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ALONGAMENTO ESTÁTICO: Existem duas formas de alongamento estático: Ativamente e passivamente. 
 ALONGAMENTO DINÂMICO(Balístico): Gera o estiramento das estruturas insertivas em meio ao movimento. Consegue-se trabalhar uma estrutura específica ou ambos. 
ALONGAMENTO FNP 
Existem duas formas: Manter e Relaxar, e Contrair e Relaxar.
 -Manter e Relaxar: trabalha com a Inibição Recíproca: que é a solicitação muscular(contrair) de uma e o relaxamento da outra. Trabalha a musculatura antagônica para buscar o relaxamento da agônica. 
-Contrair e Relaxar: trabalha com o Reflexo Autogênico: contrai a musculatura, quando relaxar consegue-se ir mais. Busca a ação da própria musculatura que você quer alongar. 
Como alongar a musculatura: (Pelo que entendi os alongamentos a seguir, são estáticos, sendo realizados de forma passiva). -Peitoral Menor: Paciente com o polegar para o alto, braço abduzido a 90°, cotovelo para dentro. Fisio atrás do paciente. 
-Peitoral Maior: Paciente com as costas estabilizadas, braços abduzidos a 180°, cotovelo pra baixo e polegar para o alto. Fisio atrás do paciente. 
-Deltóide Anterior: Paciente com o polegar para baixo, e o cotovelo também. O Fisio estará atrás do paciente, estabilizará a articulação acrômio-clavicular e fará uma extensão.
 -Deltóide Posterior: Paciente com o polegar para cima e o cotovelo pra baixo (fiquei com dúvida nessa parte, se o cotovelo é para cima ou pra baixo, acho que é pra baixo mesmo). O Fisio estabilizará a articulação do cotovelo e fará uma adução. -Bíceps Braquial:
Paciente com o polegar para trás, braço a 90°, deve ser rodado medialmente. 
O Fisio estará atrás do paciente. 
-Tríceps Braquial: 
Paciente com o polegar para baixo, roda o braço e faz uma adução horizontal. 
O Fisio estará na frente do paciente. 
-Extensores do Carpo: 
O Fisio estabiliza a articulação do cotovelo e faz uma flexão de punho. 
-Flexores do Carpo: 
O Fisio estabiliza a articulação do cotovelo e faz uma extensão do cotovelo. 
- Psoas (é um flexor): 
Paciente em DL, com uma perna fletida e a outra estendida. 
Fisio estabiliza o quadril, apoia o joelho da perna que estará estendida e faz uma 
extensão. 
O Fisio estará atrás do paciente. 
-Quadríceps: 
Paciente em DL, com as duas pernas fletidas. 
O Fisio estabiliza o quadril e faz uma extensão. 
(É igual ao do Psoas, na diferença está nas duas pernas fletidas ao invés de uma.) 
-Adutor Longo: 
Paciente em DD, a outra perna ficará fletida, com o pé na maca. A perna que será alongada estará alinhada. O Fisio fará uma abdução sem deixar o pé rodar. 
Fisio ao lado e de frente para o paciente. 
-Adutor Magno: 
Paciente me DD, uma das pernas fletida, com o pé na maca, a outra perna que 
será alongada deve estar estendida. 
O Fisio levantará a 45° a perna estendida, em seguida vai rodar e fazer uma 
abdução. 
-Adutor Curto: 
Paciente em DD,uma das pernas fletidas,a outra que será alongada deve estar 
estendida. 
O Fisio fará uma flexão de quadril cerca de 70 a 80°, rodar e fazer o movimento 
para dentro e pra fora. 
-Tensor –da- Fáscia Lata (TFL) 
Paciente em DD, com uma perna fletida e a outra que será alongada estendida. 
O Fisio cruzará a perna fletida por cima da estendida e fará uma adução da 
perna estendida. 
-Glúteo: 
Paciente em DD, as duas pernas estendidas. Fisio fará uma rotação interna seguido de uma flexão de quadril. 
-Rotadores externos: 
Paciente em DD, com uma das pernas fletida a 90° e a outra estendida. Dessa vez a perna fletida que será alongada. O Fisio fará uma rotação interna com a perna fletida a 90°. 
-Rotadores Internos: 
Paciente em DD,uma das pernas fletida a 90° e a outra estendida. O Fisio fará uma rotação externa da perna fletida. 
 -Gastrocnêmeo lateral e medial: 
Paciente com a perna estendida fará uma dorso-flexão. 
-Sóleo: 
Paciente com a perna fletida a 90° fará uma dorso-flexão. 
Propriedades Neurofisiológicas do Tecido Contrátil
1) O fuso muscular: é o principal órgão sensitivo do músculo e é composto de fibras intrafusais microscópicas que ficam paralelas à fibra extrafusal. O fuso muscular monitora a velocidade e duração do alongamento e detecta as alterações no comprimento do músculo. As fibras do fuso muscular são sensíveis à rapidez com a qual um músculo é alongado. As fibras aferentes primárias (tipo Ia) e secundárias (tipo II) originam-se nos fusos musculares, fazem sinapse com motoneurônios alfa ou gama, respectivamente e facilitam a contração das fibras extrafusais e intrafusais.
2) Órgão Tendinoso de Golgi (OTG): Localiza-se próximo à junção musculotendínea, enrola-se nas extremidades das fibras extrafusais do músculo e é sensível à tensão causada tanto pelo alongamento passivo quando pela contração muscular.
O OTG é um mecanismo de proteção que inibe a contração do músculo no qual ele está. Tem um limiar muito baixo de disparo (dispara facilmente) após uma contração muscular ativa e tem um alto limiar de disparo para o alongamento passivo.
Quando se desenvolve tensão excessiva em um músculo, os OTG disparam, inibindo a atividade dos motoneurônios alfa e diminuindo a tensão no músculo.
Resposta Neurofisiológica do músculo ao alongamento
Quando um músculo é alongado muito rapidamente, as fibras aferentes primárias estimulam os motoneurônios alfa na medula espinhal e facilitam a contração das fibras extrafusais, aumentando a tensão no músculo. Chama-se reflexo de estiramento monossináptico. Procedimentos de alongamento que são realizados em uma velocidade muito alta podem na verdade aumentar a tensão no músculo que deveria ser alongado.
Quando se aplica uma força de alongamento lenta em um músculo, o OTG dispara e inibe a tensão no músculo, permitindo que o componente elástico em paralelo (o sarcômero) do músculo se alongue.
Alongamento Balístico
É um alongamento “brusco” de alta intensidade e duração muito curta. Geralmente é conseguido quando o paciente provoca um movimento brusco usando a contração do grupo muscular oposto ao que está retraído, e usando o peso corporal e o momento como força para alongar o músculo retraído. Embora o alongamento balístico aparentemente aumente a AM, é considerado um meio não seguro devido ao pouco controle e ao potencial de rupturas inapropriadas dos tecidos enfraquecidos.
Os indivíduos idosos, sedentários, e pessoas na fase inicial de recuperação de lesões (incluindo cirurgias) ou após a imobilização, se acham particularmente em situação de risco para traumas indesejáveis nos tecidos devido ao alongamento balístico, já que o tecido conectivo se acha em estado de enfraquecimento. Além disso, o alongamento balístico alonga rapidamente o fuso muscular e facilita o reflexo de estiramento, provocando um aumento de tensão no músculo que está sendo alongado.
Os músculos e tecidos conectivos são os mais susceptíveis a microtraumas com alongamento balístico que com um alongamento mantido de baixa intensidade. Tem-se mostrado que a tensão gerada em um músculo durante o alongamento balístico é quase o dobro da tensão criada com o alongamento mantido de baixa intensidade.
Alongamento Mecânico Cíclico
É um alongamento repetitivo aplicado por meio de um dispositivo mecânico. O alongamento mecânico prolongado, seja cíclico ou mantido, parece ser mais efetivo que o alongamento passivo manual porque a força de alongamento é aplicada durante muito mais tempo do que seria viável com o alongamento manual.
Inibição Ativa
Refere-se a técnicas nas quais o paciente relaxa reflexamente o músculo a ser alongado antes da manobra de alongamento. É possível somente se o músculo a ser alongado tem inervação normal e está sobre controle voluntário. Não pode ser usado em pacientes com fraqueza muscular intensa, espasticidade ou paralisias devido à disfunção neuromuscular.
Uma desvantagem da inibição ativa é que é um alongamento de alta intensidade que afeta somente as estruturas elásticas dos músculos e produz aumento menos permanente na extensibilidade dos tecidos molesque os métodos de alongamento mais prolongados.
Técnicas de Inibição Ativa:
Sustentar-relaxar (Hold-Relax): O paciente faz uma contração isométrica no final da amplitude do músculo retraído antes que ele seja passivamente alongado. Essa técnica baseia-se no fato de que, após uma contração pré-alongamento do músculo retraído, esse mesmo músculo irá relaxar como resultado da inibição autogênica, e assim será alongado mais facilmente. Uma variação da técnica sustentar-relaxar lê a técnicacontrair-relaxar. Após o músculo retraído ter sido alongado passivamente, o paciente faz uma contração isotônica concêntrica contra resistência do músculo retraído antes de ele ser alongado.
Sustentar-relaxar com contração do agonista (SR-CA): uma variação da técnica sustentar-relaxar é uma contração isométrica de pré-alongamento do músculo retraído e relaxamento deste seguido por uma contração concêntrica do músculo oposto ao músculo retraído. À medida que o músculo agonista ao músculo retraído se encurta, o músculo retraído se alonga. Essa técnica combina inibição autogênica e inibição recíproca para alongar um músculo retraído.
Contração do Agonista: O paciente contrai dinamicamente (encurta) o músculooposto ao músculo retraído contra resistência. Isso provoca uma inibição recíproca do músculo retraído, e esse se alonga mais facilmente à medida que o músculo se move. Esse método é menos efetivo quando um paciente está próximo da amplitude normal.
Auto-Alongamento: É um tipo de exercício de flexibilidade que o paciente realiza sozinho. Possibilita aos pacientes manter ou aumentar independentemente a AM conseguida em sessões de tratamento. As técnicas de auto-alongamento são um aspecto importante de o programa domiciliar de exercícios e do manejo em longo prazo de muitos problemas musculoesqueléticos e neuromusculares.
Contra Indicações ao Alongamento
Quando um bloqueio ósseo limita a mobilidade articular; após uma fratura recente; sempre que houver evidência de processo inflamatório ou infeccioso ao redor da articulação; sempre que houver dor aguda, cortante, com o movimento articular ou com o alongamento muscular; quando houver hematoma ou outra indicação de trauma; quando as contraturas ou tecidos moles encurtados estiverem provendo aumento na estabilidade articular em substituição à estabilidade estrutural normal ou força muscular; quando as contraturas ou tecidos moles encurtados forem a base de habilidades funcionais, particularmente em pacientes com paralisia ou fraqueza muscular intensa.
1.     Propriedades mecânicas e neurofisiológicas do tecido muscular
    O músculo é composto de tecido contrátil e não-contrátil. Nos músculos existem as fibras musculares dispostas em paralelo. Cada fibra muscular tem uma grande quantidade de miofibrilas, que, por sua vez, é constituída de estruturas ainda menores chamadas de sarcômeros representando a unidade funcional do músculo. Os sarcômeros são compostos de pontes transversas de actina e miosina que se sobrepõem e dão ao músculo a capacidade de se relaxar ou contrair (DELIBERATO, 2007; KISNER; COLBY, 1998).
    Existem dois órgãos sensoriais no músculo: o fuso muscular e o órgão tendinoso de golgi (OTG). O primeiro se situa no ventre muscular e é o principal órgão sensitivo do músculo, sendo composto por fibras intrafusais paralelas às fibras extrafusais. O fuso muscular é responsável por detectar alterações do comprimento do músculo e percebe alterações bruscas de velocidade do alongamento. Em situações específicas, como no alongamento balístico, onde são aplicadas velocidades bruscas de alongamento, corre-se o risco de lesão por alongamento excessivo. Com a contração das fibras extrafusais, também há a situação de se originar um estiramento no músculo, conhecido como reflexo de estiramento ou reflexo miotático (DELIBERATO, 2007).
    As fibras aferentes primárias (tipo Ia) e secundárias (tipo II) originam-se nos fusos musculares. Elas fazem sinapse com motoneurônios alfa ou gama e facilitam a contração das fibras extrafusais e intrafusais. A influência do fuso neuromuscular sobre os neurônios motores gama possibilita a inibição dos músculos antagonistas aos que estão sendo alongados, enquanto a influência sobre os neurônios motores alfa pode, em condições especiais, gerar uma contração das fibras extrafusais dificultando a aplicação de um alongamento em determinada musculatura (BANDY; SANDER, 2003; DELIBERATO, 2007; HALL; BRODY, 2007; KISNER; COLBY, 1998).
    O OTG é uma estrutura localizada próximo a junção musculotendínea do músculo e é fixada em série às fibras extrafusais. Ele é sensível à tensão no tendão ocasionada por alongamento passivo e também por contração muscular. Sua função é proteger o músculo de contrações e alongamentos excessivos e impedir a atividade excessiva das fibras nervosas que inervam o músculo extrafusal (neurônios motores alfa), ou seja, quando houver um alongamento prolongado, o OTG inibe a tensão, se sobrepõem ao fuso muscular e facilita o alongamento através de fibras nervosas tipo Ib relaxando o músculo. O OTG é um mecanismo aferente inibitório (gera relaxamento), enquanto o fuso neuromuscular é um sistema aferente excitatório (gera contração) (DELIBERATO, 2007).
2.     Alongamento
    As técnicas de alongamento podem ser enquadradas em três tipos: alongamento estático, balístico e por facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) (BANDY; SANDER, 2003; HALL; BRODY, 2007). Segundo Kisner e Colby (1998), os métodos para alongar tecidos moles podem ser divididos em: alongamento passivo, inibição ativa e auto-alongamento.
    No alongamento estático, músculos e tecidos conjuntivos são mantidos em posição estacionária no maior comprimento possível por um tempo determinado. Não é aplicada força por parte do paciente, diminuindo a chance da ocorrência de microtraumas. No alongamento balístico são utilizados movimentos rápidos que modificam o comprimento do músculo e tecido conjuntivo. Porém, as chances de ocorrer microtraumas após um alongamento excessivo do músculo são maiores que no alongamento estático (HALL; BRODY, 2007). O alongamento passivo é de curta duração e requer uma força externa aplicada pelo terapeuta, o qual controla a direção, velocidade, intensidade e duração da ação e ultrapassa o comprimento de repouso (KISNER; COLBY, 1998).
    A inibição ativa ou manter-relaxar (FNP) baseia-se no processo de contração isométrica do músculo que, após a contração, irá se relaxar como resultado da inibição autogênica, permitido pelo OTG, inibindo a tensão muscular e tornando o alongamento mais efetivo (HALL; BRODY, 2007; KISNER; COLBY, 1998).
    No auto-alongamento o próprio paciente realiza o alongamento. A orientação do paciente para realizar com segurança procedimentos de auto-alongamento em casa é importante para a prevenção de novas lesões ou futuras disfunções. Os princípios de intensidade e duração de alongamento que se aplicam ao auto-alongamento são os mesmos do alongamento passivo (KISNER; COLBY, 1998).
    As estruturas que estão envolvidas no processo de alongamento podem ser divididas em dois grupos: macroscópicas e microscópicas. As estruturas macroscópicas são: ossos, cartilagens, sinóvia, disco e menisco, cápsulas articulares, ligamentos, músculos, tendões e fáscias. As microscópicas são: elementos contráteis do músculo, as propriedades neurofisiológicas do tecido contrátil e os tecidos moles não contráteis (DELIBERATO, 2007).
    Os elementos contráteis do músculo são as fibras musculares, as miofibrilas, os sarcômeros, a actina e a miosina. As propriedades neurofisiológicas do tecido contrátil são caracterizadas pela presença do fuso neuromuscular e o OTG. Os tecidos moles não contráteis, fornecem suporte estrutural mecânico ao corpo e são compostos por fibras colágenas, fibras de elastina, reticulina, proteoglicanos e glicosaminoglicanos (ALTER, 1999; DELIBERATO, 2007; HALL; BRODY, 2007; KISNER; COLBY, 1998).

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