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-Histogênes-
Ossificação através do conjuntivo (Intramembranosa)
No mesênquima existem células mesenquimais que irão se
diferenciar em osteoblastos, que irão sintetizar matriz, ele fica
preso se diferencia em osteócito e depois em osteoclasto.
A primeira matriz que ela forma é o osteóide, que depois se
calcifica
O processo tem início pela diferenciação de células 
mesenquimatosas que se transformam em grupos 
de osteoblastos, os quais sintetizam o osteoide (matriz
ainda não mineralizada), que logo se mineraliza,
englobando alguns osteoblastos que se transformam em
osteócitos. Como vários desses grupos surgem quase
simultaneamente no centro de ossificação, há confluência
das traves ósseas formadas, conferindo ao osso um
aspecto esponjoso.
Entre as traves formam-se cavidades que são 
penetradas por vasos sanguíneos e células 
mesenquimatosas indiferenciadas, que darão origem à
medula óssea. A palpação do crânio dos recém-nascidos
revela áreas moles - as fontanelas - onde as membranas
conjuntivas ainda não foram substituídas por tecido ósseo.
A ossoficação endocondrial
Vem através da cartilagem, que está no disco epifisário. ela
ocorre através de um modelo de cartilagem hialina.
A ossificação endocondral consiste essencialmente em 
dois processos. Primeiro, a cartilagem hialina sofre
modificações, havendo hipertrofia dos condrócitos, 
redução da matriz cartilaginosa a finos tabiques, sua
mineralização e a morte dos condrócitos por apoptose. 
Segundo, as cavidades previamente ocupadas pelos
condrócitos são invadidas por capilares sanguíneos e células
osteogênicas vindas do conjuntivo adjacente. Essas células
diferenciam-se em osteoblastos, que depositarão matriz óssea
sobre os tabiques de cartilagem calcificada. Desse modo,
aparece tecido ósseo onde antes havia tecido cartilaginoso,
sem que ocorra a transformação deste tecido naquele; os
tabiques de matriz calcificada da cartilagem servem apenas de
ponto de apoio à ossificação.
Na cartilagem de conjugação, começando ao lado da
epífise, distinguem-se as cinco zonas:
Zona de repouso: na qual existe cartilagem hialina sem
qualquer alteração morfológica
Zona de cartilagem seriada ou de proliferação: na qual
os condrócitos dividem-se rapidamente e formam fileiras
ou colunas paralelas de células achatadas e empilhadas no
sentido longitudinal do osso
Zona de cartilagem hipertrófica: zona que apresenta
condrócitos muito volumosos, com depósitos
citoplasmáticos
de glicogênio e lipídios. A matriz fica reduzida a tabiques
delgados, entre as células hipertróficas. Os condrócitos
entram em apoptose.
Zona de cartilagem calcificada: zona em que ocorre a
mineralização dos delgados tabiques de matriz cartilaginosa
e termina a apoptose dos condrócitos.
Zona de ossificação: zona em que aparece tecido 
ósseo. Capilares sanguíneos e células 
osteoprogenitoras
originadas do periósteo invadem as cavidades deixadas
pelos condrócitos mortos. As células osteoprogenitoras se
diferenciam em osteoblastos, que formam uma camada
contínua sobre os restos da matriz cartilaginosa calcificada.
Sobre esses restos de matriz cartilaginosa, os osteoblastos
depositam a matriz óssea
Mobilização de cálcio 
Mobilização de cálcio para a manutenção dos níveis
plasmáticos de cálcio (calcemia) o organismo utiliza 2
hormônios:
Calcitonina -> inibe a a reabsorção de matriz atuando
diretamente no osteoclasto. esse tem receptores específicos
para a calcitonina na sua membrana.
Paratormônio (pth) -> atua estimulando um aumento do
número de osteoclastos, o que aumenta a reabsorção. ele não
se liga no osteoblasto. o receptor dele está no osteoblasto.
Ação do PTH
O receptor do pth está no osteoblasto;
Osteoprotegerina é uma substância que tem ação
parácrina, se liga em um receptor do próprio osteoblasto -
receptor de hank. se a osteoprotegerina está ocupando o
receptor de hank, trava a produção de osteoclasto;
No momento em que o pth se liga ao osteoblasto ele inibe a
produção de osteoprotegerina e estimula a produção de
um fator estimulante de colônia de macrófagos;
Monócitos são precursores de osteoblastos. quando eles
expõem um ligante de hank, o macrófago se liga ao
osteoblasto e depois forma um osteoclasto.
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-Características-
Cavidades na matriz (lacunas) ocupadas pelos
osteócitos; 
Inervado; 
Vascularizado. 
-Funções-
Alojamento e proteção da medula óssea; 
Depósito de cálcio, fosfato e outros íons; 
Constituinte principal do esqueleto; 
Protege órgãos vitais; 
Sistema de alavancas para os músculos esqueléticos 
Suporte para tecidos moles; 
Absorve toxinas e metais pesados para minimizar o
efeito nos outros órgãos. 
-Tipos-
Osso longo
Osso é formado por partes compactas e esponjosas (com
muitas cavidades intercomunicantes) 
Osso longo: a epífise apresenta osso esponjoso com uma
camada de osso compacto; e a diáfise é quase toda
compacto, com parte profunda esponjosa, delimitando o
canal medular;
As cavidades do osso esponjoso e o canal medular são
ocupadas pela medula óssea. No recém-nascido tem cor
vermelha (pois tem alto teor de hemácia, ela produz células
do sangue – medula óssea hematógena). Com a idade, o
tecido adiposo invade e fica amarela – medula óssea
amarela;
Temos dois tecidos ósseos, o primário e o secundário. Os
dois tecidos possuem as mesmas células e matéria
orgânica. 
Cartilagem articular: Tecido liso que reveste as extremidades do
osso, reduzindo o atrito nas articulações;
Epífise proximal: Extremidade superior do osso, próxima ao tronco;
Linha epifisária: Remanescente da placa epifisária (ou cartilagem de
crescimento); indica onde o crescimento do osso ocorreu durante a
infância/adolescência;
Metáfise: Região entre a epífise e a diáfise; área de crescimento
ósseo;
Osso esponjoso: Parte interna da epífise, com estrutura porosa e
leve; contém a medula óssea vermelha (produção de células
sanguíneas);
Endósteo: Membrana fina que reveste a cavidade medular
internamente; participa da renovação óssea;
Osso compacto: Parte densa e resistente do osso, que forma a
maior parte da diáfise;
Periósteo: Membrana fibrosa que reveste externamente o osso
(exceto nas articulações); fornece nutrição e permite o crescimento
em espessura;
Cavidade medular: Espaço interno da diáfise que contém a medula
óssea amarela (reserva de gordura);
Artéria nutrícia em forâmen nutrício: Vaso sanguíneo que entra
no osso por um pequeno orifício (forâmen) e nutre o tecido ósseo;
Diáfise: Parte longa e cilíndrica do osso; responsável pela
sustentação e resistência;
Epífise distal: Extremidade inferior do osso, mais distante do tronco.
Tecido óseeo primário ou imaturo:
Aparece primeiro no desenvolvimento embrionário;
Na reparação de fraturas; 
Temporário, é substituído pelo secundário; 
Nos adultos, está na sutura do crânio, alvéolos dentais e algumas
inserções do tendão;
Tem fibras colágenas em várias direções; 
Pouco mineralizado;
 Mais osteócitos do que o secundário. 
Tecido óseeo secundário, lamelar ou maduro: 
Fibras colágenas organizadas de forma paralela ou concêntrica
(ao redor de um vaso, originando o sistema de Havers);
Os osteócitos estão entre as lamelas ou dentro delas; 
Para separar lamelas tem as substâncias cementantes (matriz
extracelular mineralizada com baixo colágeno). 
Classificação anatômica e macroscópica:
Osso compacto: constituído de partes sem
cavidades.
Osso esponjoso: constituídos por partes com
muitas cavidades intercomunicastes.
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Sistema circunferenciais interno e externo: lamelas paralelas que
envolve o canal medular e o osso (próximo ao periósteo), a que
envolve o canal medular é o sistema circunferencial interno e o que
envolve o osso é o externo. Entre eles estão os canais de Havers e as
lamelas intersticiais (ou sistemas intermediários, localizados entre os
sistemas de Havers). 
Sistema de Havers: Canais de Havers são uma série de tubos
estreitos dentro dos ossos por onde passam vasos sanguíneos e
célulasnervosas. São formados por lamelas concêntricas de fibras
colágenas. São encontrados na região mais compacta do osso da
diáfise óssea (meio de ossos longos). Formado por 4 a 20 lamelas
ósseas concêntricas. Quanto mais o canal é jovem, mais largo ele é
Ossos curtos
Nos ossos curtos, geralmente o comprimento do osso é
semelhante à sua largura;
Nesse tipo ósseo, uma fina camada externa de osso compacto
cobre o osso trabecular e a medula óssea, criando uma forma
que é mais ou menos cuboide;
A principal função dos ossos curtos é fornecer estabilidade e
algum grau de movimento.
Os ossos curtos são encontrados no carpo e no tarso,
respectivamente na mão e no pé. Alguns exemplos de ossos curtos
são:
O escafoide
O semilunar
O calcâneo
O tálus
O navicular
Ossos planos
Nos ossos planos, duas camadas de osso compacto recobrem
tanto o osso esponjoso como a medula óssea. Eles crescem
substituindo o tecido conjuntivo. As suas superfícies articulares
são revestidas por fibrocartilagem. Esse grupo é formado por:
ossos do crânio
costelas
esterno
escápula
A principal função dos ossos planos é proteger os órgãos
internos, como o cérebro, o coração e os órgãos pélvicos. Além
disso, devido às suas formas planas, esses ossos fornecem
grandes áreas para inserções musculares.
Ossos irregulares
Devido à sua forma e estrutura irregular e variável, os ossos
irregulares não se encaixam em nenhuma outra categoria. Nesse
tipo ósseo, uma fina camada de osso compacto recobre uma
massa constituída principalmente de osso esponjoso.
A forma complexa desses ossos os permitem proteger estruturas
internas. Por exemplo, os ossos irregulares da pelve protegem os
órgãos dessa cavidade.
Alguns exemplos de ossos irregulares incluem:
os ossos da coluna vertebral (vértebras)
os ossos da pelve (ílio, ísquio e púbis)
Ossos sesamoides
Os ossos sesamoides são incorporados a tendões. Geralmente
são pequenos e possuem formato oval;
Eles são encontrados na extremidade distal de longos ossos dos
membros superiores e inferiores, ao longo do trajeto dos
tendões;
Alguns exemplos de ossos sesamoides são a patela, no joelho, e
o osso pisiforme do carpo;
A principal função dos ossos sesamoides é proteger os tendões
de estresse e desgaste excessivos, ao reduzirem o atrito no local.
-Células-
Osteócitos
São células existentes no interior das lacunas da matriz óssea;
Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras
lacunas, tornando assim a difusão de nutrientes possíveis graças
à comunicação entre os osteócitos;
Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da
integridade da matriz óssea, são os “produtores de osso”, pois
dão origem aos ostesblastos;
Os osteócitos, inversamente aos Osteoblastos, possuem Retículo
Endoplasmático Rugoso escasso e aparelho de Golgi atrofiado
uma vez que abdicaram de sua função secretora da matriz óssea
orgânica.
Osteoblastos
Sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por
colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglícanas;
Assim, dão “firmeza” ao osso.
Osteoclastos
São células com cerca de 50 núcleos (multinucleadas), cuja
função é realizar reabsorção óssea, para renovação celular do
osso;
São os “comedores de osso”.
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Essa imagem mostra um osteoclasto, uma célula responsável pela
reabsorção do tecido ósseo. Vamos entender cada parte dela:
Osteoclasto: Célula grande e multinucleada que "digere" a
matriz óssea, importante no remodelamento do osso;
Lisossomos: Organelas que liberam enzimas digestivas (como a
catepsina K) no microambiente ácido para degradar a matriz
óssea;
Aparelho de Golgi: Responsável por empacotar as enzimas
lisossômicas;
Anidrase carbônica: Enzima que catalisa a reação:
CO + H O --- H + HCO2 2
+ -
3
 O íon hidrogênio (H⁺) é bombeado para fora da célula, criando
um ambiente ácido (baixo pH), ideal para as enzimas atuarem.
Microambiente com pH baixo e enzimas lisossômicas: Área entre
o osteoclasto e a matriz óssea, onde ocorre a degradação da
matriz mineral.
Prolongamentos vilosos: Aumentam a área de contato com a
matriz óssea, facilitando a liberação de íons H⁺ e enzimas.
Zona clara: Região onde o osteoclasto se fixa firmemente à
matriz óssea, criando um ambiente isolado para a reabsorção.
Matriz óssea: Parte mineralizada do osso que está sendo
degradada.
Processo de Reabsorção Óssea:
1.O osteoclasto se fixa à matriz óssea.
2.A anidrase carbônica gera H⁺, que é liberado na matriz,
acidificando o ambiente.
3.O ambiente ácido dissolve o componente mineral do osso
(principalmente hidroxiapatita).
4.As enzimas lisossômicas degradam o colágeno e proteínas da
matriz orgânica.
5.Os produtos da degradação são absorvidos pela célula e
eliminados.
Osteócitos
Células localizadas dentro da matriz óssea, em lacunas chamadas
osteoplastos;
Derivam dos osteoblastos;
Participam na manutenção do tecido ósseo e na comunicação
entre células por meio de prolongamentos citoplasmáticos
(canalículos).
Osteoclastos
Células grandes, multinucleadas e coradas intensamente;
Estão aderidas à matriz óssea, onde fazem a reabsorção do
tecido ósseo;
Atuam liberando íons H⁺ e enzimas lisossômicas que degradam a
matriz (como vimos na imagem anterior);
Participam do remodelamento ósseo junto com os osteoblastos.
Remodelamento Ósseo: Equilíbrio entre Formação e Reabsorção
Osteoblastos formam osso novo;
Osteoclastos removem osso velho ou danificado.
Esse processo ocorre ao longo da vida, sendo fundamental para:
Crescimento ósseo;
Cicatrização de fraturas;
Manutenção dos níveis de cálcio no sangue.
Essa imagem é uma microfotografia histológica de tecido ósseo,
corado e ampliado ao microscópio, mostrando as principais células
envolvidas na remodelação óssea. 
Componentes 
Matriz óssea
Parte clara e homogênea da imagem;
Rica em colágeno tipo I e sais minerais (como hidroxiapatita);
Dá resistência e estrutura ao osso.
Osteoblastos
Células localizadas na superfície da matriz óssea;
São responsáveis pela formação do osso;
Sintetizam a matriz osteoide (parte orgânica do osso) e iniciam
sua mineralização;
Quando ficam "presas" na matriz que produziram, se
transformam em osteócitos.
-Matriz Extracelular-
A matriz extracelular (MEC) do tecido ósseo é uma das mais
especializadas do corpo humano — ela é responsável por dar ao
osso suas principais propriedades: resistência, dureza e suporte
estrutural. Vamos dar uma olhada mais detalhada:
composição
Componente Orgânico (≈ 30%)
Produzido principalmente pelos osteoblastos.
Colágeno tipo I (90-95%):
Principal proteína estrutural;
Dá resistência à tração (evita que o osso se quebre ao ser puxado).
Proteínas não colágenas (ex: osteocalcina, osteopontina, sialoproteínas
ósseas):
Regulam a mineralização;
Participam da adesão celular e remodelamento.
Substância fundamental:
Glicosaminoglicanos (GAGs) e proteoglicanos;
Retém água e íons, e facilita a difusão de nutrientes nas regiões onde o
osso ainda não está mineralizado.
Componente Inorgânico (≈ 70%)
Responsável pela dureza e resistência à compressão.
Cristais de hidroxiapatita
Ca (PO ) (OH) 10 4 6 2
Formados por cálcio e fosfato.
Depositam-se entre as fibras de colágeno.
Outros minerais: magnésio, fluoreto, bicarbonato e sódio (em menor
proporção).
Como a matriz é formada e remodelada?
Formação (Osteoblastos):
Secretam a parte orgânica → matriz osteoide;
Depois ocorre a deposição dos sais minerais (mineralização).
Manutenção (Osteócitos):
Vivem “imersos” na MEC mineralizada;
Detectam estímulos mecânicos e regulam o metabolismo ósseo.
Reabsorção (Osteoclastos):
Degradam a matriz extracelular, removendo tanto o colágeno quanto os
minerais.

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