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RETA FINAL OAB FILOSOFIA DO DIREITO E ENADE

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Tiago Lacerda

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Questões resolvidas

Ao comentar a doutrina aristotélica, Tércio Sampaio Ferraz Jr., em sua obra Estudos de Filosofia do Direito, indica aquele que seria “o preceito básico do direito justo, pois só por meio dele a justiça se revelaria em sua atualidade plena”.
Este preceito, que também pode ser definido como ‘uma feliz retificação do justo estritamente legal’ ou ainda ‘o justo na concretude’, é denominado:
A. Liberdade
B. Igualdade
C. Piedade
D. Equidade

Considere o seguinte texto de Miguel Reale "Se desejarmos alcançar um conceito geral de regra jurídica, é preciso, por conseguinte, abandonar a sua redução a um juízo hipotético, para situar o problema segundo outro prisma. A concepção formalista do Direito de Kelsen, para quem o Direito é norma, e nada mais do que norma, se harmoniza com a compreensão da regra jurídica como simples enlace lógico que, de maneira hipotética, correlaciona, através do verbo dever ser, uma conseqüência C ao fato F, mas não vemos como se possa vislumbrar qualquer relação condicional ou hipotética em normas jurídicas como estas: a) "Compete privativamente à União legislar sobre serviço postal" (Constituição, art. 22, V); b) "Brasília é a Capital Federal" (Constituição, art. 18, parágrafo 1o); c) "Todo homem é capaz de direitos e obrigações na vida civil" (Código Civil, art. 2o); ..." (REALE, Miguel. Lições preliminares de Direito. São Paulo: Saraiva, 2000. p. 94)
Na passagem transcrita, o autor procura
A. defender a noção de norma como juízo hipotético.
B. aderir à concepção positiva de Kelsen.
C. demonstrar a origem jusnaturalista de todas as normas.
D. mostrar que existem normas jurídicas que não podem ser pensadas como juízos hipotéticos.

A expressão “hierarquia normativa”, segundo Kelsen, alude:
A. ao predomínio das normas gerais sobre os privilégios
B. ao caráter autoritário do Estado
C. ao fato que a sentença, como ato concreto e específico se sobrepõe à lei, geral e abstrata
D. ao fato de que a criação de uma norma é determinada por outra

Em sua Teoria Pura do Direito, Hans Kelsen concebe o Direito como uma "técnica social específica". Segundo o filósofo, na obra O que é justiça?, "esta técnica é caracterizada pelo fato de que a ordem social designada como 'Direito' tenta ocasionar certa conduta dos homens, considerada pelo legislador como desejável, provendo atos coercitivos como sanções no caso da conduta oposta". Tal concepção corresponde à definição kelseniana do Direito como
a) uma positivação da justiça natural.
b) uma ordem estatal facultativa.
c) uma ordem axiológica que vincula a interioridade.
d) um veículo de transformação social.
e) uma ordem coercitiva.

“Manter os próprios compromissos não constitui dever de virtude, mas dever de direito, a cujo cumprimento pode-se ser forçado. Mas prossegue sendo uma ação virtuosa (uma demonstração de virtude) fazê-lo mesmo quando nenhuma coerção possa ser aplicada. A doutrina do direito e a doutrina da virtude não são, consequentemente, distinguidas tanto por seus diferentes deveres, como pela diferença em sua legislação, a qual relaciona um motivo ou outro com a lei”. Pelo trecho acima podemos inferir que Kant estabelece uma relação entre o direito e a moral.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) O direito e a moral são idênticos, tanto na forma como no conteúdo prescritivo. Assim, toda ação contrária à moralidade das normas jurídicas é também uma violação da ordem jurídica.
b) A conduta moral refere-se à vontade interna do sujeito, enquanto o direito é imposto por uma ação exterior e se concretiza no seu cumprimento, ainda que as razões da obediência do sujeito não sejam morais.
c) A coerção, tanto no direito quanto na moral, é um elemento determinante. É na possibilidade de impor-se pela força, independentemente da vontade, que o direito e a moral regulam a liberdade.
d) Direito e moral são absolutamente distintos. Consequentemente, cumprir a lei, ainda que espontaneamente, não é demonstração de virtude moral.

“Na fase madura de seu pensamento, a substituição da lei pela convicção comum do povo (Volksgeist) como fonte originária do direito relega a segundo plano a sistemática lógico-dedutiva, sobrepondo-lhe a sensação (Empfindung) e a intuição (Anschauung) imediatas. Savigny enfatiza o relacionamento primário da intuição do jurídico não à regra genérica e abstrata, mas aos ‘institutos de direito’ (Rechtsinstitute), que expressam ‘relações vitais’ (Lebensverhältnisse) típicas e concretas”.
Esta caracterização, realizada por Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência do Direito, corresponde a aspectos essenciais da seguinte escola filosófico-jurídica:
A. Historicismo Jurídico.
B. Realismo Jurídico.
C. Jusnaturalismo.
D. Positivismo jurídico.

A hermenêutica aplicada ao direito formula diversos modos de interpretação das leis. A interpretação que leva em consideração principalmente os objetivos para os quais um diploma legal foi criado é chamada de:
A) interpretação restritiva, por levar em conta apenas os objetivos da lei, ignorando sua estrutura gramatical.
B) interpretação extensiva, por aumentar o conteúdo de significado das sentenças com seus objetivos historicamente determinados.
C) interpretação autêntica, pois apenas as finalidades da lei podem dar autenticidade à interpretação.
D) interpretação teleológica, pois o sentido da lei deve ser considerado à luz de seus objetivos.

Assinale a opção correta com relação à interpretação do direito.
A. A interpretação autêntica é a que se realiza pelo próprio legislador.
B. Consoante o sistema da livre pesquisa, o direito só pode ser interpretado com base na lei.
C. A escola de interpretação da teoria pura do direito foi criada por Carlos Cossio.
D. A hermenêutica e a interpretação, conceitos sinônimos, consistem em revelar o sentido da norma jurídica.

De acordo com o método de interpretação jurídica desenvolvido por Recaséns Siches, o processo de investigação dos fatos, na ordem jurídica vigente, assegura maior satisfação e legitimidade na solução e na interpretação jurídica. Segundo a jurisprudência, a melhor interpretação do direito não se subordina servilmente ao texto legal nem se vale de raciocínios artificiais para enquadrar friamente os fatos em conceitos prefixados, mas se direciona para a solução justa. Essas definições correspondem ao método de interpretação jurídica denominado
a) lógico-dedutivo.
b) hipotético-condicional.
c) lógica do razoável.
d) modo final de aplicação.
e) conflito normativo.

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Questões resolvidas

Ao comentar a doutrina aristotélica, Tércio Sampaio Ferraz Jr., em sua obra Estudos de Filosofia do Direito, indica aquele que seria “o preceito básico do direito justo, pois só por meio dele a justiça se revelaria em sua atualidade plena”.
Este preceito, que também pode ser definido como ‘uma feliz retificação do justo estritamente legal’ ou ainda ‘o justo na concretude’, é denominado:
A. Liberdade
B. Igualdade
C. Piedade
D. Equidade

Considere o seguinte texto de Miguel Reale "Se desejarmos alcançar um conceito geral de regra jurídica, é preciso, por conseguinte, abandonar a sua redução a um juízo hipotético, para situar o problema segundo outro prisma. A concepção formalista do Direito de Kelsen, para quem o Direito é norma, e nada mais do que norma, se harmoniza com a compreensão da regra jurídica como simples enlace lógico que, de maneira hipotética, correlaciona, através do verbo dever ser, uma conseqüência C ao fato F, mas não vemos como se possa vislumbrar qualquer relação condicional ou hipotética em normas jurídicas como estas: a) "Compete privativamente à União legislar sobre serviço postal" (Constituição, art. 22, V); b) "Brasília é a Capital Federal" (Constituição, art. 18, parágrafo 1o); c) "Todo homem é capaz de direitos e obrigações na vida civil" (Código Civil, art. 2o); ..." (REALE, Miguel. Lições preliminares de Direito. São Paulo: Saraiva, 2000. p. 94)
Na passagem transcrita, o autor procura
A. defender a noção de norma como juízo hipotético.
B. aderir à concepção positiva de Kelsen.
C. demonstrar a origem jusnaturalista de todas as normas.
D. mostrar que existem normas jurídicas que não podem ser pensadas como juízos hipotéticos.

A expressão “hierarquia normativa”, segundo Kelsen, alude:
A. ao predomínio das normas gerais sobre os privilégios
B. ao caráter autoritário do Estado
C. ao fato que a sentença, como ato concreto e específico se sobrepõe à lei, geral e abstrata
D. ao fato de que a criação de uma norma é determinada por outra

Em sua Teoria Pura do Direito, Hans Kelsen concebe o Direito como uma "técnica social específica". Segundo o filósofo, na obra O que é justiça?, "esta técnica é caracterizada pelo fato de que a ordem social designada como 'Direito' tenta ocasionar certa conduta dos homens, considerada pelo legislador como desejável, provendo atos coercitivos como sanções no caso da conduta oposta". Tal concepção corresponde à definição kelseniana do Direito como
a) uma positivação da justiça natural.
b) uma ordem estatal facultativa.
c) uma ordem axiológica que vincula a interioridade.
d) um veículo de transformação social.
e) uma ordem coercitiva.

“Manter os próprios compromissos não constitui dever de virtude, mas dever de direito, a cujo cumprimento pode-se ser forçado. Mas prossegue sendo uma ação virtuosa (uma demonstração de virtude) fazê-lo mesmo quando nenhuma coerção possa ser aplicada. A doutrina do direito e a doutrina da virtude não são, consequentemente, distinguidas tanto por seus diferentes deveres, como pela diferença em sua legislação, a qual relaciona um motivo ou outro com a lei”. Pelo trecho acima podemos inferir que Kant estabelece uma relação entre o direito e a moral.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) O direito e a moral são idênticos, tanto na forma como no conteúdo prescritivo. Assim, toda ação contrária à moralidade das normas jurídicas é também uma violação da ordem jurídica.
b) A conduta moral refere-se à vontade interna do sujeito, enquanto o direito é imposto por uma ação exterior e se concretiza no seu cumprimento, ainda que as razões da obediência do sujeito não sejam morais.
c) A coerção, tanto no direito quanto na moral, é um elemento determinante. É na possibilidade de impor-se pela força, independentemente da vontade, que o direito e a moral regulam a liberdade.
d) Direito e moral são absolutamente distintos. Consequentemente, cumprir a lei, ainda que espontaneamente, não é demonstração de virtude moral.

“Na fase madura de seu pensamento, a substituição da lei pela convicção comum do povo (Volksgeist) como fonte originária do direito relega a segundo plano a sistemática lógico-dedutiva, sobrepondo-lhe a sensação (Empfindung) e a intuição (Anschauung) imediatas. Savigny enfatiza o relacionamento primário da intuição do jurídico não à regra genérica e abstrata, mas aos ‘institutos de direito’ (Rechtsinstitute), que expressam ‘relações vitais’ (Lebensverhältnisse) típicas e concretas”.
Esta caracterização, realizada por Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência do Direito, corresponde a aspectos essenciais da seguinte escola filosófico-jurídica:
A. Historicismo Jurídico.
B. Realismo Jurídico.
C. Jusnaturalismo.
D. Positivismo jurídico.

A hermenêutica aplicada ao direito formula diversos modos de interpretação das leis. A interpretação que leva em consideração principalmente os objetivos para os quais um diploma legal foi criado é chamada de:
A) interpretação restritiva, por levar em conta apenas os objetivos da lei, ignorando sua estrutura gramatical.
B) interpretação extensiva, por aumentar o conteúdo de significado das sentenças com seus objetivos historicamente determinados.
C) interpretação autêntica, pois apenas as finalidades da lei podem dar autenticidade à interpretação.
D) interpretação teleológica, pois o sentido da lei deve ser considerado à luz de seus objetivos.

Assinale a opção correta com relação à interpretação do direito.
A. A interpretação autêntica é a que se realiza pelo próprio legislador.
B. Consoante o sistema da livre pesquisa, o direito só pode ser interpretado com base na lei.
C. A escola de interpretação da teoria pura do direito foi criada por Carlos Cossio.
D. A hermenêutica e a interpretação, conceitos sinônimos, consistem em revelar o sentido da norma jurídica.

De acordo com o método de interpretação jurídica desenvolvido por Recaséns Siches, o processo de investigação dos fatos, na ordem jurídica vigente, assegura maior satisfação e legitimidade na solução e na interpretação jurídica. Segundo a jurisprudência, a melhor interpretação do direito não se subordina servilmente ao texto legal nem se vale de raciocínios artificiais para enquadrar friamente os fatos em conceitos prefixados, mas se direciona para a solução justa. Essas definições correspondem ao método de interpretação jurídica denominado
a) lógico-dedutivo.
b) hipotético-condicional.
c) lógica do razoável.
d) modo final de aplicação.
e) conflito normativo.

Prévia do material em texto

QUESTÕES DE 
FILOSOFIA DO DIREITO 
 
QUESTÃO 1 
 
Considere a seguinte afirmação de Aristóteles: 
“Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é 
evidente que a ação justa é intermediária entre o agir injustamente e o ser vítima da 
injustiça; pois um deles é ter demais e o outro é ter demasiado pouco.” (Aristóteles. 
Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 
329.). 
De efeito, é correto concluir que para Aristóteles a justiça deve sempre ser entendida 
como 
 
A. produto da legalidade, pois o homem probo é o homem justo. 
 
B. espécie de meio termo. 
 
C. relação de igualdade aritmética. 
 
D. ação natural imutável. 
 
QUESTÃO 2 
 
Ao comentar a doutrina aristotélica, Tércio Sampaio Ferraz Jr., em sua obra Estudos de 
Filosofia do Direito, indica aquele que seria “o preceito básico do direito justo, pois só 
por meio dele a justiça se revelaria em sua atualidade plena”. Este preceito, que também 
pode ser definido como ‘uma feliz retificação do justo estritamente legal’ ou ainda ‘o 
justo na concretude’, é denominado: 
 
A. Liberdade 
 
B. Igualdade 
 
C. Piedade 
 
D. Equidade 
 
QUESTÃO 3 
Considere o seguinte texto de Miguel Reale "Se desejarmos alcançar um conceito geral 
de regra jurídica, é preciso, por conseguinte, abandonar a sua redução a um juízo 
hipotético, para situar o problema segundo outro prisma. A concepção formalista do 
Direito de Kelsen, para quem o Direito é norma, e nada mais do que norma, se 
harmoniza com a compreensão da regra jurídica como simples enlace lógico que, de 
maneira hipotética, correlaciona, através do verbo dever ser, uma conseqüência C ao 
fato F, mas não vemos como se possa vislumbrar qualquer relação condicional ou 
hipotética em normas jurídicas como estas: a) "Compete privativamente à União legislar 
sobre serviço postal" (Constituição, art. 22, V); b) "Brasília é a Capital Federal" 
(Constituição, art. 18, parágrafo 1o); c) "Todo homem é capaz de direitos e obrigações 
na vida civil" (Código Civil, art. 2o); ..." (REALE, Miguel. Lições preliminares de 
Direito. São Paulo: Saraiva, 2000. p. 94) 
Na passagem transcrita, o autor procura 
A. defender a noção de norma como juízo hipotético. 
B. aderir à concepção positiva de Kelsen. 
C. demonstrar a origem jusnaturalista de todas as normas. 
D. mostrar que existem normas jurídicas que não podem ser pensadas como juízos 
hipotéticos. 
QUESTÃO 4 
 
A expressão “hierarquia normativa”, segundo Kelsen, alude: 
 
A. ao predomínio das normas gerais sobre os privilégios 
 
B. ao caráter autoritário do Estado 
 
 
C. ao fato que a sentença, como ato concreto e específico se sobrepõe à lei, geral e 
abstrata 
 
D. ao fato de que a criação de uma norma é determinada por outra 
 
QUESTÃO 5 
Em sua Teoria Pura do Direito, Hans Kelsen concebe o Direito como uma “técnica 
social específica”. Segundo o filósofo, na obra O que é justiça?, “esta técnica é 
caracterizada pelo fato de que a ordem social designada como ‘Direito’ tenta ocasionar 
certa conduta dos homens, considerada pelo legislador como desejável, provendo atos 
coercitivos como sanções no caso da conduta oposta”. Tal concepção corresponde à 
definição kelseniana do Direito como 
A. uma ordem estatal facultativa. 
B. uma ordem axiológica que vincula a interioridade. 
C. um veículo de transformação social 
D. uma ordem coercitiva. 
E. uma positivação da justiça natural. 
 
QUESTÃO 6 
 
“Manter os próprios compromissos não constitui dever de virtude, mas dever de direito, 
a cujo cumprimento pode-se ser forçado. Mas prossegue sendo uma ação virtuosa (uma 
demonstração de virtude) fazê-lo mesmo quando nenhuma coerção possa ser aplicada. 
A doutrina do direito e a doutrina da virtude não são, consequentemente, distinguidas 
tanto por seus diferentes deveres, como pela diferença em sua legislação, a qual 
relaciona um motivo ou outro com a lei”. 
Pelo trecho acima podemos inferir que Kant estabelece uma relação entre o direito e a 
moral. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
 
A. O direito e a moral são idênticos, tanto na forma como no conteúdo prescritivo. 
Assim, toda ação contrária à moralidade das normas jurídicas é também uma 
violação da ordem jurídica. 
 
B. A conduta moral refere-se à vontade interna do sujeito, enquanto o direito é 
imposto por uma ação exterior e se concretiza no seu cumprimento, ainda que as 
razões da obediência do sujeito não sejam morais. 
 
C. A coerção, tanto no direito quanto na moral, é um elemento determinante. É na 
possibilidade de impor-se pela força, independentemente da vontade, que o 
direito e a moral regulam a liberdade. 
 
D. Direito e moral são absolutamente distintos. Consequentemente, cumprir a lei, 
ainda que espontaneamente, não é demonstração de virtude moral. 
 
QUESTÃO 7 
“Na fase madura de seu pensamento, a substituição da lei pela convicção comum do 
povo (Volksgeist) como fonte originária do direito relega a segundo plano a sistemática 
lógico-dedutiva, sobrepondo-lhe a sensação (Empfindung) e a intuição (Anschauung) 
imediatas. Savigny enfatiza o relacionamento primário da intuição do jurídico não à 
regra genérica e abstrata, mas aos ‘institutos de direito’ (Rechtsinstitute), que expressam 
‘relações vitais’ (Lebensverhältnisse) típicas e concretas”. 
Esta caracterização, realizada por Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência 
do Direito, corresponde a aspectos essenciais da seguinte escola filosófico-jurídica: 
A. Historicismo Jurídico. 
B. Realismo Jurídico. 
C. Jusnaturalismo. 
D. Positivismo jurídico. 
 
QUESTÃO 8 
 
Boa parte da doutrina jusfilosófica contemporânea associa a ideia de Direito ao conceito 
de razão prática ou sabedoria prática. Assinale a alternativa que apresenta o conceito 
correto de 
razão prática. 
 
A. Uma forma de conhecimento científico (episteme) capaz de distinguir entre o 
verdadeiro e o falso. 
B. Uma técnica (techne) capaz de produzir resultados universalmente corretos e 
desejados. 
C. A manifestação de uma opinião (doxa) qualificada ou ponto de vista específico 
de um agente diante de um tema específico. 
D. A capacidade de bem deliberar (phronesis) a respeito de bens ou questões 
humanas. 
 
 
QUESTÃO 9 
 
A hermenêutica aplicada ao direito formula diversos modos de interpretação das leis. A 
interpretação que leva em consideração principalmente os objetivos para os quais um 
diploma legal foi criado é chamada de 
 
A. interpretação restritiva, por levar em conta apenas os objetivos da lei, ignorando 
sua estrutura gramatical. 
B. interpretação extensiva, por aumentar o conteúdo de significado das sentenças 
com seus objetivos historicamente determinados. 
C. interpretação autêntica, pois apenas as finalidades da lei podem dar 
autenticidade à interpretação. 
D. interpretação teleológica, pois o sentido da lei deve ser considerado à luz de seus 
objetivos. 
 
QUESTÃO 10 
 
Assinale a opção correta com relação à interpretação do direito. 
 
A. A interpretação autêntica é a que se realiza pelo próprio legislador. 
 
B. Consoante o sistema da livre pesquisa, o direito só pode ser interpretado com 
base na lei. 
 
C. A escola de interpretação da teoria pura do direito foi criada por Carlos Cossio. 
 
D. A hermenêutica e a interpretação, conceitos sinônimos, consistem em revelar o 
sentido da norma jurídica. 
 
QUESTÃO 11 
 
De acordo com o método de interpretação jurídica desenvolvido por Recaséns Siches, o 
processo de investigação dos fatos,na ordem jurídica vigente, assegura maior satisfação 
e legitimidade na solução e na interpretação jurídica. Segundo a jurisprudência, a 
melhor interpretação do direito não se subordina servilmente ao texto legal nem se vale 
de raciocínios artificiais para enquadrar friamente os fatos em conceitos prefixados, mas 
se direciona para a solução justa. Essas definições correspondem ao método de 
interpretação jurídica denominado 
 
A. lógico-dedutivo. 
 
B. hipotético-condicional. 
 
C. lógica do razoável. 
 
D. modo final de aplicação. 
 
E. conflito normativo.

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