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Adalberto Nunes de Siqueira Agosto - 2016 Capítulo 4 : Engrenagens Engrenagens (filme) São rodas com dentes padronizados internos ou externos, utilizados para transmitir movimento e forca entre dois eixos. Sendo muitas vezes usadas quando se deseja variar o numero de rotações e/ou sentido da rotação de um eixo para outro. A transmissão de movimento tem normalmente como finalidade aproveitar o máximo de potencia gerada em trabalho mecânico util. O movimento de rotação entre as engrenagens ocorre quando as rodas (engrenagens) estão engrenadas, ou seja, em contato por meio de seus dentes, permitindo que haja rotação. As engrenagens de um mesmo conjunto podem ter tamanhos diferentes, de forma que, quando um par de engrenagens tem rodas de tamanhos diferentes, a engrenagem maior chama-se coroa, e a menor de pinhão. Engrenamento : é o processo através do qual e possível acionar rodas dentadas e gerar trabalho mecânico util. Engrenamento indireto – é aquele no qual a movimentacão das rodas se realiza através de correntes, conforme Figura 5.1. Figura 5.1: Engrenamento indireto Engrenamento direto – neste processo o movimento das rodas se realiza sem auxilio de correntes, ou seja, as rodas se acoplam diretamente, obedecendo ao perfil do dentado de cada uma delas. Figura 5.2: Engrenamento direto Classificação das engrenagens: Os principais tipos de engrenagens empregadas na indústria e em equipamentos são: • Engrenagens cilíndricas de dentes retos ou frontais. • Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais. • Engrenagens cônicas. Engrenagens cilíndricas de dentes retos ou frontais: São engrenagens que apresentam dentados paralelos ao eixo geométrico da roda, sendo empregadas para transmitir potencias medias, com rotação variada. A engrenagem cilíndrica de dentes retos e considerada o tipo mais comum. A seguir estão dispostos, conforme as Figuras 5.2 e 5.3, as partes de uma engrenagem de dentes retos. Os dentes de uma engrenagem são considerados a parte mais importante. Figura 5.2: Partes de uma engrenagem de dentes retos Figura 5.3: Altura do dente de uma engrenagem de dentes retos Cremalheira – e uma barra provida de dentes, destinada a engrenar uma roda dentada. Através desse sistema, pode-se transformar movimento de rotação em movimento retilíneo e vice-versa. Mecanismos de quatro barras Dimensões de uma engrenagem : A Figura 5.4 r apresenta as dimensões de uma engrenagem de dentes retos. Figura 5.4: Dimensões de engrenagens de dentes retos Figura 5.7: Nomenclatura de uma engrenagem de dentes retos ou frontais Cremalheira – e uma barra provida de dentes, destinada a engrenar uma roda dentada. Através desse sistema, pode-se transformar movimento de rotação em movimento retilíneo e vice-versa. Engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais Estas engrenagens se caracterizam pela inclinação do dentado em relação ao eixo geométrico da roda, tendo como vantagens a alta resistência e trabalho silencioso. São utilizadas quando ha necessidade de grandes esforços como em caixa de redução, de cambio, etc. Além disso, permitem transmitir potencias maiores com rotação variada. Entre as engrenagens helicoidais, a aplicação da engrenagem para rosca sem fim se destaca quando se deseja uma redução de velocidade na transmissão do movimento. As engrenagens cilíndricas com dentes helicoidais possuem como característica a transmissão de rotação entre eixos diversos (não paralelos), além de apresentarem um ruído menor do que as engrenagens cilíndricas com dentes retos. Engrenagens cônicas As engrenagens cônicas apresentam a forma de tronco de cone, e podem ter dentes retos ou helicoidais, porem apresentam uma grande característica que e a transmissão de movimento entre eixos ortogonais. Nestas engrenagens, o dente apresenta espessura variada decrescendo da periferia para o centro da engrenagem. De acordo com a inclinação do dente da roda, em relação ao seu eixo geométrico, pode se adotar a seguinte classificação: Obtenção de engrenagens (ver vídeo??) Rodas dentadas podem ser obtidas através de dois processos básicos, que são: 1) Obtenção de engrenagens com remoção de material É o processo mais comum e pode ser realizado através de: Fresa módulo – e considerado o processo mais simples, normalmente empregado para rodas frontais. Neste processo, o dentado obtido pela usinagem total de cada dente, e realizado isoladamente, sendo isto uma desvantagem. Escolha da fresa – para se usinar as engrenagens, são utilizadas as fresas modulo, sendo a escolha condicionada ao numero de dentes das engrenagens. Fresa caracol – este processo faz parte de um processo conhecido como geração, no qual o dentado da roda vai surgindo como um todo, porém o perfil do dente, só e definido no final do processo, quando a engrenagem se encontra concluída. figura 5.10: Fabricação de engrenagem com fresa caracol Obtenção de engrenagens sem remoção de material A produção de rodas dentadas, sem remoção de material, pode ser feita através dos seguintes processos: a) Fundição – processo empregado para obter engrenagens de grande porte, com reduzido numero de rotações, e que atuarão mais em função do peso do que pelo esforço. b) Extrusão – o processo de extrusão se aplica em engrenagens com grande numero de dentes, pequeno diâmetro e espessura, onde o esforço de trabalho é extremamente reduzido. Exemplos de materiais utilizados na fabricação destes tipos de engrenagens: latão, bronze, materiais não ferrosos. c) Estampagem – se destina a produzir engrenagens de diâmetro médio, com elevado numero de dentes e espessura reduzida. d) Forjamento – esse processo e utilizado para engrenagens cônicas, cujo numero de dentes e variado, porem com maior quantidade de material. Cálculo de engrenagens de dentes retos ou frontais: Engrenagens cilíndricas de dentes retos ou frontais O modulo de uma engrenagem refere-se ao quociente resultante da divisão do diâmetro primitivo, em relação ao numero de dentes, sempre expresso em milímetros (mm). O modulo e normalizado e expresso com números inteiros ou decimais. E com base no modulo e no numero de dentes que o fresador escolhe a ferramenta que ira utilizar para usinar os dentes da engrenagem. Posteriormente, a verificação da peca executada também e feita em função dessas características. Componentes de uma engrenagem de dentes retos ou frontais Figura 5.11: Vista em corte de uma engrenagem de dentes retos ou frontais Cálculo do diâmetro O diâmetro externo corresponde ao diâmetro primitivo (dp), mais duas vezes a altura da cabeça do dente (a) que, por sua vez, e igual a um modulo (m). Isso é fácil de verificar, observando a Figura 5.14. Ou seja, matematicamente: A altura total (h) do dente de uma engrenagem cilíndrica de dentes retos, conforme Figura 5.15, e igual a 2 módulos mais 1/6 de um modulo. O que pode ser comprovado tematicamente por: A altura total do dente da engrenagem, de acordo com a Figura 5.16, e obtida através da soma da altura da cabeça do dente (a), mais a altura do pé do dente (b), ou seja, h = a + b Engrenagens helicoidais Em função da inclinação do dente da engrenagem e em relação ao seu eixo geométrico, pode-se adotar a seguinte classificação para as engrenagens helicoidais: a) Roda de baixa rotação – angulo de inclinação 10º. b) Roda de media rotação – angulo de inclinação 30º. c) Rodade alta rotação – angulo de inclinação 45º. Na engrenagem cilíndrica, com dentes helicoidais, a característica em sua conformação e evidenciada conforme Figura 5.18, através do angulo α, ou seja, o angulo de inclinação da hélice. Cálculo de engrenagens dentes helicoidais Estas formulas sao utilizadas para obter os valores dimensionais referentes a engrenagens de dentes helicoidais. Engrenagens cônicas Em uma engrenagem cônica, o diâmetro externo (De) pode ser medido, o numero de dentes (Z) pode ser contado e o angulo primitivo (δ) pode ser calculado. Na Figura 5.19, podemos ver a posição dessas cotas. Parafuso com rosca sem-fim: E o tipo de parafuso que pode apresentar uma ou mais entradas, sendo que este número tem influência no sistema de transmissão. Se um parafuso com rosca sem-fim tem apenas uma entrada e esta acoplado a uma coroa de 60 dentes, em cada volta dada no parafuso a coroa vai girar apenas um dente. Neste caso, então, como a coroa tem 60 dentes, será necessário realizar 60 voltas no parafuso para que a coroa gire uma volta. Desta forma, a rpm da coroa e 60 vezes menor que a do parafuso. Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim esta girando a 1.800 rpm, a coroa girara a 1.800 rpm, divididas por 60, que resultara em 30 rpm. Suponha, agora, que o parafuso com rosca sem-fim tenha duas entradas e a coroa tenha 60 dentes. Assim, a cada volta dada no parafuso com rosca sem-fim, a coroa girará dois dentes. Portanto, será necessário dar 30 voltas no parafuso para que a coroa gire uma volta. Assim, a rpm da coroa é 30 vezes menor que a rpm do parafuso com rosca sem-fim. Se, por exemplo, o parafuso com rosca sem-fim esta girando a 1.800 rpm, a coroa girara a 1.800, divididas por 30, que resultara em 60 rpm. Exercícios: