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O QUE SÃO CÉLULAS 
 
História e Teoria Celular 
● Pioneiros: 
1. Leeuwenhoek (séc. XVII): Primeiro a observar microrganismos 
vivos usando lentes. 
2. Robert Hooke (1665): Cunhou o termo "célula" ao observar a 
parede celular de cortiça (um tecido vegetal morto). 
3. Brown (1820): Descreveu o núcleo pela primeira vez. 
 
● Teoria Celular: Formulado por Schleiden e Schwann (1838-1839), 
este conceito define que: 
1. Todos os seres vivos são feitos de células. 
2. A célula é a menor unidade de vida. 
3. Toda célula se origina de uma célula pré-existente. 
 
Tipos e Organização Celular 
● Células Procariontes: São células mais simples, sem núcleo 
definido e sem organelas membranosas (ex: bactérias e arqueias). 
 
● Células Eucariontes: São células mais complexas, com núcleo 
definido e compartimentação interna por organelas (ex: 
protozoários, fungos, plantas e animais). 
● Diferença Animal x Vegetal: A célula vegetal possui parede celular, 
grande vacúolo e cloroplastos, estruturas ausentes na célula 
animal. 
 
● Organismos: 
 
○ Unicelulares: Com apenas uma célula, que realiza todas as 
funções vitais. 
 
○ Multicelulares: Com várias células especializadas que 
formam tecidos e órgãos. 
 
● Vírus: São acelulares (sem células), o que gera um debate sobre se 
podem ser considerados seres vivos, já que não possuem 
metabolismo próprio e são parasitas obrigatórios. 
 
Mapa Conceitual: Tópicos de Estudo 
A citologia é um campo vasto. Os principais temas a serem estudados 
são: 
1. Membrana Plasmática: Sua estrutura (bicamada de fosfolipídios, 
modelo do mosaico fluido) e funções de proteção e transporte 
seletivo. 
 
 
 
2. Transporte através da Membrana: 
○ Passivo: Sem gasto de energia (difusão simples, difusão 
facilitada, osmose). 
○ Ativo: Com gasto de energia (ex: bomba de sódio e potássio). 
○ Por Vesículas: Endocitose (fagocitose, pinocitose) e exocitose. 
3. Envoltórios Externos: Estruturas fora da membrana, como a parede 
celular e o glicocálix (para reconhecimento celular). 
 
4. Especializações da Membrana: Adaptações como 
microvilosidades e cílios. 
 
5. Citoplasma e Organelas: Estudo detalhado das funções de cada 
organela (mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de 
Golgi, lisossomos, etc.). 
 
6. Metabolismo Celular: Processos como respiração celular e 
fotossíntese. 
 
7. Divisão Celular: O ciclo celular, mitose e meiose. 
 
8. Núcleo: Onde está o material genético e o controle da célula. 
 
9. Teoria da Endossimbiose: Explica como mitocôndrias e cloroplastos 
surgiram. 
 
Conexões com Outras Áreas 
A citologia serve de base para toda a biologia. Seus conceitos são 
essenciais para entender a classificação dos seres vivos (reinos e 
domínios) e a diferença entre organismos autotróficos e heterotróficos. 
Além disso, ela é fundamental para o estudo de outras disciplinas como 
zoologia, botânica, fisiologia e histologia. 
 
Células 
● Definição: menor unidade estrutural e funcional dos seres vivos, 
unidade fundamental da vida. 
 
● Conceito biológico: unidade morfofisiológica de todos os seres 
vivos, com forma e funcionamento característicos. 
 
● Origem do conceito: formulado a partir da Teoria Celular no século 
19 por Matthias Schleiden e Theodor Schwann. 
 
● Postulados da Teoria Celular: 
 
1. Todos os seres vivos são constituídos por células. 
 
2. A célula é uma “fábrica química” onde ocorrem os processos 
vitais. 
 
3. Cada célula se origina de outra célula. 
 
● Importância do termo morfofisiológica: indica que a célula 
mantém uma forma padrão e um funcionamento contínuo durante 
seu ciclo de vida. 
 
 A célula é a menor unidade estrutural e funcional dos seres vivos, 
considerada a unidade fundamental da vida. Biologicamente, ela é 
definida como a unidade morfofisiológica de todos os seres vivos, 
possuindo forma e funcionamento característicos. Esse conceito se 
originou da Teoria Celular, formulada no século 19 por Matthias Schleiden e 
Theodor Schwann, que estabeleceu três postulados: todos os seres vivos 
são constituídos por células, a célula funciona como uma “fábrica 
química” onde ocorrem todos os processos vitais e cada célula se origina 
de outra célula. O termo morfofisiológica enfatiza que a célula apresenta 
uma forma padrão e um funcionamento contínuo, com poucas variações 
ao longo do seu ciclo de vida. 
 
Estrutura das células procarióticas e eucarióticas 
1. Tipos de células 
● Procariontes: não possuem núcleo delimitado por cariomembrana 
e não apresentam organelas membranosas. 
 
● Eucariontes: possuem núcleo definido e diversas organelas 
membranosas. 
 
2. Características das células procarióticas 
● Estrutura simples, sem compartimentalização interna. 
 
● Ausência de organelas como retículo endoplasmático, complexo de 
Golgi, mitocôndrias, plastos e lisossomos. 
 
● Material genético disperso no citoplasma, geralmente um filamento 
circular de DNA (cromatina). 
 
● Presença de ribossomos livres para síntese de proteínas. 
 
● Podem ter parede celular para proteção e regulação das trocas 
com o meio. 
 
● Representantes: eubactérias (bactérias comuns e patogênicas) e 
arqueobactérias (vivem em ambientes extremos como vulcões 
submersos e fossas abissais). 
 
● Algumas, como as cianobactérias, realizam fotossíntese. 
 
● Seres unicelulares ou coloniais. 
 
3. Características das células eucarióticas 
● Estrutura complexa, com compartimentalização e sistema de 
membranas bem desenvolvido. 
 
● Presença de núcleo delimitado por membrana nuclear contendo 
material cromossômico. 
 
● Organela citoplasmáticas: retículo endoplasmático liso e rugoso, 
mitocôndrias, plastos (em vegetais), lisossomos, peroxissomos e 
complexo de Golgi. 
 
● Encontradas em fungos, protozoários, plantas e animais. 
 
● Compartimentalização permite divisão de funções metabólicas e 
maior especialização celular. 
 
● Importância evolutiva: possibilitou a formação de organismos 
pluricelulares. 
 
4. Origem e evolução das células eucarióticas 
● Prováveis invaginações da membrana plasmática em células 
primitivas, aumentando a complexidade. 
 
● Hipótese da endossimbiose: cloroplastos e mitocôndrias seriam 
antigas células procarióticas que passaram a viver em simbiose 
dentro de células eucarióticas. 
 
 As células podem ser classificadas em dois grandes grupos: procariontes 
e eucariontes. As células procariontes possuem estrutura simples, não 
apresentam núcleo delimitado por membrana e carecem de organelas 
membranosas como retículo endoplasmático, complexo de Golgi, 
mitocôndrias, plastos e lisossomos. Seu material genético, geralmente um 
único filamento circular de DNA, encontra-se disperso no citoplasma, onde 
também estão ribossomos responsáveis pela síntese de proteínas. Muitas 
possuem parede celular, que atua na proteção e na regulação de trocas 
com o meio. Entre seus representantes estão as eubactérias, comuns e 
patogênicas, e as arqueobactérias, adaptadas a ambientes extremos 
como vulcões submersos e fossas abissais. Algumas, como as 
cianobactérias, realizam fotossíntese e contribuem significativamente 
para a produção de oxigênio. 
Já as células eucarióticas apresentam estrutura mais complexa, com 
compartimentalização e um sistema de membranas bem desenvolvido. 
Possuem núcleo delimitado por membrana nuclear, que abriga o material 
cromossômico, e diversas organelas como retículo endoplasmático liso e 
rugoso, mitocôndrias, plastos (em vegetais), lisossomos, peroxissomos e 
complexo de Golgi, responsáveis por funções metabólicas específicas. São 
típicas de fungos, protozoários, plantas e animais. Evolutivamente, 
acredita-se que as células eucarióticas tenham se originado de 
invaginações da membrana plasmática em células primitivas, 
aumentando a complexidade interna, e que organelas como cloroplastos 
e mitocôndrias tenham surgido a partir de uma relação simbiótica entre 
células procarióticas e eucarióticas, conhecida como teoria da 
endossimbiose,não apresenta essa 
organização. As superfícies externas dos ossos são revestidas pelo 
periósteo e as internas pelo endósteo, membranas de tecido conjuntivo 
frouxo contendo osteoblastos e osteoclastos. 
Veja um desenho da matriz óssea secundária (A) e uma fotomicrografia 
da porção mineralizada (osso desgastado) de uma matriz óssea 
secundária (B) na qual se observa o sistema de Havers. Em B, a letra A 
aponta para uma lacuna (osteoplasto); a letra B, para o canal de Havers; 
e a letra C, para um canalículo que permite a comunicação de osteócitos 
em lacunas próximas. 
 
 
Ossificação e disco epifisário: 
● Tipos de ossificação: 
 
○ Intramembranosa: 
 
1. Ocorre a partir da deposição de matriz óssea por 
osteoblastos em membranas de revestimento 
(periósteo e endósteo). 
 
2. Responsável pelo aumento e alargamento da espessura 
dos ossos ao longo da vida. 
 
○ Endocondral: 
 
1. Ocorre a partir de cartilagem hialina. 
 
2. Forma o esqueleto durante a vida embrionária e 
promove alongamento ósseo até o final da 
adolescência. 
 
● Disco epifisário: 
 
○ Localizado nas extremidades dos ossos longos (epífises). 
 
○ Usado para estimar crescimento em pediatria. 
 
○ Cinco regiões principais: 
 
1. Zona de cartilagem em repouso: condrócitos isolados 
em lacunas. 
 
2. Zona de cartilagem seriada: multiplicação clonal dos 
condrócitos, formando pilhas de células (“moedas 
empilhadas”). 
 
3. Zona de cartilagem hipertrófica: aumento de volume 
dos condrócitos, falência celular e lacunas grandes 
delimitadas por finas paredes (trabéculas). 
 
4. Zona de cartilagem calcificada: trabéculas sofrem 
calcificação. 
 
5. Zona de ossificação: osteoblastos depositam matriz 
óssea e osteoclastos removem matriz cartilaginosa 
calcificada. 
 
● Detalhes observáveis na fotomicrografia: 
 
○ Figura A: zonas 1 a 4 do disco epifisário em menor aumento. 
 
○ Figura B: morte dos condrócitos hipertróficos, migração de 
osteoblastos (seta pequena) e osteoclastos (seta grande) na 
zona de cartilagem calcificada. 
 
● Observação sobre hormônios de crescimento (GH): 
 
○ Em adultos, GH ou análogos promovem ossificação 
intramembranosa, pois discos epifisários já não existem. 
 
○ Resulta em hipertrofia muscular e alargamento ósseo (ex.: 
rosto largo e dentes separados). 
 
O processo de ossificação ocorre por dois modos: intramembranosa e 
endocondral. A ossificação intramembranosa é realizada pelos 
osteoblastos nas membranas de revestimento, como periósteo e 
endósteo, aumentando e alargando os ossos ao longo da vida. A 
ossificação endocondral ocorre a partir da cartilagem hialina, sendo 
responsável pela formação do esqueleto durante a vida embrionária e 
pelo alongamento ósseo até o final da adolescência. 
O disco epifisário, situado nas extremidades dos ossos longos, apresenta 
cinco regiões: a zona de cartilagem em repouso (condrócitos isolados), a 
zona de cartilagem seriada (multiplicação clonal), a zona de cartilagem 
hipertrófica (condrócitos aumentam de volume e morrem, formando 
grandes lacunas ou trabéculas), a zona de cartilagem calcificada 
(trabéculas calcificadas) e a zona de ossificação (osteoblastos 
depositam matriz óssea e osteoclastos removem a matriz cartilaginosa). 
A fotomicrografia mostra, na figura A, as zonas 1 a 4 do disco epifisário e, 
na figura B, a morte dos condrócitos hipertróficos, com migração de 
osteoblastos e osteoclastos na zona calcificada. Em adultos, o uso de GH 
ou análogos promove ossificação intramembranosa, causando hipertrofia 
muscular e alargamento ósseo, visto que os discos epifisários já não 
existem. 
 
 
Tecido Muscular 
● Função geral: Responsável pelos movimentos corporais, formado 
por células excitáveis e contráteis com grande quantidade de 
filamentos citoplasmáticos. 
 
● Terminologia das células musculares: 
 
○ Membrana → sarcolema 
 
○ Citoplasma → sarcoplasma 
 
○ Retículo endoplasmático liso → retículo sarcoplasmático 
 
● Tipos de tecido muscular: 
 
○ Músculo estriado esquelético 
 
■ Células: fibras musculares cilíndricas, longas, 
multinucleadas, núcleos periféricos 
 
■ Estrias: transversais e longitudinais devido à disposição 
dos miofilamentos e sarcômeros 
 
■ Contração: rápida, vigorosa, voluntária 
 
■ Regeneração: limitada, pois células satélites são usadas 
principalmente no desenvolvimento 
 
■ Cálcio: armazenado no sistema T tríade 
 
■ Crescimento: hipertrofia (volume celular) e hiperplasia 
(número de fibras) 
 
■ Localização: associado ao esqueleto e ligamentos, 
promove movimento e sustentação 
 
○ Músculo estriado cardíaco 
 
■ Células: cilíndricas, ramificadas, pouco alongadas, 1-2 
núcleos centrais 
 
■ Estrias: transversais e longitudinais, como no esquelético 
 
■ Junções: discos intercalares com desmossomos e 
junções comunicantes 
 
■ Contração: involuntária, rápida e vigorosa 
 
■ Regeneração: não ocorre 
 
■ Cálcio: armazenado no sistema T díade 
 
■ Localização: apenas no coração, não presente na 
parede dos vasos sanguíneos 
 
○ Músculo liso 
 
■ Células: fusiformes, 1 núcleo central, sem estrias 
transversais 
 
■ Miofilamentos: arranjo aleatório, sem sarcômero 
 
■ Contração: lenta, involuntária 
 
■ Regeneração: fácil 
 
■ Localização: vísceras, parede de vasos sanguíneos, tubo 
digestório, útero, tubas uterinas 
 
● Organização do tecido muscular: 
 
○ Feixes cobertos por tecido conjuntivo (epimísio) 
 
○ Septos finos (perimísio) separam feixes 
 
○ Cada fibra coberta por fibras reticulares (endomísio) 
 
○ Função do tecido conjuntivo: manter fibras unidas e transmitir 
força da contração 
 
○ Vasos sanguíneos: penetram pelos septos, formando rede de 
capilares entre fibras 
 
● Estrutura interna da fibra muscular: 
 
○ Citoplasma contém fibrilas paralelas chamadas miofibrilas 
 
O tecido muscular é responsável pelos movimentos corporais e é formado 
por células excitáveis e contráteis, que contêm grande quantidade de 
filamentos citoplasmáticos. Em termos de nomenclatura, a membrana da 
célula muscular é chamada de sarcolema, o citoplasma é chamado de 
sarcoplasma e o retículo endoplasmático liso é chamado de retículo 
sarcoplasmático. Existem três tipos de tecido muscular, classificados de 
acordo com suas características morfológicas e funcionais: o músculo 
estriado esquelético, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso. 
O músculo estriado esquelético é composto por feixes de fibras 
musculares cilíndricas, longas e multinucleadas, com núcleos localizados 
na periferia. Essas células apresentam estrias transversais e longitudinais 
devido à sobreposição e ao alinhamento dos miofilamentos que formam 
os sarcômeros. Sua contração é rápida, vigorosa e voluntária. A 
regeneração é limitada, pois as células satélites, responsáveis por reparar 
lesões, são em grande parte usadas durante o desenvolvimento até o fim 
da adolescência. O cálcio necessário para a contração é armazenado no 
sistema T tríade. O músculo esquelético associa-se ao esqueleto e aos 
ligamentos, promovendo movimento e sustentação, e pode aumentar de 
tamanho por hipertrofia ou aumentar o número de fibras por hiperplasia. 
O músculo estriado cardíaco apresenta células cilíndricas, ramificadas e 
pouco alongadas, com um ou dois núcleos centrais. Possui estrias 
transversais e longitudinais semelhantes às do músculo esquelético. As 
células se unem por discos intercalares, que contêm desmossomos e 
junções comunicantes, permitindo comunicação e coesão entre elas. 
Suas contrações são involuntárias, rápidas e vigorosas, e não há 
capacidade de regeneração. O cálcio é armazenado no sistema T díade, e 
o músculo cardíaco ocorre exclusivamente no coração, não estando 
presente nas paredes dos vasos sanguíneos. 
O músculo liso é formado por células fusiformes, com um único núcleo 
central, sem estrias transversais, e os miofilamentos estão distribuídos de 
maneira aparentemente aleatória, sem sarcômeros. Suas contrações são 
lentas, involuntárias e a regeneraçãoé fácil. Esse tipo de músculo está 
presente nas vísceras, na parede dos vasos sanguíneos, no tubo 
digestório, nas tubas uterinas e no útero. 
O tecido muscular é organizado em feixes de fibras envoltos por tecido 
conjuntivo denominado epimísio, do qual partem septos finos chamados 
perimísio, que separam os feixes. Cada fibra muscular é coberta por uma 
fina camada de fibras reticulares chamada endomísio. O tecido 
conjuntivo mantém as fibras unidas e permite que a força gerada por 
cada fibra individual seja transmitida ao músculo inteiro. Os vasos 
sanguíneos penetram nos músculos através dos septos e formam uma 
rica rede de capilares que percorrem entre as fibras musculares. No 
interior da fibra, o citoplasma contém fibrilas paralelas chamadas 
miofibrilas, que são os elementos contráteis fundamentais do tecido 
muscular. 
 
A, observa-se o desenho da organização em grupos de feixes envolvidos 
por tecido conjuntivo. O epimísio reveste externamente o fascículo 
muscular do qual partem septos para o interior, separando os feixes 
(perimísio), que, por sua vez, cobre cada feixe de fibras musculares, e 
cada fibra muscular é envolvida por uma fina camada de fibras 
reticulares (endomísio). Em B, observa-se parte de uma célula estriada 
esquelética. Note a nomenclatura própria. 
 
A figura a seguir é uma fotomicrografia dos três tipos musculares. Em A, 
observa-se o músculo estriado esquelético; em B, o músculo estriado 
cardíaco; e em C, o músculo liso. As setas grandes apontam as estriações 
transversais, e a pequena, o disco intercalar. 
 
Diferenças histofisiológicas dos três tipos musculares 
Músculo Estriado Esquelético 
● Contração: voluntária 
 
● Distribuição: associado ao esqueleto e algumas estruturas viscerais 
 
● Morfologia celular: cilíndrica, longa, multinucleada 
 
● Número de núcleos: vários 
 
● Posição do núcleo: periférico 
 
● Disposição dos miofilamentos: em feixes paralelos 
 
● Estriações no citoplasma: transversais e longitudinais 
 
● Aporte de cálcio: sistema T tríade 
 
● Unidade funcional: sarcômero 
 
● Capacidade de regeneração: limitada, principalmente na infância 
 
● Adesão celular: glicocálix 
 
Músculo Estriado Cardíaco 
● Contração: involuntária 
 
● Distribuição: apenas no coração 
 
● Morfologia celular: cilíndrica, ramificada, relativamente longa 
 
● Número de núcleos: 1 a 2 
 
● Posição do núcleo: central 
 
● Disposição dos miofilamentos: em feixes paralelos 
 
● Estriações no citoplasma: transversais e longitudinais 
 
● Aporte de cálcio: sistema T díade 
 
● Unidade funcional: sarcômero 
 
● Capacidade de regeneração: ausente 
 
● Adesão celular: glicocálix e discos intercalares 
 
Músculo Liso 
● Contração: involuntária 
 
● Distribuição: vísceras e parede de vasos sanguíneos 
 
● Morfologia celular: fusiforme, curta 
 
● Número de núcleos: 1 
 
● Posição do núcleo: central 
 
● Disposição dos miofilamentos: desorganizados 
 
● Estriações no citoplasma: ausentes 
 
● Aporte de cálcio: interno (não em sistema T organizado) 
 
● Unidade funcional: não possui sarcômero 
 
● Capacidade de regeneração: fácil 
 
● Adesão celular: glicocálix e, em alguns casos, pinocitose 
Os três tipos de tecido muscular apresentam diferenças marcantes em 
relação à morfologia, função e organização celular. 
O músculo estriado esquelético apresenta contração voluntária e está 
associado ao esqueleto, embora também possa estar presente em 
tecidos viscerais. Suas células são cilíndricas, longas, multinucleadas, com 
núcleos localizados na periferia. Os miofilamentos estão organizados em 
feixes paralelos, formando estrias transversais e longitudinais no 
citoplasma. O cálcio necessário para a contração é armazenado no 
sistema T tríade, e a unidade funcional é o sarcômero. A capacidade de 
regeneração é limitada, ocorrendo principalmente na infância, e a adesão 
celular é mediada pelo glicocálix. 
O músculo estriado cardíaco possui contração involuntária e está 
presente apenas no coração. As células são cilíndricas, ramificadas e 
relativamente longas, com um ou dois núcleos centrais. Os miofilamentos 
também estão organizados em feixes paralelos, formando estrias 
transversais e longitudinais. O cálcio é armazenado no sistema T díade, e 
a unidade funcional é o sarcômero. A regeneração é praticamente 
ausente, e a adesão celular é garantida pelo glicocálix associado aos 
discos intercalares, estruturas que conectam as células vizinhas e 
permitem a transmissão coordenada do impulso contrátil. 
O músculo liso apresenta contração involuntária e está localizado 
principalmente em órgãos viscerais e na parede dos vasos sanguíneos. As 
células são fusiformes, curtas e possuem apenas um núcleo central. Os 
miofilamentos estão dispostos de forma desorganizada, sem a presença 
de sarcômeros, e não formam estrias. O aporte de cálcio também é 
interno, e a regeneração é fácil. A adesão celular ocorre por glicocálix e, 
em alguns casos, por pinocitose, permitindo maior flexibilidade funcional 
nas estruturas viscerais. 
O músculo do coração é formado por células estriadas alongadas que se 
anastomosam de forma irregular. Cada célula cardíaca possui um ou dois 
núcleos centralmente localizados e é envolvida por uma delicada bainha 
de tecido conjuntivo, equivalente ao endomísio do músculo esquelético, 
contendo uma rede abundante de capilares. Uma característica 
marcante dessas células são as linhas transversais fortemente coradas, 
que aparecem em intervalos irregulares e são denominadas discos 
intercalares. Esses discos representam complexos juncionais formados 
por desmossomos e junções comunicantes (gap), localizados na interface 
entre células musculares adjacentes, permitindo adesão e comunicação 
entre elas. 
 
Tecido nervoso 
Função do tecido nervoso: 
 
● Detectar, transmitir, analisar e utilizar informações de estímulos 
sensoriais (calor, luz, energia mecânica, alterações químicas) 
 
● Organizar e coordenar funções motoras, viscerais, endócrinas e 
psíquicas 
 
Componentes do tecido nervoso: 
 
1. Neurônios 
 
○ Células excitáveis e unidades funcionais do sistema nervoso 
 
○ Componentes principais: 
 
■ Dendritos: numerosos, ramificados, diâmetro variável, 
recebem estímulos em sinapses químicas 
 
■ Corpo celular (pericário/soma): centro trófico, contém 
núcleo e maquinaria para síntese proteica, recebe 
estímulos 
 
■ Axônio: prolongamento único, poucas ramificações, 
diâmetro constante, conduz impulsos para outras 
células 
 
○ Características gerais: excitáveis, especializados (não realizam 
mitose), ramificados, citoplasma basófilo, pouca 
heterocromatina, alto metabolismo, elevado consumo de O₂ 
 
2. Células da glia (neuroglia) 
 
○ Acessórias aos neurônios 
 
○ Nutrem, protegem e auxiliam os neurônios em suas funções 
O tecido nervoso forma a interface do organismo com o meio e é 
responsável por detectar, transmitir, analisar e utilizar informações 
geradas por estímulos sensoriais como calor, luz, energia mecânica e 
modificações químicas. Ele organiza e coordena direta ou indiretamente 
todas as funções do organismo, incluindo motoras, viscerais, endócrinas e 
psíquicas. O tecido nervoso apresenta dois componentes principais: os 
neurônios, que são as células excitáveis e unidades funcionais do sistema 
nervoso, e as células da glia ou neuroglia, que são acessórias, nutrindo, 
protegendo e auxiliando os neurônios em suas atividades. 
Os neurônios apresentam morfologia complexa, mas a maioria possui os 
seguintes componentes: os dendritos, que são prolongamentos 
numerosos, ramificados e de diâmetro variável, especializados em 
receber estímulos nas sinapses químicas; o corpo celular, ou pericário 
(soma), que funciona como centro trófico do neurônio, contendo o núcleo 
e toda a maquinaria para síntese proteica, e também capaz de receber 
estímulos; e o axônio, que é um prolongamento único, com poucas 
ramificações e diâmetro constante, especializado na condução deimpulsos que transmitem informações para outras células, como 
neurônios, células musculares ou glândulas. 
Os neurônios possuem características específicas: são excitáveis, 
especializados, ramificados, com citoplasma basófilo devido à presença 
abundante de RNA, pouca heterocromatina indicando intensa atividade 
de transcrição, e alto metabolismo, com elevado consumo de oxigênio. 
 
Classificação morfológica dos neurônios: 
 
1. Multipolares: mais de dois prolongamentos celulares; maioria dos 
neurônios 
 
2. Bipolares: dois prolongamentos (1 dendrito, 1 axônio); presentes em 
nervo coclear, vestibular, mucosa olfatória e retina 
 
3. Pseudo-unipolares: um prolongamento próximo ao corpo celular 
que se divide em dois ramos (periferia → dendrito; sistema nervoso 
central → axônio); típicos dos gânglios espinhais 
 
Classificação funcional dos neurônios: 
 
1. Motores: controlam órgãos efetores (glândulas e células 
musculares) 
 
2. Sensitivos: recebem estímulos do meio ambiente e do organismo 
 
3. Interneurônios: conectam outros neurônios, formando circuitos para 
integração e processamento 
Para mapear o sistema nervoso, os neurônios podem ser classificados de 
acordo com sua morfologia e sua função. Quanto à morfologia, os 
neurônios multipolares possuem mais de dois prolongamentos celulares 
e representam a grande maioria dos neurônios. Os neurônios bipolares 
têm apenas dois prolongamentos, um dendrito e um axônio, e estão 
presentes nos neurônios do nervo coclear e vestibular, da mucosa 
olfatória e da retina. Já os neurônios pseudo-unipolares apresentam um 
prolongamento único próximo ao corpo celular, que logo se divide em dois 
ramos: um direcionado à periferia, funcionando como dendrito, e outro ao 
sistema nervoso central, funcionando como axônio. Essa morfologia é 
típica dos neurônios dos gânglios espinhais. 
Quanto à função, os neurônios podem ser motores, sensitivos ou 
interneurônios. Os neurônios motores controlam órgãos efetores, como 
glândulas e células musculares. Os neurônios sensitivos recebem 
estímulos do meio ambiente e do próprio organismo. Os interneurônios 
estabelecem conexões entre outros neurônios, formando circuitos que 
permitem a integração e o processamento das informações. 
 
 
Função da sinapse: transmissão do impulso nervoso entre células 
 
Estrutura: 
 
● Contato especializado entre duas células 
 
● Membranas separadas por fenda sináptica de 20 a 30 nm 
 
● Membrana pré-sináptica: terminal axônico 
 
● Membrana pós-sináptica: dendrito, pericário, axônio ou célula 
efetora 
 
Vesículas sinápticas: contêm neurotransmissores 
 
Neurotransmissores: mediadores químicos que transmitem o impulso 
nervoso 
 
Mecanismo de ação: 
 
● Neurotransmissores liberados na fenda sináptica 
 
● Ligam-se a receptores na membrana pós-sináptica 
 
● Promovem condução do impulso através do intervalo sináptico 
Um neurônio geralmente transmite impulsos nervosos através do seu 
axônio, e a comunicação entre neurônios depende de estruturas 
altamente especializadas chamadas sinapses. A sinapse é a porção 
especializada de contato entre duas células, cujas membranas ficam 
separadas por um espaço de 20 a 30 nm, denominado fenda sináptica. 
No local da sinapse, a membrana do terminal axônico é chamada 
membrana pré-sináptica, enquanto a membrana do dendrito, do 
pericário, do axônio ou da célula efetora é chamada membrana 
pós-sináptica. 
Na porção terminal do axônio, existem numerosas vesículas sinápticas 
que contêm neurotransmissores, mediadores químicos responsáveis 
pela transmissão do impulso nervoso. Os neurotransmissores são 
liberados pela membrana pré-sináptica na fenda sináptica e se ligam a 
receptores na membrana pós-sináptica, promovendo a condução do 
impulso nervoso através do intervalo sináptico. 
 
Tipos de sinapse: 
 
● Axodendrítica: axônio → dendrito (mais comum) 
 
● Axossomática: axônio → corpo celular 
 
● Axoaxônica: axônio → axônio 
 
● Axônio → célula efetora: muscular ou glandular 
 
Células da glia / neuroglia: 
 
● Função: nutrição, proteção e suporte aos neurônios 
 
● Capacidade de mitose mesmo em adultos 
 
● Tipos no SNC: 
 
○ Astrócitos: maiores células da glia, prolongamentos com pés 
vasculares, formam barreira hematoencefálica 
 
■ Protoplasmáticos → substância cinzenta 
 
■ Fibrosos → substância branca 
 
○ Oligodendrócitos: poucos prolongamentos, formam bainha 
de mielina no SNC 
 
○ Microglia: corpo celular pequeno e alongado, núcleo denso, 
prolongamentos curtos, função de defesa e fagocitose 
 
○ Células ependimárias: cilíndricas, epitélio simples prismático, 
revestem superfícies do SNC 
 
● Tipo no SNP: 
 
○ Células de Schwann: cilíndricas, formam bainha de mielina 
nos axônios, fibras amielínicas em axônios pequenos, nódulos 
de Ranvier e internódulos 
 
 
 
Sistema nervoso: 
 
● Central (SNC): encéfalo e medula espinhal 
 
○ Substância cinzenta: corpos celulares, fibras amielínicas, 
astrócitos protoplasmáticos, oligodendrócitos, microglia 
 
○ Substância branca: fibras mielínicas, astrócitos fibrosos, 
oligodendrócitos, microglia 
 
● Periférico (SNP): nervos, gânglios e terminações nervosas 
 
○ Nervos: fibras agrupadas em feixes 
 
■ Revestimentos: epineuro (nervo), perineuro (feixe), 
endoneuro (axônio + célula de Schwann) 
 
○ Gânglios: corpos celulares fora do SNC, podem ser sensitivos, 
parassimpáticos ou simpáticos 
 
Exemplo funcional: arco reflexo simples 
 
● Fibra sensorial → interneurônio → neurônio motor → músculo 
estriado esquelético 
 
AS CÉLULAS MODIFICAM A 
ENERGIA 
 
1. Entrada das macromoléculas 
● Carboidratos → entram pela glicose. 
 
● Lipídios → podem entrar pelo glicerol (indo para a glicólise) ou 
pelos ácidos graxos (indo para o Acetil-CoA). 
 
● Proteínas → quebram-se em aminoácidos, que podem entrar em 
diferentes pontos da via (piruvato, Acetil-CoA ou Ciclo de Krebs), 
liberando amônia (NH₃) como resíduo. 
 
2. Etapas do processo de liberação de energia 
● Glicólise (no citoplasma) 
 
○ Quebra da glicose em ácido pirúvico. 
 
○ Produz 2 ATP líquidos. 
 
● Formação de Acetil-CoA 
 
○ O piruvato é convertido em Acetil-CoA, liberando CO₂. 
 
○ Não gera ATP direto, mas prepara para o Ciclo de Krebs. 
 
● Ciclo de Krebs (na matriz mitocondrial) 
 
○ Cada Acetil-CoA entra no ciclo. 
 
○ Gera 2 ATP (por molécula de glicose). 
 
○ Libera CO₂ e carrega elétrons em NADH e FADH₂. 
 
● Cadeia respiratória / Fosforilação oxidativa (na membrana interna 
da mitocôndria) 
 
○ Usa o oxigênio (O₂) como aceptor final de elétrons. 
 
○ Gera 36 ATP aproximadamente. 
 
○ Produz água (H₂O). 
 
3. Saldo energético aproximado por 1 molécula de glicose 
● Glicólise → 2 ATP 
 
● Ciclo de Krebs → 2 ATP 
 
● Cadeia respiratória → 36 ATP 
 
● Total = 40 ATP (mas normalmente considera-se ~38 ATP, pois há 
perdas no transporte de elétrons). 
 
4. Resumo 
● O processo ocorre em etapas controladas, evitando a liberação 
brusca de energia. 
 
● O produto final da respiração celular é: CO₂ + H₂O + ATP. 
 
● Carboidratos são a principal fonte, mas lipídios e proteínas também 
podem ser usados como combustível. 
 
 
 
ATP, ADP e AMP 
● ATP (adenosina trifosfato) 
 
○ Formado por adenina (base nitrogenada) + ribose (açúcar) = 
adenosina + 3 fosfatos. 
 
○ É chamado de “moeda energética universal” da célula. 
 
○ As ligações entre os fosfatos são ricas em energia e, quando 
quebradas, liberam energia para o metabolismo. 
 
● ADP (adenosina difosfato) 
 
○ É o ATP após perder um fosfato. 
 
○ Fórmula: ATP – P = ADP. 
 
○ Ainda pode ser reciclado para formar ATP novamente. 
 
● AMP (adenosina monofosfato) 
 
○ É o ADP após perder mais um fosfato. 
 
○ Fórmula: ADP – P = AMP. 
 
● Reações reversíveis: 
 
○ ATP → ADP + P (libera energia). 
 
○ ADP + P → ATP (consome energia, geralmente vinda da 
respiração celular). 
 
○ AMP + P → ADP → ATP (regeneração completa). 
 
2. Formação e regeneraçãodo ATP 
● O ATP é continuamente usado e regenerado na célula. 
 
● Sua regeneração acontece principalmente na membrana interna 
da mitocôndria por meio da cadeia respiratória e da fosforilação 
oxidativa. 
 
● Fontes de energia para regenerar ATP: glicose e ácidos graxos. 
 
● O ATP formado se difunde por toda a célula, abastecendo processos 
como contração muscular, síntese de proteínas, transporte ativo de 
íons etc. 
 
3. Ciclo de Krebs (ácido cítrico / ciclo dos ácidos tricarboxílicos) 
● Local: matriz da mitocôndria. 
 
● O primeiro composto do ciclo é o ácido cítrico, que possui 6 
carbonos. 
 
● O ciclo começa com a união de acetil-CoA (2C) com oxalacetato 
(4C), formando citrato (6C). 
 
● Durante o ciclo: 
 
○ Há liberação de CO₂. 
 
○ Produzem-se transportadores de elétrons (NADH e FADH₂). 
 
○ Produz-se GTP (que pode ser convertido em ATP). 
 
● Ao final, o oxalacetato é regenerado, permitindo a continuidade do 
ciclo. 
 
4. Resumo geral 
● ATP = adenosina + 3 fosfatos, molécula de energia. 
 
● ADP e AMP são formas “menos energéticas”, mas recicláveis. 
 
● A respiração celular (glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória) 
gera ATP a partir da degradação de glicose e lipídios. 
 
● O Ciclo de Krebs é central na produção de transportadores de 
elétrons, que depois alimentam a cadeia respiratória para gerar a 
maior parte do ATP. 
Estrutura das mitocôndrias 
1. Origem das mitocôndrias – Teoria Endossimbiótica 
● As primeiras células eucarióticas eram anaeróbicas (faziam apenas 
glicólise, semelhante à fermentação). 
 
● Há cerca de 3,5 bilhões de anos, não havia oxigênio livre na 
atmosfera. 
 
● Em determinado momento, bactérias aeróbicas foram englobadas 
(fagocitadas) por células eucarióticas primitivas. 
 
● Estabeleceu-se uma relação de simbiose: 
 
○ A célula hospedeira oferecia proteção e nutrientes. 
 
○ A bactéria fornecia energia por meio da respiração aeróbica. 
 
● Com o tempo, essas bactérias passaram a ser as mitocôndrias. 
 
Evidências da teoria endossimbiótica: 
● Mitocôndrias possuem DNA circular, semelhante ao das bactérias. 
 
● DNA mitocondrial não possui histonas e tem bases diferentes do 
DNA nuclear. 
 
● RNA mitocondrial é parecido com o bacteriano. 
 
● Ribossomos mitocondriais lembram os ribossomos bacterianos. 
 
● Mitocôndrias são autorreplicantes (só se formam a partir de 
mitocôndrias pré-existentes). 
 
2. Características gerais 
● Presentes em animais, vegetais, fungos, protozoários e algas 
(todas as células eucarióticas). 
 
● Nos humanos, têm origem exclusivamente materna (herança 
mitocondrial). 
 
● Contêm cerca de 700 proteínas, mas só produzem ~5% delas (a 
maior parte vem do núcleo da célula). 
 
● Tempo de vida médio: ~10 dias. 
 
● Capazes de armazenar proteínas, lipídios e metais (Ag, Fe, Ca). 
 
3. Número e tamanho 
● Dimensões: 0,2 a 10 micrômetros. 
 
● Quantidade varia conforme o tipo celular: 
 
○ Espermatozoide: ~25 mitocôndrias. 
 
○ Hepatócitos (fígado): 500 a 1.600. 
 
○ Células renais: ~300. 
 
○ Amebas: até 10.000. 
 
○ Ovócitos: até 300.000. 
 
○ Células vegetais: geralmente poucas. 
 
4. Morfologia 
● Nome: do grego mitos = filamentos, condria = grãos. 
 
● Podem ter várias formas: grãos, bastonetes, filamentos, 
arredondadas, esféricas. 
 
● Forma depende de fatores como pH e pressão osmótica. 
 
○ pH ácido → mitocôndrias ficam esféricas. 
 
● Durante a mitose, o movimento das mitocôndrias cessa. 
 
● O conjunto de todas as mitocôndrias da célula recebe o nome de 
condrioma. 
 
5. Estrutura interna 
● Membrana externa: lisa e permeável a pequenas moléculas. 
 
● Espaço intermembranar: entre as duas membranas. 
 
● Membrana interna: apresenta as cristas mitocondriais, onde 
ocorre a cadeia respiratória. 
 
● Matriz mitocondrial: contém enzimas do ciclo de Krebs, DNA e 
ribossomos próprios. 
 
6. Importância biológica 
● Transformam energia química em ATP. 
 
● Permitem a respiração aeróbica eficiente, que produz muito mais 
energia do que a fermentação. 
 
● Foram decisivas para a evolução dos organismos multicelulares 
complexos. 
 
● Alterações em número, forma e função das mitocôndrias estão 
associadas a doenças, inclusive câncer. 
 
Respiração anaeróbica e aeróbica 
 
1. Respiração celular 
● Três etapas principais: 
 
○ Glicólise (no citoplasma) → anaeróbica, quebra parcial da 
glicose. 
 
○ Ciclo de Krebs (na matriz mitocondrial) → oxida acetil-CoA, 
gera CO₂, NADH e FADH₂. 
 
○ Cadeia respiratória + Fosforilação oxidativa (na membrana 
interna da mitocôndria) → usa O₂ como aceptor final de 
elétrons, gera ATP em grande quantidade. 
 
 
 
2. Respiração anaeróbica (glicólise) 
● Degradação parcial da glicose sem oxigênio. 
 
● Saldo líquido: 
 
○ 2 ATP 
 
○ 2 piruvatos 
 
○ 2 NADH (transportando 4 H). 
 
● ATPs gerados usados no citoplasma. 
 
● NADH leva H até a mitocôndria (NAD → NADH₂). 
 
3. Respiração aeróbica 
● Oxidação mitocondrial: 
 
○ Acetil-CoA (formado a partir de glicose e ácidos graxos) entra 
no ciclo de Krebs. 
 
○ Gera CO₂, NADH e FADH₂. 
 
● Cadeia transportadora de elétrons: 
 
○ Localizada na membrana interna da mitocôndria. 
 
○ Contém 3 grandes complexos enzimáticos: 
 
■ NADH desidrogenase 
 
■ Complexo citocromo b-c1 
 
■ Complexo citocromo oxidase 
 
○ Transportadores móveis: ubiquinona e citocromo c. 
 
○ Elétrons perdem energia gradualmente até reduzir O₂ em H₂O. 
 
4. Hipótese do acoplamento quimiosmótico 
● Cadeia respiratória bombeia prótons (H⁺) da matriz para o espaço 
intermembranar. 
 
● Forma-se um gradiente eletroquímico (diferença de pH + diferença 
de voltagem). 
 
● O retorno dos H⁺ pela ATP sintase gera ATP a partir de ADP + Pi. 
 
5. ATP sintase 
● Complexo enzimático grande (F₀ + F₁). 
 
● Funciona como “turbina molecular”. 
 
● Cada 3-4 H⁺ que passam → formam 1 ATP. 
 
● Capaz de produzir +100 ATP por segundo. 
 
 
 
 
6. Produção de energia 
● Glicólise (fermentação) → 2 ATP. 
 
● Respiração aeróbica completa (glicólise + Krebs + cadeia 
respiratória) → ~30 ATP por molécula de glicose. 
 
● Fosforilação oxidativa também aproveita NADH e FADH₂ vindos da 
oxidação de ácidos graxos (lipídios), produzindo ainda mais ATP. 
 
A respiração celular ocorre em três momentos principais: a glicólise, que 
acontece no citoplasma; o ciclo de Krebs, localizado na matriz 
mitocondrial; e a cadeia respiratória com a fosforilação oxidativa, que se 
realizam na membrana interna da mitocôndria. Na glicólise, a glicose é 
degradada parcialmente sem a presença de oxigênio, resultando em um 
saldo de dois ATP, dois piruvatos e dois NADH. Os piruvatos seguem para a 
matriz mitocondrial, enquanto os NADH transportam hidrogênios até a 
mitocôndria. 
Na respiração aeróbica, os piruvatos são convertidos em acetil-CoA e 
oxidados no ciclo de Krebs, liberando CO₂ e produzindo NADH e FADH₂. 
Esses transportadores reduzem-se ao acumular elétrons e hidrogênios, 
que depois entram na cadeia transportadora de elétrons, presente na 
membrana interna da mitocôndria. Essa cadeia é composta por grandes 
complexos proteicos, como a NADH desidrogenase, o complexo citocromo 
b-c1 e o complexo citocromo oxidase, além de transportadores móveis 
como a ubiquinona e o citocromo c. Os elétrons percorrem a cadeia, 
perdendo energia progressivamente, até se combinarem com oxigênio 
molecular, formando água. 
De acordo com a hipótese do acoplamento quimiosmótico, a energia 
liberada no transporte de elétrons é usada para bombear prótons da 
matriz para o espaço intermembranar, criando um gradiente 
eletroquímico. Esse gradiente direciona o retorno dos prótons pela ATP 
sintase, um complexo proteico que funciona como uma turbina molecular. 
À medida que os prótons atravessam a enzima, a energia mecânica é 
convertida em energia química, resultando na formação de ATP a partir 
de ADP e fosfato inorgânico. 
A glicólise gera apenas 2 ATP por molécula de glicose, enquanto a 
respiração aeróbicacompleta pode produzir cerca de 30 ATP. Além da 
glicose, a degradação de ácidos graxos pela β-oxidação também fornece 
NADH e FADH₂, aumentando significativamente a produção de energia. 
Assim, o processo aeróbico é muito mais eficiente que o anaeróbico, 
garantindo a sobrevivência e complexidade dos organismos eucarióticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
veja desenhos esquemáticos da mitocôndria. Em A, observam-se os 
processos metabólicos que ocorrem em seu interior (entenda-se ciclo do 
ácido cítrico como ciclo de Krebs); em B, a ultraestrutura mitocondrial, 
apontando os seus componentes; e em C, o detalhe do espaço 
intramembranoso, em que se verifica o mecanismo da ATP sintetase. 
 
 
 
Uma fotomicrografia de fluorescência na qual se observa a coloração 
dupla que revela as múltiplas moléculas de DNA mitocondrial. As células 
foram tratadas com uma mistura de dois corantes: brometo de etídio, que 
se liga ao DNA e emite fluorescência vermelha, e diacetado de fluorceína, 
que incorpora especificamente as membranas mitocondriais e emite uma 
fluorescência verde. 
 
 
Fadiga muscular 
1. Fermentação 
● Conjunto de reações químicas enzimáticas que produzem 
pequenas moléculas orgânicas. 
 
● Tipos: alcoólica, lática e acética. 
 
● Ocorre no citoplasma, sem oxigênio. 
 
● Saldo energético: 2 ATP por molécula de glicose. 
 
2. Fermentação lática nas fibras musculares 
● Ocorre em músculos estriados esqueléticos durante atividade 
intensa e baixa oxigenação. 
 
● Piruvato recebe H⁺ → transforma-se em ácido lático. 
 
● Cadeia respiratória fica inoperante pela falta de oxigênio (aceptor 
final de elétrons). 
 
● Ácido lático em excesso → age como tóxico, causa fadiga e 
câimbras. 
 
3. Destino do ácido lático 
● Quando o oxigênio volta: 
 
○ Parte é reconvertida em piruvato e segue para o ciclo de 
Krebs (gerando muito mais energia). 
 
○ O restante vai para o fígado, onde se transforma em 
glicogênio. 
 
4. Eficiência energética 
● Fermentação libera apenas ~5% da energia química potencial da 
glicose em comparação à respiração aeróbica. 
 
5. Papel dos íons e moléculas energéticas 
● Íons de cálcio (Ca²⁺) → participam da quebra do ATP pela enzima 
ATPase, liberando energia para a contração. 
 
● Fonte primária de energia → glicogênio muscular. 
 
● Creatina-fosfato → reserva de energia que ajuda a regenerar ATP 
no relaxamento muscular. 
 
A fadiga muscular está associada ao processo de fermentação, um 
conjunto de reações químicas que ocorre no citoplasma celular sem a 
presença de oxigênio. Esse processo, que inclui a fermentação alcoólica, 
lática e acética, libera apenas duas moléculas de ATP por glicose, o que 
representa cerca de 5% da energia que seria obtida em condições 
aeróbicas. Nas fibras musculares esqueléticas, a fermentação lática 
ocorre quando o suprimento de oxigênio é insuficiente, como durante 
atividades intensas e prolongadas. Nessas condições, o piruvato é 
reduzido a ácido lático, já que a cadeia respiratória não pode funcionar 
sem oxigênio como aceptor final de elétrons. 
O acúmulo de ácido lático no músculo interfere na contração, provocando 
fadiga e até câimbras, pois age como uma substância tóxica para a 
célula. Quando o oxigênio volta a ser fornecido adequadamente, parte 
desse ácido lático é convertida novamente em piruvato e segue para o 
ciclo de Krebs, liberando maior quantidade de energia. O restante é 
transportado pelo sangue até o fígado, onde é convertido em glicogênio. 
Durante a contração muscular, os íons de cálcio desempenham papel 
essencial ao ativar a enzima ATPase, responsável por quebrar ATP e liberar 
a energia necessária para o movimento. O glicogênio muscular funciona 
como principal fonte energética, enquanto a creatina-fosfato atua como 
reserva imediata, auxiliando na regeneração de ATP durante o 
relaxamento. Dessa forma, a disponibilidade de energia e o balanço entre 
processos aeróbicos e anaeróbicos determinam a resistência e o 
desempenho muscular. 
 
 
 
 
 
 
 
Músculos estriados tipo I e tipo II 
 
1. Fibras Musculares Tipo I (vermelhas, aeróbicas, slow twitch) 
● Metabolismo predominante: aeróbico, principalmente ácidos 
graxos (fosforilação oxidativa). 
 
● Características: 
 
○ Muitas mitocôndrias. 
 
○ Alta quantidade de mioglobina (cor vermelha, afinidade por 
O₂). 
 
○ Muito citocromo. 
 
○ Contração lenta, contínua, resistente à fadiga. 
 
○ Inervação lenta (motoneurônios alfa-2, calibre pequeno). 
 
● Exemplos de predominância: ciclistas, maratonistas, voo de aves, 
membros de mamíferos. 
 
● Tipo de exercício: longa duração, baixa a moderada intensidade 
(corrida longa, caminhada, ciclismo). 
 
2. Fibras Musculares Tipo II (brancas, anaeróbicas, fast twitch) 
● Subdivisão: IIa (intermediária) e IIb (mais anaeróbica). 
 
● Metabolismo predominante: glicose, anaeróbico. 
 
● Características gerais: 
 
○ Pouco citocromo e mioglobina. 
 
○ Muito retículo sarcoplasmático e túbulos T (armazenamento 
de cálcio). 
 
○ Contração rápida, forte, mas pouca resistência à fadiga. 
 
○ Inervação rápida (motoneurônios alfa-1, calibre grosso). 
 
● Diferenças entre IIa e IIb: 
 
○ IIa → glicolítico-oxidativa, intermediária, resistência média. 
 
○ IIb → altamente glicolítica, resistência baixa, contração muito 
potente. 
 
● Exemplos de predominância: corredores de 100 m, músculos 
peitorais de galinha e peru. 
 
● Tipo de exercício: curta duração, alta intensidade (corrida curta, 
saltos, levantamento de peso). 
 
3. Comparação geral 
● Cor: Tipo I (vermelha), Tipo IIa (intermediária), Tipo IIb (branca). 
 
● Mitocôndrias: muitas (I), médias (IIa), poucas (IIb). 
 
● Mioglobina: alta (I), média (IIa), baixa (IIb). 
 
● Glicogênio: raro (I), frequente (IIa), abundante (IIb). 
 
● Velocidade de contração: lenta (I), intermediária (IIa), rápida (IIb). 
 
● Resistência à fadiga: alta (I), média (IIa), baixa (IIb). 
 
 
 
Os músculos estriados esqueléticos apresentam dois grandes tipos de 
fibras, cuja distribuição é determinada geneticamente: as fibras 
vermelhas (tipo I) e as fibras brancas (tipo II). As fibras tipo I, também 
chamadas aeróbicas ou slow twitch, utilizam principalmente ácidos 
graxos como fonte energética, por meio da fosforilação oxidativa. Essas 
fibras possuem grande quantidade de mitocôndrias, mioglobina e 
citocromo, o que lhes confere a coloração avermelhada e alta 
capacidade de captar oxigênio. Sua contração é lenta, contínua e muito 
resistente à fadiga, sendo características de atletas de resistência, como 
maratonistas e ciclistas, e predominantes em exercícios de longa duração 
e intensidade moderada. 
Já as fibras tipo II, conhecidas como fast twitch, subdividem-se em IIa e 
IIb. As fibras tipo IIa possuem metabolismo intermediário 
glicolítico-oxidativo, apresentam resistência média à fadiga e são usadas 
em exercícios de duração intermediária, como natação e musculação. As 
fibras tipo IIb são essencialmente anaeróbicas, utilizam glicose como 
principal fonte de energia, possuem muitas reservas de glicogênio, 
poucas mitocôndrias e baixa quantidade de mioglobina, o que lhes 
confere coloração branca. Elas são capazes de contrair-se rapidamente 
com muita potência, porém fadigam-se facilmente, sendo predominantes 
em atividades curtas e intensas, como corridas de 100 metros, saltos e 
levantamento de peso. 
Assim, as fibras tipo I são mais adaptadas à resistência, enquanto as tipo 
II priorizam força e velocidade, ilustrando como o perfil muscular individual 
pode favorecer diferentes modalidades esportivas. 
 
RESUMÃO 
1. Estrutura celular 
● Todos os seres vivos são formados por células (unidade 
morfofisiológica). 
 
● Células procarióticas → sem organelas membranosas nem núcleo 
definido. 
 
● Células eucarióticas → possuem núcleo e organelas membranosas. 
 
 
2. Metabolismo celular 
● Autotróficas → transformam energia luminosa em energia química. 
 
● Heterotróficas → convertem energiaquímica da alimentação em 
energia mecânica, térmica ou química. 
 
3. Química da vida 
● Elementos principais: C, H, O, N. 
 
● Proteínas: formadas por aminoácidos unidos por ligações 
peptídicas. 
 
● Carboidratos: monossacarídeos (glicose, frutose), dissacarídeos 
(maltose, sacarose), polissacarídeos (amido, glicogênio, celulose). 
 
● Lipídios: glicerol + ácidos graxos; incluem óleos, ceras e 
triglicerídeos; função energética e estrutural. 
 
● Ácidos nucleicos: DNA (dupla hélice, armazena informação 
genética) e RNA (RNAm, RNAr, RNAt). 
 
4. Vitaminas, sais e água 
● Vitaminas: cofatores metabólicos, previnem avitaminoses. 
 
● Sais minerais: participam de reações químicas. 
 
● Água: cerca de 70% do protoplasma, solvente universal. 
 
 
5. Tecidos animais 
● Epitelial: células coesas, revestimento, avascular. 
 
● Conjuntivo: nutre, une e sustenta outros tecidos; matriz extracelular 
abundante. 
 
○ Tipos de fibras: colágenas, reticulares e elásticas. 
 
● Cartilaginoso: avascular, sustentação, molda ossos. 
 
● Ósseo: osteoblastos, osteócitos e osteoclastos; matriz rica em 
colágeno e sais de cálcio. 
 
● Muscular: estriado esquelético, cardíaco e liso. 
 
● Nervoso: neurônios (condução) e glia (suporte). 
 
6. Produção de energia celular 
● ATP: principal moeda energética (ATP ↔ ADP + P). 
 
● Fermentação: ocorre no citoplasma, sem O₂, produz 2 ATPs por 
glicose. 
 
○ Tipos: alcoólica, lática, acética. 
 
○ Ácido lático → causa fadiga muscular. 
 
 
 
7. Fibras musculares 
● Tipo I (vermelhas, aeróbicas, slow twitch) → ricas em mitocôndrias 
e mioglobina, resistentes à fadiga, usadas em exercícios de longa 
duração. 
 
● Tipo II (brancas, anaeróbicas, fast twitch) → rápidas e potentes, 
mas fadigam facilmente, usadas em exercícios curtos e intensos. 
 
○ IIa: intermediária. 
 
○ IIb: rápida, muito potente, baixa resistência. 
 
Todos os seres vivos são formados por células, que constituem a unidade 
básica estrutural e funcional da vida. Existem dois grandes tipos celulares: 
as procarióticas, que não possuem núcleo delimitado nem organelas 
membranosas, e as eucarióticas, que apresentam núcleo e organelas 
organizadas. Quanto ao metabolismo, as células podem ser autotróficas, 
quando convertem energia luminosa em energia química, ou 
heterotróficas, quando obtêm energia a partir da alimentação, 
transformando-a em diferentes formas de energia. 
A base química da vida é formada principalmente pelos elementos 
carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Esses átomos se combinam 
originando moléculas essenciais: proteínas, formadas por cadeias de 
aminoácidos; carboidratos, como glicose, sacarose, amido e glicogênio, 
que são importantes fontes de energia; lipídios, compostos por glicerol e 
ácidos graxos, que desempenham funções energéticas e estruturais; e os 
ácidos nucleicos, DNA e RNA, responsáveis pelo armazenamento e 
transmissão da informação genética. Vitaminas, sais minerais e água 
também são fundamentais para manter o equilíbrio metabólico e a 
homeostasia. 
Nos tecidos animais, destacam-se: o epitelial, que reveste superfícies; o 
conjuntivo, que sustenta e nutre outros tecidos; o cartilaginoso e o ósseo, 
responsáveis pela sustentação; o muscular, que possibilita movimentos; e 
o nervoso, que coordena e integra funções corporais. 
O ATP é a principal molécula energética da célula, formada a partir da 
degradação da glicose e de ácidos graxos. Em condições anaeróbicas, 
ocorre a fermentação, processo que gera apenas dois ATPs por molécula 
de glicose e pode resultar na formação de ácido lático, associado à 
fadiga muscular. Já em condições aeróbicas, a produção de energia é 
muito maior, graças ao ciclo de Krebs e à cadeia respiratória. 
Os músculos possuem diferentes tipos de fibras, cuja proporção é 
geneticamente determinada. As fibras do tipo I são adaptadas ao 
metabolismo aeróbico, ricas em mitocôndrias e mioglobina, com 
contrações lentas e resistência elevada, sendo ideais para atividades de 
longa duração. As fibras do tipo II, subdivididas em IIa e IIb, têm 
metabolismo predominantemente anaeróbico, contração rápida e 
potente, mas pouca resistência à fadiga, predominando em exercícios 
curtos e intensos, como corridas rápidas e levantamento de peso. 
 
Linha do Tempo Resumida de Biologia (Citologia, Metabolismo e Tecidos) 
1. Origem e Estrutura Celular 
● Todos os seres vivos são formados por células. 
 
● Teoria celular: uma célula origina outra. 
 
● Tipos: 
 
○ Procariontes: sem núcleo definido nem organelas 
membranosas. 
 
○ Eucariontes: com núcleo e organelas membranosas. 
 
2. Modos de Obtenção de Energia 
● Autotróficas: transformam energia luminosa em energia química 
(fotossíntese). 
 
● Heterotróficas: usam energia química dos alimentos para produzir 
energia mecânica, térmica ou química. 
 
3. Química da Vida 
● Elementos predominantes: C, H, O, N. 
 
● Macromoléculas: 
 
○ Proteínas → polímeros de aminoácidos. 
 
○ Carboidratos → mono, di e polissacarídeos (ex: glicose, 
sacarose, amido, glicogênio). 
 
○ Lipídios → glicerol + ácidos graxos (óleos, gorduras, ceras, 
triglicerídeos). 
 
○ Ácidos nucleicos → DNA (dupla hélice, material genético) e 
RNA (RNAm, RNAt, RNAr). 
 
4. Vitaminas, Sais Minerais e Água 
● Vitaminas → cofatores enzimáticos. 
 
● Sais minerais → regulam reações químicas. 
 
● Água → 70% do protoplasma, solvente universal. 
 
5. Tecidos Animais 
● Epitelial → revestimento e secreção, células unidas e avasculares. 
 
● Conjuntivo → nutrição, união e defesa (fibroblastos, macrófagos, 
matriz extracelular, fibras colágenas e elásticas). 
 
● Cartilaginoso → condrócitos, avascular, funções estruturais. 
 
● Ósseo → osteoblastos, osteócitos, osteoclastos, matriz calcificada 
(hidroxiapatita). 
 
● Muscular → movimento (estriado esquelético, cardíaco e liso). 
 
● Nervoso → neurônios e células da glia. 
 
6. Produção de Energia Celular 
● ATP → principal molécula energética. 
 
● Fermentação (anaeróbica): quebra parcial da glicose no 
citoplasma → 2 ATPs + ácido lático ou álcool. 
 
● Respiração celular (aeróbica): glicólise + ciclo de Krebs + cadeia 
respiratória → até 36 ATPs + CO2 + H2O. 
 
7. Fibras Musculares 
● Tipo I (vermelhas, aeróbicas, slow switch) → muita mioglobina, 
muitas mitocôndrias, contração lenta e resistente. 
 
● Tipo II (brancas, anaeróbicas, fast switch) → obtêm energia da 
glicose, contração rápida, pouca resistência. 
 
○ IIa → intermediária. 
 
○ IIb → rápida, forte e fatigável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	História e Teoria Celular 
	Tipos e Organização Celular 
	Mapa Conceitual: Tópicos de Estudo 
	Conexões com Outras Áreas 
	Classificação pela Morfologia (Formato) 
	 
	Classificação pela Morfologia (Formato) 
	Classificação pelo Ciclo de Vida 
	 
	Classificação pela Organização e Relação entre Células 
	Classificação pelo Tipo e Número de Cromossomos 
	Organelas Celulares e Suas Funções 
	Origem e Evolução da Célula 
	Componentes Básicos da Célula Eucarionte Animal 
	Principais Organelas e Suas Funções 
	Especialização Celular 
	A Célula: Unidade da Vida 
	Estrutura Básica de uma Célula 
	Tipos de Células: Procariontes e Eucariontes 
	Tecido Muscular 
	Músculo Estriado Esquelético 
	Músculo Estriado Cardíaco 
	Músculo Liso 
	1. Entrada das macromoléculas 
	2. Etapas do processo de liberação de energia 
	3. Saldo energético aproximado por 1 molécula de glicose 
	4. Resumo 
	ATP, ADP e AMP 
	2. Formação e regeneração do ATP 
	3. Ciclo de Krebs (ácido cítrico / ciclo dos ácidos tricarboxílicos) 
	4. Resumo geral 
	1. Origem das mitocôndrias – Teoria Endossimbiótica 
	2. Características gerais 
	3. Número e tamanho 
	4. Morfologia 
	5. Estrutura interna 
	6. Importância biológica 
	1. Respiração celular 
	2. Respiração anaeróbica (glicólise) 
	3. Respiração aeróbica 
	4. Hipótese do acoplamento quimiosmótico 
	5. ATP sintase 
	6. Produção de energia 
	1. Fermentação2. Fermentação lática nas fibras musculares 
	3. Destino do ácido lático 
	4. Eficiência energética 
	5. Papel dos íons e moléculas energéticas 
	1. Fibras Musculares Tipo I (vermelhas, aeróbicas, slow twitch) 
	2. Fibras Musculares Tipo II (brancas, anaeróbicas, fast twitch) 
	3. Comparação geral 
	1. Estrutura celular 
	 
	2. Metabolismo celular 
	3. Química da vida 
	4. Vitaminas, sais e água 
	 
	5. Tecidos animais 
	6. Produção de energia celular 
	 
	 
	7. Fibras musculares 
	Linha do Tempo Resumida de Biologia (Citologia, Metabolismo e Tecidos) 
	1. Origem e Estrutura Celular 
	2. Modos de Obtenção de Energia 
	3. Química da Vida 
	4. Vitaminas, Sais Minerais e Água 
	5. Tecidos Animais 
	6. Produção de Energia Celular 
	7. Fibras Musculareso que contribuiu para a adaptação e evolução de 
organismos pluricelulares. 
 
 
 
 
 
Células autotróficas e heterotróficas 
● Classificação pela obtenção de energia 
 
○ Autotróficas: transformam energia luminosa em energia 
química (fotossíntese). 
 
○ Heterotróficas: convertem energia química proveniente de 
alimentos em energia mecânica, térmica ou outra forma 
química. 
 
● Exemplos 
 
○ Autotróficos: vegetais e cianobactérias. 
 
○ Heterotróficos: bactérias, protozoários, fungos e animais. 
 
● Dependência energética 
 
○ Autotróficos são independentes (produzem seu próprio 
alimento). 
 
○ Heterotróficos dependem dos autotróficos para obter energia. 
 
● Importância biológica 
 
○ Autotróficos armazenam grande quantidade de energia, 
tornando-se alimentos energéticos. 
 
○ Energia não se perde, apenas se transforma, sendo essencial 
para o desempenho físico e metabólico. 
 
● Fotossíntese 
 
○ Autotróficos eucarióticos: cloroplastos ricos em clorofila. 
 
○ Autotróficos procarióticos: pigmentos como clorofila no 
citoplasma. 
 
As células podem ser classificadas, de acordo com o modo de obtenção 
de energia, em autotróficas e heterotróficas. As células autotróficas, 
presentes em vegetais e cianobactérias, transformam energia luminosa 
em energia química por meio da fotossíntese, sendo independentes na 
produção de seu alimento. Já as células heterotróficas, encontradas em 
bactérias, protozoários, fungos e animais, obtêm energia química a partir 
da alimentação, convertendo-a em energia mecânica, térmica ou em 
outra forma química, e dependem diretamente dos autotróficos. A 
transferência e transformação de energia são fundamentais para o 
funcionamento dos organismos, pois, segundo o princípio da conservação 
da energia, esta não se perde, apenas se transforma. Os autotróficos 
eucarióticos possuem cloroplastos ricos em clorofila, enquanto os 
autotróficos procarióticos possuem pigmentos no citoplasma capazes de 
realizar a conversão da energia luminosa em química, tornando-se 
importantes fontes energéticas para a cadeia alimentar. 
 
 
 
● A luz representa energia luminosa. 
● A glicose representa energia química. 
 
Relação entre autótrofos e heterótrofos: 
 
● Autotróficos convertem energia luminosa em energia química 
(fotossíntese). 
● Animais (heterotróficos) realizam reação inversa, quebrando a 
glicose para liberar energia. 
 
 
 
Processo inverso: 
 
● A reação inversa à fotossíntese é a respiração celular, onde a 
glicose é degradada e a energia liberada é utilizada para funções 
vitais. 
 
 
 
Tipos de células eucariontes 
● Conversão de medidas microscópicas: 
 
○ 1 metro ÷ 1.000 = 1 milímetro (mm) 
 
○ 1 mm ÷ 1.000 = 1 micrômetro (μm) 
 
○ 1 μm ÷ 1.000 = 1 nanômetro (nm) 
 
● Resolução do olho humano: 
 
○ Detecta estruturas entre 200 e 300 μm. 
 
● Tamanho celular: 
 
○ Eucarióticas: maiores, chegando a até 1.000 μm (1 mm) em 
óvulos e podendo ultrapassar em alguns protozoários. 
 
○ Procarióticas: menores, entre 0,5 e 5 μm. 
 
● Diferença de superfície celular: 
 
○ Células fagocíticas apresentam prolongamentos que 
aumentam a área de contato para englobar partículas 
grandes. 
 
○ Processo de fagocitose: engloba e “engole” outra célula ou 
partículas. 
 
As células são estruturas microscópicas cujas dimensões são medidas 
em micrômetros e nanômetros, sendo que 1 metro equivale a 1.000 
milímetros, 1 milímetro equivale a 1.000 micrômetros e 1 micrômetro 
equivale a 1.000 nanômetros. O olho humano consegue enxergar 
estruturas entre 200 e 300 micrômetros. Comparando o tamanho, as 
células eucarióticas são maiores, podendo chegar a 1.000 micrômetros 
nos óvulos e até mais em alguns protozoários, enquanto as células 
procarióticas variam entre 0,5 e 5 micrômetros. Em relação à superfície, 
células fagocíticas podem apresentar prolongamentos que ampliam a 
área de contato, facilitando a fagocitose, processo no qual uma célula 
engloba e “engole” outra célula ou partículas grandes. 
 
Tipos celulares 
Classificação pela Morfologia (Formato) 
● Células Pavimentosas (planas ou achatadas): Encontradas no 
epitélio pavimentoso da epiderme (pele) e como células endoteliais 
nos vasos sanguíneos. 
● Células Prismáticas (colunares ou cilíndricas): Localizadas no 
epitélio do estômago, intestino e em ductos de glândulas exócrinas. 
● Células Cúbicas: Possuem formato semelhante a um dado e são 
encontradas, por exemplo, na glândula tireoide. 
● Células Esféricas: Como os glóbulos brancos (leucócitos) e o oócito. 
Já os glóbulos vermelhos têm formato de disco (bicôncavo). 
● Células Estreladas: Têm ramificações (dendritos e axônio) e são o 
tipo de células dos neurônios multipolares. 
● Células Fusiformes: São afiladas nas extremidades e típicas do 
músculo liso em órgãos como estômago, intestino, útero e vasos 
sanguíneos. 
Com base no seu texto, organizei as informações sobre os tipos de células 
em categorias para facilitar a compreensão. 
 
Classificação pela Morfologia (Formato) 
● Células Pavimentosas (planas ou achatadas): Encontradas no 
epitélio pavimentoso da epiderme (pele) e como células endoteliais 
nos vasos sanguíneos. 
● Células Prismáticas (colunares ou cilíndricas): Localizadas no 
epitélio do estômago, intestino e em ductos de glândulas exócrinas. 
● Células Cúbicas: Possuem formato semelhante a um dado e são 
encontradas, por exemplo, na glândula tireoide. 
● Células Esféricas: Como os glóbulos brancos (leucócitos) e o oócito. 
Já os glóbulos vermelhos têm formato de disco (bicôncavo). 
● Células Estreladas: Têm ramificações (dendritos e axônio) e são o 
tipo de células dos neurônios multipolares. 
● Células Fusiformes: São afiladas nas extremidades e típicas do 
músculo liso em órgãos como estômago, intestino, útero e vasos 
sanguíneos. 
 
Classificação pelo Ciclo de Vida 
● Células Lábeis: Têm um ciclo de vida curto e são produzidas 
continuamente. São responsáveis pela renovação constante de 
tecidos, como as células epiteliais da pele e as células sanguíneas. 
● Células Estáveis: Têm um ciclo de vida médio ou longo e são 
produzidas durante o crescimento. Elas só se regeneram em 
condições excepcionais, como em uma fratura óssea. Exemplos 
incluem células ósseas (osteoblastos) e do fígado (hepatócitos). 
● Células Permanentes: Têm um ciclo de vida muito longo, 
geralmente o tempo de vida do indivíduo. Não se regeneram após a 
morte, e seu crescimento se dá pelo aumento de volume. Exemplos 
são os neurônios e as células musculares estriadas. 
 
 
Classificação pela Organização e Relação entre Células 
● Células Federadas: Organizam-se em tecidos e perdem parte de 
sua autonomia para viver em dependência umas das outras. 
Trocamos nutrientes e têm relações com as células vizinhas. 
● Células Anastomosadas: Fusionam-se umas às outras por meio de 
ligações citoplasmáticas, como as células mesenquimais do tecido 
conjuntivo e os osteoblastos. 
● Sincícios: Apresentam vários núcleos em um único citoplasma e 
surgem da fusão de células uninucleadas. Exemplos incluem células 
musculares esqueléticas e placentárias. 
● Plasmódios: São formados quando células mononucleadas sofrem 
sucessivas divisões do núcleo sem a divisão do citoplasma. 
Classificação pelo Tipo e Número de Cromossomos 
● Células Somáticas: São a maioria das células do corpo (epiteliais, 
musculares, nervosas, etc.). Elas são diploides (2n), possuindo 46 
cromossomos (23 pares). 
● Células Gaméticas (ou germinativas): São as células de 
reprodução (espermatozoide e oócito). Elas são haploides (n), com 
23 cromossomos. 
● Células Diploides: Possuem 46 cromossomos, sendo 23 de origem 
materna e 23 de origem paterna. 
● Células Haploides: Possuem 23 cromossomos e são produzidas por 
meio da meiose, processo que ocorre nas gônadas para a 
reprodução. 
 
 
 
 
 
 
Ultraestrutura celular 
Organelas Celulares e Suas Funções 
 
 
Membrana Plasmática: Funciona como uma película que envolve a 
célula,controlando o que entra e o que sai. É através dela que a célula 
recebe nutrientes (água, oxigênio e alimento) e elimina resíduos. 
 
Citoplasma: É a parte mais abundante da célula. É composto pelo citosol, 
um líquido onde estão imersas as organelas, e pelos próprios organoides 
celulares (ribossomos, mitocôndrias, etc.). 
 
Ribossomos: São pequenos grânulos que podem estar livres ou presos ao 
Retículo Endoplasmático. Sua função principal é a síntese de proteínas. 
 
Retículo Endoplasmático: É um sistema de canais e vesículas que ajuda 
na distribuição e armazenamento de substâncias. Existem dois tipos: 
Granular (ou Rugoso): Possui ribossomos aderidos à sua superfície. 
Liso: Não possui ribossomos. 
 
Mitocôndrias: Corpúsculos com duas membranas (uma lisa e outra com 
cristas). São as "usinas de energia" da célula, pois nelas ocorrem as 
etapas da respiração celular para produzir energia. 
 
Complexo Golgiense: É uma pilha de vesículas achatadas que serve para 
armazenar e secretar substâncias úteis produzidas pela célula. 
 
Lisossomos: Pequenas bolsas que contêm enzimas responsáveis pela 
digestão intracelular de substâncias. 
 
Peroxissomos: Semelhantes aos lisossomos, contêm a enzima catalase. 
Sua função é degradar resíduos tóxicos (como a água oxigenada) e 
podem converter gordura em glicose. 
 
Centrossomo: Localizado no centro da célula, é formado por dois 
centríolos e tem um papel importante na divisão celular. 
 
Citoesqueleto: É um conjunto de filamentos de proteínas que dá forma e 
estrutura à célula. 
 
Núcleo: Envolvido por uma dupla membrana, o núcleo contém o nucléolo 
e a cromatina (onde está o DNA). Sua função é coordenar as atividades 
celulares por meio dos genes. 
Nucléolo: Encontrado no núcleo, é responsável pela síntese do RNA 
ribossômico, que forma os ribossomos. 
 
 
Origem e Evolução da Célula 
O texto usa a história de "Joaquina" para ilustrar a evolução de uma célula 
procarionte primitiva para formas de vida mais complexas. 
● A Célula Primitiva: As primeiras células eram procariontes, ou seja, 
sem núcleo. Elas tinham apenas uma membrana, citosol, 
ribossomos e material genético (DNA). 
 
● Diversificação Procarionte: Algumas células primitivas 
permaneceram simples (como os micoplasmas), enquanto outras 
desenvolveram uma parede celular rígida (como bactérias e 
Arqueias). Diversificação: Algumas dessas células evoluíram para 
se proteger, desenvolvendo uma parede celular (arqueas e algumas 
bactérias). 
 
● Evolução para Eucariontes: Outras linhagens de procariontes 
desenvolveram o núcleo e outras organelas por meio de 
invaginações da membrana plasmática. Evolução para 
Eucariontes: Outras linhagens primitivas evoluíram por meio de 
invaginações da membrana, que formaram compartimentos 
internos, como o núcleo e organelas (retículos endoplasmáticos). 
 
● Surgimento de Organelas: Organelas como o retículo 
endoplasmático, o complexo de Golgi, lisossomos e peroxissomos 
foram surgindo ao longo da evolução. Surgimento de Organelas: 
Com o tempo, mais organelas surgiram (Complexo de Golgi, 
lisossomos, peroxissomos, mitocôndrias). Células vegetais, por sua 
vez, desenvolveram parede celular, vacúolo e plastídeos 
(cloroplastos). 
 
● Teoria da Endossimbiose: Acredita-se que mitocôndrias e 
cloroplastos (plastídeos) surgiram quando células eucariontes 
primitivas "englobaram" bactérias, que passaram a viver em 
simbiose com elas. 
Componentes Básicos da Célula Eucarionte Animal 
A célula eucarionte animal é formada por três componentes principais: 
● Membrana Plasmática: Atua como a fronteira da célula, 
controlando a entrada e saída de substâncias. Membrana 
Plasmática: Delimita a célula, separando o meio interno do externo. 
Sua principal função é controlar o que entra e sai. 
 
● Núcleo: É o centro de comando da célula, envolto por uma 
membrana. Ele armazena o DNA (na forma de cromatina) e é o local 
onde os ribossomos são produzidos (no nucléolo). Núcleo: O centro 
de comando da célula. É um compartimento que armazena o DNA 
(na forma de cromatina) e é responsável pela produção de 
ribossomos. 
 
 
● Citoplasma: Ocupa o espaço entre a membrana e o núcleo. É 
composto pelo citosol (solução aquosa onde ocorrem reações 
metabólicas) e pelo citoesqueleto (que dá forma à célula e ajuda 
no transporte de organelas). 
 
● Citosol: Uma solução aquosa onde ocorrem as reações químicas do 
metabolismo. 
● Citoesqueleto: Uma rede de filamentos proteicos que dá forma, 
sustenta e permite o movimento da célula, além de fixar e mover as 
organelas. 
 
Principais Organelas e Suas Funções 
Cada organela tem uma função específica, essencial para o 
funcionamento da célula: 
● Retículo Endoplasmático: 
○ Rugoso (RER): Possui ribossomos e sintetiza proteínas que 
serão exportadas pela célula. 
○ Liso (REL): Sintetiza lipídios, desintoxica a célula e armazena 
cálcio. 
 
● Complexo de Golgi: Age como uma "central de distribuição", 
modificando, empacotando e enviando proteínas para seus 
destinos. 
 
● Lisossomos: São responsáveis pela digestão celular, degradando 
materiais externos e reciclando componentes da própria célula. 
 
● Peroxissomos: Contêm enzimas que neutralizam substâncias 
tóxicas, protegendo a célula de resíduos perigosos. 
 
● Mitocôndrias: São as "usinas de força" da célula, pois produzem a 
maior parte da energia (ATP) por meio da respiração celular 
aeróbica. 
Especialização Celular 
O corpo humano tem cerca de 200 tipos de células diferentes, e a 
estrutura de cada uma é adaptada à sua função. 
● Células epiteliais intestinais: Têm microvilosidades para aumentar 
a superfície de contato e maximizar a absorção de nutrientes. 
 
● Células pancreáticas: Possuem um grande número de retículos 
endoplasmáticos rugosos (RER), pois produzem e secretam 
hormônios como a insulina. 
Em resumo, o corpo humano é um complexo sistema de trilhões de 
células eucariontes. Cada célula, com seus três componentes básicos e 
um conjunto de organelas especializadas, é fundamental para o 
funcionamento harmonioso do organismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Célula: Unidade da Vida 
A célula é a menor parte viva e a unidade fundamental de todos os seres 
vivos. Ela é responsável tanto pela estrutura quanto pela funcionalidade 
de um organismo. 
● Unicelulares vs. Pluricelulares: Os organismos podem ser formados 
por uma única célula (unicelulares, como as bactérias), que realiza 
todas as funções vitais, ou por muitas células (pluricelulares, como 
os humanos), que se especializam para diferentes funções. 
 
● Diversidade Celular: As células podem ter diferentes formas e 
funções. Por exemplo, os neurônios têm um formato alongado para 
transmitir informações, enquanto as células do intestino possuem 
microvilosidades para aumentar a absorção de nutrientes. 
 
Estrutura Básica de uma Célula 
Toda célula possui três componentes básicos: 
● Membrana Plasmática: Delimita a célula, dá forma e controla o que 
entra e sai. É composta por lipídios e proteínas e tem a capacidade 
de se mover e se modificar para realizar processos como a 
fagocitose (englobamento de partículas). 
 
● Citoplasma: É o espaço entre a membrana e o material genético. 
Ele é um meio preenchido por água e outras substâncias 
necessárias para a célula. É no citoplasma que ficam as organelas, 
que funcionam como "mini-órgãos" celulares. 
● Material Genético (DNA ou RNA): Contém todas as informações 
sobre a célula (o que ela faz, seu formato, suas características). 
 
Tipos de Células: Procariontes e Eucariontes 
As células são classificadas em dois tipos, dependendo da organização 
do seu material genético: 
● Procariontes: São células simples, que não possuem núcleo. O 
material genético fica disperso no citoplasma. Elas também não 
possuem organelas membranosas, como o Complexo de Golgi. As 
bactérias são um exemplo de célula procarionte. 
● Eucariontes: São células mais complexas, que possuem um núcleo 
(envoltórioque guarda o material genético). Elas também têm 
organelas membranosas. Os seres humanos, animais, plantas e 
fungos são formados por células eucariontes. 
Uma organela importante, o ribossomo, está presente tanto em 
procariontes quanto em eucariontes, pois é fundamental para a produção 
de proteínas em ambos os tipos celulares. 
 
 
 AS MOLÉCULAS DA 
CONSTITUIÇÃO CELULAR 
 
● Destino dos alimentos: 
 
○ São digeridos por enzimas em partículas menores. 
 
○ Absorvidos pelas células da mucosa intestinal. 
 
○ Distribuídos pelo corpo via sistema circulatório. 
 
● Química Orgânica: 
 
○ Estuda os átomos predominantes nos seres vivos e suas 
combinações. 
 
○ Principais átomos: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O) e 
nitrogênio (N). 
 
○ Outros elementos aparecem em menor quantidade. 
 
○ Aplica-se também à criação de produtos e materiais (ex.: 
poliéster, gasolina). 
 
● Bioquímica: 
 
○ Analisa as vias metabólicas do organismo. 
 
○ Foca nas reações químicas que sustentam os processos 
fisiológicos. 
 
● Biologia Molecular: 
 
○ Estuda os componentes químicos da célula. 
 
○ Analisa suas funções na constituição e comunicação celular. 
 
● Importância para Educação Física e Fisioterapia: 
 
○ Entender a estrutura celular é essencial para aplicar o 
conhecimento no desempenho e condicionamento físico. 
 
● Funções das grandes moléculas (polímeros orgânicos): 
 
○ Estruturais – participam da arquitetura celular. 
 
○ Enzimáticas – aceleram reações químicas. 
 
○ Informacionais – atuam na comunicação celular. 
 
○ Defesa – inativam antígenos. 
 
○ Energéticas – liberam energia para as células. 
 
● Função das pequenas moléculas: 
 
○ Vitaminas: atuam como fatores em reações químicas. 
 
○ Íons: funcionam como cofatores. 
 
○ Água: atua como solvente metabólico. 
 
Os alimentos que ingerimos são digeridos por enzimas em partículas 
menores, absorvidos pelas células da mucosa intestinal e distribuídos 
para todo o corpo pelo sistema circulatório. A Química Orgânica estuda os 
átomos predominantes nos seres vivos, principalmente carbono, 
hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, e suas combinações, aplicando esse 
conhecimento tanto ao entendimento da vida quanto à produção de 
materiais como poliéster e gasolina. Já a Bioquímica analisa as vias 
metabólicas e as reações químicas que ocorrem no organismo, enquanto 
a Biologia Molecular estuda os componentes químicos celulares e suas 
funções na constituição e comunicação entre as células. Para 
profissionais de Educação Física e Fisioterapia, compreender a estrutura 
celular é essencial para aplicar o conhecimento no desempenho e 
condicionamento físico. As grandes moléculas, chamadas polímeros 
orgânicos, desempenham funções estruturais, enzimáticas, 
informacionais, de defesa e energéticas, enquanto as pequenas 
moléculas, como vitaminas, íons e água, participam das reações químicas 
como fatores, cofatores e solventes metabólicos. 
 
Proteínas 
● Definição: 
 
1. Proteínas são polímeros de aminoácidos. 
 
2. Existem 20 tipos de aminoácidos que se ligam por ligações 
peptídicas. 
 
3. Aminoácidos → polipeptídios → proteínas. 
 
4. Proteínas possuem mais de 70 aminoácidos, que se repetem 
ao longo do polímero. 
 
● Funções das proteínas: 
 
1. Estrutural: 
 
■ Composição de células e tecidos. 
 
■ Garantem elasticidade, flexibilidade, rigidez e 
consistência. 
 
■ Exemplos: colágeno, actina, miosina, queratina, 
fibrinogênio, albumina. 
 
2. Informacional: 
 
■ Formam hormônios que atuam como mensageiros 
químicos. 
 
■ Produzidos em glândulas endócrinas: hipófise, tireoide, 
paratireoide, ilhotas pancreáticas, suprarrenais. 
 
3. Defesa: 
 
■ Proteínas chamadas imunoglobulinas (IgG, IgM, IgE). 
 
■ Produzidas por plasmócitos. 
 
■ Funcionam como anticorpos específicos contra 
antígenos. 
 
■ Integram o mecanismo de defesa adaptativo. 
 
4. Enzimática: 
 
■ Aceleram reações químicas biológicas. 
 
■ Exemplos: amilase salivar, lípases, fosfatases. 
 
5. Energética: 
 
■ A quebra de proteínas libera ATP. 
 
■ ATP pode ser convertido em energia mecânica, térmica 
e química. 
 
As proteínas são polímeros formados por aminoácidos, dos quais existem 
20 tipos que se ligam por meio de ligações peptídicas. Os aminoácidos se 
organizam em polipeptídios, que, ao se unirem, originam as proteínas, 
geralmente compostas por mais de 70 aminoácidos repetidos ao longo 
da cadeia. Elas desempenham diversas funções no organismo. A função 
estrutural garante a formação de células e tecidos, proporcionando 
elasticidade, flexibilidade, rigidez e consistência, com exemplos como 
colágeno, actina, miosina, queratina, fibrinogênio e albumina. A função 
informacional envolve a formação de hormônios, mensageiros químicos 
produzidos pelas glândulas endócrinas, como hipófise, tireoide, 
paratireoide, ilhotas pancreáticas e suprarrenais. Já a função de defesa é 
desempenhada pelas imunoglobulinas, como IgG, IgM e IgE, que são 
anticorpos específicos produzidos por plasmócitos, compondo o sistema 
imunológico adaptativo contra antígenos. Na função enzimática, 
proteínas atuam como catalisadores de reações biológicas, 
exemplificadas por enzimas como a amilase salivar, lípases e fosfatases. 
Por fim, na função energética, a degradação das proteínas libera ATP, que 
pode ser convertido em energia mecânica, térmica e química para 
sustentar as atividades celulares. 
 
Carboidratos 
 
● Definição: 
 
1. Também chamados de hidratos de carbono ou glicídios. 
 
2. Fórmula mínima: CH2O. 
 
● Classificação por tamanho: 
 
1. Monossacarídeos: 
 
■ Molécula única, fórmula geral Cn(H2O)n (n = 3–7). 
 
■ Exemplos: 
 
■ Pentoses: ribose (RNA) e desoxirribose (DNA). 
 
■ Hexoses: glicose, frutose, galactose. 
 
2. Dissacarídeos: 
 
■ União de dois monossacarídeos com perda de água 
(condensação). 
 
■ Exemplos: sacarose, maltose, lactose. 
 
3. Polissacarídeos: 
 
■ União de três ou mais monossacarídeos (síntese por 
desidratação). 
 
■ Exemplos: 
 
■ Amido (reserva energética vegetal). 
 
■ Glicogênio (reserva energética animal). 
 
■ Celulose (carboidrato estrutural vegetal). 
 
● Características: 
 
1. Mono e dissacarídeos → doces, solúveis. 
 
2. Polissacarídeos → não doces, insolúveis (celulose) ou formam 
coloides (amido). 
 
● Funções: 
 
1. Estrutural: 
 
■ Presente nos vegetais. 
 
■ Celulose é o principal carboidrato estrutural, não 
digerido por enzimas humanas. 
 
■ Herbívoros digerem celulose com ajuda de bactérias e 
protozoários em simbiose (rúmen, ceco). 
 
■ Nos animais, carboidratos associados a proteínas 
formam glicosaminoglicanas, proteoglicanas e 
glicoproteínas. 
 
2. Informacional: 
 
■ Formação do glicocálix, localizado na face externa da 
membrana plasmática. 
 
■ Papel: comunicação e adesão celular. 
 
■ Exemplo: sistema sanguíneo ABO. 
 
3. Energética: 
 
■ Principal fonte de energia celular. 
 
■ Degradados em diversas reações químicas, liberam 
energia para o metabolismo. 
 
Os carboidratos, também chamados de hidratos de carbono ou glicídios, 
possuem fórmula mínima representada por CH2O. Eles podem ser 
classificados em monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos. Os 
monossacarídeos são moléculas simples cuja fórmula geral é Cn(H2O)n, 
variando de 3 a 7 carbonos, com exemplos importantes como as pentoses 
ribose e desoxirribose, presentes no RNA e no DNA, e as hexoses glicose, 
frutose e galactose. Os dissacarídeos resultam da união de dois 
monossacarídeos com perda de uma molécula de água, sendo 
exemplificados pela sacarose, maltose e lactose. Já os polissacarídeos 
são cadeias formadas por três ou mais monossacarídeos, como o amido, 
reserva energética dos vegetais, o glicogênio, reserva energética dos 
animais, e a celulose, principal carboidrato estrutural dos vegetais. Os 
mono e dissacarídeos apresentam sabor doce e são solúveis, enquanto os 
polissacarídeos não possuem sabor adocicado, sendo insolúveis ou 
formando coloides. 
Os carboidratosexercem funções variadas no organismo. Na função 
estrutural, destacam-se a celulose nos vegetais, que não pode ser 
digerida pelas enzimas humanas, mas é degradada em herbívoros graças 
a microrganismos simbióticos, e a associação de carboidratos com 
proteínas nos animais, formando estruturas como glicosaminoglicanas, 
proteoglicanas e glicoproteínas. Na função informacional, participam da 
formação do glicocálix, um polissacarídeo ligado a proteínas na superfície 
da membrana plasmática, responsável pela comunicação e adesão 
celular, exemplificado pelo sistema sanguíneo ABO. Por fim, na função 
energética, representam a principal fonte de energia para as células, 
liberando energia metabólica através de sua degradação em múltiplas 
reações bioquímicas. 
 
 
 
 
Lipídios 
● Definição e composição: 
 
1. Lipídios (ou gorduras) resultam da reação entre um álcool (ex.: 
glicerol, etílico) e um ácido carboxílico (ex.: palmítico, 
esteárico, oleico). 
 
2. Formas de apresentação: 
 
■ Óleos → líquidos à temperatura ambiente. 
 
■ Ceras → sólidos. 
 
3. Triglicerídeos → formados pela ligação de 3 ácidos graxos 
com 1 molécula de glicerol. 
 
4. Exemplos: gorduras e óleos. 
 
5. Concentração sanguínea ideal: 40 a 150 mg/dl. 
 
6. Estruturas lipídicas são hidrofóbicas (repelentes à água). 
 
● Funções dos lipídios: 
 
1. Estrutural: 
 
■ Composição da membrana plasmática. 
 
■ Responsáveis por compartimentalização celular, 
seletividade, semipermeabilidade, flexibilidade, rigidez e 
consistência. 
 
■ Exemplos: esfingomielina, colesterol, fosfatidilcolina, 
fosfatidiletanolamina. 
 
2. Informacional: 
 
■ Formação de hormônios sexuais. 
 
■ Produzidos nas gônadas (ovários e testículos). 
 
■ Principais: estrógenos e testosterona. 
 
3. Energética: 
 
■ Gorduras neutras → ésteres de ácidos graxos + glicerol. 
 
■ Armazenadas nos adipócitos (células de gordura). 
 
Os lipídios, também conhecidos como gorduras, são substâncias 
formadas pela reação entre um álcool, como o glicerol ou o etílico, e um 
ácido carboxílico, como os ácidos palmítico, esteárico ou oleico. Eles 
podem se apresentar na forma de óleos, líquidos à temperatura ambiente, 
ou ceras, sólidas. Os triglicerídeos, que correspondem às gorduras e óleos, 
resultam da ligação de três ácidos graxos a uma molécula de glicerol, 
sendo encontrados normalmente no sangue em concentrações entre 40 e 
150 mg/dl. Uma característica marcante dos lipídios é a hidrofobicidade, 
ou seja, a aversão à água. 
No organismo, os lipídios exercem diversas funções. Na função estrutural, 
compõem a membrana plasmática das células, garantindo 
compartimentalização, seletividade, semipermeabilidade, flexibilidade, 
rigidez e consistência, tendo como exemplos a esfingomielina, o colesterol, 
a fosfatidilcolina e a fosfatidiletanolamina. Na função informacional, 
participam da formação de hormônios sexuais, como estrógenos e 
testosterona, produzidos nas gônadas, ou seja, nos ovários e testículos. Já 
na função energética, os lipídios aparecem como gorduras neutras, 
formadas por triglicerídeos, que são armazenadas nos adipócitos e 
constituem uma importante reserva de energia para o organismo. 
 
Ácidos nucleicos 
● Definição e localização: 
 
○ Cadeias de nucleotídeos. 
 
○ Localizados no núcleo, no citoplasma, nas mitocôndrias, nos 
cloroplastos e em alguns vírus (ex.: adenovírus). 
 
○ Principais tipos: DNA (ácido desoxirribonucleico) e RNA (ácido 
ribonucleico). 
 
● Estrutura dos nucleotídeos: 
 
○ Compostos por: 
 
1. Açúcar (pentose). 
 
2. Fosfato (PO4). 
 
3. Base nitrogenada. 
 
○ Bases nitrogenadas: 
 
1. Purinas: adenina (A) e guanina (G), com dois anéis. 
 
2. Pirimidinas: citosina (C), timina (T) e uracila (U), com 
um anel. 
 
● DNA: 
 
○ Composição: A + T + G + C + fosfato + desoxirribose. 
 
○ Forma de dupla hélice. 
 
○ Função: armazenamento e transmissão do material genético. 
 
○ Replicação: 
 
1. Ocorre no estágio S da intérfase. 
 
2. Tipo semiconservativo (mantém uma fita original e 
forma outra nova). 
 
3. Enzimas envolvidas: helicase e DNA polimerase. 
 
● RNA: 
 
○ Composição: A + U + G + C + fosfato + ribose. 
 
○ Estrutura: cadeia simples. 
 
○ Tipos e funções: 
 
1. RNAr (ribossômico): compõe os ribossomos, livres ou 
ligados ao retículo endoplasmático. 
 
2. RNAm (mensageiro): surge pela transcrição do DNA 
pela RNA polimerase II, atua como códon. 
 
3. RNAt (transportador): carrega aminoácidos do 
citoplasma até os ribossomos, atua como anticódon. 
 
Os ácidos nucleicos são moléculas formadas por cadeias de nucleotídeos 
e estão presentes no núcleo, no citoplasma, nas mitocôndrias, nos 
cloroplastos e também em alguns vírus, como os adenovírus. Seus 
principais representantes são o DNA e o RNA. Cada nucleotídeo é 
composto por uma pentose, um grupo fosfato e uma base nitrogenada, 
que pode ser purina, como adenina e guanina, ou pirimidina, como 
citosina, timina e uracila. As purinas possuem dois anéis em sua estrutura, 
enquanto as pirimidinas possuem apenas um. 
O DNA é formado por adenina, timina, guanina, citosina, fosfato e 
desoxirribose. Apresenta estrutura de dupla hélice e sua principal função é 
armazenar e transmitir o material genético para as células-filhas. O 
processo de replicação do DNA ocorre no estágio S da intérfase, é 
semiconservativo, mantendo uma fita original e formando outra nova, e 
depende da ação de enzimas como helicase e DNA polimerase. 
Já o RNA possui ribose em vez de desoxirribose e uracila no lugar da 
timina. Sua estrutura é de cadeia simples e suas funções variam de 
acordo com os tipos. O RNAr compõe os ribossomos, que podem estar 
livres ou ligados ao retículo endoplasmático. O RNAm resulta da 
transcrição do DNA pela enzima RNA polimerase II e funciona como códon, 
fornecendo a sequência para a síntese proteica. O RNAt, por sua vez, atua 
como anticódon, transportando aminoácidos do citoplasma até os 
ribossomos para a montagem das proteínas. 
 
 
 
● Diferenças principais entre DNA e RNA: 
 
1. Bases nitrogenadas: 
 
■ DNA → adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina 
(G). 
 
■ RNA → adenina (A), uracila (U), citosina (C) e guanina 
(G). 
 
2. Pentose: 
 
■ DNA → desoxirribose (possui H na posição 2’). 
 
■ RNA → ribose (possui grupo OH na posição 2’). 
 
● Modelo da dupla hélice (Watson e Crick, 1953): 
 
1. DNA é formado por duas cadeias polinucleotídicas enroladas 
em torno de um eixo → dupla hélice. 
 
2. O giro da hélice ocorre no sentido da mão direita. 
 
3. As bases nitrogenadas ficam na parte interna da molécula, 
empilhadas. 
 
4. O esqueleto formado por fosfato + pentose fica na parte 
externa. 
 
5. O pareamento das duas fitas gera sulco maior (principal) e 
sulco menor (secundário) na superfície da molécula. 
 
6. O plano das bases é perpendicular ao eixo da hélice. 
 
7. As bases de uma fita se pareiam no mesmo plano das bases 
da outra fita. 
 
8. As cadeias são unidas por ligações de hidrogênio: 
 
■ Adenina (A) pareia com Timina (T) → 2 ligações de 
hidrogênio. 
 
■ Guanina (G) pareia com Citosina (C) → 3 ligações de 
hidrogênio. 
 
O DNA e o RNA apresentam diferenças estruturais importantes. Em relação 
às bases nitrogenadas, o DNA contém adenina, timina, citosina e guanina, 
enquanto o RNA possui adenina, uracila, citosina e guanina. Outra 
distinção está na pentose: o DNA possui a desoxirribose, que apresenta um 
átomo de hidrogênio na posição 2’, enquanto o RNA possui ribose, que 
contém um grupo hidroxila (OH) nessa mesma posição. 
Em 1953, Watson e Crick propuseram o modelo tridimensional da molécula 
de DNA, conhecido como modelo da dupla hélice. Segundo essa proposta, 
a molécula é composta por duas cadeias polinucleotídicas enroladas em 
torno de um eixo, formando uma hélice que gira no sentido da mão 
direita. As bases nitrogenadas ficam localizadas no interior da molécula, 
empilhadas, enquanto o esqueleto formado por fosfato e pentose está na 
parte externa. O pareamentodas fitas origina um sulco maior e um sulco 
menor na superfície do DNA, e o plano das bases é perpendicular ao eixo 
da hélice. Cada base de uma fita se alinha no mesmo plano da base 
complementar da outra fita, sendo unidas por ligações de hidrogênio 
específicas: adenina pareia com timina por duas ligações e guanina com 
citosina por três ligações, garantindo a estabilidade da molécula. 
 
 
 
● Dupla hélice: duas cadeias polinucleotídicas enroladas em torno de 
um eixo. 
 
● Esqueleto pentose-fosfato: localizado na parte externa da 
molécula, formando a "coluna" da hélice. 
 
● Bases nitrogenadas: situadas no interior da molécula, dispostas 
perpendicularmente ao eixo da hélice. 
 
● Pareamento específico: adenina (A) sempre com timina (T) por 
duas ligações de hidrogênio, citosina (C) sempre com guanina (G) 
por três ligações de hidrogênio. 
 
● Sulco maior e sulco menor: espaços diferentes que resultam do 
enrolamento da hélice, importantes para a interação com proteínas 
reguladoras. 
 
● Fitas antiparalelas: uma fita corre no sentido 5’ → 3’ e a outra no 
sentido oposto 3’ → 5’. 
 
● Bases no mesmo plano: emparelhadas e alinhadas, garantindo a 
estabilidade da estrutura. 
 
A imagem ilustra o modelo da dupla hélice do DNA, no qual duas cadeias 
polinucleotídicas estão enroladas em torno de um eixo. O esqueleto 
pentose-fosfato localiza-se na parte externa, enquanto as bases 
nitrogenadas ficam no interior da molécula, posicionadas 
perpendicularmente ao eixo da hélice. O pareamento ocorre de forma 
específica entre adenina e timina, ligadas por duas pontes de hidrogênio, 
e entre citosina e guanina, ligadas por três pontes de hidrogênio, sempre 
no mesmo plano. O enrolamento da hélice origina um sulco maior e um 
sulco menor, importantes para a interação com proteínas, e as fitas de 
DNA apresentam orientação antiparalela, sendo uma no sentido 5’ → 3’ e 
a outra no sentido 3’ → 5’. 
 
Funções do DNA 
● Função informacional: transmite a informação genética através dos 
cromossomos, garantindo a herança para as células-filhas. 
 
● Função de comando celular: associado a proteínas e RNA, o DNA 
direciona e controla as atividades celulares. 
 
Funções do RNA 
● Função informacional: RNAm (mensageiro) transmite a informação 
genética do DNA para os ribossomos, onde ocorre a síntese proteica. 
 
● Função enzimática: RNAt (transportador) atua acelerando a ligação 
dos aminoácidos específicos durante a formação das proteínas. 
 
● Função estrutural: RNAr (ribossômico) compõe a estrutura dos 
ribossomos, local de início da síntese proteica. 
 
O DNA possui como funções principais a transmissão da informação 
genética por meio dos cromossomos, garantindo a herança, e o comando 
celular, já que, associado a proteínas e RNA, coordena as atividades 
hereditárias que regulam a célula. O RNA, por sua vez, apresenta funções 
complementares e específicas: o RNAm transmite a informação genética 
codificada no DNA para os ribossomos, desempenhando a função 
informacional; o RNAt atua como catalisador, acelerando a união de 
aminoácidos na formação de proteínas, exercendo função enzimática; e o 
RNAr compõe a estrutura dos ribossomos, funcionando estruturalmente 
como base do processo de síntese proteica. 
 
 
Vitaminas 
Definição e funções gerais 
● Vitaminas = cofatores metabólicos e coenzimas, ativam várias 
enzimas. 
 
● Atuam no metabolismo geral, mantendo a homeostasia. 
 
● Avitaminose = deficiência de vitaminas. Exemplo: falta de vitamina C 
causa escorbuto. 
 
● Provitamina = substância precursora de uma vitamina. Exemplos: 
caroteno → vitamina A, ergosterol (D2) → vitamina D. 
 
Classificação 
● Hidrossolúveis: B1, B2, B6, B12, H (biotina), PP (niacina), P (rutina), C. 
 
● Lipossolúveis: A, D, E, K. 
 
Principais vitaminas 
● Vitamina A (retinol/ácido retinoico): visão, imunidade, prevenção 
de infecções. Excesso causa toxicidade (náuseas, problemas 
articulares). Betacaroteno (cenoura, brócolis, pêssego) é precursor. 
 
● Vitamina B6 (piridoxina): fortalece sistema imunológico, reduz 
dores da TPM e síndrome do túnel do carpo. Fontes: banana, 
abacate, batata, grão-de-bico. 
 
● Vitamina B12 (cobalamina): manutenção e reposição celular, 
imunidade, coagulação sanguínea. Fontes: carnes, fígado, mariscos, 
alimentos fermentados. 
 
● Vitamina C (ácido ascórbico): antioxidante, ativa sistema imune, 
essencial na síntese de colágeno. Carência causa escorbuto (queda 
dos dentes, fraqueza dos ligamentos). 
 
● Vitamina D (calciferol): metabolismo ósseo, imunidade, ação 
anticancerígena. Fontes: sardinha em lata, colesterol da pele 
exposto ao sol (UVB). 
 
● Vitamina E (tocoferol): antioxidante, protege células, previne 
doenças cardíacas e câncer. Fontes: óleo de girassol, germe de 
trigo, frutas como pera e ameixa seca. 
 
● Ácido fólico (B9): regula divisão celular, importante para formação 
do sistema nervoso, pode reverter lesões em tecidos. Fontes: fígado, 
hortaliças verde-escuras, levedura de cerveja. 
 
● Vitamina K (fitoquinona): coagulação sanguínea. Fontes: brócolis, 
folhas de nabo, repolho, gema de ovo, queijo, pêssego, batata. 
 
Observação importante 
● Vitaminas não são enzimas, mas podem atuar junto delas como 
cofatores. 
 
● A ausência de vitaminas não impede as reações químicas, mas faz 
com que ocorram de forma incompleta. 
 
As vitaminas são cofatores metabólicos e coenzimas que participam do 
metabolismo geral, ativando inúmeras enzimas e mantendo a 
homeostasia. A deficiência de vitaminas é chamada avitaminose, como 
no caso do escorbuto causado pela carência de vitamina C, que 
compromete a síntese de colágeno. Substâncias precursoras são 
chamadas provitaminas, como o caroteno que se transforma em 
vitamina A e o ergosterol, que origina a vitamina D. 
Elas se classificam em hidrossolúveis (B1, B2, B6, B12, H, PP, P, C) e 
lipossolúveis (A, D, E, K). A vitamina A é essencial para a visão e a 
imunidade, enquanto a B6 fortalece o sistema imunológico e alivia dores 
da TPM e da síndrome do túnel do carpo. A B12 está ligada à renovação 
celular, imunidade e coagulação. A vitamina C atua como antioxidante e é 
fundamental para a integridade do colágeno, cuja falta causa escorbuto. 
A vitamina D é importante para o metabolismo ósseo e a imunidade, além 
de apresentar efeito anticancerígeno. A vitamina E possui ação 
antioxidante, protegendo tecidos contra doenças cardíacas e câncer. Já o 
ácido fólico regula a divisão celular e é essencial para o desenvolvimento 
do sistema nervoso, enquanto a vitamina K atua na coagulação 
sanguínea. 
Por fim, é importante destacar que vitaminas não são enzimas, mas 
atuam junto a elas como cofatores. Sua ausência não impede que as 
reações químicas ocorram, mas torna os processos incompletos. 
 
Sais minerais 
● Definição: Sais minerais participam diretamente das reações 
químicas das células e constituem o soluto das soluções 
verdadeiras. 
 
● Precursores: Podem originar ácidos (ex: ácido úrico) e bases (ex: 
hidróxido de cálcio). 
 
● Função geral: Permitem o metabolismo celular; sem eles, as 
reações químicas não ocorrem. 
 
● Exemplo — Cálcio: 
 
○ Necessário para contração muscular. 
 
○ Fundamental para a transmissão de impulsos nervosos. 
 
○ Importante para fagocitose das células de defesa. 
 
○ Essencial para divisão celular. 
 
Os sais minerais são substâncias essenciais que participam diretamente 
das reações químicas nas células e constituem o soluto das soluções 
verdadeiras. Eles podem atuar como precursores de ácidos, como o ácido 
úrico, e de bases, como o hidróxido de cálcio. Sua presença é 
indispensável para o metabolismo celular, pois sem eles as reações 
químicas não ocorrem. O cálcio, por exemplo, é crucial para a contração 
muscular, a transmissão de impulsos nervosos, a fagocitose pelas células 
de defesa e a divisão celular. 
 
Água 
● Presença: Componente mais comum do protoplasma, cerca de 70% 
da matéria viva. 
 
● Função: 
 
○ Solvente desoluções químicas. 
 
○ Fase dispersante de coloides. 
 
○ Essencial para reações químicas nos organismos; sem água, 
elas não ocorrem. 
 
● Desidratação: A perda de água do organismo e das células é grave. 
 
● Distribuição: Elevadas quantidades ficam retidas entre células do 
tecido conjuntivo, na substância intersticial. 
 
● Propriedade molecular: Água é bipolar (polo positivo e negativo), 
permitindo combinação com moléculas polares — solvente 
universal. 
 
● Exceção: Lipídios e óleos são apolares e não se dissolvem na água, 
sendo hidrofóbicos. 
 
Análogos hormonais: 
● Definição: Substâncias sintéticas que agem de forma semelhante 
aos hormônios naturais, proteicos ou lipídicos (esteroides). 
 
● Sistema endócrino: Trabalha por retroalimentação (feedback) 
ajustando concentrações hormonais via inibição ou estímulo das 
glândulas. 
 
● Risco: Uso de análogos hormonais sem orientação pode desregular 
o sistema endócrino, causando morte ou sequelas permanentes. 
 
● Reflexão: Pesquisar legislação internacional e propor soluções para 
minimizar efeitos deletérios do uso inadequado. 
 
A água é o componente mais abundante do protoplasma, representando 
cerca de 70% da matéria viva, funcionando como solvente de soluções 
químicas e fase dispersante de coloides. Sua configuração molecular 
bipolar permite combinar-se com moléculas polares, tornando-a o 
solvente universal. Sem água, as reações químicas nos organismos não 
ocorrem, e a desidratação das células e do organismo é grave. Por outro 
lado, lipídios e óleos, por serem apolares, não se dissolvem na água e são 
chamados hidrofóbicos. 
Análogos hormonais são substâncias sintéticas que atuam de maneira 
semelhante aos hormônios proteicos e lipídicos. O sistema endócrino 
funciona por retroalimentação, ajustando concentrações hormonais 
através de inibição ou estímulo das glândulas. O uso inadequado desses 
análogos, sem orientação médica, pode desregular o sistema endócrino, 
provocando morte ou sequelas permanentes. É importante pesquisar a 
legislação de outros países e propor medidas que reduzam os efeitos 
nocivos do uso incorreto dessas substâncias. 
 
AS CÉLULAS FORMAM 
TECIDOS 
 
 
● Definição: Tecidos são estruturas formadas por células de mesma 
origem embrionária que, juntas, desempenham uma função. 
 
● Origem das células: Derivadas dos três folhetos embrionários — 
ectoderme, mesoderme e endoderme. 
 
● Função das células: 
 
○ Podem ser funcionalmente diferentes entre si. 
 
○ Em conjunto, desempenham a mesma função dentro do 
tecido. 
 
● Migração celular: Algumas células podem migrar de um folheto 
embrionário para outro para formar tecidos. 
 
● Tecidos epiteliais: 
 
○ Formados por células derivadas dos três folhetos. 
 
○ Cada tipo de tecido epitelial tem origem em apenas um 
folheto embrionário. 
 
Os tecidos são estruturas formadas por células derivadas dos três folhetos 
embrionários — ectoderme, mesoderme e endoderme — que se agrupam 
para desempenhar uma função específica. Um tecido não é apenas um 
conjunto de células com o mesmo papel, pois as células podem ter 
funções diferentes, mas juntas realizam a mesma função no tecido. Em 
alguns casos, poucas células migram de um folheto embrionário para 
outro para constituir tecidos. Os tecidos epiteliais, embora formados por 
células dos três folhetos, apresentam cada tipo de tecido epitelial 
originário de um único folheto embrionário. 
 
Tecido epitelial 
● Definição: Tecido epitelial é formado por células poliédricas, com 
polaridade basal e apical, unidas e coesas, com pouca matriz 
extracelular e avascular. 
 
● Origem: Deriva dos três folhetos embrionários — ectoderme, 
mesoderme e endoderme. 
 
● Funções principais: 
 
○ Epitélio de revestimento: Protege o organismo externa e 
internamente, formando mucosas que também podem 
absorver substâncias, como alimentos. 
 
○ Epitélio glandular: Produz secreções; pode ser: 
 
■ Endócrino: Libera produtos (hormônios) para o sangue. 
 
■ Exócrino: Libera produtos (enzimas, saliva, suor, leite) na 
superfície dos epitélios. 
 
■ Misto: Exemplo do pâncreas, que secreta insulina no 
sangue e enzimas no duodeno. 
 
O tecido epitelial é formado por células poliédricas, com polaridade basal 
e apical bem definida, intimamente unidas, coesas, com pouca matriz 
extracelular e avascular. Ele se origina nos três folhetos embrionários — 
ectoderme, mesoderme e endoderme. Esse tecido cria epitélios de 
revestimento, que protegem o organismo interna e externamente e 
formam mucosas capazes de absorver alimentos. Também produz 
epitélios glandulares, que podem ser endócrinos, liberando hormônios 
para o sangue, exócrinos, liberando produtos como enzimas, saliva, suor e 
leite para a superfície dos epitélios, ou mistos, como o pâncreas, que 
secreta insulina no sangue e enzimas no duodeno. 
 
 
 
 
● Pele: 
 
○ Órgão formado por: 
 
■ Epiderme: tecido epitelial estratificado pavimentoso 
queratinizado. 
 
■ Derme: tecido conjuntivo frouxo e denso. 
 
○ Atrito contínuo pode causar queratinização excessiva, 
formando calos. 
 
● Classificação dos epitélios de revestimento (por número de 
camadas): 
 
○ Simples: Uma camada de células, podendo ser: 
 
■ Pavimentoso (ex: endotélio, revestindo vasos 
sanguíneos). 
 
■ Cúbico (ex: epitélio do ovário). 
 
■ Prismático (ex: mucosas do estômago e intestino). 
 
○ Estratificado: Várias camadas de células, podendo ser: 
 
■ Pavimentosos (ex: epiderme). 
 
■ Cúbicos (ex: condutos glandulares). 
 
○ Pseudoestratificado: Uma camada de células de tamanhos 
diferentes, dando a impressão de múltiplas camadas (ex: 
traqueia). 
 
○ Transição: Estratificado cujas células superficiais mudam de 
forma conforme pressão; reveste internamente a bexiga, 
adaptando-se ao órgão vazio ou cheio de urina. 
 
● Observação histológica: 
 
○ Epiderme: células epiteliais e queratina. 
 
○ Derme: tecido conjuntivo frouxo. 
 
A pele é um órgão formado por epiderme, composta por tecido epitelial 
estratificado pavimentoso queratinizado, e derme, constituída por tecido 
conjuntivo frouxo e denso. O atrito contínuo pode levar à queratinização 
excessiva, formando calos. Os epitélios de revestimento são classificados 
conforme o número de camadas de células: simples, com uma camada 
(pavimentoso, cúbico ou prismático); estratificado, com várias camadas 
(pavimentosos ou cúbicos); pseudoestratificado, com uma única camada 
de células de tamanhos diferentes, dando a impressão de múltiplas 
camadas; e de transição, estratificado cujas células superficiais mudam 
de forma conforme a pressão, como ocorre na bexiga cheia ou vazia. Na 
histologia, observa-se na epiderme células epiteliais e queratina, e na 
derme o início do tecido conjuntivo frouxo. 
 
 
 
 
Tecido conjuntivo 
● Definição: Tecido mais abundante do organismo, responsável por 
nutrir, unir e sustentar os demais tecidos. 
 
● Funções principais: 
 
○ Sustentação. 
 
○ Nutrição (através de vasos sanguíneos e linfáticos que 
transportam alimentos e removem excretas). 
 
○ Defesa imunológica (elementos que combatem agentes 
infecciosos). 
 
○ Comunicação entre tecidos. 
 
● Característica marcante: Grande quantidade de matriz 
extracelular. 
 
● Origem: Todas as células do tecido conjuntivo derivam da 
mesoderme. 
 
● Importância do termo “conjuntivo”: Refere-se à função de 
conectar e integrar diferentes estruturas, desempenhando múltiplos 
papéis essenciais. 
 
● Variedade: Diferentes tipos de tecido conjuntivo apresentam 
funções específicas, mas todas derivam da mesoderme. 
 
O tecido conjuntivo é o mais abundante do organismo e tem como 
funções principais nutrir, unir e sustentar os demais tecidos. Ele contém 
vasos sanguíneos e linfáticos que transportam alimentos e removem 
excretas, além de elementos responsáveis pela defesa imunológica 
contra agentes infecciosos. Uma característica marcante do tecido 
conjuntivo é a grande quantidade de matriz extracelular. Todas as célulasdesse tecido derivam da mesoderme, e o termo “conjuntivo” refere-se à 
função de conectar e integrar estruturas diferentes, permitindo 
sustentação, nutrição, comunicação e defesa dos tecidos. A diversidade 
de tipos de tecido conjuntivo reflete a variedade de funções 
desempenhadas. 
 
 
Matriz extracelular: 
● Componentes principais: 
 
○ Fibras colágenas: 
 
■ Formadas pela proteína colágeno, a mais abundante do 
corpo humano. 
 
■ Proporcionam grande resistência às tensões. 
 
■ Fibras reticulares: tipo 3 de colágeno, formando 
pequenas redes de sustentação celular. 
 
○ Fibras elásticas: 
 
■ Constituídas pela proteína elastina. 
 
■ Conferem elasticidade a órgãos como pulmões, vasos 
sanguíneos e pele. 
 
○ Substância fundamental (porção gel): 
 
■ Transparente, homogênea, formada por proteoglicanas, 
glicosaminoglicanas (GAGs) e proteínas multiadesivas. 
 
■ Proteoglicanas: criam um eixo central. 
 
■ GAGs: presas às proteoglicanas, lembrando cerdas de 
escova. 
 
■ Contêm moléculas de água de oclusão, que conferem 
consistência gel à matriz. 
 
● Função geral: Oferecer suporte, resistência e elasticidade às células 
e tecidos, mantendo o ambiente adequado para reações biológicas. 
 
A matriz extracelular do tecido conjuntivo é formada por fibras colágenas, 
fibras elásticas e uma substância fundamental em estado gel. As fibras 
colágenas, constituídas pela proteína colágeno, oferecem grande 
resistência às tensões e incluem as fibras reticulares, que formam 
pequenas redes de sustentação celular. As fibras elásticas, formadas pela 
elastina, conferem elasticidade a órgãos como pulmões, vasos 
sanguíneos e pele. A substância fundamental é transparente, homogênea 
e composta por proteoglicanas, glicosaminoglicanas (GAGs) e proteínas 
multiadesivas. As proteoglicanas criam um eixo central ao qual as GAGs 
se prendem, lembrando cerdas de escova, e entre elas encontram-se 
moléculas de água de oclusão, que garantem o estado gel da matriz. Essa 
estrutura fornece suporte, resistência e elasticidade às células e tecidos. 
 
Células do tecido conjuntivo: 
● Fibroblastos: 
 
○ Células mais frequentes no tecido conjuntivo. 
 
○ Responsáveis pela produção de fibras e da substância 
fundamental. 
 
○ Quando presos na matriz extracelular, tornam-se fibrócitos, 
delgados e com poucas organelas. 
 
● Macrófagos: 
 
○ Movem-se por pseudópodes. 
 
○ Realizam fagocitose, digerindo micro-organismos. 
 
○ Podem formar células gigantes multinucleadas. 
 
○ Apresentadores de antígenos, ativando outras células de 
defesa. 
 
● Mastócitos: 
 
○ Células grandes e ovoides, com grânulos citoplasmáticos. 
 
○ Secretam heparina (anticoagulante) e histamina 
(vasodilatadora). 
 
● Células adiposas: 
 
○ Uniloculares: armazenam gordura como reserva alimentar; 
citoplasma reduzido a uma película periférica. 
 
○ Multiloculares: possuem várias gotículas lipídicas; liberam 
energia térmica. 
 
● Plasmócitos: 
 
○ Ovoides, menores que macrófagos, sem grânulos 
citoplasmáticos. 
 
○ Produzem imunoglobulinas (anticorpos), atuando na defesa 
do organismo. 
 
● Células mesenquimais indiferenciadas: 
 
○ Multipotentes, podendo se transformar em qualquer célula do 
tecido conjuntivo produtora de matriz extracelular. 
 
As principais células do tecido conjuntivo são fibroblastos, macrófagos, 
mastócitos, células adiposas, plasmócitos e células mesenquimais 
indiferenciadas. Os fibroblastos são os mais frequentes e produzem fibras 
e substância fundamental; quando presos na matriz extracelular, 
transformam-se em fibrócitos, com metabolismo reduzido. Os 
macrófagos locomovem-se por pseudópodes, realizam fagocitose, 
podem formar células gigantes multinucleadas e apresentam antígenos 
para ativar outras células de defesa. Mastócitos são grandes, ovoides e 
secretam heparina e histamina, atuando na coagulação e vasodilatação. 
As células adiposas uniloculares armazenam gordura como reserva 
alimentar, enquanto as multiloculares liberam energia térmica. 
Plasmócitos produzem anticorpos, defendendo o organismo contra 
antígenos. Por fim, as células mesenquimais indiferenciadas são 
multipotentes e podem se diferenciar em células do tecido conjuntivo 
produtoras de matriz extracelular. 
 
Conjuntivo propriamente dito: 
● Classificação conforme a quantidade e organização de fibras: 
 
○ Frouxo: 
 
■ Poucas fibras. 
 
■ Localização: camada superficial da derme. 
 
○ Denso não modelado: 
 
■ Muitas fibras distribuídas aleatoriamente. 
 
■ Localização: camada profunda da derme. 
 
○ Denso modelado: 
 
■ Fibras organizadas paralelamente. 
 
■ Localização: tendões e ligamentos. 
 
O conjuntivo propriamente dito é classificado conforme a quantidade e 
organização de suas fibras. O tecido frouxo apresenta poucas fibras e é 
encontrado na camada superficial da derme. O denso não modelado 
possui muitas fibras distribuídas de forma aleatória, localizado na 
camada profunda da derme. Já o denso modelado apresenta fibras 
organizadas paralelamente, sendo encontrado em tendões e ligamentos. 
 
Conjuntivo de propriedades especiais: 
● Classificação conforme o tipo de matriz: 
 
○ Conjuntivo mucoso: 
 
■ Abundante substância fundamental. 
 
■ Localização: cordão umbilical. 
 
○ Conjuntivo reticular: 
 
■ Contém fibras reticulares. 
 
■ Localização: arcabouço de órgãos, como a medula 
óssea. 
 
○ Conjuntivo adiposo: 
 
■ Unilocular: permanente no adulto; armazena gordura. 
 
■ Multilocular: presente apenas em recém-nascidos; 
libera energia térmica. 
 
○ Conjuntivo elástico: 
 
■ Rico em fibras elásticas. 
 
■ Localização: terminais de tendões (evita choques 
mecânicos e rompimento de ligamentos) e interior das 
artérias (suporta pressão elevada). 
 
O tecido conjuntivo de propriedades especiais é classificado de acordo 
com o tipo de matriz. O conjuntivo mucoso apresenta muita substância 
fundamental e é encontrado no cordão umbilical. O conjuntivo reticular 
contém fibras reticulares e forma o arcabouço de órgãos como a medula 
óssea. O conjuntivo adiposo pode ser unilocular, permanente no adulto, 
ou multilocular, presente apenas em recém-nascidos e responsável pela 
liberação de energia térmica. Já o conjuntivo elástico é rico em fibras 
elásticas, localizando-se nos terminais dos tendões, protegendo contra 
choques mecânicos e rompimentos, e no interior das artérias, suportando 
alta pressão. 
 
Sangue: 
● Sangue como tecido conjuntivo: 
 
○ Considerado um conjuntivo de matriz líquida. 
 
○ Sistema circulatório é intrínseco ao conjuntivo. 
 
○ Células de defesa (leucócitos) originam-se na medula óssea 
vermelha (conjuntivo reticular) e são transportadas pelo 
sangue até seus destinos. 
 
● Histologia da pele: 
 
○ Epiderme: tecido epitelial estratificado pavimentoso 
queratinizado (A). 
 
○ Derme: 
 
■ Tecido conjuntivo frouxo (B). 
 
■ Tecido conjuntivo denso não modelado (C). 
 
○ Hipoderme ou endoderme (nem sempre presente): tecido 
adiposo unilocular (D). 
 
O sangue é considerado um tecido conjuntivo de matriz líquida, já que o 
sistema circulatório faz parte do conjuntivo e as células de defesa, 
originadas na medula óssea vermelha (conjuntivo reticular), são 
transportadas pelo sangue até os locais onde atuam. Na histologia da 
pele, observa-se na epiderme o tecido epitelial estratificado pavimentoso 
queratinizado, na derme o tecido conjuntivo frouxo e o tecido conjuntivo 
denso não modelado, e, na hipoderme ou endoderme (nem sempre 
presente), o tecido adiposo unilocular. 
 
Agora, observe a fotomicrografia de um tendão formado por tecido 
conjuntivo denso modelado na figura a seguir. A seta com ponta cheia 
indica um fibroblasto e a seta acima com ponta estreita indica um 
fibrócito. 
 
A próxima imagem é a fotomicrografia da parede de uma artéria. A seta 
indica o tecido epitelial pavimentoso simples, chamado de endotélio, e 
suas células, as endoteliais. Esse tecido está em contato direto com o 
sangue e define a camada como túnicaíntima. A linha A delimita a túnica 
muscular (média), que é formada por células musculares lisas apoiadas 
em fibras elásticas. Note que a matriz extracelular se encontra ondulada, 
indicando a presença de fibras elásticas. 
 
Veja na figura a seguir, em A, uma fotomicrografia do parênquima 
(recheio) do fígado. Entre os hepatócitos, encontram-se os macrófagos 
cheios de nanquim, que são os pigmentos pretos indicados pela seta. Em 
B, o mesmo tecido impregnado pela prata, no qual se observam as fibras 
reticulares que sustentam os hepatócitos. 
 
 
Síndrome de Marfan: 
● Causa: Falha genética na produção de elastina. 
 
● Consequência óssea: Ausência de elastina no tecido ósseo permite 
alongamento dos ossos, podendo resultar em estatura elevada. 
 
● Riscos: Maior incidência de mortes súbitas por aneurisma e 
rompimento da aorta, especialmente em atletas como jogadores de 
basquete. 
 
● Características físicas: Braços e pernas muito alongados, 
desproporcionais ao tronco. 
 
● Diagnóstico: Baseia-se na observação das características físicas e 
exames específicos para confirmar a deficiência de elastina. 
 
A síndrome de Marfan é uma doença hereditária causada por uma falha 
genética na produção de elastina. A ausência dessa proteína no tecido 
ósseo permite o alongamento dos ossos, o que pode resultar em estatura 
elevada. Essa condição aumenta o risco de mortes súbitas por aneurisma 
e rompimento da aorta, sendo observada em atletas como jogadores de 
basquete. Caracteristicamente, os indivíduos apresentam braços e pernas 
desproporcionais ao tronco, o que auxilia na realização de exames 
diagnósticos específicos. 
 
 
 
Tecido cartilaginoso e ósseo: 
● Definição: Tecido conjuntivo de sustentação formado por 
cartilagem e tecido ósseo. 
 
● Estrutura: 
 
○ Rede compacta de fibras colágenas e, às vezes, elásticas. 
 
○ Imersas em substância fundamental consistente e gelatinosa. 
 
○ Contém condrócitos (células cartilaginosas). 
 
○ Avascular: Não possui vasos sanguíneos; nutrição fornecida 
pelo tecido conjuntivo circundante. 
 
● Funções estruturais: 
 
○ Formar articulações, coxins e estruturas de sustentação e 
proteção. 
 
○ Participar da formação óssea via ossificação endocondral 
(substituição da cartilagem por tecido ósseo). 
 
● Tipos de cartilagem: 
 
○ Hialina: Mais comum, vítrea, formada por condroblastos, 
condrócitos e fibras colágenas; recobre extremidades ósseas 
e articulações; participa da ossificação endocondral. 
 
○ Elástica: Contém fibras elásticas (não detalhado aqui). 
 
○ Fibrosa: Rica em colágeno, resistente a tensões (não 
detalhado aqui). 
 
● Regeneração: 
 
○ Limitada devido à avascularidade. 
 
○ Lesões são preenchidas por nova matriz a partir do 
pericôndrio, mas sem recuperar a morfologia original, 
resultando em perda funcional. 
 
O tecido conjuntivo de sustentação é formado pelos tecidos cartilaginoso 
e ósseo. O tecido cartilaginoso possui uma rede de fibras colágenas e, às 
vezes, elásticas, imersas em substância fundamental gelatinosa, onde se 
encontram os condrócitos. É avascular, recebendo nutrição pelo tecido 
conjuntivo circundante. Sua função estrutural inclui a formação de 
articulações, coxins e outras estruturas de sustentação e proteção, além 
de atuar como molde na ossificação endocondral, processo em que a 
cartilagem é substituída por tecido ósseo. Existem três tipos de cartilagem: 
hialina, a mais comum, de aspecto vítreo, formada por condroblastos, 
condrócitos e fibras colágenas; elástica, com fibras elásticas; e fibrosa, 
rica em colágeno e resistente a tensões. Por ser avascular, a regeneração 
da cartilagem é limitada, e lesões são preenchidas por nova matriz a 
partir do pericôndrio, sem recuperar a morfologia original, resultando em 
perda funcional. 
 
Veja agora uma fotomicrografia da cartilagem hialina. Nesse aumento, 
não é possível identificar os condroblastos e condrócitos precisamente; 
porém, pode-se inferir que a maior porcentagem de condroblastos com o 
núcleo mais claro está nas lacunas situadas na periferia da matriz, 
enquanto os condrócitos com o núcleo mais escuro situam-se 
predominantemente no interior das lacunas localizadas no interstício da 
matriz cartilaginosa: 
 
 
Cartilagens elástica e fibrosa: 
● Cartilagem elástica: 
 
○ Contém fibras elásticas. 
 
○ Localização: pavilhão da orelha externa e epiglote. 
 
 
● Cartilagem fibrosa: 
 
○ Rica em fibras colágenas tipo I dispostas paralelamente. 
 
○ Contém fileiras de condrócitos. 
 
○ Não possui pericôndrio. 
 
○ Características intermediárias entre cartilagem hialina e 
tecido conjuntivo denso. 
 
○ Localização: discos intervertebrais e menisco. 
 
○ Função nos discos intervertebrais: absorção de impactos entre 
vértebras, prevenindo desgaste ósseo. 
 
○ Estrutura do disco intervertebral: 
 
■ Anel fibroso: circunda o núcleo pulposo. 
 
■ Núcleo pulposo: centro do disco, responsável por 
amortecimento. 
 
○ Patologia: Ruptura do anel fibroso = hérnia de disco; o núcleo 
pulposo é expulso, achatando o disco e pressionando a 
medula espinhal, causando dor intensa. 
 
A cartilagem elástica contém fibras elásticas e está presente no pavilhão 
da orelha externa e na epiglote. A cartilagem fibrosa, por sua vez, possui 
grande quantidade de fibras colágenas tipo I dispostas paralelamente, 
com fileiras de condrócitos entre elas, e não apresenta pericôndrio. Esse 
tipo de cartilagem possui características intermediárias entre a 
cartilagem hialina e o tecido conjuntivo denso e é encontrado nos discos 
intervertebrais e meniscos. Nos discos intervertebrais, o anel fibroso 
circunda o núcleo pulposo, permitindo a absorção de impactos entre 
vértebras e prevenindo o desgaste ósseo. A ruptura do anel fibroso, 
chamada hérnia de disco, resulta na expulsão do núcleo pulposo e no 
achatamento do disco, causando dor intensa devido à pressão sobre a 
medula espinhal. 
 
Tecido ósseo: 
● Células do tecido ósseo: 
 
○ Osteoblastos: células formadoras da matriz óssea; ao ficarem 
presas nas lacunas (osteoplastos) tornam-se osteócitos, com 
metabolismo reduzido. 
 
○ Osteoclastos: células fagocíticas multinucleadas (até 5 
núcleos); removem matriz óssea e participam da 
remodelação óssea. 
 
● Matriz óssea: 
 
○ Orgânica: fibras colágenas e pequena quantidade de 
substância amorfa. 
 
○ Inorgânica: cristais de hidroxiapatita de cálcio; conferem 
resistência e rigidez ao osso. 
 
○ Nutrição: realizada por canalículos que conectam osteócitos 
e permitem comunicação entre eles. 
 
● Organização estrutural: 
 
○ Matriz óssea secundária (madura): 
 
■ Canais de Havers: longitudinais, com capilares e fibras 
nervosas. 
 
■ Canais de Volkmann: oblíquos, conectam canais de 
Havers. 
 
■ Osteócitos: organizam-se concêntricamente em torno 
dos canais de Havers, formando o sistema de Havers. 
 
○ Osso primário (jovem): não possui essa organização. 
 
● Revestimento dos ossos: 
 
○ Periósteo: membrana externa de tecido conjuntivo frouxo, 
contendo osteoblastos e osteoclastos. 
 
○ Endósteo: membrana interna com as mesmas funções. 
 
O tecido ósseo é formado por osteoblastos, que produzem a matriz óssea 
e se transformam em osteócitos ao ficarem presos nas lacunas, reduzindo 
seu metabolismo. Os osteoclastos são células fagocíticas multinucleadas 
responsáveis pela remoção da matriz óssea e pela remodelação do 
tecido. A matriz óssea possui uma parte orgânica, composta por fibras 
colágenas e pouca substância amorfa, e uma parte inorgânica formada 
por cristais de hidroxiapatita de cálcio, que conferem resistência e rigidez. 
A nutrição dos osteócitos ocorre por meio de canalículos que conectam 
as lacunas, permitindo a comunicação entre as células. Na matriz óssea 
madura, os osteócitos se organizam concêntricamente em torno dos 
canais de Havers, que contêm capilares e fibras nervosas, enquanto os 
canais de Volkmann conectam os canais de Havers de forma oblíqua, 
formando o sistema de Havers. O osso jovem

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