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Dor Orofacial - DTM

Resumo sobre dor orofacial: diagnóstico e terapêutica. Apresenta definição da dor, itens de anamnese (aguda vs crônica, qualidade, localização, curso, fatores), diagnóstico diferencial (intracraniana, cefaleias, cervical, neuropática, intra‑oral, disfunção temporomandibular), exames e tratamentos farmacológicos e cirúrgicos.

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DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
1 
 
O que é dor? 
É uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a um dano tecidual 
real, potencial ou descrita como se o dano estivesse presente. 
 É uma experiência Multidimensional 
 
Diagnóstico Diferencial da Dor Orofacial 
o Desordens de Dor Intracraniana 
o Cefaléias Primárias e Secundárias 
o Desordens de Dor Neuropática 
o Desordens de Dor Intrabucal 
o Desordens Temporomandibular 
o Desordens de Dor Cervical 
o Estruturas Associadas 
o Eixo II - Transtornos mentais 
 
 
É importante saber que durante o exame clínico algumas dores não apresentam lesões 
aparentes. 
 
Anamnese 
o História de doença atual 
o Tempo de evolução 
 Aguda 
 < 1-3 meses de duração 
 Valor biológico: função protetora, alarme 
 Resulta de lesão tecidual ou doença que ao serem 
resolvidas eliminam a dor 
 Frequentemente autolimitada 
 Crônica 
 Dor de longa duração; > 6 meses 
 Dores que durem além do tempo normal de reparo 
 Desprovida de valor biológico: usualmente não exerce 
função protetora. 
 Dor persiste mesmo após a retirada do fator casual 
 Afeta a saúde e a qualidade de vida 
 Pode ser encarado como uma doença por si só 
o Qualidade da dor 
 Muscular: pesada, cansada 
 Neurálgica: choque; fisgada; agulhada 
 Vascular: latejante; pulsátil 
o Localização 
 Onde exatamente o paciente sente a dor 
 
 
Exames 
Complementares 
Exame Clínico 
Diagnóstico 
Tratamento 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
2 
 
 
o Curso desde o inicio 
 Linear ou Gradativa 
 
 
 
o Curso em 24h 
 Saber como a dor se comportou nas ultimas 24h 
o Fatores modificadores 
 Clima e temperatura 
 Alimentação 
 Stress 
o Tratamentos específicos e resultados 
 Saber se o paciente já recebeu tratamento e quais foram os 
resultados. Se houve melhora ou não. 
 
 
Diagnóstico Diferencial da Dor Orofacial 
 
A. Dor Intracraniana 
o Pode ser provenientes de: 
 Neoplasias 
 Aneurismas 
 Abscessos 
 Hemorragias 
 Hematomas 
 Edema 
 
B. Transtornos de Cefaleia Primária (Transtorno Neurovascular) 
o Enxaqueca 
 Dor latejante 
 Fotofobia 
 Temperatura 
 Alterações visuais 
 Enjoo 
o Cefaleia em salvas 
o Artrite craniana 
o Cefaleia tipo tensão 
 
Causa uma nova ou abrupta 
instalação da dor. 
Gera uma interrupção do sono 
pela dor. 
E precipitação da dor por 
esforço. 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
3 
 
C. Desordem de Dor Cervical 
o Estruturas associadas 
o Orelhas 
 Otalgia 
 Secreção 
 Hipoacusia 
 Ausência capsulite 
 Não relacionada a função 
o Olhos 
o Nariz 
o Seio paranasal 
 Sinusite 
 Dor latejante 
 Pressão 
 Secreção 
 Mudança da posição 
o Garganta 
o Linfonodos 
o Glândulas salivares 
o Pescoço 
 
D. Desordem de Dor Neuropática 
o Neuralgias episódicas 
 Neuralgia do nervo trigêmeo 
 Desencadeada por estimulo suave, inócuo (lavar, fazer a barba) 
 É necessário encontrar o ponto de gatilho. 
 
 Tratamento 
◊ Farmacológico: (Carbamazepina; Gabapentina; 
Oxcarbamazepina) 
◊ Cirurgico (Neurectomia; Crioterapia; Termocoagulação; 
cirurgia por balão; Eletrocoagulação) 
o Dores Neupáticas Contínuas 
 Síndrome de dor por desaferentação (odontalgia atípicas) 
 Tratamento: 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
4 
 
◊ Farmacológico: (Antidepressivos Tricíclicos; Gabapentina; 
Tramadol e Lidocaína Tópica) 
 Neurite periférica 
 Neuralgia pós-hermética 
 Gabapentina e Carbamazepina 
 Pós-traumática 
 Pós-cirúrgica 
 
E. Desordens de Dor Intra-Oral (Odontalgia) 
o Polpa dental 
o Periodonto 
o Tecidos mucogengivais 
o Língua 
 
o Tratamento para as Odontalgias 
 Procedimento odontológico para remoção do foco álgico/infeccioso 
 Se há impossibilidade de remoção do foco, faz-se o uso de medicação 
com orientação que o quadro pode piorar e evoluir para abscesso, com 
risco de morte. 
 Angina de Ludwig 
 
 
O que o paciente deve tomar em caso de dor? 
o Analgésicos 
 Não opiáceos 
 Para dores leves a moderadas 
 Tomar 1cp ou 30 gotas a cada 4 ou 6 horas 
◊ AAS – 500mg (Aspirina; Buferin) 
◊ Dipirona – 500/1000mg (Novalgina) 
◊ Paracetamol – 500/750mg (Tylenol/ Dôrico) 
 Opiáceos 
 Para dores agudas e severas 
 Tratamento a curto prazo: até 15 dias 
 A receita deve ser feita com 2 vias (são controlados) 
◊ Tylex: Paracetamol + Cloridato de Codeína (7,5mg ou 
30mg, 4/4horas) 
◊ Tramal: Cloridato de tramadol (50 ou 100mg; 
12/12horas) 
o Anti-inflamatório 
o Relaxante muscular 
o Antidepressivos 
o anticonvulsionantes 
 
 
 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
5 
 
 
Disfunção Temporomandibular 
É uma disfunção de etiologia multifatorial 
o Anatômico 
o Oclusal 
o Traumáticos 
o Macrotraumas 
 Acidente 
 Procedimentos odontológicos 
 Anesteria geral 
o Microtrauma 
 Apertamento 
 Bruxismo 
A. Desordens musculares 
o Mialgia 
o Dor miofascial 
o Trismo 
o Miosite 
o Espasmo muscular 
o Contratura 
 
1. Mialgia 
• Dor imprecisa, forte contínua ou intermitente, localizada na área muscular que piora 
com a função 
• Sensibilidade a palpação, encontrada no mínimo em um lugar 
• A amplitude de movimento pode não ser afetada 
 
2. Dor Miofascial 
• Dor imprecisa, forte contínua ou intermitente, localizada na área muscular que piora 
com a função 
• Sensibilidade em pontos de gatilhos, localizadas em áreas parecidas com faixas ou 
cordas dentro do músculo 
• Padrão de dor referida à palpação 
• Abertura restrita 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
6 
 
3. Trismo 
• Limitação crônica do movimento, geralmente associada a uma causa adequada da 
dor 
• A dor pode estar presente nos músculos contraídos 
• A causa da dor é localizada (capsulite) e quando eliminada resulta em uma mudança 
da contratura. 
• Diminuição da amplitude de movimento 
• Rigidez 
 
4. Miosite 
• Trauma na área ou infecção regional 
• Dor 
• O músculo inteiro está sensível 
• Inchaço observável 
• Diminuição da amplitude de movimento, secundário a dor e ao inchaço. 
 
5. Espasmos 
• Contração dolorosa e involuntária 
• Encurtamento agudo, involuntário e dolorido do músculo ou parte do músculo 
• Amplitude de movimento reduzida 
• EMG positivo 
 
6. Contratura 
• Encurtamento involuntário do músculo, sem atividade motora ativa 
• Histórico crônico de disfunção 
• Sensação terminal dura. 
• Amplitude do movimento na abertura, sem e com ajuda aproximadamente igual. 
 
B. Desordens articulares 
o Remodelamento 
o Disco deslocado com redução/sem redução 
o Disco Aderido 
o Luxação 
o Anquilose 
o Osteoartrite 
o Osteoartrose 
o Neoplasias; Aplasias; Hiperplasias; Hipoplasias 
 
1. Remodelamento 
• Alteração da forma do côndilo, eminência e disco 
• Estalo estável (ocorre na mesma amplitude de abertura) que com manipulação fica 
mais alto. 
• Travamento compatível com muscular ou luxação. 
• Desvio em abertura 
 
 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
7 
 
2. Disco Deslocado 
• Estalo recíproco (abertura e fechamento) e instável a manipulação, ocorre em 
amplitudes diferentes. • Deflexão em abertura e protrusiva 
• Travamento que volta ao normal com estalo de forma repentina. 
• Abertura passiva com final rígido. 
 
Pacientes com DTM 
Pacientes com DTM (Disfunção Temporomandibular) deve-se avaliar sua oclusão 
também. 
o A oclusão deve ser avaliada mediante a diagnostico e após a remoção e controleda dor. 
o Não instituir terapêuticas irreversíveis antes da remoção da dor 
 
1) Placas estabilizadoras rígidas bem ajustadas tem boa evidência científica na 
redução moderada da dor no tratamento de pacientes com DTM quando 
comparadas a placas sem superfície oclusal ou ausência de tratamento. 
 
2) Já dispositivos de suporte anterior, reposicionadores e resilientes tem alguma 
eficácia de controle da dor, entretanto apresentam maior potencial de efeitos 
adversos, por isso devem ser bem monitorados. 
 
3) O uso do laser de baixa potência quando comparado com o laser placebo para 
redução no nível de dor dos pacientes com DTM aferido pela escala EVA não foi 
estatisticamente significativo. 
 
4) Não há evidência científica que o uso do laser de baixa potência tenha eficácia 
no tratamento da DTM. 
 
5) O uso do laser de baixa potência ainda não pode ser considerado efetivo para o 
tratamento da DTM 
 
6) O uso do laser de baixa potência é mais efetivo para uso em doenças 
articulares e menos efetivo em doenças musculares. 
 
7) A artroscopia da ATM e tratamentos não cirúrgicos da ATM demonstraram 
eficácia na redução da dor relatada após 6 meses. 
 
8) A cirurgia aberta quando comparada a artroscopia foi mais eficaz no controle 
da dor após 12 meses. 
 
9) A acupuntura quando comparada a acupuntura placebo é limitada no controle 
da dor em pacientes com DTM 
 
 
 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
8 
 
Tratamento para DTM 
Emergência 
Travamento articular: 
o manipulação Dor articular: Piroxicam (20mg) 1 ao dia durante 10 dias. 
 Travamento muscular severo: 
o relaxante muscular Miosan 10mg (1 ao dia) 
Dor muscular: 
o Dorflex 1 comprimido a cada 8 horas 
 
 Educação do paciente e automanejo 
 Intervenção cognitiva e comportamentl 
 Farmacoterapia 
 Fisioterapia 
 Placas oclusais 
 Tratamento oclusal 
o Ajuste oclusal 
o Prótese 
o Ortodontia 
o Cirurgia ortognatica 
 Cirurgia 
o Artrocentese 
o Atroscopia 
o Condilectomia 
o Meniscectomia 
 
Tratamento Muscular 
o Calor úmido durante 20 minutos. 
o Exercícios de alongamento 
o Acupuntura 
o Laser (?) 
o Mudança na dieta e necessário repouso 
 
1) Tratamento Mialgia 
• Calor úmido por 20min 
• Exercícios de aongamento 
• Relaxante muscular 
• Dorflex (Cloridrato de Ciclobenzaprina / Miosan 5 e 10 mg ) 1 a 2 
comprimidos por 4 a 6 dias 
 Quando tem pontos de gatilho não responde a fisioterapia é necessário 
fazer infiltração do ponto com anestésico. 
 
2) Tratamento trismo 
•Terapêutica, se necessária, voltada para a causa primária da dor. 
•Relaxante de ação central, acupuntura ou laser para auxiliar no exame 
 
 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
9 
 
3) Tratamento Miosite 
• Normalmente auto-resolução em 15 dias em caso de trauma. 
 • Antiinflamatório (Piroxicam 20mg ao dia durante 10 dias) para auxílio 
sintomático 
 
4) Espasmo muscular 
• Difícil controle clínico. 
•Início do quadro relacionado a trauma emocional encaminhar para 
tratamento especializado. 
• Antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25mg ao dia por no mínimo 3 meses) 
 
5) Contratura 
• A formação de tecido cicatricial dificulta a melhora com manobras clínicas de 
alongamento, prognóstico reservado. 
 
6) Tratamento Mialgia 
• Calor úmido por 20min 
• Exercícios de aongamento 
• Relaxante muscular 
• Dorflex (Cloridrato de Ciclobenzaprina / Miosan 5 e 10 mg ) 1 a 2 
comprimidos por 4 a 6 dias 
 Quando tem pontos de gatilho não responde a fisioterapia é necessário 
fazer infiltração do ponto com anestésico. 
 
7) Tratamento trismo 
•Terapêutica, se necessária, voltada para a causa primária da dor. 
•Relaxante de ação central, acupuntura ou laser para auxiliar no exame 
 
8) Tratamento Miosite 
•Normalmente auto-resolução em 15 dias em caso de trauma. 
•Antiinflamatório (Piroxicam 20mg ao dia durante 10 dias) para auxílio 
sintomático 
 
9) Espasmo muscular 
• Difícil controle clínico. 
•Início do quadro relacionado a trauma emocional encaminhar para 
tratamento especializado. 
•Antidepressivo tricíclico (amitriptilina 25mg ao dia por no mínimo 3 meses) 
 
10) Contratura 
• A formação de tecido cicatricial dificulta a melhora com manobras clínicas de 
alongamento, prognóstico reservado. 
 
 
 
 
DOR OROFACIAL: DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA 
Prova LID 2016 
 
10 
 
Tratamento Articular 
o Inflamação: gelo, medicação ou placa oclusal 
 
1) Placa Oclusal 
• Estabilizadora 
• Reposicionador 
• Resiliente 
• Anterior 
• Jig 
• Condicionadora

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