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1 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO 
Licenciatura em Ciências da Natureza 
Campus Serra da Capivara 
Disciplina: Biologia Celular 
 
 
 
 
 
 
 
 
MICROSCOPIA: Célula Animal e Vegetal 
1. Microscópio e Práticas a fresco 
 
 
 
Allyne Ribeiro Paes 
Patrícia de França Silva 
Maria Francisca Rodrigues Nunes 
Bruno Oliveira de Sousa Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Raimundo Nonato 26 de Agosto de 2016 
2 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO 
Licenciatura em Ciências da Natureza 
Campus Serra da Capivara 
Disciplina: Didática das Ciências 
 
 
 
 
 
 
 
 
MICROSCOPIA: Célula Animal e Vegetal 
1. Microscópio e Práticas a fresco 
 
 
 
 
Relatório apresentado à Biologia Celular como 
requisito para práticas de visualização e 
identificação de células. 
Orientação: Professor Francimário da Silva 
Feitosa 
 
 
 
 
 
 
 
São Raimundo Nonato 26 de agosto de 2016 
3 
 
SUMARIO 
 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4 
2. OBJETIVOS .......................................................................................................... 5 
3. MATERIAL ............................................................................................................ 5 
4. PROCEDIMENTOS ............................................................................................... 6 
5. RESULTADOS ...................................................................................................... 9 
6. CONCLUSÃO ........................................................................................................ 9 
7. REFERÊNCIAS ................................................................................................... 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1. INTRODUÇÃO 
O trabalho teve como objetivos de conhecer a constituição das células vegetal e 
animal por meio de microscópio óptico e possibilitar a identificação de diversas 
estruturas celulares. Sabemos que a célula é a unidade básica estrutural e funcional 
da vida comum a todos os seres vivos que é responsável pelos processos vitais, 
reprodução, desenvolvimento e hereditariedade, onde as mesmas têm origem em 
células pré-existentes. 
Não se sabe exatamente quem foi o inventor do microscópio. Muitos atribuem 
sua invenção a Zacharias e a Hans Janssen, porém foi Leeuwenhoek quem 
realmente aperfeiçoou o instrumento e o utilizou na observação de seres vivos. 
Polêmica à parte, é certo que, graças aos microscópios, foi possível uma análise 
mais apurada das células animais e vegetais e consequentemente dos processos 
que ocorrem no interior das mesmas. 
As células eucariontes comparadas com as células procariontes são organismos 
muito mais complexos, a principal diferença está na organização do material 
genético: as células eucariontes possuem seu material genético organizado no 
núcleo, que se encontra separado do restante da célula; nas células procarióticas o 
material genético não se encontra em um compartimento, está em todo citoplasma 
da célula e essas células são divididas em duas categorias: as células animais e as 
células vegetais. 
As células animais possuem uma membrana celular fluída, que possui 
movimentos, não é uma estrutura rígida, ela funciona como uma barreira seletiva, 
ela permite a passagem de certas substâncias indispensáveis para a célula e 
impede que outras entrem, mantendo em equilíbrio a célula. 
As células vegetais possuem organelas similares as das células animais, no 
entanto possuem parede celular ao invés da membrana plasmática. A parede celular 
é uma estrutura rígida, espessa e forte responsável pela proteção da célula, pela 
nutrição, crescimento, reprodução, é ela a responsável por dar sustentação à planta. 
 
 
5 
 
2. OBJETIVO 
Conhecer as principais partes de um microscópio óptico, seu manuseio e 
funcionamento, também aprender a preparar lâminas “a fresco” com epitélio de 
escamas de cebola, folhas da Espada de São Jorge e células da mucosa bucal, para 
podermos visualizar e poder diferenciar as estruturas de cada tipo de célula 
eucariótica. 
 
3. MATERIAL 
 Microscópio 
 Estilete 
 Papel absorvente 
 Lâmina 
 Lamínula 
 Conta-gotas 
 Corante: azul de metileno 
 Palitos (tipo sorvete) 
 Béquer plástico, 150 ml 
 Placa de Petri Plástica 
 Pincel 
 Água 
 Plantas Espada de São Jorge e cebola 
 Plano 
 
 
6 
 
4. PROCEDIMENTO 
Conhecendo as partes de um microscópio 
O microscópio óptico tem a função 
fundamental de fazer com que minúsculos 
objetos possam ser vistos através de suas 
lentes. Sem ele, seria impossível ver a olho 
nu determinadas estruturas. De modo geral, 
eles são utilizados em laboratórios de várias 
naturezas, inclusive para observar estruturas 
diferenciadas. Suas principais peças de 
estrutura que são os componentes ópticos (lente ocular, lente objetiva e 
condensador) e os componentes mecânicos (revólver, mesa ou platina, diafragma, 
presilha, parafuso de charriot). Os primeiros passos ao manusear é ajustar para 
grosseiro o parafuso macrométrico na objetiva 4, depois para fino o parafuso 
micrométrico na demais objetiva e se o material biológico for o sangue é utilizado a 
lente objetiva em 100x igual imersão. Os materiais necessários para a limpeza do 
microscópio são o álcool e éter, e não pode ser apenas elemento químico como o 
álcool, pois retiraria totalmente os fluidos da objetiva. 
Nomes das principais partes de um microscópio óptico e suas funções: 
Oculares: Dois sistemas de lentes (em microscópios mais simples há apenas um). 
As oculares geralmente têm poder de aumento de 10X e é por meio delas que 
observamos a imagem ampliada. 
Tubo: Suporte das oculares. Também chamado de canhão. 
Revólver: Peça giratória que comporta as objetivas. Para trocar de objetiva, sempre 
manuseie o revólver, nunca force as objetivas. 
Objetivas: Geralmente três ou quatro, são lentes de maior poder de ampliação. 
Platina: Também chamada de mesa, é o suporte onde será colocada a lâmina. A 
platina pode ser levantada ou baixada para regular o foco, utilizando-se os parafusos 
macro e micrométrico. 
7 
 
Condensador: Concentra os raios luminosos que incidem sobre a lâmina. 
Fonte de luz: Nos microscópios modernos é uma lâmpada, mas em microscópios 
mais antigos era um espelho que refletia a luz. 
Liga/desliga: Botão para ligar e desligar a lâmpada. 
Macrométrico: Parafuso que permite regular a altura da platina. Faz movimentos 
amplos para um ajuste grosso. 
Micrométrico: Parafuso que permite regular a altura da platina. Permite um ajuste 
fino do foco. 
Braço: Também chamado de coluna, é fixo na base do microscópio e serve de 
suporte para as demais partes. 
Charriot: Peça que permite movimentar a lâmina sobre a platina. Não aparece na 
figura pois geralmente localiza-se na lateral direita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
II PRÁTICAS A FRESCO 
 
1. Observação de células da Espada de São Jorge 
 Retirou com auxílio de um estilete um pedaço de Espada de São Jorge; 
 Colocou sobre centro da lâmina; 
 Acrescentamos uma gota de água; 
 Colocou a lamínula acima do fragmento posto; 
 Observou a lâmina no microscópio óptico, ajustado na objetiva 4x e ocular 
10x; 
 Resultado da observação no quadro com desenho a baixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Observação de células de cebola Retirou-se uma película da epiderme intensa de uma cebola com auxílio de 
um estilete; 
 Colocamos o material sobre o centro da lâmina; 
 Acrescentamos uma gota de azul de metileno; 
 Com auxílio de um papel de filtro retiramos o excesso do corante; 
 Observou a lâmina no microscópio óptico, ajustado na objetiva 4x e ocular 
10x; 
 Resultado da observação no quadro com desenho a baixo. 
 
 
 
 
 
 
9 
 
3. Observação de células da mucosa bucal humana 
 Com uma haste flexível coletou-se uma amostra da mucosa bucal; 
 Espalhou-se no centro da lâmina a amostra obtida, através da técnica do 
esfregaço; 
 Colocou-se uma gota do corante azul de metileno até a amostra cora; 
 Observou a lâmina no microscópio óptico, ajustado na objetiva 4x e ocular 
10x; 
 Resultado da observação no quadro com desenho a baixo. 
 
 
 
 
 
 
 
4. Observação de células da casca da tangerina 
 Retirou uma pequena amostra da casca da tangerina com auxílio de um 
estilete; 
 Colocamos o material sobe o centro da lâmina; 
 Acrescentamos uma gota de água; 
 Observou a lâmina no microscópio óptico, ajustado na objetiva 4x e ocular 
10x; 
 Resultado da observação no quadro com desenho a baixo. 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
5. RESULTADOS 
II PRÁTICAS A FRESCO 
 
1. Observação de células da Espada de São Jorge 
Nas folhas da Espada de São Jorge observou-se também as estruturas da célula 
vegetal e também os cloroplastos, responsáveis por dar a coloração esverdeada as 
folhas da espada de São Jorge, não necessitou da utilização do corante azul de 
metileno, pois a clorofila já dava a pigmentação necessária para que se visualizasse 
as células no microscópio óptico com clareza. 
 
2. Observação de células de cebola 
Adicionando a coloração azul de Metileno no epitélio da escama da cebola 
conseguimos visualizar as seguintes estruturas das células eucariontes vegetais: 
núcleo, citoplasma, parede celular bem definida e em formato mais retangular, 
formando estruturas que lembra a parede de tijolos. 
 
3. Observação de células da mucosa bucal humana 
Ao analisar as células do tecido epitelial da boca, conseguimos visualizar a 
seguinte estrutura da célula eucarionte animal: o núcleo, esta não apresentava um 
formato geométrico definido, não tinha uma forma específica, porém pode-se 
observar o formato arredondo e oval como característica mais marcante. Foi 
utilizado o corante azul de metileno com a finalidade de identificar o principalmente o 
núcleo e o restante das estruturas. 
4. Observação de células da casca da tangerina 
O Resultado do fragmento da casca da tangerina ficou sobreposto foi inviável na 
observação de sua célula não foi possível identificar sua estrutura. 
 
 
 
11 
 
6. CONCLUSÃO 
A realização dessa atividade elaborada contribui para ter o conhecimento mais 
aprofundado na área da citologia, conhecendo as diferenças e suas constituições 
entre as células animais e vegetais e aprendendo a manusear o microscópio. 
Através do corante utilizamos o azul-de-metileno corou o núcleo, mais 
especificamente o ADN, enquanto que a água iodada atua ao nível das organelas 
citoplasmáticos, membranas, paredes celulares e núcleo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. REFERENCIAS 
AMABIS, José.; MARTHO Gilberto. Biologia 1: biologia das células. 2 ed. São Paulo: 
Moderna, 2004. 
JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 6.ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 1997.

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