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Fisiologia 1 Gestão do Conhecimento Luiz Carlos de Freitas 1ª e di çã o DIREÇÃO SUPERIOR Chanceler Joaquim de Oliveira Reitora Marlene Salgado de Oliveira Presidente da Mantenedora Wellington Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Wellington Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Jefferson Salgado de Oliveira Pró-Reitor Administrativo Wallace Salgado de Oliveira Pró-Reitora Acadêmica Jaina dos Santos Mello Ferreira Pró-Reitor de Extensão Manuel de Souza Esteves DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA Gerência Nacional do EAD Bruno Mello Ferreira Gestor Acadêmico Diogo Pereira da Silva FICHA TÉCNICA Direção Editorial: Diogo Pereira da Silva e Patrícia Figueiredo Pereira Salgado Texto: Luiz Carlos de Freitas Revisão Ortográfica: Rafael Dias de Carvalho Moraes Projeto Gráfico e Editoração: Antonia Machado, Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos e Victor Narciso Supervisão de Materiais Instrucionais: Antonia Machado Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos COORDENAÇÃO GERAL: Departamento de Ensino a Distância Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420 www.universo.edu.br Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo Campus Niterói F866g Freitas, Luiz Carlos de. Gestão do conhecimento / Luiz Carlos de Freitas ; revisão de Rafael Dias de Carvalho Moraes. – 1. ed. – Niterói, RJ: UNIVERSO: Departamento de Ensino a Distância, 2017. 203 p. : il 1. Gestão do conhecimento. 2. Sociedade da informação. 3. Tecnologia da informação. 4. Gerenciamento de recursos de informação. 5. Ciência da informação. 6. Recuperação da informação. 7. Ensino à distância. I. Moraes, Rafael Dias de Carvalho. II. Título CDD 658. Bibliotecária responsável: Elizabeth Franco Martins – CRB 7/4990 Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se r esponsabilizando a ASOEC pelo conteúdo do texto formulado. © Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida de nenhuma forma ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedor a da Univer sidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Gestão do Conhecimento Palavra da Reitora Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo, exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSO EAD, que reúne os diferentes segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero bem-sucedidas mundialmente. São inúmeras as vantagens de se estudar a distância e somente por meio dessa modalidade de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço presentes nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio tempo e gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se responsável pela própria aprendizagem. O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo momento ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através de nossa plataforma. Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos. A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem- sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização, graduação ou pós-graduação. Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona. Seja bem-vindo à UNIVERSO EAD! Professora Marlene Salgado de Oliveira Reitora. Gestão do Conhecimento 4 Gestão do Conhecimento 5 Sumário Apresentação da disciplina ..............................................................................................................7 Plano da Disciplina .............................................................................................................................9 Unidade 1 - O Novo Contexto da Sociedade do Conhecimento – Dinâmica e Características ........................................................................................................... 15 Unidade 2 - Abordagens e Modelos Sobre a Gestão do Conhecimento. .......................... 41 Unidade 3 - Arquitetura Organizacional Para Gestão do Conhecimento.......................... 75 Unidade 4 - Princípios da Gestão do Conhecimento nas Empresas ................................. 105 Unidade 5 - Facilitar a Criação do Conhecimento Nas Empresas ...................................... 135 Unidade 6 - Roteiro de Implantação da Gestão do Conhecimento nas Organizações 167 Considerações finais ..................................................................................................................... 192 Conhecendo o autor ..................................................................................................................... 193 Anexos.............................................................................................................................................. 196 Gestão do Conhecimento 6 Gestão do Conhecimento 7 Apresentação da disciplina O objetivo da disciplina Gestão do Conhecimento é proporcionar a você, estudante, o entendimento dos conceitos, questões e aplicações relacionadas aprofundar a aprendizagem nas organizações e implementar uma estrutura que possibilite o aproveitamento das inovações, da criatividade e capacidade dos profissionais em benefício aos objetivos dos negócios. Para isso, será necessário entender os processos de avanços da sociedade primitiva, passando pela agrícola e pela industrial. Esta última já marcada pela presença do conhecimento implícito da tecnologia e na preparação dos operários para manusear ferramentas sofisticadas com melhoria da produtividade e redução de custos. Esta etapa de início ao surgimento da Era da Informação que revolucionou a relação das pessoas, das organizações e das nações que mudou o foco das máquinas para o conhecimento como novo fator de produção. Essa mudança requer das organizações em entender que o conhecimento, mesmo sendo um ativo intangível, exerce papel fundamental para manter a competitividade das organizações e nesse contexto surge a necessidade de identificar os critérios de aproveitamento dos conhecimentos tácitos e explícitos para o bem coletivo. O avanço da TIC disponibiliza ferramentas que podem ser utilizados na disseminação do conhecimento que servirão subsídio para utilização dos demais recursos disponíveis na gestão de pessoas. Tais como a área de pessoal, de inovação, da TIC, do capital intelectual e assim apresentar algumas ferramentas de implantação do conhecimento em todos os segmentos como fóruns, cursos, atividades práticas etc. Veremos também que a materialidade do conhecimento poderá ser entendida pela empresa quando identificar os capacitadores pela aspiral do conhecimento disseminar em todaa organização. Porém, não basta a compreensão da necessidade da utilização, mas é importante que seja implantado um programa de gestão do conhecimento que aproveita a cultura da aprendizagem e tenha resposta imediata às mudanças permanentes que a inovação provoque. Gestão do Conhecimento 8 Bons estudos! Gestão do Conhecimento 9 Plano da Disciplina Unidade 1 – O Novo Contexto da Sociedade do Conhecimento - dinâmica e características Nesta unidade, iremos compreender a estrutura da formação da sociedade, iniciando pela sociedade agrícola estendendo até a sociedade do conhecimento que se reflete nos últimos tempos. As implicações da Era do Conhecimento que influi no comportamento das organizações, nações e das pessoas quando a inovação e rapidez de obsolescência dos conhecimentos são marcas e desafios para a civilização moderna. Entenderemos, também, como a tecnologia da informação e a telecomunicação redesenhou as fronteiras e tornou o fator tempo como preponderante para a sobrevivência na sociedade atual. Objetivos da unidade: Identificar as origens norteadoras dos estágios da sociedade agrícola à sociedade do conhecimento. Fornecer os conceitos e processos históricos necessários à compreensão da sociedade contemporânea. Identificar os novos paradigmas da sociedade do conhecimento. Identificar as características e estratégias da sociedade do conhecimento. Compreender os reflexos da globalização na sociedade do conhecimento. Compreender os reflexos da Era do Conhecimento nas organizações, nações e pessoas. Gestão do Conhecimento 10 Unidade 2 – Abordagens e Modelos sobre a Gestão do Conhecimento. A utilização dos conhecimentos pelos agentes e sua transformação em valor agregado depende de como eles são organizados para se tornarem em produtos e produzir benefícios para evolução do próprio conhecimento que é dinâmico e falível. Daí a importância de conhecer o processo de organização do conhecimento, independentemente do interlocutor e sua aplicação nas organizações empresariais, porque não basta ter recursos humanos capazes, tecnologia de gestão, capital intelectual para tornar a organização competitiva. Há necessidade de identificar e organizar de forma sistemática. Por isso, a necessidade de se identificar as origens, a construção das informações e por fim ser possível produzir conhecimento. É necessário também para se obter uma boa organização dos estudos da Gestão de Conhecimento no ambiente das organizações, identificar as diversas áreas de conhecimento em seu sentido científico e aplicado no campo empírico, científico, teológico e filosófico. Objetivos da unidade: Compreender como os conhecimentos devem ser organizados para que se transformem em valor para o interlocutor; Compreender como utilizar a taxonomia na gestão dos conhecimentos; Identificar os tipos de taxonomias do conhecimento e como aplicá-las; Estabelecer a diferencia entre dados, informações e conhecimentos; Compreender como selecionar os dados e as informações importantes aos objetivos; Transformar os conhecimentos em valor agregado para o avanço de novas realidades; Identificar, caracterizar e compreender as aplicações dos tipos de conhecimentos. Gestão do Conhecimento 11 Unidade 3 - Arquitetura Organizacional para Gestão na Era do Conhecimento Nesta unidade, teremos a oportunidade de conhecer como as organizações devem se preparar para fazer da gestão do conhecimento em todos os seguimentos a sinergia necessária para que o capital intelectual incorpore à estratégia corporativa e não se perca no tempo devido a dinâmica e obsolescência de cada avanço surgido. Iniciaremos buscando compreender como utilizar da engenharia do conhecimento para tornar objetiva a identificação dos diversos conhecimentos dispersos pela organização e seu processamento nas diversas áreas e planejamento de médios e longos prazos. Compreender que o conhecimento é produzido a partir da ação dos indivíduos que compõem a organização, partir do conjunto de dados, informações e da cultura que se envolve. Que as tecnologias de informação e comunicação que tornam possíveis essa produção do limite do conhecimento dependem das ações humanas e consequentemente é importante agregar os conhecimentos tácitos e cognitivos dos profissionais para a produção dos conhecimentos formais da organização mediante as formalizações em suas diversas fases. E por fim, precisamos perguntar: quais as condições para que as organizações sejam eficientes na gestão na concorrida Era da Informação e do Conhecimento? Objetivos da unidade: Identificar os tipos de conhecimentos individuais. Compreender como os conhecimentos individuais podem ser incorporados à estratégia organizacional. Identificar como as ferramentas de gestão da TIC podem ser utilizados na estratégia organizacional. Identificar a finalidade das ferramentas ou recursos na gestão de pessoas ou operacional. Identificar as competências necessárias à organização para agregar o conhecimento aos processos. Incorporar as competências, qualificações e habilidades individuais ao conhecimento coletivo da organização. Gestão do Conhecimento 12 Unidade 4 – Princípios da Gestão do Conhecimento. Nesta unidade, veremos que não é suficiente que a organização valorize o conhecimento, a inovação e a criatividade que a cerca em função do avanço tecnológico e das informações disponíveis. A aplicação do conhecimento, da inovação e a criatividade terá importância para as organizações empresariais quando for possível determinar o valor de cada aplicação para levá-las a atingir os objetivos de médio e longo prazos. Daí a necessidade de adotar os conhecimentos existentes na organização como fator que influencia os processos, as atividades, os produtos e os serviços. Por isso, um dos passos necessários na Gestão do Conhecimento é apurar o peso que cada inovação acrescenta de valor ao ser identificada. Assim estamos inferindo que o conhecimento passa a ser um fator de produção, ou seja, exerce papel nos resultados do processo produtivo. Outro aspecto é o reconhecimento das dimensões do conhecimento que irão interferir diretamente nas práticas gerenciais. E a partir dessas dimensões, a Gestão do Conhecimento direciona para as questões pontuais, para áreas específicas e sem a pretensão de esgotar o assunto. Dada a diversidade de empresas, essa unidade pretende identificar algumas áreas que são comuns e com relação direta com o tema para identificar as ações de uma gestão eficiente do conhecimento. Tais como a área de pessoal, de inovação, da TIC, do capital intelectual e assim apresentar algumas ferramentas de implantação do conhecimento. Objetivos da unidade: Desenvolver habilidade para identificar os conhecimentos disponíveis Realizar a avaliação do valor do conhecimento no ativo da organização. Identificar os processos e as dimensões do conhecimento nas diversas áreas e segmentos. Identificar e intensificar os conhecimentos na gestão de pessoas e agregar a organização. Identificar e intensificar o capital intelectual na gestão do conhecimento Preparar a estrutura tecnológica e de informação como fator de conhecimento organizacional. Gestão do Conhecimento 13 Unidade 5 – Facilitar a Criação do Conhecimento nas Empresas Nesta unidade, teremos a oportunidade de analisar como os conhecimentos são criados nas organizações empresariais e para serem disseminados e recriados de acordo com a velocidade que a sociedade do conhecimento exige. Por isso, a organizaçãodeverá se tornar um ambiente de aprendizagem, uma universidade corporativa. E como já foi visto, dos conhecimentos individuais dos colaboradores podem formar conhecimentos coletivos e, por meio de uma estrutura de gestão formalizada, transformá-los em fator de produção favorável aos objetivos da organização empresarial. Por isso, deverá considerar as necessidades e especificidades de aplicação e observar os capacitadores que orientam o processo de captação, gerenciamento e disseminação para os colaboradores que atuam diretamente nos processos e também, para toda a organização seja nas atividades, processos, ou na finalização de produtos e serviços. Na sequência dessa etapa, iremos conhecer os diversos procedimentos para identificar os ciclos do conhecimento para realidades diferentes. Alguns exemplos de autores e aplicações diferentes serão conhecidas para orientar os trabalhos nas organizações empresariais. Objetivos da unidade: Identificar os conhecimentos organizacionais. Compreender como organizar os processos de transformação dos conhecimentos individuais em coletivos; Reconhecer a necessidade de implementar uma cultura de aprendizagem permanente nas organizações; Identificar as possibilidades de incorporar conhecimento nas organizações; Conhecer e compreender como utilizar os capacitadores para criação e uma gestão do conhecimento nas organizações; Compreender os ciclos do conhecimento para identificar e disseminar em toda organização; Aplicar as ações de cada ciclo no processo de gestão do conhecimento. Gestão do Conhecimento 14 Unidade 6 – Roteiro para Implantação da Gestão do Conhecimento nas Organizações Nesta unidade final, não com a pretensão de encerrar a discussão porque o conhecimento se renova constantemente, teremos a oportunidade de refletir sobre a formalização da Gestão do Conhecimento que, embora se mostre muito abstrata, tornou-se grande diferencial para as organizações, indivíduos, nações que se mostrarem capazes de manter competitivo e relacionando entre si. No primeiro momento, estaremos diante da identificação dos agentes do conhecimento que podem ser os intérpretes, os intermediários e os gestores do conhecimento. Observa-se que cada agente tem suas particularidades e importâncias. Na sequência, podemos observar alguns profissionais que são especializados em identificar, trabalhar, disseminar e armazenar as informações e gerenciar a aplicação dos conhecimentos gerados, muito embora todos os colaboradores devam estar preparados e habilitados para com as novas competências exigidas pela Sociedade do Conhecimento. Diante dos estudos realizados nesse livro, encerraremos com o aprimoramento das ferramentas de Gestão do Conhecimento, a estruturação de um modelo de gestão e implantação nas organizações, considerando que a implantação não caracteriza o fim em si mesmo. A dinamicidade das inovações requer revisões na mesma velocidade do estágio em que elas se encontram na estrutura da organização. Objetivos da unidade: Identificar os agentes do conhecimento e suas especificidades; Identificar os profissionais habilitados para atuar com as inovações e informações; Reconhecer um modelo de Gestão do Conhecimento; Estruturar um modelo de gestão do conhecimento; Identificar os passos de implementação da gestão do conhecimento. Gestão do Conhecimento 15 1 O Novo Contexto da Sociedade do Conhecimento – Dinâmica e Características Gestão do Conhecimento 16 Prezado(a)s aluno(a)s, Nesta unidade, teremos a oportunidade de perceber que a sociedade passou por uma evolução que guardava particularidade com o tempo, as características do povo e com a utilização dos recursos disponíveis, incluindo também o conhecimento. Será possível perceber que o poder de um determinado grupo sobre outro guardava relação do como utilizavam seu intelecto. Na sociedade agrícola predominava a força bruta que evoluiu para a percepção da possibilidade de utilizar seus conhecimentos e explorar recursos naturais e locais de formas seletiva. Deu um grande salto de qualidade quando na industrialização o maquinário deu lugar ao trabalho braçal. Ao avanço da tecnologia deu origem uma nova sociedade que faz do conhecimento e das inovações a principal energia para sua evolução. A Tecnologia da Informação(TI) evolui a uma velocidade que a obsolescência passou a ser um dos principais pontos de gestão das organizações modernas e a utilização dos conhecimentos e da tecnologia se solidifica como a variável competitiva para as organizações em mundo sem fronteiras. Associada à evolução dos consumidores que estão com suas capacidades apuradas mediante as facilidades e agilidades nas trocas de informações, estimula a concorrência entre as organizações que disponibilizam os produtos e serviços, onde o indicador de qualidade tem o tempo como um dos que mais interferem nas decisões dos consumidores. Novos paradigmas foram surgindo na sociedade do conhecimento e as organizações e as pessoas tiveram que se adaptarem para conseguir sobreviver. Precisaram se adequar de forma muito rápida e eficiente sob pena serem condenadas ao desaparecimento. O mesmo acontece com os indivíduos que hoje têm à sua disposição um conjunto de tecnologia e informações em tempo real que os impossibilitam viver distante desta nova realidade. Gestão do Conhecimento 17 Objetivos da unidade: Identificar as origens norteadoras dos estágios da sociedade agrícola à sociedade do conhecimento; Fornecer os conceitos e processos históricos necessários à compreensão da sociedade contemporânea; Identificar os novos paradigmas da sociedade do conhecimento; Identificar as características e estratégias da sociedade do conhecimento; Compreender os reflexos da globalização na sociedade do conhecimento; Compreender os reflexos da Era do Conhecimento nas organizações, nações e pessoas. Plano da unidade: Introdução à Sociedade do Conhecimento. Os Novos Paradigmas da Sociedade do Conhecimento: empresas e indivíduos. Visão Estratégica da Sociedade do Conhecimento O Comportamento da Economia na Sociedade do Conhecimento: uma introdução As Organizações Empresariais na Sociedade do Conhecimento: uma introdução Reflexos da Globalização na Sociedade do Conhecimento: tecnologias sem fronteiras. Realize os estudos na sequência do conteúdo e para uma boa compreensão, faça uma primeira leitura sem interrupção, seguida de uma segunda leitura marcando os pontos principais e na terceira procure construir conhecimentos a partir das anotações. Bons estudos! Gestão do Conhecimento 18 Introdução à Sociedade do Conhecimento. “Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender”. Alvin Toffler A partir da Segunda Guerra Mundial(1939-1945), as informações ganharam conotação preponderante na conquista e detenção de poder seja pessoal, organizacional ou de em termos de nação. Os conflitos demonstram claramente a influência do domínio das informações entre os concorrentes ou oponentes, do meio ambiente e dos recursos envolvidos na questão. A partir de então, as organizações e nações se ocuparam em realizar altos investimentos em tecnologia para acelerar o processamento e tratamento das informações que resultassem em conhecimentos que poderiam determinar o diferencial competitivo e deu a origem aos protótipos dos computadores digitais. No que se refere às organizações empresariais, há consensonas literaturas que o grande desafio na era o conhecimento não está mais relacionado ao capital, aos recursos naturais e à mão de obra, mas nos fatores críticos que estão no desenvolvimento das competências críticas dos colaboradores e nos relacionamentos internos e externos. A questão importante a ser analisada é que essas competências são bens intangíveis e consequentemente não podem ser estocadas e acompanham os colaboradores no final do expediente, incluindo nesse contexto elementos como intuição, comprometimento, motivação e as relações formais e informais com os clientes internos e externos. Daí, a necessidade de investimento em conhecimento ganhar conotações de gestão e materialidade para o corpo da empresa. Antes, porém, de abordar a sociedade do conhecimento e para melhor compreensão e contextualização no ambiente da gestão organizacional, faz-se necessário conhecer a história da sociedade humana sob a ótica do seu desenvolvimento socioeconômico, proporcionado pela gestão e proteção de suas riquezas. Gestão do Conhecimento 19 Em sua obra A Terceira Onda (1985), o autor americano Alvim Toffler estabelece a evolução humana em quatro diferentes estágios civilizatórios e separadas entre si por três grandes conjuntos de alterações denominada de “ondas”. E a partir dessas premissas foi possível identificar as quatro Eras que culminam da apresentação da evolução humana. Sociedade Primitiva. Que tinha por característica ser composta de humanídeos, reunidos em grupos de indivíduos, que a buscavam principalmente a autopreservação e o próprio sustento, por meio de atividades extrativistas de coleta, de caça e de pesca. De forma rudimentar a espécie humana diferenciava dos animais por utilizar-se da inteligência e assim fazer do fogo e de armas, mesmo de forma rudimentar em suas ações. Utilizavam desses recursos tanto para sobrevivência alimentar como para manter sua segurança num ambiente de constantes riscos. Como seres gregários1, eram constituídos de tribos em constante migração em busca de alimentos e abrigos, impedindo a formação e manutenção de excedentes de produção, tanto pela dificuldade de armazenamento como de transportes. E o poder era mantido pelos indivíduos ou grupos mais dotados de força física e habilidade em que os mais fortes detinham o poder sobre individual(líder, comando) ou coletivamente(maior tribo). Nessa fase da vida humana, a informação já proporcionava certo poder, pois os indivíduos que detinham conhecimentos exclusivos podiam exercer um poder de dominação. Os recursos predominantes dessa Era foi o poderio e a força física(individual ou coletiva), com a aplicação mais adequada, dependendo das habilidades e das competências na utilização do potencial físico do trabalho humano disponível. Sociedade Agrícola. Resultado das evoluções ocorridas pela primeira onda, essa Sociedade teve início quando o povo da época entendeu que lhe era possível obter o seu abrigo com segurança, os víveres e seu sustento a partir da exploração 1Diz-se dos animais que vivem em bandos ou em grupos. Instinto gregário, tendência que leva os homens ou os animais a se juntarem, perdendo, momentaneamente, suas características individuais. Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 20 de um determinado local escolhido como satisfatório e extraindo destes os recursos necessários à sobrevivência e perpetuidade da espécie. Estima-se que essa onda é oriunda de 8000 a. C. estabelecendo a fixação do homem a terra e a novos valores e paradigmas na civilização. Isso possibilitou ao ser humano a obtenção de excedentes de produção, dando origem assim à primeira atividade econômica constatada pelo escambo, em que consistia a troca dos excedentes de recursos para obter aqueles que porventura necessitassem. A troca de excedentes de produção por armas, roupas e outros produtos deu origem à noção de valores dos bens e ao comércio conhecido em nossos tempos. E a necessidade de fracionamento e portabilidade desses ativos e valores originou-se a moeda. Foi marcada também pela necessidade e ambição dos seres humanos em deter as maiores extensões territoriais possíveis, pois era sinônimo de poderio e riquezas e foi nessa linha de atuação que surgiram as iniciativas de descobrimentos e de posse de novas terras, com as grandes navegações e as guerras para invadir e dominar terras alheias. O resultado foi o aumento dos limites de extensão territorial e consequentemente, maior poder e desenvolvimento econômico-social da sociedade a que pertenciam, originado o conceito de nações. Nota-se também que a informação e o conhecimento também se fizeram presente nessa sociedade, mediante conhecimentos e decorrentes de poderes transmitidos, de forma seletiva e restrita, pelas sucessivas gerações e castas dominantes dos nobres e religiosos, que detinham o poder de comando por saberem mais que os demais. Na Sociedade Agrícola o poder foi determinado pelo domínio e exploração de extensões territoriais e de seus recursos, pois esses representavam a fonte do fator predominante do desenvolvimento econômico e social da época. Sociedade Industrial. Na sequência, na segunda onda, houve um conjunto de eventos que deu origem ao início da industrialização e teve como ponto de partida na tomada de consciência dos indivíduos de um conjunto de informações veiculadas pela máquina tipográfica de Gutemberg, por volta do ano de 1450. Esses eventos impulsionaram o uso da criatividade e o aumento da capacidade dos Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 21 seres humanos para criar novas ferramentas e máquinas, dando origem ao fenômeno conhecido como Revolução Industrial. O desenvolvimento ocorrido no patamar de consciência, inteligência e aplicação dos conhecimentos pelos seres humanos, oportunizou o desenvolvimento econômico, a expansão das organizações empresariais e proporcionou condições para o surgimento de classes emergentes: a burguesia e o proletariado conscientes. Essa consciência expandiu-se, ainda, ao campo social e político, dando origem a alterações de poder e domínio, muitas vezes radicais, tal como a Revolução Bolchevique(1917). Os maquinários e ferramentas das mais diversas características inventadas nessa época possibilitaram a fabricação de bens de consumo em alta escala, gerando assim uma nova modalidade de riqueza pela acumulação do capital e que possibilitava a sua própria reaplicação e multiplicação. Embora houvesse a predominância do capital, que viabilizava todas iniciativas empreendedoras, as informações representadas pelo “saber fazer” detinha parcela significativa de poder na sociedade industrial. E assim nascia o capitalismo. A Era da Sociedade Industrial, estendeu do século XVIII à primeira metade do século XX, tendo como fator preponderante o poderio financeiro, em que a geração de riquezas e o desenvolvimento econômico e social das nações eram determinadas pela posse e domínio de recursos financeiros. Sociedade do Conhecimento. Pela terceira onda de Toffler foi dada a origem da Sociedade do Conhecimento a partir da segunda metade do século XX, mediante a utilização de tecnologias da informação por nações, organizações empresariais e pessoas em todas as atividades. Assim, foram dados os novos Vamos refletir O capitalismo, também conhecido como economia de livre mercado ou economia de livre empreendedorismo, é um sistema econômico onde os meios de produção, distribuição, decisões sobre oferta, demanda, preço e investimentos são emgrande parte ou totalmente de propriedade privada, com fins lucrativos. Savio Silveira Gestão do Conhecimento 22 paradigmas e valores que passaram a determinar o seu desenvolvimento socioeconômico. A sociedade moderna caracteriza-se pelo poder exercido pelos que detêm a informação e o decorrente conhecimento e utiliza-os como fator diferencial na produção de riquezas. No mercado competitivo pelo atual cenário econômico mundial, os indivíduos, as organizações empresariais e os países necessitam saber “o que”; “como”; “quando” e “para quem” deverá ser definido para exercer suas atividades. Serão mais suscetíveis de sucesso aquele que detiver maior e mais conhecimento sobre o meio ambiente, sobre o mercado, sobre a concorrência, sobre os produtos e serviços existentes e necessários. Portanto, é importante observar que o fator determinante da sociedade atual, caracterizando-se como o maior gerador de riquezas e impulsionador da economia contemporânea é constituído pelos recursos informacionais. Fazendo uma análise temporal da evolução da sociedade humana no que se refere às riquezas e de desenvolvimento econômico-social, podemos deduzir que parcelas da civilização atual continuam a exercer atividades que têm origem nas outras Eras, tais como extrativismo, agricultura, pecuária, indústria e comércio. Por outro lado, o recurso mais escasso de cada época é que tem determinado a preponderância, o domínio e o poder cada uma das Eras delineadas. Percebe-se que a Sociedade Primitiva o poder e a prosperidade eram dos guerreiros mais habilidosos e das tribos mais fortes. Na Sociedade Agrícola eram os senhores feudais que tinham o domínio das maiores extensões territoriais. Na Sociedade Industrial os dominadores eram os “barões da indústria” e banqueiros, donos do capital. Na Sociedade do Conhecimento, o poder pertence aos indivíduos e nações que dominam e utilizam o conhecimento da tecnologia da informação. Na atualidade, quem detém uma informação ou saber valioso e único pode, com relativa facilidade, conseguir os demais recursos financeiros, naturais e humanos para viabilizar e ter sucesso em um empreendimento. Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 23 Os Novos Paradigmas da Sociedade do Conhecimento: empresas e indivíduos. “Quanto maior é a rapidez de transformação de uma sociedade, mais temporárias são as necessidades individuais. Essas flutuações tornam ainda mais acelerado o senso de turbilhão da sociedade”. Alvin Toffler. A presença crescente das informações e dos conhecimentos se manifestam pelo avanço das tecnologias de informações digitais, tais como a computação e redes de telecomunicações que permeiam as relações humanas, os negócios e estimulam a competitividade no cenário econômico global. Tudo isso acrescido pela democratização do acesso às informações pela popularização da internet possibilitada pela convergência de tecnologias que são complementares. Essa convergência de tecnologias computacionais e de telecomunicações com suas diferentes combinações resultam em ferramentas que ampliam o poder da inteligência individual e coletiva que, adicionadas à enorme facilidade de armazenamento e acesso às informações, aceleram o ciclo virtuoso de geração de novos conhecimentos. A constante mudança no cenário dos contextos políticos, social, tecnológico e econômico, direciona os indivíduos e organizações de toda natureza a uma cultura de aprendizado permanente, mediante a atualização das tecnologias digitais que impulsionaram esse estado de coisa e que determinam nos paradigmas na relação entre indivíduos, empresas e nações na Era do Conhecimento. São eles: Agilidade. Velocidade superior na sucessão dos acontecimentos comparando com as épocas anteriores e não poucas vezes, de forma simultânea obrigando rapidez nas decisões e ações pelos agentes. Flexibilidade. As estruturas sofrem mudanças rapidamente para atender novas necessidades de adaptação a novos contextos e exigências de mercado. Qualidade. A disseminação e a facilidade de acesso às informações possibilitando comparações aos agentes, obriga uma atenção maior por aqueles que oferecem os bens e serviços. Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 24 Produtividade. A concorrência exige otimização do setor produtivo, ou seja, faz-se necessário produzir mais quantidades com o menor custo como resposta ao reflexo do mercado competitivo, redução de barreiras e aumento quantitativo da população mundial. E para manterem-se competitivas no mercado, as organizações empresariais procuram se adaptar à nova realidade de mudanças constantes e multidimensional mediante a formulação de objetivos que extrapolam o simples resultado econômico-financeiro e desempenhando importantes papéis nos aspectos técnicos, sociais e políticos na sociedade. Então vejamos. Aspecto técnico-científico. A pesquisa e o desenvolvimento científico, deixou de ser restrito às instituições superiores de pesquisa e ensino para ser patrocinado ou efetuado pelas próprias organizações empresariais, devido à urgência em obter diferenciais que lhes permitam competividade para sua própria sobrevivência. Aspecto social. A responsabilidade social e ambiental passou a ser preocupação das organizações empresariais porque o alto nível de consciência das pessoas quanto à poluição e ação contrária ao meio ambiente. Aspecto político. O poder de influência das organizações empresariais como agentes de desenvolvimento e de bem-estar de uma sociedade em que atuam ou venham atuar, conferem-lhes grande influência política quanto à responsabilidade nos índices econômicos e sociais tanto da sociedade como das nações. Visão Estratégica da Sociedade do Conhecimento. Uma visão estratégica que abrange tanto as organizações empresariais, como as nações e o indivíduos pode ser entendido como sendo resultado da aplicação e do desenvolvimento intensivo do uso das Tecnologias de Informações(TIs) digitais, extensivas na grande maioria das atividades humanas modernas, na fabricação de bens, na prestação de serviços, nas ações governamentais como na educação, Savio Silveira Gestão do Conhecimento 25 saúde, segurança e influenciando a vida cotidiana das pessoas, seja no lazer, tais como nas viagens, televisão, vídeo, telefonia, jogos eletrônicos, leitura etc. Na sociedade contemporânea, enquanto o automóvel cada vez mais sofisticado e o avião encurtam as distâncias; a televisão, o telefone e smartphones ampliam a capacidade de visão e audição, a informática e a telecomunicação dão a possibilidade de alargar ou globalizar a mente das pessoas e a inteligência das organizações, nações e consequentemente dos seres humanos. O ser humano contemporâneo tem acesso imediato ao mundo pela conexão e o avanço das redes de telecomunicações e consequentemente ampliam seus conhecimentos mediante as pesquisas, realizam operações sem limites geográficos e temporais. A construção de novos cenários e estratégias só depende da imaginação e capacidade de cada agente no uso dos conhecimentos disponíveis. Antes, porém, de avançar nos estudos sobre a Sociedade do Conhecimento e suas implicações, vamos dar uma passagem no tema Tecnologia da Informação, mais conhecida pela sigla TI. Fonte:http://blog.udf.edu.br/?tag=tecnologia-da-informacao-e-comunicacao No início do século, os primeiros computadores eram máquinas lentas e de tamanho avantajados e inicialmente eram utilizadas pelos exércitos para decodificarou descriptorafar mensagens nos períodos de conflitos e muito rapidamente sua utilização foi estendia a outros setores. Ao longo do século, com a evolução da ciência e da tecnologia em diversos países foi possível uma melhoria substancial nos computadores, tanto em tamanho como em capacidade de processamento das informações, resultou em redução dos custos e otimização nos Gestão do Conhecimento 26 diversos campos da sociedade. Assim, foi possível no início do século XXI a exibição de computadores portáteis, ultrafinos, leves e podendo ser usado com conexões de alta velocidade dinamizando assim as informações e o conhecimento. É notória uma alteração radical na relação de comunicação quando em pouco tempo a carta e o telefone fixo foi substituído pelo smartphone e e-mail. A rede de conexão permitiu que os agentes pudessem ter nas palmas das mãos toda e qualquer informação para auxiliar nas tomadas de decisões, nos estudos e nas relações sociais através da TIs. A TI ou Tecnologia da Informação, abrange a área que utiliza a computação como um meio para produzir, transmitir, armazenar, aceder e usar as diversas informações necessárias às tomadas de decisões. A evolução da Tecnologia de Informação acompanha a rapidez do desenvolvimento do conjunto da tecnologia e cada vem mais surgem novas soluções disponibilizadas pela informática. O crescimento acelerado da tecnologia da informação exerce importante papel na evolução da sociedade que tem na informatização a regra nas estratégias de competividade e sobrevivência. De forma simplificada, pode-se dividir a TI de acordo com as seguintes áreas: Hardware e seus componentes; Softwares e seus meios; Sistemas de telecomunicações; Gestão de informações e de dados. As TIs estão presentes e aplicadas nos negócios de forma intensiva, sofisticando e promovendo diferenciais intrínsecas significativas em produtos e serviços para serem utilizadas com múltiplas funções, antes inexistentes. A competitividade e semelhança entre os produtos e serviços obrigam a busca de alternativas de diferenciação pelas organizações. Outra influência importante da TI está associada às invenções, à pesquisa e o desenvolvimento, o que possibilita combinações inéditas de aparelhos e processos, que se transforma rapidamente em inovações mercadológicas, despertando e criando novas necessidades no consumidor e acelerando a obsolescência tecnológica. Nas empresas a TI tem grande importância para Savio Silveira Gestão do Conhecimento 27 provocar impactos positivos em sua estratégia de produção, de marketing e em todas suas áreas ao possibilitar um melhoramento no contexto estratégico, tático e funcional, capacitando-as a melhorar o seu processo de planejamento e a interagir com seu meio de forma mais positiva. Portanto, vamos ver alguns exemplos dessas tecnologias e que proporcionaram mais competividade às empresas: Produção de aparelhos telefônicos com câmera fotográfica e tela touch screen; Tênis com processadores para regular os amortecimentos das pisadas; Transações comerciais e financeiras eletrônicas pela internet; Redes de comunicações sem fio interligando computadores; Aparelhos de televisão digitais de plasma e LCD; Sistemas de gestão altamente eficiente. O Comportamento da Economia na Sociedade do Conhecimento: uma introdução.. Ocupando o espaço dos produtos primários na Era Agrícola, dos bens industriais na Era Industrial, o conhecimento se configura na nova economia como o responsável pelo novo conceito de ativo intangível de patrimônio intelectual, composto por conhecimentos e competências, criados pelo aprendizado permanente nos ambientes corporativos e sua aplicação como inteligência competitiva. A partir dessas variáveis e de mudanças no comportamento da sociedade, os gestores das empresas contemporâneas deparam com a necessidade de desenvolver competências e habilidades para tomada de decisões com agilidade e assertividade. Isso implica em selecionar e relacionar informações que sejam importantes para minimizar as probabilidades de riscos de erros em suas decisões. Portanto, infere-se que a informação é a matéria-prima mais importante, embora intangível, para a construção dos conhecimentos corporativos na nova Gestão do Conhecimento 28 economia que possibilitou aos gestores as tomadas de decisões e direcionamento de suas organizações empresariais aos rumos e iniciativas que lhes asseguram o sucesso. Então é o momento de perguntar. Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/297662/ Pode-se dizer que a informação é um conjunto de dados, que constitui uma mensagem sobre um determinado fenômeno ou evento. Ela fornece subsídios para resolução de problemas e tomadas de decisão, considerando o seu uso racional para a concepção do conhecimento. Em todos os segmentos da vida e consequentemente no processo produtivo, a informação é um recurso dotado de duas características que as diferenciam dos demais fatores produtivos conhecidos como terra, capital, trabalho, tecnologia, que é sua rápida perecebilidade em função de sua perda de valor no tempo e sua reaplicabilidade. Quanto à reaplicabilidade, diferentemente dos demais fatores de produção, a informação pode rapidamente ser multiplicada, ou seja, ela pode ser facilmente disseminada, repassada sem perder conteúdo e de forma inesgotável. O grande exemplo é a ação do educador, palestrante, consultor que ao passar uma Savio Silveira Gestão do Conhecimento 29 informação ou construí um conhecimento em outras pessoas não perdem aquelas obtidas anteriormente e ainda será multiplicada por aqueles que foram beneficiadas por recebê-las. Isto posto, fica evidente que as empresas precisam mudar seu foco enquanto estratégia para a cultura da aprendizagem permanente em todos os seus segmentos, para que em toda sua estrutura se manifeste a presença da evolução e adaptação às diversas realidades pela disseminação das informações e construção do conhecimento. Na nova economia, a simples posse de recursos produtivos de qualidade, ou de mão de obra qualificada e a disponibilidade de capital não garantem o sucesso nos empreendimentos e a sobrevivência no mercado global e competitivo. Inclui nesses procedimentos, a necessidade de obtenção de informações sobre “o que”, “como”, “por que”, e “para quem” fabricar ou comercializar o produto sou serviço. Essa nova realidade faz das informações e dos conhecimentos organizacionais os ativos intangíveis mais importantes e influencia na pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologias e imprimem uma evolução rápida em todos os setores e segmentos. Porém, isso faz com que os ambientes empresariais se apresentem de forma variada a cada momento e tendo que superar desafios permanentes. E para se adequar a essa nova realidade de progresso acelerado, tanto as organizações como as pessoas de todas as idades necessitam estabelecer um processo organizado e sistemático de aprendizagem continuada e permanente, formal ou informal para não comprometer sua sobrevivência e viabilizar a convivência com as inovações que são potencializadas para os exercícios de suas atividades. Ao compreender que a Sociedade do Conhecimento, sofre influência permanente de novas informações e com ausência de fronteiras e de regularidade do fator tempo, antes de avançar nossos estudos, precisamos compreender como esse mercado global, como a transformação do planeta terra em uma aldeia global fez da tecnologia da informação uma presença corriqueira na vida das organizações, nações e pessoas na Era do Conhecimento.Gestão do Conhecimento 30 Reflexos da Globalização na Sociedade do Conhecimento: tecnologias sem fronteiras “As teses que consideram que a globalização implica espaços homogêneos e um mundo “sem fronteiras” são as que supõem que as informações, conhecimentos e tecnologias são simples mercadorias, passíveis de serem “transferidas” sob a mediação dos mercados via mecanismos de preço”(LASTRESA/ALBAGLI, 1999 p. 10). Portanto, vamos desconsiderar os aspectos ideológicos desse fenômeno, pois há quem entende a globalização como sendo um fenômeno possível de ser avaliado em todos os segmentos e setores da sociedade. E outros a entendem como sendo possível e mais intensa em determinadas áreas ou segmentos. Sem nos ater a esse fenômeno ideológico, podemos perceber que no campo da tecnologia da informação e a consequente produção de conhecimentos pela facilidade dos acessos às informações, ilustram o que precisamos para esse livro que é a Gestão de Conhecimentos. Assim a intensificação da concorrência mundial direcionou as empresas para a utilização intensa em recursos tecnológicos para aumentar a qualidade dos produtos, reduzir os custos e preços, ampliar a comercialização e reduzir o prazo de entrega. As tecnologias digitais de telecomunicações verificadas na Era do Conhecimento, além de possibilitar a comparação pelos consumidores dos produtos e serviços demandados, possibilitaram também, sua aplicação nas organizações para estabelecer rapidez e eficiência nos contatos comerciais e financeiros, mediante a utilização da internet, redes de computadores, meios de comunicação via satélite, telefonia móvel e outras. Os agentes financeiros, tais como bancos, casas de câmbio e agências financeiras, criam sistemas rápidos e eficientes para facilitar as relações econômicas, favorecendo a transferência de capital de investimentos, pagamentos e transferências bancárias, que podem ser feitos em frações de segundos pela internet, telefone fixo ou celular. Gestão do Conhecimento 31 Desse cenário, surgiram os blocos econômicos para aumentar, principalmente as relações comerciais entre os países desses blocos dando origem a UE, Mercosul, Nafta entre outros. Assim, as nações que participam do bloco, além de fortalecer o relacionamento com os membros, conseguem maior força para relacionar com os outros países mediante os acordos de cooperação bilateral no comércio, na ciência e tecnologia, cultura, trabalho entre outros, estabelecendo novas fronteiras entre os povos. Fonte:http://angelogoes.blogspot.com.br/2011/02/globalizacao-sociedade-da-informacao.html Observa-se que a intensa quebra de fronteiras, extrapola os limites das relações comerciais e financeiras, influenciando também no comportamento das pessoas com a inserção digital descobrem como a internet é uma ferramenta que otimiza as relações entre pessoas das mais diversas nações e adquirirem características culturais e sociais. Gestão do Conhecimento 32 A internet, juntamente com a televisão e a telefonia facilitam as relações, disseminam ideias, formando assim uma aldeia global. As Organizações Empresariais na Sociedade do Conhecimento: uma introdução Como vimos até o momento, a aceleração da economia mundial e de todos segmentos da sociedade do conhecimento gera muitos efeitos positivos, avanços, qualidade de vida, inserção das classes mais sacrificadas, mas, vem acompanhada de alguns aspectos negativos e pesados para a competitividade das organizações empresariais. A obsolescência. A velocidade com que as transformações ambientais e as inovações tecnológicas ocorrem, exigem modernização constante das organizações e transformações de bens e serviços obsoletos em plena vida útil e cria o chamado prazo de validade tanto para as organizações como para os indivíduos que se atualizarem para os novos desafios. A descartabilidade. O aumento da produtividade e a diminuição de custos tornam os produtos cada vez mais descartáveis. Volatilidade de vínculos. Os princípios tradicionais, como fidelidade comercial e ligações emocionais dos consumidores com produtos, são enfraquecidos com a velocidade e o excesso de ofertas e com novos patamares de qualidade. Como vimos, as constantes alterações e evoluções dadas sobre os produtos e serviços, influenciada pela demanda crescente dos consumidores e a aceleração da concorrência, geram um acelerado processo de obsolescência e impulsiona a renovação dos conhecimentos e tornando-os precários em um rápido passar dos tempos. Um exemplo simples que podemos analisar é a velocidade com que os celulares evoluíram. De analógico para digital, incorporou fotografias, vídeos, imagens, voz, convergência com a televisão, interação entre ambientes, registro e Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 33 transmissão de dados. Até onde vai a utilidade do celular? O céu é o limite quando pensamos em evolução da tecnologia e do conhecimento. Observa-se também que as inovações trazem consigo a completa inutilidade de objetos importante em determinado período. Tal como o surgimento dos CDs e DVDs, deixaram os discos de vinil e os disquetes sem uso. E estes foram substituídos pelo MP3 e outros. Assim, entendemos a importância do exercício da flexibilidade e da agilidade entre as organizações, nações e pessoas definidas pela capacidade de se anteciparem, remodelando-se permanentemente para não se perder a competitividade, são características imprescindíveis para explorar comercialmente as novidades convergentes de múltiplas dimensões a serem exploradas nas suas interações como a telefonia e a televisão pela internet. Então, os impactos promovidos pelas inovações tecnológicas obrigam as organizações a repensar e remodelar os seus modelos de negócio, em ciclos cada vez menores. Tem-se que a agilidade é mais importante que o tamanho. A inovação se sobrepõe, o que implica em que o ser moderno sobrepõe ao ser conhecido no segmento em que atua. A efetividade só será possível quando atualização permanente de todas as áreas da empresa. Nesta Sociedade do Conhecimento e os acessos às informações em tempo real, alterou o comportamento do consumidor tornando-o mais ágil, exigente em suas escolhas e impulsionou as organizações a investirem em qualidade e produtividade devido à volatilidade de vínculos que os consumidores passaram a adotar em seus vínculos negociais. Qualidade deixou de ser padrão de produção estabelecida pela voz dos consumidores para uma dinâmica mais apurada para atender suas necessidades mais particulares com redução de custos e otimização dos recursos e ações envolvidos. Gestão do Conhecimento 34 Nesta primeira unidade, você teve o contato com os primeiros conhecimentos necessários ao estudo da Gestão do Conhecimento, sua aplicação no contexto individual, organizacional e entre as nações. A influência das tecnologias digitais, da telecomunicação que pode definir novas fronteiras, permite que os agentes de uma sociedade tenham os mesmos conhecimentos e possibilidade de inserção na economia. Nesse contexto, foi importante a observação no tempo e no espaço a evolução da sociedade, iniciando no extrativismo de sobrevivência da espécie humana até a era contemporânea onde o conhecimento, a evolução incessante das ciências e tecnologia faz os agentes da sociedade uma verdadeira metamorfose ambulante. Com mudanças constantes e às vezes radicais no comportamento e nos modos de operação das organizações. As fronteiras atualmente são limitadas na palma dasmãos das pessoas pelos aparelhos de comunicação, armazenamento e de mídias digitais. E com isso surgiram as mudanças de hábitos, a descoberta de novos comportamentos em países diferentes e sua transferência com rapidez e simplicidade. As organizações empresariais se veem em constantes desafios de adaptação devido à obsolescência dos processos, da tecnologia e das habilidades necessárias de seus colaboradores. Na sequência dos estudos você terá acesso ao início dos conceitos, identificação e caracterização do conhecimento no cotidiano dos agentes que formam uma sociedade em constante evolução. Leitura Complementar HOPE, Jeremy; HOPE, Tony. Competindo na Terceira Onda: os dez mandamentos da erada informação. Rio de Janeiro: Campus, 2000. TAPSCOTT, Don; LOWY, Alex; TICOLL, David. Plano de Ação para uma Economia Digital: prosperando na nova era do e-business. São Paulo: Makron, 2000. Gestão do Conhecimento 35 Bons estudos e vamos para a próxima unidade. É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão do Conhecimento 36 Exercícios – Unidade 1 1. A TI ou Tecnologia da Informação, abrange a área que utiliza a computação como um meio para produzir, transmitir, armazenar, aceder e usar as diversas informações necessárias às tomadas de decisões. De forma simplificada, pode-se dividir a TI de acordo com as seguintes áreas: a) Hardware e seus componentes. b) Sistema de gestão organizacional c) Softwares e seus meios. d) Sistemas de telecomunicações. e) Gestão de informações e de dados. 2. Para FOREST, a tecnologia não é apenas um canal para se comunicar, suja comunicação traz significado de ação recíproca que ocorre entre emissor e receptor da mensagem, mas sim faz parte do ato comunicativo, estando integrada a ele. Com isso, a lógica da atual sociedade do conhecimento consolida-se para a lógica das redes. Com isso, essa integração na construção das sociedades e do espaço geográfico e temporal, assinala para o conceito de: a) Espaço digital. b) Espacialidade em rede. c) Territórios virtuais. d) Meio técnico-científico informacional. e) Espaço físico-virtual. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 37 3. Em todos os segmentos da vida e, consequentemente, no processo produtivo, vários recursos são utilizados e com características diferentes e específicas. Inclusive aqueles dotados de duas características que as diferencia dos demais fatores produtivos conhecidos como terra, capital, trabalho, tecnologia, que é sua rápida perecebilidade e reaplicabilidade. Estamos nos referindo aos recursos: a) Produtivos b) Digitais c) Informacionais d) De gestão e) Ocupacionais 4. O desenvolvimento ocorrido no patamar de consciência, inteligência e aplicação dos conhecimentos pelos seres humanos, oportunizou o desenvolvimento econômico, a expansão das organizações empresariais e proporcionou condições para o surgimento de classes emergentes: a burguesia e o proletariado consciente. Segundo Alvin Toffler Esta fase da evolução da sociedade humana se refere a: a) Sociedade do Conhecimento b) Sociedade Industrial c) Sociedade Primitiva d) Sociedade Agrícola e) Sociedade de Transformação Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 38 5. A Tecnologia da Informação passa a ocupar papel importante na estratégia competitiva nas organizações empresariais, propiciando uma interação em seus níveis estratégicos, táticos e operacionais. A seguir tem alguns exemplos dessas tecnologias que tornaram as empresas mais competitivas, EXCETO um. Marque-o. a) A implementação de câmera de vídeo e touch-screen nos celulares. b) Tênis preparados com processadores para regular os amortecimentos das pisadas dos corredores. c) Implantação de transações comerciais e financeiras eletrônicas pela internet. d) Redes de comunicações sem fio interligando computadores. e) Tecnologia de gestão que tornam rígidos os processos. 6. A aceleração das mudanças no cenário dos contextos políticos, social, tecnológico e econômico, faz dos agentes que compõem a sociedade a percepção que a cultura de aprendizagem permanente com uso das tecnologias digitais, definem os novos paradigmas na relação entre indivíduos, empresas e nações na Era do Conhecimento. Marque a alternativa INCORRETA quanto a esses novos paradigmas. a) Há maior agilidade na sucessão dos acontecimentos comparando com as épocas anteriores e não poucas vezes, de forma simultânea obrigando rapidez nas decisões e ações pelos agentes. b) Exige-se maior flexibilidade nas estruturas que sofrem mudanças rapidamente para atender novas necessidades de adaptação a novos contextos e exigências de mercado. c) Exige-se maior qualidade para disseminação facilidade de acesso às informações, possibilitando comparações aos agentes, obriga uma atenção maior por aqueles que oferecem os bens e serviços. d) Maior produtividade em função da concorrência que exige otimização do setor produtivo, ou seja, faz-se necessário produzir mais quantidades com o menor custo como resposta ao reflexo do mercado competitivo, redução de barreiras e aumento quantitativo da população mundial. Savio Silveira Gestão do Conhecimento 39 e) Maior flexibilidade tecnológica nos processos nos grupos de produtos que ocupam maior parte percentual nos custos e no faturamento da empresa visando melhorar a produtividade, a qualidade e proporcionar agilidade nas respostas às demandas internas e externas. 7. “A tecnologia não é apenas um canal para se comunicar, cuja comunicação traz o significado de ação recíproca que ocorre entre emissor e receptor da mensagem, mas sim faz parte do ato comunicativo, estando integrada a ele. É uma nova maneira de aprender e agir, é construir novos alicerces na forma de comunicar e conhecer. Com isso, a lógica da atual sociedade consolida-se para a lógica das redes”. A integração da tecnologia com a construção das sociedades e do espaço geográfico, no momento atual da história, assinala o conceito de: a) Espaço digital b) Espacialidade em rede c) Territórios virtuais d) Meio técnico-científico informacional e) Espaço físico-virtual 8. Os recursos predominantes dessa Era foi o poderio e a força física, com a aplicação mais adequada, dependendo das habilidades e das competências na utilização do potencial físico do trabalho humano disponível. Segundo Alvin Toffler esta fase da evolução da sociedade humana se refere a: a) Sociedade do Conhecimento b) Sociedade Industrial c) Sociedade Primitiva d) Sociedade Agrícola e) Sociedade de Transformação Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 40 9. A Sociedade do conhecimento surgiu diversas fases da evolução da sociedade quando os aspectos tangíveis forma substituídos pelos intangíveis tanto na relação entre as pessoas quanto organizações e nações. Demonstre as principais características dessa sociedade. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 10. Qual o papel das inovações tecnológicas na sociedade do conhecimento? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento 41 2 Abordagens e Modelos Sobre a Gestão do Conhecimento. Gestão do Conhecimento 42 Prezado(a)s aluno(a)s, Estudaremos nesta unidade as principais abordagens e a organização do conhecimento no que se refere à sua origem, características e aplicação pelos indivíduos, sociedade e organizações. A utilização dos conhecimentos pelos agentes para transformar em valor agregado depende de como eles são organizados para converterem em produtos e produzir benefícios para evolução do próprio conhecimento que é dinâmico e falível. Na primeira etapa, conhecemos o processo de organização do conhecimento, independentemente do interlocutor e sua aplicação nas organizações empresariais porque não basta ter recursos humanos capazes, tecnologia de gestão, capital intelectual para tornar a organização competitiva. Agora, veremos necessidade de identificar e organizar de forma sistemática. Por isso, a necessidade de se identificar as origens, a construção das informações por fim ser possível produzir conhecimento. É necessário também para se obter uma boa organização dos estudos da Gestão de Conhecimento no ambiente nas empresas, identificar as diversas áreas de conhecimento em seu sentido científico e aplicado no campo empírico, científico, teológico e filosófico. Objetivos da unidade: Compreender como os conhecimentos devem ser organizados para que se transformem em valor para o interlocutor; Compreender como utilizar a taxonomia na gestão dos conhecimentos; Identificar os tipos de taxonomias do conhecimento e como aplicá-las; Diferenciar dados, informações e conhecimentos; Compreender como selecionar os dados e as informações importantes aos objetivos; Transformar os conhecimentos em valor agregado para o avanço de novas realidades; Identificar, caracterizar e compreender as aplicações dos tipos de conhecimentos. Gestão do Conhecimento 43 Plano da unidade: Taxonomia do Conhecimento Empresarial Dados, Informações, Conhecimentos: ponto de partida Tipos e conhecimento Taxonomia Corporativa Bons estudos! Gestão do Conhecimento 44 Taxonomia do Conhecimento Empresarial Na unidade anterior, vimos que atualmente não se mede a capacidade de uma empresa apenas baseadas em seus aspectos tangíveis, em seus ativos que podem ser contados, manuseados tais como os prédios, maquinários e financeiros. Com a sociedade do conhecimento pelo advento da era do conhecimento, os ativos intangíveis passaram a ser um desafio, tanto das organizações como das pessoas, em um mundo que se tornou uma aldeia global, sem fronteiras e sem limite de tempo. A grande questão é saber como gerenciar esses ativos intangíveis. Como incorporá-los ao patrimônio como valor e surge então a Gestão do Conhecimento como sendo o grande desafio das organizações e a nova compreensão do que se entende por competências empresariais e transformar os conhecimentos, as informações e as tecnologias para manter-se competitivo. Antes de avançar nos estudos, faz-se necessária a compreensão de como organizar esses conhecimentos, as informações, o capital intelectual em sendo eles intangíveis. E sabendo que a era do conhecimento não admite fronteiras, essa mesma lógica se faz presente quando avaliamos a gestão do conhecimento que é multidisciplinar, interdisciplinar e contextualizado. Muitas organizações falam de “core competencies”, mas não percebe que as competências essenciais na era do conhecimento são baseadas em um conjunto de informações e conhecimentos que precisam ser criados, organizados, atualizados e disseminados de maneira sistemática em todas as áreas da organização. Gestão do Conhecimento 45 Então, o que é taxonomia? E onde se relaciona com a Gestão do Conhecimento? O termo taxonomia origina-se do grego antigo, τάξις, taxis (arranjo, ordem) e nomia, νομία, (lei, norma, método). É a disciplina acadêmica que define grupos biológicos baseados em suas características comuns e com denominações para a compreensão universal. Fonte:https://melhorbiologia.blogspot.com.br/2013/05/taxonomia.html Importante. Competencie, designa a principal competência da organização empresarial e que torna-a realmente diferenciada e única. Fonte: artigo publicado por C.K.Prahalad e Gary Hamel, para Havard Business Review) Gestão do Conhecimento 46 Não há nada de novo nesse termo quando a abordagem for o conhecimento nos negócios que se faz presente nas áreas da biblioteconomia e no universo científico. Foi proposto pelo botânico sueco Karl von Linné Lineu, um médico sueco que se tornou um dos principais entre os 41 botânicos da história, por ter estabelecido o princípio básico e usado para classificar os seres vivos. Esse termo começou a ser utilizado no ano 1735 com a publicação da versão inicial da obra Classificação dos Seres Vivos e foi reeditada várias outras vezes e sua versão final definida em 1758. Fonte:http://slideplayer.com.br/slide/376838/ Em seus estudos da taxonomia, o cientista dividiu os seres vivos em grupos, de acordo com suas características em comum, obedecendo a uma ordem hierárquica e o seu artigo propõem uma classificação dos seres vivos e foi republicado até que amadurecesse suas ideias. As razões principais para o avanço e o sucesso taxonomia Lineana pode ter sido o fato que esteja ligada diretamente à: praticidade dos termos, ou seja, uma relação simples entre gênero e espécie do ser vivo descrito; bem como o sistema Gestão do Conhecimento 47 hierárquico; o sistema de classificação, chamado de “divisão e denominação”, no qual Linné catalogou os seres vivos em reinos, classes e ordens. No meio das organizações empresariais, o termo taxonomia não tem utilização muito fértil, pois fica mais restrita a gerar interesse somente para cientistas e bibliotecários. Há necessidade de entender que a taxonomia como sendo elementos estruturantes, estratégicos e centrais para negócios baseados em informação e conhecimento, ou seja, organizar seu ativo intangível para compreender a necessidade de organizar essas competências em favor da organização. Para melhor compreender a taxonomia, conceituamos como um sistema utilizado para classificar e facilitar o acesso às informações nas organizações e tem por objetivos: Representar conceitos através de termos específicos; Agilizar a comunicação entre os especialistas e entre esses e os demais interlocutores na organização; Encontrar o consenso entre as informações para que a torne positiva; Propor formasde controle da diversidade de significados e o multiuso das informações; Preparar um mapa de área que servirá como guia em processos de conhecimento. Portanto, taxonomia um vocabulário organizado e controlado de uma determinada área do conhecimento, isto é, é um instrumento ou elemento de estrutura que permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema, de maneira lógica. Mesmo quando se refere às informações não estruturadas tais como intranets, sites, e-mails, documentos Office etc, a taxonomia é apontada, por alguns especialistas no mesmo grau de importância que os bancos de dados estruturados tiveram para as informações tabuladas e como a maior parte das informações em uma empresa está sob a forma de textos, percebe-se que seu tratamento é um Gestão do Conhecimento 48 assunto essencial, e que seu uso correto no cotidiano deverá favorecer o desempenho das outras atividades do ambiente organizacional. No ambiente da web, por exemplo, as taxonomias têm por objetivo simplificar as buscas de navegação, definir responsabilidades quanto à avaliação das informações, sua classificação, sua utilização, sua organização, armazenagem e eliminação. A partir daí, fica evidente que a eficiência da taxonomia é dependente do quanto ela auxilia na melhoria das atividades dos usuários, dos processos e nos resultados organizacionais. Embora não haja padrão universal de taxonomias, sua estrutura deverá possibilitar o usuário a ter acesso às informações de diversas formas diferentes com o menor espaço de tempo de modo a aplicá-las com eficiência. Para se tornar eficiente na gestão dos conhecimentos, as organizações necessitam desenvolver categorias e estruturas de informação que dão agilidade a negócios e grupos de usuários específicos que utilizam o sistema em seus processos de trabalho. As boas taxonomias devem facilitar a busca por documentos, dados, informações, permitindo que as pesquisas possam ser conduzidas por diferentes critérios (ex: autor, data, formato de arquivo, domínio de conhecimento, etc.). Não existe um critério correto ou errado de taxonomia ou universal, porque pessoas diferentes desenvolverão taxonomias diferentes, porém alguns critérios devem ser observados. A taxonomia deve ter: Comunicabilidade, ou seja, os termos utilizados devem demonstrar os conceitos apresentados, de acordo com a linguagem utilizada e compreendida pelos usuários do sistema. Utilidade, ou seja, a taxonomia deve apresentar somente os termos necessários para os usuários da organização é feito se esses termos forem utilizados na organização. Estimulação, ou seja, uma boa taxonomia apresenta termos que estimulam ou induzem o usuário a continuar na navegação ou busca da informação. Relaciona também, com a comunicabilidade, uma vez que Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 49 também é o resultado de um estudo da linguagem dos usuários do sistema. Compatibilidade, ou seja, a taxonomia deve conter somente estruturas do campo que se está ordenando e que façam parte das atividades ou funções da organização No ambiente da web, em particular, as taxonomias servem para simplificar as buscas e a navegação e designar responsabilidades em termos de avaliação, organização, eliminação e arquivamento de informações. O verdadeiro teste de qualquer taxonomia é a eficiência que ela fornece para o grupo de usuários para o qual foi projetada. A seguinte pergunta resume bem essa questão: apoiados pela taxonomia, os usuários são capazes de encontrar informação relevante e significativa de maneira eficiente e em tempo hábil? Como vimos, não existe, ademais, certo ou errado universal: pessoas diferentes desenvolverão taxonomias diferentes. Consequentemente, a taxonomia deve ajudar a criar caminhos (categorias) múltiplos para encontrar a mesma informação, de acordo com o ponto de vista adotado. Portanto, a taxonomia deve tornar intuitivo para os usuários o processo de busca por uma informação específica, facilitando o contato dos mesmos com tópicos e categorias relacionadas de acordo com suas necessidades considerando o dinamismo das atividades e demandas das realidades empresariais. Identificando as taxonomias do conhecimento. Somente com a clareza conceitual do conhecimento e a consciência de seus vários tipos, os gerentes do conhecimento podem iniciar um empreendimento eficaz na Gestão do Conhecimento nas suas organizações (LE e GOH, 2006, apud CASTILLO e CAZARINI). E antes de avançar no tema, é importante aprofundar o conhecimento dos principais pensadores que desenvolveram trabalhos relacionados à taxonomia dos conhecimentos aplicadas nas organizações. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 50 A taxonomia do conhecimento segundo Lundvall e Johnson Lundvall e Johnson (1994) propuseram os termos know-what, know-why, know-how e know- who. O know-what, refere-se aos fatos. O know-why, refere-se ao conhecimento sobre a causalidade, e elimina a necessidade de julgamento e erro. O know-how, refere-se às habilidades ou à capacidade para fazer alguma coisa. O know-who, abrange o conhecimento sobre quem sabe o quê e quem sabe fazer o quê. E também inclui as habilidades sociais que permitem a cooperação e a comunicação com colegas e colaboradores. A taxonomia do conhecimento segundo Blackler (1995) apresenta a seguinte estrutura: Define o conhecimento pessoal (embrained), como conhecimento aquele que depende das habilidades conceituais e cognitivas. Do conhecimento incorporado (embodied) como ação orientada, mais provável de ser explícito. Do conhecimento cultural, como entendimentos compartilhados, relacionado aos processos de socialização e culturalização. Do conhecimento embutido (embedded), que reside nas rotinas sistemáticas. Do conhecimento codificado, como informação transmitida por sinais e símbolos. Conhecimento explícito versus conhecimento tácito. Nonaka e Takeuchi (1995), baseados nos estudos de Polangy (1966), sustentam dois tipos de conhecimento: conhecimento explícito e conhecimento tácito. O conhecimento explícito pode ser expresso em letras, números, e compartilhado na forma de dados, formulas científicas, manuais etc. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 51 O conhecimento tácito inclui percepções subjetivas, intuições e palpites, é altamente pessoal e difícil de ser formalizado, o que faz complexo seu compartilhamento. Ele está profundamente enraizado nas ações e experiências do indivíduo, bem como nas suas ideias, valores e emoções. Segundo Nonaka e Krogh (2009) o conhecimento tácito é a pedra angular na teoria de criação de conhecimento organizacional. A compreensão e caracterização do conhecimento tácito é ainda um desafio na comunidade científica, motivando vários estudos que objetivam sua delimitação e aprofundamento. Linde (2001) subdivide o conhecimento tácito em social, físico, e em outros conhecimentos. Schindler (2002) sustenta um conhecimento não-explícito, composto por conhecimento processual e possível de ser articulado, um componente cognitivo que não pode ser explicitado, e um conhecimento tácito incorporado, também impossível de ser articulado. Spender (2003) sustenta que a emoção é um tipo de conhecimento tácito. Nonaka (1994) e Takeuchi (2001) argumentam que o conhecimento tácito possui duas dimensões, a dimensão técnica, alinhada com as habilidades pessoais, e a dimensão cognitiva, consistente de crenças, ideais e valores. Nickols (2000),baseado nos estudos de Polangy (1966), suporta o conceito de conhecimento implícito, que é o conhecimento que pode ser articulado, mas que ainda não foi; e aquele conhecimento que não pode ser articulado é considerado conhecimento tácito. Segundo FRAPPAOLO(2008), o conhecimento implícito tem um alto valor para a organização, e representa uma nova fronteira da Gestão do Conhecimento, mas as companhias devem empreender ações estratégicas com o objetivo de posicioná-lo adequadamente, identificando e quantificando suas fontes e sua natureza e desenvolvendo processos de garimpagem e conversão; processos baseados em metodologias estruturadas que aplicam técnicas de entrevista e esquemas para a captura de processos de razoamento. Ibid id(2008) sugere a metodologia nomeada Knowledge Harvesting, desenvolvida por LARRY TODD WILSON (2010). Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 52 Conhecimento positivo versus conhecimento negativo. O conhecimento sobre as falhas ou erros dos empreendimentos ou atividades da organização é tão importante quanto o conhecimento dos sucessos empresariais (TEECE, 1998). Enquanto é obvio que novo conhecimento útil para alguma inovação é desejado (conhecimento positivo), deve ser também reconhecido que experiências que conduzem a becos sem saída podem ser valiosas para a orientação e focalização de recursos que tenham resultados promissores no futuro (conhecimento positivo) (LEE e GOH, 2006). Segundo O´Dell e Grayson (1998) a rejeição da parte da gestão que fala sobre projetos que não deram certo (conhecimento negativo) dirigiria a uma cultura de compartilhamento de anti-conhecimento. A taxonomia do conhecimento segundo Zack Zack (1999) Sustenta um o conhecimento declarativo, ou conhecimento sobre, que se refere às etiquetas, categorias e distinções utilizadas para representar as coisas importantes para a organização; um conhecimento processual, ou saber como, que inclui rotinas e rituais organizacionais e se refere ao entendimento de uma apropriada sequência de eventos ou a habilidade de desempenhar um conjunto particular de ações; um conhecimento causal, ou saber por quê, que se refere ao entendimento do motivo que as coisas acontecem. Estes dois últimos conhecimentos estão alinhados ao know-how e know-why respectivamente, sustentado por Lundvall e Johnson (1994); e um conhecimento relacional, que se refere ao entendimento da relação entre os tipos de conhecimento. Taxonomia Corporativa Independentemente da área de atuação, a taxonomia tem por objetivo criar um modelo que possibilite a organização o acesso às informações para que essas possam auxiliar na formação do conhecimento. Se o objeto de referência for o campo da informática, utiliza-se de ponto de consulta o título, o cabeçalho, a palavra em comum. Se objetivo for gestão, exercício de uma atividade ou tarefa, os caminhos de consulta poderão ser manuais, correspondências, casos reais ou outros. Gestão do Conhecimento 53 Nosso objetivo é direcionar a taxonomia para meio corporativo e portanto podemos conferir essa compreensão a partir dos seguintes estudos. Para WOODS(2004, p. 120), a taxonomia corporativa é uma hierarquia das categorias utilizadas para classificar documentos e outras informações, como forma de representar as informações disponíveis dentro da organização. Ao contrário do tratamento da taxonomia em outras áreas, afirma que as informações precisam estar definidas em determinada hierarquia para serem consideradas úteis. Porém, no meio corporativo não se aplica, porque uma informação poderá ser útil para vários departamentos ou áreas(adaptado de AGANETTE, et all, 2010). Ainda, CONWAY e SLIGAR (2002, p.98) afirmam que as taxonomias corporativas precisam criar uma rede semântica embasada no negócio da organização, tornando uma excelente ferramenta de gestão do seu capital intelectual. CENTELES (2005, 75), aplicada à gestão da informação, coloca que a taxonomia é um tipo de vocabulário controlado que reflete o contexto, a audiência e os conteúdos de uma determinada organização e pode ter diversificação em sua utilização, pois reflete os diversos campos de atuação e dos diversos sites de consulta: organização de conteúdo, a busca, a filtragem e as informações. Aplicando no sentido universal dos meios corporativos, entende-se por essa definição que as informações estão disponíveis e poderão ser aproveitadas nos diversos contextos do meio corporativo. Para VITAL CAFÉ (2007, p. 56), a taxonomia vai além de representar apenas gênero-espécie das informações. “... representar conceitos através de termos, agilizar a comunicação entre especialistas e outros públicos; encontrar o consenso; propor formas de controle da diversidade de significação e oferecer um mapa de área que servirá como guia em um processo de conhecimento(TERRA, et all, 2004, p. 98 ) No que se refere à estruturação de uma taxonomia corporativa BLACBUM(2006, p. 118),propõem que elas sejam hierárquicas e sugere que sejam divididas em três níveis: por assunto; por unidade de negócio e por funcionalidade. Para dar continuidade aos estudos e depois de uma viagem pela compreensão da formação do conhecimento e das diversas formas de sua organização para que Gestão do Conhecimento 54 se torne efetivo em seus diversos ambientes, vamos tratar dos pormenores de sua construção. Dados, Informações, Conhecimentos: ponto de Partida. Segundo DRUCKER(2000, apud VIEIRA, p. 1), a sociedade vive na Era do Conhecimento onde a criação e o gerenciamento do conhecimento são fatores decisivos no ambiente corporativo e O´DELLll e ORAGASON Jr( ibid id, p. 1), afirma que a Era do Conhecimento é uma combinação da Era Industrial com maiores esforços na busca pelo conhecimento que passa exercer papel importante em sua competitividade. Por serem intangíveis, exigem das organizações empresariais investimentos em novas tecnologias, em novos processos, novas instalações, equipamentos, novos sistemas de gestão e formação dos profissionais criativos, contextualizados e preparados para manipular tantos dados, informações, conhecimentos. Então vamos entender esses instrumentos. Fonte:https://mundodalogica.wordpress.com/2013/03/04/sabedoria-x-conhecimento-x- informacao-x-dados-2/ Gestão do Conhecimento 55 Em percepção rápida é possivel observar que há uma hierarquia entre essas três etapas até que possa produzir conhecimento e aplicar em seus objetivos e responder às expectativas. Dados: o que são? Os dados por si só não produzem a resposta que se espera, pois eles consituem no registro inicial do evento e são desprovidos de significados. Esses dados trabalhados constituem em alguma informação na direção de algum objetivo definido, que são informações com significado para o processo ou sistema e tem significado. A seleção, organização e utilização dessas informações levará a atender aos objetivos esperados com siginificados próprios. Fonte:https://imasters.com.br/gerencia-de-ti/mas-afinal-o-que-e- conhecimento/?trace=1519021197&source=single. O ponto de partida dos estudos dessa seção é a compreensão, identificação e diferenciação entre “dados”, “informação” e “conhecimento”. Já parou para imaginar que ao ler este texto ou este livro você está diante de um conjunto de dados? Sim, porque as informações que serão extraídas, as conclusões, as aplicações dos conhecimentos nele contidas, serão o ponto de partida, o pingo no oceano que serão utilizados para as construções sucessivas. E mais importante, sem que haja qualquer alteraçãonos dados originais. Então, vamos apresentar algumas formas de conceituar dados. Gestão do Conhecimento 56 Dados são códigos, símbolos, que constituem a matéria-prima da informação, ou seja, é a informação não tratada. Os dados representam um ou mais significados que isoladamente não podem transmitir uma mensagem ou representar algum conhecimento. Os dados são uma representação dos fatos, conceitos ou instruções de forma organizada com adaptação à comunicação, à interpretação e ao processamento pelo ser humano ou através de computadores. Segundo LE COADIC (2004) dados são uma representação composta de informação codificada de uma forma a permitir colocá-las sob processamento eletrônico. Já para TURBAN (2003) os dados são nada mais que a matéria-prima da informação. Os dados são descrições de coisas, eventos e atividades os quais sozinhos não conseguem se unir e representar algum significado. Para Souza(2006) os dados são uma sequência de símbolos codificados de tal forma a permitir sua manipulação pelo computador. A partir dos conceitos apresentados pode-se inferir que os dados são o ponto de partida da inciativa de qualquer ação e em qualquer área, seja para criar, inovar, ampliar. O que caracteriza que a pessoa detém a ideia inicial, mesmo que de forma desorganizada sobre determinada área que será o ponto de partida para a construção de um conhecimento. Uma das principais características de um dado é a necessidade de avaliação, compreensão para verificação de sua utilidade ou importância no contexto e quanto mais capacidade o interlocutor tem em sua análise, melhor sua seleção para integrar em um processo de construção ou de produção. Imagine no ambiente corporativo as inúmeras oportunidades que o trabalhador tem para escolher um dado para ser utilizado em um processo em suas atividades? E se ocorrer uma atitude de descartar, tem-se que no primeiro momento ele entendeu que não agregaria valor em seu trabalho e caso contrário, perceber que aquele dado será importante porque este ajudará em suas atividades laborais na resolução de um problema ou construção de outro dado etc. e pode ser aplicado no dia a dia dos indivíduos. A essa escolha, leva a compreensão que o Gestão do Conhecimento 57 trabalhador é detentor de outros conhecimentos e capacidades no exercício de suas atividades, pois será capaz de incluir aqueles dados originais para conceber novos parâmetros de tomada de decisão com a transformação desses dados em outras informações. Informação Então o que é uma informação? Como os dados podem se transformar em matéria-prima, subsídio, caracteres para novas decisões? Fonte:https://agrotitan.blog.br/2016/02/16/voce-ainda-corre-atras-da-informacao/ A palavra “informação” tem sua origem na língua da antiga Roma, o Latim. É derivado de INFORMARE, que significava “dar forma”. Este termo latino é composto pelos radicais IN-, que significa “em” e FORMA, que pode ser traduzido como “forma” ou “aspecto”. Imagine no seu trabalho, a empresa decidi fazer um levantamento profundo sobre os custos de cada centro. Um grande número de funcionários estará envolvido nesse processo para diagnosticar, identificar, caracterizar e quantificar esses custos. Quantos dados estarão à disposição dos analistas para apurar e identificar os custeios nas diversas áreas. Até aqui, teremos o conjunto de dados originais e soltos, embora possam esclarecer os custos de determinada área, para o conjunto da organização. Gestão do Conhecimento 58 Agora, imagine o tratamento desses dados originais selecionados por um sistema de gestão de custos. Quantas informações serão oriundas desse tratamento para organizar o processo de tomada de decisão? Outra análise de tratamento de dados para formular uma proposição de utilização pode ser o processamento de dados por um computador. No ato da depuração dos dados ocorre exclusivamente manipulações estruturais dos mesmos e realizados por programas previamente preparados mediante funções matemáticas e outros recursos de programação. A partir do resultado de processamento, informações como tabelas, textos, conceitos serão selecionados e utilizados para compor um processo de tomada de decisão, ou seja, compõe o corpo de informações necessárias ao processo. A partir do exposto, podemos entender que informações são os dados manipulados, tratados e selecionados para realização de uma determinada atividade ou processo. Diferentemente dos dados, as informações são dotadas de significados e podem afirmar, confirmar ou criar algo de novo. Desta forma, pode- se dizer que as informações formam um conjunto de dados manipulados, processados e selecionados por meio eletrônico ou humano que seja capaz de produzir significado. Pode-se perceber a capacidade que o indivíduo deverá ter na escolha das informações necessárias no processo de tomada de decisão e considerando que a Era do Conhecimento desafia constantemente as pessoas, organizações e nações na seleção e utilização eficiente das informações para se manter ativo e competitivo. Para melhor compreensão sobre a utilização das informações como parâmetro importante nas resoluções de todas atividades no cotidiano das pessoas e organizações, vamos considerar uma situação em que o gestor da área de produção de uma empresa encontrou sobre sua mesa no início dos seus trabalhos diários uma planilha com as seguintes informações relacionados ao quadro de pessoal: Quantidade de funcionários: 15; Horário de entrada: 08:00; Total da folha de pagamento: $60 000 ,00. Gestão do Conhecimento 59 Observe que essas informações, mesmo em sendo do setor de trabalho, não têm significado para o gestor. Não agrega valor ao seu trabalho, embora tenham relação com o mesmo. Porém, se o colaborador percebesse que se esquecera de anexar outras informações, tais como, o absenteísmo do setor; a produtividade do pessoal; as horas-extras realizadas no período bem como o custo adicional na folha forneceria ao gestor parâmetros para análise e tomada de decisão, pois tinha ali detalhada a performance do setor. É possível notar que o segundo grupo de informações tem significado e representa valor para o gestor em seus trabalhos. São informações que lhe permite tomar ações a partir dos dados originais. Então, a esta altura, você pode entender que a informação é um produto, um fato, um episódio criado pelo ser humano e está inserida em diferentes segmentos na era da informação, seja no contexto científico, tecnológico, social, relacional, educacional, cultural, organizacional e pode ser considerada com um requisito especial para adquirir e aplicar os conhecimentos. Por outro lado, pode-se dizer que a informação é o elo entre o mundo exterior e interior do ser humano. Ligação esta realizada através da mente do responsável por sua recepção, apreensão, transformação e dinamização do conhecimento por meio da assimilação, entendimento e transformação da mensagem/informação recebida em valor agregado para o receptor e para que isso ocorra alguns aspectos importantes precisam ser considerados. O processo de comunicação da informação. O processo de comunicação tem grande influência na transmissão de dados que de acordo com seu grau de fidelidade, poderá gerar uma informação pelo interlocutor, ser comunicada e preparada para dar significado aos seus objetivos. Se o detentor da informação tiver o domínio dos variados significados dos dados a serem transmitidos, maior será a possibilidade do interlocutor processá-los e dar sentido para si e comunicar a outros interlocutores. Essa nova informaçãopoderá se aproximar da original e produzir resultados superiores dependendo da precisão daquelas recebidas, das experiências pessoais vivenciadas tanto pelo emissor como pelo receptor e sua relação com o objeto e natureza do evento. Gestão do Conhecimento 60 Donde se conclui que informação poderá ser objeto de comunicação se for suficientemente explicitada, fiel a sua origem, atestada pelos seus objetivos e mesmo assim não há garantia de assimilação de fidelidade a sua origem. Explica-se pelo fato de ter o receptor paradigmas que venha dar interpretações e direcionamentos diferentes. Definição da qualidade das informações. Como definir um padrão de qualidade de uma informação? Uma das características importantes estarão relacionadas com a atualidade da informação e com a exatidão para atender às pretensões do usuário. O usuário espera a disponibilização de informações que geram significados para si por uma qualidade intrínseca suficiente e que torne possível gerar resultados que justifiquem sua recepção. Para simplificar a compreensão sobre a qualidade da informação, podemos dotá-las de três dimensões. Primeira dimensão: tempo que está relacionada com: A prontidão, que se relaciona com disponibilidade da informação quando de sua necessidade. A aceitação, que deve ser atualiza sempre que necessária para manter-se ativa. Com a frequência, que deve ser fornecida tantas vezes quantas forem necessárias. O período, quando pode ser fornecida de acordo com seu passado, presente e futuros. Segunda dimensão: conteúdo da informação e pode ser. A precisão, que se relaciona com a isenção de erros na informação. Sua relevância, que se relaciona com sua importância para o receptor. A integridade, que se refere à totalidade da informação a ser disponibilizada. A amplitude, que se relaciona com o alcance da informação que poderá ser amplo ou estreito, com foco interno ou externo. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 61 Terceira dimensão: forma como a informação é disponibilizada. A clareza, como a informação deve ser disponibilizada para facilitar a compreensão. Com o detalhe, que poderá ser fornecida de forma resumida ou detalhada. Com a ordem, ou a sequência com que a informação pode ser disponibilizada. Com a mídia, em que a informação pode ser disponibilizada: impressos, redes sociais, impressos, monitores de vídeos. Conhecimento. A partir da compreensão de como as informações se processam e transformam os dados em algo útil para o receptor, precisamos avançar e entender como uma informação agrega valor ao contexto, criando assim, novos valores, novas concepções e formulação de novos cenários ou novas realidades. Surgir assim a produção de conhecimento e de uma nova realidade ocupa o espaço anterior, após serem todas informações quanto à sua confiabilidade, sua relevância e importância. Percebe-se que o conhecimento será possível mediante a interpretação e integração de vários dados e informações para iniciar a construção de um cenário. O processo da transformação será a sinergia apropriada da avaliação dos dados e das informações e o novo produto surgido a partir da interpretação e seleção será o novo conhecimento que poderá ser resultado de uma ruptura ou de uma complementação da realidade anterior. Assim pode-se perceber que o conhecimento é um processo em construção permanente, seja em função da interação no ou com o ambiente. O conhecimento poderá ganha características específicas ou gerais, porém, ele só será possível à pessoa que tiver acesso e exercer o interesse de transformá-lo. Numa discussão mais ampla do conhecimento, FERREIRA et al (1999, p.529) entende que conhecimento é o “ato ou efeito de conhecer” ou “ideia, noção”. Outro significado, apontado por estes autores, define o termo como “informação, Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 62 notícia, ciência”(ibid id), evidenciando a relação de sinonímia que permeia os conceitos de conhecimento e informação. Portanto, o conhecimento é uma informação contextual, relevante, aceitável e acionável. O conhecimento é uma informação em ação, é uma informação valiosa da mente, inclui reflexão, síntese e contexto. É difícil de estruturação e captação, pois requer a capacidade do interlocutor para perceber. Pode-se, notar que conceituar conhecimento não é algo muito simples, porque ele poder ser identificado com as diversas realidades que se pretende analisar: na resolução de um problema; no campo teológico, científico, filosófico, empírico, estatístico; político, social, entre muitos outros. Estudos que não fazem parte dos objetivos desse livro. O processo de comunicação do conhecimento Sabendo que o conhecimento não é estático, não se encerra em si mesmo, tão importante quanto o mesmo, o processo de sua comunicação poderá ser fator que não só o reproduza, mas, amplie para novas fases de conhecimento para o receptor. Deverá se preocupar com o grau de percepção do interlocutor, a dinâmica e ordenação das informações que compõem o objeto da comunicação para que os objetivos possam ser alcançados e produzir novos conhecimentos. Outro aspecto a considerar é a disponibilização daquele que detêm o conhecimento ao transmiti-lo para receber novas informações e manipular de forma que ele mesmo possa agregar valor ao seu estágio original. Refletir sobre o conhecimento leva a pessoa a uma abstração tal que possa entender como essa está sendo diferenciada em relação às demais. Porém, conhecimento é pontual e tem características próprias, por isso faz-se necessária designar os tipos de conhecimento existentes, sem ter a pretensão de esgotar o Importante! “Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que você sabe” Aldous Huxley Gestão do Conhecimento 63 assunto e ao final direcionar para os objetivos desse livro que é a gestão do conhecimento nas organizações empresariais. Tipos de Conhecimento No cotidiano da sociedade é possível deparar com situações em que é possível identificar a presença de determinados conhecimentos para resolução ou explicação de determinados fenômenos, atividades ou diálogos. E, dependendo da ignorância em relação ao conteúdo do conhecimento pode deixar o interlocutor surpreso ou sem capacidade de estabelecer uma comunicação. Nesse momento pode-se perceber a existência de diversos tipos de conhecimentos, e como fora visto anteriormente, sua aquisição só será possível com a possibilidade de interação ou convivência. Então podemos identificar uma classificação que orienta as ciências, os indivíduos, as organizações, as nações. Conhecimento Popular ou Vulgar Esse conhecimento é transmitido de geração para geração e também mediante a vivência e experiências pessoais. Daí surge a denominação de popular, como tal não é munido de explicação “lógica” de como as coisas funcionam. Este é um fenômeno realizado porque a pessoa viu outra fazendo ou ouviu de outra que aquela forma é a correta. Sem qualquer fundamentação científica ou lógica justificada. O ser humano, consciente de suas ações e do seu contexto, apropria-se de experiências próprias e alheias acumuladas no decorrer do tempo, obtendo conclusões sobre a “razão de ser das coisas”, sem a preocupação científica. Importante! “É o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado, sem aplicação de método e sem se haver refletido sobre algo”(Babini, 1957, p.21). Gestão do Conhecimento 64 Portanto, as principaiscaracterísticas do Conhecimento Popular são as seguintes: São superficiais, ou seja, sem embasamento lógico e cientifico. São sensitivo, ou seja, podem guardar relação com sentimentos e emoções. São subjetivos, ou seja, são organizados pelas experiências e conhecimentos adquiridos. São assistemáticos, ou seja, são organizados desprovidos de sistematização das ideias. São acríticos, ou seja, independentemente do seu valor pode não se manifestar de forma crítica. Conhecimento Científico É o Conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. O conhecimento científico surgiu com a necessidade do ser humano em querer compreender como as coisas funcionam em contraponto a uma aceitação passiva. Com este tipo de conhecimento os indivíduos começaram a entender as razões de vários fenômenos naturais e com isso poder intervir cada vez mais nos acontecimentos que circundam suas vidas. A utilização do conhecimento científico poderá trazer benefícios ou malefícios para a sociedade. Vemos casos de descobertas pela ciência de avanços extraordinários da tecnologia que melhora a qualidade de vida da humanidade, mas, também, deparamos com realidades em que o conhecimento é utilizado de forma destrutiva e prejudicial. O conhecimento científico vai além da visão empírica, preocupa-se não só com os efeitos, mas principalmente com as causas e leis que o motivaram, esta nova percepção do conhecimento se deu de forma lenta e gradual, evoluindo de um conceito que era entendido como um sistema de proposições rigorosamente demonstradas e imutáveis, para um processo contínuo de construção, onde não Savio Silveira Gestão do Conhecimento 65 existe o pronto e o definitivo. “É uma busca constante de explicações e soluções e a reavaliação de seus resultados”. Este conceito ganhou força a partir do século XVI com Copérnico, Bacon, Galileu, Descartes e outros. No seu conceito teórico, é tratado como um saber ordenado e lógico que possibilita a formação de ideias, num processo complexo de pesquisa, análise e síntese, de maneira que as afirmações que não podem ser comprovadas são descartadas do âmbito da ciência. Este conhecimento é privilégio de especialistas das diversas áreas das ciências e do saber. As principais características do conhecimento científico são as seguintes: Sistematização. Consiste num saber ordenado, ou seja, formado a partir de um conjunto de ideias que são formadoras de uma teoria, de uma estratégia, de um projeto entre outros. Verificabilidade. Implica na possibilidade de verificação, confirmação e detalhamento de uma teoria, de uma estratégia, de um projeto para detalhamento de sua comprovação com parâmetros científica para que possa fazer parte do conhecimento científico. É falível. Significa que não é definitivo, pois determinada ideia ou teoria pode ser derrubada e substituída por outra, a partir de novas comprovações e experimentações científicas. Racional. Constituído por conceitos, juízos e ideias e não por sensações, imagens e modelos de conduta que combinam num conjunto de regras lógicas e se organizam em sistemas e conjuntos ordenados de proposições. Analítico. A análise como instrumento fundamental para o estudo, serve para obter respostas precisas do que está sendo investigado pela ciência. Exatidão e clareza. É necessário que o conhecimento científico seja exato, transparente e apto a averiguação em qualquer tempo, com informações precisas e objetivas, evitando erros. Caso eles ocorram à ciência possui meios de corrigi-los e reaproveitá-los, estabelecendo exatidão. Savio Silveira Gestão do Conhecimento 66 É verificável. Pode ser submetido a comprovações. A ciência busca aprender com experimentações, mas nem com todos os casos são possíveis como a Astronomia. Depende de investigação metódica. A investigação cientifica é resultado de planejamento e constatações, hipóteses já pesquisadas e de comprovações. Segue etapas, métodos já estabelecidos, meios estes que podem ser aproveitados. Assim, as ciências podem ser reconhecidas tanto pelo objeto de investigação quanto pelos métodos peculiares para investigá-las. É sistemático. A ciência se compõe de ideias ligadas, sistema formado pelo conjunto de pensamentos que dão origem a uma teoria, considerando esta interação, percebe que, caso um fundamento básico for modificado a teoria modifica também. Busca aplicar leis. A busca da aplicação de leis é feita pela ciência, em que o conhecimento científico observa a realidade, formulando regras universais. É explicativo. Com as leis, a ciência esclarece a realidade, mas não há uma preocupação com os detalhes e sim em buscar as causas, as relações internas e o relacionamento com próximo. A função e concentrar as causas dos fatos. Pode fazer predições. Indica o lógico e fundamentado em dados, pode mostrar o que ocorrerá no futuro. É aberto. Está sempre em mudanças, acompanhando as evoluções tecnológicas e dos métodos de investigação, valores científicos antigos podem ser reformulados. É útil. É importante para o domínio da natureza e melhorar o comportamento da humanidade. Gestão do Conhecimento 67 Conhecimento Teológico Diferentemente do científico, o conhecimento teológico compõe de um conjunto de verdades alcançadas pelo seu humano com base na aceitação de uma revelação divina, ou seja, desprovido da inteligência, do lógico, do raciocínio. Assim, em religião tudo é aceito pela fé sem que espere comprovação científica e crítica, pois tudo poderá ser obtido pela fé ou pela revelação que é uma fonte de dados que alimenta esse conhecimento. Portanto, as principais características do conhecimento teológico, podem ser listadas abaixo: É dogmático. Baseia-se somente nos atos de fé e independe de confirmação científica. Não é comprovável. Não é possível materializar ou comprovar as evidências de fé. É valorativo. Pois se baseia nos valores apresentados pelas doutrinas sagradas. Não é terreno. Sua revelação independe dos aspectos terrenos, do homem, tendo sua base em manifestações divinas. É sistemático. Pois explica, a origem, o sentido, o significado, a finalidade e o destino da humanidade sob os aspectos divinos. Conhecimento filosófico É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo sobre fenómenos, concebendo conceitos subjectivos. Procura dar sentido aos fenómenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. A verdade em filosofia é uma bsuca consante não um fim em si memso. Exemplo: “o homem é a ponte entre o animal e o além – hoemem” Friedrich Nietzche Savio Silveira Gestão do Conhecimento 68 Portanto, o conhecimento filosófico é baseado na reflexão e construção de conceitos e ideias mediante o uso do raciocínio em busca do saber. Surgiu a partir da necessidade do ser humano ir além daqueles conhecimentos de fácil acesso, a partir da capacidade de refletir e em especial sobre as questões subjetivas, imateriais e hipersensíveis como na construção dos conceitos, das ideias, das civilizações. Mesmo, em sendo racional, o conhecimento filosófico dispensa a necessidade da verificação científica, tendo em vista que seus objetos de estudos não apresentam caráter material. Se o principal objetivo é questionar e encontrar respostas racionais para questões de difíceis entendimentos sem a necessidade de comprovação, de materialização. Assim pode-se dizer que o conhecimento filosófico é especulativo.Então podemos apresentar as principais características que permeiam o conhecimento filosófico. É infalível. Suas hipóteses e postulados não são submetidos ao teste de observação experimental. É valorativo. Parte da premissa que as hipóteses encontradas não podem ser submetidas à observação. É não verificável. Suas hipóteses e postulados não podem ser confirmadas ou refutadas. É racional. Pois consiste em um conjunto de enunciados, teorias logicamente organizadas. É sistemático. Suas hipóteses, enunciados e postulados tem por objetivo a representação coerente da realidade estudada, para aprendê-las em sua totalidade. Leitura Complementar LEE, S. F. C. K.; GOH, D. On the concept and types of knowledge. Journal of Information & Knowledge Management, v.5, n.2, pg.151-163, 2006. NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Savio Silveira Gestão do Conhecimento 69 Nesta unidade tivemos a oportunidade de aprofundar os estudos relacionados à origem da produção do conhecimento tanto para os indivíduos, como para as organizações empresariais e nações. A produção do conhecimento carece de determinados princípios que lhe dará fundamentação e organização para que o mesmo possa determinar melhorias, ampliações e inovações no objeto em questão. Portanto, a capacidade de organizá- lo em seu benefício é a competência que se espera dos agentes. Assim, é importante entender a taxonomia do conhecimento como a capacidade que se tem de selecionar, organizar, estruturar, planejar e aplicar os conhecimentos como evento favorável e agregador de valor. E começa com a identificação, apuração e seleção dos dados que agregarão valor. No passo seguinte, caberá ao agente, transformar esses dados soltos em informação e disso dependerá a capacidade intuitiva de apurar nos dados o seu valor. De posse das informações com suas especificidades e com a capacidade dos agentes de transformá-las produz novos conhecimentos. Importante entender também que o conhecimento é dinâmico, vivificado e não estático, não dogmático e o processo de comunicação em todas suas fases é fator de referência. Outro aspecto importante, antes de avançar em nossos estudos é entender os tipos de conhecimento e seu papel na evolução da humanidade: vulgar, científico, teológico e filosófico. Na sequência, estaremos direcionando nossos estudos para os objetivos da aplicação do conhecimento nas organizações. É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Bons estudos e vamos para a próxima unidade. Gestão do Conhecimento 70 Exercícios – Unidade 2 1. Durante o processo de construção de um projeto empresarial, o colaborador terá apurar os dados necessários, as informações para completar seu trabalho. Analisando a construção do conhecimento a partir desse trabalho, temos que: a) Os conhecimentos serão construídos a partir da organização das informações. b) Os conhecimentos estarão presentes a partir da apuração de todos os dados. c) Os conhecimentos estarão dispostos na seleção dos dados originais. d) As informações produzidas estarão presentes em todos os dados originais. e) O conjunto das informações subjetivas incorpora os dados reais apurados. 2. Entende-se por “taxonomia” como sendo um vocabulário controlado de uma determinada área do conhecimento e, acima de tudo, um instrumento ou elemento de estrutura que permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema, de maneira lógica. Observe as assertivas abaixo: I) Tem por objetivo representar conceitos através de termos que orientam sua compreensão; II) Facilita a comunicação entre especialistas e os demais públicos; III) Propõe formas de controle da diversidade de significação; IV) Propõe um padrão que servirá como guia nos processos de conhecimento. Savio Silveira Gestão do Conhecimento 71 Marque a alternativa CORRETA em relação aos itens acima. Somente as assertivas I, II e IV estão corretas. a) A assertiva II complementa a III. b) A assertiva IV justifica a II. c) A assertiva IV está correta. d) As assertivas I, II e III estão corretas. 3. Sabe-se que a informação é dotada de três dimensões: tempo, conteúdo e forma. Marque a alternativa INCORRETA em relação às qualidades de uma informação referente à dimensão “ tempo”. A informação deve ser atualizada quando for fornecida a) A informação pode ser fornecida sobre períodos passados, presente e futuro. b) A informação pode ser fornecida em forma detalhada ou resumida. c) A informação deve ser fornecida quando for necessária. d) A informação se relaciona com sua disponibilidade quando de sua necessidade. 4. Quando se refere à tomada de decisão nas organizações quanto aos dados, informações e conhecimentos, é CORRETO o que se afirma na alternativa: a) No processo de tomada de decisão, as informações têm maior importância se comparado com os dados e conhecimentos. b) No processo de tomada de decisão, os dados e o conhecimento são suficientes e superam a necessidade das informações. c) No processo de tomada de decisão, é irrelevante ter dados, informações e conhecimentos, pois se confundem. Savio Silveira Gestão do Conhecimento 72 d) No processo de tomada de decisão, o papel da tecnologia é essencial tanto na comunicação e armazenamento como na integração dos dados, das informações e dos conhecimentos. e) No processo de tomada de decisão, os conhecimentos e as informações são produtores de novas realidades e são suficientes nas organizações. 5. No que se refere à taxonomia, não existe certo ou errado universal, melhor ou pior. Existem ações que possibilitem os agentes a criar caminhos, etapas, categorias múltiplas para encontrar a mesma informação, de acordo com o ponto de vista adotado. Quanto aos critérios adotados na estruturação do conhecimento para atingir os objetivos, marque a alternativa CORRETA. e) Os termos utilizados devem transparecer os conceitos carregados, de acordo com uma linguagem técnica utilizada pelos usuários do sistema. f) Uma boa taxonomia deve apresentar todos os termos utilizados na área em questão e orientar as ações em outras áreas. g) Quando houver necessidade de dividir um termo em outros termos, deverá ser feito somente se os mesmos forem utilizados na organização. h) Uma boa taxonomia apresenta termos que induzem o usuário a simplificar a pesquisas ou navegação pelo usuário do sistema. i) A taxonomia deve conter estruturas em todos os campos que se está sendo ordenado e que façam parte das atividades ou funções da organização. 6. Há, pelo menos, quatro tipos de conhecimento que os seres humanos fazem uso para buscar compreender a realidade: o conhecimento empírico, o conhecimento científico, o conhecimento filosófico e o conhecimento teológico. A partir dessa informação relacione os “tipos de conhecimentos” com os exemplos a seguir. (a) Conhecimento empírico (b) Conhecimento científico Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 73 (__) O uso de chás e remédios caseiros. (__) A produção da vacina de prevenção ao vírus H1N1. (__) A descoberta da ação das bactérias nos organismos. (__) A crença na Lua influenciando o crescimento dos cabelos. Assinale a alternativa que traz a relação correta: a) a, b, b, a b) a,a ,b ,b c) a, b, b, b d) b, a, b, a e) a, b, a, a 7. O conhecimento científico, em seu aspecto conceitual e teórico é tratado como um saber ordenado e lógico que possibilita a formação de ideias, num processo complexo de pesquisa, análise e síntese, de maneira que as afirmações que não podem ser comprovadas são descartadas do âmbito da ciência. Este conhecimento é privilégio de especialistas das diversas áreas das ciências e do saber. Então, considera como características do conhecimento científico as alternativas a seguir, EXCETO uma. Marque-a: a) Sistematização. b) Verificabilidade. c) Falibilidade. d) Racionalidade. e) Sinético. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 74 8. Muitas organizações falam de “core competencies”, sem, contudo, compreender que suas competências essenciais na era da informação são baseadas em conjuntos de informações e conhecimentos que precisam ser criados, organizados, atualizados e disseminados de maneira sistemática em todas as áreas da organização. O processo de organização desses conhecimentos é denominado de: a) Taxonomia organizacional. b) Taxonomia do conhecimento. c) Taxonomia estruturante. d) Taxonomia da informação. e) Taxonomia das competências. 9. Analise a diferença entre o conhecimento teológico e cientifico e sua importância nas evolução do conhecimento e pela humanidade. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 10. Qual a importância da taxonomia na construção do conhecimento empresarial? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Savio Silveira Gestão do Conhecimento 75 3 Arquitetura Organizacional Para Gestão do Conhecimento Gestão do Conhecimento 76 Prezados aluno(a)s, Nesta unidade, teremos a oportunidade de conhecer como as organizações devem se preparar para fazer da gestão do conhecimento em todos os seguimentos a sinergia necessária para que o capital intelectual incorpore à estratégia corporativa e não se perca no tempo devido à dinâmica e obsolescência de cada avanço surgido. Na primeira fase veremos como utilizar da engenharia do conhecimento para tornar objetivo à identificação dos diversos conhecimentos dispersos pela organização e seu processamento nas diversas áreas e planejamento de médio e longo prazos. Compreender que o conhecimento é produzido a partir a ação dos indivíduos que compõem a organização, a partir do conjunto de dados, informações e da cultura a que se envolve. Compreender que as tecnologias de informação e comunicação que tornam possíveis essa produção de conhecimento dependem das ações humanas e consequentemente é importante agregar os conhecimentos tácitos e cognitivos dos profissionais para a produção dos conhecimentos formais da organização mediante as formalizações em suas diversas fases. Se percebermos que os conhecimentos individuais só serão úteis à organização com sua socialização, ou seja, a partir do momento que ele seja acessível a todos que deles necessitam para atuar, avançaremos para identificar as ferramentas que possibilitem a transformação dos conhecimentos tácitos em explícitos e esses em produto final nas tomadas de decisão, na realização dos processos e na relação com os clientes internos ou externos. Importante entender que não há esgotamento dos recursos da TIC, que avançam incessantemente de acordo com avanço da ciência e da tecnologia, mas, relacionamentos algumas delas que permitem que os conhecimentos produzidos sejam adequados à realidade operacional, tático e estratégica do ambiente corporativo. E, por fim, precisamos perguntar: quais as condições para que as organizações sejam eficientes na gestão na concorrida Era da Informação e do Conhecimento? Então, vamos abordar uma das questões mais polêmicas para definir e entender, seja no ambiente acadêmico e em especial das organizações: competências Gestão do Conhecimento 77 organizações. Vamos observar que competência em sentido amplo é um termo vago, mas precisa ser adaptável ao que se pretende e quando se refere à gestão do conhecimento, as competências ganham detalhes específicos. Sendo assim identificar em primeiro plano as competências básicas, tais como as essenciais, funcionais e individuais e a partir daí, avançar para as maiores como as técnicas, de gestão, do trabalho, sociais, entre outras. Objetivos da unidade: Identificar os tipos de conhecimentos individuais; Compreender como os conhecimentos individuais podem ser incorporados à estratégia organizacional; Identificar como as ferramentas de gestão da TIC podem ser utilizados na estratégia organizacional; Identificar a finalidade das ferramentas ou recursos na gestão de pessoas ou operacional; Identificar as competências necessárias à organização para agregar o conhecimento aos processos; Incorporar as competências, qualificações e habilidades individuais ao conhecimento coletivo da organização. Plano da unidade: Engenharia do Conhecimento. Ferramentas para a Gestão do Conhecimento. As Competências Organizacionais. Bons estudos! Gestão do Conhecimento 78 Engenharia do Conhecimento Mesmo não sendo objetivo desse livro o aprofundamento do assunto conhecimento, que ocupa espaço cada vez de forma ilimitada na humanidade, podemos entender em seu sentido mais universal e nos diversos campos da sociedade. Agora vamos nos direcionar para o objetivo que a abordagem do conhecimento para os ambientes organizacionais. Então precisamos entender como o conhecimento se processa nos seres humanos e se estende para as corporações empresariais, nações e nos diversos campos. A pergunta é: Como se processa o conhecimento? Fonte:https://www.google.com.br/search?q=como+se+processa+o+conhecimento+humano&sour ce=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiCjp3h4vfUAhVIHpAKHYXODwIQ_AUIBigB&biw=1366&bi h=613#imgrc=KovoLfpebzlWwM: Gestão do Conhecimento 79 Na depuração do conhecimento detido pelo ser humano, é possível identificar simplificadamente dois tipos. O conhecimento explícito, ou codificado, que se refere ao conhecimento transmissível em linguagem formal, sistemática e o conhecimento tácito ou implícito que é aquele que possui uma qualidade pessoal, tornando-se mais difícil de ser formalizado e comunicado (FLEURY, 2002, p.139). Ambos os conhecimentos são presentes, perceptíveis e complementares no quotidiano das organizações, mas promover a interação entre eles é o grande desafio da gestão do conhecimento. Carbone (2009, p.82), relata que o conhecimento tácito é “ produzido pela experiência da vida, incluindo elementos cognitivos e práticos”, ou seja, são adquiridos de acordo com as experiências individuais considerando os fatores intangíveis como por exemplo as crenças pessoais, ideias, valores, julgamentos pessoais,perspectivas e intuições. E por serem intangíveis, são de difícil formalização a não ser pela manifestação do interlocutor que detém o conhecimento. Aí está a grande dificuldade da gestão desse conhecimento nas organizações, pois deles depende das experiências e participações dos diversos membros participantes, porém, se puderem ser transmitidas aos demais e a organização incentivar essas trocas, o resultado será revertido como fonte de sucesso e aumento da competividade entre seus pares. Então, pode-se entender que o conhecimento tácito pode ser subdividido em dois grupos: cognitivo e técnico. O conhecimento tácito técnico, abrange todas as habilidades informais do chamado know-how de cada pessoa. E o conhecimento tácito cognitivo, por sua vez, é basicamente a percepção de mundo criada por cada pessoa ao longo dos anos, suas crenças, filosofias e etc. Importante! A palavra tácito tem origem do latim tacitus, que significa "silencioso" ou "não expresso em palavras". O conhecimento tácito é, portanto, difícil ou impossível de explicar ou ensinar para outras pessoas através de métodos didáticos tradicionais e formais. Um exemplo de conhecimento tácito é andar de skate, de bicicleta, pois trata- se de algo que é aprendido apenas a partir da experiência, do dom e pela tentativa e não sendo necessário o uso de instruções escritas ou orais para aprender. Savio Silveira Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 80 Por outro lado, o conhecimento explícito é adquirido mediante a educação formal e envolve os conhecimentos reais dos fatos envolvidos e pode ser formalizado através de documentos, manuais, afirmações, especificações e pelas multimídias avançadas. E por sua natureza objetiva, esse conhecimento é facilmente compartilhado entre as pessoas, organizações, tornando assim, simples o processo de disseminação do conhecimento na organização. Há diferente atenção dada aos conhecimentos tácitos ou explícitos entre as civilizações. O povo japonês tem uma tendência em dar maior atenção ao conhecimento tácito ou implícito por entender que este leva a compreensão de sua criação no ambiente social. Por outro lado, o povo do ocidente tem a dar maior importância ao conhecimento explícito por entender que sua formalização tem valor adicional. Explica-se porque as organizações empresariais são vistas como uma máquina processadora de conhecimento e como um organismo vivo. Segundo Nonaka e Takeuchi(1997, p. 286), caberá às empresas que pretendem ser competitivas e obter sucesso nos negócios, tirar proveito de ambos os conhecimentos e incorporá-los à organização. O importante é a busca do equilíbrio entre eles, pois a criação do conhecimento é proveniente da interação dos dois tipos de conhecimento apresentados para serem bem-sucedidas. E mesmo que eles tenham características próprias, os conhecimentos explícitos e tácitos ou implícitos se manifestam e devem ser utilizados em conjunto. O conhecimento tácito e o explícito não podem ser vistos como partes em separadas e sim, complementares. Assim, partindo do pressuposto que o conhecimento é criado por meio da interação entre conhecimento tácito e explícito, propuseram quatro modos diferentes de conversão do conhecimento: Gestão do Conhecimento 81 Para melhor compreensão da relação entre os conhecimentos tácitos e explícitos no ambiente das organizações quando da permuta de informações e evolução de competências, vamos detalhar a interação entre eles detalhando a espiral do conhecimento. O conhecimento dentro das organizações e equipe deve fluir entre os membros, para que juntos exista troca de informações e evolução de competências. Nesse contexto, algumas ações vão facilitar esse intercâmbio de informações. O conhecimento precisa ser vivenciado através da socialização, externalização, internalização e combinação, segundo NONAKA, TADEUCHI (1997): Socialização do conhecimento tácito em conhecimento tácito A socialização é um processo de compartilhamento de experiências possibilitando assim a criação de outro conhecimento tácito baseado em outros conhecimentos tácitos tais como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas. O segredo para a aquisição do conhecimento tácito é a experiência. Sem alguma forma de experiência compartilhada, é extremamente difícil para uma pessoa projetar-se no processo de raciocínio de outro indivíduo. (ibid id p. 128). Externalização do conhecimento tácito em conhecimento explícito A externalização é um processo de transformação do conhecimento tácito em conceitos aplicados e explícitos na tomada de decisão ou resolução de atividade. É por meio do diálogo ou da reflexão coletiva que o modo de externalização da conversão do conhecimento normalmente é provocado. Dentre os quatro modos de conversão do conhecimento, a externalização é a chave para a criação do conhecimento, pois cria conceitos novos e explícitos a partir do conhecimento tácito. (idid id, p. 128). Combinação do conhecimento explícito em conhecimento explícito A combinação é um processo de composição de conceitos que envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito em um sistema de conhecimento. Os indivíduos trocam e combinam conhecimentos através de documentos, reuniões, e-mails, relatórios etc. e reconfiguram o conhecimento existente por meio do acréscimo, classificação, combinação e categorização do conhecimento explícito, o que pode levar a criação de novos conhecimentos. (ibid id, p. 129). Gestão do Conhecimento 82 Internalização do conhecimento explícito em conhecimento tácito. A internalização é o processo de incorporação do conhecimento explícito ao conhecimento tácito. Quando são internalizadas nas bases do conhecimento tácito dos indivíduos sob a forma de modelos mentais ou know-how técnico compartilhado, as experiências através da socialização, externalização e combinação tornam-se ativos valiosos, influenciam a forma de agir, pensar e de ver o mundo das pessoas. No entanto, para viabilizar a criação do conhecimento organizacional, o conhecimento tácito acumulado precisa ser socializado com os outros membros da organização, iniciando assim uma nova espiral de criação do conhecimento (ibid id, p. 129). Para que o conhecimento explícito seja internalizado e se torne tácito, é necessária sua externalização por meio da representação do conhecimento sob a forma de documentos, manuais ou histórias orais, pois esta documentação ajuda os indivíduos a internalizarem suas experiências, aumentando assim seu conhecimento tácito. É por meio deste processo de conversão que tanto o conhecimento tácito quanto o explícito se expandem em termos de qualidade e quantidade. Ferramentas para a Gestão do Conhecimento Nesta fase, iremos identificar as ferramentas para gestão do conhecimento no ambiente das organizações e por sua utilização ocorre o processo de conversão que tanto o conhecimento tácito quanto o explícito que se expandem em termos de qualidade e quantidade. Para compreender a gestão do conhecimento a ser adotada pelas organizações, é importante identificar as ferramentas que têm origem na evolução da tecnologia de informática e das comunicações. É a partir das novas tecnologias que surgem as possibilidades de agregar valor/inteligência no processo de gestão do conhecimento. O advento da internet elevou o padrão da Tecnologia da Informação devido ao aumento de processamento, armazenamento e transferência das informações e de dados que avançam para utilização cada vez mais intensa as ferramentas de comunicação que se baseia em imagem, voz e vídeo. Gestão do Conhecimento 83 Sabe-se que as Tecnologiasda Informação e da Comunicação(TIC) que tem origem do crescimento da internet e da World Wide Web, bem como da utilização dos navegadores ou browsers, do comércio eletrônico ou b2b ou e-commerce tem contribuído para o desenvolvimento de novas tecnologias para redução dos custos. Implementando assim, as facilidades e otimização significativa no processo de subcontratação e da cooperação entre as empresas. O crescimento do comércio eletrônico e a internet têm ampliado o potencial para o crescimento das inovações, estimulado pela redução dos custos de transação pelo acesso livre pelas pessoas para atender às suas diversas necessidades e expectativas. Quando se refere à Tecnologia de Informação e Comunicação(TIC) percebe-se que sua contribuição se refere à possibilidade de inovação nos processos de gestão do conhecimentos pois reduz o tempo de atendimento dos processos e reduzem os ciclos de vida dos produtos e serviços. No que se refere à gestão do conhecimento, possibilita a redução do tempo de codificação e difusão e influência na transformação do conhecimento científico nos ambientes de pesquisas com maior articulação com as necessidades empresariais. A lógica do processo atual de criação tecnológica expande grandemente em função da capacidade de criar uma interface entre os diversos campos tecnológicos, mediante uma linguagem digital comum, na qual a informação é gerada, armazenada, recuperada e transmitida, pois, o ponto central da transformação da revolução refere-se às tecnologias da informação, processamento e comunicação. A classificação e sistematização das ferramentas evoluídas no processo de gestão do conhecimento é bastante diversificada entre os autores, dada a sua variação e aplicação dos ambientes das organizações empresariais e nacionais, bem como dos indivíduos. Dentre as muitas formas de apresentar as ferramentas para gestão do conhecimento, vamos apresentar a apresentada por Carvalho 2000(apud HEBERLÊ e MAGNANI, p. 40). Gestão do Conhecimento 84 Ferramentas Baseadas na Intranet. Tem por objetivo dinamizar no ambiente de trabalho as informações e interligá-las para suas diversas aplicações. As ferramentas da intranet baseadas na web são muito intuitivas, pois lidam de forma consistente na própria representação do conhecimento. A dinâmica das informações baseadas em hipertexto, facilita a troca de conhecimento entre as diversas áreas da organização, pois eles se comunicam em diversas fases do processo construção dos produtos ou serviços. A comunicação interna nas organizações se manifestam a partir das ferramentas da intranet que têm ganhado importante instrumento de comunicação interna entre a empresa e o funcionário. A principal característica dessa comunicação é que as informações são passivas, ou seja, elas estarão disponíveis para os funcionários das diversas áreas na intranet e seu valor só se manifestará com sua ação. Ademais, a estrutura de hipertexto da Internet auxilia esse processo porque a navegação através dos links produzir nova organização dos conhecimentos e consequentemente dos conceitos vivenciados internamente. Ainda, a Intranet é a ferramenta adequada para armazenar, organizar e sistematizar os conhecimentos explícitos que se encontram dispersos entre as diversas áreas que compõem a organização. Para Nonaka e Takeuchi(1997, p. 65), “o processo de combinação é definido como o processo de conectar diferentes áreas de conhecimento explícito”. Gerenciamento Eletrônico de Documentos(GED). Fonte:https://www.tiespecialistas.com.br/2013/09/o-que-e-ged-gestao-eletronica- documentos/ Gestão do Conhecimento 85 São sistemas responsáveis pela armazenagem do conhecimento explícito estruturado e utilizado no ambiente corporativo e poderá ser utilizado como o ponto de partida da Gestão do Conhecimento quando de sua aplicação nas diversas áreas e tomadas de decisão. Sua principal característica é gerar documentos originados de atividades de escritório de natureza e especificidade no ambiente corporativo. Oferece condições para aproveitamento e organização dos documentos, pois no cotidiano das atividades e processos, há geração de um grande número de documentos que se perdem, caso não sejam bem organizados. Surgem, daí, os sistemas de GED que possibilitam a recuperação eficiente, com segurança e controle das versões dos documentos e manterem-nos atualizados. Suas características de catalogação e indexação foram herdadas dos tradicionais sistemas de recuperação de informação que são muito avaliados na Ciência da Informação. E sua eficiência traduz em segurança pelos usuários em suas atividades, otimiza o tempo nos processos, reduz os custos do processo ou produção, agiliza, simplifica e otimiza as tomadas de decisão sem a necessidade de cruzamento de fontes retardando o alcance dos objetivos organizacionais. Vimos que os sistemas de GED manipulam somente os conhecimentos explícitos, aqueles gerados de forma concreta e trabalhada que podem ser sistematizados no meio corporativo. Essa manipulação e reorganização dos conceitos apurados possibilitam a criação de novos conhecimentos de forma ascendente e os documentos gerados possibilitam o intercâmbio de conhecimento entre as áreas por sua natureza de fazer a relação entre os conhecimentos e produzir novos outros. Infere-se que essa categoria de software possibilita o suporte para o processo de combinação, ou seja, a conversão do conhecimento implícito para o explícito. Outra característica importante para o sistema de GED é o gerenciamento de conteúdo, daí é dada esta denominação que enfatiza a administração do conteúdo, a expensas da mídia utilizada para disponibilizar o documento: faz, correio eletrônico, formulários em HTML ou outros relatórios de computador, papel, vídeo, áudio, planilhas entre outros. Gestão do Conhecimento 86 O groupware. A competitividade que impulsiona as organizações empresariais, obriga com que elas invistam em ferramentas de gestão das informações e conhecimentos que flexibilizem as ações, mantenham as áreas e colaboradores interligados. Com a necessidade de abolir a hierarquia rígida, as organizações empresariais estão descobrindo que a possibilidade de obter produtividade por grupos de trabalhos geograficamente dispersos que cooperam na resolução de problemas: os groupwares. Figura 4. integraão dinâmica da comunicação, colaboração e coordenação. Fonte adaptado de Groupware(1999). Fonte: http://dx.doi.org/10.1590/S1676-56482004000100006 Essa ferramenta consiste em um software projetado para auxiliar grupos de pessoas distantes geograficamente e que mantenham um trabalho em equipe. Assim propõe a intensificação da colaboração e comunicação interpessoal entre os diversos envolvidos e contrapartida da relação eminentemente técnica de outras ferramentas ao proporcionar uma grande interação social e organizacional. Ao tornar o trabalho em grupo seu principal objetivo, o sistema groupware deve ser implementada sob uma rede de computadores e aproveitar a estrutura para criação e troca de informações entre os envolvidos. Gestão do Conhecimento 87 Carvalho e Ferreira, (2001 apud HEBERLÊ e MAGNANI, p. 42), constataram uma intensa atenção da TI nos processos de externalização e combinação das informações e conhecimentos nas organizações ao perceber que a tecnologia da informação lida melhor com o conhecimento explícito ao tácito e percebe que o grande desafio de melhoria de suporte aos processos relacionados ao conhecimento tácito, não formal, constitui no grande desafio das TI’s, pois em relação aos aspectos humanos, os autores perceberam que o conhecimento nãopode ser analisado se considerar que foram criados e são manipulados pelos indivíduos. Sabe-se que as ferramentas são tecnologias desenvolvidas para captura, gerenciamento e compartilhamento do conhecimento e tem por objetivo dinamizar e facilitar o trabalho humano e estão relacionadas a seguir. O Workflow. É processo que permite que as tarefas individuais convergem para complementar uma transação dentro da organização. Fonte:http://argoxconsultoria.com.br/tag/workflow/ Savio Silveira Gestão do Conhecimento 88 Portanto, pode-se dizer que é um termo inglês que significa “fluxo de trabalho”, na tradução para a língua portuguesa. O conceito do workflow é de uma sequência de passos necessários para automatizar processos, de acordo com um conjunto de regras definidas, permitindo que estes possam ser transmitidos de uma pessoa para outra. A proposta DSS(Significa Diálogo Diário de Segurança). É um sistema auxiliar para os executivos do nível tático na estrutura organizacional no acesso às informações críticas do negócio, de forma rápida e segura, agilizando assim as questões relacionadas à gestão para tornar a organização sempre com alto grau de competitividade. Active (Symbiotic) DSS [Manheim 89] É aplicado para as seguintes tarefas: [Mili 90]: Entender o domínio (terminologia, parâmetro, interações) =>fornece explicações Formular problemas => fazer suposições, decidir o que faer e o que não fazer Narrar um problema a ser resolvido => DSS junto com problem solver pode aconselhar que procedimentos usar, que soluções técnicas seguir Interpretar resultados Interpretar, mostrar resultados e decisões Savio Silveira Gestão do Conhecimento 89 O Data mining. Fonte:https://www.datalike.com.br/2016/05/24/saiba-o-que-e-data-mining/ É o processo de descobrir, de forma automática ou semiautomática, conhecimento que não está visível dentre a grande quantidade de dados armazenados em bancos de dados. O CRM(Customer Relationship Management). O que é o CRM O CRM é uma estratégia de negócio que integra os processos de negócio internos, e as redes externas, para criar e entregar, com lucro, Valor a clientes bem identificados Baseia-se em dados de qualidade dos clientes e em infraestruturas de sistemas e tecnologias de informação e comunicação (Segundo Francis Buttle). Então, o CRM ou Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente permite a empresa melhorar o relacionamento com seus clientes e pelo qual pode conhecer seu perfil e organizar um trabalho de segmentação e fidelização.a empresa melhorar o relacionamento com seus clientes e pelo qual pode conhecer seu perfil e organizar um trabalho de segmentação e fidelização. O CRM divide-se em duas frentes de trabalho. A operacional quando é realizado contato direto com o cliente por intermédio do Call Center, mala direta, Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 90 internet, e-mails, redes sociais, e outros canais. A analítica que é feita por meio de dados contidos nas bases gerenciais da organização, ou seja, data warehouse., que consiste no processo de coleta, organização e armazenamento de informações oriundas de base de dados diferenciadas, disponibilizando-as adequadamente para outros processo de análise. Outra ferramenta utilizada é o Benchmarking, que é um processo de gestão de melhoria contínua, que mede produtos, serviços e práticas identificadas como referência entre os líderes do segmento dos negócios, do produto ou serviço, ou processo a que pertence à organização em questão. Em se tratando de assunto relacionado às ferramentas para a gestão do conhecimento no âmbito da TIC(Tecnologia da Informações e Comunicação), não há esgotamento de modalidades, pois ela se renova constantemente de acordo com o próprio avanço das TICs e da capacidade e competência das pessoas em utilizá-las. Mas para nosso estudo, faremos uma pausa na relação da tecnologia para um breve estudo sobre as competências organizacionais, que determinarão a melhor utilização e aproveitamento desses recursos cada vez mais disponível a todas as organizações. As Competências Organizacionais Umas das questões mais difíceis de ser analisada quando se trata das organizações na era do conhecimento é encontrar a melhor conceituação para competência nos ambientes corporativos. As dificuldades não se restringem ao ambiente empresarial, mas, também ao acadêmico, pois se busca desenvolver competências, formular competências e a cada novo desafio se depara com a ausência da suposta competência para finalizar determinadas atividades, tomar determinadas decisões, desenvolver determinadas ações que impliquem em melhoria no ambiente ou agente que se analisa. Mas, para que possamos encontrar um parâmetro de análise que seja plausível com os ambientes das organizações que implicam no envolvimento de muitas pessoas, estratégias e processos, temos que partir do princípio que cada indivíduo para faça parte de determinada ação traz seus conhecimentos, suas habilidades, suas capacidades para aquele ambiente. E, se estamos falando de uma ação coletiva de pessoas para alcançar determinados objetivos definidos, as habilidades, conhecimentos precisam congregar de forma coletiva e participativa para poder Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 91 construir conhecimentos no ambiente da organização. Então, partimos do princípio que os conhecimentos individuais precisam ser colocados a serviço do bem-estar do coletivo, nesse caso a organização. Fleury e Fleury (2001, p 21) apresenta um conceito simples para competências no âmbito das organizações ao dizer “que um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, interagir, transferir conhecimento e recursos, habilidades que agregam valor econômico à organização e valor social ao indivíduo”. Daí pode-se iniciar a percepção diferenciada de competências de acordo com o nível de atuação ou interesse da organização. Enquanto que os profissionais da área de Recursos Humanos tinham como parâmetro analisar a competência em âmbito individual, a moderna gestão de pessoas, bem como o pessoal envolvido com o planejamento estratégico, entende que a competência da área de pessoal deve estar inserida no contexto da estratégia organizacional. Surge, então, o conceito de competência competitiva como sendo aquela que valoriza a qualidade e/ou habilidade como marca que criam efetivamente, benefícios para a conquista e manutenção dos clientes. Mesmo reconhecendo que existem competências individuais, e, dessas surgem às coletivas nas organizações, para a produção e gestão do conhecimento estabelece o limite entre o sucesso ou insucesso em agregar valor a elas na competividade organizacional. Mediante a análise de competência, as organizacionais passam pelas competências gerenciais para delas criar conhecimento, Ruas(2001, p.247) destaca, que : Além de constituir uma instância fundamental nos processos de mudança tendo em vista o papel da liderança, a dimensão competência gerencial exerce também uma importante função na mobilização das outras dimensões das competências organizacionais: essenciais(necessárias à organização como um todo), funcionais(por áreas de atuação) e individuais. Detalhando a dimensão das competências organizacionais, temos: Gestão do Conhecimento 92 Essenciais – são as competências reconhecidas no ambiente interno da organização, são visíveis no meio externo e permitem com que a mesma seja diferenciada no olhar dos clientes no comparativo com a concorrência. É o caso da capacidade de armazenamento e rapidezde sistema de gestão de folha de pagamento. Funcionais – são as competências que se formam nos departamentos ou áreas da organização para responder aos seus objetivos. Individuais – são competências observadas em cada pessoa ou profissional que compõem a organização ou em sua área. Temos que as competências individuais de gestão são as seguintes: Capacidade de planeamento e gestão estratégica; Capacidade de gestão da informação; Capacidade de Identificar e avaliar as oportunidades; Capacidade de antecipação e resolução de problemas. Por esta abordagem, é possível distinguir entre as competências individuais e organizacionais e entender que as competências e o percurso realizado entre as competências essenciais, passando pelas funcionais até que cheguem às individuais. Porém, é possível ainda distinguir as competências em uma organização, segundo Zarafian(apud FLEURY e FLEURY, 2000). Competência sobre processos de trabalho; Competências técnicas ou conhecimentos específicos sobre o trabalho; Competências sobe a organização, em relação ao fluxo de trabalho; Competências de serviços, agregando valor para atender o cliente final; Competências sociais para criar um ambiente socialmente saudável no ambiente da organização. Diante do exposto, pode-se entender que o sentido de competência se refere à possibilidade da transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse e vontade para se obter os resultados estabelecidos pelos objetivos Gestão do Conhecimento 93 organizacionais. Então, observa-se que o conceito de competência está intimamente ligado com as atividades e processos executados pelos indivíduos ou profissionais que compõem a organização e com o sentido de qualificação. Esta se associa aos valores do cargo ou da posição que ocupa que está relacionado com o conhecimento adquirido e construído durante sua vida profissional e na vida pessoal. É evidente que parcela do conhecimento é adquirido e certificado pelos sistemas educacionais, mas, quando se trata de qualificação profissional e organizacional, o conceito de competência não se limita à capacidade verificável e prescrita e sim vai além, para as tomadas de decisão, à capacidade para iniciativas e fazer escolhas, ser capaz de relacionar com novas realidades do trabalho e ter responsabilidade e comprometimento com a organização. Segundo Fleury (2001), apresentado na figura acima, as competências são resultados dos avanços individuais, mas, elas só irão agregar valor à organização quando elas forem incorporadas à sua cultura e comportamento. Entretanto, Resende (2000, p.78) propõe uma classificação mais abrangente de competências ao tratar tato aquelas que se referem aos indivíduos como para a aplicação nas organizações. Então, vejamos: Competências técnicas: são aquelas de domínio de especialistas ou de quem teve oportunidade de conhecer; Gestão do Conhecimento 94 Competências intelectuais: relacionadas a aptidões mentais; Competências cognitivas: uma combinação entre a capacidade intelectual com domínio do conhecimento; Competências relacionais: capacidade de se relacionar e interagir com os demais indivíduos na organização; Competências sociais e políticas: capacidade de se relacionar e participar dos acontecimentos sociais; Competências didático-pedagógicas: são as competências voltadas para a educação e o ensino; Competências metodológicas: capacidade de aplicar técnicas e meios de organização de trabalhos e atividades; Competências de liderança: capacidade de influenciar e conduzir pessoas para diversos fins ou objetivos na vida profissional ou social; Competências empresariais ou organizacionais: são as competências aplicadas a diferentes objetivos e formas de organização e gestão empresarial. Vimos que conhecimento parte de um conjunto de dados soltos, que poderão produzir informações e delas produzir um produto final. O conhecimento para se obter o resultado esperado. Então podemos responder com outra pergunta. Como produzir conhecimento, como gerir conhecimento na organização se a identificação da qualificação, capacidade, habilidades individuais não coadunam para a construção de um conhecimento coletivo? Aí entra a capacidade de utilizar as ferramentas e delas fazer com que os conhecimentos agreguem valor como ação estratégica. Vamos refletir! Uma pergunta a ser feita no momento: qual a relação existente entre competências organizacionais com as ferramentas para a gestão do conhecimento? Gestão do Conhecimento 95 Outro aspecto importante a ser considerado é a dinâmica como evoluem as ferramentas que geram o conhecimento, como vimos anteriormente, e entender no mesmo contexto a transitoriedade existentes entre as ferramentas, os conhecimentos e as competências. A obsolescência é uma marca da competência em função da constante evolução. Para TEIXEIRA(2002, p.67), a competência é temporal e relativa e como o conhecimento não pode ser transmitidos formalmente ou processado por um computador, é pessoal e transferido pela prática dos indivíduos, que são os únicos capazes de produzi-los. Para Sveiby (1988, p. 45), os cinco elementos mutuamente dependentes da competência são os seguintes: Conhecimento explícito, que são estão relacionados com os fatos reais e podem ser adquiridos pela educação formal ou textos; Habilidade, que se relaciona com o saber fazer e é adquirida pelo treinamento e condicionamento; Experiência, que é adquirida principalmente pela reflexão das atividades anteriores, incrementos de ações melhorias; Julgamento de valor, que se relaciona com a percepção que indivíduo do que seja certo ou errado, melhor ou pior; e, Relacionamento social, que se refere à inter-relação desenvolvida com outros membros do ambiente em questão. Direcionando para o objetivo desta unidade, que é compreender a competência organizacional, podemos dizer que está relacionada a um conjunto de conhecimentos, tecnologias, sistemas físicos e gerenciais inerentes à organização empresarial. O aprendizado coletivo e a construção do conhecimento coletivo possibilitará a organização desenvolver competências essenciais de difícil imitação para se tornar competitiva, ou seja, o desenvolver o seu “core competence”. Gestão do Conhecimento 96 Nesta unidade, tivemos a oportunidade de analisar como as organizações podem se preparar para gestão do conhecimento e fazer deles um fator diferenciador diante da concorrência. Os indivíduos ao chegar às organizações trazem consigo a série de conhecimentos adquiridos pela vida, na família, na relação com as pessoas que são os conhecimentos tácitos. Esses conhecimentos serão incorporados ao ambiente organizacional e irá contribuir na construção daqueles que são necessários ao ambiente corporativo, e são adquiridos pela experiência, pela aplicação de seu trabalho e aí surgem os conhecimentos explícitos. O grande desafio será gerir esses conhecimentos e traduzi-los em benefício da organização. E aí percebe-se que a produção e socialização do conhecimento mediante sua externalização acontece a partir dos profissionais que ali atuam. Então, além de uma gestão eficiente das pessoas para extrair delas as habilidades e competências individuais, a organização se dispõe também da TIC com suas tecnologias de informação e comunicação cada vez mais avançada e exigindo dos profissionais competências, qualificação e habilidades para fazer desses recursos ferramentas capazes de produzir conhecimento para a organização. E por fim, vimos que diante de tantos desafios,uma boa gestão do conhecimento implica em identificar as competências que se manifestam nas diversas áreas, processos e profissionais na estrutura organizacional. Identificar as competências, qualificação, habilidades individuais e criar as condições para elas se tornem coletiva e assim criar a “core competence” que seja o diferencial que todos os clientes percebam diante das concorrências. Leitura complementar FLEURY Afonso; FLEURY, Maria Thereza Leme. Estratégias Empresariais e formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópio da indústria brasileira. 2a ed. São Paulo: Atlas, 2001. HEBERLÊ, Antônio Luiz Oliveira; MAGNANI, Márcio. Introdução à Gestão do Conhecimento. Embrapa Clima Temperado, 2010. Gestão do Conhecimento 97 Após essa caminhada em nossos estudos, podemos conhecer os princípios de gestão do conhecimento aplicada nas organizações, o que será visto na próxima unidade. É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão do Conhecimento 98 Exercícios – Unidade 3 1. Os indivíduos ou profissionais que compõem a estrutura de uma organização empresarial são os detentores dos conhecimentos individuais e que devem ser transformados em coletivos na gestão do conhecimento. São eles os conhecimentos cognitivos, individuais, as informações e experiências de natureza diversas que podem ser administrados para gerar vantagem competitiva corporativa. Esse conjunto de conhecimento organizacional, denomina-se: a) Inteligência emocional b) Downsizing dos recursos humanos c) Capital intelectual d) Capital Social da organização e) Empowerment dos recursos humanos 2. Para que seja possível a sistematização da gestão do conhecimento em uma organização e torna-la competitiva, a) Faz-se necessário criar uma estrutura com ativos que facilitem a detenção de conhecimento. b) Implementar uma cultura em todos os níveis que o conhecimento deva ser socializado na organização c) Criar uma infraestrutura que identifique e valorize os conhecimentos tácitos dos seus profissionais. d) Depurar o padrão de conhecimento na organização pelos resultados obtidos nas diversas áreas. e) Formalizar os conhecimentos cognitivos dos profissionais desde seu estágio de admissão. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 99 3. A Gestão do Conhecimento, discussão não tão recente, ocupa papel importante no meio corporativo e competitivo, porém ainda provoca discussões sobre sua agregação de forma sistêmica e muito juízo de valor entre os segmentos internos e externos. Observe as afirmativas abaixo e depois marque a alternativa com a combinação correta. I. Dados são um conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos e que, em um contexto organizacional, são utilitariamente descritos como registros estruturados de transações, mas nada dizem sobre a própria importância ou relevância. II. Informações são dados interpretados, dotados de relevância e propósito, portanto, significado, ou seja: a informação visa a modelar a pessoa que a recebe no sentido de fazer alguma diferença em sua perspectiva ou insight. III. O conhecimento, ao contrário da informação, diz respeito a crenças, compromissos e ação. O conhecimento é função de uma atitude, perspectiva ou intenção, é específico ao contexto e é relacional. IV. A gestão do conhecimento está intrinsecamente associada à gestão da informação, que, por sua vez, refere-se às ferramentas, metodologias e técnicas utilizadas para a coleta, o armazenamento, o processamento, a classificação e a utilização de dados. j) Somente a afirmativa III está incorreta k) Somente as afirmativas I e IV estão corretas l) A afirmativa III é complementar a II m) A afirmativa IV está incorreta n) Somente as afirmativas II e IV estão corretas Savio Silveira Gestão do Conhecimento 100 4. Sabe-se que os conhecimentos no ambiente organizacional se dão pela interação entre o conhecimento tácito e explícito dos diversos profissionais que ocupam sua estrutura e relação existente entre eles para agregar competitividade. Esse processo se dá através da: a) TIC e rede social b) Combinação entre ambos c) Externalização deles d) Socialização deles e) Internalização deles. 5. No que se refere ao uso da TIC na gestão da informação e do conhecimento, é CORRETO afirmar. a) À medida que o repositório de conhecimentos é ampliado, a experimentação passa a ser desnecessária. b) A adoção de uma base tecnológica de primeira linha garante uma cultura do conhecimento no seio da organização. c) O conhecimento pode ser obtido no ambiente externo da organização, inclusive junto a organizações concorrentes. d) O uso intensivo da tecnologia da informação visa à criação de um repositório de soluções prontas, a serem aplicadas pela organização na resolução de novos problemas. e) O uso intensivo da tecnologia da informação visa à criação de um repositório de soluções provisórias, a serem aplicadas pela organização na resolução de novos problemas. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 101 6. Na gestão do conhecimento nas organizações, considera que o desempenho dos profissionais é diretamente proporcional a duas definições que são inerentes ao ser humano: o querer fazer, o saber fazer. O saber fazer está relacionado. Marque a alternativa CORRETA. a) À capacidade explícita do desejo interno de realizar alguma coisa. b) Cognitiva e experiencial que possibilita ao indivíduo realizar bem alguma coisa. c) Implícita da vontade exógena do indivíduo de realizar alguma coisa. d) Experiencial sob pressão que indica ao indivíduo para não realizar alguma coisa. e) Valorativa que o indivíduo atribui ao seu esforço para motivar-se a fazer alguma coisa. 7. A administração estratégica e sistêmica das organizações na era da informação, requer de seus componentes das diversas áreas, utilizarem-se de ferramentas que permitem identificar, analisar e administrar o ativo intelectual e seus processos associados. Esta afirmativa se refere à gestão: a) De competências humanas e tecnológica. b) De processos empresariais. c) De ativos tangíveis. d) De talentos humanos. e) Do conhecimento. 8. Considerando que as competências organizacionais dependem das competências individuais transformadas em coletivas, quando de se tratar da gestão de pessoas ou dos recursos humanos entende-se como sendo. Marque a alternativa CORRETA. A somatória das habilidades técnicas necessárias para o cumprimento de uma determinada tarefa. Savio Silveira Savio Silveira Gestão do Conhecimento 102 a) O conjunto de habilidades técnicas necessárias para o cumprimento de uma tarefa dentro do prazo estabelecido. b) O conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, colocado em ação para o atingimento dos resultados esperados. c) Determinado conjunto de conhecimentos e atitudes necessários para o cumprimento adequado de prazos. d) O conjunto de habilidades e conhecimentos colocados em prática para atender a uma demanda técnica específica. 9. O grande desafio da gestão organizacional é congregar os conhecimentos individuais de seus profissionais em coletivo e a partir daí, estabelecer a distinção entre os conhecimentos individuais e organizacionais para que manter-se competitiva. Portanto, caracterize as competências que são inerentes à organização segundo ZARAFIAN.___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Savio Silveira Gestão do Conhecimento 103 10. Entre as ferramentas utilizadas na gestão do conhecimento, pode-se encontrar aquelas que se relacionam com dados, outras são baseadas em tecnologia pura e outras na comunicação para agilizar a toma de decisão e ainda, outras para alavancar o negócio com a fidelização dos seus clientes. Apresente essa ferramenta e explique seu papel na gestão do conhecimento. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento 104 Gestão do Conhecimento 105 4 Princípios da Gestão do Conhecimento nas Empresas Gestão do Conhecimento 106 Prezado(a)s aluno(a)s, Nesta unidade, veremos que não é suficiente que a organização valorize o conhecimento, a inovação e a criatividade que a cerca em função do avanço tecnológico, das informações disponíveis e da relação que as pessoas realizam esses avanços. A aplicação do conhecimento, da inovação e criatividade terá importância para as organizações empresariais quando for possível determinar o valor de cada aplicação para levá-las a atingir os objetivos de médio e longo prazo. Daí, a necessidade de adotar os conhecimentos existentes na organização como fator que influencia os processos, as atividades, os produtos e os serviços. Por isso, um dos passos necessários na Gestão do Conhecimento é apurar o ‘quantun’ cada inovação acrescenta de valor ao ser identificada. Estamos inferindo que o conhecimento passa a ser um fator de produção, ou seja, exerce papel nos resultados do processo produtivo. Outro aspecto é o reconhecimento das dimensões do conhecimento que irão interferir diretamente nas práticas gerenciais. Nas atitudes e processos de acordo com a natureza de cada área ou setor. Portanto, essas dimensões estarão direcionadas para definir o papel da administração da gestão do conhecimento, na cultura organizacional, na política de recursos humanos, no sistema de informação, na mensuração dos resultados e na aprendizagem do ambiente interno e externo. A partir dessas dimensões, a Gestão do Conhecimento direciona para as questões pontuais, para áreas específicas e sem a pretensão de esgotar o assunto. Dada a diversidade de empresas, essa unidade pretende identificar algumas áreas que são comuns e com relação direta com o tema para identificar as ações de uma gestão eficiente do conhecimento. Tais como a área de pessoal, de inovação, da TIC, do capital intelectual e assim apresentar algumas ferramentas de avaliação do conhecimento. Gestão do Conhecimento 107 Objetivos da unidade: Desenvolver habilidade para identificar os conhecimentos disponíveis; Realizar a avaliação do valor do conhecimento no ativo da organização; Identificar os processos e as dimensões do conhecimento nas diversas áreas e segmentos; Identificar e intensificar os conhecimentos na gestão de pessoas e agregar a organização; Identificar e intensificar o capital intelectual na gestão do conhecimento; Preparar a estrutura tecnológica e de informação como fator de conhecimento organizacional. Plano da unidade: Economia do Conhecimento (Knowledge Economy). Processos e Dimensões da Gestão do Conhecimento. A Gestão do Conhecimento Aplicado à Gestão de Pessoas. A Gestão do Conhecimento Aplicado à Inovação Empresarial. A Gestão do Conhecimento sob o enfoque do Capital Intelectual. A Gestão do Conhecimento sob o enforque da TIC. Bons estudos! Gestão do Conhecimento 108 Economia do Conhecimento (Knowledge Economy) Retornemos à dinâmica da economia mundial sem fronteiras e consequentemente podemos perceber sua influência direta na vida das pessoas, das organizações e das nações em função da intensificação do desenvolvimento das TIC’s, projetando uma nova ordem econômica em que as informações e o conhecimento ganharam peso no processo produtivo e nas decisões das pessoas. A utilização da TIC trouxe melhoria nos processos, ganho de produtividade e redução dos custos para o consumidor final. Daí infere-se que a gestão do conhecimento nas organizações transforma-o em fator de agregação dos resultados e não apenas diferencial entre os concorrentes mediante a escolha ideal dos recursos da tecnologia que, como vimos nas unidades anteriores contribuem para a produção, disseminação e enriquecimento do conhecimento em toda organização. Fonte:https://pt.slideshare.net/bvalle/gesto-do-conhecimento-da-estratgia-aos-resultados- oficina-sbgc-beto-do-valle Vamos refletir Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão do Conhecimento 109 Através da figura acima, é possível perceber como o conhecimento ganhou espaço no processo produtivo onde a criatividade humana e a utilização correta das máquinas pelos profissionais, passaram a ser o diferencial tanto para os mesmos como para as organizações empresariais. Assim três contextos ganham importância nesta análise: a necessidade de busca constante da capacidade de criar e utilizar conhecimentos nas transformações de informações em inovações favoráveis à melhoria constante; a emergência de uma economia imaterial, baseado em ativos intangíveis e por fim, estar preparado para conviver com um ambiente sem fronteira e com mecanismos não tradicionais de transações comerciais e financeiras. Ou seja, a sociedade do conhecimento ou a era da informação não admite descuidos com a evolução tecnológica e da adaptação das pessoas a elas no seu cotidiano. Então, pode-se dizer que a Economia do Conhecimento ou Knowledge Economy tem no conhecimentoo principal componente de agregação da produtividade, valor e crescimento econômico, entendimento que é aplicado quando se tratar de gestão de produção, logística, financeira, de pessoal nas empresas quando da escolha de seus aplicativos de gestão e da gestão do pessoal. A Economia do Conhecimento que é aplicada a todos os tipos de organizações empresariais, considera que suas bases estão fundamentadas na tecnologia e no conhecimento, isto é, no investimento em P&D(planejamento e Desenvolvimento); na eficiente utilização das TICs em todos os seus segmentos e na composição de seu quadro por profissionais graduados e especializados nas áreas da ciência, da tecnologia e engenharia que orientam a otimização na utilização dos fatores de produção. Observa-se que o conhecimento passa a ser o principal fator de produção que as empresas devem gerir, em contraposição ao passado industrial que era baseado nos recursos naturais, na mão-de-obra e no capital. Portanto, o importante é uma utilização eficiente dos avanços da TIC, não somente para armazenar e processar as informações e conhecimentos, mas, a aplicação desses novos conhecimentos que possibilitem a geração de novos conhecimentos e de dispositivos de processamento e comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso. Gestão do Conhecimento 110 Vimos que a Economia do Conhecimento não surge como a nova orientação da economia e sim tem por objetivo organizar o conhecimento de forma que ela se torne fator de produção nas organizações e se fundamenta no tripé: Estratégia corporativa; Conhecimento; e, E capital humano. Alguns passos deverão ser seguidos. O conhecimento teórico difundido nos ambientes escolares é a base de sustentação da criação de uma economia do conhecimento quando as informações sustentam a construção de novas fase na inovação e assim melhorar a qualidade de vida da sociedade. E o desenvolvimento tecnológico das economias avançadas se tornou no arcabouço da criação dessa nova orientação de produção e consumo. Conforme DRUCKER(1969, p. 78), a economia do conhecimento se referia à aplicação do conhecimento de qualquer campo ou área, seja novo ou velho, como estímulo ao desenvolvimento econômico e empresarial. O conhecimento tácito adquirido durante a vida possibilita as pessoas se prepararem para interagir com as diversas tecnologias da informação e comunicação e assim agindo como ser individual utilizando o e-commerce nas compras, utilizando das estruturadas dos smartphones para atender suas necessidades ou como ser coletivo, atuando nas organizações empresariais e ou não e contribuir com a construção no setor produtivo ou social. O conhecimento explícito e adquirido no ambiente de atuação empresarial se tornará multiplicadora partir do momento em que uma boa gestão do conhecimento poderá torná-lo acessível a todos que dele possam transformar, organizar e multiplicar em benefício dos objetivos definidos. Vamos refletir E como tornar a Economia do Conhecimento um valor agregado pelas organizações empresariais? Gestão do Conhecimento 111 A gestão das TICs deve se ocupar com escolha das ferramentas mais adequadas às necessidades da organização para selecionar, armazenar, processar, realimentar os processos para reduzir os custos, o tempo, aumentar a qualidade e simplificar os processos. Nestes estudos não há a intenção de esgotar o assunto economia do conhecimento e sim incluir no processo de Gestão do Conhecimento as informações, inovações, realimentações a utilização eficaz do conhecimento na estratégia de negócios e gestão empresarial. Processos e Dimensões da Gestão do Conhecimento Ao considerar que a gestão do conhecimento nas organizações é um processo contínuo e que está submetida a desafios constantes, há necessidade de uma mudança de comportamento na direção de organização que aprende e, portanto, em uma Universidade Corporativa. E nesse contexto está a capacidade da organização em criar um ambiente que multiplique seus conhecimentos, tendo em vista que o conhecimento do indivíduo ou do profissional não garante que a organização ampliará seus conhecimentos e capital intelectual. Sabe-se que a dinamicidade da tecnologia faz do conhecimento um processo constante de mudança e a economia do conhecimento ao ocupar seu espaço como fator de produção dinamiza nas organizações a necessidade de aperfeiçoamento constante do uso dos dados e informações para evitar a convivência com a obsolescência em suas diversas áreas. Percebe-se que uma eficiente gestão das fontes e tipos de conhecimento e que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de competências específicas e capacidade de inovação dependerá da adoção de vários planos e dimensões da prática gerencial relacionada à gestão do conhecimento. Diante desta realidade faz-se necessário compreender as sete importantes dimensões da gestão do conhecimento e segundo Terra (2001, p. 216 ) baseado nas fases do planejamento obedecem as seguintes fases: Gestão do Conhecimento 112 a nível estratégico tem-se, a visão e estratégia na alta direção. A nível operacional as políticas de recursos humanos, a cultura organizacional e as estruturas organizacionais. Na infraestrutura, os sistemas de informação, a mensuração dos resultados e aprendizagem com o ambiente externo. A partir do exposto, observe o quadro abaixo: Fonte: Terra (2001, p. 216). A partir da figura acima, podemos delinear as sete dimensões fundamentais para uma gestão eficiente da gestão do conhecimento. Dos fatores estratégicos e o papel da alta administração. Seu papel é indispensável na clarificação da estratégia empresarial, na definição de metas desafiadoras e motivadores. Portanto, caberá à alta administração delinear os campos do conhecimento para os quais os profissionais deverão direcionar suas atenções de aprendizagem dentro da estratégia de empresa definida. Gestão do Conhecimento 113 Da cultura e valores organizacionais. A organização deve desenvolver uma cultura voltada à inovação, experimentação, aprendizado contínuo, comprometida com resultados de longo prazo e com a otimização de todas as áreas da empresa que deverá ser uma preocupação constante. Da estrutura organizacional. Baseadas no trabalho de equipes multidisciplinares com alto grau de autonomia devem ser adotadas para superar os limites às inovações, aprendizado e à geração de novos conhecimentos necessários para conviver num mundo globalizado e competitivo. Da administração de pessoas. Melhorando a capacidade das organizações de atrair e reter profissionais com habilidades, comportamentos e competências, estimulando comportamentos alinhados com os requisitos dos processos individual e coletivo de aprendizado e adotando políticas de remuneração, associadas à aquisição de competências individuais, ao desempenho da equipe e da organização. Dos sistemas de informação. Processos de geração, difusão e armazenamento de conhecimento, dentro de um ambiente de confiança, transparência e colaboração. Da mensuração dos resultados. Avaliar várias dimensões do capital intelectual. Do aprendizado com o ambiente. Por intermédio de alianças com outras organizações e do estreitamento do relacionamento com clientes. O que observamos nestas dimensões é que a organização precisa ser estruturada para valorizar a cada instante o seu capital intelectual existente sem prejuízo da produção e integração das inovações e consequentemente de novos conhecimentos, novos comportamentos, novos valores e adequados à realidadeem que atua. Porém para o sucesso da gestão do conhecimento, há necessidade que a que haja compromisso da alta direção da organização, do entendimento dos profissionais envolvidos e um bom programa adequado de gestão do conhecimento, segundo FIGUEIREDO(2005, p.6-7), devem-se observar os seguintes critérios: Valorizar os recursos humanos bem como a cultura organizacional; Sempre atender os objetivos estratégicos de negócios da organização; Gestão do Conhecimento 114 Direcionar o focar para os "stakeholders", no trabalho, no mercado e suas forças; Construir uma cultura do conhecimento favorável e de aprendizagem contínua na organização; Compreender que os colaboradores ou profissionais, constituem o maior patrimônio do conhecimento e consequentemente a esfera central das inovações; Facilitar a criação, armazenagem, utilização, transferência e alavancagem do conhecimento tácito entre as pessoas; Valorizar a importância da tecnologia em sua dimensão adequada, mediante uma infraestrutura da TIC que agregue valor à gestão do conhecimento; Incentivar e dedicar atenção a cultivar o conhecimento; Considerar os fluxos de conhecimento na empresa sua relação com os diversos processos a que estejam envolvidos e vice-versa; Estimular e valorizar o contato entre as pessoas como potencial de aprendizagem, criação, transferência e uso de conhecimentos (socialização / personalização). Reconhecer o valor da experiência e agregar às novas necessidades de melhorias nas organizações. Para que a gestão do conhecimento seja positiva para as organizações, faz-se necessário compreender os processos pelos quais será possível identificar, organizar e compartilhas em toda organização. E os processos estão relacionados a seguir. 1) Memória organizacional. Destaca a revisão dos processos organizacionais como as mídias usadas, as responsabilidades e as tecnologias adotadas tendo como objetivo registrar, armazenar e processar, podendo assim manter disponibilizado todo o acervo dos conhecimentos. Gestão do Conhecimento 115 2) E-business. Implica numa transformação na relação de negócios, com a utilização das inovações tecnológicas e de comunicação que permite a desintermediação na relação com os clientes e fornecedores. 3) Gestão de processos. Reorganizar os processos organizacionais com a utilização dos novos conceitos e ferramentas disponíveis na Gestão do Conhecimento. 4) Comunicação Intraempresarial. Consiste na implementação na organização de infraestruturas dinâmicas e adequadas à nova realidade de informações com alta obsolescência, adotar novas tecnologias e intervir na cultura organizacional, objetivando a otimização da comunicação e do conhecimento entre os colaboradores. 5) Inteligência competitiva. Importante que a organização se estruture com processos e ferramentas que possibilite monitorar seu mercado e a concorrência, com informações de apoio ao processo decisório. 6) Trabalhador do conhecimento. Rever o perfil profissional dos colaboradores da organização, tanto em seu ambiente de trabalho, como no mercado, com os clientes à luz das transformações induzidas nos processos de negócio pela Gestão do Conhecimento. Então, depois de compreender as dimensões e processos que norteiam as organizações, podemos identificar os segmentos que compõem a estrutura organizacional quando se trata de fazer do conhecimento uma sinergia positiva. Vamos caminhar um pouco mais? Que tal pontuar as dimensões sobre o ponto de vista dos segmentos da gestão do conhecimento. A Gestão do Conhecimento Aplicado à Gestão de Pessoas. Sabemos que no século passado houve um avanço tecnológico sem precedentes e sem a indicação que haja limite para sua continuidade e com isso intensificou os comportamentos das pessoas, desfiadas constantemente para novas realidades, novos procedimentos, novas necessidades. Sabemos também que toda essa evolução só agregará valor para a sociedade e para a civilização, pois Gestão do Conhecimento 116 as pessoas tornam o centro da construção de todas essas novas realidades e devem ocupar o lugar de destaque em todos os momentos que abordarmos a gestão do conhecimento, da inovação e da criatividade. Portanto, chegamos momento em que precisamos repensar o processo de gestão nas organizações, deslocando da atividade tecnocrática para a atividade dependente da otimização das informações e conhecimento em todas as etapas do processo. Isto se aplica desde o recrutamento, seleção, treinamento, avaliação dos profissionais integrantes da estrutura organizacional. Para MARRAS (2000, p. 76), houve a necessidade de mudar, inclusive o perfil do profissional de RH no Brasil, que tinha a visão baseada em trabalhos planejados, organizados e controlados em todas as suas fases. E para melhor compreender, vamos identificar as fases por que passaram esses profissionais. A fase contábil( até 1930). Que era também denominada de pré-histórica e se baseava nas preocupações com os custos, na relação trabalhador-empresa considerando o que da mão de obra tinha como resultado a entrada e a saída. Na fase legal (1930-1950), surgia a função de chefia que tinha como função principal acompanhar o cumprimento das leis trabalhistas do período de Getúlio Vargas. Devido ao domínio das leis trabalhistas, a gestão dos recursos humanos do transferida da produção para a chefia de pessoal. A fase tecnicista (1950-1965), foi marcada pela implementação semelhante do modelo americano na gestão de pessoas que passou para o status de gerência. A fase estratégica (1985 em diante), foi marcada pela implementação de planejamento estratégico com vista no longo prazo. E nesse período, a gestão de recursos humanos ganham status a nível estratégico nas organizações. Constata-se que nos anos seguintes houve uma mudança na visão das empresas ao integrar um profissional em seus quadros, quando a gestão foi deslocada da ideia do controle no trabalho para o estímulo ao trabalho criativo e com o foco direcionado para os negócios da organização com procedimentos proativos e integrados em organização sistêmica. Pode-se considerar que a gestão de conhecimentos nas organizações está intimamente relacionada com a gestão de pessoas e que essa relação gera características específicas nos colaboradores e, Gestão do Conhecimento 117 somente esses serão capazes de construir um ambiente propício ao desenvolvimento continuado, à criatividade, à inovação e o aprendizado permanente nas organizações e possibilitam o alcançar os objetivos estratégicos da organização. Ao entender que o conhecimento organizacional depende da gestão de pessoas, e dessas o ponto de partida para a construção do primeiro, faz-se necessário destacar as características que sejam favoráveis ao aprendizado e à criatividade individual. São elas: É necessário considerar os aspectos individuais dos indivíduos, tais como a emoção e a dependência da motivação intrínseca dos mesmos. Desses aspectos destacam-se o processo mental e emocional da pessoa no ambiente de trabalho. Da capacidade para lidar com as tensões e angústias no ambiente de trabalho e, compreender que todos esses processos são construídos no subconsciente e daí a importância da intuição e do conhecimento tácito. Compreender que há dependência relação com outras pessoas, bem como de experiências concretas para construir o conhecimento, pois, são processos ativos e laboriosos que envolvem os sentidos do corpo; dependem das experiências reais, das tentativas, erros e contatos sociais promovidos individualmente. E, por fim, são associadosà mudança de comportamento e a um permanente processo de reformulação dos modelos mentais e mapas organizacionais. As organizações se beneficiam dos conhecimentos de seu quadro de funcionários de diversas maneiras, entendendo que o trabalhador da era do conhecimento tende a valorizar e buscar com bastante intensidade novos conhecimentos e são esses, os conhecimentos tácitos que eles agregam como sendo o grande capital intangível da produção intelectual das organizações. Haja vista que os trabalhadores têm investido em educação, seja ela forma ou informal. Gestão do Conhecimento 118 A partir da consideração individual dos profissionais para considerar o coletivo, podemos entender que a Gestão do Conhecimento depende da adoção de práticas gerenciais que organizem os processos de criação e aprendizado individual bem como a coordenação sistêmica dos esforços relacionados aos diversos planos da organização: organizacional e individual; estratégico e operacional de normas formais e informais. Assim, a Gestão do Conhecimento deverá considerar as setes dimensões apresentadas em unidades anteriores, tais como o papel da alta administração, da cultura organizacional, entre as demais listadas. A Gestão do Conhecimento Aplicado à Inovação Empresarial Importante entender que a inovação e a criatividade por si só, não traduz em diferencial para a organização que a detêm porque a obsolescência é prematura e quer renovação constante. Daí a necessidade de organizá-la de forma a transformá- la em vantagem competitiva. O fato de uma organização utilizar-se de determinada TIC, não implica que dela tenha originado sua criação e podem ser advinda de mudanças nas leis governamentais, de rupturas tecnológicas, surgimento de novos competidores e mudança das expectativas e necessidades dos clientes. Ainda é importante compreender que um processo de inovação cumpre várias etapas até que chegue ao produto final. São elas: pesquisa, planejamento e desenvolvimento, desdobramento da ação, adoção da ideia, implementação e transformação na fase de rotina. Ainda, abrange vários níveis de análise nas organizações, desde as pessoas, passando pelos grupos, a empresa e o meio-ambiente. Outro aspecto importante a considerar na gestão do conhecimento, é observar que determinadas inovações ou criações dependem de outras tecnologias para serem utilizada, exigindo eficiência e otimização em seu uso para agregar valor à organização e aos demais agentes que utilizam daquela tecnologia. Para NONAKA e TAKEUCHI(1997, p. 98), Gestão do Conhecimento 119 Quando as organizações inovam, elas não só processam informações, de fora para dentro, com o intuito de resolver os problemas existentes e se adaptar ao ambiente em transformação. Elas criam novos conhecimentos e informações, de dentro para fora, a fim de redefinir tanto os problemas quanto as soluções e, nesse processo, recriar seu meio. As empresas que são as estrelas da inovação, no momento, são as que desenvolvem aplicações na internet ou através da mesma. O destaque é que essas empresas são hipervalorizadas da noite para o dia, e desvalorizadas da mesma forma quando não conseguem inovar de forma contínua. Existem inúmeros exemplos de empresas recentes, desconhecidas, mas que valem mais que empresas tradicionais. Como ilustra a Revista Veja (1999): “A valorização das ações de empresas com negócios na internet é o fenômeno mais intrigante deste final de século: o virtual vale mais do que o sólido”. SVEIBY 2002 (apud, FERREIRA, p. 164) apresenta a seguinte classificação para abordar o campo da Gestão do Conhecimento, tanto em termos das áreas do conhecimento, que a compõem, como em relação aos níveis de percepção, que caracterizam o processo: Gestão da informação, que envolve as áreas de tecnologia e ciência da informação, para a construção da base de conhecimento codificado. Gestão de pessoas, que envolve as áreas de filosofia, psicologia, sociologia e administração, para o entendimento da dinâmica dos processos de criação e difusão de conhecimento tácito. Gestão de Processos, que é o mapeamento dos processos envolvidos na dinâmica da organização. Níveis de percepção, que consiste: Na perspectiva individual, que inclui as motivações e as capacidades dos indivíduos; e Na perspectiva organizacional que inclui os recursos e as competências. Gestão do Conhecimento 120 Os procedimentos necessários para que a gestão do conhecimento transforme as inovações e criatividade em fator positivo para a organização implica em observar os seguintes pressupostos: Otimizar o aprendizado em todas as atividades e processos organizacionais. Realimentar a aprendizagem e as informações para que se torne rotina no comportamento dos profissionais. Estabelecer um ambiente que favoreça as mudanças, compartilhamento das informações e conhecimentos e as inovações. Criar facilidades a todos os colaboradores da organização aos conhecimentos especializados. Criar a cultura do fazer certo na primeira vez e eliminar o retrabalho. Otimizar a aprendizagem dos colaboradores especializados, sem prejuízo dos demais que necessitarão das informações em suas atividades. Facilitar o acesso aos materiais, conteúdos, conhecimentos, informações para reduzir o lead time. Inovação e criatividade não se limitam a um conjunto de teorias e informações limitadas ao tempo e lugar. A dinamicidade nesse processo nos impede de esgotar esse assunto, mas, é importante que estejamos dispostos e abertos às mudanças que se apresente. Aqui procuramos alertar o estudante, o profissional e as organizações para se colocarem sempre disponíveis para o que virá pela frente. Gestão do Conhecimento 121 Gestão do Conhecimento sob enfoque do Capital Intelectual Vimos a importância da ocupação de uma adequação da gestão de pessoas sob o enfoque da gestão do conhecimento e nesse contexto valorizar os aspectos intelectuais dos profissionais. Na sequência, vamos analisar como a gestão do capital intelectual deva ser integrado à gestão do conhecimento, com seus parâmetros e necessidades para agregar valor à competitividade organizacional. Compõem dos principais ativos intangíveis utilizados nas organizações empresariais e segundo STEWART (1998, p. 123), pode-se definir como “o conjunto de ativos intangíveis compostos por diversos fatores, tais como: qualidade e coerência do relacionamento entre empresa – clientes e fornecedores – talentos, ideias e insights apresentados por todos os envolvidos no contexto organizacional, entre outros”. Portanto, a combinação eficientemente alinhada aos objetivos estratégicos da organização, irá gerar o conjunto de conhecimentos capazes de promover a inovação e a reestruturação contínua dos processos e assim produzir os resultados esperados. Em outro entendimento e de acordo com TERRA (2004), o capital intelectual pode ser classificado da seguinte forma: I) Como fontes internas, sendo: Capital de liderança (é o valor intangível que as equipes de líderes possuem nos ambientes organizacionais), O capital social (refere-se ao ambiente em que se cria e compartilha o conhecimento que os colaboradores têm na organização), Capital estrutural (são os resultados obtidos por meio do trabalho intelectual dos colaboradores) capital humano (está relacionado com os colaboradores que tem papéis notáveis dentro do ambiente organizacional). II) Como fonte externa,: Gestão do Conhecimento 122 O capital de rede (Network Capital), que se refere ao valor encontrado com base nas relações que as organizaçõestiverem com seus clientes, parceiros e fornecedores, cujo objetivo é a criação de valor. Por outro lado, LACOMBE e HEILBORN (2011, p. 98), apresenta como sendo os ativos intangíveis mais importantes e assim classificados: a) O capital humano: as habilidades, os talentos, os conhecimentos que os empregados de uma empresa possuem; b) O capital da informação: as informações e os dados retidos pela empresa e que estão armazenados em redes de computadores, como sistemas da informação, redes, infraestrutura de tecnologia e outros; c) O capital da organização: a cultura da empresa, sua liderança, quão alinhadas estão as pessoas em relação aos objetivos estratégicos, a habilidade e a boa vontade do pessoal de partilhar informações e conhecimentos. Para CARBONE et al. (2006, p. 69), “o capital intelectual é o conjunto composto por marcas registradas, patentes, direitos autorais, direitos exclusivos para comercialização, tecnologia, utilizada no processo de produção, portfólio de clientes, competência dos funcionários, flexibilidade e capacidade de inovação, banco de dados, perfil de gestão e liderança, que deverão ser mensurados e aplicados em conformidade com os objetivos organizacionais”. Outra classificação do capital intelectual nas organizações pode ser apresentada como: Capital Humano: são a qualificações, habilidades, conhecimento e a criatividade das pessoas. Neste contexto, a gestão do conhecimento deverá se ocupar de identificar e direcionar o capital humano para que os objetivos organizacionais sejam alcançados. Capital Estrutural: é a parte que pertence a empresa como os bancos de dados, os manuais de procedimentos que possibilitam o aproveitamento do conhecimento tácito com vista o seu compartilhamento transformá-lo em ativo para a organização. Gestão do Conhecimento 123 Capital dos Clientes: o valor da franquia, do relacionamento com os clientes, a lealdade deles à marca da empresa, o quanto ela conhece a necessidades de seus clientes e antecipadamente resolve seus problemas. Tem grande importância para a organização, pois é dele a origem de sua existência, gera os recursos financeiros e a oportunidade para todos os agentes envolvidos. Portanto, um estudo cuidado dos clientes implicar em conhecê-los, conquistar sua lealdade, parâmetros de negociação, valorização do produto ou serviço ou da marca da organização. Gestão do Conhecimento sob enfoque TIC Sabe-se que a Gestão do Conhecimento é constituída por um conjunto de processos que visa à criação, utilização e disseminação do conhecimento na organização que devem estar alinhados com os objetivos de negócio da organização. E esses processos se envolvem em sua essência a partir três elementos: os recursos humanos, os processos e a tecnologia. A tecnologia dará o suporte necessário para a implantação da estrutura de comunicação que possibilitará a troca de informações, bem como as ferramentas que servem como suporte para o processo baseado em conhecimento. A tecnologia é o elemento facilitador para uma gestão do conhecimento eficaz, mas a eficácia de sua utilização será o diferenciador dos resultados. Como vimos, os recursos tecnológicos são compostos dos hardwares e dos softwares. Então, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) diminui as barreiras no compartilhamento e transferência do conhecimento, tendo um papel fundamental nas práticas da gestão do conhecimento e deverá ser escolhida e definida de acordo com as necessidades dos usuários e das áreas em questão. No processo de definição de implantação da Gestão do Conhecimento, como vimos muitos aspectos precisam ser considerados e a tecnologia da informação apresenta um papel relevante tanto para gerenciar os conhecimentos explícitos como para possibilitar que os usuários agreguem os seus conhecimentos tácitos em benefício de suas atividades. Assim, caberá à organização fazer a escolha da Gestão do Conhecimento 124 tecnologia de informação mais indicada para que possa traduzir o ativo intangível em sinergia favorável. Um exemplo bem sucedido que podemos citar são as atividades de treinamentos, conferências que independentemente da localização possibilitará a disseminação dos conhecimentos e assim, criar um ambiente que seja conciso, compreensão da missão e da filosofia da organização. Há de se notar que quando se trata de da área de TIC, ela se apresenta com particularidades em relação às demais ara a estão do conhecimento. O grande desafio dos profissionais que atuam nesta área e conviver com o conflito de, além de desenvolver com suas atividades que requer habilidades específicas como forte conhecimento estruturado, qualificações técnicas, rapidez de raciocínio e raciocínio lógico, capacidade de aprendizagem rápida, desenvolve a atividade de gestão do conhecimento quando escolhe as melhores ferramentas, implanta, orienta os usuários e dão os suportes necessários. Além disso, são também usuários e agentes do conhecimento. E, como todo processo para que possa conhecer sua importância na organização, os processos de Gestão do Conhecimento devem ser avaliados e nesse contexto a TIC irá fornecer as ferramentas de avaliação e apuração dos resultados sobre o grau de maturidade da organização no que se refere a utilizar e gerir os conhecimentos. Estas ferramentas são embasadas tanto em métodos qualitativos como quantitativos que abordam as diversas dimensões que norteiam as organizações tais como: a tecnologia, os diversos processos, os fatores culturais, os recursos humanos e lideranças, os objetivos estratégicos definidos. Durante a avaliação a organização poderá se certificar de questões, entre elas: a capacidade da organização em manter e ampliar seu capital intelectual, identificar a real relação ente os objetivos estratégicos e os conhecimentos apurados, identificar as ações para implementação e o grau de maturidade da gestão do conhecimento, entre outras. Não vamos entrar nos detalhes de cada ferramenta, que não é objetivo desse livro, mas vamos citar somente dois exemplos de ferramentas que permitem a avaliação da maturidade do conhecimento na organização: Gestão do Conhecimento 125 Organizational Knowlegde Assessment (OKA) uma ferramenta que em sua metodologia utiliza de questionamentos para obter um quadro da empresa em seus aspectos mais relevantes. São eles: sistemas, pessoas e processos. O KM Maturity Model(KPMG). Pode ser aplicado aos serviços organizacionais, define o Global Business Dervices(GBS) como o conjunto coletivo recursos e sistemas para oferecer serviços de suporte, tais como finanças e contabilidade(F&A), recursos humanos, aquisições e outros processos de negócios de frente, meio e BackOffice. Após um aprofundamento das questões pontuais relacionadas à gestão do conhecimento vistas nesta unidade, o próximo degrau de nossos estudos será direcionado para os mecanismos de criação do conhecimento, tanto do lado dos recursos humanos como da tecnologia. Gestão do Conhecimento 126 Após conhecer os principais conceitos e aplicações da Gestão da Conhecimento, nesta unidade avançamos para pontuar o processo de gestão em áreas específicas da estrutura de uma empresa. Mesmo não podendo atender a todas as realidades, podemos perceber que o processo de gestão do conhecimento tem o mesmo objetivo: fazer das informações e conhecimentos fator que melhore a competividade das diversas áreas, produtos ou serviços. Assim, conhecemos um aspecto importante para tornar o conhecimento sinergia para todo o sistema ao analisar a economia do conhecimento ou knowledge economy,que trata de analisar o quanto, determinada tecnologia, processos ou implementações será positivo para todo o sistema e resultados. Isso obriga a organização em todas suas áreas identificar todos os seus processos e dimensões no âmbito da estrutura funcional. Em seguida, chega o momento em que os processos de Gestão do Conhecimento devam ser particularizados para que em suas especificidades, as áreas sejam avaliadas para que cada ação ou investimento otimize os processos e proporcione a esperada economia do conhecimento à organização, ou seja, os recursos humanos, o capital intelectual, as inovações e criatividade e TIC. Leitura Complementar CARVALHO, Fábio Câmara Araújo de. Et al. A Gestão do Conhecimento e a Inovação: abordagens do atual estado da arte. Escola Superior de Propaganda e Marketing. ESPM. BARRETO, Alice Medeiros. Maturidade de Gestão do Conhecimento: um estudo comparativo entre o organizational knowledge assessment (oka) e o knowledge management maturity model (kmmm). Periódico Científico Negócios em Projeção, v.6, n.2, 2015. Disponível em: http://revista.faculdadeprojecao.edu.br/index.php/Projecao1/article/view/577 Gestão do Conhecimento 127 É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão do Conhecimento 128 Exercícios – Unidade 4 1. Para que a gestão do conhecimento seja positiva para as organizações, faz- se necessário compreender os processos pelos quais será possível identificar, organizar e compartilhas em toda organização. Marque a alternativa CORRETA de processo de gestão do conhecimento nas organizações. a) Memória organizacional. Destaca a implantação dos processos organizacionais como as mídias usadas, as responsabilidades e as tecnologias adotadas, objetivando registrar, armazenar, processar, podendo assim manter disponibilizado todo o acervo dos conhecimentos. b) E-business. Implica na formalização da relação de negócios, com a utilização das inovações tecnológicas e de comunicação que permite a intermediação na relação com os clientes e fornecedores. c) Gestão de processos. Organizar os processos organizacionais com a utilização dos novos conceitos e ferramentas disponíveis na Gestão do Conhecimento. d) Comunicação empresarial. Implementar na organização infraestruturas dinâmicas e adequadas à nova realidade de informações com alta obsolescência, adotar novas tecnologias e intervir na cultura organizacional, objetivando a otimização da comunicação e do conhecimento entre os colaboradores. e) Inteligência competitiva. Importante que a organização se estruture com processos e ferramentas que a possibilitem monitorar seu mercado e a concorrência, com informações de apoio ao processo decisório. Gestão do Conhecimento 129 2. Ao analisar a Gestão do Conhecimento tanto em termos das áreas do conhecimento, que a compõem, como em relação aos níveis de percepção, que caracterizam o processo é INCORRETO afirmar> a) Que a gestão da informação envolve as áreas de tecnologia e ciência da informação, para a construção da base de conhecimento codificado. b) Que a gestão de pessoas envolve as áreas de filosofia, psicologia, sociologia e administração para alinhar as habilidades os RH aos equipamentos. c) A gestão de processos internos que é o mapeamento dos processos envolvidos nas finanças da organização. d) Aos níveis de percepção individual dos recursos humanos relacionados à produtividade pelo conhecimento, que inclui as motivações e as capacidades dos indivíduos. e) Aos níveis de percepção da estrutura organizacional que inclui os recursos humanos e as competências. 3. Entende como sendo um conjunto de técnicas e ferramentas que permite identificar, analisar e administrar, de forma estratégica e sistêmica, o ativo intelectual da empresa e seus processos associados. Esta afirmativa se refere à gestão do(a)s:: a) Competências e habilidades b) Talentos humanos c) Ativos Fixos d) Conhecimento ou ativos intangíveis e) Processos e atividades. Gestão do Conhecimento 130 4. A Economia do Conhecimento ou Knowledge Economy tem no conhecimento o principal componente de agregação da produtividade, valor e crescimento econômico. A partir dessa afirmativa, marque a alternativa que contém procedimentos da CORRETA. a) Aplica-se especificamente no processo de gestão de produção, logística, financeira. b) Aplica-se à gestão de pessoal nas empresas na escolha técnica de seus aplicativos no usuais. c) Aplica-se somente às organizações empresariais de serviços e, considera que suas bases estão fundamentadas na tecnologia e no conhecimento. d) Aplica-se nas organizações baseadas em investimento em P&D; na eficiente utilização das TICs e no quadro por profissionais preparados. e) Aplica-se somente em talentos humanos especializados nas áreas da ciência, da tecnologia e engenharia que orientam a otimização na utilização dos fatores de produção. 5. Quando o objetivo da gestão do conhecimento for transformar os conhecimentos em competências para a organização, é CORRETO afirmar. a) O tipo da competência em análise indica o grau de complexidade do conhecimento, das habilidades exigidas pelos profissionais da organização. b) Somente o conhecimento operacional e estruturado pode ser assimilado por meio da comunicação de dados, informações e/ou experiências. c) A atividades e processos organizacionais. d) A organização deverá ter controle sobre os espaços de interação para compartilhamento do conhecimento interno. e) A abordagem de processo social, interativo é uma das mais utilizadas na gestão do conhecimento organizacional. Gestão do Conhecimento 131 6. Em relação ao processo de gestão do conhecimento, marque a alternativa INCORRETA. a) Tem por objetivo dar sentido e valor à informação, transformá-la em conhecimento e depois disseminá-la na organização. b) Consiste num conjunto de processos e ações que visa colaborar com a criatividade e disseminação do conhecimento tácito e implícito na organização. c) Consiste num conjunto de processos que tem por objetivo colaborar com a criação, captura e compartilhamento do conhecimento tácito. d) Tem como objetivo a criação de ferramentas que auxiliem na disseminação dos conhecimentos tácitos e implícitos dentro desta organização e) A gestão do conhecimento não depende do processo de gestão da informação porque é produzido pelas informações e não o contrário. 7. Observe a figura abaixo sobre a Economia do Conhecimento. Gestão do Conhecimento 132 Infere-se que o conhecimento saiu do campo da análise romântica para incorporar ao processo produtivo onde a criatividade humana e a utilização correta das máquinas pelos profissionais passaram a ser o diferencial tanto para os mesmos como para as organizações empresariais. Diante do exposto marque a alternativa CORRETA. Na economia do conhecimento as organizações passaram a ter que se ocupar em converter os conhecimentos em ativos tangíveis e quantificáveis como resultado do investimento direcionado. a) Na proposta de aplicar a economia do conhecimento, deve-se utilizar o conhecimento e o talento humano nas organizações valorizam a criatividade humana na relação com os equipamentos. b) A economia do conhecimento busca constante da capacidade de criar e utilizar conhecimentos nas transformações de informações em inovações favoráveis à melhoria constante. c) Na economia doconhecimento valoriza os fatores produtivos materiais baseado em ativos tangíveis para que deles possam extrair as tecnologias que vão melhorar a utilização da capacidade humana. d) A economia do conhecimento, prepara a organização para conviver com um ambiente sem fronteira de conhecimento e com tradicionais de transações comerciais e financeiras. 8. Para as organizações especializadas em tecnologia entende que seus principais ativos são os colaborares e que eles integram ao capital intelectual. E a área de gestão de pessoas, em função disso, sabe que precisa cuidar adequadamente dos mesmos para evitar a rotatividade, o que prejudica as operações da empresa. Então, sabe-se o Capital Intelectual não se constitui apenas dos empregados, mas também de outros elementos resultantes das interações e características da empresa e estão listados em qual alternativa? Marque-a. a) Capital Humano, Capital Estrutural e Capital Relacional. b) Inovação, Capital de Aprendizado e Capital Tecnológico. Gestão do Conhecimento 133 c) Capital Financeiro, Capital Tecnológico e Capital Estrutural. d) Fornecedores, Capital Tácito e Capital Explícito. e) Clientes, Imagem da Empresa e Capital Relacional. 9. Para facilitar a visualização e compreensão da gestão do conhecimento em uma organização, podem ser destacados como seus elementos construtivos do conhecimento sua identificação, aquisição, utilização e preservação; disseminação; acessibilidade e mapeamento. Uma parte significativa da disseminação do conhecimento, nas organizações, ocorre de forma informal. Diante do exposto, explique quais podem ser as principais estratégias para a disseminação do conhecimento nas organizações. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 10. Um aspecto importante a considerar na gestão do conhecimento, é observar que determinadas inovações ou criações dependem de outras tecnologias para serem utilizadas, exigindo eficiência e otimização em seu uso para agregar valor à organização e aos demais agentes que se utilizam daquela tecnologia. Explique como a ação da Gestão do Conhecimento deve se processar nesse contexto. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento 134 Gestão do Conhecimento 135 5 Facilitar a Criação do Conhecimento Nas Empresas Gestão do Conhecimento 136 Prezado(a)s aluno(a)s Nesta unidade teremos a oportunidade de analisar como os conhecimentos são criados nas organizações empresariais. E como já visto, dos conhecimentos individuais dos colaboradores podem formar conhecimentos coletivos. Porém, para que a organização possa transformar os conhecimentos como fator de produção, será necessário adotar uma cultura em que todos, em todos os níveis e áreas estejam preparados para conviver com as mudanças, com a necessidade de aprendizagem permanente, porque os conhecimentos ingressam nas organizações de forma variadas, seja por fusão, incorporação ou por avanços nas tecnologias e comunicação dos concorrentes o9u pela evolução da ciência. Para que a organização aproveite e dissemine as informações e criações terá necessidade de adotar processo de gestão organizado e formalizado considerando as necessidades especificidades de aplicação e observar os capacitadores que orientam o processo de captação, gerenciamento e disseminação para os colaboradores que atuam diretamente nos processos e também, para toda a organização seja nas atividades, processos, ou na finalização de produtos e serviços. Na sequência dessa etapa, iremos conhecer os diversos procedimentos para identificar os ciclos do conhecimento para realidades diferentes. Alguns exemplos de autores e aplicações diferentes serão conhecidas para orientar os trabalhos nas organizações empresariais. Cada organização, processo, produto ou serviço tem suas especificidades, mas, os procedimentos de transformação da inovação e criatividades como modelo de ação têm procedimentos que se repetem, porque diante de todas as situações estarão presentes os colaboradores a necessidade de fazer de informação ou inovação benefício do conjunto da organização. Objetivos da unidade: Identificar os conhecimentos organizacionais; Compreender como organizar os processos de transformação dos conhecimentos individuais em coletivos; Gestão do Conhecimento 137 Reconhecer a necessidade de implementar uma cultura de aprendizagem permanente nas organizações; Identificar as possibilidades de incorporar conhecimento nas organizações; Conhecer e compreender como utilizar dos capacitadores para criação e uma gestão do conhecimento nas organizações; Compreender os ciclos do conhecimento para identificar e disseminar em toda organização; Aplicar as ações de cada ciclo no processo de gestão do conhecimento. Plano da unidade: Conhecimento Organizacional e a Organização da Aprendizagem. A Espiral e os Capacitadores do Conhecimento Ciclos do conhecimento Bons estudos! Gestão do Conhecimento 138 Conhecimento Organizacional e a Organização da Aprendizagem Para que as organizações possam aproveitar, criar ou disseminar conhecimento em sua estrutura de forma a torná-lo fator positivo nos processos e nos objetivos, há necessidade de difundir um ambiente de cultura voltada para a aprendizagem e com ela desenvolver as habilidades, capacidades e competências que estejam fundamentadas na aprendizagem permanente. Isso se faz necessário, como vimos até o momento, porque as inovações e informações são dinâmicas e sua obsolescência é a principal característica. Fonte:foto à esquerda por Yanalya - Freepik.com; foto à direita por Javi_indy - Freepik.com Vamos refletir! Aprendizagem organizacional: como é possível? Se dá pelo alcance de novos, múltiplos e contínuos conhecimentos de forma variável e constante sob as dinâmicas e demandas empresariais, seja de maneira direta ou indireta ou dentro ou fora de seu ambiente.. Gestão do Conhecimento 139 Como vimos durante os estudos, se analisar com cuidado, o leitor perceberá que na realidade informal dos colaboradores está a maior parte dos conhecimentos adquiridos. Isto se explica pela troca de informações, orientações e conhecimentos que se tornam tácitos(individuais) e são compartilhados no cotidiano do trabalho. O que não significa que não foram adquiridos por ação formal adotada pela organização ou pelo setor ou área de atuação. Mas isso não significa que as organizações não devam se preocupar com a aprendizagem, porque as atividades de treinamentos e de aprendizagem permanente realizadas com suas diversas especificidades e necessidades formam com conhecimento explícito que será a sinergia da evolução individual e consequentemente a coletivae em todas as áreas. Entende-se a partir daí que a aprendizagem ocorre de forma sistêmica nas organizações e na sociedade do conhecimento, a gestão de pessoas precisa colocar como prioridade o desenvolvimento da capacidade de aprender dos seus colaboradores, isto é, eles aprendem com o próprio contato com o objeto(seu trabalho) da aprendizagem e assim produz conhecimento e multiplica. Um dos principais autores da aprendizagem organizacional está Peter Senge, quando escreveu ‘A Quinta Disciplina: Arte e prática da organização que aprende’, quando identificou as cinco disciplinas que serão capazes de orientar as organizações para a implementação do aprendizado permanente baseado em visão sistêmica da organização empresarial. Importante A organização deve valorizar a troca informal de conhecimentos entre os colaboradores porque eles são os multiplicadores e dão conteúdo e formalização no processo de aprendizagem corporativa. Importante! O colaborador que tem uma visão sistêmica da organização em que atua consegue melhores resultados porque ele é capaz de identificar seu papel com clareza, e desempenha suas atividades com eficácia e eficiência, agindo assertivamente para o alcance das metas estabelecidas para si e para o negócio. Gestão do Conhecimento 140 As organizações nada mais são do que uma grande equipe trabalhando pelos mesmos objetivos e que são construídas no tempo, com erros e acertos, até chegar à sua marca. E o trabalho em equipe tornará possível a visão sistêmica e com ela ser possível disseminação do conhecimento. Então na era da informação, as organizações se tornam grandes equipes estruturadas e que aprendem a desenvolver novas habilidades e capacidades que levam a novas percepções e sensibilidades que modificam opiniões e crenças, ou seja, produz um ciclo de aprendizado profundo. Essas organizações são formadas por profissionais que expandem continuamente suas capacidades de criar diferentes resultados de acordo com as exigências de competitividade no segmento em que atuam. A manutenção dessas organizações do conhecimento, só serão possíveis quando perceberem que elas não estão isoladas das demais forças e sim estão no contexto em que atuam e que a capacidade contínua de aprender e com intensidade é a única possiblidade de manterem-se competitivas e sustentáveis. Assim, as organizações do conhecimento serão aquelas que descobrirem como direcionar os seus colaboradores para se comprometerem e queiram aprender continuamente, independentemente da função ou área em que atuam. Para que seja possível transformar em organização que tem o foco na aprendizagem contínua há necessidade de derrubar as barreiras que impedem o exercício da aprendizagem em sua estrutura e passam ter o domínio de determinadas disciplinas que são básicas. São elas. Primeira doutrina: Domínio Pessoal. É a disciplina que possibilita continuamente esclarecer e aprofundar nossa visão pessoal, concentrar nossas energias, desenvolver a paciência e ver a realidade objetivamente. É o alicerce espiritual da organização que aprende. A capacidade e o comprometimento de uma organização em aprender não podem ser maiores que seus integrantes. A disciplina do domínio pessoal começa esclarecendo aquilo que nos é realmente importante, levando-nos a viver a serviço das nossas mais altas aspirações. Segunda doutrina: Modelos mentais. Muitas modificações administrativas não podem ser postas em prática por serem conflitantes com modelos mentais tácitos e poderosos. Eles incluem ideias arraigadas e paradigmas que interferem sobre as nossas atitudes, muitas vezes sem que tenhamos consciência disso. Gestão do Conhecimento 141 Terceira doutrina: Visão Compartilhada. A empresa deve ter uma missão genuína para que as pessoas deem o melhor de si e adotem uma visão compartilhada, na qual prevaleça o compromisso e o comprometimento em lugar da aceitação. Assim, os líderes aprendem que não há como querer ditar uma visão, acreditando que ela será assimilada automaticamente. Quarta doutrina: Aprendizagem em Equipe. A unidade de aprendizagem moderna é o grupo e não o indivíduo. O diálogo facilita a aprendizagem em equipe e, quando esta produz resultados, seus integrantes crescem mais rápido e a organização também. Quinta doutrina, Pensamento Sistêmico. Esta é a quinta disciplina, a que integra todas as outras, o elo fundindo-as em um corpo coerente de teoria e prática. O pensamento sistêmico ajuda-nos a enxergar as coisas como parte de um todo, não como peças isoladas, bem como criar e mudar a sua realidade. É importante e muito desafiador para as organizações que essas 5 disciplinas se desenvolvam em conjunto e faça do pensamento sistêmico um comportamento permanente, pois ele lembra que a soma das partes forma o todo organizacional. A transformação do pensamento e das práticas na era do conhecimento nas organizações direciona-as para uma mudança de comportamento e mentalidade que são necessárias para alcançar a vantagem competitiva. É necessário praticar a metanoia nas organizações? Gestão do Conhecimento 142 Somente assim que estará expandindo sua capacidade para criar seu presente, enfrentar os desafios futuros e reconstruir-se sempre que se fizer necessário e para isso serão necessários colaboradores que estejam dispostos a viver na instabilidade em função da competitividade e ter uma estrutura que faça da gestão do conhecimento a ação gerencial do cotidiano. A esta altura o leitor pode estar perguntando, o como viabilizar a aprendizagem nas organizações. Então vamos relacionar: Experiências do Profissional - A partir das experiências positivas e negativas, o profissional pode compreender seus erros e acertos, balizar melhor suas próximas ações e criar estratégias para evitar que estes erros persistam no futuro. Aprendizagem Cultural - Aprendida através da cultura organizacional, da missão e dos valores seguidos pela empresa. Aprendizagem com o Líder - Realizada através das lideranças, de seus exemplos e conhecimentos compartilhados com os seus liderados. Aprendizagem Prática/Ativa - Aquisição de conhecimentos através da prática efetiva das tarefas e do seu desenvolvimento contínuo. Aprendizagem Sistêmica - Entendimento ampliado de toda empresa e seus processos para desta maneira oferecer soluções não apenas para o departamento envolvido, mas para a organização como um todo. Compartilhamento de Informações - Quanto melhor forem distribuídas as informações, maiores serão os conhecimentos sobre os processos internos da empresa o que tornará mais assertiva as ações. Benchmarking - Observar outras empresas e buscar suas boas práticas aplicadas para aplicar em sua organização. Vamos refletir! Metanoia é uma palavra de origem grega que significa mudança essencial de pensamento ou de caráter. É uma transformação mental e espiritual. Gestão do Conhecimento 143 Por estes elementos a aprendizagem organizacional será possível de acontecer porque a oxigenação originada deles possibilita que os profissionais consigam desenvolver-se efetivamente e contribuir com os demais. Para isso, a gestão destes recursos é essencial para que as informações não se percam e este capital riquíssimo de conhecimentos possa ser utilizado de maneira assertiva e adequada às necessidades dos profissionais, líderes e é claro, de toda organização empresarial. Após compreendermos que a capacidade de aprendizagem da organização é fator de fundamental importância na Gestão do Conhecimento, vamos analisar como a espiral dos conhecimentos e os capacitadores alinhama cultura de gestão do conhecimento na organização. A Espiral e os Capacitadores do Conhecimento O ambiente criativo sem fronteira e sem limite de mudanças, desafia constantemente as organizações para se readaptarem às novas realidades produtivas e de gestão e continuarem competitivas. Desafia também, os seres humanos, tanto em suas relações pessoais como profissionais. Então, percebe-se que inovação e criatividade passam a ser os termos chaves do ambiente empresarial e pessoal. A busca constante de diferenciação entre os concorrentes e o foco em melhorias constantes de seus produtos e serviços oferecidos aos seus clientes e nos processos de gestão são as ações constantes para alcançar a eficácia na estrutura organizacional. No que concerne aos processos verifica-se uma constante melhoria em todos os segmentos: financeiro, marcas e patentes, custos etc. Mas, para que essas melhorias sejam bem sucedidas, há necessidade de incluir o processo que otimize o armazenamento e disseminação das informações relacionadas a essas implementações de melhorias e assim retornemos ao princípio da gestão do conhecimento como fator integrado ao processo produtivo como parâmetro para toda informação se transforme em conhecimento na organização. Gestão do Conhecimento 144 As informações circulam e ficam disponíveis para acesso de todas as organizações e indivíduos por todos os lados. E antes de selecionar, registrar e disseminar internamente, é importante identificar as formas da geração do conhecimento. E segundo (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 56), à medida que interagem com seus ambientes, as organizações absorvem informações, transformam-nas em conhecimento e agem com base numa combinação desse conhecimento com suas experiências, valores e regras internas. E consideram que existem cinco formas de uma organização gerar conhecimento e ser beneficiado por ele. Aquisição. Por este meio uma organização compra uma outra e assim de forma direta e eficaz adquire os mais variados conhecimentos para incorporar à sua estrutura. Outra forma é contratar profissionais especializados para seus quadros, ou adquirir serviços de consultoria que possam modificar, ampliar ou implantar inovações que serão incorporadas à organização. Recursos dirigidos: Criar unidades ou grupos, a exemplo de departamentos de pesquisa e desenvolvimento, com a finalidade de produzir conhecimento novo e novas maneiras de se fazer as coisas é uma forma costumeira de se gerar conhecimento nas organizações. Bibliotecas corporativas também são meios utilizados na expectativa de que seja fornecido conhecimento novo para a organização. Fusão: a geração de conhecimento por meio da fusão implica em complexidade e conflitos para se criar sinergia, uma vez que reúne pessoas com diferentes perspectivas para se trabalhar em um problema ou projeto, obrigando-as a chegar a uma resposta conjunta. Segundo Davenport e Prusak (1998), a inovação ocorre nas fronteiras entre as mentes e não dentro do território provinciano de uma só base de habilidades e conhecimento. Ao se trabalhar em projeto ou problema por meio de um grupo composto por pessoas com diferentes perspectivas, estas diferenças impedem que o grupo caia em soluções rotineiras para os problemas. Gestão do Conhecimento 145 Adaptação: as crises, no meio ambiente das organizações, atuam como catalisadores da geração do conhecimento. Às vezes, estas crises forçam as organizações a decidir entre adaptação ou morte. E, ao optarem por se adaptar, estas organizações evoluem. Redes do conhecimento (comunidades de prática): Segundo os autores, o conhecimento organizacional também é gerado pelas redes informais e auto-organizadas. Comunidades de possuidores de conhecimento se unem motivos por interesses comuns, interagindo por meio de contatos pessoais, redes sociais e grupos de e-mail para compartilhar conhecimento e resolver problemas em conjunto. Quando redes desse tipo partilham conhecimento comum suficiente para se comunicar e cooperar, a continuidade de seu contato costuma gerar conhecimento novo dentro da organização. Não basta a empresa identificar e levar os conhecimentos para a organização, mas é importante que sejam processados e disseminados, conforme apresentado pela Espiral do Conhecimento de NONAKA & TAKEUCHI(1997, p. 110) apresentado em unidades anteriores, mas, sintetizado em quatro passos. Socialização (tácito para tácito): Refere-se ao compartilhamento do conhecimento tácito, por meio da observação, imitação ou prática. Externalização (tácito para explícito): Ocorre a conversão do conhecimento tácito em explícito e sua comunicação ao grupo por meio da escrita, fala ou desenho. Combinação (explícito para explícito): Caracteriza-se pela padronização do conhecimento, chama-se combinação por juntar dois tipos de conhecimentos explícitos, tais quais um manual, um guia de trabalho, uma publicação, um livro etc. Internalização (explícito para tácito). Ocorre quando os novos conhecimentos explícitos são compartilhados na organização, desta forma, outras pessoas começam a internalizá-los e o utilizam para incrementar, estender, assimilar e reorganizar seu próprio conhecimento tácito. Gestão do Conhecimento 146 Complementando o ensinamento dos autores, Von Krogh et al. (2001, p. 67) inclui que existem outros fatores importantes para a criação do conhecimento organizacional e que são preponderantes na manutenção da vantagem competitiva sustentável. Para eles, a gestão do conhecimento deve ser baseada na aplicação de processos de criação contínuos, através dos quais os novos conhecimentos criados irão compor a base de obtenção de novas vantagens. Sabe-se que a eficiente gestão de pessoas é o caminho para os conhecimentos possam ser incorporados nas organizações para construir um ambiente competitivo. E daí surgem os capacitadores do conhecimento, que serão apresentados a seguir. Os Capacitadores do Conhecimento. Quem são eles? Para que a Gestão do Conhecimento tenha eficácia na organização, é necessário desenvolver a capacitação para que os mesmos sejam integrados e disseminados. E o modelo proposto por Von Krogh et al. (ibid id), fornece conceitos que possibilitam a criação e a utilização do conhecimento nas organizações e assim obter vantagem competitiva necessária. Fornece também, abordagens práticas ou orientações pragmáticas para torna eficaz a criação do conhecimento. Ainda, “[...] ressaltam que a criação do contexto capacitante é ‘condição fundamental para que o processo aconteça e o conhecimento seja gerado” (Von Krogh et al., 2001, p. 16). A partir daí, apresenta as ‘cinco fases da criação do conhecimento’ e assim preparar a organização para avançar nas vantagens competitivas, conforme SILVA e MAFRA(2016, p. 5). São elas: a) Compartilhamento do conhecimento tácito. É o processo que tem por objetivo disseminar conhecimentos por meio da socialização, estimulando a participação e o compromisso dos colaboradores nos grupos, objetivando a construção de um relacionamento saudável e obtendo o benefício para organização pelos insights de cada membro dos grupos. b) Criação de conceitos. Ocorre quando o conhecimento tácito (individual) torna-se explícito (externalizado). É um processo criativo que utiliza de uma metodologia adequada em linguagem intermediária, associando a ludicidade que Gestão do Conhecimento 147 possa ser compreendida com clareza para elucidar, criar conhecimento a partir de informações que são ainda abstratas para colaborador. Assim, será possível captar as variações tácitasdo conhecimento, que será identificável pelos membros do grupo que o criou. c) Justificação de conceitos. É um processo de apresentação e julgamento do conceito a partir de diálogo aberto e críticas construtivas, cabendo sua reformulação e reapresentação da forma mais adequada, caso necessário. Assim, a organização e seus colaboradores fazem uma avaliação do conceito criado e desenvolvido internamente. d) Construção de protótipos. O protótipo é a forma tangível do conceito, materializado em um objeto ou uma oferta de serviço inicial, combinado com outros conceitos, produtos, componentes e procedimentos já existentes com o novo conceito. e) Nivelação do conhecimento. É o resultado final das quatro fases anteriores, podendo resultar em inovação de produto ou serviço ou em conhecimento bruto. Mesmo que o processo não crie uma ideia viável, ele gera benefícios para a organização, como nivelamento e materialização de conhecimentos, por meio do protótipo, que atua também como inspiração para novos processos de criação de conhecimentos. Sabe-se que a eficiente gestão de pessoas é o caminho para que os conhecimentos possam ser incorporados nas organizações para construir um ambiente competitivo. E daí surge a importância do desenvolvimento do contexto capacitante para a disseminação do conhecimento mediante cinco capacitadores do conhecimento que será apresentado a seguir. Capacitador 1 - Instilar a visão do conhecimento. Relaciona-se com a capacidade da organização em estimular a formação de microunidades para disseminação do conhecimento por todas as áreas, objetivando o nivelamento e criação de novos conhecimentos, além de possibilitar a liberação do conhecimento tácito de seus colaboradores e gerar uma visão fundamentada do conhecimento baseada nos objetivos de negócios da organização. Gestão do Conhecimento 148 Nesta fase da criação dos capacitadores e dos conhecimentos, tem-se: criação de conceitos; justificação de conceitos; construção de protótipos e nivelação do conhecimento. Capacitador 2. Gerenciar as conversas. Relaciona-se com as ações gerenciais no sentido de estimular e criar as condições para que os colaboradores possam expor suas ideias e participar do processo de criação de novos conhecimentos. Nesta fase ocorrerá o compartilhamento do conhecimento tácito; da criação de conceitos; da justificação dos conceitos; da construção de protótipos e da nivelação do conhecimento. Capacitador 3. Mobilizar os ativistas do conhecimento. Tem por objetivo capacitar e criar lideranças e pessoas que sejam os catalizadores do conhecimento e que irão formar, coordenar e estimular as equipes multidisciplinares envolvidas nas várias fases do processo de criação do conhecimento. Nesta fase, ocorrerá a criação dos conceitos; a justificação dos conceitos; a construção de protótipos e a nivelação do conhecimento. Capacitador 4. Criar contexto adequado. Deve-se criar um ambiente favorável à criação do conhecimento, onde a solicitude e a humanização da equipe sejam as primeiras providências para construir um ambiente positivo de criação e inovação. O contexto capacitante é o fator que estimula a criação do conhecimento, também conhecido como “ba”, ou seja o lugar, que se refere ao contexto certo(PROBST, RAUB e ROMHART, 2002, P. 78). Nesta fase tem-se o compartilhamento do conhecimento tácito; a criação de conceitos; a justificação dos conceitos; a construção de protótipos e nivelação do conhecimento. Capacitador 5. Globalizar o conhecimento local. Tem por objetivo divulgar e disseminar o conhecimento local ou das microunidades em toda a organização para obtenção do nivelamento em todas as áreas e estrutura organizacional. Para que seja alcançado esse objetivo necessário quebrar as barreiras físicas, culturais, O que é “ba”? O ba é caracterizado pela rede, presencial ou virtual, de interações entre as pessoas unificando os espaços mentais dos envolvidos da criação de conhecimento. Gestão do Conhecimento 149 organizacionais e gerenciais que podem comprometer a eficácia da disseminação do conhecimento adequado à organização. Nesta fase tem-se a ‘nivelação do conhecimento’ em toda organização e de sua transformação em valor agregado para a organização. Ciclos do conhecimento Ao admitir que o conhecimento é fator de produção de riquezas mais importante na era da informação ou do conhecimento, infere-se que as organizações que não desenvolverem processos e não souberem aplicar com eficácia de forma extensiva a todos os colaboradores e funções estarão condenadas a participar dos negócios desprovidas de capacidade competitiva. Além de Nonaka e Takeuchi que a partir de 1995, se debruçaram sobre o tema Gestão do Conhecimento e propuseram modelo explicativo sobre a forma de criação, da disseminação, de seu enriquecimento nos processos, nas rotinas e na organização como um todo, outros autores se preocuparam em propor modelos que explicam os ciclos do conhecimento. Mesmo havendo diferenças e particularidades ente eles, são fundamentados para formar um arcabouço, teórico e prático da gestão do conhecimento. A Gestão do Conhecimento se caracteriza pela valorização dos conhecimentos que são estratégicos para a organização ao incorporá-los aos processos para otimizar os seus objetivos. Por isso é um processo cíclico que consiste na aquisição, no estabelecimento, na disseminação, no desenvolvimento e na aplicação do conhecimento em todas as áreas e segmentos da organização. Importante ! www.revistaiberoamericana.org/ojs/index.php/ibero/article/download/2323/pdf Gestão do Conhecimento 150 Apresentado pelos mesmos autores, DÁVILA CALLE et al. 2013(apud DOROW; CALLE; RADOS(2015, p. 43-64), em estudos realizados em dois núcleos de Santa Catarina-Brasil sobre os ciclos da gestão do conhecimento e chegaram a conclusão que em sete ciclos há a consumação de que os elementos alcançados são relevantes na gestão do conhecimento para atingir aos objetivos organizacionais. São eles: O ciclo de Meyer e Zack(1996). Apresenta uma necessidade de renovação permanente para evitar a obsolescência e é composto das seguintes etapas. a) Aquisição de dados e informações. Os dados e as informações devem conter a qualidade necessária e estar alinhada como os objetivos organizacionais para produzir conhecimentos. b) Refinamento. Esse ciclo é a principal fonte de valor agregado e pode ser físico ou lógico e se caracteriza pela análise, organização, padronização. c) Armazenagem. Relaciona-se com as armazenar as informações, que podem ser físicas ou lógicas (sistemas de bases de dados). d) Distribuição. Descreve a forma como a informação é fornecida ao usuário. d) Apresentação. Refere-se à forma de apresentação tais como a forma de identificação da propriedade, regras de atribuição, confidencialidade ou outras. Fonte: Baseado em Meyer e Zack (1996). Para melhor detalhamento, você poderá consultar: http://www.revistaespacios.com/a1 5v36n12/15361213.html Gestão do Conhecimento 151 O ciclo de Bukowitz e Williams (2002). Nesse modelo, os autores esclarecem que as organizações, mantêm e distribuem um estoque de conhecimento com o objetivo de criar valor. O conhecimento é constituído por repositórios de conhecimento, relacionamentos, tecnologias de informação, infraestruturas de comunicação, conjuntos de habilidades, processos de know-how, capacidade de relação com ambiente, inteligência organizacional e fontes externas. Fonte: Baseado em Bukowitz e Williams (2002). Para os autores, o ciclo de Gestãodo Conhecimento está estruturado em dois tipos de processos simultâneos. Pela utilização de conhecimento no cotidiano das atividades para responder às demandas ou às oportunidades de mercado; e, De mais longo prazo, se refere à combinação do intelectual com as exigências estratégicas. Assim, quando a interação entre a aprendizagem individual e de grupo se tornam institucionalizadas, possibilita a concepção da aprendizagem organizacional e consequentemente o conhecimento incorpora-se nos repositórios não humanos da organização como as rotinas, os sistemas, as estruturas, a cultura e as estratégias e se consubstanciando em valor agregado para a empresa. O Processo do Conhecimento de Bukowitz e Williams é estruturado com dois "lados": o "lado" tático e o "lado" estratégico. Os processos do "lado" tático são: obtenha; utilize; aprenda; e contribua. Gestão do Conhecimento 152 Por outro lado, a parte estratégica da estruturação do processo tem por objetivo alinhar a estratégia de conhecimento da organização com a estratégia geral de negócios. São eles: avalie; construa e mantenha; descarte. O ciclo de Mcelroy(1999). É constituído pelos processos de produção e integração do conhecimento, com uma série de ciclos de feedback para a memória organizacional, crenças e reivindicações e o ambiente de processamento de negócios. Fonte: Baseado em McElroy (2003). Esse ciclo surgiu em contribuição à abordagem de Gestão do Conhecimento, desenvolvida e aperfeiçoada por FIRESTONE e MCELROY (2003), consultores e sócios fundadores do Consórcio Internacional de GC, com base no trabalho inicial de McELROY (1999). E tinha por objetivo responder às questões atuais, até então não atendidas, e nas perspectivas futuras da Gestão do Conhecimento que estavam paralisadas. Assim o autor afirma que o ciclo de Gestão do Conhecimento está composto dos processos de produção de conhecimento e integração do conhecimento, os quais têm uma serie de feedbacks com a memória organizacional, crenças e requerimentos e o ambiente de processamento do negócio. Gestão do Conhecimento 153 Entende que na produção do conhecimento, os processos chaves são: aprendizagem individual e grupal, formulação de requerimentos de conhecimento, aquisição de informação, requerimentos de conhecimento codificado, e avaliação de conhecimentos requeridos. Mas, não significa que a aplicação de todos os conhecimentos irão produzir resultados positivos para os objetivos da organização e assim terá a oportunidade de definir quais conhecimentos serão integrados aos processos organizacionais. De forma complementar, pela integração do conhecimento, a organização introduz das variadas formas e metodologias, o novo conhecimento no seu ambiente operativo e retira o antigo que já não é necessário. Portanto, um dos pontos mais importantes do ciclo de McElroy é a importância dada à avaliação do novo conhecimento produzido, bem como o feedback entre atividades de Gestão do Conhecimento, verificando se o conhecimento é ou não relevante para a base de conhecimento, distinguindo-se de uma simples gestão documental e firmando-se como uma verdadeira Gestão do Conheci9mento. O ciclo de WIIG(1993). O autor entende que as organizações obterão sucessos quando estiverem beneficiadas do maior grau de conhecimento possível para realizar com mais eficácia seus processos e atingir seus objetivos e propõe um ciclo de Gestão do Conhecimento com quatro fases, as quais podem ser paralelas ou sequenciais. São elas: a) Construir o conhecimento. b) Reter o conhecimento. c) Distribuir o conhecimento. d) Aplicar o conhecimento. Gestão do Conhecimento 154 Fonte: Baseado em Wiig (1993). A primeira fase consiste num conjunto de cinco atividades. São elas. Obtenção ou criação do conhecimento, que ocorre por meio de projetos, experimentação, raciocínio e contratação de novas pessoas, observação do mundo real como visitas in loco etc. Análise do conhecimento que se refere à capacidade de ouvir uma explicação, selecionar temas e selecionar conceitos para uma análise mais aprofundada. Síntese ou reconstrução que se refere à generalização do material analisado, para obter princípios mais amplos, gerando hipóteses para explicar observações. Gestão do Conhecimento 155 Codificação e modelagem do conhecimento que é a forma como se representa o conhecimento em nossas mentes (modelos mentais). Organização do conhecimento que é como montamos o conhecimento em um modelo coerente, documentado em livros e manuais para sua futura codificação em um repositório. Esta fase tem como ferramentas a aprendizagem com experiência pessoal, com educação formal e treinamento, uso de fontes de inteligência, e com os meios de comunicação, livros e colegas de trabalho (pares). A segunda fase é o armazenamento do conhecimento e ele pode estar como tácito nos indivíduos ou em um banco de dados. Visa garantir a recuperação rápida, fácil e correta do conhecimento, por meio de utilização de sistemas de armazenagem efetivos. Quanto mais se formalizar o conhecimento, mais eficaz será o processo de organização e armazenagem e pode estar em banco de dados com imagens, textos, documentos, dados, casos, normas, procedimentos e modelos. A terceira fase é o intercâmbio do conhecimento. Em geral muitas organizações demonstram que muitas informações e conhecimentos permanecem restritos a um grupo pequeno de indivíduos e não disponíveis para os usuários no momento de sua necessidade. O uso de tecnologia adequada é fundamental para eliminar essas dificuldades e promover o compartilhamento na escala necessária à estrutura organizacional. A quarta fase é a aplicação do conhecimento de acordo com a necessidade e com os diversos contextos e assim transformá-los em fator de produção e obter melhoria de desempenho; promover o lançamento de novos produtos; conquista de novos mercados. Outro aspecto importante é a realização de registro das lições aprendidas com a utilização do conhecimento, os ganhos obtidos e os desafios a serem ainda vencidos. Em complemento às quatro fases, o autor apresenta as três condições para uma organização conduzir seus negócios com sucesso. Primeira condição. Ela deve ter um negócio (produtos, serviços e clientes). Segunda condição. Deve possuir recursos (pessoas, capital e instalações). Gestão do Conhecimento 156 Terceira condição. Ela deve ter a capacidade de agir. Essa última condição é enfatizada em seu ciclo(KIMIZ, 2005). Uma grande vantagem da abordagem desse ciclo é a clara e detalhada descrição de como a memória organizacional é colocada em uso, a fim de gerar valor para os indivíduos e grupos e da própria organização. A variedade de formas em que o conhecimento pode ser aplicado e utilizado estão ligados à tomada de decisão sequencial e às características individuais. Esse ciclo também enfatiza o papel do conhecimento e da habilidade, o uso comercial do conhecimento, as restrições que podem evitar que o conhecimento seja plenamente utilizado, as oportunidades e alternativas, a gestão desse conhecimento, e o valor agregado esperado para a organização. O ciclo “The European KM Framework”. Desenvolvido pela Comissão Europeia de Normalização (CEN, 2004) com o intuito de promover um entendimento comum nesse espaço sobre os conceitos de Gestão do Conhecimento, o framework apresenta um ciclo de Gestão do Conhecimento composto por 5 atividades: identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar e se baseia em um enfoque que busca facilitar implantações bem-sucedidas.Dessa forma, o framework da CEN (2004) considera três elementos como os mais importantes na Gestão do Conhecimento. O foco do negócio: deve ser o centro de qualquer iniciativa de GC e representa o valor agregado na organização. Inclui desenvolvimento da estratégia, inovação em produtos e serviços, vendas e atendimento ao cliente, entre outros. Um ciclo de Gestão do Conhecimento composto por 5 atividades identificadas como as mais amplamente utilizadas por organizações europeias: Identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar. As 5 atividades são tipicamente aplicadas para suportar processos de negócio mais amplos, e devem ser suportadas pelos métodos e ferramentas de Gestão do Conhecimento mais adequadas. Os facilitadores (das atividades de GC acima apresentadas) constituem a terceira capa, e estão compostos por duas grandes categorias: competências individuais e competências organizacionais. Gestão do Conhecimento 157 Então, o ciclo de Gestão do Conhecimento apresentado por CEN (2004) está baseado em estudos empíricos e análises de mais de 150 frameworks no mundo. Esta experiência tem demostrado que as seguintes áreas são, na maioria dos casos, as mais importantes a serem atendidas pela organização: Descrever como é que o conhecimento é utilizado, Sensibilizar sobre as atividades de gestão necessárias, Reduzir complexidade, e Desenhar uma solução de GC. Assim, as atividades para identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar conhecimento descritas pelo CEN (2004) precisam estar alinhadas e integradas com os processos organizacionais e com as tarefas diárias da organização. Da mesma forma, estas atividades devem ser cuidadosamente balanceadas de forma coerente com os processos de negócio, evitando sobrecarga ou foco em processos / atividades de forma isolada. O ciclo de Liyanage. LIYANAGE et al (2009) apresenta no seu estudo sobre comunicação e transferência de conhecimento, um ciclo de Gestão do Conhecimento composto de 5 atividades: Determinar valor do conhecimento, o qual consiste em identificar o conhecimento apropriado e/ou de maior valor. Adquirir conhecimento, definido como a capacidade da organização para identificar e se apropriar de conhecimento crítico para sua operação. É um processo complexo que precisa de um comprometimento e atitude dos envolvidos: emissor e receptor. Transformar conhecimento, atividade no qual o conhecimento adquirido é convertido para que possa ser útil para o receptor, o qual precisa ter uma base suficientemente heterogênea para criar novos conhecimentos, ao mesmo tempo em que desenvolve o conhecimento existente já na organização. Associar conhecimento, no qual o conhecimento transferido é associado às necessidades e capacidades da organização, a fim de reconhecer o Gestão do Conhecimento 158 potencial benefício do novo conhecimento. Só depois disso, o conhecimento "útil" pode ser aplicável na organização. Aplicar conhecimento, atividade que consiste na aplicação do conhecimento "útil", e que representa a etapa mais importante na ótica de Liyanage et al (2009), em concordância com Cen (2004), pois só nesta etapa é melhorado o desempenho da organização, ou seja, nesta acontece a criação de valor. Nesta fase, os conhecimentos envolvidos são utilizados para resolver os problemas em questão, tendo como fatores críticos de sucesso a comunicação e a colaboração. Embora este modelo apresente muitas similaridades com modelos anteriormente descritos, a diferencia fundamental é que Liyanage et al (2009) explicita e diferencia a "associação do conhecimento" como uma das suas atividades do seu ciclo que envolve as necessidades do negócio, o qual permite visualizar mais claramente a relação/interação dessas necessidades com a Gestão do Conhecimento. Ciclo “The Assian Productivity Organization KM Framework”. Em 2010, a Assian Productivity Organization apresentou o APO KM Framework (APO, 2010), o qual objetiva o entendimento da visão, missão, objetivos de negócio e direções estratégicas para Gestão do Conhecimento dentro de uma organização. Apoia à organização na identificação e análise de competências e capacidades chave que devem ser desenvolvidas. Gestão do Conhecimento 159 A figura abaixo apresenta o Framework e os seus elementos. Pessoas, processos, tecnologia e liderança são os quatro aceleradores. A organização deve entender em qual medida estes aceleradores predominam nela e como eles podem contribuir com uma implantação de GC bem-sucedida. Em concordância com Cen (2004), também são apresentados pela Apo (2010) cinco processos chave de conhecimento, os quais são: Identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar. Esses processos são suportados pelos aceleradores de Gestão do Conhecimento e proporcionam uma avaliação inicial de práticas existentes e outras que podem ser implantadas. A efetividade desses processos é mensurada utilizando os resultados de GC. Gestão do Conhecimento 160 Na ótica de Apo (2010), os resultados de uma Gestão do Conhecimento bem- sucedida podem ser de dois tipos: 1.Resultados de negócio: quando demostram-se melhorias na qualidade dos bens e serviços, produtividade, rentabilidade e crescimento. 2.Resultados de inovação e aprendizagem: quando existem melhorias de aprendizagem e inovação que, ao mesmo tempo, permitem desenvolver as capacidades no nível individual, de equipe e organizacional. A caracterização dos resultados de inovação e aprendizagem, além dos resultados de negócio, é a principal contribuição do Framework da APO no presente estudo, pois demostra-se que a geração de valor a partir de processos de GC pode acontecer nessas duas dimensões. À esta altura dos estudos você deve estar percebendo que traçamos o caminho para um programa de implantação da Gestão do Conhecimento. Então vamos lá. Nesta unidade e caminhando para os estudos da implantação de um programa de Gestão do Conhecimento nas organizações empresariais com objetivo de fazer dos conhecimentos tácito e explícitos em fatores que geram valores para os negócios, percebemos que um dos pontos principais é implantação da cultura de aprendizagem nas organizações. Fazer delas uma universidade Leitura Complementar SENGE, M. PETER. A Quinta Disciplina: Arte e prática da organização que aprende. 26ª Edição. Rio de Janeiro: Best Seller, 2010. BRAGA, Carlos Ronan de Alvim; VASCONCELOS, Maria Celeste Reis Lobo; NEVES, Jorge Tadeu de Ramos. Os capacitadores do conhecimento e suas contribuições para a criação do conhecimento numa organização do terceiro setor: estudo de caso da Junior Achievement de Minas Gerais. In: Anais do II SINGEP e I S2IS – São Paulo, 07 e 08 de novembro de 2013. Disponível em: http://repositorio.uninove.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/408/513-925- 1-RV%20-%20os%20capacitadores%20do%20conhecimento.pdf?sequence=1 Acesso em: 12 de setembro de 2017, às 14h40. Gestão do Conhecimento 161 corporativa, onde o aprendizado é uma constante bem como a observação da obsolescência das inovações transformadas em realidade ativa nas organizações. E essa cultura deverá orientar todos colaboradores, áreas e processos para aproveitamento dos conhecimentos individuais e transformá-los em coletivos pela socialização e estruturação. A partir da socialização dos conhecimentos, outros aspectos precisam ser observados, pois eles se transformarão em fator de orientação das atividades e processos, dos produtos e serviços mediante a formalização das ações que o tornam objeto de gestão na organização a partir da observação dos capacitadoresdo conhecimento. Outro aspecto que pudemos avaliar é um método de identificação e reconhecimento dos ciclos do conhecimento e as ações que possibilitam sua integração na gestão da empresa. Bons estudos e vamos para a próxima unidade. É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão do Conhecimento 162 Exercícios – Unidade 5 1. E segundo (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 56), “à medida que interagem com seus ambientes, as organizações absorvem informações, transformam-nas em conhecimento e agem com base numa combinação desse conhecimento com suas experiências, valores e regras internas”. E consideram que existem cinco formas de uma organização gerar conhecimento e ser beneficiado por ele. Marque a alternativa CORRETA. a) Fusão. Por este meio uma organização compra outra e assim de forma direta e eficaz adquire os mais variados conhecimentos para incorporar à sua estrutura. b) Redes do conhecimento: Criar unidades ou grupos, a exemplo de departamentos de pesquisa e desenvolvimento, com a finalidade de produzir conhecimento novo e novas maneiras de se fazer as coisas é uma forma costumeira de se gerar conhecimento nas organizações. c) Aquisição: a geração de conhecimento por meio da fusão implica em complexidade e conflitos para se criar sinergia, uma vez que reúne pessoas com diferentes perspectivas para se trabalhar em um problema ou projeto, obrigando-as a chegar a uma resposta conjunta. d) Adaptação: as crises, no meio ambiente das organizações, atuam como catalisadores da geração do conhecimento. Às vezes, estas crises forçam as organizações a decidir entre adaptação ou morte. E, ao optarem por se adaptar, estas organizações evoluem. e) Recursos dirigidos: Segundo os autores, o conhecimento organizacional também é gerado pelas redes informais e auto-organizadas. Comunidades de possuidores de conhecimento se unem motivos por interesses comuns, interagindo por meio de contatos pessoais, redes sociais e grupos de e-mail para compartilhar conhecimento e resolver problemas em conjunto. Gestão do Conhecimento 163 2. Na busca de construir uma Gestão do Conhecimento, uma empresa pratica Brainstorming aberto para resolver problemas de elevada complexidade. Segundo Nonaka e Takeuchi (1997, p. 69), essa prática é um exemplo de: a) Internalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento tácito. b) Externalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento explícito. c) Socialização, pois converte conhecimento tácito em conhecimento tácito. d) Combinação, que é um processo de sistematização de conceitos em um sistema de conhecimento. e) Conceituação, que converte o conhecimento explícito em conhecimento tácito. 3. As alternativas listadas demonstram como aprendizagem nas organizações podem acontecer, EXCETO uma. Marque-a. a) Pelas Experiências do Profissional. A partir das experiências positivas e negativas, o profissional pode compreender seus erros e acertos, balizar melhor suas próximas ações e criar estratégias para evitar que estes erros persistam no futuro. b) Pela Aprendizagem Cultural. Aprendida através da cultura organizacional, da missão e dos valores seguidos pela empresa. c) Pela Aprendizagem com o Líder. Realizada através das lideranças, de seus exemplos e conhecimentos compartilhados com os seus liderados. d) Pela Aprendizagem Prática/Ativa. Aquisição de conhecimentos através da prática efetiva das tarefas e do seu desenvolvimento contínuo. e) Pela Aprendizagem Sistêmica. Entendimento ampliado de que toda empresa deverá usar a tecnologia da informação em seus processos para desta maneira oferecer soluções para o departamento envolvido. Gestão do Conhecimento 164 4. Analise as afirmativas abaixo e a seguir selecione a opção correta. I. Na criação do conhecimento, a conversão do conhecimento que traduz em internalização pelos colaboradores ocorre quando o aprendizado e a aquisição se apresenta em sua prática; II. A criação do conhecimento organizacional pode ser entendida como um processo que traduz o conhecimento criado pelos indivíduos e o formaliza como parte da rede de conhecimentos da organização. III. Um dos desafios imputados pela globalização entre as organizações que a gestão do conhecimento, principalmente a conversão do conhecimento, deve ocorrer simultaneamente. a) Somente II está correta. b) Somente I e II estão corretas são complementares. c) Somente I e III estão corretas são complementares. d) Somente II e III estão corretas. e) Somente a I e II estão corretas. 5. Uma espiral do conhecimento pode ser ampliada a partir da transferência do conhecimento do nível individual para o de grupos e equipes, e desse para o nível da organização. A cada estágio desse processo de transferência, uma combinação diferente das entidades de criação do conhecimento se faz pertinente. Acerca do assunto, pode-se afirmar que: a) A sistematização e a aplicação do conhecimento explícito e de informações constituem vias pelas quais o conhecimento é transferido dos indivíduos para os grupos e equipes de trabalho. b) O compartilhamento e a criação de conhecimento tácito a partir da experiência direta representa o modo como o conhecimento flui de indivíduos para indivíduos. c) A transferência de conhecimentos dos indivíduos para a organização pode ser exemplificada a partir da elaboração de manuais de processos e procedimentos de trabalho. Gestão do Conhecimento 165 d) A transferência de conhecimentos dos indivíduos para a organização pode ser exemplificada a partir da elaboração de manuais de processos e procedimentos de trabalho. e) A aprendizagem e a aquisição de novos conhecimentos tácitos a partir da vivência de práticas promove a transferência do conhecimento dos grupos e equipes de trabalho para a organização. 6. Com relação aos aspectos relacionados à gestão do conhecimento, assinale a alternativa correta. a) O conhecimento explícito é altamente pessoal, subjetivo, informal e experimental. b) As organizações são as grandes interessadas em obter vantagem competitiva, logo não existem barreiras organizacionais à criação do conhecimento, e sim individuais. c) O capital intelectual representa o inventário de conhecimentos gerados pela organização, e que não podem ser expressos como tecnologia. d) Quando o conhecimento deixa de evoluir, transforma-se em uma opinião ou dogma. e) Os administradores precisam controlar a criação do conhecimento, o que se chama promoção do conhecimento, ou seja, o conjunto geral de atividades organizacionais que afetam positivamente o controle do conhecimento em seus cinco subprocessos. 7. O ciclo do conhecimento de Wiig, afirma que as organizações obterão sucessos quando estiverem beneficiadas do maior grau de conhecimento possível para realizar com mais eficácia seus processos e atingir seus objetivos, e, propõe um ciclo de Gestão do Conhecimento com quatro fases, as quais podem ser paralelas ou sequenciais. Das alternativas a seguir, uma está INCORRETA. Marque-a. a) Construir o conhecimento. b) Formalizar o conhecimento. Gestão do Conhecimento 166 c) Reter o conhecimento. d) Distribuir o conhecimento. e) Aplicar o conhecimento. 8. Grupo de colaboradores que são ligados de forma informal pelo conhecimento especializado e compartilhado livremente na busca de novas abordagens e melhorias sobre o assunto e tendo como foco atingiros objetivos traçados pela organização empresarial. Esta abordagem refere-se: a) À gestão do conhecimento. b) Ao capital humano na organização. c) Ao conjunto de experiência. d) Ao capital intangível. e) À consultoria do conhecimento. 9. Entre os estudos para orientar a criação do conhecimento nas organizações, Liyanage apresentou seu estudo sobre comunicação e transferência de conhecimento, um ciclo de Gestão do Conhecimento composto de 5 atividades. Quais são elas? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 10. Sabe-se que a eficiente gestão de pessoas é o caminho para que os conhecimentos possam ser incorporados nas organizações para construir um ambiente competitivo. E daí surge a importância do desenvolvimento do contexto o capacitante para a disseminação do conhecimento mediante cinco capacitadores do conhecimento. Demonstre-os e explique sua funcionalidade na gestão da criação dos conhecimentos. _____________________________________________________________________ __________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento 167 6 Roteiro de Implantação da Gestão do Conhecimento nas Organizações Gestão do Conhecimento 168 Prezado(a)s aluno(a)s, Nesta unidade final, não com intuído de encerrar a discussão, porque o conhecimento se renova constantemente, teremos a oportunidade de refletir sobre a formalização da Gestão do Conhecimento que, embora se mostre muito abstrato é grande diferencial para as organizações, indivíduos, nações se mostrarem capaz de manter competitivo e relacionando entre si. No primeiro momento, estaremos diante a identificação dos agentes do conhecimento que podem ser os intérpretes, os intermediários e os gestores do conhecimento. Observa-se que cada etapa tem suas particularidades e importância. Na sequência podemos observar alguns profissionais que são especializados em se identificar, trabalhar, disseminar e armazenas as informações e gerenciar a aplicação dos conhecimentos gerados, muito embora todos os colaboradores devam estar preparados e habilitados para com as novas competências exigidas pela Sociedade do Conhecimento. Diante dos estudos realizados nesse livro, encerraremos com o aprimoramento das ferramentas de Gestão do Conhecimento, a estruturação de um modelo de gestão e implantação nas organizações, considerando que a implantação não caracteriza o fim em si mesmo. A dinamicidade das inovações requer revisões na mesma velocidade de estágio em que elas se encontram na estrutura da organização. Objetivos da unidade: Identificar os agentes do conhecimento e suas especificidades; Identificar os profissionais habilitados para atuar com as inovações e informações; Reconhecer um modelo de Gestão do Conhecimento; Estruturar um modelo de gestão do conhecimento; Identificar os passos de implementação da gestão do conhecimento. Gestão do Conhecimento 169 Plano da unidade: Agentes do Conhecimento. Modelo de Gestão do Conhecimento: informação, pessoas, liderança, estruturas. Implantação do Modelo de Gestão do Conhecimento. Bons estudos! Gestão do Conhecimento 170 Agentes do Conhecimento Nos últimos anos o sucesso empresarial passou a ser definido pela trilogia qualidade, produtividade e competitividade que se tornaram os sinalizadores como diferenciadores das organizações em um ambiente competitivo. Passaram por transformações nos processos de manufaturas, nas áreas financeiras, de gestão administrativa e marketing, na logística, no desenvolvimento de novos materiais e insumos, bem como passar por mudanças na gestão dos negócios devido à automação industrial e de escritórios. O uso da Tecnologia da Informação e Comunicação se tornou o veículo condutor para as organizações entrarem no mundo do mercado globalizado, reduzir os custos e ganhar vantagem competitiva, onde o quanto produzir dá lugar ao como produzir, e como os investimentos deverão ser direcionados para atender às demandas em frequentes mudanças para que os resultados estejam enquadrados nos objetivos definidos. Esses resultados são dependentes da capacidade que a organização tem em dar respostas efetivas às inovações e gerenciar de forma eficiente as informações que estão disponíveis, incorporá-las, disseminá-las, transformá-las em conhecimento organizacional para todos segmentos envolvidos direta e indiretamente. A partir desta realidade, as empresas necessitam incorporar, em seu quadro de pessoal, não apenas especialistas técnicos, mas também especialistas em trabalhar a informação de maneira criativa. É nesse contexto que surgem, dentro das empresas, os novos agentes do conhecimento. O agente do conhecimento é aquele profissional que atua em qualquer área ou atividade, mas se dedica a estudar determinado tema de interesse da organização. Normalmente esse profissional tem habilidades e capacidade relacionada ao tema de interesse, capacidade de aprendizagem e habilidade de relacionamento e gestão de conflitos. Ele poderá ser utilizado por contato formal ou informal, como consultor das atividades de planejamento e organização, como na preparação do projeto, mapeamento do processo, planejamento estratégico, desenvolvimento de produtos e serviços, bem como poderá ser utilizado como Gestão do Conhecimento 171 instrutor ou monitor nas atividades de treinamento. Caberá à organização entender que, se essas atividades do agente do conhecimento forem adicionais às suas tarefas é importante que tenha algum reconhecimento por essa atividade para mantê-lo motivado para próximas oportunidades. Mas, esses colaboradores que se dispõem a participar dessas atividades gozam das seguintes vantagens: reconhecimento e prestígio na organização, acúmulo de conhecimento que poderá contribuir para a evolução de sua carreira interna e aumento da empregabilidade no mercado de trabalho. Identificando os Agentes do Conhecimento A gestão de pessoas nas organizações tem-se ocupado em incluir em seus quadros não somente os profissionais especializados em suas demandas de trabalho, mas, também, aqueles com perfil de atuação que estão relacionadas diretamente com o uso e interpretação da informação. Eles são capazes de utilizar as informações para a solução dos problemas, criar alternativas ou como insumo gerador de novos conhecimentos que irão fomentar novas tecnologias, processos, e conceitos que contribuirão para ampliar a vantagem competitiva. Eles não estão fora da organização. Estão disponíveis e na expectativa do surgimento da oportunidade de manifestarem e mostrar suas habilidades em favor da organização e seu próprio como profissional. Normalmente são criativos e com a percepção aguçada pode atuar em qualquer área ou nas de desenvolvimento e criação e sabe identificar a informação importante para os objetivos definidos, pois ela pode estar em qualquer lugar e tempo. Pode estar em catálogos comerciais, em veículos de notícias, textos literários, imagens, artigos de revista, livros, bem como em áreas complexas como na análise da engenharia, da logística, de equipamentos ou formulações químicas, entre outras. Segundo REZENDE( 2002, p. 75-76), “o atendimento das demandas de informação destes profissionais tem sido realizado por meio dos diferentes tipos de sistemas de informação criados nas últimas décadas”. O modelo mais antigo é o da tradicional biblioteca técnica deempresa, identificada por uma sala com acervos de livros, periódicos e normas técnicas, mantidos com limitados recursos orçamentários e, por isso, acabava se transformando em um depósito de livros e revistas recebidos na empresa com pouca utilização. Gestão do Conhecimento 172 Em seguida, viveu-se a fase dos centros de documentação que resumiam nas mesmas bibliotecas de empresa, de menor tamanho e procuravam ser mais seletivos quanto à abrangência de seus acervos. Paralelamente, surgiram os centros de informação tendo como proposta, não só a guarda de livros e publicações, para se arriscar em primitivas seleções e análises de conteúdo, embriões dos atuais sistemas de inteligência competitiva. Nos anos 90, viveu-se o boom das bibliotecas virtuais de empresa, cujo foco de atuação é o acesso à informação ao invés do acúmulo de acervos. Mais do que armazenar informação em pilhas de publicações e documentos e despender recursos com isso, compreende-se que ser estratégico é saber onde encontrar a informação certa, de maneira rápida e custo-efetiva. (REZENDE & MARCHIORI, 1994). Então vamos à identificação desses agentes do conhecimento nas organizações, sem pretender esgotar o assunto. Os agentes intérpretes que são os profissionais que interpretam o contexto de atuação da organização, utilizando a informação como ferramenta de prospecção e identificação de novos negócios, mercados e tecnologias. São os especialistas em análise e planejamento econômico, comercial ou tecnológico, cuja missão é identificar ameaças e oportunidades, antecipando mudanças de cenários. Para suprir suas necessidades de informação, surgiram os sistemas especialistas em inteligência competitiva, que se valem principalmente dos sistemas virtuais de acesso a informações para obter dados que serão analisados e reinterpretados à luz do negócio e, posteriormente, divulgados às esferas decisórias da empresa. Os Agentes intermediários que são os especialistas em intermediar o acesso à informação, cujo processo se inicia com a identificação e interpretação das demandas de informação do negócio, seguida da identificação das fontes de informação, da seleção e pesquisa propriamente dita, da organização que torna as informações acessíveis e, por fim, da sua divulgação para os agentes do conhecimento existentes na empresa. Essa categoria de agentes foi quase que exclusivamente formada por bibliotecários em sua mais tradicional função de organizadores e mantenedores dos acervos das bibliotecas internas de empresas. Atualmente, o perfil de formação e atuação profissional dessa categoria de agentes vem sofrendo constantes e significativas mudanças. Em consequência do natural amadurecimento por que passam todas as empresas, seja em relação às suas Gestão do Conhecimento 173 crenças e modos de gestão, seja quanto aos seus processos internos, esse profissional foi ganhando um novo papel de intermediário entre as demandas de informação da empresa e o universo de informações acessíveis e acessáveis. Atualmente, constata-se a participação cada vez maior de profissionais de diversas especialidades atuando nesse tipo de atividade. São os chamados informes diários ou information brokers. Os agentes gestores do conhecimento, que é uma nova categoria de profissionais cujo papel é a administração do capital intelectual da empresa, também chamado de QI empresarial. Antes de se proceder a uma análise mais detalhada sobre esses profissionais e o seu papel dentro das modernas organizações, é necessário assinalar a distinção sobre o que é inteligência empresarial e QI ou conhecimento empresarial. Profissionais que atuam na Gestão da Informação / Conhecimento Observamos até aqui que a gestão do conhecimento é uma área que possui características a serem integradas na estrutura organizacional, bem como podemos perceber que tem caráter multidisciplinar, pois uma informação poderá se transformar em conhecimento a ser utilizada em diversas atividades e processos. E a partir da identificação dos agentes do conhecimento, da importância de a organização utilizar de seu capital intelectual interno para promover a produção conhecimento, podemos relacionar alguns profissionais que têm em sua formação, competências que lhes imputam diferenças individuais para atuar na gestão do conhecimento, na área de desenvolvimento e criação. Como vimos, a produção do conhecimento depende da seleção e utilização correta das informações. Então, é importante identificar as qualificações que são necessárias para os profissionais especialista ou identificados na organização para realizar uma eficiente gestão das informações e transformá-las em fatores produção. Assim, conclusões das Conferências do Georgia Institute of Tecnology (apud VIEIRA, 2016 p.24), destacam três pontos referentes à profissionalização dos profissionais que atuam na Gestão do Conhecimento. O crescimento da necessidade e em quantidade e qualidade dos profissionais da área de Ciência / Gestão da Informação. Gestão do Conhecimento 174 O reconhecimento e distinção de pelo menos três tipos de profissionais atuando n campo da Ciência / Gestão da Informação. O reconhecimento da necessidade da qualificação, disposição e formulação de programas dirigidos à área. Segundo esses estudos, relacionamos os profissionais melhores habilitados para trabalharem com a Gestão das Informações, sem esquecer que é uma atividade multidisciplinar, portanto é a junção dos conhecimentos que dará tratamento eficiente às informações manipuladas. Bibliotecário. Esse profissional tem seu conhecimento destacado em dois aspectos: - É qualificado para ser gestor de unidades informacionais, bibliotecas e os problemas associados às suas operações. - Interage diretamente no processo com o tratamento técnico, e guarda e recuperação eficiente do documento/informação. Analisa de literatura técnica. Tem conhecimento técnico sobre determinada área de conhecimento, utilizada para análises deste conhecimento, faz indicação de literatura técnica em sua especialidade ou síntese da literatura. Cientista da Informação I. Trata a informação em todos os seus aspectos como recuperação, disseminação, entre outros. Propõe soluções para os problemas informacionais. Engenheiro da Informação. Seria o responsável pela parte que se refere às tecnologias da informação. Cientista da Informação II. Seria o responsável pela pesquisa, educação, ou responsável, ou especialização no que se refere à inovação, ou seja, pesquisar e desenvolver novas técnicas de manuseio de informação por meio da aplicação das teorias e técnicas da Ciência da Informação para criar, modificar e desenvolver sistemas, manuais de informação. Gestão do Conhecimento 175 Baseado em Nonaka & Takeuchi (ibid p. 26), classificam o profissional do conhecimento da seguinte forma: Operadores do Conhecimento. São responsáveis por acumular e gerar conhecimento tácito na forma de habilidades, que são incorporados à experiência individual. Especialistas do Conhecimento. Mobilizam e estruturam o conhecimento explícito na forma de dados técnicos, científicos ou de outra forma, que possibilite ser transferido e armazenado em formato eletrônico. Engenheiro do Conhecimento. Facilitam os modos de conversão do conhecimento, sintetizando o conhecimento tácito de toda hierarquia; dos colaboradores aos executivos, tornando-o explícito, incorporando a ele novas tecnologias, produtos ou sistemas. Gerentes do Conhecimento. São responsáveis pela administração do processo do conhecimento organizacional, proporcionando odirecionamento das atividades ligadas ao estabelecimento na organização. Esta referência serve como parâmetro de compreensão da hierarquia para a gestão do conhecimento considerando as fases de sua execução, mas, não como qualificação ou cargo formal de exercício das funções ou cargos na gestão do conhecimento. A dinâmica da estratégia competitiva da era do conhecimento não dá espaço para ações rigorosas, burocráticas. Exige a multifuncionalidade e contextualização de todo o sistema de gestão nas organizações empresariais. Após a identificação dos agentes e dos profissionais do conhecimento, vamos para os modelos de Gestão do Conhecimento como passo para preparar a implantação e em condições de funcionamento. Gestão do Conhecimento 176 Modelo de Gestão do Conhecimento: informação, pessoas, liderança, estruturas. O processo de implantação do modelo de Gestão do Conhecimento requer uma série de procedimentos de análise e preparação da viabilidade em vários segmentos, que darão sustentação e condições para que possa produzir os resultados esperados. Para isso, faz-se necessário eliminar os fatores críticos do sucesso na Gestão do Conhecimento que podem estar nas seguintes categorias. HEISIG 2009(apud BATISTA, 2009, p. 56), resumiu os fatores críticos de sucesso da Gestão do Conhecimento( resultado da análise de 160 modelos de GC) em quatro categorias: I. fatores humanos: cultura, pessoas e liderança; II. organização: processo e estrutura; III. tecnologia: infraestrutura e aplicações; e IV. processo de gestão: estratégia, objetivos e mensuração. Como visto até aqui, na implantação de um programa de Gestão do Conhecimento, os processos de disseminação das informações poderão ocorrer em diversos momentos, atividades ou recursos utilizados nos negócios, mas, para isso, será necessário identificar e combater os fatores críticos do sucesso. Assim, vamos apresentar aqueles que mais se mostram úteis para produzir valor agregado à organização e consequentemente os fatores críticos do sucesso na Gestão do Conhecimento, sempre lembrando que não há esgotamento da discussão quando se trata de inovações, criatividade e conhecimento. Então, vejamos o primeiro fator crítico: I) Liderança. Em sendo uma das principais etapas na Gestão do Conhecimento por tratar das relações e comportamentos dos colaboradores em suas diversas áreas, e considerando que são eles os agentes capazes de Gestão do Conhecimento 177 produzir e disseminar o conhecimento, o fator crítico liderança compreende observar os itens que seguem. Pessoas - Em uma visão mais ampla, os recursos humanos em diversas funções e níveis desempenham um papel importante nos processos principais de Gestão do Conhecimento, daí a necessidade de investimento em educação permanente pela organização para melhorar o desempenho nas atividades e compreender o contexto organizacional. Também, é importante disseminar de maneira sistemática informações sobre os benefícios, a política, a estratégia, o modelo, o plano e as ferramentas de Gestão do Conhecimento para todos os colaboradores com a utilização dos seguintes métodos e recursos. Fóruns (presenciais e virtuais)/Listas de discussão - Definidos como espaços para discutir, homogeneizar e compartilhar informações, ideias e experiências que contribuirão para o desenvolvimento de competências e para o aperfeiçoamento de processos e atividades da organização. Comunidades de prática ou Comunidades de conhecimento - São grupos informais e interdisciplinares de pessoas unidas em torno de um interesse comum. As comunidades são auto-organizadas a fim de permitir a colaboração de pessoas internas ou externas à organização. Desta forma, essas comunidades transformam- se em um veículo para facilitar a transferência de melhores práticas e o acesso a especialistas, bem como a reutilização de modelos, do conhecimento e das lições aprendidas. Educação corporativa - Compreende processos de educação continuada, estabelecidos com vistas à atualização do pessoal de maneira uniforme em todas as áreas da organização. Pode ser implementada sob a forma de universidade corporativa, sistemas de ensino a distância etc. Narrativas - São técnicas utilizadas em ambientes de Gestão do Conhecimento para descrever assuntos complicados, expor situações e/ou comunicar lições aprendidas, ou ainda interpretar mudanças culturais. São relatos retrospectivos de pessoal envolvido nos eventos ocorridos. Mentoring - O mentoring é uma modalidade de gestão do desempenho na qual um expert participante (mentor) modela as competências de um indivíduo ou Gestão do Conhecimento 178 grupo, observa e analisa o desempenho e retroalimenta a execução das atividades do indivíduo ou grupo. Coaching. É similar ao mentoring, mas o coach não participa da execução das atividades; faz parte de processo planejado de orientação, apoio, diálogo e acompanhamento, alinhado às diretrizes estratégicas. Universidade corporativa. É a constituição formal de unidade organizacional dedicada a promover a aprendizagem ativa e contínua dos colaboradores da organização. Programas de educação continuada, palestras e cursos técnicos visam desenvolver tanto comportamentos, atitudes e conhecimentos mais amplos, como as habilidades técnicas mais específicas. II) Liderança e estrutura. A liderança ou alta administração desempenha um papel fundamental para o sucesso da implementação da Gestão do Conhecimento nas organizações e caberá a ela apresentar e reforçar a visão e as estratégias. Compete ainda, estabelecer a estrutura e os arranjos organizacionais para formalizar as iniciativas de Gestão do Conhecimento. É atribuição também da alta administração definir uma política de proteção do conhecimento (contemplando direitos autorais, patentes e segurança do conhecimento) e instituir um sistema de reconhecimento e recompensa pela melhoria do desempenho, aprendizado individual e a criação do conhecimento e inovação. Outro aspecto importante é a alta administração e as intermediárias servir de exemplo à força para os colaboradores no que diz respeito a pôr em prática os valores de compartilhamento do conhecimento e de trabalho colaborativo III) Tecnologia e Informação - A tecnologia viabiliza e acelera os processos de Gestão do Conhecimento por meio de práticas efetivas cujo foco central é a base tecnológica. Essas práticas (ferramentas e técnicas) contribuem para a criação, o armazenamento, o compartilhamento e a aplicação do conhecimento. A tecnologia ou a TIC tem papel importante na gestão do conhecimento explícito mediante suas várias ferramentas, tais como: mecanismos de busca, repositórios de conhecimentos, intranets e extranets. Gestão do Conhecimento 179 No caso do conhecimento tácito, a tecnologia facilita a colaboração presencial e virtual melhorando a comunicação e o compartilhamento, tanto no nível formal como no informal. A tecnologia fornece uma plataforma para a retenção do conhecimento organizacional por meio de repositórios de conhecimentos. A infraestrutura de Tecnologia de Informação (TI) deve estar alinhada com as estratégias de Gestão do Conhecimento da organização. Assim, se uma das estratégias é transferir conhecimento tácito entre profissionais que estão distantes geograficamente, uma infraestrutura para compartilhamento de conhecimento via comunidades de prática virtuais pode ser essencial para viabilizar essa estratégia. Todas as pessoas da organização devem ter acesso a computador, internet/ intranet e a um endereço de e-mail. Além disso, é importante que a informaçãodisponível no sítio na Rede Mundial de Computadores ou portal da organização sejam atualizados regularmente. Finalmente, é essencial para os processos de Gestão do Conhecimento que a intranet ou portal corporativo seja utilizado como principal fonte de comunicação em toda a organização como apoio à transferência do conhecimento e ao compartilhamento de informação. Destacamos a seguir, entre outras, práticas de GC cujo foco central é a base tecnológica e funcional que serve de suporte à gestão do conhecimento organizacional, incluindo automação da gestão da informação, aplicativos e ferramentas de TI para captura, difusão e colaboração (BATISTA et al., 2005). Ferramentas de colaboração como portais, intranets e extranets – este conjunto de práticas refere-se a portais ou outros sistemas informatizados que capturam e difundem conhecimento e experiência entre trabalhadores/departamentos. Em unidades anteriores foram apresentadas as diversas ferramentas que podem ser utilizadas na disseminação das informações e do conhecimento. IV) Estruturas e Processos - O processo é um conjunto de atividades que transformam insumos (ou entradas) em produtos e serviços (saída) na organização por meio de pessoas que utilizam recursos entregues por fornecedores. É uma sequência de passos que aumenta a contribuição do conhecimento na Gestão do Conhecimento 180 organização. A sistematização e modelação dos processos podem contribuir para aumentar a eficiência, melhorar a qualidade e a produtividade na gestão. Vejamos algumas práticas ligadas primariamente à estruturação dos processos organizacionais que funcionam como facilitadores de identificação, criação, armazenamento, disseminação e aplicação do conhecimento organizacional podem ser listadas (BATISTA et al., 2005). Melhores práticas (Best practices) - Este tipo de iniciativa refere-se à identificação e à difusão de melhores práticas, que podem ser definidas como um procedimento validado para a realização de uma tarefa ou solução de um problema. Inclui o contexto no qual pode ser aplicado. São documentadas por meio de bancos de dados, manuais ou diretrizes. Benchmarking interno e externo - Prática relacionada à busca sistemática das melhores referências para comparação a processos, produtos e serviços da organização. Memória organizacional/Lições aprendidas/Banco de conhecimentos - Este grupo de práticas indica o registro do conhecimento organizacional sobre processos, produtos, serviços e relacionamento com os cidadãos-usuários. As lições aprendidas - São relatos de experiências em que se registra o que aconteceu, onde se esperava que acontecesse a análise das causas das diferenças e o que foi aprendido durante o processo. A gestão de conteúdo mantém atualizadas as informações, as ideias, as experiências, as lições aprendidas e as melhores práticas documentadas na base de conhecimentos. Sistemas de inteligência organizacional – também conhecidos como sistemas de inteligência empresarial ou inteligência competitiva, são voltados à transformação de dados em inteligência, com o objetivo de apoiar a tomada de decisão. Visam extrair inteligência de informações, por meio da captura e da conversão das informações em diversos formatos, e a extração do conhecimento a partir da informação. O conhecimento obtido de fontes internas ou externas, formais ou informais, é explicitado, documentado e armazenado para facilitar o seu acesso. Mapeamento ou auditoria do conhecimento - É o registro do conhecimento organizacional sobre processos, produtos, serviços e relacionamento com os Gestão do Conhecimento 181 clientes. Inclui a elaboração de mapas ou árvores de conhecimento, descrevendo fluxos e relacionamentos de indivíduos, grupos ou a organização como um todo. Sistema de gestão por competências - Indica a existência de uma estratégia de gestão baseada nas competências requeridas para o exercício das atividades de determinado posto de trabalho e a remuneração pelo conjunto de competências efetivamente exercidas. As iniciativas nesta área visam determinar as competências essenciais à organização, avaliar a capacitação interna em relação aos domínios correspondentes a essas competências e definir os conhecimentos e as habilidades que são necessários para superar as deficiências existentes em relação ao nível desejado para a organização. Podem incluir o mapeamento dos processos-chave, das competências essenciais associadas a eles, das atribuições, atividades e habilidades existentes e necessárias e das medidas para superar as deficiências. Banco de competências organizacionais. Trata-se de um repositório de informações sobre a localização de conhecimentos na organização, incluindo fontes de consulta e também as pessoas ou as equipes detentoras de determinado conhecimento. Banco de competências individuais - Este tipo de iniciativa, também conhecido como Banco de Talentos ou Páginas Amarelas, é bastante disseminado em diversos tipos de organizações, de acordo com a literatura. Trata-se de um repositório de informações sobre a capacidade técnica, científica, artística e cultural das pessoas. A forma mais simples é uma lista on-line do pessoal, contendo perfil da experiência e áreas de especialidade de cada usuário. O perfil pode ser limitado ao conhecimento obtido por meio do ensino formal e eventos de treinamento e aperfeiçoamento reconhecidos pela instituição, ou pode mapear de forma mais ampla a competência dos funcionários, incluindo informações sobre conhecimento tácito, experiências e habilidades negociais e processuais. Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis - Os ativos intangíveis são recursos disponíveis no ambiente institucional, de difícil qualificação e mensuração, mas que contribuem para os seus processos produtivos e sociais. A prática pode incluir mapeamento dos ativos organizacionais intangíveis; gestão do capital humano; gestão do capital do cliente; e política de propriedade intelectual. Depois de ocupar atenção com todas as orientações, Gestão do Conhecimento 182 conceitos, estratégias, agentes, cultura, agentes do conhecimento, chega o momento de direcionar nossas ações para materializar a Gestão do Conhecimento. Implantação do Modelo de Gestão do Conhecimento. O processo de implantação de um modelo efetivo de Gestão do Conhecimento envolve análises profundas como foram apresentadas no corpo desse livro em seus detalhes porque informação, conhecimento e inovação, muitas vezes, não são de fácil percepção. De forma simplificada, sabe-se que a Gestão do Conhecimento é representada pelos seguintes componentes: gestão dos conhecimentos organzacionais, gestão das competências, gestão dos talentos humanos, busca de melhores práticas, desenvolvimento de pessoas, organziação da aprendizagem e aprendizagem organizacional. Então, como implantar um programa de Gestão do Conhecimnto? Em quatro passos simples e estruturados será possível preparar e implantar um programa de Gestão do Conhecimento na organização e transformá-lo em fator agregado para os negócios, conforme detalhamento a seguir. I) Fazer o diagnóstico. Aqui o objetivo será identificar o estado em que se encontra a organização a partir dos seguintes viabilizadores: lideranças, processos, pessoas, aprendizado, inovação e tecnologia. Os resultados esperados da implementação da GC medem a efetividade do processo de Gestão do Conhecimento, embasados pelos fatores Gestão do Conhecimento 183 críticos de sucesso ou viabilizadores e fundamentados nos direcionadores estratégicos como: visão, missão, objetivosestratégicos, estratégias e meta. A partir daí, são avaliados a capacidade da organização em responder aos desafios do mercado, de organizar e direcionar o conhecimento, de promover o treinamento dos colaboradores, o estímulo a um ambiente colaborativo e ao uso da disseminação do conhecimento, do uso de tecnologias etc. Incluem-se também nessa etapa a análise do plano de negócios e a importância da Gestão do Conhecimento para atender aos objetivos. O plano de negócio poderá ser utilizado como ferramenta que viabiliza as iniciativas para orientar os resultados a serem alcançados pelo direcionamento dos conhecimentos como valor agregado no processo de gestão da organização. E para atingir esses objetivos deverão ser observados os seguintes aspectos: Justificativa - Identificar os motivos ou necessidades operacionais e como os conhecimentos estarão vinculados aos objetivos estratégicos; Objetivos - Definir os resultados esperados; Descrição da Gestão do Conhecimento - Definir a importância do comprometimento como contribuição às necessidades da organização; Descrição do projeto - Detalhar as ações a serem adotadas; Intervenção da Gestão do Conhecimento - Como a disciplina irá ajudar a organização, atendendo suas necessidades identificadas; Fatores do sucesso - Identificar os fatores do sucesso do projeto; Análise do custo-benefício - Relacionar os custos de implantar o projeto e os benefícios para o sucesso da organização. I) Planejar. Segue as seguintes fases: Define-se a visão, os objetivos e as estratégias da Gestão do Conhecimento; Identificar e priorizar os projetos de Gestão de conhecimento a serem implementados; Gestão do Conhecimento 184 Definir a estrutura de liderança e as práticas de Gestão do Conhecimento e sensibilizar os colaboradores na organização; Elaborar o programa. II) Desenvolver. É o momento de elaborar um plano piloto e colocar em funcionamento para testar a eficácia e gerar informações importantes para otimizar o projeto final. Nesta etapa são executados os seguintes passos: Escolher e implementar um projeto piloto; Avaliar o resultado do projeto piloto; Utilizar as lições aprendidas para implementar o projeto em toda a organização. Nesta etapa, as áreas administrativas devem ser eficientes, há necessidade que sejam eficientes, com agilidade e da qualidade nas informações geradas em seus processos. III) Implementar. Nesta etapa são definidos importantes para alcançar os resultados durante a execução do planejamento da Gestão do Conhecimento. E são executados os seguintes passos. Discutir os fatores críticos de sucesso na implementação da Gestão do Conhecimento; Definir meios para manter os resultados obtidos com a implementação da Gestão do Conhecimento; Definir maneiras de lidar com a resistência à implementação da Gestão do Conhecimento; Desenvolver o plano de comunicação do programa de gestão do conhecimento; Elaborar estratégia de avaliação contínua na implementação do programa de gestão do conhecimento; Definir um sistema de recompensa por resultados; Gestão do Conhecimento 185 Implementação, avaliação e monitoramento do que fora planejado; Utilização dos resultados para melhoria nos processos. Pode-se observar que não há um modelo exógeno de gestão do conhecimento a ser implantado sem que algumas variáveis envolvidas no processo de construção, de armazenagem e de disseminação das informações e inovações tenham sido ultrapassados, porque na Era do Conhecimento a variável tempo exerce papel fundamental. Daí a necessidade permanente `de observar a obsolescência das informações ou conhecimentos em vigor. O fechamento se dá com a consolidação que ocorre em vários processos e etapas. Portanto, infere-se que tenha sido cumprida a fase de aprimoramento da gestão do capital intelectual, como vimos anteriormente, ou seja, quando a organização encontra a melhor maneira de identificar e estabelecer a melhor forma de utilizar o conhecimentoSmartphone Asus Zenfone 3 disseminado em todos os segmentos a favor do desenvolvimento organizacional. O outro aspecto que influencia no momento de gerir os conhecimentos é identificar as competências que são fundamentais para o desenvolvimento dos negócios e a partir daí, definir os programas de treinamento e desenvolvimento que ampliam as capacidades necessárias ao desempenho das atividades profissionais. É importante não confundir qualquer tipo de treinamento com a gestão de competências, que é especificamente a identificação das competências necessárias para o crescimento, ou melhor, funcionamento da sua empresa. E como vimos, a outra forma de preparar a organização para a implantação de um modelo de gestão do conhecimento é transformar a organização em unidade de aprendizagem, uma universidade corporativa, uma organização aprendente que será possível quando todos os colaboradores e áreas fizerem da inovação, aprendizagem e criatividade como referência de comportamento. Gestão do Conhecimento 186 Assim, chegamos ao final de nossos estudos, porém, alertando que o conhecimento não é um fim em si mesmo, mas deve ser superado a todo instante. Portanto, lembre-se constantemente de um conceito importante apresentado anteriormente: metanoia. “Não tenho medo de compartilhar conhecimento. Essa é a unica coisa que as pessoas não poderão roubar de mim” - Milena Leão Fonte: https://www.pensador.com/frase/ODMxMTU2/ Refletir “O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma” -Albert Einstein Fonte:http://jorgedrewfernandoevoce.blogspot.com.br/2013/06/o-conhecer-e-divino.html Leitura complementar BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de gestão do conhecimento para a administração pública brasileira: como implementar a gestão do conhecimento para produzir resultados em benefício do cidadão – Brasília: Ipea, 2012. Disponível em: http://www.en.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_model odegestao_vol01.pdf Acesso em: 15 de setembro de 2017, às 11h09 É hora de se avaliar Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de ensino-aprendizagem. Gestão do Conhecimento 187 Exercícios – Unidade 6 1. Em consequência do natural amadurecimento por que passam todas as empresas, seja em relação às suas crenças e modos de gestão, seja quanto aos seus processos internos, um profissional foi ganhando um novo papel de intermediário entre as demandas de informação da empresa e o universo de informações acessíveis e acessáveis. Atualmente, constata-se a participação cada vez maior de profissionais de diversas especialidades atuando nesse tipo de atividade. São os chamados por: a) Information brokers. b) Intermediary c) Landlord d) Brokers e) Knowledger 2. Profissional responsável pela parte que se refere às tecnologias da informação. a) Bibliotecário. b) Analisa de literatura técnica. c) Cientista da Informação I. d) Engenheiro da Informação. e) Cientista da Informação II. Gestão do Conhecimento 188 3. Existem algumas classificações do conhecimento aceitas na literatura e no meio empresarial. NONAKA & TAKEUCHI apresentaram sua classificação. Portanto, marque a alternativas CORRETA. a) Engenheiro do Conhecimento. São responsáveis por acumular e gerar conhecimento tácito na forma de habilidades, que são incorporados à experiência individual. b) Interpretes do Conhecimento.Mobilizam e estruturam o conhecimento explícito na forma de dados técnicos, científicos ou de outra forma, que possibilite ser transferido e armazenado em formato eletrônico. c) Operadores do Conhecimento. Facilitam os modos de conversão do conhecimento, sintetizando o conhecimento tácito de toda hierarquia; dos colaboradores aos executivos, tornando-o explícito, incorporando a ele novas tecnologias, produtos ou sistemas. d) Gerentes do Conhecimento. São responsáveis pela administração do processo do conhecimento organizacional, proporcionando o direcionamento das atividades ligadas ao estabelecimento na organização. e) Mentores do conhecimento. Mobilizam e estruturam o conhecimento tácito na forma de dados técnicos, científicos ou de outra forma, que possibilite ser transferido e armazenado em formato de mensagem. 4. São recursos disponíveis no ambiente institucional, de difícil qualificação e mensuração, mas que contribuem para os seus processos produtivos e sociais. Esta assertiva se refere a(o). a) Sistema de gestão por competências. b) Banco de competências organizacionais. c) Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis. d) Mapeamento ou auditoria do conhecimento. e) Benchmarking interno e externo. Gestão do Conhecimento 189 5. No que se refere aos Agentes do Conhecimento, marque a alternativa INCORRETA. a) Os agentes intérpretes que são os profissionais que interpretam o contexto de atuação da organização, utilizando a informação como ferramenta de prospecção e identificação de novos negócios, mercados e tecnologias. b) Surgiram os sistemas especialistas em inteligência competitiva, que se valem principalmente dos sistemas virtuais de acesso a informações para obter dados que serão analisados e reinterpretados à luz do negócio e, posteriormente, divulgados às esferas decisórias da empresa. c) Os Agentes intermediários que são os especialistas em intermediar o acesso à informação, cujo processo se inicia com a identificação e interpretação das demandas de informação do negócio. d) Os agentes gestores do conhecimento, que é uma nova categoria de profissionais cujo papel é a administração do capital intelectual da empresa, também chamado de QI empresarial. e) São os gestores especialistas em análise e planejamento econômico, comercial ou tecnológico, cuja missão é identificar ameaças e oportunidades, antecipando mudanças de cenários. 6. Conclusões das Conferências do Georgia Institute of Tecnology, destacam alguns aspectos importantes referentes à profissionalização dos colaboradores que atuam na Gestão do Conhecimento. Marque a alternativa INCORRETA. a) A necessidade de crescimento em quantidade e qualidade dos profissionais da área de Ciência / Gestão da Informação. b) O reconhecimento e distinção de pelo menos três tipos de profissionais atuando n campo da Ciência / Gestão da Informação. c) O reconhecimento de atuação de forma estruturada em departamento dos profissionais especializados em conhecimento. d) O reconhecimento da necessidade da qualificação, disposição e formulação de programas dirigidos à área. e) O reconhecimento da necessidade de atuação autêntica dos profissionais especializados em conhecimento. Gestão do Conhecimento 190 7. Na implantação do programa de gestão do conhecimento nas organizações empresariais, é INCORRETO a alternativa relacionada à fase de ‘implementação’. a) Discutir os fatores críticos de sucesso na implementação da Gestão do Conhecimento. b) Identificar e priorizar os projetos de Gestão de conhecimento a serem implementados. c) Definir maneiras de lidar com a resistência à implementação da Gestão do Conhecimento. d) Desenvolver o plano de comunicação do programa de gestão do conhecimento. e) Elaborar estratégia de avaliação contínua na implementação do programa de gestão do conhecimento. 8. As organizações na Era da Informação dinâmica necessitam incorporar, em seu quadro de profissionais, não apenas especializados tecnicamente, mas também especialistas em trabalhar a informação de maneira criativa. Esses profissionais são denominados de: a) Agentes Inovativos. b) Agentes do Conhecimento. c) Agentes Criativos. d) Agentes Aprendentes. e) Agentes Persuasivos. Gestão do Conhecimento 191 9. Escreva como aprendizagem individual dos colaboradores é incorporada à aprendizagem organizacional. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _________________________________________________________________ 10. Nas organizações de aprendizagem, os padrões de raciocínio se expandem com as pessoas aprendendo continuamente a aprender em grupo e assim promovendo a transformação da organização. Comente. _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento 192 Considerações finais Finalizamos o nosso estudo sobre a Gestão do Conhecimento não querendo dizer que o assunto esgotou, mas com o objetivo de atender às necessidades da disciplina e traçar parâmetros para que o estudante ou leitor entenda que gerir conhecimento é conviver com o desafio de mudanças e adequações permanentes. Adequar-se à Era do Conhecimento é transformar a mente em uma metanoia, em constante processo de mudança. De crer que o conhecimento é bem intangível sem caráter dogmático. As inovações, as invenções, as mudanças de paradgimas são as únicas certezas que as pessoas e organizações deparam no cotidiano. As inovações com o avanço da Tecnologia de Informação e Comunicação tem como característica principal a rápida obsolescência. As informações são constituídas por um conjunto dados que são disponibilizados constantemente e a capacidade com que os agentes os trabalham para transofrmá-los em informações e conhecimentos, será dependente do como eles se preparam e estruturam na aprendizagem individual e coletiva nos ambientes das organizações. Diante desse desafio, vimos que as organizações empresariais precisam praticar a taxonomia do conhecimento em sua estrutura. Entender que a intangiblidade das iformações, do conehecimento para que seja transformado em fator de produção tangível será necessária a identificação, organização, sedimentação e disseminação organziada em todos os segmentos e áreas de negócio da organização. Não só os profissionais precisam atualizar-se constantemente para atender às demandas da inovações, mas, também, as organizações estabelecer um ambienteque instaure o princípio da aprendizagem permanente em toda suas áreas seja formal ou informal, por métodos estruturados ou atividades disponibilizadas para todo quadro de pessoa. Utilizar das ferramentas que possam disseminar as informações e conhecimentos tais como fóruns, seminários, atividades de treinamento virturais ou presenciais e mais do que isso definir um programa para implementação e disseminação deuma cultura de gestão do conhecimento e com isso valorizar o capital intelectual interno e externo, o capital humano, tencológico, financeiro e as operações que dão organização às atividades em todas as áreas. Gestão do Conhecimento 193 Conhecendo o autor Luiz Carlos de Freitas. É Mestre em Administração na área de Desenvolvimento Organizacional. É Pós-Graduado em Docência Superior; Pedagogia Empresarial; Engenharia Econômica e Administração Industrial. É graduado em Ciências Econômicas e em Administração. É professor universitário há 20 anos na modalidade presencial e à distância. Atua como professor em cursos de pós-graduação. Trabalhou 30 anos no setor privado e realizou diversas consultorias empresarias em sua carreira profissional. Gestão do Conhecimento 194 Referências AGANETTE, Elisângela C.; ALVARENGA, Lídia; SOUZA, Renato Rocha. Taxonomia Corporativa: um estudo sobre definições e etapas de construção fundamentado na literatura. XI fenancib. Rio de Janeiro 25 a 2 BATISTA, F. Fábio. et al. Gestão do Conhecimento na Administração Pública. Brasília: Ipea, 2005 (Texto para Discussão, n. 1.095). BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de gestão do conhecimento para a administração pública brasileira: como implementar a gestão do conhecimento para produzir resultados em benefício do cidadão/Fábio Ferreira Batista. – Brasília: Ipea, 2012. CASTILLO, Lucio Medrano; CAZARINI Edson Walmir. Conceitos Importantes na Gestão do Conhecimento e a Taxonomia do Conhecimento. SIMPOI, USP: 2010. DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as empresas gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998. DOROW, Patrícia F.; CALLE Guillermo A. Dávila; RADOS, Gregório J Varvakis. 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Gestão do Conhecimento 196 A nexos Gestão do Conhecimento 197 Gabaritos Exercícios – Unidade 1 1) b 2) d 3) c 4) b 5) e 6) e 7) d 8) c 9) O conhecimento passou a ser um meio de produção de riqueza e as organizações precisaram adaptar suas estruturas e formas de gestão de pessoas e recursos. Observa-se também que s empresas e os profissionais com maior conhecimento passaram a ter mais valor, ocupar mais espaço e mais competitivo quando o diferencial no mercado passou a ser a inovação e o capital intelectual. 10) As inovações tecnológicas em grande velocidade têm obrigado as organizações a repensar e remodelar os seus modelos de negócio em ciclos cada vez mais reduzidos. Tem-se que a agilidade é mais importante que o tamanho e a inovação se sobrepõe quando o ser moderno sobrepõe ao ser conhecido no segmento em que atua. A efetividade só será possível quando atualização permanente de todas as áreas da empresa. Gestão do Conhecimento 198 Exercícios – Unidade 2 1) a 2) e 3) c 4) d 5) c 6) a 7) e 8) b 9. O conhecimento filosófico é produto da inteligência e da ponderação humana, que tem por objetivo propor a exploração dos acontecimentos e assim criar conceitos particulares. Procura dar sentido aos fenômenos gerais do universo, e com isso ultrapassa os limites formais da ciência tendo em vista que a filosofia não se limita apenas aos dados experimentais da matemática, da biologia, da física ou da química, mas se pergunta sempre quem é, por que é, de onde vem e para onde vai o ser humano e não se limitando a interesses por alguns aspectos particulares da realidade e sim para o todo. Enquanto que o conhecimento científico é baseado em pesquisas, experiências e aplicações feitas através de perguntas que levantam hipóteses analisadas por pesquisadores e formuladas em teorias e fundamentações já existentes. Tem-se que as questões devem ser respondidas de forma que as análises realizadas pelos conhecimentos existentes sejam confirmadas, ampliadas ou substituídas de forma sistemática, organizada e confirmada. 10. Tem por objetivo organizar o conhecimento nos ambientes organizacionais para que esses sejam em relação aos colaboradores, técnicos e de gestão empresarial como fator agregado. Portanto, um de seus principais objetivos é o de selecionar os dados, classificar as informações de forma hierárquica, de forma que seja facilitado o acesso às informações para construção do conhecimento. Ainda, facilitara comunicação entre os principais interlocutores, quer seja entre os especialistas ou não. Gestão do Conhecimento 199 Exercícios – Unidade 3 1) c 2) b 3) a 4) c 5) d 6) b 7) e 8) c 9. As competências individuais e organizacionais seguem o percurso realizado entre as competências essenciais, passando pelas funcionais até que chegue nas individuais e podem ser identificadas como: Competência sobre processos de trabalho. Competências técnicas ou conhecimentos específicos sobre o trabalho. Competências sobe a organização, em relação ao fluxo de trabalho. Competências de serviços, agregando valor para atender o cliente final. Competências sociais para criar um ambiente socialmente saudável no ambiente da organização. 10. Estamos nos referindo ao CRM ou Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente que permite a empresa melhorar o relacionamento com seus clientes e pelo qual pode conhecer seu perfil e organizar um trabalho de segmentação e fidelização. O CRM divide-se em duas frentes de trabalho. A operacional quando é realizado contato direto com o cliente por intermédio do Call Center, mala direta, internet, e-mails, redes sociais, e outros canais. A analítica que é feita por meio de dados contidos nas bases gerenciais da organização, ou seja, data warehouse., que consiste no processo de coleta, organização e armazenamento de informações oriundas de base de dados diferenciadas, disponibilizando-as adequadamente para outros processo de análise. Gestão do Conhecimento 200 Exercícios – Unidade 4 1) e 2) a 3) d 4) d 5) e 6) e 7) c 8) a 9. E evolução da tecnologia da informação e comunicação facilita e cria as condições para que as organizações possam realizar uma gestão do conhecimento eficiente, através dos recursos eletrônicos, digitais e de informacionais. Todas essas ferramentas possibilitam uma gestão das informações e dos conhecimentos tácitos ou reais transforma-os em ativos intangíveis capazes de agregar valor à empresa em todos os níveis, seja estratégico, tático ou operacional. Além de facilitar a disseminação das informações e conhecimentos em todos os níveis da estrutura organizacional. 10. Quando as organizações deparam com inovações ou criações em seu ambiente interno, tanto ela aproveita das condições externas em seu benefício, resolver questões e criar melhores condições competitivas, como ela disponibiliza as melhorias produzidas e completa os processos de inovações do ambiente externo. Assim, promove a socialização ou disseminação tanto interna como externa de suas evoluções. Gestão do Conhecimento 201 Exercícios – Unidade 5 1) d 2) c 3) e 4) e 5) b 6) d 7) b 8) b 9. Para Livanage, a comunicação e transferência dos conhecimentos se dá a partir das seguintes atividades. a) Determinar valor do conhecimento, o qual consiste em identificar o conhecimento apropriado e/ou de maior valor. b) Adquirir conhecimento, definido como a capacidade da organização para identificar e se apropriar de conhecimento crítico para sua operação. c)Transformar conhecimento, atividade no qual o conhecimento adquirido é convertido para que possa ser útil para o receptor, o qual precisa ter uma base de conhecimento suficientemente heterogênea para criar novo conhecimento, ao mesmo tempo que desenvolve o conhecimento existente já na organização. d)Associar conhecimento, no qual o conhecimento transferido é associado às necessidades e capacidades da organização, a fim de reconhecer o potencial benefício do novo conhecimento. e)Aplicar conhecimento, atividade que consiste na aplicação do conhecimento "útil", e que representa a etapa mais importante na ótica de Liyanage et al (2009), em concordância com CEN (2004), pois só nesta etapa é melhorado o desempenho da organização, ou seja, nesta acontece a criação de valor. Gestão do Conhecimento 202 10. Com base no livro texto, os capacitadores os seguintes. Capacitador 1 - Instalar a visão do conhecimento. Relaciona-se com a capacidade da organização em estimular a formação de microunidades para disseminação do conhecimento por todas as áreas, objetivando o nivelamento e criação de novos conhecimentos, além de possibilitar a liberação do conhecimento tácito de seus colaboradores e gerar uma visão fundamentada do conhecimento baseada nos objetivos de negócios da organização. Nesta fase da criação dos capacitadores e dos conhecimentos, tem-se: criação de conceitos; justificação de conceitos; construção de protótipos e nivelação do conhecimento. Capacitador 2. Gerenciar as conversas. Relaciona-se com as ações gerenciais são no sentido de estimular e criar as condições para que os colaboradores possam expor suas ideias e participar do processo de criação de novos conhecimentos. Nesta fase ocorrerá o compartilhamento do conhecimento tácito; da criação de conceitos; da justificação dos conceitos; da construção de protótipos e do nivelação do conhecimento. Capacitador 3. Mobilizar os ativistas do conhecimento. Tem por objetivo capacitar e criar lideranças e pessoas que sejam os catalizadores do conhecimento e que irão formar, coordenar e estimular as equipes multidisciplinares envolvidas nas várias fases do processo de criação do conhecimento. Nesta fase ocorrerá a criação dos conceitos; a justificação dos conceitos; a construção de protótipos e o nivelação do conhecimento. Capacitador 4. Criar contexto adequado. Deve-se criar um ambiente favorável a criação do conhecimento, onde a solicitude e a humanização da equipe sejam as primeiras providências para construir um ambiente positivo de criação e inovação. O contexto capacitante é o fator que estimula a criação do conhecimento, também conhecido como “ba”, ou seja o lugar, que se refere ao contexto certo(PROBST, RAUB e ROMHART, 2002, P. 78). O ba é caracterizado pela rede, presencial ou virtual, de interações entre as pessoas unificando os espaços mentais dos envolvidos da criação de conhecimento. Gestão do Conhecimento 203 Nesta fase tem-se o compartilhamento do conhecimento tácito; a criação de conceitos; a justificação dos conceitos; a construção de protótipos e nivelação do conhecimento. Capacitador 5. Globalizar o conhecimento local. Tem por objetivo divulgar e disseminar o conhecimento local ou das microunidades em toda a organização para obtenção do nivelamento em todas as áreas e estrutura organizacional. Para que seja alcançado esse objetivo necessário quebrar as barreiras físicas, culturais, organizacionais e gerenciais que podem comprometer a eficácia da disseminação do conhecimento adequado à organização. Exercícios – Unidade 6 1) a 2) d 3) d 4) c 5) e 6) c 7) b 8) b 9. Seja pelo conhecimento tácito ou explícito, o colaborador terá a oportunidade naturalmente de incorporá-los à organização mediante a socialização ou pela troca de experiência. Porém, caberá à organização implementar uma estrutura que intensifique a transfiguração dos conhecimentos individuais em coletivo. Será possível com a utilização dos diversos mecanismos de treinamento, reunião, simulação, pelo exercício da liderança entre outros. 10. Para uma organização se transformar em aprendizado constante, deverá estimular a aprendizagem individual, coletiva e a partir da definição de uma estrutura que possibilite os profissionais estar sempre em contato com as inovações e com as trocas constantes entre as diversas áreas, sem prejuízo dos conhecimentos específicos que são necessários a determinadossegmentos do processo produtivo, ou de gestão.