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RELATÓRIO DE PRÁTICA DE ENSINO E ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
EM HISTÓRIA II. 
 
 
 
 
 
 
 
 
RODRIGO DOS SANTOS DANTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nova Iguaçu 
2017/02
 
 
 
 
RODRIGO DOS SANTOS DANTAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE PRÁTICA DE ENSINO E ESTÁGIO 
SUPERVISIONADO EM HISTÓRIA II. 
 
 
 
 
 
Este trabalho é pré-requisito para 
aprovação na disciplina Prática de 
Ensino e Estágio Supervisionado de 
História II, do Curso de Licenciatura 
(modalidade EAD), ministrada pela 
professora MARTA DE CARVALHO 
SILVEIRA, da Universidade Estácio de 
Sá. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2017/02 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO............................................................................................. 4 
1. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA     
1.1. Aspecto físico, humano e material.....................................................  5 
1.2. Projeto Político‐pedagógico................................................................ 7 
1.3. A escola como grupo social................................................................. 9  
1.4.  Atividades docentes e discentes........................................................ 11  
2. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................ 12 
3. REFERÊNCIAS..........................................................................................13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
Esta  exposição  trata‐se  da  experiência  obtida  na  prática  do  Estágio 
Supervisionado em História  II, matéria  a qual,  tem  a  finalidade de preparar o  aluno 
para prática docente. Neste sentido o aluno pode acompanhar o cotidiano escolar e 
desenvolver as teorias discutidas na universidade, de maneira prática.   Observando e 
refletindo  a  complexidade  presente  na  escola,  onde  pessoas  diferentes  coabitam  o 
mesmo  local  trocando experiências, observar o papel dos agentes educadores como 
mediadores e o espaço físico como estrutura para aprendizagem.     
Dessa  forma  orientado  pela  diretora  PRISCILLA  PEIREIRA  PIRES  da  E.M 
WALFREDO DA SILVA LESSA,  localizada na  rua  Jaguaré,  s/nº, Austin  ‐ Nova  Iguaçu, a 
observar  o  espaço  escolar,  sua  organização,  estrutura  e  acompanhar  a  professora 
SANDRA  CRUZ.  Pude  observar  a  prática  do  processo  de  elaboração  das  aulas  e 
planejamentos, e também a postura do corpo docente em relação ao discente. 
Foi observado que o aluno tem dificuldade em concentrar‐se na aula, visto que 
os avanços tecnológicos, atraem mais a atenção do aluno. Eles passam a maior parte 
do  tempo  utilizando  aparelhos  eletrônicos  portáteis  e,  ao  invés  de  tomar  nota  do 
assunto abordado em sala de aula, tiram fotos da  lousa. Outrossim muitos deles não 
estudam em casa, não complementando o aprendizado obtido em sala de aula. Isto faz 
com que o professor perca mais tempo relembrando conteúdos já abordados em aulas 
anteriores. 
A escola funciona como elemento social, interagindo com os membros daquela 
comunidade,  ajudando  a  eles  alcançarem  seus  objetivos  particulares  e  também 
transformando o cidadão, orientando‐os para que se tornem cidadãos melhores.           
  O  relatório  de  estágio  é  um  documento  avaliativo  e  obrigatório,  para  os 
estudantes dos cursos de licenciatura, onde através dele é transmitido o aprendizado e 
observação do período em que foi executado o estágio. 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA 
 
1.1.  Aspecto físico, humano e material. 
O  colégio  Municipal  Walfredo  da  Silva  Lessa  é  uma  escola  pública  da  rede 
Municipal de Nova Iguaçu, dirigida pela Diretora Priscilla Pereira Pires. A escola dispõe 
de  90  funcionários,  entre  eles:  Professores,  porteiros,  cozinheiros,  coordenador 
pedagógico, inspetores, serventes e bibliotecário.  
A escola  funciona em dois  turnos  (manhã e noite), possui doze salas de aula, 
sala  dos  professores,  laboratório  de  informática,  quadra  poliesportiva    coberta, 
biblioteca, banheiro para alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, refeitório e 
pátio coberto.  
As  salas de  aulas possuem  janelas,  ventiladores,  lousa,  lixeiras, não  são bem 
iluminadas  e  possuem  algumas  cadeiras  quebradas,  necessitando  de  reparo  ou 
substituição. Porém há cadeiras suficientes para todos alunos. 
Possuem  também  computadores  administrativos,  TV,  DVD,  retroprojetores, 
copiadora,  impressora,  câmera  fotográfica,  projetor  multimídia  e  laboratório  de 
informática. 
Os ambientes são mantidos limpos, especialmente a cozinha e o banheiro.  
 
Os  alunos  recebem  merenda  confeccionada  na  escola,  é  fresca  e  saborosa, 
porém bem simples. 
A  biblioteca  no  período  noturno  está  sempre  fechada,  e  não  há  interesse 
aparente dos alunos em acessar.  
O  laboratório  de  informática  possui  10  computadores,  os  quais  não  são 
suficientes a demanda. Não há manutenção sistemática dos aparelhos e substituição 
rápida de peças quebradas.  
A sala dos professores é pequena, possui apenas uma mesa comum a todos e 
armários  de  ferro.  A  diretora  possui  um  espaço  separado  dentro  da  sala  dos 
professores. Dispõe de computador, impressora e copiadora.  
Para  a  prática  de  esportes  e  lazer,  é  utilizada  a  quadra  poliesportiva.  Ela  é 
coberta, possui as traves para jogar futebol, tabela de basquete e rede de vôlei. É bem 
utilizada pelos alunos. 
A escola  tem problemas de acessibilidade, possui banheiro adaptado, porém, 
pessoas  com  dificuldades  de  locomoção  encontrarão  dificuldades  para  na  escola.  
Existem muitos degraus e poucas rampas.  
A  boa  relação  entre  os  funcionários  no  geral,  contribuem  para  o 
relacionamento saudável e harmônico na escola, há grande interação com os alunos e 
respeito mútuo. 
 
    
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.2. Projeto Político‐Pedagógico. 
 
A escola está inserida em uma comunidade, onde a maior parte dos moradores 
possui  um  baixo  nível  de  escolaridade  não  tendo  muito  interesse  em  zelar  pela 
aprendizagem  de  seus  filhos.  A  comunidade  apresenta  grande  número  de  famílias 
desestruturadas nos aspectos sociais o que desencadeia em abandono e negligência, 
por parte de dos responsáveis que, priorizam, por necessidade, seu  trabalho ao qual 
tem dedicação intensiva. 
Os  alunos  passam  a  maior  parte  do  tempo  sozinhos,  sob  sua  própria 
responsabilidade, devido a ausência dos pais. 
O grande quantitativo de alunos apresenta uma grande distorção  idade‐serie, 
gerando a falta de compromisso com o processo de aprendizagem. 
 
A comunidade  escolar  deseja  uma  Escola  Democrática  onde  seja,  de  fato, 
exercida   dentro do     processo   de   aprendizagem.   Conscientizar o aluno     para   que 
tenha  uma  visão   crítica  do  mundo  em  que  vive  levá‐lo a enfrentar  o s  desafios 
do  novo  século,  desenvolver  valores  para  uma  melhor  compreensão  da sociedade  
e  do   lugar   onde  está  inserido,  torná‐lo,  através  das  competências e  habilidades  
adquiridas,   um    cidadão   mais    completo,   uma    vez   que   a penas  conhecimentos  
acadêmicos  não  são  suficientes  para   vencer  as  dificuldades que  surgirão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
   
1.3. A escola como um grupo social. 
 
A  Escola  Municipal  Walfredo  da  Silva  Lessa  atende  jovens  e  adultos  da 
comunidade Praça do Batuta, Austin, Nova Iguaçu e adjacências. Seu público em geral 
tem  pouco  poder  aquisitivo,  trata‐se  de  pessoascarentes,  onde  necessitam  de 
trabalhar para sobreviver e não podem dedicar‐se exclusivamente aos estudos.      
Outrossim o índice de faltas e desistência é muito grande, um dos motivos é a 
gravidez precoce. 
Embora existam diferenças entre os grupos sociais, os indivíduos se relacionam 
de forma pacífica.  
O corpo docente é bem integrado aos discentes, e são sensíveis aos problemas 
pessoais dos alunos. Os pais dos alunos não participam diretamente da educação dos 
filhos. 
A violência e insegurança faz parte do cotidiano da comunidade. Os portões da 
escola  ficam  sempre  trancados,  o  acesso  é  controlado  e  limitado,  aumentando  a 
sensação de segurança dentro da escola. 
A escola desenvolve passeios externos e festas  internas, o que ajuda a coesão 
do grupo e agrega valores. 
Destaca‐se,  nesta  escola  que,  desenvolve  formas  afetivas  de  comunicação, 
expressando  e  discutindo  com  clareza  processos  e  resultados  de  sua  própria 
experiência. Admite que os outros  tenham  e expressem  ideias  e  valores diferentes, 
visando o crescimento social como um todo; compreende a  importância da atividade 
intelectual como  forma de processamento da experiência e alcance de estágios cada 
vez mais aprimorados de desenvolvimento e valoriza os sentimentos. 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.4. Atividades docentes e discentes. 
Em sala de aula observa‐se uma metodologia sistemática, na qual o professor 
utiliza  o  material  didático  proposto  pela  escola.  Como  todos  alunos  possuem  o 
material, a utilização do mesmo poupa tempo para registro. No entanto, nas aulas de 
revisão, o educador  leva questões de outros  livros paradidáticos, visto que o material 
didático é menos abrangente. 
  O  grande  desafio  é  manter  a  concentração  e  o  interesse  dos  alunos, 
equipamentos eletrônicos roubam a atenção deles.  
  Os  professores  interagem  na  sala  dos  professores,  trocando  experiências  e 
descontraindo. 
  A  maioria  dos  alunos  não  reforçam  o  aprendizado  em  casa,  não  costumam 
fazer os exercícios propostos e não se esforçam nos trabalhos. Outrossim, chegam as 
aulas a noite cansados e com pouca motivação. 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
2. CONSIDERAÇÕES FINAIS. 
 
A importância do estágio não é somente pelo seu caráter obrigatório. Ele é muito 
importante pelo enriquecimento profissional e acadêmico, a experiência em conviver 
com pessoas de diferentes idades e culturas. 
É  importante  conhecer  todas  as  premissas  que  um  educador  deve  ter  para 
conduzir  um  processo  de  ensino‐aprendizagem  de  modo  a  atingir  seus  objetivos, 
porém, o mais  importante é saber delinear a sua relação com seus alunos. Portanto, 
não  basta  o  conhecimento  acadêmico  e  pedagógico,  é  preciso  saber  administrar  as 
relações docente‐discente: o aluno precisa confiar no educador a ponto de expor suas 
dificuldades e, deixar de  lado qualquer  fator de distração que  venha  atrapalhar  sua 
aprendizagem durante a aula. 
Tal  confiança  é  conquistada,  dia  a  dia,  quando  o  aluno  sente  que  o  professor 
domina o assunto, sabe transmitir o conteúdo de  forma que a maior parte da turma 
assimile o que foi ensinado, além de ter o domínio sobre estes. 
Muitos  fatores  influenciam  a  aprendizagem  do  aluno.  Foi  entendido  que  todos 
fazem  parte  e  devem  colaborar  para  que  este  processo  seja  concluído  com  êxito, 
desde o corpo docente à família do aluno. 
Infelizmente o interesse pela vida acadêmica vai se esvaindo e o aluno fica apenas 
interessado  em  concluir  o  ensino  básico  apenas  para  fins  profissionais,  ou  seja,  o 
interesse científico está cada vez menor. 
Outro aspecto  importante é o de que o aluno reflete a educação dada pelos pais 
dentro  de  casa,  educação  esta  cada  vez  mais  falha  e  subtraída  dos  valores 
imprescindíveis para uma vida tranquila em sociedade. 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. 
 
BRASIL.  Lei  n.  8.080,  de  19  de  setembro  de  1990.  Dispõe  sobre  o  estágio  de 
estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, 
aprovada pelo Decreto‐Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de 
dezembro de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 
 
23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro 
de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no 2.164‐41, de 24 de agosto de 2001; e dá 
outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 25  set. 
2008.  
 
Disponível  em:  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007‐
2010/2008/lei/l11788.htm  Acesso em: 01OUT2017.

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