspecto mostra, também, o caráter contagioso ou epidêmico da 
emoção, pois ela tende a transmitir-se para os outros por meio de uma espécie 
de diálogo tônico, uma forma de comunicação primitiva, permitida pelas 
alterações da tonicidade muscular das pessoas. 
A afetividade é um conceito amplo que, além de envolver um componente 
orgânico, corporal, motor e plástico, que é a emoção, apresenta também um 
componente cognitivo, representacional, que são os sentimentos e a paixão. O 
primeiro componente a se diferenciar é a emoção, que assume o comando do 
desenvolvimento logo nos primeiros meses de vida; posteriormente, diferenciam-
se os sentimentos e, logo a seguir, a paixão.A afetividade é o conjunto funcional que responde pelos estados de bem-
estar e mal-estar, quando o homem é atingido e afeta o mundo que o rodeia. Ela 
se origina nas sensibilidades orgânicas e primitivas, denominadas sensibilidades 
interoceptivas e proprioceptivas, que, juntamente com os automatismos, são 
vistas por Wallon como os recursos que a criança tem para se comunicar e 
sobreviver. 
 
A sensibilidade interoceptiva é uma sensibilidade visceral que permite à 
criança sentir como estão os seus órgãos, como estômago, intestino, etc.; e a 
sensibilidade proprioceptiva é uma sensibilidade tônica ou postural que está 
relacionada às sensações ligadas ao equilíbrio, às atitudes e aos movimentos, e 
possibilita à criança sentir como está o estado de seus músculos. Ambas as 
sensibilidades provêm do próprio corpo, mas, enquanto a sensibilidade 
interoceptiva se reporta aos órgãos internos, à proprioceptiva se distingue dela, 
pois os seus estimulantes, em vez de se situar nas vísceras, se localizam nos 
tendões, articulações e nos próprios músculos. (DÉR, 2004, p.61). 
 Vejamos, agora, características do comportamento emocional: 
• Possui um caráter contagioso, isto é, passa para outras pessoas; 
• Nutre-se da presença de pessoas, pois a existência de uma plateia 
tende a fazer aumentar a emoção; 
• Tende a reduzir o funcionamento cognitivo, pois emoção e razão 
são dimensões antagônicas; o grau de emoção será tanto mais forte quanto 
maior for à inaptidão ou a imperícia da pessoa perante dada necessidade; 
• Provoca uma revolução orgânica, capaz de concentrar no corpo toda 
a sensibilidade do sujeito e diminui sua capacidade de perceber o que realmente 
se passa no mundo exterior; 
• Manifesta-se corporalmente e é visível para as outras pessoas; 
• Passa para os outros através de um diálogo tônico postural. 
 Ao longo do processo de desenvolvimento, afetividade e cognição 
pertencem à mesma unidade dialética, alimentando-se reciprocamente para 
constituir a pessoa. Contudo, não podemos dizer que o desenvolvimento 
acontece de maneira linear, pela simples somatória de progressos do indivíduo. 
 Já o desenvolvimento, para Wallon, é descontínuo, pois apresenta 
oscilações tais como rupturas, conflitos, reviravoltas, antecipação de funções, 
regressões. 
Podemos dizer que há três grandes princípios do desenvolvimento, 
segundo o teórico (1968): a predominância funcional; a alternância funcional; a 
integração funcional. 
 
O princípio da predominância funcional implica momentos ou estágios 
predominantemente afetivos e outros predominantemente cognitivos. Isso 
significa que as fases de domínio afetivo caracterizam-se pela construção da 
subjetividade, através da interação com o outro, sendo centrípetas – ou seja, 
orientadas do mundo exterior para o eu e permitindo o acúmulo de energia 
psíquica. As fases de domínio cognitivo caracterizam-se pela construção do 
objeto (realidade externa) e pelo dispêndio ou gasto da energia psíquica 
anteriormente acumulada. Por isso, foram chamadas de fases centrífugas – isto 
é, orientadas do eu para o mundo. 
O princípio da alternância funcional supõe que há formas de atividade que 
são predominantes em cada fase, as quais se alternam. Desse modo, cada fase 
do desenvolvimento porta matizes nas atividades preferenciais do sujeito, que 
estão relacionadas aos recursos de que ele dispõe para interagir com o mundo 
exterior. Graças à alternância funcional, podemos dizer que ocorrem mudanças 
na orientação do eu para o mundo e das pessoas para as coisas. 
O princípio da integração funcional supõe que as funções mais evoluídas, 
adquiridas recentemente, não implicam o desaparecimento de funções 
anteriores, mas as controlam. Isso quer dizer que as funções elementares vão 
perdendo autonomia conforme são integradas às funções mais aptas. A 
integração funcional, contudo, não é definitiva. Seu processo é impulsionado por 
crises ou conflitos que são inerentes ao processo de desenvolvimento. 
Os conflitos ou crises podem ser desencadeados por dois tipos de fontes: 
as endógenas (que estão no organismo do sujeito) e as exógenas (que estão no 
meio que o sujeito vive). Exemplo de fonte endógena é a ausência de certas 
possibilidades sensoriais e motoras que dependem da maturação nervosa. As 
fontes exógenas derivam sempre da ação do sujeito no meio exterior. (WALLON, 
1968, 1995). 
Apesar de funcionarem como molas propulsoras do desenvolvimento, 
esses conflitos, se permanecerem na forma de emoção pura, terão um efeito 
desintegrador. Para que isso não aconteça, é necessária a participação da 
inteligência na resolução deles. 
 
 
Nesse momento, é bom lembrar que o comportamento emocional do ser 
humano surge diante da imperícia, ou seja, da incapacidade de solucionar de 
forma independente os seus problemas e necessidades. 
 Entre os comportamentos afetivos, as emoções procedem do mais baixo 
nível de funcionamento cerebral – o nível subcortical. Apesar de constituírem a 
primeira forma de o ser humano estabelecer seus vínculos com o meio social, 
as emoções também aparecem em todas as idades, diante do problema da 
imperícia. No entanto, são as emoções que permitirão as relações que afinarão 
a expressividade do sujeito, transformando-a em um instrumento cada vez mais 
especializado da sociabilidade humana. (LAROCCA, 2002). Dessa maneira, há 
uma transformação funcional que implica, ao longo do processo de 
desenvolvimento, a evolução de formas emocionais que a princípio são 
puramente tônicas, para formas simbólicas de expressão emocional e, 
posteriormente, categoriais de afetividade. 
Observe no quadro os três momentos da relação entre afetividade e 
inteligência, ao longo do nosso desenvolvimento: 
 Evolução Das Formas De Afetividade Em Face Da Relação Com A 
Inteligência E Suas Características 
1ª. FASE: Afetividade Emocional-Tônica 
• A afetividade reduz-se às manifestações somáticas; é pura emoção; 
• As trocas afetivas dependem inteiramente da presença concreta de 
outras pessoas através do contato tônico- epidérmico; 
2ª. FASE: Afetividade Simbólica 
• Incorpora a linguagem (primeiro oral, depois escrita); 
• A nutrição afetiva acrescenta o toque e a entonação da voz; 
3ª. FASE: Afetividade Categorial 
• As relações afetivas passam a se submeter a exigências racionais, 
através de categorias como respeito, justiça, igualdade. 
 Wallon (1968) distinguiu sentimento de emoção. Os sentimentos resultam 
de representações e conhecimentos que agem sobre as emoções de maneira a 
reduzir o caráter instantâneo das mesmas. Em geral são mais duradouros. As 
emoções são acompanhadas de componentes orgânico-corporais (alterações 
 
nos batimentos cardíacos, sudorese, respiração, alterações tônicas visíveis na 
postura do corpo, gestos, expressão facial). As emoções concentram a 
sensibilidade do sujeito no corpo, de modo que diminuem a percepção do sujeito 
sobre o mundo exterior. (WALLON, 1979). 
10.3 As fases psicogenéticas do desenvolvimento 
 Você agora vai observar no quadro que se segue os estágios propostos 
por Wallon e que foram reorganizados por Galvão (1995, p.43-46). A autora 
coloca que, para Wallon, a pessoa se desenvolve progressivamente, através de 
fases onde há predominância ora afetiva, ora cognitiva, mas esses aspectos 
ocorrem sempre inter-relacionados. 
IMPULSIVO-EMOCIONAL - ATÉ UM ANO DE IDADE 
Predomínio da emoção, que dá um colorido especial às trocas que a 
criança realiza com seu meio, orientando suas relações com as outras pessoas 
e com sua ajuda, com o mundo. A criança depende totalmente das outras 
pessoaspara sobreviver, estado esse que Wallon chama de imperícia (nada 
saber fazer por si). Ela está conhecendo seu próprio corpo e explorando seus 
movimentos. Cada movimento representa algo para ela. 
SENSÓRIO-MOTOR E PROJETIVO - ATÉ TERCEIRO ANO 
A criança explora o mundo físico, manipulando objetos e explorando o 
espaço, tendo mais autonomia. É projetivo porque ela usa os gestos para 
expressar seus pensamentos e se comunicar (o ato mental projeta-se em ato 
motor). Aí existe o predomínio da cognição (inteligência prática e simbólica). 
Utilizando a linguagem, a criança faz descobertas; através da denominação dos 
objetos, tenta localizá-los e identificá-los. 
PERSONALISMO - DOS TRÊS AOS SEIS ANOS 
Acontece a formação da personalidade e a consciência de si, que resulta 
das trocas que faz com outras pessoas, na diferenciação do eu-outro. “[...] é pela 
expulsão do que há de alheio dentro de si, que se fabrica o Eu. (DANTAS, 1990, 
p.94). Aí aparece primeiro a oposição ao outro, quando busca se firmar 
contradizendo e confrontando as outras pessoas; surge então à sedução ou 
 
idade da graça, como chama Wallon. A criança quer ser admirada, apreciada 
pelos outros. Depois surge a imitação, pela qual ela cria personagens 
representando pessoas que admira, representando papéis para realizar isso. 
Nessa fase há o predomínio da afetividade sobre a cognição. 
CATEGORIAL - DOS SEIS AOS ONZE ANOS 
Dá-se a consolidação da função simbólica e diferenciação da 
personalidade, iniciada no estágio anterior. A criança volta-se para o mundo, 
tentando conquistá-lo. Isso acontece junto com o processo de escolarização, 
quando as exigências da família e da escola fazem com que a criança 
desempenhe papéis variados. Nessa fase há o predomínio da cognição e o 
desenvolvimento da inteligência infantil é enorme. 
PUBERDADE E ADOLESCÊNCIA DOS ONZE AOS DEZESSEIS ANOS 
Ocorrem as modificações fisiológicas provocadas pelo amadurecimento 
sexual, bem como mudanças psicológicas, trazendo à tona questões pessoais, 
morais e existenciais. As transformações do corpo acentuam as diferenças entre 
os dois sexos, e é necessário que o esquema corporal seja reorganizado pelos 
jovens. Passa a ser afetivo o predomínio dessa fase. No processo de 
desenvolvimento a pessoa deverá, por meio de seu potencial intelectual, 
reconhecer um eu diferenciado e, ao mesmo tempo, integrado. 
Para Wallon (1975), em sua relação com o ambiente, a pessoa assume 
determinadas ações considerando os recursos funcionais que já construiu (suas 
competências motoras, cognitivas, sociais, linguísticas) como condições para a 
realização de seus objetivos. Cada estágio de desenvolvimento representa um 
sistema de comportamentos, realizando uma maneira específica e ótima de 
trocas com o meio, integrando, a cada momento, os comportamentos do 
indivíduo em um sistema unitário, dentro de um processo de equilíbrio funcional, 
no qual em cada estágio prepondera uma forma particular de comportamento 
sobre as demais. Wallon coloca ainda que: 
 De etapa em etapa, a psicogênese da criança mostra, através da 
complexidade dos fatores e das funções, através da diversidade e da 
oposição das crises que a assinalam, uma espécie de unidade 
solidária, tanto em cada uma como entre todas elas. [...] Em cada idade 
ela constitui um conjunto indissociável e original. Na sucessão de 
idades, ela é um único e mesmo ser em curso de metamorfoses. Feita 
 
de contradições e de conflitos, a sua unidade será por isso ainda mais 
suscetível de desenvolvimento e de novidades. (WALLON, 1998, 
p.214). 
Você pode constatar que Wallon (1975) vê o processo de socialização 
como sendo o desenvolvimento progressivo da consciência do eu para a 
consciência social, pelas interações que existem entre as pessoas. Sua 
preocupação com a formação dos professores é evidente. Apresentamos a você 
uma síntese de tópicos que trazem algumas implicações para a sua prática 
pedagógica, como professor. Preste atenção nestas contribuições de Wallon. 
 Podemos dizer que foi muito marcante a estreita ligação que Wallon 
procurou manter entre Psicologia e Pedagogia, envolvendo-se com formação de 
professores e escolas, vindo a ter, inclusive, uma efetiva participação na política 
educacional francesa. (DANTAS, 1983; WEREBE & NADEL-BRULFERT, 1986). 
 Wallon propõe que cada educador procure conhecer seus alunos, tente 
saber em que etapas do desenvolvimento se encontram para, a partir daí, auxiliá-
los a se desenvolver, adequando as atividades escolares às suas necessidades 
e possibilidades. 
 
Bibliografia 
SILVA, Valdecir Gonçalves da; Os Testes Psicológicos e as suas Práticas 
Disponível em https://www.algosobre.com.br/psicologia/os-testes-psicologicos-
e-as-suas-praticas.html Acesso em 25 de set2017. 
Sede do Conselho Regional de Psicologia 9ª Região GO; Disponível em 
http://www.crp09.org.br/portal/orientacao-e-fiscalizacao/orientacao-por-temas/ 
areas-de-atuacao-do-a-psicologo-a Acesso em 25 de set2017. 
SCHEEFFER, Ruth, Introdução Aos Testes Psicológicos; Disponível em 
http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/12003/48ed_00004
0714.pdf?sequence=1 Acesso em 25 de set2017. 
MELLO, Rosângela Menta; Psicologia; Disponível em 
http://estagiocewk.pbworks.com/w/page/30130623/Psicologia Acesso em 27 de 
set2017.

Mais conteúdos dessa disciplina