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LUIS FELIPE GERIBELO LEITE - 1138520
ATIVIDADE DE PORTFÓLIO CICLO 2
Centro Universitário Claretiano
Pós-Graduação: História e Cultura Afro Brasileira e Africana
Geografia Política e Econômica da África
Tiago Tadeu Contiero
BARRETOS-SP
2017
Síntese: Partilha europeia e conquista da África:
apanhado geral. Godfrey N. Uzoigwe
Entre os anos de 1880-1914 o continente africano foi retalhado e subjugado pelas nações Europeias transformando essa época, segundo os historiadores: em uma época de importantes transformações revolucionárias. Essa época teve como característica mais marcante: a velocidade com que todo o continente africano foi dividido pelas potencias europeias. 
As teorias por trás da partilha da África são divididas em: Econômicas, Psicológicas, Diplomáticas, e a Teoria da Dimensão Africana. 
A teoria econômica gira em torno do “Imperialismo Econômico”. Foi defendida inicialmente pelos sociais-democratas alemães. Segundo Rosa Luxemburgo a base da partilha africana seria o ultimo estágio do capitalismo, sendo aplicado através do “imperialismo”. Jhon Hubson defendia a ideia de que a partilha africana foi consequência da procura de novas áreas para investir os excedentes de capitais da superprodução da Europa industrializada, onde a procura foi por mercado consumidor para seus produtos produzidos. Vladmir Lenin defende que a divisão da África foi consequência da passagem do capitalismo da livre concorrência para o capitalismo monopolista, na qual este consiste em exportar os capitais par investimento a fim de obter os melhores lucros. 
A teoria psicológica está relacionada basicamente á dominação do mais forte sobre o mais fraco. Através do: Darwinismo Social, Cristianismo Evangélico e o Atavismo Social. Assim: 
O Darwinismo social defende a ideia da luta pela sobrevivência do mais forte sob os mais fracos. Com isso os Europeus se colocaram como “superiores” aos “mais fracos” africanos, e utilizou isso como justificativa para a dominação.
A Dominação sob a teoria do cristianismo evangélico consistia na ideia de que os religiosos tinham como missão a salvação dos africanos que estavam mergulhados nas trevas.
E o Atavismo social era simplesmente a ideia do prazer em dominar os mais fracos.
As teorias diplomáticas sobre a partilha da África é dividida em três correntes principais: o prestigio nacional, o equilíbrio de forças e a estratégia global. Assim:
O prestígio nacional foi defendido por Carlton Hayes, onde segundo sua ideia a divisão africana foi decorrência da necessidade que cada potência europeia tinha de se mostrar “forte”. Onde o orgulho nacional era o principal motivo.
Defendido por Friedrich Hinsley, o equilíbrio de forças foi a alternativa encontrada para “resolver” a disputa de territórios na Europa. Onde a África foi dividida para manter a paz entre as potencias europeias. 
A estratégia Global teve dois principais defensores: Ronaldo Robnson e John Gallegher. Defendiam que a divisão da África foi uma estratégia que as potencias europeias utilizaram para se posicionarem em um ponto estratégico no “centro do mundo”. Assim essa corrente teórica não considerava a África como fonte de recursos, apenas como ponto estratégico.
A Teoria da dimensão africana tem como defensores: George Hardy, A.George Hopkins, Carlton Hayes, e J.S. Kelve e é originaria do período da abolição do comercio de escravos. Essa abolição gerou conflitos em algumas áreas, pois essa prática era à base do poder de alguns chefes africanos, o conflito foi gerado pela relutância por parte de alguns desses chefes em abandonar a prática, e essa instabilidade gerada internamente na África foi aproveitada pelos europeus.
A corrida pela partilha da África ocorreu em decorrência de três fatores principais entre os anos de 1876 e 1880. O primeiro foi o novo interesse de Leopoldo I (rei dos belgas) para com a África expressado na Conferencia Geográfica de Bruxelas em 1876, onde foi criada a Associação Internacional Africana e o recrutamento de Henry Morton Stanley em 1879 para explorar os Congos em nome de tal associação. O segundo foi as atividades de Portugal que anexou em 1880 as propriedades rurais de Moçambique. O terceiro fator importante foi a expansão francesa entre 1879 e 1880 juntamente com o Reino Unido no controle do Egito, pelo envio de Savorgnan de Brazza ao Congo, pela ratificacao de tratados com Makoko, e pelo restabelecimento da iniciativa colonial francesa tanto na Tunisia e em Madagascar.
Essa “dominação descontrolada” que a Europa começou a fazer na África gerou diversos conflitos territoriais principalmente na região do Congo. Ideia lançada por Portugal, e concretizada por Bismarck, aconteceu em 15 de novembro de 1884 a 26 de novembro de 1885 a chamada “Conferencia de Berlin”, conferencia essa que traçou o destino da África. Mesmo sem o intuito, a conferência de Berlim serviu para definir como seria a distribuição dos territórios africanos. A conferência também serviu para criar uma nova forma de “dominação” de territórios, que foram os “tratados diplomáticos”, pois antes da conferência a dominação era através da instalação de colônias, a exploração, a criação de entrepostos comerciais, de estabelecimentos missionários, a ocupação de zonas estratégicas e os tratados com dirigentes africanos. A partir dela, entre 1885 e 1902 passou a fazer parte dessa dominação dois tipos de tratados: os Europeus-Africanos e os Europeus-Europeus ou bilaterais. Esses tratados serviam para fazer acordo entre as partes de exploração territorial e/ou comercial. Também nesse período (1885 e 1902) ocorreu a ocupação militar da África, onde teve a França como potencia mais ativa nesse tipo de dominação. Essa dominação foi decorrência da recusa dos chefes africanos em aceitar a “invasão” dos europeus em seus territórios, que opondo resistência gerou em diversos conflitos armados.
Assim a conquista da África aconteceu com facilidade porque a balança estava pensa para o lado Europeu. Primeiro porque os Europeus adquiriam através dos missionários, conhecimento do “terreno” do interior da África. Segundo porque os Europeus perderam o medo da África em relação às doenças do continente. Terceiro por questões financeiras, onde a Europa era muito mais rica que a África. Quarto porque a Europa estava em um estado de relativa paz, enquanto a África estava em um estado interno de guerra, estado esse que a Europa utilizou em seu proveito aliando-se aos estados africanos prometendo ajuda-los nos conflitos internos.
Outra coisa que a África herdou da partilha (além da devastação ocorrida em seu continente) foi o Atual mapa Geográfico, onde as potencias europeias dividiram o continente em cerca de 40 unidades políticas. Divididos em: a favor e contra, alguns especialistas acham as fronteiras arbitrarias, apressadas, artificiais e aleatórias, pois são diferentes da ordem politica africana pró-europeia. Outros as acham até que razoáveis. Ambos pontos de vistas não estão totalmente equivocados. A respeito do primeiro cerca de 30% das fronteiras foram definidas por linhas retas onde estas cortam de maneira arbitraria as fronteiras étnicas e linguísticas. Por outro lado os limites que foram mantidos seguiam traçados nacionais, no qual não podem ser considerados tão “errados” assim. 
Referencias: 
UZOIGWE, Godfrey N. Partilha europeia e conquista da África: apanhado geral. In: BOAHEN, Albert Adu. História geral da África, VII: África sob dominação colonial, 1880-1935. Brasília: Unesco, 2010. Disponível em: <http://unesdoc. unesco.org/images/0019/001902/190255POR.pdf>. Acesso em: 22/04/2017.

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