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Fisiologia 
1 
Gestão do 
Conhecimento 
Luiz Carlos de Freitas 
1ª
 e
di
çã
o 
 
DIREÇÃO SUPERIOR 
Chanceler Joaquim de Oliveira 
Reitora Marlene Salgado de Oliveira 
Presidente da Mantenedora Wellington Salgado de Oliveira 
Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Wellington Salgado de Oliveira 
Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Jefferson Salgado de Oliveira 
Pró-Reitor Administrativo Wallace Salgado de Oliveira 
Pró-Reitora Acadêmica Jaina dos Santos Mello Ferreira 
Pró-Reitor de Extensão Manuel de Souza Esteves 
 
DEPARTAMENTO DE ENSINO A DISTÂNCIA 
Gerência Nacional do EAD Bruno Mello Ferreira 
Gestor Acadêmico Diogo Pereira da Silva 
 
FICHA TÉCNICA 
Direção Editorial: Diogo Pereira da Silva e Patrícia Figueiredo Pereira Salgado 
Texto: Luiz Carlos de Freitas 
Revisão Ortográfica: Rafael Dias de Carvalho Moraes 
Projeto Gráfico e Editoração: Antonia Machado, Eduardo Bordoni, Fabrício Ramos e Victor Narciso 
Supervisão de Materiais Instrucionais: Antonia Machado 
Ilustração: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos 
Capa: Eduardo Bordoni e Fabrício Ramos 
 
COORDENAÇÃO GERAL: 
Departamento de Ensino a Distância 
Rua Marechal Deodoro 217, Centro, Niterói, RJ, CEP 24020-420 www.universo.edu.br 
 
Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universo Campus Niterói 
 
F866g Freitas, Luiz Carlos de. 
Gestão do conhecimento / Luiz Carlos de Freitas ; revisão de 
Rafael Dias de Carvalho Moraes. – 1. ed. – Niterói, RJ: UNIVERSO: 
Departamento de Ensino a Distância, 2017. 
203 p. : il 
 
1. Gestão do conhecimento. 2. Sociedade da informação. 3. 
Tecnologia da informação. 4. Gerenciamento de recursos de 
informação. 5. Ciência da informação. 6. Recuperação da 
informação. 7. Ensino à distância. I. Moraes, Rafael Dias de 
Carvalho. II. Título 
CDD 658. 
 
Bibliotecária responsável: Elizabeth Franco Martins – CRB 7/4990 
 
Informamos que é de única e exclusiva responsabilidade do autor a originalidade desta obra, não se r esponsabilizando a ASOEC 
pelo conteúdo do texto formulado. 
© Departamento de Ensi no a Dist ância - Universidade Salgado de Oliveira 
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida de nenhuma forma 
ou por nenhum meio sem permissão expressa e por escrito da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura, mantenedor a 
da Univer sidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). 
 
Gestão do Conhecimento 
 
 Palavra da Reitora 
Acompanhando as necessidades de um mundo cada vez mais complexo, 
exigente e necessitado de aprendizagem contínua, a Universidade Salgado de 
Oliveira (UNIVERSO) apresenta a UNIVERSO EAD, que reúne os diferentes 
segmentos do ensino a distância na universidade. Nosso programa foi 
desenvolvido segundo as diretrizes do MEC e baseado em experiências do gênero 
bem-sucedidas mundialmente. 
São inúmeras as vantagens de se estudar a distância e somente por meio dessa 
modalidade de ensino são sanadas as dificuldades de tempo e espaço presentes 
nos dias de hoje. O aluno tem a possibilidade de administrar seu próprio tempo e 
gerenciar seu estudo de acordo com sua disponibilidade, tornando-se responsável 
pela própria aprendizagem. 
O ensino a distância complementa os estudos presenciais à medida que 
permite que alunos e professores, fisicamente distanciados, possam estar a todo 
momento ligados por ferramentas de interação presentes na Internet através de 
nossa plataforma. 
Além disso, nosso material didático foi desenvolvido por professores 
especializados nessa modalidade de ensino, em que a clareza e objetividade são 
fundamentais para a perfeita compreensão dos conteúdos. 
A UNIVERSO tem uma história de sucesso no que diz respeito à educação a 
distância. Nossa experiência nos remete ao final da década de 80, com o bem-
sucedido projeto Novo Saber. Hoje, oferece uma estrutura em constante processo 
de atualização, ampliando as possibilidades de acesso a cursos de atualização, 
graduação ou pós-graduação. 
Reafirmando seu compromisso com a excelência no ensino e compartilhando 
as novas tendências em educação, a UNIVERSO convida seu alunado a conhecer o 
programa e usufruir das vantagens que o estudar a distância proporciona. 
Seja bem-vindo à UNIVERSO EAD! 
Professora Marlene Salgado de Oliveira 
Reitora. 
Gestão do Conhecimento 
 
4 
Gestão do Conhecimento 
 
5 
 Sumário 
Apresentação da disciplina ..............................................................................................................7 
Plano da Disciplina .............................................................................................................................9 
Unidade 1 - O Novo Contexto da Sociedade do Conhecimento – Dinâmica e 
Características ........................................................................................................... 15 
Unidade 2 - Abordagens e Modelos Sobre a Gestão do Conhecimento. .......................... 41 
Unidade 3 - Arquitetura Organizacional Para Gestão do Conhecimento.......................... 75 
Unidade 4 - Princípios da Gestão do Conhecimento nas Empresas ................................. 105 
Unidade 5 - Facilitar a Criação do Conhecimento Nas Empresas ...................................... 135 
Unidade 6 - Roteiro de Implantação da Gestão do Conhecimento nas Organizações 167 
Considerações finais ..................................................................................................................... 192 
Conhecendo o autor ..................................................................................................................... 193 
Anexos.............................................................................................................................................. 196 
 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
6 
 
Gestão do Conhecimento 
 
7 
 
 Apresentação da disciplina 
O objetivo da disciplina Gestão do Conhecimento é proporcionar a você, 
estudante, o entendimento dos conceitos, questões e aplicações relacionadas 
aprofundar a aprendizagem nas organizações e implementar uma estrutura que 
possibilite o aproveitamento das inovações, da criatividade e capacidade dos 
profissionais em benefício aos objetivos dos negócios. 
Para isso, será necessário entender os processos de avanços da sociedade 
primitiva, passando pela agrícola e pela industrial. Esta última já marcada pela 
presença do conhecimento implícito da tecnologia e na preparação dos operários 
para manusear ferramentas sofisticadas com melhoria da produtividade e redução 
de custos. Esta etapa de início ao surgimento da Era da Informação que 
revolucionou a relação das pessoas, das organizações e das nações que mudou o 
foco das máquinas para o conhecimento como novo fator de produção. 
Essa mudança requer das organizações em entender que o conhecimento, 
mesmo sendo um ativo intangível, exerce papel fundamental para manter a 
competitividade das organizações e nesse contexto surge a necessidade de 
identificar os critérios de aproveitamento dos conhecimentos tácitos e explícitos 
para o bem coletivo. O avanço da TIC disponibiliza ferramentas que podem ser 
utilizados na disseminação do conhecimento que servirão subsídio para utilização 
dos demais recursos disponíveis na gestão de pessoas. Tais como a área de pessoal, 
de inovação, da TIC, do capital intelectual e assim apresentar algumas ferramentas 
de implantação do conhecimento em todos os segmentos como fóruns, cursos, 
atividades práticas etc. 
Veremos também que a materialidade do conhecimento poderá ser entendida 
pela empresa quando identificar os capacitadores pela aspiral do conhecimento 
disseminar em todaa organização. Porém, não basta a compreensão da 
necessidade da utilização, mas é importante que seja implantado um programa de 
gestão do conhecimento que aproveita a cultura da aprendizagem e tenha 
resposta imediata às mudanças permanentes que a inovação provoque. 
Gestão do Conhecimento 
 
8 
Bons estudos! 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
9 
 Plano da Disciplina 
Unidade 1 – O Novo Contexto da Sociedade do Conhecimento - dinâmica e 
características 
Nesta unidade, iremos compreender a estrutura da formação da sociedade, 
iniciando pela sociedade agrícola estendendo até a sociedade do conhecimento 
que se reflete nos últimos tempos. As implicações da Era do Conhecimento que 
influi no comportamento das organizações, nações e das pessoas quando a 
inovação e rapidez de obsolescência dos conhecimentos são marcas e desafios 
para a civilização moderna. 
Entenderemos, também, como a tecnologia da informação e a 
telecomunicação redesenhou as fronteiras e tornou o fator tempo como 
preponderante para a sobrevivência na sociedade atual. 
Objetivos da unidade: 
 Identificar as origens norteadoras dos estágios da sociedade agrícola à 
sociedade do conhecimento. 
 Fornecer os conceitos e processos históricos necessários à compreensão 
da sociedade contemporânea. 
 Identificar os novos paradigmas da sociedade do conhecimento. 
 Identificar as características e estratégias da sociedade do conhecimento. 
 Compreender os reflexos da globalização na sociedade do conhecimento. 
 Compreender os reflexos da Era do Conhecimento nas organizações, 
nações e pessoas. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
10 
Unidade 2 – Abordagens e Modelos sobre a Gestão do Conhecimento. 
A utilização dos conhecimentos pelos agentes e sua transformação em valor 
agregado depende de como eles são organizados para se tornarem em produtos e 
produzir benefícios para evolução do próprio conhecimento que é dinâmico e 
falível. 
Daí a importância de conhecer o processo de organização do conhecimento, 
independentemente do interlocutor e sua aplicação nas organizações 
empresariais, porque não basta ter recursos humanos capazes, tecnologia de 
gestão, capital intelectual para tornar a organização competitiva. Há necessidade 
de identificar e organizar de forma sistemática. Por isso, a necessidade de se 
identificar as origens, a construção das informações e por fim ser possível produzir 
conhecimento. 
É necessário também para se obter uma boa organização dos estudos da 
Gestão de Conhecimento no ambiente das organizações, identificar as diversas 
áreas de conhecimento em seu sentido científico e aplicado no campo empírico, 
científico, teológico e filosófico. 
Objetivos da unidade: 
 Compreender como os conhecimentos devem ser organizados para que 
se transformem em valor para o interlocutor; 
 Compreender como utilizar a taxonomia na gestão dos conhecimentos; 
 Identificar os tipos de taxonomias do conhecimento e como aplicá-las; 
 Estabelecer a diferencia entre dados, informações e conhecimentos; 
 Compreender como selecionar os dados e as informações importantes 
aos objetivos; 
 Transformar os conhecimentos em valor agregado para o avanço de 
novas realidades; 
 Identificar, caracterizar e compreender as aplicações dos tipos de 
conhecimentos. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
11 
Unidade 3 - Arquitetura Organizacional para Gestão na Era do 
Conhecimento 
Nesta unidade, teremos a oportunidade de conhecer como as organizações 
devem se preparar para fazer da gestão do conhecimento em todos os 
seguimentos a sinergia necessária para que o capital intelectual incorpore à 
estratégia corporativa e não se perca no tempo devido a dinâmica e obsolescência 
de cada avanço surgido. 
Iniciaremos buscando compreender como utilizar da engenharia do 
conhecimento para tornar objetiva a identificação dos diversos conhecimentos 
dispersos pela organização e seu processamento nas diversas áreas e 
planejamento de médios e longos prazos. 
Compreender que o conhecimento é produzido a partir da ação dos indivíduos 
que compõem a organização, partir do conjunto de dados, informações e da 
cultura que se envolve. Que as tecnologias de informação e comunicação que 
tornam possíveis essa produção do limite do conhecimento dependem das ações 
humanas e consequentemente é importante agregar os conhecimentos tácitos e 
cognitivos dos profissionais para a produção dos conhecimentos formais da 
organização mediante as formalizações em suas diversas fases. 
E por fim, precisamos perguntar: quais as condições para que as organizações 
sejam eficientes na gestão na concorrida Era da Informação e do Conhecimento? 
Objetivos da unidade: 
 Identificar os tipos de conhecimentos individuais. 
 Compreender como os conhecimentos individuais podem ser 
incorporados à estratégia organizacional. 
 Identificar como as ferramentas de gestão da TIC podem ser utilizados na 
estratégia organizacional. 
 Identificar a finalidade das ferramentas ou recursos na gestão de pessoas 
ou operacional. 
 Identificar as competências necessárias à organização para agregar o 
conhecimento aos processos. 
 Incorporar as competências, qualificações e habilidades individuais ao 
conhecimento coletivo da organização. 
Gestão do Conhecimento 
 
12 
Unidade 4 – Princípios da Gestão do Conhecimento. 
Nesta unidade, veremos que não é suficiente que a organização valorize o 
conhecimento, a inovação e a criatividade que a cerca em função do avanço 
tecnológico e das informações disponíveis. A aplicação do conhecimento, da 
inovação e a criatividade terá importância para as organizações empresariais 
quando for possível determinar o valor de cada aplicação para levá-las a atingir os 
objetivos de médio e longo prazos. Daí a necessidade de adotar os conhecimentos 
existentes na organização como fator que influencia os processos, as atividades, os 
produtos e os serviços. Por isso, um dos passos necessários na Gestão do 
Conhecimento é apurar o peso que cada inovação acrescenta de valor ao ser 
identificada. Assim estamos inferindo que o conhecimento passa a ser um fator de 
produção, ou seja, exerce papel nos resultados do processo produtivo. 
Outro aspecto é o reconhecimento das dimensões do conhecimento que irão 
interferir diretamente nas práticas gerenciais. E a partir dessas dimensões, a Gestão 
do Conhecimento direciona para as questões pontuais, para áreas específicas e 
sem a pretensão de esgotar o assunto. Dada a diversidade de empresas, essa 
unidade pretende identificar algumas áreas que são comuns e com relação direta 
com o tema para identificar as ações de uma gestão eficiente do conhecimento. 
Tais como a área de pessoal, de inovação, da TIC, do capital intelectual e assim 
apresentar algumas ferramentas de implantação do conhecimento. 
Objetivos da unidade: 
 Desenvolver habilidade para identificar os conhecimentos disponíveis 
 Realizar a avaliação do valor do conhecimento no ativo da organização. 
 Identificar os processos e as dimensões do conhecimento nas diversas 
áreas e segmentos. 
 Identificar e intensificar os conhecimentos na gestão de pessoas e 
agregar a organização. 
 Identificar e intensificar o capital intelectual na gestão do conhecimento 
 Preparar a estrutura tecnológica e de informação como fator de 
conhecimento organizacional. 
Gestão do Conhecimento 
 
13 
Unidade 5 – Facilitar a Criação do Conhecimento nas Empresas 
Nesta unidade, teremos a oportunidade de analisar como os conhecimentos 
são criados nas organizações empresariais e para serem disseminados e recriados 
de acordo com a velocidade que a sociedade do conhecimento exige. Por isso, a 
organizaçãodeverá se tornar um ambiente de aprendizagem, uma universidade 
corporativa. E como já foi visto, dos conhecimentos individuais dos colaboradores 
podem formar conhecimentos coletivos e, por meio de uma estrutura de gestão 
formalizada, transformá-los em fator de produção favorável aos objetivos da 
organização empresarial. Por isso, deverá considerar as necessidades e 
especificidades de aplicação e observar os capacitadores que orientam o processo 
de captação, gerenciamento e disseminação para os colaboradores que atuam 
diretamente nos processos e também, para toda a organização seja nas atividades, 
processos, ou na finalização de produtos e serviços. 
Na sequência dessa etapa, iremos conhecer os diversos procedimentos para 
identificar os ciclos do conhecimento para realidades diferentes. Alguns exemplos 
de autores e aplicações diferentes serão conhecidas para orientar os trabalhos nas 
organizações empresariais. 
Objetivos da unidade: 
 Identificar os conhecimentos organizacionais. 
 Compreender como organizar os processos de transformação dos 
conhecimentos individuais em coletivos; 
 Reconhecer a necessidade de implementar uma cultura de aprendizagem 
permanente nas organizações; 
 Identificar as possibilidades de incorporar conhecimento nas 
organizações; 
 Conhecer e compreender como utilizar os capacitadores para criação e 
uma gestão do conhecimento nas organizações; 
 Compreender os ciclos do conhecimento para identificar e disseminar em 
toda organização; 
 Aplicar as ações de cada ciclo no processo de gestão do conhecimento. 
Gestão do Conhecimento 
 
14 
Unidade 6 – Roteiro para Implantação da Gestão do Conhecimento nas 
Organizações 
Nesta unidade final, não com a pretensão de encerrar a discussão porque o 
conhecimento se renova constantemente, teremos a oportunidade de refletir 
sobre a formalização da Gestão do Conhecimento que, embora se mostre muito 
abstrata, tornou-se grande diferencial para as organizações, indivíduos, nações que 
se mostrarem capazes de manter competitivo e relacionando entre si. 
No primeiro momento, estaremos diante da identificação dos agentes do 
conhecimento que podem ser os intérpretes, os intermediários e os gestores do 
conhecimento. Observa-se que cada agente tem suas particularidades e 
importâncias. 
Na sequência, podemos observar alguns profissionais que são especializados 
em identificar, trabalhar, disseminar e armazenar as informações e gerenciar a 
aplicação dos conhecimentos gerados, muito embora todos os colaboradores 
devam estar preparados e habilitados para com as novas competências exigidas 
pela Sociedade do Conhecimento. 
Diante dos estudos realizados nesse livro, encerraremos com o 
aprimoramento das ferramentas de Gestão do Conhecimento, a estruturação de 
um modelo de gestão e implantação nas organizações, considerando que a 
implantação não caracteriza o fim em si mesmo. A dinamicidade das inovações 
requer revisões na mesma velocidade do estágio em que elas se encontram na 
estrutura da organização. 
Objetivos da unidade: 
 Identificar os agentes do conhecimento e suas especificidades; 
 Identificar os profissionais habilitados para atuar com as inovações e 
informações; 
 Reconhecer um modelo de Gestão do Conhecimento; 
 Estruturar um modelo de gestão do conhecimento; 
 Identificar os passos de implementação da gestão do conhecimento. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
15 
 
1 O Novo Contexto da Sociedade do Conhecimento – Dinâmica e Características 
 
Gestão do Conhecimento 
 
16 
Prezado(a)s aluno(a)s, 
Nesta unidade, teremos a oportunidade de perceber que a sociedade passou 
por uma evolução que guardava particularidade com o tempo, as características do 
povo e com a utilização dos recursos disponíveis, incluindo também o 
conhecimento. 
Será possível perceber que o poder de um determinado grupo sobre outro 
guardava relação do como utilizavam seu intelecto. 
Na sociedade agrícola predominava a força bruta que evoluiu para a 
percepção da possibilidade de utilizar seus conhecimentos e explorar recursos 
naturais e locais de formas seletiva. Deu um grande salto de qualidade quando na 
industrialização o maquinário deu lugar ao trabalho braçal. Ao avanço da 
tecnologia deu origem uma nova sociedade que faz do conhecimento e das 
inovações a principal energia para sua evolução. 
A Tecnologia da Informação(TI) evolui a uma velocidade que a obsolescência 
passou a ser um dos principais pontos de gestão das organizações modernas e a 
utilização dos conhecimentos e da tecnologia se solidifica como a variável 
competitiva para as organizações em mundo sem fronteiras. Associada à evolução 
dos consumidores que estão com suas capacidades apuradas mediante as 
facilidades e agilidades nas trocas de informações, estimula a concorrência entre as 
organizações que disponibilizam os produtos e serviços, onde o indicador de 
qualidade tem o tempo como um dos que mais interferem nas decisões dos 
consumidores. 
Novos paradigmas foram surgindo na sociedade do conhecimento e as 
organizações e as pessoas tiveram que se adaptarem para conseguir sobreviver. 
Precisaram se adequar de forma muito rápida e eficiente sob pena serem 
condenadas ao desaparecimento. O mesmo acontece com os indivíduos que hoje 
têm à sua disposição um conjunto de tecnologia e informações em tempo real que 
os impossibilitam viver distante desta nova realidade. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
17 
Objetivos da unidade: 
 Identificar as origens norteadoras dos estágios da sociedade agrícola à 
sociedade do conhecimento; 
 Fornecer os conceitos e processos históricos necessários à compreensão 
da sociedade contemporânea; 
 Identificar os novos paradigmas da sociedade do conhecimento; 
 Identificar as características e estratégias da sociedade do conhecimento; 
 Compreender os reflexos da globalização na sociedade do conhecimento; 
 Compreender os reflexos da Era do Conhecimento nas organizações, 
nações e pessoas. 
Plano da unidade: 
 Introdução à Sociedade do Conhecimento. 
 Os Novos Paradigmas da Sociedade do Conhecimento: empresas e 
indivíduos. 
 Visão Estratégica da Sociedade do Conhecimento 
 O Comportamento da Economia na Sociedade do Conhecimento: uma 
introdução 
 As Organizações Empresariais na Sociedade do Conhecimento: uma 
introdução 
 Reflexos da Globalização na Sociedade do Conhecimento: tecnologias 
sem fronteiras. 
 
Realize os estudos na sequência do conteúdo e para uma boa compreensão, 
faça uma primeira leitura sem interrupção, seguida de uma segunda leitura 
marcando os pontos principais e na terceira procure construir conhecimentos a 
partir das anotações. 
Bons estudos! 
 
Gestão do Conhecimento 
 
18 
 Introdução à Sociedade do Conhecimento. 
 “Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem 
ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender 
e voltar a aprender”. Alvin Toffler 
 
A partir da Segunda Guerra Mundial(1939-1945), as informações ganharam 
conotação preponderante na conquista e detenção de poder seja pessoal, 
organizacional ou de em termos de nação. Os conflitos demonstram claramente a 
influência do domínio das informações entre os concorrentes ou oponentes, do 
meio ambiente e dos recursos envolvidos na questão. A partir de então, as 
organizações e nações se ocuparam em realizar altos investimentos em tecnologia 
para acelerar o processamento e tratamento das informações que resultassem em 
conhecimentos que poderiam determinar o diferencial competitivo e deu a origem 
aos protótipos dos computadores digitais. 
No que se refere às organizações empresariais, há consensonas literaturas que 
o grande desafio na era o conhecimento não está mais relacionado ao capital, aos 
recursos naturais e à mão de obra, mas nos fatores críticos que estão no 
desenvolvimento das competências críticas dos colaboradores e nos 
relacionamentos internos e externos. A questão importante a ser analisada é que 
essas competências são bens intangíveis e consequentemente não podem ser 
estocadas e acompanham os colaboradores no final do expediente, incluindo 
nesse contexto elementos como intuição, comprometimento, motivação e as 
relações formais e informais com os clientes internos e externos. Daí, a necessidade 
de investimento em conhecimento ganhar conotações de gestão e materialidade 
para o corpo da empresa. 
Antes, porém, de abordar a sociedade do conhecimento e para melhor 
compreensão e contextualização no ambiente da gestão organizacional, faz-se 
necessário conhecer a história da sociedade humana sob a ótica do seu 
desenvolvimento socioeconômico, proporcionado pela gestão e proteção de suas 
riquezas. 
Gestão do Conhecimento 
 
19 
Em sua obra A Terceira Onda (1985), o autor americano Alvim Toffler estabelece 
a evolução humana em quatro diferentes estágios civilizatórios e separadas entre si 
por três grandes conjuntos de alterações denominada de “ondas”. E a partir dessas 
premissas foi possível identificar as quatro Eras que culminam da apresentação da 
evolução humana. 
Sociedade Primitiva. Que tinha por característica ser composta de 
humanídeos, reunidos em grupos de indivíduos, que a buscavam principalmente a 
autopreservação e o próprio sustento, por meio de atividades extrativistas de 
coleta, de caça e de pesca. De forma rudimentar a espécie humana diferenciava 
dos animais por utilizar-se da inteligência e assim fazer do fogo e de armas, mesmo 
de forma rudimentar em suas ações. Utilizavam desses recursos tanto para 
sobrevivência alimentar como para manter sua segurança num ambiente de 
constantes riscos. 
Como seres gregários1, eram constituídos de tribos em constante migração em 
busca de alimentos e abrigos, impedindo a formação e manutenção de excedentes 
de produção, tanto pela dificuldade de armazenamento como de transportes. E o 
poder era mantido pelos indivíduos ou grupos mais dotados de força física e 
habilidade em que os mais fortes detinham o poder sobre individual(líder, 
comando) ou coletivamente(maior tribo). 
Nessa fase da vida humana, a informação já proporcionava certo poder, pois 
os indivíduos que detinham conhecimentos exclusivos podiam exercer um poder 
de dominação. Os recursos predominantes dessa Era foi o poderio e a força 
física(individual ou coletiva), com a aplicação mais adequada, dependendo das 
habilidades e das competências na utilização do potencial físico do trabalho 
humano disponível. 
Sociedade Agrícola. Resultado das evoluções ocorridas pela primeira onda, 
essa Sociedade teve início quando o povo da época entendeu que lhe era possível 
obter o seu abrigo com segurança, os víveres e seu sustento a partir da exploração 
 
1Diz-se dos animais que vivem em bandos ou em grupos. Instinto gregário, tendência que leva os 
homens ou os animais a se juntarem, perdendo, momentaneamente, suas características 
individuais. 
 
Savio Silveira
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
20 
de um determinado local escolhido como satisfatório e extraindo destes os 
recursos necessários à sobrevivência e perpetuidade da espécie. Estima-se que essa 
onda é oriunda de 8000 a. C. estabelecendo a fixação do homem a terra e a novos 
valores e paradigmas na civilização. 
Isso possibilitou ao ser humano a obtenção de excedentes de produção, dando 
origem assim à primeira atividade econômica constatada pelo escambo, em que 
consistia a troca dos excedentes de recursos para obter aqueles que porventura 
necessitassem. A troca de excedentes de produção por armas, roupas e outros 
produtos deu origem à noção de valores dos bens e ao comércio conhecido em 
nossos tempos. E a necessidade de fracionamento e portabilidade desses ativos e 
valores originou-se a moeda. 
Foi marcada também pela necessidade e ambição dos seres humanos em deter 
as maiores extensões territoriais possíveis, pois era sinônimo de poderio e riquezas 
e foi nessa linha de atuação que surgiram as iniciativas de descobrimentos e de 
posse de novas terras, com as grandes navegações e as guerras para invadir e 
dominar terras alheias. O resultado foi o aumento dos limites de extensão territorial 
e consequentemente, maior poder e desenvolvimento econômico-social da 
sociedade a que pertenciam, originado o conceito de nações. 
Nota-se também que a informação e o conhecimento também se fizeram 
presente nessa sociedade, mediante conhecimentos e decorrentes de poderes 
transmitidos, de forma seletiva e restrita, pelas sucessivas gerações e castas 
dominantes dos nobres e religiosos, que detinham o poder de comando por 
saberem mais que os demais. 
Na Sociedade Agrícola o poder foi determinado pelo domínio e exploração de 
extensões territoriais e de seus recursos, pois esses representavam a fonte do fator 
predominante do desenvolvimento econômico e social da época. 
Sociedade Industrial. Na sequência, na segunda onda, houve um conjunto de 
eventos que deu origem ao início da industrialização e teve como ponto de partida 
na tomada de consciência dos indivíduos de um conjunto de informações 
veiculadas pela máquina tipográfica de Gutemberg, por volta do ano de 1450. 
Esses eventos impulsionaram o uso da criatividade e o aumento da capacidade dos 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
21 
seres humanos para criar novas ferramentas e máquinas, dando origem ao 
fenômeno conhecido como Revolução Industrial. 
O desenvolvimento ocorrido no patamar de consciência, inteligência e 
aplicação dos conhecimentos pelos seres humanos, oportunizou o 
desenvolvimento econômico, a expansão das organizações empresariais e 
proporcionou condições para o surgimento de classes emergentes: a burguesia e o 
proletariado conscientes. Essa consciência expandiu-se, ainda, ao campo social e 
político, dando origem a alterações de poder e domínio, muitas vezes radicais, tal 
como a Revolução Bolchevique(1917). 
Os maquinários e ferramentas das mais diversas características inventadas 
nessa época possibilitaram a fabricação de bens de consumo em alta escala, 
gerando assim uma nova modalidade de riqueza pela acumulação do capital e que 
possibilitava a sua própria reaplicação e multiplicação. Embora houvesse a 
predominância do capital, que viabilizava todas iniciativas empreendedoras, as 
informações representadas pelo “saber fazer” detinha parcela significativa de 
poder na sociedade industrial. E assim nascia o capitalismo. 
A Era da Sociedade Industrial, estendeu do século XVIII à primeira metade do 
século XX, tendo como fator preponderante o poderio financeiro, em que a 
geração de riquezas e o desenvolvimento econômico e social das nações eram 
determinadas pela posse e domínio de recursos financeiros. 
Sociedade do Conhecimento. Pela terceira onda de Toffler foi dada a origem 
da Sociedade do Conhecimento a partir da segunda metade do século XX, 
mediante a utilização de tecnologias da informação por nações, organizações 
empresariais e pessoas em todas as atividades. Assim, foram dados os novos 
Vamos refletir 
O capitalismo, também conhecido como economia de livre 
mercado ou economia de livre empreendedorismo, é um sistema econômico onde 
os meios de produção, distribuição, decisões sobre oferta, demanda, preço e 
investimentos são emgrande parte ou totalmente de propriedade privada, com fins 
lucrativos. 
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Gestão do Conhecimento 
 
22 
paradigmas e valores que passaram a determinar o seu desenvolvimento 
socioeconômico. 
A sociedade moderna caracteriza-se pelo poder exercido pelos que detêm a 
informação e o decorrente conhecimento e utiliza-os como fator diferencial na 
produção de riquezas. No mercado competitivo pelo atual cenário econômico 
mundial, os indivíduos, as organizações empresariais e os países necessitam saber 
“o que”; “como”; “quando” e “para quem” deverá ser definido para exercer suas 
atividades. Serão mais suscetíveis de sucesso aquele que detiver maior e mais 
conhecimento sobre o meio ambiente, sobre o mercado, sobre a concorrência, 
sobre os produtos e serviços existentes e necessários. 
Portanto, é importante observar que o fator determinante da sociedade atual, 
caracterizando-se como o maior gerador de riquezas e impulsionador da economia 
contemporânea é constituído pelos recursos informacionais. 
Fazendo uma análise temporal da evolução da sociedade humana no que se 
refere às riquezas e de desenvolvimento econômico-social, podemos deduzir que 
parcelas da civilização atual continuam a exercer atividades que têm origem nas 
outras Eras, tais como extrativismo, agricultura, pecuária, indústria e comércio. Por 
outro lado, o recurso mais escasso de cada época é que tem determinado a 
preponderância, o domínio e o poder cada uma das Eras delineadas. 
Percebe-se que a Sociedade Primitiva o poder e a prosperidade eram dos 
guerreiros mais habilidosos e das tribos mais fortes. 
Na Sociedade Agrícola eram os senhores feudais que tinham o domínio das 
maiores extensões territoriais. 
Na Sociedade Industrial os dominadores eram os “barões da indústria” e 
banqueiros, donos do capital. 
Na Sociedade do Conhecimento, o poder pertence aos indivíduos e nações 
que dominam e utilizam o conhecimento da tecnologia da informação. 
Na atualidade, quem detém uma informação ou saber valioso e único pode, 
com relativa facilidade, conseguir os demais recursos financeiros, naturais e 
humanos para viabilizar e ter sucesso em um empreendimento. 
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
23 
Os Novos Paradigmas da Sociedade do Conhecimento: empresas e 
indivíduos. 
“Quanto maior é a rapidez de transformação de uma sociedade, mais 
temporárias são as necessidades individuais. Essas flutuações tornam ainda mais 
acelerado o senso de turbilhão da sociedade”. Alvin Toffler. 
A presença crescente das informações e dos conhecimentos se manifestam 
pelo avanço das tecnologias de informações digitais, tais como a computação e 
redes de telecomunicações que permeiam as relações humanas, os negócios e 
estimulam a competitividade no cenário econômico global. Tudo isso acrescido 
pela democratização do acesso às informações pela popularização da internet 
possibilitada pela convergência de tecnologias que são complementares. 
Essa convergência de tecnologias computacionais e de telecomunicações com 
suas diferentes combinações resultam em ferramentas que ampliam o poder da 
inteligência individual e coletiva que, adicionadas à enorme facilidade de 
armazenamento e acesso às informações, aceleram o ciclo virtuoso de geração de 
novos conhecimentos. 
A constante mudança no cenário dos contextos políticos, social, tecnológico e 
econômico, direciona os indivíduos e organizações de toda natureza a uma cultura 
de aprendizado permanente, mediante a atualização das tecnologias digitais que 
impulsionaram esse estado de coisa e que determinam nos paradigmas na relação 
entre indivíduos, empresas e nações na Era do Conhecimento. São eles: 
 Agilidade. Velocidade superior na sucessão dos acontecimentos 
comparando com as épocas anteriores e não poucas vezes, de forma 
simultânea obrigando rapidez nas decisões e ações pelos agentes. 
 Flexibilidade. As estruturas sofrem mudanças rapidamente para atender 
novas necessidades de adaptação a novos contextos e exigências de 
mercado. 
 Qualidade. A disseminação e a facilidade de acesso às informações 
possibilitando comparações aos agentes, obriga uma atenção maior por 
aqueles que oferecem os bens e serviços. 
Savio Silveira
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
24 
 Produtividade. A concorrência exige otimização do setor produtivo, ou 
seja, faz-se necessário produzir mais quantidades com o menor custo 
como resposta ao reflexo do mercado competitivo, redução de barreiras e 
aumento quantitativo da população mundial. 
E para manterem-se competitivas no mercado, as organizações empresariais 
procuram se adaptar à nova realidade de mudanças constantes e multidimensional 
mediante a formulação de objetivos que extrapolam o simples resultado 
econômico-financeiro e desempenhando importantes papéis nos aspectos 
técnicos, sociais e políticos na sociedade. 
Então vejamos. 
 Aspecto técnico-científico. A pesquisa e o desenvolvimento científico, 
deixou de ser restrito às instituições superiores de pesquisa e ensino para 
ser patrocinado ou efetuado pelas próprias organizações empresariais, 
devido à urgência em obter diferenciais que lhes permitam 
competividade para sua própria sobrevivência. 
 Aspecto social. A responsabilidade social e ambiental passou a ser 
preocupação das organizações empresariais porque o alto nível de 
consciência das pessoas quanto à poluição e ação contrária ao meio 
ambiente. 
 Aspecto político. O poder de influência das organizações empresariais 
como agentes de desenvolvimento e de bem-estar de uma sociedade em 
que atuam ou venham atuar, conferem-lhes grande influência política 
quanto à responsabilidade nos índices econômicos e sociais tanto da 
sociedade como das nações. 
 
Visão Estratégica da Sociedade do Conhecimento. 
Uma visão estratégica que abrange tanto as organizações empresariais, como 
as nações e o indivíduos pode ser entendido como sendo resultado da aplicação e 
do desenvolvimento intensivo do uso das Tecnologias de Informações(TIs) digitais, 
extensivas na grande maioria das atividades humanas modernas, na fabricação de 
bens, na prestação de serviços, nas ações governamentais como na educação, 
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Gestão do Conhecimento 
 
25 
saúde, segurança e influenciando a vida cotidiana das pessoas, seja no lazer, tais 
como nas viagens, televisão, vídeo, telefonia, jogos eletrônicos, leitura etc. 
Na sociedade contemporânea, enquanto o automóvel cada vez mais 
sofisticado e o avião encurtam as distâncias; a televisão, o telefone e smartphones 
ampliam a capacidade de visão e audição, a informática e a telecomunicação dão a 
possibilidade de alargar ou globalizar a mente das pessoas e a inteligência das 
organizações, nações e consequentemente dos seres humanos. O ser humano 
contemporâneo tem acesso imediato ao mundo pela conexão e o avanço das 
redes de telecomunicações e consequentemente ampliam seus conhecimentos 
mediante as pesquisas, realizam operações sem limites geográficos e temporais. A 
construção de novos cenários e estratégias só depende da imaginação e 
capacidade de cada agente no uso dos conhecimentos disponíveis. 
Antes, porém, de avançar nos estudos sobre a Sociedade do Conhecimento e 
suas implicações, vamos dar uma passagem no tema Tecnologia da Informação, 
mais conhecida pela sigla TI. 
 
Fonte:http://blog.udf.edu.br/?tag=tecnologia-da-informacao-e-comunicacao 
No início do século, os primeiros computadores eram máquinas lentas e de 
tamanho avantajados e inicialmente eram utilizadas pelos exércitos para 
decodificarou descriptorafar mensagens nos períodos de conflitos e muito 
rapidamente sua utilização foi estendia a outros setores. Ao longo do século, com a 
evolução da ciência e da tecnologia em diversos países foi possível uma melhoria 
substancial nos computadores, tanto em tamanho como em capacidade de 
processamento das informações, resultou em redução dos custos e otimização nos 
Gestão do Conhecimento 
 
26 
diversos campos da sociedade. Assim, foi possível no início do século XXI a exibição 
de computadores portáteis, ultrafinos, leves e podendo ser usado com conexões 
de alta velocidade dinamizando assim as informações e o conhecimento. 
É notória uma alteração radical na relação de comunicação quando em pouco 
tempo a carta e o telefone fixo foi substituído pelo smartphone e e-mail. A rede de 
conexão permitiu que os agentes pudessem ter nas palmas das mãos toda e 
qualquer informação para auxiliar nas tomadas de decisões, nos estudos e nas 
relações sociais através da TIs. 
A TI ou Tecnologia da Informação, abrange a área que utiliza a computação 
como um meio para produzir, transmitir, armazenar, aceder e usar as diversas 
informações necessárias às tomadas de decisões. A evolução da Tecnologia de 
Informação acompanha a rapidez do desenvolvimento do conjunto da tecnologia 
e cada vem mais surgem novas soluções disponibilizadas pela informática. 
O crescimento acelerado da tecnologia da informação exerce importante papel 
na evolução da sociedade que tem na informatização a regra nas estratégias de 
competividade e sobrevivência. De forma simplificada, pode-se dividir a TI de 
acordo com as seguintes áreas: 
 Hardware e seus componentes; 
 Softwares e seus meios; 
 Sistemas de telecomunicações; 
 Gestão de informações e de dados. 
As TIs estão presentes e aplicadas nos negócios de forma intensiva, sofisticando 
e promovendo diferenciais intrínsecas significativas em produtos e serviços para 
serem utilizadas com múltiplas funções, antes inexistentes. A competitividade e 
semelhança entre os produtos e serviços obrigam a busca de alternativas de 
diferenciação pelas organizações. 
Outra influência importante da TI está associada às invenções, à pesquisa e o 
desenvolvimento, o que possibilita combinações inéditas de aparelhos e 
processos, que se transforma rapidamente em inovações mercadológicas, 
despertando e criando novas necessidades no consumidor e acelerando a 
obsolescência tecnológica. Nas empresas a TI tem grande importância para 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
27 
provocar impactos positivos em sua estratégia de produção, de marketing e em 
todas suas áreas ao possibilitar um melhoramento no contexto estratégico, tático e 
funcional, capacitando-as a melhorar o seu processo de planejamento e a interagir 
com seu meio de forma mais positiva. 
Portanto, vamos ver alguns exemplos dessas tecnologias e que 
proporcionaram mais competividade às empresas: 
 Produção de aparelhos telefônicos com câmera fotográfica e tela touch 
screen; 
 Tênis com processadores para regular os amortecimentos das pisadas; 
 Transações comerciais e financeiras eletrônicas pela internet; 
 Redes de comunicações sem fio interligando computadores; 
 Aparelhos de televisão digitais de plasma e LCD; 
 Sistemas de gestão altamente eficiente. 
 O Comportamento da Economia na Sociedade do 
Conhecimento: uma introdução.. 
Ocupando o espaço dos produtos primários na Era Agrícola, dos bens 
industriais na Era Industrial, o conhecimento se configura na nova economia como 
o responsável pelo novo conceito de ativo intangível de patrimônio intelectual, 
composto por conhecimentos e competências, criados pelo aprendizado 
permanente nos ambientes corporativos e sua aplicação como inteligência 
competitiva. A partir dessas variáveis e de mudanças no comportamento da 
sociedade, os gestores das empresas contemporâneas deparam com a necessidade 
de desenvolver competências e habilidades para tomada de decisões com 
agilidade e assertividade. Isso implica em selecionar e relacionar informações que 
sejam importantes para minimizar as probabilidades de riscos de erros em suas 
decisões. 
Portanto, infere-se que a informação é a matéria-prima mais importante, 
embora intangível, para a construção dos conhecimentos corporativos na nova 
Gestão do Conhecimento 
 
28 
economia que possibilitou aos gestores as tomadas de decisões e direcionamento 
de suas organizações empresariais aos rumos e iniciativas que lhes asseguram o 
sucesso. 
Então é o momento de perguntar. 
 
Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/297662/ 
 
Pode-se dizer que a informação é um conjunto de dados, que constitui uma 
mensagem sobre um determinado fenômeno ou evento. Ela fornece subsídios 
para resolução de problemas e tomadas de decisão, considerando o seu uso 
racional para a concepção do conhecimento. 
Em todos os segmentos da vida e consequentemente no processo produtivo, a 
informação é um recurso dotado de duas características que as diferenciam dos 
demais fatores produtivos conhecidos como terra, capital, trabalho, tecnologia, 
que é sua rápida perecebilidade em função de sua perda de valor no tempo e sua 
reaplicabilidade. 
Quanto à reaplicabilidade, diferentemente dos demais fatores de produção, a 
informação pode rapidamente ser multiplicada, ou seja, ela pode ser facilmente 
disseminada, repassada sem perder conteúdo e de forma inesgotável. O grande 
exemplo é a ação do educador, palestrante, consultor que ao passar uma 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
29 
informação ou construí um conhecimento em outras pessoas não perdem aquelas 
obtidas anteriormente e ainda será multiplicada por aqueles que foram 
beneficiadas por recebê-las. 
Isto posto, fica evidente que as empresas precisam mudar seu foco enquanto 
estratégia para a cultura da aprendizagem permanente em todos os seus 
segmentos, para que em toda sua estrutura se manifeste a presença da evolução e 
adaptação às diversas realidades pela disseminação das informações e construção 
do conhecimento. Na nova economia, a simples posse de recursos produtivos de 
qualidade, ou de mão de obra qualificada e a disponibilidade de capital não 
garantem o sucesso nos empreendimentos e a sobrevivência no mercado global e 
competitivo. Inclui nesses procedimentos, a necessidade de obtenção de 
informações sobre “o que”, “como”, “por que”, e “para quem” fabricar ou 
comercializar o produto sou serviço. 
Essa nova realidade faz das informações e dos conhecimentos organizacionais 
os ativos intangíveis mais importantes e influencia na pesquisa e no 
desenvolvimento de novas tecnologias e imprimem uma evolução rápida em 
todos os setores e segmentos. Porém, isso faz com que os ambientes empresariais 
se apresentem de forma variada a cada momento e tendo que superar desafios 
permanentes. E para se adequar a essa nova realidade de progresso acelerado, 
tanto as organizações como as pessoas de todas as idades necessitam estabelecer 
um processo organizado e sistemático de aprendizagem continuada e 
permanente, formal ou informal para não comprometer sua sobrevivência e 
viabilizar a convivência com as inovações que são potencializadas para os 
exercícios de suas atividades. 
Ao compreender que a Sociedade do Conhecimento, sofre influência 
permanente de novas informações e com ausência de fronteiras e de regularidade 
do fator tempo, antes de avançar nossos estudos, precisamos compreender como 
esse mercado global, como a transformação do planeta terra em uma aldeia global 
fez da tecnologia da informação uma presença corriqueira na vida das 
organizações, nações e pessoas na Era do Conhecimento.Gestão do Conhecimento 
 
30 
 Reflexos da Globalização na Sociedade do Conhecimento: 
tecnologias sem fronteiras 
“As teses que consideram que a globalização implica espaços homogêneos 
e um mundo “sem fronteiras” são as que supõem que as informações, 
conhecimentos e tecnologias são simples mercadorias, passíveis de serem 
“transferidas” sob a mediação dos mercados via mecanismos de 
preço”(LASTRESA/ALBAGLI, 1999 p. 10). 
 
Portanto, vamos desconsiderar os aspectos ideológicos desse fenômeno, pois 
há quem entende a globalização como sendo um fenômeno possível de ser 
avaliado em todos os segmentos e setores da sociedade. E outros a entendem 
como sendo possível e mais intensa em determinadas áreas ou segmentos. Sem 
nos ater a esse fenômeno ideológico, podemos perceber que no campo da 
tecnologia da informação e a consequente produção de conhecimentos pela 
facilidade dos acessos às informações, ilustram o que precisamos para esse livro 
que é a Gestão de Conhecimentos. 
Assim a intensificação da concorrência mundial direcionou as empresas para a 
utilização intensa em recursos tecnológicos para aumentar a qualidade dos 
produtos, reduzir os custos e preços, ampliar a comercialização e reduzir o prazo de 
entrega. 
As tecnologias digitais de telecomunicações verificadas na Era do 
Conhecimento, além de possibilitar a comparação pelos consumidores dos 
produtos e serviços demandados, possibilitaram também, sua aplicação nas 
organizações para estabelecer rapidez e eficiência nos contatos comerciais e 
financeiros, mediante a utilização da internet, redes de computadores, meios de 
comunicação via satélite, telefonia móvel e outras. 
Os agentes financeiros, tais como bancos, casas de câmbio e agências 
financeiras, criam sistemas rápidos e eficientes para facilitar as relações 
econômicas, favorecendo a transferência de capital de investimentos, pagamentos 
e transferências bancárias, que podem ser feitos em frações de segundos pela 
internet, telefone fixo ou celular. 
Gestão do Conhecimento 
 
31 
Desse cenário, surgiram os blocos econômicos para aumentar, principalmente 
as relações comerciais entre os países desses blocos dando origem a UE, Mercosul, 
Nafta entre outros. Assim, as nações que participam do bloco, além de fortalecer o 
relacionamento com os membros, conseguem maior força para relacionar com os 
outros países mediante os acordos de cooperação bilateral no comércio, na ciência 
e tecnologia, cultura, trabalho entre outros, estabelecendo novas fronteiras entre 
os povos. 
 
Fonte:http://angelogoes.blogspot.com.br/2011/02/globalizacao-sociedade-da-informacao.html 
 
Observa-se que a intensa quebra de fronteiras, extrapola os limites das 
relações comerciais e financeiras, influenciando também no comportamento das 
pessoas com a inserção digital descobrem como a internet é uma ferramenta que 
otimiza as relações entre pessoas das mais diversas nações e adquirirem 
características culturais e sociais. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
32 
A internet, juntamente com a televisão e a telefonia facilitam as relações, 
disseminam ideias, formando assim uma aldeia global. 
 As Organizações Empresariais na Sociedade do 
Conhecimento: uma introdução 
Como vimos até o momento, a aceleração da economia mundial e de todos 
segmentos da sociedade do conhecimento gera muitos efeitos positivos, avanços, 
qualidade de vida, inserção das classes mais sacrificadas, mas, vem acompanhada 
de alguns aspectos negativos e pesados para a competitividade das organizações 
empresariais. 
 A obsolescência. A velocidade com que as transformações ambientais e 
as inovações tecnológicas ocorrem, exigem modernização constante das 
organizações e transformações de bens e serviços obsoletos em plena 
vida útil e cria o chamado prazo de validade tanto para as organizações 
como para os indivíduos que se atualizarem para os novos desafios. 
 A descartabilidade. O aumento da produtividade e a diminuição de 
custos tornam os produtos cada vez mais descartáveis. 
 Volatilidade de vínculos. Os princípios tradicionais, como fidelidade 
comercial e ligações emocionais dos consumidores com produtos, são 
enfraquecidos com a velocidade e o excesso de ofertas e com novos 
patamares de qualidade. 
Como vimos, as constantes alterações e evoluções dadas sobre os produtos e 
serviços, influenciada pela demanda crescente dos consumidores e a aceleração da 
concorrência, geram um acelerado processo de obsolescência e impulsiona a 
renovação dos conhecimentos e tornando-os precários em um rápido passar dos 
tempos. 
Um exemplo simples que podemos analisar é a velocidade com que os 
celulares evoluíram. De analógico para digital, incorporou fotografias, vídeos, 
imagens, voz, convergência com a televisão, interação entre ambientes, registro e 
Savio Silveira
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Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
33 
transmissão de dados. Até onde vai a utilidade do celular? O céu é o limite quando 
pensamos em evolução da tecnologia e do conhecimento. 
Observa-se também que as inovações trazem consigo a completa inutilidade 
de objetos importante em determinado período. Tal como o surgimento dos CDs e 
DVDs, deixaram os discos de vinil e os disquetes sem uso. E estes foram 
substituídos pelo MP3 e outros. 
Assim, entendemos a importância do exercício da flexibilidade e da agilidade 
entre as organizações, nações e pessoas definidas pela capacidade de se 
anteciparem, remodelando-se permanentemente para não se perder a 
competitividade, são características imprescindíveis para explorar comercialmente 
as novidades convergentes de múltiplas dimensões a serem exploradas nas suas 
interações como a telefonia e a televisão pela internet. 
Então, os impactos promovidos pelas inovações tecnológicas obrigam as 
organizações a repensar e remodelar os seus modelos de negócio, em ciclos cada 
vez menores. Tem-se que a agilidade é mais importante que o tamanho. A 
inovação se sobrepõe, o que implica em que o ser moderno sobrepõe ao ser 
conhecido no segmento em que atua. A efetividade só será possível quando 
atualização permanente de todas as áreas da empresa. 
Nesta Sociedade do Conhecimento e os acessos às informações em tempo real, 
alterou o comportamento do consumidor tornando-o mais ágil, exigente em suas 
escolhas e impulsionou as organizações a investirem em qualidade e 
produtividade devido à volatilidade de vínculos que os consumidores passaram a 
adotar em seus vínculos negociais. 
Qualidade deixou de ser padrão de produção estabelecida pela voz dos 
consumidores para uma dinâmica mais apurada para atender suas necessidades 
mais particulares com redução de custos e otimização dos recursos e ações 
envolvidos. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
34 
Nesta primeira unidade, você teve o contato com os primeiros conhecimentos 
necessários ao estudo da Gestão do Conhecimento, sua aplicação no contexto 
individual, organizacional e entre as nações. A influência das tecnologias digitais, 
da telecomunicação que pode definir novas fronteiras, permite que os agentes de 
uma sociedade tenham os mesmos conhecimentos e possibilidade de inserção na 
economia. 
Nesse contexto, foi importante a observação no tempo e no espaço a evolução 
da sociedade, iniciando no extrativismo de sobrevivência da espécie humana até a 
era contemporânea onde o conhecimento, a evolução incessante das ciências e 
tecnologia faz os agentes da sociedade uma verdadeira metamorfose ambulante. 
Com mudanças constantes e às vezes radicais no comportamento e nos modos de 
operação das organizações. 
As fronteiras atualmente são limitadas na palma dasmãos das pessoas pelos 
aparelhos de comunicação, armazenamento e de mídias digitais. E com isso 
surgiram as mudanças de hábitos, a descoberta de novos comportamentos em 
países diferentes e sua transferência com rapidez e simplicidade. 
As organizações empresariais se veem em constantes desafios de adaptação 
devido à obsolescência dos processos, da tecnologia e das habilidades necessárias 
de seus colaboradores. 
Na sequência dos estudos você terá acesso ao início dos conceitos, 
identificação e caracterização do conhecimento no cotidiano dos agentes que 
formam uma sociedade em constante evolução. 
 
Leitura Complementar 
HOPE, Jeremy; HOPE, Tony. Competindo na Terceira Onda: os dez 
mandamentos da erada informação. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 
TAPSCOTT, Don; LOWY, Alex; TICOLL, David. Plano de Ação para uma Economia 
Digital: prosperando na nova era do e-business. São Paulo: Makron, 2000. 
Gestão do Conhecimento 
 
35 
 
Bons estudos e vamos para a próxima unidade. 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Gestão do Conhecimento 
 
36 
 Exercícios – Unidade 1 
1. A TI ou Tecnologia da Informação, abrange a área que utiliza a computação 
como um meio para produzir, transmitir, armazenar, aceder e usar as diversas 
informações necessárias às tomadas de decisões. De forma simplificada, pode-se 
dividir a TI de acordo com as seguintes áreas: 
a) Hardware e seus componentes. 
b) Sistema de gestão organizacional 
c) Softwares e seus meios. 
d) Sistemas de telecomunicações. 
e) Gestão de informações e de dados. 
 
2. Para FOREST, a tecnologia não é apenas um canal para se comunicar, suja 
comunicação traz significado de ação recíproca que ocorre entre emissor e 
receptor da mensagem, mas sim faz parte do ato comunicativo, estando integrada 
a ele. Com isso, a lógica da atual sociedade do conhecimento consolida-se para a 
lógica das redes. Com isso, essa integração na construção das sociedades e do 
espaço geográfico e temporal, assinala para o conceito de: 
a) Espaço digital. 
b) Espacialidade em rede. 
c) Territórios virtuais. 
d) Meio técnico-científico informacional. 
e) Espaço físico-virtual. 
 
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
37 
3. Em todos os segmentos da vida e, consequentemente, no processo 
produtivo, vários recursos são utilizados e com características diferentes e 
específicas. Inclusive aqueles dotados de duas características que as diferencia dos 
demais fatores produtivos conhecidos como terra, capital, trabalho, tecnologia, 
que é sua rápida perecebilidade e reaplicabilidade. Estamos nos referindo aos 
recursos: 
a) Produtivos 
b) Digitais 
c) Informacionais 
d) De gestão 
e) Ocupacionais 
 
4. O desenvolvimento ocorrido no patamar de consciência, inteligência e 
aplicação dos conhecimentos pelos seres humanos, oportunizou o 
desenvolvimento econômico, a expansão das organizações empresariais e 
proporcionou condições para o surgimento de classes emergentes: a burguesia e o 
proletariado consciente. Segundo Alvin Toffler Esta fase da evolução da sociedade 
humana se refere a: 
a) Sociedade do Conhecimento 
b) Sociedade Industrial 
c) Sociedade Primitiva 
d) Sociedade Agrícola 
e) Sociedade de Transformação 
 
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
38 
5. A Tecnologia da Informação passa a ocupar papel importante na estratégia 
competitiva nas organizações empresariais, propiciando uma interação em seus 
níveis estratégicos, táticos e operacionais. A seguir tem alguns exemplos dessas 
tecnologias que tornaram as empresas mais competitivas, EXCETO um. Marque-o. 
a) A implementação de câmera de vídeo e touch-screen nos celulares. 
b) Tênis preparados com processadores para regular os amortecimentos das 
pisadas dos corredores. 
c) Implantação de transações comerciais e financeiras eletrônicas pela 
internet. 
d) Redes de comunicações sem fio interligando computadores. 
e) Tecnologia de gestão que tornam rígidos os processos. 
 
6. A aceleração das mudanças no cenário dos contextos políticos, social, 
tecnológico e econômico, faz dos agentes que compõem a sociedade a percepção 
que a cultura de aprendizagem permanente com uso das tecnologias digitais, 
definem os novos paradigmas na relação entre indivíduos, empresas e nações na 
Era do Conhecimento. Marque a alternativa INCORRETA quanto a esses novos 
paradigmas. 
a) Há maior agilidade na sucessão dos acontecimentos comparando com as 
épocas anteriores e não poucas vezes, de forma simultânea obrigando 
rapidez nas decisões e ações pelos agentes. 
b) Exige-se maior flexibilidade nas estruturas que sofrem mudanças 
rapidamente para atender novas necessidades de adaptação a novos 
contextos e exigências de mercado. 
c) Exige-se maior qualidade para disseminação facilidade de acesso às 
informações, possibilitando comparações aos agentes, obriga uma 
atenção maior por aqueles que oferecem os bens e serviços. 
d) Maior produtividade em função da concorrência que exige otimização do 
setor produtivo, ou seja, faz-se necessário produzir mais quantidades 
com o menor custo como resposta ao reflexo do mercado competitivo, 
redução de barreiras e aumento quantitativo da população mundial. 
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39 
e) Maior flexibilidade tecnológica nos processos nos grupos de produtos 
que ocupam maior parte percentual nos custos e no faturamento da 
empresa visando melhorar a produtividade, a qualidade e proporcionar 
agilidade nas respostas às demandas internas e externas. 
 
7. “A tecnologia não é apenas um canal para se comunicar, cuja comunicação 
traz o significado de ação recíproca que ocorre entre emissor e receptor da 
mensagem, mas sim faz parte do ato comunicativo, estando integrada a ele. É uma 
nova maneira de aprender e agir, é construir novos alicerces na forma de 
comunicar e conhecer. Com isso, a lógica da atual sociedade consolida-se para a 
lógica das redes”. A integração da tecnologia com a construção das sociedades e 
do espaço geográfico, no momento atual da história, assinala o conceito de: 
a) Espaço digital 
b) Espacialidade em rede 
c) Territórios virtuais 
d) Meio técnico-científico informacional 
e) Espaço físico-virtual 
 
8. Os recursos predominantes dessa Era foi o poderio e a força física, com a 
aplicação mais adequada, dependendo das habilidades e das competências na 
utilização do potencial físico do trabalho humano disponível. Segundo Alvin 
Toffler esta fase da evolução da sociedade humana se refere a: 
a) Sociedade do Conhecimento 
b) Sociedade Industrial 
c) Sociedade Primitiva 
d) Sociedade Agrícola 
e) Sociedade de Transformação 
 
Savio Silveira
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
40 
9. A Sociedade do conhecimento surgiu diversas fases da evolução da 
sociedade quando os aspectos tangíveis forma substituídos pelos intangíveis tanto 
na relação entre as pessoas quanto organizações e nações. Demonstre as principais 
características dessa sociedade. 
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10. Qual o papel das inovações tecnológicas na sociedade do conhecimento? 
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2 Abordagens e Modelos Sobre a Gestão do Conhecimento. 
 
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42 
Prezado(a)s aluno(a)s, 
Estudaremos nesta unidade as principais abordagens e a organização do 
conhecimento no que se refere à sua origem, características e aplicação pelos 
indivíduos, sociedade e organizações. 
A utilização dos conhecimentos pelos agentes para transformar em valor 
agregado depende de como eles são organizados para converterem em produtos e 
produzir benefícios para evolução do próprio conhecimento que é dinâmico e 
falível. 
Na primeira etapa, conhecemos o processo de organização do conhecimento, 
independentemente do interlocutor e sua aplicação nas organizações empresariais 
porque não basta ter recursos humanos capazes, tecnologia de gestão, capital 
intelectual para tornar a organização competitiva. Agora, veremos necessidade de 
identificar e organizar de forma sistemática. Por isso, a necessidade de se identificar 
as origens, a construção das informações por fim ser possível produzir 
conhecimento. 
É necessário também para se obter uma boa organização dos estudos da 
Gestão de Conhecimento no ambiente nas empresas, identificar as diversas áreas 
de conhecimento em seu sentido científico e aplicado no campo empírico, 
científico, teológico e filosófico. 
Objetivos da unidade: 
 Compreender como os conhecimentos devem ser organizados para que 
se transformem em valor para o interlocutor; 
 Compreender como utilizar a taxonomia na gestão dos conhecimentos; 
 Identificar os tipos de taxonomias do conhecimento e como aplicá-las; 
 Diferenciar dados, informações e conhecimentos; 
 Compreender como selecionar os dados e as informações importantes 
aos objetivos; 
 Transformar os conhecimentos em valor agregado para o avanço de 
novas realidades; 
 Identificar, caracterizar e compreender as aplicações dos tipos de 
conhecimentos. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
43 
Plano da unidade: 
 Taxonomia do Conhecimento Empresarial 
 Dados, Informações, Conhecimentos: ponto de partida 
 Tipos e conhecimento 
 Taxonomia Corporativa 
 
Bons estudos! 
 
Gestão do Conhecimento 
 
44 
 Taxonomia do Conhecimento Empresarial 
Na unidade anterior, vimos que atualmente não se mede a capacidade de uma 
empresa apenas baseadas em seus aspectos tangíveis, em seus ativos que podem 
ser contados, manuseados tais como os prédios, maquinários e financeiros. Com a 
sociedade do conhecimento pelo advento da era do conhecimento, os ativos 
intangíveis passaram a ser um desafio, tanto das organizações como das pessoas, 
em um mundo que se tornou uma aldeia global, sem fronteiras e sem limite de 
tempo. 
A grande questão é saber como gerenciar esses ativos intangíveis. Como 
incorporá-los ao patrimônio como valor e surge então a Gestão do Conhecimento 
como sendo o grande desafio das organizações e a nova compreensão do que se 
entende por competências empresariais e transformar os conhecimentos, as 
informações e as tecnologias para manter-se competitivo. 
Antes de avançar nos estudos, faz-se necessária a compreensão de como 
organizar esses conhecimentos, as informações, o capital intelectual em sendo eles 
intangíveis. E sabendo que a era do conhecimento não admite fronteiras, essa 
mesma lógica se faz presente quando avaliamos a gestão do conhecimento que é 
multidisciplinar, interdisciplinar e contextualizado. 
Muitas organizações falam de “core competencies”, mas não percebe que as 
competências essenciais na era do conhecimento são baseadas em um conjunto 
de informações e conhecimentos que precisam ser criados, organizados, 
atualizados e disseminados de maneira sistemática em todas as áreas da 
organização. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
45 
Então, o que é taxonomia? E onde se relaciona com a Gestão do 
Conhecimento? 
O termo taxonomia origina-se do grego antigo, τάξις, taxis (arranjo, ordem) e 
nomia, νομία, (lei, norma, método). É a disciplina acadêmica que define grupos 
biológicos baseados em suas características comuns e com denominações para a 
compreensão universal. 
 
Fonte:https://melhorbiologia.blogspot.com.br/2013/05/taxonomia.html 
Importante. 
Competencie, designa a principal competência da organização 
empresarial e que torna-a realmente diferenciada e única. 
Fonte: artigo publicado por C.K.Prahalad e Gary Hamel, para Havard Business Review) 
Gestão do Conhecimento 
 
46 
Não há nada de novo nesse termo quando a abordagem for o conhecimento 
nos negócios que se faz presente nas áreas da biblioteconomia e no universo 
científico. Foi proposto pelo botânico sueco Karl von Linné Lineu, um médico 
sueco que se tornou um dos principais entre os 41 botânicos da história, por ter 
estabelecido o princípio básico e usado para classificar os seres vivos. Esse termo 
começou a ser utilizado no ano 1735 com a publicação da versão inicial da obra 
Classificação dos Seres Vivos e foi reeditada várias outras vezes e sua versão final 
definida em 1758. 
Fonte:http://slideplayer.com.br/slide/376838/ 
Em seus estudos da taxonomia, o cientista dividiu os seres vivos em grupos, de 
acordo com suas características em comum, obedecendo a uma ordem hierárquica 
e o seu artigo propõem uma classificação dos seres vivos e foi republicado até que 
amadurecesse suas ideias. 
As razões principais para o avanço e o sucesso taxonomia Lineana pode ter sido 
o fato que esteja ligada diretamente à: praticidade dos termos, ou seja, uma 
relação simples entre gênero e espécie do ser vivo descrito; bem como o sistema 
Gestão do Conhecimento 
 
47 
hierárquico; o sistema de classificação, chamado de “divisão e denominação”, no 
qual Linné catalogou os seres vivos em reinos, classes e ordens. 
No meio das organizações empresariais, o termo taxonomia não tem utilização 
muito fértil, pois fica mais restrita a gerar interesse somente para cientistas e 
bibliotecários. Há necessidade de entender que a taxonomia como sendo 
elementos estruturantes, estratégicos e centrais para negócios baseados em 
informação e conhecimento, ou seja, organizar seu ativo intangível para 
compreender a necessidade de organizar essas competências em favor da 
organização. 
Para melhor compreender a taxonomia, conceituamos como um sistema 
utilizado para classificar e facilitar o acesso às informações nas organizações e tem 
por objetivos: 
 Representar conceitos através de termos específicos; 
 Agilizar a comunicação entre os especialistas e entre esses e os demais 
interlocutores na organização; 
 Encontrar o consenso entre as informações para que a torne positiva; 
 Propor formasde controle da diversidade de significados e o multiuso 
das informações; 
 Preparar um mapa de área que servirá como guia em processos de 
conhecimento. 
 
Portanto, taxonomia um vocabulário organizado e controlado de uma 
determinada área do conhecimento, isto é, é um instrumento ou elemento de 
estrutura que permite alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um 
sistema, de maneira lógica. 
Mesmo quando se refere às informações não estruturadas tais como intranets, 
sites, e-mails, documentos Office etc, a taxonomia é apontada, por alguns 
especialistas no mesmo grau de importância que os bancos de dados estruturados 
tiveram para as informações tabuladas e como a maior parte das informações em 
uma empresa está sob a forma de textos, percebe-se que seu tratamento é um 
Gestão do Conhecimento 
 
48 
assunto essencial, e que seu uso correto no cotidiano deverá favorecer o 
desempenho das outras atividades do ambiente organizacional. 
No ambiente da web, por exemplo, as taxonomias têm por objetivo simplificar 
as buscas de navegação, definir responsabilidades quanto à avaliação das 
informações, sua classificação, sua utilização, sua organização, armazenagem e 
eliminação. A partir daí, fica evidente que a eficiência da taxonomia é dependente 
do quanto ela auxilia na melhoria das atividades dos usuários, dos processos e nos 
resultados organizacionais. Embora não haja padrão universal de taxonomias, sua 
estrutura deverá possibilitar o usuário a ter acesso às informações de diversas 
formas diferentes com o menor espaço de tempo de modo a aplicá-las com 
eficiência. 
Para se tornar eficiente na gestão dos conhecimentos, as organizações 
necessitam desenvolver categorias e estruturas de informação que dão agilidade a 
negócios e grupos de usuários específicos que utilizam o sistema em seus 
processos de trabalho. 
As boas taxonomias devem facilitar a busca por documentos, dados, 
informações, permitindo que as pesquisas possam ser conduzidas por diferentes 
critérios (ex: autor, data, formato de arquivo, domínio de conhecimento, etc.). Não 
existe um critério correto ou errado de taxonomia ou universal, porque pessoas 
diferentes desenvolverão taxonomias diferentes, porém alguns critérios devem ser 
observados. 
A taxonomia deve ter: 
 Comunicabilidade, ou seja, os termos utilizados devem demonstrar os 
conceitos apresentados, de acordo com a linguagem utilizada e 
compreendida pelos usuários do sistema. 
 Utilidade, ou seja, a taxonomia deve apresentar somente os termos 
necessários para os usuários da organização é feito se esses termos forem 
utilizados na organização. 
 Estimulação, ou seja, uma boa taxonomia apresenta termos que 
estimulam ou induzem o usuário a continuar na navegação ou busca da 
informação. Relaciona também, com a comunicabilidade, uma vez que 
Savio Silveira
Savio Silveira
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
49 
também é o resultado de um estudo da linguagem dos usuários do 
sistema. 
 Compatibilidade, ou seja, a taxonomia deve conter somente estruturas 
do campo que se está ordenando e que façam parte das atividades ou 
funções da organização 
 
No ambiente da web, em particular, as taxonomias servem para simplificar as 
buscas e a navegação e designar responsabilidades em termos de avaliação, 
organização, eliminação e arquivamento de informações. O verdadeiro teste de 
qualquer taxonomia é a eficiência que ela fornece para o grupo de usuários para o 
qual foi projetada. A seguinte pergunta resume bem essa questão: apoiados pela 
taxonomia, os usuários são capazes de encontrar informação relevante e 
significativa de maneira eficiente e em tempo hábil? Como vimos, não existe, 
ademais, certo ou errado universal: pessoas diferentes desenvolverão taxonomias 
diferentes. Consequentemente, a taxonomia deve ajudar a criar caminhos 
(categorias) múltiplos para encontrar a mesma informação, de acordo com o ponto 
de vista adotado. 
Portanto, a taxonomia deve tornar intuitivo para os usuários o processo de 
busca por uma informação específica, facilitando o contato dos mesmos com 
tópicos e categorias relacionadas de acordo com suas necessidades considerando 
o dinamismo das atividades e demandas das realidades empresariais. 
 
Identificando as taxonomias do conhecimento. 
Somente com a clareza conceitual do conhecimento e a consciência de seus 
vários tipos, os gerentes do conhecimento podem iniciar um empreendimento 
eficaz na Gestão do Conhecimento nas suas organizações (LE e GOH, 2006, apud 
CASTILLO e CAZARINI). E antes de avançar no tema, é importante aprofundar o 
conhecimento dos principais pensadores que desenvolveram trabalhos 
relacionados à taxonomia dos conhecimentos aplicadas nas organizações. 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
50 
A taxonomia do conhecimento segundo Lundvall e Johnson Lundvall e 
Johnson (1994) propuseram os termos know-what, know-why, know-how e know-
who. 
 O know-what, refere-se aos fatos. 
 O know-why, refere-se ao conhecimento sobre a causalidade, e elimina a 
necessidade de julgamento e erro. 
 O know-how, refere-se às habilidades ou à capacidade para fazer alguma 
coisa. 
 O know-who, abrange o conhecimento sobre quem sabe o quê e quem 
sabe fazer o quê. E também inclui as habilidades sociais que permitem a 
cooperação e a comunicação com colegas e colaboradores. 
 A taxonomia do conhecimento segundo Blackler (1995) apresenta a 
seguinte estrutura: 
 Define o conhecimento pessoal (embrained), como conhecimento aquele 
que depende das habilidades conceituais e cognitivas. 
 Do conhecimento incorporado (embodied) como ação orientada, mais 
provável de ser explícito. 
 Do conhecimento cultural, como entendimentos compartilhados, 
relacionado aos processos de socialização e culturalização. 
 Do conhecimento embutido (embedded), que reside nas rotinas 
sistemáticas. 
 Do conhecimento codificado, como informação transmitida por sinais e 
símbolos. 
Conhecimento explícito versus conhecimento tácito. 
Nonaka e Takeuchi (1995), baseados nos estudos de Polangy (1966), sustentam 
dois tipos de conhecimento: conhecimento explícito e conhecimento tácito. 
 O conhecimento explícito pode ser expresso em letras, números, e 
compartilhado na forma de dados, formulas científicas, manuais etc. 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
51 
 O conhecimento tácito inclui percepções subjetivas, intuições e palpites, 
é altamente pessoal e difícil de ser formalizado, o que faz complexo seu 
compartilhamento. Ele está profundamente enraizado nas ações e 
experiências do indivíduo, bem como nas suas ideias, valores e emoções. 
 
Segundo Nonaka e Krogh (2009) o conhecimento tácito é a pedra angular na 
teoria de criação de conhecimento organizacional. A compreensão e caracterização 
do conhecimento tácito é ainda um desafio na comunidade científica, motivando 
vários estudos que objetivam sua delimitação e aprofundamento. Linde (2001) 
subdivide o conhecimento tácito em social, físico, e em outros conhecimentos. 
Schindler (2002) sustenta um conhecimento não-explícito, composto por 
conhecimento processual e possível de ser articulado, um componente cognitivo 
que não pode ser explicitado, e um conhecimento tácito incorporado, também 
impossível de ser articulado. Spender (2003) sustenta que a emoção é um tipo de 
conhecimento tácito. 
Nonaka (1994) e Takeuchi (2001) argumentam que o conhecimento tácito 
possui duas dimensões, a dimensão técnica, alinhada com as habilidades pessoais, 
e a dimensão cognitiva, consistente de crenças, ideais e valores. 
Nickols (2000),baseado nos estudos de Polangy (1966), suporta o conceito de 
conhecimento implícito, que é o conhecimento que pode ser articulado, mas que 
ainda não foi; e aquele conhecimento que não pode ser articulado é considerado 
conhecimento tácito. 
Segundo FRAPPAOLO(2008), o conhecimento implícito tem um alto valor para 
a organização, e representa uma nova fronteira da Gestão do Conhecimento, mas 
as companhias devem empreender ações estratégicas com o objetivo de 
posicioná-lo adequadamente, identificando e quantificando suas fontes e sua 
natureza e desenvolvendo processos de garimpagem e conversão; processos 
baseados em metodologias estruturadas que aplicam técnicas de entrevista e 
esquemas para a captura de processos de razoamento. Ibid id(2008) sugere a 
metodologia nomeada Knowledge Harvesting, desenvolvida por LARRY TODD 
WILSON (2010). 
 
Savio Silveira
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
52 
Conhecimento positivo versus conhecimento negativo. 
O conhecimento sobre as falhas ou erros dos empreendimentos ou atividades 
da organização é tão importante quanto o conhecimento dos sucessos 
empresariais (TEECE, 1998). Enquanto é obvio que novo conhecimento útil para 
alguma inovação é desejado (conhecimento positivo), deve ser também 
reconhecido que experiências que conduzem a becos sem saída podem ser 
valiosas para a orientação e focalização de recursos que tenham resultados 
promissores no futuro (conhecimento positivo) (LEE e GOH, 2006). Segundo O´Dell 
e Grayson (1998) a rejeição da parte da gestão que fala sobre projetos que não 
deram certo (conhecimento negativo) dirigiria a uma cultura de compartilhamento 
de anti-conhecimento. 
A taxonomia do conhecimento segundo Zack Zack (1999) 
Sustenta um o conhecimento declarativo, ou conhecimento sobre, que se 
refere às etiquetas, categorias e distinções utilizadas para representar as coisas 
importantes para a organização; um conhecimento processual, ou saber como, que 
inclui rotinas e rituais organizacionais e se refere ao entendimento de uma 
apropriada sequência de eventos ou a habilidade de desempenhar um conjunto 
particular de ações; um conhecimento causal, ou saber por quê, que se refere ao 
entendimento do motivo que as coisas acontecem. Estes dois últimos 
conhecimentos estão alinhados ao know-how e know-why respectivamente, 
sustentado por Lundvall e Johnson (1994); e um conhecimento relacional, que se 
refere ao entendimento da relação entre os tipos de conhecimento. 
Taxonomia Corporativa 
Independentemente da área de atuação, a taxonomia tem por objetivo criar 
um modelo que possibilite a organização o acesso às informações para que essas 
possam auxiliar na formação do conhecimento. Se o objeto de referência for o 
campo da informática, utiliza-se de ponto de consulta o título, o cabeçalho, a 
palavra em comum. Se objetivo for gestão, exercício de uma atividade ou tarefa, os 
caminhos de consulta poderão ser manuais, correspondências, casos reais ou 
outros. 
Gestão do Conhecimento 
 
53 
Nosso objetivo é direcionar a taxonomia para meio corporativo e portanto 
podemos conferir essa compreensão a partir dos seguintes estudos. Para 
WOODS(2004, p. 120), a taxonomia corporativa é uma hierarquia das categorias 
utilizadas para classificar documentos e outras informações, como forma de 
representar as informações disponíveis dentro da organização. Ao contrário do 
tratamento da taxonomia em outras áreas, afirma que as informações precisam 
estar definidas em determinada hierarquia para serem consideradas úteis. Porém, 
no meio corporativo não se aplica, porque uma informação poderá ser útil para 
vários departamentos ou áreas(adaptado de AGANETTE, et all, 2010). 
Ainda, CONWAY e SLIGAR (2002, p.98) afirmam que as taxonomias corporativas 
precisam criar uma rede semântica embasada no negócio da organização, 
tornando uma excelente ferramenta de gestão do seu capital intelectual. 
CENTELES (2005, 75), aplicada à gestão da informação, coloca que a taxonomia 
é um tipo de vocabulário controlado que reflete o contexto, a audiência e os 
conteúdos de uma determinada organização e pode ter diversificação em sua 
utilização, pois reflete os diversos campos de atuação e dos diversos sites de 
consulta: organização de conteúdo, a busca, a filtragem e as informações. 
Aplicando no sentido universal dos meios corporativos, entende-se por essa 
definição que as informações estão disponíveis e poderão ser aproveitadas nos 
diversos contextos do meio corporativo. 
Para VITAL CAFÉ (2007, p. 56), a taxonomia vai além de representar apenas 
gênero-espécie das informações. 
 “... representar conceitos através de termos, agilizar a 
comunicação entre especialistas e outros públicos; 
encontrar o consenso; propor formas de controle da 
diversidade de significação e oferecer um mapa de área 
que servirá como guia em um processo de 
conhecimento(TERRA, et all, 2004, p. 98 ) 
No que se refere à estruturação de uma taxonomia corporativa BLACBUM(2006, 
p. 118),propõem que elas sejam hierárquicas e sugere que sejam divididas em três 
níveis: por assunto; por unidade de negócio e por funcionalidade. 
Para dar continuidade aos estudos e depois de uma viagem pela compreensão 
da formação do conhecimento e das diversas formas de sua organização para que 
Gestão do Conhecimento 
 
54 
se torne efetivo em seus diversos ambientes, vamos tratar dos pormenores de sua 
construção. 
 Dados, Informações, Conhecimentos: ponto de Partida. 
Segundo DRUCKER(2000, apud VIEIRA, p. 1), a sociedade vive na Era do 
Conhecimento onde a criação e o gerenciamento do conhecimento são fatores 
decisivos no ambiente corporativo e O´DELLll e ORAGASON Jr( ibid id, p. 1), afirma 
que a Era do Conhecimento é uma combinação da Era Industrial com maiores 
esforços na busca pelo conhecimento que passa exercer papel importante em sua 
competitividade. 
Por serem intangíveis, exigem das organizações empresariais investimentos em 
novas tecnologias, em novos processos, novas instalações, equipamentos, novos 
sistemas de gestão e formação dos profissionais criativos, contextualizados e 
preparados para manipular tantos dados, informações, conhecimentos. 
Então vamos entender esses instrumentos. 
 
Fonte:https://mundodalogica.wordpress.com/2013/03/04/sabedoria-x-conhecimento-x-
informacao-x-dados-2/ 
Gestão do Conhecimento 
 
55 
Em percepção rápida é possivel observar que há uma hierarquia entre essas 
três etapas até que possa produzir conhecimento e aplicar em seus objetivos e 
responder às expectativas. 
Dados: o que são? 
Os dados por si só não produzem a resposta que se espera, pois eles consituem 
no registro inicial do evento e são desprovidos de significados. Esses dados 
trabalhados constituem em alguma informação na direção de algum objetivo 
definido, que são informações com significado para o processo ou sistema e tem 
significado. 
A seleção, organização e utilização dessas informações levará a atender aos 
objetivos esperados com siginificados próprios. 
 
Fonte:https://imasters.com.br/gerencia-de-ti/mas-afinal-o-que-e-
conhecimento/?trace=1519021197&source=single. 
 
O ponto de partida dos estudos dessa seção é a compreensão, identificação e 
diferenciação entre “dados”, “informação” e “conhecimento”. 
Já parou para imaginar que ao ler este texto ou este livro você está diante de 
um conjunto de dados? Sim, porque as informações que serão extraídas, as 
conclusões, as aplicações dos conhecimentos nele contidas, serão o ponto de 
partida, o pingo no oceano que serão utilizados para as construções sucessivas. E 
mais importante, sem que haja qualquer alteraçãonos dados originais. 
Então, vamos apresentar algumas formas de conceituar dados. 
Gestão do Conhecimento 
 
56 
Dados são códigos, símbolos, que constituem a matéria-prima da informação, 
ou seja, é a informação não tratada. Os dados representam um ou mais significados 
que isoladamente não podem transmitir uma mensagem ou representar algum 
conhecimento. 
Os dados são uma representação dos fatos, conceitos ou instruções de forma 
organizada com adaptação à comunicação, à interpretação e ao processamento 
pelo ser humano ou através de computadores. 
Segundo LE COADIC (2004) dados são uma representação composta de 
informação codificada de uma forma a permitir colocá-las sob processamento 
eletrônico. 
Já para TURBAN (2003) os dados são nada mais que a matéria-prima da 
informação. Os dados são descrições de coisas, eventos e atividades os quais 
sozinhos não conseguem se unir e representar algum significado. 
Para Souza(2006) os dados são uma sequência de símbolos codificados de tal 
forma a permitir sua manipulação pelo computador. 
A partir dos conceitos apresentados pode-se inferir que os dados são o ponto 
de partida da inciativa de qualquer ação e em qualquer área, seja para criar, inovar, 
ampliar. O que caracteriza que a pessoa detém a ideia inicial, mesmo que de forma 
desorganizada sobre determinada área que será o ponto de partida para a 
construção de um conhecimento. 
Uma das principais características de um dado é a necessidade de avaliação, 
compreensão para verificação de sua utilidade ou importância no contexto e 
quanto mais capacidade o interlocutor tem em sua análise, melhor sua seleção 
para integrar em um processo de construção ou de produção. 
Imagine no ambiente corporativo as inúmeras oportunidades que o 
trabalhador tem para escolher um dado para ser utilizado em um processo em suas 
atividades? E se ocorrer uma atitude de descartar, tem-se que no primeiro 
momento ele entendeu que não agregaria valor em seu trabalho e caso contrário, 
perceber que aquele dado será importante porque este ajudará em suas atividades 
laborais na resolução de um problema ou construção de outro dado etc. e pode ser 
aplicado no dia a dia dos indivíduos. A essa escolha, leva a compreensão que o 
Gestão do Conhecimento 
 
57 
trabalhador é detentor de outros conhecimentos e capacidades no exercício de 
suas atividades, pois será capaz de incluir aqueles dados originais para conceber 
novos parâmetros de tomada de decisão com a transformação desses dados em 
outras informações. 
Informação 
Então o que é uma informação? Como os dados podem se transformar em 
matéria-prima, subsídio, caracteres para novas decisões? 
 
Fonte:https://agrotitan.blog.br/2016/02/16/voce-ainda-corre-atras-da-informacao/ 
A palavra “informação” tem sua origem na língua da antiga Roma, o Latim. É 
derivado de INFORMARE, que significava “dar forma”. Este termo latino é composto 
pelos radicais IN-, que significa “em” e FORMA, que pode ser traduzido como 
“forma” ou “aspecto”. 
Imagine no seu trabalho, a empresa decidi fazer um levantamento profundo 
sobre os custos de cada centro. Um grande número de funcionários estará 
envolvido nesse processo para diagnosticar, identificar, caracterizar e quantificar 
esses custos. Quantos dados estarão à disposição dos analistas para apurar e 
identificar os custeios nas diversas áreas. Até aqui, teremos o conjunto de dados 
originais e soltos, embora possam esclarecer os custos de determinada área, para o 
conjunto da organização. 
Gestão do Conhecimento 
 
58 
Agora, imagine o tratamento desses dados originais selecionados por um 
sistema de gestão de custos. Quantas informações serão oriundas desse 
tratamento para organizar o processo de tomada de decisão? 
Outra análise de tratamento de dados para formular uma proposição de 
utilização pode ser o processamento de dados por um computador. No ato da 
depuração dos dados ocorre exclusivamente manipulações estruturais dos 
mesmos e realizados por programas previamente preparados mediante funções 
matemáticas e outros recursos de programação. A partir do resultado de 
processamento, informações como tabelas, textos, conceitos serão selecionados e 
utilizados para compor um processo de tomada de decisão, ou seja, compõe o 
corpo de informações necessárias ao processo. 
A partir do exposto, podemos entender que informações são os dados 
manipulados, tratados e selecionados para realização de uma determinada 
atividade ou processo. Diferentemente dos dados, as informações são dotadas de 
significados e podem afirmar, confirmar ou criar algo de novo. Desta forma, pode-
se dizer que as informações formam um conjunto de dados manipulados, 
processados e selecionados por meio eletrônico ou humano que seja capaz de 
produzir significado. 
Pode-se perceber a capacidade que o indivíduo deverá ter na escolha das 
informações necessárias no processo de tomada de decisão e considerando que a 
Era do Conhecimento desafia constantemente as pessoas, organizações e nações 
na seleção e utilização eficiente das informações para se manter ativo e 
competitivo. 
Para melhor compreensão sobre a utilização das informações como parâmetro 
importante nas resoluções de todas atividades no cotidiano das pessoas e 
organizações, vamos considerar uma situação em que o gestor da área de 
produção de uma empresa encontrou sobre sua mesa no início dos seus trabalhos 
diários uma planilha com as seguintes informações relacionados ao quadro de 
pessoal: 
 Quantidade de funcionários: 15; 
 Horário de entrada: 08:00; 
 Total da folha de pagamento: $60 000 ,00. 
Gestão do Conhecimento 
 
59 
Observe que essas informações, mesmo em sendo do setor de trabalho, não 
têm significado para o gestor. Não agrega valor ao seu trabalho, embora tenham 
relação com o mesmo. Porém, se o colaborador percebesse que se esquecera de 
anexar outras informações, tais como, o absenteísmo do setor; a produtividade do 
pessoal; as horas-extras realizadas no período bem como o custo adicional na folha 
forneceria ao gestor parâmetros para análise e tomada de decisão, pois tinha ali 
detalhada a performance do setor. É possível notar que o segundo grupo de 
informações tem significado e representa valor para o gestor em seus trabalhos. 
São informações que lhe permite tomar ações a partir dos dados originais. 
Então, a esta altura, você pode entender que a informação é um produto, um 
fato, um episódio criado pelo ser humano e está inserida em diferentes segmentos 
na era da informação, seja no contexto científico, tecnológico, social, relacional, 
educacional, cultural, organizacional e pode ser considerada com um requisito 
especial para adquirir e aplicar os conhecimentos. Por outro lado, pode-se dizer 
que a informação é o elo entre o mundo exterior e interior do ser humano. Ligação 
esta realizada através da mente do responsável por sua recepção, apreensão, 
transformação e dinamização do conhecimento por meio da assimilação, 
entendimento e transformação da mensagem/informação recebida em valor 
agregado para o receptor e para que isso ocorra alguns aspectos importantes 
precisam ser considerados. 
O processo de comunicação da informação. 
O processo de comunicação tem grande influência na transmissão de dados 
que de acordo com seu grau de fidelidade, poderá gerar uma informação pelo 
interlocutor, ser comunicada e preparada para dar significado aos seus objetivos. 
Se o detentor da informação tiver o domínio dos variados significados dos 
dados a serem transmitidos, maior será a possibilidade do interlocutor processá-los 
e dar sentido para si e comunicar a outros interlocutores. Essa nova informaçãopoderá se aproximar da original e produzir resultados superiores dependendo da 
precisão daquelas recebidas, das experiências pessoais vivenciadas tanto pelo 
emissor como pelo receptor e sua relação com o objeto e natureza do evento. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
60 
Donde se conclui que informação poderá ser objeto de comunicação se for 
suficientemente explicitada, fiel a sua origem, atestada pelos seus objetivos e 
mesmo assim não há garantia de assimilação de fidelidade a sua origem. Explica-se 
pelo fato de ter o receptor paradigmas que venha dar interpretações e 
direcionamentos diferentes. 
Definição da qualidade das informações. 
Como definir um padrão de qualidade de uma informação? Uma das 
características importantes estarão relacionadas com a atualidade da informação e 
com a exatidão para atender às pretensões do usuário. O usuário espera a 
disponibilização de informações que geram significados para si por uma qualidade 
intrínseca suficiente e que torne possível gerar resultados que justifiquem sua 
recepção. 
Para simplificar a compreensão sobre a qualidade da informação, podemos 
dotá-las de três dimensões. 
Primeira dimensão: tempo que está relacionada com: 
 A prontidão, que se relaciona com disponibilidade da informação quando 
de sua necessidade. 
 A aceitação, que deve ser atualiza sempre que necessária para manter-se 
ativa. 
 Com a frequência, que deve ser fornecida tantas vezes quantas forem 
necessárias. 
 O período, quando pode ser fornecida de acordo com seu passado, 
presente e futuros. 
Segunda dimensão: conteúdo da informação e pode ser. 
 A precisão, que se relaciona com a isenção de erros na informação. 
 Sua relevância, que se relaciona com sua importância para o receptor. 
 A integridade, que se refere à totalidade da informação a ser 
disponibilizada. 
 A amplitude, que se relaciona com o alcance da informação que poderá 
ser amplo ou estreito, com foco interno ou externo. 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
61 
Terceira dimensão: forma como a informação é disponibilizada. 
 A clareza, como a informação deve ser disponibilizada para facilitar a 
compreensão. 
 Com o detalhe, que poderá ser fornecida de forma resumida ou 
detalhada. 
 Com a ordem, ou a sequência com que a informação pode ser 
disponibilizada. 
 Com a mídia, em que a informação pode ser disponibilizada: impressos, 
redes sociais, impressos, monitores de vídeos. 
Conhecimento. 
A partir da compreensão de como as informações se processam e transformam 
os dados em algo útil para o receptor, precisamos avançar e entender como uma 
informação agrega valor ao contexto, criando assim, novos valores, novas 
concepções e formulação de novos cenários ou novas realidades. Surgir assim a 
produção de conhecimento e de uma nova realidade ocupa o espaço anterior, 
após serem todas informações quanto à sua confiabilidade, sua relevância e 
importância. 
Percebe-se que o conhecimento será possível mediante a interpretação e 
integração de vários dados e informações para iniciar a construção de um cenário. 
O processo da transformação será a sinergia apropriada da avaliação dos dados e 
das informações e o novo produto surgido a partir da interpretação e seleção será 
o novo conhecimento que poderá ser resultado de uma ruptura ou de uma 
complementação da realidade anterior. 
Assim pode-se perceber que o conhecimento é um processo em construção 
permanente, seja em função da interação no ou com o ambiente. O conhecimento 
poderá ganha características específicas ou gerais, porém, ele só será possível à 
pessoa que tiver acesso e exercer o interesse de transformá-lo. 
Numa discussão mais ampla do conhecimento, FERREIRA et al (1999, p.529) 
entende que conhecimento é o “ato ou efeito de conhecer” ou “ideia, noção”. 
Outro significado, apontado por estes autores, define o termo como “informação, 
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
62 
notícia, ciência”(ibid id), evidenciando a relação de sinonímia que permeia os 
conceitos de conhecimento e informação. 
 
Portanto, o conhecimento é uma informação contextual, relevante, aceitável e 
acionável. O conhecimento é uma informação em ação, é uma informação valiosa 
da mente, inclui reflexão, síntese e contexto. É difícil de estruturação e captação, 
pois requer a capacidade do interlocutor para perceber. Pode-se, notar que 
conceituar conhecimento não é algo muito simples, porque ele poder ser 
identificado com as diversas realidades que se pretende analisar: na resolução de 
um problema; no campo teológico, científico, filosófico, empírico, estatístico; 
político, social, entre muitos outros. Estudos que não fazem parte dos objetivos 
desse livro. 
O processo de comunicação do conhecimento 
Sabendo que o conhecimento não é estático, não se encerra em si mesmo, tão 
importante quanto o mesmo, o processo de sua comunicação poderá ser fator que 
não só o reproduza, mas, amplie para novas fases de conhecimento para o 
receptor. Deverá se preocupar com o grau de percepção do interlocutor, a 
dinâmica e ordenação das informações que compõem o objeto da comunicação 
para que os objetivos possam ser alcançados e produzir novos conhecimentos. 
Outro aspecto a considerar é a disponibilização daquele que detêm o 
conhecimento ao transmiti-lo para receber novas informações e manipular de 
forma que ele mesmo possa agregar valor ao seu estágio original. 
Refletir sobre o conhecimento leva a pessoa a uma abstração tal que possa 
entender como essa está sendo diferenciada em relação às demais. Porém, 
conhecimento é pontual e tem características próprias, por isso faz-se necessária 
designar os tipos de conhecimento existentes, sem ter a pretensão de esgotar o 
Importante! 
“Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com 
aquilo que você sabe” Aldous Huxley 
Gestão do Conhecimento 
 
63 
assunto e ao final direcionar para os objetivos desse livro que é a gestão do 
conhecimento nas organizações empresariais. 
 Tipos de Conhecimento 
No cotidiano da sociedade é possível deparar com situações em que é possível 
identificar a presença de determinados conhecimentos para resolução ou 
explicação de determinados fenômenos, atividades ou diálogos. E, dependendo da 
ignorância em relação ao conteúdo do conhecimento pode deixar o interlocutor 
surpreso ou sem capacidade de estabelecer uma comunicação. Nesse momento 
pode-se perceber a existência de diversos tipos de conhecimentos, e como fora 
visto anteriormente, sua aquisição só será possível com a possibilidade de 
interação ou convivência. Então podemos identificar uma classificação que orienta 
as ciências, os indivíduos, as organizações, as nações. 
Conhecimento Popular ou Vulgar 
Esse conhecimento é transmitido de geração para geração e também mediante 
a vivência e experiências pessoais. Daí surge a denominação de popular, como tal 
não é munido de explicação “lógica” de como as coisas funcionam. Este é um 
fenômeno realizado porque a pessoa viu outra fazendo ou ouviu de outra que 
aquela forma é a correta. Sem qualquer fundamentação científica ou lógica 
justificada. 
O ser humano, consciente de suas ações e do seu contexto, apropria-se de 
experiências próprias e alheias acumuladas no decorrer do tempo, obtendo 
conclusões sobre a “razão de ser das coisas”, sem a preocupação científica. 
Importante! 
“É o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver 
procurado, sem aplicação de método e sem se haver refletido sobre algo”(Babini, 
1957, p.21). 
Gestão do Conhecimento 
 
64 
Portanto, as principaiscaracterísticas do Conhecimento Popular são as 
seguintes: 
 São superficiais, ou seja, sem embasamento lógico e cientifico. 
 São sensitivo, ou seja, podem guardar relação com sentimentos e 
emoções. 
 São subjetivos, ou seja, são organizados pelas experiências e 
conhecimentos adquiridos. 
 São assistemáticos, ou seja, são organizados desprovidos de 
sistematização das ideias. 
 São acríticos, ou seja, independentemente do seu valor pode não se 
manifestar de forma crítica. 
Conhecimento Científico 
 É o Conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade. 
Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na 
metodologia científica. 
O conhecimento científico surgiu com a necessidade do ser humano em 
querer compreender como as coisas funcionam em contraponto a uma aceitação 
passiva. Com este tipo de conhecimento os indivíduos começaram a entender as 
razões de vários fenômenos naturais e com isso poder intervir cada vez mais nos 
acontecimentos que circundam suas vidas. 
A utilização do conhecimento científico poderá trazer benefícios ou malefícios 
para a sociedade. Vemos casos de descobertas pela ciência de avanços 
extraordinários da tecnologia que melhora a qualidade de vida da humanidade, 
mas, também, deparamos com realidades em que o conhecimento é utilizado de 
forma destrutiva e prejudicial. 
O conhecimento científico vai além da visão empírica, preocupa-se não só 
com os efeitos, mas principalmente com as causas e leis que o motivaram, esta 
nova percepção do conhecimento se deu de forma lenta e gradual, evoluindo de 
um conceito que era entendido como um sistema de proposições rigorosamente 
demonstradas e imutáveis, para um processo contínuo de construção, onde não 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
65 
existe o pronto e o definitivo. “É uma busca constante de explicações e soluções e 
a reavaliação de seus resultados”. Este conceito ganhou força a partir do século XVI 
com Copérnico, Bacon, Galileu, Descartes e outros. 
No seu conceito teórico, é tratado como um saber ordenado e lógico que 
possibilita a formação de ideias, num processo complexo de pesquisa, análise e 
síntese, de maneira que as afirmações que não podem ser comprovadas são 
descartadas do âmbito da ciência. Este conhecimento é privilégio de especialistas 
das diversas áreas das ciências e do saber. 
As principais características do conhecimento científico são as seguintes: 
 Sistematização. Consiste num saber ordenado, ou seja, formado a partir 
de um conjunto de ideias que são formadoras de uma teoria, de uma 
estratégia, de um projeto entre outros. 
 Verificabilidade. Implica na possibilidade de verificação, confirmação e 
detalhamento de uma teoria, de uma estratégia, de um projeto para 
detalhamento de sua comprovação com parâmetros científica para que 
possa fazer parte do conhecimento científico. 
 É falível. Significa que não é definitivo, pois determinada ideia ou teoria 
pode ser derrubada e substituída por outra, a partir de novas 
comprovações e experimentações científicas. 
 Racional. Constituído por conceitos, juízos e ideias e não por sensações, 
imagens e modelos de conduta que combinam num conjunto de regras 
lógicas e se organizam em sistemas e conjuntos ordenados de 
proposições. 
 Analítico. A análise como instrumento fundamental para o estudo, serve 
para obter respostas precisas do que está sendo investigado pela ciência. 
 Exatidão e clareza. É necessário que o conhecimento científico seja 
exato, transparente e apto a averiguação em qualquer tempo, com 
informações precisas e objetivas, evitando erros. Caso eles ocorram à 
ciência possui meios de corrigi-los e reaproveitá-los, estabelecendo 
exatidão. 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
66 
 É verificável. Pode ser submetido a comprovações. A ciência busca 
aprender com experimentações, mas nem com todos os casos são 
possíveis como a Astronomia. 
 Depende de investigação metódica. A investigação cientifica é 
resultado de planejamento e constatações, hipóteses já pesquisadas e de 
comprovações. Segue etapas, métodos já estabelecidos, meios estes que 
podem ser aproveitados. Assim, as ciências podem ser reconhecidas 
tanto pelo objeto de investigação quanto pelos métodos peculiares para 
investigá-las. 
 É sistemático. A ciência se compõe de ideias ligadas, sistema formado 
pelo conjunto de pensamentos que dão origem a uma teoria, 
considerando esta interação, percebe que, caso um fundamento básico 
for modificado a teoria modifica também. 
 Busca aplicar leis. A busca da aplicação de leis é feita pela ciência, em 
que o conhecimento científico observa a realidade, formulando regras 
universais. 
 É explicativo. Com as leis, a ciência esclarece a realidade, mas não há 
uma preocupação com os detalhes e sim em buscar as causas, as relações 
internas e o relacionamento com próximo. A função e concentrar as 
causas dos fatos. 
 Pode fazer predições. Indica o lógico e fundamentado em dados, pode 
mostrar o que ocorrerá no futuro. 
 É aberto. Está sempre em mudanças, acompanhando as evoluções 
tecnológicas e dos métodos de investigação, valores científicos antigos 
podem ser reformulados. 
 É útil. É importante para o domínio da natureza e melhorar o 
comportamento da humanidade. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
67 
Conhecimento Teológico 
Diferentemente do científico, o conhecimento teológico compõe de um 
conjunto de verdades alcançadas pelo seu humano com base na aceitação de uma 
revelação divina, ou seja, desprovido da inteligência, do lógico, do raciocínio. 
Assim, em religião tudo é aceito pela fé sem que espere comprovação científica e 
crítica, pois tudo poderá ser obtido pela fé ou pela revelação que é uma fonte de 
dados que alimenta esse conhecimento. 
Portanto, as principais características do conhecimento teológico, podem ser 
listadas abaixo: 
 É dogmático. Baseia-se somente nos atos de fé e independe de 
confirmação científica. 
 Não é comprovável. Não é possível materializar ou comprovar as 
evidências de fé. 
 É valorativo. Pois se baseia nos valores apresentados pelas doutrinas 
sagradas. 
 Não é terreno. Sua revelação independe dos aspectos terrenos, do 
homem, tendo sua base em manifestações divinas. 
 É sistemático. Pois explica, a origem, o sentido, o significado, a finalidade 
e o destino da humanidade sob os aspectos divinos. 
Conhecimento filosófico 
É fruto do raciocínio e da reflexão humana. É o conhecimento especulativo 
sobre fenómenos, concebendo conceitos subjectivos. Procura dar sentido aos 
fenómenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais da ciência. A 
verdade em filosofia é uma bsuca consante não um fim em si memso. 
Exemplo: 
“o homem é a ponte entre o animal e o além – hoemem” 
Friedrich Nietzche 
 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
68 
Portanto, o conhecimento filosófico é baseado na reflexão e construção de 
conceitos e ideias mediante o uso do raciocínio em busca do saber. Surgiu a partir 
da necessidade do ser humano ir além daqueles conhecimentos de fácil acesso, a 
partir da capacidade de refletir e em especial sobre as questões subjetivas, 
imateriais e hipersensíveis como na construção dos conceitos, das ideias, das 
civilizações. 
Mesmo, em sendo racional, o conhecimento filosófico dispensa a necessidade 
da verificação científica, tendo em vista que seus objetos de estudos não 
apresentam caráter material. Se o principal objetivo é questionar e encontrar 
respostas racionais para questões de difíceis entendimentos sem a necessidade de 
comprovação, de materialização. Assim pode-se dizer que o conhecimento 
filosófico é especulativo.Então podemos apresentar as principais características que permeiam o 
conhecimento filosófico. 
 É infalível. Suas hipóteses e postulados não são submetidos ao teste de 
observação experimental. 
 É valorativo. Parte da premissa que as hipóteses encontradas não 
podem ser submetidas à observação. 
 É não verificável. Suas hipóteses e postulados não podem ser 
confirmadas ou refutadas. 
 É racional. Pois consiste em um conjunto de enunciados, teorias 
logicamente organizadas. 
 É sistemático. Suas hipóteses, enunciados e postulados tem por objetivo 
a representação coerente da realidade estudada, para aprendê-las em sua 
totalidade. 
Leitura Complementar 
 
LEE, S. F. C. K.; GOH, D. On the concept and types of knowledge. 
Journal of Information & Knowledge Management, v.5, n.2, pg.151-163, 2006. 
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa: 
como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: 
Campus, 1997. 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
69 
Nesta unidade tivemos a oportunidade de aprofundar os estudos relacionados 
à origem da produção do conhecimento tanto para os indivíduos, como para as 
organizações empresariais e nações. 
A produção do conhecimento carece de determinados princípios que lhe dará 
fundamentação e organização para que o mesmo possa determinar melhorias, 
ampliações e inovações no objeto em questão. Portanto, a capacidade de organizá-
lo em seu benefício é a competência que se espera dos agentes. Assim, é 
importante entender a taxonomia do conhecimento como a capacidade que se 
tem de selecionar, organizar, estruturar, planejar e aplicar os conhecimentos como 
evento favorável e agregador de valor. E começa com a identificação, apuração e 
seleção dos dados que agregarão valor. 
No passo seguinte, caberá ao agente, transformar esses dados soltos em 
informação e disso dependerá a capacidade intuitiva de apurar nos dados o seu 
valor. De posse das informações com suas especificidades e com a capacidade dos 
agentes de transformá-las produz novos conhecimentos. 
Importante entender também que o conhecimento é dinâmico, vivificado e 
não estático, não dogmático e o processo de comunicação em todas suas fases é 
fator de referência. Outro aspecto importante, antes de avançar em nossos estudos 
é entender os tipos de conhecimento e seu papel na evolução da humanidade: 
vulgar, científico, teológico e filosófico. 
Na sequência, estaremos direcionando nossos estudos para os objetivos da 
aplicação do conhecimento nas organizações. 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Bons estudos e vamos para a próxima unidade. 
Gestão do Conhecimento 
 
70 
 Exercícios – Unidade 2 
1. Durante o processo de construção de um projeto empresarial, o 
colaborador terá apurar os dados necessários, as informações para completar seu 
trabalho. Analisando a construção do conhecimento a partir desse trabalho, temos 
que: 
a) Os conhecimentos serão construídos a partir da organização das 
informações. 
b) Os conhecimentos estarão presentes a partir da apuração de todos os 
dados. 
c) Os conhecimentos estarão dispostos na seleção dos dados originais. 
d) As informações produzidas estarão presentes em todos os dados 
originais. 
e) O conjunto das informações subjetivas incorpora os dados reais 
apurados. 
 
2. Entende-se por “taxonomia” como sendo um vocabulário controlado de uma 
determinada área do conhecimento e, acima de tudo, um instrumento ou 
elemento de estrutura que permite alocar, recuperar e comunicar informações 
dentro de um sistema, de maneira lógica. 
Observe as assertivas abaixo: 
I) Tem por objetivo representar conceitos através de termos que orientam 
sua compreensão; 
II) Facilita a comunicação entre especialistas e os demais públicos; 
III) Propõe formas de controle da diversidade de significação; 
IV) Propõe um padrão que servirá como guia nos processos de 
conhecimento. 
 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
71 
Marque a alternativa CORRETA em relação aos itens acima. 
Somente as assertivas I, II e IV estão corretas. 
a) A assertiva II complementa a III. 
b) A assertiva IV justifica a II. 
c) A assertiva IV está correta. 
d) As assertivas I, II e III estão corretas. 
 
3. Sabe-se que a informação é dotada de três dimensões: tempo, conteúdo e 
forma. Marque a alternativa INCORRETA em relação às qualidades de uma 
informação referente à dimensão “ tempo”. 
A informação deve ser atualizada quando for fornecida 
a) A informação pode ser fornecida sobre períodos passados, presente e 
futuro. 
b) A informação pode ser fornecida em forma detalhada ou resumida. 
c) A informação deve ser fornecida quando for necessária. 
d) A informação se relaciona com sua disponibilidade quando de sua 
necessidade. 
 
4. Quando se refere à tomada de decisão nas organizações quanto aos dados, 
informações e conhecimentos, é CORRETO o que se afirma na alternativa: 
a) No processo de tomada de decisão, as informações têm maior 
importância se comparado com os dados e conhecimentos. 
b) No processo de tomada de decisão, os dados e o conhecimento são 
suficientes e superam a necessidade das informações. 
c) No processo de tomada de decisão, é irrelevante ter dados, informações e 
conhecimentos, pois se confundem. 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
72 
d) No processo de tomada de decisão, o papel da tecnologia é essencial 
tanto na comunicação e armazenamento como na integração dos dados, 
das informações e dos conhecimentos. 
e) No processo de tomada de decisão, os conhecimentos e as informações 
são produtores de novas realidades e são suficientes nas organizações. 
 
5. No que se refere à taxonomia, não existe certo ou errado universal, melhor 
ou pior. Existem ações que possibilitem os agentes a criar caminhos, etapas, 
categorias múltiplas para encontrar a mesma informação, de acordo com o ponto 
de vista adotado. Quanto aos critérios adotados na estruturação do conhecimento 
para atingir os objetivos, marque a alternativa CORRETA. 
e) Os termos utilizados devem transparecer os conceitos carregados, de 
acordo com uma linguagem técnica utilizada pelos usuários do sistema. 
f) Uma boa taxonomia deve apresentar todos os termos utilizados na área 
em questão e orientar as ações em outras áreas. 
g) Quando houver necessidade de dividir um termo em outros termos, 
deverá ser feito somente se os mesmos forem utilizados na organização. 
h) Uma boa taxonomia apresenta termos que induzem o usuário a 
simplificar a pesquisas ou navegação pelo usuário do sistema. 
i) A taxonomia deve conter estruturas em todos os campos que se está 
sendo ordenado e que façam parte das atividades ou funções da 
organização. 
 
6. Há, pelo menos, quatro tipos de conhecimento que os seres humanos fazem 
uso para buscar compreender a realidade: o conhecimento empírico, o 
conhecimento científico, o conhecimento filosófico e o conhecimento teológico. 
A partir dessa informação relacione os “tipos de conhecimentos” com os 
exemplos a seguir. 
(a) Conhecimento empírico 
(b) Conhecimento científico 
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
73 
(__) O uso de chás e remédios caseiros. 
(__) A produção da vacina de prevenção ao vírus H1N1. 
(__) A descoberta da ação das bactérias nos organismos. 
(__) A crença na Lua influenciando o crescimento dos cabelos. 
Assinale a alternativa que traz a relação correta: 
a) a, b, b, a 
b) a,a ,b ,b 
c) a, b, b, b 
d) b, a, b, a 
e) a, b, a, a 
 
7. O conhecimento científico, em seu aspecto conceitual e teórico é tratado 
como um saber ordenado e lógico que possibilita a formação de ideias, num 
processo complexo de pesquisa, análise e síntese, de maneira que as afirmações 
que não podem ser comprovadas são descartadas do âmbito da ciência. Este 
conhecimento é privilégio de especialistas das diversas áreas das ciências e do 
saber. Então, considera como características do conhecimento científico as 
alternativas a seguir, EXCETO uma. Marque-a: 
a) Sistematização. 
b) Verificabilidade. 
c) Falibilidade. 
d) Racionalidade. 
e) Sinético. 
 
Savio Silveira
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Gestão do Conhecimento 
 
74 
8. Muitas organizações falam de “core competencies”, sem, contudo, 
compreender que suas competências essenciais na era da informação são baseadas 
em conjuntos de informações e conhecimentos que precisam ser criados, 
organizados, atualizados e disseminados de maneira sistemática em todas as áreas da 
organização. O processo de organização desses conhecimentos é denominado de: 
a) Taxonomia organizacional. 
b) Taxonomia do conhecimento. 
c) Taxonomia estruturante. 
d) Taxonomia da informação. 
e) Taxonomia das competências. 
 
9. Analise a diferença entre o conhecimento teológico e cientifico e sua 
importância nas evolução do conhecimento e pela humanidade. 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
 
10. Qual a importância da taxonomia na construção do conhecimento 
empresarial? 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
75 
 
3 Arquitetura Organizacional Para 
Gestão do Conhecimento 
 
Gestão do Conhecimento 
 
76 
Prezados aluno(a)s, 
Nesta unidade, teremos a oportunidade de conhecer como as organizações 
devem se preparar para fazer da gestão do conhecimento em todos os 
seguimentos a sinergia necessária para que o capital intelectual incorpore à 
estratégia corporativa e não se perca no tempo devido à dinâmica e obsolescência 
de cada avanço surgido. 
Na primeira fase veremos como utilizar da engenharia do conhecimento para 
tornar objetivo à identificação dos diversos conhecimentos dispersos pela 
organização e seu processamento nas diversas áreas e planejamento de médio e 
longo prazos. Compreender que o conhecimento é produzido a partir a ação dos 
indivíduos que compõem a organização, a partir do conjunto de dados, 
informações e da cultura a que se envolve. Compreender que as tecnologias de 
informação e comunicação que tornam possíveis essa produção de conhecimento 
dependem das ações humanas e consequentemente é importante agregar os 
conhecimentos tácitos e cognitivos dos profissionais para a produção dos 
conhecimentos formais da organização mediante as formalizações em suas 
diversas fases. 
Se percebermos que os conhecimentos individuais só serão úteis à organização 
com sua socialização, ou seja, a partir do momento que ele seja acessível a todos 
que deles necessitam para atuar, avançaremos para identificar as ferramentas que 
possibilitem a transformação dos conhecimentos tácitos em explícitos e esses em 
produto final nas tomadas de decisão, na realização dos processos e na relação 
com os clientes internos ou externos. 
Importante entender que não há esgotamento dos recursos da TIC, que 
avançam incessantemente de acordo com avanço da ciência e da tecnologia, mas, 
relacionamentos algumas delas que permitem que os conhecimentos produzidos 
sejam adequados à realidade operacional, tático e estratégica do ambiente 
corporativo. 
E, por fim, precisamos perguntar: quais as condições para que as organizações 
sejam eficientes na gestão na concorrida Era da Informação e do Conhecimento? 
Então, vamos abordar uma das questões mais polêmicas para definir e entender, 
seja no ambiente acadêmico e em especial das organizações: competências 
Gestão do Conhecimento 
 
77 
organizações. Vamos observar que competência em sentido amplo é um termo 
vago, mas precisa ser adaptável ao que se pretende e quando se refere à gestão do 
conhecimento, as competências ganham detalhes específicos. Sendo assim 
identificar em primeiro plano as competências básicas, tais como as essenciais, 
funcionais e individuais e a partir daí, avançar para as maiores como as técnicas, de 
gestão, do trabalho, sociais, entre outras. 
Objetivos da unidade: 
 Identificar os tipos de conhecimentos individuais; 
 Compreender como os conhecimentos individuais podem ser 
incorporados à estratégia organizacional; 
 Identificar como as ferramentas de gestão da TIC podem ser utilizados na 
estratégia organizacional; 
 Identificar a finalidade das ferramentas ou recursos na gestão de pessoas 
ou operacional; 
 Identificar as competências necessárias à organização para agregar o 
conhecimento aos processos; 
 Incorporar as competências, qualificações e habilidades individuais ao 
conhecimento coletivo da organização. 
 
Plano da unidade: 
 Engenharia do Conhecimento. 
 Ferramentas para a Gestão do Conhecimento. 
 As Competências Organizacionais. 
 
Bons estudos! 
 
Gestão do Conhecimento 
 
78 
 Engenharia do Conhecimento 
Mesmo não sendo objetivo desse livro o aprofundamento do assunto 
conhecimento, que ocupa espaço cada vez de forma ilimitada na humanidade, 
podemos entender em seu sentido mais universal e nos diversos campos da 
sociedade. Agora vamos nos direcionar para o objetivo que a abordagem do 
conhecimento para os ambientes organizacionais. Então precisamos entender 
como o conhecimento se processa nos seres humanos e se estende para as 
corporações empresariais, nações e nos diversos campos. 
A pergunta é: Como se processa o conhecimento? 
 
Fonte:https://www.google.com.br/search?q=como+se+processa+o+conhecimento+humano&sour
ce=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiCjp3h4vfUAhVIHpAKHYXODwIQ_AUIBigB&biw=1366&bi
h=613#imgrc=KovoLfpebzlWwM: 
Gestão do Conhecimento 
 
79 
Na depuração do conhecimento detido pelo ser humano, é possível identificar 
simplificadamente dois tipos. O conhecimento explícito, ou codificado, que se 
refere ao conhecimento transmissível em linguagem formal, sistemática e o 
conhecimento tácito ou implícito que é aquele que possui uma qualidade pessoal, 
tornando-se mais difícil de ser formalizado e comunicado (FLEURY, 2002, p.139). 
Ambos os conhecimentos são presentes, perceptíveis e complementares no 
quotidiano das organizações, mas promover a interação entre eles é o grande 
desafio da gestão do conhecimento. Carbone (2009, p.82), relata que o 
conhecimento tácito é “ produzido pela experiência da vida, incluindo elementos 
cognitivos e práticos”, ou seja, são adquiridos de acordo com as experiências 
individuais considerando os fatores intangíveis como por exemplo as crenças 
pessoais, ideias, valores, julgamentos pessoais,perspectivas e intuições. E por 
serem intangíveis, são de difícil formalização a não ser pela manifestação do 
interlocutor que detém o conhecimento. Aí está a grande dificuldade da gestão 
desse conhecimento nas organizações, pois deles depende das experiências e 
participações dos diversos membros participantes, porém, se puderem ser 
transmitidas aos demais e a organização incentivar essas trocas, o resultado será 
revertido como fonte de sucesso e aumento da competividade entre seus pares. 
Então, pode-se entender que o conhecimento tácito pode ser subdividido em 
dois grupos: cognitivo e técnico. 
O conhecimento tácito técnico, abrange todas as habilidades informais do 
chamado know-how de cada pessoa. E o conhecimento tácito cognitivo, por sua 
vez, é basicamente a percepção de mundo criada por cada pessoa ao longo dos 
anos, suas crenças, filosofias e etc. 
Importante! 
A palavra tácito tem origem do latim tacitus, que significa "silencioso" ou 
"não expresso em palavras". O conhecimento tácito é, portanto, difícil ou impossível 
de explicar ou ensinar para outras pessoas através de métodos didáticos tradicionais e 
formais. Um exemplo de conhecimento tácito é andar de skate, de bicicleta, pois trata-
se de algo que é aprendido apenas a partir da experiência, do dom e pela tentativa e 
não sendo necessário o uso de instruções escritas ou orais para aprender. 
Savio Silveira
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
80 
Por outro lado, o conhecimento explícito é adquirido mediante a educação 
formal e envolve os conhecimentos reais dos fatos envolvidos e pode ser 
formalizado através de documentos, manuais, afirmações, especificações e pelas 
multimídias avançadas. E por sua natureza objetiva, esse conhecimento é 
facilmente compartilhado entre as pessoas, organizações, tornando assim, simples 
o processo de disseminação do conhecimento na organização. 
Há diferente atenção dada aos conhecimentos tácitos ou explícitos entre as 
civilizações. O povo japonês tem uma tendência em dar maior atenção ao 
conhecimento tácito ou implícito por entender que este leva a compreensão de 
sua criação no ambiente social. Por outro lado, o povo do ocidente tem a dar maior 
importância ao conhecimento explícito por entender que sua formalização tem 
valor adicional. Explica-se porque as organizações empresariais são vistas como 
uma máquina processadora de conhecimento e como um organismo vivo. 
Segundo Nonaka e Takeuchi(1997, p. 286), caberá às empresas que pretendem 
ser competitivas e obter sucesso nos negócios, tirar proveito de ambos os 
conhecimentos e incorporá-los à organização. O importante é a busca do equilíbrio 
entre eles, pois a criação do conhecimento é proveniente da interação dos dois 
tipos de conhecimento apresentados para serem bem-sucedidas. E mesmo que 
eles tenham características próprias, os conhecimentos explícitos e tácitos ou 
implícitos se manifestam e devem ser utilizados em conjunto. O conhecimento 
tácito e o explícito não podem ser vistos como partes em separadas e sim, 
complementares. Assim, partindo do pressuposto que o conhecimento é criado 
por meio da interação entre conhecimento tácito e explícito, propuseram quatro 
modos diferentes de conversão do conhecimento: 
 
Gestão do Conhecimento 
 
81 
Para melhor compreensão da relação entre os conhecimentos tácitos e 
explícitos no ambiente das organizações quando da permuta de informações e 
evolução de competências, vamos detalhar a interação entre eles detalhando a 
espiral do conhecimento. 
O conhecimento dentro das organizações e equipe deve fluir entre os 
membros, para que juntos exista troca de informações e evolução de 
competências. Nesse contexto, algumas ações vão facilitar esse intercâmbio de 
informações. O conhecimento precisa ser vivenciado através da socialização, 
externalização, internalização e combinação, segundo NONAKA, TADEUCHI (1997): 
Socialização do conhecimento tácito em conhecimento tácito 
A socialização é um processo de compartilhamento de experiências 
possibilitando assim a criação de outro conhecimento tácito baseado em outros 
conhecimentos tácitos tais como modelos mentais ou habilidades técnicas 
compartilhadas. O segredo para a aquisição do conhecimento tácito é a 
experiência. Sem alguma forma de experiência compartilhada, é extremamente 
difícil para uma pessoa projetar-se no processo de raciocínio de outro indivíduo. 
(ibid id p. 128). 
Externalização do conhecimento tácito em conhecimento explícito 
A externalização é um processo de transformação do conhecimento tácito em 
conceitos aplicados e explícitos na tomada de decisão ou resolução de atividade. É 
por meio do diálogo ou da reflexão coletiva que o modo de externalização da 
conversão do conhecimento normalmente é provocado. Dentre os quatro modos 
de conversão do conhecimento, a externalização é a chave para a criação do 
conhecimento, pois cria conceitos novos e explícitos a partir do conhecimento 
tácito. (idid id, p. 128). 
Combinação do conhecimento explícito em conhecimento explícito 
A combinação é um processo de composição de conceitos que envolve a 
combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito em um sistema de 
conhecimento. Os indivíduos trocam e combinam conhecimentos através de 
documentos, reuniões, e-mails, relatórios etc. e reconfiguram o conhecimento 
existente por meio do acréscimo, classificação, combinação e categorização do 
conhecimento explícito, o que pode levar a criação de novos conhecimentos. (ibid 
id, p. 129). 
Gestão do Conhecimento 
 
82 
Internalização do conhecimento explícito em conhecimento tácito. 
A internalização é o processo de incorporação do conhecimento explícito ao 
conhecimento tácito. Quando são internalizadas nas bases do conhecimento tácito 
dos indivíduos sob a forma de modelos mentais ou know-how técnico 
compartilhado, as experiências através da socialização, externalização e 
combinação tornam-se ativos valiosos, influenciam a forma de agir, pensar e de ver 
o mundo das pessoas. No entanto, para viabilizar a criação do conhecimento 
organizacional, o conhecimento tácito acumulado precisa ser socializado com os 
outros membros da organização, iniciando assim uma nova espiral de criação do 
conhecimento (ibid id, p. 129). 
Para que o conhecimento explícito seja internalizado e se torne tácito, é 
necessária sua externalização por meio da representação do conhecimento sob a 
forma de documentos, manuais ou histórias orais, pois esta documentação ajuda 
os indivíduos a internalizarem suas experiências, aumentando assim seu 
conhecimento tácito. 
É por meio deste processo de conversão que tanto o conhecimento tácito 
quanto o explícito se expandem em termos de qualidade e quantidade. 
 Ferramentas para a Gestão do Conhecimento 
Nesta fase, iremos identificar as ferramentas para gestão do conhecimento no 
ambiente das organizações e por sua utilização ocorre o processo de conversão 
que tanto o conhecimento tácito quanto o explícito que se expandem em termos 
de qualidade e quantidade. 
Para compreender a gestão do conhecimento a ser adotada pelas organizações, é 
importante identificar as ferramentas que têm origem na evolução da tecnologia de 
informática e das comunicações. É a partir das novas tecnologias que surgem as 
possibilidades de agregar valor/inteligência no processo de gestão do conhecimento. 
O advento da internet elevou o padrão da Tecnologia da Informação devido ao 
aumento de processamento, armazenamento e transferência das informações e de 
dados que avançam para utilização cada vez mais intensa as ferramentas de 
comunicação que se baseia em imagem, voz e vídeo. 
Gestão do Conhecimento 
 
83 
Sabe-se que as Tecnologiasda Informação e da Comunicação(TIC) que tem 
origem do crescimento da internet e da World Wide Web, bem como da utilização 
dos navegadores ou browsers, do comércio eletrônico ou b2b ou e-commerce tem 
contribuído para o desenvolvimento de novas tecnologias para redução dos 
custos. Implementando assim, as facilidades e otimização significativa no processo 
de subcontratação e da cooperação entre as empresas. 
O crescimento do comércio eletrônico e a internet têm ampliado o potencial 
para o crescimento das inovações, estimulado pela redução dos custos de 
transação pelo acesso livre pelas pessoas para atender às suas diversas 
necessidades e expectativas. Quando se refere à Tecnologia de Informação e 
Comunicação(TIC) percebe-se que sua contribuição se refere à possibilidade de 
inovação nos processos de gestão do conhecimentos pois reduz o tempo de 
atendimento dos processos e reduzem os ciclos de vida dos produtos e serviços. 
No que se refere à gestão do conhecimento, possibilita a redução do tempo de 
codificação e difusão e influência na transformação do conhecimento científico nos 
ambientes de pesquisas com maior articulação com as necessidades empresariais. 
A lógica do processo atual de criação tecnológica expande grandemente em 
função da capacidade de criar uma interface entre os diversos campos 
tecnológicos, mediante uma linguagem digital comum, na qual a informação é 
gerada, armazenada, recuperada e transmitida, pois, o ponto central da 
transformação da revolução refere-se às tecnologias da informação, 
processamento e comunicação. 
A classificação e sistematização das ferramentas evoluídas no processo de 
gestão do conhecimento é bastante diversificada entre os autores, dada a sua 
variação e aplicação dos ambientes das organizações empresariais e nacionais, 
bem como dos indivíduos. 
Dentre as muitas formas de apresentar as ferramentas para gestão do 
conhecimento, vamos apresentar a apresentada por Carvalho 2000(apud HEBERLÊ 
e MAGNANI, p. 40). 
 
Gestão do Conhecimento 
 
84 
 Ferramentas Baseadas na Intranet. 
Tem por objetivo dinamizar no ambiente de trabalho as informações e 
interligá-las para suas diversas aplicações. As ferramentas da intranet baseadas na 
web são muito intuitivas, pois lidam de forma consistente na própria representação 
do conhecimento. A dinâmica das informações baseadas em hipertexto, facilita a 
troca de conhecimento entre as diversas áreas da organização, pois eles se 
comunicam em diversas fases do processo construção dos produtos ou serviços. 
A comunicação interna nas organizações se manifestam a partir das 
ferramentas da intranet que têm ganhado importante instrumento de 
comunicação interna entre a empresa e o funcionário. A principal característica 
dessa comunicação é que as informações são passivas, ou seja, elas estarão 
disponíveis para os funcionários das diversas áreas na intranet e seu valor só se 
manifestará com sua ação. 
Ademais, a estrutura de hipertexto da Internet auxilia esse processo porque a 
navegação através dos links produzir nova organização dos conhecimentos e 
consequentemente dos conceitos vivenciados internamente. 
Ainda, a Intranet é a ferramenta adequada para armazenar, organizar e 
sistematizar os conhecimentos explícitos que se encontram dispersos entre as 
diversas áreas que compõem a organização. Para Nonaka e Takeuchi(1997, p. 65), 
“o processo de combinação é definido como o processo de conectar diferentes 
áreas de conhecimento explícito”. 
Gerenciamento Eletrônico de Documentos(GED). 
 
Fonte:https://www.tiespecialistas.com.br/2013/09/o-que-e-ged-gestao-eletronica-
documentos/ 
Gestão do Conhecimento 
 
85 
São sistemas responsáveis pela armazenagem do conhecimento explícito 
estruturado e utilizado no ambiente corporativo e poderá ser utilizado como o 
ponto de partida da Gestão do Conhecimento quando de sua aplicação nas 
diversas áreas e tomadas de decisão. 
Sua principal característica é gerar documentos originados de atividades de 
escritório de natureza e especificidade no ambiente corporativo. Oferece 
condições para aproveitamento e organização dos documentos, pois no cotidiano 
das atividades e processos, há geração de um grande número de documentos que 
se perdem, caso não sejam bem organizados. Surgem, daí, os sistemas de GED que 
possibilitam a recuperação eficiente, com segurança e controle das versões dos 
documentos e manterem-nos atualizados. 
Suas características de catalogação e indexação foram herdadas dos 
tradicionais sistemas de recuperação de informação que são muito avaliados na 
Ciência da Informação. E sua eficiência traduz em segurança pelos usuários em 
suas atividades, otimiza o tempo nos processos, reduz os custos do processo ou 
produção, agiliza, simplifica e otimiza as tomadas de decisão sem a necessidade de 
cruzamento de fontes retardando o alcance dos objetivos organizacionais. 
Vimos que os sistemas de GED manipulam somente os conhecimentos 
explícitos, aqueles gerados de forma concreta e trabalhada que podem ser 
sistematizados no meio corporativo. Essa manipulação e reorganização dos 
conceitos apurados possibilitam a criação de novos conhecimentos de forma 
ascendente e os documentos gerados possibilitam o intercâmbio de 
conhecimento entre as áreas por sua natureza de fazer a relação entre os 
conhecimentos e produzir novos outros. Infere-se que essa categoria de software 
possibilita o suporte para o processo de combinação, ou seja, a conversão do 
conhecimento implícito para o explícito. 
Outra característica importante para o sistema de GED é o gerenciamento de 
conteúdo, daí é dada esta denominação que enfatiza a administração do conteúdo, 
a expensas da mídia utilizada para disponibilizar o documento: faz, correio 
eletrônico, formulários em HTML ou outros relatórios de computador, papel, vídeo, 
áudio, planilhas entre outros. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
86 
 O groupware. 
A competitividade que impulsiona as organizações empresariais, obriga com 
que elas invistam em ferramentas de gestão das informações e conhecimentos que 
flexibilizem as ações, mantenham as áreas e colaboradores interligados. Com a 
necessidade de abolir a hierarquia rígida, as organizações empresariais estão 
descobrindo que a possibilidade de obter produtividade por grupos de trabalhos 
geograficamente dispersos que cooperam na resolução de problemas: os 
groupwares. 
Figura 4. integraão dinâmica da comunicação, colaboração e coordenação. 
Fonte adaptado de Groupware(1999). 
 
Fonte: http://dx.doi.org/10.1590/S1676-56482004000100006 
Essa ferramenta consiste em um software projetado para auxiliar grupos de 
pessoas distantes geograficamente e que mantenham um trabalho em equipe. 
Assim propõe a intensificação da colaboração e comunicação interpessoal entre os 
diversos envolvidos e contrapartida da relação eminentemente técnica de outras 
ferramentas ao proporcionar uma grande interação social e organizacional. 
Ao tornar o trabalho em grupo seu principal objetivo, o sistema groupware 
deve ser implementada sob uma rede de computadores e aproveitar a estrutura 
para criação e troca de informações entre os envolvidos. 
Gestão do Conhecimento 
 
87 
Carvalho e Ferreira, (2001 apud HEBERLÊ e MAGNANI, p. 42), constataram uma 
intensa atenção da TI nos processos de externalização e combinação das 
informações e conhecimentos nas organizações ao perceber que a tecnologia da 
informação lida melhor com o conhecimento explícito ao tácito e percebe que o 
grande desafio de melhoria de suporte aos processos relacionados ao 
conhecimento tácito, não formal, constitui no grande desafio das TI’s, pois em 
relação aos aspectos humanos, os autores perceberam que o conhecimento nãopode ser analisado se considerar que foram criados e são manipulados pelos 
indivíduos. 
Sabe-se que as ferramentas são tecnologias desenvolvidas para captura, 
gerenciamento e compartilhamento do conhecimento e tem por objetivo 
dinamizar e facilitar o trabalho humano e estão relacionadas a seguir. 
O Workflow. 
É processo que permite que as tarefas individuais convergem para 
complementar uma transação dentro da organização. 
 
Fonte:http://argoxconsultoria.com.br/tag/workflow/ 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
88 
Portanto, pode-se dizer que é um termo inglês que significa “fluxo de trabalho”, 
na tradução para a língua portuguesa. O conceito do workflow é de uma sequência 
de passos necessários para automatizar processos, de acordo com um conjunto de 
regras definidas, permitindo que estes possam ser transmitidos de uma pessoa 
para outra. 
A proposta DSS(Significa Diálogo Diário de Segurança). 
É um sistema auxiliar para os executivos do nível tático na estrutura 
organizacional no acesso às informações críticas do negócio, de forma rápida e 
segura, agilizando assim as questões relacionadas à gestão para tornar a 
organização sempre com alto grau de competitividade. 
 Active (Symbiotic) DSS [Manheim 89] 
É aplicado para as seguintes tarefas: [Mili 90]: 
 Entender o domínio (terminologia, parâmetro, interações) 
 =>fornece explicações 
 Formular problemas => fazer suposições, decidir o que faer e o que não 
fazer 
 Narrar um problema a ser resolvido => DSS junto com problem solver 
pode aconselhar que procedimentos usar, que soluções técnicas seguir 
 Interpretar resultados 
 Interpretar, mostrar resultados e decisões 
 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
89 
O Data mining. 
 
Fonte:https://www.datalike.com.br/2016/05/24/saiba-o-que-e-data-mining/ 
É o processo de descobrir, de forma automática ou semiautomática, 
conhecimento que não está visível dentre a grande quantidade de dados 
armazenados em bancos de dados. 
O CRM(Customer Relationship Management). 
O que é o CRM 
O CRM é uma estratégia de negócio que integra os processos de negócio 
internos, e as redes externas, para criar e entregar, com lucro, Valor a clientes bem 
identificados 
Baseia-se em dados de qualidade dos clientes e em infraestruturas de sistemas 
e tecnologias de informação e comunicação (Segundo Francis Buttle). 
Então, o CRM ou Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente permite 
a empresa melhorar o relacionamento com seus clientes e pelo qual pode 
conhecer seu perfil e organizar um trabalho de segmentação e fidelização.a 
empresa melhorar o relacionamento com seus clientes e pelo qual pode conhecer 
seu perfil e organizar um trabalho de segmentação e fidelização. 
O CRM divide-se em duas frentes de trabalho. A operacional quando é 
realizado contato direto com o cliente por intermédio do Call Center, mala direta, 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
90 
internet, e-mails, redes sociais, e outros canais. A analítica que é feita por meio de 
dados contidos nas bases gerenciais da organização, ou seja, data warehouse., que 
consiste no processo de coleta, organização e armazenamento de informações 
oriundas de base de dados diferenciadas, disponibilizando-as adequadamente 
para outros processo de análise. 
Outra ferramenta utilizada é o Benchmarking, que é um processo de gestão de 
melhoria contínua, que mede produtos, serviços e práticas identificadas como 
referência entre os líderes do segmento dos negócios, do produto ou serviço, ou 
processo a que pertence à organização em questão. 
Em se tratando de assunto relacionado às ferramentas para a gestão do 
conhecimento no âmbito da TIC(Tecnologia da Informações e Comunicação), não há 
esgotamento de modalidades, pois ela se renova constantemente de acordo com o 
próprio avanço das TICs e da capacidade e competência das pessoas em utilizá-las. 
Mas para nosso estudo, faremos uma pausa na relação da tecnologia para um 
breve estudo sobre as competências organizacionais, que determinarão a melhor 
utilização e aproveitamento desses recursos cada vez mais disponível a todas as 
organizações. 
As Competências Organizacionais 
Umas das questões mais difíceis de ser analisada quando se trata das 
organizações na era do conhecimento é encontrar a melhor conceituação para 
competência nos ambientes corporativos. As dificuldades não se restringem ao 
ambiente empresarial, mas, também ao acadêmico, pois se busca desenvolver 
competências, formular competências e a cada novo desafio se depara com a 
ausência da suposta competência para finalizar determinadas atividades, tomar 
determinadas decisões, desenvolver determinadas ações que impliquem em 
melhoria no ambiente ou agente que se analisa. 
Mas, para que possamos encontrar um parâmetro de análise que seja plausível 
com os ambientes das organizações que implicam no envolvimento de muitas 
pessoas, estratégias e processos, temos que partir do princípio que cada indivíduo 
para faça parte de determinada ação traz seus conhecimentos, suas habilidades, 
suas capacidades para aquele ambiente. E, se estamos falando de uma ação 
coletiva de pessoas para alcançar determinados objetivos definidos, as habilidades, 
conhecimentos precisam congregar de forma coletiva e participativa para poder 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
91 
construir conhecimentos no ambiente da organização. Então, partimos do 
princípio que os conhecimentos individuais precisam ser colocados a serviço do 
bem-estar do coletivo, nesse caso a organização. 
Fleury e Fleury (2001, p 21) apresenta um conceito simples para competências 
no âmbito das organizações ao dizer “que um saber agir responsável e 
reconhecido, que implica mobilizar, interagir, transferir conhecimento e recursos, 
habilidades que agregam valor econômico à organização e valor social ao 
indivíduo”. Daí pode-se iniciar a percepção diferenciada de competências de 
acordo com o nível de atuação ou interesse da organização. 
Enquanto que os profissionais da área de Recursos Humanos tinham como 
parâmetro analisar a competência em âmbito individual, a moderna gestão de 
pessoas, bem como o pessoal envolvido com o planejamento estratégico, entende 
que a competência da área de pessoal deve estar inserida no contexto da 
estratégia organizacional. Surge, então, o conceito de competência competitiva 
como sendo aquela que valoriza a qualidade e/ou habilidade como marca que 
criam efetivamente, benefícios para a conquista e manutenção dos clientes. 
Mesmo reconhecendo que existem competências individuais, e, dessas 
surgem às coletivas nas organizações, para a produção e gestão do conhecimento 
estabelece o limite entre o sucesso ou insucesso em agregar valor a elas na 
competividade organizacional. 
Mediante a análise de competência, as organizacionais passam pelas 
competências gerenciais para delas criar conhecimento, Ruas(2001, p.247) destaca, 
que : 
Além de constituir uma instância fundamental nos 
processos de mudança tendo em vista o papel da liderança, 
a dimensão competência gerencial exerce também uma 
importante função na mobilização das outras dimensões 
das competências organizacionais: essenciais(necessárias à 
organização como um todo), funcionais(por áreas de 
atuação) e individuais. 
 
Detalhando a dimensão das competências organizacionais, temos: 
Gestão do Conhecimento 
 
92 
 Essenciais – são as competências reconhecidas no ambiente interno da 
organização, são visíveis no meio externo e permitem com que a mesma 
seja diferenciada no olhar dos clientes no comparativo com a 
concorrência. É o caso da capacidade de armazenamento e rapidezde 
sistema de gestão de folha de pagamento. 
 Funcionais – são as competências que se formam nos departamentos ou 
áreas da organização para responder aos seus objetivos. 
 Individuais – são competências observadas em cada pessoa ou 
profissional que compõem a organização ou em sua área. 
Temos que as competências individuais de gestão são as seguintes: 
 Capacidade de planeamento e gestão estratégica; 
 Capacidade de gestão da informação; 
 Capacidade de Identificar e avaliar as oportunidades; 
 Capacidade de antecipação e resolução de problemas. 
 
Por esta abordagem, é possível distinguir entre as competências individuais e 
organizacionais e entender que as competências e o percurso realizado entre as 
competências essenciais, passando pelas funcionais até que cheguem às 
individuais. Porém, é possível ainda distinguir as competências em uma 
organização, segundo Zarafian(apud FLEURY e FLEURY, 2000). 
 Competência sobre processos de trabalho; 
 Competências técnicas ou conhecimentos específicos sobre o trabalho; 
 Competências sobe a organização, em relação ao fluxo de trabalho; 
 Competências de serviços, agregando valor para atender o cliente final; 
 Competências sociais para criar um ambiente socialmente saudável no 
ambiente da organização. 
 
Diante do exposto, pode-se entender que o sentido de competência se refere 
à possibilidade da transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, 
interesse e vontade para se obter os resultados estabelecidos pelos objetivos 
Gestão do Conhecimento 
 
93 
organizacionais. Então, observa-se que o conceito de competência está 
intimamente ligado com as atividades e processos executados pelos indivíduos ou 
profissionais que compõem a organização e com o sentido de qualificação. Esta se 
associa aos valores do cargo ou da posição que ocupa que está relacionado com o 
conhecimento adquirido e construído durante sua vida profissional e na vida 
pessoal. 
É evidente que parcela do conhecimento é adquirido e certificado pelos 
sistemas educacionais, mas, quando se trata de qualificação profissional e 
organizacional, o conceito de competência não se limita à capacidade verificável e 
prescrita e sim vai além, para as tomadas de decisão, à capacidade para iniciativas e 
fazer escolhas, ser capaz de relacionar com novas realidades do trabalho e ter 
responsabilidade e comprometimento com a organização. 
 
Segundo Fleury (2001), apresentado na figura acima, as competências são 
resultados dos avanços individuais, mas, elas só irão agregar valor à organização 
quando elas forem incorporadas à sua cultura e comportamento. 
Entretanto, Resende (2000, p.78) propõe uma classificação mais abrangente de 
competências ao tratar tato aquelas que se referem aos indivíduos como para a 
aplicação nas organizações. Então, vejamos: 
 Competências técnicas: são aquelas de domínio de especialistas ou de 
quem teve oportunidade de conhecer; 
Gestão do Conhecimento 
 
94 
 Competências intelectuais: relacionadas a aptidões mentais; 
 Competências cognitivas: uma combinação entre a capacidade 
intelectual com domínio do conhecimento; 
 Competências relacionais: capacidade de se relacionar e interagir com os 
demais indivíduos na organização; 
 Competências sociais e políticas: capacidade de se relacionar e participar 
dos acontecimentos sociais; 
 Competências didático-pedagógicas: são as competências voltadas para 
a educação e o ensino; 
 Competências metodológicas: capacidade de aplicar técnicas e meios de 
organização de trabalhos e atividades; 
 Competências de liderança: capacidade de influenciar e conduzir pessoas 
para diversos fins ou objetivos na vida profissional ou social; 
 Competências empresariais ou organizacionais: são as competências 
aplicadas a diferentes objetivos e formas de organização e gestão 
empresarial. 
 
Vimos que conhecimento parte de um conjunto de dados soltos, que poderão 
produzir informações e delas produzir um produto final. O conhecimento para se 
obter o resultado esperado. Então podemos responder com outra pergunta. Como 
produzir conhecimento, como gerir conhecimento na organização se a 
identificação da qualificação, capacidade, habilidades individuais não coadunam 
para a construção de um conhecimento coletivo? Aí entra a capacidade de utilizar 
as ferramentas e delas fazer com que os conhecimentos agreguem valor como 
ação estratégica. 
Vamos refletir! 
Uma pergunta a ser feita no momento: qual a relação existente entre 
competências organizacionais com as ferramentas para a gestão do conhecimento? 
Gestão do Conhecimento 
 
95 
Outro aspecto importante a ser considerado é a dinâmica como evoluem as 
ferramentas que geram o conhecimento, como vimos anteriormente, e entender 
no mesmo contexto a transitoriedade existentes entre as ferramentas, os 
conhecimentos e as competências. A obsolescência é uma marca da competência 
em função da constante evolução. 
Para TEIXEIRA(2002, p.67), a competência é temporal e relativa e como o 
conhecimento não pode ser transmitidos formalmente ou processado por um 
computador, é pessoal e transferido pela prática dos indivíduos, que são os únicos 
capazes de produzi-los. 
Para Sveiby (1988, p. 45), os cinco elementos mutuamente dependentes da 
competência são os seguintes: 
 Conhecimento explícito, que são estão relacionados com os fatos reais e 
podem ser adquiridos pela educação formal ou textos; 
 Habilidade, que se relaciona com o saber fazer e é adquirida pelo 
treinamento e condicionamento; 
 Experiência, que é adquirida principalmente pela reflexão das atividades 
anteriores, incrementos de ações melhorias; 
 Julgamento de valor, que se relaciona com a percepção que indivíduo do 
que seja certo ou errado, melhor ou pior; e, 
 Relacionamento social, que se refere à inter-relação desenvolvida com 
outros membros do ambiente em questão. 
 
Direcionando para o objetivo desta unidade, que é compreender a 
competência organizacional, podemos dizer que está relacionada a um conjunto 
de conhecimentos, tecnologias, sistemas físicos e gerenciais inerentes à 
organização empresarial. O aprendizado coletivo e a construção do conhecimento 
coletivo possibilitará a organização desenvolver competências essenciais de difícil 
imitação para se tornar competitiva, ou seja, o desenvolver o seu “core 
competence”. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
96 
 
Nesta unidade, tivemos a oportunidade de analisar como as organizações 
podem se preparar para gestão do conhecimento e fazer deles um fator 
diferenciador diante da concorrência. Os indivíduos ao chegar às organizações 
trazem consigo a série de conhecimentos adquiridos pela vida, na família, na 
relação com as pessoas que são os conhecimentos tácitos. Esses conhecimentos 
serão incorporados ao ambiente organizacional e irá contribuir na construção 
daqueles que são necessários ao ambiente corporativo, e são adquiridos pela 
experiência, pela aplicação de seu trabalho e aí surgem os conhecimentos 
explícitos. 
O grande desafio será gerir esses conhecimentos e traduzi-los em benefício da 
organização. E aí percebe-se que a produção e socialização do conhecimento 
mediante sua externalização acontece a partir dos profissionais que ali atuam. 
Então, além de uma gestão eficiente das pessoas para extrair delas as habilidades e 
competências individuais, a organização se dispõe também da TIC com suas 
tecnologias de informação e comunicação cada vez mais avançada e exigindo dos 
profissionais competências, qualificação e habilidades para fazer desses recursos 
ferramentas capazes de produzir conhecimento para a organização. 
E por fim, vimos que diante de tantos desafios,uma boa gestão do 
conhecimento implica em identificar as competências que se manifestam nas 
diversas áreas, processos e profissionais na estrutura organizacional. Identificar as 
competências, qualificação, habilidades individuais e criar as condições para elas se 
tornem coletiva e assim criar a “core competence” que seja o diferencial que todos 
os clientes percebam diante das concorrências. 
Leitura complementar 
FLEURY Afonso; FLEURY, Maria Thereza Leme. Estratégias Empresariais 
e formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópio da indústria 
brasileira. 2a ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
HEBERLÊ, Antônio Luiz Oliveira; MAGNANI, Márcio. Introdução à Gestão do 
Conhecimento. Embrapa Clima Temperado, 2010. 
Gestão do Conhecimento 
 
97 
Após essa caminhada em nossos estudos, podemos conhecer os princípios de 
gestão do conhecimento aplicada nas organizações, o que será visto na próxima 
unidade. 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Gestão do Conhecimento 
 
98 
 Exercícios – Unidade 3 
1. Os indivíduos ou profissionais que compõem a estrutura de uma organização 
empresarial são os detentores dos conhecimentos individuais e que devem ser 
transformados em coletivos na gestão do conhecimento. São eles os 
conhecimentos cognitivos, individuais, as informações e experiências de natureza 
diversas que podem ser administrados para gerar vantagem competitiva 
corporativa. Esse conjunto de conhecimento organizacional, denomina-se: 
a) Inteligência emocional 
b) Downsizing dos recursos humanos 
c) Capital intelectual 
d) Capital Social da organização 
e) Empowerment dos recursos humanos 
 
2. Para que seja possível a sistematização da gestão do conhecimento em uma 
organização e torna-la competitiva, 
a) Faz-se necessário criar uma estrutura com ativos que facilitem a detenção 
de conhecimento. 
b) Implementar uma cultura em todos os níveis que o conhecimento deva ser 
socializado na organização 
c) Criar uma infraestrutura que identifique e valorize os conhecimentos tácitos 
dos seus profissionais. 
d) Depurar o padrão de conhecimento na organização pelos resultados 
obtidos nas diversas áreas. 
e) Formalizar os conhecimentos cognitivos dos profissionais desde seu estágio 
de admissão. 
 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
99 
3. A Gestão do Conhecimento, discussão não tão recente, ocupa papel 
importante no meio corporativo e competitivo, porém ainda provoca discussões 
sobre sua agregação de forma sistêmica e muito juízo de valor entre os segmentos 
internos e externos. Observe as afirmativas abaixo e depois marque a alternativa 
com a combinação correta. 
I. Dados são um conjunto de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos e 
que, em um contexto organizacional, são utilitariamente descritos como registros 
estruturados de transações, mas nada dizem sobre a própria importância ou 
relevância. 
II. Informações são dados interpretados, dotados de relevância e propósito, 
portanto, significado, ou seja: a informação visa a modelar a pessoa que a recebe 
no sentido de fazer alguma diferença em sua perspectiva ou insight. 
III. O conhecimento, ao contrário da informação, diz respeito a crenças, 
compromissos e ação. O conhecimento é função de uma atitude, perspectiva ou 
intenção, é específico ao contexto e é relacional. 
IV. A gestão do conhecimento está intrinsecamente associada à gestão da 
informação, que, por sua vez, refere-se às ferramentas, metodologias e técnicas 
utilizadas para a coleta, o armazenamento, o processamento, a classificação e a 
utilização de dados. 
j) Somente a afirmativa III está incorreta 
k) Somente as afirmativas I e IV estão corretas 
l) A afirmativa III é complementar a II 
m) A afirmativa IV está incorreta 
n) Somente as afirmativas II e IV estão corretas 
 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
100 
4. Sabe-se que os conhecimentos no ambiente organizacional se dão pela 
interação entre o conhecimento tácito e explícito dos diversos profissionais que 
ocupam sua estrutura e relação existente entre eles para agregar competitividade. 
Esse processo se dá através da: 
a) TIC e rede social 
b) Combinação entre ambos 
c) Externalização deles 
d) Socialização deles 
e) Internalização deles. 
 
5. No que se refere ao uso da TIC na gestão da informação e do conhecimento, 
é CORRETO afirmar. 
a) À medida que o repositório de conhecimentos é ampliado, a 
experimentação passa a ser desnecessária. 
b) A adoção de uma base tecnológica de primeira linha garante uma cultura 
do conhecimento no seio da organização. 
c) O conhecimento pode ser obtido no ambiente externo da organização, 
inclusive junto a organizações concorrentes. 
d) O uso intensivo da tecnologia da informação visa à criação de um 
repositório de soluções prontas, a serem aplicadas pela organização na 
resolução de novos problemas. 
e) O uso intensivo da tecnologia da informação visa à criação de um 
repositório de soluções provisórias, a serem aplicadas pela organização na 
resolução de novos problemas. 
 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
101 
6. Na gestão do conhecimento nas organizações, considera que o desempenho 
dos profissionais é diretamente proporcional a duas definições que são inerentes 
ao ser humano: o querer fazer, o saber fazer. O saber fazer está relacionado. Marque 
a alternativa CORRETA. 
a) À capacidade explícita do desejo interno de realizar alguma coisa. 
b) Cognitiva e experiencial que possibilita ao indivíduo realizar bem alguma 
coisa. 
c) Implícita da vontade exógena do indivíduo de realizar alguma coisa. 
d) Experiencial sob pressão que indica ao indivíduo para não realizar alguma 
coisa. 
e) Valorativa que o indivíduo atribui ao seu esforço para motivar-se a fazer 
alguma coisa. 
 
7. A administração estratégica e sistêmica das organizações na era da 
informação, requer de seus componentes das diversas áreas, utilizarem-se de 
ferramentas que permitem identificar, analisar e administrar o ativo intelectual e 
seus processos associados. Esta afirmativa se refere à gestão: 
a) De competências humanas e tecnológica. 
b) De processos empresariais. 
c) De ativos tangíveis. 
d) De talentos humanos. 
e) Do conhecimento. 
 
8. Considerando que as competências organizacionais dependem das 
competências individuais transformadas em coletivas, quando de se tratar da 
gestão de pessoas ou dos recursos humanos entende-se como sendo. Marque a 
alternativa CORRETA. 
A somatória das habilidades técnicas necessárias para o cumprimento de uma 
determinada tarefa. 
Savio Silveira
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
102 
a) O conjunto de habilidades técnicas necessárias para o cumprimento de 
uma tarefa dentro do prazo estabelecido. 
b) O conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes, colocado em ação 
para o atingimento dos resultados esperados. 
c) Determinado conjunto de conhecimentos e atitudes necessários para o 
cumprimento adequado de prazos. 
d) O conjunto de habilidades e conhecimentos colocados em prática para 
atender a uma demanda técnica específica. 
 
9. O grande desafio da gestão organizacional é congregar os conhecimentos 
individuais de seus profissionais em coletivo e a partir daí, estabelecer a distinção 
entre os conhecimentos individuais e organizacionais para que manter-se 
competitiva. Portanto, caracterize as competências que são inerentes à 
organização segundo ZARAFIAN.___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
Savio Silveira
Gestão do Conhecimento 
 
103 
10. Entre as ferramentas utilizadas na gestão do conhecimento, pode-se 
encontrar aquelas que se relacionam com dados, outras são baseadas em 
tecnologia pura e outras na comunicação para agilizar a toma de decisão e ainda, 
outras para alavancar o negócio com a fidelização dos seus clientes. Apresente essa 
ferramenta e explique seu papel na gestão do conhecimento. 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 ___________________________________________________________________ 
 
Gestão do Conhecimento 
 
104 
 
Gestão do Conhecimento 
 
105 
 
4 Princípios da Gestão do Conhecimento nas 
Empresas 
 
Gestão do Conhecimento 
 
106 
Prezado(a)s aluno(a)s, 
Nesta unidade, veremos que não é suficiente que a organização valorize o 
conhecimento, a inovação e a criatividade que a cerca em função do avanço 
tecnológico, das informações disponíveis e da relação que as pessoas realizam 
esses avanços. 
A aplicação do conhecimento, da inovação e criatividade terá importância 
para as organizações empresariais quando for possível determinar o valor de cada 
aplicação para levá-las a atingir os objetivos de médio e longo prazo. Daí, a 
necessidade de adotar os conhecimentos existentes na organização como fator 
que influencia os processos, as atividades, os produtos e os serviços. Por isso, um 
dos passos necessários na Gestão do Conhecimento é apurar o ‘quantun’ cada 
inovação acrescenta de valor ao ser identificada. Estamos inferindo que o 
conhecimento passa a ser um fator de produção, ou seja, exerce papel nos 
resultados do processo produtivo. 
Outro aspecto é o reconhecimento das dimensões do conhecimento que irão 
interferir diretamente nas práticas gerenciais. Nas atitudes e processos de acordo 
com a natureza de cada área ou setor. Portanto, essas dimensões estarão 
direcionadas para definir o papel da administração da gestão do conhecimento, na 
cultura organizacional, na política de recursos humanos, no sistema de informação, 
na mensuração dos resultados e na aprendizagem do ambiente interno e externo. 
A partir dessas dimensões, a Gestão do Conhecimento direciona para as 
questões pontuais, para áreas específicas e sem a pretensão de esgotar o assunto. 
Dada a diversidade de empresas, essa unidade pretende identificar algumas áreas 
que são comuns e com relação direta com o tema para identificar as ações de uma 
gestão eficiente do conhecimento. Tais como a área de pessoal, de inovação, da 
TIC, do capital intelectual e assim apresentar algumas ferramentas de avaliação do 
conhecimento. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
107 
Objetivos da unidade: 
 Desenvolver habilidade para identificar os conhecimentos disponíveis; 
 Realizar a avaliação do valor do conhecimento no ativo da organização; 
 Identificar os processos e as dimensões do conhecimento nas diversas 
áreas e segmentos; 
 Identificar e intensificar os conhecimentos na gestão de pessoas e 
agregar a organização; 
 Identificar e intensificar o capital intelectual na gestão do conhecimento; 
 Preparar a estrutura tecnológica e de informação como fator de 
conhecimento organizacional. 
 
Plano da unidade: 
 Economia do Conhecimento (Knowledge Economy). 
 Processos e Dimensões da Gestão do Conhecimento. 
 A Gestão do Conhecimento Aplicado à Gestão de Pessoas. 
 A Gestão do Conhecimento Aplicado à Inovação Empresarial. 
 A Gestão do Conhecimento sob o enfoque do Capital Intelectual. 
 A Gestão do Conhecimento sob o enforque da TIC. 
 
Bons estudos! 
 
Gestão do Conhecimento 
 
108 
 Economia do Conhecimento (Knowledge Economy) 
Retornemos à dinâmica da economia mundial sem fronteiras e 
consequentemente podemos perceber sua influência direta na vida das pessoas, 
das organizações e das nações em função da intensificação do desenvolvimento 
das TIC’s, projetando uma nova ordem econômica em que as informações e o 
conhecimento ganharam peso no processo produtivo e nas decisões das pessoas. 
A utilização da TIC trouxe melhoria nos processos, ganho de produtividade e 
redução dos custos para o consumidor final. Daí infere-se que a gestão do 
conhecimento nas organizações transforma-o em fator de agregação dos 
resultados e não apenas diferencial entre os concorrentes mediante a escolha ideal 
dos recursos da tecnologia que, como vimos nas unidades anteriores contribuem 
para a produção, disseminação e enriquecimento do conhecimento em toda 
organização. 
 
Fonte:https://pt.slideshare.net/bvalle/gesto-do-conhecimento-da-estratgia-aos-resultados-
oficina-sbgc-beto-do-valle 
Vamos refletir 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Gestão do Conhecimento 
 
109 
Através da figura acima, é possível perceber como o conhecimento ganhou 
espaço no processo produtivo onde a criatividade humana e a utilização correta 
das máquinas pelos profissionais, passaram a ser o diferencial tanto para os 
mesmos como para as organizações empresariais. 
Assim três contextos ganham importância nesta análise: a necessidade de 
busca constante da capacidade de criar e utilizar conhecimentos nas 
transformações de informações em inovações favoráveis à melhoria constante; a 
emergência de uma economia imaterial, baseado em ativos intangíveis e por fim, 
estar preparado para conviver com um ambiente sem fronteira e com mecanismos 
não tradicionais de transações comerciais e financeiras. Ou seja, a sociedade do 
conhecimento ou a era da informação não admite descuidos com a evolução 
tecnológica e da adaptação das pessoas a elas no seu cotidiano. 
Então, pode-se dizer que a Economia do Conhecimento ou Knowledge 
Economy tem no conhecimentoo principal componente de agregação da 
produtividade, valor e crescimento econômico, entendimento que é aplicado 
quando se tratar de gestão de produção, logística, financeira, de pessoal nas 
empresas quando da escolha de seus aplicativos de gestão e da gestão do pessoal. 
A Economia do Conhecimento que é aplicada a todos os tipos de organizações 
empresariais, considera que suas bases estão fundamentadas na tecnologia e no 
conhecimento, isto é, no investimento em P&D(planejamento e Desenvolvimento); 
na eficiente utilização das TICs em todos os seus segmentos e na composição de 
seu quadro por profissionais graduados e especializados nas áreas da ciência, da 
tecnologia e engenharia que orientam a otimização na utilização dos fatores de 
produção. Observa-se que o conhecimento passa a ser o principal fator de 
produção que as empresas devem gerir, em contraposição ao passado industrial 
que era baseado nos recursos naturais, na mão-de-obra e no capital. Portanto, o 
importante é uma utilização eficiente dos avanços da TIC, não somente para 
armazenar e processar as informações e conhecimentos, mas, a aplicação desses 
novos conhecimentos que possibilitem a geração de novos conhecimentos e de 
dispositivos de processamento e comunicação da informação, em um ciclo de 
realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso. 
Gestão do Conhecimento 
 
110 
Vimos que a Economia do Conhecimento não surge como a nova orientação da 
economia e sim tem por objetivo organizar o conhecimento de forma que ela se 
torne fator de produção nas organizações e se fundamenta no tripé: 
 Estratégia corporativa; 
 Conhecimento; e, 
 E capital humano. 
Alguns passos deverão ser seguidos. 
O conhecimento teórico difundido nos ambientes escolares é a base de 
sustentação da criação de uma economia do conhecimento quando as 
informações sustentam a construção de novas fase na inovação e assim melhorar a 
qualidade de vida da sociedade. E o desenvolvimento tecnológico das economias 
avançadas se tornou no arcabouço da criação dessa nova orientação de produção 
e consumo. Conforme DRUCKER(1969, p. 78), a economia do conhecimento se 
referia à aplicação do conhecimento de qualquer campo ou área, seja novo ou 
velho, como estímulo ao desenvolvimento econômico e empresarial. 
O conhecimento tácito adquirido durante a vida possibilita as pessoas se 
prepararem para interagir com as diversas tecnologias da informação e 
comunicação e assim agindo como ser individual utilizando o e-commerce nas 
compras, utilizando das estruturadas dos smartphones para atender suas 
necessidades ou como ser coletivo, atuando nas organizações empresariais e ou 
não e contribuir com a construção no setor produtivo ou social. 
O conhecimento explícito e adquirido no ambiente de atuação empresarial se 
tornará multiplicadora partir do momento em que uma boa gestão do 
conhecimento poderá torná-lo acessível a todos que dele possam transformar, 
organizar e multiplicar em benefício dos objetivos definidos. 
Vamos refletir 
E como tornar a Economia do Conhecimento um valor agregado pelas 
organizações empresariais? 
Gestão do Conhecimento 
 
111 
A gestão das TICs deve se ocupar com escolha das ferramentas mais adequadas 
às necessidades da organização para selecionar, armazenar, processar, realimentar 
os processos para reduzir os custos, o tempo, aumentar a qualidade e simplificar os 
processos. 
Nestes estudos não há a intenção de esgotar o assunto economia do 
conhecimento e sim incluir no processo de Gestão do Conhecimento as 
informações, inovações, realimentações a utilização eficaz do conhecimento na 
estratégia de negócios e gestão empresarial. 
 Processos e Dimensões da Gestão do Conhecimento 
Ao considerar que a gestão do conhecimento nas organizações é um processo 
contínuo e que está submetida a desafios constantes, há necessidade de uma 
mudança de comportamento na direção de organização que aprende e, portanto, 
em uma Universidade Corporativa. E nesse contexto está a capacidade da 
organização em criar um ambiente que multiplique seus conhecimentos, tendo em 
vista que o conhecimento do indivíduo ou do profissional não garante que a 
organização ampliará seus conhecimentos e capital intelectual. 
Sabe-se que a dinamicidade da tecnologia faz do conhecimento um processo 
constante de mudança e a economia do conhecimento ao ocupar seu espaço 
como fator de produção dinamiza nas organizações a necessidade de 
aperfeiçoamento constante do uso dos dados e informações para evitar a 
convivência com a obsolescência em suas diversas áreas. Percebe-se que uma 
eficiente gestão das fontes e tipos de conhecimento e que sejam responsáveis pelo 
desenvolvimento de competências específicas e capacidade de inovação 
dependerá da adoção de vários planos e dimensões da prática gerencial 
relacionada à gestão do conhecimento. 
Diante desta realidade faz-se necessário compreender as sete importantes 
dimensões da gestão do conhecimento e segundo Terra (2001, p. 216 ) baseado 
nas fases do planejamento obedecem as seguintes fases: 
 
Gestão do Conhecimento 
 
112 
 a nível estratégico tem-se, a visão e estratégia na alta direção. 
 A nível operacional as políticas de recursos humanos, a cultura 
organizacional e as estruturas organizacionais. 
 Na infraestrutura, os sistemas de informação, a mensuração dos 
resultados e aprendizagem com o ambiente externo. 
A partir do exposto, observe o quadro abaixo: 
 
Fonte: Terra (2001, p. 216). 
 
A partir da figura acima, podemos delinear as sete dimensões fundamentais 
para uma gestão eficiente da gestão do conhecimento. 
Dos fatores estratégicos e o papel da alta administração. Seu papel é 
indispensável na clarificação da estratégia empresarial, na definição de metas 
desafiadoras e motivadores. Portanto, caberá à alta administração delinear os 
campos do conhecimento para os quais os profissionais deverão direcionar suas 
atenções de aprendizagem dentro da estratégia de empresa definida. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
113 
Da cultura e valores organizacionais. A organização deve desenvolver uma 
cultura voltada à inovação, experimentação, aprendizado contínuo, comprometida 
com resultados de longo prazo e com a otimização de todas as áreas da empresa 
que deverá ser uma preocupação constante. 
Da estrutura organizacional. Baseadas no trabalho de equipes 
multidisciplinares com alto grau de autonomia devem ser adotadas para superar os 
limites às inovações, aprendizado e à geração de novos conhecimentos necessários 
para conviver num mundo globalizado e competitivo. 
Da administração de pessoas. Melhorando a capacidade das organizações de 
atrair e reter profissionais com habilidades, comportamentos e competências, 
estimulando comportamentos alinhados com os requisitos dos processos 
individual e coletivo de aprendizado e adotando políticas de remuneração, 
associadas à aquisição de competências individuais, ao desempenho da equipe e 
da organização. 
Dos sistemas de informação. Processos de geração, difusão e armazenamento 
de conhecimento, dentro de um ambiente de confiança, transparência e 
colaboração. 
Da mensuração dos resultados. Avaliar várias dimensões do capital intelectual. 
Do aprendizado com o ambiente. Por intermédio de alianças com outras 
organizações e do estreitamento do relacionamento com clientes. 
O que observamos nestas dimensões é que a organização precisa ser 
estruturada para valorizar a cada instante o seu capital intelectual existente sem 
prejuízo da produção e integração das inovações e consequentemente de novos 
conhecimentos, novos comportamentos, novos valores e adequados à realidadeem que atua. Porém para o sucesso da gestão do conhecimento, há necessidade 
que a que haja compromisso da alta direção da organização, do entendimento dos 
profissionais envolvidos e um bom programa adequado de gestão do 
conhecimento, segundo FIGUEIREDO(2005, p.6-7), devem-se observar os seguintes 
critérios: 
 Valorizar os recursos humanos bem como a cultura organizacional; 
 Sempre atender os objetivos estratégicos de negócios da organização; 
Gestão do Conhecimento 
 
114 
 Direcionar o focar para os "stakeholders", no trabalho, no mercado e suas 
forças; 
 Construir uma cultura do conhecimento favorável e de aprendizagem 
contínua na organização; 
 Compreender que os colaboradores ou profissionais, constituem o maior 
patrimônio do conhecimento e consequentemente a esfera central das 
inovações; 
 Facilitar a criação, armazenagem, utilização, transferência e alavancagem 
do conhecimento tácito entre as pessoas; 
 Valorizar a importância da tecnologia em sua dimensão adequada, 
mediante uma infraestrutura da TIC que agregue valor à gestão do 
conhecimento; 
 Incentivar e dedicar atenção a cultivar o conhecimento; 
 Considerar os fluxos de conhecimento na empresa sua relação com os 
diversos processos a que estejam envolvidos e vice-versa; 
 Estimular e valorizar o contato entre as pessoas como potencial de 
aprendizagem, criação, transferência e uso de conhecimentos 
(socialização / personalização). 
 Reconhecer o valor da experiência e agregar às novas necessidades de 
melhorias nas organizações. 
Para que a gestão do conhecimento seja positiva para as organizações, faz-se 
necessário compreender os processos pelos quais será possível identificar, 
organizar e compartilhas em toda organização. E os processos estão relacionados a 
seguir. 
1) Memória organizacional. Destaca a revisão dos processos organizacionais 
como as mídias usadas, as responsabilidades e as tecnologias adotadas 
tendo como objetivo registrar, armazenar e processar, podendo assim 
manter disponibilizado todo o acervo dos conhecimentos. 
Gestão do Conhecimento 
 
115 
2) E-business. Implica numa transformação na relação de negócios, com a 
utilização das inovações tecnológicas e de comunicação que permite a 
desintermediação na relação com os clientes e fornecedores. 
3) Gestão de processos. Reorganizar os processos organizacionais com a 
utilização dos novos conceitos e ferramentas disponíveis na Gestão do 
Conhecimento. 
4) Comunicação Intraempresarial. Consiste na implementação na 
organização de infraestruturas dinâmicas e adequadas à nova realidade 
de informações com alta obsolescência, adotar novas tecnologias e 
intervir na cultura organizacional, objetivando a otimização da 
comunicação e do conhecimento entre os colaboradores. 
5) Inteligência competitiva. Importante que a organização se estruture com 
processos e ferramentas que possibilite monitorar seu mercado e a 
concorrência, com informações de apoio ao processo decisório. 
6) Trabalhador do conhecimento. Rever o perfil profissional dos 
colaboradores da organização, tanto em seu ambiente de trabalho, como 
no mercado, com os clientes à luz das transformações induzidas nos 
processos de negócio pela Gestão do Conhecimento. 
Então, depois de compreender as dimensões e processos que norteiam as 
organizações, podemos identificar os segmentos que compõem a estrutura 
organizacional quando se trata de fazer do conhecimento uma sinergia positiva. 
Vamos caminhar um pouco mais? Que tal pontuar as dimensões sobre o ponto 
de vista dos segmentos da gestão do conhecimento. 
 A Gestão do Conhecimento Aplicado à Gestão de Pessoas. 
Sabemos que no século passado houve um avanço tecnológico sem 
precedentes e sem a indicação que haja limite para sua continuidade e com isso 
intensificou os comportamentos das pessoas, desfiadas constantemente para 
novas realidades, novos procedimentos, novas necessidades. Sabemos também 
que toda essa evolução só agregará valor para a sociedade e para a civilização, pois 
Gestão do Conhecimento 
 
116 
as pessoas tornam o centro da construção de todas essas novas realidades e devem 
ocupar o lugar de destaque em todos os momentos que abordarmos a gestão do 
conhecimento, da inovação e da criatividade. 
Portanto, chegamos momento em que precisamos repensar o processo de 
gestão nas organizações, deslocando da atividade tecnocrática para a atividade 
dependente da otimização das informações e conhecimento em todas as etapas 
do processo. Isto se aplica desde o recrutamento, seleção, treinamento, avaliação 
dos profissionais integrantes da estrutura organizacional. 
Para MARRAS (2000, p. 76), houve a necessidade de mudar, inclusive o perfil do 
profissional de RH no Brasil, que tinha a visão baseada em trabalhos planejados, 
organizados e controlados em todas as suas fases. E para melhor compreender, 
vamos identificar as fases por que passaram esses profissionais. 
A fase contábil( até 1930). Que era também denominada de pré-histórica e se 
baseava nas preocupações com os custos, na relação trabalhador-empresa 
considerando o que da mão de obra tinha como resultado a entrada e a saída. 
Na fase legal (1930-1950), surgia a função de chefia que tinha como função 
principal acompanhar o cumprimento das leis trabalhistas do período de Getúlio 
Vargas. Devido ao domínio das leis trabalhistas, a gestão dos recursos humanos do 
transferida da produção para a chefia de pessoal. 
A fase tecnicista (1950-1965), foi marcada pela implementação semelhante do 
modelo americano na gestão de pessoas que passou para o status de gerência. 
A fase estratégica (1985 em diante), foi marcada pela implementação de 
planejamento estratégico com vista no longo prazo. E nesse período, a gestão de 
recursos humanos ganham status a nível estratégico nas organizações. 
Constata-se que nos anos seguintes houve uma mudança na visão das 
empresas ao integrar um profissional em seus quadros, quando a gestão foi 
deslocada da ideia do controle no trabalho para o estímulo ao trabalho criativo e 
com o foco direcionado para os negócios da organização com procedimentos 
proativos e integrados em organização sistêmica. Pode-se considerar que a gestão 
de conhecimentos nas organizações está intimamente relacionada com a gestão 
de pessoas e que essa relação gera características específicas nos colaboradores e, 
Gestão do Conhecimento 
 
117 
somente esses serão capazes de construir um ambiente propício ao 
desenvolvimento continuado, à criatividade, à inovação e o aprendizado 
permanente nas organizações e possibilitam o alcançar os objetivos estratégicos 
da organização. 
Ao entender que o conhecimento organizacional depende da gestão de 
pessoas, e dessas o ponto de partida para a construção do primeiro, faz-se 
necessário destacar as características que sejam favoráveis ao aprendizado e à 
criatividade individual. 
São elas: 
 É necessário considerar os aspectos individuais dos indivíduos, tais como 
a emoção e a dependência da motivação intrínseca dos mesmos. Desses 
aspectos destacam-se o processo mental e emocional da pessoa no 
ambiente de trabalho. Da capacidade para lidar com as tensões e 
angústias no ambiente de trabalho e, compreender que todos esses 
processos são construídos no subconsciente e daí a importância da 
intuição e do conhecimento tácito. 
 Compreender que há dependência relação com outras pessoas, bem 
como de experiências concretas para construir o conhecimento, pois, são 
processos ativos e laboriosos que envolvem os sentidos do corpo; 
dependem das experiências reais, das tentativas, erros e contatos sociais 
promovidos individualmente. E, por fim, são associadosà mudança de 
comportamento e a um permanente processo de reformulação dos 
modelos mentais e mapas organizacionais. 
 As organizações se beneficiam dos conhecimentos de seu quadro de 
funcionários de diversas maneiras, entendendo que o trabalhador da era 
do conhecimento tende a valorizar e buscar com bastante intensidade 
novos conhecimentos e são esses, os conhecimentos tácitos que eles 
agregam como sendo o grande capital intangível da produção intelectual 
das organizações. Haja vista que os trabalhadores têm investido em 
educação, seja ela forma ou informal. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
118 
A partir da consideração individual dos profissionais para considerar o 
coletivo, podemos entender que a Gestão do Conhecimento depende da adoção 
de práticas gerenciais que organizem os processos de criação e aprendizado 
individual bem como a coordenação sistêmica dos esforços relacionados aos 
diversos planos da organização: organizacional e individual; estratégico e 
operacional de normas formais e informais. Assim, a Gestão do Conhecimento 
deverá considerar as setes dimensões apresentadas em unidades anteriores, tais 
como o papel da alta administração, da cultura organizacional, entre as demais 
listadas. 
 A Gestão do Conhecimento Aplicado à Inovação 
Empresarial 
Importante entender que a inovação e a criatividade por si só, não traduz em 
diferencial para a organização que a detêm porque a obsolescência é prematura e 
quer renovação constante. Daí a necessidade de organizá-la de forma a transformá-
la em vantagem competitiva. O fato de uma organização utilizar-se de 
determinada TIC, não implica que dela tenha originado sua criação e podem ser 
advinda de mudanças nas leis governamentais, de rupturas tecnológicas, 
surgimento de novos competidores e mudança das expectativas e necessidades 
dos clientes. Ainda é importante compreender que um processo de inovação 
cumpre várias etapas até que chegue ao produto final. São elas: pesquisa, 
planejamento e desenvolvimento, desdobramento da ação, adoção da ideia, 
implementação e transformação na fase de rotina. Ainda, abrange vários níveis de 
análise nas organizações, desde as pessoas, passando pelos grupos, a empresa e o 
meio-ambiente. 
Outro aspecto importante a considerar na gestão do conhecimento, é 
observar que determinadas inovações ou criações dependem de outras 
tecnologias para serem utilizada, exigindo eficiência e otimização em seu uso para 
agregar valor à organização e aos demais agentes que utilizam daquela tecnologia. 
Para NONAKA e TAKEUCHI(1997, p. 98), 
Gestão do Conhecimento 
 
119 
Quando as organizações inovam, elas não só processam 
informações, de fora para dentro, com o intuito de resolver 
os problemas existentes e se adaptar ao ambiente em 
transformação. Elas criam novos conhecimentos e 
informações, de dentro para fora, a fim de redefinir tanto os 
problemas quanto as soluções e, nesse processo, recriar seu 
meio. 
As empresas que são as estrelas da inovação, no momento, são as que 
desenvolvem aplicações na internet ou através da mesma. O destaque é que essas 
empresas são hipervalorizadas da noite para o dia, e desvalorizadas da mesma 
forma quando não conseguem inovar de forma contínua. Existem inúmeros 
exemplos de empresas recentes, desconhecidas, mas que valem mais que 
empresas tradicionais. Como ilustra a Revista Veja (1999): “A valorização das ações 
de empresas com negócios na internet é o fenômeno mais intrigante deste final de 
século: o virtual vale mais do que o sólido”. 
SVEIBY 2002 (apud, FERREIRA, p. 164) apresenta a seguinte classificação para 
abordar o campo da Gestão do Conhecimento, tanto em termos das áreas do 
conhecimento, que a compõem, como em relação aos níveis de percepção, que 
caracterizam o processo: 
 Gestão da informação, que envolve as áreas de tecnologia e ciência da 
informação, para a construção da base de conhecimento codificado. 
 Gestão de pessoas, que envolve as áreas de filosofia, psicologia, 
sociologia e administração, para o entendimento da dinâmica dos 
processos de criação e difusão de conhecimento tácito. 
 Gestão de Processos, que é o mapeamento dos processos envolvidos na 
dinâmica da organização. 
 Níveis de percepção, que consiste: 
 Na perspectiva individual, que inclui as motivações e as capacidades dos 
indivíduos; e 
 Na perspectiva organizacional que inclui os recursos e as competências. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
120 
Os procedimentos necessários para que a gestão do conhecimento 
transforme as inovações e criatividade em fator positivo para a organização implica 
em observar os seguintes pressupostos: 
 Otimizar o aprendizado em todas as atividades e processos 
organizacionais. 
 Realimentar a aprendizagem e as informações para que se torne rotina no 
comportamento dos profissionais. 
 Estabelecer um ambiente que favoreça as mudanças, compartilhamento 
das informações e conhecimentos e as inovações. 
 Criar facilidades a todos os colaboradores da organização aos 
conhecimentos especializados. 
 Criar a cultura do fazer certo na primeira vez e eliminar o retrabalho. 
 Otimizar a aprendizagem dos colaboradores especializados, sem prejuízo 
dos demais que necessitarão das informações em suas atividades. 
 Facilitar o acesso aos materiais, conteúdos, conhecimentos, informações 
para reduzir o lead time. 
 
Inovação e criatividade não se limitam a um conjunto de teorias e informações 
limitadas ao tempo e lugar. A dinamicidade nesse processo nos impede de esgotar 
esse assunto, mas, é importante que estejamos dispostos e abertos às mudanças 
que se apresente. 
Aqui procuramos alertar o estudante, o profissional e as organizações para se 
colocarem sempre disponíveis para o que virá pela frente. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
121 
 Gestão do Conhecimento sob enfoque do Capital 
Intelectual 
Vimos a importância da ocupação de uma adequação da gestão de pessoas 
sob o enfoque da gestão do conhecimento e nesse contexto valorizar os aspectos 
intelectuais dos profissionais. Na sequência, vamos analisar como a gestão do 
capital intelectual deva ser integrado à gestão do conhecimento, com seus 
parâmetros e necessidades para agregar valor à competitividade organizacional. 
Compõem dos principais ativos intangíveis utilizados nas organizações 
empresariais e segundo STEWART (1998, p. 123), pode-se definir como “o conjunto 
de ativos intangíveis compostos por diversos fatores, tais como: qualidade e 
coerência do relacionamento entre empresa – clientes e fornecedores – talentos, 
ideias e insights apresentados por todos os envolvidos no contexto organizacional, 
entre outros”. 
Portanto, a combinação eficientemente alinhada aos objetivos estratégicos da 
organização, irá gerar o conjunto de conhecimentos capazes de promover a 
inovação e a reestruturação contínua dos processos e assim produzir os resultados 
esperados. 
Em outro entendimento e de acordo com TERRA (2004), o capital intelectual 
pode ser classificado da seguinte forma: 
I) Como fontes internas, sendo: 
Capital de liderança (é o valor intangível que as equipes de líderes possuem 
nos ambientes organizacionais), 
O capital social (refere-se ao ambiente em que se cria e compartilha o 
conhecimento que os colaboradores têm na organização), 
Capital estrutural (são os resultados obtidos por meio do trabalho intelectual 
dos colaboradores) capital humano (está relacionado com os colaboradores que 
tem papéis notáveis dentro do ambiente organizacional). 
II) Como fonte externa,: 
Gestão do Conhecimento 
 
122 
O capital de rede (Network Capital), que se refere ao valor encontrado com base 
nas relações que as organizaçõestiverem com seus clientes, parceiros e 
fornecedores, cujo objetivo é a criação de valor. 
Por outro lado, LACOMBE e HEILBORN (2011, p. 98), apresenta como sendo os 
ativos intangíveis mais importantes e assim classificados: 
a) O capital humano: as habilidades, os talentos, os conhecimentos que os 
empregados de uma empresa possuem; 
b) O capital da informação: as informações e os dados retidos pela empresa e 
que estão armazenados em redes de computadores, como sistemas da informação, 
redes, infraestrutura de tecnologia e outros; 
c) O capital da organização: a cultura da empresa, sua liderança, quão 
alinhadas estão as pessoas em relação aos objetivos estratégicos, a habilidade e a 
boa vontade do pessoal de partilhar informações e conhecimentos. 
Para CARBONE et al. (2006, p. 69), 
“o capital intelectual é o conjunto composto por marcas registradas, 
patentes, direitos autorais, direitos exclusivos para comercialização, 
tecnologia, utilizada no processo de produção, portfólio de clientes, 
competência dos funcionários, flexibilidade e capacidade de 
inovação, banco de dados, perfil de gestão e liderança, que deverão 
ser mensurados e aplicados em conformidade com os objetivos 
organizacionais”. 
Outra classificação do capital intelectual nas organizações pode ser 
apresentada como: 
 Capital Humano: são a qualificações, habilidades, conhecimento e a 
criatividade das pessoas. Neste contexto, a gestão do conhecimento 
deverá se ocupar de identificar e direcionar o capital humano para que os 
objetivos organizacionais sejam alcançados. 
 Capital Estrutural: é a parte que pertence a empresa como os bancos de 
dados, os manuais de procedimentos que possibilitam o aproveitamento 
do conhecimento tácito com vista o seu compartilhamento transformá-lo 
em ativo para a organização. 
Gestão do Conhecimento 
 
123 
 Capital dos Clientes: o valor da franquia, do relacionamento com os 
clientes, a lealdade deles à marca da empresa, o quanto ela conhece a 
necessidades de seus clientes e antecipadamente resolve seus 
problemas. Tem grande importância para a organização, pois é dele a 
origem de sua existência, gera os recursos financeiros e a oportunidade 
para todos os agentes envolvidos. Portanto, um estudo cuidado dos 
clientes implicar em conhecê-los, conquistar sua lealdade, parâmetros de 
negociação, valorização do produto ou serviço ou da marca da 
organização. 
 Gestão do Conhecimento sob enfoque TIC 
Sabe-se que a Gestão do Conhecimento é constituída por um conjunto de 
processos que visa à criação, utilização e disseminação do conhecimento na 
organização que devem estar alinhados com os objetivos de negócio da 
organização. E esses processos se envolvem em sua essência a partir três 
elementos: os recursos humanos, os processos e a tecnologia. 
A tecnologia dará o suporte necessário para a implantação da estrutura de 
comunicação que possibilitará a troca de informações, bem como as ferramentas 
que servem como suporte para o processo baseado em conhecimento. A 
tecnologia é o elemento facilitador para uma gestão do conhecimento eficaz, mas 
a eficácia de sua utilização será o diferenciador dos resultados. Como vimos, os 
recursos tecnológicos são compostos dos hardwares e dos softwares. 
Então, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) diminui as barreiras 
no compartilhamento e transferência do conhecimento, tendo um papel 
fundamental nas práticas da gestão do conhecimento e deverá ser escolhida e 
definida de acordo com as necessidades dos usuários e das áreas em questão. 
No processo de definição de implantação da Gestão do Conhecimento, como 
vimos muitos aspectos precisam ser considerados e a tecnologia da informação 
apresenta um papel relevante tanto para gerenciar os conhecimentos explícitos 
como para possibilitar que os usuários agreguem os seus conhecimentos tácitos 
em benefício de suas atividades. Assim, caberá à organização fazer a escolha da 
Gestão do Conhecimento 
 
124 
tecnologia de informação mais indicada para que possa traduzir o ativo intangível 
em sinergia favorável. 
Um exemplo bem sucedido que podemos citar são as atividades de 
treinamentos, conferências que independentemente da localização possibilitará a 
disseminação dos conhecimentos e assim, criar um ambiente que seja conciso, 
compreensão da missão e da filosofia da organização. 
Há de se notar que quando se trata de da área de TIC, ela se apresenta com 
particularidades em relação às demais ara a estão do conhecimento. O grande 
desafio dos profissionais que atuam nesta área e conviver com o conflito de, além 
de desenvolver com suas atividades que requer habilidades específicas como forte 
conhecimento estruturado, qualificações técnicas, rapidez de raciocínio e 
raciocínio lógico, capacidade de aprendizagem rápida, desenvolve a atividade de 
gestão do conhecimento quando escolhe as melhores ferramentas, implanta, 
orienta os usuários e dão os suportes necessários. Além disso, são também usuários 
e agentes do conhecimento. 
E, como todo processo para que possa conhecer sua importância na 
organização, os processos de Gestão do Conhecimento devem ser avaliados e 
nesse contexto a TIC irá fornecer as ferramentas de avaliação e apuração dos 
resultados sobre o grau de maturidade da organização no que se refere a utilizar e 
gerir os conhecimentos. 
Estas ferramentas são embasadas tanto em métodos qualitativos como 
quantitativos que abordam as diversas dimensões que norteiam as organizações 
tais como: a tecnologia, os diversos processos, os fatores culturais, os recursos 
humanos e lideranças, os objetivos estratégicos definidos. Durante a avaliação a 
organização poderá se certificar de questões, entre elas: a capacidade da 
organização em manter e ampliar seu capital intelectual, identificar a real relação 
ente os objetivos estratégicos e os conhecimentos apurados, identificar as ações 
para implementação e o grau de maturidade da gestão do conhecimento, entre 
outras. Não vamos entrar nos detalhes de cada ferramenta, que não é objetivo 
desse livro, mas vamos citar somente dois exemplos de ferramentas que permitem 
a avaliação da maturidade do conhecimento na organização: 
Gestão do Conhecimento 
 
125 
Organizational Knowlegde Assessment (OKA) uma ferramenta que em sua 
metodologia utiliza de questionamentos para obter um quadro da empresa em 
seus aspectos mais relevantes. São eles: sistemas, pessoas e processos. 
O KM Maturity Model(KPMG). Pode ser aplicado aos serviços organizacionais, 
define o Global Business Dervices(GBS) como o conjunto coletivo recursos e 
sistemas para oferecer serviços de suporte, tais como finanças e 
contabilidade(F&A), recursos humanos, aquisições e outros processos de negócios 
de frente, meio e BackOffice. 
Após um aprofundamento das questões pontuais relacionadas à gestão do 
conhecimento vistas nesta unidade, o próximo degrau de nossos estudos será 
direcionado para os mecanismos de criação do conhecimento, tanto do lado dos 
recursos humanos como da tecnologia. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
126 
Após conhecer os principais conceitos e aplicações da Gestão da 
Conhecimento, nesta unidade avançamos para pontuar o processo de gestão em 
áreas específicas da estrutura de uma empresa. Mesmo não podendo atender a 
todas as realidades, podemos perceber que o processo de gestão do 
conhecimento tem o mesmo objetivo: fazer das informações e conhecimentos 
fator que melhore a competividade das diversas áreas, produtos ou serviços. 
Assim, conhecemos um aspecto importante para tornar o conhecimento 
sinergia para todo o sistema ao analisar a economia do conhecimento ou 
knowledge economy,que trata de analisar o quanto, determinada tecnologia, 
processos ou implementações será positivo para todo o sistema e resultados. Isso 
obriga a organização em todas suas áreas identificar todos os seus processos e 
dimensões no âmbito da estrutura funcional. 
Em seguida, chega o momento em que os processos de Gestão do 
Conhecimento devam ser particularizados para que em suas especificidades, as 
áreas sejam avaliadas para que cada ação ou investimento otimize os processos e 
proporcione a esperada economia do conhecimento à organização, ou seja, os 
recursos humanos, o capital intelectual, as inovações e criatividade e TIC. 
 
Leitura Complementar 
CARVALHO, Fábio Câmara Araújo de. Et al. A Gestão do Conhecimento 
e a Inovação: abordagens do atual estado da arte. Escola Superior de Propaganda 
e Marketing. ESPM. 
BARRETO, Alice Medeiros. Maturidade de Gestão do Conhecimento: um estudo 
comparativo entre o organizational knowledge assessment (oka) e o knowledge 
management maturity model (kmmm). Periódico Científico Negócios em Projeção, 
v.6, n.2, 2015. Disponível em: 
http://revista.faculdadeprojecao.edu.br/index.php/Projecao1/article/view/577 
Gestão do Conhecimento 
 
127 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Gestão do Conhecimento 
 
128 
 Exercícios – Unidade 4 
1. Para que a gestão do conhecimento seja positiva para as organizações, faz- 
se necessário compreender os processos pelos quais será possível identificar, 
organizar e compartilhas em toda organização. Marque a alternativa CORRETA de 
processo de gestão do conhecimento nas organizações. 
a) Memória organizacional. Destaca a implantação dos processos 
organizacionais como as mídias usadas, as responsabilidades e as 
tecnologias adotadas, objetivando registrar, armazenar, processar, 
podendo assim manter disponibilizado todo o acervo dos 
conhecimentos. 
b) E-business. Implica na formalização da relação de negócios, com a 
utilização das inovações tecnológicas e de comunicação que permite a 
intermediação na relação com os clientes e fornecedores. 
c) Gestão de processos. Organizar os processos organizacionais com a 
utilização dos novos conceitos e ferramentas disponíveis na Gestão do 
Conhecimento. 
d) Comunicação empresarial. Implementar na organização infraestruturas 
dinâmicas e adequadas à nova realidade de informações com alta 
obsolescência, adotar novas tecnologias e intervir na cultura 
organizacional, objetivando a otimização da comunicação e do 
conhecimento entre os colaboradores. 
e) Inteligência competitiva. Importante que a organização se estruture com 
processos e ferramentas que a possibilitem monitorar seu mercado e a 
concorrência, com informações de apoio ao processo decisório. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
129 
2. Ao analisar a Gestão do Conhecimento tanto em termos das áreas do 
conhecimento, que a compõem, como em relação aos níveis de percepção, que 
caracterizam o processo é INCORRETO afirmar> 
a) Que a gestão da informação envolve as áreas de tecnologia e ciência da 
informação, para a construção da base de conhecimento codificado. 
b) Que a gestão de pessoas envolve as áreas de filosofia, psicologia, 
sociologia e administração para alinhar as habilidades os RH aos 
equipamentos. 
c) A gestão de processos internos que é o mapeamento dos processos 
envolvidos nas finanças da organização. 
d) Aos níveis de percepção individual dos recursos humanos relacionados à 
produtividade pelo conhecimento, que inclui as motivações e as 
capacidades dos indivíduos. 
e) Aos níveis de percepção da estrutura organizacional que inclui os 
recursos humanos e as competências. 
 
3. Entende como sendo um conjunto de técnicas e ferramentas que permite 
identificar, analisar e administrar, de forma estratégica e sistêmica, o ativo 
intelectual da empresa e seus processos associados. Esta afirmativa se refere à 
gestão do(a)s:: 
a) Competências e habilidades 
b) Talentos humanos 
c) Ativos Fixos 
d) Conhecimento ou ativos intangíveis 
e) Processos e atividades. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
130 
4. A Economia do Conhecimento ou Knowledge Economy tem no conhecimento 
o principal componente de agregação da produtividade, valor e crescimento 
econômico. A partir dessa afirmativa, marque a alternativa que contém 
procedimentos da CORRETA. 
a) Aplica-se especificamente no processo de gestão de produção, logística, 
financeira. 
b) Aplica-se à gestão de pessoal nas empresas na escolha técnica de seus 
aplicativos no usuais. 
c) Aplica-se somente às organizações empresariais de serviços e, considera 
que suas bases estão fundamentadas na tecnologia e no conhecimento. 
d) Aplica-se nas organizações baseadas em investimento em P&D; na 
eficiente utilização das TICs e no quadro por profissionais preparados. 
e) Aplica-se somente em talentos humanos especializados nas áreas da 
ciência, da tecnologia e engenharia que orientam a otimização na 
utilização dos fatores de produção. 
 
5. Quando o objetivo da gestão do conhecimento for transformar os 
conhecimentos em competências para a organização, é CORRETO afirmar. 
a) O tipo da competência em análise indica o grau de complexidade do 
conhecimento, das habilidades exigidas pelos profissionais da 
organização. 
b) Somente o conhecimento operacional e estruturado pode ser assimilado 
por meio da comunicação de dados, informações e/ou experiências. 
c) A atividades e processos organizacionais. 
d) A organização deverá ter controle sobre os espaços de interação para 
compartilhamento do conhecimento interno. 
e) A abordagem de processo social, interativo é uma das mais utilizadas na 
gestão do conhecimento organizacional. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
131 
6. Em relação ao processo de gestão do conhecimento, marque a alternativa 
INCORRETA. 
a) Tem por objetivo dar sentido e valor à informação, transformá-la em 
conhecimento e depois disseminá-la na organização. 
b) Consiste num conjunto de processos e ações que visa colaborar com a 
criatividade e disseminação do conhecimento tácito e implícito na 
organização. 
c) Consiste num conjunto de processos que tem por objetivo colaborar com 
a criação, captura e compartilhamento do conhecimento tácito. 
d) Tem como objetivo a criação de ferramentas que auxiliem na 
disseminação dos conhecimentos tácitos e implícitos dentro desta 
organização 
e) A gestão do conhecimento não depende do processo de gestão da 
informação porque é produzido pelas informações e não o contrário. 
 
7. Observe a figura abaixo sobre a Economia do Conhecimento. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
132 
Infere-se que o conhecimento saiu do campo da análise romântica para 
incorporar ao processo produtivo onde a criatividade humana e a utilização correta 
das máquinas pelos profissionais passaram a ser o diferencial tanto para os 
mesmos como para as organizações empresariais. 
Diante do exposto marque a alternativa CORRETA. 
Na economia do conhecimento as organizações passaram a ter que se ocupar em 
converter os conhecimentos em ativos tangíveis e quantificáveis como resultado 
do investimento direcionado. 
a) Na proposta de aplicar a economia do conhecimento, deve-se utilizar o 
conhecimento e o talento humano nas organizações valorizam a 
criatividade humana na relação com os equipamentos. 
b) A economia do conhecimento busca constante da capacidade de criar e 
utilizar conhecimentos nas transformações de informações em inovações 
favoráveis à melhoria constante. 
c) Na economia doconhecimento valoriza os fatores produtivos materiais 
baseado em ativos tangíveis para que deles possam extrair as tecnologias 
que vão melhorar a utilização da capacidade humana. 
d) A economia do conhecimento, prepara a organização para conviver com 
um ambiente sem fronteira de conhecimento e com tradicionais de 
transações comerciais e financeiras. 
 
8. Para as organizações especializadas em tecnologia entende que seus 
principais ativos são os colaborares e que eles integram ao capital intelectual. E a 
área de gestão de pessoas, em função disso, sabe que precisa cuidar 
adequadamente dos mesmos para evitar a rotatividade, o que prejudica as 
operações da empresa. Então, sabe-se o Capital Intelectual não se constitui 
apenas dos empregados, mas também de outros elementos resultantes das 
interações e características da empresa e estão listados em qual alternativa? 
Marque-a. 
a) Capital Humano, Capital Estrutural e Capital Relacional. 
b) Inovação, Capital de Aprendizado e Capital Tecnológico. 
Gestão do Conhecimento 
 
133 
c) Capital Financeiro, Capital Tecnológico e Capital Estrutural. 
d) Fornecedores, Capital Tácito e Capital Explícito. 
e) Clientes, Imagem da Empresa e Capital Relacional. 
 
9. Para facilitar a visualização e compreensão da gestão do conhecimento em 
uma organização, podem ser destacados como seus elementos construtivos do 
conhecimento sua identificação, aquisição, utilização e preservação; disseminação; 
acessibilidade e mapeamento. Uma parte significativa da disseminação do 
conhecimento, nas organizações, ocorre de forma informal. 
Diante do exposto, explique quais podem ser as principais estratégias para a 
disseminação do conhecimento nas organizações. 
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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
10. Um aspecto importante a considerar na gestão do conhecimento, é 
observar que determinadas inovações ou criações dependem de outras 
tecnologias para serem utilizadas, exigindo eficiência e otimização em seu uso para 
agregar valor à organização e aos demais agentes que se utilizam daquela 
tecnologia. Explique como a ação da Gestão do Conhecimento deve se processar 
nesse contexto. 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
Gestão do Conhecimento 
 
134 
 
Gestão do Conhecimento 
 
135 
 
5 Facilitar a Criação do Conhecimento Nas 
Empresas 
 
Gestão do Conhecimento 
 
136 
Prezado(a)s aluno(a)s 
Nesta unidade teremos a oportunidade de analisar como os conhecimentos 
são criados nas organizações empresariais. E como já visto, dos conhecimentos 
individuais dos colaboradores podem formar conhecimentos coletivos. Porém, 
para que a organização possa transformar os conhecimentos como fator de 
produção, será necessário adotar uma cultura em que todos, em todos os níveis e 
áreas estejam preparados para conviver com as mudanças, com a necessidade de 
aprendizagem permanente, porque os conhecimentos ingressam nas organizações 
de forma variadas, seja por fusão, incorporação ou por avanços nas tecnologias e 
comunicação dos concorrentes o9u pela evolução da ciência. 
Para que a organização aproveite e dissemine as informações e criações terá 
necessidade de adotar processo de gestão organizado e formalizado considerando 
as necessidades especificidades de aplicação e observar os capacitadores que 
orientam o processo de captação, gerenciamento e disseminação para os 
colaboradores que atuam diretamente nos processos e também, para toda a 
organização seja nas atividades, processos, ou na finalização de produtos e 
serviços. 
Na sequência dessa etapa, iremos conhecer os diversos procedimentos para 
identificar os ciclos do conhecimento para realidades diferentes. Alguns exemplos 
de autores e aplicações diferentes serão conhecidas para orientar os trabalhos nas 
organizações empresariais. 
Cada organização, processo, produto ou serviço tem suas especificidades, mas, 
os procedimentos de transformação da inovação e criatividades como modelo de 
ação têm procedimentos que se repetem, porque diante de todas as situações 
estarão presentes os colaboradores a necessidade de fazer de informação ou 
inovação benefício do conjunto da organização. 
Objetivos da unidade: 
 Identificar os conhecimentos organizacionais; 
 Compreender como organizar os processos de transformação dos 
conhecimentos individuais em coletivos; 
Gestão do Conhecimento 
 
137 
 Reconhecer a necessidade de implementar uma cultura de aprendizagem 
permanente nas organizações; 
 Identificar as possibilidades de incorporar conhecimento nas 
organizações; 
 Conhecer e compreender como utilizar dos capacitadores para criação e 
uma gestão do conhecimento nas organizações; 
 Compreender os ciclos do conhecimento para identificar e disseminar em 
toda organização; 
 Aplicar as ações de cada ciclo no processo de gestão do conhecimento. 
 
Plano da unidade: 
 Conhecimento Organizacional e a Organização da Aprendizagem. 
 A Espiral e os Capacitadores do Conhecimento 
 Ciclos do conhecimento 
 
Bons estudos! 
 
Gestão do Conhecimento 
 
138 
 Conhecimento Organizacional e a Organização da 
Aprendizagem 
Para que as organizações possam aproveitar, criar ou disseminar conhecimento 
em sua estrutura de forma a torná-lo fator positivo nos processos e nos objetivos, 
há necessidade de difundir um ambiente de cultura voltada para a aprendizagem e 
com ela desenvolver as habilidades, capacidades e competências que estejam 
fundamentadas na aprendizagem permanente. Isso se faz necessário, como vimos 
até o momento, porque as inovações e informações são dinâmicas e sua 
obsolescência é a principal característica. 
 
 
Fonte:foto à esquerda por Yanalya - Freepik.com; foto à direita por Javi_indy - Freepik.com 
Vamos refletir! 
Aprendizagem organizacional: como é possível? 
Se dá pelo alcance de novos, múltiplos e contínuos conhecimentos de forma 
variável e constante sob as dinâmicas e demandas empresariais, seja de maneira 
direta ou indireta ou dentro ou fora de seu ambiente.. 
Gestão do Conhecimento 
 
139 
Como vimos durante os estudos, se analisar com cuidado, o leitor perceberá 
que na realidade informal dos colaboradores está a maior parte dos conhecimentos 
adquiridos. Isto se explica pela troca de informações, orientações e conhecimentos 
que se tornam tácitos(individuais) e são compartilhados no cotidiano do trabalho. O 
que não significa que não foram adquiridos por ação formal adotada pela 
organização ou pelo setor ou área de atuação. 
Mas isso não significa que as organizações não devam se preocupar com a 
aprendizagem, porque as atividades de treinamentos e de aprendizagem 
permanente realizadas com suas diversas especificidades e necessidades formam 
com conhecimento explícito que será a sinergia da evolução individual e 
consequentemente a coletivae em todas as áreas. Entende-se a partir daí que a 
aprendizagem ocorre de forma sistêmica nas organizações e na sociedade do 
conhecimento, a gestão de pessoas precisa colocar como prioridade o 
desenvolvimento da capacidade de aprender dos seus colaboradores, isto é, eles 
aprendem com o próprio contato com o objeto(seu trabalho) da aprendizagem e 
assim produz conhecimento e multiplica. 
Um dos principais autores da aprendizagem organizacional está Peter Senge, 
quando escreveu ‘A Quinta Disciplina: Arte e prática da organização que aprende’, 
quando identificou as cinco disciplinas que serão capazes de orientar as 
organizações para a implementação do aprendizado permanente baseado em visão 
sistêmica da organização empresarial. 
Importante 
A organização deve valorizar a troca informal de conhecimentos entre os 
colaboradores porque eles são os multiplicadores e dão conteúdo e formalização no 
processo de aprendizagem corporativa. 
Importante! 
O colaborador que tem uma visão sistêmica da organização em que atua 
consegue melhores resultados porque ele é capaz de identificar seu papel com 
clareza, e desempenha suas atividades com eficácia e eficiência, agindo 
assertivamente para o alcance das metas estabelecidas para si e para o negócio. 
Gestão do Conhecimento 
 
140 
As organizações nada mais são do que uma grande equipe trabalhando pelos 
mesmos objetivos e que são construídas no tempo, com erros e acertos, até chegar 
à sua marca. E o trabalho em equipe tornará possível a visão sistêmica e com ela ser 
possível disseminação do conhecimento. Então na era da informação, as 
organizações se tornam grandes equipes estruturadas e que aprendem a 
desenvolver novas habilidades e capacidades que levam a novas percepções e 
sensibilidades que modificam opiniões e crenças, ou seja, produz um ciclo de 
aprendizado profundo. 
Essas organizações são formadas por profissionais que expandem 
continuamente suas capacidades de criar diferentes resultados de acordo com as 
exigências de competitividade no segmento em que atuam. A manutenção dessas 
organizações do conhecimento, só serão possíveis quando perceberem que elas 
não estão isoladas das demais forças e sim estão no contexto em que atuam e que 
a capacidade contínua de aprender e com intensidade é a única possiblidade de 
manterem-se competitivas e sustentáveis. Assim, as organizações do 
conhecimento serão aquelas que descobrirem como direcionar os seus 
colaboradores para se comprometerem e queiram aprender continuamente, 
independentemente da função ou área em que atuam. 
Para que seja possível transformar em organização que tem o foco na 
aprendizagem contínua há necessidade de derrubar as barreiras que impedem o 
exercício da aprendizagem em sua estrutura e passam ter o domínio de 
determinadas disciplinas que são básicas. São elas. 
Primeira doutrina: Domínio Pessoal. É a disciplina que possibilita 
continuamente esclarecer e aprofundar nossa visão pessoal, concentrar nossas 
energias, desenvolver a paciência e ver a realidade objetivamente. É o alicerce 
espiritual da organização que aprende. A capacidade e o comprometimento de 
uma organização em aprender não podem ser maiores que seus integrantes. A 
disciplina do domínio pessoal começa esclarecendo aquilo que nos é realmente 
importante, levando-nos a viver a serviço das nossas mais altas aspirações. 
Segunda doutrina: Modelos mentais. Muitas modificações administrativas 
não podem ser postas em prática por serem conflitantes com modelos mentais 
tácitos e poderosos. Eles incluem ideias arraigadas e paradigmas que interferem 
sobre as nossas atitudes, muitas vezes sem que tenhamos consciência disso. 
Gestão do Conhecimento 
 
141 
Terceira doutrina: Visão Compartilhada. A empresa deve ter uma missão 
genuína para que as pessoas deem o melhor de si e adotem uma visão 
compartilhada, na qual prevaleça o compromisso e o comprometimento em lugar 
da aceitação. Assim, os líderes aprendem que não há como querer ditar uma visão, 
acreditando que ela será assimilada automaticamente. 
Quarta doutrina: Aprendizagem em Equipe. A unidade de aprendizagem 
moderna é o grupo e não o indivíduo. O diálogo facilita a aprendizagem em equipe 
e, quando esta produz resultados, seus integrantes crescem mais rápido e a 
organização também. 
Quinta doutrina, Pensamento Sistêmico. Esta é a quinta disciplina, a que 
integra todas as outras, o elo fundindo-as em um corpo coerente de teoria e 
prática. O pensamento sistêmico ajuda-nos a enxergar as coisas como parte de um 
todo, não como peças isoladas, bem como criar e mudar a sua realidade. 
É importante e muito desafiador para as organizações que essas 5 disciplinas 
se desenvolvam em conjunto e faça do pensamento sistêmico um comportamento 
permanente, pois ele lembra que a soma das partes forma o todo organizacional. A 
transformação do pensamento e das práticas na era do conhecimento nas 
organizações direciona-as para uma mudança de comportamento e mentalidade 
que são necessárias para alcançar a vantagem competitiva. 
É necessário praticar a metanoia nas organizações? 
 
Gestão do Conhecimento 
 
142 
Somente assim que estará expandindo sua capacidade para criar seu presente, 
enfrentar os desafios futuros e reconstruir-se sempre que se fizer necessário e para 
isso serão necessários colaboradores que estejam dispostos a viver na instabilidade 
em função da competitividade e ter uma estrutura que faça da gestão do 
conhecimento a ação gerencial do cotidiano. 
A esta altura o leitor pode estar perguntando, o como viabilizar a 
aprendizagem nas organizações. Então vamos relacionar: 
 Experiências do Profissional - A partir das experiências positivas e 
negativas, o profissional pode compreender seus erros e acertos, balizar 
melhor suas próximas ações e criar estratégias para evitar que estes erros 
persistam no futuro. 
 Aprendizagem Cultural - Aprendida através da cultura organizacional, 
da missão e dos valores seguidos pela empresa. 
 Aprendizagem com o Líder - Realizada através das lideranças, de seus 
exemplos e conhecimentos compartilhados com os seus liderados. 
 Aprendizagem Prática/Ativa - Aquisição de conhecimentos através da 
prática efetiva das tarefas e do seu desenvolvimento contínuo. 
 Aprendizagem Sistêmica - Entendimento ampliado de toda empresa e 
seus processos para desta maneira oferecer soluções não apenas para o 
departamento envolvido, mas para a organização como um todo. 
 Compartilhamento de Informações - Quanto melhor forem distribuídas 
as informações, maiores serão os conhecimentos sobre os processos 
internos da empresa o que tornará mais assertiva as ações. 
 Benchmarking - Observar outras empresas e buscar suas boas práticas 
aplicadas para aplicar em sua organização. 
Vamos refletir! 
Metanoia é uma palavra de origem grega que significa 
mudança essencial de pensamento ou de caráter. É uma transformação mental e 
espiritual. 
Gestão do Conhecimento 
 
143 
 
Por estes elementos a aprendizagem organizacional será possível de 
acontecer porque a oxigenação originada deles possibilita que os profissionais 
consigam desenvolver-se efetivamente e contribuir com os demais. 
Para isso, a gestão destes recursos é essencial para que as informações não se 
percam e este capital riquíssimo de conhecimentos possa ser utilizado de maneira 
assertiva e adequada às necessidades dos profissionais, líderes e é claro, de toda 
organização empresarial. 
Após compreendermos que a capacidade de aprendizagem da organização é 
fator de fundamental importância na Gestão do Conhecimento, vamos analisar 
como a espiral dos conhecimentos e os capacitadores alinhama cultura de gestão 
do conhecimento na organização. 
 A Espiral e os Capacitadores do Conhecimento 
O ambiente criativo sem fronteira e sem limite de mudanças, desafia 
constantemente as organizações para se readaptarem às novas realidades 
produtivas e de gestão e continuarem competitivas. Desafia também, os seres 
humanos, tanto em suas relações pessoais como profissionais. Então, percebe-se 
que inovação e criatividade passam a ser os termos chaves do ambiente 
empresarial e pessoal. 
A busca constante de diferenciação entre os concorrentes e o foco em 
melhorias constantes de seus produtos e serviços oferecidos aos seus clientes e nos 
processos de gestão são as ações constantes para alcançar a eficácia na estrutura 
organizacional. No que concerne aos processos verifica-se uma constante melhoria 
em todos os segmentos: financeiro, marcas e patentes, custos etc. Mas, para que 
essas melhorias sejam bem sucedidas, há necessidade de incluir o processo que 
otimize o armazenamento e disseminação das informações relacionadas a essas 
implementações de melhorias e assim retornemos ao princípio da gestão do 
conhecimento como fator integrado ao processo produtivo como parâmetro para 
toda informação se transforme em conhecimento na organização. 
Gestão do Conhecimento 
 
144 
As informações circulam e ficam disponíveis para acesso de todas as 
organizações e indivíduos por todos os lados. E antes de selecionar, registrar e 
disseminar internamente, é importante identificar as formas da geração do 
conhecimento. E segundo (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 56), 
à medida que interagem com seus ambientes, as 
organizações absorvem informações, transformam-nas em 
conhecimento e agem com base numa combinação desse 
conhecimento com suas experiências, valores e regras 
internas. 
E consideram que existem cinco formas de uma organização gerar 
conhecimento e ser beneficiado por ele. 
 Aquisição. Por este meio uma organização compra uma outra e assim de 
forma direta e eficaz adquire os mais variados conhecimentos para 
incorporar à sua estrutura. Outra forma é contratar profissionais 
especializados para seus quadros, ou adquirir serviços de consultoria que 
possam modificar, ampliar ou implantar inovações que serão 
incorporadas à organização. 
 Recursos dirigidos: Criar unidades ou grupos, a exemplo de 
departamentos de pesquisa e desenvolvimento, com a finalidade de 
produzir conhecimento novo e novas maneiras de se fazer as coisas é 
uma forma costumeira de se gerar conhecimento nas organizações. 
Bibliotecas corporativas também são meios utilizados na expectativa de 
que seja fornecido conhecimento novo para a organização. 
 Fusão: a geração de conhecimento por meio da fusão implica em 
complexidade e conflitos para se criar sinergia, uma vez que reúne 
pessoas com diferentes perspectivas para se trabalhar em um problema 
ou projeto, obrigando-as a chegar a uma resposta conjunta. Segundo 
Davenport e Prusak (1998), a inovação ocorre nas fronteiras entre as 
mentes e não dentro do território provinciano de uma só base de 
habilidades e conhecimento. Ao se trabalhar em projeto ou problema por 
meio de um grupo composto por pessoas com diferentes perspectivas, 
estas diferenças impedem que o grupo caia em soluções rotineiras para 
os problemas. 
Gestão do Conhecimento 
 
145 
 Adaptação: as crises, no meio ambiente das organizações, atuam como 
catalisadores da geração do conhecimento. Às vezes, estas crises forçam 
as organizações a decidir entre adaptação ou morte. E, ao optarem por se 
adaptar, estas organizações evoluem. 
 Redes do conhecimento (comunidades de prática): Segundo os 
autores, o conhecimento organizacional também é gerado pelas redes 
informais e auto-organizadas. Comunidades de possuidores de 
conhecimento se unem motivos por interesses comuns, interagindo por 
meio de contatos pessoais, redes sociais e grupos de e-mail para 
compartilhar conhecimento e resolver problemas em conjunto. Quando 
redes desse tipo partilham conhecimento comum suficiente para se 
comunicar e cooperar, a continuidade de seu contato costuma gerar 
conhecimento novo dentro da organização. 
Não basta a empresa identificar e levar os conhecimentos para a organização, 
mas é importante que sejam processados e disseminados, conforme apresentado 
pela Espiral do Conhecimento de NONAKA & TAKEUCHI(1997, p. 110) apresentado 
em unidades anteriores, mas, sintetizado em quatro passos. 
 Socialização (tácito para tácito): Refere-se ao compartilhamento do 
conhecimento tácito, por meio da observação, imitação ou prática. 
 Externalização (tácito para explícito): Ocorre a conversão do 
conhecimento tácito em explícito e sua comunicação ao grupo por meio 
da escrita, fala ou desenho. 
 Combinação (explícito para explícito): Caracteriza-se pela padronização 
do conhecimento, chama-se combinação por juntar dois tipos de 
conhecimentos explícitos, tais quais um manual, um guia de trabalho, 
uma publicação, um livro etc. 
 Internalização (explícito para tácito). Ocorre quando os novos 
conhecimentos explícitos são compartilhados na organização, desta 
forma, outras pessoas começam a internalizá-los e o utilizam para 
incrementar, estender, assimilar e reorganizar seu próprio conhecimento 
tácito. 
Gestão do Conhecimento 
 
146 
Complementando o ensinamento dos autores, Von Krogh et al. (2001, p. 67) 
inclui que existem outros fatores importantes para a criação do conhecimento 
organizacional e que são preponderantes na manutenção da vantagem 
competitiva sustentável. Para eles, a gestão do conhecimento deve ser baseada na 
aplicação de processos de criação contínuos, através dos quais os novos 
conhecimentos criados irão compor a base de obtenção de novas vantagens. 
Sabe-se que a eficiente gestão de pessoas é o caminho para os conhecimentos 
possam ser incorporados nas organizações para construir um ambiente 
competitivo. E daí surgem os capacitadores do conhecimento, que serão 
apresentados a seguir. 
Os Capacitadores do Conhecimento. Quem são eles? 
Para que a Gestão do Conhecimento tenha eficácia na organização, é 
necessário desenvolver a capacitação para que os mesmos sejam integrados e 
disseminados. E o modelo proposto por Von Krogh et al. (ibid id), fornece 
conceitos que possibilitam a criação e a utilização do conhecimento nas 
organizações e assim obter vantagem competitiva necessária. Fornece também, 
abordagens práticas ou orientações pragmáticas para torna eficaz a criação do 
conhecimento. Ainda, “[...] ressaltam que a criação do contexto capacitante é 
‘condição fundamental para que o processo aconteça e o conhecimento seja 
gerado” (Von Krogh et al., 2001, p. 16). 
A partir daí, apresenta as ‘cinco fases da criação do conhecimento’ e assim 
preparar a organização para avançar nas vantagens competitivas, conforme SILVA e 
MAFRA(2016, p. 5). São elas: 
a) Compartilhamento do conhecimento tácito. É o processo que tem por 
objetivo disseminar conhecimentos por meio da socialização, estimulando a 
participação e o compromisso dos colaboradores nos grupos, objetivando a 
construção de um relacionamento saudável e obtendo o benefício para 
organização pelos insights de cada membro dos grupos. 
b) Criação de conceitos. Ocorre quando o conhecimento tácito (individual) 
torna-se explícito (externalizado). É um processo criativo que utiliza de uma 
metodologia adequada em linguagem intermediária, associando a ludicidade que 
Gestão do Conhecimento 
 
147 
possa ser compreendida com clareza para elucidar, criar conhecimento a partir de 
informações que são ainda abstratas para colaborador. Assim, será possível captar 
as variações tácitasdo conhecimento, que será identificável pelos membros do 
grupo que o criou. 
c) Justificação de conceitos. É um processo de apresentação e julgamento do 
conceito a partir de diálogo aberto e críticas construtivas, cabendo sua 
reformulação e reapresentação da forma mais adequada, caso necessário. Assim, a 
organização e seus colaboradores fazem uma avaliação do conceito criado e 
desenvolvido internamente. 
d) Construção de protótipos. O protótipo é a forma tangível do conceito, 
materializado em um objeto ou uma oferta de serviço inicial, combinado com 
outros conceitos, produtos, componentes e procedimentos já existentes com o 
novo conceito. 
e) Nivelação do conhecimento. É o resultado final das quatro fases 
anteriores, podendo resultar em inovação de produto ou serviço ou em 
conhecimento bruto. Mesmo que o processo não crie uma ideia viável, ele gera 
benefícios para a organização, como nivelamento e materialização de 
conhecimentos, por meio do protótipo, que atua também como inspiração para 
novos processos de criação de conhecimentos. 
Sabe-se que a eficiente gestão de pessoas é o caminho para que os 
conhecimentos possam ser incorporados nas organizações para construir um 
ambiente competitivo. E daí surge a importância do desenvolvimento do contexto 
capacitante para a disseminação do conhecimento mediante cinco capacitadores 
do conhecimento que será apresentado a seguir. 
Capacitador 1 - Instilar a visão do conhecimento. Relaciona-se com a 
capacidade da organização em estimular a formação de microunidades para 
disseminação do conhecimento por todas as áreas, objetivando o nivelamento e 
criação de novos conhecimentos, além de possibilitar a liberação do conhecimento 
tácito de seus colaboradores e gerar uma visão fundamentada do conhecimento 
baseada nos objetivos de negócios da organização. 
Gestão do Conhecimento 
 
148 
Nesta fase da criação dos capacitadores e dos conhecimentos, tem-se: criação 
de conceitos; justificação de conceitos; construção de protótipos e nivelação do 
conhecimento. 
Capacitador 2. Gerenciar as conversas. Relaciona-se com as ações gerenciais 
no sentido de estimular e criar as condições para que os colaboradores possam 
expor suas ideias e participar do processo de criação de novos conhecimentos. 
Nesta fase ocorrerá o compartilhamento do conhecimento tácito; da criação 
de conceitos; da justificação dos conceitos; da construção de protótipos e da 
nivelação do conhecimento. 
Capacitador 3. Mobilizar os ativistas do conhecimento. Tem por objetivo 
capacitar e criar lideranças e pessoas que sejam os catalizadores do conhecimento 
e que irão formar, coordenar e estimular as equipes multidisciplinares envolvidas 
nas várias fases do processo de criação do conhecimento. 
Nesta fase, ocorrerá a criação dos conceitos; a justificação dos conceitos; a 
construção de protótipos e a nivelação do conhecimento. 
Capacitador 4. Criar contexto adequado. Deve-se criar um ambiente 
favorável à criação do conhecimento, onde a solicitude e a humanização da equipe 
sejam as primeiras providências para construir um ambiente positivo de criação e 
inovação. O contexto capacitante é o fator que estimula a criação do 
conhecimento, também conhecido como “ba”, ou seja o lugar, que se refere ao 
contexto certo(PROBST, RAUB e ROMHART, 2002, P. 78). 
Nesta fase tem-se o 
compartilhamento do conhecimento 
tácito; a criação de conceitos; a 
justificação dos conceitos; a construção 
de protótipos e nivelação do 
conhecimento. 
Capacitador 5. Globalizar o conhecimento local. Tem por objetivo divulgar 
e disseminar o conhecimento local ou das microunidades em toda a organização 
para obtenção do nivelamento em todas as áreas e estrutura organizacional. Para 
que seja alcançado esse objetivo necessário quebrar as barreiras físicas, culturais, 
O que é “ba”? 
O ba é caracterizado pela rede, presencial ou 
virtual, de interações entre as pessoas unificando os 
espaços mentais dos envolvidos da criação de 
conhecimento. 
Gestão do Conhecimento 
 
149 
organizacionais e gerenciais que podem comprometer a eficácia da disseminação 
do conhecimento adequado à organização. 
Nesta fase tem-se a ‘nivelação do conhecimento’ em toda organização e de sua 
transformação em valor agregado para a organização. 
 
 Ciclos do conhecimento 
Ao admitir que o conhecimento é fator de produção de riquezas mais 
importante na era da informação ou do conhecimento, infere-se que as 
organizações que não desenvolverem processos e não souberem aplicar com 
eficácia de forma extensiva a todos os colaboradores e funções estarão 
condenadas a participar dos negócios desprovidas de capacidade competitiva. 
Além de Nonaka e Takeuchi que a partir de 1995, se debruçaram sobre o tema 
Gestão do Conhecimento e propuseram modelo explicativo sobre a forma de 
criação, da disseminação, de seu enriquecimento nos processos, nas rotinas e na 
organização como um todo, outros autores se preocuparam em propor modelos 
que explicam os ciclos do conhecimento. Mesmo havendo diferenças e 
particularidades ente eles, são fundamentados para formar um arcabouço, teórico 
e prático da gestão do conhecimento. 
A Gestão do Conhecimento se caracteriza pela valorização dos conhecimentos 
que são estratégicos para a organização ao incorporá-los aos processos para 
otimizar os seus objetivos. Por isso é um processo cíclico que consiste na aquisição, 
no estabelecimento, na disseminação, no desenvolvimento e na aplicação do 
conhecimento em todas as áreas e segmentos da organização. 
 
 
Importante ! 
www.revistaiberoamericana.org/ojs/index.php/ibero/article/download/2323/pdf 
Gestão do Conhecimento 
 
150 
Apresentado pelos mesmos autores, 
DÁVILA CALLE et al. 2013(apud DOROW; 
CALLE; RADOS(2015, p. 43-64), em 
estudos realizados em dois núcleos de 
Santa Catarina-Brasil sobre os ciclos da 
gestão do conhecimento e chegaram a 
conclusão que em sete ciclos há a consumação de que os elementos alcançados 
são relevantes na gestão do conhecimento para atingir aos objetivos 
organizacionais. São eles: 
O ciclo de Meyer e Zack(1996). Apresenta uma necessidade de renovação 
permanente para evitar a obsolescência e é composto das seguintes etapas. 
a) Aquisição de dados e informações. Os dados e as informações devem conter 
a qualidade necessária e estar alinhada como os objetivos organizacionais para 
produzir conhecimentos. 
b) Refinamento. Esse ciclo é a principal fonte de valor agregado e pode ser 
físico ou lógico e se caracteriza pela análise, organização, padronização. 
c) Armazenagem. Relaciona-se com as armazenar as informações, que podem 
ser físicas ou lógicas (sistemas de bases de dados). 
d) Distribuição. Descreve a forma como a informação é fornecida ao usuário. 
d) Apresentação. Refere-se à forma de apresentação tais como a forma de 
identificação da propriedade, regras de atribuição, confidencialidade ou 
outras. 
 
Fonte: Baseado em Meyer e Zack (1996). 
Para melhor detalhamento, você 
poderá consultar: 
http://www.revistaespacios.com/a1
5v36n12/15361213.html 
Gestão do Conhecimento 
 
151 
O ciclo de Bukowitz e Williams (2002). Nesse modelo, os autores esclarecem 
que as organizações, mantêm e distribuem um estoque de conhecimento com o 
objetivo de criar valor. O conhecimento é constituído por repositórios de 
conhecimento, relacionamentos, tecnologias de informação, infraestruturas de 
comunicação, conjuntos de habilidades, processos de know-how, capacidade de 
relação com ambiente, inteligência organizacional e fontes externas. 
 
Fonte: Baseado em Bukowitz e Williams (2002). 
Para os autores, o ciclo de Gestãodo Conhecimento está estruturado em dois 
tipos de processos simultâneos. 
 Pela utilização de conhecimento no cotidiano das atividades para 
responder às demandas ou às oportunidades de mercado; e, 
 De mais longo prazo, se refere à combinação do intelectual com as 
exigências estratégicas. 
Assim, quando a interação entre a aprendizagem individual e de grupo se 
tornam institucionalizadas, possibilita a concepção da aprendizagem 
organizacional e consequentemente o conhecimento incorpora-se nos repositórios 
não humanos da organização como as rotinas, os sistemas, as estruturas, a cultura e 
as estratégias e se consubstanciando em valor agregado para a empresa. 
O Processo do Conhecimento de Bukowitz e Williams é estruturado com dois 
"lados": o "lado" tático e o "lado" estratégico. Os processos do "lado" tático são: 
obtenha; utilize; aprenda; e contribua. 
Gestão do Conhecimento 
 
152 
Por outro lado, a parte estratégica da estruturação do processo tem por 
objetivo alinhar a estratégia de conhecimento da organização com a estratégia 
geral de negócios. São eles: avalie; construa e mantenha; descarte. 
O ciclo de Mcelroy(1999). É constituído pelos processos de produção e 
integração do conhecimento, com uma série de ciclos de feedback para a memória 
organizacional, crenças e reivindicações e o ambiente de processamento de 
negócios. 
 
Fonte: Baseado em McElroy (2003). 
 
Esse ciclo surgiu em contribuição à abordagem de Gestão do Conhecimento, 
desenvolvida e aperfeiçoada por FIRESTONE e MCELROY (2003), consultores e 
sócios fundadores do Consórcio Internacional de GC, com base no trabalho inicial 
de McELROY (1999). E tinha por objetivo responder às questões atuais, até então 
não atendidas, e nas perspectivas futuras da Gestão do Conhecimento que 
estavam paralisadas. Assim o autor afirma que o ciclo de Gestão do Conhecimento 
está composto dos processos de produção de conhecimento e integração do 
conhecimento, os quais têm uma serie de feedbacks com a memória 
organizacional, crenças e requerimentos e o ambiente de processamento do 
negócio. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
153 
Entende que na produção do conhecimento, os processos chaves são: 
aprendizagem individual e grupal, formulação de requerimentos de conhecimento, 
aquisição de informação, requerimentos de conhecimento codificado, e avaliação 
de conhecimentos requeridos. Mas, não significa que a aplicação de todos os 
conhecimentos irão produzir resultados positivos para os objetivos da organização 
e assim terá a oportunidade de definir quais conhecimentos serão integrados aos 
processos organizacionais. 
De forma complementar, pela integração do conhecimento, a organização 
introduz das variadas formas e metodologias, o novo conhecimento no seu 
ambiente operativo e retira o antigo que já não é necessário. 
Portanto, um dos pontos mais importantes do ciclo de McElroy é a 
importância dada à avaliação do novo conhecimento produzido, bem como o 
feedback entre atividades de Gestão do Conhecimento, verificando se o 
conhecimento é ou não relevante para a base de conhecimento, distinguindo-se de 
uma simples gestão documental e firmando-se como uma verdadeira Gestão do 
Conheci9mento. 
O ciclo de WIIG(1993). O autor entende que as organizações obterão 
sucessos quando estiverem beneficiadas do maior grau de conhecimento possível 
para realizar com mais eficácia seus processos e atingir seus objetivos e propõe um 
ciclo de Gestão do Conhecimento com quatro fases, as quais podem ser paralelas 
ou sequenciais. São elas: 
a) Construir o conhecimento. 
b) Reter o conhecimento. 
c) Distribuir o conhecimento. 
d) Aplicar o conhecimento. 
Gestão do Conhecimento 
 
154 
 
Fonte: Baseado em Wiig (1993). 
 
A primeira fase consiste num conjunto de cinco atividades. São elas. 
 Obtenção ou criação do conhecimento, que ocorre por meio de 
projetos, experimentação, raciocínio e contratação de novas pessoas, 
observação do mundo real como visitas in loco etc. 
 Análise do conhecimento que se refere à capacidade de ouvir uma 
explicação, selecionar temas e selecionar conceitos para uma análise mais 
aprofundada. 
 Síntese ou reconstrução que se refere à generalização do material 
analisado, para obter princípios mais amplos, gerando hipóteses para 
explicar observações. 
Gestão do Conhecimento 
 
155 
 Codificação e modelagem do conhecimento que é a forma como se 
representa o conhecimento em nossas mentes (modelos mentais). 
 Organização do conhecimento que é como montamos o conhecimento 
em um modelo coerente, documentado em livros e manuais para sua 
futura codificação em um repositório. Esta fase tem como ferramentas a 
aprendizagem com experiência pessoal, com educação formal e 
treinamento, uso de fontes de inteligência, e com os meios de 
comunicação, livros e colegas de trabalho (pares). 
 
A segunda fase é o armazenamento do conhecimento e ele pode estar 
como tácito nos indivíduos ou em um banco de dados. Visa garantir a recuperação 
rápida, fácil e correta do conhecimento, por meio de utilização de sistemas de 
armazenagem efetivos. Quanto mais se formalizar o conhecimento, mais eficaz 
será o processo de organização e armazenagem e pode estar em banco de dados 
com imagens, textos, documentos, dados, casos, normas, procedimentos e 
modelos. 
A terceira fase é o intercâmbio do conhecimento. Em geral muitas 
organizações demonstram que muitas informações e conhecimentos permanecem 
restritos a um grupo pequeno de indivíduos e não disponíveis para os usuários no 
momento de sua necessidade. O uso de tecnologia adequada é fundamental para 
eliminar essas dificuldades e promover o compartilhamento na escala necessária à 
estrutura organizacional. 
A quarta fase é a aplicação do conhecimento de acordo com a necessidade 
e com os diversos contextos e assim transformá-los em fator de produção e obter 
melhoria de desempenho; promover o lançamento de novos produtos; conquista 
de novos mercados. Outro aspecto importante é a realização de registro das lições 
aprendidas com a utilização do conhecimento, os ganhos obtidos e os desafios a 
serem ainda vencidos. 
Em complemento às quatro fases, o autor apresenta as três condições para 
uma organização conduzir seus negócios com sucesso. 
Primeira condição. Ela deve ter um negócio (produtos, serviços e clientes). 
Segunda condição. Deve possuir recursos (pessoas, capital e instalações). 
Gestão do Conhecimento 
 
156 
Terceira condição. Ela deve ter a capacidade de agir. Essa última condição é 
enfatizada em seu ciclo(KIMIZ, 2005). 
Uma grande vantagem da abordagem desse ciclo é a clara e detalhada 
descrição de como a memória organizacional é colocada em uso, a fim de gerar 
valor para os indivíduos e grupos e da própria organização. A variedade de formas 
em que o conhecimento pode ser aplicado e utilizado estão ligados à tomada de 
decisão sequencial e às características individuais. Esse ciclo também enfatiza o 
papel do conhecimento e da habilidade, o uso comercial do conhecimento, as 
restrições que podem evitar que o conhecimento seja plenamente utilizado, as 
oportunidades e alternativas, a gestão desse conhecimento, e o valor agregado 
esperado para a organização. 
O ciclo “The European KM Framework”. Desenvolvido pela Comissão 
Europeia de Normalização (CEN, 2004) com o intuito de promover um 
entendimento comum nesse espaço sobre os conceitos de Gestão do 
Conhecimento, o framework apresenta um ciclo de Gestão do Conhecimento 
composto por 5 atividades: identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar e se 
baseia em um enfoque que busca facilitar implantações bem-sucedidas.Dessa forma, o framework da CEN (2004) considera três elementos como os 
mais importantes na Gestão do Conhecimento. 
 O foco do negócio: deve ser o centro de qualquer iniciativa de GC e 
representa o valor agregado na organização. Inclui desenvolvimento da 
estratégia, inovação em produtos e serviços, vendas e atendimento ao 
cliente, entre outros. 
 Um ciclo de Gestão do Conhecimento composto por 5 atividades 
identificadas como as mais amplamente utilizadas por organizações 
europeias: Identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar. As 5 
atividades são tipicamente aplicadas para suportar processos de negócio 
mais amplos, e devem ser suportadas pelos métodos e ferramentas de 
Gestão do Conhecimento mais adequadas. 
 Os facilitadores (das atividades de GC acima apresentadas) constituem a 
terceira capa, e estão compostos por duas grandes categorias: 
competências individuais e competências organizacionais. 
Gestão do Conhecimento 
 
157 
Então, o ciclo de Gestão do Conhecimento apresentado por CEN (2004) está 
baseado em estudos empíricos e análises de mais de 150 frameworks no mundo. 
Esta experiência tem demostrado que as seguintes áreas são, na maioria dos casos, 
as mais importantes a serem atendidas pela organização: 
 Descrever como é que o conhecimento é utilizado, 
 Sensibilizar sobre as atividades de gestão necessárias, 
 Reduzir complexidade, e 
 Desenhar uma solução de GC. 
Assim, as atividades para identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar 
conhecimento descritas pelo CEN (2004) precisam estar alinhadas e integradas 
com os processos organizacionais e com as tarefas diárias da organização. Da 
mesma forma, estas atividades devem ser cuidadosamente balanceadas de forma 
coerente com os processos de negócio, evitando sobrecarga ou foco em processos 
/ atividades de forma isolada. 
O ciclo de Liyanage. LIYANAGE et al (2009) apresenta no seu estudo sobre 
comunicação e transferência de conhecimento, um ciclo de Gestão do 
Conhecimento composto de 5 atividades: 
 Determinar valor do conhecimento, o qual consiste em identificar o 
conhecimento apropriado e/ou de maior valor. 
 Adquirir conhecimento, definido como a capacidade da organização para 
identificar e se apropriar de conhecimento crítico para sua operação. É 
um processo complexo que precisa de um comprometimento e atitude 
dos envolvidos: emissor e receptor. 
 Transformar conhecimento, atividade no qual o conhecimento adquirido 
é convertido para que possa ser útil para o receptor, o qual precisa ter 
uma base suficientemente heterogênea para criar novos conhecimentos, 
ao mesmo tempo em que desenvolve o conhecimento existente já na 
organização. 
 Associar conhecimento, no qual o conhecimento transferido é associado 
às necessidades e capacidades da organização, a fim de reconhecer o 
Gestão do Conhecimento 
 
158 
potencial benefício do novo conhecimento. Só depois disso, o 
conhecimento "útil" pode ser aplicável na organização. 
 Aplicar conhecimento, atividade que consiste na aplicação do 
conhecimento "útil", e que representa a etapa mais importante na ótica 
de Liyanage et al (2009), em concordância com Cen (2004), pois só nesta 
etapa é melhorado o desempenho da organização, ou seja, nesta 
acontece a criação de valor. Nesta fase, os conhecimentos envolvidos são 
utilizados para resolver os problemas em questão, tendo como fatores 
críticos de sucesso a comunicação e a colaboração. 
Embora este modelo apresente muitas similaridades com modelos 
anteriormente descritos, a diferencia fundamental é que Liyanage et al (2009) 
explicita e diferencia a "associação do conhecimento" como uma das suas 
atividades do seu ciclo que envolve as necessidades do negócio, o qual permite 
visualizar mais claramente a relação/interação dessas necessidades com a Gestão 
do Conhecimento. 
Ciclo “The Assian Productivity Organization KM Framework”. Em 2010, 
a Assian Productivity Organization apresentou o APO KM Framework (APO, 2010), o 
qual objetiva o entendimento da visão, missão, objetivos de negócio e direções 
estratégicas para Gestão do Conhecimento dentro de uma organização. Apoia à 
organização na identificação e análise de competências e capacidades chave que 
devem ser desenvolvidas. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
159 
A figura abaixo apresenta o Framework e os seus elementos. 
 
Pessoas, processos, tecnologia e liderança são os quatro aceleradores. A 
organização deve entender em qual medida estes aceleradores predominam nela e 
como eles podem contribuir com uma implantação de GC bem-sucedida. 
Em concordância com Cen (2004), também são apresentados pela Apo (2010) 
cinco processos chave de conhecimento, os quais são: Identificar, criar, armazenar, 
compartilhar e aplicar. Esses processos são suportados pelos aceleradores de 
Gestão do Conhecimento e proporcionam uma avaliação inicial de práticas 
existentes e outras que podem ser implantadas. A efetividade desses processos é 
mensurada utilizando os resultados de GC. 
Gestão do Conhecimento 
 
160 
Na ótica de Apo (2010), os resultados de uma Gestão do Conhecimento bem-
sucedida podem ser de dois tipos: 
1.Resultados de negócio: quando demostram-se melhorias na qualidade dos 
bens e serviços, produtividade, rentabilidade e crescimento. 
2.Resultados de inovação e aprendizagem: quando existem melhorias de 
aprendizagem e inovação que, ao mesmo tempo, permitem desenvolver as 
capacidades no nível individual, de equipe e organizacional. 
A caracterização dos resultados de inovação e aprendizagem, além dos 
resultados de negócio, é a principal contribuição do Framework da APO no 
presente estudo, pois demostra-se que a geração de valor a partir de processos de 
GC pode acontecer nessas duas dimensões. 
À esta altura dos estudos você deve estar percebendo que traçamos o 
caminho para um programa de implantação da Gestão do Conhecimento. Então 
vamos lá. 
Nesta unidade e caminhando para os estudos da implantação de um 
programa de Gestão do Conhecimento nas organizações empresariais com 
objetivo de fazer dos conhecimentos tácito e explícitos em fatores que geram 
valores para os negócios, percebemos que um dos pontos principais é implantação 
da cultura de aprendizagem nas organizações. Fazer delas uma universidade 
Leitura Complementar 
SENGE, M. PETER. A Quinta Disciplina: Arte e prática da organização 
que aprende. 26ª Edição. Rio de Janeiro: Best Seller, 2010. 
BRAGA, Carlos Ronan de Alvim; VASCONCELOS, Maria Celeste Reis Lobo; NEVES, 
Jorge Tadeu de Ramos. Os capacitadores do conhecimento e suas 
contribuições para a criação do conhecimento numa organização do 
terceiro setor: estudo de caso da Junior Achievement de Minas Gerais. In: Anais 
do II SINGEP e I S2IS – São Paulo, 07 e 08 de novembro de 2013. Disponível em: 
http://repositorio.uninove.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/408/513-925-
1-RV%20-%20os%20capacitadores%20do%20conhecimento.pdf?sequence=1 
Acesso em: 12 de setembro de 2017, às 14h40. 
Gestão do Conhecimento 
 
161 
corporativa, onde o aprendizado é uma constante bem como a observação da 
obsolescência das inovações transformadas em realidade ativa nas organizações. E 
essa cultura deverá orientar todos colaboradores, áreas e processos para 
aproveitamento dos conhecimentos individuais e transformá-los em coletivos pela 
socialização e estruturação. 
A partir da socialização dos conhecimentos, outros aspectos precisam ser 
observados, pois eles se transformarão em fator de orientação das atividades e 
processos, dos produtos e serviços mediante a formalização das ações que o 
tornam objeto de gestão na organização a partir da observação dos capacitadoresdo conhecimento. 
Outro aspecto que pudemos avaliar é um método de identificação e 
reconhecimento dos ciclos do conhecimento e as ações que possibilitam sua 
integração na gestão da empresa. 
Bons estudos e vamos para a próxima unidade. 
 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Gestão do Conhecimento 
 
162 
 Exercícios – Unidade 5 
1. E segundo (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 56), “à medida que interagem 
com seus ambientes, as organizações absorvem informações, transformam-nas em 
conhecimento e agem com base numa combinação desse conhecimento com suas 
experiências, valores e regras internas”. E consideram que existem cinco formas de 
uma organização gerar conhecimento e ser beneficiado por ele. Marque a 
alternativa CORRETA. 
a) Fusão. Por este meio uma organização compra outra e assim de forma 
direta e eficaz adquire os mais variados conhecimentos para incorporar à 
sua estrutura. 
b) Redes do conhecimento: Criar unidades ou grupos, a exemplo de 
departamentos de pesquisa e desenvolvimento, com a finalidade de 
produzir conhecimento novo e novas maneiras de se fazer as coisas é 
uma forma costumeira de se gerar conhecimento nas organizações. 
c) Aquisição: a geração de conhecimento por meio da fusão implica em 
complexidade e conflitos para se criar sinergia, uma vez que reúne 
pessoas com diferentes perspectivas para se trabalhar em um problema 
ou projeto, obrigando-as a chegar a uma resposta conjunta. 
d) Adaptação: as crises, no meio ambiente das organizações, atuam como 
catalisadores da geração do conhecimento. Às vezes, estas crises forçam 
as organizações a decidir entre adaptação ou morte. E, ao optarem por se 
adaptar, estas organizações evoluem. 
e) Recursos dirigidos: Segundo os autores, o conhecimento organizacional 
também é gerado pelas redes informais e auto-organizadas. 
Comunidades de possuidores de conhecimento se unem motivos por 
interesses comuns, interagindo por meio de contatos pessoais, redes 
sociais e grupos de e-mail para compartilhar conhecimento e resolver 
problemas em conjunto. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
163 
2. Na busca de construir uma Gestão do Conhecimento, uma empresa pratica 
Brainstorming aberto para resolver problemas de elevada complexidade. Segundo 
Nonaka e Takeuchi (1997, p. 69), essa prática é um exemplo de: 
a) Internalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento 
tácito. 
b) Externalização, que converte o conhecimento explícito em conhecimento 
explícito. 
c) Socialização, pois converte conhecimento tácito em conhecimento tácito. 
d) Combinação, que é um processo de sistematização de conceitos em um 
sistema de conhecimento. 
e) Conceituação, que converte o conhecimento explícito em conhecimento 
tácito. 
 
3. As alternativas listadas demonstram como aprendizagem nas organizações 
podem acontecer, EXCETO uma. Marque-a. 
a) Pelas Experiências do Profissional. A partir das experiências positivas e 
negativas, o profissional pode compreender seus erros e acertos, balizar 
melhor suas próximas ações e criar estratégias para evitar que estes erros 
persistam no futuro. 
b) Pela Aprendizagem Cultural. Aprendida através da cultura 
organizacional, da missão e dos valores seguidos pela empresa. 
c) Pela Aprendizagem com o Líder. Realizada através das lideranças, de 
seus exemplos e conhecimentos compartilhados com os seus liderados. 
d) Pela Aprendizagem Prática/Ativa. Aquisição de conhecimentos através 
da prática efetiva das tarefas e do seu desenvolvimento contínuo. 
e) Pela Aprendizagem Sistêmica. Entendimento ampliado de que toda 
empresa deverá usar a tecnologia da informação em seus processos para 
desta maneira oferecer soluções para o departamento envolvido. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
164 
4. Analise as afirmativas abaixo e a seguir selecione a opção correta. 
I. Na criação do conhecimento, a conversão do conhecimento que traduz em 
internalização pelos colaboradores ocorre quando o aprendizado e a aquisição se 
apresenta em sua prática; 
II. A criação do conhecimento organizacional pode ser entendida como um 
processo que traduz o conhecimento criado pelos indivíduos e o formaliza como 
parte da rede de conhecimentos da organização. 
III. Um dos desafios imputados pela globalização entre as organizações que a 
gestão do conhecimento, principalmente a conversão do conhecimento, deve 
ocorrer simultaneamente. 
a) Somente II está correta. 
b) Somente I e II estão corretas são complementares. 
c) Somente I e III estão corretas são complementares. 
d) Somente II e III estão corretas. 
e) Somente a I e II estão corretas. 
 
5. Uma espiral do conhecimento pode ser ampliada a partir da transferência do 
conhecimento do nível individual para o de grupos e equipes, e desse para o nível 
da organização. A cada estágio desse processo de transferência, uma combinação 
diferente das entidades de criação do conhecimento se faz pertinente. Acerca do 
assunto, pode-se afirmar que: 
a) A sistematização e a aplicação do conhecimento explícito e de 
informações constituem vias pelas quais o conhecimento é transferido 
dos indivíduos para os grupos e equipes de trabalho. 
b) O compartilhamento e a criação de conhecimento tácito a partir da 
experiência direta representa o modo como o conhecimento flui de 
indivíduos para indivíduos. 
c) A transferência de conhecimentos dos indivíduos para a organização 
pode ser exemplificada a partir da elaboração de manuais de processos e 
procedimentos de trabalho. 
Gestão do Conhecimento 
 
165 
d) A transferência de conhecimentos dos indivíduos para a organização 
pode ser exemplificada a partir da elaboração de manuais de processos e 
procedimentos de trabalho. 
e) A aprendizagem e a aquisição de novos conhecimentos tácitos a partir da 
vivência de práticas promove a transferência do conhecimento dos 
grupos e equipes de trabalho para a organização. 
 
6. Com relação aos aspectos relacionados à gestão do conhecimento, assinale a 
alternativa correta. 
a) O conhecimento explícito é altamente pessoal, subjetivo, informal e 
experimental. 
b) As organizações são as grandes interessadas em obter vantagem 
competitiva, logo não existem barreiras organizacionais à criação do 
conhecimento, e sim individuais. 
c) O capital intelectual representa o inventário de conhecimentos gerados 
pela organização, e que não podem ser expressos como tecnologia. 
d) Quando o conhecimento deixa de evoluir, transforma-se em uma opinião 
ou dogma. 
e) Os administradores precisam controlar a criação do conhecimento, o que 
se chama promoção do conhecimento, ou seja, o conjunto geral de 
atividades organizacionais que afetam positivamente o controle do 
conhecimento em seus cinco subprocessos. 
 
7. O ciclo do conhecimento de Wiig, afirma que as organizações obterão 
sucessos quando estiverem beneficiadas do maior grau de conhecimento possível 
para realizar com mais eficácia seus processos e atingir seus objetivos, e, propõe 
um ciclo de Gestão do Conhecimento com quatro fases, as quais podem ser 
paralelas ou sequenciais. Das alternativas a seguir, uma está INCORRETA. Marque-a. 
a) Construir o conhecimento. 
b) Formalizar o conhecimento. 
Gestão do Conhecimento 
 
166 
c) Reter o conhecimento. 
d) Distribuir o conhecimento. 
e) Aplicar o conhecimento. 
 
8. Grupo de colaboradores que são ligados de forma informal pelo 
conhecimento especializado e compartilhado livremente na busca de novas 
abordagens e melhorias sobre o assunto e tendo como foco atingiros objetivos 
traçados pela organização empresarial. Esta abordagem refere-se: 
a) À gestão do conhecimento. 
b) Ao capital humano na organização. 
c) Ao conjunto de experiência. 
d) Ao capital intangível. 
e) À consultoria do conhecimento. 
 
9. Entre os estudos para orientar a criação do conhecimento nas organizações, 
Liyanage apresentou seu estudo sobre comunicação e transferência de 
conhecimento, um ciclo de Gestão do Conhecimento composto de 5 atividades. 
Quais são elas? 
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________ 
10. Sabe-se que a eficiente gestão de pessoas é o caminho para que os 
conhecimentos possam ser incorporados nas organizações para construir um 
ambiente competitivo. E daí surge a importância do desenvolvimento do contexto 
o capacitante para a disseminação do conhecimento mediante cinco capacitadores 
do conhecimento. Demonstre-os e explique sua funcionalidade na gestão da 
criação dos conhecimentos. 
_____________________________________________________________________
__________________________________________________________________ 
Gestão do Conhecimento 
 
167 
 
6 Roteiro de Implantação da Gestão do Conhecimento nas 
Organizações 
 
Gestão do Conhecimento 
 
168 
Prezado(a)s aluno(a)s, 
Nesta unidade final, não com intuído de encerrar a discussão, porque o 
conhecimento se renova constantemente, teremos a oportunidade de refletir 
sobre a formalização da Gestão do Conhecimento que, embora se mostre muito 
abstrato é grande diferencial para as organizações, indivíduos, nações se 
mostrarem capaz de manter competitivo e relacionando entre si. 
No primeiro momento, estaremos diante a identificação dos agentes do 
conhecimento que podem ser os intérpretes, os intermediários e os gestores do 
conhecimento. Observa-se que cada etapa tem suas particularidades e 
importância. Na sequência podemos observar alguns profissionais que são 
especializados em se identificar, trabalhar, disseminar e armazenas as informações 
e gerenciar a aplicação dos conhecimentos gerados, muito embora todos os 
colaboradores devam estar preparados e habilitados para com as novas 
competências exigidas pela Sociedade do Conhecimento. 
Diante dos estudos realizados nesse livro, encerraremos com o 
aprimoramento das ferramentas de Gestão do Conhecimento, a estruturação de 
um modelo de gestão e implantação nas organizações, considerando que a 
implantação não caracteriza o fim em si mesmo. A dinamicidade das inovações 
requer revisões na mesma velocidade de estágio em que elas se encontram na 
estrutura da organização. 
Objetivos da unidade: 
 Identificar os agentes do conhecimento e suas especificidades; 
 Identificar os profissionais habilitados para atuar com as inovações e 
informações; 
 Reconhecer um modelo de Gestão do Conhecimento; 
 Estruturar um modelo de gestão do conhecimento; 
 Identificar os passos de implementação da gestão do conhecimento. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
169 
Plano da unidade: 
 Agentes do Conhecimento. 
 Modelo de Gestão do Conhecimento: informação, pessoas, liderança, 
estruturas. 
 Implantação do Modelo de Gestão do Conhecimento. 
 
Bons estudos! 
 
Gestão do Conhecimento 
 
170 
 Agentes do Conhecimento 
Nos últimos anos o sucesso empresarial passou a ser definido pela trilogia 
qualidade, produtividade e competitividade que se tornaram os sinalizadores como 
diferenciadores das organizações em um ambiente competitivo. Passaram por 
transformações nos processos de manufaturas, nas áreas financeiras, de gestão 
administrativa e marketing, na logística, no desenvolvimento de novos materiais e 
insumos, bem como passar por mudanças na gestão dos negócios devido à 
automação industrial e de escritórios. 
O uso da Tecnologia da Informação e Comunicação se tornou o veículo 
condutor para as organizações entrarem no mundo do mercado globalizado, 
reduzir os custos e ganhar vantagem competitiva, onde o quanto produzir dá lugar 
ao como produzir, e como os investimentos deverão ser direcionados para atender 
às demandas em frequentes mudanças para que os resultados estejam 
enquadrados nos objetivos definidos. 
Esses resultados são dependentes da capacidade que a organização tem em 
dar respostas efetivas às inovações e gerenciar de forma eficiente as informações 
que estão disponíveis, incorporá-las, disseminá-las, transformá-las em 
conhecimento organizacional para todos segmentos envolvidos direta e 
indiretamente. A partir desta realidade, as empresas necessitam incorporar, em 
seu quadro de pessoal, não apenas especialistas técnicos, mas também 
especialistas em trabalhar a informação de maneira criativa. É nesse contexto que 
surgem, dentro das empresas, os novos agentes do conhecimento. 
O agente do conhecimento é aquele profissional que atua em qualquer área 
ou atividade, mas se dedica a estudar determinado tema de interesse da 
organização. Normalmente esse profissional tem habilidades e capacidade 
relacionada ao tema de interesse, capacidade de aprendizagem e habilidade de 
relacionamento e gestão de conflitos. Ele poderá ser utilizado por contato formal 
ou informal, como consultor das atividades de planejamento e organização, como 
na preparação do projeto, mapeamento do processo, planejamento estratégico, 
desenvolvimento de produtos e serviços, bem como poderá ser utilizado como 
Gestão do Conhecimento 
 
171 
instrutor ou monitor nas atividades de treinamento. Caberá à organização 
entender que, se essas atividades do agente do conhecimento forem adicionais às 
suas tarefas é importante que tenha algum reconhecimento por essa atividade 
para mantê-lo motivado para próximas oportunidades. Mas, esses colaboradores 
que se dispõem a participar dessas atividades gozam das seguintes vantagens: 
reconhecimento e prestígio na organização, acúmulo de conhecimento que 
poderá contribuir para a evolução de sua carreira interna e aumento da 
empregabilidade no mercado de trabalho. 
Identificando os Agentes do Conhecimento 
A gestão de pessoas nas organizações tem-se ocupado em incluir em seus 
quadros não somente os profissionais especializados em suas demandas de 
trabalho, mas, também, aqueles com perfil de atuação que estão relacionadas 
diretamente com o uso e interpretação da informação. Eles são capazes de utilizar 
as informações para a solução dos problemas, criar alternativas ou como insumo 
gerador de novos conhecimentos que irão fomentar novas tecnologias, processos, 
e conceitos que contribuirão para ampliar a vantagem competitiva. 
Eles não estão fora da organização. Estão disponíveis e na expectativa do 
surgimento da oportunidade de manifestarem e mostrar suas habilidades em favor 
da organização e seu próprio como profissional. Normalmente são criativos e com 
a percepção aguçada pode atuar em qualquer área ou nas de desenvolvimento e 
criação e sabe identificar a informação importante para os objetivos definidos, pois 
ela pode estar em qualquer lugar e tempo. Pode estar em catálogos comerciais, em 
veículos de notícias, textos literários, imagens, artigos de revista, livros, bem como 
em áreas complexas como na análise da engenharia, da logística, de equipamentos 
ou formulações químicas, entre outras. 
Segundo REZENDE( 2002, p. 75-76), “o atendimento das demandas de 
informação destes profissionais tem sido realizado por meio dos diferentes tipos de 
sistemas de informação criados nas últimas décadas”. O modelo mais antigo é o da 
tradicional biblioteca técnica deempresa, identificada por uma sala com acervos 
de livros, periódicos e normas técnicas, mantidos com limitados recursos 
orçamentários e, por isso, acabava se transformando em um depósito de livros e 
revistas recebidos na empresa com pouca utilização. 
Gestão do Conhecimento 
 
172 
Em seguida, viveu-se a fase dos centros de documentação que resumiam nas 
mesmas bibliotecas de empresa, de menor tamanho e procuravam ser mais 
seletivos quanto à abrangência de seus acervos. Paralelamente, surgiram os 
centros de informação tendo como proposta, não só a guarda de livros e 
publicações, para se arriscar em primitivas seleções e análises de conteúdo, 
embriões dos atuais sistemas de inteligência competitiva. 
Nos anos 90, viveu-se o boom das bibliotecas virtuais de empresa, cujo foco de 
atuação é o acesso à informação ao invés do acúmulo de acervos. Mais do que 
armazenar informação em pilhas de publicações e documentos e despender 
recursos com isso, compreende-se que ser estratégico é saber onde encontrar a 
informação certa, de maneira rápida e custo-efetiva. (REZENDE & MARCHIORI, 
1994). Então vamos à identificação desses agentes do conhecimento nas 
organizações, sem pretender esgotar o assunto. 
Os agentes intérpretes que são os profissionais que interpretam o contexto 
de atuação da organização, utilizando a informação como ferramenta de 
prospecção e identificação de novos negócios, mercados e tecnologias. São os 
especialistas em análise e planejamento econômico, comercial ou tecnológico, cuja 
missão é identificar ameaças e oportunidades, antecipando mudanças de cenários. 
Para suprir suas necessidades de informação, surgiram os sistemas especialistas em 
inteligência competitiva, que se valem principalmente dos sistemas virtuais de 
acesso a informações para obter dados que serão analisados e reinterpretados à luz 
do negócio e, posteriormente, divulgados às esferas decisórias da empresa. 
Os Agentes intermediários que são os especialistas em intermediar o acesso 
à informação, cujo processo se inicia com a identificação e interpretação das 
demandas de informação do negócio, seguida da identificação das fontes de 
informação, da seleção e pesquisa propriamente dita, da organização que torna as 
informações acessíveis e, por fim, da sua divulgação para os agentes do 
conhecimento existentes na empresa. Essa categoria de agentes foi quase que 
exclusivamente formada por bibliotecários em sua mais tradicional função de 
organizadores e mantenedores dos acervos das bibliotecas internas de empresas. 
Atualmente, o perfil de formação e atuação profissional dessa categoria de agentes 
vem sofrendo constantes e significativas mudanças. Em consequência do natural 
amadurecimento por que passam todas as empresas, seja em relação às suas 
Gestão do Conhecimento 
 
173 
crenças e modos de gestão, seja quanto aos seus processos internos, esse 
profissional foi ganhando um novo papel de intermediário entre as demandas de 
informação da empresa e o universo de informações acessíveis e acessáveis. 
Atualmente, constata-se a participação cada vez maior de profissionais de diversas 
especialidades atuando nesse tipo de atividade. São os chamados informes diários 
ou information brokers. 
Os agentes gestores do conhecimento, que é uma nova categoria de 
profissionais cujo papel é a administração do capital intelectual da empresa, 
também chamado de QI empresarial. Antes de se proceder a uma análise mais 
detalhada sobre esses profissionais e o seu papel dentro das modernas 
organizações, é necessário assinalar a distinção sobre o que é inteligência 
empresarial e QI ou conhecimento empresarial. 
Profissionais que atuam na Gestão da Informação / Conhecimento 
Observamos até aqui que a gestão do conhecimento é uma área que possui 
características a serem integradas na estrutura organizacional, bem como 
podemos perceber que tem caráter multidisciplinar, pois uma informação poderá 
se transformar em conhecimento a ser utilizada em diversas atividades e processos. 
E a partir da identificação dos agentes do conhecimento, da importância de a 
organização utilizar de seu capital intelectual interno para promover a produção 
conhecimento, podemos relacionar alguns profissionais que têm em sua formação, 
competências que lhes imputam diferenças individuais para atuar na gestão do 
conhecimento, na área de desenvolvimento e criação. 
Como vimos, a produção do conhecimento depende da seleção e utilização 
correta das informações. Então, é importante identificar as qualificações que são 
necessárias para os profissionais especialista ou identificados na organização para 
realizar uma eficiente gestão das informações e transformá-las em fatores 
produção. 
Assim, conclusões das Conferências do Georgia Institute of Tecnology (apud 
VIEIRA, 2016 p.24), destacam três pontos referentes à profissionalização dos 
profissionais que atuam na Gestão do Conhecimento. 
 O crescimento da necessidade e em quantidade e qualidade dos 
profissionais da área de Ciência / Gestão da Informação. 
Gestão do Conhecimento 
 
174 
 O reconhecimento e distinção de pelo menos três tipos de profissionais 
atuando n campo da Ciência / Gestão da Informação. 
 O reconhecimento da necessidade da qualificação, disposição e 
formulação de programas dirigidos à área. 
Segundo esses estudos, relacionamos os profissionais melhores habilitados 
para trabalharem com a Gestão das Informações, sem esquecer que é uma 
atividade multidisciplinar, portanto é a junção dos conhecimentos que dará 
tratamento eficiente às informações manipuladas. 
 Bibliotecário. Esse profissional tem seu conhecimento destacado em 
dois aspectos: 
- É qualificado para ser gestor de unidades informacionais, bibliotecas e os 
problemas associados às suas operações. 
- Interage diretamente no processo com o tratamento técnico, e guarda e 
recuperação eficiente do documento/informação. 
 Analisa de literatura técnica. Tem conhecimento técnico sobre 
determinada área de conhecimento, utilizada para análises deste 
conhecimento, faz indicação de literatura técnica em sua especialidade 
ou síntese da literatura. 
 Cientista da Informação I. Trata a informação em todos os seus aspectos 
como recuperação, disseminação, entre outros. Propõe soluções para os 
problemas informacionais. 
 Engenheiro da Informação. Seria o responsável pela parte que se refere 
às tecnologias da informação. 
 Cientista da Informação II. Seria o responsável pela pesquisa, educação, 
ou responsável, ou especialização no que se refere à inovação, ou seja, 
pesquisar e desenvolver novas técnicas de manuseio de informação por 
meio da aplicação das teorias e técnicas da Ciência da Informação para 
criar, modificar e desenvolver sistemas, manuais de informação. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
175 
Baseado em Nonaka & Takeuchi (ibid p. 26), classificam o profissional do 
conhecimento da seguinte forma: 
 Operadores do Conhecimento. São responsáveis por acumular e gerar 
conhecimento tácito na forma de habilidades, que são incorporados à 
experiência individual. 
 Especialistas do Conhecimento. Mobilizam e estruturam o 
conhecimento explícito na forma de dados técnicos, científicos ou de 
outra forma, que possibilite ser transferido e armazenado em formato 
eletrônico. 
 Engenheiro do Conhecimento. Facilitam os modos de conversão do 
conhecimento, sintetizando o conhecimento tácito de toda hierarquia; 
dos colaboradores aos executivos, tornando-o explícito, incorporando a 
ele novas tecnologias, produtos ou sistemas. 
 Gerentes do Conhecimento. São responsáveis pela administração do 
processo do conhecimento organizacional, proporcionando odirecionamento das atividades ligadas ao estabelecimento na 
organização. 
 
Esta referência serve como parâmetro de compreensão da hierarquia para a 
gestão do conhecimento considerando as fases de sua execução, mas, não como 
qualificação ou cargo formal de exercício das funções ou cargos na gestão do 
conhecimento. A dinâmica da estratégia competitiva da era do conhecimento não 
dá espaço para ações rigorosas, burocráticas. Exige a multifuncionalidade e 
contextualização de todo o sistema de gestão nas organizações empresariais. 
Após a identificação dos agentes e dos profissionais do conhecimento, vamos 
para os modelos de Gestão do Conhecimento como passo para preparar a 
implantação e em condições de funcionamento. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
176 
 Modelo de Gestão do Conhecimento: informação, pessoas, 
liderança, estruturas. 
O processo de implantação do modelo de Gestão do Conhecimento requer 
uma série de procedimentos de análise e preparação da viabilidade em vários 
segmentos, que darão sustentação e condições para que possa produzir os 
resultados esperados. Para isso, faz-se necessário eliminar os fatores críticos do 
sucesso na Gestão do Conhecimento que podem estar nas seguintes categorias. 
HEISIG 2009(apud BATISTA, 2009, p. 56), resumiu os fatores críticos de sucesso 
da Gestão do Conhecimento( resultado da análise de 160 modelos de GC) em 
quatro categorias: 
I. fatores humanos: cultura, pessoas e liderança; 
II. organização: processo e estrutura; 
III. tecnologia: infraestrutura e aplicações; e 
IV. processo de gestão: estratégia, objetivos e mensuração. 
 
Como visto até aqui, na implantação de um programa de Gestão do 
Conhecimento, os processos de disseminação das informações poderão ocorrer em 
diversos momentos, atividades ou recursos utilizados nos negócios, mas, para isso, 
será necessário identificar e combater os fatores críticos do sucesso. 
Assim, vamos apresentar aqueles que mais se mostram úteis para produzir 
valor agregado à organização e consequentemente os fatores críticos do sucesso 
na Gestão do Conhecimento, sempre lembrando que não há esgotamento da 
discussão quando se trata de inovações, criatividade e conhecimento. 
Então, vejamos o primeiro fator crítico: 
I) Liderança. Em sendo uma das principais etapas na Gestão do 
Conhecimento por tratar das relações e comportamentos dos colaboradores 
em suas diversas áreas, e considerando que são eles os agentes capazes de 
Gestão do Conhecimento 
 
177 
produzir e disseminar o conhecimento, o fator crítico liderança compreende 
observar os itens que seguem. 
Pessoas - Em uma visão mais ampla, os recursos humanos em diversas 
funções e níveis desempenham um papel importante nos processos principais de 
Gestão do Conhecimento, daí a necessidade de investimento em educação 
permanente pela organização para melhorar o desempenho nas atividades e 
compreender o contexto organizacional. Também, é importante disseminar de 
maneira sistemática informações sobre os benefícios, a política, a estratégia, o 
modelo, o plano e as ferramentas de Gestão do Conhecimento para todos os 
colaboradores com a utilização dos seguintes métodos e recursos. 
Fóruns (presenciais e virtuais)/Listas de discussão - Definidos como espaços 
para discutir, homogeneizar e compartilhar informações, ideias e experiências que 
contribuirão para o desenvolvimento de competências e para o aperfeiçoamento 
de processos e atividades da organização. 
Comunidades de prática ou Comunidades de conhecimento - São grupos 
informais e interdisciplinares de pessoas unidas em torno de um interesse comum. 
As comunidades são auto-organizadas a fim de permitir a colaboração de pessoas 
internas ou externas à organização. Desta forma, essas comunidades transformam-
se em um veículo para facilitar a transferência de melhores práticas e o acesso a 
especialistas, bem como a reutilização de modelos, do conhecimento e das lições 
aprendidas. 
Educação corporativa - Compreende processos de educação continuada, 
estabelecidos com vistas à atualização do pessoal de maneira uniforme em todas 
as áreas da organização. Pode ser implementada sob a forma de universidade 
corporativa, sistemas de ensino a distância etc. 
Narrativas - São técnicas utilizadas em ambientes de Gestão do 
Conhecimento para descrever assuntos complicados, expor situações e/ou 
comunicar lições aprendidas, ou ainda interpretar mudanças culturais. São relatos 
retrospectivos de pessoal envolvido nos eventos ocorridos. 
Mentoring - O mentoring é uma modalidade de gestão do desempenho na 
qual um expert participante (mentor) modela as competências de um indivíduo ou 
Gestão do Conhecimento 
 
178 
grupo, observa e analisa o desempenho e retroalimenta a execução das atividades 
do indivíduo ou grupo. 
Coaching. É similar ao mentoring, mas o coach não participa da execução das 
atividades; faz parte de processo planejado de orientação, apoio, diálogo e 
acompanhamento, alinhado às diretrizes estratégicas. 
Universidade corporativa. É a constituição formal de unidade organizacional 
dedicada a promover a aprendizagem ativa e contínua dos colaboradores da 
organização. Programas de educação continuada, palestras e cursos técnicos visam 
desenvolver tanto comportamentos, atitudes e conhecimentos mais amplos, como 
as habilidades técnicas mais específicas. 
II) Liderança e estrutura. A liderança ou alta administração desempenha um 
papel fundamental para o sucesso da implementação da Gestão do Conhecimento 
nas organizações e caberá a ela apresentar e reforçar a visão e as estratégias. 
Compete ainda, estabelecer a estrutura e os arranjos organizacionais para 
formalizar as iniciativas de Gestão do Conhecimento. 
É atribuição também da alta administração definir uma política de proteção do 
conhecimento (contemplando direitos autorais, patentes e segurança do 
conhecimento) e instituir um sistema de reconhecimento e recompensa pela 
melhoria do desempenho, aprendizado individual e a criação do conhecimento e 
inovação. 
Outro aspecto importante é a alta administração e as intermediárias servir de 
exemplo à força para os colaboradores no que diz respeito a pôr em prática os 
valores de compartilhamento do conhecimento e de trabalho colaborativo 
III) Tecnologia e Informação - A tecnologia viabiliza e acelera os processos de 
Gestão do Conhecimento por meio de práticas efetivas cujo foco central é a base 
tecnológica. Essas práticas (ferramentas e técnicas) contribuem para a criação, o 
armazenamento, o compartilhamento e a aplicação do conhecimento. A 
tecnologia ou a TIC tem papel importante na gestão do conhecimento explícito 
mediante suas várias ferramentas, tais como: mecanismos de busca, repositórios de 
conhecimentos, intranets e extranets. 
Gestão do Conhecimento 
 
179 
No caso do conhecimento tácito, a tecnologia facilita a colaboração presencial 
e virtual melhorando a comunicação e o compartilhamento, tanto no nível formal 
como no informal. A tecnologia fornece uma plataforma para a retenção do 
conhecimento organizacional por meio de repositórios de conhecimentos. 
A infraestrutura de Tecnologia de Informação (TI) deve estar alinhada com as 
estratégias de Gestão do Conhecimento da organização. Assim, se uma das 
estratégias é transferir conhecimento tácito entre profissionais que estão distantes 
geograficamente, uma infraestrutura para compartilhamento de conhecimento via 
comunidades de prática virtuais pode ser essencial para viabilizar essa estratégia. 
 Todas as pessoas da organização devem ter acesso a computador, internet/ 
intranet e a um endereço de e-mail. Além disso, é importante que a informaçãodisponível no sítio na Rede Mundial de Computadores ou portal da organização 
sejam atualizados regularmente. 
Finalmente, é essencial para os processos de Gestão do Conhecimento que a 
intranet ou portal corporativo seja utilizado como principal fonte de comunicação 
em toda a organização como apoio à transferência do conhecimento e ao 
compartilhamento de informação. Destacamos a seguir, entre outras, práticas de 
GC cujo foco central é a base tecnológica e funcional que serve de suporte à gestão 
do conhecimento organizacional, incluindo automação da gestão da informação, 
aplicativos e ferramentas de TI para captura, difusão e colaboração (BATISTA et al., 
2005). 
Ferramentas de colaboração como portais, intranets e extranets – este 
conjunto de práticas refere-se a portais ou outros sistemas informatizados que 
capturam e difundem conhecimento e experiência entre 
trabalhadores/departamentos. Em unidades anteriores foram apresentadas as 
diversas ferramentas que podem ser utilizadas na disseminação das informações e 
do conhecimento. 
IV) Estruturas e Processos - O processo é um conjunto de atividades que 
transformam insumos (ou entradas) em produtos e serviços (saída) na organização 
por meio de pessoas que utilizam recursos entregues por fornecedores. É uma 
sequência de passos que aumenta a contribuição do conhecimento na 
Gestão do Conhecimento 
 
180 
organização. A sistematização e modelação dos processos podem contribuir para 
aumentar a eficiência, melhorar a qualidade e a produtividade na gestão. 
Vejamos algumas práticas ligadas primariamente à estruturação dos processos 
organizacionais que funcionam como facilitadores de identificação, criação, 
armazenamento, disseminação e aplicação do conhecimento organizacional 
podem ser listadas (BATISTA et al., 2005). 
Melhores práticas (Best practices) - Este tipo de iniciativa refere-se à 
identificação e à difusão de melhores práticas, que podem ser definidas como um 
procedimento validado para a realização de uma tarefa ou solução de um 
problema. Inclui o contexto no qual pode ser aplicado. São documentadas por 
meio de bancos de dados, manuais ou diretrizes. 
Benchmarking interno e externo - Prática relacionada à busca sistemática 
das melhores referências para comparação a processos, produtos e serviços da 
organização. 
Memória organizacional/Lições aprendidas/Banco de conhecimentos - 
Este grupo de práticas indica o registro do conhecimento organizacional sobre 
processos, produtos, serviços e relacionamento com os cidadãos-usuários. 
As lições aprendidas - São relatos de experiências em que se registra o que 
aconteceu, onde se esperava que acontecesse a análise das causas das diferenças 
e o que foi aprendido durante o processo. A gestão de conteúdo mantém 
atualizadas as informações, as ideias, as experiências, as lições aprendidas e as 
melhores práticas documentadas na base de conhecimentos. Sistemas de 
inteligência organizacional – também conhecidos como sistemas de inteligência 
empresarial ou inteligência competitiva, são voltados à transformação de dados 
em inteligência, com o objetivo de apoiar a tomada de decisão. Visam extrair 
inteligência de informações, por meio da captura e da conversão das informações 
em diversos formatos, e a extração do conhecimento a partir da informação. O 
conhecimento obtido de fontes internas ou externas, formais ou informais, é 
explicitado, documentado e armazenado para facilitar o seu acesso. 
Mapeamento ou auditoria do conhecimento - É o registro do conhecimento 
organizacional sobre processos, produtos, serviços e relacionamento com os 
Gestão do Conhecimento 
 
181 
clientes. Inclui a elaboração de mapas ou árvores de conhecimento, descrevendo 
fluxos e relacionamentos de indivíduos, grupos ou a organização como um todo. 
Sistema de gestão por competências - Indica a existência de uma estratégia 
de gestão baseada nas competências requeridas para o exercício das atividades de 
determinado posto de trabalho e a remuneração pelo conjunto de competências 
efetivamente exercidas. As iniciativas nesta área visam determinar as competências 
essenciais à organização, avaliar a capacitação interna em relação aos domínios 
correspondentes a essas competências e definir os conhecimentos e as habilidades 
que são necessários para superar as deficiências existentes em relação ao nível 
desejado para a organização. Podem incluir o mapeamento dos processos-chave, 
das competências essenciais associadas a eles, das atribuições, atividades e 
habilidades existentes e necessárias e das medidas para superar as deficiências. 
Banco de competências organizacionais. Trata-se de um repositório de 
informações sobre a localização de conhecimentos na organização, incluindo 
fontes de consulta e também as pessoas ou as equipes detentoras de determinado 
conhecimento. 
Banco de competências individuais - Este tipo de iniciativa, também 
conhecido como Banco de Talentos ou Páginas Amarelas, é bastante disseminado 
em diversos tipos de organizações, de acordo com a literatura. Trata-se de um 
repositório de informações sobre a capacidade técnica, científica, artística e cultural 
das pessoas. A forma mais simples é uma lista on-line do pessoal, contendo perfil 
da experiência e áreas de especialidade de cada usuário. O perfil pode ser limitado 
ao conhecimento obtido por meio do ensino formal e eventos de treinamento e 
aperfeiçoamento reconhecidos pela instituição, ou pode mapear de forma mais 
ampla a competência dos funcionários, incluindo informações sobre conhecimento 
tácito, experiências e habilidades negociais e processuais. 
Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis - Os ativos 
intangíveis são recursos disponíveis no ambiente institucional, de difícil 
qualificação e mensuração, mas que contribuem para os seus processos produtivos 
e sociais. A prática pode incluir mapeamento dos ativos organizacionais 
intangíveis; gestão do capital humano; gestão do capital do cliente; e política de 
propriedade intelectual. Depois de ocupar atenção com todas as orientações, 
Gestão do Conhecimento 
 
182 
conceitos, estratégias, agentes, cultura, agentes do conhecimento, chega o 
momento de direcionar nossas ações para materializar a Gestão do Conhecimento. 
 Implantação do Modelo de Gestão do Conhecimento. 
O processo de implantação de um modelo efetivo de Gestão do 
Conhecimento envolve análises profundas como foram apresentadas no corpo 
desse livro em seus detalhes porque informação, conhecimento e inovação, muitas 
vezes, não são de fácil percepção. De forma simplificada, sabe-se que a Gestão do 
Conhecimento é representada pelos seguintes componentes: gestão dos 
conhecimentos organzacionais, gestão das competências, gestão dos talentos 
humanos, busca de melhores práticas, desenvolvimento de pessoas, organziação 
da aprendizagem e aprendizagem organizacional. 
Então, como implantar um programa de Gestão do Conhecimnto? 
 
Em quatro passos simples e estruturados será possível preparar e implantar 
um programa de Gestão do Conhecimento na organização e transformá-lo em 
fator agregado para os negócios, conforme detalhamento a seguir. 
I) Fazer o diagnóstico. 
Aqui o objetivo será identificar o estado em que se encontra a organização a 
partir dos seguintes viabilizadores: lideranças, processos, pessoas, aprendizado, 
inovação e tecnologia. Os resultados esperados da implementação da GC medem a 
efetividade do processo de Gestão do Conhecimento, embasados pelos fatores 
Gestão do Conhecimento 
 
183 
críticos de sucesso ou viabilizadores e fundamentados nos direcionadores 
estratégicos como: visão, missão, objetivosestratégicos, estratégias e meta. A partir 
daí, são avaliados a capacidade da organização em responder aos desafios do 
mercado, de organizar e direcionar o conhecimento, de promover o treinamento 
dos colaboradores, o estímulo a um ambiente colaborativo e ao uso da 
disseminação do conhecimento, do uso de tecnologias etc. 
Incluem-se também nessa etapa a análise do plano de negócios e a 
importância da Gestão do Conhecimento para atender aos objetivos. O plano de 
negócio poderá ser utilizado como ferramenta que viabiliza as iniciativas para 
orientar os resultados a serem alcançados pelo direcionamento dos 
conhecimentos como valor agregado no processo de gestão da organização. E 
para atingir esses objetivos deverão ser observados os seguintes aspectos: 
 Justificativa - Identificar os motivos ou necessidades operacionais e como 
os conhecimentos estarão vinculados aos objetivos estratégicos; 
 Objetivos - Definir os resultados esperados; 
 Descrição da Gestão do Conhecimento - Definir a importância do 
comprometimento como contribuição às necessidades da organização; 
 Descrição do projeto - Detalhar as ações a serem adotadas; 
 Intervenção da Gestão do Conhecimento - Como a disciplina irá ajudar a 
organização, atendendo suas necessidades identificadas; 
 Fatores do sucesso - Identificar os fatores do sucesso do projeto; 
 Análise do custo-benefício - Relacionar os custos de implantar o projeto e 
os benefícios para o sucesso da organização. 
I) Planejar. 
Segue as seguintes fases: 
 Define-se a visão, os objetivos e as estratégias da Gestão do 
Conhecimento; 
 Identificar e priorizar os projetos de Gestão de conhecimento a serem 
implementados; 
Gestão do Conhecimento 
 
184 
 Definir a estrutura de liderança e as práticas de Gestão do Conhecimento 
e sensibilizar os colaboradores na organização; 
 Elaborar o programa. 
 
II) Desenvolver. 
É o momento de elaborar um plano piloto e colocar em funcionamento para 
testar a eficácia e gerar informações importantes para otimizar o projeto final. 
Nesta etapa são executados os seguintes passos: 
 Escolher e implementar um projeto piloto; 
 Avaliar o resultado do projeto piloto; 
 Utilizar as lições aprendidas para implementar o projeto em toda a 
organização. 
Nesta etapa, as áreas administrativas devem ser eficientes, há necessidade que 
sejam eficientes, com agilidade e da qualidade nas informações geradas em seus 
processos. 
 
III) Implementar. 
Nesta etapa são definidos importantes para alcançar os resultados durante a 
execução do planejamento da Gestão do Conhecimento. E são executados os 
seguintes passos. 
 Discutir os fatores críticos de sucesso na implementação da Gestão do 
Conhecimento; 
 Definir meios para manter os resultados obtidos com a implementação 
da Gestão do Conhecimento; 
 Definir maneiras de lidar com a resistência à implementação da Gestão do 
Conhecimento; 
 Desenvolver o plano de comunicação do programa de gestão do 
conhecimento; 
 Elaborar estratégia de avaliação contínua na implementação do 
programa de gestão do conhecimento; 
 Definir um sistema de recompensa por resultados; 
Gestão do Conhecimento 
 
185 
 Implementação, avaliação e monitoramento do que fora planejado; 
 Utilização dos resultados para melhoria nos processos. 
 
Pode-se observar que não há um modelo exógeno de gestão do 
conhecimento a ser implantado sem que algumas variáveis envolvidas no processo 
de construção, de armazenagem e de disseminação das informações e inovações 
tenham sido ultrapassados, porque na Era do Conhecimento a variável tempo 
exerce papel fundamental. Daí a necessidade permanente `de observar a 
obsolescência das informações ou conhecimentos em vigor. O fechamento se dá 
com a consolidação que ocorre em vários processos e etapas. 
Portanto, infere-se que tenha sido cumprida a fase de aprimoramento da 
gestão do capital intelectual, como vimos anteriormente, ou seja, quando a 
organização encontra a melhor maneira de identificar e estabelecer a melhor forma 
de utilizar o conhecimentoSmartphone Asus Zenfone 3 
 disseminado em todos os segmentos a favor do desenvolvimento 
organizacional. 
O outro aspecto que influencia no momento de gerir os conhecimentos é 
identificar as competências que são fundamentais para o desenvolvimento dos 
negócios e a partir daí, definir os programas de treinamento e desenvolvimento 
que ampliam as capacidades necessárias ao desempenho das atividades 
profissionais. 
É importante não confundir qualquer tipo de treinamento com a gestão de 
competências, que é especificamente a identificação das competências necessárias 
para o crescimento, ou melhor, funcionamento da sua empresa. 
E como vimos, a outra forma de preparar a organização para a implantação de 
um modelo de gestão do conhecimento é transformar a organização em unidade 
de aprendizagem, uma universidade corporativa, uma organização aprendente 
que será possível quando todos os colaboradores e áreas fizerem da inovação, 
aprendizagem e criatividade como referência de comportamento. 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
186 
Assim, chegamos ao final de nossos estudos, porém, alertando que o 
conhecimento não é um fim em si mesmo, mas deve ser superado a todo instante. 
Portanto, lembre-se constantemente de um conceito importante apresentado 
anteriormente: metanoia. 
 
 
 
“Não tenho medo de compartilhar conhecimento. Essa é a unica coisa que as 
pessoas não poderão roubar de mim” 
- Milena Leão 
Fonte: https://www.pensador.com/frase/ODMxMTU2/ 
Refletir 
“O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma” 
-Albert Einstein 
Fonte:http://jorgedrewfernandoevoce.blogspot.com.br/2013/06/o-conhecer-e-divino.html 
Leitura complementar 
BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de gestão do conhecimento para a 
administração pública brasileira: como implementar a gestão do 
conhecimento para produzir resultados em benefício do cidadão – Brasília: 
Ipea, 2012. 
Disponível em: 
http://www.en.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_model
odegestao_vol01.pdf Acesso em: 15 de setembro de 2017, às 11h09 
É hora de se avaliar 
Lembre-se de realizar as atividades desta unidade de estudo. Elas irão 
ajudá-lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Gestão do Conhecimento 
 
187 
 Exercícios – Unidade 6 
1. Em consequência do natural amadurecimento por que passam todas as 
empresas, seja em relação às suas crenças e modos de gestão, seja quanto aos seus 
processos internos, um profissional foi ganhando um novo papel de intermediário 
entre as demandas de informação da empresa e o universo de informações 
acessíveis e acessáveis. Atualmente, constata-se a participação cada vez maior de 
profissionais de diversas especialidades atuando nesse tipo de atividade. 
São os chamados por: 
a) Information brokers. 
b) Intermediary 
c) Landlord 
d) Brokers 
e) Knowledger 
 
2. Profissional responsável pela parte que se refere às tecnologias da 
informação. 
a) Bibliotecário. 
b) Analisa de literatura técnica. 
c) Cientista da Informação I. 
d) Engenheiro da Informação. 
e) Cientista da Informação II. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
188 
3. Existem algumas classificações do conhecimento aceitas na literatura e no 
meio empresarial. NONAKA & TAKEUCHI apresentaram sua classificação. Portanto, 
marque a alternativas CORRETA. 
a) Engenheiro do Conhecimento. São responsáveis por acumular e gerar 
conhecimento tácito na forma de habilidades, que são incorporados à experiência 
individual. 
b) Interpretes do Conhecimento.Mobilizam e estruturam o conhecimento 
explícito na forma de dados técnicos, científicos ou de outra forma, que possibilite 
ser transferido e armazenado em formato eletrônico. 
c) Operadores do Conhecimento. Facilitam os modos de conversão do 
conhecimento, sintetizando o conhecimento tácito de toda hierarquia; dos 
colaboradores aos executivos, tornando-o explícito, incorporando a ele novas 
tecnologias, produtos ou sistemas. 
d) Gerentes do Conhecimento. São responsáveis pela administração do 
processo do conhecimento organizacional, proporcionando o direcionamento das 
atividades ligadas ao estabelecimento na organização. 
e) Mentores do conhecimento. Mobilizam e estruturam o conhecimento tácito 
na forma de dados técnicos, científicos ou de outra forma, que possibilite ser 
transferido e armazenado em formato de mensagem. 
 
4. São recursos disponíveis no ambiente institucional, de difícil qualificação e 
mensuração, mas que contribuem para os seus processos produtivos e sociais. Esta 
assertiva se refere a(o). 
a) Sistema de gestão por competências. 
b) Banco de competências organizacionais. 
c) Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis. 
d) Mapeamento ou auditoria do conhecimento. 
e) Benchmarking interno e externo. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
189 
5. No que se refere aos Agentes do Conhecimento, marque a alternativa 
INCORRETA. 
a) Os agentes intérpretes que são os profissionais que interpretam o contexto 
de atuação da organização, utilizando a informação como ferramenta de 
prospecção e identificação de novos negócios, mercados e tecnologias. 
b) Surgiram os sistemas especialistas em inteligência competitiva, que se 
valem principalmente dos sistemas virtuais de acesso a informações para obter 
dados que serão analisados e reinterpretados à luz do negócio e, posteriormente, 
divulgados às esferas decisórias da empresa. 
c) Os Agentes intermediários que são os especialistas em intermediar o acesso 
à informação, cujo processo se inicia com a identificação e interpretação das 
demandas de informação do negócio. 
d) Os agentes gestores do conhecimento, que é uma nova categoria de 
profissionais cujo papel é a administração do capital intelectual da empresa, 
também chamado de QI empresarial. 
e) São os gestores especialistas em análise e planejamento econômico, 
comercial ou tecnológico, cuja missão é identificar ameaças e oportunidades, 
antecipando mudanças de cenários. 
 
6. Conclusões das Conferências do Georgia Institute of Tecnology, destacam 
alguns aspectos importantes referentes à profissionalização dos colaboradores 
que atuam na Gestão do Conhecimento. Marque a alternativa INCORRETA. 
a) A necessidade de crescimento em quantidade e qualidade dos 
profissionais da área de Ciência / Gestão da Informação. 
b) O reconhecimento e distinção de pelo menos três tipos de profissionais 
atuando n campo da Ciência / Gestão da Informação. 
c) O reconhecimento de atuação de forma estruturada em departamento 
dos profissionais especializados em conhecimento. 
d) O reconhecimento da necessidade da qualificação, disposição e 
formulação de programas dirigidos à área. 
e) O reconhecimento da necessidade de atuação autêntica dos profissionais 
especializados em conhecimento. 
Gestão do Conhecimento 
 
190 
7. Na implantação do programa de gestão do conhecimento nas organizações 
empresariais, é INCORRETO a alternativa relacionada à fase de ‘implementação’. 
a) Discutir os fatores críticos de sucesso na implementação da Gestão do 
Conhecimento. 
b) Identificar e priorizar os projetos de Gestão de conhecimento a serem 
implementados. 
c) Definir maneiras de lidar com a resistência à implementação da Gestão 
do Conhecimento. 
d) Desenvolver o plano de comunicação do programa de gestão do 
conhecimento. 
e) Elaborar estratégia de avaliação contínua na implementação do 
programa de gestão do conhecimento. 
 
8. As organizações na Era da Informação dinâmica necessitam incorporar, em 
seu quadro de profissionais, não apenas especializados tecnicamente, mas 
também especialistas em trabalhar a informação de maneira criativa. Esses 
profissionais são denominados de: 
a) Agentes Inovativos. 
b) Agentes do Conhecimento. 
c) Agentes Criativos. 
d) Agentes Aprendentes. 
e) Agentes Persuasivos. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
191 
9. Escreva como aprendizagem individual dos colaboradores é incorporada à 
aprendizagem organizacional. 
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10. Nas organizações de aprendizagem, os padrões de raciocínio se expandem 
com as pessoas aprendendo continuamente a aprender em grupo e assim 
promovendo a transformação da organização. Comente. 
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Gestão do Conhecimento 
 
192 
 Considerações finais 
Finalizamos o nosso estudo sobre a Gestão do Conhecimento não querendo 
dizer que o assunto esgotou, mas com o objetivo de atender às necessidades da 
disciplina e traçar parâmetros para que o estudante ou leitor entenda que gerir 
conhecimento é conviver com o desafio de mudanças e adequações permanentes. 
Adequar-se à Era do Conhecimento é transformar a mente em uma metanoia, em 
constante processo de mudança. De crer que o conhecimento é bem intangível 
sem caráter dogmático. 
As inovações, as invenções, as mudanças de paradgimas são as únicas certezas 
que as pessoas e organizações deparam no cotidiano. As inovações com o avanço 
da Tecnologia de Informação e Comunicação tem como característica principal a 
rápida obsolescência. As informações são constituídas por um conjunto dados que 
são disponibilizados constantemente e a capacidade com que os agentes os 
trabalham para transofrmá-los em informações e conhecimentos, será dependente 
do como eles se preparam e estruturam na aprendizagem individual e coletiva nos 
ambientes das organizações. 
Diante desse desafio, vimos que as organizações empresariais precisam praticar 
a taxonomia do conhecimento em sua estrutura. Entender que a intangiblidade 
das iformações, do conehecimento para que seja transformado em fator de 
produção tangível será necessária a identificação, organização, sedimentação e 
disseminação organziada em todos os segmentos e áreas de negócio da 
organização. 
Não só os profissionais precisam atualizar-se constantemente para atender às 
demandas da inovações, mas, também, as organizações estabelecer um ambienteque instaure o princípio da aprendizagem permanente em toda suas áreas seja 
formal ou informal, por métodos estruturados ou atividades disponibilizadas para 
todo quadro de pessoa. 
Utilizar das ferramentas que possam disseminar as informações e 
conhecimentos tais como fóruns, seminários, atividades de treinamento virturais 
ou presenciais e mais do que isso definir um programa para implementação e 
disseminação deuma cultura de gestão do conhecimento e com isso valorizar o 
capital intelectual interno e externo, o capital humano, tencológico, financeiro e as 
operações que dão organização às atividades em todas as áreas. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
193 
 Conhecendo o autor 
Luiz Carlos de Freitas. 
É Mestre em Administração na área de Desenvolvimento Organizacional. É 
Pós-Graduado em Docência Superior; Pedagogia Empresarial; Engenharia 
Econômica e Administração Industrial. É graduado em Ciências Econômicas e em 
Administração. É professor universitário há 20 anos na modalidade presencial e à 
distância. Atua como professor em cursos de pós-graduação. Trabalhou 30 anos no 
setor privado e realizou diversas consultorias empresarias em sua carreira 
profissional. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
194 
 Referências 
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Corporativa: um estudo sobre definições e etapas de construção fundamentado 
na literatura. XI fenancib. Rio de Janeiro 25 a 2 
BATISTA, F. Fábio. et al. Gestão do Conhecimento na Administração Pública. 
Brasília: Ipea, 2005 (Texto para Discussão, n. 1.095). 
BATISTA, Fábio Ferreira. Modelo de gestão do conhecimento para a 
administração pública brasileira: como implementar a gestão do conhecimento 
para produzir resultados em benefício do cidadão/Fábio Ferreira Batista. – Brasília: 
Ipea, 2012. 
CASTILLO, Lucio Medrano; CAZARINI Edson Walmir. Conceitos Importantes na 
Gestão do Conhecimento e a Taxonomia do Conhecimento. SIMPOI, USP: 2010. 
DAVENPORT, Thomas H.; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as 
empresas gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 
DOROW, Patrícia F.; CALLE Guillermo A. Dávila; RADOS, Gregório J Varvakis. Ciclo 
de conhecimento como gerador de valor: Uma proposta integradora. Revista 
Espacios. Vol. 36 (Nº 12). Ano 2015 
FIGUEIREDO, Saulo Porfírio. Gestão do conhecimento: estratégias competitivas 
para a criação e mobilização do conhecimento na empresa: descubra como 
alavancar e multiplicar o capital intelectual e o conhecimento da organização. Rio 
de Janeiro: Qualitymark, 2005. 
FLEURY, Afonso; FLEURY, Maria Thereza Leme. Estratégias Empresariais e 
formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópio da indústria 
brasileira. 2a ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
FLEURY, Maria Tereza Leme. As pessoas na organização. São Paulo: Gente, 2002. 
FORESTI, A. A era digital: apropriação tecnológica e inclusão digital. Oficina da 
Net, ago. 2013. Disponível em: <http://www.oficinadanet.com.br>. Acesso em: 12 
jun. 2015. 
HEBERLÊ, Antônio Luiz Oliveira; MAGNANI, Márcio. Introdução à Gestão do 
Conhecimento. Embrapa Clima Temperado, 2010. 
HOPE, Jeremy; HOPE, Tony. Competindo na Terceira Onda: os dez mandamentos 
da erada informação. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 
Gestão do Conhecimento 
 
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LASTRES, Helena M. M. e ALBAGLI, Sarita(organizadores). Informação e 
Globalização na Era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 
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PROBST, G; RAUB, S & POPADIUK, K. Gestão do Conhecimento: os elementos 
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SENGE, M. PETER. A Quinta Disciplina: Arte e prática da organização que aprende 
26ª Edição 2010, Rio de Janeiro, Best Seller. 
STEWART, Thomas A. Capital Intelectual: A nova vantagem competitiva. Rio de 
Janeiro: Campus, 1998. 
SVEIBY, K. E. A Nova Riqueza das Organizações: gerenciando e avaliando 
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TAKEUCHI, H. Towards a universal management concept of knowledge. In I. 
Nonaka, & D. Teece (Eds.), Managing Industrial Knowledge: Creation, Transfer and 
Utilizations. London: SAGE Publications, 2001. 
TAPSCOTT, Don; LOWY, Alex; TICOLL, David. Plano de Ação para uma Economia 
Digital: prosperando na nova era do e-business. São Paulo: Makron, 2000. 
TERRA, J. Carlos C. Gestão do conhecimento: o grande desafio empresarial. 3. ed. 
São Paulo: Negócio Editora, 2001. 
TERRA, J. Carlos C; SHOMERI, Ricardo; VOGEL, Michele Jabala M; FRANCO, Carlos. 
Taxonomia: elemento fundamental para a Gestão do Conhecimento. 
Biblioteca Terra Fórum Consultores(www.terraforum.com.br) 
TORNATZKY and FLEISCHER. The Processes of Technological Innovation, Lexington 
Books, 1990. 
ZARAFIAN, Phillipe. Objetivo: Competência por uma nova lógica. Tradução Maria 
Helena C. V. Trylinski. São Paulo: Atlas, 2001. 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
196 
 
A nexos 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
197 
 Gabaritos 
Exercícios – Unidade 1 
1) b 
2) d 
3) c 
4) b 
5) e 
6) e 
7) d 
8) c 
9) O conhecimento passou a ser um meio de produção de riqueza e as 
organizações precisaram adaptar suas estruturas e formas de gestão de 
pessoas e recursos. Observa-se também que s empresas e os profissionais 
com maior conhecimento passaram a ter mais valor, ocupar mais espaço 
e mais competitivo quando o diferencial no mercado passou a ser a 
inovação e o capital intelectual. 
 
10) As inovações tecnológicas em grande velocidade têm obrigado as 
organizações a repensar e remodelar os seus modelos de negócio em 
ciclos cada vez mais reduzidos. Tem-se que a agilidade é mais importante 
que o tamanho e a inovação se sobrepõe quando o ser moderno 
sobrepõe ao ser conhecido no segmento em que atua. A efetividade só 
será possível quando atualização permanente de todas as áreas da 
empresa. 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
198 
Exercícios – Unidade 2 
1) a 
2) e 
3) c 
4) d 
5) c 
6) a 
7) e 
8) b 
9. O conhecimento filosófico é produto da inteligência e da ponderação 
humana, que tem por objetivo propor a exploração dos acontecimentos e assim 
criar conceitos particulares. Procura dar sentido aos fenômenos gerais do universo, 
e com isso ultrapassa os limites formais da ciência tendo em vista que a filosofia 
não se limita apenas aos dados experimentais da matemática, da biologia, da física 
ou da química, mas se pergunta sempre quem é, por que é, de onde vem e para 
onde vai o ser humano e não se limitando a interesses por alguns aspectos 
particulares da realidade e sim para o todo. 
Enquanto que o conhecimento científico é baseado em pesquisas, experiências 
e aplicações feitas através de perguntas que levantam hipóteses analisadas por 
pesquisadores e formuladas em teorias e fundamentações já existentes. Tem-se 
que as questões devem ser respondidas de forma que as análises realizadas pelos 
conhecimentos existentes sejam confirmadas, ampliadas ou substituídas de forma 
sistemática, organizada e confirmada. 
10. Tem por objetivo organizar o conhecimento nos ambientes organizacionais 
para que esses sejam em relação aos colaboradores, técnicos e de gestão 
empresarial como fator agregado. Portanto, um de seus principais objetivos é o de 
selecionar os dados, classificar as informações de forma hierárquica, de forma que 
seja facilitado o acesso às informações para construção do conhecimento. Ainda, 
facilitara comunicação entre os principais interlocutores, quer seja entre os 
especialistas ou não. 
 
 
Gestão do Conhecimento 
 
199 
Exercícios – Unidade 3 
1) c 
2) b 
3) a 
4) c 
5) d 
6) b 
7) e 
8) c 
9. As competências individuais e organizacionais seguem o percurso realizado 
entre as competências essenciais, passando pelas funcionais até que chegue nas 
individuais e podem ser identificadas como: 
 Competência sobre processos de trabalho. 
 Competências técnicas ou conhecimentos específicos sobre o trabalho. 
 Competências sobe a organização, em relação ao fluxo de trabalho. 
 Competências de serviços, agregando valor para atender o cliente final. 
 Competências sociais para criar um ambiente socialmente saudável no 
ambiente da organização. 
10. Estamos nos referindo ao CRM ou Gerenciamento de Relacionamento 
com o Cliente que permite a empresa melhorar o relacionamento com seus 
clientes e pelo qual pode conhecer seu perfil e organizar um trabalho de 
segmentação e fidelização. 
O CRM divide-se em duas frentes de trabalho. A operacional quando é 
realizado contato direto com o cliente por intermédio do Call Center, mala direta, 
internet, e-mails, redes sociais, e outros canais. A analítica que é feita por meio de 
dados contidos nas bases gerenciais da organização, ou seja, data warehouse., 
que consiste no processo de coleta, organização e armazenamento de informações 
oriundas de base de dados diferenciadas, disponibilizando-as adequadamente 
para outros processo de análise. 
Gestão do Conhecimento 
 
200 
 
Exercícios – Unidade 4 
1) e 
2) a 
3) d 
4) d 
5) e 
6) e 
7) c 
8) a 
9. E evolução da tecnologia da informação e comunicação facilita e cria as 
condições para que as organizações possam realizar uma gestão do conhecimento 
eficiente, através dos recursos eletrônicos, digitais e de informacionais. 
Todas essas ferramentas possibilitam uma gestão das informações e dos 
conhecimentos tácitos ou reais transforma-os em ativos intangíveis capazes de 
agregar valor à empresa em todos os níveis, seja estratégico, tático ou operacional. 
Além de facilitar a disseminação das informações e conhecimentos em todos os 
níveis da estrutura organizacional. 
10. Quando as organizações deparam com inovações ou criações em seu 
ambiente interno, tanto ela aproveita das condições externas em seu benefício, 
resolver questões e criar melhores condições competitivas, como ela disponibiliza 
as melhorias produzidas e completa os processos de inovações do ambiente 
externo. Assim, promove a socialização ou disseminação tanto interna como 
externa de suas evoluções. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
201 
Exercícios – Unidade 5 
1) d 
2) c 
3) e 
4) e 
5) b 
6) d 
7) b 
8) b 
9. Para Livanage, a comunicação e transferência dos conhecimentos se dá a 
partir das seguintes atividades. 
a) Determinar valor do conhecimento, o qual consiste em identificar o 
conhecimento apropriado e/ou de maior valor. 
b) Adquirir conhecimento, definido como a capacidade da organização para 
identificar e se apropriar de conhecimento crítico para sua operação. 
c)Transformar conhecimento, atividade no qual o conhecimento adquirido é 
convertido para que possa ser útil para o receptor, o qual precisa ter uma base 
de conhecimento suficientemente heterogênea para criar novo conhecimento, 
ao mesmo tempo que desenvolve o conhecimento existente já na organização. 
d)Associar conhecimento, no qual o conhecimento transferido é associado às 
necessidades e capacidades da organização, a fim de reconhecer o potencial 
benefício do novo conhecimento. 
e)Aplicar conhecimento, atividade que consiste na aplicação do conhecimento 
"útil", e que representa a etapa mais importante na ótica de Liyanage et al 
(2009), em concordância com CEN (2004), pois só nesta etapa é melhorado o 
desempenho da organização, ou seja, nesta acontece a criação de valor. 
 
Gestão do Conhecimento 
 
202 
10. Com base no livro texto, os capacitadores os seguintes. 
Capacitador 1 - Instalar a visão do conhecimento. Relaciona-se com a 
capacidade da organização em estimular a formação de microunidades para 
disseminação do conhecimento por todas as áreas, objetivando o nivelamento e 
criação de novos conhecimentos, além de possibilitar a liberação do conhecimento 
tácito de seus colaboradores e gerar uma visão fundamentada do conhecimento 
baseada nos objetivos de negócios da organização. 
Nesta fase da criação dos capacitadores e dos conhecimentos, tem-se: criação 
de conceitos; justificação de conceitos; construção de protótipos e nivelação do 
conhecimento. 
Capacitador 2. Gerenciar as conversas. Relaciona-se com as ações gerenciais 
são no sentido de estimular e criar as condições para que os colaboradores possam 
expor suas ideias e participar do processo de criação de novos conhecimentos. 
Nesta fase ocorrerá o compartilhamento do conhecimento tácito; da criação 
de conceitos; da justificação dos conceitos; da construção de protótipos e do 
nivelação do conhecimento. 
Capacitador 3. Mobilizar os ativistas do conhecimento. Tem por objetivo 
capacitar e criar lideranças e pessoas que sejam os catalizadores do conhecimento 
e que irão formar, coordenar e estimular as equipes multidisciplinares envolvidas 
nas várias fases do processo de criação do conhecimento. 
Nesta fase ocorrerá a criação dos conceitos; a justificação dos conceitos; a 
construção de protótipos e o nivelação do conhecimento. 
Capacitador 4. Criar contexto adequado. Deve-se criar um ambiente favorável a 
criação do conhecimento, onde a solicitude e a humanização da equipe sejam as 
primeiras providências para construir um ambiente positivo de criação e inovação. 
O contexto capacitante é o fator que estimula a criação do conhecimento, também 
conhecido como “ba”, ou seja o lugar, que se refere ao contexto certo(PROBST, 
RAUB e ROMHART, 2002, P. 78). O ba é caracterizado pela rede, presencial ou 
virtual, de interações entre as pessoas unificando os espaços mentais dos 
envolvidos da criação de conhecimento. 
Gestão do Conhecimento 
 
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Nesta fase tem-se o compartilhamento do conhecimento tácito; a criação de 
conceitos; a justificação dos conceitos; a construção de protótipos e nivelação do 
conhecimento. 
Capacitador 5. Globalizar o conhecimento local. Tem por objetivo divulgar e 
disseminar o conhecimento local ou das microunidades em toda a organização 
para obtenção do nivelamento em todas as áreas e estrutura organizacional. Para 
que seja alcançado esse objetivo necessário quebrar as barreiras físicas, culturais, 
organizacionais e gerenciais que podem comprometer a eficácia da disseminação 
do conhecimento adequado à organização. 
Exercícios – Unidade 6 
1) a 
2) d 
3) d 
4) c 
5) e 
6) c 
7) b 
8) b 
9. Seja pelo conhecimento tácito ou explícito, o colaborador terá a 
oportunidade naturalmente de incorporá-los à organização mediante a 
socialização ou pela troca de experiência. Porém, caberá à organização 
implementar uma estrutura que intensifique a transfiguração dos conhecimentos 
individuais em coletivo. Será possível com a utilização dos diversos mecanismos de 
treinamento, reunião, simulação, pelo exercício da liderança entre outros. 
10. Para uma organização se transformar em aprendizado constante, deverá 
estimular a aprendizagem individual, coletiva e a partir da definição de uma 
estrutura que possibilite os profissionais estar sempre em contato com as 
inovações e com as trocas constantes entre as diversas áreas, sem prejuízo dos 
conhecimentos específicos que são necessários a determinadossegmentos do 
processo produtivo, ou de gestão.

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