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Hidráulica Aplicada: Engenharia Civil Aula 3 Sistemas Hidráulicos de Tubulações Professor: Ms. Rafael S. Margarido rasamar@gmail.com Whatsapp: http://fisica.ucoz.com Influências Relativas entre o traçado da tubulação e as linhas de carga. Influências Relativas entre o traçado da tubulação e as linhas de carga. Golpe de Aríete. Distribuição de Vazão em Marcha (qm) ● Até agora, todo escoamento de fluido era considerado como permanente e uniforme, ou seja, uma constância de vazão ao longo do trecho. ● Agora, vamos considerar que a vazão diminuindo ao longo do percurso, classificado como movimento permanente gradualmente variado. Ocorre em nos condutos de sistema de abastecimento público de água, sistemas irrigação, em que a água é distribuída por meio de numerosas derivações. ● Para efeito de cálculos, cada metro linear de tubulação distribui uma vazão uniforme qm, chamada de vazão unitária de distribuição, expressa em (L / s.m) ou (m3 / s.m). Vazão distribuída (Qd) ● Distribuída ao longo do trajeto: ● Dado um ponto num escoamento de água, este passa a ser dividido em duas partes: a parte da montante, de onde vêm as águas e a parte da jusante, para onde estão indo as águas. ● Qm → vazão em montante; Qj → vazão em jusante. Qd=Qm−Q j Vazão unitária ou marcha Qm: ● Dada por cada metro distribuído: qm= Q d L Vazão Fictícia (Qf) ● Podemos definir um conceito Qf como: ● Quando a vazão na extremidade da jusante for nula, a vazão fictícia é dada por: Qf= Qm+Q j 2 Qf= Qm √3 Exemplo 1: ● Uma tubulação de 6” de diâmetro e coeficiente de atrito f = 0,022, a pressão em A vale 166,6 KPa e em D vale 140,2 KPa. Determine a vazão unitária de distribuição em marcha qm, sabendo que a tubulação está no plano vertical e que a vazão em AB é 20 L/s. Despreze as perdas localizadas. Condutos Equivalentes: ● Um conduto é dito equivalente a outro ou a um sistema de condutos se a perda de carga total em ambos for a mesma em ambos condutos ou sistemas, para uma mesma vazão transportada. ● Iremos analisar a equivalência entre dois condutos simples e entre um conduto e um sistema. Conduto equivalente a outro: ● Sejam 2 condutos de comprimentos, diâmetros e rugosidades diferentes. Para que haja equivalência entre ambos, é necessário que: ΔH1 = ΔH2 e Q1 = Q2 ● Pela eq. da perda de carga, temos: ● Igualando as perdas, temos: ● Pela equação de Hazen-Williams: ΔH=0,0827. f . L .Q 2 D5 L2=L1 . f 1 f 2 .[ D2 D1 ] 5 L2=L1 .[ C1 C2 ] 1,85 .[ D2 D1 ] 4,87 Conduto equivalente a um sistema: Série ● O conduto é percorrido pela mesma vazão, e a perda de carga total é a soma das perdas de carga em cada tubo. ● O conduto equivalente, de comprimento L, diâmetro D, e coeficiente f, a um sistema de n tubulações, pode ser: ● Por Hazen-Williams: ΔH= f .L D5 .Q2= ∑ i=1 n f i . Li Di 5 .Q 2 f .L D5 = ∑ i=1 n f i . Li Di 5→ L C1,85 .D4,87 = ∑ i=1 n Li Ci 1,85 .Di 4,87 Conduto equivalente a um sistema: Paralelo ● Neste caso há uma redistribuição da vazão de entrada pelos trechos inversamente proporcional às resistências hidráulicas. Sistema em Paralelo: ● A vazão em um trecho qualquer: ● Pela eq. da continuidade: ● Logo: Qi=√ ΔH i .Di5f i . Li Q=Q1+Q2+Q3 √ΔH .D5f .L =√ΔH 1 .D15f 1 .L1 +√ΔH 2 .D 2 5 f 2 . L2 +√ ΔH 3 .D35f 3 . L3 D 2,5 f 0,5 . L0,5 = D1 2,5 f 1 0,5 .L1 0,5+ D2 2,5 f 2 0,5. L2 0,5 + D3 2,5 f 3 0,5 .L3 0,5 Sistema em Paralelo: ● Por Hazen-Williams: C .D2,63 L0,54 = C1.D1 2,63 L1 0,54 + C2.D2 2,63 L2 0,54 + C3.D3 2,63 L3 0,54 Exemplo 2: ● A ligação de 2 reservatórios mantidos em níveis constante é feita pelo sistema de tubulações. Assumindo um coeficiente de atrito constante para todas as tubulações f = 0,020, desprezando as perdas localizadas e as cargas cinéticas, determine a vazão que chega a R2, as vazões nos trechos de 4” e 6” e a pressão disponível no ponto B. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15