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Boa parte da doutrina jusfilosófica contemporânea associa a ideia de Direito ao conceito de razão prática ou sabedoria prática. Assinale a alternativa que apresenta o conceito correto de razão prática.
A) Uma forma de conhecimento científico (episteme) capaz de distinguir entre o verdadeiro e o falso.
B) Uma técnica (techne) capaz de produzir resultados universalmente corretos e desejados.
C) A manifestação de uma opinião (doxa) qualificada ou ponto de vista específico de um agente diante de um tema específico.
D) A capacidade de bem deliberar (phronesis) a respeito de bens ou questões humanas.
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Estudo Através de Questões

há 11 meses

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há 11 meses

Para responder à sua pergunta, vamos analisar cada uma das alternativas em relação ao conceito de razão prática. A) Uma forma de conhecimento científico (episteme) capaz de distinguir entre o verdadeiro e o falso. - Esta definição se refere mais ao conhecimento teórico do que à razão prática. B) Uma técnica (techne) capaz de produzir resultados universalmente corretos e desejados. - Embora a técnica envolva habilidades práticas, não se relaciona diretamente com a razão prática, que é mais sobre a deliberação e a aplicação do conhecimento. C) A manifestação de uma opinião (doxa) qualificada ou ponto de vista específico de um agente diante de um tema específico. - A doxa refere-se a opiniões, mas a razão prática é mais do que apenas uma opinião; envolve a capacidade de deliberar sobre ações. D) A capacidade de bem deliberar (phronesis) a respeito de bens ou questões humanas. - Esta alternativa se alinha com o conceito de razão prática, que envolve a sabedoria prática e a habilidade de tomar decisões éticas e racionais em contextos humanos. Portanto, a alternativa correta é: D) A capacidade de bem deliberar (phronesis) a respeito de bens ou questões humanas.

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Ao comentar a doutrina aristotélica da justiça, Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra Estudos de Filosofia do Direito, indica aquele que seria o "preceito básico do direito justo, pois só por meio dele a justiça se revelaria em sua atualidade plena".
Este preceito, que também pode ser definido como "uma feliz retificação do justo estritamente legal" ou ainda "o justo na concretude", é denominado
a) liberdade.
b) dignidade.
c) vontade.
d) equidade.
e) piedade.

Em sua Teoria Pura do Direito, Hans Kelsen concebe o Direito como uma "técnica social específica". Segundo o filósofo, na obra O que é justiça?, "esta técnica é caracterizada pelo fato de que a ordem social designada como 'Direito' tenta ocasionar certa conduta dos homens, considerada pelo legislador como desejável, provendo atos coercitivos como sanções no caso da conduta oposta". Tal concepção corresponde à definição kelseniana do Direito como
a) uma positivação da justiça natural.
b) uma ordem estatal facultativa.
c) uma ordem axiológica que vincula a interioridade.
d) um veículo de transformação social.
e) uma ordem coercitiva.

“Manter os próprios compromissos não constitui dever de virtude, mas dever de direito, a cujo cumprimento pode-se ser forçado. Mas prossegue sendo uma ação virtuosa (uma demonstração de virtude) fazê-lo mesmo quando nenhuma coerção possa ser aplicada. A doutrina do direito e a doutrina da virtude não são, consequentemente, distinguidas tanto por seus diferentes deveres, como pela diferença em sua legislação, a qual relaciona um motivo ou outro com a lei”. Pelo trecho acima podemos inferir que Kant estabelece uma relação entre o direito e a moral.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) O direito e a moral são idênticos, tanto na forma como no conteúdo prescritivo. Assim, toda ação contrária à moralidade das normas jurídicas é também uma violação da ordem jurídica.
b) A conduta moral refere-se à vontade interna do sujeito, enquanto o direito é imposto por uma ação exterior e se concretiza no seu cumprimento, ainda que as razões da obediência do sujeito não sejam morais.
c) A coerção, tanto no direito quanto na moral, é um elemento determinante. É na possibilidade de impor-se pela força, independentemente da vontade, que o direito e a moral regulam a liberdade.
d) Direito e moral são absolutamente distintos. Consequentemente, cumprir a lei, ainda que espontaneamente, não é demonstração de virtude moral.

A Teoria Pura do Direito de Kelsen observa a “pureza metódica que consiste na adstrição da teoria a fatores estritamente jurídicos, sem a ingerência de ideologias e das ciências da natureza” ( NADER, 2011, p. 238). Este método foi denominado de:
a) Princípio metodológico fundamental
b) Princípio do imperativo categórico.
c) Princípio geral do Direito.
d) Princípio da justiça como equidade

Segundo Paulo Nader (2011, p. 242), na obra kelseneana, o termo eficácia é tomado como observância e aplicação de normas, fato este que nomeamos por efetividade; validade quer dizer condição de obrigatoriedade, certificado de que a norma preenche os requisitos indispensáveis para entrar no mundo jurídico. (...) não é certamente a eficácia quem confere fundamento de validade à ordem, mas
a) O ordenamento jurídico
b) A norma fundamental
c) O legislador
d) A aceitação social

Kant investigou o conceito de Direito e formulou uma lei do direito da seguinte maneira: “Age externamente de maneira que o uso livre do teu arbítrio possa estar de acordo com a liberdade de qualquer outro segundo uma lei universal”. Esta definição do Direito foi denominada de:
a) Princípio universal da moral
b) Princípio universal do direito
c) Princípio categórico hipotético
d) Princípio metodológico fundamental

Kant evidenciou em seu pensamento moral a existência de um ponto de vista da legalidade e, outro, da moralidade. Sobre a relação entre direito e moral, pode-se afirmar que:
a) As ações realizadas em conformidade com o dever expressam a legalidade e as ações realizadas por dever, a moralidade.
b) As ações que se apresentam como necessárias para se alcançar algum fim expressam imperativos categóricos.
c) As ações que se apresentam como necessárias em si mesmas expressam imperativos hipotéticos.
d) As ações sob influência da sensibilidade apresentam alto grau de moralidade.

Sobre o conceito de norma hipotética fundamental formulado por Hans Kelsen, podemos afirmar que:
a) Foi criado para solucionar a questão do fundamento de validade das normas jurídicas.
b) Foi criado para diferenciar as proposições jurídicas das normas jurídicas.
c) Foi criado para promover um corte axiológico nas normas jurídicas, ou seja, afastar análises valorativas.
d) Foi criado para demonstrar os sistemas estático e dinâmico, na interpretação das normas.

Miguel Reale compreendeu a experiência jurídica tomando como ponto de partida o conceito de mundo da vida. Nesse sentido, pode-se afirmar que em sua Teoria Tridimensional do Direito:
a) O autor compreendeu a experiência jurídica a partir da relação dialética entre fato-valor-norma.
b) O autor compreendeu a experiência jurídica como uma interpretação neutra das normas jurídicas.
c) O autor compreendeu a experiência jurídica a partir da relação entre fato-norma.
d) O autor compreendeu a experiência jurídica como a análise da norma lega formulada pelo legislador.

A justiça é tema central no pensamento político de Aristóteles que a dividiu em justiça universal e particular. Esta, por sua vez, divide-se em duas formas que se tornarão célebres na filosofia do direito.
Marque a opção que apresenta as duas formas de justiça particular.
a) A justiça natural e legal.
b) A justiça distributiva e corretiva.
c) A justiça comutativa e reparadora.
d) A justiça legal e a reparadora.

Para Aristóteles, "O homem virtuoso é aquele que consegue ou que possui a justa medida daquilo que deve realizar. Portanto, não pecará nem por excesso, nem por falta". A vida moral é um caminho de realização, de felicidade. Essa ética é chamada também de:
a) Finalista.
b) Utilitarista.
c) Deontológica.
d) Gnoseológica.

A desconsideração das questões éticas, políticas e sociológicas da esfera do Direito, ou seja, a redução do Direito à norma, é característica do pensamento de:
I – Aristóteles
II – Hans Kelsen
III – Immanuel Kant
IV – Jean Jacques Rousseau
a) Somente o item IV está correto.
b) O item I está correto.
c) Os itens II e III estão corretos.
d) Somente o item II está correto.
e) Todos os itens estão incorretos.

Os direitos fundamentais formam hoje, em praticamente todas as constituições atuais, um núcleo de enorme importância. Algumas das concepções contratualistas modernas, a partir dos chamados direitos naturais, auxiliaram fortemente na construção dessa ideia.
Nesse sentido, assinale abaixo, dentre os filósofos políticos sugeridos, aqueles que mais contribuíram, com suas teorias, para a cristalização dos direitos fundamentais.
a) Aristóteles
b) John Locke
c) Hans Kelsen
d) Thomas Hobbes

Os autores afirmam que a filosofia “nasceu grega”. Isto quer dizer que diferente de outras áreas do saber, nasceu numa região geográfica e num determinado momento histórico. Resulta de uma alteração que os autores denominaram:
a) Passagem da narrativa mítica à narrativa racional.
b) Passagem da narrativa matemática à narrativa teatral.
c) Passagem da narrativa científica à narrativa artística.
d) Passagem da época antiga à moderna.

Em sua teoria do ordenamento jurídico, N. Bobbio estuda os aspectos da unidade, da coerência e da completude do ordenamento. Relativamente aos aspecto da coerência do ordenamento jurídico, “a situação de normas incompatíveis entre si” refere-se ao problema:
a) Das lacunas.
b) Da incompletude.
c) Das antinomias.
d) Da Analogia.

Considerando o célebre ensaio de Benjamim Constant denominado “Da liberdade dos antigos comparada à dos modernos”, assinale a opção correta quanto à liberdade dos antigos:
a) Liberdade de expressar publicamente suas opiniões.
b) Liberdade religiosa.
c) Liberdade política.
d) Liberdade de imprensa.

“Temos pois definido o justo e o injusto. Após distingui-los assim um do outro, é evidente que a ação justa é intermediária entre o agir injustamente e o ser vítima da injustiça; pois um deles é ter demais e o outro é ter demasiado pouco.” (Aristóteles. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 329.) De efeito, é correto concluir que para Aristóteles a justiça deve sempre ser entendida como
a) produto da legalidade, pois o homem probo é o homem justo.
b) espécie de meio termo.
c) relação de igualdade aritmética.
d) ação natural imutável.

Thomas Hobbes define assim a essência do Estado: Uma pessoa de cujos atos uma grande multidão, mediante pactos recíprocos uns com os outros, foi instituída por cada como autora, de modo a ela poder usar a força e os recursos de todos, da maneira que considerar conveniente, para assegurar a paz e a defesa comum (HOBBES, Thomas. Leviatã. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p.110). A partir desse contexto, qual o caráter do poder do qual é dotado o Estado?
(A) Seu poder é equivalente ao poder de cada um dos seus membros.
(B) Seu poder é absoluto, apenas se não for feito uso da força.
(C) Seu poder é absoluto, no sentido de não ser constrangido por nenhuma outra pessoa.
(D) Seu poder é limitado pelos direitos naturais dos quais os cidadãos são portadores.
(E) Seu poder é limitado pela vontade geral da qual participam os cidadãos a cada decisão.

Na "Ética a Nicômaco", Aristóteles investiga o que é, para o homem, a felicidade. Segundo as investigações aristotélicas, considere as afirmativas abaixo.
Está correto o que se afirma em
I - A felicidade consiste em uma atividade.
II - A contemplação é a atividade mais prazerosa.
III - A vida feliz é a que tem por finalidade o prazer por si mesmo.
(A) II, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) I, II e III.

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