Prévia do material em texto
Abate Toalete A Toalete é a técnica de remoção dos pelos e limpeza final da carcaça. Com o auxílio de uma faca os funcionários fazem uma raspagem da carcaça do suíno iniciando pelos Pernis dos suínos, seguindo pela parte Lombar, Costelas, Barriga, Paleta, Papada e Cabeça. Esta sequência faz-se necessário para que os pelos sejam conduzidos da parte superior á inferior, conforme a gravidade. A toalete complementa a depilação, sobretudo onde a máquina de depilar não o faz (axilas e cabeça). Sistema de toalete na carcaça externa. Essa raspagem é a retirada dos pêlos e demais sujidades, como os pontos pretos apresentados pela flambagem nos pêlos (carvão dos pelos queimados durante a flambagem). Essa remoção é necessária para reduzir a contaminação presente na superfície da carcaça. Na sequência, as carcaças são submetidas a uma lavagem por aspersão de água sobre pressão de 3 atm. O líquido utilizado para a lavagem das carcaças deve ser de cloração maior, com objetivo de eliminar possíveis contaminações físicos ainda presentes na pele do suíno. Na etapa de evisceração ocorre a retirada das vísceras dos animais, separação das vísceras comestíveis, das não comestíveis e encaminhamentos aos setores responsáveis pela limpeza e armazenamento. Para a realização da evisceração alguns passos importantes devem ser tomados. O principal está em não contaminar a carcaça com fezes presentes nas vísceras. Evisceração A sequência está descrita, conforme os tópicos a seguir: A) Remoção dos pés dianteiros; B) Remoção do reto; C) Abertura da cavidade torácica e exposição da língua; D) Desarticulação da cabeça; E) Abertura da cavidade abdominal; F) Exposição e remoção das vísceras brancas; G) Exposição e remoção das vísceras vermelhas; H) Inspeção das vísceras, brancas e vermelhas; I) Inspeção da carcaça; J) Toalete da carcaça; K) Abertura da carcaça ; L) Lavagem da carcaça. A evisceração inicia-se com a retirada dos pés dianteiros. Em seguida, ocorre a oclusão do reto através de equipamento automático ou corte manual, com a finalidade de expô-lo. Essa parte é a que expõe a maior contaminação, por isso, é necessário colocar uma embalagem plástica ao redor do mesmo quando for exposto amarrando para que não ocorra a saída de fezes e a contaminação da carcaça durante as demais técnicas de remoção das vísceras. Sempre que for realizada a remoção do reto, manual ou automático, os equipamentos que entram em contato precisam ser lavados, como por exemplo, a faca ou o extrator automático, esse processo ocorre em agua quente. Após a oclusão do reto, outro funcionário faz a abertura abdominal e exposição da língua. A retirada da cabeça inicia pela desarticulação da ultima vertebra da coluna, retirando totalmente ou deixando presa pela papada para a inspeção sanitária. Carcaça suína com as vísceras expostas A figura mostra um suíno com a abertura abdominal e a exposição das vísceras brancas e vermelhas. Para a exposição das vísceras o funcionário faz um corte no abdômen do suíno cuidando para não corta-lo e derramas contaminantes, retirada do pênis dos machos e o útero das fêmeas, além da remoção das vísceras brancas como estomago, bexiga, intestinos (tripas) e pâncreas, essas ficam na região abdominal, separadas das vísceras vermelhas pelo diafragma. Após a remoção, as estranhas são colocadas em bandejas nas esteiras rolantes ou em calhas separadamente, e próximas da carcaça para a realização da inspeção pós-morte. Isso é necessário para avaliar as vísceras e a carcaça. Este procedimento visa examinar e identificar de qual animal eles correspondem, em caso de contaminação efetuar uma melhor avaliação da carcaça correspondente parte contaminada. As vísceras vermelhas como o fígado, coração, pulmão, rins, línguas, baço e o diafragma, são retiradas e colocadas em bandejas ao lado das vísceras brancas e, também, são inspecionadas. As vísceras brancas e vermelhas não devem mais ter contato uma com as outras após a retirada da carcaça vísceras brancas (intestino, estômago, baço e pâncreas) vísceras vermelhas (língua, coração, pulmões e fígado) - Separação das vísceras Recomenda-se que o tempo entre a morte do animal e a evisceração não ultrapasse 30 minutos. Posteriormente as vísceras são destinadas a limpeza e embalagens. As vermelhas são destinadas ao consumo humano in natura ou para a fabricação de produtos, e as brancas á limpeza, além do uso como embalagem também podem ser encaminhadas a subprodutos. INSPEÇÃO DO CONJUNTO DA CABEÇA A inspeção da cabeça deve ser realizada antes da remoção total, para constatar se tem presença de cisticercose. Isso garante um exame mais preciso das vísceras, bem como a identificação e separação, a averiguação ocorre com o exame visual de todas as partes, corte no músculo masseter e pterigoideo, com a finalidade de avaliar cisticercose e corte dos gânglios(línguas) para identificar se há presença de doenças infecciosas. INSPEÇÃO DAS VÍSCERAS VERMELHAS Deve-se examinar visualmente o conjunto de vísceras vermelhas, como fígado, pulmões, rins, baço e coração, além disso, efetuar um corte no gânglios para avaliar a presença de doenças infecciosas. Em seguida, realizar um corte longitudinalmente no ápice do coração para avaliação de cisticercose. Conjunto de vísceras vermelhas INSPEÇÃO DAS VÍCERAS BRANCAS Examinar visualmente e por apalpação o conjunto de intestino, formado pelo esôfago, estômago, intestino, pâncreas e bexiga, a fim de avaliar a presença de abcesso, ascaridíase, contaminação, enterite esofagostomose, tuberculose, pnematose e peste suína. Realizar um corte nos nódulos linfáticos mesentéricos, para avaliar se há presença de doenças infecciosas e/ou infestações parasitárias. Conjunto de vísceras brancas INSPECAO DAS CARCAÇAS Examinar visualmente a parte interna e externa das carcaças, estruturas, articulações, presença de contaminações gastrointestinais, bem como os nódulos linfáticos. Avaliando se há sintomas de doenças infecciosas, abcessos, fraturas e lesões graves que tenha necessidade de remoção ou condenação. Os animais que apresentarem sintomas e/ou problemas relacionados á sanidade, são destinados a um local separado para maior avaliação e separação das partes contaminantes. DESTINO DAS CARCAÇAS AVALIADAS As carcaças destinadas a exportação passam por um rigoroso controle de inspeção e qualidade, sendo necessário ter tamanho ideal, sem cortes ou rasgos na pele provocado pela depilação, presença de pelos, não pode ter salpicamento no pernil ou na paleta, não deve ter hematomas ou cortes que indiquem a retirada destes, além de não ter sinais na pele provocado por outros animais. As carcaças que apresentam estes fatores são destinadas ao mercado interno. As carcaças que apresentam suspeita de contaminação ou contaminação leve são destinadas a produtos cozidos, onde o cozimento elimina o possível problema. LAVAGEM DAS CARCAÇAS Após a abertura da carcaça é retirada a medula dorsal, que faz parte do tecido nervoso do animal. A medula dorsal e o cérebro dos suínos devem ser removidos e incinerados (queimados em caldeiras normais),pois apresentam a possibilidade de transmitir doenças entre os animais. Na sequencia ocorre a lavagem na carcaça, que é feita com agua pressurizada para a remoção do sangue e farelo de osso que possa estar presente na carcaça, provocado pela abertura e corte com a serra. Com essa etapa finaliza-se o processo de evisceração, e a carcaça esta pronta para ser pesada e encaminhada para a câmara de resfriamento. CLASSIFICAÇÃO E TIPICAÇÃO DE CARCAÇASDE SUÍNOS Classificação: Agrupar por classe produtos que tem características semelhantes. Classifica os animais em raça, sexo, maturidade, acabamento e conformação. Tipificação: Uma diferenciação das classes em tipos hierarquizados segundo critérios que incluem as categorias da classificação já mencionadas e outras como gordura de cobertura, conformação e marmoreio Você sabe como e feita a tipificação ? Ela e realizada com uma pistola automática de alta precisão introduzida na região lombar acima da ultima costela e cinco centímetros da região lombar onde foi realizada o corte da divisão entre as meias carcaças Em ambientes industriais, a tipificação das carcaças de suínos recém- abatidos consiste em medir a quantidade de carne (tecido muscular esquelético) e gordura (tecido adiposo subcutâneo e intermuscular) contidas na carcaça quente ou fria em qualquer peso. É utilizada para selecionar a matéria-prima que está entrando na indústria. A tipificação das carcaças é praticada quando são medidas a espessura do toucinho (ET, mm) do lombo e de outros pontos da carcaça, da profundidade do músculo do lombo (PM, mm) e do peso da carcaça quente (PCQ, kg) ou fria (PCF, kg). Formam-se “tipos de carcaças”, facilitando a identificação, classificação, separação e o aproveitamento industrial de acordo com as prioridades de momento do processador. Objetivos: • Separar animais que apresentam diferentes rendimentos e qualidade de carne • Auxilia na comercialização de suínos entre produtores e frigoríficos que praticam a bonificação • Garante ao consumidor especificações diferenciadas de cortes e produtos suínos. Reflexos da tipificação do setor produtivo • Busca de material genético apropriado • Melhoria na nutrição e manejo • Comprometimento com a sanidade • Viabilizou a rastreabilidade da matéria prima A tipificação de carcaças de suínos deve contemplar • Base de valor pago ao produtor • Conceituação de carcaça • Definição de carne • Cálculo do porcentual de carne na carcaça • Métodos de dissecação de carcaça para obtenção de percentual de carne magra • porcentual de carne magra • Métodos de predição de carne na carcaça baseado em • medidas objetivas Tipificação eletrônica