Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

PONTOS-GATILHO
Uma abordagem 
concisa
SIMEON NIEL-ASHER
PONTOS-GATILHO
Uma abordagem concisa
PONTOS-GATILHO
Uma abordagem concisa
Simeon N iel-Asher
AManole
Título do original cm inglês: The Cotxcisc Book cfTriggcr Points 
Copyright O 2005 bv North Atlantic Books. Todos os direitos reservados.
Tradução: Arthur Gcorg Schmidt
Professor de Anatomia e Fisiologia Humana da Universidade Paulista (t*MP) 
Especialista em Anatomia Cirúrgica da Face pela Universidade de Sâo Paulo (fsp) 
Mestre cm Xcurocicnciax e Comportamento pela Universidade de Sào Paulo (i:$p)
Fábio César Prosdócimi
Mestre em Ncurocicncias c Comportamento pela Universidade de S&o Paulo (U5P) 
Especialista em Anatomia Cirúgica pela Universidade de Sào Paulo 
Professor de Morfologia Humana da Universidade Nove de Julho (u x i x o v e ) 
Professor de Anatomia e Fisiologia Humana da Universidade Paulista (UKIf)
Preparado e revisão: Depto. editorial da F.ditora Manole
Editoração eletrônica: JLG - F.ditoraçao Gráfica
Capa: Hélio de Almeida
Dados Internacionais de Catalogado na Publicação (C IP) 
(Câmara Brasileira do Livro. SP. Brasil)
Niel-Ashcr, Simeon
Pontos-gatilho : uma abordagem concisa / Simeon Niel- 
A she r; (tradução FábioC& ar Prosdócimi, Arthur Cíeorg 
Schmidt) . -- Barueri, S P : Manole, 2008.
Título original: The concisc book of trigger points. 
Bibliografia.
ISB N 978*85-204'2684-5
1. Doenças crônicas - Tratamento - Manuais
2. Síndrome da dor miofascial - Tratamento - Manuais 
I. Titulo.
C D D -6 16.74
08-10663__________________________________________ N L M -W E 140
Índices para catálogo sistemático:
1. Pontos-gatilho : Mialgias : Medicina 616.74
Todos os direitos reservados.
Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida, por qualquer 
processo, sem a pcrmisvto expressa do* editores.
£ proibida a reprodução por xerox.
F.diçào brasileira - 2008
Direitos em língua portuguesa adquiridos pela:
Hditora Manole l.tda.
Av. Ceei, 672 - Tamboré
06460-120 - Barueri - SP - Brasil
TcU (11) 4196-6000
Fax: (11) 4196-6021
www.manole.coni.br
info0toanolc.com.br
Impresso no Brasil 
Printcd in Brazít
http://www.manole.coni.br
Sumário
Sobre este Livro 7 Muscular e de Liberação Posicionai 57
Considerações sobre a Inervação Periférica 9
Técnicas de Massagem 58
Questões Freqüentes 59
Capítulo 1
0 Corpo em Movim ento 11
Terminologia Direcional Anatômica 12 Capítulo 5
Regiões do Corpo 15 Músculos da Cabeça e do Pescoço 61
Planos do Corpo 17 Epicránico (Occipitofrontal) 62
Movimentos Anatômicos 18 Orbicular do Olho 64
Músculo Estriado Esquelético 24 Masseter 66
Forma dos Músculos (Arranjo dos Temporal 68
Fascículos) 26 Pterigóideo Lateral 70
Mecânica Musculoesquelética 28 Pterigóideo Mediai 72
Fáscia e Miofáscia 33 Digástrico 74
Fixação Muscular 34 Escalenos Anterior, Médio e Posterior 76
Desenvolvimento Embriológico Esternocleidomastóideo 78
e Miofascial 36 Capitulo 6
Capitulo 2 Músculos do Tronco e da Coluna Vertebral 81
Aspectos Gerais dos Pontos-Gatilho 37 Eretor da Espinha 82
Definição 38 Músculos Cervicais Posteriores 84
Prevalência 38 Multifidos / Rotadores 86
Embriogènese 38 Esplênio da Cabeça / Esplênio do Pescoço 88
Evidências 39 Oblíquo Externo do Abdome 90
Pontos de Acupuntura ou Acupressão Transverso do Abdome 92
e Pontos-Gatilho 39 Reto do Abdome 94
Fibromialgia 39 Quadrado do Lombo 96
Capitulo 3
lliopsoas (Psoas Maior / llíaco) 98
Fisiologia dos Pontos-Gatilho 41 Capitulo 7
Visão Geral da Estrutura do Músculos do Om bro e do Braço 101
Músculo Estriado Esquelético 42 Trapézio 102
Classificação dos Pontos-Gatilho 45 Levantador da escápula 104
Sintomas dos Pontos-Gatilho 46 Rombóide Maior e Rombóide Menor 106
Observações Clínicas 47 Serrátil Anterior 108
Peitoral Maior 110
Capítulo 4 Latíssimo do Dorso 112
Protocolos de Técnicas Terapêuticas 51 Deltóide 114
Palpaçáo 52 Supra-espinal 116
Injeções 53 Infra-espinal 118
Técnica de Agulhamento Seco 54 Redondo Menor 120
Técnica de Crioterapia e Alongamento 54 Subescapular 122
Terapia Manual - Protocolos de Redondo Maior 124
Liberação de Pontos-Gatilho 56 Bíceps Braquial 126
Modificações das Técnicas de Energia Tríceps Braquial 128
6 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Capitulo 8
Músculos do Antebraço e da M ão 131
Capítulo 10
Músculos da Perna e do Pé 173
Pronador Redondo 132 Tibial Anterior 174
Palmar Longo 134 Extensor Longo dos Dedos / Extensor
Flexores do Carpo 136 Longo do Hálux 176
Braquiorradial 138 Fibulares Longo, Curto e Terceiro 178
Extensores do Carpo 140 Gastrocnêmio 180
Extensor dos Dedos 142 Plantar 182
Supinador 144 Sóleo 184
Oponente do Polegar / Adutor do Popliteo 186
Polegar 146 Flexor Longo dos Dedos / Flexor
Pequenos Músculos da Mão 148 Longo do Hálux 188
Capítulo 9
Músculos do Quadril e da Coxa
Tibial Posterior 190
151 Músculos Superficiais do Pé 192
Glúteo Máximo 152 Músculos Profundos do Pé 194
Tensor da Fáscia Lata 
Glúteo Médio
154
156 Glossário de Termos Médicos 197
Glúteo Mínimo 158 Referências Bibliográficas 203
Piriforme
Músculos Isquiotibiais
160
162 índice Geral 205
(Posteriores da Coxa) índice de Músculos 208
Músculos Adutores
Pectíneo
Sartório
Quadríceps Femoral
164
166
168
170
Sobre este Livro
Este livro está organizado em um formato de consulta prático, a fim de oferecer informações úteis sobre 
os pontos-gatilho relacionados aos principais músculos estriados esqueléticos, fundamentais para massagem, 
fisioterapia e terapias corporais. Cada grupo muscular é abordado em uma seção específica diferenciada por 
cores para proporcionar uma rápida consulta. Detalhes como origem, inserção, inervação e ação de cada mús­
culo atendem às necessidades de estudantes e profissionais e são apresentados de maneira uniforme ao longo 
de todo o livro. Um exemplo é mostrado logo abaixo. Textos sucintos explicam cada tópico destacado em ne­
grito (alguns músculos apresentam uma versão abreviada).
Deve-se observar que a localização do ponto-gatilho em um músculo não corresponde a uma ciência 
exata. O critério mais freqüente na maioria dos livros para sua localização consiste em marcá-los com um "X". 
Entretanto, o uso do "X " para indicar os pontos pode ser interpretado de maneira incorreta. Os pontos-gatilho 
tendem a se desenvolver no ventre muscular, na região da placa motora. Quando possível, a localização mais 
freqüente do ponto-gatilho principal é indicada. É importante notar que esses pontos-gatilho não são "fixos"; 
servem apenas como pontos de referência. No âmbito da prática clínica, é possível verificar que a localização 
do ponto-gatilho varia. A variação da direção, da amplitude e da força aplicada exerce também um impacto na 
localização do ponto-gatilho.
Nome do músculo
Alguns exercícios fundamentais 
para o alongamento do músculo
Origem do nome 
do músculo
Fixação que permanece 
relativamente imóvel 
durante a contração 
muscular
Zona de distribuição da 
dor relacionada a 
ponto(s)-gatilho 
especifico
Exercícios de alongamento indicados para 
o músculo descrito. Para os exercícios 
mostrados em apenas um lado do corpo, 
deve-se também repetir o movimento com 
o outro lado.
Principais métodos para tratamento de 
pontos-gatilho ( v e r págs. 53-57)
/ y = totalmente indicado 
y = indkado
Fixação que se desloca
Movimento ou efeito 
determinado pela 
contração muscular
Nervo motor que inerva 
o músculo
Atividade cotidiana para 
a qual o músculo 
contribui
.Sintomas ou áreas 
de disfunção
Área de dor relacionada 
a um ponto-gatilho 
especifico
— Qual será o problema?
Outros pontos-gatilho 
muscular com padrão 
semelhante
v Recomendações que 
\ devem ser consideradas 
pelo especialista e pelo 
paciente
Considerações sobre a Inervação
Periférica
O sistema nervoso compreende:
• O sistema nervoso central (encéfalo e medula espinal).
• O sistema nervoso periférico (incluindo o sistema nervoso autônomo, ou seja, todas as estruturas neu- 
rais fora do encéfalo e da medula espinal).
O sistema nervoso periféricodos pontos-gatilho a longo prazo.
• Idade; • Doenças;
• Postura (incluindo a laborai); • Deficiência vitamínica;
• Obesidade; • Anomalias ósseas congênitas;
• Anorexia; • Tipo de fibra muscular;
• Tecidos cicatriciais (pós-operatórios); • Orientação da fibra muscular;
• Esportes, hobbies e hábitos; • Morfologia do músculo (fusiforme, etc.);
• Padrões de carga e deformação; • Fatores psicológicos;
• Distúrbios metabólicos; • Cronicidade do ponto-gatilho.
Figura 3.7: Técnicas de alongamento para o músculo peitoral maior; a) fibras superiores, b) fibras médias, c) fibras inferiores.
Fisiologia dos Pontos-Gatilho 49
Recomendações ao Paciente
Ao realizar uma intervenção terapêutica, é aconselhável que o paciente seja encorajado a se envol­
ver no acompanhamento dos seus próprios sintomas. Neste livro são oferecidas algumas orientações 
específicas no tópico "Recomendações ao paciente". Com uma visão geral, o leitor poderá querer acres­
centar outras sugestões, informações e instruções utilizando os seguintes elementos ou componentes.
A seguir, será utilizado novamente o músculo peitoral maior como exemplo.
Fortalecimento
Quando os músculos estão fracos, eles podem apresentar uma maior suscetibilidade ao dano, lesão 
e fadiga. A fraqueza muscular é um fator que em geral contribui para a patogênese dos pontos-gatilho 
miofasciais. Isso porque o corpo promove uma compensação para essa fraqueza distendendo o múscu­
lo e causando uma sobrecarga e estímulo excessivo na placa motora. Ao longo do livro, sempre que ne­
cessário, foram incluídas ilustrações simplificadas de exercícios de fortalecimento.
Um músculo nunca deve ser fortalecido isoladamente. Se se optar por oferecer exercícios de forta­
lecimento, deve-se introduzi-los em um contexto. Um programa de alongamento para todo o corpo é 
aconselhável, talvez com a utilização de um programa de exercícios desenvolvidos com base na yoga.
Alongamento
Ao longo do livro, ilustrações de alongamento simplificadas foram incluídas conforme a necessi­
dade. O alongamento deve ser realizado devagar e sem vigor. Alguns cuidados deverão ser tomados 
para isolar o alongamento em cada um dos músculos especificamente. Como regra, deve-se realizar o 
alongamento três vezes seguidas, intensificando-se ligeiramente o movimento e expirando a cada repe­
tição. Essa seqüência deve ser executada diversas vezes por dia, durante 15 a 20 minutos.
Conselho
O melhor conselho que se pode oferecer é o bom senso. "Observe sua postura ao dirigir”, "Observe sua 
iwstura ao trabalhar”. No exemplo do músculo peitoral maior, pode-se perguntar ao paciente sobre seus 
níveis de estresse e ansiedade (mecânica respiratória). Se a paciente apresentar mamas grandes e pesa­
das, você poderá recomendar-lhe o uso de um sutiã mais apropriado, com suporte adequado. Neste 
livro, procurou-se oferecer conselhos específicos para cada músculo.
Figura 3.8: Postura.
50 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Postura
Esse é um fator crucial para a manutenção da atividade dos pontos-gatilho. Sentar-se e/ou perma­
necer em pé de forma incorreta são fatores patogênicos de manutenção da atividade dos pontos-gatilho. 
Conselhos e exercícios para melhorar a postura freqüentemente são a solução para desbloquear tanto os 
pontos-gatilho centrais com o os satélites.
Postura Durante o Sono
Com freqüência, os pacientes assumem posições incomuns durante o sono a fim de reduzir a dor 
em pontos-gatilho ativos ou latentes; nesses casos, os pacientes costumam optar por posições em que 
encurtam os músculos afetados. Por exemplo, dormir com as mãos sobre a cabeça (músculo supra-espi- 
nal) ou com os braços cruzados sobre o tórax (músculo peitoral maior). Em outros casos, a posição de 
dormir pode se revelar um fator patogênico ou de manutenção dos pontos-gatilho.
Postura de Trabalho
Alguns pacientes têm atividades de trabalho repetitivas ou manuais, que podem ser determinan­
tes para a patogênese ou manutenção dos pontos-gatilho. Muitos pacientes trabalham sentados. Abaixo, 
uma figura ilustra a postura de trabalho ideal.
Figura 3.9: Postura de trabalho ideal.
Hábitos, Hobbies e Esportes
Ú importante perguntar ao paciente se ele executa qualquer atividade repetitiva ou habitual. Ficar 
muito tempo apoiado soba» uma perna, por exemplo, pode sobrecarregar o músculo tensor da fáscia lata. 
Sentar-se com as pernas cruzadas pode afetar diversos músculos como os flexores do quadril (iliopsoas), 
os músculos glúteos (os glúteos e o piriforme) e os músculos anteriores da coxa (quadríceps femoral). Os 
fumantes podem desenvolver pontos-gatilho no ombro (músculo deltóide) e nos braços (bíceps braquial).
Da mesma forma, alguns esportes e hobbies podem levar a uma maior incidência de patogênese de 
pontos-gatilho. Portanto, é importante haver uma indagação cuidadosa acerca dessas atividades. Qual o 
nível de aptidão? O paciente realiza aquecimento e relaxamento? Quão competitivos são os esportes pra­
ticados? O nível de competitividade está de acordo com a sua idade? Postura? Biótipo? Saúde física? Pode 
ser necessário abordar essas situações mais a fundo. Em geral, é recomendável o exame dessas atividades 
a fim de traçar junto ao paciente certos objetivos a serem alcançados durante as sessões terapêuticas.
Protocolos de 1 4Técnicas
Terapêuticas
52 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Palpação
A palpação, além de ser uma arte, é também uma ciência. A princípio, deve-se ter como objetivo 
relaxar o paciente de maneira suficiente a fim de dar início a um tratamento adequado para a redução 
da dor. 1: fundamental que seja realizada uma anamnese meticulosa de cada caso, com questões diretas 
e ponderadas, de modo que o paciente se sinta envolvido. A troca de informações é importante, pois 
explicar-lhe os procedimentos previamente diminui a ansiedade, além de possibilitar a participação no 
processo de tratamento. Com essa inclusão do paciente, serão obtidas informações importantes que 
auxiliarão a localizar com exatidão o ponto-gatilho.
Como saber se é um ponto-gatilho?
Verifique se há:
• Rigidez em um músculo afetado;
• Ponto sensível (dor intensa);
• Nódulo ou banda tensa palpável;
• Presença de dor referida;
• Reprodução dos sintomas do paciente (com precisão).
Quais métodos de palpação devem ser usados?
• Palpação com a polpa digital dos dedos da mão (palpação digital); deve-se manter as unhas sempre 
cortadas, quanto mais curtas, melhor;
• Palpação por deslizamento: usar a polpa dos dedos da mão para circundar a pele do paciente no sen­
tido das fibras musculares;
a) b)
Figura 4.1: a) Palpação digital; b) Palpação em pinça.
Protocolos de Técnicas Terapêuticas 53
• Palpação em pinça: pinçar o ventre do músculo entre o polegar e outros dedos, movimentando as 
fibras musculares para a frente e para trás;
• Palpação por deslizamento com as mãos espalmadas; é utilizada na região abdominal (vísceras);
• Palpação com o cotovelo; será útil quando for necessária uma maior potência.
Quais os equipamentos necessários?
• Um (termômetro para medir com precisão a resistência reduzida da pele (necessita de calibragem);
• Um aigômetro para medir os pontos sensíveis e a dor causada pela pressão.
Sinais de Contração Rápida e Espasmos à Palpação
Foram descritos pela primeira vez cm 1949 (Good, 1949; Kraft et al., 1968). A princípio, pode-se 
imaginar que essa é a maneira mais fácil de localizar um ponto-gatilho centrai. A pressão firme produz 
uma dor intensa e muitas vezes provoca espasm os no paciente, que se retrai por causa da dor, sentindo 
uma espécie de "agulhada". A dor originada cm um ponto-gatilho centrai ativo normalmente causa um 
padrão específico de dor referida. Esse é um padrão distinto, afastado do ponto de pressão. Em um con­
texto terapêutico, esse padrão em geral reproduz a dor sentida pelo paciente.
Realizando-se uma rápida palpação em pinça ou inserindo-se uma agulha no ponto-gatilho, pro­
voca-se uma resposta de contração rápida no interiordo músculo.'1 Essa contração pode ser decorrente 
da irritabilidade elevada nas fibras com dor, como descrito anteriormente. Os padrões de dor referida 
são encontrados nos Capítulos 5-10.
Injeções
Existem três diferentes técnicas de injeção:2'
1. Injeção de anestésico local (única);
2. Injeção de toxina botulínica A;
3. Agulhamento seco.
Um certo número de injeções pode ser necessário, embora às vezes uma só seja suficiente. Volumes 
pequenos (menores que 1 ml) de um anestésico não-miotóxico são recomendados. Uma resposta local 
de contração rápida é uma indicação confiável da correta posição da agulha. O monitoramento por EMG 
possibilita maior precisão e especificidade.
As substâncias indicadas a seguir são sugeridas para o uso de injeções:
• Solução de cloridrato de procaína (1%);
• Cloridrato de lidocaína (0,5%);
• Anestésico local de longa ação;
• Solução salina isotônica;
• Epinefrina;
• Corticosteróide;
• Toxina botulínica A.
Este livro não tem por objetivo oferecer recomendações técnicas para esses procedimentos. Para 
mais informações, consulte a referência bibliográfica número 25.
54 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Injeção versus Técnicas Manuais
A tabela a seguir descreve os tratamentos aconselháveis para determinadas situações:
Injeçáo Técnicas m anuais
Uso por terapeuta sem experiência Não recomendado Recomendado
Método invasivo Sim Não
Resposta rápida ao tratamento Sim Pode requerer várias sessões
Permite auto-manuseio Não Sim
Pontos sempre acessíveis Não Sim
Paciente com limiar baixo de dor Sim Não
Paciente tem medo de agulha Não Sim
Tabela 4.1: Quando utilizar mjeçáo ou técnicas manuais.
Técnica de Agulham ento Seco
O agulhamento seco é tão efetivo quanto uma injeção, já que alivia os sintomas de um ponto-gati- 
lho; contudo, pode levar a um longo período de dor após a injeção. Em estudos comparativos, o agulha­
mento seco mostrou-se tão eficaz quanto a injeção de soluções anestésicas (doridrato de procaína e clo- 
ridrato de lidocaína) em pontos-gatilho desativados. Entretanto, nesses estudos, verificou-se que essa 
técnica causou dor durante 2 a 8 horas após a injeção. Essa dor pode apresentar uma intensidade e/ou 
duração significativamente maior que a do tratamento com injeções comuns.
• Localizar o ponto-gatilho e introduzir a agulha - esperar até que ocorra a resposta de rápida contração;
• Mantê-la por até 2 minutos, movimentando-a se necessário;
• Agulhas cie acupuntura podem ser utilizadas (8 a 15 cm).
Técnica de Crioterapia e A longam ento
A técnica de crioterapia e alongamento utilizando aerossol de cloreto de etila foi primeiramente 
descrita por Hans Kraus (1952), que a utilizou para tratar dores e distensões em praticantes de luta 
greco-romana. Desde então, diversas técnicas foram desenvolvidas para o tratamento da maioria dos 
pontos-gatilho. Essas técnicas são os métodos individuais não-im>asivos mais eficientes para desativar os pon­
tos-gatilho.1' C) aerossol de cloreto de etila é altamente inflamável, tóxico e resfria mais que o necessário. 
É volátil e matou acidentalmente alguns pacientes e profissionais. Vapores refrigerantes como aerossol 
de fluorimetano são uma alternativa mais segura, mas, por serem um fluorocarbono, afetam a camada 
de ozônio. O produto mais recomendável é o utilizado na técnica de crioterapia ealongamento de Gebauer, 
por ser não-tóxico e não-inflamável.
A técnica básica é direta e não requer a localização precisa dos pontos-gatilho como no caso da inje­
ção, necessitando apenas localizar o músculo onde se apresenta a área afetada para liberar suas fibras. 
Entretanto, recomenda-se localizar a posição dos pontos-gatilho pela palpação, a fim de proporcionar uma 
maior eficácia do procedimento. A crioterapia com uso de aerossol, realizada em primeiro lugar, é uma 
prévia para o passo seguinte, que é mais importante, o alongamento (o componente efetivamente terapêu­
tico da técnica).
1. Duas ou três borrifadas de aerossol são aplicadas à região afetada do músculo, que é estendido sua­
vemente por toda sua extensão de alongamento;
2. O aerossol é direcionado com o tubo invertido e a 30° em relação à pele em uma distância aproxima­
da de 30 a 50 cm (não fazer aplicação do aerossol em um único ponto).
Protocolos de Técnicas Terapêuticas 55
Indicações paro a aplicação da técnica:
• Crianças mais novas;
• Pacientes com medo dc agulha;
• Imediatamente após a injeção no ponto-gatilho;
• Pós-hemiplegia (reabilitação de acidente vascular encefálico);
• Imediatamente após traumas importantes (p. ex.: fraturas e luxações);
• Depois de lesões causadas pelo mecanismo de chicote;
• F.m pacientes com pontos-gatilho miofasciais e hiperuricemia (excesso de ácido úrico);
• Pontos-gatilho crônicos ou resistentes à inibição;
• Pontos-gatilho de fixação;
• Depois de distensões e queimaduras.
Figura 4.2: Técnica de cnoterapia e alongamento para o músculo peitoral maior.
56 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Dicas
• Localizar os pontos-gatilho centrais que causam o padrão de dor referida preciso é recomendável para 
proporcionar ao paciente uma razão para aceitar o tratamento;
• Assegure-se de que o paciente tenha feito uma refeição prévia, uma vez que a hipoglicemia agrava os 
pontos-gatilho;
• Tenha uma sala de recuperação;
• Use uma manta para cobrir o corpo e as áreas que não serão resfriadas, pois manter os músculos aque­
cidos proporciona um melhor relaxamento muscular;
• Lembre-se de proteger os olhos conforme houver necessidade;
• NÀO direcione o aerossol a um único ponto, pois isso pode causar queimaduras ou urticária;
• NÀO force o alongamento;
• Caso o paciente se mostre apreensivo, oriente-o a se concentrar em sua própria respiração;
• Avalie a amplitude de movimento antes e depois da técnica de crioterapia e alongamento;
• Certifique-se de que o músculo a ser tratado esteja completamente relaxado e apóie-o quando possível; 
o tratamento pode ser realizado com o paciente sentado ou em decúbito (lateral, dorsal ou ventral);
• Para atingir o melhor alongamento, deve-se estabilizar um lado do músculo e mover o outro (passi­
vamente).
Terapia Manual - Protocolos de Liberação de Pontos-Gatilho 
Técnicas de Liberação e Alongamento
Esses métodos promovem um envolvimento direto do paciente, que deve contrair ativamente o 
músculo afetado e, em seguida, relaxá-lo. Essa seqüência forma a base para técnicas inibitórias altamen­
te eficazes:
• Relaxamento pós-isométrico;
• Inibição recíproca;
• Contrair e relaxar/manter e relaxar;
• Energia muscular/liberação posicionai.
Essas técnicas são efetivas se o conceito de placa motora excessivamente estimulada for considera­
do. A realização de contração e relaxamento enquanto ocorre a fixação por meio do ponto-gatilho pode­
rá normalizar com maior eficácia o comprimento do sarcômero. Isso promove um efeito em cascata, libe­
rando a actina e a miosina afetadas e reduzindo a crise de energia. Nesse caso, diminuir a frouxidão 
enquanto se inibe o ponto-gatilho (como nas técnicas de liberação posicionai) pode ser particularmente útil. 
A seguir, algumas dessas técnicas serão descritas.
Técnica de Relaxamento Pós-lsométrico (RPI)
Essa técnica foi apresentada por Karel Lewit (1981). Sua proposta considera o uso de movimentos 
coordenados dos olhos e da respiração (aumento reflexo).
• Identificar o ponto-gatilho;
• Colocar o paciente em uma posição confortável, na qual o músculo afetado possa sofrer uma extensão 
completa;
• Pedir ao paciente que contraia o músculo afetado usando de 10 a 25% de sua força, sem sentir dor, 
enquanto se aplica uma resistência isométrica por 3 a 10 segundos; estabilizar uma parte do corpo para 
evitar o encurtamento muscular;
• Pedir ao paciente que relaxe o músculo ou solte-o;
• Durante a fase de relaxamento, estender o músculo com cuidado, diminuindo a frouxidão ao ponto de 
resistência (passivo) - verificar se há alterações no comprimento;
• Repetir algumas vezes (em geral, três).Protocolos de Técnicas Terapêuticas 57
Técnica de Inibição Recíproca
Essa é uma técnica indireta baseada no reflexo neurológico agonista-antagonista. É geralmente uti­
lizada para incrementar as demais técnicas.
• O músculo afetado é identificado e posicionado de modo relaxado;
• O músculo antagonista é então contraído contra uma resistência de 35 a 45%.
Técnicas de Contrair e Relaxar/Manter e Relaxar
Originalmente ensinadas pelos osteopatas Knott e Voss (1968), essas técnicas foram criadas a fim 
de aumentar a amplitude de movimento passiva de articulações acentuada mente rígidas. Os princípios 
dessas técnicas apresentam uma relação direta com a terapia miofascial dos pontos-gatilho, pois, como 
discutido, a tensão muscular é muitas vezes um sinal de um ponto-gatilho ativo ou latente.
• Identificar o ponto-gatilho;
• Colocar o paciente em uma posição confortável, na qual o músculo afetado possa sofrer uma exten­
são completa;
• Posicionar a articulação rígida próxima a um limite confortável e pedir ao paciente para contrair ati­
vamente o músculo afetado;
• Impedir com cuidado essa contração voluntária;
• Permitir o relaxamento;
• Durante essa fase, alongar passivamente a articulação até um novo limite confortável ampliado.
Modificações das Técnicas de Energia Muscular 
e de Liberação Posicionai
Trata-se de técnicas osteopáticas que podem ser divididas em três abordagens distintas, descritas a 
seguir (Kuchera e Kuchera, 1994). Em todas as situações é necessário identificar o ponto-gatilho.
1. Técnica de Contração Isométrica
• Segurar ou fixar o ponto-gatilho do músculo afetado;
• Pedir ao paciente que contraia ativamente o músculo, sem dispor de nenhuma resistência;
• Segurar até que uma parte mais mole seja palpada no ponto-gatilho;
• Alongar o músculo ativa e passivamente.
2. Técnica de Contração Isotônica
• Segurar ou fixar o ponto-gatilho do músculo afetado;
• Pedir ao paciente que contraia ativamente o músculo entre 35 e 45%, enquanto o terapeuta promove 
resistência;
• Segurar até que uma parte mais mole seja palpada no ponto-gatilho;
3. Técnica de Contração Isolítica
• Segurar ou fixar o ponto-gatilho do músculo afetado;
• Pedir ao paciente que contraia ativamente o músculo entre 10 e 25%, enquanto o terapeuta promove 
resistência;
• Dominar essa resistência, empurrando ativamente o músculo para uma contração excêntrica;
• Segurar até que uma parte mais mole seja palpada no ponto-gatilho.
58 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Técnicas de Massagem
Técnica de Inibição e Compressão Isquêmica
Essa c a melhor técnica de massagem para tratar um ponto-gatilho central ativo. Ela requer a loca­
lização do ponto-gatilho que causa uni padrão específico de dor referida (preferencialmente reproduzin­
do-se os sintomas do paciente) e a aplicação de uma pressão inibitória direta sobre o ponto. Embora se 
utilize o termo "compressão isquêmica", atualmente é mais aceito que não há necessidade de compri­
mir o ponto-gatilho até o ponto da isquemia. Essa técnica é efetiva, mas é mais bem utilizada quando 
associada a outra técnicas de alongamento e liberação. A seguir será descrito um protocolo que incorpo­
ra as abordagens mais atuais.
É mais aconselhável não empurrar nem pressionar o ponto-gatilho, mas sim determiná-lo e aplicar 
peso suavemente, em vez de empurrar. Isso torna a técnica muito mais confortável para o profissional e 
para o paciente.
• Identificar e localizar o ponto-gatilho;
• Colocar o paciente cm uma posição confortável, na qual o músculo afetado possa sofrer uma extensão 
completa;
• Aplicar uma pressão crescente de forma suave e gradual no ponto-gatilho, enquanto se estende o mús­
culo afetado até atingir uma barreira palpável;
• O paciente deve sentir apenas um desconforto e não dor;
• Aplicar uma pressão sustentada até sentir que o ponto-gatilho esteja aliviado. Isso poderá levar de 
segundos a minutos;
• Repetir, aumentando a pressão sobre o ponto-gatilho até sentir a próxima barreira, e assim por diante;
• Para obter um melhor resultado, pode-se mudar a direção da pressão durante essas repetições.
Dica! Não pare bruscamente de tocar o ponto-gatilho, pois isso pode irritá-lo e piorar os sintomas. 
Procure principalmente sentir, além de utilizar o conhecimento técnico.
Técnica de Massagem Profunda
Sendo mais específica e mais direta que a técnica de crioterapia e alongamento, é também conside­
rada por autoridades no assunto como o melhor e mais seguro método de tratamento manual.2'
• Colocar o paciente em uma posição confortável, na qual o músculo afetado possa sofrer uma extensão 
completa;
• Lubrificar a pele, se necessário;
• Identificar e localizar o ponto-gatilho ou banda tensa;
• Posicionar o polegar ou aplicador imediatamente ao lado da banda tensa, reforçando com a outra mão;
• Aplicar suavemente uma pressão sobre o ponto-gatilho, realizando o movimento em uma única direção;
• O paciente deve sentir apenas um desconforto e não dor;
• Aplicar uma pressão sustentada até sentir o ponto-gatilho aliviado e continuar tocando na direção da 
fixação da banda tensa;
• Repetir essa pressão na direção oposta.
Dica! Não pressionar de forma muito rápida ou profunda, para não irritar o ponto-gatilho e rom­
per o sarcômero, piorando os sintomas.
I; possível modificar essa técnica de massagem profunda realizando a ação de dedilhar, na qual o 
aplicador é posicionado perpendicularmente ás bandas tensas das fibras musculares. Isso é feito de 
forma lenta e rítmica, mantendo-se um contato leve e pausado sobre o ponto-gatilho quando este for pal- 
pado. Essa modalidade é especialmente utilizada para tratar os m úsculospterigóideo m ediaie masseler.
Protocolos de Técnicas Terapêuticas 59
Questões Freqüentes
Como identificar os pontos-gatilho com base 
na direção da força aplicada?
A localização dos principais pontos-gatilho foi indicada 
nas ilustrações de músculos deste livro; entretanto, essas 
indicações servem somente como referência e nem sempre 
são exatas. Pode ser útil pensar nos pontos como áreas nas 
quais é mais provável que se encontrem os pontos-gatilho. O 
autor deste livro procurou representá-las como uma área 
quente; o ponto-gatilho está localizado em algum lugar Figura 4.3: Áreas quentes,
dessa área. Sempre que possível, deve-se buscar a direção da 
aplicação da força que reproduza exatamente a dor da qual 
o paciente se queixa. Contudo, surpreende o fato de que uma
pequena alteração na direção da aplicação da força determine uma dor totalmente diferente, sentida em 
locais também diferentes. Peça ao seu paciente para dizer quando você chegar ao ponto exato.
Com o saber se já foi feito o suficiente?
Segurar o ponto-gatilho até: a) a dor do paciente diminuir consideravelmente ou b) os pontos-gati­
lho amolecerem ou dissolverem sob a pressão aplicada.
Seguir todo o procedimento com uma massagem de deslizamento suave e generalizada. A área onde 
o procedimento foi realizado de forma mais intensa pode ainda estar sensível, mas não deve ser evitada. 
Isso ajudará a dispersar da área as toxinas induzidas pela dor e estimular a recuperação da fáscia.
Quanta pressão deve ser usada?
Isso é desenvolvido com a experiência profissional, porém como regra vale dizer que quanto mais 
dolorido o tecido, mais lenta e profunda deve ser a pressão. Em todos os casos, as palavras-chave são
" trabalhar devagar e de forma completa
Outro fator que determina a intensidade da força aplicada é o tipo de músculo (fibra verme­
lha/branca) e a morfologia do paciente. Isso altera a profundidade do tratamento. Se o paciente é robus­
to, deve-se trabalhar com maior vigor. Se o indivíduo for esguio, não se deve usar muita força para não 
promover alterações nos tecidos.
Os pontos-gatilho e os padrões de dor referida 
são iguais para todos os pacientes?
Geralmente sim, entretanto pode haver variação dependendo dos seguintes fatores:
• Idade;
• Postura;
• Obesidade;
• Anorexia;
• Tecido cicatricial;
• Padrões dedistensão miofascial;
• Anormalidades congênitas;
• Tipo de fibra muscular;
• Direção/orientação das fibras musculares;
• Tipo de morfologia do músculo (fusiforme etc.);
• Cronicidade do ponto-gatilho.
60 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Quais os efeitos da obesidade, anorexia e tecido cicatricial?
Esses fatores alteram a relação músculo/tecido adi poso e inclinam a posição dos pontos-gatilho, 
podendo ainda alterar o posicionamento das fáscias e, como conseqüência, dos pontos-gatilho. Do 
mesmo modo, tecidos cicatriciais ou quelóides podem determinar uma alteração no padrão de disten­
são miofascial e, com isso, a localização do ponto-gatilho.
E os efeitos do tipo de músculo ou da orientação das fibras musculares?
Dependendo de sua localização ou do tipo de trabalho realizado, as fibras musculares são arranja­
das de maneira diferente (ver p. 26). Isso permite que o músculo gere mais força ou uma força mais espe­
cífica. A localização do ponto-gatilho então pode variar de acordo com a disposição das fibras muscula­
res. Na organização dos músculos multipeniformes, por exemplo, muitos pontos-gatilho podem existir 
na região média de cada um dos componentes funcionais.
Pode acontecer alguma contusão?
Uma contusão pode acontecer se o paciente estiver sob tratamento médico com anticoagulantes. 
Conforme se adquire experiência, a contusão passa a ser um fato raro. De acordo com a experiência do 
autor, não é a intensidade (força) do tratamento que produz uma contusão na pele, mas sini sua veloci­
dade, isto é, se os movimentos são feitos de forma muito rápida.
Dica! Tentar sentir os músculos e nódulos sensíveis abaixo da pele e aplicar a pressão lentamente. 
Cremes e pastilhas de arnica podem reduzir a incidência e gravidade das contusões.
Quais cremes e loções são indicados para o uso?
Geralmente é melhor evitar substâncias oleosas, uma vez que podem causar um deslizamento 
muito rápido para longe da região dos pontos-gatilho identificados. O autor deste livro utiliza o creme 
N iva í" comum. Como alternativa, pode-se usar também um creme de arnica ou com solução aquosa 
acrescido com óleo de vitamina E. Gel à base de óleo mineral ou outro óleo para massagem podem ser 
utilizados, caso o paciente seja alérgico à lanolina.
Qual a freqüência do tratamento?
A terapia manual deve ser realizada com três sessões de tratamento com uma semana de interva­
lo, outra sessão quatro semanas depois e uma sessão final doze semanas após. Essa seqüência está de 
acordo com a mecânica de recuperação da fáscia. Deve-se reavaliar o paciente depois disso. Injeções e 
agulhamento seco têm uma ação muito mais rápida.*5
Músculos da
Cabeça e do 
Pescoço
5
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
62 EPICRÂNICO (OCCIPITOFRONTAL)
Músculo 
occipitofrontal 
(ventre occipital)
Aponeurose epicrãnica
Músculo 
occipitofrontal 
(ventre frontal)
Ponto-gatilho e padrão de dor referida (ventre frontal)
Ponto-gatilho e padrão de dor referida (ventre occipital)
EPICRÂNICO (OCCIPITOFRONTAL)
Do latim epicranius ("sobre o crânio"; com o prefixo de origem grega epi, que significa "sobre").
Este músculo na realidade é composto de outros dois (occipitofrontal: ventre frontal e ventre occipital), 
unidos por uma aponeurose conhecida como aponeurose epicrânica, a qual recobre o crânio como um 
capacete.
Origem
Ventre occipital: dois terços laterais da linha nucal superior do osso occipital. Processo mastóide do osso 
temporal.
Ventre frontal: aponeurose epicrânica.
Inserção
Ventre occipital: aponeurose epicrânica.
Ventre frontal: fáscia e pele acima dos olhos e do nariz.
Ação
Ventre occipital: traciona o couro cabeludo para trás. Auxilia o ventre frontal em sua ação.
Ventre frontal: traciona o couro cabeludo para a frente. Eleva as sobrancelhas e franze a testa formando 
rugas no sentido horizontal.
Inervação
Nervo facial/par VII.
M ovimento funcional básico
Exemplo: elevar as sobrancelhas e franzir a testa formando rugas no sentido horizontal.
Indicações
Cefaléia. Dor na parte posterior da cabeça. Impossibilidade de dormir de costas e com travesseiro. Dor 
de ouvido. Dor no fundo do olho, sobrancelhas e pálpebras. Pessoas que realizam atividades visuais in­
tensas.
Padrões de dor referida
Ventre occipital: dor na região anterior e lateral do couro cabeludo, dor irradiada na região posterior da 
cabeça e em direção à órbita.
Ventre frontal: dor localizada com tendência a ampliar-se no sentido superior.
D iagnóstico diferencial
Formigamento no couro cabeludo. Compressão do nervo occipital maior.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos suboccipitais. Músculo esternocleidomastóideo (ventre clavicular). Músculo semiespinal da 
cabeça.
Recom endações ao paciente
Evitar franzir a testa.
Técnicas
Crioterapia e alongamento
Injeções
Agulhamento seco [ /
Liberação de ponto-gatilho 1 S \ S
O
RB
IC
U
LA
R 
DO
 
O
LH
O
3 Músculos da Cabeça e do Pescoço
Po
nt
os
-g
at
ilh
o 
e 
pa
dr
õe
s 
de
 
do
r 
re
fe
ri
da
ORBICULAR DO OLHO 65
Do latim orbicular is oculi(orbis: "órbita"; octtli: "do olho").
Este músculo importante e complexo é composto de três partes, que, em conjunto, proporcionam um 
mecanismo de proteção eficiente ao redor do olho.
Parte orbital
Origem
Osso frontal. Parede mediai da 
órbita (na maxila).
Inserção
Área circular ao redor da 
órbita, retornando à origem.
Ação
Fechamento vigoroso das 
pálpebras (contração dos olhos).
Inervação
Nervo facial/par VII (ramos 
temporal e zigomático).
Parte palpebral
Origem
Ligamento palpebral mediai. 
Inserção
Ligamento palpebral lateral no 
osso zigomático.
Ação
Fechamento suave das 
pálpebras (e movimento 
involuntário como piscar).
Inervação
Nervo facial/par VII (ramos 
temporal e zigomático).
Parte profunda (região 
posterior do ligamento palpebral 
mediai e saco lacrimal)
Origem
Osso lacrimal.
Inserção
Rafe palpebral lateral.
Ação
Dilata o saco lacrimal e eleva o 
dueto lacrimonasal à superfície 
do olho.
Inervação
Nervo facial/par VII (ramos 
temporal e zigomático).
Indicações
Cefaléia. Enxaqueca. Neuralgia do trigêmeo. Astenopia (esforço ocular). Blefaroespasmo (contração espas- 
módica do músculo orbicular do olho). Pouca acuidade visual. Ptose palpebral. Dor nos seios paranasais.
Padrões de dor referida
Parte palpebral: dor localizada acima e ao redor do olho até a região ipsilateral.
Parte profunda: dor nos olhos, nos seios paranasais e no dorso do nariz. A ingestão dc sorvetes ou líqui­
dos gelados costuma provocar dor nos olhos e cefaléia.
D iagnóstico diferencial
Ptose - síndrome de Horner.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo digástrico. Músculo temporal. Músculo trapézio. Músculos esplênios e músculos posteriores 
do pescoço. O músculo esternocleidomastóideo às vezes está relacionado.
Recom endações ao paciente
Checar a acuidade visual com certa freqüência. Aumentar períodos dc repouso/horas de sono. Fazer 
interrupções regulares ao assistir à TV, usar um computador ou ao dirigir. Verificar se os óculos estão 
corretamente adaptados ao nariz.
Técnicas
Crioterapia e alongamento Agulhamento seco 1 7 / 1
1 7 /
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
66 MASSETER
Padrões de dor referida (parte superficial)
Padrão de dor referida (parte profunda)
MASSETER 67
Do grego maseter, que significa "que mastiga".
O músculo masseter é o mais superficial dos músculos da mastigação, facilmente palpável quando os 
dentes estão em oclusão.
Origem
Processo zigomático da maxila. Superfícies mediai e inferior do arco zigomático.
Inserção
Ângulo do ramo da mandíbula. Processo coronóide da mandíbula.
Ação
Realiza o fechamento da boca e a oclusão dos dentes. Auxilia no movimento de lateralidade da mandíbula. 
Inervação
Nervo trigêm eo/par V (ramo mandibular).
M ovimento funcional básico
Mastigação.
Indicações
Trismo (grave restrição da função da mandíbula). Síndrome da articulação temporomandibular (ATM). 
Dor naATM. Cefaléia por tensão ou estresse. Dor na orelha. Zumbido ipsilateral. Dor de dente.
Padrões de dor referida
Parte superficial: sobrancelhas, maxila e mandíbula (anterior). Dentes molares superiores e inferiores. 
Parte profunda: orelha e articulação temporomandibular.
D iagnóstico diferencial
Síndrome da articulação temporomandibular. Trismo. Zumbido.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo temporal ipsilateral. Músculo pterigóideo mediai. Músculo masseter contralateral. Músculo 
esternocleidomastóideo.
Recom endações ao paciente
Utilizar placas interoclusais para parar de ranger os dentes. Observar a postura de trabalho (por exem­
plo, ao telefone) e a postura da cabeça, do pescoço e da língua. Deixar os hábitos de mascar chiclete e 
roer as unhas.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / j Agulhamento seco [ / J ]
Injeções 1 ^ 1 1 Liberação de ponto-gatilho [ ^ \ S \
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
s Músculos da Cabeça e do Pescoço
Pa
dr
õe
s 
de
 
do
r 
re
fe
ri
da
TEMPORAL 69
Do latim tenifwralis, que significa "relativo às têmporas".
Origem
Fossa temporal, incluindo os ossos parietal, frontal e temporal. Fáscia temporal.
Inserção
Processo coronóide da mandíbula. Margem anterior do ramo da mandíbula.
Ação
Realiza o fechamento da boca e a oclusão dos dentes. Auxilia no movimento de lateralidade da mandíbula. 
Inervação
Nervos temporais profundos anterior e posterior do ramo mandibular do nervo trigémeo/par V.
M ovimento funcional básico
Mastigação.
Indicações
Cefaléia e dor de dente. Síndrome da articulação temporomandibular. Hipersensibilidade dos dentes. 
Pacientes cm tratamento dentário prolongado. Dor na região das sobrancelhas.
Padrões de dor referida
Margem supra-orbital e incisivos superiores. Dor nos dentes superiores e na região mediana da têmpo­
ra. Dor na articulação temporomandibular e na região mediana da têmpora. Dor localizada nos sentidos 
posterior e superior na região do músculo temporal.
D iagnóstico diferencial
Tendinite temporal. Polimialgia reumática. Arterite temporal.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo trapézio (parte ascendente). Músculo estemocleidomastóideo. Músculo masseter. 
Recom endações ao paciente
Evitar mascar chiclete ou mastigar alimento duro. Atentar-se para o correto posicionamento da língua. 
Evitar o uso de ar-condicionado no carro ou no trabalho. Manter uma postura adequada da cabeça. 
Fazer alongamento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento ✓ ✓ Agulhamento seco1 7 /
/ /Injeções 1 * 1 * 1 Liberação de ponto-gatilho
/
/ /
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
PT
ER
IG
Ó
ID
EO
 
LA
T
ER
A
L
Músculos da Cabeça e do Pescoço
PTERIGÓIDEO LATERAL
Do latim pterygohletis latcralis (com o termo de origem grega pterygodes, que significa "como uma asa"). 
Origem
Cabeça superior: face lateral da asa maior do osso esfenóide.
Cabeça inferior: face lateral da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide.
Inserção
Cabeça superior: cápsula e disco articular da articulação temporomandibular.
Cabeça inferior: cóndilo da mandíbula.
Ação
Protrusão da mandíbula. Abertura da boca. Movimento de lateralidade da mandíbula, como ao mastigar. 
Inervação
Nervo trigêm eo/par V (ramo mandibular).
M ovimento funcional básico
Mastigação.
Indicações
Síndrome da articulação temporomandibular. Dor crânio-mandibular. Problemas de mastigação. 
Zumbido. Sinusite. Diminuição na amplitude de abertura da boca.
Padrões de dor referida
Duas áreas: 1) área de 1 cm na região da articulação temporomandibular; 2) área de 3 a 4 cm na região 
do arco zigomático.
D iagnóstico diferencial
Artrite da articulação temporomandibular. Variações anatômicas da articulação temporomandibular. 
Neuralgia do trigêmeo. Herpes-zóster.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Articulação temporomandibular. Articulação atlantoccipital. Músculos cervicais. Músculo masseter. 
Músculo pterigóideo mediai. Músculo temporal (anterior).
Recom endações ao paciente
Mastigar com os dois lados da boca. Evitar mascar chicletes e roer as unhas. Utilizar placa de mordida 
macia. Observar a postura ao telefone.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / : J Agulhamento seco
Injeções | S \ ^ \ Liberação de ponto-gatilho / /
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
72 PTERIGÓIDEO MEDIAL
Padrão de dor referida (vistas lateral e posterior)
PTERIGÓIDEO MED IAL 73
Do latim pterygoideus mediai is (com o termo de origem grega pterygodes, que significa "como uma asa").
Este músculo se assemelha ao músculo masseter quanto à posição e à ação; o ramo da mandíbula fica 
posicionado entre eles.
Origem
Superfície mediai da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide. Processo piramidal do 
palatino. Tuberosidade da maxila.
Inserção
Superfície mediai do ângulo e do ramo da mandíbula.
Ação
Elevação e protrusão da mandíbula. Auxilia no movimento de lateralidade da mandíbula, como ao mastigar. 
Inervação
Nervo trigêm eo/par V (ramo mandibular).
M ovimento funcional básico
Mastigação.
Indicações
Dor na orofaringe. Odinofagia. Sfndrome da articulação temporomandibular. Trismo. Dificuldade de 
abertura da boca. Dor de ouvido, nariz e garganta. Pacientes em tratamento dentário prolongado.
Padrões de dor referida
Dor na faringe, orofaringe e na boca. Dor localizada na articulação temporomandibular, irradiando infe­
riormente para o ramo da mandíbula em direção à clavícula.
D iagnóstico diferencial
Síndrome da articulação temporomandibular. Doenças do ouvido, nariz e garganta. Síndrome de Barrett 
(doença do esôfago). Bruxismo.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo masseter. Músculo temporal. Músculo pterigóideo lateral. Língua. Músculo estemodeidomas- 
tóideo. Músculo digástrico. Músculo longo da cabeça. Músculo longo do pescoço. Músculo platisma. 
Fáscia clavipeitoral.
Recom endações ao paciente
Postura da cabeça. Mastigar com os dois lados da boca. Utilizar placa de mordida macia. Evitar mascar 
chicletes e roer as unhas.
Técnicas
Crioterapia e alongamento
Injeções
(interna e externa)
/ /
Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho / /
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
74 DIGÁSTRICO
a)
a)
Ponto-gatilho posterior e padrão de dor referida
b)
Ponto-gatilho anterior e padrão de dor referida
DIGÁSTRICO 75
Do latim digastria/s, que significa "que apresenta dois ventres".
Origem
Ventre anterior: fossa digástrica no lado interno da borda inferior da mandíbula, próximo ã sínfise. 
Ventre posterior: incisura mastóidea do osso temporal.
Inserção
Osso hióide por meio do tendão intermediário.
Ação
Eleva o osso hióide. Abaixa e retrai a mandíbula no movimento de abertura da boca.
Inervação
Ventre anterior: nervo milo-hióideo, ramo mandibular do nervo trigêm eo/par V.
Ventre posterior: nervo facial/par VII.
Indicações
Dor na orofaringe. Dor nos incisivos inferiores. Cefaléia. Dor mandibular. Acidose tubular renal. Pacien­
tes em tratamento dentário prolongado. Visão embaçada e vertigem. Abertura da boca com pouca am­
plitude.
Padrões de dor referida
Ventre anterior (a): incisivos inferiores, língua e lábios, ocasionalmente o mento.
Ventre posterior (b): área de dor intensa correspondente a 2 cm ao redor do processo mastóide e área não 
delimitada ao redor do mento e orofaringe e, ocasionalmente, do couro cabeludo.
Diagnóstico diferencial
Problemas dentários - má-oclusão. Problemas no osso hióide. Problemas nas glândulas tireóide e timo. 
Sinusite. Problemas na artéria carótida comum.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo esternocleidomastóideo. Músculo esternotireóideo. Músculo milo-hióideo. Músculo estilo- 
hióideo. Músculo longo do pescoço. Músculo longo da cabeça. Músculo genio-hióideo. Vértebras cervi- 
cais. Músculo temporal. Músculo masseter.
Recom endações ao paciente
Respirar de forma correta. Atentar-se para a ocorrência de bruxismo. Observar a postura adequada da 
cabeça.
TécnicasCrioterapia e alongamento 
Injeções
/ Agulhamento seco
/ / Liberação de ponto-gatilho / /
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
76 ESCALENOS ANTERIOR, M ÉD IO E POSTERIOR
Músculo 
escaleno médio
Músculo 
escaleno anterior
Músculo 
escaleno posterior
Exercício de 
fortalecim ento
Flexão lateral do tronco 
no solo
A uto-alongam ento
Afastar a orelha esquerda 
do ombro, sem realizar 
rotação da cabeça, levando 
a orelha direita em direção 
ao ombro direito.
Pontos-gatilho e padrões de dor referida (músculos escalenos médio, anterior e posterior)
Ponto-gatilho e padrão de dor referida (músculo escaleno médio)
ESCALENOS ANTERIOR, M ÉD IO E POSTERIOR 77
Do latim sea/enus anterior, medius e posterior (com o termo dc origem grega ska/enos, que significa "irre­
gular").
Origem
Processo transverso das vértebras cervicais.
Inserção
Músculos escalenos anterior e médio: primeira costela.
Músculo escaleno posterior: segunda costela.
Ação
Juntos: flexão do pescoço. Elevam a primeira costela durante uma inspiração forçada.
Individualmente: flexão lateral e rotação do pescoço.
Inervação
Ramos ventrais dos nervos cervicais, C3-C8.
M ovimento funcional básico
Atuam sobretudo na inspiração.
Indicações
Dor nas costas, no ombro e no braço. Síndrome do desfiladeiro torácico. Síndrome do escaleno. Edema 
na mão. Dor fantasma dos membros. Asma e doenças crônicas do pulmão. Lesões pelo mecanismo de 
chicote. Tensão no pescoço. Irritabilidade.
Padrões de dor referida
Músculo escaleno anterior: dor persistente na região peitoral.
Músculo escaleno posterior: margem súpero-medial da escápula.
Músculo escaleno médio: regiões anterior c posterior do braço e dorso da mão, desde o polegar até o 
indicador.
D iagnóstico diferencial
Problemas envolvendo o plexo braquial, vasos subclávios, discos intervertebrais cervicais (C5-C6), mús­
culo trapézio superior, músculo esternocleidomastóideo ou músculo esplênio da cabeça. Síndrome do 
desfiladeiro torácico. Angina. Síndrome do túnel do carpo.
Recom endações ao paciente
Usar travesseiros adequados. Praticar natação. Evitar o uso de mochilas pesadas. Verificar se o tamanho 
das mamas não sobrecarrega os músculos do pescoço e da parte superior das costas. Atentar-se para o 
uso de cachecóis. Aplicar compressas quentes e úmidas. Observar esforço físico e levantamento de peso.
Técnicas
Crioterapia e alongamento Agulhamento seco I I
Injeções Liberação de ponto-gatilho
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
78 ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO
Exercício de 
fortalecim ento
Abdominais (sit-ups) 
A uto-alongam ento
Movimentar a cabeça 
para a direita e para a 
esquerda.
Padrão de dor referida (cabeça clavicular)
ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO 79
Do latim sternocleidonuistoideus (com os termos de origem grega sternon: "peito, caixa torácica"; k/eidos: 
"chave, clavícula"; mastoid: "mama, seio", em referência ao processo mastóideo).
Este longo músculo apresenta duas cabeças. Ú algum as vezes lesionado durante o parto e é o principal 
músculo afetado em torcicolos.
Origem
Cabeça esternal: superfície anterior do manúbrio do esterno.
Cabeça davicular: superfície anterior do terço mediai da clavícula.
Inserção
Processo mastóide do osso temporal em sua margem lateral. Terço lateral da linha nucal superior do 
osso occipital.
Açáo
Contração dos dois lados ao mesmo tempo: flexiona o pescoço e movimenta a cabeça na direção anterior, 
como ao levantar a cabeça do travesseiro. Eleva o esterno e, conseqüentemente, as costelas, na inspiração 
profunda.
Contração de um lado somente: desloca a cabeça para o mesmo lado. Rotação da cabeça para o lado 
oposto (e também para cima).
Inervação
Nervo acessório/par XI; suprimento sensitivo para propriocepção proveniente dos nervos cervicais 
C2 e C3.
M ovimento funcional básico
Exemplos: virar a cabeça para olhar sobre os ombros; levantar a cabeça do travesseiro.
Indicações
Cefaléia por tensão. Lesões pelo mecanismo de chicote. Pescoço rígido. Neuralgia facial atípica. Cefaléia 
crônica. Desequilíbrio postural. Ptose.
Padrões de dor referida
Cabeça esternal: dor na região occipital irradiando anteriormente para as sobrancelhas, bochechas e gar­
ganta (olhos e seios paranasais).
Cabeça clavicular: cefaléia frontal, dor de ouvido, dor no processo mastóide.
D iagnóstico diferencial
Neuralgia do trigêmeo. Neuralgia facial. Problemas vestíbulo-codeares. Linfadenopatia. Problemas 
envolvendo os músculos levantador da escapula, trapézio superior ou esplênio da cabeça.
Recom endações ao paciente
Atentar-se para uma respiração eficiente, número de travesseiros, postura de trabalho, postura da cabe­
ça e postura ao assistir televisão.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / j / Agulhamento seco* [ / j
Injeções \ ^ \ 1 Liberação de ponto-gatilho ^ ^
* considerações vasculares
M
úsculos 
da 
Cabeça 
e 
do 
P
escoço
Músculos do 
Tronco e da 
Coluna Vertebral
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
82 ERETOR DA ESPINHA
Exercícios de 
fortalecim ento
Puxada - nuca com 
polia alta
Músculo iliocostal do tórax
Músculo iliocostal do tórax Músculo longuíssimo do tórax
Movimente a toalha para 
trás. conforme executa 
cada série do 
alongamento.
Músculo iliocostal do lombo
Agachamentos
Auto-alongam ento
Padrões de dor referida Puxe os joelhos em
direção ao tórax, 
aproxi mando-os 
dos ombros.
Extensão do tronco 
no banco
ERETOR DA ESPINHA
Do latim erectorspitwe{erector: "que ergue, levanta"; $pinae: "da espinha dorsal").
O eretor da espinha consiste em três grupos de músculos organizados cm colunas paralelas. Da lateral 
para a mediai tem-se: músculo iliocostal, longuíssimo e espinal.
Origem
Bandas musculares que se iniciam no sacro. Crista ilíaca. Processos transverso e espinhoso das vértebras. 
Costelas.
Inserção
Costelas. Processos transverso e espinhoso das vértebras. O sso occipital.
Ação
Extensão e flexão lateral da coluna vertebral. Auxilia na manutenção das curvaturas corretas da coluna 
nas posições ereta e sentada. Mantém a coluna vertebral estabilizada sobre a pelve ao caminhar.
Inervação
Ramos dorsais dos nervos espinais cervicais, torácicos e lombares.
M ovimento funcional básico
Mantém o dorso em posição (com as curvaturas adequadas) e, portanto, a postura.
Indicações
Dor na região lombar, principalmente após levantar peso. Amplitude de movimento da coluna vertebral 
reduzida. Dor lombar tanto sentado como em pé e ao subir escadas. Desconforto na região dorsal que 
piora ao final de um dia de trabalho.
Padrões de dor referida
Coluna torácica - iliocostal do tórax: no sentido mediai da coluna vertebral e no sentido anterior do 
abdome.
Coluna lombar - iliocostal do lombo: região glútea mediana.
Coluna torácica - longuíssimo do tórax: nádega e região sacroilíaca.
D iagnóstico diferencial
Angina. Dor visceral. Radiculopatia. Dor sacroilíaca, ligamentar e discogênica. Problemas envolvendo o 
músculo piriforme.
Patológico: aneurisma da artéria aorta. Patologia visceral. Lesões que ocupam espaço (p.ex., neoplasmas, 
grânulo mas, hemorragia interna, entre outras). Doença inflamatória pélvica.
Recom endações ao paciente
Evitar levantar peso abruptamente. Não levantar peso quando estiver cansado. Atentar para a postura 
correta. Tomar banhos quentes.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções 'S ] _ / j Liberação de ponto-gatilho
1 / /
/
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
84 MÚSCULOS CERVICAIS POSTERIORES
Músculo longuissimo da cabeça
Exercício de 
fortalecim ento
1
L | / p . ,
r
> r
Extensão do tronco 
no banco
Auto-alongam ento
)
Músculo semiespinal da cabeça e músculo 
semiespinal do pescoço
Ajoelhar-se e colocar as 
mãos no chão, de modo 
que as costas fiquem 
arqueadas.
Puxe os joelhos em 
direção ao tórax, 
aproxi mando-os 
dos ombros.
Padrão de dor referida (músculo semiespinal 
da cabeça, parte superior)
Padrãode dor referida (músculo semi­
espinal da cabeça, parte média)
Padrão de dor referida (músculo multifido, 
parte mediai cervical). Embora não 
mencionado aqui (ver p. 86), esse 
músculo percorre a coluna vertebral como 
parte do eretor da espinha, sendo relevan­
te por fazer parte dos músculos cervicais 
posteriores.
MÚSCULOS CERVICAIS POSTERIORES
Do latim longissinms capitis, sem ispinalis capitis (capitis: "da cabeça") e setnispinaliscervicis (cervix: "pescoço").
Grupo de músculos localizados na região posterior do pescoço e que compreende os músculos longuíssimo 
da cabeça, semiespinal da cabeça e semiespinal do pescoço.
Origem
Longuíssimo da cabeça: processos transversos das cinco vértebras torácicas superiores (T1-T5). Proces­
sos articulares das três vértebras cervicais inferiores (C5-C7).
Semiespinal do pescoço: processos transversos das cinco ou seis vértebras torácicas superiores (T1-T6). 
Semiespinal da cabeça: processos transversos das quatro vértebras cervicais inferiores e das seis ou sete 
vértebras torácicas superiores (C4-T7).
Inserção
Longuíssimo da cabeça: parte posterior do processo mastóide do osso temporal.
Semiespinal do pescoço: processo espinhoso da segunda à quinta vértebra cervical (C2-C5). 
Semiespinal da cabeça: entre as linhas nucais superior e inferior do osso occipital.
Ação
Longuíssimo da cabeça: estende a cabeça e realiza sua rotação. Auxilia a manter a curvatura correta das 
partes torácica e cervical da coluna vertebral nas posições ereta e sentada.
Semiespinal do pescoço: estende as partes torácica e cervical da coluna vertebral. Auxilia na rotação das 
vértebras cervicais e torácicas.
Semiespinal da cabeça: músculo extensor mais potente da cabeça. Auxilia na rotação da cabeça. 
Inervação
Longuíssimo da cabeça: ramos dorsais dos nervos cervicais médios e inferiores.
Semiespinal do pescoço: ramos dorsais dos nervos torácicos e ccrvicais.
Semiespinal da cabeça: ramos dorsais dos nervos cervicais.
Movimento funcional básico
Longuíssimo da cabeça: mantém adequadas a postura e as curvaturas da parte superior das costas. 
Semiespinal do pescoço e semiespinal da cabeça: como exemplos têm-se olhar para cima ou realizar a 
rotação da cabeça a fim de olhar para trás.
Indicações
Cefaléia. Dor e rigidez no pescoço. Diminuição da flexão cervical. Dor suboccipital. Rotação restrita do 
pescoço, muitas vezes relacionada à manutenção prolongada de uma mesma posição de trabalho. Lesão 
pelo mecanismo de chicote. Dor ao usar certos travesseiros. "Queimação" no couro cabeludo.
Padrões de dor referida
Dor difusa ao longo das fibras, irradiando-se superiormente em direção à cabeça (crânio e região frontal). 
Diagnóstico diferencial
Disfunção mecânica cervical. Espondiloartropatia das facetas. Síndrome arterial vertebral. Discopatia cer­
vical (disfunçãoda primeira costela). Polimialgia reumática. Artrite reumatóide. Osteoartrite. Espondilite 
anquilosante (espondiloartropatia soronegativa). Doença de Paget. Artropatia psoriásica.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos trapézio, eretor da espinha, temporal, digástrico, infra-espinal, levantador da escápula, ester- 
nocleidomastóideo, esplênio da cabeça, esplênio do pescoço, músculos suboccipitais e occipital.
Recomendações ao paciente
Ergonomia ocupacional. Cuidados com a postura. Examinar adequação de travesseiros e colchão. Uso 
de travesseiros ergonômicos. Alongamento com aplicação de calor.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ / Agulhamento seco
/ Liberação de ponto-gatilho /
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
86 MULTÍFIDOS/ROTADORES
Exemplos de padrões de dor referida. 
Observar as áreas medianas características.
MULTÍFIDOS/ROTADORES
Do latim n iu ltifid i("fendidos em muitas partes") e rotatores ("que fazem girar").
Os músculos multífidos fazem parte do grupo dos músculos transverso-espinais que se situam entre os 
processos transversos e o espinhoso das vértebras, sendo profundos aos músculos semiespinais e ao 
músculo eretor da espinha. Os músculos rotadorcs formam a camada mais profunda do grupo dos mús­
culos transverso-espinais.
Origem
Músculos multífidos: superfície posterior do sacro, entre os forames sacrais e a espinha ilíaca póstero- 
superior. Margens posteriores dos processos articulares superiores das vértebras lombares. Processos 
transversos das vértebras torácicas. Processos articulares das quatro vértebras cervicais inferiores. 
Músculos rotadores: processo transverso de cada vértebra.
Inserção
Músculos multífidos: uma parte se insere nos processos espinhosos de duas a quatro vértebras superio­
res ao ponto de origem; o restante se insere nos processos espinhosos da vértebra L5 até o áxis (L5-C2). 
Músculos rotadores: base do processo espinhoso da vértebra superior adjacente.
Ação
Músculos multífidos: protegem as articulações vertebrais de movimentos produzidos por músculos 
agonistas superficiais mais potentes. Realizam extensão, flexão lateral e rotação da coluna vertebral. 
Músculos rotadores: realizam rotação da coluna vertebral e auxiliam na sua extensão.
Inervação
Ramos dorsais dos nervos espinais.
M ovimento funcional básico
Ajudam a manter uma postura adequada e a estabilidade da coluna durante as ações de sentar-se, levantar- 
se e demais movimentos.
Indicações
Dor lombar persistente e intensa. Problemas de alinhamento da coluna vertebral. Segmento facilitado - 
eritema paraespinal localizado. Coccidinia.
Padrões de dor referida
Músculos multífidos: Dor localizada na região anterior do abdome. Coccidinia derivada de S l. 
Músculos rotadores: Dor localizada e mediai.
D iagnóstico diferencial
Angina. Dor visceral. Radiculopatia. Dor ligamentar, sacroilíaca e discogênica. Problemas envolvendo o 
músculo piriforme.
Patológico: aneurisma da artéria aorta. Patologia visceral. Lesões que ocupam espaço. Doença inflamató- 
ria pélvica.
Recom endações ao paciente
Atentar-se para a postura. Verificar presença de cifose decorrente de postura inadequada no trabalho. 
Utilizar um tipo de travesseiro adequado. Verificar se as atividades desenvolvidas no trabalho não são 
prejudiciais.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções | S \ S | Liberação de ponto-gatilho
/ /
/ /
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
88 ESPLÊNIO DA CABEÇA/ESPLÊNIO DO PESCOÇO
Auto-alongam ento
Músculo esplènio da cabeça Músculo esplènio do pescoço
a) Músculo esplènio da cabeça
b) Músculo esplènio do pescoço c) Músculo esplènio do pescoço
(regiáo superior) (regiáo inferior)
Padrões de dor referida
ESPLENIO DA CABEÇA/ESPLENIO DO PESCOÇO
Do latim spleniuscapitise espleniuscervicis(com o termo dc origem grega splenion, que significa "banda", 
e os termos de origem latina capitis, que significa "da cabeça", e cervix, que significa"pescoço").
Origem
Músculo esplênio da cabeça: parte inferior do ligamento nucal. Processos espinhosos da sétima vértebra 
cervical (C7 e as três ou quatro vértebras torácicas superiores (T1-T4]).
Músculo esplênio do pescoço: processos espinhosos da terceira à sexta vertebral cervical (T3-T6). 
Inserção
Músculo esplênio da cabeça: parte posterior do processo mastóide do osso temporal. Região lateral da 
linha nucal superior, profundamente à fixação do esternocleidomastóideo.
Músculo esplênio do pescoço: tubérculo posterior dos processos transversos da segunda ou da terceira 
vértebra cervical superior (C1-C3).
Ação
Juntos: estendem a cabeça e o pescoço.
Individualmente: flexionam lateralmente o pescoço. Realizam rotação da face para o mesmo lado, con­
forme o músculo se contrai.
Inervação
Ramos dorsais dos nervos cervicais inferiores e médios.
M ovimento funcional básico
Exemplo: olhar para cima ou realizar rotação da cabeça para olhar para trás.
Indicações
Cefaléia. Dor cervical. Dor nos olhos. Visão turva (raro). Lesões pelo mecanismo de chicote. Dor decor­
rente de exposição ao frio. Dor cervical postural relacionada ã atividade profissional. Dor "interna" no 
crânio.Rigidez cervical. Diminuição da rotação ipsilateral.
Padrões de dor referida
Músculo esplênio da cabeça: a) dor em área correspondente a 3 a 5 cm de extensão no vértice.
Músculo esplênio do pescoço: b) região superior: dor occipital difusa irradiando-se pela região tempo­
ral em direção ao olho ipsilateral; c) região inferior: dor ipsilateral na nuca.
D iagnóstico diferencial
Outros tipos de cefaléia. Disfunção da primeira costela. Torcicolo. Problemas oculares (astenopia). Pro­
blemas neurológicos. Estresse.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo trapézio. Músculo esternocleidomastóideo. Músculo temporal. Músculo masseter. Músculos 
multífidos. Músculo semiespinal da cabeça. Músculos suboccipitais. Músculo occipitofrontal. Músculo 
levantador da escapula.
Recom endações ao paciente
Evitar permanência em posturas inadequadas, por exemplo ao atender ao telefone. Verificar postura de 
trabalho. Realizar um programa de auto-alongamento. Utilizar óculos ou lentes adequados (verificar o 
tipo de lente; considerar o uso de lentes trifocais).
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ / Agulhamento seco / |
/ Liberação dc ponto-gatilho /
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
OBLÍQUO e x t e r n o d o a b d o m e
Exercícios de 
fortalecim ento
Diversos pontos-gatilho 
(vista lateral)
Floxào lateral do 
tronco no solo
Abdominal com 
aparelho específico 
(para as fibras superiores)
Elevação dos membros 
inferiores suspenso 
na barra fixa
A uto-alongam ento
realizar rotação do tronco 
utilizando o própno 
tronco em vez dos ombros 
ou dos braços
Exemplo de padrão de dor referida
Realizar este exercício 
lentamente, evitando 
assim a tendência 
a usar alavanca
OBLÍQUO EXTERNO DO ABD O M E
Do latim obliquiis cxter nus abdominis.
As fibras posteriores do músculo oblíquo externo do abdome normalmente são sobrepostas pelo mús­
culo latíssimo do dorso e, nesse caso, esse espaço entre ambos é denominado trígono lontbar superior, 
situado logo acima da crista ilíaca. Esse trígono é uma área de fragilidade na parede abdominal.
Origem
Oito costelas inferiores.
Inserção
Metade anterior da crista ilíaca, assim como a aponeurose abdominal, que termina na linha alba (uma 
faixa tendínea que se estende para baixo desde o esterno).
Ação
Comprime o abdome, contribuindo com a sustentação das vísceras abdominais contra a força da gravida­
de. A contração de um lado promove inclinação lateral para o mesmo lado e rotação para o lado oposto.
Inervação
Ramos ventrais dos nervos torácicos, T5-T12.
M ovimento funcional básico
Exemplo: cavar com uma pá.
Indicações
Dor e sensibilidade abdominal. Dor na virilha. Dor testicular. Dor na bexiga urinária. Náusea. Cólica. 
Dismenorréia. Diarréia. Condições viscerossomáticas. Síndrome do intestino irritável.
Padrões de dor referida
Viscerossomá t ica.
Margem costal: dor do abdome ao tórax, 
ínfero-lateral: dor testicular e dor localizada.
Margem púbica: Dor na bexiga urinária. Retenção freqüente de urina. Dor na virilha.
D iagnóstico diferencial
Patologia visceral incluindo: renal, hepática, pancreática, diverticulite, colite, apendicite, hérnia de hiato, 
doença peritoneal - doença inflamatória pélvica, ovariana e da bexiga urinária.
Recom endações ao paciente
Atentar-se para as causas de doenças ocupacionais, a prática de esportes, uma dieta balanceada e uma 
respiração correta. Praticar exercícios para o assoalho pélvico e exercícios de estabilização da muscula­
tura de sustentação postural.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções » ___ Liberação de ponto-gatilho
1 7 1 1
1/ '1
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
92 TRANSVERSO DO ABD O M E
Exercício de 
fortalecim ento
Flexão lateral do 
tronco no solo
A uto-alongam ento
Evite este exercício ou 
faça-o com muito cuidado 
caso tenha problemas nas 
costas. Convém procurar 
a indicação de um 
profissional de saúde.
Padròes de dor referida
TRANSVERSO DO ABD O M E
Do latim transversas abdotninis.
Origem
Dois terços anteriores da crista ilíaca. Terço lateral do ligamento inguinal. Fáscia toracolombar. Cartila­
gem costal das seis costelas inferiores. Fáscia que recobre o músculo iliopsoas.
Inserção
Processo xifóide e linha alba por meio de uma aponeurose abdominal; fibras inferiores cuja última fixa­
ção ã crista púbica e à linha pectínea do púbis se dá por meio da foice inguinal (ou tendão conjunto).
Ação
Comprime o abdome, ajudando a sustentar as vísceras abdominais contra a força da gravidade. 
Inervação
Ramos ventrais dos nervos torácicos, T7-T12, nervo ilioinguinal e nervo ílio-hipogástrico.
M ovimento funcional básico
Importante durante a expiração forçada, espirros e tosse. Auxilia na manutenção de uma postura ade­
quada.
Indicações
Dor na virilha. Dor testicular. Azia. Náusea. Vômito. Flatulência. Diarréia. Dor discogênica originada na 
região lombar da coluna vertebral.
Padrões de dor referida
Margem costal: Dor que, localizada em um quadrante, freqüentemente se irradia para a região anterior 
do abdome.
Suprapúbica: Dor localizada que muitas vezes se irradia mediai e inferiormente aos testículos. 
D iagnóstico diferencial
Patologia visceral incluindo: renal, hepática, pancreática, diverticulite, colite, apendicite, hérnia de hiato, 
doença peritoneal - doença inflamatória pélvica, ovariana e da bexiga urinária. Patologia testicular 
(p.ex., varicocele) e uretrite inespecífica.
Recom endações ao paciente
Praticar o auto-alongamento e exercícios de fortalecimento para estabilizar a região lombar da coluna 
vertebral e auxiliar nas atividades vasculares. Atentar-se para a postura e o tônus.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / J Agulhamento seco
Injeções | ^ | ] Liberação de ponto-gatilho
/
/
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
94 RETO DO ABDO M E
Ponto de McBurney
Pontos de dismenorréia
Abdominal com 
aparelho especifico 
(para as fibras superiores)
Elevação dos membros 
inferiores suspenso 
na barra fixa
Evite este exercício ou 
faça-o com muito cuidado 
caso tenha problemas nas 
costas. Convêm procurar a 
indicação de um 
profissional de saúde.
Abdominais reversos 
(para as fibras inferiores)
Auto-alongam ento
Padrão de dor referida na região toracolombar
Músculo piramidal
Exercícios de 
fortalecim ento
RETO DO ABD O M E
Do latim rectus abdominis.
O músculo reto do abdome é dividido por intersecções tendíneas em três ou quatro ventres, cada qual 
envolvido por fibras aponeuróticas provenientes dos músculos abdominais laterais. Essas fibras conver­
gem para a linha mediana e formam a linha alba. Situado anteriormente à região inferior do músculo 
reto do abdome, pode-se às vezes observar um músculo denominado piramidal, que se eleva da crista 
púbica e se insere na linha alba, tensionando-a, por causas desconhecidas.
Origem
Crista púbica e sínfise púbica (parte frontal do osso púbico).
Inserção
Superfície anterior do processo xifóide. Quinta, sexta e sétima cartilagens costais.
Ação
Flexiona a parte lombar da coluna vertebral. Abaixa o tórax em direção à pelve. Estabiliza a pelve duran­
te a caminhada.
Inervaçào
Ramos ventrais dos nervos torácicos, T5-T12.
M ovimento funcional básico
Exemplo: iniciar o movimento de levantar-se de uma cadeira muito baixa.
Indicações
Azia. Cólica. Dismenorréia. Náusea. Vômito. Sensação de estufamento. Dor que se estende horizontal­
mente nas costas.
Padrões de dor referida
Fibras superiores: dor que se estende horizontalmente na região toracolombar, azia e indigestão.
Fibras inferiores: dor entre o púbis e o umbigo, causando a dismenorréia.
Fibras laterais: pseudo-apendicite; ponto de McBurney.
Diagnóstico diferencial
Patologia visceral incluindo: renal, hepática, pancreática, diverticulite, colite, apendicite, hérnia de hiato, 
doença peritoneal - doença inflamatória pélvica, ovariana e da bexiga urinária. Apendicite. Doenças 
ginecológicas. Hérniaumbilical. Hérnia incisional. Problemas envolvendo o músculo latíssimo do dorso.
Recom endações ao paciente
Atentar-se para o peso corporal.
Técnicas
Crioterapia e alongamento
Injeções
/ / Agulhamento seco j / /
« ^ 1 ^ 1 Liberação de ponto-gatilho [ S \ S
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
96 QUADRADO DO LOMBO
Exercício de 
fortalecim ento
Flexão lateral do 
tronco com peso
Auto-alongam ento
Coloque uma toalha sob o 
pé esquerdo. Realize 
flexão lateral para a 
esquerda, pressionando 
progressivamente a 
toalha.
Exemplo de padrão de dor referida
QUADRADO DO LOMBO 97
Do latim quadralus lumborttm.
Origem
Região posterior da crista ilfaca. Ligamento iliolombar.
Inserção
Parte mediai da margem inferior da costela XII. Processos transversos das quatro vértebras lombares 
superiores (L1-L4).
Ação
Flexiona lateralmente a coluna vertebral. Fixa a costela XII durante a respiração profunda (p. ex., ajuda 
a estabilizar o diafragma quando os cantores exercitam o controle da voz). Auxilia na extensão da região 
lombar da coluna vertebral, proporcionando-lhe estabilidade lateral.
Inervação
Ramos ventrais do nervo subcostal c três ou quatro nervos lombares superiores, TI 2,1.1, 2,3. 
M ovimento funcional básico
Exemplo: inclinação lateral ao tentar pegar um objeto do chão estando na posição sentada.
Indicações
Acidose tubular renal. Escoliose. Dor lombar do tipo mecânica. Pacientes que fazem uso de bengala/ 
aparelho de gesso para fratura. Dor na região glútea e nos quadris. Dor no trocanter maior (ao dormir). 
Dor ao se mover na cama. Dor ao se levantar. Dor persistente e intensa na região lombar, mesmo em repou­
so. Dor ao tossir ou espirrar (manobra de Valsalva). Dor durante a relação sexual.
Padrões de dor referida
Diversas áreas de dor: região inferior do abdome, articulação sacroilíaca, parte inferior dos glúteos, parte 
superior do quadril e trocanter maior.
D iagnóstico diferencial
Sacroiliíte. Bursite da articulação do quadril. Radiculopatia lombar. Dor discai (lombar). Dor nos liga­
mentos iliolombar e iliossacral. Espondilose. Espondiloartropatia. Estenose espinal. Espondilolistese. 
Disfunção das costelas (inferior).
Regiões e condições que tam bém devem ser consideradas
Músculo glúteo médio. Músculo glúteo mínimo. Músculo glúteo máximo. Músculo tensor da fáscia lata. 
Músculo piramidal. Músculo iliopsoas. Assoalho pélvico. Dor ciática. Hérnia. Problemas envolvendo os 
testículos e/ou escroto.
Recom endações ao paciente
Corrigir discrepâncias no comprimento das pernas. Trocar de colchão. Procurar orientações ocupacio- 
nais, quanto a fatores mecânicos. Analisar se hobbies, como jardinagem, não são prejudiciais. Fortalecer 
os músculos de estabilização postural (abdominais). Evitar sustentar o peso do corpo sobre uma só 
perna. Tomar cuidado ao realizar movimentos de rotação do tórax. Observar fatores emocionais.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ / Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho / /
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
M
úsculos 
do 
Tronco 
e 
da 
Coluna 
V
ertebral
98 ILIOPSOAS (PSOAS MAIOR/ILÍACO)
Músculo psoas maior
Músculo psoas maior 
Músculo iliaco
Tendão conjunto
Distribuição da dor referida 
na parte posterior do corpo
Pontos-gatilho e exemplo de padrão de dor referida
Flexão do quadril com 
aparelho especifico
Auto-alongam ento
esquerdo à frente, 
track>nando-o para 
alongar o músculo 
iliopsoas do mesmo lado. 
Manter uma postura 
ereta, desde a 
coluna lombar.
Músculo iliaco
Exercícios de 
fortalecim ento
Elevação dos membros 
inferiores suspenso 
na barra fixa
ILIOPSOAS (PSOAS MAIOR/ILÍACO)
Do latim iliacus, que significa “ relativo ao flanco"; do gregopsoas, que significa "músculo do lombo".
O músculo psoas maior e o músculo ilíaco são considerados parte da parede posterior do abdome por 
causa de sua posição e de sua importância como suporte para as vísceras abdominais. Entretanto, com base 
em sua função de flexão da articulação do quadril, são relacionados aos músculos do quadril. Observe que 
algumas fibras superiores do músculo psoas maior inserem-se por meio de um longo tendão dentro da 
eminência iliopúbica para formar o músculo psoas menor, que apresenta função restrita e é ausente em 
40% da população. Uma contratura bilateral desse músculo pode aumentar a lordose lombar.
Origem
Psoas maior: base dos processos transversos de todas as vértebras lombares (L1-L5). Corpo da vértebra 
torácica XII e todas as vértebras lombares (T12-L5). Discos intervertebrais acima de cada vértebra lombar. 
Ilíaco: dois terços superiores da fossa ilíaca. Lábio interno da crista ilíaca. Asa do osso sacro e ligamen­
tos anteriores das articulações sacroilíaca e lombossacral.
Inserção
Psoas maior: trocanter menor do fêmur.
Ilíaco: face lateral do tendão do músculo psoas maior, terminando no trocanter menor do fêmur.
Ação
Principal flexor da articulação do quadril (rotação lateral e flexão da coxa). Com ação invertida, promo­
ve a flexão do tronco, como em um exercício abdominal.
Inervação
Psoas maior: ramos ventrais dos nervos lombares L l, 2 ,3 ,4 (o músculo psoas menor é inervado por 1.1,2). 
Ilíaco: nervo femoral L l, 2, 3, 4.
Movimento funcional básico
Exemplo: subir um degrau ou andar em superfície inclinada.
Indicações
Dor lombar. Aumento da lordose na região lombar da coluna vertebral. Dor na região anterior da coxa e 
na virilha. Dor observada na mudança da posição deitada para sentada. Escoliose. Assimetria pélvica.
Padrões de dor referida
a) Dor intensa vertical ipsilateral paraespinal ao longo da região lombar de forma difusa irradiando-se 
lateralmente de 3 a 7 cm; b) área de dor intensa correspondente a 5 a 8 cm na região superior da coxa, 
no interior da zona compreendida entre a espinha ilíaca ântero-superior e a metade superior da coxa.
Diagnóstico diferencial
Osteoartrite da articulação do quadril. Apendicite. Neuropatia femoral. Meralgia parestésica. Disco L4-5. 
Bursite. Lesão no músculo quadríceps femoral. Disfunção mecânica dorsal. Hérnia inguinal/femoral. 
Problemas gastrintestinais. Artrite reumatóide. Lesões que ocupam espaço.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos quadrado do lombo, multífidos, eretor da espinha, quadríceps femoral, rotadores do quadril, 
pectíneo, tensor da fáscia lata, adutor longo, adutor curto e diafragma. Articulação femoropatelar.
Recomendações ao paciente
Evitar ficar sentado por períodos prolongados. Evitar dormir em posição fetal. Tratar dor lombar. Evitar 
sobrecarregar a musculatura em exercícios abdominais. Fortalecer o músculo transverso do abdome. 
Realizar exercícios de alongamento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Músculos do 
Ombro e 
do Braço
TRAPÉZIO
Parto descendente
Parte transversa Parte descendente
Padrões de dor referida
descendente
transversa
ascendente
Exercícios de 
fortalecim ento
Desenvolvimento frontal 
com barra 
(parte descendente)
Flexão/extensão dos 
braços nas barras paralelas 
(partes transversa 
e ascendente)
Elevação lateral dos 
membros superiores 
com halteres
Auto-alongam ento
Virar a cabeça para a 
direita e tracionar o 
ombro esquerdo para 
baixo. Tracionar a 
cabeça e o ombro em 
sentidos opostos.
TRAPÉZIO
Do latim trapezius.
Os músculos trapézios direito e esquerdo, vistos como um só criam uma forma trapezoidal, o que dá ori­
gem ao seu nome.
Origem
Terço mediai da linha nucal superior do osso occipital. Protuberância occipital externa. Ligamento nu- 
cal. Processos espinhosos e ligamentos supra-espinais da sétima vértebra cervical (C7) e todas as vérte­
bras torácicas (TI-TI2).
Inserção
Margem posterior do terço lateral da clavícula. Margem mediai do acrômio. Margem superior da crista 
da espinha da escápula e o tubérculo na sua crista.
Açáo
Parte descendente: eleva a articulação do ombro. Auxilia na prevenção da depressão da articulação do 
ombro quando um peso é carregado sobre o ombro ou nasmãos.
Parte transversa: promove a retração (aduçáo) da escápula.
Parte ascendente: promove a depressão da escápula, especialmente contra resistência, por exemplo, ao 
levantar-se de uma cadeira utilizando as mãos.
Partes ascendente e descendente ao mesmo tempo: realizam rotação da escápula, como ao elevar o bra­
ço acima da cabeça.
Inervação
Inervação motora: nervo acessório/par XI.
Inervação sensitiva (propriocepção): ramo ventral dos nervos cervicais, C2, 3, 4.
M ovimento funcional básico
Exemplo (partes ascendente e descendente atuando juntas): pintar o teto.
Indicações
Tensão crônica e dor cervical. Cefaléia por estresse. Dor na região cervical da coluna vertebral. Lesões 
pelo mecanismo de chicote.
Padrões de dor referida
Parte descendente: dor e sensibilidade na região superior do pescoço, nos aspectos lateral e posterior. 
Região temporal e ângulo da mandíbula.
Parte transversa: dor local irradiada para a região mediai da coluna vertebral.
Parte ascendente: região cervical posterior, processo mastóide, área superior à espinha da escápula.
Diagnóstico diferencial
Doenças que acometem ligamentos e cápsulas. Disfunção das facetas articulares.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo esternocleidomastóideo (parte que se sobrepõe ao trapézio). Músculo masseter. Músculo tem­
poral. Ventre occipital do músculo epicránico. Músculo levantador da escápula. Músculo semiespinal. 
Músculo iliocostal.
Recom endações ao paciente
Atentar-se para a postura em pé e no trabalho. Controlar o estresse. Utilizar sutiãs adequados. Verificar 
tensão no músculo peitoral menor ("ombros caídos").
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / j Agulhamento seco
Injeções / | / Liberação de ponto-gatilho
1 7 / I
I / / I
103
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
LEVANTADOR DA ESCÁPULA
Exercícios de 
fortalecim ento
Elevação dos ombros 
com halteres
Puxada vertical com barra 
Auto-alongam ento
Abaixar o queixo e 
movê-lo em uma rotação 
do 45°. Manter a coluna 
vertebral alongada.
Padrão de dor referida
LEVANTADOR DA ESCAPULA
Do latim levator scapulae (levare: "elevar"; scaptila: "ombro").
O músculo levantador da escápula situa-se de modo profundo em relação aos músculos trapézio e es­
ternocleidomastóideo. Seu nome deriva de sua ação de levantar a escápula.
Origem
Tubérculos posteriores dos processos transversos das primeiras três ou quatro vértebras cervicais (C1-C4). 
Inserção
Margem mediai da escápula entre o ângulo superior e a espinha da escápula.
Ação
Eleva a escápula. Auxilia na retração da escápula. Auxilia na inclinação lateral do pescoço.
Inervação
Nervo dorsal da escápula, C4, 5 e nervos cervicais, C3, 4.
M ovimento funcional básico
Exemplo: carregar uma sacola pesada.
Indicações
Pescoço rígido e dolorido com limitação da rotação da região cervical da coluna vertebral. Uso prolon­
gado de bengala.
Padrões de dor referida
Dor na região entre a margem superior da escápula e a nuca, irradiando-se para o ombro, em um padrão 
triangular. Leve sobreposição sobre a margem mediai da escápula e articulação glenoumeral posterior.
D iagnóstico diferencial
Disfunçâo da articulação escapulotorácica; escápula alada. Apofisite de ligamentos e cápsulas articula- 
res. Síndrome do impacto do ombro.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo trapézio. Músculo rombóide maior. Músculo rombóide menor. Músculo esplênio do pescoço. 
Músculo eretor da espinha.
Recom endações ao paciente
Evitar atender ao telefone segurando-o com o ombro. Estresse, doenças ocupacionais e ar-condicionado 
podem ser agravantes. Praticar alongamento passivo. Fazer aplicação de calor. Utilizar cachecol. Mudar 
a posição da bengala ao caminhar.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / j Agulhamento seco
Injeções [ S \ ^ | Liberação de ponto-gatilho
/ / I
I 7 /
105
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
106 ROMBOIDE M A IOR E ROMBO IDE M ENOR
Exercícios de 
fortalecim ento
Músculo rombóide maior
Puxada na posição 
sentada
Puxada vertical com barra
Puxada - nuca 
com polia alta
Auto-alongam ento
ROMBÓIDE M A IOR E ROMBÓ IDE M ENOR 107
Do latim rhomboideus major e rhomboidcus minor (com o prefixo de origem grega rhomb, que significa "po­
lígono quadrilátero com ângulos oblíquos e com lados opostos iguais").
Assim denominado por causa de sua forma.
Origem
Processos espinhosos da sétima vértebra cervical e as cinco vértebras torácicas superiores (C7-T1). 
Inserção
Margem mediai da escápula.
Ação
Realizar a retração da escápula. Estabilizar a escápula. Auxiliam na adução e elevação do braço acima 
da cabeça.
Inervaçáo
Nervo dorsal da escápula, C4, 5.
M ovimento funcional básico
Exemplo: puxar algo em direção ao corpo, como quando se abre uma gaveta.
Indicações
Dor crônica ou localizada na região mediai entre C7-T5 ou peri-escapular.
Padrões de dor referida
Margem mediai da escápula envolvendo a margem superior da espinha da escápula em direção ao 
acrômio.
Diagnóstico diferencial
Síndrome escapulocostal. Fibromialgia.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo levantador da escápula. Músculo trapézio (feixe transverso). Músculo infra-espinal. Músculos 
escalenos. Músculo latíssimo do dorso.
Recom endações ao paciente
Atentar-se para a postura geral e a postura de trabalho. Corrigir "ombros caídos". Alongar músculos 
peitorais encurtados.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
(cavidade pleural)
/ /
1 7 / l
Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho
k l S \
/ / I
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
SERRÁTIL ANTERIOR
Costela 6
Exercícios de 
fortalecim ento
Flexões
Auto-alongam ento
Padrões de dor referida
SERRATIL ANTERIOR
Do latim serratus anterior (serratus: "serreado").
O músculo serrátil anterior compõe a parede mediai da axila, ao longo das cinco costelas superiores. 
Trata-se de um músculo grande, composto de uma série de projeções semelhantes a dedos. As projeções 
inferiores se correlacionam com a origem do músculo oblíquo externo.
Origem
Superfícies externas e margem superior das oito ou nove costelas superiores e a fáscia que reveste os es­
paços intercostais.
Inserção
Superfície anterior da margem mediai da escápula e ângulo inferior da escápula.
Ação
Realiza rotação da escápula para flexão c abdução do braço. Protrai a escápula, facilitando movimentos 
de tração, como em flexões de braços no solo.
Inervaçáo
Nervo torácico longo, C5, 6, 7, 8.
Obs.: Uma lesão do nervo torácico longo resulta em uma depressão da margem mediai da escápula, 
afastando-a da parede posterior do tórax, o que resulta, por sua vez, na escápula alada (semelhante à asa 
de um anjo). Um músculo fraco pode também produzir esse aspecto, especialmente quando se carrega 
peso na região anterior do corpo.
M ovimento funcional básico
Exemplo: inclinar-se para a frente tentando tocar algo de difícil alcance.
Indicações
Dor torácica que não diminui com o repouso. Dor e sensibilidade na região do tórax. Ataques de pâni­
co. Dispnéia. Tosse crônica. Asma. Acidose tubular renal. Escápula alada. Estalidos ao correr. Estresse.
Padrões de dor referida
Local: onde cada projeção do músculo se fixa às costelas.
Central: costela (6-8), dor localizada que irradia nos sentidos anterior e posterior em uma área com 5 a 
10 cm de extensão. Dor no ângulo inferior da escápula. Dor no aspecto ulnar do membro superior.
D iagnóstico diferencial
Compressão dos nervos intercostais T7/T8. Herpes-zóster. Alinhamento vertebral local. Lesões nas cos­
telas. Patologias do tórax. Distrofia reflexo-simpâtica.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo peitoral maior. Músculo esternocleidomastóideo. Músculo escaleno médio. Músculo trapézio. 
Músculo rombóide maior. Músculo rombóide menor. Músculo diafragma. Músculo oblíquo externo.
Recom endações ao paciente
Evitar carros sem direção hidráulica. Tomar cuidado com a carga utilizada no treinamento, especialmen­é formado por 12 pares de nervos cranianos e 31 pares de nervos es­
pinais (com seus ramos subseqüentes). Os nervos espinais são numerados de acordo com seu nível de 
origem na medula espinal, conhecido como segmento medular.
Neste livro, a relevância de cada inervação periférica é apresentada junto ao músculo correspon­
dente, atendendo a todos os leitores que necessitam conhecê-la. No entanto, a informação sobre o seg­
mento medular* de origem das fibras nervosas difere com freqüência entre os vários autores. Isso ocor­
re porque é extremamente difícil para os anatomistas traçar a via de uma única fibra nervosa através da 
rede intrincada de outras fibras nervosas conforme passa por um plexo (plexo = rede de nervos, do la­
tim plexus, que significa trança). Essa informação, portanto, deriva mais propriamente da observação clí­
nica empírica que por meio da dissecção do corpo.
Visando oferecer as informações da forma mais precisa possível, seguiu-se nesta obra a proposta 
de Chris Jarmey e reproduziu-se o método desenvolvido por Florence Peterson Kendall e Elizabeth Ken- 
dall McCreary {M úsculos:ProimeFunções. Barueri: Editora Manole, 2007). Kendall e McCreary reuniram 
informações dos livros de seis renomados anatomistas: Cunningham, dejong, Foerster e Bumke, Cray, 
Haymaker e Whoodhall, e Spalteholz. Seguindo o mesmo procedimento, e, portanto, contrapondo os re­
sultados com os de Kendall e McCreary, foi adotado neste livro o sistema de destacar as raízes nervosas 
mais importantes para cada músculo.
Para exemplificar, consideremos o músculo supinador, inervado pelo ramo profundo do nervo radi­
al C5, 6, (7). O segmento medular pertinente é indicado pela letra [C] e os números [5,6, (7)1. Números em 
negrito [p.ex. 6J indicam que há concordância entre a maioria dos autores (pelo menos cinco). Números que 
não estão em negrito Ip.ex. 5J refletem a concordância entre três ou quatro autores. Números colocados en­
tre parênteses Ip.ex. (7)1 indicam a concordância entre apenas dois autores ou, quando mais de dois auto­
res, sugerem a consideração de uma inervação mínima. Quando um segmento medular foi mencionado 
por apenas um autor, ele foi desconsiderado. Portanto, números em negrito indicam a inervação principal, 
sem negrito indicam inervação secundária e entre parênteses indicam inervação possível ou infreqüente.
* Segmento medular fa furte da matuta espinal que origina 
um fV fiif /imxts esfmiaxs (um jureons&teem um ncnvfxt- 
ra o Lbfo esço 
a/\is sair frfofiyrattte, que éa abertura ertfrr i&tebras .xt/a- 
i entes. o /tenv esp/naffdwittiáo cm um ramo f\*tertor ou 
dorso! (direcionado /wieriorwenU) c em um ramo anterior 
ou irn tn d (dimionado la tera l ou an!erÃ>rm entc) As f/lras 
d ív ran/os fX K tcriorrte nos exercícios supino com barra e flexões no solo. Evitar estresse. Experimentar meditação ou alguma 
outra técnica de relaxamento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento V S \ Agulhamento seco
Injeções _ ^ J ^ Liberação de ponto-gatilho
/ /
/ / I
109
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
110 PEITORAL MAIOR
clavicular
Parte esternocostal
Padrões de dor referida
Pull over com haltere
Auto-alongam ento
batente de uma porta. Dar 
um passo para a frente 
mantendo as costas eretas. 
Levantar ou abaixar o braço 
irá alongar diferentes partes 
do músculo.
axilar anterior
Exercícios de 
fortalecim ento
Afastamento deitado 
com halteres
PEITORAL MAIOR
Do latim pectoralis major (pectoralis: "do peito").
Junto com o músculo peitoral menor, o peitoral maior forma a parede anterior da axila.
Origem
Parte clavicular: metade mediai ou dois terços da região anterior da clavícula.
Parte esternocostal: região anterior do manúbrio do esterno e corpo do esterno. Seis cartilagens costais 
superiores. Bainha do músculo reto do abdome.
Inserção
Crista inferior ao tubérculo maior do úmero. Lábio lateral do sulco intertubercular do úmero.
Ação
Adução e rotação mediai do úmero.
Parte clavicular: flexão e rotação mediai da articulação do ombro. I lorizontalmente promove a adução 
do úmero em direção ao ombro oposto.
Parte esternocostal: adução oblíqua do úmero em direção à articulação do quadril oposta.
O músculo peitoral maior é um dos principais músculos que atuam na elevação do corpo, direcionando 
o corpo para o braço estabilizado.
Inervação
Fibras superiores: nervo peitoral lateral, C5, 6, 7.
Fibras inferiores: nervos peitoral mediai e lateral, C6, 7, 8, T l.
M ovimento funcional básico
Parte clavicular: posiciona o braço anterior e perpendicularmente ao corpo, como, por exemplo, quando 
se aplica desodorante na axila oposta.
Parte esternocostal: tracionar algo de cima para baixo, como se faz, por exemplo, com a corda quando 
se toca um sino.
Indicações
Reabilitação pós-infarto do miocárdio. Arritmia cardíaca. Dor na parte média da escâpula. Dor e hiper- 
sensibilidade na região do tórax. Síndrome do desfiladeiro torácico. Dor na região anterior da articula­
ção do ombro. Cotovelo de tenista e cotovelo de golfista.
Padrões de dor referida
Parte clavicular: dor local irradiada para a região anterior do músculo deltóide e cabeça longa do mús­
culo bíceps braquial.
Parte esternal: dor aguda na parede anterior do tórax com área de 10 a 20 cm e dor difusa ao redor da 
margem mediai do membro superior. Dor intensa abaixo do epicôndilo mediai, com aproximadamente 
5 cm; dor difusa no quarto e no quinto dedo.
Parte costal: 5 e 6 ̂costelas indicam desconforto cardíaco intenso, até mesmo durante a noite. Dor inten­
sa na região do tórax (área de 10 a 15 cm). Irradiações difusas para o processo axilar da mama ou para 
a região axilar.
D iagnóstico diferencial
Radiculopatia C5-C6. Tendinite do músculo bíceps braquial. Lesões do manguito rotador. Patologia intra- 
torácica e esofágica. Síndrome de Tietze. Doença cardíaca isquêmica (angina). Síndrome do desfiladeiro 
torácico.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo latíssimo do dorso. Músculo subescapular. Músculo redondo menor. Músculo infra-espinal. 
Músculo trapézio (parte transversa). Músculo serrátil anterior.
Recom endações ao paciente
Posturas inadequadas dos ombros ("ombros caídos") levam ao encurtamento de suas fibras musculares. 
Uma postura sentada adequada no trabalho é a solução. Observar postura ao dormir, especialmente as 
mãos colocadas sobre o tórax ou acima da cabeça. Tipo do suporte de sutiã pode ser relevante para a de­
terminação de pontos-gatilho nessa região.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções | ^ | S | Liberação de ponto-gatilho
/ /
/ / 1
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
112 LATÍSSIMO DO DORSO
Exercícios de 
fortalecim ento
(com pegada aberta)
Ponto-gatilho axilar
Ponto-gatilho inferior
Puxada - nuca 
com polia alta
Pull-over com haltere
Auto-alongam ento
Puxar o cotovelo direito para 
a esquerda com a ajuda da 
mão esquerda. Inclinar o 
tronco para o mesmo lado a 
fim de intensificar o
alongamento.
Apoiado nas máos e nos 
joelhos, sentar-se sobre os 
tornozelos mantendo as 
máos fixas. Relaxar e manter 
a posição por mais de do*s 
minutos.
LATISSIMO DO DORSO
Do latim ialissintus dorsi (htissim us: "am plo"; dorsi: "das costas").
Junto com o músculo subescapular e o redondo maior, o latíssimo do dorso forma a parede posterior da 
axila.
Origem
Fáscia toracolombar, fixada aos processos espinhosos das seis vértebras torácicas inferiores e todas as 
vértebras lombares e sacrais (T7-S5), assim como aos ligamentos supra-espinais interpostos. Parte pos­
terior da crista ilfaca. Terceira ou quarta costela inferior. Ângulo inferior da escápula.
Inserção
Assoalho do sulco intertubercular do úmero.
Ação
Estende o braço flexionado. Realiza aduçâo e rotação mediai do úmero.
É um dos principais músculos relacionados ao movimento de levantar o corpo, uma vez que traciona os 
ombros para baixo e para trás (sendo um músculo muito ativo, portanto, no impulso do nado livre), e 
traciona também o tronco para cima em direção aos braços estabilizados. Auxilia na inspiração forçada 
por meio da elevação das costelas inferiores.
Inervação
Nervo toracodorsal, C6, 7, 8, do fascículo posterior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplo: apoiar-se nos braços da cadeira ao se levantar.
Indicações
Dor nas costas na região torácica, de natureza constante e não relacionada à atividade.
Padrões de dor referida
Ponto-gatilho axilar: área de 5 a 10 cm de dor no ângulo inferior da escápula com dor difusa irradiada 
para a parte mediai do membro superior, na região ulnar da mão.
Ponto-gatilho inferior: padrão triangular entre o ponto-gatilho, a pelve e a parte lateral do braço. 
D iagnóstico diferencial
Neuropatia C7. Neuropatia ulnar. Compressão do nervo subescapular. Neuropatia axilar. Síndrome do 
desfiladeiro torácico. Doenças cardiorrespiratórias.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo rombóide maior. Músculo rombóide menor. Músculo trapézio (feixe transverso). Músculo re­
dondo maior. Músculo escaleno anterior. Músculo escaleno médio. Músculo escaleno posterior. Múscu­
lo subescapular. Músculo iliocostal. Músculo serrátil anterior.
Recom endações ao paciente
Evitar sobrecarga como, por exemplo, elevar objetos acima da cabeça.
Técnicas
Crioterapia e alongamento l / j Agulhamento seco
Injeções [ S | S \ Liberação de ponto-gatilho
k l ' l
1 / / 1
113
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
114 DELTÓIDE
Exercícios de 
fortalecim ento
membros superiores 
com halteres
Auto-alongam ento
direção ao ombro oposto. 
Segurar o cotovelo elevado 
com a mão oposta e 
tracionálo para trás
Com os joelhos levemente 
flexionados, manter as mãos 
e o tronco retos
DELTOIDE
Do latim deltoideus (em referência a delta, a quarta letra do alfabeto grego, que possui forma triangular).
O músculo deltóide é composto de três partes: anterior, média e posterior. Somente a parte média é mul- 
tipeniforme, provavelmente pelo fato de a desvantagem mecânica da abdução da articulação do ombro 
necessitar de maior potência.
Origem
Clavícula, acrômio e espinha da escapula.
Inserção
Tuberosidade deltóidea situada na face lateral da diáfise do úmero.
Ação
Fibras anteriores: realiza flexão e rotação mediai do úmero.
Fibras médias: realiza abdução do úmero na articulação do ombro (somente após esse movimento ter 
sido iniciado pelo músculo supra-espinal).
Fibras posteriores: realiza extensão e rotação lateral do úmero.
Inervaçáo
Nervo axilar, C5, 6, proveniente do fascículo posterior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplos: alcançar algo distante lateralmente, elevar o braço para acenar.
Indicações
Reabilitação pós-traumática.Dor no ombro. Amplitude de movimento prejudicada, especialmente na 
abdução.
Padrões de dor referida
Em geral relacionada a pontos-gatilho em uma área de 5 a 10 cm.
Diagnóstico diferencial
Síndromes de impacto. Bursite subacromial. Radiculopatia C5. Tendinopatia do manguito rotador. Os- 
teoartrite das articulações glenoumeral ou acromioclavicular.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo supra-espinal. Músculo infra-espinal. Músculo bíceps braquial. Músculo redondo menor. Mús­
culo subescapular. Músculo peitoral maior (parte davicular).
Recom endações ao paciente
Realizar alongamento diariamente. Dirigir com as duas mãos. Observar a técnica em esportes que utili­
zam a mão acima da cabeça, como o tênis.
Técnicas
Crioterapia e alongamento J | Agulhamento seco
Injeções [ ^ | | Liberação de ponto-gatilho
/ / I
I 7 / I
115
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
116 SUPRA-ESPINAL
Exercícios de 
fortalecim ento
dos membros superiores 
com halteres
Puxada na posição 
sentada
Auto-alongam ento
Flexionar o braço em 
direção ao ombro oposto. 
Segurar o cotovelo 
elevado com a mão 
oposta e tracioná-lo para 
trás.
SUPRA-ESPINAL
Do latim supraspinalus ("sobre a espinha").
Músculo integrante do manguilo rotador, que compreende os músculos supra-espinal, infra-espinal, redon­
do menor e subescapular. O manguito rotador ajuda a manter a cabeça do úmero em contato com a cavi­
dade glenoidal da escápula nos movimentos da articulação do ombro, prevenindo, dessa forma, a luxa­
ção dessa articulação.
Origem
Fossa supra-espinal da escápula.
Inserção
Tubérculo maior do úmero em sua parte superior. Cápsula da articulação do ombro.
Ação
Inicia o processo de abdução da articulação do ombro, permitindo ao músculo deltóide conduzir os es­
tágios finais desse movimento.
Inervação
Nervo supra-escapular, C 4 ,5, 6, do tronco superior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplo: carregar uma sacola de compras afastada da lateral do corpo.
Indicações
Perda de potência na abdução. Síndrome do arco doloroso. Dor noturna. Bursite subacromial. Tendino- 
patia do manguito rotador.
Padrões de dor referida
Ventre: dor intensa na parte lateral do braço (área de 4 a 6 cm). Area dolorida na região do epicôndilo 
lateral/cabeça do rádio. Dor difusa na região lateral do antebraço.
Inserção: área de dor localizada correspondente a 5 a 8 cm sobre o músculo deltóide.
D iagnóstico diferencial
Capsulite fase 1. Radiculopatia C5-C6. Bursite subacromial (adesiva). Tendinite calcificante. Calcificação. 
Tendinopatia do manguito rotador.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo subescapular. Músculo infra-espinal. Músculo deltóide. Músculo trapézio. Músculo latíssimo 
do dorso.
Recom endações ao paciente
Evitar carregar peso em excesso. Evitar dormir com os braços acima da cabeça. Tomar banhos quentes. 
Técnicas
Crioterapia e alongamento S S Agulhamento seco
Injeções | ^ | S \ Liberação de ponto-gatilho
k
/ / 1
117
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
118 INFRA-ESPINAL
Exercício de 
fortalecim ento
Puxada na posição 
sentada (efeito limitado)
Auto-alongam ento
Articulação
escapulotorácica
& ^
Vista posterior 
dos principais 
pontos-gatilho
Flexionar o braço em 
direção ao ombro oposto. 
Segurar o cotovelo elevado 
com a mão oposta e 
tracioná-k> para trás.
Segurar a maçaneta ou 
apoiar a mão no batente de 
uma porta e delicadamente 
dar um passo à frente.
INFRA-ESPINAL 119
Do latim infraspinalus ("abaixo da espinha").
Músculo integrante do manguito rotador, que compreende os músculos supra-espinal, infra-espinal, redon­
do menor e subescapular. O manguito rotador ajuda a manter a cabeça do úmero em contato com a cavi­
dade glenoidal da escápula nos movimentos da articulação do ombro, prevenindo, dessa forma, a luxa­
ção dessa articulação.
Origem
Fossa infra-espinal da escápula.
Inserção
Face média do tubérculo maior do úmero. Cápsula da articulação do ombro.
Ação
Como parte do manguito rotador, auxilia na prevenção de luxação posterior da articulação do ombro, 
além de realizar rotação lateral do úmero.
Inervaçáo
Nervo supra-escapular, C4, 5, 6 oriundo do tronco superior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplo: pentear os cabelos da região posterior da cabeça.
Indicações
Diminuição da amplitude de movimento verificada com a utilização do teste de coçar de Apley. Hemi- 
plegia. Tendinopatia do manguito rotador. Síndrome do ombro congelado.
Padrões de dor referida
Região das vértebras cervicais médias e superiores: dor na região profunda anterior da articulação do 
ombro, com área de 3 a 4 cm de extensão, na proximidade da cabeça longa do músculo bíceps braquial, 
irradiando-se para o ventre do bíceps e, então, para o antebraço, com sintomas difusos na distribuição 
de inervaçáo do nervo mediano.
Região escapular mediai: em direção à margem mediai da escápula.
D iagnóstico diferencial
Tendinite do músculo bíceps braquial. Neuropatia C5-C6. Disfunção do nervo supra-escapular.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo infra-espinal. Músculo subescapular. Músculo levantador da escápula. Músculo peitoral me­
nor. Músculo peitoral maior. Músculo bíceps braquial. Cabeça longa do músculo bíceps braquial. Mús­
culo deltóide anterior. Músculo redondo maior. Músculo latíssimo do dorso.
Recom endações ao paciente
Evitar estender-se na direção do banco de trás do automóvel. A aplicação de calor pode ser benéfica. 
Apoiar o braço em um travesseiro para alívio muscular.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco / ' ✓
Injeções / / Liberação de ponto-gatilho
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
120 REDONDO MENOR
Exercício de 
fortalecim ento
Puxada na posição 
sentada (efeito limitado)
Auto-alongam ento
Segurar a maçaneta ou 
apoiar-se no batente de 
uma porta e delicadamente 
dar um passo à frente.
Flexionar o braço em 
direção ao ombro 
oposto. Segurar o 
cotovelo elevado com a 
mão oposta e tracioná-lo 
para trás.
REDONDO M ENOR
Do latim teres minor (teres: "arredondado, cilíndrico").
Músculo integrante do manguito rotador, que compreende os músculos supra-espinal, infra-espinal, redon­
do menor e subescapular. O manguito rotador ajuda a manter a cabeça do úmero em contato com a cavi­
dade glenoidal da escápula nos movimentos da articulação do ombro, prevenindo, dessa forma, a luxa­
ção dessa articulação.
Origem
Dois terços superiores da margem lateral da superfície dorsal da escápula.
Inserção
Face inferior do tubérculo maior do úmero. Cápsula da articulação do ombro.
Ação
Como parte do manguito rotador, auxilia na prevenção de luxação superior da articulação do ombro, 
além de realizar rotação lateral e leve adução do úmero.
Inervação
Nervo axilar, C5, 6 do fascículo posterior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplo: pentear os cabelos da região posterior da cabeça.
Indicações
Dor no ombro, especialmente posterior. Síndrome do ombro congelado. Reabilitação do manguito rota­
dor. Bursite subacromial. Tendinite do músculo bíceps braquial.
Padrões de dor referida
Área localizada (de 2 a 5 cm) de dor intensa na parte lateral do braço, com uma dor elíptica difusa que 
se irradia para a extremidade superior póstero-lateral (acima do cotovelo).
D iagnóstico diferencial
Radiculopatia C8-T1. Tendinopatia do manguito rotador. Dor/ lesão em ombro, punho e mão. Bursite su­
bacromial/deltóidea. Síndrome do impacto do ombro (arco doloroso). Disfunção da articulação acro- 
mioclavicular.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo infra-espinal.
Recom endações ao paciente
Verificar postura dos ombros (evitar "ombros caídos"). Atentar-se para a posição dos braços ao dormir. 
Evitar sobrecargas. Praticar o auto-alongamento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / ] Agulhamento seco
Injeções | S [ S \ Liberação de ponto-gatilho/ / 1
1 / / 1
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
122 SUBESCAPULAR
Exercício de 
fortalecim ento
Puxada na posição 
sentada (efeito limitado)
Auto-alongam ento
Vista anterior 
dos padrões 
de dor referida
SUBESCAPULAR
Do latim $ub$capulari$ ("embaixo da escápula").
Músculo integrante do manguito rotador, que compreende os músculos supra-espinal, infra-espinal, redon­
do menor e subescapular. O manguito rotador ajuda a manter a cabeça do úmero em contato com a cavi­
dade glenoidal da escápula nos movimentos da articulação do ombro, prevenindo, dessa forma, a luxa­
ção dessa articulação. O músculo subescapular constitui a maior parte da parede posterior da axila.
Origem
Fossa subescapular e o sulco ao longo da margem lateral da face anterior da escápula.
Inserção
Tubérculo menor do úmero. Cápsula da articulação do ombro.
Ação
Como parte do manguito rotador, auxilia na estabilização da articulação glenoumeral, evitando princi­
palmente que a cabeça do úmero seja deslocada para cima pelos músculos deltóide, bíceps braquial e ca­
beça longa do tríceps. Realiza também rotação mediai do úmero.
Inervaçáo
Nervos subescapulares superior e inferior, C5, 6, 7, do fasciculo posterior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplo: pegar algo no bolso de trás da calça.
Indicações
Tendinopatia do manguito rotador, capsulite adesiva diminuída (ombro congelado). Abdução e rotação 
lateral diminuídas.
Padrões de dor referida
Ponto-gatilho axilar: área de dor intensa (de 5 a 8 cm) na articulação glenoumeral com área de dor difu­
sa periférica. Também se irradia inferiormente para a face posterior do braço e área carpal ântero-poste- 
rior do punho.
Diagnóstico diferencial
Síndromes do impacto. Disfunções do manguito rotador. Síndrome do desfiladeiro torácico. Radiculo- 
patia cervical C7. Patologia cardiopulmonar.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo infra-espinal. Músculo peitoral menor.
Recom endações ao paciente
Verificar postura dos ombros (evitar "ombros caídos") e postura ao andar.
Técnicas
Crioterapia e alongamento J | Agulhamento seco
Injeções | S j S ] Liberação de ponto-gatilho
/
1 7 / 1
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
124 REDONDO MAIOR
Exercícios de 
fortalecim ento
Puxada na posição sentada
Pull-over com haltere
Vista anterior dos 
padrões de 
dor referida
com polia baixa 
Auto-alongam ento
direção ao ombro oposto.
Segurar o cotovelo 
elevado com a mão opos­
ta e tracioná-k> para trás.
Manter as mãos e o tron­
co retos e flexionar lenta­
mente os joelhos.
REDONDO MAIOR
Do latim teres major (tercs: "redondo, cilíndrico").
O músculo redondo maior (associado ao tendão do músculo latíssimo do dorso, que se situa próximo a 
ele) e o músculo subescapular formam a prega posterior da axila.
Origem
Área oval no terço inferior da superfície posterior da margem lateral da escápula.
Inserção
Lábio mediai do sulco intertubercular (sulco bicipital) do úmero.
Ação
Realiza adução e rotação mediai do úmero, além de estendê-lo a partir de uma posição flexionada. 
Inervação
Nervo subescapular inferior, C5, 6, 7, fascículo posterior do plexo braquial.
M ovimento funcional básico
Exemplo: pegar algo no bolso de trás da calça.
Indicações
Síndrome do ombro congelado. Dor ao erguer os membros acima da cabeça. Leve dor em repouso. Dor 
ao dirigir. Síndromes do impacto.
Padrões de dor referida
Dor profunda na articulação glenoumeral posterior e em uma área oval de 5 a 10 cm na área deltóidea 
(que pode irradiar-se intensamente para a cabeça longa do músculo bíceps braquial). Dor difusa no dor­
so do antebraço.
Diagnóstico diferencial
Síndromes do impacto. Tendinopatia do manguito rotador. Neuropatias cervicais (C6-C7). Síndrome do 
desfiladeiro torácico. Caleificação do músculo supra-espinal.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo rombóide maior. Músculo rombóide menor. Cabeça longa do músculo tríceps braquial. Mús­
culo latíssimo do dorso. Músculo redondo menor. Músculo peitoral menor. Músculo deltóide (parte pos­
terior).
Recom endações ao paciente
Banhos quentes e aplicação de calor são eficazes. Evitar dirigir veículos sem direção hidráulica. Monitorar 
atividades de ginástica. Abraçar um travesseiro ao dormir. Praticar constantemente o auto-alongamento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções | ^ \ S \ Liberação de ponto-gatilho
/
/ /
125
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
126 BÍCEPS BRAQUIAL
Traçáo na barra fixa
Puxada - nua extensão da articulação do cotovelo. A cabeça longa promove a adução do úmero e estende-o 
a partir da posição flexionada. Estabiliza a articulação do ombro.
Inervação
Nervo radial, C6, 7, 8, T l.
M ovimento funcional básico
Exemplos: arremessar um objeto; empurrar uma porta fechada.
Indicações
Cotovelo de golfista. Cotovelo de tenista. Artrite da articulação do cotovelo ou do ombro. Uso crônico 
de muletas ou bengala. Atividades mecânicas repetitivas com os braços. Praticantes de esportes com ra­
quete.
Padrões de dor referida
a) Cabeça longa: dor na margem súpero-lateral da articulação do ombro, irradiando-se difusamente para 
trás e para baixo na extremidade superior com dor intensa ao redor do olécrano e também vagamente 
para a região posterior do antebraço; b) Cabeça mediai: área dolorosa correspondente a 5 cm na região 
do epicôndilo mediai, irradiando-se pela margem mediai do antebraço até o quarto e o quinto dedo; c) 
Cabeça lateral: dor intensa mediana na extremidade superior, irradiando-se vagamente para a região 
posterior do antebraço.
Diagnóstico diferencial
Lesão de nervo radial. Neuropatia ulnar. Neuropatia C7 (disco intervertebral cervical).
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo redondo menor. Músculo redondo maior. Músculo latíssimo do dorso. Músculo ancôneo. Mús­
culo supinador. Músculo braquiorradial. Músculo extensor radial longo do carpo.
Recom endações ao paciente
Alterar a posição do braço em atividades manuais repetitivas. Ter intervalos de descanso regulares. Para 
praticantes de tênis, trocar raquetes ou calibre do cabo das raquetes. Evitar atividades com os braços aci­
ma da cabeça.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções | S \ S \ Liberação de ponto-gatilho
/
/ /
129
M
úsculos 
do 
O
m
bro 
e 
do 
B
raço
Músculos do 00Antebraço
e da Mão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
132 PRONADOR REDONDO
Exercício de 
fortalecim ento
Pronaçáo em uma 
barra rígida
Auto-alongam ento
intensifica a supinaçào pela 
força da gravidade.
Padrão de dor referida
PRONADOR REDONDO
Do latim pronntor tere> (j>ronator: "que se inclina para a frente"; leres: "arredondado, cilíndrico"). 
Origem
Cabeça umeral: terço inferior da crista supra-epicondilar mediai e área comum â origem da maioria dos 
músculos flexores no aspecto anterior do epicôndilo mediai do úmero.
Cabeça ulnar: margem mediai do processo coronóide da ulna.
Inserção
Terço médio da face lateral do rádio (tuberosidade para o músculo pronador).
Ação
Realiza pronação do antebraço. Auxilia na flexão da articulação do cotovelo.
Inervação
Nervo mediano, C6, 7.
M ovimento funcional básico
Exemplos: girar uma maçaneta; segurar uma jarra e verter seu conteúdo em outro recipiente. 
Indicações
Dor na parte lateral do punho. Dor ao realizar supinação do antebraço. Cabeleireiros (pelo uso constante 
de tesouras). Dificuldade ou incapacidade de unir as màos em forma de concha (como para beber) ou 
estender o punho. Dor na articulação do ombro (compensatória). Dor no punho ao dirigir.
Padrões de dor referida
Dor intensa e profunda na região palmar do punho (aspecto lateral) que irradia para a região ântero-la- 
teral do antebraço.
Diagnóstico diferencial
Tenossinovite de De Quervain. Edema do túnel do carpo. Osteoartrite da articulação interfalàngica pro- 
ximal do polegar. Discopatia radiulnar distai. Epicondilite.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos flexores dos dedos. Músculo escaleno anterior. Músculo escaleno médio. Músculo escaleno 
posterior. Músculo peitoral maior.
Recom endações ao paciente
Praticar técnicas de alongamento e automassagem. Mudar a forma de segurar a raquete de tênis ou o 
taco de golfe (ou trocar o calibre do cabo). Rever a postura ao dirigir e o modo de segurar o volante.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções [ ^ \ ^ \ Liberação de ponto-gatilho
/ / 1
/ /
133
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
134 PALMAR LONGO
Exercícios de 
fortalecim ento
Palmar longo
com polia baixa
Flexão dos punhos 
com barra
A uto-alongam ento
Com o auxilio de uma das 
mãos. levar o punho oposto 
em suave extensão.
Padrão de dor referida
PALMAR LONGO
Do latim pahnaris longus (palniaris: "relativo à palma da mão").
Parte do grupo de músculos superficiais do antebraço, que inclui ainda o pronador redondo, o flexor ra­
dial do carpo e o flexor ulnar do carpo. O músculo palmar longo é ausente em cerca de 13% da população.
Origem
Área comum de origem dos músculos flexores no aspecto anterior do epicôndilo mediai do úmero. 
Inserção
Superfície anterior do retináculo dos músculos flexores e ápice da aponeurose palmar.
Ação
Realiza flexão do punho. Auxilia na tensão da fáscia palmar.
Inervação
Nervo mediano, C(6), 7, 8, Tl.
M ovimento funcional básico
Exemplos: segurar uma bola pequena; tomar água com as mãos em forma de concha.
Indicações
Dor e sensibilidade na palma da m ão/dor à palpação na mão ou na palma da mão. Perda funcional da 
força de preensão. Cotovelo de tenista.
Padrões de dor referida
Dor difusa na região anterior do antebraço; área com dor intensa de 2 a 3 cm na palma da mão circun­
dada por uma zona de sensação de agulhamento e formigamento.
Diagnóstico diferencial
Dor neurogênica. Contratura de Dupuytren. Síndrome do túnel do carpo. Síndrome da dor regional 
complexa (distrofia simpática reflexa). Escleroderma. Dermatomiosite.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo flexor radial do carpo. Músculo braquial. Músculo pronador redondo. Articulações do punho. 
Músculo tríceps braquial.
Recom endações ao paciente
Evitar segurar ferramentas pesadas ou manter a força de preensão por períodos prolongados 
(principalmente profissionais que utilizam a potência das mãos, como massoterapeutas). Realizar alon­
gamento e aplicação de calor. Fazer intervalos regulares.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções S Liberação de ponto-gatilho
1 7
/ /
135
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
136 FLEXORES DO CARPO
Músculo flexor 
longo do 
polegar
Músculo flexor 
superficial dos 
dedos (seccionado)
Músculo flexor 
profundo dos 
dedos
Exercícios de 
fortalecim ento
Músculo flexor 
radial do carpo
Músculo flexor 
ulnar do carpo
dedos e flexor profundo dos dedos
Padrões de dor referida
com polia baixa
Flexão dos punhos 
com barra
A uto-alongam ento
Com o auxilio de uma 
das mãos, levar o 
punho oposto em 
suave extensão.
FLEXORES DO CARPO
Do latim flcxor carpi radialis, flcxor carpi u!na ris, flcxor digitonnn superficial is, flcxor digitonnn profundus 
(fiectcre. “ flexionar, curvar"; carpi. "d o punho, do carpo"; radius: "raio de roda, osso do antebraço"; ul/ia- 
ris: "do cotovelo"; digit: "dedo").
Músculos flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo, flexor superficial dos dedos e flexor profundo 
dos dedos.
Origem
Área comum de origem dos músculos flexores no aspecto anterior do epicôndilo mediai do úmero (ou 
seja, na região mediai da epífise distai do úmero).
Inserção
Ossos carpa is, metacarpais e falanges.
Ação
Realizam flexão da articulação do punho. (O músculo flexor radial do carpo também realiza a abdução 
do punho; o músculo flexor ulnar do carpo também realiza a adução do punho).
Inervaçáo
Nervo mediano, C6, 7, 8, Tl.
M ovimento funcional básico
Exemplos: puxar uma corda na direção do corpo; manusear um machado ou um martelo; segurar uma 
garrafa e verter seu conteúdo em outro recipiente; girar a maçaneta de uma porta.
Indicações
Dor nas mãos, punho ou dedos da mão. Dor ao realizar ações como, por exemplo, tomar água com as 
mãos em forma de concha. Dedo em gatilho. Cabeleireiros e outros profissionais que realizam com fre­
qüência a ação de cortar com o auxílio de uma tesoura. Dor ao segurar objetos com as mãos. Cotovelo 
de golfista. Lesão por esforço repetitivo. Tensão nos músculos flexoresdos dedos.
Padrões de dor referida
M úsculos que individualmente se relacionam ao antebraço, punho, m ãos e dedos das mãos (ver 
ilustrações).
D iagnóstico diferencial
Neurite ulnar. Neuropatias cervicais. Disfunções dos ossos carpais. Tenossinovite de De Quervain. Le­
são por esforço repetitivo. Osteoartrite. Artrite reumatóide. Problemas envolvendo o disco articular da 
articulação radiulnar distai. Síndrome do túnel do carpo. Epicondilite mediai.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos do ombro. Músculos do braço. Músculo escaleno anterior. Músculo escaleno médio. Músculo 
escaleno posterior. Músculo flexor longo do polegar.
Recom endações ao paciente
Evitar manter a força de preensão, como ao segurar um objeto com as mãos, por períodos prolongados. 
Evitar movimentos repetitivos de pronação e supinação, como parafusar. Mudar o modo de segurar o 
taco de golfe. Fazer intervalos regulares durante atividades que requerem a ação desses músculos. 
Realizar alongamento dos dedos da mão.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções | ^ \ j Liberação de ponto-gatilho
/
V
137
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
138 BRAQUIORRADIAL
Padráo do dor referida
BRAQUIORRADIAL
Do latim brachioraditdis (brachiaí. "relativo ao braço"; radius. "raio de roda, osso do antebraço").
Parte do grupo de músculos superficiais do antebraço. O músculo braquiorradial forma a margem late­
ral da fossa cubital. O ventre muscular torna-se proeminente ao trabalhar a contra-resistência.
Origem
Dois terços superiores da face anterior da crista supracondilar lateral do úmero, ou seja, a parte lateral 
da diáfise do úmero, 5 a 7,5 cm acima da articulação do cotovelo.
Inserção
Região lateral da epífise distai do rádio, imediatamente acima do processo estilóide.
Ação
Realiza flexão da articulação do cotovelo. Auxilia na pronação e na supinação do antebraço quando es­
ses movimentos são resistidos.
Inervação
Nervo radial, C5, 6.
M ovimento funcional básico
Exemplo: girar um saca-rolhas.
Indicações
Dor na articulação do cotovelo. Dor no dorso do polegar. Epicondilite lateral (cotovelo de tenista). Fra­
queza de preensão. Lesão por esforço repetitivo.
Padrões de dor referida
Dor vaga em uma área correspondente a 3 a 4 cm no braço (epicôndilo lateral e margem do rádio), 
irradiando-se como uma dor intensa para o dorso do polegar.
D iagnóstico diferencial
Tenossinovite de IX* Quervain. Osteoartrite do polegar (osso trapézio).
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo bíceps braquial. Músculo braquial. Músculo extensor radial longo do carpo. Músculo extensor 
radial curto do carpo. Músculo supinador. Músculo extensor dos dedos.
Recom endações ao paciente
Evitar carregar peso (p. ex., maleta) e permanecer em pé por longos períodos de tempo. Realizar 
intervalos regulares ao digitar. Usar suportes para o punho. Trocar o calibre do cabo da raquete de tênis.
Técnicas
Crioterapia e alongamento V Y Agulhamento seco
Injeções / ] / Liberação de ponto-gatilho
/ / 
/ I /
139
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
140 EXTENSORES DO CARPO
Músculo extensor 
radial longo do carpo
Músculo extensor 
radial curto do carpo
Músculo extensor 
ulnar do carpo
Exercícios de 
fortalecim ento
Extensáo dos punhos
Extensão dos punhos 
com barra
A uto-alongam ento
Músculo extensor 
radial longo do carpo
Músculo extensor Músculo extensor
radial curto do carpo ulnar do carpo
Com o auxilio de uma das 
mãos, levar o punho 
oposto em suave flexáo.
Padrões de dor referida
EXTENSORES DO CARPO 141
Do latim extensor carpi radia!is longus, extensor carpi radial is brevis, extensor carpi ulnaris (ex/enderr. 
"estender, esticar"; carpi: "do punho, do carpo"; radius: "raio de roda, osso do antebraço"; ulnaris,: "do 
cotovelo").
Este grupo muscular inclui os músculos extensor radial longo do carpo, extensor radial curto do carpo 
e extensor ulnar do carpo.
Origem
Epicôndilo lateral do úmero, área comum de origem dos tendões extensores, ou seja, na região lateral da 
epífise distai do úmero.
Inserção
Superfície posterior dos metacarpais.
Ação
Realizam extensão do punho (o músculo extensor radial longo do carpo e o músculo extensor radial cur­
to do carpo também promovem a abdução do punho; o músculo extensor ulnar do carpo também pro­
move a adução do punho).
Inervação
Músculos extensor radial longo do carpo e extensor radial curto do carpo: nervo radial, C5, 6, 7,8. 
Músculo extensor ulnar do carpo: nervo radial profundo (interósseo posterior), C 5 ,6, 7, 8.
M ovimento funcional básico
Exemplos: sovar massa de pão; digitar; limpar janelas.
Indicações
Dor na região do antebraço, cotovelo, punho e mão. Preensão fraca ou dolorosa. Rigidez nos dedos das 
mãos. Cotovelo de tenista. Dor ao segurar ou dedilhar, observada em músicos, atletas e motoristas que diri­
gem por longas distâncias. Diminuição do controle muscular em atividades manuais que exigem precisão.
Padrões de dor referida
Músculo extensor radial longo do carpo: área com 2 a 3 cm de dor intensa sobre o epicôndilo lateral, ir­
radiando de forma difusa para o dorso da mão, acima do polegar.
Músculo extensor radial curto do carpo: área com 3 a 5 cm de dor intensa sobre o dorso da mão. 
Músculo extensor ulnar do carpo: área com dor intensa e específica localizada na superfície ulnar do 
dorso da mão e no processo estilóide da ulna.
D iagnóstico diferencial
Epicondilite. Radiculopatia C5-C6. Tenossinovite de De Quervain. Disfunção na articulação do carpo. 
Osteoartrite. Síndrome do túnel do carpo.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo supinador. Músculo braquiorradial. Músculo extensor dos dedos. Músculo tríceps braquial. 
Músculo bíceps braquial. Músculo ancôneo.
Recom endações ao paciente
Evitar a sobrecarga em esportes que exigem força de preensão. Fazer intervalos de repouso regulares ao 
dirigir por longas distâncias ou realizar trabalhos de jardinagem. Observar a ergonomia e fatores ocu- 
pacionais. Praticar alongamento e exercícios em casa. Trocar o calibre do cabo da raquete de tênis ou de 
tacos de golfe. Usar munhequeira.
Técnicas
Crioterapia e alongamento _ / / Agulhamento seco j / j / j
Injeções y i / Liberação de ponto-gatilho
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
142 EXTENSOR DOS DEDOS
Músculo extensor dos dedos 
(dedo médio)
Exercício de 
fortalecim ento
Exercício para extensáo 
dos dedos com elástico
Auto-alongam ento
■
Com o auxílio de uma das 
máos, levar o punho 
oposto e também os 
dedos em suave flexáo 
(pode-se realizar este 
exercicio também com o 
braço em supi nação).
Músculo extensor dos 
(anular)
Padróes de dor referida
EXTENSOR DOS DEDOS 143
Do latim extensor digilorutn {cxtendere. "estender, esticar"; digit: "dedo").
Parte do grupo de músculos superficiais do antebraço. Cada tendão do músculo extensor dos dedos, so­
bre cada articulação metacarpofalángica, forma uma bainha de tecido conjuntivo de forma triangular 
denominada aponeurosepnhnar, na qual se inserem os músculos lumbricais e os interósseos da mão. O 
músculo extensor do dedo mínimo e o músculo extensor do indicador também se inserem na aponeu­
rose palmar.
Origem
Epicôndilo lateral do úmero, área comum de origem dos tendões extensores, ou seja, na região lateral da 
epífise distai do úmero.
Inserção
Superfície dorsal das falanges dos dedos da mão, com exceção do polegar.
Ação
Realiza extensão dos dedos (nas articulações metacarpofalângicas e interfalângicas). Auxilia na abdução 
dos dedos da mão em relação ao dedo médio.
Inervação
Nervo radial (ramo profundo)/nervo interósseo posterior, C6, 7, 8.
M ovimento funcional básico
Exemplo: soltar objetos segurados com os dedos das mãos.
Indicações
Dor na região dos dedos, punho e mão. Dor no cotovelo. Rigidez e dor nos dedos das mãos. Diminui­
ção da potência de preensâo dos dedosem atividades manuais. Cotovelo de tenista. Dor em movimen­
tos de dedilhar ou de preensâo de força, observada em músicos profissionais, especialmente cm guitar­
ristas.
Padrões de dor referida
Dor difusa no antebraço que se torna mais intensa em um determinado dedo (metacarpal proximal). Dor 
no epicôndilo lateral.
D iagnóstico diferencial
Radiculopatia cervical. Epicondilite (cotovelo de tenista). Osteoartrite nos dedos da mão. Tenossinovite 
de De Quervain. Dor do tipo mecânica na articulação do punho (ossos carpais).
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo braquiorradial. Músculo supinador. Músculo extensor radial longo do carpo. Músculo extensor 
do indicador.
Recom endações ao paciente
Realizar um programa de exercícios em casa. Fazer auto-alongamento. Evitar manter por muito tempo 
a força de preensâo, como ao segurar objetos. Observar postura no trabalho. Observar postura com 
relação ao computador e ao mouse. Evitar certas posições ao dormir, como deitar-se com as mãos embai­
xo da cabeça ou do travesseiro.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ /
/ /
Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho
/ /
/
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
144 SUPINADOR
Exercício de 
fortalecim ento
A uto-alongam ento
O peso de um bastào 
intensifica a pronação 
peía ação da força 
da gravidade.
Vista posterior
Padrão de dor referida
SUPINADOR
Do latim supinator {supinus: "que repousa sobre o dorso").
Parte do grupo de músculos profundos do antebraço. O músculo supinador é quase inteiramente envol­
vido pelo grupo de músculos superficiais.
Origem
Epicôndilo lateral do úmero. Ligamento colateral radial da articulação do cotovelo. Ligamento anular 
da articulação radiulnar superior. Crista do músculo supinador da ulna.
Inserção
Superfícies dorsal e lateral do terço superior do rádio.
Ação
Realiza supinação do antebraço, na qual é o músculo agonista, sendo o músculo bíceps braquial consi­
derado músculo auxiliar nesse movimento.
Inervação
Nervo radial (ramo profundo), C5, 6, (7).
M ovimento funcional básico
Exemplo: girar uma chave de fenda ou uma maçaneta.
Indicações
Cotovelo de tenista. Dor na articulação do polegar. Dor no cotovelo, tanto em atividade quanto em re­
pouso. Dor ao girar maçanetas de portas. Dor localizada em movimentos de supinação. Pacientes que 
fazem uso prolongado de bengala. Dor ao cumprimentar com aperto de mãos.
Padrões de dor referida
Área de dor intensa e localizada, com 3 a 5 cm, na região do epicôndilo lateral e no dorso do polegar. 
D iagnóstico diferencial
Tenossinovite de De Quervain. Epicondilite lateral (osteotendínea, miotendinea e intramuscular). Dis- 
funçào da cabeça do rádio.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos extensores. Músculo bíceps braquial. Músculo tríceps braquial (inserção). Músculo ancòneo. 
Músculo braquial. Músculo palmar longo. Músculo braquiorradial. Músculo extensor radial longo do 
carpo.
Recom endações ao paciente
Variar o estilo de jogar tênis (manter os punhos em dorsiflexão). Mudar o calibre do cabo da raquete. 
Evitar segurar ou carregar objetos por tempo prolongado. Utilizar mochilas ao invés de carregar pesos 
com os braços. Mudar regularmente o lado de uso da bengala. Fazer uso de faixas ou bandagens de 
compressão.
Técnicas
Crioterapia e alongamento S S Agulhamento seco
Injeções | S | S ] Liberação de ponto-gatilho
/
/ /
145
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
146 OPONENTE DO POLEGAR / ADUTOR DO POLEGAR
Músculo oponente do polegar
Exercício de 
fortalecim ento
Músculo adutor do polegar 
Padrões de dor referida
Apertar um aro de 
borracha com os dedos.
A uto-alongam ento
Levar o polegar 
suavemente em extensão.
OPONENTE DO POLEGAR / ADUTOR DO POLEGAR 147
Do latim opponens pollicis e adductor pollicis (opponens: "que se opõe"; pollicis: "do polegar"; adduct. 
"afastar").
O músculo oponente do polegar é parte da eminência tenar, cm geral parcialmente unificada ao múscu­
lo flexor curto do polegar e profundamente situada em relação ao músculo abdutor curto do polegar.
Origem
Músculo oponente do polegar: retináculo dos flexores. Tubérculo do trapézio.
Músculo adutor do polegar: fibras oblíquas - face anterior do segundo e terceiro metacarpais, capitato 
e trapezóide. Fibras transversas: face palmar do terceiro metacarpal.
Inserção
Músculo oponente do polegar: toda a extensão da margem radial do primeiro metacarpal.
Músculo adutor do polegar: face ulnar (mediai) da base da falange proximal do polegar.
Ação
Músculo oponente do polegar: exerce a oposição do polegar (isto é, abdução, com suave rotação mediai, 
seguida de flexão e adução), na qual a polpa digital do polegar pode tocar a polpa digital dos demais 
dedos.
Músculo adutor do polegar: realiza a adução do polegar.
Inervação
Músculo oponente do polegar: nervo mediano (C6, 7, 8, Tl).
Músculo adutor do polegar: nervo ulnar (ramo profundo), C8, Tl.
M ovimento funcional básico
Exemplos: pegar pequenos objetos entre o polegar e demais dedos da mão (músculo oponente do pole­
gar); abrir potes com tampa de rosca (músculo adutor do polegar).
Indicações
Polegar em gatilho (freqüentemente observado em indivíduos que realizam atividades como capinar). 
Dor no polegar ao realizar uma atividade. Dificuldade na manutenção do movimento de pinça. Dor no 
polegar característica de indivíduos que jogam videogame ou utilizam constantemente o teclado do apa­
relho celular. Dor ao costurar, escrever ou abrir potes. Perda do movimento fino ao abotoar, costurar, es­
crever, pintar etc.
Padrões de dor referida
Músculo oponente do polegar: dor na articulação do punho (palmar) na epífise distai do rádio e na face 
palmar do polegar.
Músculo adutor do polegar: dor nas faces dorsal e palmar do polegar localizada ao redor da articulação 
metacarpofalângica e irradiada para o dorso do polegar e a eminência tenar.
D iagnóstico diferencial
Tenossinovite de De Quervain. Osteoartrite do polegar. Artrite reumatóide. Síndrome do túnel do car­
po. Polegar em gatilho. Discopatia da articulação radiulnar distai. Disfunção dos ossos carpais. Disfun- 
ção mecânica. Fratura. Subluxação.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo abdutor curto do polegar. Músculo flexor curto do polegar. Músculo flexor longo do polegar. 
Recom endações ao paciente
Realizar auto-alongamento em casa. Utilizar canetas e outros instrumentos ergonômicos. Uso de 
aplicação de calor. Intervalos de repouso devem ser feitos regularmente.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ /
/ /
Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
148 PEQUENOS MÚSCULOS DA M ÃO
A uto-alongam ento
Palpar e apertar 
uma bola de ténis.
Músculos interósseos Músculos lumbricais Músculo abdutor
dorsais do dedo mínimo
Afastar e estender 
os dedos.
Primeiro músculo mterósseo dorsal
(vista palmar) (vista dorsal)
vista dorsal vista dorsal
Padròes de dor referida
PEQUENOS MUSCULOS DA M AO
Do latim interosseidorsnles, lumbricales, abduclordigitimininti(dorsal "do dorso"; interosseur. "entre os os­
sos"; luntbrictih "em forma de verme"; abductor. "que se afasta").
Este grupo compreende os músculos interósseos dorsais, lumbricais c abdutor do dedo mínimo. Os qua­
tro músculos interósseos dorsais apresentam volume quase dobrado quando comparados aos músculos 
interósseos palmares. Os músculos lumbricais são pequenos músculos cilíndricos, um para cada dedo. O 
músculo abdutor do dedo mínimo é o mais superficial da eminência hipotenar.
Origem
Músculos interósseos dorsais: por duas cabeças, cada qual oriunda de faces adjacentes dos metacarpais. 
Músculos lumbricais: tendões do músculo flexor profundo dos dedos, situados na palma da mão. 
Músculo abdutor do dedo mínimo: pisiforme. Tendão do músculo flexor ulnar do carpo.
Inserção
Músculos interósseos dorsais:na aponeurose palmar e na base da falange proximal.
Músculos lumbricais: face lateral (radial) do tendão correspondente do músculo extensor dos dedos, no 
dorso do respectivo dedo.
Músculo abdutor do dedo mínimo: face mediai (ulnar) da base da falange proximal do quinto dedo. 
Ação
Músculos interósseos dorsais: realizam abdução dos dedos em relação ao dedo médio. Auxiliam na fle- 
xão dos dedos nas articulações metacarpofalângicas.
Músculos lumbricais: estendem as articulações interfalângicas e simultaneamente flexionam as articula­
ções metacarpofalângicas dos dedos.
Músculo abdutor do dedo mínimo: realiza abdução do quinto dedo.
Inervaçáo
Músculos interósseos dorsais: nervo ulnar, C8, Tl.
Músculos lumbricais: lateral; nervo mediano, C(6), 7, 8, T l; mediai; nervo ulnar, C(7), 8, Tl.
Músculo abdutor do dedo mínimo: nervo ulnar, C(7), 8, Tl.
Movimento funcional básico
Exemplos: afastar os dedos; beber água com as mãos em forma de concha; segurar uma bola grande. 
Indicações
Dor e rigidez nos dedos. Dor ao pinçar ou segurar, associada aos nodos de Heberdan, especialmente em 
músicos profissionais, como pianistas. Dor artrítica nos dedos, como observado em escultores e artistas 
plásticos.
Padrões de dor referida
Primeiro músculo interósseo dorsal: dor intensa no dorso do dedo indicador, em sua metade lateral, com 
dor vaga na superfície palmar e no dorso da mão. Demais músculos interósseos: dor referida ao respec­
tivo dedo.
Músculos lumbricais: padrão semelhante ao observado nos interósseos.
Músculo abdutor do dedo mínimo: dor no dorso do quinto dedo.
Diagnóstico diferencial
Radiculopatia cervical. Neurite ulnar. Síndrome do desfiladeiro torâcico. Compressão dos nervos digi­
tais. Disfunçáo articular.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos intrínsecos do polegar, escalenos, latíssimo do dorso, peitoral maior, tríceps braquial (cabeça 
mediai e /ou cabeça curta) e músculos extensores e /o u flexores longos dos dedos.
Recom endações ao paciente
Praticar exercícios de alongamento. Observar postura e ergonomia no trabalho. Verificar adequação de 
atividades esportivas, como o uso correto de tacos de golfe. Usar canetas e talheres ergonômicos.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / J Agulhamento seco
Injeções ^ \ ^ Liberação de ponto-gatilho
/
7
149
M
úsculos 
do 
A
ntebraço 
e 
da 
M
ão
Músculos da 1 9Coxa e
do Quadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
152 GLÚTEO M Á X IM O
Superior médio
Exercícios de 
fortalecim ento
Inferior mediai 
Padrões de dor referida
Inferior médio
Agachamentos
Leg press sentado
Auto-alongam ento
No solo, tracione o joelho 
na direção do ombro 
oposto. (Evite realizar este 
exercício após a gestação 
em função da sobrecarga 
imposta è pelve durante a 
gravidez e o trabalho 
de parto.)
GLÚTEO M Á X IM O
Do latimgluteus maximus (com o termo de origem grega glontos, que significa "nádega").
O glúteo máximo, que é o músculo mais espesso e fibroso do corpo, confere volume às nádegas. 
Origem
Superfície lateral do ílio, próximo ã linha glútea posterior (região superior e posterior a ela). Região sacral 
e coccígea posterior adjacente. Ligamento sacrotuberal. Aponeurose do músculo eretor da espinha.
Inserção
Fibras profundas da parte distai: tuberosidade glútea do fêmur.
Demais fibras: trato iliotibial da fáscia lata.
Ação
Fibras superiores: realizam rotação lateral da articulação do quadril. Podem auxiliar na abdução dessa 
articulação.
Fibras inferiores: realizam extensão e rotação lateral da articulação do quadril (p. ex., a forte extensão 
observada ao correr ou se levantar da posição sentada) e extensão do tronco. Auxiliam na adução da ar­
ticulação do quadril.
Por meio de sua inserção no trato iliotibial, auxilia na estabilização do joelho em extensão.
Inervação
Nervo glúteo inferior, 1.5, S l, 2.
M ovimento funcional básico
Exemplos: subir uma escada; levantar-se da posição sentada.
Indicações
Dor ao se sentar. Dor ao caminhar em um aclive. Dor na flexão. Dor nas nádegas ao nadar. Dor nas ná­
degas decorrente de uma queda ou desequilíbrio. Dor noturna. Limitação da flexão da coxa e /o u do 
quadril. Determinados distúrbios da marcha, como marcha "cambaleante". Cãibras relacionadas ao frio.
Padrões de dor referida
Três a quatro áreas com uma dor forte nas nádegas, em concomitância a uma ocasional dor difusa logo 
abaixo do sulco infraglúteo, em uma área correspondente a 5 a 8 cm.
Diagnóstico diferencial
Coccidinia. Doença inflamatória pélvica. Discopatia lombar inferior. Sacroiliíte. Bursite (tuberosidade is- 
quiática/trocantérica). Dor lombar do tipo mecânica.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Outros músculos glúteos. Músculo quadrado do lombo. Músculo pubococcígeo. Músculos isquiotibiais 
(pontos-gatilho de fixação).
Recom endações ao paciente
Aquecimento e alongamento. Fazer análise postural e análise da marcha. Utilizar um travesseiro entre 
os joelhos ao dormir. Realizar um programa de alongamento. Praticar natação (menos estilo livre).
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco V /
153
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
TENSOR DA FÁSCIA LATA
Exercícios de 
fortalecim ento
Abdutores com 
aparelho especifico
Abdução do quadril 
com aparelho específico
Abdução do quadril 
no solo
Auto-a longam ento
Cruze o joelho esquerdo 
sobre a outra perna e 
tracione-o em direção 
ao corpo.
Empurre o quadril na 
direção oposta à parede.
Padrão de dor referida
TENSOR DA FASCIA LATA
Do latim tensorfascine latae (tensor. "que estende";fascia. "faixa"; latir, "am pla").
Este músculo situa-se anteriormente ao glúteo máximo, na face lateral do quadril.
Origem
Parte anterior do lábio lateral da crista ilíaca e superfície lateral da espinha ilíaca ântero-superior. 
Inserção
Une-se ao trato iliotibial, logo abaixo do trocanter maior.
Ação
Realiza flexão, abdução e rotação mediai da articulação do quadril. Tensiona a fáscia lata, estabilizando 
dessa maneira a articulação do joelho. Reorienta as forças de rotação produzidas pelo músculo glúteo 
máximo.
Inervação
Nervo glúteo superior, 1.4, 5, S l.
M ovimento funcional básico
Exemplo: caminhar.
Indicações
Dor na parte lateral do joelho e do quadril. Dor em decúbito lateral. Dor ao caminhar rápido. Reabilita­
ção após realização de artroplastia do quadril. Reabilitação de fratura do colo do fêmur.
Padrões de dor referida
Área de dor intensa elíptica desde o trocanter maior até a fíbula, ínfero-lateralmente.
D iagnóstico diferencial
Bursite trocantérica. Osteoartrite do quadril. Sacroiliíte. Espondilose lombar.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo glúteo médio. Músculo glúteo mínimo. Músculo vasto lateral. Músculo reto femoral. Músculo 
sartório. Músculo quadrado do lombo.
Recom endações ao paciente
Evitar a mesma posição (flexão) por longo período de tempo. Evitar certas posturas, como permanecer 
apoiado sobre uma perna ou cruzar as pernas. Colocar um travesseiro entre as pernas ao dormir. Obser­
var a postura de modo geral, principalmente ao correr ou caminhar. Ao exercitar-se, realizar exercícios 
de aquecimento. Alongar-se regularmente.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / | / | Agulhamento seco
Injeções \ ^ \ 1 Liberação de ponto-gatilho
/ /
/ /
155
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
156 GLÚTEO M ÉD IO
Exercícios de 
fortalecim ento
Abdução do quadril com 
aparelho especifico
Auto-alongam ento
Cruze o joelho esquerdo 
sobre a outra perna e 
tracione-o em direção 
ao corpo.
Empurre o quadril na 
direção oposta ã parede.
Padrões de dor referida
Abdulores com aparelho 
específico
GLÚTEO MÉDIO
Do latim glútens medius (com o termo de origem grega gloutos, que significa "nádega").
Este músculo localiza-se em uma parte mais profunda das nádegas e, portanto, é encoberto pelo múscu­
lo glúteo máximo; contudo, no plano superficial, pode-se observá-lo entre o músculo glúteo máximoe o 
músculo tensor da fáscia lata. Durante a caminhada, esse músculo, junto com o músculo glúteo mínimo, 
evita que a pelve se projete para baixo na direção da perna que não está servindo de apoio.
Origem
Face lateral do ílio, logo abaixo da crista ilíaca, entre a linha glútea posterior e a linha glútea anterior. 
Inserção
Crista oblíqua da superfície lateral do trocanter maior do fêmur.
Ação
Realiza abdução da articulação do quadril. As fibras anteriores fazem rotação mediai e auxiliam na 
flexão da articulação do quadril. As fibras posteriores promovem leve rotação lateral da articulação 
do quadril.
Inervaçáo
Nervo glúteo superior, 1.4, 5, Sl.
M ovimento funcional básico
Exemplo: passar de lado sobre uma cerca baixa, abduzindo a coxa.
Indicações
Dor e sensibilidade lombar ou nas nádegas. Dor noturna. Dor em decúbito lateral. Após cirurgia na co­
luna vertebral ou no quadril.
Padrões de dor referida
Dor na região lombar, mediai da nádega, sacral e lateral do quadril, irradiando-se para a região superior 
da coxa.
D iagnóstico diferencial
Radiculopatia (lombossacral). Sacroiliíte. Disfunçáo da articulação do quadril. Coccidinia. Bursite da tu- 
berosidade maior. Claudicação intermitente. Dor lombar do tipo mecânica.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo quadrado do lombo. Outros músculos glúteos. Músculo pubococcígeo. Músculo tensor da fás­
cia lata. Trato iliotibial. Músculo piriforme. Músculo eretor da espinha (parte lombar).
Recom endações ao paciente
Fazer análise postural e análise da marcha. Utilizar um travesseiro entre os joelhos ao dormir. Atentar- 
se para as posturas habituais. Realizar técnicas de alongamento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
157
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
158 GLUTEO M IN IM O
Exercícios de 
fortalecim ento
Abdutores com 
aparelho específico
Cruze o joelho esquerdo 
sobre a outra perna e 
tracione-o em direção 
ao corpo.
direção oposta à parede.
Pontos-gatilho anteriores Múltiplos pontos-gatilho
Padrões de dor referida
Abdução do quadril com 
aparelho específico
Auto-alongam ento
GLUTEO M IN IM O
Do \al\m gluteus ntinimus (com o termo de origem grega gloutos, que significa "nádega").
Este músculo encontra-se em uma posição mais profunda e ântero-inferior em relação ao músculo glú­
teo médio, cujas fibras o encobrem.
Origem
Face lateral do ílio, entre a linha glútea inferior e a linha glúten anterior.
Inserção
Margem anterior do trocanter maior do fêmur.
Ação
Realiza abdução, rotação mediai e flexão da articulação do quadril.
Inervação
Nervo glúteo superior, 1.4, 5, S l.
M ovimento funcional básico
Exemplo: passar de lado sobre uma cerca baixa, abduzindo a coxa.
Indicações
Dor ao se levantar da posição sentada. Dor ao caminhar. Dor noturna. Dor mesmo em repouso. Dor em 
decúbito lateral. Artroplastia do quadril.
Padrões de dor referida
Músculo multipeniforme com diversos pontos-gatilho anteriores, médios e posteriores, causando dor refe­
rida intensa nas nádegas, quadril e lateral do membro inferior, da parte posterior do joelho ao tornozelo.
D iagnóstico diferencial
Radiculopatia (lombossacral). Sacroiliíte. Disfunção da articulação do quadril. Irritação no nervo isquiá- 
tico. Bursite na articulação do quadril.
Regiões e fatores que tam bém devem ser considerados
Músculo tensor da fáscia lata. Outros músculos glúteos. Músculo vasto lateral. Trato iliotibial. Músculo 
quadrado do lombo. Músculos fibulares. Músculo piriforme. Alinhamento pélvico.
Recom endações ao paciente
Utilizar técnicas de auto-alongamento. Fazer análise da marcha e análise postural. Atentar-se para as 
posturas habituais. Evitar deixar os membros inferiores fora da cama ao repousar.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco j / / j
Injeções / | / Liberação de ponto-gatilho ^ ^
159
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
160 PIRIFORME
Exercício de 
fortalecim ento
Contração isométrica dos 
glúteos em pé com 
os membros infenores 
afastados.
Auto-alongam ento
Posicionar o tornozelo 
direito sobre o joelho 
esquerdo e, devagar, levar o 
joelho esquerdo em direção 
ao ombro esquerdo, 
mantendo o sacro em 
contato com o solo ou 
mesa. Deve-se ter cuidado 
para não tensionar a 
articulação do joelho.
PIRIFORME 161
Do latim piriforniis, que significa "com forma de pêra".
O músculo piriforme atravessa o forame isquiático maior.
Origem
Face pélvica do sacro. Ligamento sacrotuberal.
Inserção
Margem superior do trocanter maior do fêmur.
Ação
Realiza rotação lateral da articulação do quadril e abdução da coxa com o quadril flexionado. Auxilia na 
estabilização da cabeça do fêmur no acetábulo.
Inervação
Ramos ventrais do nervo lombar, 1.(5) e nervos sacrais, S l , 2.
M ovimento funcional básico
Exemplo: ao descer de um carro, colocar a primeira perna para fora.
Indicações
Dor profunda e constante na nádega. Dor ciática. Compressão vascular na região posterior da perna. 
Dor na parte lombar das costas ou nas nádegas que piora ao se sentar e que freqüentemente se inicia 
após uma queda ou quando se está dirigindo sentado sobre a carteira no bolso da calça. Dor no pé. Dor 
no reto. Disfunção sexual (dispareunia).
Padrões de dor referida
Duas áreas de dor intensa: 1) na lateral do cóccix, área de 3 a 4 cm; 2) área póstero-lateral da nádega ou 
articulação do quadril com 7 a 10 cm; extensa área dc dor difusa entre as áreas 1) e 2) e da coxa até aci­
ma do joelho.
Diagnóstico diferencial
Sacroiliíte. Radiculopatia lombar. Coccidinia. Quadril com osteoartrite. HLA (antígeno dos leucócitos 
humanos) B 27. Estenose espinal. Discopatia lombar.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Membros inferiores, caso apresentem discrepância de comprimento. Músculos glúteos. Músculo qua­
drado do lombo. Origem dos músculos isquiotibiais (pontos-gatilho de fixação). Músculos gêmeos. 
Músculos obturadores. Músculo quadrado femoral. Músculo levantador do ânus. Músculo coccígeo.
Recom endações ao paciente
Evitar posturas habituais de pernas cruzadas. Fazer análise da marcha e análise postural baseando-se no 
posicionamento dos pés. Tomar uma posição adequada para os pés ao dirigir. Praticar auto-alongamen­
to. Praticar automassagem.
Técnicas
Crioterapia e alongamento S Agulhamento seco
Injeções S S Liberação de ponto-gatilho j S \ S
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
162 MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS (POSTERIORES DA COXA)
Exercícios de 
fortalecim ento
Nervo isquiático 
Músculo quadrado femoral
Músculo biceps femoral 
(cabeça longa)
Músculo semitendíneo 
Músculo semimembranáceo
Nervo tibial 
Nervo fibular comum
Músculos semimembranáceo e 
semitendíneo
)
Flexão dos joelhos com 
aparelho especifico (atua 
na parte inferior 
dos isquiotibiais)
Flexão do tronco para a 
frente com barra (atua 
na parte superior 
dos isquiotibiais)
Auto-alongam ento
Estenda a perna o máximo 
que puder. Caso seus 
músculos isquiotibiais 
estejam encurtados, faça 
este exercício com uma 
toalha ou faixa sobre a 
planta do pé.
cabeças curta e longa
Padrões de dor referida
Extensão do quadril com 
aparelho especifico
MÚSCULOS ISQUIOT1BIAIS (POSTERIORES DA COXA) 163
Do latim schiinn, que significa "referente ao ísquio"; tibialis, que significa "referente à tíbia".
Os isquiotibiais consistem em três músculos, que, da direção mediai para a lateral, são: semimembraná- 
ceo, semitendíneo e bíceps femoral.
Origem
Tuberosidade isquiática. A cabeça curta do músculo bíceps femoral origina-se na face posterior do fêmur. 
Inserção
Músculo semimembranãceo: região posterior do côndilo mediai da tíbia (parte lateral superior da tíbia). 
Músculo semitendíneo: superfície súpero-medial da tíbia, região da epífise proximal.
Músculo bíceps femoral: face lateral da cabeça da fíbula e côndilo lateral da tíbia.
Ação
Realizam flexão da articulação do joelho e estendema articulação do quadril. Os músculos semitendí­
neo e semimembranãceo promovem a rotação mediai da perna quando o joelho está flexionado. O mús­
culo bíceps femoral promove a rotação lateral da perna quando o joelho está flexionado.
Inervação
Ramos do nervo isquiático, L4, 5, S l, 2, 3.
M ovimento funcional básico
Durante uma corrida, os músculos isquiotibiais diminuem a velocidade da perna no fim de seu movi­
mento de balanço para a frente e previnem que o tronco flexione a articulação do quadril.
Indicações
Dor na parte posterior da coxa ao se sentar ou ao caminhar (agravando-se à noite). Dor à palpação na 
parte posterior da perna pode causar claudicação.
Padrões de dor referida
Os músculos semitendíneo e semimembranãceo podem apresentar uma área de dor intensa correspon­
dente a 10 cm, desde o sulco infra-glúteo, irradiando de forma difusa na parte póstero-medial da perna, 
até a região do tendão do calcâneo. O músculo bíceps femoral apresenta dor difusa na região póstero- 
medial da perna, com área de dor intensa correspondente a 10 cm na parte posterior do joelho.
Diagnóstico diferencial
Dor ciática. Radiculopatia. Osteíte. Lesões musculares. Osteoartrite bursítica na articulação do joelho. 
Disfunção da articulação do joelho. Tenossinovite.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos piriforme, poplíteo e glúteos. Músculo obturador interno. Músculo vasto lateral. Músculo 
plantar. Músculo gastroenêmio.
Recom endações ao paciente
Praticar alongamento regular com aplicação de frio e /o u calor. Na prática de exercícios, fazer aqueci­
mento e desaquecimento. Tomar banhos quentes. Adotar melhor postura para dirigir, andar de bicicle­
ta e trabalhar.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / Y Agulhamento seco
Injeções | ^ \ ^ | Liberação de ponto-gatilho
/ /
7T7
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
164 MÚSCULOS ADUTORES
Músculo psoas maior 
Músculo iliaco 
Ligamento inguinal
Nervo, veia e 
artéria femorais
Músculo adutor longo 
Músculo grácil
Exercícios de 
fortalecim ento
Adutores com aparelho 
Músculo adutor curto específico
Músculo adutor magno
Adirçáo do quadril no solo
Auto-alongam ento
Com a coluna ereta o as 
plantas dos pés unidas, 
tracionar as pernas para 
fora com os cotovelos.
Músculo adutor magno Músculos adutor longo
e adutor curto
Músculo grácil
Padrões de dor referida
MÚSCULOS ADUTORES 165
Do latim adductor longas, breiús e tnagnus (adductor: "que conduz, leva"; magnus-. "grande").
0 músculo adutor magno é o maior do grupo dos músculos adutores, que ainda inclui o músculo adu­
tor longo e o músculo adutor curto. O músculo adutor longo é o mais anterior dos três. O músculo adu­
tor curto situa-se mais anteriormente em relação ao músculo adutor magno. A margem lateral das fibras 
superiores do músculo adutor longo forma a margem mediai do triângulofentora! (o músculo sartório 
forma a margem lateral, e o ligamento inguinal, a margem superior).
Origem
Parte anterior do púbis. O músculo adutor magno apresenta ainda origem na tuberosidade isquiática. 
Inserção
Toda a extensão mediai do fêmur, da articulação do quadril até a articulação do joelho.
Ação
Realiza adução e rotação lateral da articulação do quadril. O músculo adutor longo e o músculo adutor 
curto também flexionam o fêmur estendido c estendem o fêmur flexionado.
Inervação
Músculo adutor magno: divisão posterior do nervo obturatório, L2, 3, 4. Parte tibial do nervo isquiático,
1 .4, 5, S l.
Músculo adutor curto: divisão anterior do nervo obturatório (L2-L4). Algumas vezes a divisão posterior 
envia ramos para este músculo.
Músculo adutor longo: divisão anterior do nervo obturatório, L 2 ,3, 4.
Movimento funcional básico
Exemplo: ao entrar em um carro, colocar a segunda perna para dentro.
Indicações
Dor intensa e sensibilidade na região mediai da coxa. Rigidez na perna e na coxa durante abdução. Dor 
ao realizar rotação da articulação do quadril e /o u ao sustentar o peso do corpo. Estalido na articulação 
do quadril. Dor aguda ou queimação sob a coxa. Distensão na virilha. Reabilitação após fratura ou artro- 
plastia do quadril. Acidose tubular renal. Inchaço nas pernas.
Padrões de dor referida
Diversas áreas de dor referida: a) duas áreas na superfície anterior da articulação do quadril (5 a 8 cm) 
e acima da articulação do joelho (5 a 8 cm); b) região ântero-medial da coxa, desde o ligamento inguinal 
até a parte mediai da articulação do joelho; c) parte mediai da coxa, do quadril até o joelho.
Diagnóstico diferencial
Avulsão. Disfunção da sínfise púbica. Neuropatia. Linfadenopatia. Hérnia. Dor do tipo mecânica na ar­
ticulação do joelho. Osteoartrite do quadril. Hérnia femoral.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo pectíneo. Músculo vasto mediai. Músculo iliopsoas. Músculo vasto lateral. Músculo sartório 
(extremidade distai).
Recomendações ao paciente
Realizar um programa de alongamento em casa. Evitar exercícios além do limite. Observar a postura 
usual. Analisar se as técnicas de ciclismo ou esqui estão corretas. Tratar deficiência de vitaminas e/ou 
minerais.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ /
/ /
Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho
/ /
/ /
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
PECTINEO
Padrão de dor referida
Exercícios de 
fortalecim ento
Aduçáo do quadril 
no solo
Auto-alongam ento
Com a coluna ereta e as 
plantas dos pés unidas, 
tracionar as pernas para 
fora com os cotovelos.
Flexáo do quadril com 
aparelho especifico
PECTÍNEO
Do latim pectineus (pecten: "pente").
O músculo pectínco localiza-se entre o músculo psoas maior e o músculo adutor longo.
Origem
Linha pectínea do púbis, entre a eminência iliopúbica e o tubérculo púbico.
Inserção
Linha pectínea do fêmur, desde o trocanter menor até a linha áspera do fêmur.
Ação
Realiza adução e flexão da articulação do quadril.
Inervação
Nervo femoral, 1.2,3, 4. Ocasionalmente recebe um ramo adicional do nervo obturatório, L3.
M ovimento funcional básico
Exemplo: caminhar ao longo de uma linha reta.
Indicações
Dor persistente na parte interna da virilha. Distensão na virilha. Dor na articulação do quadril. Reabili­
tação após fratura ou artroplastia do quadril. Gravidez. Pós-parto. Dor durante o ato sexual. Dor duran­
te a realização de exercícios de adução.
Padrões de dor referida
Área de dor intensa (de 8 a 12 cm) na parte anterior da virilha, com irradiações difusas, configurando um 
aspecto oval, na região ântero-medial da coxa.
D iagnóstico diferencial
Hérnia inguinal e femoral. Linfadenopatia. Meralgia parestésica. Radiculopatia lombar. Patologia vascular. 
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo adutor longo e músculo adutor curto. Músculo iliopsoas. Membros inferiores, caso apresentem 
discrepância de comprimento.
Recom endações ao paciente
Evitar movimentos repetitivos de adução e de flexão do quadril, como a posição de lótus da yognou sen­
tar-se com as pernas cruzadas.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / Agulhamento seco
Injeções / / Liberação de ponto-gatilho
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
168 SARTÓRIO
Exercício de 
fortalecim ento
Abduçáo do quadril com 
aparelho especifico
Auto-alongam ento
direçáo oposta è parede. 
Fazer apenas um 
alongamento leve.
Padrões de dor referida
SARTÓRIO 169
Do latim sarforius, que significa "alfaiate".
O sartório é o músculo mais superficial da região anterior da coxa, sendo também o mais extenso do cor­
po. A margem mediai do terço superior forma a margem lateral do triângulo femoral (o músculo adutor 
longo compõe a margem mediai, e o ligamento inguinal constitui a margem superior). Conforme 
mencionado, sartorius significa "alfaiate" em latim; a ação do músculo sartório consiste em cruzar uma 
perna sobre a outra na posição sentada, tal como um alfaiate, que adota essa postura para apoiar o tecido 
sobre a coxa.
Origem
Espinha ilíaca ântero-superior e área imediatamente abaixo dela.
Inserção
Parte superiorda face mediai da tíbia, próximo à margem anterior.
Ação
Realiza flexão da articulação do quadril, auxiliando no movimento de conduzir a perna para a frente ao 
correr ou caminhar; além disso, também realiza rotação lateral e abdução da articulação do quadril. 
Flexiona a articulação do joelho e auxilia na rotação mediai da tíbia sobre o fêmur depois da flexão. Es­
sas ações podem ser resumidas dizendo-se que esse músculo posiciona o calcanhar sobre o joelho contra- 
lateral.
Inervação
Dois ramos do nervo femoral, L2, 3, (4).
M ovimento funcional básico
Exemplo: sentar-se com as pernas cruzadas.
Indicações
Dor na região anterior da coxa. Dor aguda e/ou formigamento entre a articulação do quadril e a região 
mediai da articulação do joelho.
Padrões de dor referida
Vaga sensação de formigamento desde a região ântero-medial da espinha ilíaca ântero-superior, passan­
do no sentido mediai da coxa, em direção à face mediai da articulação do joelho.
Diagnóstico diferencial
Meralgia parestésica. Patologia da articulação do joelho. Radiculopatia lombar. Linfadenopatia inguinal. 
Patologia vascular. Hérnia inguinal e /o u femoral.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo vasto mediai. Músculo bíceps femoral. Músculo grácil. Músculo pectíneo. Músculo tcnsor da 
fáscia lata.
Recom endações ao paciente
Realizar análise postural e análise da marcha. Não permanecer com as pernas cruzadas por períodos 
prolongados. Verificar posturas habituais. Considerar que os pontos-gatilho podem estar hiperativos em 
decorrência da obesidade e/ou de certas práticas ao realizar atividades físicas (p. ex., correr com os pés 
em eversão). Fazer exercícios de alongamento. Dormir com um travesseiro entre os joelhos.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco j / j / ]
Injeções | S \ ^ | Liberação de ponto-gatilho ^ ^
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
170 QUADRÍCEPS FEMORAL
Exercícios de 
fortalecim ento
Músculo tensor da fáscia lata
Trato iliotibial
Músculo reto femoral 
(seccionado) (músculo 
quadriceps femoral)
Músculo vasto lateral 
(músculo quadriceps femoral)
Músculo sartóno
Músculo vasto intermédio 
(músculo quadriceps femoral)
Músculo vasto mediai 
(músculo quadriceps femoral)
Extensão dos membros 
inferiores com aparelho 
específico
Músculo 
vasto mediai
Músculo 
vasto intermédio
Músculo 
reto femoral
Leg press sentado
Agachamentos
Auto-a longam ento
Músculo vasto lateral
Músculo vasto lateral
Usar a mão do lado oposto 
para segurar o tornozelo ou 
usar uma toalha ao redor 
da perna e segurá-la com 
as duas mãos.
(vista posterior) Músculo vasto lateral
Padrões de dor referida
q u a d r í c e p s f e m o r a l
Do latim quadríceps femoris, reclusfentoris, vastus laleraiis, vastus intermedias e vastus tnedialis {quadríceps. 
"com quatro cabeças"; fentoris: "da coxa"; m stus "grande").
Os quatro músculos do quadríceps são o reto femoral, o vasto lateral, o vasto mediai e o vasto intermé­
dio. Todos atravessam a articulação do joelho, porém o músculo reto femoral é o único com duas ori­
gens e que cruza também a articulação do quadril. O quadríceps femoral alinha a articulação do joelho 
ao se levantar de uma posição sentada, durante uma caminhada ou ao subir uma escada. Os músculos 
vastos são responsáveis pelo controle do movimento ao se sentar.
Origem
Grupo dos músculos vastos: metade superior da diáfise do fêmur.
Músculo reto femoral: região anterior do ílio (espinha ilíaca ântero-inferior). Região acima do acetábulo. 
Inserção
Patela, e então, por meio do ligamento da patela, na região superior e anterior da tíbia (tuberosidade da 
tíbia).
Ação
Grupo dos músculos vastos: realiza extensão da articulação do joelho.
Músculo reto femoral: realiza extensão da articulação do joelho e flexão da articulação do quadril (par­
ticularmente em conjunto, como ao chutar uma bola).
Inervação
Nervo femoral, 1.2, 3, 4.
M ovimento funcional básico
Exemplos: andar de bicicleta; subir uma escada.
Indicações
Dor e fraqueza na coxa. Instabilidade no joelho. Dor noturna. Dor na extensão da articulação do joelho. 
Após fratura do quadril. Após fratura e imobilização do fêmur. Diminuição no "deslizamento" da arti­
culação femoropatelar. Dor ao sustentar o peso do corpo. Dor sem causa aparente no joelho de jovens.
Padrões de dor referida
Dor na região anterior, mediai e /o u lateral da coxa. O músculo vasto lateral apresenta muitos pontos de 
dor referida.
D iagnóstico diferencial
Síndrome da banda iliotibial. Disfunção da articulação femoropatelar. Lesões do tendão do quadríceps 
femoral. Tendinite. Radiculopatia lombar. Patologia do nervo femoral. Problemas ou disfunção na arti­
culação do joelho (multipeniforme).
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo iliopsoas. Músculo tensor da fáscia lata. Grupo dos músculos glúteos. Músculo sartório. 
Recom endações ao paciente
Utilizar técnicas adequadas de levantamento. Utilizar bandagem de compressão na região do joelho. 
Evitar ficar sem se movimentar por períodos prolongados. Realizar um programa de alongamento em 
casa. Submeter-se a avaliações posturais e da marcha. Ter períodos de repouso na prática de ciclismo. 
Evitar posições inadequadas ao se sentar (isto é, sentar-se sobre os tornozelos, sobre os pés etc.). Dormir 
com um travesseiro entre os joelhos. Evitar exercícios de agachamento pesados. Tomar banhos mornos 
ou quentes. Executar alongamentos.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / j Y Agulhamento seco
Injeções / / Liberação de ponto-gatilho
/ /
7T7
171
M
úsculos 
da 
Coxa 
e 
do 
Q
uadril
Músculos da 
Perna e do Pé
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
174 TIBIAL ANTERIOR
Exercícios de 
fortalecimento
Padrão de dor referida
TIBIAL ANTERIOR 175
Do latim tibia/isanterior(tibia: "flauta", "osso da perna, canela").
Origem
Côndilo lateral da tíbia. Metade superior da face lateral da tíbia. Membrana interóssea.
Inserçào
Face mediai c plantar do osso cuneiforme mediai. Base do primeiro metatarsal.
Açáo
Realiza dorsiflexáo da articulação do tornozelo e inversão do pé.
Inervaçáo
Nervo fibular profundo, L4, 5, SI.
M ovimento funcional básico
Exemplos: caminhar e correr (auxilia o pé a estabilizar-se no chão após o contato do calcanhar; eleva o 
pé do chão durante o balanço da perna para a frente).
Indicações
Dor e sensibilidade no tornozelo. Dor no hálux. Síndrome do compartimento tibial anterior ("canelite" 
ou sensibilidade na musculatura pré-tibial). Fraqueza no tornozelo em crianças.
Padrões de dor referida
Dor vaga na região ântero-medial da perna, com área de dor de 3 a 5 cm na região anterior da articula­
ção do tornozelo, culminando em dor no hálux.
Diagnóstico diferencial
Discopatia lombar. Artrite dos dedos dos pés. Síndrome do compartimento tibial anterior ("canelite" ou 
sensibilidade na musculatura pré-tibial). Varizes.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo extensor longo do hálux. Músculo fibular terceiro. Músculo extensor curto do hálux. Músculo 
extensor curto dos dedos. Músculo extensor longo dos dedos. Músculo flcxor longo do hálux. Músculo 
primeiro interósseo dorsal do pé.
Recom endações ao paciente
Evitar longas viagens de carro e uso de pedais em geral. Alternar superfícies de corrida e trocar os cal­
çados usados nessa atividade conforme for necessário. Evitar andar durante muito tempo em superfí­
cies irregulares. Realizar um programa de alongamento com técnicas que utilizem a aplicação de frio 
e /o u calor. Ajustar o banco do carro. Utilizar calçados adequados quando estiver dirigindo.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / V Agulhamento seco j / S ]
Injeções ^ \ S Liberação de ponto-gatilho ^ ^
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
EXTENSOR LONGO DOS DEDOS/EXTENSOR LONGO DO HALUX
Exercício de 
fortalecim ento
A uto-alongam ento
Músculo extensor longo dos dedos Músculo extensor longo do hálux
Músculo extensor longo dos dedos
Padrões de dor referidailustra os planos utilizados com 
mais freqüência.
Figura 1.15: Planos do corpo.
18 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Movim entos Anatômicos
A direção em que parles do corpo se movimentam é descrita em relação ã posição fetal. O movi­
mento realizado para assumir a posição fetal consiste na flexão dos membros. O movimento inverso, ou 
seja, o alongamento do corpo a partir da posição fetal, consiste na extensão dos membros.
b)
Figura 1.16: a) Flexão para a posição fetal; b) Extensão a partir da posição fetal.
Principais Movim entos
Figura 1.17: Flexão: curvar-se para promover uma 
diminuição do ângulo entre os ossos no local de uma 
articulação. A partir da posiçáo anatômica, a flexão 
geralmente é para a frente, com exceção da articulação 
do joelho, que se projeta para trás. Uma maneira de 
lembrar esse movimento é relacioná-lo ã posição fetal. 
Extensão: alongar-se ou curvar-se para trás, deixando a 
posição fetal. Hiperextensão: estender o membro além 
de sua amplitude normal.
Figura 1.18: Flexão lateral
Curvar lateralmente o tronco ou a cabeça 
no plano frontal (coronal).
0 Corpo em M ovim ento 19
a) b)
Figura 1.19 a e b:
Abdução: movimento de um osso em afastamento da linha mediana do corpo ou de um membro. 
Adução: movimento de um osso em direção ã linha mediana do corpo ou de um membro.
NOTA: para a abdução do braço continuar acima da linha do ombro (elevação por abdução), a 
escapula deve realizar rotação em torno do seu eixo para mover a cavidade glenoidal para cima 
(ver Figura 1.27b).
a)
Rotação
lateral
Rotação
mediai
b) Rotação da coluna vertebral
Figura 1.20 a e b:
Rotação: movimento do tronco ou de um osso em torno de seu próprio eixo longitudinal. 
Rotação mediai: rotação em direção á linha mediana.
Rotação lateral: rotação em afastamento da linha mediana.
Abdução
Aduçáo
20 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Figura 1.21 a e b: Circundução
Movimento em que a extremidade distai de um osso se move em círculos, enquanto a extremidade proximal 
permanece estável; o movimento combina flexão, abduçáo, extensão e aduçao.
Outros Movimentos
Os movimentos descritos nesta seção são aqueles que ocorrem em articulações ou partes específi­
cas do corpo, normalmente envolvendo mais de uma articulação.
a) b)
Figura 1.22 a: Pronaçào 
Posicionar a palma da máo para baixo, voltando-a 
para o solo (com o cotovelo flexionado em 90° ou 
repousando no solo) ou em sentido contrário 
ao das posições anatômica e fetal.
Figura 1.22 b: Supinação
Posicionar a palma da mão para cima, voltando-a 
para o teto (com o cotovelo flexionado em 90° ou 
repousando no solo) ou no mesmo sentido 
das posições anatômica e fetal.
0 Corpo em M ovim ento 21
Dorsiflexáo
Inversão Eversão
Figura 1.23: Flexão plantar: apontar os dedos dos pés 
em direção ao solo. Dorsiflexáo: apontar os dedos 
dos pés em direção ao teto.
Figura 1.24: Inversão: mover a planta dos pés no sentido 
mediai, de modo que sejam capazes de se tocar. 
Eversão: mover a planta dos pés no sentido lateral, 
de modo que fiquem voltadas para fora.
Figura 1.25: Protração 
Movimento para a frente no plano transverso. Por exemplo, protração do ombro.
22 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Figura 1.26: Retração 
Movimento em sentido posterior no plano transverso. Por exemplo, ao manter o cingulo 
do membro superior para trás, como na posição em estilo militar.
Figura 1.27 a:
Elevação: movimento de uma parte do corpo para cima no plano frontal.
Por exemplo, elevação da escápula ao encolher os ombros.
Depressão: movimento de abaixamento de uma parte do corpo em retorno ã posição original.
0 Corpo em M ovim ento 23
Rotação da 
articulação do 
om bro para 
permitir elevação 
por abdução
Figura 1.27 b: A abdução do braço na articulação do ombro, 
conforme é elevado acima da cabeça no plano frontal, 
pode ser denominada elevação por abduçáo.
Figura 1.27 c: A flexão do braço na articulação do ombro, 
conforme é elevado acima da cabeça no plano sagital, 
pode ser denominada elevação por flexão.
Figura 1.28: Oposição
Movimento especifico da articulação em sela do polegar (articulação metacarpofalãngica do polegar), 
que permite que este dedo toque a polpa digital dos demais dedos.
24 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Múscu lo Estriado Esquelético
Tipos de Fibras Musculares
Existem três tipos de fibras musculares: fibras de contração lenta (vermelhas), fibras de contração 
rápida (brancas) e fibras de contração rápida intermediária.
1. Fibras M usculares de Contração Lenta
Trata-se de pequenas fibras que contraem lentamente. Sua coloração vermelha deve-se à mioglobi- 
na, substância semelhante a hemoglobina que armazena oxigênio e aumenta o nível de difusão desse gás 
no interior da fibra muscular. Contanto que o suprimento de oxigênio seja abundante, as fibras verme­
lhas podem se contrair por longos períodos, sendo, portanto, muito resistentes â fadiga. Maratonistas 
profissionais tendem a apresentar alta porcentagem dessas fibras.
2. Fibras M usculares de Contração Rápida
Trata-se de fibras grandes e que contraem rapidamente. São esbranquiçadas por possuírem uma 
quantidade menor de mioglobina. Apresentam rápida fadiga porque dispõem de pouca reserva de gli- 
cogênio em seu interior para realizar a contração. Contudo, são capazes de gerar contrações muito mais 
potentes que as fibras vermelhas, ocasionando movimentos rápidos e potentes por períodos curtos de 
tempo. Velocistas profissionais tendem a apresentar alta porcentagem dessas fibras.
3. Fibras M usculares de Contração Rápida Intermediária
Essas fibras musculares, que apresentam coloração rosa ou vermelha, são intermediárias em tama­
nho e atividade em relação aos outros dois tipos de fibras.
NOTA: Existe uma mistura dessas fibras musculares na composição dos músculos, o que lhes propor­
ciona resistência à fadiga e velocidade de contração.
Irrigação Sanguínea
Geralmente, cada músculo recebe nutrientes através do sangue de uma artéria e envia os resíduos 
metabólicos através de veias que o circundam. Esses vasos sanguíneos em geral localizam-se na parte 
central do músculo, mas também podem estar situados em sua extremidade. Dessa maneira, ramificam- 
se em um plexo capilar, que se espalha ao longo dos septos intermusculares para finalmente penetrar no 
endomísio que circunda cada fibra muscular. Durante um exercício físico, esses capilares se dilatam, 
aumentando o fluxo sanguíneo no músculo cm aproximadamente 800 vezes. O tendão do músculo, por 
apresentar pouco tecido contrátil, possui uma irrigação sanguínea muito menor.
Inervação
A inervação de um músculo em geral se situa próxima ao local de irrigação sanguínea, ramifican­
do-se através dos septos de tecido conjuntivo no interior do endomísio da mesma maneira que os capi­
lares sanguíneos. Cada fibra muscular estriada esquelética é inervada por uma única terminação nervo­
sa. Isso apresenta contraste em relação a outros tecidos musculares, capazes de se contrair sem nenhu­
ma estimulação nervosa.
O nervo que penetra o músculo geralmente contém fibras sensitivas e motoras em proporções 
semelhantes, embora alguns músculos possam receber inervação sensitiva em ramos separados. Assim 
que essas fibras nervosas se aproximam da fibra muscular, dividem-se em numerosos ramos terminais, 
coletivamente denominados placa motora.
Unidade Motora do Músculo Estriado Esquelético
Uma unidade motora é formada por fibras musculares e por uma única fibra nervosa que as iner- 
va. A unidade motora varia em tamanho, desde cilindros musculares de 5 a 7 mm de diâmetro no mem­
0 Corpo em M ovim ento 25
bro superior a 7 a 10 mm de diâmetro no membro inferior. O número médio de fibras musculares em 
uma unidade motora é de 150 (porém esse número varia de menos que 10 a centenas). N as regiões em 
que ocorrem movimentos finos, como no bulbo do olho ou nos dedos das mãos, existem poucas fibras 
musculares inervadas por uma única fibra nervosa. Por outro lado,EXTENSOR LONGO DOS DEDOS/EXTENSOR LONGO DO HÁLUX
Do latim extensor digitorum longus {extendere: "estender, esticar"; digit: "dedo"); extensor hnHucis longus 
(Im /I u x . "hálux, dedáo").
Assim como os tendões correspondentes da mão, o músculo extensor longo dos dedos compõe a apo- 
neurose que proporciona a extensão das falanges proximais dos dedos dos pés. Hssa estrutura une-se aos 
tendões dos músculos lumbricais e ao músculo extensor curto dos dedos, mas não aos interósseos. O 
músculo extensor longo do hálux situa-se profundamente entre o músculo tibial anterior e o músculo 
extensor longo dos dedos.
Origem
Músculo extensor longo dos dedos: côndilo lateral da tíbia. Dois terços superiores da face anterior da fí- 
bula. Parte superior da membrana interóssea.
Músculo extensor longo do hálux: região média da face anterior da fíbula e membrana interóssea adja­
cente.
Inserção
Músculo extensor longo dos dedos: ao longo da face dorsal dos dedos dos pés, exceto do hálux. Os ten­
dões fixam-se separadamente em cada dedo, em sua base, nas falanges distai e média.
Músculo extensor longo do hálux: base da falange distai do hálux.
Ação
Músculo extensor longo dos dedos: estende os dedos do pé na articulação metatarsofalãngica. Auxilia 
na extensão das articulações interfalãngicas e na dorsiflexão da articulação do tornozelo, assim como na 
eversão do pé.
Músculo extensor longo do hálux: estende as articulações do hálux. Realiza dorsiflexão da articulação 
do tornozelo e inversão do pé.
Inervaçáo
Nervo fibular profundo, 1.4, 5, Sl.
M ovimento funcional básico
Exemplo: subir escadas sem tocar os degraus com os dedos do pé.
Indicações
Dor na parte dorsal do pé. Metatarsalgia. Dor persistente no hálux. Cãibras noturnas.
Padrões de dor referida
Músculo extensor longo dos dedos: dor na parte dorsal do pé estendendo-se até os três dedos centrais. 
Músculo extensor longo do hálux: dor na parte dorsal do hálux.
Diagnóstico diferencial
Dedo em martelo. Dedo em garra. Joanetes. Lesão na cabeça da fíbula. Síndrome do compartimento. "Pé 
caído" (perda da dorsiflexão do pé associada ao neurônio motor superior). Tendinite. Lesão tendínea.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos fibulares. Músculo tibial anterior.
Recom endações ao paciente
Utilizar calçados confortáveis. Observar o modo de andar e a posição dos pés ao dirigir e ao dormir. Re­
ver exercícios que requerem a sustentação do peso. Considerar o uso de órteses. Atentar-se para a pos­
tura ocupacional.
Técnicas
Crioterapia e alongamento /daudicaçào intermitente). Radiculopatia de 
S l . Cisto de Baker. Síndrome do compartimento tibial posterior. Tendinite do tendão do calcâneo. Doen­
ça de Sever. Bursite.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo sóleo. Músculo plantar. Músculo tibial posterior. Músculos flexores (longos) e extensores dos 
dedos do pé. Músculo tibial anterior.
Recom endações ao paciente
Evitar sapatos de salto alto. Realizar alongamentos regulares. A prática de exercícios deve incluir aque­
cimento e desaquecimento. Realizar técnicas de alongamento associadas à aplicação de calor ou frio. 
Trocar calçados de corrida regularmente. Observar posturas adequadas.
Técnicas
Crioterapia e alongamento 
Injeções
/ / Agulhamento seco 
Liberação de ponto-gatilho
1 7 /
/ /
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
182 PLANTAR
Padrão de dor referida
PLANTAR 183
Do latim plantaris, que significa "relativo à planta do pé".
Parte do músculo tríceps suraí. Apresenta um tendão longo e delgado semelhante àquele do músculo pal­
mar longo.
Origem
Parte inferior da crista supracondilar lateral do fêmur e parte adjacente da face poplítea do fêmur. Liga­
mento poplíteo oblíquo da articulação do joelho.
Inserção
Face posterior do calcâneo (às vezes na face mediai do tendão do calcâneo).
Ação
Realiza flexão plantar da articulação do tornozelo. Flexiona delicadamente a articulação do joelho. 
Inervação
Nervo tibial, L4, 5, SI (2).
M ovimento funcional básico
Exemplo: erguer-se na ponta dos pés.
Indicações
Dor na panturrilha. Dor no calcanhar. Dor na parte posterior do joelho. Uso crônico e prolongado de sa­
patos de salto alto.
Padrões de dor referida
Dor na fossa poplítea com área de 2 a 3 cm irradiando-se entre 5 e 10 cm inferiormente na panturrilha. 
D iagnóstico diferencial
Tendinite do tendão do calcâneo. Síndrome do compartimento. Doenças vasculares. Esporão do calcã- 
neo. Fascite. Problemas na articulação subtalar. Problemas no mecanismo de bombeamento de sangue 
venoso. Ruptura de tendão. Cisto de Baker. "Canelite" (sensibilidade na musculatura pré-tibial). Fratu­
ra por estresse. Discrepância no comprimento das pernas.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo poplíteo. Músculo gastroenêmio. Músculo tibial posterior. Músculo quadrado plantar. Múscu­
lo abdutor do hálux.
Recom endações ao paciente
Trocar calçados. Observar posturas adequadas. Variar técnicas e superfícies de corrida . Evitar sapatos 
de salto alto. Realizar alongamentos regulares. Descansar as pernas no trabalho e em casa. Fazer aplica­
ção de gelo. Realizar alguma técnica dc massagem após a prática de esportes. A prática dc exercícios 
deve incluir aquecimento e desaquecimento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco |
Injeções Liberação de ponto-gatilho
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
SOLEO
Exercícios de 
fortalecim ento
Flexão plantar 
(em pé com barra)
Flexão plantar 
(sentado, com 
aparelho especifico)
A uto-alongam ento
O alongamento aumenta 
mais a dorsiflexao 
que a inversão.
Padrões de dor referida
SOLEO
Do latim solcus, que significa "em forma de sola de sapato".
Parte do músculo tríceps sural. O músculo sóleo é assim denominado em função de seu formato, que lem­
bra o da sola de um sapato. O tendão do calcãneo (correspondente aos músculos sóleo e gastrocnêmio) 
é o mais espesso c potente do corpo humano.
Origem
Superfícies posteriores da cabeça da fíbula e terço superior do corpo da fíbula. Linha do músculo sóleo 
e terço médio da margem mediai da tíbia. Arco tendíneo entre a tíbia e a fíbula.
Inserção
junto ao tendão do músculo gastrocnêmio, na face posterior do calcãneo.
Ação
Realiza flexão plantar da articulação do tornozelo. O músculo sóleo está freqüentemente contraído 
quando se está em pé, a fim de evitar uma projeção do corpo para a frente na articulação do tornozelo; 
isto é, não permite que o centro de gravidade do corpo seja deslocado para a frente. Com isso, é possível 
manter uma postura ereta.
Inervaçáo
Nervo tibial, 15, S l, 2.
M ovimento funcional básico
Exemplo: erguer-se na ponta dos pés.
Indicações
Dor na panturrilha. Dor no calcanhar. Dor na parte posterior do joelho. Uso crônico e prolongado de sa­
patos de salto alto.
Padrões de dor referida
Dor na região distai do tendão do calcãneo e metade posterior do pé. Dor na panturrilha, desde o joelho 
até logo acima do tendáo do calcãneo. Dor na região sacroilíaca ipsilateral, em uma área de 4 a 5 cm 
(rara).
D iagnóstico diferencial
Tendinite do tendáo do calcãneo. Síndrome do compartimento. Esporão do calcãneo. Doenças vascu­
lares. Fascite. Problemas na articulação subtalar. Problemas no mecanismo de bombeamento de sangue 
venoso. Ruptura de tendão. Fratura por estresse. Cisto de Baker. "Canelite" (sensibilidade na muscula­
tura pré-tibial). Discrepância no comprimento das pernas.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculo poplíteo. Músculo gastrocnêmio. Músculo tibial posterior. Músculo quadrado plantar. Múscu­
lo abdutor do hálux.
Recom endações ao paciente
Trocar calçados. Observar posturas adequadas. Variar técnicas e superfícies de corrida. Evitar sapatos de 
salto alto. Realizar alongamentos regulares. Descansar as pernas no trabalho e em casa. Fazer aplicação 
de gelo. Realizar alguma técnica de massagem após a prática de esportes. A prática de exercícios deve 
incluir aquecimento e desaquecimento.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / j / Agulhamento seco | | |
Injeções | ^ [ | Liberação de ponto-gatilho [ S \ ^ j
185
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
A
ut
o-
al
on
ga
m
en
to
\C
00 Músculos da Perna e do Pé
Pa
dr
áo
 
de
 
do
r 
re
fe
ri
da
POPLÍTEO
Do latim popUteus (pop/es: "curva da perna, joelho").
O tendão de origem do músculo poplíteo está inserido na cápsula da articulação do joelho.
Origem
Superfície lateral do côndilo lateral do fêmur. Ligamento poplíteo oblíquo da articulação do joelho. 
Inserção
Região superior da face posterior da tíbia, superior à linha do músculo sóleo.
Ação
Realiza rotação lateral do fêmur sobre a tíbia quando os pés estão apoiados no solo. Realiza rotação me­
diai da tíbia sobre o fêmur quando a perna não está sustentando o peso do corpo. Auxilia na flexão da 
articulação do joelho (o músculo poplíteo "destrava" a articulação do joelho estendida para iniciar a fle­
xão da perna). Ajuda a reforçar os ligamentos posteriores da articulação do joelho.
Inervação
Nervo tibial, 1.4, 5, Sl.
M ovimento funcional básico
Exemplo: caminhar.
Indicações
Dor na região posterior do joelho ao agachar-se, caminhar ou correr. Dor na parte posterior do joelho ao 
subir e descer escadas ou andar em aclives. Rigidez no joelho em flexão e extensão passiva.
Padrões de dor referida
Área de dor localizada correspondente a 5 a 6 cm na região póstero-central da articulação do joelho com 
uma dor difusa irradiada em todas as direções, especialmente para baixo.
D iagnóstico diferencial
Avulsão. Instabilidade nos ligamentos cruzados. Cisto de Baker. Osteoartrite. Tendinite. Lesão no menis­
co. Tenossinovite. Problemas vasculares (trombose, trombose venosa profunda).
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos isquiotibiais (bíceps femoral). Músculo gastroenêmio (ligamento da patela). Músculo plantar. 
Recom endações ao paciente
Evitar sobrecarga em atividades físicas que requerem a sustentação do peso. Utilizar calçados ortopédicos. 
Realizar um programa de alongamento. Manter uma posição correta ao andar de bicicleta.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções [ S | | Liberação de ponto-gatilho
/ /
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
188 FLEXOR LONGO DOS DEDOS/FLEXOR LONGO DO HÁLUX
Exercícios de 
fortalecim ento
Flexão plantar 
(em pé com barra)
Elevar o calcanhar, cur­
vando os pés para estender 
as articulações dos dedos.
Auto-a longam ento
Padrões de dor referida
Músculo flexor longo dos dedos Músculo flexorlongo do hãlux Flexão plantar 
(sentado, com 
aparelho especifico)
Músculo flexor longo dos dedos Músculo flexor longo do hãlux
Manter os dedos 
dos pés estendidos.
FLEXOR LONGO DOS DEDOS/FLEXOR LONGO DO HÁLUX
Do latim flexor liigitorum longus e flexor hal/ucis longus (flectere: "flexionar, dobrar").
A inserção dos tendões do músculo flexor longo dos dedos é semelhante àquela observada nos tendões 
do músculo flexor profundo dos dedos da mão. O músculo flexor longo do hálux auxilia na manuten­
ção do arco longitudinal do pé em sua parte mediai.
Origem
Músculo flexor longo dos dedos: parte mediai da face posterior da tíbia, abaixo da linha do músculo sóleo. 
Músculo flexor longo do hálux: dois terços inferiores da face posterior da fibula. Membrana interóssea. 
Septo intermuscular adjacente.
Inserção
Músculo flexor longo dos dedos: bases das falanges distais do segundo ao quinto dedo.
Músculo flexor longo do hálux: base da falange distai do hálux.
Ação
Músculo flexor longo dos dedos: flexiona as articulações dos dedos dos pés, exceto do hálux. Auxilia na 
flexão plantar da articulação do tornozelo e na inversão do pé.
Músculo flexor longo do hálux: flexiona as articulações do hálux, sendo importante na propulsão do pé 
durante a caminhada. Auxilia na flexão plantar da articulação do tornozelo e na inversão do pé.
Inervação
Nervo tibial, 1.5, S l, (2).
M ovimento funcional básico
Caminhar; elevar os dedos do solo ao caminhar (especialmente com os pés descalços em superfícies irre­
gulares); erguer-se na ponta dos pés.
Indicações
Dor nos pés ao sustentar o peso ou ao caminhar em superfícies irregulares. Dor no hálux.
Padrões de dor referida
Músculo flexor longo dos dedos: dor vaga e linear na margem mediai da panturrilha, com maior sinto­
matologia na região plantar anterior do pé.
Músculo flexor longo do hálux: dor intensa no hálux, tanto na região plantar quanto na cabeça do pri­
meiro metatarsal.
D iagnóstico diferencial
"Canelite" (sensibilidade na musculatura pré-tibial). Síndrome do compartimento. Ruptura do tendão. 
Instabilidade mediai do pé e da articulação do tornozelo. Fratura por estresse. Neuroma de Morton. 
Dedo em martelo. Dedo em garra. Hálux valgo. Metatarsalgia. Osteoartrite da primeira articulação me- 
tatarsofalângica. Gota. Fascite plantar.
Regiões que tam bém devem ser consideradas
Músculos superficiais e profundos intrínsecos dos pés. Músculo tibial posterior. Músculos extensores 
longo e curto dos dedos.
Recom endações ao paciente
Trocar/examinar os calçados. Realizar análise postural e análise da marcha. Realizar alongamentos re- 
gulares. Observar técnicas de corrida (p. ex., correr em superfícies planas).
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções ^ j _ _ ; Liberação de ponto-gatilho
/ j 
/ /
189
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
190 TIBIAL POSTERIOR
Padráo de dor referida
TIBIAL POSTERIOR
Do latim tibial isposterior (tibia: "flauta", "osso da perna, canela").
O tibial posterior é o músculo mais profundo da região posterior da perna, auxiliando na manutenção 
dos arcos do pé.
Origem
Região lateral da face posterior da tíbia. Dois terços superiores da face posterior da fíbula. Maior parte 
da membrana interóssea.
Inserção
Tuberosidade do osso navicular. Por meio de expansões fibrosas do sustentáculo do tálus, também nos 
cuneiformes (mediai, intermédio e lateral), cubóide e bases do segundo, terceiro e quarto metatarsais.
Ação
Realiza inversão do pé. Auxilia na flexão plantar da articulação do tornozelo.
Inervação
Nervo tibial, L(4), 5, Sl.
M ovimento funcional básico
Exemplos: erguer-se na ponta dos pés; pisar nos pedais do carro.
Indicações
Tendinite do tendão do calcãneo. Dor na panturrilha ou no calcanhar. Fascite plantar. Dor ao correr ou 
caminhar sobre superfícies irregulares.
Padrões de dor referida
Dor vaga na panturrilha com intensidade aumentada no sentido do tendão do calcãneo, chegando ao 
calcanhar e planta do pé.
D iagnóstico diferencial
"Canelite" (sensibilidade na musculatura pré-tibial). Síndrome do compartimento tibial posterior (pro­
funda). Ruptura de tendão. Tenossinovite. Problemas cardiovasculares. Tendinite do tendão do calcã­
neo. Trombose venosa profunda.
Regiões e fa to res que tam bém devem ser considerados
Músculo flexor longo dos dedos. Músculos fibulares. Músculo flexor longo do hálux. Mecânica do pé. 
Recom endações ao paciente
Utilizar palmilhas/suporte para o arco do pé. Trocar os tênis de corrida. Trocar a superfície de corrida. 
Realizar um programa de alongamento em casa. Usar técnica de alongamento com aplicação de frio.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / S Agulhamento seco
Injeções ________Liberação de ponto-gatilho [ S \ S
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
192 MÚSCULOS SUPERFICIAIS DO PÉ
Músculo abdutor 
do hálux
Músculo flexor 
curto dos dedos
Músculo abdutor 
do dedo mínimo
Auto-alongam ento
Músculo extensor 
curto dos dedos
Músculo abdutor 
do hálux
Músculo flexor 
curto dos dedos
Padrões de dor referida
Do latim abductor hallucis,flexor hallucis brevis, abductor digit ntinimi, extenuar digitorum brevis (abduct: 
"distanciar de"; flectere: "flexionar, dobrar"; extensor: "que estende, alonga"; hallux: "hálux, dedão"; 
digit "dedo").
Este grupo compreende os músculos abdutor do hálux, flexor curto dos dedos, abdutor do dedo míni­
mo e extensor curto dos dedos.
Origem
Músculo abdutor do hálux: tuberosidade do calcâneo. Retináculo flexor. Aponeurose plantar.
Músculos flexor curto dos dedos e abdutor do dedo mínimo: tuberosidade do calcâneo. Aponeurose 
plantar. Septos intermusculares adjacentes.
Músculo extensor curto dos dedos: parte anterior das faces superior e lateral do calcâneo. Ligamento ta- 
localcâneo lateral. Retináculo extensor inferior.
Músculo abdutor Músculo extensor curto
do dedo mínimo dos dedos
MUSCULOS SUPERFICIAIS DO PE
Inserção
Músculo abdutor do hálux: face mediai da base da falange proximal do hálux.
Músculo flexor curto dos dedos: falanges médias do segundo ao quinto dedo do pé.
Músculo abdutor do dedo mínimo: face lateral da base da falange proximal do quinto dedo.
Músculo extensor curto dos dedos: base da falange proximal do hálux. Faces laterais dos tendões do 
músculo extensor longo dos dedos do segundo, terceiro e quarto dedos do pé.
Ação
Músculo abdutor do hálux: realiza abdução e auxilia na flexão do hálux na articulação metatarsofalángica. 
Músculo flexor curto dos dedos: realiza flexão das articulações do segundo ao quinto dedo, exceto das 
articulações interfalângicas distais.
Músculo abdutor do dedo mínimo: realiza abdução do quinto dedo.
Músculo extensor curto dos dedos: realiza extensão das articulações do segundo ao quinto dedo. 
Inervação
Músculos abdutor do hálux e flexor curto dos dedos: nervo plantar mediai, L4, 5, S l.
Músculo abdutor do dedo mínimo: nervo plantar lateral, S2, 3.
Músculo extensor curto dos dedos: nervo fibular profundo, L4, 5, Sl.
Movimento funcional básico
Exemplos: facilitam a caminhada; ajudam a estabilizar e a dar força ao pé durante a caminhada e a cor­
rida; ajudam a pegar um objeto do solo usando o hálux.
Indicações
Dor no pé (nas partes plantar e dorsal). Dor ao caminhar e em repouso. Dor na polpa dos dedos dos pés. 
Dor ao sustentar o peso, da posição inicial em pé para a sentada. Uso crônico de sapatos de salto alto.
Padrões de dor referida
Músculo abdutor do hálux: dor na parte mediai do calcanhar irradiada pela margem mediai do pé. 
Músculo flexor curto do hálux: dor na parte plantar da área relativa às cabeças do segundo ao quarto me- 
tatarsal.
Músculo abdutor do dedo mínimo: dor na parte plantar da área relativa à cabeça do quinto metatarsal. 
Músculo extensor curto dos dedos: dor intensa na margem lateral do dorso do pé, logo abaixo do ma- 
léolo lateral, configurando uma área oval de 4 a 5 cm.
Diagnóstico diferencial
Fratura por avulsào do processo estilóide. Hálux valgo. Pé chato. Hálux rígido ou com hipermobilida-de. Metatarsalgia. Dedo em martelo. Dedo em garra. Esporão do calcâneo. Fratura por estresse. Síndro­
me do compartimento. Pé varo ou valgo.
Regiões e fatores que tam bém devem ser considerados
Músculos interósseos plantares. Músculo quadrado plantar. Músculo adutor do hálux. Músculo exten­
sor longo dos dedos. Músculo extensor curto dos dedos. Músculo flexor curto dos dedos. Quadril, joe­
lho, tornozelo e mecânica do pé. Músculo extensor curto do hálux. Músculo abdutor do hálux.
Recom endações ao paciente
Realizar análise postural e análise da marcha. Utilizar calçados adequados, com salto baixo. Considerar 
o uso de órteses. Realizar alongamento em casa utilizando objetos como uma bola de tênis para realizar 
movimento de rolagem. Usar técnica de alongamento que envolva a aplicação de calor.
Técnicas
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções j ^ \ ^ 1 Liberação de ponto-gatilho
I 7
/ /
193
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
M
úsculos 
da 
Perna 
e 
do 
Pé
194 MÚSCULOS PROFUNDOS DO PÉ
Músculo
quadrado
plantar
Músculo adutor 
do hálux
Músculo flexor 
curto do hálux
Músculos
mterósseos
dorsais
Músculos
interósseos
plantares
Músculo
quadrado
plantar
Músculo adutor 
do hálux
Músculo flexor 
curto do hálux
Músculos mterósseos dorsais 
(vistas plantar e dorsal)
Padrões de dor referida
Do latim quadratusplantae,adductorhallucis,flexorhallucisbrevis, interosseidorsalese interossei'plantares (ad- 
ducf:"aproxim ar"; 1/alln.r. "hálux, dedão"; Jlectere. "flexionar, dobrar"; interosseus:"situado entre ossos").
Este grupo compreende os músculos quadrado plantar, adutor do hálux, flexor curto do hálux, interós­
seos dorsais e interósseos plantares.
Origem
Músculo quadrado plantar; cabeça mediai: face mediai do calcãneo; cabeça lateral: margem lateral da 
face inferior do calcãneo.
Músculo adutor do hálux; cabeça oblíqua: bases do segundo, terceiro e quarto metatarsais. Bainha do 
tendão do músculo fibular longo; cabeça transversa: ligamentos plantares metatarsofalângicos do tercei­
ro, quarto e quinto dedos. Ligamentos metatarsais transversos.
Músculo flexor curto do hálux: região mediai da superfície plantar do osso cubóide. Parte adjacente do 
osso cuneiforme lateral. Tendão do músculo tibial posterior.
Músculos interósseos dorsais: regiões adjacentes dos ossos metatarsais.
Músculos interósseos plantares: bases e região mediai do terceiro, quarto e quinto metatarsais.
MÚSCULOS PROFUNDOS DO PÉ
Inserção
Músculo quadrado plantar: margem lateral do tendão do músculo flexor longo dos dedos.
Músculo adutor do hãlux: face lateral da base da falange proximal do hãlux.
Músculo flexor curto do hálux; parte mediai: face mediai da base da falange proximal do hãlux; parte 
lateral: face lateral da base da falange proximal do hálux.
Músculos interósseos dorsais: bases das falanges proximais: primeiro: face mediai da falange proximal 
do segundo dedo; segundo ao quarto: faces laterais das falanges proximais do segundo ao quarto dedo. 
Músculos interósseos plantares: faces mediais das bases das falanges proximais dos mesmos dedos.
Ação
Músculo quadrado plantar: realiza flexão da falange distai do segundo ao quinto dedo. Modifica a linha 
oblíqua de tração dos tendões do músculo flexor longo dos dedos, promovendo o alinhamento com o 
eixo longo do pé.
Músculo adutor do hálux: realiza adução e auxilia na flexão da articulação metatarsofalângica do hálux. 
Músculo flexor curto do hálux: realiza flexão da articulação metatarsofalângica do hálux.
Músculos interósseos dorsais: realizam abdução dos dedos do pé. Flexionam as articulações metatarso- 
falângicas.
Músculos interósseos plantares: realizam adução dos dedos do pé. Flexionam as articulações metatarso- 
falângicas.
Inervação
Músculos quadrado plantar, adutor do hálux e interósseos: nervo plantar lateral, Sl, 2.
Músculo flexor curto do hálux: nervo plantar mediai, L4, 5, Sl.
Movimento funcional básico
Exemplos: estabilizam um objeto (como uma caneta) entre os dedos e o dorso do pé; facilitam a marcha; 
ajudam a pegar um objeto do solo usando o hálux; afastam o hálux do dedo adjacente.
Indicações
Dor no pé. Dor no calcanhar. Dor na primeira articulação metatarsofalângica. Joanete. Hálux valgo. Dor no 
segundo dedo. Dor no antepé. Rigidez nos tecidos (incapacidade de usar suportes ortopédicos). Problemas 
de marcha. Dormência no pé. Dor na articulação do joelho, do tornozelo ou do quadril.
Padrões de dor referida
Músculo quadrado plantar: dor no calcanhar. Músculo adutor do hálux: dor no antepé. Músculo flexor 
curto do hálux: dor na região da primeira articulação metatarsofalângica. Músculos interósseos plantar 
e dorsal: dor no segundo dedo (ântero-posterior).
Diagnóstico diferencial
Neuroma de Morton. Metatarsalgia. Fascite plantar. Esporão do calcâneo. Fratura por estresse. Disfun- 
çòes articulares. Fratura dos ossos sesamóides. Radiculopatia lombar ("pé caído"). Hálux valgo. Síndro- 
me do compartimento do calcâneo. Gota. Artrite.
Regiões e fatores que tam bém devem ser considerados
Músculo flexor curto dos dedos. Problemas na articulação do quadril, joelho e tornozelo. 
Recomendações ao paciente
Usar técnicas de alongamento com aplicação de frio e/ou calor. Não usar calçados apertados. Tratar qual­
quer disfunção articular. Realizar exercícios de alongamento. Alongar-se em casa utilizando uma bola de 
tênis sob o pé. Utilizar palmilhas e órteses adequadas. Realizar análise postural e análise da marcha.
Técnicas __ _____
Crioterapia e alongamento / / Agulhamento seco
Injeções | S \ S \ Liberação de ponto-gatilho
/
/ /
Glossário de 
Termos Médicos
Aneurisma aórtico 
Angina
Arritmia cardíaca 
Arterite
Artrite reumatóide
Artropatia
Bruxismo
Bursa (bolsa sinovial)
Bursite
Capsulite 
Capsulite adesiva
Cifose
Cisto de Baker 
Coccidinia
Contratura de Dupuytren 
Cotovelo de golfista 
Cotovelo de tenista
Dedo em garra
Dilatação formada pela ampliação da parede da aorta, que é preen­
chida por sangue coagulado ou plasma.
Qualquer dor sufocante, espasmódica ou intensa que pode, por 
exemplo, preceder um infarto do miocárdio (ataque cardíaco). 
Variação no ritmo da freqüência cardíaca normal.
Inflamação de uma artéria.
Doença auto-imune em que o sistema imunológico ataca os próprios 
tecidos do corpo. Causa inflamação em muitas partes do corpo. 
Qualquer doença que acomete uma articulação.
Ato de ranger de forma espasmódica e involuntária os dentes. Está 
relacionado a tensões emocionais, agressões reprimidas, entre ou­
tros fatores.
Membrana de tecido fibroso que contém líquido sinovial, encontra­
da tipicamente entre tendões e ossos. Atua reduzindo a fricção du­
rante os movimentos.
Inflamação da bursa, por exemplo, bursite subdeltóidea.
Inflamação de uma cápsula articular.
Inflamação adesiva entre a cápsula articular e a cartilagem articular 
do ombro. Causa dor, rigidez e limitação de movimento. É também 
denominada ombro congelado.
Condição anormal da região torácica da coluna vertebral, caracteri­
zada pelo aumento da convexidade na vista lateral.
Protuberância localizada na região posterior do joelho; é causado 
por um derrame de líquido sinovial que foi envolvido por uma 
membrana.
Dor no cóccix e na região adjacente. Também conhecida como cocci- 
godinia.
Espessamento, fibrose e encurtamento da fáscia palmar ou plan­
tar, determinando uma deform idade flexora dos dedos dos pés ou 
das mãos.
Inflamação do epicôndilo mediai do úmero causada por atividade 
(p.ex., golfe) que envolve preensáo e rotação, especialmente quando 
é utilizada preensáo de força.
Cotovelo de tenista, ou epicondilite lateral, é uma tendinite que afe­
ta os músculos posteriores do antebraço em suas inserções; é causa­
da por movimentos repetitivos em atividades como martelar ou ou 
manusear um serrote, ou ainda, utilizar uma raquete de tênis de for­
ma inadequada e impondo sobrecarga ao braço.
Deformidade dos dedos dos pés, particularmente em pacientes com 
artrite reumatóide. Consiste na subluxação dorsaldo segundo ao 
quinto dedo, com sintomatologia dolorosa durante a caminhada. O 
paciente desenvolve uma marcha arrastada.
198 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Dedo em martelo 
Dermatomiosite
Dermomiótomo
Discopatia 
Disfunção articular
Dismenorréia 
Dispareunia 
Dispnéia 
Doença de Paget
Doença de Sever
Doença diverticular 
(diverticulite)
Dor ciática
Dor discogênica 
Dor visceral
Edema
Epicondilite
Eritema
Escleroderma
Escoliose
Espondilite anquilosante
Espondiloartropatia 
Espondiloartropatia soronegativa
Espondilólise 
Espondilolistese 
Espondilose 
Esporão do calcãneo 
Estenose
Deformidade flexora da articulação interfalãngica distai dos dedos 
dos pés.
Doença inflamatória crônica e progressiva dos músculos estriados 
esqueléticos que ocorre em associação com alterações cutâneas in- 
flamatórias características.
Zona de tecido embrionário indiferenciado, precursor de células 
musculares e da pele.
Doença da cartilagem intervertebral (disco).
Distúrbio, anormalidade ou diminuição da capacidade de uma arti­
culação.
Dificuldade ou dor na menstruação.
Dificuldade ou dor durante uma relação sexual.
Falta de ar; dificuldade ou desconforto na respiração.
Doença rara em que o osso é substituído por tecido fibroso que enri­
jece e se torna quebradiço, causando muita dor. Afeta principalmen­
te o crânio, a coluna vertebral e os ossos dos membros inferiores. 
Trauma do tipo determinado por tração, ou osteocondrose, da apó- 
fise do calcãneo, observado em adolescentes jovens.
Doença em que se observa um saco normalmente presente ou de­
senvolvido pela herniaçâo da membrana mucosa de revestimento 
em razão de um defeito na camada muscular de um órgão tubular. 
Compressão de um nervo espinal associada a uma hérnia de disco, 
doença na faceta articular ou relacionada a músculos, ou compres­
são entre as duas porções do músculo piriforme.
Dor causada pelo distúrbio de um disco intervertebral.
Dor resultante de lesão ou doença de um órgão na cavidade toráci- 
ca ou abdominal.
Acúmulo de linfa nos tecidos, causado por falha na drenagem ade­
quada realizada pelo sistema linfático.
Inflamação e microrruptura dos tecidos moles do epicôndilo da por­
ção distai do úmero.
Rubor na pele causado pela congestão de capilares.
Espessamento e endurecimento crônicos da pele, podendo ocorrer 
tanto como uma doença sistêmica quanto de modo localizado. 
Rotação lateral da curvatura da coluna vertebral.
Forma de doença articular degenerativa que afeta a coluna verte­
bral. Doença sistêmica, que produz rigidez e dor como resultado 
da inflamação das articulações sacroilíacas, intervertebrais e costo- 
vertebrais.
Doença das articulações da coluna vertebral.
Termo genérico que compreende algumas doenças articulares dege­
nerativas com características semelhantes, por exemplo, sinovite de 
articulações periféricas.
Dissolução de uma vértebra.
Deslocamento anterior de uma vértebra sobre outra.
Alterações degenerativas na coluna vertebral, como a osteoartrite. 
Esporão ósseo do calcãneo.
Estreitamento anormal de um dueto ou canal, por exemplo, esteno­
se espinal (no canal vertebral), determinado pela invasão óssea nes­
se espaço.
Fascite Inflamação da fáscia que circunda o músculo.
Glossário de Termos M édicos 199
Fibromialgia 
Fratura por avulsão 
Fratura por estresse 
Gota
Hálux rígido
Hálux valgo
Hemiplegia
Hérnia
Herpes-zóster
HLA
Joanete
Lesão
Lesão por esforço repetitivo
Linfadenopatia
Lordose
Manobra de Valsalva 
Má-oclusão
Meralgia parestésica
Metatarsalgia
Neuralgia de Morton 
Neuralgia do trigêmeo
Neurite
Neurogênico
Neuroma de Morton
Neuropatia
Dor e rigidez nos músculos e articulações que apresentam pontos- 
gatilho múltiplos ou difusos.
Fratura indireta causada por forças compressivas decorrentes de um 
trauma direto ou forças de tensão excessivas.
Fratura de um osso determinada pelo estresse por esforço repetitivo.
Condição determinada por um aumento na produção de ácido úri- 
co, afetando as articulações, especialmente a articulação do hálux.
Deformidade flexora dolorosa do hálux, na qual existe limitação de 
movimento na articulação metatarsofalângica.
Angulação do hálux para a lateral (em afastamento da linha mediana) 
ou em direção aos outros dedos.
Paralisia de um lado do corpo.
Protrusão de uma víscera abdominal através de uma parte mais en­
fraquecida da parede abdominal.
Doença infecciosa aguda, normalmente auto-limitante. Acredita-se 
que decorra da ativação do vírus do herpes humano do tipo 3 laten­
te naqueles indivíduos que se tornaram parcialmente imunizados 
depois de terem sido acometidos pela varicela.
Antígeno leucocitário humano (do inglês human leukocyteantigen).
Proeminência anômala da face interna da cabeça do primeiro meta­
tarsal, resultando em deslocamento do hálux (hálux valgo).
Qualquer descontinuidade patológica ou traumática de um tecido 
ou perda da função de uma parte.
Qualquer lesão resultante de uso excessivo, como distensão ou ten­
dinite em qualquer parte do corpo.
Doença dos linfonodos.
Curvatura convexa excessiva na região lombar da coluna vertebral.
Expiração forçada com a glote fechada ou narinas e boca fechadas. 
Posicionamento inadequado dos dentes, afetando os movimentos 
mandibulares essenciais à mastigação.
Encarceramento do nervo cutâneo femoral lateral na região do liga­
mento inguinal, causando dor e dormência na parte externa da 
coxa, na região inervada pelo referido nervo.
Condição que envolve desconforto geral ao redor das cabeças dos 
metatarsais.
Metatarsalgia causada pela compressão de um ramo do nervo plan­
tar pelas cabeças dos metatarsais, provocando dor no pé.
Síndrome caracterizada por episódios de dor excruciante na área 
inervada pelo nervo trigêmeo, geralmente causada pela estimulação 
de pontos-gatilho bem definidos.
Inflamação de um nervo, com dor e sensibilidade.
Diz-se do tecido nervoso em formação ou originado no sistema 
nervoso.
Tumor originado em um nervo ou em muitas células e fibras nervo­
sas, resultante da neuralgia de Morton.
Distúrbio funcional ou alteração patológica no sistema nervoso pe­
riférico.
200 Pontos-Gatilho - Um a Abordagem Concisa
Nodo de Heberden
Odinofagia
Osteíte
Osteoartrite
Polimialgia reumática 
Ponto de McBumey
Pós-parto
Ptose
Radiculopatia
Sacroiliíte
Síndrome arterial vertebral
Síndrome da articulação 
temporomandibular
Síndrome da banda iliotibial
Síndrome da dor regional 
complexa
Síndrome de Barrett
Síndrome de Homer
Síndrome de Tietze
Síndrome do arco doloroso 
Síndrome do compartimento
Síndrome do compartimento 
tibial anterior
Síndrome do compartimento 
tibial posterior
Síndrome do desfiladeiro 
torácico
Nódulo pequeno e sólido formado nas articulações interfalângi- 
cas distais dos dedos das mãos. Está associado à osteoartrite inter- 
falângica.
Dor ao deglutir.
Inflamação de um osso provocando um aumento de seu tamanho, 
sensibilidade e dor.
Doença articular degenerativa não-inflamatória caracterizada pela 
degeneração da cartilagem articular, hipertrofia óssea em suas mar­
gens e alterações na membrana sinovial. É observada com maior fre­
qüência em idosos.
Síndrome caracterizada por dor nas articulações e nos músculos 
proximais. Afeta os idosos.
Região situada a um terço de distância entre a espinha ilíaca ântero- 
superior e o umbigo que, quando em palpação profunda, provoca 
sensibilidade intensa, indicando apendicite.
Após o parto.
Queda ou posicionamento de um órgão para baixo.
Doença das raízes nervosas.
Inflamação (artrite) da articulação sacroilíaca.
Insuficiência vascular envolvendo a compressão da artéria vertebral 
na região cervical da coluna vertebral.
Complexo de sintomas que incluem zumbidos, tontura, cefaléia e 
estalidos da articulação temporomandibular. As causas incluem es­
tresse e mâ-oclusão.
Dor/inflamação na banda iliotibial, com alongamento do colágeno 
não-elástico desde a pelve até a região inferior ao joelho. Existem 
várias causas biomecânicas.
Síndrome de alterações vasculares secundárias a uma disfunçãodo 
sistema nervoso autônomo (vasa vasorum / vasa nervortwO.
Úlcera péptica da região inferior do esôfago, algum as vezes com a 
presença de células mucosas, em vez das células do epitélio pavi- 
mentoso normal.
Depressão do bulbo do olho, ptose da pálpebra superior, sutil eleva­
ção da pálpebra inferior, constrição da pupila e vermelhidão no lado 
da face atingido.
Inchaço de uma ou mais cartilagens costais, especialmente relativa 
à segunda costela. A dor na região anterior do tórax pode asseme­
lhar-se àquela observada em doenças coronarianas.
Dor localizada acompanhada de limitada amplitude de movimento. 
Condição em que um aumento da pressão intramuscular impede 
o fluxo sanguíneo e as funções dos tecidos que formam um com­
partimento.
Rápido inchaço, tensão elevada e dor no compartimento tibial ante­
rior. Geralmente está relacionada a um histórico de esforço excessivo. 
Dor na região do compartimento posterior da perna, incluindo os 
músculos sóleo, gastroenêmio, tibial posterior, flexor longo dos de­
dos e flexor longo do hálux. O local da dor varia de acordo com o 
músculo que é afetado.
Compressão do plexo braquial cujos sintomas são observados no 
membro superior e no pescoço.
Glossário de Termos M édicos 201
Síndrome do escaleno
Síndrome do impacto
Síndrome do ombro congelado 
Síndrome do túnel do carpo
Síndrome escapulocostal
Tendinite
Tendinite calcificada
Tendinite do tendão do calcâneo
Tendinopatia
Tenossinovite
Tenossinovite de De Quervain
Teste de coçar de Apley
Tique doloroso 
Trismo
Trombo
Tromboflebite
Trombose venosa profunda (TVP)
Síndrome do desfiladeiro torácico causada pela compressão dc ner­
vos e vasos entre a primeira costela cervical e o músculo escaleno 
anterior.
Condição crônica determinada por atividade repetitiva com a mão 
acima da cabeça, prejudicando o lábio glenoidal, a cabeça longa do 
músculo bíceps braquial e a bursa subacromial.
Capsulite adesiva.
Compressão do nervo mediano em sua passagem através do túnel 
do carpo, provocando dor e formigamento na mão.
Dor na parte superior ou posterior do ombro, como resultado de 
uma alteração de longa duração na relação entre a escápula e a pa­
rede torácica posterior.
Inflamação do tendão.
Inflamação e calcificação da bursa subacromial ou subdeltóidea. Re­
sulta em dor e limitação da amplitude de movimento do ombro. 
Inflamação do tendão do calcâneo.
Doença do tendão.
Inflamação de uma bainha tendínea.
Tenossinovite inflamatória limitante dos tendões dos músculos ab- 
dutor longo do polegar e extensor curto do polegar.
Determina a amplitude de movimento: rotação mediai e adução; 
rotação mediai, extensão e adução; abdução, flexão e rotação lateral. 
Ver Neuralgia do trigêmeo.
Distúrbio motor do nervo trigêmeo caracterizado especialmente 
por espasm o dos músculos da mastigação e dificuldade de abertu­
ra da boca.
Tampão formado por sangue ao longo da parede de um vaso san­
guíneo, em geral determinando uma obstrução vascular.
Inflamação de uma veia, associada à formação de um trombo. 
Formação de trombo na parede de uma ou mais veias profundas do 
membro inferior.
Uretrite Inflamação da uretra.
Varicocele
Vestíbulo
Vestíbulo-coclear
Condição que afeta os homens e caracteriza-se pela varicosidade 
das veias da pele do escroto acompanhada de dor crônica.
Espaço ou cavidade na entrada de um canal.
Pertencente ao vestíbulo da orelha e à cóclea.
Referências Bibliográficas
1. Caillet, R.: 1991. Shouldcr Pain. F. A. Davis.
2. Chaitow, L : 1996. The Acupuncture Treatment 
of Pain. InnerTraditions.
3. Davies, C.: 2004. The Trígger Poitit Therapy 
Workbook, 2nd edition. New Harbinger.
4. dejong, R. N.: 1967. The Neurological 
Examination, 2nd & 3rd editions. Harper & 
Row, New York.
5. Ferner, H., & Staubesand, J.: 1984. Sabotta 
Alias of Hmnan Anatomy (vol. 10). Lippincott, 
Williams & Wilkins, Baltimore.
6. Fishbain, D. A., Goldberg, M., & Meagher, 
B. R., et al.: 1986. Male and female chronic 
pain patients categorized by DSM-III 
psychiatric diagnostic criteria. Pain 26: 
181-197.
7. Foerster. O., & Bumke, O.: 1936. Handbuch 
der Neurologie (vol. V). Publisher unknown, 
Breslau.
8. Friction, J. R., Kroening, R., & Haley, D., et 
al.: 1985. Myofascial pain syndrome of the 
head and neck: a review of clinicai 
characteristics of 164 patients. Oral Surg. 60: 
615-623.
9. Frõhlich, D., & Frõhlich, R.: 1995. Das 
Piriformiss syndrom: eine haufige 
Differential diagnose des lumboglutaalen 
Schmerzez (Pirifomis syndrome: A 
frequent item in the differential diagnosis 
of lumbogluteal pain). ManuelleMedizin 33: 
7-10.
10. Gerwin, R. D.: 1995. A study of 96 subjects 
examined both for fibromyalgia and 
myofascial pain (abstract). J. Musculoskeleta! 
Pain 3 (1): 121.
11. Haymaker, W., & Woodhall, B.: 1953. 
Peripheral Nerve Injuries, 2nd edition. W. B. 
Saunders Co., Philadelphia.
12. 1 lecker, H., et al.: 2001. Color Atlas of 
Acupuncture. Thieme.
13. Jarmey, C.: 2004. The Atlas of Musculo-skeletal 
Anatomy. Lotus Publishing / North Atlantic 
Books, Chichester / Berkeley.
14. Juhan, D.: 1987. lob s Body. Station Hill 
Press.
15. Kendall, F. P., & McCreary, E. K.: 1983. 
Muscles, Testing & Function, 3rd edition. 
Lippincott, Williams and Wilkins,
Baltimore.
16. Kuchera, W., & Kuchera, L.: 1994.
Osteopathic Principies in Praclice. Greyden 
Press.
17. Melzack, Fox & Shilwell, 1997. Journal 
unknown.
18. Romanes, G. J. (editor): 1972. Cunninghains 
Textbook of Anatoniy, 11 th edition. Oxford 
University Press, London.
19. Schultz, R., & Feitis, R.: 1996. The Endless 
Web - Fascial Anatoiny & Physical Reality. 
North Atlantic Books, Berkeley.
20. Shankland, W.: 1996. TM]: Its Mamj Faces, 
Diagnosis ofTM I & Related Disorders, 2nd 
edition. AN and DEM Inc.
21. Skelly, M., & Helm. A.: 1999. Alternative 
Treatments for Fibronn/algia & Chronic Fatigue 
Syndrome. Hunter House Publishing.
22. Skootsky, S. A., Jaeger. B., & Oye, R. K.: 1989. 
Prevalence of myofascial in general internai 
medicine practice. West /. Med. 151 :157-160.
23. Spaleholz, W.: (date unknown). Hand Atlas 
of Hutttan Anatomy (vols. II & III, 6th edition). 
). B. Lippincott, London.
24. Starlanyl, D.J., & Copeland, M.E.: 2000. 
Myofascial Pain & Dysfunction, Fibromyalgia & 
Chronic Myofascial Pain, a Survival Manual. 
New Harbinger.
204 Pontos-gatilho - Uma Abordagem Concisa
25. Trave 11, J & Simons, D.: 1999. Myofascial Pain 
& Dysfunction: The Trigger Point Manual (vol.
1). Lippincott, Williams & Wilkins, 
Baltimore.
26. Travell, J & Simons, D.: 1993. Myofascial Pain 
& Dysfunction: The Trigger Point Manual (vol.
2). Lippincott, Williams & Wilkins, 
Baltimore.
27. Zohn, D., & Mennell, J.M.: 1988. Musculo- 
skeletal Pain: Diagnosis & Physical Treatment, 
2nd edition. Lippincott, Williams & Wilkins, 
Baltimore.
Referências Bibliográficas Adicionais
Alter, M. J.: 1998. Sporl Slretch: 311 Stretchesfòr 41 
Sports. Human Kinetics, Champaign.
Anderson, D. M. (chief Lexicographer): 2003. 
Dorlands lllustrated Medicai Dictionary, 30th 
edition. Saunders, an imprint of Elsevier, 
Philadelphia.
Clemente, C. M. (editor): 1985. Gray's Anatomyof 
the Human Body, 30th edition. Lea & Febiger, 
Philadelphia.
Cook, B. B., and Stewart, G. W.: 1996. Strength 
Basics. Human Kinetics, Champaign.
Jarmey, C.: 2003. The Concise Book ofMuscles. 
Lotus Publishing / North Atlantic Books, 
Chichester I Berkeley.
McAtee, R. E., and Charland, C.: 1999. Facilitated 
Stretching, 2nd edition. Human Kinetics, 
Champaign.
Norris, C. M.: 1999. The Complete Cuide to 
Stretching. A & C Black, London.
Vessis, M.: 1992. Kinesiology of Exercise. M asters 
Press, Lincolnvvood.
206 Pontosgatilho - Uma Abordagem Concisa
Epífora 47
Epimísio 33,36,42
Epinefrina 54
Escleroderma 135
Escoliose 97, 99
Espasmos 38, 48, 53
Espondilite anquilosante 85
Espondiloartropatia 85,97
Espondiloartropatia soronegativa 85
Espondilolistese 97
Espondilose 97,155
Esporão do calcãneo 183,185,193,195
Estenose 97,161
Estresse 109
Eversão 21
Extensão 18, 20
Fáscia 33,36Fáscia profunda 33 
Fascículos 26,33 
Fascite 185
Fascitc plantar 189,195 
Fibra muscular 42, 60 
Fibras 36
Fibras de contração lenta (vermelhas), 24 
Fibras de contração rápida (brancas) 24 
Fibras de contração rápida intermediária 24 
Fibromialgia 39, 107 
Fibrose 45
Fixação muscular 34 
Fixações múltiplas 34 
Fixador 29, 30 
Flatuléncia 93 
Flexão 18, 20 
Flexão lateral 18 
Flexão plantar 21 
Forma muscular 26 
Fortalecimento 49
Fratura por estresse 183, 185, 189, 195 
Fulcro 30
Ganho de peso 36
Glândula tireóide, problemas na 75
Cota 189,195
Hálux rígido 193 
Hálux valgo 189,193,195 
Hemiplegia 119 
Hérnia 97,165,167 
Herpes-zóster 109 
Hiperextensão 18 
Hipcrtonia muscular 45
Inervação 24 
Inferior 12 
Inflamação 45 
Injeções 53 
Inserção 28,42 
Inversão 21
Irrigação sanguínea 24 
Joanete 177, 195
Lateral 13
Lesão por esforço repetitivo (LER) 137
Liberação e alongamento 56
Ligação eletrostática 43
Ligamento da patela 187
Ligamento inguinal 165
Linfoadenopatia 79,165, 167,169
Linha alba 95
Linha M 43
Linha Z 43
Loções 60
Lordose 99
Manobra de Valsalva 97 
Má-oclusão 75
Massagem de deslizamento, 59 
Matriz intercelular 36 
Mecanismo de chicote 77,79, 85, 89, 103 
Mediai 13
Meralgia parestésica 99, 167,169 
Mcridiano(s) 39
Metatarsalgia 177,179,189,193,195
Miofáscia 33,36
Miofibrilas 43
Miofilamentos 43,44
M iosina 43,44
Mitocòndria 44
Motor primário ivr Agonista
Motores secundários ver Músculos auxiliares
Movimentos anatômicos 18
Músculo estriado esquelético 24, 42
Músculos auxiliares 29
Músculos em forma de leque 26
Músculos fusiformes 26
Músculos longos 26
Músculos multipeniformes 26,159
Músculos orbiculares 26
Músculos paralelos 26
Músculos peniformes 26
Músculos semipeniformes 26
Náusea 91 
Nervo espinal 9 
Nervos cranianos 9 
Neuralgia do trigémeo 65,71, 79 
Neuralgia facial 79 
Neuroma de Morton 189,195 
Neuropatia 165 
Neutralizadores ver Sinergista 
N ó de Heberdan 149 
Módulo 38
Odinofagia 73 
Oposição 23 
Origem 28,42 
Osso hióide 75 
Ossos sesamóides 34 
Osteíte 163
Osteoartrite 85,99,115, 137, 139, 141, 143, 147,155, 161, 
163,179,187
Palmar 14
índice Geral 207
Palpação 52 
Pó valgo 193 
Pé varo 193 
Pcrimísio 33 
Placa motora 24,40 
Plano frontal (coronal) 17 
Plano sagital 17 
Plano transverso 17 
Planos do corpo 17 
Plantar 14 
Plexo 9
Plexo braquial 77 
Pblimialgia reumática 69,85 
Pbnto(s)-gatilho 38, 39, 42, 44 
ativo 46 
central 45,49 
difuso 46 
inativo 46 
latente ver inativo 
miofascial 38 
primário ver central 
satélite 45, 49 
secundário ver satélite 
sintomas 46 
Ponto de McBurney 94,95 
Posição anatômica 12 
Posterior 12 
Postura 36,49,50 
Pressão direcional 36 
Principio do tudo-ou-nada 25 
Profundo 14, 33 
Pronaçao 20 
Prot ração 21 
Proximal 13 
Ptose 47, 65, 79
Radiculopatia 83, 87, 97,163,167,169,171
Rafe 34
Ramo dorsal 9
Ramo ventral 9
Regiões do corpo 15
Retículo sarcoplasmático 44
Retração 22
Rotação 19
Rotação lateral 19
Rotação mediai 19
Sacroiliíte 97,153,155, 157,159,161 
Sarcolema 42 
Sarcômero 43,44 
Sarcoplasma 42 
Segmento vertebral 9 
Septo intermuscular 24, 34 
Síndrome arterial vertebral 85 
Síndrome da articulação temporomandibular 67,69, 
71,73
Síndrome da banda iliotibial 171 
Síndrome de Barrett 73 
Síndrome de Horner 65 
Síndrome deTietze 111
Síndrome do compartimento tibial anterior 175 
Síndrome do compartimento tibial posterior 181,191
Síndrome do desfiladeiro torácico 77,111,113,123, 
125,149 
Síndrome do escaleno 77 
Síndrome do impacto 123,125 
Síndrome do intestino irritável 91 
Síndrome do ombro congelado ver Capsulite adesiva 
Síndrome do túnel do carpo 77,135, 137,141, 147 
Síndrome escapulocostal 107 
Sinergista 29, 30 
Sinusite 71, 75
Sistema nervoso autônomo 47 
Sistema nervoso central (SN C ) 9,40,47 
Sistema nervoso periférico (S \TP) 9,40,47 
Solução salina isotònica 54 
Substância P 45 
Superficial 14, 33 
Superior 12 
Supinação 20
Tecido cicatricial 60
Tecido conjuntivo 33
Tecido mesodérmico 36
Técnica de contração isolítica 57
Técnica de contração isométrica 57
Técnica de contração isotònica 57
Técnica de contrair e relaxar 56
Técnica(s) de energia muscular 57
Técnica de inibição isquemica e compressão 58
Técnica de inibição recíproca 56
Técnica(s) de liberação posicionai 57
Técnica de manter e alongar 56
Técnica de massagem profunda 58
Técnica de relaxamento pós-isométrico 56
Tendinite 171,177,187
Tendinite calcificante 117
Tendinite do tendão do calcâneo 181,183,185,191 
Tendinite temporal 69
Tendinopatia do manguito rotador 115,117,119,121 
Tendões 34, 36 
Tenossinovite 163, 187,191
Tenossinovite de De Quervain 133,137, 139,141, 143, 
145,147
Teoria do deslizamento de lluxley, 1954 43
Terapia manual de liberação de pontos-gatilho 56
Teste de coçar de Apley 119
Timo 75
Ti ti na 43
Tônus 43
Torcicolo 89
Toxina botulínica A 54
Traumas mecânicos 36
Triângulo femoral 165
Trismo 67, 73
Tromboflebite 181
Trombose 187
Trombose venosa profunda (TVP) 181,187, 191
Unidade miotendínea 42 
Unidade motora 24
Vantagem mecânica 30 
Varicocele 93
208 Pontos gatilho - Uma Abordagem Concisa
Vasodilataçào 45 
Vasos subclávios Tl 
Vestíbulo-cocleares, problemas 79 
Vômito 93,95
Z o n a H 43
Zonas de dor referida 36, 45, 46 
Zumbido 67,71
índice de Músculos
Abdutor do dedo mínimo (mão) 148 
Abdutor do dedo mínimo (pé) 192 
Abdutor do hálux 192 
Adutor do hálux 194 
Adutor do polegar 146 
Adutores curto, longo e magno 164
Bíceps braquial 126 
Bíceps femoral 162 
Braquiorradial 138
Deltóide 114 
Digástrico 74
Epicrânico (Occipitofrontal) 62 
Hretor da espinha 82 
Escalenos anterior, médio e posterior 76 
Esplénio da cabeça e esplénio do pescoço 88 
Esternocleidomastóideo 78 
Extensor curto dos dedos 192 
Extensor dos dedos 142 
Extensor longo do hálux 176 
Extensor longo dos dedos 176 
Extensor radial longo do carpo e extensor radial 
curto do carpo 140 
Extensor ulnar do carpo 140
Fibulares longo, curto e terceiro 178 
Flexor curto do hálux 194 
Flexor curto dos dedos 192 
Flexor longo do hálux 188 
Flexor longo dos dedos 188 
Flexor profundo dos dedos e flexor superficial 
dos dedos 136 
Flexor radial do carpo e flexor ulnar do carpo 136
Gastrocnèmio 180 
Glúteo máximo 152 
Glúteo médio 156 
Glúteo mínimo 158
Iliaco 98
Iliopsoas (Psoas maior/llíaco) 98 
Infra-espinal 118 
Interósseos dorsais (mão) 148 
Interósseos dorsais (pé) 194 
Interósseos plantares 194
Latíssimo do dorso 112 
Levantador da escápula 104 
Longuíssimo da cabeça 84 
Lumbricais (mào) 148 
Masseter 66
Nlultífidos 86
Oblíquo externo do abdome 90 
Oponente do polegar 146 
Orbicular do olho 64
Palmar longo 134
Pectíneo 166
Peitoral maior 110
Piramidal irr Reto do abdome
Piriforme 160
Plantar 182
Poplíteo 186
Pronador redondo 132
Psoas maior 98
Pterigóideo lateral 70
Pterigóideo mediai 72
Quadrado do lombo %
Quadrado plantar 194
Redondo maior 124 
Redondo menor 120 
Reto do abdome 94 
Reto femoral 170
Rombóide maior e rombóide menor 106 
Rotadores 86
Sartório 168
Semiespinal da cabeça e semiespinal do pescoço 84
Semimembranáceo 162
Semitendíneo 162
Serrátil anterior 108
Sóleo 184
Subescapular 122
Supinador 144
Supra-espinal 116
Temporal 68 
Tensor da fáscia lata 154 
Tibial anterior 174 
Tibial posterior 190 
Transverso do abdome 92 
Trapé/io 102 
Tríceps braquial 128
Vastos intermédio, lateral e mediai 170
PO
NT
OS
-G
AT
IL
HO
Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa foi escrito para estu­
dantes e profissionais de massoterapia, terapias corporais, fisiote­
rapia, osteopatia. terapia esportiva e outras áreas relacionadas à 
saúde. Com ilustrações em cores, este livro é um guia de referência 
prático que explica como tratar as dores crônicas originadas pelos 
pontos-gatilho - nódutos sensíveis e dolorosos que se formam nas 
fibras musculares e tecidos conjuntivos.
Os primeiros quatro capítulos proporcionam uma base de 
conhecimento sólida acerca da fisiologia dos pontos-gatilho e dos 
métodos de tratamento gerais. Os outros seis capítulos foram orga­
nizados de acordo com os seguintes grupos musculares:
- Músculos dacabeça e do pescoço
- Músculos do tronco e da coluna vertebral
- Músculos do ombro e do braço
- Músculos do antebraço e da mào
- Músculos do quadril e da coxa
- Músculos da perna e do pé
Nesses capítulos, cada página ímpar descreve um músculo 
estriado esquelético em particular; com linguagem direta, o texto 
fornece informações sobre a origem, inserção, ação e inervação de 
cada músculo, além de apresentar as implicações fisiológicas dos 
pontos-gatilho sobre os locais em que se manifestam, técnicas de 
tratamento e recomendações ao paciente. Na respectiva página 
par. ilustrações representam a anatomia do músculo em questão, 
exemplos de pontos-gatilho e padrões de dor referida, assim como 
sugestões de exercícios de fortalecimento e alongamento.
0 livro apresenta também um glossário de termos médicos, que 
expõe de forma clara e precisa a definição das principais patologias 
que podem estar de alguma maneira associadas aos pontos-gatilho 
e que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.
Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa expõe de forma resu­
mida. sem deixar de ser abrangente, os principais tópicos de ana­
tomia necessários para compreender e tratar pontos-gatilho. sendo 
portanto indispensável para todos os estudantes e profissionais que 
atuam em áreas terapêuticas e de saúde e que desejam progredir 
em sua carreira.
A
Manole
U-5
9 78i 52Ò»426Ó45nas regiões em que são necessários 
movimentos mais grosseiros, como nos músculos do membro inferior, cada fibra nervosa inerva algu­
mas centenas de fibras musculares.
As fibras musculares de uma unidade motora, em vez de se agruparem, distribuem-se ao longo de 
todo o músculo. Isso significa que a estimulação de uma única unidade motora pode fazer com que todo 
o músculo exiba uma fraca contração.
Os músculos estriados esqueléticos trabalham obedecendo ao "Princípiodo tudo-ou-nadaEm outras 
palavras, grupos de células musculares, ou fascículos, podem ou não contrair. Dependendo da potência 
de contração necessária, um certo número de fibras musculares pode se contrair totalmente, enquanto 
outras fibras podem simplesmente não se contrair. Quando é necessário um grande esforço muscular, a 
maior parte das unidades motoras pode ser estimulada ao mesmo tempo. Entretanto, em condições 
usuais, as unidades motoras tendem a trabalhar em revezamento, de modo que durante contrações pro­
longadas algumas delas podem ficar em repouso enquanto outras se contraem.
Neurônio motor
Placa motora
Figura 1.29: Unidade motora de um músculo estriado esquelético.
26 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Forma dos Músculos (Arranjo dos Fascículos)
A forma do músculo está diretamente relacionada com os pontos-gatilho, pois determina sua dis­
tribuição e quantidade. Os músculos variam em forma de acordo com o arranjo de seus fascículos. A 
razão dessa variação é promover a eficiência mecânica ideal do músculo em relação à sua posição e ação. 
O arranjo mais freqüente dos fascículos determina formas musculares descritas como paralelas, penifor- 
mes, em forma de leque ou orbiculares. Cada um desses arranjos apresenta subdivisões.
Paralelo
Esse arranjo apresenta fascículos dispostos de maneira paralela em relação ao eixo longitudinal do 
músculo. Se os fascículos se dispõem ao longo do comprimento de um músculo, este é conhecido como 
longo, como, por exemplo, o músculo sartório (ver Figura 1.30). Se o músculo apresenta um ventre dila­
tado e tendões nas extremidades, é denominado fusiforme, como o músculo bíceps braquial (ver Figura
1.30). Uma modificação desse tipo apresenta dois ventres e um tendão intermediário, com o músculo 
passando a ser denominado digástrico, como o músculo digástrico localizado no pescoço.
Peniforme
Os músculos peniformes são assim denominados pelo fato de seus pequenos fascículos estarem 
fixados obliquamente ao tendão, como a estrutura de uma pena. Um bom exemplo desse tipo de mús­
culo é o reto femoral (ver Figura 1.30). Se o músculo apresentar os fascículos de apenas um lado do ten­
dão, ele é denominado semipeniforme, como, por exemplo, o músculo flexor longo dos dedos (ver Figura
1.30). Caso existam várias inserções tendinosas com fibras dispostas em várias direções, o músculo é 
denominado multipeniforme, sendo o melhor exemplo desse tipo a parte média do músculo deltóide (ver 
Figura 1.30).
Em forma de leque
Músculos que apresentam uma origem extensa que converge para um único tendão, configurando 
uma forma triangular, são denominados músculos em form a de leque. O melhor exemplo é o músculo pei­
toral maior (ver Figura 1.30).
Orbicular
Quando os fascículos de um músculo estão organizados em anéis concêntricos, o músculo é deno­
minado orbicular. Todos os esfíncteres formados por músculo estriado esquelético do corpo são desse 
tipo; isto é, circundam aberturas, as quais são fechadas quando o músculo se contrai. Um exemplo desse 
tipo é o músculo orbicular do olho (ver Figura 1.30).
Quando um músculo se contrai, ele pode encurtar-se o correspondente a mais de 70% de seu com­
primento original. Dessa maneira, quanto mais longas as fibras, maior a amplitude de movimento. Por 
outro lado, a força do músculo depende mais do total de fibras que ele contém que de seu comprimen­
to. Assim:
1. Músculos com longas fibras paralelas produzem grande amplitude de movimento, porém em geral 
não possuem muita potência.
2. Músculos com padrão peniforme, especialmente os multipeniformes, organizam-se em muitas fibras. 
Esses músculos são mais curtos que os músculos longos com fibras paralelas, porém tendem a ser 
muito mais potentes.
0 Corpo em M ovim ento 27
Paralelo longo 
(sartório)
Semipeniforme 
(flexor longo dos dedos)
Peniforme 
(reto femoral)
Figura 1.30: Form a d o s m úsculos.
28 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Mecânica Musculoesquelética 
Origens e Inserções
Na maior parte dos movimentos, uma extremidade de um músculo permanece relativamente está­
vel, enquanto a outra extremidade se movimenta. A extremidade que permanece estável é denominada 
origem do músculo, e a outra extremidade é denominada inserção. No nosso corpo, o arranjo dos fascícu- 
los não determina diretamente a ação, dependendo basicamente da atividade, ou de as extremidades 
serem estáveis ou móveis, ou ainda do fato de poder acontecer uma inversão da ação das extremidades 
musculares. Por exemplo, os músculos que fixam o membro superior ao tórax geralmente movimentam 
o braço em relação ao tronco, o que significa que suas origens localizam-se no tronco e suas inserções no 
membro superior. Entretanto, ao realizar o exercício de tração na barra fixa, enquanto o tronco se move 
para cima, os membros superiores ficam estáveis. Nessa situação, em que a inserção torna-se estável e a 
origem móvel diz-se que o músculo apresenta uma ação reversa. Como existem diversas situações em que 
o trabalho muscular ocorre com ação reversa, e para causar menor confusão, às vezes diz-se simples­
mente "fixações", sem referência à origem e à inserção.
Na prática, a extremidade do músculo que se localiza no sentido mais proximal, isto é, cm direção ao 
tronco ou no tronco, é denominada origem. A extremidade do músculo que se localiza no sentido mais dis­
tai, isto é, afastada da extremidade fixada de um membro, ou afastada do tronco, é denominada inserção.
Origem estável
Inserção (movimenta a 
parte distai do corpo 
para a origem 
muscular e a 
articulação sobre a 
qual o músculo se 
localiza)
Inserção
estável
i
Figura 1.31: Músculo trabalhando com origem Figura 1.32: No exercido tração na barra fixa. o músculo
estável e inserção móvel. trabalha com inserçáo estável e origem móvel (açáo reversa).
0 Corpo em M ovim ento 29
Ação Muscular Conjunta
Com a finalidade de realizar vários movimentos, os músculos trabalham juntos, ou em oposição. 
Desse modo, enquanto um músculo trabalha em um sentido, outro trabalha no sentido inverso. Os mús­
culos também atuam fornecendo suporte adicional ou estabilização para certos movimentos realizados 
com partes do corpo às quais podem não estar relacionados. Os músculos são classificados em quatro 
grupos funcionais:
• Agonista ou motor primário • Sinergista
• Antagonista • Fixador
Deltóide 
(fixador, 
estabiliza 
o braço)
Tríceps 
braquial 
(antagonista, 
relaxa o braço)
a)
■ }
1
u
Biceps braquial e 
braquial (antagonistas, 
relaxam o braço)
Deltóide (fixador, 
estabiliza o braço)
Bíceps braquial 
e braquial 
(sinergistas 
e agonistas. 
trabalham juntos)
Tríceps 
braquial 
(agonista. 
contrai o 
braço)
Figura 1.33: Ação muscular conjunta: a) flexão do braço, b) extensão do braço 
(mostrando ações reversas entre agonista e antagonista).
A gonista
Um agonista (também chamado motor primário) é um músculo que se contrai para produzir um 
movimento específico. Um exemplo é o músculo bíceps braquial, que é o agonista da flexão do cotove­
lo. Outros músculos podem auxiliar o agonista na execução do mesmo movimento, embora com menor 
efeito. Esses músculos são denominados auxi/iares ou motores secundários. Por exemplo, o músculo bra­
quial ajuda o músculo bíceps braquial na flexão do cotovelo, sendo portanto um auxiliar.
Antagonista
O músculo que se situa no lado oposto ao do agonista e que relaxa enquanto o agonista contrai é 
denominado antagonista. Por exemplo, quando o bíceps braquial na região anterior do braço se contrai 
paraflexionar o cotovelo, o tríceps braquial na região posterior do braço relaxa para permitir que esse 
movimento ocorra. Quando o movimento é reverso, isto é, na extensão do cotovelo, o tríceps braquial 
torna-se o agonista, e o bíceps braquial assum e o papel de antagonista.
30 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Sinergista
Os músculos sinergistas evitam movimentos indesejáveis que podem ocorrer durante a contração 
do agonista. Isso é especialmente importante quando o músculo agonista cruza duas articulações, uma 
vez que durante a sua contração promove o movimento de ambas as articulações, a não ser que outros 
músculos estabilizem uma delas. Por exemplo, os músculos que flexionam os dedos não cruzam somen­
te as articulações dos dedos, mas também a articulação do carpo, de modo que tendem a causar movi­
mento de ambas as articulações. Entretanto, isso ocorre porque outros músculos atuam de forma sinér- 
gica na articulação do carpo, estabilizando-a para que a flexão dos dedos possa acontecer sem que essa 
articulação necessariamente se movimente.
Como um músculo agonista pode apresentar mais de uma ação, os sinergistas também atuam para 
impedir movimentos indesejáveis. Por exemplo, o músculo bíceps braquial pode flexionar o cotovelo, 
assim como promover a supinação do antebraço (girar o antebraço, como na ação de apertar um para­
fuso). Se o movimento desejado for o de flexão sem envolvimento de supinação, outros músculos devem 
contrair para impedir a supinação. Nesse contexto, alguns sinergistas são denominados neutralizadores.
Fixador
Um sinergista é especificamente denominado fixador ou estabilizador quando imobiliza o osso em 
que se localiza a origem do músculo agonista, fornecendo assim uma base estável para a ação desse 
músculo. Os músculos que estabilizam (fixam) a escápula durante movimentos do membro superior são 
bons exemplos. O exercício abdominal com flexão do tronco (sit-i/p) é também outro bom exemplo: os 
músculos abdominais fixam-se tanto na pelve quanto nas costelas. Quando se contraem para permitir a 
flexão do tronco, os músculos flexores da coxa se contraem de maneira sinérgica conforme os fixadores 
evitam que os músculos abdominais inclinem a pelve, possibilitando que o tronco se movimente para a 
frente enquanto a pelve permanece estável.
Alavanca
Os ossos, as articulações e os músculos formam um 
sistema de alavancas que otimizam a força, a velocidade 
e o alcance necessários para qualquer movimento. As 
articulações funcionam como o fulcro, os músculos apli­
cam a força, e os ossos sustentam o peso da parte do 
corpo a ser movimentada.
Quando fixado próximo ao fulcro, o músculo será 
relativamente mais fraco do que se estivesse posicionado 
mais distante. Entretanto, é capaz de promover um 
movimento mais amplo e rápido, uma vez que o compri­
mento da alavanca aumenta a distância percorrida por 
essa extremidade móvel. A Figura 1.34 ilustra essa rela­
ção dos adutores da articulação do quadril. O músculo 
posicionado de modo a desempenhar a maior potência 
(nesse caso, o adutor longo) apresenta uma vantagem 
mecânica. O músculo fixado próximo ao fulcro atua em 
desvantagem mecânica, embora seja capaz de se movimen­
tar mais rápido em distâncias maiores.
Figura 1.34: O músculo pectineo apresenta fixação mais 
próxima do eixo de movimento que o músculo adutor 
longo. Desse modo. é o mais fraco adutor da coxa, 
embora seja capaz de promover um movimento mais 
amplo do membro inferior por centímetro de contraçáo.
0 Corpo em M ovim ento 31
As ilustrações a seguir demonstram as diferenças entre alavancas de primeira, segunda e terceira 
classe, com exemplos no corpo humano.
Esforço Resistência
Esforço Fulcro Resistência
Fulcro
Esforço
Resistência
Figura 1.35: Alavanca de primeira classe: a posição relativa dos componentes é resisténcia-fulcro-esforço. Um exemplo 
adequado é o de uma gangorra (acima). Uma tesoura constitui outro exemplo. No corpo humano, um exemplo é a 
capacidade de estender a cabeça e o pescoço; nesse caso, as estruturas faciais funcionam como resistência, a articulação 
atlantoccipital funciona como fulcro, e os músculos posteriores do pescoço realizam o esforço.
32 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Fulcro Fu,cro
Figura 1.36: Alavanca de segunda classe: a posição relativa dos componentes é fulcro-resistência-esforço. 0 melhor exemplo é o 
carrinho de mão. No corpo humano, um bom exemplo é a capacidade de levantar o calcanhar do solo na posição ereta; nesse 
caso, a extremidade distai do pé funciona como fulcro, o peso do corpo é a resistência, e os músculos posteriores da perna 
realizam o esforço. Nesse tipo de alavanca, a velocidade e a amplitude de movimento são sacrificadas em nome da força.
Resistência
Resistência Esforço
Figura 1.37: Alavanca de terceira classe: a 
posição relativa dos componentes ê 
resistência-esforço-fulcro. Um par de pinças 
é um bom exemplo desse tipo de alavanca.
No corpo humano, a maior parte dos 
músculos esqueléticos trabalha desse modo. 
Um exemplo é a flexão do antebraço, em 
que um objeto segurado pelas mãos 
funciona como a resistência, o músculo 
biceps braquial realiza o esforço, e a 
articulação do cotovelo atua como fulcro. 
Nesse tipo de alavanca, a força é sacrificada 
em nome da velocidade e da amplitude 
de movimento.
Fulcro
Esforço
Resistência Fulcro
0 Corpo em M ovim ento 33
Fáscia e Miofáscia
É importante abordar esses tecidos, uma vez que eles estão diretamente envolvidos na manifesta­
ção dos pontos-gatilho. A fáscia superficial que reveste o músculo é também conhecida como tecido con­
juntivo. Trata-se de um tecido fibroso e transparente que se modifica de acordo com a região do corpo 
onde se localiza (superficial ow profundo), embora se assemelhe sempre a uma membrana delgada. A mio­
fáscia, que se assemelha a um fino plástico, reveste o músculo como um envelope; ao ser lesionada ou 
danificada, torna-se condensada, menor e mais firme. Os pontos-gatilho manifestam-se principalmente 
no tecido miofascial; a contração dessa fáscia origina nódulos sob a pele. Dependendo de sua localiza­
ção, é classificada de diferentes modos.
Endomísio
O delicado tecido conjuntivo denominado endomísio situa-se superficialmente ao sarcolema de cada 
fibra muscular; reveste individualmente as fibras musculares e as mantém unidas.
Fascículos
As fibras musculares são arranjadas em feixes paralelos denominados fascículos.
Perimísio
Cada fascículo é envolvido por uma densa bainha de tecido colágeno denominada perimísio. 
Epimísio
O músculo, um conjunto de fascículos, é envolvido por uma bainha fibrosa denominada epimísio. 
Fáscia Profunda
Uma espessa bainha de tecido conjuntivo fibroso envolve o epimísio, transformando músculos 
individuais em grupos funcionais. A fáscia profunda se estende para envolver estruturas adjacentes.
Músculo Endom ísio
Perimísio
Sarcolema
Tendão Epimísio Tecido conjuntivo Fibra muscular
Figura 1.38: 8ainhas de tecido conjuntivo do músculo estriado esquelético.
34 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Fixação Muscular
O modo pelo qual um músculo se fixa ao osso 011 outros tecidos pode ser direto ou indireto. Uma 
fixação direta é aquela em que o perimísio e o epimísio de um músculo se unem e se fusionam com o 
periósteo de um osso, com o pericôndrio de uma cartilagem, com uma cápsula articular ou com o teci­
do conjuntivo subcutâneo (alguns músculos da expressão facial são bons exemplos dessa última situa­
ção). Uma fixação indireta é aquela cm que os componentes do tecido conjuntivo de um músculo se fun­
dem em feixes de fibras de colágeno, formando um tendão ou aponeurose. As fixações indiretas são 
muito m ais freqüentes. Os tipos de fixações tendíneas são os descritos a seguir.
Tendões e Aponeuroses
A fáscia muscular, que é o componente de tecido conjuntivo de um músculo, une-se à extremida­
de do músculo e desse ponto continua sob a forma de estruturas cilíndricas ou em forma de fita deno­
minadas tendões,ou como estruturas laminares denominadas aponeuroses. Um tendão ou aponeurose fixa 
o músculo ao osso ou cartilagem, à fáscia de outros músculos ou ainda para formar um tecido fibroso 
denominado rafe. No local em que o ventre muscular pode ser exposto à fricção forma-se uma estrutu­
ra tendínea plana, como, por exemplo, na superfície profunda do músculo trapézio, próximo à espinha 
da escápula.
Septo Intermuscular
Em certos casos, uma camada plana de tecido conjuntivo denso conhecida como septo intennuscu- 
tar penetra entre os músculos, promovendo uma outra maneira de fixação de fibras musculares.
Ossos Sesamóides
Se um tendão está sujeito â fricção, ele pode desenvolver um osso sesantóidet\o interior de seu teci­
do, mas isso nem sempre ocorre. Um exemplo é o tendão do músculo fibular longo na planta do pé. 
Entretanto, ossos sesamóides podem ser observados mesmo em tendões não submetidos à fricção.
Fixações Múltiplas
Muitos músculos apresentam apenas duas fixações, uma em cada extremidade. Contudo, muitos 
músculos complexos costumam ser fixados em diferentes estruturas por meio de origens e /o u inserções. 
Se essas fixações são separadas, o que determina que dois ou mais tendões e /o u aponeuroses se insiram 
em diferentes lugares, diz-se que o músculo apresenta duas cabeças. Por exemplo, o músculo bíceps bra­
quial apresenta duas cabeças em sua origem; uma proveniente do processo coracóide da escápula e 
outra do tubérculo supraglenoidal. O músculo tríceps braquial apresenta três cabeças, enquanto o mús­
culo quadríceps femoral possui quatro cabeças.
0 Corpo em M ovim ento 35
Osso
Tendáo
M úsculo Feixe de
fibras
Músculo
Aponeurose
c)
b)
Figura 1.39: a) Fixação por tendáo; b) Fixação por aponeurose;
c) Fixação por rafe na superfície profunda do músculo trapézio.
36 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Desenvolvimento Embriológico e Miofascial
Uma visão geral sobre a origem embriológica dos tecidos conjuntivos pode esclarecer questõs refe­
rentes à formação e à localização dos pontos-gatilho. Os pontos-gatilho tendem a se manifestar no epi- 
m ísiode acordo com os padrões de distensão miofascial. Esses padrões se desenvolvem muito precoce- 
mente, junto com o desenvolvimento do embrião, e podem estar relacionados ao posicionamento fetal 
no útero. Esses padrões de distensão se desenvolvem da infância até a idade adulta e são influenciados, 
por exemplo, pela postura, ganho de peso e traumas mecânicos (ver p. 48).
Desenvolvimento Embriológico da Fáscia
Como citado anteriormente, a fáscia sustenta órgãos, envolve músculos e se condensa para formar 
ligamentos e aponeuroses.
Ao término da sétima semana de desenvolvimento, o embrião apresenta a maior parte dos órgãos, 
ossos, e estruturas nervosas e musculares em posição. Circundando essas estruturas primitivas, um 
grupo de células de preenchimento inicia a sua proliferação. Essa proliferação é derivada do tecido weso- 
dérmico, uma fáscia primitiva formada por células, fibras e uma matriz intercclular cuja consistência é 
parecida com a de uma gelatina. Em muitas partes do corpo, a fáscia primitiva permanece flexível até o 
nascimento. Em algumas regiões, entretanto, se condensa e direciona-se em resposta a pressões e tensões 
internas e externas. Ligamentos e tendões formam-se nessas áreas. Com o desenvolvimento de linhas de 
tensão e distensão nesses tecidos, ocorre a ossificação primitiva através da precipitação de sais associados 
ao crescimento ósseo. Com o crescimento ósseo, fibras de tecido conjuntivo primitivo formam ligamen­
tos diferenciados. Um exemplo disso é a cartilagem pré-vertebral, que se desenvolve e se dirige para o 
tecido conjuntivo mesodérmico. Ao fazer isso, produz linhas de tensão que ajudam a manter a integrida­
de e providenciam uma orientação de crescimento. Assim que o osso começa a se desenvolver, a comple­
xidade de padrões de carga c tração que determinam sua orientação resulta em ligamentos espinais dife­
renciados (amarelo, longitudinal posterior, etc.).
Além disso, demonstrou-se que os órgãos primitivos se desenvolvem na matriz intercclular meso- 
dérmica. O pâncreas primitivo, por exemplo, somente será diferenciado em um órgão maduro na pre­
sença de células específicas dessa fáscia primitiva em potencial. Sugeriu-se que a fáscia primitiva ou em 
potencial cria um "campo de energia específico" em que as células do futuro órgão amadurecem e se 
diferenciam.w Isso é mais significativo ao se observar que ossos, músculos, ligamentos e elementos m io 
fasciais de tecido conjuntivo apresentam todos um padrão de crescimento característico.
A relação entre um músculo em desenvolvimento e a miofáscia de tecido conjuntivo circunjacente 
é complexa. As linhas de tensão mencionadas acima constituem a chave para se compreender essa rela­
ção. Sugeriu-se que durante o segundo mês do desenvolvimento embriológico, o tecido conjuntivo é 
depositado anteriormente ao tecido muscular e que o aglomerado de "tecido muscular em potencial, 
submetido à força de tração direcional, diferencia-se no músculo maduro orientado ao longo da linha de 
tração".19 Esses acúmulos de tecido muscular se alongam, através de pressões direcionais. Nessa altura 
do desenvolvimento, diferenciam-se, amadurecem e crescem em tamanho mediante divisões mitóticas 
para formar os músculos como são conhecidos.
Em outras palavras, é o crescimento das fáscias ao longo das linhas de tensão e distensão (carga e 
deformação) que potencialmente determinam o desenvolvimento e a orientação do músculo. Isso tam­
bém explica por que a ação muscular não é individual, mas interligada. Por exemplo, a contração do mús­
culo bíceps braquial exerce força na fáscia de todo o braço, ombro e pescoço. Uma fáscia não apresenta 
início nem fim e é descrita por anatomistas de acordo com a sua localização. Em uma observação mais 
próxima, as estruturas miofasciais envolvem o músculo como verdadeiras partes de um continnuuni. Isso 
pode também apontar para alguma forma de explicar os padrões de dor referida estimulada pelo pres- 
sionamento dos pontos-gatilho.
Aspectos
Gerais dos 2
Pontos-Gatilho
38 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Definição
"Ponto focalizado c de alta irritabilidade na forma de nõdufo em uma área rígida de um másculo estriado esque­
lético sensível à palpação" (Travell A Simons. 1993).
Esses pontos podem variarem tamanho, desde uma pequena protuberáncia, como uma ervilha, até 
um grande inchaço, podendo ser sentidos na superfície do corpo, entremeados no interior das fibras 
musculares. Se forem sensíveis à palpação podem ser considerados pontos-gatilho. O tamanho de um 
ponto-gatilho varia de acordo com o tamanho, o formato e o tipo de músculo no qual é gerado. Por outro 
lado, é constante nos pontos-gatilho o fato de serem tão sensíveis à palpação que, quando pressionados, 
o paciente se retrai por causa da dor, relatando uma forte "agulhada" e apresentando espasmos.
Prevalência
Os pontos-gatilho miofasciais podem estar envolvidos em todos os tipos de dor musculoesqueléti- 
ca ou de dor muscular mecânica, sendo sua presença também observada em bebês e crianças. A dor ou 
outros sintomas podem ser decorrentes da ativação dos pontos-gatilho, considerando-se além disso que 
a dor pode se tornar crônica em virtude de pontos-gatilho latentes ou inativos. Estudos e pesquisas rea­
lizados em populações de pacientes selecionadas com base em diversas regiões do corpo confirmam 
uma alta prevalência de dor nos pontos-gatilho. A tabela a seguir demonstra alguns desses estudos.*'
Região d o corpo Centro de pesquisa População % co m d o r m iofascial
Geral Medicai22 172(54) 30
Geral Pain Medicine Center10 96 93
Geral Comprehensive Pain 
Center'' 283 85
Craniofacial Head & Neck Pain Clinic* 164 55
Lombar e glútea Orthopaedic Clinic1' 97 21
Tabela 2.1: Prevalência de pontos-gatilho em populações de pacientes selecionadas.
Existe um vasto grupo de pesquisas que relaciona diretamente as dores museuloesqueléticasaos 
pontos-gatilho.
Embriogênese
11os do corj>o. "A fibromialgia é uma síndrome complexa caracterizada por um aumento da dor, descon­
forto musculocsquelctico e sintomas sistêmicos" .N Atualmente, deu-se por estabelecido o fato de que uma dis- 
função do sistema nervoso central (SNC) é a responsável primária por essa amplificação da via da dor.
Assim como os pontos-gatilho miofasciais, a dor origina-se no tecido conjuntivo, músculos, ten­
dões e ligamentos. De modo semelhante, a fibromialgia não atinge as articulações. Ambas as condições 
são freqüentemente confundidas, entretanto, são condições distintas que podem estar relacionadas à 
depressão psicológica. Diferentemente da manifestação dos pontos-gatilho, acredita-se que a fibromial­
gia seja de origem sistêmica.
Em contraste com os pontos-gatilho, que causam um padrão específico e reproduzível de dor refe­
rida, os pacientes com fibromialgia relatam uma dor generalizada (embora alguns se refiram a pontos do­
lorosos localizados) e também que sentem como se os seus músculos estivessem estirados ou que tives­
sem sido exercitados além do limite. Algumas vezes os músculos se contraem involuntariamente ou 
apresentam uma sensação de ardência. As mulheres são mais afetadas pela fibromialgia que os homens, 
mas não há relação com a idade. Diferentemente do que ocorre com a fibromialgia, os pontos-gatilho 
podem ser fotografados com êxito utilizando-se a técnica de microscopia eletrônica. A seguir, uma tabe­
la apresenta as diferenças básicas entre a fibromialgia e os pontos-gatilho.
40 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Local da dor Tipo de dor
Qualidade muscular 
à palpação
Ponto-gatilho Específico e distinto Dor referida em um 
padrão específico
Firme c densa, morna
Fibromialgia Geral Dor generalizada, vaga e 
difusa, que causa ardência
Mole e suave
Tabela 2.2: Algumas diferenças básicas entre os pontos-gatilho e a fibromialgia.14
Pode-se acrescentar ainda o fato de que, na fibromialgia, a dor é mediada pelo sistema nervoso cen­
tral (SNC) e, nos pontos-gatilho, a dor ó mediada de modo local na região da placa motora, pelo siste­
ma nervoso periférico (SNP).
Fisiologia dos 
Pontos-Gatilho
42 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Os músculos estriados esqueléticos (somáticos ou voluntários) constituem aproximadamente 40% 
do peso total do corpo humano. Diversas teorias procuraram demonstrar como os pontos-gatilho se 
desenvolvem no interior dos músculos. Neste capítulo, será apresentada a hipótese mais aceita, mas, 
para isso, é necessária uma revisão acerca do mecanismo fisiológico de contração muscular.
A principal função do músculo estriado esquelético (somático ou voluntário) é promover o movi­
mento por meio da contração e do relaxamento coordenados. Os músculos estão fixados aos ossos por 
tendões. O local onde um músculo se fixa num ponto relativamente estável no osso, tanto diretamente 
como por meio do tendão, é denominado origem. Quando o músculo se contrai, transmite tensão aos 
ossos através de uma ou mais articulações e, assim, o movimento ocorre. A extremidade muscular que 
se fixa ao osso que se movimenta é denominada inserção.
Visão Geral da Estrutura do Músculo Estriado Esquelético
A unidade funcional do músculo estriado esquelético é conhecida como fibra muscular, que é uma 
célula alongada e cilíndrica com vários núcleos, variando de 10 a 100 ;o 
aspecto característico de estriaçôes da fibra muscular. Essas bandas são denominadas miofilamentos. As 
bandas claras referem-se a bandas isotrópicas (I) e consistem em miofilamentos delgados compostos 
pela proteína actina. As bandas escuras referem-se a bandas anisotrópicas (A) e consistem em miofila­
mentos espessos compostos pela proteína miosina (note-se também que se reconhece a existência de um 
terceiro filamento formado por uma proteína denominada conectina). Os filamentos de miosina apresen­
tam prolongamentos semelhantes a remos que se projetam de cada filamento e acoplam-se aos filamen­
tos de actina, formando as denominadas pontes cruzadas entre os dois tipos de filamentos. As pontes 
cruzadas, utilizando a energia derivada do A TI’, tracionam os filamentos de actina para mais próximo 
uns dos outros.* Desse modo, os grupos de bandas de filamentos claras e escuras se entrelaçam, assim 
como os dedos das mãos, promovendo a contração muscular. Cada grupo de filamentos de actina-mio- 
sina é denominado sarcõmcro.
_ > . . barcomero _ •.
BandaI Banda I
Figura 3.2: Os miofilamentos de um sarcòmero. Um sarcômero é circundado pela linha Z em ambas as extremidades.
• A região mais clara é conhecida como banda 1, e a mais escura como banda A.
• A linha Z é uma linha delgada e escura no meio da banda I.
• Um sarcômero é definido como uma secção de miofibrila entre a linha Z e o seguinte.
• O centro da banda A contém a zona H.
• A linha M secciona a zona 11 em duas partes iguais e determina o centro do sarcômero.
Sc uma força externa faz com que o músculo se alongue além do tônus muscular de repouso, o efei­
to de entrelaçamento dos filamentos de actina e de miosina que ocorre durante a contração muscular é 
revertido. Inicialmente, os filamentos de actina e de miosina possibilitam o alongamento, mas com a con­
tinuidade dessa ação, os filamentos de conectina promovem uma ação contrária a fim de absorver o des­
locamento. Desse modo, são os filamentos de conectina que determinam o grau de extensibilidade e resis­
tência da fibra muscular ao alongamento. Pesquisas indicam que a fibra muscular (sarcômero), se ade­
quadamente preparada, pode alongar-se até mais de 150% de seu comprimento em estado de repouso.
• Teoria do deslizamento de Huxley
A hipótese mais aceita para explicar a função muscular fo i parcialmente descrita peta teoria do deslizamento dc ftuxUy llluxlcy e IJanxon, 
1954). A fihra muscular rvcehc um impulso nervoso que causa a liberação de ions de cálcio armazenados ntt músculo. Na presença de adeno• 
sina trifosfato (ATPJ. o combustível muscular, os ions de cálcio se ligam aos ftlam entai de actina e de miosina /Kira formar uma ligação ete- 
tm stàtica (mitgnètica). E ssa ligação determina um encurtamento das fibras, resultando em sua contração ou aumento do tônus. Com o térmi­
no do impulso ncrxoso. a s fibras musculares entram em relaxamento. Seus elementos elásticos retraem os filam entos de modo que alcancem o 
comprimento que possuem quando não estão contraídas, isto è. seu estado de tônus de n'pouso
44 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Pontos-Gatilho no Interior dos Sarcômeros
A contração muscular ocorre no nível dos sarcômeros. 
Mesmo os mais simples movimentos grosseiros necessitam da 
contração coordenada de milhões de sarcômeros. O processo 
de deslizamento descrito anteriormente exige: a) um estímu­
lo inicial ou um impulso originado em um nervo motor, b) 
energia e c) íons de cálcio.
Fisiologia do Movimento
íons de 
cálcio
Estimulo inicial ou 
impulso originado em 
um nervo motor
Energia
Figura 3.3: Fluxograma do impulso nervoso 
que determina a contraçáo muscular.
Quando o encéíalo determina a contração de um mús­
culo, ele envia uma mensagem por meio de um nervo motor.
O nervo motor, em sua extremidade, traduz esse impulso 
quimicamente pela produção de acetilcolina (ACh), que pro­
voca um aumento da atividade do sarcômero. A energia
necessária para esse processo é liberada pelas mitocôndrias (centros de energia) localizadas no interior 
das células. Os íons de cálcio localizam-se no retículo sarcoplasmático, encontrado no sarcoplasma de 
um músculo estriado esquelético.
Desenvolvimento dos Pontos-Gatilho
Os pontos-gatilho manifestam-se onde os sarcômeros se tornam consideravelmente ativos. Ainda 
não se sabe ao certo como isso acontece; é provável que seja de origem multifatorial. As hipóteses são:
• Produção elevada de acetilcolina;
• Alterações no metabolismo do cálcio, excessiva liberação de cálcio;
• Hipertensão;
• Estresse;
• Hiperestimulação neurológica localizada;
• Outros.
Qualquer que seja o estímulo, os miofilamentos de actina e de miosina param de deslizar um sobre 
o outro. Como resultado, os miofilamentos permanecem interdigitados, levando ã contração, que é sus­
tentada pelo sarcômero e provoca uma alteração química intracelular local que inclui:
• Isquemia local;
• Aumento das necessidades metabólicas;
• Aumento da energia necessária para a manuten­
ção da contração;
• Falha na recaptação de íons de cálcio pelo retícu­
lo sarcoplasmático;
• Inflamação localizada (para facilitara reparação);
• Efeito da compressão em vasos sanguíneos locais;
• Deficiência energética;
• Produção elevada de agentes inflamatórios que 
estimulam fibras nociceptivas (dor) e autônomas.
Se essa situação persistir por um período de 
tempo prolongado, as alterações descritas acima 
podem conduzir a um ciclo vicioso. O cálcio torna- 
se incapaz de penetrar nos filamentos de actina e 
de miosina, induzindo o sarcômero à fadiga.
Figura 3.4: Um ponto-gatilho (*o ponto azul será utilizado 
nos capitulos 5-10 para indicar a localização de um 
ponto-gatilho. Lembre-se de que os pontos-gatilho não são 
fixos; ver p. 7).
Fisiologia dos Pontos-Gatilho 45
O corpo tenta resolver essa situação alterando a 
irrigação sanguínea do sarcômero (vasodilatação). Como 
conseqüência dessa situação anômala, ocorre a migração 
de células inflamatórias crônicas e agudas localizadas. A 
inflamação é um mecanismo em cascata que se inicia ao 
redor do sarcômero em disfunção. junto com a inflamação, 
observa-se a presença de substâncias relacionadas ao 
aumento da sensibilidade, como a substância P, um pep- 
tídeo que, por exemplo, aumenta a contração da muscu­
latura lisa do trato gastrintestinal, causando vasodilata­
ção. Isso, por sua vez, determina um aumento da dor 
local (pequena) captada por fibras nociceptivas locais e 
autônomas. Isso, por sua vez, conduz a um aumento da 
produção de acetilcolina e, então, a um ciclo vicioso.
Aum ento na 
estimulação 
do sarcômero
Aum ento do 
metabolismo 
e da demanda 
de energia
Falha na recaptaçào 
de cálcio, crise de 
energia e fadiga
Aum ento de 
resíduos, 
vasodilatação 
e processo 
inflamatório 
localizado
Figura 3.5: O círculo vicioso da fisiologia 
dos pontos-gatilho.
Conseqüentemente, o encéfalo envia um sinal para 
colocar em repouso o músculo onde o ponto-gatilho se 
manifesta, levando-o à hipertonia, fraqueza, encurta­
mento e fibrose (rigidez muscular). O tratamento é, por­
tanto, direcionado à quebra e atenuação desse ciclo vicioso.
Classificação dos Pontos-Gatilho
Os pontos-gatilho são descritos de vários modos de acordo com a localização, a sensibilidade e a cro- 
nicidade desses pontos: central (ou primário), satélite (ou secundário), de fixação, difuso, inativo (ou laten­
te) e ativo.
Pontos-Gatilho Centrais (ou Primários)
Esses pontos-gatilho localizam-se sempre no centro do ventre muscular, ou seja, no local onde a 
placa motora se situa, e são os mais bem definidos quando ativos, sendo geralmente aqueles aos quais 
as pessoas se referem ao comentar sobre os pontos-gatilho. A forma do músculo e o arranjo de suas fibras 
são determinantes para a consideração desse tipo de ponto-gatilho. Por exemplo, em músculos multipe- 
niformes, vários pontos centrais podem ser observados. Do mesmo modo, fibras musculares dispostas 
diagonalmente podem determinar variações na localizaçãodos pontos-gatilho.
Pontos-Gatilho Satélites (ou Secundários)
Os pontos-gatilho podem se originar como uma resposta a pontos-gatilho centrais em músculos 
próximos que se situam na zona dc dor referida. Nesses casos, os pontos-gatilho centrais são fundamen­
tais para a intervenção terapêutica, e os pontos-gatilho satélites geralmente desaparecem tão logo os 
pontos centrais tenham se tornado efetivamente inativos. Isso também é observado quando os pontos- 
gatilho satélites são resilientes ao tratamento até o momento em que os pontos-gatilho centrais enfraque­
cem, como é o caso de músculos abdominais e /o u para-espinais.
Pontos-Gatilho de Fixação
A miofásda é contínua, como discutido anteriormente (ver p. 33). Foi observado que o local de inser­
ção do tendão no osso é com freqüência sensível.' '' Isso pode ocorrer por causa das forças que atravessam 
essas regiões. Foi também sugerido que isso possa ser o resultado de um ponto-gatilho miofascial crônico 
e ativo associado. Isso ocorre porque a sensibilidade é diminuída após o tratamento do ponto-gatilho cen­
tral. Nesses casos, o ponto-gatilho é descrito como um ponto-gatilho de fixação. Além disso, sugeriu-se 
que, se uma situação crônica permanecer enquanto os pontos-gatilho central e de fixação não forem trata­
dos, "alterações degenerativas" no interior da articulação podem ser aceleradas e precipitadas.^
46 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Pontos-Gatilho Difusos
Os pontos-gatilho podem algumas vezes ocorrer onde existem vários pontos-gatilho satélites 
secundariamente a diversos pontos-gatilho centrais. Isso ocorre em geral quando há graves deformida­
des posturais, como a escoliose, e um quadrante inteiro do corpo é envolvido. Nessa situação, pode-se 
dizer que os pontos-gatilho secundários são difusos. Esses pontos-gatilho difusos se desenvolvem ao 
longo de linhas de padrões de carga e/ou deformação alterados.
Pontos-Gatilho Inativos (ou Latentes)
Este termo se aplica a nódulos ou protuberâncias que são muito semelhantes a um ponto-gatilho, 
podendo se desenvolver em qualquer região do corpo, geralmente de forma secundária. Esses pontos- 
gatilho, entretanto, nâo sào dolorosos e nâo conduzem a uma via de dor referida. A presença de pontos- 
gatilho inativos no interior dos músculos pode acarretar um aumento da rigidez muscular. Foi sugerido 
que esses pontos-gatilho sejam mais comuns em indivíduos com estilo de vida sedentário.24 Convém 
também salientar que esses pontos podem ser reativados caso o ponto-gatilho central seja reestimulado, 
ou, ainda, logo após um trauma ou lesão.
Pontos-Gatilho Ativos
Este termo pode se aplicar tanto a pontos-gatilho centrais como a satélites. Há uma variedade de 
estimulantes que podem ativar pontos-gatilho inativos, como a dor decorrente de atividade muscular 
forçada. Essa situação é comum, por exemplo, com o aumento de atividade após um acidente de trânsi­
to, quando pontos-gatilho múltiplos e difusos podem ter se desenvolvido. O termo sugere que o ponto- 
gatilho tanto é sensível 
aplicação de car$a caso se suspeite que isso seja 
um fator agravante. Figura 3.6: Exame do músculo peitoral maior.
48 Pontos-Gatilho - Uma Abordagem Concisa
Para simplificar, desse ponto em diante, serão descritos o exame do músculo peitoral maior e seu(s) 
ponto(s)-gatilho.
Os principais pontos-gatilho do músculo peitoral maior são observados em sua parte clavicular. O 
pinçamento é o melhor modo de se examinar o ponto-gatilho nessa região. Os pontos-gatilho na parte 
anterior do tórax são mais bem observados por meio de uma palpação com as mãos espalmadas.
Procedimento:
• Paciente sentado ou em pé;
• Pedir para o paciente realizar uma abdução do membro superior em 90" a fim de levar o músculo a 
uma tensão moderada;
• Palpar a fim de verificar a presença de um nódulo ou uma banda rígida;
• Observar se ocorrem espasm os ã palpação;
• A pressão deve reproduzir os sintomas relatados pelo paciente;
• A pressão deve induzir um padrão de dor referida.
Fatores de Manutenção
Os seguintes fatores possibilitam uma manutenção dos pontos-gatilho. A presença de um ou mais 
fatores dificultam a eliminação