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DISCUTINDO FLEBITE Facilitadores: Flebite - definição Inflamação na veia causando dor, eritema, edema, formação de uma linha - cordão palpável - e drenagem purulenta. Complicação comum punções venosas Classificação da flebite Flebite Mecânica – mais comum. Flebite Química - infusão de drogas irritantes e /ou vesicantes; infusão rápida Flebite Infecciosa – contaminação do cateter ou colonização do sistema de terapia IV Flebite Pós-Infusional – 48 a 96h após retirada do AVP Escala de graduação da flebite GRAU 0 – sem sintomas; GRAU 1 – eritema local com ou sem dor local; GRAU 2 – dor local, eritema, edema ou ambos; GRAU 3 – dor local, eritema, edema ou ambos, formação de uma linha (cordão palpável); GRAU 4 – dor local, eritema, formação de uma linha (cordão palpável) e drenagem purulenta. Fatores predisponentes Idade elevada (acima de 60 anos); Múltiplas punções; Inserção em situações de emergência; Desnutrição; Habilidade na punção do profissional; Características dos medicamentos e fluidos administrados; Veias com lúmens pequenos; Locais de punção. CUIDADOS PREVENTIVOS Medicação com diluição correta; Velocidade da infusão correta; Fixação do AV com fita transparente (preferência); Monitorar e palpar o AV em cada turno; Realizar trocar do AVP a cada 72h, conforme protocolo da instituição MEAC; Realizar desinfecção com álcool 70% nas entradas, antes e após a administração de medicamentos; Realizar flushing (lavagem) do AV após administração de medicamentos. MANUTENÇÃO DE CATETERES VENOSOS PERIFÉRICOS Comprometimento da equipe de enfermagem; Avaliação diária (em cada turno) do local da punção, e intervir precocemente; É responsabilidade da enfermagem a manutenção dos cateteres; Ficar atento às queixas da paciente em relação ao acesso venoso. Etapas que envolvem a terapia intravenosa Lavagem das mãos; Estabilização dos cateteres; Coberturas; Cuidados coma administração das soluções parenterais; Sistema de infusão; Substituição do sistema de infusão; Remoção do cateter. Cuidados na manutenção dos cateteres Remover os dispositivos intravasculares assim que seu uso não for necessário; Monitorar o sítio de inserção a cada turno. Tratamento para flebite Retirar o cateter imediatamente; Aplicar compressas frias no local afetado na fase inicial para diminuição da dor; Aplicar posteriormente, compressas mornas, para promover a vasodilatação e reduzir o edema; Administrar analgésicos e anti-inflamatórios, se necessário; Avaliar evolução da flebite diariamente (a cada turno). Troca de dispositivos Cateter de AVP – scalp (48 horas) e jelco (72 horas); Equipo para sangue e hemoderivados – troca a cada bolsa; Equipo simples ou de BIC para infusão intermitente – 24 horas; Equipo de BIC para infusão contínua – 72 horas; Equipo de BIC para NPT – troca a cada bolsa; Extensor – 72 horas (se coágulos, troca imediata); Torneirinhas (dânulas; three way) – 72 horas; Por que mensurar a flebite? A incidência de flebite é um indicador recomendado pela Infusion Nurses Society (INS); É mensurado nas instituições de saúde que visam a melhoria da qualidade da assistência; A aplicação desse indicador baseia-se na promoção de cuidado com segurança, a fim de minimizar riscos vivenciados e resultados adversos. IMPRESSOS INDICADORES INDICADORES MOTIVOS DAS NÃO CONFORMIDADES/RISCOS AÇÕES REALIZADAS INCIDÊNCIA DE FLEBITE INCIDÊNCIA DE QUEDA INCIDÊNCIA PERDA DE CVC INC. NÃO CONF. RELAC. ADM. MED. ENFERMAGEM ________________________________________ Indicador flebite clínica cirúrgica - 2015 Indicadores Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez M É D I A F L E B I T E 0,20% 0,00% 0,18% 0,60% 0,70% 0,00% 0,50% 0,00% 0,90% 0,10% 0,00% 0,29% recomendação É importante o profissional de enfermagem conhecer os protocolos existentes na instituição.