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Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL UTILIZANDO SOFTWARE SOLIDWORKS Samuel Macarini Schimitis (1), Anderson José Antonietti (2) UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense (1)samuelschimitis@gmail.com, (2)anderson.jose@unesc.net RESUMO Tendo como objetivo a aplicação pratica dos conteúdos apresentados em sala de aula, realizou-se simulações computacionais com analises distintas em diversas geometrias. Das analises executadas foram utilizados nas simulações de análise estática 3D, analise estática 2D e simetria, simulação de vigas, estudos térmicos e otimização do componente, simulações de escoamento interno e externo. Palavras-chave: Simulação computacional; Análise 3D e 2D; Escoamento interno e externo. 1. INTRODUÇÃO Com a constante evolução tecnológica, e a dificuldade de criação de equipamentos mais sofisticados, estão surgindo cada vez mais softwares de apoio à engenharia para facilitar e melhorar o processo de desenvolvimento de soluções mais eficientes e confiáveis. Esses softwares auxiliam o engenheiro a simular o comportamento dos produtos diante de diversas condições e avaliar a influência de uma variável sobre o item. Um dos softwares mais utilizado na indústria para realizar simulações é o ANSYS onde ele usa o método de elementos finitos para resolver diversos problemas de engenharia. Com esse princípio o programa engloba uma série de sistemas, cálculos e métodos para soluções de problemas, diante dos fatos foi escolhida a versão 16.2 do programa para a análise proposta. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Para obter uma análise ter sucesso, é necessário que a geometria principal seja o mais próximo possível da realidade. A qualidade da malha é essencial para que uma peça seja representada adequadamente por um modelo matemático, quanto mais refinada essa malha, mais preciso será o resultado mas no entanto quanto mais refinada mais tempo pode levar para concluir a análise, isto dependendo da complexidade da geometria da peça. Com o objetivo de ampliar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, foram propostas simulações nos diversos segmentos para analise computacional, determinando os esforços, tensão e deformação que atuam sobre o corpo sólido devido a ação dos esforços atuantes, verificação de necessidade de coeficiente de segurança conforme a confiabilidade da geometria, aprimoramento da peça para redução de custos, e o estudo da fluidodinâmica computacional (CFD) analisando o escoamento interno e externo de um determinado equipamento. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 2. ANÁLISE 3D E SIMETRIA A peça a ser analisada será um suporte para sensor, que são muito utilizados em diversas áreas da indústria, na imagem 1 abaixo podemos ver o modelo computacional desse suporte. Figura 1: Suporte para sensor. Nesta analise se deseja obter as tensões, deformação, deslocamento e o fator de segurança para assim determinar se o suporte irá suportar a carga aplicada sobre ele. 2.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado um sensor de 0,2 kg de massa fixado no furo de 20 mm de diâmetro, o suporte foi fixado com dois furos de 5,5 mm de diâmetro em sua base e também fixado a superfície inferior considerando que a base do sensor seja fixa, essas informações podemos ver na imagem 2. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 2: Suporte para sensor. 2.2 METODO APLICADO O modelo computacional da peça foi realizado no solidworks, pois a modelagem computacional nele é mais eficiente de realizar, assim a modelagem é salva em um formato compatível com o ANSYS. Foi utilizada uma malha em curvatura que já teria sido pré configurada com um tamanho máximo de 2,0247e-5 m e tamanho mínimo de 2,0247e-3 m, esta malha podemos ver na figura 3. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 3: Malha sensor. O material utilizado foi o aço estrutural, algumas de suas propriedades podemos ver na tabela 1. Tabela 1: Propriedades do aço estrutural. Módulo de elasticidade Resistencia a tração Coeficiente de Poisson Limite de escoamento 200 GPa 250 MPa 0,3 460 MPa Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 2.3 RESULTADOS OBTIDOS Os resultados obtidos de tensão, deslocamento, deformação e o fator de segurança estarão apresentados abaixo em suas respectivas imagens. Figura 4: Tensões obtidas Figura 5: Deslocamento obtidos. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 6: Deformações obtidas. Figura 7: Coeficientes de segurança obtidos 2.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A tensão máxima obtida é muito pequena em comparação com a tensão limite de escoamento do material. O deslocamento da peça é tão pequeno que pode ser considerado insignificante. O coeficiente de segurança mínimo é muito alto já que a tensão máxima obtida é muito pequena Através da simulação pode se concluir que o suporte irá suportar tranquilamente os esforços que nele foram aplicados. . Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 3. ANÁLISE 2D E SIMETRIA A peça a ser analisada será um suporte ajustável para motor elétrico, que é muito utilizado na indústria, na imagem 8 abaixo podemos ver o modelo computacional desse suporte. Figura 8: Suporte para motor elétrico. Nesta analise se deseja obter as tensões, deformação, deslocamento e o fator de segurança para assim determinar se o suporte irá suportar a carga aplicada sobre ele. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 3.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado uma força de 75 N aplicado em cada um dos rasgos de fixação do motor. O suporte foi fixado nos 4 furos de 15 mm de diâmetro, essas informações podemos ver na imagem 9. Figura 9: Condições de contorno. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 3.2 METODO APLICADO O modelo computacional da peça foi realizado no solidworks, pois a modelagem computacional nele é mais eficiente de realizar, assim a modelagem é salva em um formato compatível com o ANSYS. Foi utilizada uma malha em curvatura que já teria sido pré configurada com um tamanho máximo de 2e-3 m e tamanho mínimo de 1e-3 m. Para este caso como a chapa é de baixa espessura e para simplificar a simulação, será realizada a simulação da peça em 2D com a peça completa e também utilizando o método desimetria, como podemos ver na imagem 10 e 11. Figura 10: Suporte completo. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 11: Suporte simétrico. A força como vimos anteriormente é de 75N em cada rasgo feito no suporte. O material utilizado foi o aço estrutural, algumas de suas propriedades podemos ver na tabela 2. Tabela 2: Propriedades do aço estrutural. Módulo de elasticidade Resistencia a tração Coeficiente de Poisson Limite de escoamento 200 GPa 250 MPa 0,3 460 MPa Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 3.3 RESULTADOS OBTIDOS Os resultados obtidos de tensão, deslocamento, deformação e o fator de segurança estarão apresentados abaixo em suas respectivas imagens. Figura 12: Tensão resultante na peça completa. Figura 13: Tensão resultante na peça simétrica. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 14: Deslocamento resultante na peça completa Figura 15: Deslocamento resultante na peça simétrica. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 16: Deformação resultante na peça completa. Figura 17: Deformação resultante na peça simétrica. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 18: Fator de segurança resultante da peça completa. Figura 19: Coeficiente de segurança da peça simétrica. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 3.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A tensão máxima obtida é muito pequena em comparação com a tensão limite de escoamento do material. O deslocamento da peça é tão pequeno que pode ser considerado insignificante. O coeficiente de segurança mínimo é muito alto já que a tensão máxima obtida é muito pequena em comparação com a tensão limite de escoamento do material. Realizando uma comparação entre os dois métodos utilizados, pode se concluir que os resultados obtidos são muito próximos, ou seja qualquer um dos dois métodos utilizados chegara a um resultado preciso. Através da simulação pode se concluir que o suporte irá suportar tranquilamente os esforços que nele foram aplicados. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 4. ANÁLISE DE VIGAS A peça a ser analisada será uma viga do tipo I, que é muito utilizado na construção civil, na imagem 20 abaixo podemos ver o modelo computacional dessa viga. Figura 20: Perfil viga I. Nesta analise se deseja obter as reações na viga e os gráficos de esforço de corte e momento fletor, após a aplicação das cargas para assim determinar se a viga irá suportar a carga aplicada sobre ele. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 4.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado duas forças pontuais de 10kN aplicado em pontos pré-definidos na viga e também foi considerado uma carga distribuída ao longo da viga de 10kN/m. A viga foi fixada em pontos pré-definidos, essas informações podemos ver na imagem 21 as condições de contorno no modelo computacional, onde estão representadas no solidworks, pois é de melhor visualização onde estão aplicadas as cargas e na imagem 22 podemos ver o desenho usado como base. Figura 21: Forças aplicadas na viga. Figura 22: Desenho usado como base. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 4.2 METODO APLICADO Foi utilizada uma malha adaptável, pré determinada pelo ansys para realizar esse tipo de análise, esta malha podemos ver na figura 23. Figura 23: Malha da viga. As forças como vimos anteriormente é de 10kN em cada ponto pré-determinado e uma força de carga aplicada na viga 10kN/m. O material utilizado é aço estrutural, algumas de suas propriedades podemos ver na tabela 3. Tabela 3: Propriedades do aço estrutural. Módulo de elasticidade Resistencia a tração Coeficiente de Poisson Limite de escoamento 200 GPa 250 MPa 0,3 460 MPa Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 4.3 RESULTADOS OBTIDOS Nesta analise se deseja obter as reações na viga e os gráficos de esforço de corte e momento fletor. Esses resultados podemos ver nas respectivas imagens abaixo. Figura 24: Força de cisalhamento. Figura 25: Deslocamento resultante na viga. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 26: Cisalhamento resultante na viga. Figura 27: Momento resultante na viga. 4.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A tensão máxima resultante é superior a tensão limite de escoamento do material. A viga tem um deslocamento muito grande, onde o deslocamento máximo 10,46 mm, este deslocamento na construção civil em uma estrutura pode condenar uma estrutura. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 5. ANÁLISE TÉRMICA A peça a ser analisada será uma aleta de refrigeração, essa aleta a ser analisada é muito utilizada para facilitar a dissipação do calor de equipamentos eletrônicos, na imagem 28 abaixo podemos ver o modelo computacional dessa aleta de refrigeração. Figura 28: Aleta de refrigeração. Nesta analise se deseja obter a distribuição de temperaturas e do fluxo térmico no conjunto aletado. 5.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado uma temperatura de 80°C na face inferior da peça e as demais faces do dissipador de calor estejam expostos a condição de convecção de 25W/m²K, essas informações podemos ver na imagem 29. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 29: Condições de contorno aplicados. Onde a face é amarela são as faces onde foi aplicada a condição de convecção e onde a face é vermelha é onde está aplicada a temperatura de 80°C. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 5.2 METODO APLICADO Foi utilizada uma malha adaptável, pré determinada pelo ansys para realizar esse tipo de análise, podemos ver essa malha na imagem 30 logo abaixo. Figura 30: Malha gerada para análise. Após a criação da malha foi executada a simulação no dissipador de calor. O material utilizado foi uma liga de alumínio, algumas de suas propriedadespodemos ver na tabela 4. Tabela 4: propriedades liga de alumínio. Módulo de elasticidade Condutividade térmica Calor especifico 71 GPa 200 W/(m*K) 900 J/(kg*K) Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 5.3 RESULTADOS OBTIDOS Nesta analise se deseja obter a distribuição de temperaturas e do fluxo térmico no conjunto aletado. Esses resultados podemos ver nas respectivas imagens abaixo. Figura 31: Temperaturas resultantes. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 32: Fluxo térmico resultante. 5.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Após a análise desse dissipador de calor pode se concluir que o material é um bom condutor de calor, levando em consideração que a diferença entre a temperatura da face inferior e da média da ponta da aleta temos aproximadamente uma diferença de temperatura de 0,834 °C. Por ter uma pequena diferença de temperatura essa aleta pode se dizer que ela tem uma boa eficiência, na condução do calor. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 6. ANÁLISE DE PROJETO A peça a ser analisada será um suporte de prateleira, esse suporte é fixado na parede para ser colocado uma placa plana sobre ele e assim guardar objetos, na imagem 33 abaixo podemos ver o modelo computacional desse suporte. Figura 33: Modelo computacional do suporte. 6.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado uma força de 196,2 N, aproximadamente 20 kg, aplicada na face superior do suporte. Foi considerado os furos fixos e também a face que fica em contato com a parede fixa, ou seja considerando que o suporte não sairá da parede. Essas informações podemos ver na imagem 34. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 34: Condições de contorno aplicadas. Onde os pontos verdes são as faces onde foi aplicada a condição de fixação e onde estão as setas rosas é onde está aplicada a força de 196,2 N. 6.2 METODO APLICADO Foi utilizada uma malha do proximidade e curvatura, o gerador de malhas utilizado gerou uma malha padrão que já avia sido pré-configurada com um tamanho máximo de 3,1003e-3 m e tamanho mínimo de 3,1003e-5 m, podemos ver essa malha na imagem 35 logo abaixo. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 35: Malha gerada. Após a criação da malha foi executada a simulação no suporte. O material utilizado foi o aço estrutural, algumas de suas propriedades podemos ver na tabela 5. Tabela 5: Propriedades do aço estrutural. Módulo de elasticidade Resistencia a tração Coeficiente de Poisson Limite de escoamento 200 GPa 250 MPa 0,3 460 MPa Nesta análise também será realizada a otimização do suporte para assim ele ter uma melhor eficiência sem precisar de tanto material para fabricar. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Para realizar a otimização foram determinados alguns parâmetros, o parâmetro das variáveis a que serão editadas para uma melhor otimização, esses parâmetros de variáveis estarão na tabela 6. Tabela 6: Parâmetros variáveis. Método Mínimo Máximo DV1 Intervalo 10mm 20mm DV2 Intervalo 10mm 15mm DV3 Intervalo 90mm 110mm Os parâmetros DV1, DV2 e DV3 podemos ver suas respectivas posições na imagem abaixo. Figura 36: Posição dos DV's. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Outro parâmetro imposto para a otimização é uma restrição, onde a tensão resultante no suporte não pode ser superior a 200N/mm², considerando uma análise estática. A meta para essa otimização é a redução do volume do suporte, considerando que deve cumprir com os outros parâmetros. 6.3 RESULTADOS OBTIDOS Após ter realizado a otimização no suporte, podemos realizar a comparação do melhor candidato com o suporte original. Os valores dos DV’s do suporte otimizado em comparação com o suporte original estão na tabela 7. Tabela 7: Comparação dos resultados. DV1 DV2 DV3 Volume Original 10 mm 15mm 100mm 61739mm³ Otimizada 9,04 mm 13,76 mm 95,77mm 65743mm³ 6.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Após a comparação do suporte otimizado com o original, podemos perceber um pequeno aumento no volume do suporte, porem as todas os outros parâmetros tiveram ótimos resultados. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 7. ESCOAMENTO EXTERNO A peça a ser analisada será um aerofólio, esse aerofólio é fixado na parte traseira de alguns veículos com o objetivo de dar maior estabilidade para o veículo, normalmente é utilizado em veículos com alto desempenho, na imagem 37 abaixo podemos ver o modelo computacional desse aerofólio. Figura 37: Modelo computacional do aerofólio. 7.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado uma velocidade que incide no aerofólio de 50 m/s, aproximadamente 180 km/h. O fluido utilizado nesta análise é o ar com a densidade igual a 1,23 kg/m³, a área de incidência considerada é igual a 0,2 m². Todas essas informações são pré-configuradas antes de realizar a simulação. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 7.2 METODO APLICADO Foi utilizada a ferramenta de “fluid flow (CFX) ” do software para realizar a simulação. Para determinar o domínio de análise foi considerado que o escoamento do ar seria longo após a passagem pelo aerofólio, então o domínio foi ajustado a um tamanho que pudesse comportar boa parte dos resultados da simulação, o domínio podemos ver na imagem 38. Figura 38: Domínio da analise Foi utilizada uma malha de curvatura, o gerador de malhas utilizado gerou uma malha padrão que já avia sido pré-configurada com um tamanho máximo de 7,894e-2 m e tamanho mínimo de 7,894e-4 m, podemos ver essa malha na imagem 39. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 39: Malha gerada. Para esta análise foi criada uma equação para o cálculo do coeficiente de arrasto, então foi utilizada a equação abaixo para resolver este problema. Cd = Fd 0,5 ∗ ρ ∗ V2 ∗ A Onde: Cd = Coeficiente de arrasto; Fd = Força de arrasto; ρ = Densidade do ar; V = Velocidade; A = Área transversal. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 7.3 RESULTADOS OBTIDOS Nesta simulação será analisada o comportamento do fluido quando ele interage com o aerofólio. Serão apresentados os campos de pressão, velocidades e linhas de corrente do escoamento no aerofólio, onde esses resultados podemos ver nas respectivas imagens abaixo. Figura40: Campo de pressão. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 41: Pressão na asa. Figura 42: Pressão na asa. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 43: Campo de velocidade. Figura 44: Linha de corrente. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 45: Linhas de corrente. 7.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Após a análise da simulação podemos determinar que a uma grande região de turbulência de baixa pressão logo atrás do aerofólio, isso pode causar uma perda de eficiência do veículo, pois existe uma força contraria ao seu deslocamento. O coeficiente de arrasto obtido foi de 2,258. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 8. ESCOAMENTO INTERNO A peça a ser analisada será um joelho para encanamento, esse joelho é muito utilizado para o transporte de fluidos de um determinado lugar para outro, na imagem 46 abaixo podemos ver o modelo computacional desse joelho. Figura 46: Modelo computacional do joelho. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 8.1 CONDIÇÕES DE CONTORNO Para este caso foi considerado uma vazão mássica de 0,5 kg/s na entrada do joelho. O fluido utilizado nesta análise é a agua com a densidade igual a 998,9 kg/m³. Todas essas informações são pré-configuradas antes de realizar a simulação. 8.2 METODO APLICADO Foi utilizada a ferramenta de “fluid flow (CFX) ” do software para realizar a simulação. Para determinar o domínio de análise foi considerado somente a parte interna do joelho, assim só irá ter fluido na parte interna do joelho. Para esta análise foi criada uma equação para o cálculo do coeficiente de perda de carga singular, então foi utilizada a equação abaixo para resolver este problema. Ks = ∆𝑝 0,5 ∗ ρ ∗ V2 Onde: Ks = Coeficiente de perda de carga singular; Δp = Variação da pressão; ρ = Densidade da agua; V = Velocidade; Foi utilizada uma malha de curvatura, o gerador de malhas utilizado gerou uma malha padrão que já avia sido pré-configurada com um tamanho máximo de 9,2684e-6 m e tamanho mínimo de 9,2684e-4 m, podemos ver essa malha na imagem 47. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 47: Malha utilizada. A pressão de entrada, pressão de saída e a velocidade são metas que são calculados pelo software. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 8.3 RESULTADOS OBTIDOS Nesta simulação será analisada o comportamento do fluido dentro do joelho. Serão apresentados os campos de pressão, velocidades e linhas de corrente do escoamento no joelho, onde esses resultados podemos ver nas respectivas imagens abaixo. Figura 48: Campo de pressões. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica Figura 49: Campo de velocidades. Figura 50: Linha de corrente. Universidade do Extremo Sul Catarinense Unidade Acadêmica de Ciências, Engenharias e Tecnologias Curso de Engenharia Mecânica 8.4 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Após a análise da simulação podemos determinar que existe uma região de baixa pressão, pois o fluido se concentra na região central do joelho onde o ângulo de curvatura dele é menor. O coeficiente de perda de carga singular resultante é igual a 0,5996. 9. CONCLUSÃO Após realizar todas as análises das simulações, pode se determinar que as ferramentas de simulação e otimização são muito versáteis para qualquer tipo de analise a ser estudada. Este software se quando for realizar uma simulação e todas as condições de contorno e o método utilizado for confiável o resultado obtido será muito preciso.