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UniAGES CENTRO UNIVERSITÁRIO LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS MANOEL RODRIGO ALVES DOS SANTOS Estágio supervisionado IV A construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica Paripiranga 2017 UniAGES CENTO UNIVERSITÁRIOS LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS MANOEL RODRIGO ALVES DOS SANTOS Estágio supervisionado IV A construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica Relatório Final apresentado no curso de Ciências Biológicas da Faculdade AGE como um dos pré-requisitos para a obtenção da nota parcial da disciplina estágio IV: Discente do 9º período, sob a orientação do Professor Fábio Gusmão. Paripiranga 2017 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...................................................................................................................4 Apresentação do tema...................................................................................................4 Delimitação do tema.....................................................................................................7 Identificação do problema..............................................................................................8 Analise do problema......................................................................................................9 Justificativa.................................................................................................................10 Objetivos......................................................................................................................12 1.6.1 Objetivo geral.............................................................................................................12 1.6.2 Objetivo específico....................................................................................................12 MÉTODO........................................................................................................................ 2.1. Considerações metodológicas...................................................................................... 2.2. Procedimentos de pesquisa.......................................................................................... RESULTADOS................................................................................................................ DESENVOLVIMENTO................................................................................................... CONSIDERACOES FINAIS......................................................................................... ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ANEXOS E APÊNDICES RESUMO O presente projeto foi realizado sobre tema a construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica na escola Reunidas professor Francisco de Paula Abreu. Com objetivos de analisar qual a contribuição do docente de Ciências e Biologia para aquisição do conhecimento científico na Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu. A metodologia surgiu a partir de observações, pesquisas bibliográficas e entrevistas, a partir da coleta de dados podemos perceber que as Escolas Reunidas Professor Francisco de Paula de Abreu possui uma infraestrutura que é e está pronta a receber, educar e promover conforto aos estudantes e os todos que participar desse processo educativo. Os professores de Ciência e Biologia precisam incentivar o desenvolvimento do espírito científico nos discente, transformando os saberes empíricos à luz do currículo adotado pela escola. Isto sugere que o professor deva abordar, em seu trabalho, os conhecimentos sobre diversos contextos em diferentes mediações, o que pode possibilitar a assimilação do saber científico resultante da investigação da natureza no contexto histórico. Sendo assim, abrem-se possibilidades, ao educando, de ampliar a sua visão de mundo, a fim de transformar a sua realidade para viver melhor. O estágio representa uma fase importante para a formação de futuros docentes, pois pode aproximar o estagiário com o ambiente escolar afim de que os mesmos interajam não só com os discentes, mas também com outros docentes e com a direção da escola. Palavras chaves: Docente, conhecimento científico, Ciências. INTRODUÇÃO Apresentação do tema Educação é crescimento contínuo, ampliação, estímulos, busca de identidade, conhecimentos formais, informais e inovação. Através destas perspectivas, os professores estão em uma busca constante de alternativas para que a aprendizagem seja significativa e para que os alunos identifiquem a educação como uma necessidade fundamental na sua vida, para o desenvolvimento cultural e profissional. Atualmente, nos deparamos com um número acelerado e crescente de descobertas científicas e muitas dessas descobertas englobam o campo da biologia. Nesse sentido, os professores de biologia e de disciplinas correlatas ficam encarregados de estarem continuamente em atualização e sincronia com toda essa dinâmica científica. Porém, o que vai determinar o aprendizado do aluno, em todos os níveis do ensino, em detrimento de conteúdos decorados que são esquecidos após as avaliações, são as formas didáticas que os professores da referida área do saber irão utilizar. Partindo das ponderações de Mortimer (1996, p. 20), vemos que grande parte do saber científico transmitido na escola é rapidamente esquecida, prevalecendo ideias alternativas ou de senso comuns bastante estáveis e resistentes, identificadas, até mesmo, no seio dos estudantes universitários. É notável que uma forma didática tradicional, especialmente na área biológica, com muitas técnicas pouco ou totalmente ineficazes, torna o ensino monótono, desconexo e desvinculado do cotidiano do aluno. Dessa forma, conhecimentos equivocados e confusos sobre vários temas das ciências biológicas, tendo por consequência um ensino pouco eficaz, que por vezes pode até confundir ainda mais os conhecimentos científicos que o aluno já possui. Segundo Pedracini et al (2007, p. 301), parece evidente que o modo como o ensino é organizado e conduzido está sendo pouco eficaz em promover o desenvolvimento conceitual. No processo de socialização do conhecimento científico é necessário ter presente que científico não significa neutro. O conhecimento é sempre histórico e, por isso mesmo, datado, carregando as intenções, as preocupações, às dificuldades de sua sistematização e as soluções que apresentou para as questões do tempo em que foi produzido e como foi transposto para a história atual. Da mesma forma, o educando não entra neutro para a escola, mas carrega consigo toda sua vivência cotidiana. Portanto, é também um ser marcado, distinguido, que possui um conhecimento prévio; vai para a escola já sabendo, em alguma medida, o que lhe será ensinado de forma mais sistemática pelo professor. Tais processos se configuravam como caminho adequado para o descobrimento dos conceitos e possibilitava, segundo os seus seguidores, mudanças nas ideias dos alunos sobre fenômenos estudados, substituindo-as por aquelas que são aceitas pela ciência. Os materiais didáticos davam ênfase à experimentação, a formação de mini cientistas e tinham como base o método científico. Este modelo de ensino criou nas escolas o “mito do método científico” como o único método capaz de contribuir efetivamente para a construção do conhecimento. Os professores, nomeadamente, os que atuavam no ensino de Ciências, baseavam-se no pressuposto de que tal método conduzia ao conhecimento verdadeiro. Para Castro (1993) encarar a ciência como produto acabado confere ao conhecimento cientifico uma falsa simplicidade que se revela cada vez mais como uma barreira a qualquer construção, uma vez que contribui para a formação de uma atitude ingênua ante a ciência. Ao encararmos os conteúdos de ciência como óbvios, as diversas redes de construção, edificadas para dar suporte a teorias sofisticadas,apresentam-se como algo natural e, portanto, de compreensão imediata. Assim, Nas diferentes áreas do conhecimento, as crianças e os jovens já trazem conceitos elaborados a partir das relações que estabelecem em seu meio extraescolar, que não podem ser ignoradas pela escola. Trata-se de lidar com esses saberes como ponto de partida e provocar o diálogo constante deles com o conhecimento das ciências e das artes, garantindo a apropriação desse conhecimento e da maneira científica de pensar (HENTZ, 1998, p.13). O conhecimento que os educandos levam para a escola não significa que seja sempre do senso comum, que não tenha nada de cientificidade, pois todo conhecimento científico sempre deverá estar presente no cotidiano de todos os indivíduos como cidadãos (KRASILCHIK, 2005). O que pode acontecer é que o domínio que os estudantes têm de um determinado tema seja menos científico daquele que lhes será apresentado pelo professor. Portanto, nunca se começa do zero em ciência. O que se pretende com a socialização cada vez maior do conhecimento científico é que seja oportunizado aos educandos o modo científico de pensar e de buscar o conhecimento com autonomia a partir daquilo que já internalizaram e dominam. Segundo Souza (2005) a formação profissional (das ciências da educação e da ideologia pedagógica): é um conjunto de saberes adquiridos pela instituição de formação e que vão se incorporando à prática e atuação docente. É o saber que vem das ciências da educação que dão um caráter clássico e científico aos professores e se apresentam como doutrinas e concepções advindas de reflexões. A aprendizagem é vista, portanto, como algo que envolve um processo de mudança conceitual. As abordagens do ensino de ciências baseadas nessa perspectiva concentram-se em fornecer às crianças experiências físicas que induzam ao conflito cognitivo e, assim, encorajam os aprendizes a desenvolver novos esquemas de conhecimento que são mais bem adaptados à experiência. É preciso dar espaço para os saberes e a cultura dos indivíduos, articulando saberem populares e científicos no ensino de ciências. Não se trata de reduzir o status do conhecimento científico, mas elevar o de outras formas de conhecimento, fazendo relações entre saberes, apresentando, explorando e discutindo diferentes visões de mundo. Como discute Freire (1997, p. 68), “não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes”. Desse modo, no ensino de ciências seria importante possibilitar não apenas o contato dos estudantes com os materiais de ensino-aprendizagem, mas também com os esquemas conceituais apresentados pelo professor (KRASILCHIK, 2005). É necessário que os estudantes percebam a mutabilidade do conhecimento científico e se atualizem permanentemente num mundo marcado por uma intensa produção científica e tecnológica e que passa por constantes e profundas mudanças. Como mediador, o professor não pode agir de forma dogmática na construção do conhecimento, não pode impor, mas estabelecer as ligações entre o que os educandos já conhecem e o novo conhecimento científico que pretende construir com eles, possibilitando que, depois, consigam realizá-lo autonomamente (KRASILCHIK, 2005). Sendo assim este trabalho aborda a construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica, tendo como objetivos analisar qual a contribuição do docente de Ciências e Biologia para aquisição do conhecimento científico na Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu. 1. Identificação e caracterização da instituição em que se está fazendo o estágio. Figura 1: Escola Reunida Francisco de Paula Abreu. Fonte: Elaboração própria. O local onde foi realizado o estágio foi no município de Paripiranga-Ba, na Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu está localizado na rua trindade nº 272, a escola foi oficialmente inaugurada no ano de 1950, com a denominação de Escolas Reunidas Francisco de Paula Abreu, em homenagem ao professor Francisco de Paula Abreu. Quem foi o grande responsável pela fundação da escola que atender toda região de Paripiranga principalmente zona rural e urbana. A escola funciona os três turnos, tendo a educação infantil, ensino fundamental do 1º aos 9º anos e a modalidade EJA. A principal responsável da escola é a diretora Rosanne que tomar conta da escola e orientar junto com as coordenadoras pedagógicas Eremitas Vieira dos Santos. Quanto os espaços físicos têm laboratório de informática, secretaria, coordenação, cozinha, almoxarifado, quadra esportiva, banheiros feminino e masculino, diretoria, cantina, biblioteca, 8 salas de aulas e quartos áreas laterais. O projeto desenvolveu um trabalho de coleta de dado e pesquisa que foram analisadas e observadas. Assim, o projeto é essencial porque objetiva a efetivação da aprendizagem como processo pedagógico de construção de conhecimentos, desenvolvimento de competências e habilidades através da supervisão de professores atuantes, sendo a relação direta da teoria com a prática cotidiana. 1. Caracterização da instituição. Figura 2: localização da escola no mapa. Fonte: https://www.google.com.br/maps. A Escola Reunidas Francisco de Paula Abreu situa-se na localidade no centro, na praça Pedro Rabelo de Matos nº 274 da cidade de Paripiranga, Bahia. Possui 06 salas para turmas de 1º a 9º ano, uma sala de informática, uma direção, 01 quadras esportiva, uma biblioteca, 01 cantinas e 01 cozinha com dispensa, 01 almoxarifados, 01 secretarias, 04 banheiros e 02 áreas laterais. A escola conta com 49 funcionários, assim distribuída; 30 docentes, 08 funcionários da equipe administrativa, 01 na equipe pedagógica e 11 auxiliares de serviços gerais. A instituição tem como pratica a integração de todos no processo educativo. A escola oferece da educação infantil ao 9º do ensino fundamental, sendo a educação infantil 1º, 2º, 3º, 4º e 5º no ensino fundamental na escola Francisco André escola avançadas da Roça de dentro, sendo 4º e 5º uma turma multi seriada, na sede constata com turmas da 4º a 9º, nos turno matutino e vespertino, como também o ensino do EJA no ensino fundamental. 1. História da instituição. Figura 3: Foto da escola antes da primeira reforma. Fonte: http://guiaparipirangaonline.blogspot.com.br/2013/08/escola-paula-abreu.html. Figura 4: Foto depois da primeira reforma na escola Reunida Francisco de Paula Abreu. Fonte: IBGE, 2015. Historicamente, a efetivação da escola foi o resultado da junção de várias pequenas escolas que funcionavam em diferentes residências no município de Paripiranga-Bahia. O prédio foi oficialmente inaugurado no ano de 1950, com a denominação de Escolas Reunidas Francisco de Paula Abreu, em homenagem ao professor Francisco de Paula Abreu, pioneiro educador do município, que chegou a Paripiranga ainda moço, trazendo a esposa e a sogra. Os três filhos que o casal teve nasceram aqui. Por questões desconhecidas, o professor pediu a sua transferência para Monte Santo, onde já havia lecionado, mas seu afastamento durou apenas seis meses. Ele então pediu para voltar, no que foi atendido, aqui permanecendo até a sua morte em 14 de janeiro de 1959. Sua personalidade possuía qualidades raras nos homens de hoje. De um lado a sua dedicação a missão de ensinar; e de outro a sua honradez e o seu desprendimento às coisas do mundo. Certo governador da Bahia, durante cerca de quatro anos, suspendeu o pagamento dos professores primários do estado, inclusive da capital. As escolas, em sua maioria, fecharam as portas, pois ninguém pode trabalhar sem um mínimo de sustento. A coisa foi tão séria que o povo de São Paulo, num gesto nobilíssimo de solidariedade, saiu às ruas com a bandeira do estado recolhendo dinheiro para mitigar a fome de seus irmãos professores da Bahia. A escola do professor Abreu não fechou. Ele insistia em continuar dando aulas, enfrentando todas as dificuldades (LIMA, 2004). O então intendente de nossa terra, verificando o que vinha acontecendo, chamou o professorAbreu e lhe forneceu, por conta da prefeitura, uma quantia semanal para a sua subsistência, porém, a escola dele nunca fechou. Quando o governo começou novamente a pagar aos professores, o professor Abreu que tinha anotado todo o dinheiro que recebera, foi aos poucos devolvendo a prefeitura, pagando até o ultimo mil reis. O prédio da escola tomou o lugar de um cemitério desativado na antiga praça da bandeira, atual praça Pedro Rabelo de Matos, situado no centro da cidade (LIMA, 2004). A estrutura física está constituída de seis salas de aula, contendo lousas e carteiras sufi cientes para atender ao número de alunos, possui uma sala de leitura que divide espaço com a sala de coordenação, um laboratório de informática, possui quatro banheiros, sendo três para discentes e um para funcionários. Para atender ao sistema de merenda escolar, tem uma copa bem espaçosa. Existem dois pátios localizados na frente e no fundo do colégio, espaços utilizados para a prática de esportes e eventos. A escola também possui uma secretaria e diretoria. A parte administrativa é composta de uma diretora, uma vice-diretora e uma secretaria. O corpo docente é formado de 38 professores. A escola funciona os três turnos, tendo a educação infantil, ensino fundamental do 1º aos 9º anos e a modalidade EJA. Não esquecendo que temos as salas avançadas, que funcionam na zona rural, ao todo são cinco (05), tem a Escola Municipal Francisco André, que fica localizado no povoado Roça de Dentro; Escola Municipal Antônio Carlos Magalhães, localizada no Pau Preto; Escola Alzira Maynart, no povoado Barracão. A distribuição de livros é feita pelo MEC, através do PNLD-Plano nacional do livro didático. Em 2000 a escola passou a ser responsabilidade do poder municipal, passando de escola pública estadual para escola pública municipal pelo plano de ação em parceria com o município, portaria número 8993/99- publicado no diário oficial do dia 10 de novembro de 1999. Figura 5: Professor Francisco de Paula Abreu. Fonte: http://guiaparipirangaonline.blogspot.com.br/2013/08/escola-paula-abreu.html A maioria dos alunos desta instituição origina-se da zona rural, mais exatamente das localidades: Quixaba, Roça de Dentro, Salgadinho, etc. Os alunos que residem na zona urbana têm suas casas localizadas nas ruas mais afastadas do centro da cidade, a exemplo das: Rua do campo, da vaquejada, da Cutia, etc. Seu nome é uma homenagem a Francisco de Paula Abreu, considerada um paladino do saber em Paripiranga. A ele foi dedicado um capítulo especial no livro História e estórias de Paripiranga, juntamente ao Padre Doutor João de Matos. Conta o livro que, nascido em Salvador, no dia 16 de março de 1879, perdeu cedo os pais e um irmão, tendo de cuidar de suas irmãs. Quando se formou professor, aceitou lecionar em Mirandela, atual Ribeira do Pombal. Em 1911, mudou-se para cá, onde lecionou várias disciplinas. Por questões desconhecidas o Professor Abreu pediu sua transferência para Monte Santo, onde já havia lecionado. Mas seu afastamento durou apenas seis meses. Ele então pediu para voltar, no que foi atendido, aqui permanecendo até a sua morte em 14 de janeiro de 1959, relata Eratóstenes Fraga Lima. Além de professor, escreveu para vários jornais, entre eles O Paladino e O Ideal, ambos de Paripiranga (LIMA, 2004). Delimitação do tema O tema a construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica na Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu, surgiu a partir da preocupação com educação enquanto processo formador de sujeitos críticos, reflexivos, autônomos e conscientes, é de fundamental importância às ações de cooperativos e participativos. Sendo assim, foi escolhido o seguinte tema: A construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica do município de Paripiranga-Ba, que surgiu a partir de observações e pesquisas bibliográficas. A partir da coleta de dados podemos perceber que a Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu, possui uma infraestrutura que é e está pronta a receber, educar e promover conforto aos estudantes e os todos que participar desse processo educativo. Nesse sentido, os cursos de formação de professores (inicial e continuada), precisam estar voltados, para a prática reflexiva desse profissional. A formação reflexiva caracterizada pela valorização da experiência e a reflexão nesta experiência vivenciada pelos docentes, tem como pressuposto transformá-lo em um pesquisador, reconhecendo seu papel ativo, sua criatividade e autonomia para inovar e melhorar a sua própria atuação. Segundo Krasilchik (2005) a formação dos professores não acaba no curso de formação inicial, é sim um processo, que não se esgota nem em cursos de atualizações realizados. Portanto é necessário que a formação continuada também no cotidiano escolar de forma constante. Para isso os cursos de licenciatura precisam ser repensados e constantemente aprofundados após a formação dos professores. Mudar a formação oferecida aos professores tornou-se uma prioridade para a melhoria do ensino de ciências, o que favoreceu o surgimento de diversas propostas elaboradas por especialistas ligados às universidades públicas do país, tais como cursos de aperfeiçoamento didático, programas de formação continuada, projetos de educação científica, entre outros. No entanto, foi pouco significativo o reflexo dessas propostas sobre a atuação dos professores e sobre o ensino de ciências (NASCIMENTO, 2005). O professor tem um papel extremamente importante enquanto mediador entre o aluno e o conhecimento, facilitando, incentivando e motivando a aprendizagem. Ao desenvolver um conteúdo de forma a permitir que o estudante colete, relacione, organize, manipule, discuta e debata as informações com seus colegas e com o professor, produzindo um conhecimento significativo que se incorpore ao seu mundo, possibilitará que este desenvolva uma compreensão da sua realidade humana e social, onde está inserido e pode interferir (GASPARIN, 2005), proporcionando uma educação transformadora. Figura 06: Mapa da cidade de Paripiranga/Bahia. Fonte: Google maps. Identificação do problema Nesse processo o professor vem se constituindo num espaço de aprendizagem cada vez mais significativa, fruto das inovações e transformações incorporadas na prática docente. Assim valorizados os mecanismos para a produção do conhecimento cientifico. São essas reflexões que permeiam a educação contemporânea, que visa proporcionar ao aluno uma formação fundamentada nas ciências vivenciadas no cotidiano favorecendo a compreensão das particularidades do ensino como um todo. Qual a contribuição do docente de Ciências e Biologia para aquisição do conhecimento científico na Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu. Análise dos dados do problema. Diante a análise do problema percebe que o perfil do professor na sala de aula, deve ser compatível como construção do conhecimento pelo educando, fazendo-o capaz de formar ideias e questionar opiniões. Isso depende de vários fatores: a maneira de como leciona; métodos usados para avaliar; relacionamento com seus alunos, conteúdos utilizados e, se estes temas têm ou não alguma relação com a realidade do educando. Perez (2003), afirma que o ensino é uma atividade complexa, que envolve cenários singulares, claramente determinados pelo contexto, carregados também de conflitos de valor. Por isso o professor deve ser um profissional dinâmico que tem que desenvolver sua sabedoria experiencial e sua criatividade para enfrentar situações únicas, ambíguas, incertas e conflitantes que configuram a vida da aula. A formação de profissional para este autor baseia-se prioritariamente na aprendizagem prática, para a prática e a partir da prática. É um professor com este perfil que os alunos desejam nas escolas, educador capaz de transformar a vida estudantil do educando, fazendo-o capaz de viver e sobreviver nas maiores adversidades da vida. A aprendizagemfaz com que o ser humano tome como seu um conhecimento que foi produzido pela sociedade. Ela é um processo permanente que leva as transformações humanas. O professor, ao ensinar Ciências, fixa limites, passando ao educando que nem tudo é válido em qualquer situação. Ao professor compete selecionar o conteúdo e estratégias de ensino do modo que o aluno, além de ter seus conhecimentos próprios, se torne ativamente no processo de construção do conhecimento. Desta forma se estabelece à ação pedagógica, que estabelece o diálogo como premissa para a aprendizagem. Nessa perspectiva de educação entendemos que o aluno articula seus saberes com base nas atividades investigativas e práticas para compreender os conceitos científicos. Ao se trabalhar com novas metodologias de ensino em sala de aula cria-se a perspectiva de um conhecimento que se constrói, baseado na necessidade da pesquisa e do registro, utilizando novas metodologias que aproximem o contexto do aluno mundo científico. Justificativa O Ensino de Ciências e Biologia vêm se desenvolvendo de forma significativa nos últimos anos, por vários motivos, que vão da implantação de novas metodologias de ensino (inclusões de pesquisas científicas), até o uso de tecnologias avançadas em alguns estabelecimentos. Estas, de certa forma, têm-se constituído em ferramenta de aprendizagem, que pode facilitar a compreensão dos conteúdos pelos discentes de vários níveis. Cabe ao professor mediar às habilidades dos alunos apresentadas, proporcionando o desafio de suas capacidades mentais, associadas a uma série de processos interativos que se constrói nesses momentos de convívio escolar. Segundo Mortimer (1996), a sala de aula deve ser encarada como objeto de pesquisa. Para o autor é preciso compreender que as relações estabelecidas pelas crianças com o conhecimento estão interligadas e o papel do mediador faz diferença em conduzir o avanço dos saberes não esquecendo a influência das relações que parte do conhecimento cientifica para o crescimento da ciência entre o professor e aluno. Nesse sentido, a formação e atuação dos professores demanda o exercício para lidar com um conhecimento que se constrói cotidianamente, sendo necessário refletir sobre os modos de participação e as diferentes estratégias que possam contribuir para o processo formativo. O professor é um profissional que, como qualquer outro, está inserido no contexto da sociedade do conhecimento e tudo o que ela representa. As organizações, no caso as instituições de ensino, esperam dele a mesma competência que qualquer outro tipo de organização espera dos profissionais que nela atuam. A formação pode estimular o desenvolvimento profissional dos professores, faz com que se tornem autônomos, preparando-os para a reflexão, tornando-se responsáveis pelo desenvolvimento profissional e pessoal (NÓVOA, 1995). Os professores de Ciência e Biologia precisam incentivar o desenvolvimento do espírito científico nos discente, transformando os saberes empíricos à luz do currículo adotado pela escola. O mundo natural já faz parte do aluno, mas em muitos casos, faltam-lhe condições para interpretar através da investigação, da pesquisa, abrindo espaço para desenvolver a curiosidade por algo que ainda não dominam com clareza, pois ao considerar o contexto no qual os alunos estão inseridos, aproximamos o conhecimento científico com o empírico, desmitificando a ideia de cientista. O ensino organizado nos pilares da cientificidade torna o conhecimento mais significativo, acrescentando qualidade à sua aprendizagem. O docente pode intervir significativamente em situações que envolvam práticas do cotidiano do aluno, aproximando a realidade de casa com os conteúdos escolares. Neste processo de aproximação é momento de criar estratégias pedagógicas que oportunizem ao professor gerar vínculo com o educando. Com isto, a confiança se estabelece facilitando a apropriação de conhecimento novo, no qual pode ser explorado de micro a macro escala com isso o aluno estará preparado à inserção de conhecimento natural e social. Portanto, às ações dos alunos com temáticas do dia-a-dia estabelece aproximação com o conteúdo, pois o aluno fará uso do conhecimento empírico. Tal metodologia é importante, pois possibilita que o aluno traga situações de sua casa, e comece a fazer ligação dos acontecimentos diários com seus familiares. A possibilidade de ensinar ciências deve estar acompanhada com a possibilidade de aprender conhecimento cientifico, são extremidades conhecidas pelos professores, porém o processo que permeia as extremidades sugere-se que seja construído periodicamente, pois o método de ensinar renovado e planejado diferencia a rotina das escolas caminhando para o sucesso escolar. Objetivos Objetivo geral. Analisar qual a contribuição do docente de Ciências e Biologia para aquisição do conhecimento científico na Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu. Objetivos específicos Analisar as diferentes concepções sobre as ciências e suas implicações no processo de ensino-aprendizagem; Compreender as relações entre ciência e tecnologia no desenvolvimento da aprendizagem significativa dos alunos da Escola Reunidas Professor Francisco de Paula Abreu; Analisar o perfil do professor que está atuando nas aulas de Ciências e Biologia do ensino fundamental e médio; Conhecer o perfil dos professores de Ciências e Biologia dos Ensinos Fundamental e Médio em relação a sua qualificação, formação e tempo de atuação profissional; Analisar possibilidades de melhoria da aprendizagem de conhecimentos científicos de estudantes da educação básica; Caracterizar o perfil profissional dos professores de Ciências e Biologia atuantes nas escolas públicas no município de Paripiranga-Ba; Identificar metodologias de ensino e métodos de avaliações utilizadas nas aulas do ensino de Ciências e Biologia; Analisar a contribuição do professor de Ciências e Biologia no desenvolvimento do conhecimento cientifica na Escola Reunida professor Francisco de Paula Abreu; MÉTODO Considerações metodológicas. A pesquisa participativa não é somente possível, mas necessária para repormos a inter-relação dinâmica entre teoria e prática (DEMO, 2004, p. 104), onde assume envolvimento político explícito. Nesse contexto, podemos dizer que a pesquisa participante é uma luta constante pela formação de sujeitos, ou seja, pela construção ou afirmação de uma identidade cidadã participativa e emancipada. Conforme Demo (2004), a pesquisa participante produz conhecimento politicamente engajado e participação. Complementa que esse tipo de pesquisa tem retomado fôlego em torno da multicultural idade e temas correlatos do reconhecimento. Brandão (1982) argumenta que a participação determina um compromisso que subordina o próprio projeto científico de pesquisa ao projeto político dos grupos populares cuja situação de classe, cultura ou história se quer conhecer porque se quer agir, ou seja, transformar. Segundo Demo (2004), a pesquisa participante é descrita de modo mais comum como atividade integrada que combina investigação social, trabalho educacional e ação. O Projeto será realizado com os alunos das turmas matutinas e vespertinas do Ensino Fundamental, da Escola Reunidas Professor Francisca de Paula Abreu, do Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas orientador pelo professor Fábio Gusmão do Centro Universitário UniAGES do município de Paripiranga-Ba. Ação da escola será desenvolvida através da orientação do roteiro e do professor orientador, na primeira etapa do estágio será feito a identificação e caracterização da escola, juntos com os dados da diretora responsável pela instituição, endereço, e telefone. Na segunda ação será feita analise, quanto ao contexto social no qual está inserida, qual a realidade social e econômica dos estudantes e do bairro onde a escola se situa e os equipamentos sociais (cinema, teatros, igrejas, áreas desportivas, centros de lazer, centros culturais, organizações sociais etc.)disponíveis nas proximidades dos escolados quais os estudantes usufruem etc. Na terceira ação será feita a filmagem (ou registro fotográfico) da escola, na qual vão ficar registrado através de fotos ou vídeo gravados durantes as ações na escola. Na quarta ação aconteceram observação da aula de Ciências e Biologia junta com plano de ensino, livro didático, gestão da aula, comunicação com os alunos planejamento do semestre. A quinta etapa será realizado uma entrevista com a professora do Ensino de Ciências e Biologia e depois responder um questionário sobre sua profissão e carreira. Na sexta etapa será feita observação do planejamento do docente de Ciências e Biologia de um bimestre, através da analise responder os critérios que o professor pediu para avaliar no planejamento da professora. Sétima etapa será analisada á preparação do planejamento didático com tema da aula que será ministrada na sala de aula. Em seguida na oitava etapa realização do Projeto Coletivo: elaboração de um projeto coletivo que envolva várias turmas, outros docentes e discentes e a escola que deverá ser feito a partir dos seguintes temas propostos. Todas essas ações aconteceram na escola juntos com todos que participar. Na penúltima etapa do Projeto Individual - projeto cinema na sala de aula-você deverá montar um projeto sobre a utilização do cinema na sala de aula. Portanto, o projeto será desenvolvido por meio de visitas, entrevistas e observações na escola e nas aulas de Ciências e Biologia. 2.2. Procedimento de pesquisa. Os procedimentos desenvolvidos no projeto de estágio serão organizados nas seguintes etapas: 1º Etapa - Identificação e caracterização da escola. Identificação: Procedimento Caraterísticas Nome e CNPJ Escolas Reunidas Professor Francisco de Paula Abreu Site e e-mail sites.google.com/site/escolasreunidascombr Endereço e telefone Rua: Artur Trindade, 274 - Centro, Paripiranga - BA, 48430-000. Responsável Josefa Roseane (Fonte: Elaboração própria). Quanto ao contexto social no qual está inserida. Procedimento Caraterísticas Onde está situada geograficamente a escola? Figura 07: Mapa de Paripiranga-BA. Qual a realidade social e econômica dos estudantes e do bairro onde a escola se situa? São estudantes de baixa renda e classe média, que muitos sendo da zona urbana como também da zona rural, estando localizada no centro da cidade, está enfrente ao Forún Trindade. Quais os equipamentos sociais (cinema, teatros, igrejas, áreas desportivas, centros de lazer, centros culturais, organizações sociais etc.) disponíveis nas proximidades dos escolados quais os estudantes usufruem? O pátio em frente à escola é o local onde localiza-se o palco dos shows. E uma área esportiva e centros de lazer. Qual a escolaridade média da comunidade externa à escola? Apresenta o ensino médio completo que atender os três turnos matutino, vespertino e noturno. Quais os equipamentos (computadores, filmadoras, retroprojetor, máquinas fotográficas etc.) disponíveis para o trabalho pedagógico da escola? A escola possui computadores e retroprojetor disponíveis para o uso dos professores. (Fonte: Elaboração própria). Filmagem (ou registro fotográfico) da escola. Procedimento Caraterísticas Filmagem da escola Será feita durante as ações na escola. Registra o cotidiano da escola Será feita durante as ações na escola. (Fonte: Elaboração própria). 2º) Etapa – Observação da aula de Ciências e Biologia. Ficha de observação na sala de aula Unidade escolar: Prof: (a) Turma: Disciplina: Data: (Fonte: Elaboração própria). 1ª ETAPA – ASPECTOS QUANTITATIVOS Legenda: S: Sim - N: Não – N: Não Aplicado 1ª Aula 2ª Aula S N NA S N NA Plano de aula Cumpriu os objetivos da aula. Cumpriu o plano da aula e / ou adequou-o em função de imprevistos. Efetua a articulação das aprendizagens a realizar com aprendizagens anteriores Efetua uma síntese global dos conteúdos tratados na aula Indica tarefas a realizar em casa pelos alunos Anuncia o assunto da próxima estabelecendo ligações com os conteúdos abordados Apresenta coerência entre conteúdos, objetivos/competência a desenvolver, estratégias/atividades recursos e avaliação das aprendizagens (momentos, formas e instrumentos) Orienta os alunos na organização do espaço e dos materiais. Domina os assuntos abordados. Promove o estabelecimento de relações entre os conteúdos abordados na aula e outros saberes. Recorre a exemplos pertinentes, na exploração dos conteúdos, relacionados com as vivências dos alunos, sempre que possível. Apresentação da Aula. Utiliza uma linguagem técnica e clara Explicita, de forma clara, as aprendizagens (conteúdos e objetivos) bem como as tarefa a realizar na aula. Concretiza o plano ajustando-o à dinâmica de aula Mostra segurança no desenvolvimento dos conteúdos não incorrendo em erros ou imprecisões Apresenta o saber de forma problematizadora de modo a suscitar dúvidas no aluno Recorre a exemplos pertinentes na exploração dos conteúdos relacionando-os com os conhecimentos dos alunos O material é adequado ao processo de ensino e aprendizagem Adequa os recursos aos objetivos e aos conteúdos Adequa os recursos ao nível etário dos alunos Aproveita as possibilidades didáticas de recursos variados (manual, fotocópias, vídeos, etc.) Estratégicas de ensino aprendizagem Mantém os alunos ativamente envolvidos nas tarefas. As estratégias são adequadas às características dos alunos. Orienta o trabalho dos alunos com base em instruções precisas, visando a sua concentração e autonomia. Promove a aprendizagem de métodos de trabalho, de organização e de estudo na realização das atividades. Propõe atividades de apoio a alunos que revelem dificuldades. Estimula a atenção dos alunos e acompanha a realização das tarefas. Promove o trabalho cooperativo e a ajuda entre os alunos. Os recursos são adequados aos objetivos e aos conteúdos. Os recursos são adequados ao nível etário e ao interesse dos alunos. Aproveita as possibilidades didáticas de recursos variados Conclusão da aula: Efetua uma síntese global dos assuntos tratados. Indica as tarefas a realizar em casa. Gestão da Aula Gere o tempo de acordo com o ritmo de aprendizagem dos alunos e das atividades propostas Dá tempo aos alunos para pensar e organizar as ideias Inicia a aula com recurso e alguma forma de motivação dos alunos Utiliza métodos diversificados de modo adequado designadamente na realização frequente de sínteses de aprendizagens Comunicação na da sala Supervisiona a entrada e a saída dos alunos na sala de aula Mostra-se firme em relação ao respeito pelas regras indispensáveis ao funcionamento da aula Propõe atividades de apoio alunos que revelem dificuldades de aprendizagem Dá resposta às solicitações individuais dos alunos Estimula e reforça a participação de todos os alunos O professor dá a palavra ao aluno/grupo e orienta a comunicação Expressa-se de forma correta, clara e audível Evidencia segurança no trabalho e na relação com os alunos Reforça os comportamentos adequados dos alunos Apreciação Global – 1ª Aula Apreciação Global – 2ª Aula 2ª ETAPA – ASPECTOS QUALITATIVOS Faça a descrição das observações das duas aulas de Ciências e Biologia. Explique. Quais foram os objetivos da aula? Em sua opinião, a objetiva forma alcançada? Explique. Faça uma descrição dos métodos e das técnicas utilizadas em sala de aula. Explique. Faça uma descrição dos recursos didáticos e pedagógicos utilizados em sala de aula. Explique. Faça uma descrição detalhada dos alunos (comportamento, postura,interesse, etc.) Como o docente resolve os problemas de aprendizagem? Explique. Analisar quais são os fundamentos teóricos metodológicos que sustentam a prática do professor. (Fonte: Elaboração própria). 3ª ETAPA – PARECER CRÍTICO A partir dos resultados encontrados, elabore um parecer crítico sobre os aspectos quantitativos e qualitativos da observação da aula de Ciências e Biologia; Escreva um parecer crítico de no mínimo 10 folhas (A4, digitado, letra 12, tipo Times New Roman, espaço 1,5) sobre os fundamentos teóricos e metodológicos que sustentam a sua análise da observação da aula de Ciências e Biologia. Junto com esta análise a dupla deverá fazer uma vasta revisão bibliográfica sobre a prática docente do professor (a) de Ciências e Biologia. O texto deve vir em anexo no relatório final. (Fonte: Elaboração própria). 3°) ETAPA - Faça uma entrevista com o docente de Ciências e Biologia da aula que a dupla observou. A entrevista tem objetivo coletar informações de como os professores (as) de Ciências e Biologia aprenderam a ensinar; Após a entrevista transcreva as perguntas e as respostas e coloque no relatório final. 1) PERFIL DO PROFESSOR (A) 1. Dados pessoais 1.1.Idade:______________________ 1.2.Sexo: (A) Masculino (B) Feminino 1.3. Cidade e Estado em que trabalha:_____________________________________________ 2. Dados profissionais 2.1. Qual seu nível máximo de escolaridade? (A) menos que o Ensino Médio (antigo 2ºgrau ) (B) Ensino Médio - Magistério (antigo 2º grau) (C) Ensino Médio - Outros (antigo 2º grau) (D) Ensino Superior - Pedagogia (E) Ensino Superior – Licenciatura (F) Ensino Superior - Bacharel (G) Escola Normal Superior (H) Ensino Superior – Outro 2.2. Há quantos anos você obteve o nível de escolaridade assinalado na questão anterior? (A) Há 2 anos ou menos (B) De 3 a 7 anos (C) De 8 a 14 anos (D) De 15 a 20 anos (E) há mais de 20 anos 2.3.Há quantos anos você está lecionando? (A) há menos de 1 ano (B) de 1 a 2 anos (C) de 3 a 5 anos (D) de 6 a 9 anos (E) de 10 a 15 anos (F) de 15 a 20 anos (G) há mais de 20 anos 2.4. Qual o seu salário bruto (com adicionais se houver) como professor(a)? (B) de R$ 301,00 a R$ 500,00 (C) de R$ 501,00 a R$ 700,00 (D) de R$ 701,00 a R$ 900,00 (E) de R$ 901,00 a R$ 1.100,00 (F) de R$ 1.101,00 a R$ 1.300,00 (G) de R$ 1.301,00 a R$ 1.500,00 (H) de R$ 1.501,00 a R$ 1.700,00 (I) de R$ 1.701,00 a R$ 1.900,00 (J) de R$ 1.901,00 a R$ 2.300,00 (L) de R$ 2.301,00 a R$ 2.700,00 (M) de R$ 2.701,00 a R$ 3.100,00 (N) Mais de R$ 3.100,00 (Fonte: Elaboração própria). 2) INFORMAÇÕES SOBRE APRENDER A ENSINAR 2.1. Você acredita que possui os conhecimentos, as competências e habilidades necessárias para o seu exercício profissional? (A) Sim (B) Não 2.2. Explique a sua resposta anterior ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.3. Você participou de alguma atividade de formação continuada nos 2 últimos anos? (A) Sim (B) Não 2.4. As atividades de formação continuada contribuíram para a melhoria de sua prática em sala de aula. (A) Não participei de atividade de formação continuada (B) Sim, muito (C) Sim, pouco (D) Não contribuíram 2.5. Como você transforma o conteúdo da disciplina em proposta de ensino? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.6.Na sua opinião, quais são os saberes necessários para ser um bom professor(a)? Marque apenas 3 (três) alternativas. (A) Domínio de conteúdo (B) Conhecimento pedagógico (C) Relação interpessoal (D) Técnica de comunicação (E) Domínio de tecnologia (F) Criticidade (G) Atualização (H) Espírito de luta (G) Fé em Deus 2.7. Na sua opinião, o que significa o professor(a) saber ensinar bem? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.8. Na sua opinião, como o professor(a) aprende a ensinar? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.9.Como os seus conhecimentos de como ensinar foram obtidos (assinale todas as opções que correspondem à sua situação). (A) No dia a dia, na prática diária com os alunos. (B) Com os colegas da profissão. (D) Durante a sua formação inicial (magistério). (E) Durante a sua formação acadêmica (licenciatura ou bacharelado). (F) Em cursos de capacitação realizados pelo município ou pelo estado. (G) Em cursos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado). (H) Em reuniões pedagógicas realizadas na escola (I) Aprendeu por conta própria. (J) Outra(s). Qual (is)? ________________________________________________________ PARECER CRITICO A partir das informações coletadas na entrevista, elabore um parecer crítico de no mínimo 10 folhas (A4, digitado, letra 12, tipo Times New Roman, espaço 1,5) sobre os fundamentos teóricos e metodológicos que sustentam a sua análise da entrevista. (Fonte: Elaboração própria). 4°) ETAPA – Análise do planejamento do docente de Ciências e Biologia de um bimestre Nesta etapa, você fará uma análise do planejamento de 01 (bimestre) do professor de Ciências e de Biologia. Durante a análise do planejamento será feito uma pesquisa das intenções educativas por meio dos conteúdos e dos objetivos educativos ou das expectativas de aprendizagem. A partir da análise do planejamento do docente de Ciência e Biologia do seu local de estágio elabore um parecer crítico de no mínimo 10 folhas (A4, digitado, letra 12, tipo Times New Roman, espaço 1,5) sobre os fundamentos teóricos e metodológicos do planejamento analisado; Você deverá tirar cópia do planejamento do bimestre e anexar no relatório final. (Fonte: Elaboração própria). 5°) ETAPA – Preparação do planejamento didático. Planejamento didático: Nesta etapa, você deve elaborar o planejamento didático do bimestre que será ministrado o estágio, que deverá ser feito a partir da análise do planejamento do docente responsável pela disciplina. Faça conforme o modelo a seguir (Fonte: Elaboração própria). CENTRO UNIVERSITÁRIO - UniAGES Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas Disciplina: Estágio Supervisionado 4 Docente responsável: Prof. Fábio Alexandre Ferreira Gusmão Discente: Manoel Rodrigo Alves Dos Santos Matricula: Turma: A Ano: 2017 Justificativa Aulas Tema Objetivos gerais Objetivos específicos Conteúdos Desenvolvimento metodológico (Tarefas de aprendizagem) Material e equipamento necessário Tempo estimado Avaliação Teóricas Biologia Molecular. Compreender e discutir os conceitos fundamentais em Genética Molecular. Utilizar princípios da Biologia Molecular; Compreender a importância das membranas biológicas e suas principais funções; Identificar uma representação da molécula de DNA; Averiguar a manipulação genética, seus benefícios e malefícios. Membrana Celular; Genética Humana; Primeira Lei de Mendel e Segunda Lei de Mendel. Leitura em dupla de um texto introdutório, extraído de uma fonte atual, sobre DNA, teste de paternidade ou outro assunto que envolva o tema; Troca de informações entre cada dupla. Conforme o texto escolhido, o docente poderá elaborar um roteiro de leitura, a fim de assegurar quedeterminadas informações sejam observadas; Aula expositiva sobre o núcleo, sua constituição e sua importância; Aula explicativa sobre o DNA (sua constituição e sua capacidade de se autoduplicar) e sobre como se organiza a informação genética e como é transmitida aos descendentes; Solicitar aos alunos que registrem o aprendizado no caderno. Este poderá ser realizado através da resolução de uma situação hipotética, como por exemplo: Seria possível nascer uma criança com olhos azuis, se os pais; Livro didático Caderno Caneta Quadro negro 5 aulas Avaliação será avaliada através das atividades do livro de didático. Práticas Biologia Molecular. Visualizar a composição da membrana celular; Identificar os diferentes tipos de proteínas presentes na célula. Membrana Celular. Esta atividade pode ser usada como introdução ou fixação do conteúdo. Ao final, faça perguntas sobre a composição da membrana, proteínas e etc. para relacionar a atividade ao conteúdo. Segue a folha com as instruções para os alunos: Construa Uma Membrana Isopor Tesoura sem ponta Massa de modelar Gel de cabelo Alfinete ou palito de dente 3 aulas Fazer perguntar sobre as estruturas da celular criada em cada grupo. Projeto coletivo Projeto ações sustentáveis: pensando na natureza como nossa casa. Proporcionar o conhecimento e a sensibilização dos alunos da educação básica acerca dos temas que envolvam meio ambientes e cidadania, desenvolvendo a construção de atitudes que preserve e ocorra desenvolvimento sustentável. Despertar nos discentes valores e ideias de preservação da natureza e senso de responsabilidade para com as gerações futuras; Sensibilizar de através de uma feira de Ciências sobre o uso sustentável dos recursos naturais através de suas próprias ações; Estimular para que perceba a importância do homem na transformação do meio em que vive e o que as interferências negativas têm causado à natureza. Filme Ficção Cientifica Sociedade Evolução Tecnologia Sexualidade O método abrange tanto os aspectos teóricos como também os aspectos direcionados a coleta de dados e análise de informações. Através da metodologia utilizada pode-se conhecer uma determinada realidade, identificando a forma pela qual levam a alcançar os objetivos. Dessa forma, o presente projeto, será realizado na escola Reunido Professor Francisco de Paula Abreu, escola municipal da cidade de Paripiranga-Ba, com todas as turmas da escola. Serão realizados com o corpo docente da escola, professores de ciência juntamente com os estagiários, onde será discutido sobre a proposta do projeto, que é a orientação dos alunos na construção da Feira de Ciências. Cartolina Livro didático Caneta Lápis de cor Tintas Papel coloridos Trent Isopor Fotos Televisão Notebook Data show Musicas 10 aulas Avaliação será feita através do conhecimento dos alunos com que eles aprenderam na feira de ciências. Projeto individual Prometheus Analisar a relação do filme com a disciplina de ciência e biologia Compreender os aspectos do filme; Relacionar o filme com a disciplina e o cotidiano do aluno. Identificar os diferentes comportamentos, apreciação de diferentes linguagens, Ciências Evolução Genética Informática Sociedade O filme será aplicado nas turmas do 9° e 8º ano do ensino fundamental da disciplina de ciências. No intuito que os alunos aprender a perceber os diferentes comportamentos, apreciação de diferentes linguagens, valorização da cultura como instrumento de cidadania, respeito. Televisão Sala de informática Filme. 3 aulas. Fazer perguntar sobre o filme “Prometheus” Quais cenas provocaram manifestações positivas ou negativas em você? Por quê? Identificou a mensagem ou mensagens do filme? Descreva-a. Depois discutir o filme. Referências bibliográficas Tempos de Ciências 7°/ Organizado Editora do Brasil; obra coletiva desenvolvida pela Editora do Brasil; editores responsáveis Eduardo Passos, Angela Silos. – 2. Ed. – São Paulo: Editora do Brasil, 2015. 6) ETAPA – Projeto Coletivo - elaboração de um projeto coletivo que envolva várias turmas, outros docentes e discentes e a escola que deverá ser feito a partir dos seguintes temas propostos: Ecologia humana; Educação alimentar; Educação científica; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Educação para promoção da saúde; Educação, mídia e tecnologia; Sociobiologia; Pluralidade Cultural. O projeto deve ser organizado da seguinte forma: Caracterização do perfil do público a que se destina o projeto: Alunos do primeiro segundo e terceiro ano do ensino médio. Tema: Educação alimentar; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Pluralidade Cultural. Título do projeto: Feira de ciências Introdução A partir das temáticas que serão trabalhadas na feira de Ciências envolvendo a diversidade de conhecimentos a serem repassados de forma que os discentes e toda a equipe escolar adquiram conhecimentos de forma clara. Logo as temáticas poderão ser desenvolvidas não só no ensino de ciências, mas de modo interdisciplinar. Assim os objetivos que aqui irão nortear toda a abordagem da feira de Ciências. Para que a feira de Ciências ocorra no espaço escolar é de fundamental importância que toda a equipe escolar seja informada para que a organização do espaço seja organizada. Os mediadores do projeto irão nortear como será todo o projeto, enfatizando os objetivos que contribuem para o conhecimento dos alunos. Ao longo do desenvolvimento do projeto serão tratados sobre a educação sexual, pluralidade cultural, educação alimentar e educação para o consumo sustentável. O publico destinado serão os alunos do primeiro segundo e terceiro ano do ensino médio. A feira de Ciências são oficinas criativas em que os alunos vão despertar as curiosidades. Serão organizados em etapas em que presentar as divisões dos temas que cada turma fique responsável, onde cada aluno devera pesquisar e trazer possíveis atividades/oficinas de cada tema os quais serão apresentados na feira de ciências. O projeto coletivo no âmbito escolar consiste na integração das atividades do corpo docente, direção e equipe pedagógica tendo por objetivo a aprendizagem do educando. As ações docentes necessitam ter por meta uma educação, que contribua para a formação do aluno cidadão conscientes de seu papel. Assim, o projeto coletivo faz planejamento educacional é de extrema importância conforme observa Gadotti (2004). Planejar a educação é ação de extrema relevância para melhor organização do trabalho na escola, cuja existência só pode ser legitimada pela consecução, com eficiência, eficácia e qualidade, dos fins para os quais ela foi criada e é mantida pela sociedade. Observe-se que não é possível dissociar a ideia de planejamento educacional e escolar da necessidade de se desenvolver, através de discussões e deliberações coletivas, um projeto-pedagógico da unidade escolar. (GADOTTI, 2004) Segundo Rosa (1995), o objetivo de uma feira de Ciências deveria ser o de demonstrar à comunidade onde a escola se insere o trabalho de investigação executado pelos alunos ao longo de um determinado período de tempo. O autor menciona ainda que para realizar um bom trabalho é preciso ter organização e menciona as principais características dos trabalhos a serem mostrados: 1 - Adequação dos trabalhos ao currículo: O trabalho a ser mostrado na feira deve refletir o tipo de assunto estudado em sala de aula. 2 - Regularidade: A atividade experimental regular, incorporada ao ensino de uma forma dinâmica, é condição imprescindível para uma atividade eficaz em feiras de ciências. 3 - Pesquisa: O trabalho apresentado deveser um trabalho de pesquisa em ciências. Deve-se pesquisar a bibliografia para saber qual o estado da arte naquele momento ou para descobrir informações relevantes ao trabalho de investigação. 4 - Relevância: A pesquisa realizada deve ser relevante para a comunidade local, pois um trabalho que vai ser desenvolvido ao longo dos meses pelos alunos, deve ter algum tipo de apelo a eles e para a comunidade onde a escola está inserida. 5 - Cotidiano: A feira de ciências deve fazer parte do cotidiano da escola sendo uma atividade prevista no calendário escolar desde o início do ano. 6 - Envolvimento: É importante que a comunidade se envolva com os projetos de pesquisa. 7 - Realidade: Os problemas de pesquisa devem ser escolhidos no dia-a-dia da comunidade de onde os alunos são retirados, partindo de suas vivências e respeitando os seus níveis etários. 8 - Competição: O conceito de competição em feiras é indiscutível, porém o que deve ser salientado para os alunos e professores é que o conhecimento adquirido é o verdadeiro ganho (ROSA, 1995, p.225-226). A participação em Feiras de Ciências é, portanto, a culminação de um processo de estudo, investigação e produção que tem por objetivo a educação científica dos estudantes. A comunicação das produções científicas para o público visitante, por sua vez, contribui para a divulgação da ciência e para que os alunos demonstrem sua criatividade, seu raciocínio lógico, sua capacidade de pesquisa e seus conhecimentos científicos (MORAES, 1986). Convém ressaltar, no entanto, que é importante que as Feiras sejam a culminação de um trabalho escolar e não a realização de uma atividade extemporânea, realizada apenas para que um evento dessa natureza aconteça na escola (GONÇALVES, 2008). 4.1. Justificativa A escolha da feira de Ciências surgiu pela possibilidade de abordar diversos temas em um único evento, o mesmo possibilita os discentes a obter e aperfeiçoar conhecimentos sobre os temas: Educação alimentar; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Pluralidade Cultural. Sabe-se que nas escolas tais temas não são tão trabalhados a fundo como deveriam ou muitas vezes passam despercebidos ara discente e docente. Com o projeto os alunos irão trabalhar de forma pratica tais temas fazendo relação com seu cotidiano. A feira de ciências vai proporcionar para os alunos uma atividade de investigação e conhecimento, diante disso discutem suas descobertas e resultados, podendo também colocá-lo a disposição da comunidade. Isso possibilita aos alunos expositores oportunidades de crescimento científico, cultural e social. Cabem ressaltar a importância dos professores não se apegarem somente aos livros didáticos e as salas de aulas como única estratégia de ensino, desprezando assim esses ambientes não formais de ensino que apresentam um grande potencial para uma aprendizagem efetiva, pois a associação entre teoria e prática que ocorre nesses locais contribui para o processo de ensino aprendizagem dos conteúdos científicos. Por isso é de grande relevância que os professores de Ciências e Biologia proporcionem uma didática diferenciada para que seja de grande contribuição para a formação dos alunos. A contribuição do professor para realizar projeto feira de Ciências, proporciona estimular a criatividade dos alunos, o dialogo a reflexão, envolvendo temáticas de maneira transversal e interdisciplinar para que o projeto coletivo na escola contribua para novas propostas educacionais. Diante disso espera-se que a proposta de feira de Ciências na escola possa contribuir para a formação dos discentes para serem atuantes críticos e reflexivos em sociedade. Objetivos Objetivo geral Obter conhecimento por parte dos alunos através de uma feira de ciências sobre os temas: Educação alimentar; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Pluralidade Cultural. Objetivos específicos Elaborar uma feira de ciências que englobe outras disciplinas além da biologia Realizar oficinas que abordem: Educação alimentar; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Pluralidade Cultural. Adquiri conhecimento por parte dos alunos sobre os temas propostos Desenvolvimento 5.1 Feiras de Ciências Quando se pensa na proposta da utilização de uma feira de ciências o maior propósito é de incentivar a criatividade e a reflexão dos estudantes por meio da criação, desenvolvimento e apresentação de projetos científicos e tecnológicos em diversas áreas do conhecimento. Além disso, assume um importante papel social incentivando a própria cultura à investigação, o desenvolvimento de competências como liderança e trabalho em equipe; a inovação e o empreendedorismo na região. A realização da feira e outros eventos de ciência apontam mudanças benéficas nos alunos e professores que se evidenciam durante e a partir dos processos de investigação provocados por estas feiras (MACHADO, 2014). As Feiras de Ciências se constituem palco para um trabalho baseado no ensino por projetos, e por ser um evento institucional, implica a mobilização de muitas pessoas da comunidade escolar e de outros espaços para sua realização. Como qualquer outra atividade de ensino-aprendizagem que envolve criatividade e investigação na busca de soluções para uma situação problematizadora, a realização de uma Feira Científico-cultural requer um pré-projeto, visto que um evento dessa natureza depende de uma série de medidas e providências que devem ser pré-programadas. O objetivo de uma feira de Ciências deveria ser o de demonstrar à comunidade onde a escola se insere o trabalho de investigação executado pelos alunos ao longo de um determinado período de tempo (PEREIRA, 2015). Segundo Pereira (2000), as Feiras de Ciências têm como objetivos propiciar um conjunto de situações de experiências que possibilitem incentivar a atividade científica, favorecimento da realização de ações interdisciplinares, estimularem o planejamento e execução de projetos, estimular o aluno na busca e elaboração de conclusões a partir de resultados obtidos por experimentação, desenvolver a capacidade do aluno na elaboração de critérios para compreensão de fenômenos ou fatos, pertinentes a qualquer tipo, quer cotidiano, empírico ou científico, proporcionar aos alunos expositores uma experiência significativa no campo sócio científico de difusão de conhecimentos, integração da escola com a comunidade. É importante que os trabalhos realizados para a feira de Ciências não sejam desenvolvidos exclusivamente para a apresentação na Feira de Ciências, mas que haja uma intencionalidade didática na ação e que, a Feira de Ciências seja um momento de apresentação do trabalho e troca de conhecimento. Na visão de Lima (2004), as Feiras de Ciências ou Feiras de Conhecimento, ou Feiras de Ciência e Cultura ou Mostra de Ciências se apresentam como um convite para abrir todas as janelas: da curiosidade e interesse do aluno, da criatividade e mobilização do professor, da vida e do sentido social da escola. As Feiras de Ciências se constituem palco para um trabalho baseado no ensino por projetos. Como qualquer outra atividade de ensino-aprendizagem que envolve criatividade e investigação na busca de soluções para a realização de uma Feira Científico-cultural requer um pré-projeto, visto que um evento dessa natureza depende de uma série de medidas e providências que devem ser pré-programado. O ensino por projetos implica um olhar diferente do docente em relação ao aluno, sobre seu próprio trabalho e sobre o rendimento escolar. Para Barcelos (2001), o ensino por projetos envolve planejar, desenvolver e avaliar a(s) atividade(s), condições essas que podem ser estruturadas. 5.2 Educações alimentar A construção de um trabalho que contribua para hábitos alimentares saudáveis é primordial. Nesse sentido, o ambiente familiar e a escola são lugares privilegiados para que práticas de educação alimentar sejam realizadas. Uma prática de educação alimentar é adequada quando contribui para a construção de seres humanos saudáveis,conscientes de seus direitos e deveres e de sua responsabilidade para com o meio ambiente e com a qualidade de vida de seus descendentes. Sendo que o garante uma alimentação saudável são as escolhas certas de alimentos, que possam garantir uma variedade de nutrientes para manutenção da saúde. Para isso, é preciso que, além da família, a escola contribua para que as crianças se conscientizem sobre o que é uma alimentação saudável, através da orientação e exemplos de condutas alimentares, já que as crianças têm como modelo de comportamento alimentar os adultos, principalmente pais e professores. Portanto, a educação alimentar é um tema que deve ser bastante abordado na família e nas escolas. Um dos fatores que pode colaborar para a conquista de uma alimentação de qualidade é a Educação Alimentar, que está associada a práticas educativas que contribuam para a formação de condutas alimentares satisfatórias, evitando o aparecimento de doenças como a desnutrição, a obesidade e suas consequências, favorecendo uma melhor qualidade de vida. Dadas estas mudanças, as escolas, enquanto espaços educativos e promotores de saúde devem criar cenários valorizadores de uma alimentação saudável, não só através dos conteúdos curriculares, mas também através da oferta alimentar em meio escolar, para que as nossas crianças e adolescentes, sejam progressivamente capacitados a fazer escolhas saudáveis (CAPUCHA, 2006). Para Azevedo (2004) a contextualização na resolução de situações problemas proporciona a participação do aluno de modo que ele comece a produzir seu conhecimento por meio da interação entre pensar, sentir e fazer, além do conhecimento de fatos e conceitos adquiridos nesse processo. Trabalhando assim o assunto torna-se mais atrativo, pois traz o confronto das informações que possuía com as que estão sendo apresentadas. As propostas das aulas procuraram atender as necessidades dos alunos em relação ao tema alimentação, através de indagações que estimularam e orientaram as discussões durante a realização das atividades. Na escola deve ser realizado um trabalho de prevenção, já que ao longo dos anos o consumo de alimentos naturais vem diminuindo entre as crianças, enquanto cresce a preferência por alimentos industrializados. É importante ressaltar que os hábitos alimentares no Brasil vêm se modificando ao longo dos anos, devido ao elevado consumo de alimentos de origem animal, de açúcares e farinhas refinadas, baixo consumo de cereais integrais e fibras, associados à diminuição da atividade física. Isto está favorecendo o aumento da prevalência da obesidade em crianças e adultos (CAROBA, 2002). Saúde é um direito universal e a educação para a saúde deve fazer parte do dia-a-dia da escola, de forma contextualizada e sistemática, para que possa haver formação de hábitos alimentares e contribuir para que os alunos tenham uma vida mais saudável (BOOG, 1997). Ao longo dos anos a família brasileira tem passado por grandes transformações e a falta de tempo tem substituído o alimento in natura pelos alimentos industrializados que na maioria das vezes tem um alto valor energético. Marinardi (2005) ressalta essas transformações quando diz: Hoje, mesmo as famílias que têm condições financeiras razoáveis, nem sempre têm conhecimento suficientes ou tempo para dar orientação alimentar aos filhos. É comum prenderem se a aspectos quantitativos dos alimentos, sem analisar, entretanto, a sua qualidade. Por outro lado, pode ocorrer o contrário: estar preocupados com a qualidade dos alimentos, esquecendo-se dos aspectos quantitativos, ingerindo-os em excesso. Faltam-lhes informações sobre o quê, quando e quanto é melhor ingerir, tem havido uso indevido de certos alimentos em detrimento de outros. Marietto (2005) diz que é reconhecida a preferência por salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados entre outros, por parte das crianças. Esses alimentos não são proibidos, mas é preciso que entendam que o seu excesso poderá trazer prejuízos a saúde e que estes alimentos não substituem as refeições. Para que realmente a criança reflita sobre sua alimentação é necessário mostrar a importância dos nutrientes para manter-se saudável, ou seja, a importante relação entre alimentação-nutrição e saúde. Carvalho et al. (2001) enfatizam a importância da identificação precoce de práticas alimentares inadequadas a fim de que medidas corretivas, dirigidas especialmente aos escolares, sejam adotadas para a obtenção de dietas que atendam às necessidades nutricionais dos mesmos, favorecendo a prevenção de doenças, especialmente as crônicas. A importância de escolher alimentos que contemplem os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, fazendo a relação da variedade de alimentos com os diferentes nutrientes presentes neles. Através da prática da construção da pirâmide, tiveram a oportunidade de promover a construção da pirâmide, constatou-se a importância de desenvolverem um pensamento reflexivo, utilizando outros enfoques, mas sempre resgatando uma alimentação saudável para que se tenha uma qualidade de vida cada vez melhor. Métodos 1º Etapa: Propor aos docentes e discentes os temas que serão trabalhados, e divisão de temas e turmas. 2º Etapa: Apresentar as divisões dos temas que cada turma ficará responsável, onde cada aluno devera pesquisar e trazer possíveis atividades/oficinas de cada tema os quais serão apresentados na feira de ciências. 3º Etapa: Escolha das oficinas e apresentações que serão feitas na feira de ciências. 4º Etapa: Em horário oposto iniciar as orientações e ensaios para a feira de ciências onde esses serão de 3 turnos equivalente a 4 horas. 5º Etapa: Demonstração das oficinas/apresentações para os professores envolvidos. 6ª Etapa: Execução da feira de ciências aberta ao público e toda a escola. Cronograma Etapas do Meses/Ano Levantamento Fev/17 Mar/17 Abr/17 Mai/17 Jun/17 Jul /17 Montagem do projeto X X Defesa do projeto X Execução do projeto Coletivo X Analise dos resultados do Projeto coletivo X X Relato de experiência X X Elaboração do relatório X X Resultados e impactos esperados Identificar a dificuldade que a escola enfrenta para realizar eventos como a feira de Ciências no espaço escolar; Espera-se que o projeto coletivo na escola proporcione para os adolescentes uma visão interdisciplinar de interesse em desenvolver o conhecimento sem limites, pois a temática apresenta a diversidade de conhecimentos; Investigar a capacidade reflexiva a partir da analise dos alunos, assim como. Compreender a educação sexual diante a potencialização da aprendizagem, logo, a analise permitira a identificação a organização de estratégias para que sejam eficientes no processo de ensino; Entender a supervisão e monitoramento das atividades dos discentes em aplicar o projeto coletivo; Explicar a importância da diversidade cultural para a formação dos alunos diante da feira de Ciências com temáticas que aborda o cotidiano dos discentes; Aprimorar os pontos positivos e orienta-los sobre os pontos negativos dos discentes. Promover, soluções para melhorar esses pontos positivos e negativos para uma eficácia de educação de qualidade juntamente com todos que fazem parte da organização escolar; Verificar a contribuição da temática para o ensino de ciências e biologia para formar cidadãos reflexivos, seres pensantes uma sociedade contemporânea; Entender todas as normas regidas da pratica pedagógicapara que o trabalho seja significativo; Compreender a educação sexual, pluralidade, educação alimentar no ensino de Ciências e Biologia e os métodos trabalhados pelos docentes da escola e sua contribuição para potencializar o ensino aprendizagem; Espera-se que o projeto coletivo de Ciências e Biologia aborde a educação como uma ferramenta para o conhecimento, em que o aluno tenha o interesse em aprender sobre a diversidade de temática que serão apresentadas; Através do projeto educativo feira de Ciências na escola torne-se o conhecimento para despertar a curiosidade e interação dos alunos. 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Anais do Congresso Iberoamericano de Ciência, 2014. MAPRIN, Angela Maria Paccola. A importância da educação sexual na escola para prevenção de conflitos gerados por questões de gênero. Caderno Pedagógico, Londrina, 2009. MORAES, R. Debatendo o ensino de ciências e as feiras de ciências. Boletim Técnico do Procirs. Porto Alegre, v. 2, n. 5, p. 18-20, 1986. MIORANZA, A. J. et al. A diversidade cultural no cotidiano da sala de aula. II Simpósio Nacional de Educação, Cascavél, 2010. PEREIRA. L.C. et al. A importância da feira de ciências para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. In: 14º encontro de profissionais de química da Amazônia , 2015. Belém. Pa. Anais do XIV Encontro de profissionais da química da Amazônia, 2015, Belém PA, 2015. PEREIRA, A. B. et al . Feiras de Ciências. Canoas: Ulbra, 2000. ROSA, P. R. S Da. Algumas questões relativas a feiras de ciências: para que servem e como devem ser organizadas. Caderno Cataloga Ensino de Física. Campo Grande, MS-UFMS, v. 12, n. 3: p. 223-228, 1995. 7°ETAPA – Projeto Individual - projeto cinema na sala de aula-você deverá montar um projeto sobre a utilização do cinema na sala de aula. O projeto deverá ter a seguinte organização: Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu Titulo do filme: Prometheus Público Alvo: Ensino fundamental Disciplina: Ciências Professor: Manoel Rodrigo Alves dos Santos PROJETO INDIVIDUAL INTRODUÇÃO A utilização do filme como recurso didático deve facilitar a aprendizagem, fazendo com que o aluno encontre uma nova maneira de pensar e entender a história, uma opção interessante e motivadora, que não seja meramente ilustrativa e nem substitua o professor, mas, que seja um momento crítico e reflexivo de aprofundamento da história. Um momento, como diria Almeida (1994), de alfabetização midiática. Nesse processo, a arte, por meio do cinema, entra na escola como “outro”, como potência de criação que, por seus “aparatos”, como expressão e produção de culturas, pode “oferecer as possibilidades de tentarmos ser outra(s) coisa(s), para além do que já somos sem deixar de ser o que somos.” (SKLIAR, 2004, p. 86). O cinema como proposta educativa, pode trazer vários benefícios para os educandos, quanto para o professor em seu desenvolvimento profissional. Podemos destacar alguns destes benefícios, tais como: aproximar os conteúdos escolares do aluno por ser um recurso lúdico dando-lhe uma visão mais ampla de mundo; desenvolver a imaginação; abrir espaço para debates e comparações com o que foi dito em aula; facilitar a compreensão de temáticas que por vezes podem ser bastante complicadas de se trabalhar em sala de aula. Sem dúvida, o cinema ajudará o educador no seu modo de organização do ensino, de mediar o conhecimento e a aprendizagem. Dessa forma, o cinema na escola pode proporcionar tanto para os (as) professores (as) quanto para os (as) alunos (as) experiências estéticas, diferentes das oferecidas pelo cinema de consumo. Entretanto, os filmes de grande circuito são os mais vistos e, consequentemente, os mais exibidos nas salas de aula. O objetivo da proposta é desenvolvido na Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu foi inserir o Cinema no processo de ensino-aprendizagem tornando as aulas mais dinâmicas e prazerosas e dando oportunidade aos educandos de terem acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual, possibilitando o debate interdisciplinar em torno de temáticas atuais. JUSTIFICATIVA O aprendizado para ser plenamente alcançado necessita, muitas vezes, sair da rotina do dia-a-dia Escolar. Assim, cabe todo o funcionário da escola buscar alternativas, o que pode ser feito através de uma proposta como essa, pois o cinema serve como um instrumento de debate e reflexão, tão importantes na formação de nossas crianças e adolescentes. Ver filmes é uma prática social tão importante do ponto de vista da formação cultural e educacional das pessoas, quanto à leitura de obras literárias, filosóficas, sociológicas e tantas mais. Dentro do contexto da utilização do cinema como veículo e ferramenta de ensinar, temos a oportunidade de enfocar aspectos históricos e literários. Desta forma podemos trabalhar com a história temática, diretrizes curriculares, e num processo interdisciplinar. OBJETIVOS Objetivo geral Inserir a arte do cinema no processo de ensino-aprendizagem por meio de uma visão multidisciplinar como um meio de aproximar o público estudantil da narrativa audiovisual. Objetivos específicos Possibilitar as aulas mais dinâmicas e atraentes para os estudantes, através da utilização do cinema na sala de aula. Explorar as potencialidades do filme para o trabalho em sala de aula, a partir dos conceitos relacionados aos conhecimentos de ciências e biologia que aparecem ao longo da narrativa fílmica; Propiciar novas discussões quanto a temas pertinentes ao estudo de ciências e biologia; Oportunizar aos discentes o acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual; Apresentar o cinema aos estudantes como sendo uma fonte de cultura e agente transmissor de conhecimento; Desenvolver a partir do gosto pelo cinema, o senso crítico, estético e cultural sobre nossa localidade, nosso país e o mundo de modo geral; Possibilitar o debate inter e transdisciplinar em torno de temáticas atuais apresentadas por meio de filmes e documentários; Oportunizar aos alunos o acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual; Possibilitar o debate e a reflexão acerca das temáticas atuais por meiode filmes e documentários. DESENVOLVIMENTO 4.4.1. Conceito de cinema. O cinema é particularmente propenso a dar essa aparência de “naturalidade”, devido às suas qualidades significantes específicas, em especial pelo fato de que a imagem fílmica, ao fundamentar-se no registro potencial da fotografia unido à projeção de uma imagem aparentemente móvel, apresenta toda a aparência de ser “uma mensagem sem código”, uma duplicação não mediatizada do “mundo real”. (KUHN, 1991). A produção de uma linguagem está ligada ao trabalho e ao modo de produção nela envolvidos. No caso do cinema, a produção de significado se dá através de uma pluralidade de discursos. Devido ao monopólio que ainda exerce no mercado de exibição, o cinema americano e, mais especificamente o cinema americano clássico, aquele ligado às ideologias dos grandes estúdios, produz significados que circulam e, sendo incorporados socialmente através dos anos, encontram-se presentes na formação social do indivíduo exposto a esse tipo de comunicação (GUBERNIKOFF, 2009). Nesse sentido, o cinema é capaz de atingir tão profundamente criteriosas e importantes bases para o ensino e aprendizado, não basta apenas pegar um filme e repassá-lo de maneira aleatória; é fundamental conhecer o filme primeiramente em sua intenção, incluindo linguagem e abordagens sociológicas e psicológicas, para que depois estejamos capacitados para relacionar as características mais importantes desses canais de comunicação, juntamente com o campo que pretendemos atingir em termos de informação (BARROS et al, 2013). 4.4.2. Cinema na escola O cinema como proposta educativa, pode trazer vários benefícios para os educandos, quanto para o professor em seu desenvolvimento profissional. Podemos destacar alguns destes benefícios, tais como: aproximar os conteúdos escolares do aluno por ser um recurso lúdico dando-lhe uma visão mais ampla de mundo; desenvolver a imaginação; abrir espaço para debates e comparações com o que foi dito em aula; facilitar a compreensão de temáticas que por vezes podem ser bastante complicadas de se trabalhar em sala de aula. Sem dúvida, o cinema ajudará o educador no seu modo de organização do ensino, de mediar o conhecimento e a aprendizagem. A educação pela arte cinematográfica é um dos grandes desafios dos educadores porque mesmo sendo um meio de comunicação e expressão, propicia uma melhor visão de mundo, colaborando na formação de jovens conscientes, críticos e reflexivos, aproximando-o de sua comunidade. Podemos entender que o cinema é uma ferramenta de trabalho motivadora, inovadora, bem como instrumento capaz de abranger várias disciplinas e conteúdos programáticos num mesmo momento. De acordo com Carvalho (1998), o cinema de alguma forma reconstrói a vida social, uma vez que expressa e deixam registradas práticas sociais, modos de pensar, valores, símbolos, sentimentos, comportamentos, tensões, expectativas, temores, próprios de uma determinada sociedade. Abrem, então, novas perspectivas para que o homem conheça seu momento histórico, sua relação com outros homens, o como e o porquê os homens se educam, subsidiando a reconstrução histórica do objeto educação. Sendo assim, o vídeo em si pode se transformar em um importantíssimo recurso pedagógico uma vez que a experiência proporcionada representa uma função alternativa de disseminar a informação, tornando viável a exemplificação de conceitos até então abstratos, simplificando a compreensão da realidade, estimulando a concepção sobre fatos e acontecimentos e consequentemente tornando a realidade cada vez mais próxima. MÉTODOS O presente projeto será desenvolvido na Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu com alunos do que se relacionam o cotidiano com o filme em que se facilita aprendizagem dos alunos. O filme será passado na aula de ciências para a turma do 9° e 8º ano, com finalidade que os alunos possam compreender aspectos do filme e trazer para realidade relacionar com o cotidiano. O filme “A Viagem” explora como ações individuais influenciam umas às outras no passado, presente e futuro - a alma de um assassino se transforma na de um herói e um ato de bondade pode repercutir através de séculos inspirando uma revolução. Dessa maneira, o projeto cinema na escola será aplicado nas aulas de ciências do ensino fundamental, farão a inserção dos objetivos e ações desse projeto na programação das atividades pedagógicas, de forma a trazer o Cinema para dentro de todas as disciplinas numa visão holística e totalizadora do aprendizado. O filme será acompanhado por dois professores de séries afins ao conteúdo do filme. Por meio desse filme, os estudantes poderão vivenciar uma atividade educativa única, pois a exibição de um filme servirá como fator desencadeante de discussões, debates e inúmeras ações pedagógicas. RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS Veiculam informações a serem trabalhadas segundo a concepção de quem as vê e usa como os educandos e educadores; Utilizar o cinema em sala de aula, visto que seu uso na prática educativa; Possibilitar aos educandos ampliar os conhecimentos relativos às novas tecnologias da informação, transformando as aulas em atividades significativas no ensino de ciências e biologia; REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Milton José de. Imagens e Sons: A nova cultura oral. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1994. CARVALHO, Elma Júlia Gonçalves de. Cinema, História e Educação. Revista Teoria e Prática da Educação, n° 5, pp. 121-131, 1998. NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema em sala de aula. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2003. SKLIAR, C. (Org.). A materialidade da morte e o eufemismo da tolerância: duas faces, dentre as milhões de faces, desse monstro (humano) chamado racismo. Educação do preconceito: ensaios sobre poder e resistência. Campinas, SP: Alínea, 2004. RESULTADOS No presente projeto de estágio foi realizado na escola Reunida Francisco de Paula Abreu sobre o tema a construção do conhecimento científico pelo docente de Ciências e Biologia na educação básica, surgiu a partir da preocupação com educação enquanto processo formador de sujeitos críticos, reflexivos, autônomos e conscientes, é de fundamental importância às ações de cooperativos e participativos. Que surgiu a partir de observações, pesquisas bibliográficas e entrevistas. Assim com plano de pesquisa foi possível obter resultados relevantes da escola como análise de documentos escolares, entrevista, questionários e as demais observações. Tabela 1. Procedimentos e os resultados da identificação e a caracterização da escola. Procedimento Resultados Nome e CNPJ Escolas Reunidas Professor Francisco de Paula Abreu Site e e-mail http://sites.google.com/site/escolasreunidascombr/home/documentacao-e-legislacao Endereço e telefone Praça Pedro de Rabelo de Matos, 274 - Centro, Paripiranga – BA. (75) 3279-2303 Responsável Josefa Rosanea Reis dos Santos Fonte: Elaboração própria. Tabela 2. Quanto ao contexto social no qual está inserida. Procedimento Resultados Onde está situada geograficamente a escola? Figura 8: Mapa da escola. Qual a realidade social e econômica dos estudantes e do bairro onde a escola se situa? São estudantes de baixa renda, que muitos sendo da zona urbana como também da zona rural, estando localizada no centro da cidade, em frente ao fórum Ruy Dias Trindade. Gráfico 1: Índice de números de alunos da zona urbana e rural referente 2013 a 2015 do turno matutino, vespertino e noturno da Escolas Reunidas Francisco de Paula Abreu. Fonte: Controle de notas da Escola Reunidas Francisco de Paula de Abreu. O gráfico representa o número de alunos tanto da zona rural e urbana situado nas Escolas Reunidas Francisco de Paula Abreu. O turno matutino e noturno tem o maior número de aluno da zona urbana, já o aluno da zona rural tem um baixo índice devido às dificuldades são muitas: dentre elas, a questão do transporte que muitas vezes não chega a alguns povoadosdistantes, a questão do trabalho no campo muita pais obriga o filho estudar a tarde, por vários motivos, como por exemplo, a questão das estradas que ficam em péssimas condições no período das chuvas. Segundo a diretora Ana Carmem mesmo sabendo que é obrigação do Estado da Bahia dar educação escolar às crianças que moram na zona rural, passam por dificuldades, pois já não se encontram escolas rurais como antes, ou seja, estes alunos são obrigados a estudar em uma escola na área urbana, sendo assim, distantes de seus familiares e de sua comunidade. Para isso, faz uso do transporte escolar: longas e cansativas distâncias, ambiente escolar estranho, problema de relacionamento discriminação, dificuldades de aprendizagem para ir até a escola na cidade. Dessa forma, é notável que a falta de uma política voltada para o transporte dos estudantes é um fator de exclusão, a dificuldade de deslocamento existente faz com que os alunos não atendidos pelo programa de transporte escolar não consigam ter uma qualidade de ensino igual aos estudantes da zona urbana. Portanto, são esses fatores que levar os alunos as estudar no turno vespertino e também tem o maior índice de número de alunos a frequenta a escola, por causar de várias dificuldades. continuação Quais os equipamentos sociais (cinema, teatros, igrejas, áreas desportivas, centros de lazer, centros culturais, organizações sociais etc.) disponíveis nas proximidades da escola dos quais os estudantes usufruem? O pátio em frente à escola é o local onde se localiza o palco dos shows. E uma área esportiva e centros de lazer. Qual a escolaridade média da comunidade externa à escola? Apresenta um ensino regular fundamental (1º ao 9º ano) no turno matutino e vespertino. À noite ensinam-se jovens e adultos pelo EJA (Programa Educação de Jovens e Adultos), também ensino fundamental. Fonte: Elaboração própria. Gráfico 2: Representa índice de aprovação, reprovação, e desistência da modalidade do EJA (3º a 9º). Fonte: Dados da secretária da Escola Reunidos Francisco de Paula de Abreu. A partir dos dados coletado pude perceber que na modalidade EJA tem um grande número de desistência. Os desses fatores estão relacionados à falta de motivação de professores, o cansaço do trabalho, a falta de transporte para alunos da zona rural, a capacitação de profissionais. O grande problema segundo a diretora da escola, é a taxa de evasão do ensino noturno, que só no ensino público é mais do que o dobro do índice do período matutino e vespertino. O ensino do EJA tem uma taxa de evasão e repetência maior, com um abandono por tempo determinado ou não. Segundo a coordenadora Fernanda, diversas razões de ordem social e, principalmente, econômica concorrem para a evasão escolar dentro da EJA, transpondo a sala de aula e indo além dos muros da escola, muitos são os fatores que propiciam este abandono. Os motivos alegados por pais ou responsáveis e pelos próprios alunos são a distância da escola até suas casas, o desinteresse, a dificuldade em se adquirir os conhecimentos básicos, a opção ou a necessidade de desenvolver uma atividade remunerada, ou atrasos em sua aprendizagem. Conforme coloca Ferrari (2011, p. 1); A maior demanda de jovens pelos cursos de EJA traz, como consequência, a dificuldade de o professor atender num mesmo espaço e tempo diferentes níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagens. Em geral, as falas dos professores apontam para aceitação do aluno adulto, reconhecendo e valorizando o esforço diário para permanecer no curso, o esforço para aprender, para responder às tarefas e a manutenção da relação hierárquica professor x aluno, no respeito com que o adulto trata o mestre. Usualmente os alunos do EJA são vistos como uma massa de alunos sem identidade, qualificados sob denominações diferenciadas que se relacionam com o fracasso escolar. Muitos jovens e adultos acabam por abandonar os estudos por diversos motivos, entre os quais, dificuldade de aprendizagem, esgotamento físico, falta de motivação para aprender. Alguns não tiveram a oportunidade de frequentar uma escola. Há casos também em que alunos, já tendo contato com a escola em uma fase de sua vida, sentem vergonha em retornar à escola ou não consegue conciliar o horário para realizar os estudos devido o emprego. Alguns professores realmente acreditam que os alunos têm a cabeça fraca por não entenderem os conteúdos. O resultado encontrado foi possível investigar os motivos da evasão dos alunos do EJA para pensar alternativas para que permaneçam na escola, bem como, evidenciar elementos e fatores que possam amenizar a evasão e refletir sobre propostas de ações pedagógicas para que as metodologias sejam adequadas ao público. É oportuno lembrar que todos podem e devem contribuir para o desenvolvimento da EJA, os governantes devem implantar políticas integradas para a EJA, as escolas devem elaborar um projeto adequado para seus próprios alunos e não seguir modelos prontos, os professores devem estar sempre atualizando seus conhecimentos e métodos de ensino, os alunos devem sentir orgulho da EJA e valorizar a oportunidade que estão tendo de estudar e ampliar seus conhecimentos. À sociedade cabe contribuir com a EJA não discriminando essa modalidade de ensino nem seus alunos, e por fim, as pessoas em geral que conhecerem um adulto analfabeto deve falar da importância da educação e incentivá-los a procurar uma escola de EJA. Tabela 3: Filmagem (ou registro fotográfico) da escola. Procedimento Resultados Filmagem da escola. Ocorreu durante todas as ações desenvolvidas na instituição de ensino. A partir de foto puder coleta todas as estruturas física do ambiente das escolas. Fonte: Elaboração própria. Tabela 4: Observações da aula de Ciências e Biologia. Legenda: S: Sim - N: Não – NA: Não Aplicado 1ª Aula 2ª Aula S N NA S N NA Plano de aula Cumpriu os objetivos da aula. X Cumpriu o plano da aula e / ou adequou-o em função de imprevistos. X Efetua a articulação das aprendizagens a realizar com aprendizagens anteriores X Efetua uma síntese global dos conteúdos tratados na aula X Indica tarefas a realizar em casa pelos alunos X Anuncia o assunto da próxima estabelecendo ligações com os conteúdos abordados X Apresenta coerência entre conteúdos, objetivos/competência a desenvolver, estratégias/atividades recursos e avaliação das aprendizagens (momentos, formas e instrumentos) X Orienta os alunos na organização do espaço e dos materiais. X Domina os assuntos abordados. X Promove o estabelecimento de relações entre os conteúdos abordados na aula e outros saberes. X Recorre a exemplos pertinentes, na exploração dos conteúdos, relacionados com as vivências dos alunos, sempre que possível. X Apresentação da aula Utiliza uma linguagem técnica e clara X Explicita, de forma clara, as aprendizagens (conteúdos e objetivos) bem como as tarefas a realizar na aula. X Concretiza o plano ajustando-o à dinâmica de aula X Mostra segurança no desenvolvimento dos conteúdos não incorrendo em erros ou imprecisões X Apresenta o saber de forma problematizada de modo a suscitar dúvidas no aluno X Recorre a exemplos pertinentes na exploração dos conteúdos relacionando-os com os conhecimentos dos alunos X O material é adequado ao processo de ensino e aprendizagem X Adequa os recursos aos objetivos e aos conteúdos X Adequa os recursos ao nível etário dos alunos X Aproveita as possibilidades didáticas de recursos variados (manual, fotocópias, vídeos, etc.) X Estratégias de ensino aprendizagem Mantém os alunos ativamente envolvidosnas tarefas. X As estratégias são adequadas às características dos alunos. X Orienta o trabalho dos alunos com base em instruções precisas, visando a sua concentração e autonomia. X Promove a aprendizagem de métodos de trabalho, de organização e de estudo na realização das atividades. X Propõe atividades de apoio a alunos que revelem dificuldades. X Estimula a atenção dos alunos e acompanha a realização das tarefas. X Promove o trabalho cooperativo e a ajuda entre os alunos. X Os recursos são adequados aos objetivos e aos conteúdos. X Os recursos são adequados ao nível etário e ao interesse dos alunos. X Aproveita as possibilidades didáticas de recursos variados X Conclusão da aula: Efetua uma síntese global dos assuntos tratados. X Indica as tarefas a realizar em casa. X Gestão da aula Gere o tempo de acordo com o ritmo de aprendizagem dos alunos e das atividades propostas X Dá tempo aos alunos para pensar e organizar as ideias X Inicia a aula com recurso e alguma forma de motivação dos alunos X Utiliza métodos diversificados de modo adequado designadamente na realização frequente de sínteses de aprendizagens X Comunicação na sala de aula Supervisiona a entrada e a saída dos alunos na sala de aula X Mostra-se firme em relação ao respeito pelas regras indispensáveis ao funcionamento da aula X Propõe atividades de apoio alunos que revelem dificuldades de aprendizagem X Dá resposta às solicitações individuais dos alunos X Estimula e reforça a participação de todos os alunos X O professor dá a palavra ao aluno/grupo e orienta a comunicação X Expressa-se de forma correta, clara e audível X Evidencia segurança no trabalho e na relação com os alunos X Reforça os comportamentos adequados dos alunos X Fonte: Elaboração própria. Apreciação Global – 1ª Aula A primeira aula observar foi da professora de Ciências do 7ª ano com o conteúdo sobre Características dos seres vivos. A professora dominar bem o assunto de Ciências. Sua metodologia é construtivista e tradicional, contextualizada; ele expõe os conteúdos no quadro branco e os alunos fazem anotações, leitura, vídeo, mas na hora da explicação, faz a relação destes com fatos do dia a dia. A professora segue fielmente o livro didático adotado pela escola, ele não utiliza outros livros-textos. Sua prática é prejudicada, muitas vezes, pelo desinteresse da turma e pela indisciplina dos alunos de outras salas. O docente é compromissado e não costuma faltar ao trabalho, participa das atividades escolares: conselho de classe, reuniões pedagógicas e comemorações. Seus alunos o respeitam, para conseguir a atenção dos discentes ele reclama o tempo todo, muito se mantêm calados, entretanto dispersos. No entanto, há o acompanhamento individual na própria sala, principalmente nas correções quando algum aluno solicita. As aulas se limitam a serem expostas verbalmente pelo professor e os únicos recursos utilizados pelo docente são: pincel, quadro branco e o livro adotado. A fixação do conteúdo é feita pela repetição de exercícios que posteriormente serve de base para as avaliações. Apreciação Global – 2ª Aula A segunda aula a observada que a professora de Ciências do 7° ano com conteúdo sobre Origem da vida e evolução. A professora apresentar domínio no conteúdo e em sala de aula, sua metodologia é construtivista e aborda alguns aspectos tradicionais. A professora segue fielmente o livro didático adotado pela escola, ele não utiliza outros livros-textos. Sua prática é prejudicada, muitas vezes, pelo desinteresse da turma e pela indisciplina dos alunos de outras salas. A docente é compromissada e não costuma faltar ao trabalho, participa das atividades escolares: conselho de classe, reuniões pedagógicas e comemorações. Seus alunos o respeitam, para conseguir a atenção dos discentes ele reclama o tempo todo, muito se mantêm calados, entretanto dispersos. No entanto, há o acompanhamento individual na própria sala, principalmente nas correções quando algum aluno solicita. As aulas se limitam a serem expostas verbalmente pelo professor e os únicos recursos utilizados pelo docente são: pincel, quadro branco e o livro adotado. A fixação do conteúdo é feita pela repetição de exercícios que posteriormente serve de base para as avaliações. Fonte: Elaboração própria. 2ª ETAPA – ASPECTOS QUALITATIVOS Faça a descrição das observações das duas aulas de Ciências e Biologia. Explique. Quais foram os objetivos da aula? Em sua opinião, a objetiva forma alcançada? Explique. Faça uma descrição dos métodos e das técnicas utilizadas em sala de aula. Explique. Faça uma descrição dos recursos didáticos e pedagógicos utilizados em sala de aula. Explique. Faça uma descrição detalhada dos alunos (comportamento, postura, interesse, etc). Como o docente resolve os problemas de aprendizagem? Explique. Analisar quais são os fundamentos teóricos metodológicos que sustentam a prática do professor. Fonte: Elaboração própria PARECER CRÍTICO: O período de observação realizado na Escola Reunidas Francisco de Paula de Abreu, no 7ª ano, turma, teve início no dia 19 de Abril de 2017. Essa etapa foi de extrema importância para o reconhecimento do local enquanto espaço físico; a familiarização com os alunos, professores e funcionários da escola; e a verificação dos recursos disponíveis para programar a prática pedagógica no período de coparticipação e principalmente no período da regência. Na observação das aulas de Ciências do turno da manhã com a professora Maria José. Primeiro observe o plano de aula como eles trabalhar o conteúdo do livro de didáticos. O planejamento da Escola é feito com base no referencial curricular dos Municípios e no Projeto Político Pedagógico- PPP, da escola. É realizado um planejamento anual, dividido em meses e o professor faz sua adequação diária, conforme vai aplicando os conteúdos. O plano de aula é adaptado para a realidade do aluno, o professor faz uso do conhecimento didático-metodológico e linguístico, reflita sobre suas concepções de ensinar e aprender, sobre suas crenças, e analise o que é proposto no livro didático. Observações da aula dos professores de Ciências do dominar bem o assunto de Ciências. Sua metodologia é construtivista e tradicional, contextualizada; ele expõe os conteúdos no quadro branco e os alunos fazem anotações, leitura, vídeo, mas na hora da explicação, faz a relação destes com fatos do dia a dia. A professora segue fielmente o livro didático adotado pela escola, ele não utiliza outros livros-textos. Sua prática é prejudicada, muitas vezes, pelo desinteresse da turma e pela indisciplina dos alunos de outras salas. O docente é compromissado e não costuma faltar ao trabalho, participa das atividades escolares: conselho de classe, reuniões pedagógicas e comemorações. Seus alunos o respeitam, para conseguir a atenção dos discentes ele reclama o tempo todo, muito se mantêm calados, entretanto dispersos. No entanto, há o acompanhamento individual na própria sala, principalmente nas correções quando algum aluno solicita. As aulas se limitam a serem expostas verbalmente pelo professor e os únicos recursos utilizados pelo docente são: pincel, quadro branco e o livro adotado. A fixação do conteúdo é feita pela repetição de exercícios que posteriormente serve de base para as avaliações. Os professores tais reflexões com considerações acerca do grupo, dos alunos e com visão crítica acerca da linguagem, ele poderá definir procedimentosque se adequem às condições da escola, sociais e aos objetivos pedagógicos. Na abordagem dos conteúdos os professores sempre buscar ferramenta didáticas como seminários, fichamento, trabalho, e atividades, assim possibilitando os alunos aprenderem de diversas formas e não deixado de passar todos os conteúdos do livro didáticos. Os professores sempre passam atividade do livro após terminou do conteúdo tratando em sala de aula, depois corrigir e tirar as dúvidas frequente dos alunos sobre o conteúdo. Entende-se que os professores possuem um papel fundamental na concretização dessa tarefa na sala de aula. Assim podendo acumular dados sobre alguns tipos de atividades, provas, questões ou itens ao longo do seu trabalho, criando um acervo de referência para suas atividades de avaliação dentro de seu processo de ensino. Os professores criar, e verificar o uso, de atividades diversas que ensejem avaliação de processos de aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de atitudes, de formas de estudo e trabalho, individual ou coletivamente, para utilizar no decorrer de suas aulas. Os professores trabalhar os conteúdos de forma planejada a partir do livro didático que é uma habilidade que requer conhecimento e um compromisso com a realidade do aluno. Neste sentido, o professor deve ter conhecimento do presente e perspectivas de futuro, tanto pessoal como dos alunos. As seleções dos conteúdos são tomadas de decisão carregada de intencionalidades. É de a responsabilidade do professor escolher os conteúdos que desenvolverão aprendizagens nos alunos. Segundo Luckesi (1999) ao planejar apenas preenchendo fichas com conteúdo, objetivos, metodologias, formas de avaliação o professor não está fazendo uma ação transformadora simplesmente preenchendo formulário que não terá cunho pedagógico algum. O planejamento é um conjunto de ações que são preparadas projetando um determinado objetivo, em ouras palavras é um conjunto de ações coordenadas visando atingir os resultados previstos de forma mais eficiente e econômica. Sendo assim podemos afirmar que o planejamento é também uma ação de organização, fundamental a toda ação educacional. O docente que, em linhas gerais, deseja realizar uma boa atuação no ambiente escolar sabe que deve participar elaborar e organizar os planos para atender o nível de seus alunos bem como o objetivo almejado. Ninguém planeja sem saber onde deseja chegar, o que se que ensinar e o que o aluno deverá aprender. Para Vasconcellos (2000), o planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma situação real para transformá-la. Como vemos fica reservado ao planejamento à função de direcionar o trabalho de forma que esta aconteça de forma consciente e capaz de organizar e proporcionar mudanças. A idéia de aulas em que só o professor fala é uma reprodução de uma forma de ensino baseada na relação hierárquica entre professor e aluno. Antunes (2002) afirma que o diálogo é imprescindível para a aprendizagem significativa, pois é através dele que é possível buscar os saberes prévios dos alunos para, a partir de então, construir o conhecimento. Além disso, o diálogo possibilita um a troca de experiências que torna a aula mais produtiva e interessante para os discentes. Em turmas em que alunos e professores possuem um objetivo comum e reconhecem seus papéis e a importância de desempenhá-los, o docente consegue utilizar a conversa como um meio de estimular e mediar o processo de construção conjunta do conhecimento e, portanto, não a concebe como um ato de indisciplina. Conteúdos de Ciências é o conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e atitudinais de atuação social, organizados pedagógica e didaticamente, tendo em vista a assimilação ativa e aplicação pelos alunos na sua vida prática. Englobam, portanto: conceitos, idéias, fatos, processos, princípios, leis científicas, regras; habilidades cognoscitivas, modos de atividade, métodos de compreensão e aplicação, hábitos de estudos, de trabalho e de convivência social; valores convicções, atitudes. São expressos nos programas oficiais, nos livros didáticos, nos planos de ensino e de aula, nas atitudes e convicções do professor, nos exercícios nos métodos e forma de organização do ensino. As aulas são ministradas com muita dedicação pela professora, os alunos mantem respeito por ela, existe um bom relacionamento entre eles. Predomina o diálogo entre a professora e os alunos em sala de aula. A professora é interessada na aprendizagem dos alunos e compromissada com sua profissão, ela impõe respeito em sala de aula chamando a atenção dos alunos com firmeza nas horas devidas. A metodologia utilizada é a tradicional utilizando o quadro negro, giz e o caderno como recursos didáticos. As avaliações são feitas com prova individual, trabalhos e questionários individuais. A professora faz seu planejamento com livros didáticos, dicionário, gravuras e etc. A professora consegue mobilizar os alunos para a aprendizagem de forma clara, estabelecendo sequências de aprendizagem coerentes, conseguindo gerar o tempo de forma eficaz, proporcionando aos alunos iguais oportunidades de participação, usando recursos e materiais adequados ao nível etário e de ensino dos alunos, dominando os conteúdos e explicando-os com clareza. O que achei interessante e bom para o aprendizado das crianças foi a professora sempre retomar algum conceito de aulas anteriores, deixando somente que eles respondam, sem responder primeiro, aí conforme os alunos respondiam, ela complementava com atualidades, relacionando o tema com a realidade, e assim os alunos iam assimilando melhor o conteúdo. Selecionar e organizar o conteúdo devidamente planejado para atender às necessidades dos seus alunos. Conteúdos de ensino bem selecionados devem atender aos critérios de validade, flexibilidade, significação, possibilidade de elaboração pessoal; sem esses critérios, o professor corre o risco de escolher conteúdos sem relevância para seus alunos. Os conteúdos trabalhados nas aulas em que observei e coparticipei foram: Relação com o meio e coordenação. Ambos os conteúdos foram trabalhados de forma expositiva e contextualização. Os exercícios se basearam no livro didático. Com base no plano de ensino, o professor ao preparar suas aulas, vai organizar um cronograma separando o conteúdo programático em módulos para cada aula contemplando atividades e leituras para serem feitas e discutidas em aula ou em casa. Para cada aula, é necessário ter um plano de aula para facilitar a sistematização das atividades e atingir os objetivos propostos. Os objetivos dos professores têm como finalidades que pretendemos alcançar. Retratam os valores e os ideais educacionais, a aprendizagem dos conteúdos do ensino de ciências. Para articularmos os valores gerais da educação com as aprendizagens dos conteúdos programáticos e as atividades que o professor pretende desenvolver na sua aula, devemos elaborar os objetivos gerais e os específicos. Os objetivos específicos devem estar vinculados aos objetivos gerais, e retratar a realidade concreta da escola, do ensino e dos alunos. Correspondem às aprendizagens de conteúdos, atitudes e comportamentos. O conteúdo da aula tratava a partir da leitura e atividade de presente no livro didático dos alunos – Ciências. Os professore faz questionamentos sobre o texto aos alunos. Após, a professores passa questões para os alunos responderem no caderno, nos últimos quinze minutos de aula. A chamada foi realizada enquanto os alunos respondiam as questões. Ao passarem os quinze minutos, a aula foi encerrada e o término das respostas das questões ficou para os alunos resolveram em casa, para a próxima semana. Em geral, os alunos participaram da aula, desenvolvendo as atividades propostas pelos professores. A aula é bastante produtiva, pois a professores desenvolveu atividades diversificadas e estimulou a participação dos alunos na leitura. Os alunos, apesar de serem agitadas e gostarem de conversar durante as aulas, sempre realizam as atividadesque lhes são solicitadas. Aparentemente, quanto mais atividades práticas e diversificadas. A diversidade das atividades torna a aula interessante para turma. Contatou-se também que a maioria dos alunos não realiza as atividades que são deixadas como tarefa de casa, o que obriga o professor a propor as produções textuais e resolução de exercícios em sala de aula. As aulas duram 50 minutos, todas as aulas foram anteriormente planejadas, a professora estuda o conteúdo em casa e faz um plano de aula, com tema, conteúdo, atividades de aula e para casa. Com relação às atividades de aula, foram dados questionamentos para os alunos responderem, exercícios no livro, avaliações, e depois no dia da entrega das mesmas foi mandado copiar a prova com a correção no caderno. Para tanto, a atividade docente deve ser planejada, refletida, avaliada e diversificada, utilizando métodos e recursos variados, a fim de proporcionar a aprendizagem de todos os alunos, valorizando a diversidade e respeitando os ritmos de aprendizagem distintos. Percebemos assim que um material educativo bem concebido e utilizado de forma adequada oferece muitas vantagens, entre elas: fixa os conteúdos; permite a tomada de decisão; dá significado a conceitos de difícil compreensão; requer participação ativa; motiva; desperta a criatividade; a participação, e o prazer de aprender. É de fundamental importância que os professores percebam que, os recursos não representam apenas aqueles contidos em um laboratório de ciências, ou o livro didático, mas também, de maneira mais abrangente, os mais variados componentes do ambiente que podem dar origem a estimulação, tanto para os alunos como para os professores, nos diversos momentos que envolvem o ensino e a aprendizagem científica. Componentes estes que podem servir como recursos didáticos alternativos nas salas de aula e representarem um excelente caminho para o enriquecimento das aulas de Ciências e Biologia, superando até a inexistência de laboratórios nas escolas. Estratégias de aprendizagem com auxílio dos colegas: uma intervenção alternativa e de baixo custo no nível da sala de aula foi desenvolvida com base na aprendizagem cooperativa. A aprendizagem cooperativa refere-se a um conjunto de práticas envolvendo instrução em grupos pequenos e alunos trabalhando juntos em atividades de aprendizagem. Essas atividades emergem de vários dos modelos revisados, integrando princípios cognitivos, comportamentais e construtivistas. Como um conjunto de práticas, a aprendizagem cooperativa tem uma grande base científica, que proporciona um forte amparo para o seu uso no nível da sala de aula. Isso ocorre em parte porque essas práticas facilitam o manejo da sala de aula e diferenciam a instrução por seu foco em grupos menores. É através do diálogo que o professor conhece o aluno, identifica como ele pensa e, somente assim, pode refletir sobre as modificações necessárias no processo para favorecer seu desenvolvimento. É preciso ajudar o aluno a estabelecer relações entre o conhecimento novo e o que já domina. A dificuldade de aprendizagem não deveria ser encarada como algo oposto à aprendizagem. Porque o erro faz parte do processo, ele deveria ser encarado como algo construtivo no processo de aprendizagem. O papel do professor passa a ser fundamental, pois a forma como encara a dificuldade de seu aluno pode ser facilitadora ou dificultada a do seu processo de aprender. Contudo, não podemos negar a existência de dificuldades advindas de obstáculo de caráter orgânico, afetivo, social ou funcional, porém, devemos alertar para o fato de que tais dificuldades fazem parte do processo de aprendizagem de uma determinada pessoa e o professor como mediador deve atentar para o fato com um olhar especial sobre o aluno. Quando o professor atua nessa perspectiva, ele não é visto como um mero transmissor de conhecimentos, mas como um mediador, alguém capaz de articular as experiências dos alunos com o mundo, levando-os a refletir sobre seu entorno, assumindo um papel mais humanizado em sua prática docente. A avaliação escolar é parte integrante do processo de ensino - aprendizagem, e não uma etapa ou momento isolado. Faz parte da metodologia de ensino, está diretamente imbricada com os objetivos, os conteúdos e os procedimentos metodológicos expressos no planejamento e desenvolvidos no decorrer do ensino. Os professores sempre buscar estratégicas para envolver os alunos nas tarefas da sala de aula e também nos eventos da escola participado nesse processo. Segundo Ferreira (2008, p. 08), ela se desenvolve “fundamentalmente, na sala de aula, onde concretamente se objetiva o projeto político-pedagógico não só como desenvolvimento do planejado, mas como fonte privilegiada de novos subsídios para novas tomadas de decisões”. Para Libâneo (1994), a concepção democrático-participativa implica a busca de objetivos comuns pela direção, professores e demais profissionais da educação e a tomada coletiva de decisões que orienta cada um a assumir com responsabilidade sua parte na execução do acordo. Assim, a gestão em sala de aula, como um prolongamento da gestão escolar, pressupõe um espaço onde, com a orientação do professor, possam ser produzidos, manifestados e experimentados comportamentos democráticos. Ou seja, nesse espaço, os sujeitos serão levados a agir de forma coletiva e comprometida com os interesses coletivos. Cabe aqui lembrar, Paro (2007, p. 104), quando afirma: “se estamos preocupados em formar cidadãos participativos, por meio da escola, precisamos dispor as relações e as atividades que aí se dão de modo a ‘marcar’ os sujeitos que por elas passam com os sinais da convivência democrática”. A sala de aula é também o espaço no qual, em determinado tempo, se lida com os acontecimentos de outros tempos e espaços, com as histórias de vida dos os sujeitos. A interação entre os grupos dependerá do professor, de sua forma democrática de mediar às situações, possibilitando o crescimento de todos os integrantes do grupo. Atuando com conhecimento, organizando o espaço de convívio, planejando o trabalho a ser realizado, mediando conflitos e estabelecendo a confiança mútua, o professor tem condições de criar situações propícias para a internalização dos conhecimentos por parte dos sujeitos e, ao mesmo tempo, possibilitar o desenvolvimento de cidadãos democráticos. Quanto à sala de aula, o professor gestor tem que ser um profissional comprometido com o que foi estabelecido pelo coletivo da escola e, ao mesmo tempo, ser capaz de construir o espaço adequado à aprendizagem dos conteúdos. Segundo Libâneo (1994), o ensino pode ser definido como uma atividade conjunta de professores e alunos e que, sob a direção dos professores, tem a finalidade de promover condições e meios para que os alunos possam assimilar conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções. Isto implica que o ato educativo, como o trabalho pedagógico, não pode ser neutro, pois, se assim o for, torna-se uma prática sem compromisso com a promoção do educando, ou seja, reduz-se à mera transmissão de conteúdos de ensino. Nas observações nas aulas de ciências, pudemos perceber, nos trabalhos realizados em grupo, em sala de aula, o interesse e a participação dos alunos e a contribuição dessa prática em termos de aprendizado. Tal fato ficava visível, a partir da análise do engajamento dos educandos nas discussões, debates, sistematizações de conteúdos abordados, e socializações, dentre outros, tanto quando estavam desenvolvendo atividades em pequenos grupos quanto em grandes grupos na sala de aula. O trabalho em grupo vem sendo um recurso muito utilizado por professores de escolas públicas para dinamizar o ensino e promover a interação entre os alunos. São realizados trabalhos em grupo em sala de aula e fora dessa, para construir conceitos, compreender modelos teóricos, revisar bibliografia, relacionar a teoria com a prática a partir das discussões em sala e nas observações em campo. A sala de aula, onde os alunos são encorajados a fazer perguntas e desafiarexplicações, resultados e soluções, com as quais discordam ou não compreendem, devem ser vista como uma função de entendimento mais do que de rigor ou correção, dado que as intenções dos alunos, quando se engajam na atividade de cai na sala de aula, estão relacionadas às funções de aprendizagem. Sem o conhecimento de como os processos grupais ocorrem, é impossível compreender os diferentes resultados de trabalho realizado em pequenos grupos. Sendo assim, uma análise sistemática de processos grupais é essencial para determinar que tipos de interação sejam mais importantes para a aprendizagem e, consequentemente, que tipos de interação entre os alunos devem ser encorajados ou desencorajados para maximizar a aprendizagem. No funcionamento das normas em sala de aula, os alunos desenvolvem tanta autonomia social, tomando responsabilidade pelo seu comportamento, quanta autonomia intelectual, assumindo responsabilidade pela sua própria aprendizagem, aspectos esses que não estão presentes nas salas de aula tradicionais. Desenvolver com os alunos um ambiente alegre e participativo tratá-los como pessoas capazes os ajudaram a agir como construtores do seu conhecimento. Os alunos não são meros coadjuvantes no processo de ensino e aprendizagem, são na verdade os atores principais. A avaliação é um momento para rever onde é preciso melhorar, os próprios alunos se avaliarem naturalmente, sem medo, coerção ou competição e uma boa estratégia para efetivar a aprendizagem. E o mais importante: observando de perto, é possível perceber que os comportamentos inadequados de jovens e crianças em sala de aula muitas vezes são apenas o pedido de socorro de pessoas que não se sentem tratadas apropriadamente pela família e pela sociedade. Os alunos não se sentem compreendidos em suas necessidades, não se sentem acolhidos em suas carências, e por isso manifestam comportamentos que visam, na maioria das vezes, a chamar a atenção do professor e dos colegas. Veja se você reconhece alguns desses comportamentos em seus alunos: falta de atenção, imaturidade, impaciência, pouca autonomia, agitação, ansiedade, angústia, depressão, irritação, tédio, desmotivação, agressividade, violência. Sem uma linguagem comum e atraente para unir professor e alunos no mesmo objetivo e na mesma energia, os relacionamentos não encontram meio de serem agradáveis e produtivos. É claro que, por trás de tudo isso, existem muitas causas, que vão desde a falta de tempo e energia dos pais para se dedicar à educação dos filhos, a falta de valorização da educação como uma toda a delegação da educação dos filhos pela família à escola, até a falta de afinidade entre professores e alunos, provocada por uma barreira de gerações, ou mesmo pelas difíceis condições de o educador se preparar de modo adequado. Nessas condições, então, ser um bom professor significa, além de ensinar bem a matéria, providenciar estímulos, contato, reconhecimento, estrutura e motivação para o aprendizado dos alunos. Os professores sempre buscar trazer a comunidade para a sala de aula, buscando aproximar os conhecimentos comunitários dos conhecimentos acadêmicos. Ele deve ser um mediador, facilitador e articulador do conhecimento e não apenas aquele que detém a informação. Ele deve atuar como um pesquisador, que provoca o aluno a ser também curioso e descobrir a partir de seus próprios questionamentos. Deve convidar o estudante a ver a realidade como seu objeto de estudo. Ele é um mediador que deve negociar os conhecimentos que todos têm e apoiar os estudantes a juntos sintetizarem o conhecimento compartilhado. O professor deve olhar para o aluno de forma integral, buscando identificar suas diferentes dimensões formativas e como sua atuação – nessa função educadora -, responde ou dialoga com elas. O professor deve compreender quem são as famílias de seus estudantes e estabelecer diálogo com as mesmas, estreitando relações e criando vínculos que fortaleçam o processo educativo dos estudantes. Ele também deve levar em consideração todo o tempo em que o aluno está na escola, e não só na sua sala de aula. Ele deve atuar de acordo com o Projeto Político Pedagógico da escola e pensar no currículo de forma diferenciada, integrando o conhecimento acadêmico aos saberes da comunidade e dos próprios estudantes. Professor também deve ter o papel de aluno: deve aprender ao passo que ensina. Professor e alunos devem compartilhar os princípios éticos e a proposta do PPP da escola que vão nortear essa perspectiva de ensino-aprendizagem como um processo dialógico. Para entender a formação integral dos alunos, ele deve desenvolver estratégias de trabalho colaborativo com outros professores da escola, criando espécie de comunidade de aprendizagem colaborativa entre professores. Juntos, eles devem compartilhar seus anseios e propor estratégias de trabalho que respondam às demandas que identificaram. O professor deve elaborar estratégias de trabalho para dar protagonismo para a aula, para que o estudante possa participar ativamente como autor e proponente do seu próprio percurso pedagógico. Ele tem que pensar o projeto do seu aluno e apoiá-lo a alcançar esses sonhos. Junto aos estudantes, ele deve ser um avaliador contínuo de todo esse processo, estimulando que o estudante reconheça individualmente e com seus pares os que precisa fazer para alcançar seus objetivos individuais e objetivos coletivos – da turma, da escola e da própria sociedade. Tabela 5: Faça uma entrevista com o docente de Ciências e Biologia da aula que a dupla observou. 1) PERFIL DO PROFESSOR (A) 1. Dados pessoais 1.1. Idade: ______________________ 1.2. Sexo: (A) Masculino (B) Feminino 1.3. Cidade e Estado em que trabalha: _____________________________________________ 2. Dados profissionais 2.1. Qual seu nível máximo de escolaridade? (A) menos que o Ensino Médio (antigo 2ºgrau ) (B) Ensino Médio - Magistério (antigo 2º grau) (C) Ensino Médio - Outros (antigo 2º grau) (D) Ensino Superior - Pedagogia (E) Ensino Superior – Licenciatura (F) Ensino Superior - Bacharel (G) Escola Normal Superior (H) Ensino Superior – Outro 2.2. Há quantos anos você obteve o nível de escolaridade assinalado na questão anterior? (A) Há 2 anos ou menos (B) De 3 a 7 anos (C) De 8 a 14 anos (D) De 15 a 20 anos (E) há mais de 20 anos 2.3.Há quantos anos você está lecionando? (A) há menos de 1 ano (B) de 1 a 2 anos (C) de 3 a 5 anos (D) de 6 a 9 anos (E) de 10 a 15 anos (F) de 15 a 20 anos (G) há mais de 20 anos 2.4. Qual o seu salário bruto (com adicionais se houver) como professor (a)? (A) de R$ 301,00 a R$ 500,00 (B) de R$ 501,00 a R$ 700,00 (C) de R$ 701,00 a R$ 900,00 (D) de R$ 901,00 a R$ 1.100,00 (E) de R$ 1.101,00 a R$ 1.300,00 (F) de R$ 1.301,00 a R$ 1.500,00 (G) de R$ 1.501,00 a R$ 1.700,00 (H) de R$ 1.701,00 a R$ 1.900,00 (I) de R$ 1.901,00 a R$ 2.300,00 (J) de R$ 2.301,00 a R$ 2.700,00 (L) de R$ 2.701,00 a R$ 3.100,00 (M) Mais de R$ 3.100,00 2) INFORMAÇÕES SOBRE APRENDER A ENSINAR 2.1. Você acredita que possui os conhecimentos, as competências e habilidades necessárias para o seu exercício profissional? (A) Sim (B) Não 2.2. Explique a sua resposta anterior ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.3. Você participou de alguma atividade de formação continuada nos 2 últimos anos? (A) Sim (B) Não 2.4. As atividades de formação continuada contribuíram para a melhoria de sua prática em sala de aula. (A) Não participei de atividade de formação continuada (B) Sim, muito (C) Sim, pouco (D) Não contribuíram 2.5. Como você transforma o conteúdo da disciplina em proposta de ensino? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________2.6.Na sua opinião, quais são os saberes necessários para ser um bom professor (a)? Marque apenas 3 (três) alternativas. (A) Domínio de conteúdo (B) Conhecimento pedagógico (C) Relação interpessoal (D) Técnica de comunicação (E) Domínio de tecnologia (F) Criticidade (G) Atualização (H) Espírito de luta (G) Fé em Deus 2.7. Na sua opinião, o que significa o professor(a) saber ensinar bem? ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.8. Na sua opinião, como o professor(a) aprende a ensinar? ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2.9.Como os seus conhecimentos de como ensinar foram obtidos (assinale todas as opções que correspondem à sua situação). (A) No dia a dia, na prática diária com os alunos. (B) Com os colegas da profissão. (D) Durante a sua formação inicial (magistério). (E) Durante a sua formação acadêmica (licenciatura ou bacharelado). (F) Em cursos de capacitação realizados pelo município ou pelo estado. (G) Em cursos de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado). (H) Em reuniões pedagógicas realizadas na escola (I) Aprendeu por conta própria. (J) Outra(s). Qual (is)? ___________________________________________________________________. Fonte: Elaboração própria. PARECER CRITICO: A entrevista coma professora aconteceu no período da manhã, e respondeu todas as informações que pergunte sobre sua formação entre outras coisas respectivamente. A professora Maria José mora desde a infância em Paripiranga, é casada tem quatros filhos. O nível de máximo de escolaridade é formado em Ciências Biológicas e Pedagogia, já no nível de escolaridade se formou aos 14 anos de idade. A professora já leciona a mais de 20 anos na escola de Paripiranga, seu salário mais de um salário mínimo acima de 1.907,00 reais. Nesse sentido, a professora completar que as competências e habilidade necessárias para o exercício profissional. Sim, quando o professor se dispõe a ensinar ele assume a responsabilidade de aprimorar seus conhecimentos para juntamente com seus alunos alicerçar uma construção solida do saber. A nosso ver, a formação continuada passa a ser um dos pré-requisitos básicos para a transformação do professor, pois é através do estudo, da pesquisa, da reflexão, do constante contato com novas concepções, proporcionada pelos programas de formação continuada, que é possível a mudança. Fica mais difícil de o professor mudar seu modo de pensar o fazer pedagógico se ele não tiver a oportunidade de vivenciar novas experiências, novas pesquisas, novas formas de ver e pensar a escola. Libânio (1994) acredita que os momentos de formação continuada levam os professores a uma ação reflexiva. Uma vez que após o desenvolvimento da sua prática, os professores poderão reformular as atividades para um próximo momento, repensando os pontos positivos e negativos ocorridos durante o desenrolar da aula. Buscando assim melhorias nas atividades e exercícios que não se mostraram eficientes e eficazes no decorrer do período de aula. A formação continuada de professores tem sido entendida como um processo permanente de aperfeiçoamento dos saberes necessários à atividade profissional, realizado após a formação inicial, com o objetivo de assegurar um ensino de melhor qualidade aos educandos. Ressaltamos que a formação continuada não descarta a necessidade de uma boa formação inicial, mas para aqueles profissionais que já estão atuando, há pouco ou muito tempo, ela se faz relevante, uma vez que o avanço dos conhecimentos, tecnologias e as novas exigências do meio social e político impõem ao profissional, à escola e às instituições formadoras, a continuidade, o aperfeiçoamento da formação profissional. Mas, para que realmente a formação continuada atinja seu objetivo, precisa ser significativa para o professor. Segundo Nascimento (2005), as propostas de capacitação dos docentes têm apresentado baixa eficácia, e algumas das razões apontadas são: a desvinculação entre teoria e prática; a ênfase excessiva em aspectos normativos; a falta de projetos coletivos e/ou institucionais; entre outros. Tais deficiências nos programas de formação continuada, muitas vezes, têm levado ao desinteresse e reações de indiferença por parte dos professores, por perceberem que certas atividades que prometem ser de formação, quase sempre, em nada contribuem para seu desenvolvimento profissional. Consequentemente, sua realidade do dia-a-dia em sala de aula também permanece inalterada. Esta sensação de ineficácia dos processos de formação continuada é o sentimento que tem acompanhado muitos professores atualmente. Inegavelmente, é difícil que o processo de formação continuada contemple as necessidades dos docentes da rede municipal de ensino do Paripiranga, dado a diversidade do grupo, ou seja, cada professor com uma história pessoal e profissional peculiar, assim como cada escola com sua própria história e filosofia. No entanto, é possível imaginar que a combinação de alguns fatores possa levar a uma capacitação, no mínimo, mais eficaz. Candau (1997) apresenta três aspectos fundamentais para o processo de formação continuada de professores: a escola, como lócus privilegiado de formação; a valorização do saber docente; e o ciclo de vida dos professores. Isto significa dizer que a formação continuada precisa: primeiro, partir das necessidades reais do cotidiano escolar do professor; depois, valorizar o saber docente, ou seja, o saber curricular e/ou disciplinar, mais o saber da experiência; por fim, valorizar e resgatar o saber docente construído na prática pedagógica teoria e prática. Embora a formação continuada deva atender às necessidades do professor no seu cotidiano, ela não pode ser entendida como um receituário, ou seja, um conjunto de modelos metodológicos e/ou lista de conteúdos que, se seguidos, serão a solução para os problemas. Os processos de formação continuada podem ser valiosíssimos, se conseguirem aproximar os pressupostos teóricos e a prática pedagógica. O professor enquanto sujeito do contexto educativo, cujas ações são tomadas de maneira intencional é formado em consonância com os objetivos postos pela sociedade e estas demandam as práticas as quais esses professores serão portadores. Uma realidade a ser transformada acontece por meio das ações que os docentes realizam em educação manifestando-se e transformando o que acontece a sua volta. A prática pedagógica assim abarca a experiência histórica das ações e a consolidação de formas de desenvolver a atividade docente, pois segundo Sacristán (1999, p. 74) “A prática é, então, sinal cultural de saber fazer composto de formas de saber como, ainda que ligado também a crenças, a motivos e a valores coletivos”. A formação continuada neste sentido é encarada como um meio de articular antigos e novos conhecimentos nas práticas dos professores, a luz da teoria, gerando de certa forma, mudanças e transformações, considerando os aspectos da formação em que se baseiam tais práticas, uma vez que estas são fundamentadas em construções individuais e coletivas que ocorrem durante o tempo e nas suas relações. O professor em processo de formação pode estabelecer e redimensionar a relação que se tem entre a sua prática, o campo teórico e os aspectos que permeiam a construção do seu trabalho, como a escola, os alunos, as políticas educacionais, etc. Refletir sobre a prática educacional, mediante a análise da realidade do ensino, da leitura pausada, da troca de experiências. A reflexão, ao incluir e gerar uma forma pessoal de entender a situação concreta abarca a teoria e o conhecimento que se manifesta a partir dela, transformando de fato a prática do professor. É necessário discutir ainda, que a formação contínua do professor se tornou um expoente do conceito sobre a reflexão do professorado na última década, ou seja, o usoindeterminado do termo professor reflexivo impulsionou diferentes propostas de formação continuada em nosso país, pois se acreditava na idéia de que a reflexão docente sobre o que a formação continuada deve ser capaz de conscientizar o professor de que teoria e prática são “dois lados da mesma moeda”, que a teoria o ajuda a compreender melhor a sua prática e a lhe dar sentido e, consequentemente, que a prática proporciona melhor entendimento da teoria ou, ainda, revela a necessidade de nela fundamentar-se. O professor durante a sua formação acadêmica dispõe de uma ampla gama de conhecimentos teóricos e práticos, que os levam à construção de uma base para a atuação no seu campo de trabalho. Durante esse período torna-se necessário segundo Mizukami (2002), que seja proposto o aprendizado de crenças, valores e concepções de situações presentes no dia-a-dia da prática docente. Assim ao final da formação em nível de graduação, espera-se que o futuro profissional tenha uma sólida formação humana e que todo o conhecimento por ele abstraído possa ser compartilhado, a fim de gerar novos conhecimentos e saberes. O professor como todos os profissionais necessitam estar em constante atualização, uma vez que a sociedade está sempre em transformação pelo avanço da tecnologia e pelo desenvolvimento humano. Cabe ao professor manter-se qualificado para que possa atender as necessidades de seus alunos bem como da sociedade. Uma vez que, o mercado de trabalho busca o profissional melhor qualificado, flexível e disposto para enfrentar os desafios a ele proposto, visando uma melhoria na educação e no ensino. Com isso torna-se importante os momentos de reflexão individual e pessoal, para que haja uma melhora diante da prática pedagógica que será desenvolvida, visando um melhor desenvolvimento e entendimento do educando. Torna-se importante ressaltar que a formação continuada do professor não está apenas na busca pelo conhecimento científico, mas também na auto-realização pessoal, pois o profissional que trabalha com uma maior disposição e dedicação diante daquilo que desenvolve terá sempre um maior incentivo para procurar novas técnicas e desenvolver o seu trabalho docente sempre de maneira inovadora. Com isso o professor que se torna reflexivo, passa a ser um produtor de conhecimentos que permite uma melhoria em sua prática docente, fazendo assim uma análise mais profunda da organização das atividades, reformulando e realizando as alterações pertinentes para que os encaminhamentos das suas aulas fiquem melhores estruturados, buscando um melhor desenvolvimento integral do seu aluno. Os professores, após manterem um processo de qualificação e atualização, podem mais seguramente desenvolver uma reflexão diante da sua prática pedagógica, analisando todos os pontos ocorridos durante a execução de sua aula, repensando pontos positivos e negativos apresentados durante esse período. Assim como Libâneo (1994), Behrens (1996) acredita que os professores que desenvolvem uma qualificação continuada percebem que podem mudar, aprendendo e reaprendendo diante dos desafios ocorridos durante a sua prática. Isso através de uma ação crítico-reflexiva praticada pelo docente ao final de seu horário de aula, pontuando assim o que precisa ser melhorado e o que deve ser mantido em seu planejamento. Com isso o professor que se torna reflexivo, passa a ser um produtor de conhecimentos que permite uma melhoria em sua prática docente, fazendo assim uma análise mais profunda da organização das atividades, reformulando e realizando as alterações pertinentes para que os encaminhamentos das suas aulas fiquem melhores estruturados, buscando um melhor desenvolvimento integral do seu educando. A formação e a reflexão sobre as práticas realizadas pelos profissionais nas instituições são reconhecidas como momentos importantes de produção de saberes voltado para a solução de situações problemáticas concretas. Na formação continuada, deve-se buscar o entendimento do processo de desenvolvimento da prática pedagógica de maneira ampliada, tendo clareza das influências que o contexto escolar, as condições materiais de trabalho, bem como as condições sociais e econômicas a que estão submetidos esses profissionais, exercem sobre suas práticas. A formação continuada deve propiciar espaços nos quais se possa aprofundar a discussão sobre como e por que os educadores fazem o que fazem; educar profissionais para “serem pensadores autônomos e práticos reflexivos e para que estejam comprometidos com a educação de alta qualidade para todos os estudantes” (ZEICHNER, 1998, p. 227). A formação e a reflexão sobre as práticas realizadas pelos profissionais nas instituições são reconhecidas como momentos importantes de produção de saberem voltados para a solução de situações problemáticas concretas. Na formação continuada, deve-se buscar o entendimento do processo de desenvolvimento da prática pedagógica de maneira ampliada, tendo clareza das influências que o contexto escolar, as condições materiais de trabalho, bem como as condições sociais e econômicas a que estão submetidos esses profissionais, exercem sobre suas práticas. A professora de ciências da Escola Reunidas Professor Francisco de Paula Abreu, falar que devemos proporcionar um ambiente educacional que privilegie o diálogo. Os desafios educativos colocados pela sociedade atual e pelo trabalho docente são cada vez mais exigentes e estão em constante mutação. Ao ensinar a gente aprende e, com essa aprendizagem, a gente ensina melhor. Isso sempre se transforma num círculo contínuo e, o melhor, produtivo. Sinto que aprendo com meu aluno quando ele me faz pensar, através de perguntas ou observações originais. Quando manifestações dele nos obrigam a elaborar um modelo mais adequado ou uma explicação mais detalhada ou precisa sobre o fenômeno. Quando eu aprendo algo com o meu aluno é porque eu estou conseguindo ensiná-lo. Quando o professor põe em prática o planejamento, ele percebe se domina o conteúdo e, se seus alunos o estão acompanhando, ele percebe se aprendeu a metodologia e a didática adequadas. Quando o aluno faz perguntas ou observações diferentes do esperado, faz o professor pensar, se o professor consegue entendê-lo e orientar o pensamento do aluno, o professor também aprendeu. Quando você sabe do que o aluno está falando, é importante, para não dar logo de cara uma resposta que não ajudará na compreensão do aluno. O professor sente que aprendeu quando o aluno aprende, quando o professor consegue ensiná-lo, ajudar o aluno a resolver os problemas dele, responder às questões dele sobre aquele tema. Quando o aluno expõe suas concepções e eu consigo pensar no objetivo da aula, faço um diálogo usando a idéia do aluno, orientando e encaminhando para o objetivo de ensino, considero que estou ajudando o aluno a construir o seu próprio modelo, sem dar a resposta imediata. Quando consigo fazer mais ou menos desse jeito sinto que o aluno está aprendendo. O ensinar e aprender estão muito associados. Quando o professor aplica seu planejamento e consegue que o aluno exponha suas idéias, e através delas constrói um diálogo orientando para o objetivo da aula, nesse momento considero que o meu aluno está aprendendo. Também quando o aluno faz relação do conteúdo em questão com o seu dia-a-dia, ou quando consegue utilizar as fórmulas e também relacioná-las com o modelo físico construído, proporcionando facilidade de entender o cálculo e conteúdo proposto, todas essas situações me trazem indícios de um aprendizado consistente. O professor que busca aprender a importância do planejar, e de como e por que dialogar com seus alunos, levando em consideração suas falas, consegue melhorar suas aulas, pois o aluno sente-se estimulado e mais envolvido com o compromisso de aprender. Quando eu percebo que o meu aluno aprendeu - quando o aluno expressa idéias sobre o conteúdo. Quando ele consegue interpretar outras situações fora de sala de aula, relacionar fatos do cotidiano, entender o funcionamento de equipamentos,ou então quando ele faz comparações com situações diferentes, formula perguntas relacionadas ao assunto, quando se manifesta, faz relações, observações. Aprender sobre como ensinar e aprender sobre como ser professor são processos de aquisição de saberes subordinados, material e ideologicamente, às atividades de produção de novos saberes, os quais implicam um processo de aprendizagem e de formação, e quanto mais um saber é desenvolvido, formalizado, sistematizado, como acontece com as ciências e os saberes contemporâneos, mais se revela longo e complexo o processo de aprendizagem que exige, por sua vez, uma formalização e uma sistematização adequadas (TARDIF, 2000). Daí a necessidade atual de se revisar o assistir aulas, pois a ação de apreender não é passiva. O agarrar por parte de aluno exige ação constante e consciente: exige se informar, se exercitar, se instruir. O assistir ou dar aulas precisa ser substituído pela ação conjunta do fazer aulas. Nesse fazer aulas é que surgem as necessárias formas de atuação do professor com o aluno sobre o objeto de estudo, e a definição, escolha e efetivação de estratégias diferenciadas que facilitem esse novo fazer. Em sala de aula o professor pode prever esquemas de relações entre uma ação educativa e os objetivos pretendidos. Situações que estão além dos referenciais teóricos e técnicos. Na maioria das vezes, exige uma atuação docente em relação à prática educativa e em relação às crenças, habilidades, idéias e aos valores que os professores professam de forma diferenciada. Quando o modelo físico deixa de ser, para o aluno, uma entidade abstrata e passa a ser algo "quase visível", usado para tentar compreender o fenômeno. Ou quando ele faz transposição de raciocínio para situações novas. Portanto, percebemos que o aluno aprendeu no dia-a-dia da aula, através do interesse e envolvimento dele nas atividades e de sua interação com o conteúdo e com os outros alunos e o professor. Quando tentamos ensinar partindo das idéias dos alunos, isto é, construir com eles o conhecimento científico, necessitou aprender a lidar com os imprevistos, com as dúvidas, com as ansiedades, tanto dos alunos quanto do professor. Ao depararem com situações novas, onde têm que dar explicações para determinado fenômeno observado num experimento ou num problema conceitual, antes do professor ensinar o conteúdo, os alunos conseguem dar explicações próprias, mas ficam ansiosos pelas explicações do professor, querem que o professor diga se as suas explicações estão corretas ou não e diga qual é "A Resposta". Se o professor não estiver firme na sua postura de construtivista dará logo as respostas, as explicações das ciências. Concordo que o professor não deve ficar esperando que os alunos cheguem sozinhos na explicação das ciências, mas deve dar condições para que os alunos pensem, reflitam, comparem idéias, aprendam a argumentar, defender suas idéias, fazer escolhas de idéias mais coerentes e abrangentes e avançar no conhecimento científico que se quer que ele aprenda. Enquanto planeja e aplica este planejamento em sala de aula, o professor estará o tempo todo aprendendo a ser construtivista, porque enquanto aplica vai percebendo onde acertou e onde errou na escolha das atividades e nas perguntas que fez, se o aluno conseguiu ou não avançar com tais atividades ou perguntas. O professor precisa estar atento às falas, às dúvidas dos alunos, perceber onde há contradição de idéias e obstáculos a serem superados. Quando o professor percebe que uma opinião do aluno ou um exemplo dado por ele consegue explicar o fenômeno que está sendo estudado, mesmo que seja uma explicação incompleta, necessitando da intervenção do professor e o professor consegue intervir sem dar respostas imediatas, fazendo novas perguntas ou ajudando o raciocínio do aluno com um novo experimento ou com a leitura de um texto, é porque o professor está aprendendo a dialogar com o aluno e ajudando-o na construção do seu conhecimento, aprimorando suas idéias. Isto só é possível se o professor souber profundamente o conteúdo que está ensinando, conseguindo assim, fazer conexões entre o pensamento do aluno e o conteúdo que quer ensinar, acrescentando algo novo no entendimento do aluno. Estamos aprendendo com o aluno quando ele nos faz pensar em elaborar novas idéias, novos modelos para ajudá-lo a compreender o que está sendo estudado. O professor sente que o aluno aprendeu durante a aula, pela interação professor-aluno, pelo interesse que o aluno demonstra em participar da atividade, falando, perguntando, fazendo relações com situações do dia-a-dia, relacionando uma atividade com a outra, acrescentando novas idéias, fazendo analogias coerentes. Se a atividade faz sentido para o aluno, ele está pensando, construindo um conhecimento, um modelo. Também existem os alunos que parecem estar atentos, mas estão no mundo da Lua, sem ouvir o que está sendo discutido. Alguns alunos me disseram que nas aulas em que o professor ouve as explicações dos alunos, em que eles conhecem as explicações dos colegas, é muito bom, porque eles comparam, compartilham idéias e até são convencidos pelos outros que têm melhores argumentos, aumentando a sua compreensão sobre está sendo estudado. A professora Maria José, em uma de suas aulas, observadas por nós, quando trabalhava o assunto que fala sobre os tipos de reprodução, perguntou para o alunado se eles lembravam quais são os tipos de reprodução dos animais. Assim ela faz em todas as suas aulas, sempre que pode, relaciona o conteúdo que está sendo trabalhado com algo que faz parte da vida dos alunos. De acordo com Freire (1997), a educação não deve ser realizada sobre o educando, de modo que o sujeito da ação educativa assuma uma posição ativa em sua aprendizagem, ou seja, que os conteúdos abordados em sala de aula tenham a ver com realidade dos educandos, sendo selecionados pelos professores. Assim, percebemos uma preocupação dos docentes em relacionar os conteúdos com o cotidiano de seu alunado, de forma que esses estejam dentro da realidade trabalhada. Essa forma de seleção e abordagem dos conteúdos possibilita discutir aspectos da realidade do aluno, sem se prender exclusivamente às suas questões e tampouco se restringindo a tratar dos conteúdos definidos pelo professor, a partir de critérios muitas vezes distantes de condições que são fundamentais para a aprendizagem das crianças. Ao tratar de temas presentes no cotidiano dos alunos e com relevância, amplia-se a possibilidade de participação ativa das crianças, o que facilita a aprendizagem. Por fim, o conhecimento sobre a compreensão dos alunos advoga em favor da necessidade de serem considerados todos os conhecimentos, experiências e concepções dos alunos que, construídas a partir de sua história de vida, influenciam diretamente a magnitude do conhecimento de cada um deles sobre cada um dos conteúdos abordados nas situações de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, os estudantes professores precisam “conhecer os alunos e suas características, bem como saber como aprendem, saber identificar sinais importantes em suas manifestações e expressões sobre o que sabem sobre a matéria”, de modo a descobrir quais são “as suas confusões, erros típicos, concepções pessoais e falsas concepções” (GRAÇA, 2001, p. 116). O conhecimento sobre a compreensão dos alunos constitui, assim, um tipo de conhecimento que se situa no fulcro da ideia de conhecimento pedagógico do conteúdo, porque ele é a referência central para proceder às transformações pedagógicas ou didáticas dos conteúdos. Assim sendo, a aprendizagem tem um vínculo direto com o meio social que circunscreve não só as condições de vida do indivíduo, mas também a sua relação com o ambiente escolar e o estudo, sua percepção e compreensão das matérias. A consolidação dos conhecimentos depende dos significados que eles carregam em relação à experiência social do jovem e dos adultos na família, no meio social, no trabalho. A professora Maria José falar que para ser um bom professor precisartem domínio de conteúdos, conhecimento e relação interpessoal. A formação deve estar em primeiro lugar em sua carreira, senão perderá esse dom, deixando-o escorrer por entre seus dedos. E as qualidades necessárias ao bom professor ou professora são as dimensões que envolvam as qualidades emocionais, políticas, éticas, reflexivas e críticas, e, sobretudo as de caráter do saber: o conhecimento acima de tudo e a pesquisa constante. Professor são difíceis, se não impossíveis. De fato, há várias maneiras de responder às exigências dessa profissão, o que não impede que o docente deva conhecer profundamente a matéria de ensino, transmitindo-a, criando assim situações que permitam aos alunos apropriar-se dela de forma eficaz (MIALARET, 1981). Segundo Cortesão (1982), parece importante que o professor seja capaz de teorizar as suas práticas e de comunicá-las aos outros, assim como intervir na escola, de forma a estimular a interação com a comunidade. Deve, portanto, ser um professor “completo”, atuando-nos mais variados contextos da ação educativa. Nessa linha de orientação, Jesus (1991) salienta a importância do alargamento do leque de competências e de perspectivas do professor, proporcionando-lhe legibilidade, abertura ao imprevisto, deixando-o decidir como atuar, tendo em conta a especialidade das circunstâncias educativas e a sua própria personalidade. Desse modo, o docente poderá optar por desempenhos compatíveis com o seu sistema de valores pessoais, experiências como próprios, não tendo assim de se comparar com um perfil ideal ou óptimo, fonte de modelação endógena, de stress profissional e de inibição motivacional. A professora Maria José falar que um “bom” professor/formação (inicial/contínua), pode dizer que, hoje em dia, no contexto das nossas sociedades, caracterizadas por constantes e permanentes mutações mais quantitativas do que qualitativas, todo o professor tem necessidade de atualizar métodos, técnicas e conteúdos, bem como de efetuar um permanente auto avaliação, pois a simples prática do ensino não garante o seu melhoramento. O ensino está condenado ao retrocesso caso não seja acompanhado de um processo profissional, bem como se não houver uma evolução no que respeita à própria forma de como se ensina. A competência não é necessariamente proporcional aos anos de prática, nem o melhoramento do ensino se processa de forma automática. O professor é um profissional que domina a arte de ré encantar, de despertar nas pessoas a capacidade de engajar-se e mudar. Neste aspecto, entendem-se que a formação do professor é indispensável para a prática educativa, a qual se constitui os lócus de sua profissionalização cotidiana no cenário escolar. Desse modo, compreender a formação docente incide na reflexão fundamental de que ser professor é ser um profissional da educação que trabalha com pessoas. Neste sentido, o professor tem papel fundamental na formação geral do indivíduo, pois é ele quem está, no cotidiano, mais próximo dos alunos em uma escola. Por outro lado, caso o professor não compreenda a importância do seu trabalho para a coletividade e seja incapaz de perceber que sua tarefa educativa não se limita ao ensino da sua disciplina, ele não conseguirá contribuir para o desenvolvimento da educação democrática. A relação professor-aluno abrange todas as dimensões do processo ensino aprendizagem que se desenvolve em sala de aula, e muita vez é importante transpor os papeis formal da atividade docente, dando estrutura ao aprendizado, orientando e ajudando os alunos a estudar e aprender. Assumir-se como professor requer a clareza de ter metas e objetivos, saber sobre o que vai ensinar para quem se está ensinando e o como realizar. Integrar tudo traduz as diversas facetas do processo ensino-aprendizagem, e conjugar isso exige compromisso e responsabilidade com o aluno, avançando na compreensão da pessoa no processo de ensinar e aprender. Nesse sentido, não temos como desvincular o ensino aprendizagem da relação professor-aluno, sabendo que se influenciam reciprocamente, ou seja, um fator depende do outro para que se possa haver a verdadeira aprendizagem escolar. Tabela 6: Análise do planejamento do docente de Ciências e Biologia de um bimestre Nesta etapa, a dupla fará uma análise do planejamento de 01 (bimestre) do professor de Ciências e de Biologia. Durante a análise do planejamento será feito uma pesquisa das intenções educativas por meio dos conteúdos e dos objetivos educativos, ou das expectativas de aprendizagem. A dupla deverá tirar cópia do planejamento do bimestre e anexar no relatório final. PARECER CRÍTICO: O planejamento da prática cotidiana da professora é direcionado pelo calendário da secretaria de educação do Município de Paripiranga. O planejamento é feito por bimestre, onde as professoras, com a orientação da gestão da escola, se reúnem para organizar o conteúdo que será trabalhado em cada turma. Os planos são feitos diariamente e, de acordo com o que foi observado, são bem diferentes do que foi planejado inicialmente, pois são trabalhados de acordo com a realidade na sala de aula. É comum na escola de hoje ser desenvolvido um trabalho pedagógico com preocupação em preparar o aluno para as mudanças constantes no mundo em que vive prepará-lo para a tomada de atitudes e para o exercício consciente de seus direitos e deveres, mas principalmente instrumentalizá-lo para o aprendizado escolar, levando-o a perceber a importância desse aprendizado para sua vida cotidiana. Sendo assim, tem-se que ter claro o papel do professor em elaborar aulas com planejamento e criatividade, utilizando-se de recursos variados e contextualizando o conteúdo escolar com o cotidiano do vivenciado pelo aluno. Cabe ainda ao educador, instrumentalizar o aluno para que ele possa transformar a si, à sua realidade e as pessoas de seu entorno com seu conhecimento. Foi elaborado um cronograma de planejamento coletivo, onde no momento de planejar os professores possam contar com a presença do coordenador juntamente com o diretor para que juntos possam discutir os pontos negativos e positivos e propor sugestões de melhorias que venham sanar as dificuldades, pois esse momento prioriza a organização de um espaço coletivo para reflexões, troca de informações e tomadas de decisões na organização escolar. Nos momentos das reuniões pedagógicas que aconteciam a cada quinzena, eram discutidas questões relacionadas à aprendizagem dos alunos, o que de fato estava ocasionando problemas e análise do plano de aula para verificar se realmente estava atendendo a necessidade do discente. E ainda aconteceram momentos de estudos reflexivos com temas referentes à prática pedagógica do professor. Todas essas atividades fizeram parte do desenvolvimento das ações interventivas do projeto. A professora de Ciências que elaborou seu planejamento de acordo com a realidade local dos seus alunos. De outra forma, a professora é dotada de uma habilidade mais sutilizada de planejar. Os docentes aplicam as aulas de acordo com o planejamento, plano de aula que entregue na unidade escolar no começo do ano, no decorrer do tempo se houver algumas mudanças isto tudo e revisto em reuniões que é feita pela gestão da escola. O planejamento é um processo de sistematização e organização das ações do professor. É um instrumento da racionalização do trabalho pedagógico que articula a atividade escolar com os conteúdos do contexto social (LIBÂNEO, 1994). A professora efetua seu planejamento, conforme o conteúdo que vai trabalhar organizar e dirigir as situações de aprendizagem domina os saberes de uma lição à frente dos alunos e é capaz de encontrar o essencial sob múltiplas aparências, em contextos variados. A professora utilizou várias estratégias de ensino como seminários, aulas práticas, trabalhos, dinâmicas e outras várias competências educacionais atingindo os objetivos desejados. Todo planejamento deve retratar a prática pedagógica da escola e do professor. No entanto, a história da educação brasileira tem demonstradoque o planejamento educacional tem sido uma prática desvinculada da realidade social, marcada por uma ação mecânica, repetitiva e burocrática, contribuindo pouco para mudanças na qualidade da educação escolar. Logo, levando em consideração que fazem parte da aula as relações com o contexto social, o ato de organizá-la requer mais do que uma sequenciarão de etapas e ações; significa um momento de reflexão, decisão, comprometimento e criatividade. A organização da aula deve comprometer-se com o projeto pedagógico escolar e com a realidade dos sujeitos envolvidos na sua dinâmica (professores e alunos) (VEIGA, 2004). Deste modo, os professores podem obviamente optar por uma prática educativa que incentive pouco ou muito a utilização dos conteúdos procedimentais, sendo estes com maior ou menor complexidade, com maior ou menor número de ações, com poucas ou com muitas variações. Objetivos educacionais orientam a tomada de decisão no planejamento, porque são proposições que expressam com clareza e objetividade a aprendizagem que se espera do aluno. É os objetivos que norteiam a seleção e organização dos conteúdos, a escolha dos procedimentos metodológicos e definem o que avaliar. Os objetivos são finalidades que pretendemos alcançar. Retratam os valores e os ideais educacionais, a aprendizagem dos conteúdos das ciências, as expectativas e necessidades de um grupo social. Para articularmos os valores gerais da educação (concepção de educação) com as aprendizagens dos conteúdos programáticos e as atividades que o professor pretende desenvolver na sua aula, devemos elaborar os objetivos gerais e os específicos. O objetivo geral expressa propósitos mais amplos acerca da função da educação, da escola, do ensino, considerando as exigências sociais, do desenvolvimento da personalidade ou do desenvolvimento profissional dos alunos. Assim, planificar intenções de ensino que apontem também estes conteúdos depende, na maioria das vezes, da maneira os professores avaliam ou interpretam os resultados, que influências eles exercem na aprendizagem dos alunos e quais dificuldades são enfrentadas ao ensiná-los Nessa direção os professores analisam o progresso dos alunos para identificar o que eles aprenderam e o que ainda não, para que venham a aprender e para que reorganizem o trabalho pedagógico. Desta forma, os conteúdos de ensino junto com a metodologia são responsáveis pela produção e elaboração das aprendizagens e dos saberes na escola. Libâneo (1994) acrescenta que escolher os conteúdos de ensino não é tarefa fácil; por isso, quanto mais planejado, ordenado e esquematizado estiver mais os alunos entenderão a sua importância social; porém, a seleção e a organização dos conteúdos não se confundem com uma mera listagem. Cabe ao professor selecionar e organizar o conteúdo devidamente planejado para atender às necessidades dos seus alunos. Conteúdos de ensino bem selecionados devem atender aos critérios de validade, flexibilidade, significação, possibilidade de elaboração pessoal; sem esses critérios, o professor corre o risco de escolher conteúdos sem relevância para seus alunos. De acordo com Luckesi (1999), o professor é o adulto da relação pedagógica, desta forma, cabe a ele orientar o processo, acolher seu aluno na forma como ele se apresenta, sustentar sua aprendizagem e confrontá-lo para que seja instigado a continuar o processo de aprendizado. O plano é um documento onde se registram por escrito, segundo um determinado roteiro, as decisões tomadas no processo de planejamento. Segundo Libâneo (1994), o plano é um guia de orientações, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de realização do trabalho docente. Como a sua função é orientar a prática, ele não pode ser um documento rígido e complexo, pois uma das características do processo de ensino é estar em constante movimento, sofrendo modificações cotidianamente. Os planos podem ser de curso, de unidade ou de aula. Na visão de Vasconcellos (2000), o ato de planejar e a metodologia aplicada na realização da atividade contribuem com a mudança de atitude do ser humano de forma que esta articulação inclui dentro do contexto social um indivíduo crítico e construtor do meio em que vive. Que toda ação tem uma finalidade, a concretização requer a reflexão, um roteiro que direciona para o necessário, é relevante que se estabeleça estratégias viáveis que atenda as peculiaridades das ações. Pode ser compreendido o planejamento como o processo, contínuo e dinâmico, de reflexão, tomada de decisão, colocação em prática e acompanhamento, o qual direciona a prática, tem uma relação intrínseca com ela (VASCONCELLOS, 2000). O planejamento na sua concepção mais ampla, sempre abrange uma gama de ideias, o que, por si só não constitui a fórmula mágica que soluciona ou muda a problemática a ser resolvida. Assim, nunca devemos pensar num planejamento pronto, imutável e definitivo, mas antes acreditar que ele representa uma primeira aproximação de medidas adequadas a uma determinada realidade escolar, tornando-se através de sucessivos replanejamentos, cada vez mais apropriado para enfrentar a problemática desta realidade. Sendo assim, planejar pode ser obra de um individuo, de um grupo ou mesmo de uma coletividade social bem mais ampla, com no caso do planejamento participativo dentro de uma rede de ensino. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 9394/96 (LDB), o professor tem como incumbência não só ministrar os dias letivos e horas aulas estabelecidas, mas também participar de forma integral dos períodos dedicados ao planejamento, além de participar, também, da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino a qual ele pertença. O ato de planejar é de fundamental importância na vida de todo ser humano, principalmente quando esse planejar influencia num bom desempenho de crescimento intelectual, como é o caso planejar a educação. Esse tipo de atitude favorece a organização das ações pedagógicas bem como estabelece uma metodologia de sequencia lógica, que influi nos futuros resultados de ensino aprendizagem no quis professores e alunos estão submetidos dentro do espaço da sala de aula. O planejamento proporciona ao professor uma linha de raciocínio, que o direciona em suas ações, sendo que a ação docente vai ganhando eficácia na medida em que o professor vai acumulando e enriquecendo experiências ao lidar com situações concretas de ensino, pois na concepção de Libâneo (1994, p. 250) “O professor serve, de um lado dos conhecimentos do processo didático e das metodologias especificas da matéria e, de outro, da sua própria experiência prática”. O docente, a cada nova experiência vais assim criando sua didática, e com isso, enriquecendo sua prática profissional e, também, ganhando mais segurança, sendo que agindo dessa forma, o professor acaba usando o seu planejamento como fonte de oportunidade de reflexão e avaliação da sua prática. É importante lembrar que o professor precisa está preparado, também, para os momentos em que o seu planejamento necessite ser modificado sem que com isso o planejamento perca sua essência, observando também que planejar não significa alienar se da realidade dando assim autonomia para que o mesmo adapte o seu planejamento a cada realidade de sala de aula. Mas para que isso aconteça realmente, o professor necessita, cada vez mais, compreender que o planejamento é uma prática que procura ajudar a sanar problemas de organização de conteúdos e que ele, por si próprio, não é a solução absoluta de todos os em outro aspecto a avaliação também deve subsidiar o juízo sobre a prática docente, servindo como apoio à tomada de decisão e intervenção na prática. Isso também significa que o processo avaliativo deve funcionar como auto avaliação para o professor, no sentido de juízo e tomada de decisão como já foi exposto. Mas, também para o aluno de forma que, por meio da avaliação, deve analisar seu próprio desempenho, reorientar o processo de aprendizagem e partilhar suas dificuldades e sucessos com o professore os outros alunos (VEIGA, 2004). O ato de aprender acontece quando o indivíduo atualiza seus esquemas de conhecimento, quando os compara com o que é novo, quando estabelece relações entre o que está aprendendo com o que já sabe. E, isso exige que o professor proponha atividades que instiguem a curiosidade, o questionamento e a reflexão frente aos conteúdos. Além disso, ao propiciar essas condições, ele exerce um papel ativo de mediador no processo de aprendizagem do aluno, intervindo pedagogicamente na construção que o mesmo realiza. Diante disso é notório que ainda existem alguns professores que têm muitas dificuldades em desenvolver no seu planejamento metodologias inovadoras que possibilitem na prática a promoção do sucesso em suas ações, e consequentemente a melhoria na aprendizagem. Desta forma, acredito que o mais importante para o educador, é sensibilizar o olhar para observar de forma receptiva e aberta os seus alunos, buscando suas dificuldades e especificidades subjetivas, para dessa forma, colher informações que possam auxiliar na construção de atividades que busque o avanço de cada aluno. Para a professora o planejamento tem função primordial em todos os momentos em nossa vida, no contexto educacional também é importante este procedimento, para que haja o sucesso no processo de ensino- aprendizagem. Toda a comunidade escolar necessita interagir-se visando resultados positivos no ensino-aprendizagem do aluno, sendo que um aliado importante nessa integração é o planejamento, pois é através dele que prevemos ações docentes voltadas para a problemática social, econômica, politica e cultural que envolve toda a escola e, por consequência dessa integração, conseguimos alcançar resultados positivos quanto á educação do corpo discente. A professora escolhe a sua forma de trabalhar os conteúdos em sala de aula, a melhor maneira de transmitir aos seus alunos os conteúdos que eles devem assimilar, podendo, inclusive, escolher ferramentas não adequadas para aquela determinada sala, ou situação. Por sua vez, além de cumprir as exigências requeridas pelos planos e programas oficiais, o professor deve reavaliar o plano, por ele elaborado, mediante os objetivos de ensino na realidade em que trabalha. Mesmo porque, todo plano de ensino prevê conteúdos que devem ser transmitidos ao aluno para que ele possa assimilá-los e transformá-los em instrumentos teóricos e práticos para a sua vida (LIBÂNEO, 1994). Como sabemos a prática pedagógica e o planejamento escolar são ferramentas primordiais no processo ensino e aprendizagem, uma vez sendo bem planejadas favorecem melhorias na qualidade do ensino. Partindo do principio de que o professor deve ensinar os conteúdos e também formar o aluno para que ele se torne atuante na sociedade, ele deve organizar seu plano de aula de modo que o aluno possa perceber a importância do que está sendo ensinado, seja num contexto histórico, para o seu dia a dia ou para seu futuro. Segundo a professora de Ciências o entendimento mostra uma visão de planejamento mais compatível com uma visão crítica e transformadora da sociedade em que se encontra em contraponto com a tendência tecnicista. No entanto, falar em “transmissão de conteúdo” em uma abordagem reflexiva é de certa maneira contraditório porque, quando tratamos de uma prática crítica, reflexiva não é possível falar em “transmissão”, uma vez que isso não possibilita qualquer reflexão. Falar de transmissão de conteúdos, ao mesmo tempo em que se fala de uma abordagem. De acordo com a professora os planos de ensino e como meios para dinamizar a educação e o ensino, numa realidade concreta, através do processo de ensino. Nos planos de ensino são especificados os objetivos, os conteúdos, os recursos, os procedimentos e o processo de avaliação. Já o plano curricular é mais amplo e se relaciona com a tomada de decisões, é um instrumento que orienta a educação, como processo dinâmico que integra todos os elementos, visando atingir os objetivos propostos. O plano de curso é elaborado quando da implantação do curso, assim os professores não participam de sua elaboração. Este plano é a organização de uma série de conteúdos que são ensinados e desenvolvidos na escola durante a realização do curso. O plano de disciplina, por sua vez é uma decorrência lógica do plano de curso e do plano curricular. Este plano apresenta objetivos mais específicos relacionados à disciplina ou aos conteúdos. Crítica e reflexiva mostra um resquício do tecnicismo ainda presente nas tórias educacionais. Ao professor, cabe ajudar os alunos a alcançar os objetivos que eles têm formulado para a sua vida, enquanto seres humanos e é para esta direção que o Planejamento Participativo dentro do ambiente escolar deve apontar. A participação responsável de cada aluno torna possível a concretização deste planejamento no dia-a-dia escolar. E para que essa participação aconteça, é preciso uma metodologia adequada para conduzir aos objetivos desejados e isso implica correrem alguns riscos e conflitos dentro do processo participativo. O indivíduo está em constante planejamento. Conhecer o aluno, a realidade em que ele vive a linguagem por ele usada no seu meio, às condições de vida e de trabalho é essencial para o professor. É muito importante que o professor esteja disponível para aprender com a realidade, saber do aluno sobre sua vida cotidiana e fazer com que ele confronte seus conhecimentos já adquiridos com a informação transmitida pelos conteúdos escolares (LIBÂNEO, 1994). O planejamento da escola e do ensino depende das condições escolares prévias dos alunos (LIBÂNEO, 1994, p. 229), as quais, afirma o autor, o professor deve buscar conhece-las antes de introduzir matéria nova. Ao fazer o plano de ensino, o professor deve levar em conta a base anterior de seus alunos, proporcionar-lhes condições, incentivos e conteúdos capazes de fazer com que eles se concentrem e se dediquem ao trabalho. Cada professor tem uma idéia diferente sobre planejamento. Alguns dizem que ele é necessário para desenvolver seu ensino com segurança. O fato é que cada um tem sua maneira própria de elaborar e de desenvolver seu planejamento. Uns elaboram o planejamento completo, com todos os seus elementos, outros escrevem tópicos, anotando somente o que vai executar na sala de aula. Quanto aos objetivos, alguns professores acreditam que devem ser claros e coletivos, outros preferem conhecer seus alunos, sua história, suas perspectivas, para depois delinear os objetivos da disciplina. Para eles, avaliar os alunos é extremamente necessário. A objetividade é fundamental em um plano que deve corresponder à realidade onde vai ser aplicado. Por isso, conhecer a realidade escolar e humana em que está atuando é importante. É conhecendo as limitações da realidade que se torna possível tomar decisões que permitem superar as condições existentes (LIBÂNEO, 1994). Em um plano, a coerência entre os objetivos gerais, específicos, conteúdos, métodos e avaliação tem de ser levada em consideração. É necessário que haja coerência entre idéia e prática e ligação lógica entre os componentes do plano. Além da coerência, o plano deve ter flexibilidade. Como o professor está sempre organizando e reorganizando o seu trabalho, o plano está sempre sujeito a alterações, pois a realidade está sempre em movimento (LIBÂNEO, 1994). Segundo Karling (1991), o ato de planejar qualquer ação consiste em pensar no que se espera fazer, prevendo uma ação futura, em imaginar os passos que serão dados para realizar determinada ação. Planejar é prever o que de fato se pretende fazer e como fazer, escolhendo o modo mais adequado para se realizar alguma atividade, tendo em vista alcançar o objetivo proposto. Durante todo o tempo em que estão na sala de aula, o professor deve ficar atento ao aluno e avaliar o seu processo mental. Através da avaliação final, o professor tem a oportunidade de verificar o nível de assimilação conseguido pelos seus alunos e quais capacidades cognitivas foram desenvolvidas ao longo do processode ensino. O planejamento faz parte da vida humana, sem ele, ficamos sem direção e sem saber como agir. Através do planejamento, analisamos e refletimos sobre a nossa realidade e prevemos alternativas de ação para superarmos as dificuldades ou alcançar os objetivos propostos. Assim como cada pessoa, em seu dia a dia, necessita de planejamento, no âmbito escolar não é diferente. É necessário planejar sempre para não correr o risco de cair no improviso. Através do planejamento, o professor sabe como direcionar sua atividade em sala de aula. Um professor de Ciências e Biologia elaboram, organiza e revela seu discurso e sua prática, num contexto escolar e social específicos, de acordo com seus saberes profissionais, intenções, opções, pressupostos teóricos e crenças, implícitos ou explícitos, que se revelam na elaboração e no desenvolvimento de seu planejamento, na definição de seus objetivos, na seleção e organização dos conteúdos, na escolha dos métodos, técnicas e recursos para o ensino, em seus procedimentos e instrumentos de avaliação e na sua relação com os alunos. Portanto, a professora apresenta segurança de sua autoridade e do conteúdo de sua disciplina desperta segurança também na aprendizagem dos alunos, proporcionando a eles alternativas que prendam a atenção no momento em que estão aprendendo, mesmo porque, com a busca de alternativas variadas é possível criar novas formas de ensinar e de aprender. O ato de aprender acontece quando o indivíduo atualiza seus esquemas de conhecimento, quando os compara com o que é novo, quando estabelece relações entre o que está aprendendo com o que já sabe. E, isso exige que o professor proponha atividades que instiguem a curiosidade, o questionamento e a reflexão frente aos conteúdos. Além disso, ao propiciar essas condições, ele exerce um papel ativo de mediador no processo de aprendizagem do aluno, intervindo pedagogicamente na construção que o mesmo realiza. Foi possível ainda perceber que o planejamento da professora é realmente importante na prática pedagógica do professor como organizador e norteador do seu trabalho. É o plano de aula que dá ao professor a dimensão da importância de sua aula e os objetivos a que ela se destina, bem como o tipo de cidadão que pretende formar. Por esta razão, pensar que a experiência de anos de docência é suficiente para a realização de um bom trabalho é um dos principais motivos que levam um professor a não obter sucesso em suas aulas e a não reconhecer o valor de um planejamento escolar. Assim, acredito que o planejamento da professora de Ciências deve ser um momento que possibilite encontrar soluções para obter avanços no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social, por isso deve ser uma atividade contínua, onde a professora não somente escolha os conteúdos a serem passados na sala de aula, mais como um acompanhamento individual, que deve ser feito através do registro. Em suma, o planejamento precisa ser considerado como um instrumento de orientação da prática docente e não ser utilizado apenas para nortear os conteúdos programáticos do currículo educacional. Assim, eles poderão refletir sobre suas próprias concepções, suas intenções, sobre as teorias, sobre a realidade aparente e não aparente, sobre as determinações históricas de seu pensamento e de sua ação e construir a coerência possível e necessária entre o discurso e a prática, constituindo-se como professores autônomos e críticos que contribuirão, efetivamente, para que os objetivos mais amplos da educação escolar e do ensino de Ciências e Biologia sejam atingidos. Tabela 7. Preparação do planejamento didático CENTRO UNIVERSITÁRIO - UniAGES Curso: Licenciatura em Ciências Biológicas Disciplina: Estágio Supervisionado 4 Docente responsável: Prof. Fábio Alexandre Ferreira Gusmão Discente: Manoel Rodrigo Alves Dos Santos Matricula: Turma: A Ano: 2017 Justificativa Aulas Tema Objetivos gerais Objetivos específicos Conteúdos Desenvolvimento metodológico (Tarefas de aprendizagem) Material e equipamento necessário Tempo estimado Avaliação Teóricas Classificação dos seres vivos Compreender a importância dos nomes científicos, como é escrito e por que é escrito dessa forma e como os organismos são classificados e conhecer as categorias taxonômicas. Reconhecer a diversidade de seres vivos que temos em nosso planeta. Identificar as diferenças e semelhanças existentes entre os seres vivos, enumerar critérios para a classificação nos diferentes reinos. Sistema de Lineu Categorias taxonômicas Nomenclatura Cientifica Cincos reinos Pergunte para a classe o que eles sabem o que é classificação dos seres e como classificar, provavelmente, será mencionado que é uma divisão de seres vivos de acordo com suas estrutura e características. Em seguida mande lei o capitulo do livro em voz alta sobre os seres vivos e sua classificação. Livro Didático Lousa Sala de informáticas 3 aulas de 50 minutos Através da participação dos alunos e sua interação em sala de aula. Resolução do exercício. Práticas Classificação dos seres vivos Compreender como se classificar os seres vivos de acordo com suas características. Compreender o Sistema de Classificação proposto por Lineu; Diferenciar as categorias taxonômicas de maior e menor abrangência; Propor formas de se classificar os seres vivos através de modelos práticos; Analisar aspectos anatômicos na classificação dos seres vivos. Sistema de Lineu Categorias taxonômicas Nomenclatura Cientifica Cincos reinos Cada grupo receberá certo número de botões variados. O grupo escolherá a melhor maneira de separar os botões, analisando todas as características possíveis; Anotar os critérios escolhidos para a classificação dos botões. De posse dos exemplares, cada grupo deverá classifica-los de três formas diferentes, utilizando algum critério criado pelo grupo. Botão de costura varia cores Livro didático 3 aulas de 50 minutos Para avaliar aula prática pelos alunos, solicite que cada um respondesse as questões no quadro e me entrega-se. Projeto coletivo Projeto ações sustentáveis: pensando na natureza como nossa casa. Proporcionar o conhecimento e a sensibilização dos alunos da educação básica acerca dos temas que envolvam meio ambientes e cidadania, desenvolvendo a construção de atitudes que preserve e ocorra desenvolvimento sustentável. Despertar nos discentes valores e ideias de preservação da natureza e senso de responsabilidade para com as gerações futuras; Sensibilizar de através de uma feira de Ciências sobre o uso sustentável dos recursos naturais através de suas próprias ações; Estimular para que perceba a importância do homem na transformação do meio em que vive e o que as interferências negativas têm causado à natureza. Filme Ficção Cientifica Sociedade Evolução Tecnologia Sexualidade O método abrange tanto os aspectos teóricos como também os aspectos direcionados a coleta de dados e análise de informações. Através da metodologia utilizada pode-se conhecer uma determinada realidade, identificando a forma pela qual levam a alcançar os objetivos. Dessa forma, o presente projeto, será realizado na escola Reunido Professor Francisco de Paula Abreu, escola municipal da cidade de Paripiranga-Ba, com todas as turmas da escola. Serão realizados com o corpo docente da escola, professores de ciência juntamente com os estagiários, onde será discutido sobre a proposta do projeto, que é a orientação dos alunos na construção da Feira de Ciências.Cartolina Livro didático Caneta Lápis de cor Tintas Papel coloridos Trent Isopor Fotos Televisão Notebook Data show Musicas 10 aulas Avaliação será feita através do conhecimento dos alunos com que eles aprenderam na feira de ciências. Projeto individual Promotheus Analisar a relação do filme com a disciplina de ciência e biologia; Compreender a relação do filme com o cotidiano dos alunos. Compreender os aspectos do filme; Relacionar o filme com a disciplina e o cotidiano do aluno; Identificar os diferentes comportamentos, apreciação de diferentes linguagens. Ciências Evolução Genética Informática Sociedade Educação O filme será aplicado nas turmas do 7° ano do ensino fundamental da disciplina de ciências. No intuito que os alunos aprender a perceber os diferentes comportamentos, apreciação de diferentes linguagens, valorização da cultura como instrumento de cidadania, respeito. Televisão Sala de informática Filme. 3 aulas. Fazer perguntar sobre o filme “A viagem” Quais cenas provocaram manifestações positivas ou negativas em você? Por quê? Identificou a mensagem ou mensagens do filme? Descreva-a. Depois discutir o filme. Referências bibliográficas Tempos de Ciências 7°/ Organizado Editora do Brasil; obra coletiva desenvolvida pela Editora do Brasil; editores responsáveis Eduardo Passos, Angela Silos. – 2. Ed. – São Paulo: Editora do Brasil, 2015. Tabela 8. Projeto Coletivo Caracterização do perfil do público a que se destina o projeto: Alunos do primeiro segundo e terceiro ano do ensino médio. Tema: Educação alimentar; Título do projeto: Feira de ciências INTRODUÇÃO A partir das temáticas que serão trabalhadas na feira de Ciências envolvendo a diversidade de conhecimentos a serem repassados de forma que os discentes e toda a equipe escolar adquiram conhecimentos de forma clara. Logo as temáticas poderão ser desenvolvidas não só no ensino de ciências, mas de modo interdisciplinar. Assim os objetivos que aqui irão nortear toda a abordagem da feira de Ciências. Para que a feira de Ciências ocorra no espaço escolar é de fundamental importância que toda a equipe escolar seja informada para que a organização do espaço seja organizada. Os mediadores do projeto irão nortear como será todo o projeto, enfatizando os objetivos que contribuem para o conhecimento dos alunos. Ao longo do desenvolvimento do projeto serão tratados sobre a educação sexual, pluralidade cultural, educação alimentar e educação para o consumo sustentável. O publico destinado serão os alunos do primeiro segundo e terceiro ano do ensino médio. A feira de Ciências são oficinas criativas em que os alunos vão despertar as curiosidades. Serão organizados em etapas em que presentar as divisões dos temas que cada turma fique responsável, onde cada aluno devera pesquisar e trazer possíveis atividades/oficinas de cada tema os quais serão apresentados na feira de ciências. O projeto coletivo no âmbito escolar consiste na integração das atividades do corpo docente, direção e equipe pedagógica tendo por objetivo a aprendizagem do educando. As ações docentes necessitam ter por meta uma educação, que contribua para a formação do aluno cidadão conscientes de seu papel. Assim, o projeto coletivo faz planejamento educacional é de extrema importância conforme observa Gadotti (2004). Planejar a educação é ação de extrema relevância para melhor organização do trabalho na escola, cuja existência só pode ser legitimada pela consecução, com eficiência, eficácia e qualidade, dos fins para os quais ela foi criada e é mantida pela sociedade. Observe-se que não é possível dissociar a ideia de planejamento educacional e escolar da necessidade de se desenvolver, através de discussões e deliberações coletivas, um projeto-pedagógico da unidade escolar. (GADOTTI, 2004) Segundo Rosa (1995), o objetivo de uma feira de Ciências deveria ser o de demonstrar à comunidade onde a escola se insere o trabalho de investigação executado pelos alunos ao longo de um determinado período de tempo. O autor menciona ainda que para realizar um bom trabalho é preciso ter organização e menciona as principais características dos trabalhos a serem mostrados: 1 - Adequação dos trabalhos ao currículo: O trabalho a ser mostrado na feira deve refletir o tipo de assunto estudado em sala de aula. 2 - Regularidade: A atividade experimental regular, incorporada ao ensino de uma forma dinâmica, é condição imprescindível para uma atividade eficaz em feiras de ciências. 3 - Pesquisa: O trabalho apresentado deve ser um trabalho de pesquisa em ciências. Deve-se pesquisar a bibliografia para saber qual o estado da arte naquele momento ou para descobrir informações relevantes ao trabalho de investigação. 4 - Relevância: A pesquisa realizada deve ser relevante para a comunidade local, pois um trabalho que vai ser desenvolvido ao longo dos meses pelos alunos, deve ter algum tipo de apelo a eles e para a comunidade onde a escola está inserida. 5 - Cotidiano: A feira de ciências deve fazer parte do cotidiano da escola sendo uma atividade prevista no calendário escolar desde o início do ano. 6 - Envolvimento: É importante que a comunidade se envolva com os projetos de pesquisa. 7 - Realidade: Os problemas de pesquisa devem ser escolhidos no dia-a-dia da comunidade de onde os alunos são retirados, partindo de suas vivências e respeitando os seus níveis etários. 8 - Competição: O conceito de competição em feiras é indiscutível, porém o que deve ser salientado para os alunos e professores é que o conhecimento adquirido é o verdadeiro ganho (ROSA, 1995, p.225-226). A participação em Feiras de Ciências é, portanto, a culminação de um processo de estudo, investigação e produção que tem por objetivo a educação científica dos estudantes. A comunicação das produções científicas para o público visitante, por sua vez, contribui para a divulgação da ciência e para que os alunos demonstrem sua criatividade, seu raciocínio lógico, sua capacidade de pesquisa e seus conhecimentos científicos (MORAES, 1986). Convém ressaltar, no entanto, que é importante que as Feiras sejam a culminação de um trabalho escolar e não a realização de uma atividade extemporânea, realizada apenas para que um evento dessa natureza aconteça na escola (GONÇALVES, 2008). 4.1. JUSTIFICATIVA A escolha da feira de Ciências surgiu pela possibilidade de abordar diversos temas em um único evento, o mesmo possibilita os discentes a obter e aperfeiçoar conhecimentos sobre os temas: Educação alimentar; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Pluralidade Cultural. Sabe-se que nas escolas tais temas não são tão trabalhados a fundo como deveriam ou muitas vezes passam despercebidos ara discente e docente. Com o projeto os alunos irão trabalhar de forma pratica tais temas fazendo relação com seu cotidiano. A feira de ciências vai proporcionar para os alunos uma atividade de investigação e conhecimento, diante disso discutem suas descobertas e resultados, podendo também colocá-lo a disposição da comunidade. Isso possibilita aos alunos expositores oportunidades de crescimento científico, cultural e social. Cabem ressaltar a importância dos professores não se apegarem somente aos livros didáticos e as salas de aulas como única estratégia de ensino, desprezando assim esses ambientes não formais de ensino que apresentam um grande potencial para uma aprendizagem efetiva, pois a associação entre teoria e prática que ocorre nesses locais contribui para o processo de ensino aprendizagem dos conteúdos científicos. Por isso é de grande relevância que os professores de Ciências e Biologia proporcionem uma didática diferenciada para que seja de grande contribuição para a formação dos alunos. A contribuiçãodo professor para realizar projeto feira de Ciências, proporciona estimular a criatividade dos alunos, o dialogo a reflexão, envolvendo temáticas de maneira transversal e interdisciplinar para que o projeto coletivo na escola contribua para novas propostas educacionais. Diante disso espera-se que a proposta de feira de Ciências na escola possa contribuir para a formação dos discentes para serem atuantes críticos e reflexivos em sociedade. OBJETIVOS Objetivo geral Obter conhecimento por parte dos alunos através de uma feira de ciências sobre os temas: Educação alimentar; Educação sexual; Educação para o consumo sustentável; Pluralidade Cultural. Objetivos específicos Elaborar uma feira de ciências que englobe outras disciplinas além da biologia Realizar oficinas que abordem: Educação alimentar; Adquiri conhecimento por parte dos alunos sobre os temas propostos DESENVOLVIMENTO Feiras de Ciências Quando se pensa na proposta da utilização de uma feira de ciências o maior propósito é de incentivar a criatividade e a reflexão dos estudantes por meio da criação, desenvolvimento e apresentação de projetos científicos e tecnológicos em diversas áreas do conhecimento. Além disso, assume um importante papel social incentivando a própria cultura à investigação, o desenvolvimento de competências como liderança e trabalho em equipe; a inovação e o empreendedorismo na região. A realização da feira e outros eventos de ciência apontam mudanças benéficas nos alunos e professores que se evidenciam durante e a partir dos processos de investigação provocados por estas feiras (MACHADO, 2014). As Feiras de Ciências se constituem palco para um trabalho baseado no ensino por projetos, e por ser um evento institucional, implica a mobilização de muitas pessoas da comunidade escolar e de outros espaços para sua realização. Como qualquer outra atividade de ensino-aprendizagem que envolve criatividade e investigação na busca de soluções para uma situação problematizadora, a realização de uma Feira Científico-cultural requer um pré-projeto, visto que um evento dessa natureza depende de uma série de medidas e providências que devem ser pré-programadas. O objetivo de uma feira de Ciências deveria ser o de demonstrar à comunidade onde a escola se insere o trabalho de investigação executado pelos alunos ao longo de um determinado período de tempo (PEREIRA, 2000). Segundo Pereira (2000), as Feiras de Ciências têm como objetivos propiciar um conjunto de situações de experiências que possibilitem incentivar a atividade científica, favorecimento da realização de ações interdisciplinares, estimularem o planejamento e execução de projetos, estimular o aluno na busca e elaboração de conclusões a partir de resultados obtidos por experimentação, desenvolver a capacidade do aluno na elaboração de critérios para compreensão de fenômenos ou fatos, pertinentes a qualquer tipo, quer cotidiano, empírico ou científico, proporcionar aos alunos expositores uma experiência significativa no campo sócio científico de difusão de conhecimentos, integração da escola com a comunidade. É importante que os trabalhos realizados para a feira de Ciências não sejam desenvolvidos exclusivamente para a apresentação na Feira de Ciências, mas que haja uma intencionalidade didática na ação e que, a Feira de Ciências seja um momento de apresentação do trabalho e troca de conhecimento. Na visão de Lima (2004), as Feiras de Ciências ou Feiras de Conhecimento, ou Feiras de Ciência e Cultura ou Mostra de Ciências se apresentam como um convite para abrir todas as janelas: da curiosidade e interesse do aluno, da criatividade e mobilização do professor, da vida e do sentido social da escola. As Feiras de Ciências se constituem palco para um trabalho baseado no ensino por projetos. Como qualquer outra atividade de ensino-aprendizagem que envolve criatividade e investigação na busca de soluções para a realização de uma Feira Científico-cultural requer um pré-projeto, visto que um evento dessa natureza depende de uma série de medidas e providências que devem ser pré-programado. O ensino por projetos implica um olhar diferente do docente em relação ao aluno, sobre seu próprio trabalho e sobre o rendimento escolar. Para Barcelos (2001), o ensino por projetos envolve planejar, desenvolver e avaliar a(s) atividade(s), condições essas que podem ser estruturadas. 6.2 Educações alimentar A construção de um trabalho que contribua para hábitos alimentares saudáveis é primordial. Nesse sentido, o ambiente familiar e a escola são lugares privilegiados para que práticas de educação alimentar sejam realizadas. Uma prática de educação alimentar é adequada quando contribui para a construção de seres humanos saudáveis, conscientes de seus direitos e deveres e de sua responsabilidade para com o meio ambiente e com a qualidade de vida de seus descendentes. Sendo que o garante uma alimentação saudável são as escolhas certas de alimentos, que possam garantir uma variedade de nutrientes para manutenção da saúde. Para isso, é preciso que, além da família, a escola contribua para que as crianças se conscientizem sobre o que é uma alimentação saudável, através da orientação e exemplos de condutas alimentares, já que as crianças têm como modelo de comportamento alimentar os adultos, principalmente pais e professores. Portanto, a educação alimentar é um tema que deve ser bastante abordado na família e nas escolas. Um dos fatores que pode colaborar para a conquista de uma alimentação de qualidade é a Educação Alimentar, que está associada a práticas educativas que contribuam para a formação de condutas alimentares satisfatórias, evitando o aparecimento de doenças como a desnutrição, a obesidade e suas consequências, favorecendo uma melhor qualidade de vida. Na escola deve ser realizado um trabalho de prevenção, já que ao longo dos anos o consumo de alimentos naturais vem diminuindo entre as crianças, enquanto cresce a preferência por alimentos industrializados. É importante ressaltar que os hábitos alimentares no Brasil vêm se modificando ao longo dos anos, devido ao elevado consumo de alimentos de origem animal, de açúcares e farinhas refinadas, baixo consumo de cereais integrais e fibras, associados à diminuição da atividade física. Isto está favorecendo o aumento da prevalência da obesidade em crianças e adultos (CAROBA, 2002). Saúde é um direito universal e a educação para a saúde deve fazer parte do dia-a-dia da escola, de forma contextualizada e sistemática, para que possa haver formação de hábitos alimentares e contribuir para que os alunos tenham uma vida mais saudável (BOOG, 1997). Ao longo dos anos a família brasileira tem passado por grandes transformações e a falta de tempo tem substituído o alimento in natura pelos alimentos industrializados que na maioria das vezes tem um alto valor energético. Marinardi (2005) ressalta essas transformações quando diz: Hoje, mesmo as famílias que têm condições financeiras razoáveis, nem sempre têm conhecimento suficientes ou tempo para dar orientação alimentar aos filhos. É comum prenderem se a aspectos quantitativos dos alimentos, sem analisar, entretanto, a sua qualidade. Por outro lado, pode ocorrer o contrário: estar preocupados com a qualidade dos alimentos, esquecendo-se dos aspectos quantitativos, ingerindo-os em excesso. Faltam-lhes informações sobre o quê, quando e quanto é melhor ingerir, tem havido uso indevido de certos alimentos em detrimento de outros. Marietto (2005) diz que é reconhecida a preferência por salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados entre outros, por parte das crianças. Esses alimentos não são proibidos, mas é preciso que entendam que o seu excesso poderá trazer prejuízos a saúde e que estes alimentos não substituem as refeições. Para que realmente a criança reflita sobre sua alimentação é necessário mostrar a importância dos nutrientes para manter-se saudável, ou seja, a importante relação entre alimentação-nutrição e saúde. A importância de escolher alimentosque contemplem os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, fazendo a relação da variedade de alimentos com os diferentes nutrientes presentes neles. Através da prática da construção da pirâmide, tiveram a oportunidade de promover a construção da pirâmide, constatou-se a importância de desenvolverem um pensamento reflexivo, utilizando outros enfoques, mas sempre resgatando uma alimentação saudável para que se tenha uma qualidade de vida cada vez melhor. MÉTODO 1º Etapa: Propor aos docentes e discentes os temas que serão trabalhados, e divisão de temas e turmas. 2º Etapa: Apresentar as divisões dos temas que cada turma ficará responsável, onde cada aluno devera pesquisar e trazer possíveis atividades/oficinas de cada tema os quais serão apresentados na feira de ciências. 3º Etapa: Escolha das oficinas e apresentações que serão feitas na feira de ciências. 4º Etapa: Em horário oposto iniciar as orientações e ensaios para a feira de ciências onde esses serão de 3 turnos equivalente a 4 horas. 5º Etapa: Demonstração das oficinas/apresentações para os professores envolvidos. 6ª Etapa: Execução da feira de ciências aberta ao público e toda a escola. RESULTADOS E DISCUSSÃO. Pelos resultados obtidos, é possível perceber que a Feira de Ciências demonstra interesse pela maioria dos alunos. De acordo com as observações perceber que os alunos gostaram de participar desse projeto. Também foi possível perceber que as equipes participantes interagiram durante o evento, e eles demonstraram estar interessados e questionadores, pois através das atividades solicitada e expostas despertou a criatividade dos participantes, além de estimular a troca de conhecimento. O projeto desenvolvido permitiu que os alunos percebessem a importância de aprender educação alimentar de varias forma. Portanto, a feira de Ciências é uma alternativa importante para proporcionar a estudantes e professores a busca de novos conhecimentos e para a difusão do conhecimento científico. CONSIDERAÇÕES FINAIS. A realização da Feira das Ciências foi à concretização do empenho de todos da escola, principalmente dos alunos, que superaram as dificuldades e encontraram soluções. Houve colaboração e interação de todos. Professores e alunos desfrutam do sabor da técnica de projeto Feira de Ciências, um modelo que atente a atual necessidade de mudança quanto ao ensino de Ciências. A Feira das Ciências propiciou para alunos e professores a possibilidade de interagirem; de praticarem a dialética entre os agentes do processo ensino aprendizagem que, normalmente, fica tão distante da sala de aula. Professores e alunos uniram-se como parceiros na construção de novas práticas e, juntos, conseguiram construir novos conhecimentos na prática da interação com os outros e com os assuntos desenvolvidos. Referências bibliográficas BARCELOS, N. N. S. A prática e os saberes docentes na voz de professores do Ensino Fundamental na travessia das reformas educacionais. 2001. 143f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001. GADOTTI, M. et al. Autonomia da Escola princípios e propostas, 6ª ed. Cortez Editora, 2004. GONÇALVES, T. V. O. Feiras de ciências e formação de professores. In: PAVÃO, A. C.; FREITAS, D. Quanta ciência há no ensino de ciências. São Carlos: EduFSCar, 2008. LIMA, M. E. C. Feira de Ciências: a produção escolar veiculada e o desejo de conhecer no aluno. Recife: Espaço Ciência, 2004. Disponível em: http://www.espacociencia.pe.gov.br/artigos/A22.html. Acesso em: 07/03/2017 MACHADO, S.S. et al . A Feira de Ciências como ferramenta educacional para formação de futuros pesquisadores. In: Congresso Iberoamericano de Ciência, Buenos Aires. Anais do Congresso Iberoamericano de Ciência, 2014. MAPRIN, Angela Maria Paccola. A importância da educação sexual na escola para prevenção de conflitos gerados por questões de gênero. Caderno Pedagógico, Londrina, 2009. MORAES, R. Debatendo o ensino de ciências e as feiras de ciências. Boletim Técnico do Procirs. Porto Alegre, v. 2, n. 5, p. 18-20, 1986. MIORANZA, A. J. et al. A diversidade cultural no cotidiano da sala de aula. II Simpósio Nacional de Educação, Cascavél, 2010. PEREIRA. L.C. et al. A importância da feira de ciências para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. In: 14º encontro de profissionais de química da Amazônia , 2015. Belém. Pa. Anais do XIV Encontro de profissionais da química da Amazônia, 2015, Belém PA, 2015. PEREIRA, A. B. et al . Feiras de Ciências. Canoas: Ulbra, 2000. ROSA, P. R. S Da. Algumas questões relativas a feiras de ciências: para que servem e como devem ser organizadas. Caderno Cataloga Ensino de Física. Campo Grande, MS-UFMS, v. 12, n. 3: p. 223-228, 1995. PARECER DO PROJETO COLETIVO: O projeto coletivo foi realizado no Colégio Municipal Monsenhor Galvão na cidade de Cicero Dantas com as turmas do 8° D e E, houve uma compreensão dos conteúdos apresentados na Feira de Ciências por parte dos alunos. E que a visita à Feira contribuiu para despertar o interesse deles pela ciência. O nosso público-alvo foram os alunos do Ensino Fundamental. Destacamos, contudo que, os monitores, ou seja, os alunos da 8ª ano que nos auxiliaram na elaboração e na execução das atividades, revelaram significativa aprendizagem dos conteúdos explorados na Feira. Além disso, todos tiveram excelente desempenho como monitores, estabelecendo interações com os alunos visitantes. Salientamos ainda, a importância do ambiente no estabelecimento dessas interações. Dentre as atividades utilizadas pelos professores com a finalidade de promover essa contextualização e interdisciplinaridade, destacam-se as feiras, que oferecem uma oportunidade de desenvolver um projeto de enriquecimento curricular que seja significativo, tanto para os professores quanto para os alunos. A escolha dessas feiras justifica-se, principalmente, pela necessidade de se desenvolver, junto aos professores, habilidades necessárias ao planejamento de uma atividade interdisciplinar que envolva a comunidade escolar, exibindo a importância da contextualização dos diversos conteúdos para formar o cidadão. As Feiras de Ciências apontam para múltiplas relações existentes, demonstram um caráter formativo que se dá em via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que os sujeitos s e formam, desenvolvendo-se profissionalmente, eles formam também num processo incessante, em busca do conhecimento. Alunos e professores, advindos das experiências por eles vividas e compartilhadas em Feiras de Ciências. São valorizadas pelos sujeitos investigados as oportunidades de socialização e troca de experiências no âmbito do ensino- aprendizagem- conhecimentos, possibilitando uma ampliação da visão de mundo dos participantes, expositores e visitantes da Feira, permitindo a divulgação dos resultados das pesquisas, troca de experiências entre os pares, como forma de validação dos conhecimentos construídos a partir da realidade investigada. Através do uso das feiras de ciências o aluno sai daquela monotonia de estudar ciências apenas com quadros, livros e laboratório. As feiras de ciências são um convite para abrir as janelas da curiosidade e do interesse dos alunos, incentivados pela criatividade e mobilização dos professores. Dar- se por fim que é de uma boa ferramenta didática a aplicação de feiras de ciências, sendo um recurso que deve ser mais presente nas escolas para que se consiga construir uma ponte entre aluno e ciência, e podendo levar aos educandos a oportunidade de adquirir conhecimento cientifico. Conseguir atingir a meta de conceber aos alunos o conhecimento seria alcançar a satisfação de um grande professor. Tabela 9. Projeto Individual. Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu Titulo do filme: Prometheus Público Alvo: Ensino fundamental Disciplina: Ciências Professor: Manoel Rodrigo Alves dos Santos Data: 24/05/2016 25/05/2016 PROJETO INDIVIDUAL INTRODUÇÃOA utilização do filme como recurso didático deve facilitar a aprendizagem, fazendo com que o aluno encontre uma nova maneira de pensar e entender a história, uma opção interessante e motivadora, que não seja meramente ilustrativa e nem substitua o professor, mas, que seja um momento crítico e reflexivo de aprofundamento da história. Um momento, como diria Almeida (1994), de alfabetização midiática. Nesse processo, a arte, por meio do cinema, entra na escola como “outro”, como potência de criação que, por seus “aparatos”, como expressão e produção de culturas, pode “oferecer as possibilidades de tentarmos ser outra(s) coisa(s), para além do que já somos sem deixar de ser o que somos.” (SKLIAR, 2004, p. 86). O cinema como proposta educativa, pode trazer vários benefícios para os educandos, quanto para o professor em seu desenvolvimento profissional. Podemos destacar alguns destes benefícios, tais como: aproximar os conteúdos escolares do aluno por ser um recurso lúdico dando-lhe uma visão mais ampla de mundo; desenvolver a imaginação; abrir espaço para debates e comparações com o que foi dito em aula; facilitar a compreensão de temáticas que por vezes podem ser bastante complicadas de se trabalhar em sala de aula. Sem dúvida, o cinema ajudará o educador no seu modo de organização do ensino, de mediar o conhecimento e a aprendizagem. Dessa forma, o cinema na escola pode proporcionar tanto para os (as) professores (as) quanto para os (as) alunos (as) experiências estéticas, diferentes das oferecidas pelo cinema de consumo. Entretanto, os filmes de grande circuito são os mais vistos e, consequentemente, os mais exibidos nas salas de aula. O objetivo da proposta é desenvolvido na Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu foi inserir o Cinema no processo de ensino-aprendizagem tornando as aulas mais dinâmicas e prazerosas e dando oportunidade aos educandos de terem acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual, possibilitando o debate interdisciplinar em torno de temáticas atuais. JUSTIFICATIVA O aprendizado para ser plenamente alcançado necessita, muitas vezes, sair da rotina do dia-a-dia Escolar. Assim, cabe todo o funcionário da escola buscar alternativas, o que pode ser feito através de uma proposta como essa, pois o cinema serve como um instrumento de debate e reflexão, tão importantes na formação de nossas crianças e adolescentes. Ver filmes é uma prática social tão importante do ponto de vista da formação cultural e educacional das pessoas, quanto à leitura de obras literárias, filosóficas, sociológicas e tantas mais. Dentro do contexto da utilização do cinema como veículo e ferramenta de ensinar, temos a oportunidade de enfocar aspectos históricos e literários. Desta forma podemos trabalhar com a história temática, diretrizes curriculares, e num processo interdisciplinar. OBJETIVOS Objetivo geral Inserir a arte do cinema no processo de ensino-aprendizagem por meio de uma visão multidisciplinar como um meio de aproximar o público estudantil da narrativa audiovisual. Objetivos específicos Possibilitar as aulas mais dinâmicas e atraentes para os estudantes, através da utilização do cinema na sala de aula. Explorar as potencialidades do filme para o trabalho em sala de aula, a partir dos conceitos relacionados aos conhecimentos de ciências e biologia que aparecem ao longo da narrativa fílmica; Propiciar novas discussões quanto a temas pertinentes ao estudo de ciências e biologia; Oportunizar aos discentes o acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual; Apresentar o cinema aos estudantes como sendo uma fonte de cultura e agente transmissor de conhecimento; Desenvolver a partir do gosto pelo cinema, o senso crítico, estético e cultural sobre nossa localidade, nosso país e o mundo de modo geral; Possibilitar o debate inter e transdisciplinar em torno de temáticas atuais apresentadas por meio de filmes e documentários; Oportunizar aos alunos o acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual; Possibilitar o debate e a reflexão acerca das temáticas atuais por meio de filmes e documentários. DESENVOLVIMENTO O cinema como proposta educativa, pode trazer vários benefícios para os educandos, quanto para o professor em seu desenvolvimento profissional. Podemos destacar alguns destes benefícios, tais como: aproximar os conteúdos escolares do aluno por ser um recurso lúdico dando-lhe uma visão mais ampla de mundo; desenvolver a imaginação; abrir espaço para debates e comparações com o que foi dito em aula; facilitar a compreensão de temáticas que por vezes podem ser bastante complicadas de se trabalhar em sala de aula. Sem dúvida, o cinema ajudará o educador no seu modo de organização do ensino, de mediar o conhecimento e a aprendizagem. A educação pela arte cinematográfica é um dos grandes desafios dos educadores porque mesmo sendo um meio de comunicação e expressão, propicia uma melhor visão de mundo, colaborando na formação de jovens conscientes, críticos e reflexivos, aproximando-o de sua comunidade. Podemos entender que o cinema é uma ferramenta de trabalho motivadora, inovadora, bem como instrumento capaz de abranger várias disciplinas e conteúdos programáticos num mesmo momento. De acordo com Carvalho (1998), o cinema de alguma forma reconstrói a vida social, uma vez que expressa e deixam registradas práticas sociais, modos de pensar, valores, símbolos, sentimentos, comportamentos, tensões, expectativas, temores, próprios de uma determinada sociedade. Abrem, então, novas perspectivas para que o homem conheça seu momento histórico, sua relação com outros homens, o como e o porquê os homens se educam, subsidiando a reconstrução histórica do objeto educação. Sendo assim, o vídeo em si pode se transformar em um importantíssimo recurso pedagógico uma vez que a experiência proporcionada representa uma função alternativa de disseminar a informação, tornando viável a exemplificação de conceitos até então abstratos, simplificando a compreensão da realidade, estimulando a concepção sobre fatos e acontecimentos e consequentemente tornando a realidade cada vez mais próxima. MÉTODOS O presente projeto será desenvolvido na Escola Reunida Professor Francisco de Paula Abreu com alunos do que se relacionam o cotidiano com o filme em que se facilita aprendizagem dos alunos. O filme será passado na aula de ciências para a turma do 7º ano, com finalidade que os alunos possam compreender aspectos do filme e trazer para realidade relacionar com o cotidiano. O filme “Prometheus” explora como ações individuais influenciam umas às outras no passado, presente e futuro - a alma de um assassino se transforma na de um herói e um ato de bondade pode repercutir através de séculos inspirando uma revolução. Dessa maneira, o projeto cinema na escola será aplicado nas aulas de ciências do ensino fundamental, farão a inserção dos objetivos e ações desse projeto na programação das atividades pedagógicas, de forma a trazer o Cinema para dentro de todas as disciplinas numa visão holística e totalizadora do aprendizado. O filme será acompanhado por dois professores de séries afins ao conteúdo do filme. Por meio desse filme, os estudantes poderão vivenciar uma atividade educativa única, pois a exibição de um filme servirá como fator desencadeante de discussões, debates e inúmeras ações pedagógicas. RESULTADOS E DICUSSÃO. Os resultados são apresentados no Projeto Individual sobre o filme Prometheus, destacamos alguns tópicos importantes que foram abordados como evolução humana, teoria, vírus, relações ecológicas, fungos, citologia e reino animal. Os filmes citados acima e de acordo com seus conteúdos trabalhados em sala fizeram atividades com os alunos que não se mostraram cansados, mas animados para as atividades e discussões referentes ao que tinham assistido. Por fim, realizou-se uma avaliação onde se percebeu que foi positiva a utilização do cinema em sala de aula, possibilitando aulas mais dinâmicas, atrativas e auxiliadoras na aprendizagem dos alunos. CONSIDERAÇÕESFINAIS. O projeto individual contendo as atividades a serem desenvolvidas no decorrer da aula com seus respectivos objetivos permite ao aluno direcionar seu foco de aprendizagem para os pontos relevantes. Além disso, o Projeto também direciona o docente e alunos a questionamentos pertinentes, possibilitando diálogo entre eles. Associar o uso de filmes a conteúdos teóricos e leitura de textos sobre determinado tema foi considerado uma experiência prazerosa pelos alunos e contribuiu para motivar e fixar o aprendizado. Um ganho adicional foi à aproximação com tema pouco explorado no ensino de ciências. O uso de filmes oferece vantagens ao professor pelo fato de ser um meio confortável, familiar e estimulante para os estudantes; por mobilizar o interesse dos estudantes; e, ainda, porque filmes são fontes de experiências emocionais e cognitivas que permitem ampliar a visão de mundo e aperfeiçoar as competências, habilidades e atitudes dos alunos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO, Elma Júlia Gonçalves de. Cinema, História e Educação. Revista Teoria e Prática da Educação, n° 5, pp. 121-131, 1998. SKLIAR, C. (Org.). A materialidade da morte e o eufemismo da tolerância: duas faces, dentre as milhões de faces, desse monstro (humano) chamado racismo. Educação do preconceito: ensaios sobre poder e resistência. Campinas, SP: Alínea, 2004. PARECER DO PROJETO INDIVIDUAL: Os educadores precisam estabelecer uma relação positiva da mídia com o espaço educativo buscando, através dos meios de comunicação, novas dinâmicas que possibilitem formar cidadãos capazes de entender, discutir e agir nesse mundo imerso na mídia, pessoas que não sejam vulneráveis as informações da televisão, que consigam fazer uma leitura daquilo que assistem. Pessoas que saibam filtrar as informações nos telejornais e, mesmo analisar a produção cinematográfica. Hoje, a utilização das novas tecnologias em sala de aula, como suporte para se transmitir conhecimento aos alunos, está em voga nas discussões pedagógicas. A capacidade de um indivíduo em relembrar os conhecimentos adquiridos em sala de aula aumenta quando o material é aprendido por meio de métodos participativos, como, por exemplo, as palestras com apresentações visuais e verbais, dramatizações, casos práticos e filmes, e, ainda, por meio da prática em laboratório. Ao escolher um filme para dinamizar o conhecimento dos alunos com as atividades em sala de aula, o professor deve levar em conta o problema da adequação do conteúdo e da abordagem por meio de reflexão prévia sobre os objetivos. Alguns fatores, contudo, interferem na conformação e desenvolvimento deste tipo de abordagem. São eles: as possibilidades técnicas e de organização na exibição de um filme; a articulação com o conteúdo discutido; os conceitos que deverão ser trabalhados e ajustados conforme a faixa etária da turma. O filme possui um valor imprescindível se utilizado como documento para construção do conhecimento histórico escolar, podendo ser objeto de pesquisa e análise, uma ferramenta de apoio fundamental nas aulas de história. Observa se que a visualização abrange todos os sentidos do aluno, além de ser uma maneira prazerosa de o aluno aprender. O cinema como proposta educativa, pode trazer vários benefícios para os educandos, quanto para o professor em seu desenvolvimento profissional. Podemos destacar alguns destes benefícios, tais como: aproximar os conteúdos escolares do aluno por ser um recurso lúdico dando-lhe uma visão mais ampla de mundo; desenvolver a imaginação; abrir espaço para debates e comparações com o que foi dito em aula; facilitar a compreensão de temáticas que por vezes podem ser bastante complicadas de se trabalhar em sala de aula. Sem dúvida, o cinema ajudará o educador no seu modo de organização do ensino, de mediar o conhecimento e a aprendizagem. Também ao longo dessa experiência, pudemos enriquecer a nossa prática pedagógica, por meio da utilização de filmes como elementos estratégicos para o desenvolvimento de uma aprendizagem significativa. Além disso, ao findar essa pesquisa e esse artigo pretende se ampliar a visão dos educadores, por meio de subsídios teóricos reflexivos que conduzam a utilização de metodologias e linguagens diferenciadas, com o intuito de construir uma história mais atrativa para os alunos e que considere o papel das mídias na sociedade contemporânea. O uso dos filmes deve ser incentivado não como substituto de aulas ou do livro didático, assim como este não deve ser substituto de qualquer outro recurso didático, mas sim entendido como instrumento pedagógico eficaz, onde através do cinema o professor/ pode mostrar aos alunos a idéia de uma história como um processo vivo que é construído no dia-a-dia de seus sujeitos sociais. Por fim, os filmes devem ser utilizados de maneira consciente pelo professor, sempre como um fomentador de discussões, onde este não deve ser visto como real em si, mas sim como a representação do real de acordo com as relações ideológicas de quem o produz. DESENVOLVIMENTO 4.1. Fundamentação teórica 4.4.1. Conhecimento cientifica: conceito, definições e história. Os diversos autores costumam classificar o conhecimento em popular, filosófico, religioso e cientifico. O conhecimento cientifica diferencia-se dos demais, não pelo seu objeto ao estudo, mas pela forma como é obtido. Há razões sedutoras para a adoção do ceticismo, postura na qual a ciência seria produto apenas de convenções arbitrárias, circunstância que implicaria a sua aparente certeza, em que os fatos científicos e, a fortiori, as leis, seriam obra artificial do cientista (Pérez et al., 2003, p.133). Neste contexto, o conhecimento científico é real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos, isto é, com toda “forma de existência que se manifesta de algum modo” (LAKATOS, 1991). Constitui um conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipó teses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da experimentação e não apenas pela razão, com ocorre no conhecimento filosófico. É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos (LAKATOS, 1991). Possui a característica da verificabilidade, a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas, não pertencem ao âmbito da ciência. Constitui-se em conhecimento falível, em virtude de não ser definitivo absoluto ou final e, por este motivo, é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente (LAKATOS, 1991). A produção do conhecimento científico é um processo coletivo e dinâmico, permeado de relações e alimentado pelas publicações científicas. Por isso, para compreender um campo científico, como a Ciência da Informação, considerou-se nesta pesquisa como possibilidade a análise dos elementos envolvidos, as relações estabelecidas, o processo de produção do conhecimento e os produtos resultantes deste processo, como a literatura científica. Conforme apontam Pérez et al. (2003), a natureza do trabalho científico já deu lugar a sérios debates, nos quais se manifestaram notórias discrepâncias e mesmo divergências. No entanto, esses pesquisadores acreditam que em alguns aspectos verifica-se um consenso sobre o que podem ser destacadas como sendo as características essenciais do trabalho científico. O conhecimento científico é fundamental entender como funciona o campo científico usando para isso a noção dada por Bourdieu (2004). O campo científico é o universo no qual estão inseridos os agentes e as instituições que produzem, reproduzem ou difundem a ciência. O campo científico tem uma estrutura de relações objetivas entre os diferentes agentes. É essa estrutura que vai dizer o que pode e o que não pode ser feito. É a posição que os agentes ocupam nessa estrutura que define ou orienta seus posicionamentos. Para Lévy (2001), os pesquisadores constroem o conhecimento científico a partir dos conhecimentosjá existentes e a comunidade científica foi a primeira que se organizou em torno de uma inteligência coletiva. Segundo Foucault (1995), o conhecimento científico se estrutura pelos limites do que é possível dizer, ou seja, pelo que é comunicado. O conhecimento científico repousa num suporte institucional, é reforçado e acompanhado por outros estratos e práticas sociais, tais como o sistema de comunicação do conhecimento. O conhecimento passa a ser retratado através dos discursos científicos. De acordo com Foucault (1995), todo conhecimento tem por base outro conhecimento já divulgado. Isso é ressaltado pelas citações, que representam um sistema de remissões a outros documentos. Tais remissões evidenciam que o conhecimento é cumulativo. A produção do conhecimento é a grande preocupação da ciência, que é uma atividade dinâmica e evolutiva, direcionada pela produção e pelo fluir de informação, até que esta se transforme em conhecimento. A ciência é o conjunto de fatos, teorias e métodos, e os cientistas são indivíduos engajados na sua construção, a partir do acúmulo do conhecimento (KUHN, 2003). Desta forma, as pessoas necessitam de algum entendimento científico para auxiliá-las diariamente em sua vida pessoal e profissional. Aumentar o nível de alfabetização científica da população significa contribuir na compreensão da ciência, instrumentalizando-a para tomar decisões coerentes nos assuntos que envolvem a Ciência e a Tecnologia. 4.4.2. Atribuições legais do docente: uma análise a partir da LDB/1996 A educação promovida pela escola distingue-se de outras práticas educativas, como as que acontecem na família, no trabalho, no lazer e nas demais formas de convívio social, por constituir uma ajuda intencional como objetivo de promover o desenvolvimento e a socialização de crianças e jovens e, em muitos casos, também de adultos. Na concepção democrática, a educação escolar é compreendida como: (...) responsável por criar condições para que todas as pessoas desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para construir instrumentos de compreensão da realidade e para participar de relações sociais cada vez mais amplas e diversificadas, condições fundamentais para o exercício da cidadania (BRASIL, 1999, p.24) Assim, a formação de professores destaca-se como um tema crucial e de grande importância dentre as políticas públicas para a educação, pois os desafios apresentados à escola exigem do trabalho educativo outro patamar profissional, muito superior ao hoje existente. Além de oferecer uma formação inicial consistente, que no momento atual não apresenta grandes transformações, é preciso proporcionar aos professores oportunidades de formação continuada. Entretanto, a definição de diretrizes para a formação profissional dos professores não depende apenas da identificação das tarefas próprias da educação escolar, depende também, da identificação do lugar que a formação de professores ocupa no conjunto de fatores que interferem na aprendizagem dos seus alunos. A relação entre formação inicial e continuada significa integrar, no próprio currículo da formação inicial, professores já atuantes, que desde logo se tornam agentes da formação dos futuros docentes. A formação inicial deve fornecer ao futuro professor uma sólida bagagem nos âmbitos científico, cultural, social, pedagógico para o exercício profissional, ao passo que a formação continuada se centra nas necessidades e situações vividas pelos docentes (VEIGA, 2004, p.86). A formação dos profissionais do ensino sofreu muitas mudanças com a nova LDB- Lei de Diretrizes e Bases e com as resoluções que a acompanham. Anterior a esta reforma, havia duas modalidades de formação para professores: a do magistério em nível de segundo grau como apresentado anteriormente neste capítulo e a atual licenciatura no curso superior. Com a LDB essas modalidades foram ampliadas. Ainda neste contexto, a atual LDB prevê formação de professores também em cursos normais superiores, formação pedagógica para bacharéis e formação em serviço- educação continuada. A lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996 que estabelece as “diretrizes e bases da educação nacional”, em vigor, a partir de sua publicação no Diário Oficial da União, de 23 de dezembro de 1996, embora não tenha incorporado dispositivos que claramente apontassem na direção da necessária transformação da deficiente estrutura educacional brasileira não impossibilita a incorporação de outros dispositivos que possam suprir as já existentes na lei. Segundo Saviani (2011, p.238), a abertura de perspectivas para a efetivação dessa possibilidade depende da nossa capacidade de forjar uma coesa vontade política capaz de transpor os limites que marcam a conjuntura presente. Analisando os artigos da nova LDB - Lei de Diretrizes e Bases, pode-se perceber que esta deixa muitas lacunas, sujeitas a múltiplas interpretações, ficando, assim, de difícil compreensão para ações posteriores no sentido de garantir a qualidade de ensino. Percebe-se, também, que as idéias propostas perpassam pela linha do tempo na história da sociedade brasileira, de maneira flexível, enfocando os avanços e retrocessos das demais reformas, como - um palco onde parece vive-se, hoje, muitas situações de décadas passadas. A mesma LDB, que determina a formação em nível superior de todos os professores, contraditoriamente, criou os Institutos Superiores de Educação e os seus cursos normais superiores como os locais preferenciais para essa formação. Nas situações de hierarquia em que isto se apresenta, pode significar uma reacomodarão da desvalorização profissional. As inovações que a LDB introduz nesse Artigo constituem indicativos legais importantes para os cursos de formação de professores: a) apresenta o docente como sendo, aquele a quem incumbe zelar pela aprendizagem do aluno – inclusive daqueles com ritmos diferentes de aprendizagem, tomando como referência, na definição de suas responsabilidades profissionais, o direito de aprender do aluno, o que reforça a responsabilidade do professor com o sucesso na aprendizagem do aluno b) relaciona o exercício da autonomia do docente, na execução de um plano de trabalho próprio, ao trabalho coletivo de elaboração da proposta pedagógica da escola; c) exige-se que a responsabilidade do docente ultrapasse a da sala de aula, colaborando na articulação entre a escola e a comunidade. Essas diretrizes destacam, como princípios norteadores para a formação do profissional para atuar em toda a educação básica, a coerência entre, a formação oferecida e a prática do futuro professor, e a pesquisa como foco do ensino e aprender; colocam ainda a definição de competências como concepção nuclear na organização acadêmica desses cursos. Acrescenta que, na concepção, no desenvolvimento e na abrangência dos cursos de formação, se busque considerar o conjunto das competências necessárias à atuação profissional, adotando-as como norteadoras, tanto na proposta pedagógica, em especial do currículo e da avaliação, quanto da organização institucional e da gestão da escola de formação. O profissional educador somente poderá assumir sua identidade quando seu papel e suas funções estiverem bem definidos. Fato este que pode ser percebido nitidamente durante a pesquisa, ainda não estar no atual momento, à formação do educador, clara, coesa e coerente com a Educação necessária. A ideia de compromisso com uma escola transformada, viva, coletivizada e participativa é algo que nós, profissionais envolvidos com a formação de professores, temos que reafirmar a cada dia, ainda que, como bem lembrado por Contreras (2002), não tenhamos outra saída que não a de resistir às “ondas” que, de tempos em tempos, obscurecem, principalmente no Brasil, esse ideal. (ALONSO, 2005, p. 288). Os intelectuais políticos, e demais responsáveis na organização educacional, deverão lembrar que o docente é um trabalhador e um cidadão e que por isso, seu trabalho deverá estar situado em seus deveres e em suas necessidades sociais e pessoais,caso contrário continuará a caminharmos sem o rumo certo, estando à formação de professores também alinhada no sentido de melhoria e não de quantidade. 4.4.3. O saber docente: conceitos e definições Os saberes docentes são apontados por Tardif (2000) como, um conjunto de habilidades e competências que constitui a docência como uma prática profissional, e são alicerces tanto para o trabalho desenvolvido pelo professor, quanto para o seu processo formativo. É neste sentido que os saberes docentes são sociais, porque podem ser amplamente partilhados e (re) significados, também plurais por serem constituídos de saberes distintos, oriundos de vários espaços sociais. Conjunto de saberes que, baseados nas ciências e na erudição, são transmitidos aos professores durante o processo de formação inicial e/ou continuada. Também se constituem o conjunto dos saberes da formação profissional os conhecimentos pedagógicos relacionados às técnicas e métodos de ensino (saber-fazer), legitimados cientificamente e igualmente transmitidos aos professores ao longo do seu processo de formação (TARDIF, 2000). Para Tardif (2000) os saberes docentes são compostos de saberes provenientes de diferentes fontes, portanto, correspondem a um saber plural composto de saberes oriundos da formação profissional, disciplinar, curricular e da experiência. Os saberes profissionais referem‐se ao conjunto de saberem transmitidos nas instituições de formação de professores e que devem ser incorporados à prática. A prática docente, porém, mobiliza diversos saberes que são chamados de pedagógicos. Esses saberes são concepções resultantes de processos de reflexão sobre a prática e que conduzem a atividade educativa. Os saberes disciplinares correspondem a diversos campos do conhecimento e representam os saberes adquiridos na forma de disciplinas nas instituições universitárias; os saberes curriculares correspondem àqueles instituídos pelos estabelecimentos escolares os quais o professor deve aprender a aplicar. Sendo assim, os saberes docentes podem ser provenientes do conhecimento a respeito das ciências da educação e de métodos e técnicas pedagógicas (saberes da formação profissional), do domínio do conhecimento específico a ser ensinado (saberes disciplinares), da apropriação de uma forma “escolar” de tratar os conhecimentos que serão objeto de ensino (saberes curriculares) ou da própria vivência diária da tarefa de ensinar (saberes experienciais), ao mesmo tempo reconhece que existe um saber específico que é o resultado da junção de todos esses outros e que se fundamenta e se legitima no fazer cotidiano da profissão (TARDIF, 2000). O saber profissional dos professores é, portanto, na interpretação de Tardif (2000), um amálgama de diferentes saberes, provenientes de fontes diversas, que são construídos, relacionados e mobilizados pelos professores de acordo com as exigências de sua atividade profissional. Essa é a justificativa apresentada pelo autor para que se considerem inúteis as tentativas no sentido de conceber uma classificação para os saberes docentes de acordo com critérios que considerem isoladamente a sua origem, seu uso ou ainda as suas condições de apropriação e construção. Na perspectiva de Tardif (2000) os saberes experienciais dos professores são resultado de um processo de construção individual, mas, ao mesmo tempo, são compartilhados e legitimados por meio de processos de socialização profissional. Nesse sentido, a interação entre os professores desencadearia um processo de valorização e de reconhecimento desses saberes como saberes de uma classe e não de um profissional em específico. Para Gauthier et al (2006), entretanto, esse processo não parece suficiente no sentido de garantir que a sociedade reconheça que os professores possuem um saber que lhes é característico. É preciso, segundo esses autores, que os saberes experienciais dos professores sejam verificados por meio de métodos científicos e, então, divulgados e reconhecidos como o saber profissional dos professores. Essa visão a respeito da profissão docente e dos professores é de extrema importância para que se possam traçar novas diretrizes para as pesquisas sobre os professores. Uma visão que exige uma abordagem metodológica que vá além da análise da estrutura dos sistemas de ensino, das instituições e normas que regem o trabalho dos professores, dos agentes externos que interferem na sua prática, dos fatores sociais e globais que muitas vezes determinam o seu fazer. Para ser coerente, é preciso não desconsiderar as perspectivas teóricas que abordam o ensino “pelo alto”, mas complementá-las com perspectivas que analisem a escola, os professores e seu trabalho “por baixo”, ou seja, a partir da aproximação entre o pesquisador e a escola, o pesquisador e os professores, que são, de fato, os atores dos processos de ensino que atuam diariamente nas salas de aula de todo o mundo. (TARDIF, 2000). 4.4.5. O ensino de ciências e biologia nas escolas. Ao longo da história da educação, diferentes concepções de ensino-aprendizagem vêm sendo manifestadas nas ações docentes, como princípios que combinam concepções teóricas, filosóficas e psicológicas. Analisando as propostas pedagógicas das redes públicas de ensino e suas escolas, é possível constatar que os meios de abordagem do processo de ensino aprendizagem se apresentam agrupados da seguinte forma: os que se voltam mais ao objeto de estudo, como é o caso da chamada abordagem tradicional de ensino e os que interagem sujeito e objeto, voltados às abordagens cognitivistas e sócias interacionistas (MORAES, 2006). Pimenta (2002), através de Carvalho diz que o ensino é o meio de promover a aprendizagem que traz consigo uma demanda de conhecimentos e habilidade que permite o indivíduo atuar frente à sociedade. Por meio dessas teorias, o processo de ensino-aprendizagem pode ser aplicado em diferentes ambientes e forma de educação, fazendo-se importante para obtenção de conhecimentos e desenvolvimento de competências que tragam o entendimento dos aspectos presentes na vida do indivíduo. Como evidencia Krasilchik (2005, p. 77) “a escolha da modalidade didática vai depender do conteúdo e dos objetivos selecionados, da classe a que se destina, do tempo e dos recursos disponíveis, assim como dos valores e convicções do professor”. Neste sentido, entende-se que para cada ano do ensino fundamental ou médio deve-se inserir uma diversidade de modalidades didáticas, visto que cada situação exige uma solução própria, além do que, a variação das atividades pode atrair e interessar os alunos, atendendo às diferenças individuais. O ensino de ciências e de Biologia deve reconhecer a real possibilidade de entender o conhecimento científico e a sua importância na formação dos alunos, uma vez que ele contribui efetivamente para a ampliação da capacidade de compreensão e atuação no mundo em que vivemos. Parte-se do princípio de que ensinar ciências no mundo atual deve constituir uma das prioridades para todas as escolas, que devem investir na edificação de uma população consciente e crítica diante das escolhas e decisões a serem tomadas (BRASIL, 2001). Para tal é necessário que o ensino vise uma aprendizagem de caráter inovador, contextualizado, questionador, crítico, ético, reflexivo, aplicável interdisciplinar e integrado a comunidade e a escola (BRASIL, 2002). Hoje, em decorrências das mudanças impulsionadas pelo surgimento da tecnologia e outros fatores que fortaleceram a educação. São notórias as condições problemáticas no âmbito educacional no Brasil. no ensino de biologia, a problemática existente é quanto à aprendizagem dos alunos. Esta disciplina precisa ser aplicada de maneira que contribua para o desenvolvimento do conhecimento cientifico. (SILVA, 2011, p.137) Frente aos desafios presentes nas escolas quanto ao ensino de ciências, a biologia se faz importantes e devido a isso, busca-se despertar e manter o interesse dos alunos no ato de compreender conceitos científicos e desenvolver habilidades visandoà manutenção do equilíbrio ecológico e uso racional dos recursos naturais com base no desenvolvimento econômico. Para que se chegue a tato, Brasil (2001) aponta os Parâmetros Curriculares Nacionais como ferramenta, cujo objetivo se baseia no auxílio ao docente na execução do trabalho, orientando ara que esses profissionais dominem os conhecimentos com o intuito de reconhecer e conscientizar o indivíduo na sociedade. O PCN parte como ferramenta ideal para orientação do trabalho do professor com o propósito de aplicar o ensino aprendizagem do aluno. Todas estas habilidades estão associadas aos objetivos do ensino de Ciências e Biologia e também ligadas à pesquisa, pois elas despertam o interesse e a curiosidade pelas diversas áreas que o ensino dessas disciplinas abrange. Assim, estimular o hábito e o gosto pelo estudo e observação é condições necessárias para o aprimoramento e desenvolvimento do espírito investigativo e raciocínio lógico. (VASCONCELOS, 2000). Portanto, ensino de ciências e biologia tem que discutir a causa dos fenômenos, estabelecer relações causais e entendimento do processo que estudam. Assim então, entendem-se os princípios que devem nortear o ensino de biologia visualizando as transformações sociais, adequando o ensino frente às dificuldades e a importância dos papéis do professor da área das ciências para efetivação do conhecimento e alcance dos objetivos da disciplina. Todo esforço dispensado na compreensão dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da pesquisa no ensino de Ciências e Biologia deve contribuir para ampliar significativamente as oportunidades educacionais e o tempo de educação e de escolarização dos alunos da educação básica e de mudar profundamente a escola onde estes alunos estudam. O desenvolvimento da pesquisa deve ser considerado como uma tentativa inicial que pretende provocar outras discussões necessárias para que a educação básica obtenha o devido reconhecimento e que possa garantir a plena formação das pessoas que a frequentam. 4.4.6. O que diz os PCNs de Ciências Naturais (ensino fundamental) e as orientações curriculares de Biologia (ensino médio) sobre o conhecimento cientifica O ensino de Ciências e de Biologia, no Brasil, percebemos que mesmo tem sido ministrado de acordo com diferentes propostas educacionais. Ainda hoje, são baseadas na mera transmissão de informações, tendo como recurso exclusivo o livro didático e sua transcrição na lousa; outras já incorporam avanços, produzidos nas últimas décadas, sobre o processo de ensino e aprendizagem em geral e sobre o ensino de Ciências em particular. (BRASIL, 2001). Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais, que orienta a educação brasileira, é inconcebível a formação de um cidadão crítico sem o conhecimento científico, pois, esse se faz fortemente presente em nosso cotidiano. Observamos as seguintes orientações: Mostrar a Ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo e suas transformações, para reconhecer o homem como parte do universo e como indivíduo, é a meta que se propõe para o ensino da área na escola fundamental. A apropriação de seus conceitos e procedimentos pode contribuir para o questionamento do que se vê e ouve, para a ampliação das explicações acerca dos fenômenos da natureza, para a compreensão e valoração dos modos de intervir na natureza e de utilizar seus recursos, para a compreensão dos recursos tecnológicos que realizam essas mediações, para a reflexão sobre questões éticas implícitas nas relações entre Ciência, Sociedade e Tecnologia. (BRASIL, 2001). Os PCNs trazem como objetivo do Ensino de Ciências no ensino fundamental e Médio, segundo o PCN, é mostrar o conhecimento científico como auxílio na compreensão do mundo e suas transformações, fazendo o indivíduo se considerarem como parte integrante do mundo. Os conteúdos de Ciências Naturais no Ensino Fundamental são apresentados emblocos temáticos, conforme o PCN (BRASIL, 2001). São quatro blocos temáticos: Ambiente; Ser humano e saúde; Recursos tecnológicos; e Terra e Universo. Nos blocos serão valorizados conceitos, procedimentos e atitudes centrais para entendimento do tema em questão. Pois, em Ciências Naturais, as atitudes estão diretamente ligadas ao desenvolvimento de posturas e valores humanos, na relação entre homem, o conhecimento e o ambiente (BRASIL, 2001). Conforme o documento PCN, o ensino de ciências será favorecido se obtemos o enfoque CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), pois, auxiliará na reflexão sobre as questões éticas subentendidas no dia-a-dia do aluno. No ensino de Ciências Naturais deverá ocorrer a construção ampla da área, para auxílio da aprendizagem significativa, transformando o conhecimento já existente no aluno. Formando uma concepção sobre Ciências, suas relações com a Tecnologia e com a Sociedade. Tecnologia que aparece como meio para suprir as necessidades humanas (BRASIL, 2001). O mesmo documento, logo em sua apresentação, apresenta objetivos claros sobre o ensino quando esclarece que o aluno deve perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente; questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação (BRASIL, 2001). Devemos levar em consideração, ainda, o nível de desenvolvimento intelectual e emocional, assim como a formação escolar do educando. O aluno já traz para o ambiente escolar um conjunto de representações intuitivas sobre a natureza e seus fenômenos, a tecnologia e da sociedade, obtidos no seu cotidiano. Nesta perspectiva, acredita-se que propostas inovadoras de ensino, que contemplem situações vivenciais dos estudantes seriam fatores importantes para motivá-los a se envolver no processo de ensinar e aprender (MOREIRA, 1997). Essas propostas apresentam potencialidades para levar os alunos a se envolverem mais no processo de ensino e aprendizagem, fazendo com que as aulas sejam mais agradáveis e significativas tanto para os alunos quanto para os professores. Portanto, levar o aluno a criar condições de contestar e avaliar diferentes explicações favorece o desenvolvimento de postura investigadora, questionadora, reflexiva e crítica, para com as idéias e informações que lhe são apresentadas. Ou seja, o desenvolvimento de uma postura reflexiva crítica levando assim a uma educação cidadã (BRASIL, 2001). Portanto, trabalhar a disciplina do ensino de Ciências e Biologia em um enfoque que atraia os alunos e promova um conhecimento se relaciona estritamente com a abordagem construtivista, que, segundo Krasilchik (2005, p.38) implica possibilitar situações que envolvam os alunos em atividades que promovam a aprendizagem de Biologia, formulando novas modalidades que orientem o entendimento de variadas maneiras, permitindo que os alunos contestem, criem e recriem seu conhecimento. Formação inicial e continuada dos professores do ensino de ciências e biologia O Ensino de Ciências no Brasil é recente, as aulas de Ciências passaram a ser obrigatórias somente a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nº. 4.024/61. A formação inicial para professores desta área só passou a ser discutida na década de 70 e o currículo da época contemplava uma formação em Ciências de curta duração, o que não proporcionava uma boa formação nem para Ciências nem para Biologia (KRASILCHIK, 2005). No entanto, a formação continuada de professores no Brasil possui uma trajetória histórica e sócio-epistemológica, marcada por diferentes tendências, que não se constituíram a priori, mas que vêm emergindo das diferentes concepções de educação e sociedade presentes na realidade brasileira. A partir desse princípio, abandona-se o conceito de formação docente como processos de atualização que se dão através da aquisição de informaçõescientíficas, didáticas e psicopedagógicos, descontextualizadas da prática educativa do professor, para adotar um conceito de formação que consiste em construir conhecimentos e teorias sobre a prática docente, a partir da reflexão crítica. Sobre esta orientação, Imbernón afirma: A formação terá como base uma reflexão dos sujeitos sobre sua prática docente, de modo a permitir que examinem suas teorias implícitas, seus esquemas de funcionamento, suas atitudes etc., realizando um processo constante de auto-avaliação que oriente seu trabalho. A orientação para esse processo de reflexão exige uma proposta crítica da intervenção educativa, uma análise da pratica do ponto de vista dos pressupostos ideológicos e comportamentais subjacentes. (2004 p.48-49). Nesse contexto, O saber profissional, de acordo com Tardif (2000) é aprendido na prática, pela experiência, em contato com a realidade do trabalho e com os demais atores sociais, no interior de um grande processo que é a socialização profissional. Á formação inicial e continuada dos professores de Ciências e Biologia, o reconhecimento da importância dos conhecimentos práticos do professor. Por outro lado, o primeiro passa para possibilitar ao futuro profissional o discernimento para enfrentar o ineditismo do cotidiano, denominado por Schön (2000) como “estruturação ou construção do quadro de problemas”, em oposição ao modelo da racionalidade técnica, na qual se imagina que a transposição de proposições teóricas e conhecimentos científicos da formação se efetuem de forma direta e linear na resolução de futuros problemas da prática profissional. A profissionalidade docente se refere às qualidades da prática profissional dos professores em função do que requer o trabalho educativo (CONTRERAS, 2002). Dessa forma, a profissionalidade não consiste apenas ensinar, mas engloba todos os valores e pretensões que o docente deseja alcançar na profissão. Para Imbernón (2004), situar a profissão numa sociedade em mudança, com um alto nível tecnológico e um vertiginoso avanço do conhecimento, implica não apenas a preparação disciplinar, curricular, mediadora, ética, institucional, coletiva, mas também uma importante bagagem sócio-cultural. Segundo Santos (2007), deve-se discutir a função da alfabetização científica e seu significado na vida do cidadão compreendendo o conteúdo científico e a função social da ciência, vinculado à qualidade de ensino de ciências. Para isso, fazem-se necessárias a contextualização e interdisciplinaridade, o que possibilita a compreensão da Ciência, tecnologia e suas inter-relações com a sociedade. Além de outros elementos que, até o momento, não pertenciam à profissão, como os intercâmbios internacionais, as relações com a comunidade, às relações com a assistência social etc. Assim, será necessário formar o professor na mudança e para a mudança. Entretanto, muita proposta de formação encaminhada atualmente, não condiz com a perspectiva de formação na e para a mudança, percebe-se uma concepção de ensino como intervenção e investigação baseada no paradigma processo-produto, em que o professor é concebido como técnico. Para Nóvoa (1995), somente na década de 1990 a formação continuada passou a ser considerada uma das estratégias fundamentais para o processo de construção de um novo perfil profissional professor. A formação continuada deve propiciar atualizações, aprofundamento das temáticas educacionais e apoiar-se numa reflexão sobre a prática educativa, promovendo um processo constante de auto-avaliação que oriente a construção contínua de competências profissionais. Porém, um processo de reflexão exige predisposição a um questionamento crítico da intervenção educativa e uma análise da prática na perspectiva de seus pressupostos. Isso supõe que a formação continuada estenda-se às capacidades e atitudes e problematize os valores e as concepções de cada professor e da equipe. (BRASIL, 2002, p.70). Segundo Moita (1995, p.115), “Ninguém se forma no vazio”. Formar-se supõe troca, experiência, interações sociais, aprendizagens, um sem fim de relações. [...] Um percurso de vida e assim um percurso de formação. Com isso, não podemos desconsiderar o percurso pessoal e profissional dos professores, muito pelo contrário, este percurso faz parte de seu desenvolvimento profissional. Portanto, a formação contínua é entendida como um processo educativo permanente de desconstrução de conceitos e práticas para corresponder às exigências do trabalho e da profissão docente, inserindo-se, não como substituição, negação ou mesmo complementação da formação inicial, mas como um espaço de desenvolvimento ao longo da vida profissional do professor, comportando objetivos, conteúdos, formas organizativas diferentes daquela, e que tem seu campo de atuação em outro contexto. Entretanto, ressaltamos, conforme mencionamos no item anterior, que não é qualquer curso de capacitação que contribui efetivamente para a mudança e melhoria da prática docente. A didática para ensino de Ciências e Biologia Á didática é uma área de aplicação da pedagogia cujo objetivo fundamental é ocupar-se, conforme Perrenoud (2000), do estudo da organização e direção de situações de aprendizagem. Isso implica no estudo de estratégias de ensino, questões relativas a metodologias de ensino situado em um espaço educativo complexo. Levando em conta a diferença entre o ensinar e o aprender, diz: Nós ousamos prometer uma didática magna, ou seja, uma arte universal de ensinar tudo a todos: de ensinar de modo certo, para obter resultados, de ensinar de modo fácil, portanto sem que docentes e discentes se molestem ou enfadem, mas, ao contrario, tenham grande alegria; de ensinar de modo solido, não superficialmente, de qualquer manheira, mas para conduzir á verdadeira cultura, aos bons costumes, a uma piedade mais profunda (COMENIUS, 1997, p. 13). A didática é defendida e estudada há séculos por diferentes teóricos, estudiosos e autores que buscavam identificar e discutir sobre as várias técnicas e modelos de metodologias educacionais existentes, que teriam como um único fim a melhoria da educação. Nesse contexto ela se interessa pela harmonização das condutas de ensino e dos processos de aprendizagem escolar com o objetivo de aperfeiçoar a aprendizagem do conteúdo conceitual pelos estudantes. Por outro lado, sabe se que a didática das ciências, em particular a da biologia, interessa-se pelos processos de transmissão e apropriação dos saberes científicos, recorrendo necessariamente às abordagens epistemológicas e históricas dos conteúdos científicos e dos objetivos sociais. Segundo Damis (2010, p. 206): Historicamente, os conhecimentos produzidos sobre arte de ensinar caminharam da ênfase no ensino para a aprendizagem, da transmissão de conhecimentos pelo professor para a orientação de atividades para estimular o pensamento e a reflexão do estudante, da importância de planejar contingências de reforço, com o objetivo de alcançar formas especificas de comportamentos, para regulares aprendizagens e desenvolver competências nos estudantes. Enfim, o entendimento produzido sobre o ato de ensinar caminhou, historicamente, no sentido de priorizar ora um ora outro elemento que constitui o ato de ensinar. Nesse sentido, a Didática do Ensino Ciências e Biologia refletem sobre a prática pedagógica, analisando no interior da sala de aula as representações, as expectativas e intervenções do professor, sugerindo-lhe alternativas e possibilidades para o aperfeiçoamento da ação docente. Contudo, o modo de atuar educacionalmente, requer adequações ao mundo atual e suas transformações ágeis que não permitem a estagnação, o que cobra do professor uma posição dinâmica frente ao processo educacional. Segundo Veiga (2004, p.13): Enfatizar o processo didático da perspectiva relacional significa analisar suas características a partir de quatros dimensões: ensinar, aprender, pesquisar e avaliar. O processo didático, assim, desenvolve-se mediante a ação reciproca e interdisciplinar das dimensõesfundamentais. Integram-se, são complementares. Pimenta et al (2002, p.150), também descreve a nova postura da didática diante da importância na formação profissional quando enfatiza que: [...] didática é, acima de tudo, a construção de conhecimentos que possibilitem a mediação entre o que é preciso ensinar e o que é necessário aprender; entre o saber estruturado nas disciplinas e o saber ensinável mediante as circunstâncias e os momentos; entre as atuais formas de relação com o saber e as novas formas possíveis de reconstruí-las. A didática para assumir um papel significativo na formação do educador não poderá reduzir-se e dedicar-se somente ao ensino de meios e mecanismos pelos quais desenvolver um processo de ensino-aprendizagem, e sim, deverá ser um modo crítico de desenvolver uma prática educativa forjadora de um projeto histórico, que não será feito tão somente pelo educador, mas, por ele conjuntamente com o educando e outros membros dos diversos setores da sociedade. Segundo Veiga (2004), sobre a importância da Didática no currículo do professor diz que “o papel fundamental da Didática no currículo de formação de professor é o de ser instrumento de uma prática pedagógica reflexiva e crítica, contribuindo para a formação da consciência crítica”. E, diante desta interação, percebe-se que a construção de novos conhecimentos acontece de forma paralela à relação professor-aluno, visto que este traz para o cotidiano escolar sua experiência do contexto social em que vive e, com a ajuda mediadora do professor que deve conhecê-lo enquanto ser social considerando seus conhecimentos prévios, e ajudando-o, assim, a transformar essas vivências em conhecimentos relevantes dotados de significados. Necessidade indiscutível é a presença do professor de Ciências e Biologia na sociedade e, esta presença, se faz pelo trabalho e comprometimento em tratar a educação e os valores advindos da sociedade na qual este profissional se insere. Portanto, percebe-se então, a necessidade da constância em buscar uma Didática que valorize os envolvidos e transforme os processos educacionais com propósito de integração. Sabendo que o fazer pedagógico do professor não se restringe a um fazer exclusivamente acadêmico, e que é preciso analisar criticamente o projeto econômico, politico e social para atuar satisfatoriamente no contexto atual, que é desafiador diante das mudanças dinâmicas que acontecem dia após dia. Reconhece-se a Didática como instrumento que garante a grandiosidade no atendimento educacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS Concluindo, podemos dizer que perante o cotidiano das instituições de ensino, das dificuldades de estrutura das escolas, rotina, disponibilidade de ambiente, recursos materiais, afinidades pessoais, ausência de apoio familiar, indisciplina dos alunos, entre outros faz com que os estudantes em formação discutam a formação que tiveram não se sentido prontos para encarar os problemas existentes no exercício docente. Por isso, o estágio tem uma enorme importância na formação profissional, é a base para atuarem como professores, após esta prática os estagiários sentem-se mais preparados para atuar profissionalmente na sala de aula. Da mesma forma podemos acrescentar nessas considerações que há grande importância de uma reflexão sobre a prática na formação do professor, que durante seus estágios pensam e repensam sobre suas práticas, no que fazer com seus alunos, que conteúdos escolher, fazendo uma reflexão do que seria mais adequado para cada momento. Assim sendo, o estágio supervisionado como já mencionado, deve ser visto como um importante meio na formação do professor, pois traz elementos importantes para o exercício diário do futuro profissional. É no período do estágio supervisionado que o acadêmico, futuro professor, percebe a possibilidade de utilizar os conhecimentos teóricos na prática, sempre procurando fazer uma reflexão depois de cada aula, em busca de melhorias e transformações ao longo deste período e com certeza as mudanças continuam no decorrer do seu cotidiano, pois cada turma possui uma realidade diferente, que exige posturas diferentes, a cada ano são situações diferentes e assim são exigidas do professor constantes atualizações e desta forma, flexibilidade nas mudanças na maneira de conduzir e de orientar o seu trabalho diante dos seus alunos. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALONSO, Kátia Morosov. 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Figuras 13: Biblioteca da escola. Fonte: Elaboração própria. Figura 14: Sala de Informática. Fonte: Elaboração própria. Figura 15: Livros didáticos de Ciências utilizados pelos professores da escola. Fonte: Elaboração própria. Figura 16: aula pratica com os alunos dos 7° ano. Fonte: Elaboração própria. Figura 17: Aula teórica. Fonte: Elaboração própria. Figura 18: Alunos participados das aulas práticas. Fonte: Elaboração própria. Figura 19: Aula na sala de informática. Fonte: Elaboração própria. Figura 20: Aula teórica. Fonte: Elaboração própria. Figura 21: Aula teórica. Fonte: Elaboração própria. Figura 22: Aula de ciências. Fonte: Elaboração própria. Figura 23: Aula do projeto coletivo no 7° ano. Fonte: Elaboração própria. Figura 24: Projeto individual sobre o filme. Fonte: Elaboração própria. Figura 25: Projeto individual. Fonte: Elaboração própria. Figura 26: Projeto coletivo (Feira de Ciências). Fonte: Elaboração própria. Figura 27: Visitante na Feira de Ciências. Fonte: Elaboração própria. Figura 28: Finalizado o projeto coletivo. Fonte: Elaboração própria.