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Famílias Lógicas e suas Características Prof. Vinicius Ruiz Martins O Circuito Integrado Um Circuito Integrado (CI) é um cristal ou pastilha, em geral de silício, onde impurezas (outros elementos químicos) são difundidos para formar elementos de circuitos (resistores, capacitores, diodos, transistores) interligados entre si para a criação de um circuito com uma determinada função. O Circuito Integrado O Circuito Integrado Um CI digital pode ter desde algumas portas lógicas até milhões delas. Por exemplo, o CI 7404 possui apenas 6 portas NOT. Os CIs 74161 (contador) e 74253 (multiplexador) possuem algumas dezenas de portas lógicas, enquanto nos processadores mais modernos este número atinge milhões de portas. As principais famílias de circuitos integrados são conhecidas como TTL e CMOS. Estes nomes surgiram da tecnologia utilizada em sua fabricação. Famílias Lógicas Digitais A Família TTL TTL: Transistor – Transistor Logic. • Maior velocidade de comutação (alta velocidade de chaveamento ) • Maior ganho de corrente • Melhor capacidade analógica • Elevada dissipação de potência • Menor impedância de entrada • Baixa densidade de encapsulamento • Atraso com pouca sensibilidade à carga A Família TTL • Tensão de alimentação: +5 V ± 5 % • Sub-famílias: • N – Normal • H – High Speed • L – Low Power • S – Schottky • LS – Low Power Schottky (mais usada) • ALS – Advanced Low Power Schottky • AS – Advanced Schottky A Família TTL Obs.: O prefixo 54, ao invés de 74, indica que a série é militar. A Família TTL - Níveis Elétricos A Família TTL - Exemplos A porta NOT A Família TTL - Exemplos A porta NAND A Família CMOS CMOS: Complementary Metal-Oxide-Semiconductor. • Composto por um MOSFET de canal p e um de canal n no mesmo substrato. • Intensamente empregada em circuitos digitais. • Alta impedância de entrada • Alta velocidade de chaveamento (menor atraso de propagação) • Atraso com elevada sensibilidade à carga • Maior faixa de tensão de alimentação • Menor queda de tensão interna • Permite um elevado nível de integração: ∙ Níveis reduzidos de consumo de potência ∙ Maior densidade de encapsulamento ∙ Menor custo por dispositivo A Família CMOS • Tensão de alimentação: +5 V, +3,3 V, ou mesmo + 18 V, dependendo da sub-família. • Sub-famílias: • 4000 – primeira sub-família – obsoleta • HC – High Speed CMOS • HCT – HC mais compatível com TTL • AC – Advanced CMOS • AHC – Advanced High Speed CMOS • LV – Low Voltage • LVC - Low Voltage CMOS • ALVC – Advanced Low Voltage CMOS A Família CMOS – Níveis Elétricos A Família CMOS – Níveis Elétricos A Família CMOS – Exemplos A porta NOT A Família CMOS – Exemplos A porta NAND Dissipação de potência Devido à característica dos circuitos CMOS de dependerem da freqüência, os processadores consomem mais potência à medida que se tornam mais rápidos. A Tecnologia BiCMOS A tecnologia BiCMOS combina os circuitos Bipolar e CMOS na mesma pastilha de CI CMOS Baixa potência Alta impedância de entrada Amplas margens de ruído Bipolar Alta velocidade de operação Alta capacidade de corrente de acionamento + versatilidade custo processo complexo Adequado para implementação de “sistema em uma pastilha” A Tecnologia BiCMOS • Permite o desenvolvimento de circuitos VLSI (very-large-scale integration) com uma elevada densidade velocidade-potência, não conseguida pelas tecnologias individualmente • Aumento da velocidade relativamente à tecnologia CMOS pura • Menor dissipação de potência relativamente à tecnologia bipolar pura • A tecnologia BICMOS torna o conceito SoC (System on chip) uma realidade A Tecnologia BiCMOS SoC • Integra vários componentes de um computador ou outro sistema eletrônico em um único circuito integrado (chip). Pode conter funções digitais, analógicas, mixed-signal, radio- frequência, etc. • Uma aplicação típica é na área de sistemas embarcados. PSoC: Programmable System on Chip A Tecnologia BiCMOS A porta NOT A porta NAND CMOS de elevada impedância de entrada podem ser utilizados na entrada; os bipolares na saída. Para tirar o máximo proveito das tecnologias disponíveis no silício, poderá ser necessário utilizar uma combinação de: • CMOS - para lógica • BICMOS - para I/O e circuitos de driver • ECL - para zonas críticas de alta velocidade Obs.: ECL (Emitter Coupled Logic) envolve tecnologia bipolar (alto consumo de potência) Os transistores bipolares e os transistores de efeito de campo (FET) distinguem-se pela sua estrutura e teoria de funcionamento; há no entanto uma diferença que determina a sua utilização: O transistor bipolar é comandado por corrente, enquanto o FET é comandado por tensão. FET (Field-Effect Transistor ) FET (Field-Effect Transistor ) Tipos de FET J-FET (Junction - Field Effect Transistor) MOS-FET (Metal Oxide Semiconductor - Field Effect Transistor) • MOS-FET de empobrecimento ou depleção • MOS-FET de enriquecimento JFET (junction field-effect transistor ) Vantagens – baixa potência – alta impedância de gate – baixa resistência fonte/dreno Usos – amplificador – chave analógica • 3 regiões de operação: • Corte • Saturação • Ôhmica ou região de Triodo • Dispositivo com 3 terminais: • Porta • Dreno • Fonte No FET No BJT Porta -------------------------- Base Dreno ------------------------ Coletor Fonte ------------------------- Emissor JFET (junction field-effect transistor ) Zona de deplecção VDS VGS NOTA: Para o J-Fet canal P devemos inverter a polaridade das tensões aplicadas aos terminais. Através da Gate podemos determinar o maior ou menor fluxo de corrente entre os terminais Fonte e Dreno. Fixando o valor da tensão dreno- fonte (VDS), a corrente de dreno (ID) será função da polarização inversa da Gate que variará a espessura do canal por variação da zona de depleção. JFET (junction field-effect transistor ) Resumo