Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

1/6 
Invertebrados – BIZ 0213 
 
Aula 06 Platyhelminthes (parasitas) + Gnathifera 
 
Zoologia – Prof. André C. Morandini (mar.2018) 
 
Atenção: 
Os cladogramas apresentados não refletem necessariamente as filogenias mais atualizadas para os grupos. 
Elas são adaptações de diferentes hipóteses com um enfoque pedagógico, para facilitar o aprendizado e a 
sequência de informações das aulas 
 
Platyhelminthes parasitas - Neodermata 
Tênias, solitárias, trematódeos 
Esquistossomose à 3ª afecção parasitária mais comum em humanos 
Parasitas à invertebrados e vertebrados 
Sentimentos de repugnância, mas atraem curiosidade mórbida 
Neoderme 
Trematoda (com ventosas sugadoras) (2 ou + hospedeiros) endoparasitas 
Monogenea (ganchos para fixação) (apenas 1 hospedeiro) ectoparasitas 
Cestoda (escólex e proglótides) endoparasitas 
 
 
 
Neoderme 
à desaparecimento da epiderme ciliada ao final dos estágios larvais com substituição por neoderme 
sincicial (neoblastos permeiam lâmina basal e formam sincício não ciliado, com núcleos ainda abaixo da 
lâmina basal) (= tegumento). 
Função: proteção contra enzimas (pH e inibidoras) do tubo digestivo do hospedeiro; difusão de restos 
nitrogenados; trocas gasosas; absorver glicose e alguns aminoácidos nos endoparasitas 
 
Filogenia e Classificação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trematoda 
Com ventosas de fixação e sugadoras 
Moluscos como hospedeiros primários 
Digenea 
 ~ 11.000 spp 
 importância econômica / médica 
Aspidogastrea 
 
Turbellaria Digenea Monogenea Cestoda
Platyhelminthes
Neodermata
Aspidogastrea
Trematoda
Turbellaria Digenea Monogenea Cestoda
Platyhelminthes
Neodermata
Aspidogastrea
Trematoda
2/6 
 
Digenea 
-Endoparasitas comuns de todas as classes de vertebrados gnatostomados 
-Desenvolvimento sempre indireto 
ciclo de vida sempre inclui, pelo menos, dois estágios infectivos (daí o nome da subclasse, significando 
“duas gerações”) 
-Hospedeiros intermediários: 
1o. Mollusca Gastropoda (hemocele) 
2o. Arthropoda ou outros grupos 
definitivo: Vertebrados 
-Tamanho: desde 0,2 a 60 mm de comprimento 
-2 ventosas na maioria: oral circunda a boca e ventral (acetábulo) 
 
aparelho masculino: 2 testículos à 2 vasos deferentes à unem-se em 1 vesícula seminal (com glândulas 
prostáticas) à bolsa do cirro à cirro (órgão copulador que é protraído por um gonóporo comum) 
 
aparelho feminino: 1 ovário à 1 oviduto que se abre no oótipo, passando antes pelo receptáculo seminal. 
Oviduto recebe dutos provenientes de 2 vitelários antes de entrar no oótipo. Oótipo é circundado por células 
glandulares para a formação da cápsula do ovo, chamadas coletivamente de glândula de Mehlis. Do oótipo 
inicia-se o útero que se abre no gonóporo comum. Em todos os Digenea há um inconspícuo canal de Laurer 
que se abre na superfície dorsal do verme (provavelmente uma vagina vestigial) 
 
Ciclo de vida: diversidade 
 
Importância médica 
Schistosomidae: S. haematobium (veias da bexiga), S. mansoni e S. japonicum (veias do intestino) 
 - um dos raros grupos dióicos 
 - infestam sistema circulatório de vertebrados 
 - ovos são liberados por possuírem espinhos que dilaceram bexiga ou intestino 
 - inflamação, necrose, ou fibrose, levando ao óbito, 300 milhões de pessoas infectadas no mundo 
Opistorchis sinensis à parasita hepático (dutos biliares) ingerido em peixe cru 
Fasciola hepatica à parasita de gado 
Schistosoma mansoni 
Clonorchis sinensis 
 
Cercoromorpha 
Larvas e adultos com ganchos 
 
Monogenea 
Características gerais: 
-aprox. 1.100 spp, na maioria ectoparasitas (superfície corporal e brânquias) de vertebrados aquáticos 
(peixes, anfíbios e répteis, 1 spp parasita de mamífero) 
-sem hospedeiro intermediário 
-pragas em aqüicultura à reprodução explosiva 
-Órgão de fixação bem definido (opistáptor), não separado do parênquima 
Opistáptor 
-Musculatura elaborada em conjunção com escleritos. 
-Presença de papilas nervosas. 
 
Cestoda 
Características gerais: -conhecidas como solitárias; -exclusivamente endoparasitas; -corpo coberto por 
tegumento; -intestino ausente; -Ciclo de vida complexo; -Epiderme sincicial; ~3400 spp. 
escólex à fixação 
colo à zona de crescimento, com células-tronco 
estróbilo à proglótides 
 
Escólex 
Função: fixação ao hospedeiro por meio de ventosas e/ou ganchos; em sua porção posterior, o colo, ocorre 
brotamento de proglótides que constituem o restante do corpo 
3/6 
 
Parede do corpo 
Funções: 
- imunidade ao hospedeiro 
microtríquios à projeções da membrana externa do citoplasma sincicial (um tipo de microvilosidade) 
musculatura à plesiomórfica para platelmintos (circular, longitudinal, transversal, e dorso-ventral) 
metabolismo à anaerobismo aparentemente predomina 
 
Estróbilo 
série linear de unidades hermafroditas repetidas (proglótides); 
mais novas: menores, sexualmente imaturas e mais perto do escólex 
mais velhas: maiores, sexualmente maduras e mais posteriores 
 
fecundação cruzada (quando ocorre mais de um verme no hospedeiro), 
entre proglótides diferentes do mesmo verme ou em uma mesma proglótide 
 
Nervoso / Excretor 
-sistema nervoso: massa nervosa anterior no escólex + 2 cordões nervosos longitudinais laterais que se 
estendem por todo o estróbilo (ainda 2 dorsais e 2 ventrais eventuais), com comissuras 
-sistema protonefridial: células-flama à 4 canais longitudinais coletores (2 dorso-laterais e 2 ventro-laterais 
conectados por canal transversal em cada proglótide) à nefridióporo na última proglótide. 
 
Alguns companheiros 
Taenia saginata: ingestão de carne bovina mal passada ou crua, a mais comum de todas as tênias 
Taenia solium: ingestão de carne suína mal passada ou crua, menos comum que a T. saginata 
Dyphyllobothrium latum: ingestão de carne de peixe mal passada ou crua 
Echinococcus granulosus: cistos dos juvenis em humanos, infecção por contato com cães 
Hymenolepis nana: juvenis nos besouros de farináceos (comum) 
Dipylidium caninum: hábitos infantis anti-higiênicos (infestação por pulgas e piolhos) 
 
Caira, J.N. & D.T.J. Littelwood, 2013. Worms, Platyhelminthes, pp. 437-469. In: Levin, S.A. (ed.), Encyclopedia of Biodiversity, 
Academic Press. 
Littlewood, D.T.J.; K. Rohde; K.A. Clough, 1999. The interrelationships of all major groups of Platyhelminthes: phylogenetic evidence 
from morphology and molecules. Biological Journal of the Linnean Society, 61: 409-438. 
 
 
4/6 
 
Filo Gastrotricha 
Grego: gasteros = estômago, trichos = pêlos, cílios (ciliatura ventral) 
# Animais aquáticos, meiofauna (intersticiais), cutícula 
# Animais triploblásticos; acelomados; sistema duoglandular; epiderme sincicial; ciliação ventral (mono); 
intestino completo; sist. circul. e resp. ausentes; c/ protonefrídios 
50µm – 4mm 
Cerca de 650 spp em 2 ordens 
Macrodasyida & Chaetonotida (75 spp BR 2010) 
 
http://www.bioanimale.unimo.it/eng/Info/Docenti/Todaro.html 
http://www.gastrotricha.unimore.it/ 
 
Garraffoni, A.R.S. & Araujo, T.Q. (2010) Chave de identificação de Gastrotricha de águas continentais e marinhas do Brasil. Papéis 
Avulsos de Zoologia, 50: 535-552. 
Garraffoni, A.R.S., Araujo, T.Q., Lourenço, A.P. & Balsamo, M. (2010) New data on freshwater psammic Gastrotricha from Brazil. 
ZooKeys, 60: 1-12. 
Hochberg, R., 2005. Musculature of the primitive gastrotrich Neodasys (Chaetonotida): functional adaptations to the interstitial 
environment and phylogenetic significance. Marine Biology, 146: 315-323. 
Rothe, B.H. & Schmidt-Rhaesa, A. (2009) Architecture of the nervous system in two Dactylopodola species (Gastrotricha, 
Macrodasyida). Zoomorphology, 128: 227-246. 
Todaro, M.A. & C.E.F. Rocha, 2004. Diversity and distribution of marine Gastrotricha along the northern beaches of the state of São 
Paulo (Brazil), with description of a newspecies of Macrodasys (Macrodasyida, Macrodasyidae). Journal of Natural History, 
38: 1605-1634. 
Todaro, M.A., Telford, M.J., Lockyer, A.E. & Littlewood, D.T.J. (2006) Interrelationships of the Gastrotricha and their place among 
the Metazoa inferred from 18S rRNA genes. Zoologica Scripta, 35: 251-259. 
Zrzavý, J. (2002) Gastrotricha and metazoan phylogeny. Zoologica Scripta, 32: 61-81. 
 
 
 
Conjunto de peças mandibulares quitinosas 
 
Gnathifera (Filo ?) 
Grego: gnathos = mandíbula; phero = portar 
com mandíbula 
Ahlrichs (1997, Zoomorphology, 117: 41-48) 
Nielsen (2001) à ver referências 
 
 
 
Filo Gnathostomulida 
Grego: gnathos = mandíbula; stoma = boca 
Boca com mandíbula (característica) 
# 80 spp.; ~ 2 mm; marinhos; meiofauna 
# triploblásticos; bilaterais; não-segmentados; vermiformes; acelomados; 
# Descritos em 1956 (Ax) como turbelários; status de filo em 1969 (Riedl) 
# epiderme monociliada, monoestratificada; tubo digestivo incompleto; clivagem espiral; hermafroditas; 
mandíbula 
 
5/6 
Filo ? Micrognathozoa 
Grego: mikros = pequeno; gnathos = mandíbula; zoön = animal 
“Pequeno animal com mandíbulas” 
Descrito em 2000 por Kristensen & Funch (nova classe) 
Sobre musgos Groenlândia 
# 1 spp. (Limnognathia maerski); 150 µm 
# bilaterais; aparentados com Gnathostomulida e Rotifera 
# epiderme não ciliada (cílios apenas no ventre); mandíbula 
 
Filo Rotifera 
Latim: rota = roda; phero = portar 
Presença de cílios em “rodas” 
# ~ 2.030 spp. aquáticas e semi-terrestres; sésseis ou livre-natantes; até 4 mm 
800 BR, 420 SP 
# triploblásticos; bilaterais; não-segmentados; pseudocelomados; clivagem espiral modificada; 
partenogênese comum 
# epiderme sincicial (número constante de núcleos); glândulas adesivas posteriores; MÁSTAX com 
mandíbula; tubo digestivo especializado; CORONA em campos ciliares; pseudocutícula (sem colágeno ou 
quitina) 
 
Fisiologia 
Circulação à pseudoceloma e atividade muscular da movimentação 
Trocas gasosas e excreção à difusão pela pseudocutícula 
Em dessecação ou frio à estágios de resistência (até 4 anos) 
Sistema nervoso à cérebro dorsal ao mástax, emite nervos para os órgãos 
cerdas sensoriais na área coronal + 1 antena dorsal (ocasionalmente) à tácteis 
poros sensoriais na área coronal à quimiorreceptores 
flósculos à papilas sensoriais (quimiorreceptoras ou tácteis) 
ocelos cerebrais (às vezes, mais um par anterior de ocelos) 
utilizados na orientação para locomoção em relação à luz e para regulação fótica da reprodução nos 
errantes 
órgão retrocerebral à função desconhecida 
 
Ciclomorfose 
Modificações morfológicas sazonais em resposta as modificações 
 ambientais 
Mais espinhos ou mais longos à predação 
 
Criptobiose 
Produção de ovos de resistência em resposta a extremos ambientais 
Produção de cistos 
 
Reprodução 
- Impregnação hipodérmica 
- Machos geralmente menores (redução de órgãos não reprodutivos) 
- Sexos separados ou partenogênese 
 
Ciclo de vida de Monogononta 
Monogononta à 
• partenogênese 
• machos reduzidos 
Seisonoidea à 
• machos normais 
Bdelloidea à 
• partenogênese 
• machos desconhecidos 
6/6 
 
Filo Acanthocephala 
Grego: acanthos = espinhos; kephalo = cabeça 
Presença de ganchos na probóscide 
# 1.100 spp. todas parasitas intestinais de vertebrados; artrópodes como hospedeiros intermediários; até 80 
cm 
# triploblásticos; bilaterais; não-segmentados; vermiformes; pseudocelomados; clivagem espiral; dióicos 
# ausência de tubo digestivo; sistema lacunar (musculatura e tegumento) 
Adaptação ao modo de vida parasita (ausências...) 
Parte de Rotifera (molecular + morfologia) 
Eutelia (número de “células” = núcleos constante) – sincício 
Tegumento (diversas camadas: cutícula+epiderme+musc) 
Sistema lacunar 
lemniscos (canais hidráulicos da probóscide) 
 
Parasitismo 
Parasitas de vertebrados (hosp. definitivos) com artrópodes como intermediários 
Parede do tubo digestivo 
Casos raríssimos em humanos (...ainda bem...) que alimentam-se de insetos, micro-crustáceos, sapos, 
lagartos, peixes crus 
 
 
Kristensen, R.M., 2002. An introduction to Loricifera, Cycliophora and Micrognathozoa. Integrative and Comparative Biology, 42: 641-
651. 
Kristensen, R.M. & P. Funch, 2000. Micrognathozoa: a new class with complicated jaws like those of Rotifera and Gnathostomulida. 
Journal of Morphology, 246: 1-49.