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Bezerra Júnior, José Tavares. 
 Economia e mercado [ebook]. / José Tavares Bezerra Júnior. – São Luís: 
UEMA; UEMAnet, 2018.
 94 p 
 ISBN: 
 1. Economia. 2. Mercado. 3. Microeconomia. 4. Macroeconomia. 5. 
Matemática Financeira. I. Título. 
 
 CDU: 330.101.54
Universidade Estadual do Maranhão - UEMA
Núcleo de Tecnologias para Educação - UEMAnet
Campus Universitário Paulo VI, Tirirical - São Luís-MA
Fone-fax (98) 2106-8970
http://www.uema.br
http://www.uemanet.uema.br
Edição
Universidade Estadual do Maranhão - UEMA
Núcleo de Tecnologias para Educação - UEMAnet 
Coordenadora do UemaNet
Profª. Ilka Márcia Ribeiro de Souza Serra 
Coordenadora Pedagógica de Design Educacional
Maria das Graças Neri Ferreira
Coordenadora Administrativa de Design Educacional 
Cristiane Costa Peixoto
Professor Conteudista
José Tavares Bezerra Júnior
Designer Pedagógico
Luciana de Souza
Designer de Linguagem
Clecia Assunção Silva 
Revisores de Linguagem
Jonas Magno Lopes Amorim
Lucirene Ferreira Lopes
Editoração Digital
Luis Macartney Serejo dos Santos
Governador do Estado do Maranhão
Flávio Dino de Castro e Costa
Reitor da Uema
Prof. Gustavo Pereira da Costa
Vice-Reitor da Uema
Prof. Walter Canales Sant’ana
Pró-Reitor de Administração
Prof. Gilson Martins Mendonça
Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Estudantis 
Prof. Paulo Henrique Aragão Catunda
Pró-Reitora de Graduação
Profª. Andréa de Araújo
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-graduação
Prof. Marcelo Cheche Galves
Pró-Reitor de Planejamento
Prof. Antonio Roberto Coelho Serra
Ficha catalográfica 
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO
UNIDADE 2 
2.1 Lei de demanda
2.1.1 Formato da Curva de demanda
2.1.2 Deslocamento da Curva de demanda
2.1.3 Fatores que influenciam o deslocamento da Curva de demanda
2.2 Lei de oferta
2.2.1 Fatores deslocadores da Curva de Oferta
2.2.2 Deslocamento da Curva de Oferta
2.2.3 Equilíbrio de Mercado
2.3.4 Elasticidade
2.3.5 Cálculo da Elasticidade
2.3.6 Tipos de Elasticidade
9
12
17
20
28
29
30
31
31
32
33
35
38
40
41
Microeconomia
UNIDADE 1 Aspectos Introdutórios em Economia
1.1 Conceito de Economia
1.2 Problemas Fundamentais da Economia
1.3 Fluxo circular da Renda
1.4 Curva de possibilidade de Produção e Trade-off
4
UNIDADE 3 
3.2 PIB (Produto Interno Bruto)
3.3 Políticas Econômica
3.3.1 Política Monetária
3.3.2 Política Fiscal
3.3.3 Política Cambial
UNIDADE 4 
4.1 Juros simples
4.1.1 Método ampliado
4.1.2 Aplicação de fórmula
4.1.3 Calculadora financeira (HP 12-C)
4.1.4 Taxa proporcional e taxa equivalente
4.1.5 Juros comerciais versus juros exatos
4.2 Juro composto
4.2.1 Método ampliado
4.2.2 Aplicação de fórmula
4.2.3 Calculadora financeira
45
63
49
64
50
64
53
66
57
68
69
70
70
71
75
 Macroeconomia
 Matemática Financeira
 APRESENTAÇÃO
Caro (a) estudante,
 Antes de iniciar o conteúdo, gostaria de agradecer ao convite do UEMAnet 
e do Professor Me. José Tavares Bezerra Junior, para fazer a abertura deste 
e-Book da disciplina Economia e Mercado. Sendo assim, falar de economia é 
sempre um grande desafio e um grande prazer, porque a economia é uma ciência 
transdisciplinar, social e ao mesmo tempo política, além disso ela encontra-se na 
vida e no cotidiano de todos nós.
 O e-Book em questão trata de uma breve introdução a alguns conceitos 
fundamentais da economia, por isso, com a finalidade de sistematizá-lo, divide-
se em 4 Unidades, sendo respectivamente: aspectos introdutórios em economia, 
microeconomia, macroeconomia e matemática financeira. Essa breve explanação é 
capaz de trazer uma abordagem ao mesmo tempo compacta, mas rica em aspectos 
peculiares da economia e do mercado.
 Para introduzir o assunto, na Unidade 1, demonstram-se os conceitos 
básicos da economia, pois embora todos nós possamos entender empiricamente 
sobre ela e até mesmo opinar sobre o assunto, faz-se necessário conceituá-la, 
buscando evidenciar seus problemas fundamentais. Além do que foi colocado, 
mostra-se com destreza o fluxo circular da renda, tentando identificar os tipos de 
curva de possibilidade de produção. Nessa parte do trabalho, traça-se um panorama 
geral, do próprio funcionamento da economia e suas múltiplas possibilidades de 
interpretação.
 Na Unidade 2, constrói-se uma aplicabilidade dos conceitos anteriormente 
explanados, colocando sobre a perspectiva da microeconomia, em que o autor 
busca compreender o funcionamento das leis de oferta e demanda, tanto do ponto 
de vista teórico, quanto aplicado. Adentrando-se no mercado, tem-se como objetivo 
6
analisar o processo de formação de preço em condições de equilíbrio, buscando 
entender sobre a elasticidade-preço da demanda, bem como compreender os 
efeitos das externalidades positivas e negativas. Todas essas aproximações com 
a realidade é fruto de uma especificidade da microeconomia, sendo a parte da 
economia que trata do local, do específico, do mercado, tentando equacionar com 
racionalidade as decisões.
 Na Unidade 3, abrem-se as perspectivas e o horizonte, olhando não mais para 
a firma e as decisões de mercado, trazendo o leitor para entender como é calculado 
o PIB, avaliando o seu grau de importância para o bem-estar da sociedade. Para 
isso, busca-se ver a questão da política monetária, fiscal e cambial, as três principais 
políticas macroeconômicas que afetam diretamente a vida de todas as pessoas e 
de todo o país. Enxergando por esse prisma a macroeconomia, traz um olhar que 
todos nós devemos ter: o olhar de como as escolhas estruturais determinam as 
regras de como funciona a economia.
 Por fim, na Unidade 4 traz-se uma aplicabilidade para toda a teoria explanada, 
introduzindo mesmo que rapidamente a matemática financeira, que trabalha a 
habilidade de entender a sistemática de cálculo de capitalização simples, tentando 
identificar a especificidade dos juros comerciais e exatos. Além disso se propõe 
analisar a diferença entre taxas proporcionais e taxas equivalentes, resultando na 
tentativa de compreender como funciona o regime de capitalização composto. Na 
Unidade, traz-se um elemento essencial para compreensão da tomada de decisão 
dos agentes econômicos, visto que a aplicação de tais conceitos pode elevar o 
patamar de bem-estar e de eficiência.
 Temos a convicção de que todo o conhecimento posto em tela nesse 
e-Book, trará uma razoável compreensão da economia e de seus mecanismos, 
para desenvolver a habilidade de entender melhor a realidade em que se vive, com 
a intenção de proporcionar ações com mais qualidade técnica, primando pelo que 
tem que ser feito. Bons estudos!
 Profº. Dr. Heric Hossoe
 
Caro (a) estudante,
Além do texto com as informações do conteúdo da disciplina, estamos lhe 
apresentando os ícones, elementos gráficos que ampliam as formas de linguagem 
e simplificam a organização e a leitura hipertextual. Você deve clicá-los para ter 
acesso às informações que cada um representa. Observe os significados:
ABC ou Glossário 
define uma palavra, termo ou
expressão utilizada no texto;
Saiba mais 
traz informações, curiosidades 
ou notícias acrescentadas ao 
texto e relacionadas ao tema 
estudado;
ATENÇÃO! 
destaca informações imprescindíveis 
no texto, indica pontos de maior 
relevância no texto;
SUGESTÃO DE FILMES OU VÍDEOS 
filmes com temas relacionados ao 
conteúdo do texto;
REFERÊNCIAS 
estão relacionadas no final de 
cada aula/unidade, de acordo 
comas normas da ABNT.
ÍCONES
8
UNIDADE
1
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ur
so
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Te
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og
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 e
m
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es
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ci
al
Objetivos
• Compreender os conceitos básicos da economia;
• Entender sobre os problemas fundamentais da 
economia;
• Analisar o funcionamento do fluxo circular da renda;
• Identificar os tipos de curva de possibilidade de 
produção.
8
1 Aspectos Introdutórios em Economia
A economia é uma ciência social e, naturalmente, está 
presente no dia a dia da sociedade, determinando desde o 
preço do pãozinho que nos alimentamos no café da manhã até 
na tomada das grandes decisões macroeconômicas de alta 
complexidade que repercutem – positiva ou negativamente, 
conforme a modalidade temporal de decisão – no comércio 
internacional entre duas nações.
Daí a importância de podermos entender de forma efetiva todos 
os bastidores que envolvem o processo de tomada de decisões 
dos agentes econômicos, os quais necessitam maximizar o 
processo de escolha em meio a alternativas intricadas e, em 
alguns casos, que envolvem um relativo grau de subjetividade. 
É verdade que existe, em determinadas situações, um certo 
viés vinculado à problemática de cálculos numéricos dentro 
da economia, mas a ciência econômica é considerada de fato 
uma ciência social, ou seja, não possui a exatidão das ciências 
exatas como constatado, por exemplo constatado na física, 
química ou matemática. Assim, existem muitas teorias dentro 
9
do pensamento econômico com método e objeto distintos utilizados para construção 
do pensamento científico, a exemplo da escola Clássica, Marxista, Neoclássica, 
Keynesiana e Austríaca. 
Nesta seção, de caráter introdutório, será apresentada uma abordagem plural, 
destacando o ponto positivo de cada um dos paradigmas dentro do universo da 
economia, fazendo com que o aluno possa vislumbrar o caleidoscópio inerente 
à ciência econômica, e todos seus aspectos instigantes em termos de análise e 
compreensão adequada dos fatos dentro do nosso cotidiano.
Desta forma, nesta parte introdutória serão abordados aspectos gerais e introdutórios 
em economia, a afim de tornarmos o processo de ensino-aprendizagem produtivo e 
agradável, onde serão vistos, numa perspectiva resumida e intuitiva, basicamente 
os seguintes assuntos:
i. Conceito de economia;
ii. Problemas fundamentais da economia;
iii. Fluxo circular da renda;
iv. Curva de possibilidade de produção e trade-off.
1.1 Conceito de Economia
A economia é uma ciência que estuda as relações sociais de produção entre diversos 
agentes econômicos, sobretudo famílias, empresas, instituições financeiras e/ou 
aquelas vinculadas à administração pública, avaliando princípios que norteiam o 
processo de tomada de decisão.
Diversos economistas apresentam definições para o termo economia. Vejamos, por 
exemplo, as definições propostas por Gregory Mankiw e Paulo Sandroni.
Segundo Mankiw (2001), “A palavra economia deriva do grego aquele que 
administra o lar. A princípio esta origem pode parecer estranha, mas, na verdade, 
lares e economia têm muito em comum”. (MANKIW, 2001, p.3).
10
Já para Sandroni (1999), a economia pode ser entendida como a 
[...] ciência que estuda a atividade produtiva. Focaliza 
estritamente os problemas referentes ao uso mais eficiente 
de recursos materiais escassos para a produção de bens; 
estuda as variações e combinações na alocação dos fatores de 
produção (terra, capital, trabalho, tecnologia), na distribuição 
de renda, na oferta e procura e nos preços das mercadorias. 
(SANDRONI, 1999, p. 189).
Fgura 1 - Professor Gregory Mankiw da Universidade de Harvard
Fgura 2 - Professor Paulo Sandroni da PUC-SP
11
 Veja, agora, no link abaixo um conceito bem didático e alternativo sobre economia:
Assim, a partir da observação e do entendimento do conceito de economia, nota-
se que a economia está inserida no ramo das ciências sociais aplicadas e, por 
exemplo, um fato bastante interessante ligado a este ramo do pensamento científico 
diz respeito à premiação anual mundial ligada ao Nobel de Economia. O Nobel de 
economia é destinado às propostas inovadoras que apontam soluções criativas 
para solucionar os problemas fundamentais da economia.
No link abaixo você encontrará um conceito bem didático e 
alternativo sobre economia. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=mJsncXWcc-E
12
Para saber mais sobre o prêmio Nobel de economia 
acesse: https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/
economic-sciences/laureates/ (site oficial em inglês).
1.2 Problemas Fundamentais da Economia
Todos nós convivemos diariamente com uma série de problemas que variam em 
diferentes níveis de complexidade, sendo uns mais graves e outros nem tanto, onde 
necessitamos resolver os mesmos de forma efetiva e racional. Nesse sentido, a 
racionalidade é tida, aqui considerada tanto em termos individuais quanto coletivos, 
como um dos princípios norteadores do processo de tomada de decisão dentro da 
economia, pois a partir de uma determinada escolha racional o agente econômico 
maximiza a sua satisfação. 
Veremos, a seguir, a implicação da postura econômica racional tanto para os 
indivíduos quanto para as empresas.
Para um indivíduo qualquer, a maximização da sua respectiva satisfação relativa 
pode ser obtida a partir da compra de um produto, um sapato por exemplo, num 
preço razoável – que caiba dentro do seu orçamento doméstico – ou ainda obter um 
determinado serviço de qualidade e preço justo, exemplo: numa consulta médica 
ser atendido com cordialidade e rapidez. 
13
Figura - 3 Loja de sapatos possui uma grande variedade de preços
Figura 4 - Consultório médico oferta serviços um variedade de serviços aos pacientes
Os indivíduos buscam formas de satisfazer suas necessidades a partir de diferentes 
opções. Numa loja de sapatos, por exemplo, existe uma grande variedade de 
produtos com diferentes preços e qualidades distintas. A escolha considerada 
racional é aquela que maximiza sua satisfação pessoal.
De maneira semelhante, ao procurarmos um consultório médico buscamos a 
satisfação das nossas necessidades, sejam elas de natureza preventiva ou 
corretiva.
14
Enquanto que para as empresas, a satisfação das suas necessidades passa 
pelo atendimento de seu planejamento estratégico (missão, visão e valores), mas 
sobretudo pelo retorno no investimento realizado e pela manutenção dos custos 
dispendidos em sua operação diária. Dentro da contextualização clássica da 
economia, o mercado utiliza como medida de valor – de forma relativa – para avaliar 
o sucesso de uma determinada empresa a sua capacidade de gerar lucro.
Cabe lembrar que outras correntes do pensamento econômico observam 
esta temática a partir de outro prisma, a exemplo da abordagem marxista 
sobre a criação de valor e da geração do lucro a partir da extração da mais-
valia. 
Assim, quanto maior for efetivamente o lucro de uma determinada empresa maior 
será teoricamente a possibilidade de ampliar seus investimentos, cobrir seus 
custos de produção ou remunerar os acionistas, considerados estes últimos os 
proprietários das empresas para aqueles casos de companhia abertas.
Cabe ressaltar que um dos grandes desafios da atualidade é encontrar o 
denominador comum que possa satisfazer tanto os indivíduos quanto as empresas, 
de tal maneira que não haja incentivos à cultura consumista e nem à depredação 
dos recursos naturais, para que haja uma convivência harmônica entre todos os 
membros da sociedade. Nesse sentido, à propósito, é sabido que um dos grandes 
desafios dos gestores de políticas públicas é o enfrentamento da pobreza, a qual 
não se resume à produção de alimentos, mas sim à redistribuição da riqueza. O 
indicador econômico que mede a concentração de rendaé o índice de Gini.
15
Segundo IPEA [...] o Índice de Gini, criado pelo matemático italiano 
Conrado Gini, é um instrumento para medir o grau de concentração de 
renda em determinado grupo. Ele aponta a diferença entre os rendimentos 
dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de zero a um 
(alguns apresentam de zero a cem). O valor zero representa a situação de 
igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. O valor um (ou cem) está no 
extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza. Na prática, 
o Índice de Gini costuma comparar os 20% mais pobres com os 20% mais 
ricos. No Relatório de Desenvolvimento Humano 2004, elaborado pelo 
Pnud, o Brasil aparece com Índice de 0,591, quase no final da lista de 127 
países. Apenas sete nações apresentam maior concentração de renda. 
Fonte: http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_
content&id=2048:catid=28&Itemid=23
Figura 5 - Índice De Gini Mundial
16
A interação entre os indivíduos e as empresas será vista com maior riqueza de 
detalhes na Unidade 2, onde abordaremos especificamente o tema Microeconomia 
com uma maior riqueza de detalhes.
Retornando ao conceito da lucratividade, para que a empresa possa maximizar o 
seu lucro ela busca basicamente a resposta a três questões fundamentais:
Story of Stuff - Completo e legendado em português
Para melhor entendimento sobre a dicotomia entre produção 
e distribuição mundial, bem como sobre a desigualdade entre 
países, assista ao vídeo A história das coisas, apresentado pela 
cientista social Anne Leonard. O vídeo mostra de maneira lúdica 
uma crítica ao atual padrão de consumo mundial, pautado em 
grande parte pelo desperdício e/ou direcionado pelo dispêndio 
em bens de consumo supérfluos. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
17
1 O que produzir?
2 Como e quanto produzir?
3 Para quem produzir?
A resposta a estas indagações pode ser melhor observada a partir da análise e 
interpretação do fluxo circular da renda, que correlaciona de forma bastante 
didática e simplificada a interação entre os principais agentes econômicos.
1.3 Fluxo circular da Renda
Conforme visto no início desta Unidade, a economia é uma ciência social que 
utiliza um ferramental sui generis para fazer as interpretações da realidade a fim 
de auxiliar no processo de tomada de decisão. Dessa forma, um método bastante 
utilizado deriva da constituição de teorias que surgem a partir da simplificação da 
realidade com base em observações prévias e sucessivas aproximações ao objeto 
de pesquisa.
Figura 6 - O economista alemão Karl Marx (1818 - 1883)
LEGENDA: Segundo Karl Marx “[...] na análise das formas econômicas 
não podem servir nem o microscópio nem reagentes químicos. A 
faculdade de abstrair deve substituir ambos”.
Portanto, uma forma habitualmente utilizada para avaliar a interação entre os 
agentes no mercado é obtida com o uso e interpretação do fluxo circular da renda. 
O diagrama circular do fluxo da renda – ou fluxo circular da renda – demonstra 
de forma elucidativa no seu modelo simplificado a interação entre as empresas e 
Pedro
Realce
18
as famílias numa economia fechada e sem governo, tendo como dimensões de 
interação o mercado de bens e serviços e o mercado de fatores de produção.
A hipótese didática de uma economia fechada e sem governo 
desconsidera a existência do comércio internacional e da 
intervenção do Estado na economia.
Figura 7 - Fluxo circular da renda
Fonte: Mankiw,2001
19
O fluxo circular da renda apresenta a oferta e demanda de maneira simultânea 
entre as empresas e as famílias, observando-se os mesmos pela ótica do fluxo de 
bens e serviços e fluxo de moeda. 
Ou seja, no mercado de bens e serviços as empresas ofertam os respectivos bens e 
serviços enquanto que as famílias demandam os mesmos, gerando respectivamente 
receita para as empresas e despesas para as famílias. Um exemplo corriqueiro 
desta interação se dá quando os indivíduos vão ao supermercado ou ainda através 
da ida periódica a um salão de beleza.
Já no mercado de fatores de produção os papéis se invertem, pois temos desta 
vez a demanda por parte das empresas dos fatores de produção – considerados 
os insumos para produção – enquanto que as famílias ofertam estes últimos, 
proporcionando renda para as famílias e despesa para as empresas. Um exemplo 
pode ser observado no pagamento mensal do salário por parte das empresas aos 
seus empregados.
Os fatores de produção são considerados elementos indispensáveis no processo 
produtivo. Os principais fatores de produção são os seguintes: a terra, o trabalho e 
o capital.
FATOR DE PRODUÇÃO REMUNERAÇÃO
Terra (recursos naturais) Aluguel da terra
Trabalho Salário
Capital Juros
Quadro 1 - Principais Fatores de Produção
Fonte: Elaborado pelo Autor
20
Além dos fatores de produção mencionados anteriormente – terra, 
trabalho e capital – podem ser encontrados na literatura econômica 
outros exemplos de fatores, como a tecnologia e a capacidade 
empresarial, remunerados pelo pagamento de royalty e pela geração de 
lucro, respectivamente. 
Paralelamente ao fluxo de bens e serviços tem-se o fluxo monetário, o qual funciona 
neste caso especificamente como um meio de intermediar as trocas entre as famílias 
e as empresas e, portanto, facilitar o processo de troca.
Aliado os conceitos expostos acima, os empresários diariamente tomam decisões 
importantes no tocante ao nível ideal de produção com a expectativa de atingir 
os objetivos da firma. Este nível ideal pode ser identificado a partir do conceito da 
curva de possibilidade de produção, a qual será vista no item subsequente.
1.4 Curva de possibilidade de Produção e Trade-off 
A crescente concorrência vista, atualmente, no mercado faz com que as empresas 
invistam seus recursos em inovações tecnológicas bem como no aperfeiçoamento 
de produtos e processos. Isso se faz necessário, pois a busca pelo chamado nível 
eficiente de produção é uma diligência constante daquelas empresas que almejam 
ter condições mínimas para enfrentar seus concorrentes, aumentar sua participação 
no mercado e, consequentemente, auferir maiores lucros.
Mas para que a empresa faça a escolha correta e mais racional do ponto de 
vista econômico – distribuir dividendos, cortar custos, ampliar os investimentos 
ou contratar mais força de trabalho, entre outros – a área operacional se depara 
com recursos escassos, os quais devem ser alocados em finalidades alternativas. 
21
Assim, os diferentes parâmetros para tomada de decisão passam pela escolha da 
quantidade ótima ou ideal de produção.
Ademais, a quantidade ideal a ser produzida por determinada empresas precisa, 
além de atender a requisitos e padrões mínimos de qualidade estabelecidos 
previamente, acolhe sobretudo a prerrogativas inerentes ao processo produtivo 
propriamente dito. Nesse sentido, surge o conceito de curva de possibilidade de 
produção, demonstrando de maneira didática a melhor forma de se encontrar o 
ponto de equilíbrio entre dois produtos, em termos quantitativos.
Cabe ressaltar que, a curva pode ser observada tanto do ponto de visa empresarial 
ou numa perspectiva mais generalizada, a exemplo de uma grande nação. Mankiw 
Figura 8 - Curva ou fronteira de possibilidade de produção
Fonte: Mankiw, 2001
22
(2001) apresenta o exemplo hipotético onde um país produz apenas computadores 
e automóveis. 
A curva ou fronteira de possibilidade de produção representa exatamente o limite 
máximo de produção, que pode ser atingida dada a existência de dois bens. Este 
limite representa ainda o pleno emprego dos fatores de produção ou capacidade 
máxima instalada, demonstrados na curva acima pelos pontos A e C, onde os demais 
pontos da curva apresentam outras combinaçõesde possibilidade de produção em 
termos de computadores e automóveis. 
No ponto A esta nação está produzindo 2.000 computadores e 700 automóveis, 
enquanto que no ponto C, o nível de produção é ampliado em termos de computadores 
e reduzido para os automóveis, alcançado 2.200 e 600, respectivamente. O ponto 
B representa aquela situação onde a nação não está utilizando plenamente seus 
fatores de produção, ocasião esta que pode ser identificada como subutilização no 
Para atingir o ponto D na curva supracitada a nação experimentaria no 
longo prazo uma ocasião de desenvolvimento econômico, o que pode ser 
atingido por três aspectos: investimento em tecnologia, capacitação da 
mão de obra e eficiência produtiva. 
emprego dos fatores de produção. Já o ponto D denota uma circunstância inatingível 
para a nação numa conjuntura de curto prazo.
Outro aspecto interessante sobre a curva de possibilidade de produção fiz respeito 
à concavidade da curva, pois dependendo do seu formato o comportamento das 
variáveis adquire desempenhos distintos, onde tem-se resumidamente os formatos 
côncavo (curva 1), linear (curva 2) e convexo (curva 3).
23
Curva 1: formato côncavo
Acréscimos iguais na produção de computadores levam a quedas 
cada vez maiores na produção de automóveis.
Curva 2: formato linear
Acréscimos iguais na produção de computadores levam a quedas 
iguais na produção de automóveis.
Figura 9 – Curva 1
Fonte: Elaborada pelo Autor
Figura 10 – Curva 2
Fonte: Elaborada pelo Autor
24
Curva 3: formato convexo
Acréscimos iguais na produção de computadores levam a quedas 
cada vez menores na produção de automóveis.
Fonte: Elaborada pelo Autor
Figura 11 – Curva 3
Esta correspondência entre as variações é denominada em economia de trade-off, 
onde são apresentadas alternativas distintas de produção.
TRADE-OFF: em economia, expressão que define situação de escolha 
conflitante, isto é, quando uma ação econômica que visa à resolução de 
determinado problema acarreta, inevitavelmente, outros.
25
Em suma, podemos concluir que, ao final desta primeira Unidade, esta instigante 
ciência chamada Economia amplia as possibilidades de conhecimento da realidade, 
proporcionando um prisma de análise que ultrapassa a aparência dos fenômenos 
e, consequentemente, nos leva às fronteiras da essência socioeconômica, onde 
tudo se explica de maneira estimulante e enriquecedora, para que possamos 
efetivamente auxiliar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. 
RESUMO
Nesta Unidade, apresentamos aspectos significativos acerca do funcionamento da 
Economia, aspectos que levam o aluno a uma esfera do conhecimento instigante 
e desafiadora. Vimos que a economia é um dos ramos do pensamento científico 
pertencente às Ciências Sociais, proporcionando reflexões e fundamentos sobre o 
processo de tomada de decisão para os agentes econômicos.
A partir dos conceitos e fundamentos iniciais da economia notou-se que a 
racionalidade, seja ela individual ou sobretudo coletiva, deve ser a tônica para a 
resolução daqueles conflitos que nos deparamos no nosso cotidiano.
Aprendemos ainda, basicamente, que o fluxo circular da renda objetiva demonstra 
a relação entre as empresas e as famílias, num contexto de reciprocidade e 
convivência recíproca, onde ambos atuam na condição de demandantes e ofertantes 
nos mercados de fatores, de produção, bens e serviços. 
Por fim, conhecemos um pouco mais sobre a curva de possibilidade de produção, 
ampliando as noções elementares sobre trade-off e os dilemas conceituais do ponto 
de vista produtivo.
26
REFERÊNCIAS
Economia Animada - O que é economia? Vídeo (2m08s). Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=mJsncXWcc-E>.Acesso em: 29 nov.2017.
MANKIW, N. G. Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia. 2. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus, 2001. 831 p.
MANKIW, N. G., Macroeconomia. 7.ed. LTC, 2010.
Story of Stuff (A História das coisas). Vídeo (21m26s). Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k >.Acesso em:29 nov. 2017. 
SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Best Seller, 
1999.
WOLFFENBÜTTEL, Andréa. O que é? - Índice de Gini. Disponível 
e m : < h t t p : / / w w w. i p e a . g o v. b r / d e s a f i o s / i n d e x . p h p ? o p t i o n = c o m _
content&id=2048:catid=28&Itemid=23> >.Acesso em: 29 nov. 2017.
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Objetivos
27
2 Microeconomia
A microeconomia, é um ramo da economia que se preocupa 
fundamentalmente com as decisões econômicas das empresas 
e dos consumidores, a partir da interação e reciprocidade entre 
os mesmos no mercado de bens e serviços. 
Fazem parte da microeconomia, as estratégias de formação de 
preços, o funcionamento do mercado e o processo de tomada 
de decisão dos agentes. 
O ferramental proposto pela microeconomia, busca identificar 
como o mundo funciona, observando de forma científica os 
“bastidores” do dia a dia. 
Assim, fundamentalmente fazem parte da microeconomia:
- Análise da demanda;
- Apreciação da oferta;
- Equilíbrio de mercado;
- Elasticidade.
• Compreender o funcionamento das leis de oferta e 
demanda;
• Analisar o processo de formação de preço em condições 
de equilíbrio de mercado;
• Entender sobre a elasticidade-preço da demanda.
28
Figura 12 - Microeconomia 
A microeconomia busca identificar a interação entre indivíduos e empresas agindo 
reciprocamente no mercado de bens e serviços.
Desta forma, esta Unidade contemplará os seguintes tópicos:
Demanda;
Oferta;
Equilíbrio de mercado;
Elasticidade.
2.1 Lei de demanda
Segundo Sandroni, “Na teoria microeconômica, a demanda (ou procura) é a 
quantidade de um bem ou serviço que um consumidor deseja e está disposto a 
adquirir por determinado preço e em determinado momento”.(SANDRONI, 1999, p. 
160). Dessa forma, a lei de demanda é um conceito clássico em economia e explica 
o comportamento do consumidor diante de situações vinculadas à necessidade da 
aquisição de um bem ou serviço. 
29
2.1.1 Formato da Curva de demanda
A curva de demanda possui um formato negativamente inclinado na correlação entre 
quantidade (eixo x) e preço (eixo y). Isso demonstra que quanto maior for o preço 
de um produto, menor será a quantidade demandada pelo mesmo, considerando-
se outros fatores constantes. No entanto, quanto menor for o preço de um produto, 
maior será a quantidade demandada. Portanto existe uma relação inversa entre o 
preço e a quantidade.
Figura 13 - Curva de demanda
Fonte: Elaborada pelo Autor
Fonte: Elaborado pelo Autor
Quadro 2 - Síntese 1
QUANDO PREÇO DEMANDA
E QUANDO PREÇO DEMANDA
30
As variações de preço provocam variações ao longo da curva de demanda, mas 
existem outros determinantes que induzem ao deslocamento da curva propriamente 
dita.
2.1.2 Deslocamento da Curva de demanda
Além das variações que podem ocorrer ao longo da curva de demanda, podem 
ocorrer também situações que levam ao deslocamento da curva de demanda. Por 
exemplo, uma situação de deslocamento para a direita denota que houve aumento 
na renda do consumidor, enquanto que variações para esquerda podem ser 
influenciadas por diminuição na renda.
Figura 14 - Deslocamento da curva de demanda
31
2.1.3 Fatores que influenciam o deslocamento da Curva de demanda
Existem vários fatores que provocam o deslocamento da curva de demanda, entre 
as quais se destacam:
1 Número de consumidores (demografia);
2 Poder de compra do consumidor (renda);
3 Preço de outros bens/serviços;
4 Marketing;
5 Efeitos sazonais (clima).
Os fatores elencados acima influenciam a demanda de determinadoproduto, por 
exemplo, na medida em que a variabilidade de cada um deles aumenta ou diminui 
as expectativas em relação à aquisição do produto, ou a contratação do serviço. Se 
a renda de um consumidor se eleva, a propensão deste consumidor para aumentar 
a compra de bens e contratação de serviços é muito alta. Por outro lado, caso haja 
a diminuição da renda do mesmo consumidor, certamente ele deverá economizar 
nas suas despesas correntes. 
2.2 Lei de oferta
A lei de oferta é a relação que descreve a quantidade que os produtores estão 
dispostos a oferecer em diferentes níveis de preço, mantendo outros fatores 
constantes. A curva de oferta apresenta uma inclinação positiva, pois quanto maior 
o preço de um bem, maior será a propensão dos produtores ampliarem a quantidade 
ofertada e vice-versa.
32
Figura 15 - Curva de oferta
Fonte: Elaborada pelo Autor
Fonte: Elaborodo pelo Autor
Quadro 3 - Síntese 2
QUANDO PREÇO OFERTA
E QUANDO PREÇO OFERTA
2.2.1 Fatores Deslocadores da Curva de oferta
Além das variações na curva de oferta oriundas a partir do preço, existem outros 
fatores determinantes que igualmente podem afetar a oferta. Dentro do rol dos 
demais fatores que eventualmente podem afetar a oferta, pode-se elencar os 
seguintes:
1 Preço dos insumos;
2 Tecnologia;
3 Número de empresas ou produtores;
4 Clima;
5 Expectativa em relação ao futuro.
33
2.2.2 Deslocamento da Curva de oferta
As variações do preço provocam variações ao longo da curva de oferta, mas existem 
outros determinantes que podem influenciar o deslocamento da própria curva de 
oferta. Os fatores que determinam variações da curva de oferta são variados, entre 
os quais pode-se citar os seguintes:
- Custo dos insumos utilizados na produção;
- Mudança na tecnologia;
- Condições climáticas;
- Quantidade de empresas concorrentes.
Quando há um aumento da oferta, a curva é deslocada para a direita. Neste caso, 
podemos imaginar que houve, por exemplo, queda no preço dos insumos ou 
implantação de determinada inovação tecnológica por parte da empresa. 
No entanto, caso a curva seja deslocada a esquerda denota-se que houve diminuição 
da oferta. Nesta segunda possibilidade, conclui-se que houve, por exemplo, aumento 
no custo das matérias-primas ou condições climáticas desfavoráveis, como um 
período de estiagem durante a colheita da safra de soja.
Figura 16 - Produção agrícola sofre forte impacto da sazonalidade
34
A oferta dos produtos agrícolas é fortemente influenciada pelas condições climáticas 
e sazonalidade, se as condições forem desfavoráveis, uma escassez de chuva, por 
exemplo, pode impactar seriamente a colheita de determinado produto (soja, milho, 
algodão etc.).
Figura 17 - Deslocamento da Curva de oferta
35
2.2.3 Equilíbrio de mercado
Considera-se equilíbrio de mercado, aquela situação hipotética na qual a oferta 
de determinado produto ou serviço se iguala à respectiva demanda. No ponto de 
equilíbrio, todos os compradores estão dispostos a pagar aquele preço que se 
iguala à quantidade ofertada pelas empresas.
Para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema, assista ao vídeo para 
ampliar o entendimento sobre as curvas de oferta e demanda. Disponível 
em: https://www.youtube.com/watch?v=3fClHmUuzoE&t=3s
36
Figura 18 - Ponto de equilíbrio no mercado
Figura 19 - Equilíbrio de mercado
No entanto, além da situação de equilíbrio podem existir outras ocasiões em que a 
oferta da empresa seja superior à demanda dos consumidores e, em outros casos, 
pode ocorrer também que a demanda seja superior à oferta. Nestas situações, 
dizemos que houve, respectivamente, excesso de oferta e excesso de demanda.
37
Nas situações de desequilíbrio de mercado, ocorre o fenômeno da chamada mão 
invisível do mercado, conceito este desenvolvido pelo economista Adam Smith 
em meados do século XVIII. Segundo Smith, as situações de desequilíbrio são 
decorrentes de crises eventuais, transitórias ou passageiras, mas o mercado se 
autorregula de forma automática, como se houvesse uma mão invisível intervindo 
diretamente no equilíbrio entre as duas curvas, fazendo com que o preço e 
quantidade voltem ao seu patamar de estabilidade no mercado.
Figura 20 - Adam Smith
Adam Smith é considerado o pai da economia moderna e um dos 
fundadores da corrente clássica do pensamento econômico. No ano 
de 1776, Adam Smith publicou o livro a Riqueza das Nações, no qual 
abordou a situação da mão invisível de mercado. 
38
2.3.4 Elasticidade
A elasticidade é um conceito de grande utilidade e largamente utilizado pelos 
economistas. Ela é usada para mensurar a sensibilidade dos consumidores frente 
às variações que ocorrem no mercado, sobretudo do preço. Assim, a partir deste 
conceito é possível estimar o tamanho da sensibilidade dos compradores como 
resposta a um eventual aumento, ou diminuição dos preços de determinado bem 
ou serviço.
Segundo Sandroni, elasticidade corresponde a “[...] Relação entre as diferentes 
quantidades de oferta e procura de certas mercadorias, em função das alterações 
verificadas em seus respectivos preços”. (SANDRONI, 1999, p. 199). 
Para compreender como funciona o chamado equilíbrio de mercado, 
assista ao vídeo “Economia II - Aula 01 - Oferta e Demanda: 
Princípios Básicos”. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=gdAkCrzyZsY 
39
Para entender um pouco mais sobre os mecanismos que influem 
na elasticidade-preço da demanda, assista ao vídeo “Economia II – 
Aula 02 – Elasticidades”. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=0I9cLaiesVA&t=166s 
Existem vários tipos de elasticidade, entre as quais podemos citar as seguintes:
• Elasticidade-preço da demanda;
• Elasticidade-renda da demanda;
• Elasticidade-preço da oferta;
• Elasticidade-renda da oferta;
• Elasticidade-cruzada da demanda.
40
Para fins didáticos, será feita a análise sobre a elasticidade-preço da demanda, 
na qual avalia-se o tamanho de significância que eventuais variações no preço 
proporcionam à demanda.
2.3.5 Cálculo da Elasticidade
De forma geral, a elasticidade mede a mudança percentual em uma variável 
dependente (Q), em decorrência de uma variação em uma variável explicativa (P). 
Assim, o cálculo da elasticidade é obtido a partir da seguinte fórmula:
Na qual: 
E = elasticidade (expressa em módulo)
∆ = variação
Q = quantidade 
P = preço
O resultado deve ser apurado em módulo, de tal modo que busque se avaliar a 
magnitude do número e não o seu respectivo sinal.
Tomemos como exemplo o mercado de energia elétrica onde existem várias classes 
de consumo, cada qual como uma sensibilidade diferente às variações na tarifa de 
energia. Tomando como exemplo comparativo as classes de consumo residencial 
e industrial, observa-se que a classe industrial tem uma maior sensibilidade à 
variação de preços pois efetivamente possui seus custos, em maior ou menor grau, 
atrelados à dinâmica da tarifa, enquanto que a classe residencial possui menor 
sensibilidade à mesma variação.
|E|= = =
∆Q
%∆Q
%∆P∆P
Q
p
Variação percentual em Q
Variação percentual em p
41
Essas variações no grau de sensibilidade podem ser expressas a partir dos tipos 
de elasticidade.
2.3.6 Tipos de Elasticidade
Existem basicamente três tipos de elasticidade para medir o grau de sensibilidade 
quando se avalia a dicotomia preço – demanda, a saber:
- Demanda elástica;
- Demanda inelástica;
- Demanda unitária.
Figura 21- Tipos de elasticidade
Adaptada de Pindyck e Rubinfeld, 2002
Nota-se que a curva elástica tende mais ao sentido horizontal enquanto que a curva 
inelástica tende mais ao sentido vertical.
Desse modo:
42
Demanda Sensibilidade dos 
consumidores
Exemplos
Produtos Energiaelétrica
Elástica (E > 1) Muito sensíveis a 
variações no preço
Produtos 
industrializados ou 
supérfluos
Consumidor 
industrial (grande 
empresa)
Inelástica (E < 1) Pouco sensíveis a 
variações no preço
Produtos 
agrícolas ou 
essenciais
Consumidor 
residencial (dona 
de casa)
Unitária Constante - -
Em síntese, quando a elasticidade for em módulo maior do que 1 (um), temos 
uma situação de demanda elástica. Essa maior sensibilidade à variação de preços 
é percebida por exemplo para as mercadorias de luxo (joias). Já para aqueles 
resultados que são inferiores a 1 (um), dizemos que se trata de uma demanda 
inelástica, sendo muito comum para os produtos essenciais, tais como arroz, feijão, 
gás de cozinha etc.
RESUMO
Chegamos ao final de mais uma Unidade em que avaliamos a microeconomia, 
e grande parte das suas implicações para a correta compreensão do mercado 
propriamente dito. Nesta Unidade, vimos questões relevantes, vinculadas 
sobretudo, a curva de oferta e demanda, formação de preços e elasticidade. Se 
necessário, lembre-se de rever os vídeos inseridos ao longo do e-book e aprofundar 
os estudos por meio de pesquisas adicionais, as quais certamente possibilitarão 
uma perspectiva mais ampla para a construção do conhecimento. Bons estudos!
Quadro 4 - Demonstrativo de elasticidade
Fonte: Adaptado de Argudo, 2018
43
REFERÊNCIAS
ARGUDO, Javier Martínez. Que és la elasticidade? Disponível em: <http://www.
econosublime.com/2017/10/elasticidad-demanda-oferta.html>. Acesso em: 3 maio 
2018.
Economia Animada: Aula 6 - O que é um gráfico? | Parte 1. Vídeo (4m8s). Disponível 
em:<https://www.youtube.com/watch?v=3fClHmUuzoE&t=3s>.Acesso em: 20 
mar.2018.
Economia II – Aula 02 – Elasticidades. Vídeo (19m57s). Disponível em:< https://
www.youtube.com/watch?v=0I9cLaiesVA&t=166s>. Acesso em: 23 fev. 2018.
MANKIW, N. G. Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia. 2. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus, 2001. 831 p. 
Oferta e Demanda: Princípios Básicos. Vídeo (17m58s). Disponível em:< https://
www.youtube.com/watch?v=gdAkCrzyZsY >.Acesso em:29 nov. 2017.
PINDYCK, Robert S.; RUBINFELD, Daniel L. Microeconomia. São Paulo: Prentice 
Hall, 2002.
SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Best Seller, 
1999.
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Objetivos
44
3 Macroeconomia
A macroeconomia é o ramo da ciência econômica que lida com 
os grandes agregados econômicos, a exemplo do Produto 
Interno Bruto (PIB), taxa de juros, inflação, desemprego e até 
mesmo daquelas decisões de grande vulto expressas pelas 
políticas econômicas. 
A macroeconomia – quando conduzida de forma responsável 
– propicia aos formuladores de políticas econômicas, 
ferramentas necessárias para se alcançar o tão almejado 
crescimento e, sobretudo, o desenvolvimento econômico, 
melhorando e ampliando, por exemplo, a oferta de emprego e 
aumentando a renda da população como um todo.
Segundo Sandroni, a macroeconomia 
[...] fornece parâmetros que permitem 
que a mensuração da atividade 
econômica geral de dado sistema 
simplifique o modelo agregativo, 
tornando possível a utilização de 
um número restrito de variáveis 
• Entender como é calculado o PIB – Produto Interno Bruto 
– e avaliar o seu grau de importância para o bem-estar da 
sociedade;
• Analisar o papel da política monetária em termos de ajuste 
da oferta de moeda e da taxa de juros;
• Compreender o funcionamento da política fiscal e seus 
efeitos sobre os gastos públicos e a tributação;
• Identificar de que forma a política cambial afeta a balança 
comercial (exportação e importações).
45
fundamentais. Isso porque trabalha sobre relações estatísticas 
estáveis entre as diversas variáveis agregadas, eliminando 
muitos fatores que afetam o comportamento individual. 
Dessa maneira, permite a análise e mesmo a previsão do 
comportamento das economias capitalistas desenvolvidas. 
(SANDRONI, 1999, p. 359).
Portanto, nesta Unidade daremos ênfase a quatro temas que são de certa forma 
indispensáveis para a correta compreensão do arcabouço macroeconômico, a 
saber:
• PIB;
• Política monetária;
• Política fiscal;
• Política cambial.
3.2 PIB (Produto Interno Bruto)
O PIB – Produto Interno Bruto – corresponde ao valor agregado da produção final 
de bens e serviços em um determinado espaço econômico por um período de 
tempo (trimestral ou anual). A variação do PIB serve como termômetro para medir a 
atividade econômica, pois demonstra se o Brasil, por exemplo, está ampliando sua 
base produtiva no sentido de gerar emprego e renda.
Para o cálculo do PIB é utilizada a seguinte forma:
Onde:
C: consumo das famílias
I: investimento das empresas
G: gastos do governo
PIB = C + I + G + (X- M)
46
X: exportações
M: importações
Os economistas usam basicamente dois tipos de métrica para observar a variação 
do PIB: 
• PIB Nominal;
• PIB Real.
Mas quais são as diferenças entre essas duas formas de observação? Vejamos a 
seguir:
• PIB NOMINAL – usa os preços correntes para cálculo do PIB;
• PIB REAL – usa os preços constantes para apuração do PIB.
Dessa forma, o PIB nominal mede tudo aquilo que foi produzido e comercializado 
num dado período, sem subtrair o efeito inflacionário. Enquanto que o PIB real, retira 
de seu cálculo a inflação para apurar se houve variação real entre a quantidade 
produzida. 
Dessa forma, temos as seguintes fórmulas para calcular o PIB:
- PIB Nominal:
- PIB Real:
Vejamos um exemplo de forma simplificada: supondo que um determinado país 
produz apenas milho e soja, onde temos na tabela abaixo o preço e a quantidade 
total produzida por este país entre os anos de 2015 e 2017:
PIB Nominal=∑ Preço x Quantidade
PIB Real=PIB Nominal - INFLAÇÃO
47
Ano R$ milho Quantidade milho (ton) R$ soja Quantidade soja (ton)
2015 1 100 2 50
2016 2 150 3 100
2017 3 200 5 150
Agora, observe na tabela abaixo a metodologia de cálculo para o PIB nominal e 
real:
ANO CÁLCULO DO PIB NOMINAL PIB
2015 (R$ 1,00 milho x 100 ton) + (R$ 2,00 soja x 50 ton) = 300
2016 (R$ 2,00 milho x 150 ton) + (R$ 3,00 soja x 100 ton) = 750
2017 (R$ 3,00 milho x 200 ton) + (R$ 5,00 soja x 150 ton) = 1.600
ANO CÁLCULO DO PIB REAL (ano-base 2015) PIB
2015 (R$ 1,00 milho x 100 ton) + (R$ 2,00 soja x 50 ton) = 300
2016 (R$ 1,00 milho x 150 ton) + (R$ 2,00 soja x 100 ton) = 450
2017 (R$ 1,00 milho x 200 ton) + (R$ 2,00 soja x 150 ton) = 600
Conforme visto nas tabelas acima, perceba que a única diferença entre a metodologia 
de cálculo foi que o PIB real utilizou para todos os anos o mesmo preço do ano-base 
(2015), ou seja, o preço constante. Enquanto que o PIB nominal, utilizou os preços 
correspondentes aos respectivos anos de observação ou em outras palavras, o 
preço corrente.
Saiba mais: como forma alternativa usada para calcular a variação geral do nível de 
preços na economia (inflação) usa-se o deflator do PIB, o qual é calculado a partir 
da divisão entre o PIB nominal e o PIB real:
 Quadro 5 - Preços e Quantidades (milho e soja) – 2015 a 2017
Quadro 6 - Cálculo do PIB (nominal e real)
Fonte: Adaptado de Mankiw,2001
Fonte: Adaptado de Mankiw,2001
DEFLATOR DO PIB=
DEFLATOR DO PIB=
PIB REAL
X 100
48
Para obter mais informações sobre o PIB, assista ao vídeo Economia 
Animada – Aula 5 - O que é o PIB? Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=kVpfracvxk4
• PIB per capita
Quando os economistas necessitam estimar o valor médio que cada cidadão 
recebe em relação ao PIB gerado em determinado período, um ano por exemplo, 
usa-se o PIB per capita. O PIB per capita é uma medida aproximativa do bem-estar, 
pois demonstra a média quecada brasileiro auferiu em relação ao somatório da 
produção de bens e serviços. Ele é usado também como indicador comparativo do 
grau de desenvolvimento econômico entre os países.
O Brasil ocupa a 79º posição no ranking mundial do PIB per capita. Países 
como Catar, Luxemburgo, Cingapura, Kwait e Noruega lideram o ranking. 
Leia a reportagem a seguir para obter mais detalhes sobre o ranking 
mundial. Disponível em: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/
brasil-esta-na-79-posicao-entre-os-paises-mais-ricos-do-mundo.html
49
Não obstante, este indicador não é perfeito, pois encobre o processo da concentração 
de renda. Segundo o IBGE, o PIB per capita no Brasil foi de R$ 30.407,00 em 2016 
(IBGE, 2018).
O PIB per capita é uma das variáveis utilizadas no cálculo do IDH (Índice de 
Desenvolvimento Humano). O IDH é obtido a partir da composição de três 
indicadores:
- PIB per capita;
- Taxa de alfabetização;
- Expectativa de vida.
Agora que você já sabe como funciona o PIB, vamos ver como o governo atua na 
economia através das políticas econômicas.
3.3 Políticas Econômicas
As políticas econômicas, são instrumentos utilizados pelo governo como forma de se 
buscar no âmbito macroeconômico três objetivos fundamentais, a saber: melhorias 
estruturais, de estabilização conjuntural e de expansão. E para se alcançar esses 
objetivos, o poder público adota um conjunto de medidas consistentes que perpassa 
por três políticas principais:
a) Política Monetária;
b) Política Fiscal;
c) Política cambial.
A seguir, veremos cada uma delas, de forma detalhada, e seus principais 
desdobramentos para a atividade econômica como um todo, as quais – num 
sentido amplo – buscam de forma permanente estratégias de combate à inflação, 
com menos desemprego, crescimento do PIB e distribuição de renda para a 
50
população menos favorecida. Ou seja, as políticas econômicas são indispensáveis 
para o bem-estar da população pois, concomitantemente ao uso das mesmas, faz-
se necessário também investimentos em educação, saúde, mobilidade urbana, 
segurança pública, saneamento básico, infraestrutura, moradia etc.
3.3.1 Política Monetária
A política monetária, diz respeito àquelas decisões do governo vinculadas, de forma 
majoritária, ao controle da oferta de moeda e da taxa básica de juros.
POLÍTICA MONETÁRIA
OFERTA DE MOEDA TAXA DE JUROS
O objetivo principal da política monetária é, estabilizar o valor da moeda a partir 
do controle da própria quantidade de moeda em circulação. Assim, o controle da 
oferta de moeda é definido pelo Banco Central (BACEN), a partir da prerrogativa de 
emissão de papel-moeda, bem como pelo controle da taxa de juros, equilibrando a 
liquidez ideal conforme o momento pelo qual atravessa a economia.
A taxa de juros exerce um papel preponderante na macroeconomia de qualquer 
país, pois é a partir dela que se define o “preço do dinheiro”. O Brasil historicamente 
adotou altas taxas de juros como forma de combate à inflação. 
Veja, a seguir, a comparação da taxa de juros brasileira em comparação a outros 
países.
Quadro 7 - Política Monetária
Fonte: Elaborado pelo Autor
51
Quadro 8 - Taxa de juros e outros indicadores macroeconômicos
Fonte: Adaptado de tradingeconomics.com
Conforme a tabela acima, quando observamos que a taxa de juros no Brasil está 
no patamar de 6,50% ao ano, nos referimos a taxa SELIC, considerada a taxa 
básica de juros da economia e que é definida periodicamente pelo COPOM (Comitê 
de Política Monetária). Além da SELIC, o governo define outras taxas de juros, 
a exemplo da TR (taxa referencial) – usada para remuneração dos depósitos na 
caderneta de poupança – e a TJLP (taxa de juros de longo prazo – utilizada nos 
financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e 
Social.
A Taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é definida 
pelo COPOM a cada 45 dias. O atual patamar da SELIC de 6,5% a.a. 
(maio/2018) é o menor índice histórico observado no Brasil.
52
Portanto, a taxa de juros é um dos instrumentos de política monetária que pode ser 
dividida em duas modalidades: expansionista ou contracionista.
• Política monetária expansionista
Dizemos que a política monetária é expansionista quando o objetivo do governo 
é “aquecer” a economia – via aumento do consumo e do investimento – o qual é 
obtido a partir do corte na taxa juros. Veja abaixo os efeitos de forma sequencial, 
percebidos na economia logo após o corte efetuado na taxa de juros, a partir de 
uma política monetária expansionista:
1) Corte na taxa de juros;
2) O corte na taxa de juros possibilita o aumento do consumo;
3) O aumento do consumo estimula o aumento dos investimentos e, por conseguinte, 
do PIB;
4) O aumento do PIB gera um efeito inflacionário.
• Política monetária contracionista (ou restritiva)
A política monetária contracionista é observada naquelas situações onde, o 
governo tem como objetivo conter a inflação e, para isso, o governo eleva a taxa 
de juros. Após a elevação da taxa de juros, ocorre o seguinte encadeamento de 
acontecimentos na esfera econômica:
1) Elevação da taxa de juros;
2) Os juros altos inibem o consumo;
3) O baixo patamar de consumo desacelera os investimentos e, consequentemente, 
proporciona a queda do PIB;
4) A queda do PIB frea a inflação através da retração da atividade econômica.
Em síntese, compreende-se a necessidade do governo encontrar aquele nível ideal 
da taxa de juros para manter uma taxa que possibilite, por um lado, um combate 
53
eficaz contra a inflação, e, por outro lado, simultaneamente mantendo um adequado 
retorno para o nível de investimentos produtivos. Veja de forma didática, na imagem 
a seguir:
Figura 22 – Política Monetária X Economia
Os investimentos produtivos são distintos dos investimentos 
especulativos, pois estes últimos buscam apenas a obtenção de lucros 
rápidos num curtíssimo prazo, enquanto que aqueles primeiros são 
destinados a geração de emprego e renda numa perspectiva de longo 
prazo.
3.3.2 Política Fiscal
Além da política monetária, vista na seção anterior, o governo faz uso também de 
outra modalidade de política econômica: a política fiscal.
A política fiscal diz respeito ao conjunto de receitas e despesas do setor público, 
observados a partir de uma perspectiva contábil em duas instâncias:
54
1 – Gastos do governo (construção de escola, hospital, estradas, pagamentos de 
títulos públicos etc.);
2 – Receitas públicas (arrecadação de impostos).
POLÍTICA FISCAL
GASTOS DO GOVERNO RECEITAS PÚBLICAS
A seguir, veremos mais detidamente cada uma das formas de gestão da política 
fiscal, as quais afetam a demanda agregada, o nível de produção e o emprego, 
exercendo, assim, uma grande influência na sociedade como um todo.
• Gastos do governo
Para o governo alcançar o chamado superávit fiscal, faz-se necessário que o saldo 
das contas públicas apresente sobra de caixa, ou seja, que o somatório de tudo 
aquilo que for arrecadado seja necessariamente superior ao total das respectivas 
despesas dentro do mesmo período de análise. Por outro lado, se o governo incorrer 
em déficit, deduz-se que as despesas ultrapassaram as receitas.
Em síntese:
SITUAÇÃO RESULTADO
RECEITA > DESPESA SUPERÁVIT FISCAL
RECEITA < DESPESA DÉFICIT FISCAL
Anualmente, o governo faz a estimativa de seus gastos a partir do Orçamento Geral 
da União (OGU), onde são apresentadas todas as rubricas de desembolso e seus 
respectivos percentuais para avaliar a representatividade de cada um deles e, 
portanto, seus efeitos e repercussões na totalidade dos gastos.
Quadro 9 - Política Fiscal
Quadro 10 – Situação e Resultado
Fonte: Elaborado pelo Autor
55
Figura 23–GRÁFICO DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO
O gráfico acimanos chama a atenção, pois do total do OGU – R$ 3,5 trilhões – mais 
da metade é direcionado para o pagamento de juros da dívida (50,66%), enquanto 
que, por exemplo, saúde e educação recebem apenas 3,16% e 3,26%. Esse fato 
chama ainda mais atenção quando relembramos da recente aprovação da PEC 
(proposta de emenda constitucional) dos gastos públicos, a qual congelou durante 
20 anos os gastos em saúde e educação.
56
SUGESTÃO DE LEITURA: para saber mais sobre a PEC dos 
gastos acesse: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/10/
politica/1476125574_221053.html 
• Qual é a diferença entre resultado primário e nominal?
Um outro debate que está na pauta dos gastos públicos, se refere ao resultado 
primário e o resultado nominal. Mas afinal de contas, qual é a diferença entre eles?
A diferença é simples, basta observar que no cômputo do resultado primário temos 
excluídas a inflação e o pagamento de juros, enquanto que no resultado nominal, 
são incluídas as despesas com juros e a inflação do período.
• Receitas Públicas
O segundo componente da política fiscal está correlacionado ao entendimento 
das receitas públicas. A receita do governo é oriunda basicamente da arrecadação 
de impostos proveniente das três esferas públicas, onde cada uma delas tem 
competência específica conforme a natureza da tributação. Por exemplo:
• Esfera municipal: ISS – imposto sobre serviço e IPTU – imposto predial e 
territorial urbano;
• Esfera estadual: ICMS – imposto sobre circulação de bens e serviços; 
• IPVA – imposto sobre propriedade de veículos automotores;
• Esfera federal: IPI – imposto sobre produtos industrializados; 
• IOF – imposto sobre operações financeiras e IR – Imposto de renda.
57
A carga tributária brasileira total, em relação ao PIB, corresponde a aproximadamente 
35%, ou seja, a cada R$ 100,00 gerados em riqueza, R$ 35,00 ficam com o governo. 
Os especialistas afirmam que a alta carga tributária observada no Brasil estimula 
a sonegação e, ao mesmo tempo, desestimula as atividades produtivas, pois os 
impostos em cascata – cobrados diversas vezes ao longo da cadeia produtiva – 
provocam aumento nos custos de produção. (MENDES, 2012).
• Tipos de política fiscal
A política fiscal, à semelhança da política monetária, igualmente pode ser dividida 
entre expansionista e contracionista.
• Política fiscal expansionista
A política fiscal é denominada de expansionista quando o governo eleva seus 
gastos públicos – sobretudo em investimentos produtivos, a exemplo da construção 
de escolas e hospitais – ou quando reduz a carga tributária. Ela é chamada de 
expansionista, pois estas ações incentivam os demais agentes econômicos, 
estimula a demanda agregada e, consequentemente, eleva o PIB.
• Política fiscal contracionista
A política fiscal, adota o viés contracionista naquelas ocasiões em que o governo 
corta os gastos públicos, ou eleva a carga tributária. Essas medidas produzem 
efeitos que inibem a demanda agregada e reduz o PIB.
3.3.3. Política Cambial
A política cambial é uma das políticas econômicas que o governo faz uso para 
buscar o equilíbrio da balança comercial, ou seja, entre tudo aquilo que é exportado 
e importado entre um país e o resto do mundo.
58
De acordo com Sandroni: 
Quando o valor das exportações excede o das importações, o 
país apresenta um superávit e torna-se credor do estrangeiro; 
quando, ao contrário, as importações superam as exportações, 
o país está em dívida com o estrangeiro e apresenta um déficit 
em sua balança comercial. (SANDRONI, 1999, p. 40).
O valor da moeda de um determinado país, em comparação à moeda de outro país, 
é denominado de taxa de câmbio. E conforme a diferença de valor entre as duas 
moedas, dizemos que o câmbio está valorizado ou desvalorizado.
Segundo o Banco Central: 
Quando alguém precisa fazer pagamento ou recebimento 
envolvendo moedas de países diferentes, seja para viagem 
internacional, doação, compra de produtos ou outro motivo 
qualquer, é necessário trocar a moeda de um país pela moeda 
de outro país. Isso caracteriza uma operação de câmbio. 
(BACEN, 2018, p.4).
Tomemos como exemplo a diferença entre as moedas dos Estados Unidos (dólar 
americano), do Brasil (real), e do Chile (peso chileno). Para se fazer a comparação, 
usa-se a cotação de uma moeda em termos de outra, assim, para se comprar 
um dólar americano são necessários R$ 3,40 por isso dizemos que o real está 
desvalorizado em relação ao dólar. 
Mas se formos comparar o real em relação ao peso chileno, as coisas se invertem, 
pois para se comprar um real são necessários 172 pesos chilenos, por isso dizemos 
que o real está valorizado em relação ao peso chileno.
De forma resumida:
Para se comprar ...eu necessito de Portanto dizemos...
US$ 1,00
(um dólar americano)
R$ 3,40
(três reais e quarenta 
centavos)
Que o real está desvalorizado 
em relação ao dólar
R$ 1,00
(um real)
$ 172,00
(pesos chilenos)
Que o real está valorizado em 
relação ao peso chileno
Quadro 11- Comparativo (Valorização versus Desvalorização)
Fonte: Elaborado pelo Autor. (Obs.: comparação efetuada com base na cotação do dia 19 de abril 
de 2018)
59
É importante ressaltar que a cotação de uma determinada moeda oscila diariamente, 
sendo que a mesma é calculada pelo Banco Central e divulgada, por exemplo, em 
sites especializados no tema. 
E qual seria o efeito da desvalorização ou valorização do câmbio para as exportação 
e importações? Vejamos a seguir:
• Desvalorização cambial
Conforme vimos anteriormente, a desvalorização cambial implica na necessidade 
de uma quantidade maior de moeda interna para comprar a moeda estrangeira. E 
esse baixo valor de troca afeta diretamente a balança comercial, incentivando as 
exportações e inibindo as importações. Esse processo acontece, pois, os produtos 
brasileiros ficam mais baratos no exterior e, por outro lado, encarecem os produtos 
importados.
• Valorização cambial
O processo de valorização cambial, ocorre quando se dá o aumento da taxa de 
câmbio (valorização da moeda nacional), e este fato significa que necessitamos de 
uma quantidade menor de moeda para comprar a moeda estrangeira. Os impactos 
da valorização na balança comercial são de desestimulo às exportações, e estímulo 
às importações, na proporção que tornam os produtos brasileiros mais caros no 
exterior e, simultaneamente, barateia os produtos importados.
SUGESTÃO DE LEITURA: acesse o link a seguir, e leia uma reportagem 
sobre os efeitos da valorização cambial para as exportações: https://istoe.
com.br/valorizacao-cambial-reduz-em-12-exportacoes-de-sapatos-em-
janeiro/
60
De forma resumida:
Real 
(moeda nacional)
Produtos brasileiros 
no exterior
Exportação Produtos 
importados no 
Brasil
Importação
Desvalorização Mais baratos Mais caros
Valorização Mais caros Mais baratos
Um dos reflexos do processo de valorização que permeia o cenário econômico, 
está relacionado à competitividade da indústria nacional em relação às empresas 
estrangeiras. Isto se dá em decorrência da facilidade que os produtos importados 
ganham para adentrar no mercado brasileiro e, por conseguinte, obrigam direta ou 
indiretamente a indústria nacional a concorrer de igual para igual com os produtos 
vindos do exterior.
RESUMO
Nesta Unidade, apresentamos de forma breve alguns dos principais assuntos 
ligados à macroeconomia debatidos na atualidade. Vimos como o PIB é calculado, 
e de que forma ele afeta o crescimento econômico e o bem-estar da sociedade. 
Observamos também que a intervenção do Estado na economia – através das 
políticas econômicas – propicia uma regulagem no chamado mecanismo automático 
de mercado e proporciona, conforme a condução da política, uma maior amplitude 
de investimentos, emprego e renda.
Quadro 12 - Valorizaçãoe Desvalorização Cambial
Fonte: Elaborado pelo Autor
Assista ao vídeo “Política Monetária, Fiscal e Cambial” abaixo, e veja um 
breve resumo sobre as políticas econômicas. Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=yaqi34-mmGY 
61
Observamos ainda como a política monetária (oferta de moeda e taxa de juros), 
política fiscal (gastos públicos e tributos) e a política cambial – efeitos da taxa de 
câmbio sobre a balança comercial – são indispensáveis e decisivos para aumentar 
o crescimento econômico e controlar a inflação.
Bons estudos e até a próxima!
REFERÊNCIAS
BANCO CENTRAL. Cartilha de Câmbio. Disponível em: <http://www.bcb.gov.br/
rex/cartilha/cartilha_cambio_envio_recebimento_pequeno_valores.pdf>.Acesso 
em: 13 maio 2018.
IBGE. Contas Nacionais - PIB per capita. Disponível em: <https://brasilemsintese.
ibge.gov.br/contas-nacionais/pib-per-capita.html>. Acesso em: 12 maio 2018.
MANKIW, N. G. Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia. 2. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier: Campus, 2001. 831 p.
MANKIW, N. G., Macroeconomia. 7.ed. LTC, 2010.
MENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012.
SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Best Seller. 
1999.
UNIDADE
4
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Te
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og
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C
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ci
al
Objetivos
62
4 Matemática Financeira
Frequentemente, ouvimos as mais diversas propagandas 
na mídia que envolvem questões relacionadas, direta ou 
indiretamente, à compra de um automóvel, financiamento 
de um imóvel ou a melhor forma de parcelar uma dívida. 
Enquanto isso, nas empresas, o setor financeiro adota 
métodos robustos de gestão, atrelados a um ferramental 
avançado tecnologicamente e, ao mesmo tempo, incorporando 
inovações no controle de processos e planejamento. Assim, 
torna-se inquestionável a necessidade de termos um relativo 
conhecimento sobre o arcabouço inerente à matemática 
financeira.
Para Assaf Neto: “A matemática financeira trata, em essência, 
do estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo. O seu 
objetivo básico é o de efetuar análises e comparações dos 
vários fluxos de entrada e saída de dinheiro de caixa verificadas 
em diferentes momentos”. (ASSAF NETO, 2012a, p. 01).
• Entender a sistemática de cálculo da capitalização 
simples;
• Identificar a especificidade dos juros comerciais e exatos;
• Analisar a diferença entre taxas proporcionais e taxas 
equivalentes;
• Compreender como funciona o regime de capitalização 
composto.
63
Dessa forma, para ganharmos familiaridade com o assunto, estudaremos nesta 
Unidade os seguintes pontos:
- Capitalização Simples;
- Capitalização Composta;
- Juros exatos e comerciais;
- Taxas proporcionais e taxas equivalentes.
4.1 Juros simples
Conforme vimos na Unidade 1, os juros correspondem à remuneração sobre aquele 
capital aplicado em determinada opção de investimento, o qual corresponde a um 
dos fatores de produção. Relembramos que além do capital, existem outros fatores 
de produção, a exemplo da terra, dos recursos naturais e do trabalho, tendo como 
remunerações o aluguel e o salário, respectivamente. 
Vimos também, desta vez na Unidade 3, que a taxa de juros é um importante fator 
decisivo na formulação da política monetária, influenciando categoricamente no 
nível de investimentos e controle da inflação.
E agora chegou a hora de observamos o papel dos juros numa perspectiva mais 
objetiva e específica, onde o mesmo assume nesse ínterim um papel crucial para a 
matemática financeira.
Nesse ínterim, vamos iniciar observando como funciona o regime de capitalização 
simples, onde os juros crescem de forma linear, como se fosse uma progressão 
aritmética (PA), ou seja, os juros incidem nesta modalidade somente sobre o capital 
inicial. 
Existem basicamente três formas distintas e sistemáticas habitualmente utilizadas 
para se calcular os juros:
i) Método ampliado (tabela);
ii) Aplicação de fórmula;
iii) Uso de calculadora financeira.
64
Veremos a seguir, para os objetivos aqui propostos, cada uma das metodologias 
mencionadas acima de forma separada, relembrando que alternativamente pode-
se utilizar também planilhas, softwares etc.
4.1.1 Método ampliado 
Veremos inicialmente como se faz a apuração dos juros – no regime de capitalização 
simples – usando a metodologia estendida, a partir do uso da tabela. 
Por exemplo, vamos imaginar que você fez uma aplicação financeira no valor de 
R$ 100,00, pelo prazo de 3 meses, a uma taxa de juros simples de 10% ao mês. 
Assim, qual seria o valor do resgate no final da aplicação?
Período Saldo inicial Juros apurados Saldo final
Mês 1 100,00 100,00 x 0,10 = 10,00 110,00
Mês 2 110,00 100,00 x 0,10 = 10,00 120,00
Mês 3 120,00 100,00 x 0,10 = 10,00 130,00
Sendo importante ressaltar que:
• O saldo final (SF) é calculado a partir do somatório entre o saldo inicial (SI) e os 
juros (J) do período, ou seja: SF = SI + J;
• O saldo inicial do período “n” é igual ao saldo final do período “n - 1”;
• A taxa deve ser aplicada em percentual.
Portanto, o valor final apurado no final da aplicação achado no exemplo acima foi 
de R$ 130,00.
4.1.2 Aplicação de fórmula
A segunda forma largamente utilizada para o cálculo dos juros simples, se dá a 
partir da aplicação da fórmula especificamente utilizada para este fim, a saber:
J=C∙i∙n
 Quadro 13 - Dados para a aplicação financeira
65
Onde:
J = juros;
C = capital (saldo inicial ou valor presente);
i = taxa de juros (convencionalmente usa-se o termo “i” em decorrência da transcrição 
em inglês interest rate);
n = prazo.
Se fizermos o rearranjo entre os termos da fórmula acima, podemos deduzir as 
seguintes fórmulas a partir de dedução algébrica, trocando os termos do primeiro 
membro com aqueles do segundo membro:
Um aspecto indispensável no cálculo dos juros é que tanto a taxa de juros “i”, 
quanto o prazo “n”, devem estar necessariamente na mesma unidade de tempo 
(por exemplo: mês, semestre ou ano). Esta regra vale para os juros simples e 
compostos. 
E para calcular o montante usamos a seguinte equação:
M=C+J
Onde:
M = montante (saldo final ou valor futuro);
C = capital;
J = juros.
c=
j
i. n
i=
j
c. n
n=
j
c. n
66
Exemplo:
Um comerciante adquire um empréstimo no valor de R$ 5.000,00, para ser pago 
em 60 dias à taxa de juros simples de 4% a.m. Calcule o valor dos juros e o total a 
ser pago ao final da contratação do empréstimo.
Resposta:
Obs: o prazo informado no exemplo está computado em dias, enquanto que a taxa 
está mensurada ao mês. Portanto, relembramos que devemos utilizar uma mesma 
unidade de medida para ambos, assim:
n = 60 dias equivale a 2 meses; portanto n = 2 meses.
Agora vamos aplicar os dados na fórmula:
Dados:
C = 5.000
n = 2
i = 4%
J = C ∙ i ∙ n
J = 5.000 x 0,04 x 2 
J = 400
E agora o cálculo do montante:
M = C + J
M = 5.000 + 400
M = 5.400
4.1.3 Calculadora financeira (HP 12-C)
A calculadora HP 12-C é uma ferramenta bastante utilizada no dia a dia do mercado 
financeiro, devido a sua praticidade e versatilidade. Além de trabalhar com os cálculos 
financeiros, ela é utilizada também na estatística, fluxo de caixa, calendário, título 
da dívida, amortização, programação, análise de investimentos, memória contínua 
67
etc. Apesar da HP 12-C ter sido desenvolvida principalmente para a capitalização 
composta, ela permite também o cálculo de juros simples. Para isso, basta seguir 
os seguintes comandos apresentados na figura abaixo:
Figura 24 - HP 12-C
Figura 25 - HP 12-C
68
ATENÇÃO: note que, para o regime de capitalização simples, o prazo (n) 
deve ser sempre inserido em “dias” e a taxa dejuros (i) deve ser sempre 
inserida ao ano.
SUGESTÃO DE LEITURA: para ter acesso ao manual original completo 
da calculadora financeira HP 12-C, clique no link a seguir. http://h10032.
www1.hp.com/ctg/Manual/bpia5239.pdf 
4.1.4 Taxa proporcional e taxa equivalente
Diz-se que duas taxas de juros são denominadas proporcionais naquele momento 
em que os períodos de capitalização são distintos e, quando aplicadas sobre um 
mesmo capital inicial, produzem o mesmo montante ao final do período observado. 
Esta regra é exclusiva para os juros simples.
Vejamos um exemplo para ilustrar o conceito:
Uma taxa de 12% ao ano é proporcional a 1% ao mês, pois 12% / 12 meses = 1% 
ao mês.
A taxa proporcional é muito utilizada em operações de curtíssimo prazo, normalmente 
nos períodos inferiores a um mês. 
No regime simples, a taxa é proporcional e equivalente, mas no regime composto 
a taxa é apenas equivalente. Vejamos a seguir a regra para as taxas equivalentes.
Ao contrário das taxas proporcionais, a taxas equivalentes possuem taxas distintas 
em períodos diferentes, mas produzem o mesmo montante. 
69
Vamos utilizar os dados do exemplo anterior para fins comparativos:
Uma taxa de 12% ao ano é proporcional a 0,9489% ao mês, pois: 
[( 1 + 0,12 )12) ^ 1/12]-1 = 0,009489 ou 0,9489
Existem duas formas de se calcular a equivalência entre taxas para o regime 
composto:
1º) Transformação de um período menor para um período maior – por exemplo, de 
mês para ano –, usamos a seguinte fórmula:
Taxa de juros=(1+i)n - 1
2º) Transformação de um período maior para um período menor – por exemplo, de 
semestre para mês –, usamos a seguinte fórmula:
4.1.5 Juros comerciais versus juros exatos
A diferença entre juros simples comerciais e juros exatos está basicamente na 
contagem de dias para apuração do prazo. Assim:
Juros comerciaisl: o número de dias equivalente ao ano comercial, assim, onde 1 
mês = 30 dias e 1 ano = 360.
Juros exatos: utiliza-se o calendário do ano civil, portanto 1 ano = 365 dias ou 366, 
sendo este último para os casos de ano bissexto.
Exemplo: Um determinado empréstimo está sendo concedido à taxa de juros 
simples de 12% ao ano. Calcule, no regime de capitalização simples, a taxa de 
juros equivalente ao dia para os juros comerciais e para os juros exatos.
(1 + i) - 1Taxa de juros =
n
70
a) Juros comerciais:
b) Juros exatos:
4.2 Juro composto
O regime de capitalização composto corresponde à grande maioria das transações 
financeiras realizadas no mercado. Neste regime, os juros incidem sobre os juros 
do período anterior, crescendo de forma exponencial, portanto, à semelhança de 
uma progressão geométrica (PG).
E assim como no regime simples, existem pelo menos três formas mais habituais 
para se calcular os juros:
i) Método ampliado (tabela);
ii) Aplicação de fórmula;
iii) Uso de calculadora financeira.
Vejamos agora cada uma delas de forma separada. 
4.2.1 Método ampliado
Vamos utilizar os mesmos dados do item 4.1.1 (juros simples), para podermos notar 
de forma comparativa a diferença entre os dois regimes de capitalização.
Portanto, digamos que você fez uma aplicação financeira no valor de R$ 100,00, 
pelo prazo de 3 meses, a uma taxa de juros compostos de 10% ao mês. Assim, 
qual seria o valor do resgate no final da aplicação?
12% 360 dias
360 
= = 
360 dias
0,000333 ou 0,033333% ao dia
12% 0,12
365 
= = 
365 dias
 0,000329 ou 0,032877 ao dia
71
Período Saldo inicial Juros apurados Saldo final
Mês 1 100,00 100,00 x 0,10 = 10,00 110,00
Mês 2 110,00 110,00 x 0,10 = 11,00 121,00
Mês 3 121,00 121,00 x 0,10 = 12,10 133,10
Assim, observamos que no regime de capitalização composto o valor apurado no 
final da aplicação foi de R$ 133,10, valor este superior àquele encontrado no regime 
simples, o qual foi de apenas R$ 130,00.
4.2.2 Aplicação de fórmula
O regime de capitalização composto é aquele modelo usado, como vimos 
anteriormente, de forma majoritária no mercado, correspondendo à regra de 
remuneração das aplicações financeiras (caderneta de poupança e fundos de 
investimento) no financiamento de empréstimo (automóveis e casas ), amortizações 
e nas demais operações financeiras de uma forma em geral.
Para o cálculo dos juros compostos utilizamos a seguinte fórmula:
J=C[(1+i)n-1]
Dessa forma:
J = juros
C = capital (saldo inicial ou valor presente)
i = taxa de juros
n = prazo
E para o cálculo do montante usamos:
M=C(1+i)n
Quadro 14 - Dados para a aplicação financeira
72
Assim Onde:
M = montante (ou valor futuro)
C = capital (ou valor presente)
i = taxa de juros
n = prazo
Vejamos agora alguns exemplos para ilustrar a aplicação das fórmulas.
Exemplo 1: Encontre os juros pagos de um empréstimo de R$ 10.000,00 pelo prazo 
de 5 meses à taxa composta de 4,5% ao mês.
Dados: 
C = 10.000,00
n = 5 meses
i = 4,5% a.m.
J = ?
J=C[(1+i)n-1]
J = 10.000 [(1 + 0,045)5 – 1]
J = 12.461,82
Exemplo 2: Qual é o valor de resgate de um fundo cuja aplicação inicial foi de R$ 
15.000,00, pelo prazo de 8 meses à taxa de juros composta de 3,5% ao mês?
Dados: 
C = 15000
n = 8 
i = 3,5% a.m
M = ?
M= C (1+i)n
M= 15.000 (1 + 0,035) 8
M = 15.000 (1,035)8
M = 15.000 (1,3168)
73
M = 19.752,14
Exemplo 3: se uma pessoa deseja obter R$ 100.000,00 dentro de um ano, quanto 
ela deverá aplicar hoje num ativo financeiro que rende 6% ao trimestre?
Dados: 
M = 100.000
n = 1 ano (4 trimestres)
i = 6% a.t 
C = ?
M = C (1 + i) n
100.000 = C (1 + 0,06) 4
100.000 = C (1,06) 4
100.000 = C (1,2625)
C=100.000
_____________
1,2625
C = 79.209,37
Exemplo 4: Qual é a taxa mensal de juros de uma aplicação de R$ 20.000,00 que 
gera ao final de um semestre um valor futuro de R$ 23.881,05?
Dados
M = 23.881,05
C = 20.000
N = 6 meses
i = ?
74
Exemplo 5: uma aplicação financeira de R$ 15.000,00 foi realizada à taxa de juros 
composta de 2,4% a.m., gerando um montante de R$ 18.133,89. Calcule o prazo 
da operação.
M= C (1 + i)n
18.133,89 = 15.000 (1 + 0,024)n
18.133,89
_____________
15.000=(1,024)n
1,208926 = (1,024)n
Aplica-se logaritmo
log 1,208926 = log (1,024)n
log 1,208926 = n . log 1,024
log1,208926
____________
log1,024n=
n=
n=8
0,0824
_______
0,0103
M = c (1+i)n
23.881,05 = 20.000 (1 + i)6
(1 + i)6
(1 + i)6 1,194053 
(1 + i)6
1,194053 
23.881,05
=
20.000
6 6
6
1+i =√1,194053
1+i = 1,03
i = 1,03 – 1
i = 0,03
 ou
 i = 3%
Dados
 C= 15.000,00
 i= 2,4% a.m
 M= 18.133,89
 n= ?
75
Figura 26 - Passo a passo cálculo dos juros compostos (HP 12-C)
4.2.3 Calculadora financeira 
A calculadora financeira HP 12-C é apropriada para o cálculo de juros compostos. 
A notação utilizada denomina-se RPN (Notação Polonesa Reversa), por isso 
os operadores são posicionados depois dos números, ao contrário da notação 
algébrica, a qual posiciona-os entre os números.
A figura abaixo demonstra o passo a passo para o cálculo dos juros compostos.
76
Regime Capitalização Progressão Incidência dos juros
Simples Linear Aritmética (PA) Apenas sobre o capital inicial
Composto Exponencial Geométrica (PG) Sobre o saldo dos juros 
acumulados
Mas será que os juros compostos serão sempre superiores aos juros simples? 
Vejamos atentamente o gráfico seguinte, a fim de elucidar essa questão instigante.
Quadro 15 - Comparação simplificada entre regimes de capitalização simples e composto
Gráfico 1 - Comparativo entre o comportamento dos juros simples e compostos
Fonte: Adaptado onde JS = juros simples e JC = juros compostos.
Fonte: Elaborado pelo Autor
77
Somos sabedores que, tecnicamente, os juros compostos são superiores ao simples,mas, conforme demonstra o gráfico acima, observamos que o comportamento dos 
juros se modifica de acordo com o período avaliado. Assim, para aqueles prazos 
inferiores a um mês (ao lado esquerdo da linha tracejada azul), o regime simples 
é superior ao composto, enquanto que para os prazos superiores a um mês (ao 
lado direito da linha tracejada azul), o regime composto leva vantagem. Este fato 
certamente explica porque o cheque especial cobra juros simples para os períodos 
inferiores a um mês. Em síntese, concluímos que quanto maior for o prazo, maior 
será a diferença entre o regime simples e composto.
Vejamos um exemplo para comprovar matematicamente o enunciado acima.
Exemplo: calcule o montante gerado sobre uma aplicação de R$ 1.000,00 à taxa de 
2% a.m. num período de 15 dias.
a) No regime de capitalização simples
Perceba que a taxa está ao mês, enquanto o período está ao dia, portanto precisamos 
uniformizar ambos para a mesma unidade de tempo, assim, usamos a regra de 3:
1 Mês ------------------- 30 dias 
 X ------------------ 15 dias
Pela regra de 3 
30 x = 15 
X= 15/30 
X = 0,5
Assim: 
favor transcrever imagem
J = C . i . n
J = 1.000 x 0,02 . 0,5
J = 10
78
M = C + J
M = 1.000 + 10
M = 1.010
b) No regime de capitalização composta
M = C (1 + i)n
M = 1.000 (1 + 0,02)0,5
M = 1.009,95
Portanto, evidencia-se que o montante apurado no regime simples (1.010,00) é 
ligeiramente superior àquele calculado no regime composto (1.009,95).
RESUMO
Nesta Unidade, tivemos a oportunidade de aprender sobre os meandros da 
matemática financeira, na observância do regime de capitalização simples e 
composto, conversão de taxas de juros etc., percebendo de forma peremptória 
e substancial a importância desta ferramenta indispensável para o mundo dos 
negócios e o nosso dia a dia.
Vimos ainda que os conceitos e premissas, ligadas ao valor do dinheiro ao longo 
do tempo, proporcionam uma capacidade exponencial de ampliar o retorno sobre 
o investimento. Por outro lado, se estivermos na condição de devedores, os juros 
podem ser considerados nefastos, pois, se não tivermos o devido cuidado, o saldo 
da dívida crescerá de forma assustadora, caso não seja devidamente acompanhada 
– e sobretudo liquidada – com rigor e afinco.
79
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, Alexandre. Matemática Financeira e suas Aplicações. 12.ed.
São Paulo: Atlas, 2012a.
__________. Finanças corporativas e valor. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2012b.
HALFELD, Mauro. Investimentos: São Paulo: Fundamento, 2001.
GLOSSÁRIO 
 
A 
ABRASCA 
Associação Brasileira das Companhias Abertas. 
Representa as empresas de capital aberto (com ações 
negociadas na Bolsa de Valores). Veja verbetes AÇÃO 
e CAPITAL ABERTO. 
 
ABECIP 
Associação Brasileira das Entidades de Crédito 
Imobiliário e Poupança. 
 
ABRAPP 
Associação Brasileira de Entidades Fechadas da 
Previdência Privada. Reúne os fundos de pensão, 
entidades fechadas da previdência privada. Veja 
FUNDO DE PENSÃO. 
 
AÇÃO 
Documento que representa a menor parcela do 
capital de uma empresa. Ao comprar uma ação, o 
investidor se torna, na prática, sócio da empresa, com 
direito a receber dividendos (lucros da empresa 
distribuídos periodicamente aos acionistas) e 
participar das decisões da companhia, conforme o 
tipo de ação. As ações são negociadas em Bolsa de 
Valores. Veja DIVIDENDO, AÇÃO ORDINÁRIA e AÇÃO 
PREFERENCIAL. 
 
AÇÃO CHEIA 
Aquela ação com dividendos e/ou bonificações a 
serem pagos. Também são chamadas assim as ações 
cujo direito de subscrição (direito dado ao acionista 
de comprar novas ações que sejam emitidas pela 
empresa) ainda não foi exercido. Veja SUBSCRIÇÃO. 
 
AÇÃO ORDINÁRIA 
Ação que dá ao investidor o direito de votar nas 
decisões da empresa, como a eleição da diretoria. É 
representada pela sigla ON. 
 
AÇÃO PREFERENCIAL 
Tipo de ação que dá preferência ao acionista na 
distribuição de dividendos (lucro da empresa 
distribuído periodicamente aos acionistas). Em caso 
de extinção da empresa, os detentores desse tipo de 
ação também têm prioridade na restituição do 
capital. A ação preferencial, porém, não dá direito a 
voto em assembleias da empresa. É representada 
pela sigla PN. 
 
AÇÃO VAZIA 
Ação cujos direitos a dividendos (lucros da empresa 
distribuídos periodicamente aos acionistas), 
bonificações e subscrição (direito dado ao acionista 
de comprar novas ações que sejam emitidas pela 
empresa) já foram exercidos. Veja DIVIDENDO e 
SUBSCRIÇÃO. 
 
ACIONISTA 
Quem possui ações de uma empresa de capital 
aberto. 
 
ACIONISTA MAJORITÁRIO 
Acionista que detém o maior número de ações com 
direito a voto de uma empresa, o que lhe garante o 
controle de uma empresa. 
 
ACIONISTA MINORITÁRIO 
Acionista que possui ações com direito a voto, mas 
não em número suficiente para ter o controle da 
empresa sozinho. 
 
ADR 
Sigla para "American Depositary Receipt", termo em 
inglês dado às ações de empresas de fora dos EUA 
negociadas nas Bolsas americanas. Assim, empresas 
brasileiras podem ser negociadas nas Bolsas 
americanas por meio de ADRs. 
 
AFTER MARKET 
Pregão eletrônico da Bolsa de Valores realizado após 
o encerramento do horário regular de negócios. 
 
AGÊNCIA DE RISCO 
Companhia que analisa e classifica empresas e 
governos em função do risco que apresentam de não 
pagar suas dívidas. Emitem pareceres (opiniões) que 
podem servir de referência para decisões de 
investidores. As principais agências internacionais de 
classificação de risco são: Moody´s, Standard & Poor's 
e Fitch. Um país ou uma empresa que obtenham má 
classificação de risco podem deixar de ser destino de 
grandes investidores internacionais, como fundos, 
dependendo das regras internas que eles tenham 
determinado para o perfil de seus investimentos. Veja 
FUNDO DE INVESTIMENTO. 
 
ÁGIO 
Valor pago acima do preço de um produto, título ou 
taxa. Sobre-preço. 
 
ALAVANCAGEM 
É o termo geral para qualquer técnica realizada por 
uma empresa para aumentar os lucros elevando o 
risco da operação. Há dois tipos de alavancagem. 
1) Alavancagem financeira: ocorre quando uma 
empresa usa encargos financeiros para aumentar sua 
possibilidade de ganho. Por exemplo, uma companhia 
pode alavancar seu PATRIMÔNIO LÍQUIDO (veja 
verbete) tomando dinheiro emprestado. Quanto mais 
ela toma empréstimos, menos capital próprio 
(dinheiro e bens pertencentes a ela) ela precisa. 
Assim, a companhia poderá ter mais lucros (ou 
perdas, se a operação der errado) em relação ao seu 
capital próprio. 
2) Alavancagem operacional: quando uma empresa 
expande operações (produção ou vendas) para 
aumentar os lucros, mantendo inalterados os custos 
fixos (por exemplo, com pagamento de funcionários, 
aluguel e compra de materiais; veja CUSTO FIXO). 
 
ANBIMA 
Associação Brasileira da Entidades dos Mercados 
Financeiro e de Capitais. Atua como entidade 
autorreguladora. Também compila e divulga 
informações sobre o desempenho de fundos de 
investimento. 
 
ARBITRAGEM 
Compra ou venda de ativos (como ações, moedas ou 
commodities; veja verbetes AÇÃO, COMMODITIES e 
MOEDA) para comprar ou vender depois, 
aproveitando a diferença de preços, com objetivo de 
lucrar. A arbitragem pode ser feita entre o mercado à 
vista (em que são negociados os ativos a preços 
formados naquele momento) e o mercado futuro 
(que negocia contratos com diversos prazos de 
vencimento, a diferentes preços). A arbitragem 
também pode ser feita entre contratos com prazos 
diferentes no mercado futuro. 
 
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 
Reunião de acionistas convocada pela diretoria da 
empresa para deliberar sobre qualquer matéria de 
interesse da empresa. Em geral, participam os 
acionistas com direito a voto. Veja: AÇÃO 
PREFERENCIAL e AÇÃO ORDINÁRIA. 
 
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIAReunião periódica de acionistas de uma empresa. 
Geralmente, participam os acionistas com direito a 
voto, mas, conforme resolução da empresa, também 
podem participar aqueles que não votam. Nesse 
encontro, são apresentados os resultados da 
companhia em determinado período, além de serem 
feitas votações dos relatórios de diretoria e a eleição 
do conselho fiscal. Veja: AÇÃO PREFERENCIAL e AÇÃO 
ORDINÁRIA. 
 
ATIVO 
Termo que designa qualquer bem, valor ou crédito 
que forma o patrimônio de uma empresa ou de uma 
pessoa e que pode ser convertido em dinheiro. Por 
exemplo, são ativos: ações, títulos, imóveis, 
funcionários. Veja: AÇÃO e TÍTULO. 
 
AUDITORIA 
Exame analítico da contabilidade de uma empresa ou 
fundo. Pode ser feita pela própria empresa (auditoria 
interna) ou de forma independente por um auditor 
sem nenhum vínculo permanente com a empresa 
(auditoria externa). 
 
B 
BALANÇA COMERCIAL 
Relação entre importações e exportações de um país. 
Se as exportações superam as importações, ocorre 
um superávit comercial. Quando as importações são 
maiores que as exportações, há um déficit comercial. 
É um componente da BALANÇA DE PAGAMENTOS 
(veja verbete). 
 
BALANÇA DE SERVIÇOS 
É constituída pelos registos dos valores de todas as 
prestações de serviços (como turismo, transportes, 
fretes, seguros) e de rendimentos de capitais (juros, 
dividendos etc.) de um país. É um componente da 
BALANÇA DE PAGAMENTOS (veja verbete). 
 
BALANÇA DE PAGAMENTOS 
Registra o total de dinheiro que entra e sai de um país, 
na forma de importações e exportações de produtos, 
serviços, capital financeiro, assim como 
transferências comerciais. 
 
BALANÇO 
É um demonstrativo financeiro que retrata a situação 
de uma empresa em determinado momento. As 
empresas com ações negociadas em Bolsa de Valores 
(veja CAPITAL ABERTO) precisam divulgar balanços 
periodicamente (a cada três meses). Nessas 
divulgações, as companhias costumam apresentar, 
juntamente com o balanço, um relatório descritivo 
das atividades realizadas no período. Esse documento 
complementar, em geral, detalha as metas 
alcançadas, as eventualmente não batidas e os 
desafios a serem superados. Os relatórios de balanço 
são um importante instrumento de informação ao 
investidor sobre as empresas com ações em Bolsa, e 
que podem ser alvo de aplicações financeiras. Tanto 
os balanços quanto os relatórios podem ser 
encontrados nos sites das empresas, na seção 
"relação com investidores" ou "informações 
financeiras". Os balanços também são colocados à 
disposição para consulta pública no site da CVM 
(Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador 
do mercado de capitais (veja verbete CVM). 
 
BANCO 
Empresa do setor financeiro. Há diferentes tipos de 
bancos: 
1) Banco comercial: guarda dinheiro ou valores de 
clientes e concede empréstimos. 
2) Banco de investimento: auxilia pessoas físicas ou 
jurídicas (seus clientes) a alocar o seu dinheiro nos 
mais diversos tipos de investimento. (veja BANCO DE 
INVESTIMENTO). 
3) Banco de desenvolvimento: instituição financeira 
controlada pelo governo, que tem por objetivo prover 
os recursos necessários ao financiamento, a médio e 
a longo prazo, de programas e projetos/empresas 
para promover o desenvolvimento econômico e 
social (veja BANCO DE DESENVOLVIMENTO). 
 
BANCO CENTRAL 
Instituição financeira governamental responsável por 
garantir a estabilidade da moeda de um país e regular 
o sistema financeiro. Emite papel-moeda. Também 
coloca em prática a política monetária, através do 
controle das taxas de juros de curto prazo, entre 
outras. No Brasil, é o Banco Central do Brasil (BC). 
Outros bancos centrais pelo mundo são: Federal 
Reserve (EUA); Bank of England (Inglaterra); Banco do 
Japão (Japão) e Banco Central Europeu (zona do 
euro). 
 
BANCO CENTRAL DO BRASIL 
É a instituição o governamental responsável por 
cuidar do Sistema Financeiro Nacional. Entre suas 
atribuições estão a execução da política monetária do 
governo, a emissão de papel-moeda, autorização e 
fiscalização das instituições financeiras, compra e 
venda de títulos públicos federais, custódia e 
administração das reservas nacionais e em moedas 
estrangeiras, controle do crédito e do capital 
estrangeiro e representação do governo brasileiro 
junto aos organismos financeiros internacionais. Foi 
criado em 1964, para substituir a SUMOC 
(Superintendência da Moeda e do Crédito), quando 
recebeu também funções exercidas pelo Banco do 
Brasil. Também chamado de Bacen. 
 
BANCO DE DESENVOLVIMENTO 
Instituição financeira pública que tem por objetivo 
prover os recursos necessários ao financiamento, a 
médio e a longo prazo, de programas e 
projetos/empresas com vistas a promover o 
desenvolvimento econômico e social. 
 
BANCO DE INVESTIMENTO 
Instituição financeira privada que auxilia pessoas 
físicas ou jurídicas (seus clientes) a alocar o seu 
dinheiro nos mais diversos tipos de investimento, 
como por exemplo, no mercado financeiro. Também 
assessora negócios, estrutura lançamentos de ações 
de empresas (veja verbete IPO) e institui, organiza e 
administra fundos de investimento. 
 
BANCO DO BRASIL 
O Banco do Brasil (BB) é uma sociedade anônima de 
economia mista controlada pelo governo, que detém 
51% das ações. Como acionista majoritário, o governo 
indica o presidente e a diretoria. É uma das 
autoridades monetárias do país. 
 
BANCO MÚLTIPLO 
Banco que opera, obrigatoriamente, carteiras de 
banco comercial ou de investimento 
simultaneamente. Outras carteiras disponíveis para 
operação: banco comercial, banco de investimento 
e/ou banco de desenvolvimento (neste caso, 
exclusivamente para bancos oficiais), sociedade de 
crédito imobiliário, sociedade de crédito, 
financiamento e investimento e sociedade de 
arrendamento mercantil (leasing). 
 
BANCO MUNDIAL 
Ver Bird (Banco Internacional de Reconstrução e 
Desenvolvimento). 
 
BANCO DO NORDESTE DO BRASIL 
Sociedade de economia mista criada pelo governo 
para promover a região Nordeste. Com sede em 
Fortaleza, abrange a região do Polígono das Secas, 
que inclui o norte de Minas Gerais. 
 
BENCHMARK 
Expressão em inglês que significa ponto de referência. 
É o nome dado a um indicador que serve como 
referência de desempenho de determinado 
investimento financeiro. Por exemplo, os fundos de 
ações costumam ter como "benchmark" (ou 
referência) o Ibovespa, principal índice da Bolsa 
brasileira (veja verbete IBOVESPA). Assim, um fundo 
de ações desse tipo obtém um desempenho melhor 
que o do Ibovespa em determinado período, ele 
superou o seu "benchmark". 
 
BID 
Banco Interamericano de Desenvolvimento. É uma 
instituição internacional para financiar projetos de 
desenvolvimento social e econômico na América 
Latina e no Caribe. Os principais acionistas são EUA, 
Canadá, Brasil, Argentina e México. Formada 
originalmente por nações do continente americano, 
tem participação de mais 14 países de outras regiões, 
como o Reino Unido. Criada em 1959, tem sede em 
Washington, nos EUA. 
 
BIRD 
Banco Internacional de Reconstrução e 
Desenvolvimento, também conhecido como Banco 
Mundial (World Bank). Ligado à Organização das 
Nações Unidas (ONU), o Bird é uma instituição 
financeira internacional que concede empréstimos e 
assistência para o desenvolvimento dos países. A 
maior parte dos seus recursos é obtida através da 
venda de títulos nos mercados internacionais de 
capital. Foi criada durante a Conferência de Bretton 
Woods, em 1944, para financiar a reconstrução de 
países atingidos pela 2ª Grande Guerra. 
 
BLUE CHIPS 
Nome dado às ações mais negociadas no mercado 
financeiro. Também chamadas de ação de primeira 
linha. 
 
BM&FBOVESPA 
Bolsa de Valores brasileira, sediada em São Paulo, que 
reúne mercados à vista (Bovespa) e de contratos 
futuros (BM&F - Bolsa de Mercadorias& Futuros), 
como derivativos de juros, câmbio, índices e 
mercadorias (commodities, como soja, milho, café 
etc.). BM&F e Bovespa fundiram-se em 2008. 
 
BNDES 
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e 
Social. Instituição financeira federal criada em 1952 
para fomentar o desenvolvimento de setores básicos 
da economia e desenvolver políticas de investimentos 
empresariais de longo prazo. 
 
BOLSA DE VALORES 
Instituição sem fins lucrativos na qual são negociados 
ações e contratos (veja DERIVATIVOS). A Bolsa deve 
ter, obrigatoriamente, um local ou um sistema 
eletrônico de negociação, adequado à realização de 
transações de compra e venda dos papéis. 
 
BÔNUS DE AÇÕES 
Bonificação em ações concedida aos acionistas 
quando ocorre aumento de capital de uma empresa. 
 
 
 
BOOM 
Termo em inglês que significa "explosão". Refere-se a 
períodos de rápida expansão econômica. No mercado 
financeiro, é usado para momentos de grande 
valorização. 
 
C 
 
C-BOND 
Títulos da dívida externa do Brasil, emitidos pelo 
governo federal. Um título de dívida é uma espécie de 
"vale" que atesta que o comprador (investidor) 
emprestou dinheiro a um governo ou empresa, e que 
descreve os termos de reembolso (veja verbete 
TÍTULO DE DÍVIDA). 
 
CADE 
Conselho Administrativo de Defesa do Consumidor. 
Criado em 1965, é responsável pela defesa da 
concorrência e pela prevenção e repressão dos 
abusos do poder econômico. 
 
CADERNETA DE POUPANÇA 
O mais tradicional e popular investimento no Brasil. 
Não há incidência de Imposto de Renda nem custos 
como taxa de administração (cobrada em outras 
aplicações, como fundos de investimento). Os 
recursos aplicados em poupança são de fácil resgate, 
o que pode ser feito a qualquer momento e sem 
custo. Com a queda da taxa de juros, o governo 
decidiu mudar as regras da poupança em maio de 
2012. Pelas novas regras, cada vez que a taxa Selic 
(juro básico do país) for igual ou menor que 8,5% ao 
ano, a poupança renderá o equivalente a 70% da Selic, 
acrescidos da Taxa Referencial (TR). Depósitos feitos 
antes da alteração continuam com a regra antiga, de 
rendimento de 6,17% ao ano mais a TR. 
 
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 
Instituição bancária que concede empréstimos e 
financiamentos a programas e projetos nas áreas 
como habitação, assistência social, saúde, educação, 
trabalho, transportes urbanos e esporte. Faz parte do 
Sistema Financeiro Habitacional, tendo ainda a 
competência de vender bilhetes de loterias e a 
responsabilidade de centralizar o recolhimento e a 
aplicação de todos os recursos do FGTS (Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço). 
 
CALOTE 
Dívida cujo devedor declara não ter intenção de 
pagar. 
 
CÂMARA DE COMPENSAÇÃO 
Organização que reúne vários bancos comerciais de 
uma localidade para liquidar os débitos entre eles, 
registrando todos os cheques emitidos pelos clientes 
de cada um naquele dia. No Brasil, a compensação de 
cheques é função do Banco do Brasil. 
 
CÂMBIO 
Operação financeira que consiste em vender, trocar 
ou comprar valores em moedas de outros países. 
CÂMBIO FIXO 
Regime cambial em que o governo estabelece um 
valor fixo entre sua moeda e outras moedas fortes, 
em geral o dólar americano. 
 
CÂMBIO FLUTUANTE 
Regime cambial em que a moeda varia de acordo com 
oferta e procura de uma moeda, em geral o dólar. 
Também chamado de câmbio livre. 
 
CAPITAL ABERTO 
Termo que designa a situação de uma empresa que já 
lançou ações em Bolsa de Valores. Quando uma 
empresa passa a ser de capital aberto, suas ações são 
compradas e vendidas por investidores no mercado 
financeiro. Companhias de capital aberto precisam 
divulgar informações financeiras periódicas aos seus 
investidores, os chamados balanços. Veja verbetes 
AÇÃO e BALANÇO. 
 
CARTEIRA 
Conjunto de ativos (como ações e títulos) de um 
investidor ou fundo de investimento. Por exemplo, 
um determinado investidor que tenha uma ampla 
carteira em ações de energia elétrica detém papéis 
negociados em Bolsa de todas as principais empresas 
do setor. Veja verbetes AÇÃO e TÍTULO. 
 
CBLC 
Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia. Presta 
serviços de guarda e liquidação financeira (a entrega 
ao vendedor do pagamento acordado em 
determinado negócio) das operações realizadas na 
BM&FBovespa e em outros mercados. Veja 
LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA. 
 
CAPITAL 
Soma de recursos e bens que formam um patrimônio. 
Recursos investidos em ativos ou em atividades 
econômicas, com intenção de lucro. Veja ATIVO. 
 
CARÊNCIA 
Período de tempo estabelecido em contrato em que 
o investidor não pode resgatar seus recursos, ou 
durante o qual está sujeito a penalizações se resgatar, 
como descontos ou pagamentos de taxas. 
 
CARTEIRA DE AÇÕES 
Conjunto das ações pertencentes a um investidor. 
 
CDB 
Certificado de Depósito Bancário. Título emitido pelos 
bancos, é uma modalidade de investimento de renda 
fixa que paga um percentual do CDI (Certificado de 
Depósito Interfinanceiro), que é a taxa de juros 
praticada nos empréstimos entre bancos. O CDB 
funciona como um empréstimo feito pelo investidor à 
instituição, que se compromete a devolver a quantia 
com juros depois de um determinado período. Leia 
mais em "opções de investimentos", neste site. Veja 
verbetes TÍTULO e CDI. 
 
 
CDI 
Certificado de Depósito Interfinanceiro. É a taxa de 
juros praticada em empréstimos feitos entre bancos. 
O CDI também serve de base para remuneração de 
investimentos, como os CDBs (Certificados de 
Depósito Bancário) e fundos de investimentos. Veja 
verbetes CDB e FUNDO DE INVESTIMENTO. 
 
CETIP 
Companhia de capital aberto que oferece custódia, 
registro, negociação e liquidação financeira (a entrega 
ao vendedor do pagamento acordado em 
determinado negócio) de operações feitas com títulos 
privados e públicos (estaduais e municipais). É a maior 
depositária de títulos privados de renda fixa da 
América Latina e a maior câmara de ativos privados 
do país. Mais de 15 mil instituições utilizam os 
serviços da Cetip, como fundos de investimento, 
bancos, corretoras e distribuidoras, financeiras e 
consórcios. A empresa também presta serviços de 
liquidação de DOCs e processamento TEDs, bem 
como registros de Gravame, de CDBs e de títulos de 
Renda Fixa. Veja verbetes TÍTULO, LIQUIDAÇÃO 
FINANCEIRA e CAPITAL ABERTO. 
 
CIRCUIT BREAKER 
Dispositivo, adotado por Bolsas de Valores, que 
interrompe as negociações de ações na Bolsa quando 
há queda ou alta muito expressiva de ações em um 
curto período de tempo. Historicamente, é mais 
comum seu acionamento em caso de grandes quedas. 
Na BM&FBovespa (Bolsa brasileira), a regra é que o 
sistema é acionado quando o Ibovespa (principal 
índice do mercado acionário do país), que agrega as 
ações mais negociadas, cai mais de 10% em relação 
ao desempenho obtido no fechamento dos negócios 
na véspera. As negociações ficam paralisadas durante 
30 minutos. Se, depois de retomadas as negociações, 
o índice registrar mais 5% de baixa (perfazendo um 
total de 15% de queda no dia), o "circuit breaker" é 
novamente acionado. Desta vez, as negociações ficam 
paradas por 60 minutos. Se após novo retorno a 
queda chegar a 20%, os negócios são suspensos por 
tempo indeterminado. A Bolsa informa ao mercado 
qual será esse prazo. A regra prevê, no entanto, que 
um dia de negócios na Bolsa nunca termine com um 
"circuit breaker". Sempre haverá pelo menos mais 
meia hora de negócios depois do retorno de uma 
paralisação. O objetivo é que os investidores possam 
ajustar suas aplicações antes do fechamento da Bolsa. 
Também há na BM&FBovespa o "circuit breaker" para 
ativos individuais (como ações), que é acionado 
quando ocorre queda ou alta de mais de 15% do 
preço. Nesse caso, a negociação desse papel é 
suspensa e ele é colocado em leilão. Veja LEILÃO DE 
AÇÕES. 
 
CLUBE DE INVESTIMENTOSSociedade de investidores para atuar em mercado de 
ações. Os clubes devem ser registrados na Bolsa de 
Valores e possuir um estatuto próprio. Ao contrário 
dos fundos de investimento, não precisam ter 
patrimônio mínimo. Um clube de investimento pode 
ser composto por três pessoas, no mínimo, e 150, no 
máximo. 
 
CMN 
Conselho Monetário Nacional. É o órgão máximo do 
Sistema Financeiro Nacional. O CMN estabelece as 
diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e 
creditícia, e regula as condições de constituição, 
funcionamento e fiscalização das instituições 
financeiras. Por exemplo, é o CMN que autoriza a 
emissão de papel-moeda e define qual é o valor 
máximo do imóvel, cuja compra pode ser feita com 
uso do FGTS (Fundo Garantidor do Tempo de Serviço). 
Compõem o CMN: os ministros da Fazenda (que é o 
presidente do conselho) e do Planejamento, 
Orçamento e Gestão, e o presidente do Banco 
Central. 
 
COMMODITY ou COMMODITIES 
Commodities são produtos, geralmente matérias-
primas (como grãos, metais e petróleo) cujo preço é 
estabelecido no mercado internacional (Bolsas de 
Valores). 
 
CONCORDATA 
Recurso jurídico que permite que uma empresa 
continue a funcionar mesmo em situação de 
insolvência, como forma de evitar a falência. A 
empresa declara que é incapaz de saldar seus débitos 
nos prazos estabelecidos, mas se obriga a liquidar 
suas dívidas, conforme regras determinadas pela 
Justiça. 
 
COPOM 
Comitê de Política Monetária. É um órgão do Banco 
Central e se reúne periodicamente para definir 
diretrizes da política monetária, na qual se destaca a 
definição da taxa Selic (juro básico da economia). 
Também elabora um documento em que faz uma 
análise da situação econômica nacional e 
internacional para embasar suas decisões e indicar 
tendências futuras (ata do Copom). 
 
CONTROLE ACIONÁRIO 
Quando um acionista, ou grupo de acionistas, detém 
a maior parcela de ações com direito a voto (não 
necessariamente mais da metade do total) de uma 
empresa. Isso garante o poder de decisão sobre a 
companhia. 
 
CORRETAGEM 
Atividade do intermediário entre o comprador e 
vendedor de ativos (como ações e moedas). O 
corretor cobra uma taxa para realizar o negócio (taxa 
de corretagem). Veja ATIVO. 
 
CORRETORA 
Instituição do sistema financeiro que age como 
intermediária nas transações entre os investidores e 
a Bolsa de Valores. 
 
 
 
COTA 
É a fração de um fundo. Todo o patrimônio de um 
fundo de investimento é a soma de cotas que foram 
compradas por diferentes investidores. Todos que 
investem em fundos compram cotas. O comprador é 
chamado no mercado de cotista. 
 
COTAÇÃO 
Preço de determinado ativo negociado no mercado 
financeiro. Por exemplo, a cotação do dólar ao final 
de um dia de negócios ficou em R$ 2,10. 
 
CRASH 
Termo utilizado para designar uma forte queda na 
Bolsa de Valores. A palavra, que em inglês significa 
"colisão", ficou conhecida após a quebra da Bolsa de 
Valores de Nova York, em 1929. 
 
CUSTO FIXO 
É a soma dos custos da empresa que permanecem 
inalterados, mesmo que a companhia esteja de 
"portas fechadas". Por exemplo, com funcionários 
(mesmo que estejam em férias coletivas), aluguel ou 
IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). 
 
CVM 
Comissão de Valores Mobiliários. Autarquia federal 
que regula, disciplina e fiscaliza o mercado de capitais. 
 
D 
 
DATA DE EXERCÍCIO DA OPÇÃO 
Data em que o investidor pode exercer a opção de 
comprar ou vender determinado ativo (como ação ou 
contrato). 
 
DAY TRADE 
Considera-se "day trade" a operação ou a conjugação 
de operações iniciadas e encerradas em um mesmo 
dia, com o mesmo ativo, em uma mesma instituição 
intermediadora (como uma corretora). 
 
DEBÊNTURE 
Título de crédito emitido por empresas para captar 
recursos. Ao comprar uma debênture, o investidor se 
torna credor da empresa, que se compromete a pagar 
o valor do título e mais uma remuneração 
previamente acordada (como uma taxa de juros) no 
vencimento do papel. A garantia da debênture é o 
patrimônio da empresa. Existe um tipo de debênture 
chamada de debênture conversível, que pode ser 
convertido em ação no futuro. 
 
DEFAULT 
É o não cumprimento de obrigações contratuais, 
como o não pagamento de dívidas na data 
estabelecida. 
 
DÉFICIT 
Em contabilidade, quando despesas superam as 
receitas. Oposto de saldo. 
 
 
DÉFICIT COMERCIAL 
Situação na qual o valor das exportações está abaixo 
do valor das importações de um país. 
 
DÉFICIT PÚBLICO 
Quando as despesas de um governo são superiores à 
arrecadação (receita). Diferente de Déficit nominal, 
que inclui os gastos com juros e a correção monetária. 
 
DEFLAÇÃO 
Queda do nível geral de preços causada por oferta 
excessiva de bens, ou pela demanda escassa. Índice 
de inflação negativo. 
 
DEMANDA REPRIMIDA 
Consumo contido por fatores como pouca oferta de 
determinado item (por exemplo, a pouca oferta de 
imóveis residenciais novos no passado contribuiu 
para uma demanda reprimida por moradias no Brasil), 
alta de preços, falta de crédito e desemprego. 
 
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 
Demonstrativos contábeis e demais informações 
apresentados pelas empresas que relatam a situação 
econômica e financeira de uma companhia. Veja 
BALANÇO. 
 
DEPÓSITO COMPULSÓRIO 
Dinheiro que os bancos são obrigados a deixar 
depositado no Banco Central, sem poder emprestar a 
clientes. 
 
DERIVATIVOS 
Contratos que derivam de outros ativos e que têm 
vencimento futuro. São exemplos de derivativos os 
contratos que apostam no preço de uma commodity 
(matéria-prima negociada em Bolsa, como soja, milho 
e petróleo) em determinada data futura, os que 
apostam no preço do dólar em determinada data 
futura, ou os que apostam no valor do Ibovespa 
(principal índice da Bolsa brasileira) no futuro. Veja 
IBOVESPA. 
 
DESÁGIO 
Diferença negativa entre o preço de venda e o valor 
nominal de determinado ativo (como um título; veja 
ATIVO e TÍTULO). Desconto. Por exemplo, um 
investidor pode adquirir um título de dívida de 
determinada empresa por um valor menor (com 
deságio) que o nominal (valor de face) para, no 
vencimento desse papel, embolsar a diferença como 
lucro. Para a empresa, a vantagem é a captação 
imediata de recursos (dinheiro do comprador do 
título). 
 
DISCLOSURE 
Medida impositiva dos órgãos oficiais reguladores dos 
mercados de capitais, que obriga a companhia a 
divulgar todas as informações relevantes, boas ou 
más, que possam influenciar numa decisão de 
investimento naquela companhia. 
 
 
DIVERSIFICAÇÃO 
Estratégia de distribuir os investimentos em diversas 
modalidades para reduzir os riscos inerentes às 
aplicações. Por exemplo, um investidor pode ter uma 
carteira diversificada em ações, imóveis e fundos de 
investimento. 
 
DIVIDENDO 
Parcela do lucro de uma empresa que é distribuída 
entre os acionistas. 
 
DIVISAS 
Reservas internacionais de um país, incluindo valores 
em moeda estrangeira, ordens de pagamento, ouro, 
letras e outros ativos (como títulos) em moeda 
estrangeira. Veja TÍTULO. 
 
DÓLAR COMERCIAL 
Taxa de câmbio que é publicada pelo Banco Central e 
utilizada nas operações de balança comercial e de 
serviços do país (exportações, importações), no 
pagamento da dívida externa e na remessa de 
dividendos das empresas com sede no exterior. 
 
DÓLAR FLUTUANTE ou DÓLAR TURISMO 
Taxa de câmbio usada como referência para compra 
de moeda estrangeira para viagem, tanto em espécie 
quanto em "travellers" (cheques-viagem). O dólar 
turismo também é usado para contribuições a 
entidades, doações, heranças, aposentadorias e 
pensões, manutenção de residentes e tratamento de 
saúde. 
 
DÓLAR FUTURO 
Cotação projetada para o valor do dólar frente ao real 
no mercado futuro de câmbio. 
 
DOW JONES 
Dow Jones Industrial Average. Utilizado para 
acompanharo desempenho das ações da Bolsa de 
Valores de Nova York (NYSE). Seu cálculo é uma média 
simples das cotações das ações das trinta empresas 
industriais mais importantes dos EUA, todas listadas 
na NYSE, com exceção da Microsoft e da Intel, que são 
listadas na Nasdaq. Veja NASDAQ. 
 
E 
 
EBITDA 
Lucro de uma empresa antes de juros, impostos, 
depreciação e amortização, na sigla em inglês. 
 
EMISSÃO 
Operação de colocação de dinheiro, títulos ou outros 
ativos (como ações) em circulação. 
 
ESPECULAÇÃO 
Operação de compra e venda sistemática de ativos 
(como ações, títulos e moedas) em um curto prazo, 
com objetivo de lucrar. 
 
 
 
F 
 
FATO RELEVANTE 
Documento divulgado ao mercado pelas empresas 
com ações negociadas em Bolsa, postado na CVM 
(Comissão de Valores Mobiliários), com conteúdo 
sobre decisões e operações realizadas por essas 
companhias (como uma fusão ou aquisição). É 
importante objeto de análise para o investidor. Veja 
CVM. 
 
FECHAMENTO DE CAPITAL 
Situação em que uma empresa recompra suas ações 
negociadas na Bolsa. Companhia deixa de ser de 
capital aberto. Veja CAPITAL ABERTO. 
 
FED 
Federal Reserve Bank. É o banco central dos Estados 
Unidos. Criado pelo Congresso norte-americano em 
1913, opera o sistema nacional de pagamentos, 
distribui a moeda nacional, supervisiona e 
regulamenta o sistema bancário. 
 
FENAPREVI 
Federação Nacional de Previdência Privada e Vida. 
Representa as instituições que oferecem planos de 
previdência privada (PGBL e VGBL - veja verbetes 
neste glossário). 
 
FGC 
Fundo Garantidor de Créditos. Instituição que fornece 
cobertura, em caso de quebra de bancos, de até R$ 
250 mil por CPF, para pessoas que possuam 
determinados tipos de crédito nessas instituições 
financeiras (por exemplo, conta corrente, poupança e 
CDBs). Veja CDB. 
 
FGTS 
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Reúne 
recursos depositados em nome dos empregados 
(valor correspondente a 8% do salário de cada 
funcionário). O trabalhador pode usar os recursos do 
fundo para adquirir a casa própria, ou sacar o valor no 
caso de aposentadoria. O FGTS também financia 
programas de habitação popular, saneamento básico 
e infraestrutura urbana. 
 
FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL OU FÓRUM DE 
DAVOS 
Encontro de chefes de Estado, autoridades 
econômicas e empresários para discutir os problemas 
da economia mundial. Ocorre anualmente em Davos, 
na Suíça, e não tem caráter deliberativo. 
 
FMI 
Fundo Monetário Internacional. Organização 
financeira internacional, criada em 1944, que reúne 
184 países para proporcionar assistência financeira 
temporária a países em dificuldade. 
 
FUNDING 
Volume de recursos disponíveis para determinada 
operação financeira. 
FUNDO DE INVESTIMENTO 
Condomínio de investidores gerido por uma 
instituição financeira, que cobra uma taxa de 
administração pelo serviço. Há várias modalidades de 
fundo. Detalhes sobre elas podem ser obtidos no site 
da ANBIMA. 
 
FUNDO DE PENSÃO 
Nome dado às entidades fechadas de previdência 
privada. Atendem a empresas (seus funcionários) ou 
sindicatos (seus integrantes). Em geral, são 
fundos mais antigos. 
 
G 
 
G7 
Grupo formado pelos dirigentes das sete mais 
importantes potências econômicas que se reúne para 
coordenar suas políticas econômicas e monetárias. Os 
países que fazem parte do G7 são: Alemanha, Canadá, 
Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. 
Devido à sua importância política e militar, a Rússia 
foi incluída em 1997 e o grupo passou a adotar a sigla 
de G8. 
 
G8 
Grupo das principais economias do mundo mais a 
Rússia. 
 
G20 
Grupo formado pelo G7 – as sete maiores economias 
do mundo – mais Brasil, Rússia, Argentina, Austrália, 
China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul, México, Arábia 
Saudita, África do Sul e Turquia. 
 
H 
 
HEDGE 
Mecanismo usado por investidores (individuais ou 
fundos) e empresas para se proteger do risco de 
oscilações de preços. Por exemplo, se uma empresa 
tem de pagar uma fatura em moeda estrangeira no 
prazo de 60 dias, pode fazer "hedge" comprando essa 
moeda hoje para evitar o risco de que, daqui a dois 
meses, o preço esteja mais alto, o que elevaria o custo 
final (em reais) dessa dívida. 
 
HEDGE FUND 
Termo utilizado para designar fundos que aplicam em 
diversos ativos (como ações, moedas e títulos) 
simultaneamente para compensar os riscos dos 
investimentos. 
 
HOLDING 
Empresa cuja função é controlar outras companhias 
mediante a posse da maioria das ações. 
 
HOME BROKER 
Nome dado ao sistema quer permite o investimento 
em ações pela internet. Qualquer investidor pode 
participar. É preciso se cadastrar em uma corretora. 
Veja CORRETORA. 
 
I 
 
IBOVESPA 
Principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo. 
Reúne as ações mais negociadas da Bolsa, que 
representaram 80% do volume negociado no 
mercado nos últimos 12 meses. Os papéis do 
Ibovespa também devem ter presença mínima de 
80% dos pregões analisados e participação superior a 
0,1% do volume financeiro total. Essa carteira é 
revisada a cada quatro meses. 
 
IBOVESPA FUTURO 
Contrato de derivativo do Ibovespa negociado no 
mercado futuro. Expressa a pontuação estimada do 
Ibovespa em uma data futura. 
 
IBX 
Índice Brasil. Reúne as 100 ações mais negociadas na 
BM&FBovespa. Essa carteira é revisada a cada quatro 
meses. 
 
IGP-DI 
Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna. 
Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mede 
a variação de preços no mercado de atacado, de 
consumo e construção civil. É composto pela soma de 
outros três índices: IPA (Índice de Preços por 
Atacado), com peso de 60%; IPC (Índice de Preços ao 
Consumidor), com peso de 30%, e INCC (Índice 
Nacional de Custos da Construção), com peso de 10%. 
O IGP-DI exclui os produtos importados, 
considerando apenas o que é produzido 
internamente. É calculado com base nos preços 
apurados do primeiro ao último dia de cada mês. 
 
IGP-M 
Índice Geral de Preços do Mercado. Calculado pela 
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mede a variação de 
preços no mercado de atacado, de consumo e 
construção civil. É composto pela soma ponderada de 
outros três índices: IPA (Índice de Preços por 
Atacado), com peso de 60%, IPC (Índice de Preços ao 
Consumidor), com peso de 30% e INCC (Índice 
Nacional de Custos da Construção), com peso de 10%. 
O IGP-M considera todos os produtos disponíveis no 
mercado, inclusive o que é importado, sendo 
calculado com base nos preços coletados entre o dia 
21 do mês anterior e 20 do mês em curso. 
 
INDEXADOR 
É o índice escolhido para correção de valores de 
contratos e investimentos. 
 
INFLAÇÃO 
Aumento persistente de preços, de forma 
generalizada, que resulta em perda do poder 
aquisitivo da moeda. 
 
INPC 
Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Média 
ponderada de índices elaborados pelo IBGE para as 
regiões metropolitanas do País (Belém, Fortaleza, 
Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São 
Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e Goiânia). 
 
INSIDER 
Investidor ou pessoa do mercado que tem acesso a 
informações privilegiadas antes de se tornarem 
públicas. 
 
INSOLVÊNCIA 
Situação em que uma pessoa física ou jurídica admite 
ser incapaz de pagar seus compromissos financeiros. 
 
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 
Organizações autorizadas a funcionar pelo Banco 
Central, que compõem o mercado financeiro. Bancos 
comerciais, bancos de investimento, sociedades 
corretoras e cooperativas de crédito são exemplos de 
instituições financeiras. 
 
IOF 
Imposto sobre Operações Financeiras. Cobrado, em 
diferentes alíquotas (taxas), nas operações 
financeiras, como investimentos e transferências de 
valores. 
 
IPCA 
Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Calculado 
pelo IBGE. Índice oficialmente usado pelo governo 
para medir a inflação no país e definira política 
monetária. 
 
IPC/FIPE 
Índice de Preço ao Consumidor. Calcula a variação dos 
preços de uma cesta de consumo média e provável 
para a população da cidade de São Paulo, calculado 
pela Fundação de Pesquisas Econômicas da USP. 
 
IPO 
Sigla em inglês para Oferta Pública Inicial de Ações. 
Refere-se ao lançamento de ações feito por uma 
empresa na Bolsa de Valores, momento em esses 
papéis podem ser adquiridos por qualquer investidor 
interessado. A partir do IPO, a empresa passa a ser de 
CAPITAL ABERTO (veja verbete). 
 
IMPOSTO DE RENDA (IR) 
Imposto cobrado sobre a renda de pessoas físicas e 
empresas. No caso das pessoas físicas, quanto maior 
a renda, maior a taxa do imposto incidente. Para as 
empresas, o percentual do imposto de renda 
depende do tipo da empresa e do regime de 
tributação no qual ela se enquadra. 
 
INVESTIDOR QUALIFICADO 
Instituições financeiras, companhias seguradoras, 
sociedades de capitalização, entidades abertas e 
fechadas de previdência complementar, 
administradores de carteira, consultores de 
investimento e pessoas físicas ou jurídicas que 
possuam patrimônio acima de R$ 300 mil e que, 
adicionalmente, atestem por escrito tal condição, 
mediante termo específico. Os fundos de 
investimento destinados exclusivamente a 
investidores qualificados são considerados 
igualmente qualificados. 
 
J 
 
JURO 
Remuneração que o tomador de empréstimo precisa 
pagar ao detentor do dinheiro emprestado. Pode ser 
simples (quando é calculado sobre o montante do 
capital) ou composto (quando o juro é somado ao 
capital emprestado formando o montante sobre o 
qual se calcula o juro seguinte). Leia também sobre 
juro básico da economia, no verbete SELIC. 
 
JURO NOMINAL 
Valor pelo qual o juro é contratado. 
 
JUROS DE MORA 
Juros decorrentes de atraso no pagamento. 
 
JURO REAL 
Valor do juro nominal descontada a taxa de inflação 
do período. 
 
L 
 
LAIR 
Sigla para lucro antes do Imposto de Renda de uma 
empresa. 
 
LAJIR 
Sigla para lucro antes dos juros e do Imposto de Renda 
de uma empresa. 
 
LEILÃO DE AÇÕES 
No leilão de ações, a Bolsa não fecha negócios com os 
papéis à medida que as ofertas chegam, como ocorre 
normalmente durante as negociações. No leilão, as 
ofertas de compra e de venda das ações são apenas 
registradas e só depois de todas aceitas é que os 
negócios são fechados, na medida em que os preços 
de compra e venda se encaixem. Os leilões ocorrem 
antes do início das negociações regulares na Bolsa 
(durante 15 minutos) e em caso de "circuit breaker". 
Veja verbete CIRCUIT BREAKER. 
 
LETRA DO TESOURO 
Letra do Tesouro Nacional (LTN). É um título de 
responsabilidade do Tesouro Nacional emitido para a 
cobertura de déficit orçamentário. Título de 
rentabilidade prefixada. 
 
LETRA DE CÂMBIO 
Tipo de título negociável no mercado, emitido por 
sociedades de crédito, financiamento e investimento, 
e utilizado como fonte de recursos para o crédito 
direto ao consumidor. 
 
LETRA HIPOTECÁRIA 
Título de crédito emitido por instituições autorizadas, 
garantido pelo penhor de créditos hipotecários e que 
confere direito de crédito pelo valor nominal, 
atualização monetária e juros determinados. 
LETRA IMOBILIÁRIA 
Título emitido por sociedades de crédito imobiliário, 
destinado à captação de recursos para o 
financiamento de construtores e adquirentes de 
imóveis e que rende juros. 
 
LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA 
Consiste no pagamento pelo comprador ao vendedor 
do valor acordado em uma transação. 
 
LIQUIDEZ 
Refere-se à velocidade e à facilidade com que um 
ativo (como ação, título ou ouro) pode ser convertido 
em dinheiro. Ouro é um ativo relativamente líquido; 
um imóvel não é. Um ativo de alta liquidez, portanto, 
é aquele que pode ser vendido rapidamente sem 
perda significativa de valor. Um ativo ilíquido é aquele 
que não pode ser convertido em caixa rapidamente, 
sem que haja redução substancial do preço. 
 
LUCRO BRUTO 
É o resultado obtido do total de receitas menos as 
despesas incorridas para manter o negócio, como 
custos de produção, de vendas, de salários de uma 
empresa, sem considerar a dedução de impostos e 
participações. 
 
LUCRO LÍQUIDO 
É o saldo que resulta após a dedução de impostos, 
despesas financeiras e diversas participações sobre o 
lucro bruto. 
 
LUCRO RETIDO 
É a parte do lucro de uma empresa que não é dividida 
entre os acionistas e funciona como uma reserva para 
a companhia. 
 
M 
 
MARCAÇÃO A MERCADO 
Significa contabilizar os ativos pertencentes a uma 
carteira de investimentos pelo valor diário do 
mercado, não pelo valor de aquisição corrigido pela 
taxa contratada. Mesmo os fundos, cujas carteiras são 
compostas por títulos de renda fixa, que têm taxa 
predeterminada no momento da compra, sofrem 
oscilação até o vencimento do papel. Isso porque, no 
mercado financeiro, os títulos são negociados 
diariamente, no chamado mercado secundário. É 
nesse mercado que se reflete a oscilação diária da 
taxa. 
 
MERCADO A TERMO 
Os contratos a termo são acordos de compra ou 
venda em determinada data futura por preços 
previamente estabelecidos, cuja liquidação financeira 
ou entrega física do ativo acontece, geralmente, no 
vencimento. Os contratos a termo podem ser 
negociados em Bolsa de Valores, entre duas 
instituições financeiras ou entre uma instituição e um 
cliente. 
 
 
MERCADO À VISTA DE AÇÕES 
Mercado que reúne negociações cuja liquidação física 
(entrega dos títulos pelo vendedor) ocorre no 
segundo dia útil após a realização do negócio em 
pregão. A liquidação financeira (pagamento dos 
títulos pelo comprador) se dá no terceiro dia útil 
posterior à negociação, logo após a liquidação física. 
 
MERCADO ABERTO OU MERCADO SECUNDÁRIO 
É qualquer mercado sem local físico determinado e 
com livre acesso à negociação. No Brasil, um exemplo 
de mercado aberto é o mercado de compra e venda 
de títulos públicos, orientado e fiscalizado pelo Banco 
Central, um instrumento de política monetária para 
expandir ou contrair as disponibilidades em dinheiro 
no mercado financeiro, e otimizar a liquidez da 
economia. No caso dos bancos, open market são 
reservas secundárias de alta liquidez, permitindo a 
cada banco ajustar instantaneamente sua própria 
liquidez, remunerando disponibilidades de curtíssimo 
prazo. 
 
MERCADO DE AÇÕES 
Parte do mercado de capitais que compreende a 
colocação primária de ações novas, emitidas por 
empresas, e a negociação secundária (em Bolsas de 
Valores e no mercado de balcão) das ações já 
colocadas em circulação. 
 
MERCADO DE BALCÃO 
Mercado em que as negociações ocorrem fora do 
ambiente de Bolsas de Valores. 
 
MERCADO DE CAPITAIS 
Compreende toda a rede de Bolsas de Valores e 
instituições financeiras, na qual se realiza as 
operações de compra e venda de ações, títulos e 
valores mobiliários, efetuadas entre empresas e 
investidores, com intermediação obrigatória de 
instituições financeiras do sistema de distribuição de 
títulos e valores mobiliários. 
 
MERCADO FUTURO 
É o segmento do mercado que compreende as 
operações de compra e venda, realizadas em pregão, 
de contratos autorizados pela Bolsa de futuros, para 
liquidação em data futura prefixada. A negociação 
inclui um comprador que aceita pagar um 
determinado valor na data estabelecida pela 
mercadoria oferecida pelo vendedor. O objeto 
negociado pode ser uma commodity, um título, uma 
moeda ou um índice de referência, como o Ibovespa. 
Os contratos negociados são padronizados pela 
BM&F, o que permite agilidade nas negociações. 
 
MERCADO DE SWAPS 
Swap significa troca. No caso dos contratos de swaps, 
pode-se trocar moedas, taxa de juro ou commodities. 
Um swap de taxas de juros pode ser utilizado para 
transformar uma taxa flutuante numa taxa fixa, e 
vice-versa. Um swap de moedas pode ser usado paratransformar um empréstimo numa moeda 
estrangeira em outra moeda. É uma operação mais 
sofisticada. Por isso, as tesourarias de bancos e os 
gestores de fundos de investimento são os que mais 
usam o mercado de swaps. A ideia é que dois 
investidores façam aplicações "casadas" que, no dia 
do vencimento, servirão como proteção do dinheiro 
ou até mesmo como especulação para aumentar o 
capital. 
 
MERCADO DE OPÇÕES 
Mercado no qual são negociados direitos de compra 
ou venda de ações, índices de ações, moedas, 
contratos futuros ou títulos, com preços de exercício 
preestabelecidos. No mercado de opções, 
compradores têm o direito de comprar ou vender 
uma certa quantidade de ativos, a um preço prefixado 
até uma data, enquanto os vendedores ficam com a 
obrigação de vendê-la ou comprá-la conforme o 
acordado. O comprador que adquire uma opção de 
compra espera que o preço futuro suba. Na compra 
de uma opção de venda, ele espera que o preço 
futuro caia. Já a expectativa do vendedor é oposta: se 
ele vende uma opção de compra é porque espera que 
o preço futuro caia. Se espera que o preço futuro 
suba, vende a opção de venda. A diferença do valor 
pago e do valor recebido é chamada de prêmio. 
 
MERCADO PRIMÁRIO 
Mercado onde ações, títulos e valores mobiliários são 
negociadas pela primeira vez, provenientes de novas 
emissões. As empresas recorrem ao mercado 
primário para completar os recursos de que 
necessitam, visando o financiamento de seus projetos 
ou seu emprego em outras atividades. 
 
MERCADO SECUNDÁRIO 
Onde ocorre a negociação de títulos já adquiridos no 
mercado primário. 
 
MORA 
Atraso no cumprimento de uma obrigação, em geral, 
pagamentos. 
 
MORATÓRIA 
Prorrogação de prazo para pagamento de uma dívida 
concedida pelo credor ao seu devedor. Também pode 
ser a declaração unilateral do poder público de que 
não honrará suas dívidas no vencimento dos 
contratos. 
 
N 
 
NASDAQ 
Bolsa americana que negocia ações de empresas de 
tecnologia, como a Microsoft. Sigla em inglês para 
Associação Nacional Corretora de Valores e Cotações 
Automatizadas. 
 
NOVO MERCADO 
Novo segmento de listagem de empresas da 
BM&FBovespa. Para ser incluída neste grupo, a 
empresa deve ter boas práticas de governança 
corporativa, ou seja, adotar um conjunto de regras 
mais rígidas do que a exigida pela legislação brasileira. 
Essas práticas permitem a melhora na qualidade das 
informações prestadas e ampliam os direitos dos 
acionistas. 
 
O 
 
OPÇÃO 
Direito que o investidor compra de adquirir ou vender 
determinado ativo (como ação ou contrato) por 
determinado preço em uma data futura. Quando 
chega essa data, ele pode exercer ou não essa opção 
de compra ou venda, conforme julgue mais vantajoso 
(veja DATA DE EXERCÍCIO DE OPÇÃO). A opção serve, 
por exemplo, para que um investidor que aposte na 
valorização de determinado papel possa comprar 
hoje o direito de adquirir esse papel no futuro por um 
valor menor do que ele possivelmente estará 
valendo. Se no vencimento dessa opção essa ação 
estiver custando menos do que o valor estipulado 
para a compra, o investidor não é obrigado a exercer 
a opção e pode comprar o papel pelo valor de 
mercado. 
 
OPERADOR DE PREGÃO 
Profissional representante de uma sociedade 
corretora que executa ordens de compra e de venda 
de ações no pregão de uma Bolsa de Valores. 
 
ORDEM 
Instrução dada por um investidor para que a 
sociedade corretora, da qual é cliente, execute a 
compra ou venda valores mobiliários. 
 
P 
 
PAPEL-MOEDA 
Cédula de moeda de curso legal de um país. 
 
PASSIVO 
É o total das dívidas e obrigações de uma empresa ou 
de uma pessoa. 
 
PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA 
Relação entre o estoque de capital de determinado 
acionista, ou grupo de acionistas, e o estoque de 
capital total da empresa. 
 
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
Diferença entre o valor dos ativos e dos passivos de 
uma empresa. Patrimônio líquido é o valor contábil 
pertencente aos acionistas ou sócios. No caso dos 
fundos de investimento, o patrimônio líquido é a 
soma de todos os ativos e operações dos fundos, 
descontados os custos e taxas. 
 
PESSOA JURÍDICA 
Expressão empregada para designar instituições, 
corporações, associações e empresas em geral, em 
contraposição à pessoa física, que designa indivíduos. 
 
 
 
 
PIB 
Produto Interno Bruto. Soma do valor de todos os 
bens e serviços produzidos em um país ou uma região, 
durante um determinado período. 
 
PGBL 
Plano Gerador de Benefício Livre. Plano de 
previdência privada (investimento de longo prazo, 
cujo objetivo principal é a aposentadoria). No PGBL, é 
possível deduzir as contribuições feitas do Imposto de 
Renda até um limite de 12% da renda total tributável. 
Quando dos resgates, a tributação do plano incidirá 
sobre o principal e os rendimentos. 
 
PN 
Sigla que identifica as ações preferenciais 
nominativas. Veja ação preferencial. 
 
POLÍTICA DE INVESTIMENTO 
Na administração de recursos, política de 
investimento é a definição das regras e a forma de 
atuação relativas à gestão de uma carteira de 
investimento. 
 
PORTFÓLIO 
Conjunto de títulos e valores mantido por um fundo 
mútuo ou por um investidor. 
 
PRECIFICAÇÃO 
Ato de estabelecer, mediante critérios, o preço de 
compra ou de venda de uma ação ou um título. 
 
PREGÃO 
Sessão de compra e venda de papéis numa Bolsa de 
Valores, que pode ocorrer diretamente na sala de 
negociações ou pelo sistema eletrônico. 
 
PRIVATIZAÇÃO 
Processo de transferência do controle acionário 
governamental para instituições privadas ou pessoas 
físicas através de leilão. 
 
PROSPECTO 
Informativo elaborado com linguagem mais clara para 
que seja acessível ao investidor. No prospecto de um 
fundo de investimento, estão as informações que o 
investidor precisa saber sobre o funcionamento do 
fundo. É um documento elaborado pelos 
administradores de fundos de investimento e nas 
ofertas públicas de títulos e valores mobiliários, que 
permite ao investidor conhecer as características do 
investimento. 
 
POUPANÇA 
Parte da renda não utilizada em despesas. Para o 
investimento, veja CADERNETA DE POUPANÇA. 
 
R 
 
RATING 
Nota atribuída por agências de classificação de risco a 
instituições financeiras, governos ou ativos de acordo 
com o risco que apresentam. 
RDB 
Recibo de Depósito Bancário. Tipo de aplicação em 
renda fixa, cujo rendimento é uma taxa de juros 
previamente combinada e negociável diretamente 
com o banco. O RDB não permite retirada antecipada 
dos recursos aplicados. 
 
REGISTRO EM BOLSA 
Inscrição necessária para que uma empresa tenha 
suas ações admitidas à cotação em uma Bolsa de 
Valores. O registro depende do cumprimento de uma 
série de normas estabelecidas pela Bolsa de Valores, 
entre elas ter registro de companhia aberta na CVM e 
de prévia autorização para venda dos valores 
mobiliários. 
 
REMESSA DE LUCROS 
Envio de lucros para o exterior de uma empresa 
multinacional instalada em um país. 
 
RENDIMENTO BRUTO 
Em aplicações financeiras, são ganhos obtidos numa 
operação antes do desconto de impostos. 
 
RENDIMENTO LÍQUIDO 
Em aplicações financeiras, é o conjunto de ganhos 
obtidos numa operação após o desconto de impostos. 
 
RENDIMENTO NOMINAL 
Ganhos obtidos numa operação sem descontar a 
inflação. 
 
RENDIMENTO REAL 
Ganhos obtidos em uma operação já descontada a 
inflação. 
 
RENTABILIDADE 
Taxa de retorno de um investimento. 
 
RESGATE 
Ato de pagamento de um título (duplicata, nota 
promissória etc.) ou de recebimento de uma 
aplicação. 
 
RISCO 
Grau de incerteza da rentabilidade (retorno) de um 
investimento. A possível remuneração oferecida por 
determinado investimento é proporcional ao grau de 
risco que ele oferece. 
 
S 
 
SBPE 
Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos. 
Reúne agentes que captamdinheiro da poupança e 
emprestam para o setor imobiliário. 
 
SEC 
Securities and Exchange Commission. É o órgão 
regulador do mercado de capitais norte-americano, 
equivalente à CVM no Brasil. Veja CVM. 
 
 
SECURITIZAÇÃO 
Processo de conversão de uma dívida ou obrigação 
em títulos negociáveis (securities). O termo é 
derivado do inglês "security". 
 
SELIC 
Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Sistema do 
Banco Central que registra negócios com títulos 
públicos federais e de depósitos interfinanceiros. A 
taxa de juros praticada neste sistema, a taxa Selic, 
serve é o juro básico da economia brasileira. A taxa é 
revista periodicamente pelo Copom. Veja COPOM. 
 
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 
Conjunto de instituições e instrumentos financeiros 
que possibilita a transferência de recursos e cria 
condições para que títulos e valores mobiliários 
tenham liquidez no mercado financeiro. É 
coordenado pelo Conselho Monetário Nacional 
(CMN) e é composto pelo Banco Central, Banco do 
Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal e estaduais, 
Bolsas de Valores e outras instituições financeiras. 
 
SISBACEN 
Sistema de informações do Banco Central, que 
armazena e recupera dados on-line com atualização 
em tempo real. 
 
SMALL CAPS 
Ações menos negociadas na Bolsa de Valores e que, 
portanto, tem baixa liquidez. Também chamadas de 
ações de segunda linha. Veja LIQUIDEZ. 
 
SPREAD 
Diferença entre o custo de captação dos 
bancos/instituições financeiras e a taxa cobrada ao 
cliente final. 
 
SUBSCRIÇÃO 
Quando precisam ampliar a infraestrutura ou pagar 
dívidas, as empresas costumam emitir novas ações no 
mercado (Bolsa de Valores). Isso pode ser feito de 
dois modos: por meio de uma oferta pública de ações 
(IPO, na sigla em inglês; veja verbete), quando todo e 
qualquer investidor pode comprar as ações, ou pela 
subscrição, quando os já acionistas recebem o direito 
de adquirir essas ações por preço e período fixados 
pela própria empresa emissora. Com esse direito, o 
acionista irá escolher se decide comprar ou não as 
novas ações pelo valor definido. 
 
SUPERÁVIT COMERCIAL 
Quando valor das exportações de um país supera o 
valor das importações. 
 
SUPERÁVIT PRIMÁRIO 
Valor que o governo federal economiza para pagar os 
juros da dívida pública. Veja DÍVIDA PÚBLICA. 
 
T 
 
 
 
TAKE OVER 
Processo de aquisição do controle de uma empresa 
por outro grupo através da compra, em Bolsa de 
Valores, de ações da empresa. Pode ser amigável, 
quando há acordo prévio entre as partes. 
 
TAXA DE ADMINISTRAÇÃO 
Valor pago pelos cotistas de um fundo ao 
administrador como remuneração pelo serviço 
prestado. Incide anualmente sobre o valor total 
aplicado, não apenas sobre a rentabilidade. 
 
TAXA DE CÂMBIO 
Valor pago na conversão entre duas moedas. 
 
TAXA DE CUSTÓDIA 
Em fundos de investimento, é o valor cobrado para a 
guarda, liquidação financeira e administração de 
proventos dos ativos que compõem o fundo. Veja 
LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA. 
 
TAXA DE PERFORMANCE 
Valor cobrado pelo administrador sobre a parcela da 
rentabilidade do fundo de investimento que tiver 
variação acima do índice estabelecido como 
referência. 
 
TÍTULO 
Termo genérico para qualquer papel negociável, 
como ação, CDBs, letras de câmbio, etc. 
 
TÍTULOS CAMBIAIS 
Papéis vendidos pelo Banco Central com o 
compromisso de pagar a variação do dólar (mais uma 
taxa de juro previamente definida) até o seu prazo de 
vencimento. São utilizados para proteger um 
investimento das oscilações futuras no preço de uma 
moeda estrangeira, mas não representam proteção 
perfeita, já que estão sujeitos à tributação. 
 
TÍTULO DE DÍVIDA 
É uma espécie de "vale" que atesta que o comprador 
(investidor) emprestou dinheiro a um governo ou 
companhia, e que descreve os termos de reembolso. 
O comprador pode adquirir um título de dívida com 
desconto. O título tem uma taxa de juros fixa por um 
período determinado. Quando o tempo se esgota, 
diz-se que o título "venceu" e o comprador pode 
resgatá-lo pelo valor nominal integral. Há diferentes 
tipos de títulos de dívida (veja TÍTULO DE DÍVIDA 
EXTERNA, TÍTULO DE DÍVIDA PÚBLICA, TÍTULO PÓS-
FIXADO, TÍTULO PREFIXADO, TÍTULO PRIVADO). 
 
TÍTULO DE DÍVIDA EXTERNA 
Título de dívida pública colocado no mercado 
internacional, em geral denominado em moeda 
estrangeira. Existem vários títulos de dívida externa, 
dentre os quais os "Bradies" e os "bônus globais" são 
os mais conhecidos. 
 
TÍTULO DE DÍVIDA PÚBLICA ou TÍTULO PÚBLICO 
São papéis emitidos pelo governo para financiar 
projetos ou equilibrar as contas. Para o investidor, 
esses títulos são ativos de renda fixa. Ou seja, seu 
percentual de rendimento pode ser estimado no 
momento da aplicação, ao contrário do que ocorre 
com ativos de renda variável (como ações), cujo 
retorno não pode ser estimado no investimento. Veja 
RENDA FIXA e AÇÃO. 
 
TÍTULO PÓS-FIXADO 
Quando o investidor compra um título pós-fixado, 
sabe o quanto irá receber somente no final da 
aplicação. Isso ocorre porque o rendimento é 
determinado pela variação de certo índice (como o de 
inflação, por exemplo) mais uma taxa de juros 
determinada no início. 
 
TÍTULO PREFIXADO 
É aquele cuja remuneração é determinada no 
momento da aplicação. Exemplo, um CDB (Certificado 
de Depósito Bancário) prefixado. Veja verbete CDB. 
 
TÍTULO PRIVADO 
Título emitido por uma empresa. Um CDB (Certificado 
de Depósito Bancário), por exemplo, é um título 
privado, emitido por um banco. Veja CDB. 
 
TÍTULO PODRE 
Título de pagamento duvidoso, normalmente de 
longo prazo, negociado com grande deságio 
(desconto). 
 
TJLP 
Taxa de Juros de Longo Prazo. Indexador oficial para 
operações financeiras, calculado sobre a lucratividade 
média dos Títulos da Dívida Externa emitidos pelo 
Brasil, e dos Títulos da Dívida Pública Mobiliária 
Interna Federal, quando de sua emissão no mercado 
primário. É a taxa utilizada para corrigir 
financiamentos feitos junto ao BNDES. 
 
TR 
Taxa Referencial de Juros. O valor da TR é calculado 
pelo Banco Central a partir da remuneração mensal 
média dos CDBs e RDBs emitidos pelos maiores 
bancos do país. 
 
TRADE-OFF 
Em economia, expressão que define situação de 
escolha conflitante, isto é, quando uma ação 
econômica que visa à resolução de determinado 
problema acarreta, inevitavelmente, outros. Por 
exemplo, de acordo com as concepções keynesianas 
modernas, em determinadas circunstâncias a redução 
da taxa de desemprego apenas poderá ser obtida com 
o aumento da taxa de inflação, existindo, portanto, 
um trade-off entre inflação e desemprego. 
 
 
TRIBUTO 
Valor pago obrigatoriamente ao governo. Podem ser 
de cinco espécies: 1) impostos, não vinculados à 
prestação de serviço por parte do governo; 2) taxa, 
paga pela prestação de um serviço público específico 
(por exemplo, registro de empresa na junta 
comercial) ou pelo exercício de fiscalização (por 
exemplo, fornecimento de alvará); 3) contribuição 
social, para a seguridade social (exemplos: PIS, 
Cofins); 4) contribuição de melhoria, para cobrir 
custos com obra pública que resulte em valorização 
do imóvel; 5) empréstimo compulsório, que pode ser 
instituído pela União em caso de guerra, calamidade 
pública ou investimento público relevante 
 
V 
 
VALOR AGREGADO 
Valor adicionado a um produto em cada etapa de 
produção. Assim, um produto industrializado tem 
mais valor agregado que uma matéria-prima. 
 
VARIAÇÃO CAMBIAL 
Percentual que indica a variação da taxa de câmbio 
em um determinado período. 
 
VGBL 
Vida Gerador de Benefício Livre. É um plano de 
previdência privada (investimento de longo prazo, 
cujo objetivo principal é a aposentadoria). Não 
permite deduzir as aplicações do Imposto de Renda 
(indicado, portanto, para quem faz declaração 
simplificada de IR). O IR será cobradono momento do 
resgate. No VGBL, não há custos para transmiti-lo em 
herança. 
 
VOLATILIDADE 
Indicador da intensidade da variação das cotações de 
um título em relação às oscilações médias ou típicas 
do mercado em um determinado período. 
 
W 
 
WALL STREET 
O termo designa a comunidade financeira de Nova 
York. É também o nome da rua, em Manhattan, onde 
estão a Bolsa de Valores de Nova York, várias bolsas 
de mercadorias e as sedes dos principais bancos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Disponível 
REFERÊNCIAS 
Dicionário Financeiro. Disponível em:<https://www.dicionariofinanceiro.com/>. Acesso em: 23 
maio. 2018. 
Folha de São Paulo. Confira o dicionário de economês e tire dúvidas sobre os termos. 
Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/01/1218059-confira-o-
dicionario-de-economes-e-tire-duvidas-sobre-os-termos.shtml>. Acesso em: 23 maio 2018. 
Glossário de Termos de Economia Industrial.
em:<http://www.pucsp.br/~acomin/economes/glosglob.html>. Acesso em: 23 maio 2018. 
NUNES, F. A. Glossário de Termos Econômicos e Financeiros. 
Disponível em:<http://www.secif.org.br/imagens/glossario.pdf>. Acesso em: 23 maio 2018. 
SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Best Seller, 1999.

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