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1 
 
ESTUDO DIRIGIDO – REZEK, DIP 
Parte II – PERSONALIDADE INTERNACIONAL 
 
 1. Quais são as pessoas de direito internacional público? 
São os Estados soberanos e as organizações internacionais propriamente ditas. 
 
 2. A relação entre os Estados é horizontal ou vertical? Por quê? 
É horizontal (de coordenação, e não de subordinação), pois os Estados são igualmente soberanos. 
 
 3. Qual a relação entre os indivíduos e a personalidade jurídica internacional? 
Eles não a possuem. 
 
 4. Qual a relação entre as empresas e a personalidade jurídica internacional? 
Elas não a possuem (mesmo que sejam empresas públicas). 
 
 5. Qual a relação entre a fauna e o direito das gentes? 
 A fauna é objeto de proteção do direito internacional público. 
 
6. Qual a relação entre a flora e o direito das gentes? 
Idem à fauna. 
 
7. O que foi o Tribunal de Nuremberg? 
Foi o tribunal responsável pelo julgamento dos nazistas após a 2.ª Guerra Mundial. Nele, “não se poderá negar 
o peso do imperativo ético que impôs o sacrifício de [...] princípios elementares de Direito Penal” (§ 85, p. 
154). 
 
8. Quem pode suspender qualquer processo do TPI (Tribunal Penal Internacional)? Por quanto tempo? 
O Conselho de Segurança da ONU pode fazê-lo por um ano – prazo prorrogável por quantas vezes o Conselho 
desejar. 
 
9. O que é ICSID? 
Trata-se de um organismo arbitral instituído em 1965, o Centro internacional para solução de litígios relativos 
a investimentos. ICSID é sua sigla em inglês. 
 
10. Na teoria do Estado, qual a diferença entre jurisdição e competência? 
No que se refere à autoridade do Estado sobre seu próprio território, a doutrina anglo-saxônia refere-se à 
jurisdição, ao passo que a francesa refere-se à competência. 
 
11. Qual a diferença entre terra nullius e terra derelicta? Dê exemplos de ambas. 
Terra nullius é a terra de ninguém, como era o Brasil à época do descobrimento; já terra derelicta é aquela 
abandonada por seu descobridor primeiro – a Espanha parece ter abandonado as ilhas Malvinas na era dos 
descobrimentos. 
 
12. Como se pode perder ou adquirir território? 
Mediante: cessão onerosa, do tipo da compra e venda, ou da permuta. 
 
13. O que aconteceu ao território da Alsácia-Lorena em1871 e 1919? 
Em 1871, com a unificação alemã, passou da França à Alemanha; em 1919, com o fim da 1.ª Grande Guerra, 
voltou a ser território francês. 
 
14. O que quer dizer uti possidetis ita possideatis? Onde foi adotado? 
Quer dizer “como possuís, continuareis possuindo”. Esse princípio foi muito utilizado na América Hispânica 
desde o início do século XIX. 
 
15. Qual a diferença entre uti possidetis juris e uti possidetis de facto? Cite um exemplo histórico de cada. 
O júris refere-se à posse de direito e foi adotado pela Espanha em suas colônias americanas; já o de facto foi 
a variante adotada por Portugal no Brasil. 
 
16. Cite três regiões internacionais onde o emprego de limites artificiais foi pouco adotado na definição 
lindeira. 
Europa, Ásia e América Latina. 
 
2 
 
17. Quais os dois tipos mais prestigiados de limites naturais? 
Rios e cordilheiras. 
 
18. Qual o primeiro tratado multilateral de que se tem notícia? 
Foi o Règlement fruto do Congresso de Viena (ou Concerto Europeu), em 1815, o qual visava a reconstruir a 
Europa logo após a era napoleônica. 
 
19. Por que Francisco Rezek considera “impróprio” o termo “expulsão” quando se faz referência à 
imposição da retirada de estrangeiros? 
Porque o que costuma ocorrer nesses casos é a declaração do indivíduo como persona non grata no Estado 
local (acreditado), seguido por seu chamamento de volta a seu Estado de origem (acreditante). 
 
20. Qual dos dois estatutos de imunidade à jurisdição estatal traz maiores privilégios a seus 
beneficiários? 
O Estatuto do serviço diplomático, regulado por Convenção de Viena de 1961, é mais abrangente que o do 
serviço consular, resultante de outra convenção acordada na capital austríaca dois anos depois. 
 
21. Quem tem maiores privilégios: um jovem diplomata ou um experiente cônsul, no que toca à 
imunidade à jurisdição estatal? Por quê? Considere que ambos sejam representantes do Estado 
brasileiro. 
O diplomata, mesmo que seja terceiro-secretário, tem maiores privilégios sobre o cônsul que não seja 
diplomata (Convenções de Viena de 1961 e 63, respectivamente). 
 
(*) 22. Quais os níveis da carreira diplomática brasileira? 
Em ordem hierárquica crescente: terceiro-secretário; segundo-secretário; primeiro-secretário; conselheiro; 
ministro de segunda classe; ministro de primeira classe; embaixador (sendo, este último, um cargo político). 
 
(*) 23. Além dos diplomatas, quais as demais carreiras do serviço exterior brasileiro? Qual a 
escolaridade exigida? 
Oficial de chancelaria (nível superior) e assistente de chancelaria (nível médio). 
 
24. Quando há uma missão diplomática em curso, quem mais, além dos diplomatas de carreira, goza 
dos privilégios diplomáticos, desde que oriundo do Estado acreditante? 
No âmbito da missão: os membros do quadro administrativo e técnico (tradutores, contabilistas etc.); em 
matéria civil, penal e tributária: suas famílias; exclusivamente quanto aos atos de ofício: pessoal de serviços 
da missão. 
 
25. Explique os privilégios dados aos cônsules pela Convenção de Viena de 1963. 
Inviolabilidade física e imunidade ao processo (mas ambos apenas no tocante a atos de ofício). 
 
26. Qual a diferença entre povo e população? 
Enquanto o conceito de povo refere-se à comunidade nacional (nacionais no território pátrio e no exterior), a 
população inclui os nacionais e estrangeiros que se encontrem no território nacional. 
 
27. De acordo com a Constituição brasileira vigente, o que são brasileiros natos? E naturalizados? 
Há três hipóteses de brasileiro nato: 1) aquele que nasceu em território brasileiro, sendo filho de pais 
brasileiros, ou tendo um dos pais brasileiros, ou, ainda, filho de pais estrangeiros que não estejam a serviço 
de seu país; 2) os nascidos no estrangeiros, filhos de pai ou mãe brasileira que estejam a serviço do Brasil; 
3) os nascidos no estrangeiro de pai ou mãe brasileiros, desde que optem pela nacionalidade brasileira. 
São brasileiros naturalizados os estrangeiros que tenham tido sua naturalização aceita pelo Estado brasileiro. 
Para requerer a naturalização, o estrangeiro em geral precisa residir no país há mais de quinze anos 
ininterruptos sem condenação penal; aos originários de países lusófonos se exige apenas um ano de 
residência ininterrupta e idoneidade moral. 
 
28. Cite e explique duas formas de exclusão do estrangeiro por iniciativa local. 
Deportação, que consiste na exclusão do alienígena que entrou e/ou permanece de maneira irregular no país; 
expulsão, que se aplica ao estrangeiro nocivo aos interesses nacionais. 
 
29. Diferencie a extradição das formas de exclusão de estrangeiro por iniciativa local. 
A extradição é a entrega, de um Estado a outro, de estrangeiro com pendências criminais em seu território de 
origem. A principal diferença é que, enquanto a deportação e a expulsão dão-se por iniciativa de autoridades 
do país que faz a exclusão, a extradição depende de tratado bilateral. 
3 
 
 
30. Qual a relação entre a Carta de S. Francisco e os direitos humanos? 
A Carta fez dos direitos referidos um dos axiomas da ONU, conferindo-lhes idealmente estatura constitucional. 
 
31. Cite um meio de minar, de uma só vez, todas as soberanias do planeta. 
Criar um Estado mundial. 
 
32. Comente o artigo 12 da Carta da OEA. 
Referido dispositivo afirma que a existência política de um Estado independe de seu reconhecimento pelos 
demais. Trata-se de importante artigo, vez que reconhece a criação de Estados como processo 
essencialmente doméstico. 
 
33. Quais os resultados da Rio 92? 
Duas convenções (sobre mudanças climáticas e diversidadebiológica), duas declarações (geral e sobre 
florestas) e um plano de ação (Agenda 21). 
 
34. Como o Projeto Dupuy define as organizações internacionais? 
São “aquelas que, em virtude de seu estatuto jurídico, têm capacidade de concluir acordos internacionais [...]” 
(citado por Rezek, p. 250, itálico acrescentado). 
 
35. Dê exemplos de organizações internacionais de: 
a) alcance universal e domínio político: SDN e ONU. 
b) alcance universal e domínio específico: agências especializadas da ONU (organizações especializadas): 
OIT, UNESCO, FAO, FMI, OACI, OMS, BIRD etc. 
c) alcance regional e domínio político: OEA, OUA (Organização da Unidade Africana), LEA (Liga dos 
Estados Árabes), Pacto de Varsóvia (extinto em 1991), OTAN etc. 
d) alcance regional e domínio específico: EU, CECA, CEEA (energia atômica), ALADI, NAFTA, Mercosul, 
OPEP etc. 
 
36. Quais os elementos essenciais da responsabilidade internacional? 
Ato ilícito, imputabilidade e dano. 
 
37. Por que a proteção diplomática nada tem a ver com a diplomacia? 
Porque se refere, em termos bastante genéricos, à proteção que o objeto dessa proteção, que é o particular 
– indivíduo ou empresa – invoca frente a procedimento estatal arbitrário no exterior. 
 
38. Comente as expressões “crime e castigo” no que se refere às relações interestatais. 
São impropriedades, pois a reparação devida nesses casos é de natureza compensatória, e não punitiva. 
 
39. Quando ocorre fusão ou agregação de Estados? Dê exemplos históricos. 
Ocorre quando dois ou mais Estados passam a constituir um só, a exemplo da incorporação dos países 
bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia à URSS em 1940. 
 
40. Quando se costuma falar em secessão de Estados? 
A secessão (ou desmembramento) é o inverso da fusão: um só Estado transforma-se em dois ou mais. 
Ressalte-se que para haver secessão, o fenômeno deve dar-se fora do contexto colonial – caso contrário, 
falar-se-ia em descolonização. Quando a URSS dissolveu-se na CEI, gerando 15 Estados independentes em 
1991, houve secessão. 
 
41. Quais os respectivos objetos das Convenções das Nações Unidas destinadas a codificar regras 
costumeiras de direito das gentes no tocante à sucessão estatal? 
Convenção de 1978 versou a sucessão estatal em matéria de tratados, ao passo que Convenção de 1983 
versou bens, arquivos e dívidas na sucessão. 
 
42. Quando foi fundada a SDN? Quando desapareceu de fato e de direito? 
Surgiu na primeira onda de organizações internacionais propriamente ditas, em 1919. Sua extinção de fato 
deu-se com a eclosão da 2.ª Grande Guerra (1939); porém, sua extinção de direito dar-se-ia apenas em 31 
de julho de 1947, com o fechamento de suas contas. 
 
 
 
 
4 
 
NORMAS – Questionário respondido (Rezek, Parte I do Livro) 
 
43. Quais as fontes relacionadas pelo art. 38 do Estatuto da Corte da Haia? Quais os meios 
auxiliares? Qual o papel da equidade? 
As fontes são os tratados, os costumes e os princípios gerais do direito. Por sua vez, meios auxiliares são a 
doutrina e a jurisprudência. A equidade pode ser empregada em certas condições. 
 
44. Como F. Rezek define “tratado”? 
É “todo acordo formal concluído entre pessoas jurídicas de direito internacional público e destinado a 
produzir efeitos jurídicos” (p. 14, itálicos acrescentados). 
 
45. Dê 18 sinônimos para “tratado”. 
Acordo, ajuste, arranjo, ata, ato, carta, código, compromisso, constituição, contrato, convenção, convênio, 
declaração, estatuto, memorando, pacto, protocolo e regulamento. 
 
46. Por que o acordo de cavalheiros (gentlemen´s agreement) não é um tratado? 
Porque os contratantes não são sujeitos (pessoas) de direito internacional. 
 
47. Quais os critérios formais e materiais para classificar tratados? 
Formais: número de partes e extensão do procedimento. Materiais: natureza das normas e sua execução no 
tempo e no espaço. 
 
48. Diferencie versão autêntica e versão oficial dos tratados. Exemplifique. 
Versão autêntica tem chancela das partes pactuantes, ao passo que versão oficial é produzida por uma 
parte pactuante qualquer, a partir da versão autêntica. A Carta da ONU, por exemplo, tem cinco versões 
autênticas (em chinês, espanhol, francês, inglês e russo) e inúmeras versões oficiais. 
 
49. Como o autor define “ratificação”? 
É o ato unilateral pelo qual uma pessoa de direito das gentes, que houvera assinado um tratado, manifesta 
definitivamente, no plano internacional, sua vontade de obrigar-se. 
 
50. Por que as cláusulas secretas foram proibidas pelo Pacto da SdN? 
Para desestimular a diplomacia secreta, que havia levado à eclosão da Primeira Guerra Mundial. 
 
51. Em se tratando de registro e publicidade de tratados internacionais, pode-se falar apenas de SDN 
e ONU? Justifique. 
Não, pois a necessidade de registrar e publicar tratados abrange também organizações menores dentro do 
próprio Sistema das Nações Unidas, como a OEA, e fora dele, bem assim organizações especializadas em 
razão da matéria (ratione materiae), como a OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), a AIEA 
(Agência Internacional de Energia Atômica) e muitas outras. 
 
52. Dê um exemplo corrente de indiferença do direito das gentes ao fenômeno da recepção. 
Até hoje não há, no Reino Unido, promulgação de tratados internacionais. 
 
53. Dê duas características da publicidade aplicada aos tratados internacionais de que o Estado 
brasileiro faz parte. 
A publicidade de tratados pelo Estado brasileiro deve ser oficial e vestibular. 
 
54. Qual dos três Poderes é o executor por excelência dos tratados no Brasil? Qual outra função 
pode esse Poder ter? 
É o Executivo, que pode também ter a função de controlar a execução de tratados por particulares. 
 
55. Qual a diferença entre as vigências estática e dinâmica dos tratados no tocante à duração? 
A vigência estática é perpétua, enquanto a dinâmica é, via de regra, expressamente determinada e apenas 
em caráter excepcional indeterminada( quando não houver expressão de vigência). 
 
56. Qual a principal consequência da fixação de prazo de vigência num tratado? 
Até então, o tratado não pode ser denunciado. 
 
57. A abertura de um tratado coletivo pode ser limitada? Explique. 
Sim, muitas vezes pela própria natureza da Organização em tela. Por exemplo, a OEA não aceita adesão de 
Estados europeus. 
5 
 
 
58. Que tipo de assentimento a UE tem adotado, desde suas origens, para emendar tratados? 
Assentimento unânime das partes. 
 
59. A Carta da ONU já foi revista? E a da OEA? 
A da ONU, não; a da OEA, sim. 
 
60. Cite duas consequências da violação de um tratado. 
A parte não-violante passa a ter o direito de entendê-lo extinto ou de não ser obrigada a cumpri-lo, no todo 
ou em parte. 
 
61. Toda interpretação jurisdicional em direito das gentes é também judiciária? Explique. 
A arbitragem é um exemplo de interpretação jurisdicional, pois há jurisdição) e simultaneamente não-
judiciária, vez que se consideram judiciárias em direito das gentes apenas as instituições judiciárias 
permanentes, a exemplo da CIJ - Corte Internacional de Justiça, também conhecida como simplesmente 
Corte da Haia. 
 
62. Comente a idêntica virtude jurídica dos tratados. 
Trata-se de premissa do direito internacional público, dada a ausência de escalonamento hierárquico entre 
os tratados. 
 
63. Caso se tenha de escolher, qual deve prevalecer: o prisma da Constituição brasileira ou o 
princípio do “pacta sunt servanda”? Por quê? 
O da Constituição, pois é ela a lei fundamental do Estado. 
 
64. Explique a paridade entre tratado e lei nacional nos EUA. 
O tratado internacional de fato se equipara à lei federal naquele país, sendo, portanto, superior 
hierarquicamente às leis estaduais. 
 
65. Como a jurisprudência brasileira tem abordado o conflito entre tratado e lei (doméstica) 
posterior? 
Em favor da lei. 
 
66. Qual a relação entre a cláusula holandesae o direito constitucional brasileiro vigente? 
Referida cláusula é a que dispõe sejam os tratados sobre direitos humanos integrados à Constituição com 
rito de emenda e status de norma da própria Carta Magna. O rito citado implica aprovação nas duas Casas 
do Congresso, por maioria de 3/5. 
 
67. É usual que um tratado multilateral seja ab-rogado por maioria? Comente. 
Não, a menos que o próprio tratado contenha dispositivo assim estabelecendo. 
 
68. Qual Justiça admite, com naturalidade, em determinados casos, a solução política em assuntos 
de denúncia de tratados? Cite um caso. 
A Justiça dos EUA. Demonstra-o a decisão da mesma de não se pronunciar acerca da obrigatoriedade da 
conjugação da vontade do Presidente da República à de 3/5 do Senado para a denúncia de tratados 
internacionais. O episódio ocorreu no Governo Carter, quando da denúncia do tratado de defesa mútua e de 
outros celebrados entre os governos dos EUA e Taiwan, em função do estabelecimento de relações 
diplomáticas entre os Estados americano e chinês. 
 
69. Há limite ao alcance da reforma a um tratado? Fundamente sua resposta. 
Não. Um simples pacto de intercâmbio desportivo pode converter-se em aliança militar ou mesmo cessão de 
território, por mais estranho que pareça à primeira vista. 
 
70. Explique o princípio da “tabula rasa”. 
Estabelece que todo novo Estado começa sem compromissos tópicos internacionais. 
 
71. Se a vontade do Executivo for a de manter a vigência de um tratado e o Legislativo pretender 
denunciar o mesmo instrumento convencional, o que há de ser feito? Qual o sustentáculo teórico 
dessa decisão? 
O tratado há de ser denunciado, pois não pode haver, em relação ao mesmo, o ânimo negativo de nenhum 
dos dois poderes políticos. 
 
6 
 
72. Que significa a cláusula “rebus” e qual sua relação com o rompimento unilateral de tratados, 
segundo Charles Rousseau? 
A cláusula “rebus” (ou “rebus sic stantibus”) advém do brocardo latino “conventio omnis intelligitur rebus sic 
stantibus”, que significa “as coisas permaneçam no estado em que se achavam (antes da assunção do 
compromisso)” e foi encontrada na obra de São Tomás de Aquino. Segundo Charles Rousseau, não se 
pode invocar a referida cláusula para justificar a ruptura unilateral de tratados. 
 
73. Do ponto de vista da cogência, pode-se equiparar o tratado internacional ao contrato de direito 
doméstico? Por quê? 
Não, pois no plano interno o Estado impõe a cogência (jus cogens) aos contratos, ao passo que no plano 
externo não há ente de natureza semelhante. 
 
74. Cite duas formas escritas e duas não-escritas de expressão extraconvencional de direito das 
gentes. 
Escritas: decisões normativas e atos unilaterais das organizações internacionais. Não-escritas: costumes e 
princípios gerais. 
 
75. A produção do direito internacional público consuetudinário é apanágio do Estado? Comente. 
Não, pois as organizações internacionais governamentais também o produzem. 
 
76. Em que sentido Rezek diz que “a celeridade das coisas contemporâneas contagiou o processo 
de produção do direito costumeiro” (p. 119)? 
No sentido de que o tempo necessário para a produção dos costumes internacionais tende a ser cada vez 
menor. No julgamento do caso da plataforma continental do mar do Norte, a Corte Internacional de Justiça – 
CIJ, ou simplesmente Corte da Haia – estatuiu que o tempo reduzido não obsta a produção de normas 
consuetudinárias de direito das gentes. Em outras palavras, não há lapso temporal mínimo para a produção 
de norma costumeira internacional. 
 
77. Como se relacionam o elemento material e o elemento subjetivo na produção do direito 
costumeiro? 
Ambos são necessários e se completam. O elemento subjetivo é a opinio júris, nada mais que a convicção 
de que se está a proceder de modo justo, correto, de bom direito. 
 
78. O asilo diplomático é típico de que região do mundo? 
América Latina. 
 
79. Qual a relação usual entre textos normativos multilaterais internacionais e normas costumeiras? 
Os textos normativos multilaterais internacionais costumam declarar normas costumeiras preexistentes. Foi 
o que ocorreu, por exemplo, com o Règlement de Viena, de 1815. 
 
80. Como o Estatuto da Corte da Haia trata a questão hierárquica entre costume e tratado? 
Não há hierarquia entre fontes de direito das gentes. 
 
81. Ainda no início do século 20, qual era o tipo predominante de norma internacional? 
O costume. 
 
82. Cite um raro caso de fácil passagem do estágio de norma costumeira ao de norma convencional. 
As convenções de Viena de 1961 e 1963 sobre, respectivamente, relações diplomáticas e relações 
consulares. 
 
83. Qual dos três elementos constitutivos do Estado é a novidade, quando das independências? 
O governo. 
 
84. Explique por que, em linguagem kelseniana, “pacta sunt servanda” é a norma fundamental do 
direito das gentes. 
Por ser uma norma costumeira eminente, da qual emana a obrigatoriedade dos tratados. 
 
85. Você concorda que em direito das gentes tudo repousa sobre o consentimento? Por quê? 
Sim, pois quando há interesse das partes sem prejuízo de outras partes, praticamente qualquer coisa pode 
ser acordada. Como expõe Rezek, um tratado pode ser reformado de modo a converter intercâmbio 
desportivo em aliança militar. 
 
7 
 
86. No DIP (Direito Internacional Público), qual o rol exaustivo de normas jurídicas em sentido 
estrito? 
São de cinco espécies – tratados, costumes, princípios gerais e certas decisões normativas e atos 
unilaterais de organizações internacionais governamentais. Tais normas recebem tal denominação por 
apresentarem as características da abstração e generalidade. 
 
87. Quais instrumentos interpretativos possuem maior relevância no plano internacional que na 
ordem doméstica de qualquer Estado? 
Doutrina e jurisprudência. 
 
88. A que decisões judiciárias se refere o art. 38 do Estatuto da Corte da Haia? 
Às decisões arbitrais e às emanadas de instituições judiciárias internacionais, que são apenas aquelas 
dotadas de caráter permanente, como a própria Corte. 
 
89. Comente a natureza da analogia e da equidade. 
São métodos de raciocínio jurídico. A analogia não é recurso hermenêutico, assim como a equidade não é 
fonte alternativa de direito. 
 
90. A equidade só opera na insuficiência do direito positivo? Explique. 
Não, vez que o intérprete (por exemplo, o juiz) pode até mesmo contrariar o direito positivo no caso de 
considerar que sua aplicação pode trazer injustiça ao caso concreto em tela. 
 
91. A que o art. 38 do Estatuto da Corte da Haia condiciona a aplicação da equidade? 
À aquiescência das partes. Ou seja, no exemplo da questão 90, o juiz só pode aplicar a equidade se for 
autorizado pelos Estados. 
 
 
 
DOMÍNIO PÚBLICO INTERNACIONAL (Rezek, 2010, Parte III) 
RIOS, MAR E ESPAÇO AÉREO 
 
92. A que se refere o domínio público internacional? 
Refere-se aos espaços cuja utilização interessa a mais de um Estado. 
 
93. Por que o polo norte desperta pouco interesse internacional? 
Porque há pouquíssimo aproveitamento econômico dessa região, que praticamente se limita a corredor 
aéreo alternativo. 
 
94. Por que o polo sul é mais interessante do ponto de vista econômico que o pólo norte? 
Porque, diferentemente do continente ártico, a Antárctica possui massa terrestre a ser explorada. 
 
95. O que estabeleceu o Tratado da Antártica (Washington, 1959)? 
Que os países pactuantes – entre os quais Brasil, Argentina, Chile, Noruega, RU, EUA e URSS – não 
renunciam a suas pretensões antárticas e não reconhecem pretensões alheias nesse sentido; estabelece-se 
regime de não-militarização e uso para fins pacíficos do referido polo (por exemplo, para pesquisa científica 
e preservação biológica). 
 
96. Qual importante tratado multilateral sobre o mar foi assinado em 1982 na Jamaica? Comente-o. 
Trata-se da Convenção das Nações Unidas sobreo direito do mar, ou Convenção de Montego Bay, que só 
entrou em vigou em 1994, com sessenta Estados, entre ratificantes e aderentes compondo o quórum. Seu 
conteúdo codificou princípios costumeiros que são a base do direito marítimo, além de ter consagrado o 
espaço marítimo como res communis. 
 
97. Defina “navio” e cite duas categorias desse engenho. 
Navio é todo engenho flutuante dotado de autopropulsão. Há navios de guerra e navios mercantes, sendo 
que estes podem ser públicos ou privados. 
 
98. Conceitue e, se necessário, comente: 
a) Águas interiores: São águas estranhas ao direito do mar, como rios e lagos doces, além de pequenos 
mares interiores, que não despertem interesse internacional. 
8 
 
b) Mar territorial: pela Lei 8.617/93, o mar territorial brasileiro foi reduzido 12 milhas marítimas. O mar 
territorial é uma zona onde a soberania alcança as águas, o leito do mar, o subsolo e o espaço aéreo 
sobrejacente. Tal soberania só não é absoluta porque se tempera pelo direito de passagem inocente. 
c) Zona contígua: conceito juridicamente pouco consistente. Refere-se às 12 milhas marítimas adjacentes 
ao mar territorial, ou seja, às milhas 12 a 24 a partir da linha de base. Na ZC o Estado exerce fiscalização 
defensiva 
d) Zona econômica exclusiva: corresponde às 200 milhas marítimas contadas a partir da linha de base. 
e) Plataforma continental: conceito geográfico que se refere à parte do mar adjacente à costa, que a boa 
distância do litoral tem inclinações abruptas conducentes aos fundos marinhos. Sua profundidade não 
costuma exceder 200m. Sobre a PC e seu subsolo o Estado exerce direitos soberanos de exploração dos 
recursos naturais e direitos econômicos exclusivos. A PC costuma coincidir com a ZEE, tendo no máximo 
200 milhas marítimas; porém, se o limiar dos fundos marinhos estiver mais distante, pode chegar, no 
máximo, a 350 milhas marítimas, segundo a Convenção de Montego Bay. 
 
99. O que a “área” tem a ver com os fundos marinhos? 
O leito do mar e o respectivo subsolo foram denominados de “área” por Montego Bay. A área e seus 
recursos constituem patrimônio comum da humanidade, tendo a Convenção de 1982 instituído uma 
autoridade internacional dos fundos marinhos. 
 
100. A que concerne a liberdade do alto mar, segundo a Convenção das NU sobre direito do mar? 
À navegação, sobrevoo, colocação de cabos e dutos submarinos, construção de ilhas artificiais e 
congêneres, pesca e investigação científica. 
 
101. Aponte duas semelhanças entre os canais de Suez e de Panamá. 
Os dois canais, que são os dois internacionalmente mais importantes, foram construídos em países 
impossibilitados de arcar com os custos de construção. Atualmente são administrados pelos países em cujo 
território se localizam: Egito e Panamá. 
 
102. O que é rio internacional? 
É todo curso d´água que banha mais de um Estado soberano. 
 
103. Como se deu a abertura do rio Amazonas à navegação internacional? 
Por meio de um Decreto Imperial do governo brasileiro (ato unilateral), em 1866. 
 
104.Quais os dois regimes jurídicos do espaço? 
O do espaço aéreo, que vai até onde termina a atmosfera terrestre, e o do espaço extra-atmosférico. 
 
105. Cite um direito que existe no mar territorial e inexiste no espaço aéreo. 
Direito de passagem inocente. 
 
106. É possível um avião possuir mais de uma nacionalidade? Por quê. 
Não, pois as Convenções de Chicago, de 1844, estabelecem que cada aeronave possua apenas uma 
nacionalidade. 
 
107. Quais as cinco liberdades da OACI? 
São cinco, sendo duas técnicas e três comerciais. As técnicas são de sobrevoo (ressalvadas áreas proibidas 
por questões de segurança e de escala técnica (em caso de pouso imperioso). As comerciais são: 
desembarcar passageiros e mercadorias advindos do Estado patrial da nave; desembarcá-los rumo ao 
Estado patrial (contrapartida da terceira); e a quinta, de embarque e desembarque de passageiros e 
mercadorias entre naves países da OACI nos territórios de países membros daquela Organização. 
 
108. Segundo os tratados em vigor, quais as formas de utilização militar proibidas nas órbitas da Lua 
e da Terra? 
Segundo o Tratado da Lua, de 1979, e outros acordos, como por exemplo os firmados em 1972 e 1975, só é 
proibida a colocação de engenhos dotados de armamentos nucleares e de destruição em massa nas órbitas 
terrestre e lunar. 
 
 
 
 
 
 
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Estudo Dirigido – Rezek, DIP 
PARTE IV –CONFLITOS 
 
109. O que é conflito ou litígio internacional? 
É todo desacordo sobre qualquer ponto de direito ou de fato na esfera internacional. 
 
110. Quando se formou consenso internacional acerca da ilegitimidade da guerra como meio de 
resolução de conflitos? 
Somente após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). 
 
111. A partir de quando os direitos humanos passaram a integrar a agenda internacional? 
A partir do holocausto nazista sobre os judeus, na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 
 
112. Explique os bons ofícios. 
São um meio diplomático que visa ao entendimento direto entre os contendores, mediante o apelo de um 
terceiro que pode ser um Estado, organização ou mesmo indivíduo. São o “deixa-disso” internacional. 
 
113. Que espécie de meio diplomático é o sistema de consultas? 
Trata-se de um entendimento direto previamente programado. 
 
 
114. Diferencie a mediação dos bons ofícios. 
Na mediação, o terceiro toma conhecimento dos argumentos das partes e propõe uma solução. 
 
115. Compare a mediação à conciliação. 
Na conciliação, não há conciliador singular, e sim uma comissão de conciliação, com número ímpar de 
membros, incluindo os Estados em conflito e elementos neutros. 
 
116. Para que serve o inquérito? 
Para estabelecer de antemão a materialidade dos fatos. 
 
117. Dê exemplos de órgãos políticos que podem ser utilizados como meios políticos de solução de 
conflitos. 
A Assembleia Geral e o conselho de Segurança da ONU e organizações regionais como a OEA e LEA, além 
de órgãos especializados em razão da matéria (ratione materiae) como a OACI. 
 
118. Por que a arbitragem internacional é jurisdicional, porém não-judiciárias? 
Porque os árbitros não são instituições permanentes. 
 
119. Por que a CPA – Corte Permanente de Arbitragem – não é uma Corte propriamente dita? 
Porque é apenas uma lista de pessoas aptas a funcionar como árbitros, se escolhidas pelos Estados 
litigantes. 
 
120. Comente a sentença arbitral 
É irrecorrível (pois o árbitro não é instituição judiciária num organograma), obrigatória (descumpri-la 
configura ato ilícito) e carente de executoriedade, pois o árbitro não dispõe de uma milícia ou algo do gênero 
para fazer com que as partes a cumpram. 
 
121. Relacione o Águia de Haia à Corte que também leva o nome daquela cidade. 
Ruy Barbosa teria integrado a Corte em sua fase inicial (1921-1930), mas faleceu em 1923 sem ter 
participado de qualquer sessão da então CPJI – Corte Permanente de Justiça Internacional. 
 
122. O que é a Corte Internacional de Justiça (CIJ)? 
Trata-se da denominação atual da antiga CPJI, conservando o mesmo Estatuto, de 1920. 
 
123. Por que a guerra total tornou-se um falso problema? 
Por causa das armas nucleares. Todavia, Norberto Bobbio, por exemplo, discordava de tal afirmação.

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