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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DASAÚDE
DEPARTAMENTO DE MORFOLOGIA
SETOR DE HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA
ALUNA: LUISE NICOLE DA SILVA
TECIDO ÓSSEO
TERESINA
2016
TECIDO ÓSSEO
TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo é um tipo de tecido conjuntivo formado por células e substâncias que promovem a sustentação corporal dos animais vertebrados, contribuindo aproximadamente com 15% do peso do corpo.
Sua função, associada à conformação anatômica do esqueleto, viabiliza aos organismos algumas vantagens fisiológicas correlacionadas ao hábito de cada espécie, como por exemplo: ponto de inserção dos nervos, apoio aos músculos, adaptações locomotoras, produção de células do sangue, bem como proteção a alguns órgãos vitais (pulmão, coração, cérebro).
TECIDO ÓSSEO
Principal constituinte do esqueleto
Funções:
	- Suporte das partes moles
	- Proteção dos órgãos vitais
	- Alojamento da medula óssea
	- Movimento – constitui um sistema de alavancas
	- Depósito de cálcio, fosfato e outros íons
	
Deriva da mesoderme intermediária
Tipo especial de tecido conjuntivo formado por
Células e material extracelular calcificado (matriz
Óssea)
TECIDO ÓSSEO
Osteócitos – situam-se em lacunas no interior da matriz
Osteoblastos- células produtoras da parte orgânica 
 do osso
Osteoclastos- células gigantes, móveis, multinucleadas
 reabsorvem tecido ósseo
 participam dos processos de remodelação
	 óssea
Nutrição- depende de canalículos que existem na matriz e que chegam até as células ósseas
TECIDO ÓSSEO
Todo o tecido ósseo é recoberto por camadas
Endósteo	- camada interna de tecido contendo células 
 osteogênicas
Periósteo - camada externa de tecido contendo células 
 osteogênicas
OSTEÓCITOS
 Células encontradas no interior da matriz óssea dentro das lacunas
 Cada lacuna contém um único osteócito
 Através dos canalículos os osteocitos fazem contato com outros osteócitos através de junções intercomunicantes
 Pequena quantidade de matriz constitui a via de transporte de nutrientes e resíduos
São células achatadas em forma de amêndoa
OSTEÓCITOS
Osteócito em sua lacuna
Osteócito com 
projeções citoplasmáticas
(Microfotografia eletrônica
e esquema)
OSTEÓBLASTOS
 Dão origem aos osteócitos 
 Células que sintetizam a parte orgânica da matriz (colágeno do tipo I, preoteoglicanas e glicoproteínas)
 Capazes de concentrar fosfato de cálcio que participam da mineralização da matriz óssea
Dispõem-se nas superfícies ósseas em um arranjo que lembra um epitélio simples
Em intensa atividade – cubóides
 Estado pouco ativo - achatadas
 Uma vez aprisionado na matriz óssea- passa a ser chamado de osteócito
 Matriz recém formada adjacente ao osteoblasto que
ainda não está calcificada - osteóide
OSTEOBLASTOS
Junqueira, 2004
OSTEOCLASTOS
 Células gigantes, móveis, multinucleadas e extensamente ramificadas com parte dilatadas que contém de 6-50 núcleos
 Na reabsorção óssea é frequente se encontrar depressões na matriz escavada pelas atividades dos osteoclastos (Lacunas de Howship)
 Se originam de células mononucleadas precursoras provenientes da medula óssea, que ao contato com o osso se une para formar os osteoclastos.
 Osteoclastos secretam para dentro de um ambiente fechado:
	- Ácido clorídrico
	- Colagenase
	- Outras hidrolases
Dissolvem a parte orgânica e a matriz óssea
OSTEOCLASTOS
Osteoblasto 
reabsorvendo
a matriz óssea
MATRIZ ÓSSEA
 Composta por uma parte orgânica (35%, representa a flexibilidade do osso), e uma parte inorgânica (65%, representa a rigidez e resistência do osso) 
 A matriz inorgânica é composta basicamente por íons de fosfato e cálcio, formando cristais de hidroxiapatita.
 A matriz orgânica é composta na sua grande maioria por colágeno tipo I, sendo assim, quando o osso apresenta-se descalcificado
 Hidroxiapatita + fibras colágenas = dureza e resistência do
 tecido ósseo
PERIÓSTEO
Camada mais superficial contém fibras colágenas e fibroblastos
Fibras de Sharpey – penetram no tecido ósseo e prendem o
periósteo ao osso
Porção profunda – é mais celular
 células osteoprogenitoras
 morfologia similar a um fibroblasto
 se multiplicam por mitose
 se diferenciam em osteoblastos
ENDÓSTEO
Geralmente constituido por uma camada de células osteogênicas
Achatadas que revestem as cavidades do osso esponjoso,
Canal medular, e os canais de Havers e os de Volkman.
TIPOS DE TECIDO ÓSSEO
Compacto
Esponjoso
Sem cavidades intercomunicantes 
visíveis
Muitas cavidades intercomunicantes
visíveis
Classificação Macroscópica
Tecido ósseo primário – imaturo, aparece primeiro
Classificação Histológica
Tecido ósseo secundário – maduro ou lamelar
TIPOS DE TECIDO ÓSSEO
TECIDO ÓSSEO PRIMÁRIO
 Não lamelar – aparece primeiro
É gradativamente substituído pelo tecido ósseo secundário
 No adulto pouco frequente –persiste próximo as suturas do crânio, alvéolos dentários e alguns pontos de inserção dos tendões
 Apresenta fibras colágenas dispostas em várias direções sem organização definida
 Menor quantidade de minerais 
TECIDO ÓSSEO PRIMÁRIO
Histologia dos alvéolos dentários
TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO
Encontrado no adulto
 
Fibras colágenas organizadas em lamelas paralela umas as outras ou disposição concêntrica em torno de canais com Vasos – SISTEMAS DE HAVERS ou Ósteons
-Cilindro longo, ás vezes bifurcado
 formado por 4-20 lamelas ósseas
 concêntricas
- No centro existe um canal revestido de endósteo
 Se comunicam entre si por meio de canais oblíquos,
transversais - CANAIS DE VOLKMAN
TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO
Sistemas circunferenciais interno e externo
Constituídos por lamelas ósseas paralelas entre si
Formam duas faixas 
	- Parte interna- ao redor dos canais de
			 Volkman
	- Parte externa- Próxima ao periósteo
Sistema externo mais desenvolvido
Entre os dois sistemas encontram-se inúmeros Sistemas de Havers e lamelas intersticiais (sistemas intermediários: restos do sistema de Havers que foram destruidos durante o crescimento ósseo
Fêmur
Sistema
Havers
HISTOGÊNESE
Processos de Formação do Tecido Ósseo
OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA
OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL
HISTOGÊNESE
OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA
Acontece no interior de membranas do tecido conjuntivo
Forma os ossos
	- Frontal
	- Parietal
	- Partes do Occipital
	-Temporal
	- Maxilares inferior e superior
Contribui para o crescimento dos ossos curtos e
espessamento dos ossos longos
OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA
Local onde inicia a ossificação
	-Centro de ossificação primária
Inicia pela diferenciação de células mesenquimais
Osteoblastos
Sintetiza osteóide
Matriz se mineraliza
Engloba os osteoblastos
formando os osteócitos
Existem vários centros de ossificação que crescem radialmente
Substituindo a membrana conjuntiva existente
Crânio de recém-nascidos – áreas moles (fontanelas) –
Membrana conjuntiva ainda não substituída por tecido ósseo.
OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA
Condensação
do mesênquima
Osteóide e
osteoblastos
Ossificação
Intra-membranosa
HISTOGÊNESE
OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL
Inicia sobre uma peça de cartilagem hialina que
tem a forma parecida com o osso porém com 
tamanho menor
Forma ossos longos e curtos
Consiste em dois processos
HISTOGÊNESE
PROCESSOS DE OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL
1º Processo:
Cartilagem hialina sofre modificações
	- Hipertrofia dos condrócitos
	- Redução da matriz cartilaginosa a finos
	 tabiques
	- Mineralização dos tabiques
	- Morte dos condrócitos por apoptose
2º Processo:
Cavidades ocupadas por condrócitos são invadidas
por capilares sanguíneos e células osteogênicas 
provenientes do conjuntivoadjacente
Osteoblastos
Depositam matriz óssea
Sobre os tabiques de
Cartilagem calcificada
Osteócitos+ matriz
TIPOS DE OSSOS
 • Ossos longos: Têm o comprimento maior que a largura e a espessura. Ex: fêmur, tíbia, rádio, ulna.
 
• Ossos curtos: Têm equivalência em todas as suas dimensões. Ex:ossos do carpo e ossos do tarso.
 
• Ossos sezamóides: Todo o osso que se desenvolve no interior de alguns tendões. Ex: patela.
 
• Ossos laminares ou planos: Têm o comprimento e a largura maior que a espessura. Ex: escápula, ilíaco, costelas, etc.
 
• Ossos irregulares: Não têm equivalência em nenhuma de suas dimensões. Ex: vértebras, sacro, etc.
 
• Ossos pneumáticos: Todo o osso que tem ar em seu interior. Ex: crânio, frontal, esfenóide, maxilar, etc.
TIPOS DE OSSOS
HISTOGÊNESE
FORMAÇÃO DOS OSSOS LONGOS
Processo complexo
Primeiro tecido ósseo a aparecer:
	- ossificação intramembranosa do pericôndrio
Forma o “colar ósseo”
Células cartilaginosas envolvidas
pelo colar ósseo hipertrofiam e
morrem por apoptose
Vasos sanguíneos partindo do periósteo penetram na cartilagem calcificada levando as células osteoprogenitoras
Se proliferam e se diferenciam
Osteoblastos
Ossificação (osteócitos+matriz)
FORMAÇÃO DOS OSSOS LONGOS
Ossificação inicia na parte mediana da diástase
FORMAÇÃO DOS OSSOS LONGOS
Centros de ossificação secundária na epífise se formam mais tarde
FORMAÇÃO DOS OSSOS LONGOS
Quando o tecido ósseo é formado nos centros secundários que
ocupa a epífise
Tecido cartilaginoso fica reduzido a dois locais
Cartilagem articular – persiste por toda a vida
	 não contribui para a formação óssea
2) Cartilagem de conjugação ou disco epifisíario
		- Constituída por um disco cartilaginoso que não foi
	 penetrado por tecido ósseo
		- Responsável pelo crescimento longitudinal do osso
		- Desaparece ~20 anos de idade
Possui 05 zonas começando ao lado da epífise
Zona de Repouso –cartilagem hialina sem alteração
Zona de Proliferação- divisão rápida dos condrócitos
Zona de Cartilagem Hipertrófica – condrócitos
			 volumosos
Zona de Cartilagem Calcificada – mineralização
			 dos tabiques
			 apoptose dos
			 condrócitos
Zona Calcificação
 - zona que aparece 
 tecido ósseo
FORMAÇÃO DOS OSSOS LONGOS
REFERENCIAS
JUNQUEIRA, L.C.U. & CARNEIRO, J. Histologia Básica. 12ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

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