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1° TRABALHO AVALIATIVO RESENHA CRÍTICA Nome: Maisa Curso: Pedagogia com ênfase em educação especial Unidade de estudo: Educação Especial Data: 20/06/2017 Educação Especial A presente resenha tem como intuito a análise crítica da matéria Educação Especial, reportando essa importância para a educação especial quer dizer simplesmente que só chegamos a esse nível de compreensão, solidariedade, respeito e valorização dos sujeitos sem distinção porque aprendemos com os eventos que foram se sucedendo ao longo da nossa história. Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadêmica tenha como premissa ser científica, baseada em normas e padrões da academia, fugiremos um pouco às regras para nos aproximarmos de vocês e para que os temas abordados cheguem de maneira clara e objetiva, mas não menos científicos. Em segundo lugar, deixamos claro que este módulo é uma compilação das ideias de vários autores, incluindo aqueles que consideramos clássicos, não se tratando, portanto, de uma redação original e tendo em vista o caráter didático da obra, não serão expressas opiniões pessoais. No entanto, não queremos ser radicais e dizer: devemos ter vergonha do passado. Desde o surgimento do ser humano, este vem se conhecendo, modificando, aprimorando, é esse o caminho. Não nascemos prontos, não nascemos todos iguais, embora tenhamos um modelo de ser humano perfeito, não é verdade? Então, a questão não passa por vergonha e remorso, mas sim, perceber que evoluímos sempre. Estamos sendo redundantes nesses sentimentos de vergonha e segregação porque lá atrás o que o ser humano fez com seus pares que apresentavam “deficiências” era radicalmente exclui-lo, apriori no sentido mais real, de morte, e mais adiante, segregando-o, o que também é extremamente triste. Felizmente veio a Idade Moderna que tem início em 1453, com a tomada da Constantinopla e vai até o início da Revolução Francesa, em 1789. Começamos a passar do feudalismo e das trevas para o capitalismo e no contexto mais humano, começam a surgir movimentos de contestação ao poder da Igreja Católica. O Século XIX, ainda com reflexos das ideias humanistas da Revolução Francesa, ficou marcado na história das pessoas com deficiência. Finalmente se percebia que elas não só precisavam de hospitais e abrigos, mas também de atenção especializada. É nesse período que se inicia a constituição de organizações para estudar os problemas de cada deficiência. Difundem-se então os orfanatos, os asilos e os lares para crianças com deficiência física. Grupos de pessoas organizam-se em torno da reabilitação dos feridos para o trabalho, principalmente nos Estados Unidos e Alemanha (GUGEL, 2007). O Século XX trouxe avanços importantes para as pessoas com deficiência, sobretudo em relação às ajudas técnicas ou elementos tecnológicos assistivos. Os instrumentos que já vinham sendo utilizada – cadeira de rodas, bengalas, sistema de ensino para surdos e cegos, dentre outros – foram se aperfeiçoando. A sociedade, não obstante a sucessiva guerra organizou-se coletivamente para enfrentar os problemas e para melhor atender a pessoa com deficiência (GARCIA, 2012). A Educação Especial, por sua vez, segundo o conceito estabelecido pela Lei Federal n. 9.394/96, nomeada de Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu artigo 58, é disciplinada como modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos com necessidades especiais, tendo início durante a educação infantil. Com a Lei n. 9.394/96, a Educação Especial começa a assumir novas dimensões, pois as matrículas dos alunos com necessidades especiais nas classes regulares dos ensinos infantil e fundamental se consolida; além disso, a novel norma legal prevê a oferta de serviço de apoio especializado, objetivando o atendimento das peculiaridades dos alunos, ofertando-lhes melhores condições para a sua aprendizagem. Ela não caminha sozinha, isolada, ao contrário, hoje é entendida como inclusiva nos sistemas regulares de ensino, tendo como objetivo, não acabar com as diferenças, mas mantê-las ativas para poderem ser rentabilizadas na educação de todos os alunos. A anulação ou impermeabilização das diferenças impede que os alunos se confrontem com outros pontos de vista e realidades e por este motivo empobrece a qualidade da educação (RODRIGUES, 2008). Fazendo uma síntese retrospectiva, vimos que a educação especial se fundamenta em bases filosóficas, históricas, sociológicas, legislativas e pedagógicas. REFERÊNCIAS BRASIL. 2ª Conferência Nacional de Educação, CONAE, 2014. Disponível em: http://conae2014.mec.gov.br/images/doc/Sistematizacao/DocumentoFinal29012015.pdf BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Marcos Político-Legal da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de Educação Especial, - 2010. Disponível em: http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/educacao/marcos-politico-legais.pdf REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL. Artigos diversos. Disponível em: www.scielo.br/rbee