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Acoelamorpha e Platelmintos; Annelida; Nemertea; Mollusca e Echinodermata ACOELOMORPHA (Superfilo) ACOELA; XENOTURBELLIDA; NEMERTODERMATIDA 1. Características · simetria bilateral (bilateria → sinapomorfia: simetria bilateral e blastóporo) · sistema nervoso ~ difuso · desenvolvimento direto · alongados · achatados · ânus ausente 2. Sinapomorfias · ultraestrutura dos cílios · mecanismo de digestão Teoria sincicial ? ACOELA · ~350 sp; · Vermes; · marinhos, ~2-15mm; · um estatocisto; · sistema nervoso ~difuso; · tubo digestivo ausente; · Não possuem trato digestivo bem formado; · Acelomados; · Músculos circulares longitudinais; · Sistema nervoso: Cordões nervosos longitudinais. Habitat: Vivem na superfície ou no sedimento das águas salgadas e salobras; Os Acoelos que vivem nos habitats intersticiais geralmente são mais longos e mais finos, já os que habitam nas superfícies tendem a ser mais discóides largos e achatados. Modos de vida: Acoela epibionte, planctônico e bentônico. Reprodução: são capazes de se regenerar. NEMERTODERMATIDA · 10 sp. · Vermes marinhos intersticiais ou endossimbióticos. · Dois estatocistos (órgão de equilíbrio); · tubo digestivo presente · ânus ausente · bentônicos/ comensais · A epiderme é totalmente ciliada; · A primeira divisão de clivagem é holoblástica; Habitat: Geralmente vida livre, podem ser encontrados em areias finas, lamas ou cascalhos. Entretanto, as espécies de um gênero específico são simbiontes do trato digestivo anterior dos ecnodermos Holoturioides (pipino do mar), essa relação é mutualista e não parasitismo. XENOTURBELLIDA · <10 sp., marinhas ; · tubo digestivo presente; · ânus ausente; · sistema nervoso difuso; · bentônicos; · formato ovóide com ventre achatado. · Parede corporal profusamente muscularizada; · São hermafroditas simultâneos que produzem ovos vitelinos. Habitat: vivem nos fundos de lamas dos oceanos; Contextualização filogenética Sinapomorfias dos grupos. Eubilateria: trato digestório tubular com boca e ânus; cérebro Bilateria: simetria bilateral Triploblástica: três tecidos embrionários Neuralia: neurônio Proepitheliozoa: tecidos verdadeiros Metazoa: muticelular · Blastóporo em eubilateria: protostômios → blastóporo dá origem a boca deuterostômios → blastóporo dá origem ao ânus Protostomia → sinapomorfia: clivagem em quadrante; larva trocófora; par de cordões nervosos ventrais e células multiciliadas. (engloba spiralia e ecdysozoa) Spiralia → sinapomorfia: Clivagem espiral, larva trocófora e lofóforo. Acoelomorpha é grupo-irmão de Eubilateria PLATYHELMINTHES Classe “Turbellaria”, Classe Monogenea, Classe Trematoda, Classe Cestoda Filogenia de Platyhelminthes (parte evolutiva) Existem varias hipóteses populares a respeito da origem dos platelmintos. A hipótese de ciliado-para-acelos foi abandonada pela maioria dos zoólogos modernos. Ela já não é mais sustentável em sua forma original, devido em parte à descoberta de que a natureza sincicial da endoderme de muitos acelos é provavelmente derivada secundariamente de um ancestral com um trato digestivo celular. Outra hipótese tem sido chamada de teoria dos ctenóforos deram origem aos turbelários policladidos. Este cenário contempla um ctenóforo achatado que assume um estilo de vida bentônico e rastejante, com a boca direcionada contra o substrato. Juntando esses eventos com o aumento das ramificações do trato digestivo e a formação de uma faringe plicada, chega perto de um bauplan policladido. Esta hipótese, tambem, ja não possui muito suporte popular. Considerando o exposto anteriormente, fomos deixados hoje com no mínimo 2 ideias bem diferentes sobre a origem do filo Platyhelminthes. Primeiro, está hipótese de que os platelmintos turbelários se originaram de algum ancestral planulóide diploblástico, radialmente simétrico. Várias versões deste cenário recebem algum suporte, mas todas compartilham um tema comum: que os primeiros organismos triplo-blásticos, bilateralmente simétricos, eram como os platelmintos. Essa visão implica que a condição acelomada é primitiva dentro dos filos triploblásticos, pelo menos dentro da linhagem que leva aos protostomios. Levando essa ideia mais adiante, os platelmintos representam o “primeiro” táxon de Spiralia, e talvez o grupo de origem dos quais o clado dos protostômios surgiu. 1. Características · ~ 26.500 sp. de vermes de vida livre parasitário; (Cerca de 100 mil espécies ainda não descritas); · Cerca de 75% das espécies são parasitárias; · bentônicos, planctônicos, intersticiais (meiofauna); · Vermes triblásticos não segmentados; · vida livre e simbionte: 0,1-60 cm; · parasitas: 0,1mm-metros ; · variedade de ambientes ; · Sem cavidade corporal no adulto; · Sem larva trocófora; · Vermes achatados, planárias, tênias, solitárias; · Triploblásticos, acelomados e simetria bilateral; · Corpo mole; · Achatados dorsoventralmente, sem segmentação corporal (os cestóides são estrobilados) ; · Ausência de sistema circulatório ou de trocas gasosas -> limita tamanho; · Clivagem espiral (nas espécies não parasitárias) e mesoderme 4D. · Intestino complexo, embora incompleto, geralmente presente. O intestino está totalmente ausente nos Cestóides. · Cefalizados com sistema nervoso central, formado por um gânglio cerebral anterior e, geralmente, cordões nervosos longitudinais conectados por comissuras transversais. · Possuem protonefrídios como estruturas excretoras/ osmorreguladoras. · Hermafroditas com sistema reprodutivo completo. Sinapomorfias dos Platelmintos: cílios sem centríolos acessórios, células epidérmicas e gastrodermicas multi ciliadas, protonefrídios com 8-16 microvilosidades das células terminais e dois cílios. · Os aspectos diagnósticos dos platelmintos representa um conjunto de atributos, que marcam avanços específicos na evolução de Metazoa. Combinados com uma terceira camada germinativa (mesoderme), a simetria bilateral e a cefalização, estão alguns órgãos e sistemas orgânicos sofisticado e a uma tendência à centralização do sistema nervoso. 2. Classificação · Classe “Turbellaria” - vida livre · Ordem Tricladida (planárias comuns) · Neodermata → neoderme sincicial não ciliada e habito parasita. (Monogenea, Trematoda e Cestoda) · Turbellaria (Turbelários) - Platelmintos de vida livre, com epitélio ciliado, ocelos e aurículas. Exemplo: Planária (Digesia tigrina) · Trematoda (Trematódeos) - Vermes parasitas com epiderme não-ciliada e uma ou mais ventosas. Exemplo: Schistosoma mansoni · Cestoda (Cestódeos) - Formas parasitas com corpo dividido em anéis ou proglotes. Exemplo: Taenia solium · Monogea (Monogêneos) - Ectoparasitas de vertebrados aquáticos (especialmente de peixes), com haptor. Exemplo: Gyrodactylus salaris 3. Plano básico · simetria bilateral · triploblástico · acelomados: ectoderme, endoderme, parênquima (mesênquima) · achatados · leve cefalização · ânus ausente (perda secundária ou reversão) · policladido/tricladido ?? · glândula rabdítica submersa · sustentação (junto com musculatura e mesênquima) Classe “Turbellaria” (Vida livre - Planárias) PARAFILÉTICO Filogenia: Há controvérsias quanto a origem de turbellaria. Existem duas teorias mais discutidas atualmente. A primeira é a teoria da plânula, que propõe que turbelários e cnidários surgiram de um ancestral comum, o planulóide, que se assemelha a larva de um cnidário. Esse ancestral teria tido um epitélio epidérmico externo, um epitélio gastrodérmico interno e um tecido conjuntivo (mesogléia) entre eles. De acordo com essa teoria, o trato digestivo dos platelmintos e o parênquima correspondem ao celêntero e a mesogléia dos cnidários, respectivamente. · Célula parenquimatosa fixa (transporte) · Rabditos – estrutura globulosa que produz muco (auxilia o movimento ciliar) · Aurícola – orgão sensorial (células quimiossensíveis) 4. Locomoção · São animais de vida livre, precisa de uma locomoção eficiente. · movimentação ciliar (intersticiais) · ação muscular: rastejamento, retração/propulsãoe natação · sp. simbiontes: glândulas adesivas 5. Alimentação/digestão · carnívoros, carniceiros, herbívoros ou detritívoros · várias sp. comensais · digestão extra e intracelular · faringe da no intestino 6. Excreção e osmorregulação · protonefrídios (células-flama) 7. Sistema Nervoso · baixo nivel de organização (principalmente da região das aurículas) 8. Defesa · cores e tubérculos 9. Sustentação · junto com a musculatura e mesênquima (propriedade hidrodinâmica) 10. Reprodução assexuada · Paratomia- segmentação transversalmente · Arquitomia- se subdivide no meio · Brotamento 11. Reprodução sexuada · Hermafroditismo · Cópula · Normalmente com poucos ovos, depositados em massa (ovíparos) ou permanecem no útero (ovovivíparos) · Desenvolvimento direto ou indireto 12. Desenvolvimento · Encontro de gametas interno · Maioria é desenvolvimento direto (mas existe indireto) · Larva planctotrófica (se alimenta do plâncton) NEODERMATA (Parasitas) Classe Monogenea, Classe Digenea e Classe Cestoda. · Neoderme sincicial (sem separação celular) nao ciliada · Hábito parasita 1. Parede corporal · Microvilosidades · Pode ter espinhos · Pode ser considerada um órgão · Endoparasitas tem microtrichas (estrutura utilizada para se encaixar nas vilosidades) -Cestoda -Digênia -Monogênea 2. Fixação · Por ventosas (localizadas no scólex) · Podem ser espinhos 3. Sustentação · Como nos platelmintos de vida livre 4. Locomoção · Movimentação muscular · Musculatura circular, longitudinal e dorso ventral 5. Alimentação · Monogênia e digênia é quase igual aos de vida livre · Cestoda não possui boca ou trato digestivo · Pinocitose por meio da neoderme · Ordem de alimentação: boca (com ventosa oral/sugador oral) > faringe > intestino oco 6. Respiração e circulação · Difusão (assim como nos de vida livre) · Endoparasitas: respiração anaeróbia · Alguns digênia: canais linfáticos 7. Excreção e osmorregulação · Nefrídios Classe Monogênea · Ciclo simples: hospedeiro único · Ectoparasita de vertebrados aquáticos · Ventosa oral reduzida ou ausente · Haptor com ganchos e ventosas Classe Digenea (Trematoda) · Ciclo complexo: mais de um hospedeiro · Importância médica e veterinária · Uma ou mais ventosas · Estão inclusos os trematoda (Schitosoma mansoni – Esquistossomose) · Um dos únicos parasitas dióicos · Causa a barriga d’água Classe Cestoda (aparentemente a mais evoluida) · Endoparasita (cisticercose, teníase) · Hermafroditas · Trato digestivo completamente ausente · Poucos mm a vários metros · Corpo dividido em scólex, colo (ou pescoço) e estróbilo · Cada proglótide é basicamente um indivíduo o Proglótide perto do pescoço: novas o Perto do “rabo”: mais velhas, grávidas (com ovos) NEMERTEA 1. Características gerais · ~1200 sp. · Marinhos, dulcícolas, terrestres, simbiontes, ectoparasitas. · Poucos cm a dezenas de m de comprimento. · Rincocele/probóscide (a rincocele aloja a probóscide) 2. Organização corporal · Tubo digestivo completo · Boca anterior, ânus terminal · Cordões nervosos ventrolaterais · Sistema circulatório fechado: veias (origem celomática) e lacunas · Ausência de esqueleto · Trocas gasosa por difusão · Excreção e osmorregulação por protonefrídios · Sistema nervoso/sensorial: gânglios circundam a rincocele; cordões nervosos ventro-laterais; ocelos e quimiorrecepção. 3. Alimentação/digestão · Carnívoros (pequenos invertebrados) · Estilete e/ou toxinas · Digestão extra e intracelular 4. Reprodução e desenvolvimento · Gônadas seriais · Dióicos ou monóicos (dulcícolas) · Fertilização externa · Desenvolvimento direto ou i ndireto · o Registro fóssil tem pouca utilidade para estabelecer a origem dos nemertinos no tempo geológico, mas esse grupo certamente divergiu algum tempo depois da origem da condição bilateral de Spiralia. Embora sejam considerados do clado dos espirálicos, por muito tempo os nemertinos foram relacionados aos platelmintos. Essa ideia foi refutada pela descoberta da natureza celômica da rincocele e dos vasos sanguíneos dos nemertinos, que os classificam mais perto dos outros filos de espirálicos celomados. Muitas características do plano corpóreo dos nemertinos são semelhantes às observadas em Platyhelminthes e, historicamente, esses dois táxons eram comumente agrupados como Bilateria triploblásticos acelomados. Entretanto, hoje os nemertinos são na verdade celomados e estão relacionados com os anelídeos, os moluscos e os filos dos lofoforados. As semelhanças com os platelmintos estão no sistema nervoso, nos tipos de órgãos sensoriais e nas estruturas excretoras protonefridiais. Contudo, os nemertinos são mais semelhantes aos filos espirálicos citados antes. Os nemertinos têm intestino completo com ânus (um trato digestivo unidirecional completo), sistema circulatório fechado de configuração celômica e uma probóscide eversível circundada por uma cavidade hidrostática conhecida como rincocele. O sistema circulatório e a rincocele são duas cavidades celômicas. A estrutura do aparato da probóscide é única nos nemertinos e representa uma nova sinapomorfia, que os diferencia de todos os outros táxons de invertebrados. MOLLUSCA 1. Características gerais · Protostômios celomados bilateralmente simétricos (ou secundariamente assimétricos) e não segmentados. · Celoma limitado a diminutos espaços nos nefrídios, no coração e nas gônadas (celoma reduzido). · A cavidade principal do corpo é uma hemocele (cavidade principal - sistema circulatório aberto). · As vísceras estão concentradas dorsalmente como uma “massa visceral”. · O corpo é coberto por uma lâmina de pele epidérmica revestida por cutícula – o manto. · O manto tem glândulas da concha, que secretam os escleritos epidérmicos calcários, as placas das conchas, ou as conchas propriamente ditas. · O manto pende e forma uma cavidade (a cavidade do manto), na qual estão abrigados os ctenídios, os osfrádios, os nefridióporos, os gonóporos e o ânus. · O coração está localizado em uma câmara pericárdica e é formado por um único ventrículo e um ou maisátrios separados. · Geralmente têm um pé musculoso grande e bem-definido, comumente com sola rastejante achatada. · A região oral é guarnecida por uma rádula e um odontóforo muscular. · Trato digestivo completo (inteiro) com especialização regional marcante, incluindo grandes glândulas digestivas. · Têm “rins” metanefrídios complexos e volumosos. · A clivagem é espiral e a embriogenia é protostômia. · Formam larvas trocóforas e, em dois grupos principais, uma larva véliger. · >90 mil sp. viventes, >70 mil sp. fósseis · Poucos mm a 10m de comprimento 2. Sinapomorfias · Rádula - língua áspera (fica dentro do odontóforo e é sustentado por ele) · Manto (parte externa) – parede corporal, vascularizado, muito muscular, células produtoras de concha e muco, alguns tem cromatóforos (capacidade de mudar de cor) · Concha (espículas calcáreas) - diversos formatos · Pé - Movimentação: andar, nadar, cavar (solo, madeira) - (alguns possuem opérculo, o qual é quitinoso e “sela” a concha) Três hipóteses sobre a origem: A primeira é de que o grupo originou-se de um ancestral acelomado semelhante a um platelminto turbelário, a segunda, defende que seu ancestral seria celomado, mas com corpo segmentado, já a terceira hipótese diz que seriam descendentes de celomado, porém não metamerizado. Classe Polyplacophora: o nome do grupo está relacionado à presença de placas que formam a concha. · Quítons · 800 espécies, 3mm até 40 cm · Marinhos, regiões rasas, costões rochosos (por isso são achatados) · Pastadores (raspam algas do costão), herbívoros, carnívoros e detritívoros · 8 valvas (concha) · Ctenídeo = brânquias · São alongados e achatados dorso-ventralmente, com pé ventral amplo. Sinapomorfias · Cinturão (manto expandido e cuticularizado, fundido as placas da concha) · Múltiplas brânquias · Sem órgão reprodutivo · Reprodução externa · Sem larva trocófora Classe Aplacophora (solenogastres e caldofoveata):· 300 espécies marinhas · Pequenos, vermiformes · Tentáculos e olhos ausentes · Hermafroditas · Hábito epibentônico (sob a superfície) · Detritívoros ou carnívoros - escavam em sedimentos das profundezas · Espículas calcárias (concha ausente) secretadas pela epiderme · Pé reduzido ou ausente · Cavidade do manto posterior e rudimentar Conchifera – super classe Concha com três camadas (perióstraco (proteção química externa); ostraco central ou camada prismática (CaCO3, carbonato de cálcio) e nacarada (camada brilhante, externa, bonita na concha, feita de nácar) Monoplacophora · 11 espécies marinhas · Águas profundas (1800 a 7000 métros) · 9 a 30 mm · Detritívoros · Achava-se que estavam extintos até a década de 50 · Nefrídeos seriados e pareados e ctenídeos · Coração com átrios divididos · Concha: peça única; forma de placa achatada (escudo) a cônica baixa, com ápice dirigido anteriormente · Cavidade do manto: como nos quítons, lateralmente e na parte posterior do corpo (sulcos paliais) · Rádula presente - Micrófagos raspadores (microrganismos) · Tentáculos presentes ao redor da boca Gastropoda · Subclasse prosobranquia · Subclasse mesobranquia · Subclasse opisthobranquia É o maior e mais diversificado grupo dos moluscos, conhecidos como caramujo, caracóis, e as lesmas. Terrestres (incluindo desertos), marinhos, dulcícolas Herbívoros, carnívoros, onívoros, detritívoros, suspensívoros. Concha: Peça única (Univalve) Externa ou interna (reduzida) ou ausente Forma: cônica espiral (ampla variação), pateliforme (cônica baixa) Sinapomorfias: · · Torção (tubo digestivo) - Rotação de 180º (anti-horário) da massa visceral, manto, cavidade do manto e concha [em relação ao pé e cabeça] - Ocorre durante o estágio de larva véliger · Consequências da torção: · Proteção da cabeça · “Perda” dos órgãos do lado direito · Melhor aproveitamento das correntes de água · Autopoluição · Orifícios inalantes e exalantes na concha · Desenvolvimento de sifões inalantes e canal sifonal na concha Subclasse prosobranquia · Maioria dos gastrópodes marinhos com concha e torcidos (caramujos, lapas, abalones), mas há vários límnicos e terrestres · Torção completa (cavidade do manto anterior, estreptoneuria) · Brânquias, cavidade do manto e ânus anteriores · Um par de tentáculos (com olhos na base) · Pé com sola rastejadora e opérculo (córneo ou calcário) · Concha espiralada (maioria); às vezes, em forma de capuz ou tubular · Locomoção Pé: sola rastejadora Subclasse Opisthobranchia · Maioria marinha; poucos de água doce · Connus (conjunto de venenos mais potente da natureza) · Bentônicos, pelágicos · Importância médicas · Distorção de 90º · Concha e cavidades do manto reduzidas ou ausente · Cerata - responsável pela respiração e armazena cnidócitos (se alimenta cnidários) – ele armazena e consegue utilizar · Opérculo geralmente ausente · Rinóforos: par de tentáculos quimiossensoriais · Carnívoros raspadores que se alimentam de animais sésseis (cnidários, esponjas, briozoários, ascídias etc.) · – Algumas estratégias de defesa Proteção da concha ausente ou reduzida Natação de fuga com parapódios Produção de substâncias tóxicas, espículas no manto Cleptocnida Padrões de coloração Coloração críptica (camuflam-se no substrato) Coloração aposemática naqueles com toxinas ou nematocistos Subclasse Pulmonata · Brânquias ausentes (perda secundária) – cavidade do manto é super vascularizada (formando um pulmão) · Maioria dos gastrópodes terrestres e água doce (caracóis, lesmas) · Destorção parcial ou completa (cavidade do manto do lado direito na maioria) · Cavidade do manto convertida em pulmão (teto vascularizado) – respiração aérea (pulmonados aquáticos ocorrem em águas rasas) · Concha conispiral, reduzida ou ausente nas lesmas; · sem opérculo · Manto fecha completamente a abertura, com exceção do pneumóstoma (ou pneumostômio) – ventilação pode ser ativa, realizada por movimentação do assoalho do pulmão · – Como saber se um caracol terrestre é pulmonado? Número de tentáculos (2 pares em Pulmonata terrestres) Presença de opérculo (ausente em Pulmonata) · – Estratégias associadas à invasão do ambiente terrestre: · Transformação da cavidade do manto em um pulmão · Excreção através de ácido úrico · Fecundação interna, ovos com casca e ricos em vitelo · Hábitos noturnos e preferência por ambientes úmidos · Durante períodos secos, alguns caracóis podem estivar, selando a abertura da concha com um tampão mucoso (epifragma) · Secreção de muco Higroscópico: proteção contra dessecação · Locomoção lubrifica a passagem do pé sobre o substrato · Proteção contra infecções bacterianas CEPHALOPODA · 630 sp. viventes, 7.500 sp. fósseis · Predadores marinhos. · Modo de vida pelágico: independência do substrato para locomoção · Concha: externa, interna (reduzida) ou ausente · Pé: modificado em apêndices (braços e/ou tentáculos) e funil · Manto: muscular; cavidade do manto: ampla · Manto, cavidade do manto e funil: circulação de água para as brânquias (trocas gasosas) e natação · Locomoção: · Propulsão com nadadeiras · Jato-propulsão: Lenta: circulação de água para as brânquias (trocas gasosas) Rápida: fuga *Em coleoides: múscs. do manto + cavidade do manto + funil + válvulas *Em náutilos: retração da cabeça · Rastejamento: polvos bentônicos · Bolsa da tinta: Produção e secreção da tinta (melanina + muco); origem do reto Distração para fuga; contém tirosidases, as quais podem anestesiar temporariamente os quimiorreceptores do predador Sinapomorfias: Sistema circulatório fechado; Sifúnculo; Concha septada; Saco de tinta; Gânglios fundidos; Pé: apêndices Subclasse Nautilloidea · Concha externa; · Muitos tentáculos sem ventosas; · Nautillus (5 sp.) vivente, restante fóssil. Subclasse Cephalopoda · Concha interna, reduzida ou perdida · Oito a dez apêndices com ventosas · Lula tem concha interna e 8 braços + 2 tentáculos; Polvo não tem concha e tem só 8 braços - ambos possuem saco de tinta. Subclasse Coleoidea BIVALVIA · são marinhos ou dulcícolas; filtradores sésseis ou sedentários; · Os bivalves são os responsáveis pela produção das pérolas de valor comercial, embora qualquer molusco dotado de concha possa fabricá-las. As pérolas são formadas pela deposição de nácar ao redor de uma partícula estranha que penetra entre o manto e a concha. · Todos são hermafroditas · Onde tem o ligamento é dorsal · Umbo é a região anterior (lúnula) · Valvas são iguais · Vivem em basicamente todo local: Podem entrar no solo, se fixam em um substrato, superfície de areia. · SINAPOMORFIA: 1) CONCHA - duas valvas unidas dorsalmente; 2) Rádula perdida → são filtradores → SIFÃO 3) compressão lateral do corpo; 4) Bisso (fixação) (fios do bisso) · SCAPHOPODA: - Bentônicos cavadores, ctenídios perdidos, dióicos, com fecundação externa - Possuem nefrídeos (2015) (2018) DEUTEROSTOMIA (Filos: Hemichordata e Echinodermata) · Dentre os Deuterostômios há cerca de 60.000 espécies vivas descritas; Sinapomorfias: O blastóporo origina o ânus; Faringe com aberturas ciliadas; Clivagem radial. Entre os deuterostômios, Echinodermata e os Hemichordata formam um clado bem-sustentado (Ambulacraria), que é o grupo-irmão de Chordata. 1) Superfilo Hemichordata · São exclusivamentes marinhos; · Bilateralmente simétricos; · Vermiformes; Habitat: Marinhos, maioria em água rasas. São bentônicos e cavadores. Podem ser sedentários ou sésseis. Solitários ou coloniais. Sinapomorfias: Divertículo oral dorsal conhecido como estomocorda; Corpo tripartido em probóscide, colar e tronco a) Filo Enteropneusta (vermes-línguas) · Perfuradores bentônicos; · Cerca de 80 espécies; · Solitáros; Sustentação: Esqueleto da probóscide e bastonetes de sustentação da barra branquial. Hábito: constroem galerias em forma de U revestidas na forma de muco ou areia; Geralmente vivem enterrados nos sedimentos, entre ganchos de algas ou debaixo de pedras; b) Filo Pterobranchia · São coloniais; · Sésseis; · Secretam o próprio tubo; · Sealimentam por meio dos braços e tentáculos ciliado; 2) Superfilo Echinodermata (“Espinhos na pele”) Diversidade: Estrelas-do-mar; Lírios-do-mar; Pepinos-do-mar; Serpentes-do-mar (ofiúros); Ouriços-do-mar; Bolachas-da-praia. Sinapomorfias: Placas esqueléticas de estrutura estereômica; sistema vascular aquífero; simetria pentarradiada. · Simetria radial ou bilateral (Simetria bilateral embrionária e a radial desenvolvida secundariamente); · Celoma bem desenvolvido; · Endoesqueleto derivado da mesoderme; · Ossículos; · Material esquelético poroso (estereoma- microestruturas porosas compostas de finas redes de calcita); · Presença de um sistema vascular aquífero; · Internamente à derme e aos ossículos estão as fibras musculares e o peritônio do celoma; · O seu endoesqueleto é formado por calcário; · Presença de madreporito (Poros com função de entrada de água no sistema ambulacral). · No passado possuíam pedúnculo (eram sésseis) Sistema ambulacral: sistema vascular desempenhando funções ligadas à locomoção, respiração, alimentação e sistema sensorial (pé ambulacral). Habitat: Algumas espécies toleram água salobra, entretanto os equinodermos não possuem mecanismos excretores, respiratórios ou osmorreguladores que lhes permitam explorar hábitats de água doce ou terrestres. Importância: As larvas são extremamente importantes para a ecologia das comunidades planctônicas e, em sua forma adulta, eles desempenham funções fundamentais nos ecossistemas marinhos bentônicos como depositívoros e suspensívoros, predadores, herbívoros raspadores e organismos que processam e renovam os sedimentos. Estrutura circulatória: sistema hemal derivado das cavidades e dos seios celômicos. Explicação da simetria radial: está relacionada com os hábitos sésseis ou planctônicos dos animais que exploram seus ambientes por todos os seus lados como suspensívoros ou predadores passivos. A anatomia complexa é explicada pela transformação das larvas bilateralmente simétricas dos equinodermos em adultos pentarradiais. Tecidos colagenosos mutáveis: Entre os ossículos esqueléticos e na própria parede corporal, os equinodermos têm um sistema singularmente elaborado de tecidos conjuntivos. - Ossículos ligados por ligamentos de colágeno – controle neuronal e ação de peptídeos. - Ligamentos enrijecidos ou afrouxados – manter a postura sem esforço muscular. Reprodução: Sexuada - dióicos, com fecundação externa e desenvolvimento indireto Assexuada - regeneração (estrelas, pepinos e ofiúros) Teoria Extra-axial/Axial: descreve as regiões do corpo dos adultos e as homologias esqueléticas de várias linhagens de equinodermos com base no grau de diferença das regiões larvais, as quais se transformam nas regiões do corpo adulto. Classificação: Classe Crinoidea = lírios-do-mar (grupo irmão de todos) → Pelmatozoa Classe Ophiuroidea = serpentes-do-mar Classe Asteroidea = estrelas-do-mar Classe Holothuroidea = pepinos-do-mar Classe Echinoidea = ouriços e bolachas-do-mar → Eleutherozoa · CLASSE CRINOIDEA. Lírios-do-mar e penas-do-mar Os braços irradiam da concavidade central (cálice), e a boca e a superfície oral estão voltadas para cima; quando existe, o pedúnculo aboral origina-se do lado aboral do cálice; ambulacro nos braços, que contêm pínulas; · Asteroidea (estrelas-do-mar) (Ordoviciano – Recente) •Cinco braços amplamente conectados a um disco central; •Esqueleto flexível composto de superfície dorsal com placas articuladas; •Face ventral possui ambulacros dispostos radialmente à boca se estendendo pelo braços. · Echinoidea (ouriços e bolachas-da-praia) (Ordoviciano - Recente) •Fusão das placas esqueléticas, formando uma carapaça discóide ou globosa rígida; •Mais abundantes hoje que no registro fóssil; •Testa (carapaça rígida) os fazem os equinodermos de mais fácil fossilização; •Testa dividida em 5 zonas ambulacrais (menores e com aberturas para os “pés” ambulacrais na margem externa) separadas por zonas interambulacrais (maiores e com espinhos). •Peristoma: membrana com placas na face ventral envolve as brânquias e a “lanterna de aristóteles” •periprocto (placas pequenas envolvidas em membranas que circundam o ânus); madreporito (entrada de água para o sistema ambulacral) além de placas genitais e ocelares. · Holothuroidea (pepinos-do-mar) (Ordoviciano?, Siluriano superior- Recente) •Redução das placas esqueléticas a ossículos isolados; •Fósseis completos são raros (conhecidos desde o Devoniano); •Algumas formas primitivas possuem placas de revestimento; •Cavidade celômica: esqueleto hidrostático; •Alongamento do corpo no sentido do eixo oral-aboral; •Orienta-se horizontalmente, boca (com tentáculos) e ânus em pólos opostos; •Interiorização do madreporito; •Eversão de víscera (defesa) – túbulos de Cuvier; •Uma única gônada. · Ophiuroidea (ofiúros) • Perda das ventosas dos pés ambulacrais; • Cinco braços altamente articulados, com placas vertebrais internas; • Perda secundária do ânus; • Sulcos ambulacrais fechados; • Madreporito migra para a superfície oral; • Fototrópicos negativos. Ophiuroidea (ofiúros) TAXONOMIA Pelmatozoa Cambriano – Recente. Agrupa os Crinoidea (lírios-do-mar) e grupos fósseis pedunculados; São organismos de hábito séssil, presos ao substrato por um pedúnculo no estágio larval, que permanece no adulto (águas profundas). Boca e ânus do mesmo lado, no centro de um círculo tentacular de braços. Evolução de braços ou braquíolos com sulcos ambulacrais ciliados abertos – tomada de alimento em suspensão e perda do madreporito externo. Eleutherozoa Deslocamento do ânus para a superfície aboral; Mudança da orientação do corpo – superfície oral voltada para o substrato; Modo de vida “errante”: ventosas nos pés ambulacrais; Madreporito migra para a superfície aboral. · Evidências fósseis, moleculares e de desenvolvimento apoiam a posição de grupo-irmão dos ofiuroides com os asteroides em um clado conhecido como Asterozoa, enquanto os equinoides e os holoturoides estão posicionados em um clado referido como Echinozoa, e os crinoides representam o primeiro grupo a ramificar. · A filogenia é baseada ao nível de classe assumindo que cada uma delas é um grupo monofilético e atualmente a classificação baseia-se na morfologia dos adultos. São eles: Crinoidea, Asteroidea, Ophiuroidea, Echinoidea e Holothuroidea. · O grupo dos equinodermos apresenta algumas sinapomorfias como: Placas esqueléticas de estrutura estereômica; sistema vascular aquífero; simetria pentarradiada. · É aceito que os Crinoidea sejam o grupo mais primitivo e de que os Echinoidea e Holothuroidea sejam grupos irmãos devido à redução da superfície aboral a uma pequena região ao longo do ânus e a presença dos sulcos ambulacrais ao longo das laterais do corpo da superfície oral para a aboral, que está presente nos dois grupos. · Então, a discussão é em relação às posições dos Ophiuroidea e Asteroidea. Isso fez levar a duas hipóteses filogenéticas de grande suporte para os estudiosos. ANNELIDA ANELLIDA – Minhocas e Sanguessugas SINAPOMORFIA · CORPO SEGMENTADO (METAMERIA: corpo segmentado em forma de anéis) · CRESCIMENTO TELOBLÁSTICO · CERDAS EM FEIXES (BETA QUITINA E PROTEÍNAS) · PARAPÓDIOS LATERAIS: NOTOPÓDIO E NEUROPÓDIO: locomoção, respiração (branquias), cirros sensoriais · Características: Ø Corpo alongado/vermiforme; Ø Simetria bilateral; Ø Celomados; Ø Triblásticos; Ø Protostômios; Ø Corpo revestido por cutícula; Ø Sistema Digestório Completo: boca e ânus; Boca – papo – moela – intestino – anus Ø Sistema Circulatório Fechado; Cordões laterais bombeiam o sangue Ø Sistema Respiratório Cutâneo e Branqueal; Ø Sistema excretor: metanefrídeos; Ø Sistema Nervoso: Ganglionar e Cordões Nervosos Ventrais: 2 pares de gânglios prostomiais e 1 par de ventrais longitudinais. Ø Sistema sensorial: ocelos ou olhos; estatoscistos; receptores táteis; órgão nucal - quimiosensorial. Ø REGENERAÇÃO Poliquetos: alto a médio poder de regeneração (número bastante variável de segmentos)Oligoquetos: alto a baixíssimo poder de regeneração (número pouco variável de segmentos) Sanguessugas: poder de regeneração nulo (número fixo de segmentos). Ø Reprodução Assexuada: Fragmentação ou divisão transversal do corpo, com regeneração; Epitoquia; Brotamento. Ø Reprodução Sexuada: CLASSE POLYCHAETA (+ DIVERSO) Dióicos, fertilização externa ou interna Gônadas: agregados segmentares submesoteliais Gametas amadurecidos no celoma e liberados via nefridióporo Algumas sp: controle endócrino (enxameamento) Desenvolvimento INdireto CLITELLATA: CLASSE OLIGOCHAETA E CLASSE HIRUDINEA Hermafroditas, fertilização interna. Formação de casulo Desenvolvimento Direto SINAPOMORFIAS DE CLITELLATA: Clitelo, hermafroditismo, segmentos genitais, perda trocófora e zigotos depositados em casulos; SINAPOMORFIAS DE HIRUDINEA: perda das cerdas, ânus dorsal, ectoparasitismo, ventosas, anelações superficiais difereM da segmentação interna, gonóporo masculino ímpar, mediano, ventral RELAÇÃO COM ECHINODERMATA Myzostomida parasita Crinoidea VANTAGENS ECONÔMICAS · Cadeia alimentar marinha e dulcícola - ciclagem de nutrientes (detritívoros); · Húmus de minhoca; · Medicina - sanguessuga reestabelece circulação sanguínea no local PLANO BÁSICO: · Celoma esquizocélico, preenchido por fluido e delimitado por mesoderme revestida por epitélio fino = Peritônio ou mesotélio. O peritônio isola o fluido da musculatura e dos órgãos/vísceras. · Órgãos metaméricos: coração, gônadas, metanefrídeos, gânglios, cavidades celômicas, apêndices. · Órgãos integradores: tubo digestivo, sistemas nervoso e circulatório, musculatura · Funções do celoma: Esqueleto hidrostático; Defesa: Celomócitos; Trocas gasosas: Hemoglobina; Glândulas cloragógenas: Síntese glicogênio/lipídios + armazenamento + desintoxicação + catabolismo de proteínas + formação de amônia e uréia HÁBITOS ALIMENTARES: · Poliquetos: caçadores, carniceiros, detritívoros, comedores de depósitos, filtradores · Oligoquetos: caçadores, detritívoros, comedores de depósitos · Sanguessugas: maioria ectoparasita (sangue). Outras são carniceiras ou carnívoras image21.png image7.png image5.png image3.png image11.jpg image14.png image16.png image12.png image13.png image4.png image18.png image20.png image23.png image9.png image8.png image1.png image10.png image6.png image22.png image19.png image17.png image2.png image15.png