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COMPONENTES DO INTERSTÍCIO E SUAS PATOLOGIAS E CICATRIZAÇÃO Denis Masashi Sugita Médico Patologista e Citopatologista INTRODUÇÃO Matriz extracelular: - Conjunto de macromoléculas localizadas entre as células dos diversos tecidos, com função de: - Equilíbrio hidroeletrolítico. - Suporte mecânico. - Delimitação de microambientes teciduais. - Armazenamento e apresentação de moléculas reguladoras (controle do crescimento e manutenção da diferenciação). - Arcabouço para renovação tecidual. INTRODUÇÃO Matriz extracelular: - Padrões de organização: - Matriz intersticial. - Membrana basal. - Componentes: - Proteínas estruturais fibrosas: - Colágeno: Fibras colágenas e reticulares. - Elastina: Fibras elásticas. - Substância fundamental amorfa (moléculas de adesão). INTRODUÇÃO Proteína intersticial mais abundante. 27 tipos de colágeno descritos. Estrutura básica: - Trímeros polimerizados. - Aspecto de tripla hélice. Síntese. FIBRAS COLÁGENAS FIBRAS COLÁGENAS FIBRAS COLÁGENAS FIBRAS ELÁSTICAS Presentes em estruturas que necessitam de elasticidade para suas funções (vasos sanguíneos, pele, pulmões, útero). São mais hidrofóbicas e resistentes à maioria das proteases. Estrutura básica: - Eixo central (elastina). - Rede microfibrilar (fibrilina). PROTEÍNAS NÃO-FIBROSAS DA MATRIZ Moléculas de adesão secretadas: - Fibronectina: Proteína dimérica, unida por pontes dissulfeto, com função de adesão (formas plasmática e tecidual). - Laminina: Complexo tetrapeptídico (3 braços curtos e 1 longo), formadora da lâmina basal. - Proteína acídica secretada e rica em cisteína (SPARC) e trombospondinas: Inibição das funções da matriz extracelular. - Tenascina: Proteína radial de adesão. - Entactina: Proteína em haltere, associada à laminina. - Osteopontina: Regula calcificação. PROTEÍNAS DE ADESÃO Principais famílias de moléculas de adesão celular (CAM): - Imunoglobulinas. - Caderinas. - Integrinas. - Selectinas. PROTEÍNAS DE ADESÃO SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA Composta por glicosaminoglicanos (dissacarídeos específicos ligados a uma proteína central, formando os proteoglicanos): - Produção no retículo endoplasmático / Golgi: - Heparan-sulfato. - Condroitina / Dermatan-sulfato. - Queratan-sulfato. - Produção na membrana plasmática: Hialuronan. SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA PATOLOGIAS DO INTERSTÍCIO Classificação: - Quanto à etiopatogênese: - Primárias (genéticas). - Secundárias (adquiridas). - Quanto à fisiopatologia: - Alterações qualitativas (estrutura). - Alterações quantitativas (síntese ou degradação). ALTERAÇÕES DAS FIBRAS COLÁGENAS Etiopatogênese: - Primária: Raras. - Secundária: - Hipovitaminose C e deficiência de cobre. - Alteração nas enzimas sintetizadoras: - Fármacos: Hidralazina, penicilamina. - Intoxicações: Semente da ervilha de cheiro. - Metabolismo: Alcaptonúria, homocistinúria. - Inflamação (produção de colagenases ou fibrose). ALTERAÇÕES DAS FIBRAS COLÁGENAS CIRROSE ALTERAÇÕES DAS FIBRAS COLÁGENAS REMODELAMENTO CARDÍACO ALTERAÇÕES DAS FIBRAS COLÁGENAS NEUROMA ALTERAÇÕES DAS FIBRAS ELÁSTICAS Etiopatogênese: - Primária: Raras. - Secundária: - Fibroelastose (mecanismo desconhecido). - “Degeneração basofílica” do colágeno. - Enfisema pulmonar (elastólise inflamatória). ALTERAÇÕES DAS FIBRAS ELÁSTICAS FIBROELASTOSE ALTERAÇÕES DAS FIBRAS ELÁSTICAS DEGENERAÇÃO BASOFÍLICA DO COLÁGENO ALTERAÇÕES DAS FIBRAS ELÁSTICAS ENFISEMA PULMONAR OUTRAS ALTERAÇÕES DO INTERSTÍCIO Alterações de membrana basal: - Proteólise da membrana basal. - Lesão mediada por imunocomplexo. - Espessamentos por depósitos extracelulares. Alterações da substância fundamental amorfa: - Lise inflamatória. OUTRAS ALTERAÇÕES DO INTERSTÍCIO GLOMERULONEFRITE MEMBRANOSA SÍNDROME DE GOODPASTURE TRANSFORMAÇÕES DO INTERSTÍCIO Alterações complexas dos componentes da MEC: - Transformação hialina (hialinose): Exsudação e depósito de proteínas plasmáticas. - Transformação mucoide: Aumento da substância fundamental amorfa. - Transformação fibrinóide: Material amorfo eosinofílico composto por fibrina e restos celulares (fibras parcialmente digeridas, restos necróticos). TRANSFORMAÇÕES DO INTERSTÍCIO HIALINOSE RENAL HIPERTENSIVA TRANSFORMAÇÕES DO INTERSTÍCIO DEGENERAÇÃO MIXÓIDE VALVAR TRANSFORMAÇÕES DO INTERSTÍCIO NECROSE FIBRINÓIDE PROCESSO DE CURA PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROLIFERAÇÃO MATURAÇÃO INFLAMAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO CICATRIZ MADURACICATRIZ JOVEM 1 QUESTÕES QUESTÃO 01 – VERDADEIRO: Apesar de surgirem em diferentes órgãos, os colágenos possuem estrutura padrão (tripla hélice), diferindo no processo de polimerização. QUESTÃO 02 – VERDADEIRO: Fibras elásticas são mais hidrofóbicas e resistentes à digestão enzimática, surgindo em órgãos que resistem a diferença de forças tensionais. QUESTÕES QUESTÃO 03 – FALSO: Todas os glicosaminoglicanos são formados pelo mesmo mecanismo, apresentam a mesma estrutura proteoglicana e interferem no turgor do tecido. QUESTÃO 04 – FALSO: Alterações primárias (genéticas) dos componentes do interstício são mais frequentes que as alterações secundárias (adquiridas). QUESTÕES QUESTÃO 05 – VERDADEIRO: Transformações intersticiais são processos secundários e quantitativos, sendo a necrose fibrinoide e a hialinose exemplos de transformações. QUESTÃO 06 – VERDADEIRO: Regeneração e reparo são processos de cura distintos e a matriz extracelular parece influenciar na escolha do processo. QUESTÕES QUESTÃO 07 – FALSO: Na cicatrização por segunda intenção, deve-se sempre suturar as bordas da lesão para aproximá-las e facilitar o processo. QUESTÃO 08 – FALSO: A angiogênese ocorre sempre por brotamento de vasos pré-existentes e caracteriza-se, histologicamente, por células endoteliais volumosas. QUESTÕES QUESTÃO 09 – FALSO: Histopatologicamente, não há sobreposição entre as fases da cicatrização, sendo os achados bastante característicos. QUESTÃO 10 – VERDADEIRO: Fibras colágenas maduras, inclusive em fibroses, coram- se em azul intenso na coloração pelo tricrômico de Masson. MUITO OBRIGADO! Denis Masashi Sugita Médico Patologista e Citopatologista