Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

METODOLOGIA CIENTÍFICA
Aula 1
Metodologia Científica
OBJETIVOS DA AULA
1.Identificar os tipos de conhecimentos;
2.Distinguir os conceitos de senso comum, 
conhecimento filosófico, científico e discurso 
religioso.
INTRODUÇÃO
A todo momento nos interrogamos sobre o 
significado e a função da Metodologia Científica, 
bem como seu ponto de partida, que recai sobre 
atitudes que não são espontâneas à existência 
humana.
Porém, dominar a linguagem não depende do 
desenvolvimento natural dos sujeitos, mas de 
habilidades e competências para uma postura 
reflexiva e crítica.
Veja agora como esta disciplina está dividida:
 Metodologia Científica 1
 Metodologia Científica 2
Esta aula faz parte do primeiro bloco e visa uma 
maior aproximação da Metodologia Científica e 
do processo de desenvolvimento e aquisição do 
conhecimento. 
 Metodologia Científica 3
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM METODOLOGIA CIENTÍFICA, 
MAS SERÁ QUE SABE DE FATO O QUE É?
Metodologia científica é o estudo dos métodos 
de conhecer, de buscar o conhecimento. É uma 
forma de pensar para se chegar à natureza de 
um determinado problema, seja para explicá-lo 
ou estudá-lo.  
KAHLMEYER-MERTENS et al. Como elaborar projetos de 
pesquisa: linguagem e método. Rio de janeiro: FGV, 2007. 
p. 15
Para nós, método é um conjunto de etapas, 
ordenadamente dispostas, a serem vencidas na 
investigação da verdade, no estudo de uma 
ciência, ou para alcançar determinado fim. E 
metodologia (do grego methodos + logia) 
significa o “estudo do método”. 
 
 Metodologia Científica 4
Quanto à palavra ciência, durante muito tempo 
ela serviu para indicar conhecimento em sentido 
amplo, genérico, como na expressão “tomar 
ciência”, cujo significado é “ficar sabendo”. Aos 
poucos, porém, como veremos, ganhou também 
sentido restrito, passando a designar o conjunto 
de conhecimentos precisos e metodicamente 
ordenados em relação a determinado domínio do 
saber. 
(RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica: para alunos dos 
cursos de graduação e pós-graduação. 3. ed. São Paulo: 
Loyola, 2005. p. 13.)
Metodologia significa, na origem do termo, 
estudo dos caminhos, dos instrumentos usados 
para se fazer ciência. É uma disciplina 
instrumental a serviço da pesquisa. Ao mesmo 
tempo visa conhecer caminhos do processo 
 Metodologia Científica 5
científico, também problematiza criticamente, no 
sentido de indagar os limites da ciência, seja 
com referência à capacidade de conhecer, seja 
com referência à capacidade de intervir na 
realidade.
(DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências sociais. 
3. ed. São Paulo: Atlas, 2007. p. 11.)
A metodologia científica está dentro de duas 
grandes áreas...
... E essas duas áreas se completam!
•Epistemologia
Epistemologia vem de episteme = termo 
grego que designa ciência; logia/logos = 
estudo.
 Metodologia Científica 6
Também conhecida como Filosofia da 
C i ê n c i a , a á r e a s e o c u p a d a 
fundamentação da ciência.
“A ciência sem a epistemologia – na 
medida em que tal seja imaginável – é 
primitiva e confusa”
Albert Einstein
•Metodologia Científica Aplicada
A Metodologia Científica está destinada à 
pesquisa e à elaboração de trabalhos 
acadêmicos e científicos.
E POR QUE TENHO QUE ESTUDAR METODOLOGIA 
CIENTÍFICA? 
 Metodologia Científica 7
Se considerarmos o conhecimento e a verdade 
como algo dinâmico e histórico, encontraremos o 
ser humano como razão e fundamento desse 
saber. 
Assim, não será preciso mais fazer perguntas do 
tipo: por que tenho que estudar? Já que a 
resposta está na célebre frase de Descartes, 
“penso, logo existo”. Porque essa é a nossa 
essência.
Aliás, muitos são os motivos para estudar 
Metodologia Científica. Vamos ver alguns deles:
1. Porque o conhecimento científico não 
existe sem método, sem uma linguagem 
específica, ou um rigor próprio.
2. Porque o maior desafio da Instituições de 
Ensino Superior está em desenvolver a 
postura de um pesquisador ao longo do 
processo educacional.
3. Porque é preciso desenvolver a autonomia 
do pensamento, muito presente no meio 
acadêmico. No exercício profissional, o 
sucesso está intimamente relacionado à 
capacidade de planejar e de organizar o 
pensamento, muitas vezes adquirida por 
meio da busca do conhecimento, através 
das práticas de leitura e da participação 
das atividades acadêmicas.
 Metodologia Científica 8
Ao ler as definições sugeridas para Metodologia 
Científica podemos perceber que todas 
mencionam a palavra conhecimento (capacidade 
de conhecer).
E pra você...
O que significa conhecer?
Significa incorporar um conceito novo, ou 
original, sobre um fato ou fenômeno qualquer.
Qual o valor do conhecimento para a vida 
humana?
É o resultado das experiências que acumulamos 
em nossa vida cotidiana.
O conhecimento pode ser obtido de diversos 
modos, através do método científico, das 
hipóteses, das leis e teorias científicas, bem 
como por meio da pesquisa científica e da 
elaboração de trabalhos acadêmicos.
Há muitas maneiras de estudar a realidade... 
No mundo acadêmico os modos de conhecer 
são classificados em:
• Senso comum ou conhecimento empírico;
• Conhecimento Científico;
•Conhecimento Filosófico;
• Discurso Religioso ou Conhecimento teológico.
 Metodologia Científica 9
SENSO COMUM OU CONHECIMENTO EMPÍRICO
COMO PODEMOS DEFINIR O SENSO COMUM?  
Aquilo que assimilamos por tradição. Ideias que 
nos ajudam a interpretar a vida e a julgar certas 
situações. 
 
Na verdade, estamos mergulhados no senso 
comum, que geralmente se apresenta como um 
saber ingênuo, fragmentado e por vezes 
conservador. 
O senso comum pode ser caracterizado em:
★Espontâneo
Primário, simples e elementar. Nasce da 
tentativa do homem resolver seus problemas 
no dia a dia.
★Ametódico
Porque não possui um método, ou seja, um 
procedimento, uma técnica.
★Empírico
Se baseia na experiência cotidiana comum.
★Ingênuo ou acrítico
Não é crítico, não se coloca como problema 
e não se questiona enquanto saber. 
★Subjetivo
É relativo ao sujeito do conhecimento. É 
formado por juízos pessoais a respeito das 
coisas, ocorrendo o envolvimento emocional 
e valorativo de quem observa. 
 Metodologia Científica 10
ATENÇÃO
É preciso ressaltar que senso comum não é o 
mesmo que bom senso, uma vez que este revela 
certo refinamento das ideias, uma elaboração 
mais coerente do saber comum.
Conhecimento Filosófico
O QUE PODEMOS ENTENDER POR FILOSOFIA? 
Segundo Maria Lúcia Arruda Aranha e Maria 
Helena Pires Martins dizem que:  
 
“A filosofia é um modo de pensar que 
acompanha o ser humano na tarefade 
compreender o mundo e agir sobre ele. Mais que 
postura teórica, é uma atitude diante da vida, 
tanto nas condições corriqueiras como nas 
s i tuações- l imi tes que exigem decisões 
cruciais.” (ARANHA; MARTINS, 2003, p. 81)
Agora veja como essas autoras caracterizam o 
conhecimento filosófico:
★RADICAL
Originada do Latin radix, radicis significa 
raiz e, no sentido figurado, “fundamento”, 
“base”.
 
A filosofia é considerada radical porque 
busca explicitar os conceitos que estão na 
base do pensar e do agir. Investiga as 
 Metodologia Científica 11
raízes, os princípios que orientam nossa 
existência.
★RIGOROSO
O conhecimento filosófico pode ser 
rigoroso, pois o filósofo deve dispor de um 
método a fim de proceder com rigor na 
investigação.
 
São vários métodos para proceder a 
i n v e s t i g a ç õ e s e d e s e n v o l v e r u m 
pensamento rigoroso, fundamentado, 
coerente e expresso numa linguagem 
também rigorosa. Os conceitos devem ser 
claramente definidos.
★SABER DE CONJUNTO
Ter como característica o Saber em 
conjunto. Significa que a filosofia é 
globalizante porque, ao examinar, observa 
os diversos aspectos de um problema e 
p o r v i s a r o t o d o , e l a s e t o r n a 
interdisciplinar.
ATENÇÃO
Conclui-se então, que o conhecimento 
filosófico…
“...nos permite ter mais de uma dimensão (...). É 
a filosofia que dá o distanciamento para a 
 Metodologia Científica 12
avaliação dos fundamentos dos atos humanos e 
dos fins a que eles se destinam. (...) Portanto, a 
filosofia é a possibilidade de transcendência 
humana, ou seja, a capacidade de superar a 
situação dada e não escolhida. (...) A filosofia 
impede a estagnação.” 
Em Filosofia não estudamos dados ou fatos 
puramente exteriores, mas pensamentos. 
Portanto, o conhecimento filosófico não é 
um conhecimento ordinário, empírico, 
prático, mas uma interioridade.
CONHECIMENTO CIENTÍFICO
O CONHECIMENTO CIENTÍFICO ESTÁ ESTRITAMENTE 
LIGADO A CIÊNCIA. MAS AFINAL, O QUE É CIÊNCIA?
Ciência é um saber racional e objetivo, que se 
atém aos fatos podendo transcendê-los. A 
Ciência depende da investigação metódica o que 
a torna analítica e requer exatidão e clareza na 
busca e aplicação de leis, podendo se usar de 
predições úteis, porém verificáveis.
QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO 
CIENTÍFICO?
 Metodologia Científica 13
★Saber racional  que obedece a regras, leis, 
princípios e se contrapõe ao saber ilusório, 
às emoções e às crenças;
 
★Saber lógico e sistemático porque as ideias 
formam uma ordem coerente;
 
★Saber verificável e metódico, pois é 
passível de exame para ter sua pretensão 
confirmada ou não. Para tanto segue uma 
técnica, um procedimento.
ATENÇÃO
No mundo acadêmico, fazer ciência é importante 
porque nos permite alterar a natureza e a nós 
mesmos. É da academia que saem o maior 
número de cientistas-pesquisadores.
D ISCURSO RELIG IOSO OU CONHECIMENTO 
TEOLÓGICO
VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA A PALAVRA RELIGIÃO?
Enquanto o conhecimento científico se 
fundamenta na evidência dos fatos observáveis 
e a Filosofia na lógica de seus enunciados, o 
conhecimento teológico se preocupa com a 
revelação divina
 Metodologia Científica 14
O conhecimento teológico ou religioso passa 
necessariamente por representações abstratas 
que influenciam as ações no mundo da vida, 
bem como conferem sentido às angústias e 
inquietações da consciência. Neste ponto não só 
representa uma explicação sobre a origem de 
todas as coisas como desvela o modo de 
determinada cultura entender e interpretar a sua 
própria existência. 
Nesta aula, você:
• Identificou os tipos de conhecimentos;
• Distinguiu os conceitos de senso comum, 
conhecimento filosófico, conhecimento 
científico e discurso religioso.
 Metodologia Científica 15
REGISTRO DE PARTICIPAÇÃO
1. Correlacione as colunas, identificando o nome 
de cada uma das características do senso 
comum, descritas abaixo:
 
1. Espontâneo;
2. Ametódico;
3. Empírico;
4. Acrítico;
5. Subjetivo.
 
( 3 ) Saber que se baseia na experiência 
cotidiana comum.
( 4 ) Saber que não se coloca como problema e 
não se questiona enquanto sabedoria.
( 5 ) Saber formado por juízos pessoais a 
respeito de coisas, ocorrendo o envolvimento 
emocional e valorativo de quem observa.
( 1 ) Saber primário, elementar e simples.
( 2 ) Saber que não apresenta um método ou 
técnica.
Qual a sequência encontrada?
 1) 4-3-5-2-1 
 2) 3-4-5-1-2 
 3) 1-2-4-5-3 
 4) 4-5-3-2-1 
 
 Metodologia Científica 16
2. Coloque F para falso e V para verdadeiro, nas 
afirmativas abaixo:
( F ) O conhecimento do senso comum será 
sempre um saber que se afasta da verdade.
( V ) O saber racional é aquele que obedece 
regras e se afasta das emoções e crendices.
( F ) A ciência que desenvolvemos hoje, de 
forma sistemática e racional já estava presente 
nas civilizações da antiguidade.
(  F ) O conhecimento científico é racional, 
metódico e infalível.
 1) F-V-F-F 
 2) V-V-F-F 
 3) V-F-V-F 
 4) F-V-V-F 
 
3.  Observe a letra da música de Ivan Lins e Vitor 
Martins, “Daquilo que eu sei”, e assinale a opção 
correta:
 
Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me deu certeza...
 
Daquilo que eu sei
 Metodologia Científica 17
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo foi concebido...
 
Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah Eu!
Usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
Cada vez mais limpo!
1) A música nos lembra do sentido do uso da 
razão típico do conhecimento científico. 
2) A música nos remete ao método como 
procedimento para o conhecimento 
racional.
3) A música apresenta o e lemento 
subjetivo característico do senso 
comum permeado pelas certezas 
cotidianas. 
4) A música desvela o conhecimento não 
sistemático típico do conhecimento 
científico. 
 
 Metodologia Científica 18
4.  Coloque a letra C para Ciência e a letra S 
para senso comum:
( S ) O camponês sabe como tratar o solo, 
utilizar adubos e providenciar as defesas para 
sua plantação, porque adquiriu o conhecimento 
necessário na sua vida cotidiana.
( C ) O pneumologista Irwin Ziment demonstrou 
que o frango durante o cozimento libera cisteína, 
um aminoácido, similar ao fármaco receitado 
para os casos de bronquite.
(  S ) “No inverno, faz frio porque a Terra está 
muito longe do Sol. No verão, ao contrário, a 
Terra se encontra mais próxima.”
(  C ) “A física demonstra que as cores não 
existem em si mesmas, mas são ondas 
luminosas de cumprimentos diferentes, obtidas 
pela refração e reflexão.”
( S ) “Água mole em pedra dura tanto bate até 
que fura.”
 1) S-C-S-C-S 
 2) C-S-S-C-S 
 3) S-S-C-C-S 
 4) C-S-C-C-C 
 
 MetodologiaCientífica 19
CEL0476_EX_A1_201102276103
 Disciplina: CEL0476 - METODOLOGIA 
CIENTÍF. 
Período Acad.: 2014.1 - EAD (G) / EX
1a Questão 
O conhec imento popu lar, também 
denominado de vulgar, empírico ou senso 
comum, resulta do modo espontâneo e 
corrente de conhecer.
PORTANTO
O conhecimento popular é sistemático, já 
que se trata de um saber ordenado 
logicamente, formando um sistema de 
ideias (teorias) e não conhecimentos 
dispersos e desconexos.
Nesse sentido, podemos afirmar que:
A 1ª afirmativa é falsa e a 2ª é 
verdadeira.
Ambas as afirmativas são falsas.
Ambas as afirmativas são 
verdadeiras.
A 1ª afirmativa é verdadeira e a 2ª 
completa a primeira.
 Metodologia Científica 20
X
A 1ª afirmativa é verdadeira e a 2ª 
falsa.
2a Questão
Em relação ao conhecimento científico, 
assinale V (verdadeiro) para as 
alternativas verdadeiras e (F) para as 
falsas e escolha a sequência correta.
( ) O conhecimento é uma forma de 
compreender a realidade.
( ) O conhecimento científico tem como 
base o conhecimento teológico.
( ) O conhecimento empírico surge das 
experiências em laboratório.
( ) A ciência pode ser definida como uma 
forma de investigação metódica e 
organizada.
V, F, V, V
X F, V, V, F
V, F, F, V.
V, V, F, F.
F, F, V, F.
 Metodologia Científica 21
AULA 2
CONHECIMENTO
OBJETIVOS DA AULA
1.Avaliar a importância do 
m é t o d o p a r a a p r á t i c a 
científica;
2.Descrever a classificação 
das ciências.
INTRODUÇÃO
Depois de estudarmos os diferentes tipos de 
conhecimento, podemos destacar que o 
conhecimento científico se caracteriza como 
racional, sistemático e metódico. 
Quando pensamos em conhecimento racional, 
estamos tomando como ponto de partida a 
possibilidade de pensar a realidade, formulando 
indagações sobre o mundo e sobre a nossa 
própria existência, a fim de encontrarmos 
algumas respostas que se aproximem da 
realidade.
 Metodologia Científica 22
A Razão
O que podemos entender pelo termo razão?
O termo racional vem da palavra razão e pode 
ter várias acepções como: razão humana, razão 
particular, razão universal, razão divina etc. 
Cada adjetivo adicionado ao termo altera o 
sentido do conceito razão. 
Pressupondo que razão e intelecto se equiparam 
e considerando a ideia de razão como uma 
faculdade humana, podemos nos questionar: 
E racionalidade? O que é?
Racionalidade liga-se à ideia de racional, 
compreendendo dessa maneira que o ser 
humano é um ser racional, que os meios que 
utilizam são racionais, que o mundo é racional, 
ou seja, acreditamos que o ser humano e o 
mundo são inteligíveis, suscetíveis de serem 
entendidos.
Galileu, por exemplo, acredita que o homem e o 
mundo são inteligíveis e suscetíveis de 
entendimento ao tentar refutar uma das ideias de 
Aristóteles.
 Metodologia Científica 23
O Sistemático
O que significa Sistemático?
O termo sistemático liga-se à ideia de sistema, 
que denota o sentido de um todo organizado, 
interconectado em suas partes. 
 
Uma pesquisa, por exemplo, segue um método 
sistemático porque é um processo de construção 
do conhecimento a partir de objetivos gerais e 
específicos que visam alcançar algum fim. Cada 
etapa da pesquisa dever estar interconectada 
f o r m a n d o u m s i s t e m a c o e r e n t e d e 
procedimentos e ideias, constituindo, assim, um 
todo organizado.
Pode-se notar que a intenção de Galileu era 
remontar um cenário, dentro de um sistema, que 
desmistificasse os feitos de Aristóteles baseado 
nos fatos. 
É interessante observar que, ao falarmos em 
termos como racional e sistema, nos vinculamos 
ao sentido de método.
O Método
E o que seria Método?
 Metodologia Científica 24
A palavra método vem do grego μέθοδος 
(méthodos) ― caminho para chegar a um fim. 
Nossos dicionários definem método como o 
conjunto de procedimentos para atingir um 
objetivo, ou seja, uma maneira ordenada e 
sistemática de agir.
Assim fez Galileu, de maneira ordenada, 
provando que Aristóteles estava errado através 
da queda das esferas.”
Portanto, Metodologia é um conjunto de 
métodos. Por isso, nos acostumamos a dizer 
que uma pessoa é metódica quando segue um 
método de trabalho ou quando se preocupa com 
os detalhes.
O que é o Método Científico?
“Trata-se de um conjunto de procedimentos por 
intermédio dos quais se propõe problemas 
científicos e colocam-se à prova as hipóteses 
científicas.” (BUNGE apud LAKATOS, 2000, p. 44)
O método científico é um conjunto de regras 
básicas para desenvolver uma experiência a fim 
de produzir novo conhecimento, corrigir e 
integrar conhecimentos pré-existentes.
 
 Metodologia Científica 25
Na maioria das disciplinas científicas, o método 
científico consiste em juntar evidências 
observáveis, empíricas (baseadas apenas na 
experiência) e mensuráveis e analisá-las com o 
uso da lógica. 
Isso aconteceu no experimento que acabamos 
de ver. Nele se tornou observável a mudança do 
estado da água de sólido para líquido e depois 
para gasoso por meio do calor do fogo. Usou-se, 
então, a lógica aplicada à ciência, como 
defendem muitos autores.
No sentido literal, a Metodologia representa o 
estudo dos métodos e, especialmente, do 
método da ciência, que se supõe universal. 
Mas você já analisou por que o método é tão 
importante? 
 
Veja, então, a sua utilidade:
★ Ajuda a compreender o processo de 
investigação;
★ Possibilita a demonstração;
★ Disciplina suas ações;
★ Ajuda a perceber erros;
★ Auxilia as decisões do cientista.
 Metodologia Científica 26
O método é, então, um plano de ação, em que a 
técnica utilizada é o modo ou a maneira de 
realizar a atividade pretendida, permitindo que o 
procedimento escolhido ocorra de maneira hábil 
e, se possível, perfeita.
CURIOSIDADE
Você sabia que o método científico 
pode ser visto como a ISO 9000 da 
ciência? “Não diz se o produto serve, 
não diz se o achado científico é 
importante, apenas diz que o processo 
de busca seguiu as regras do jogo. A 
evidência foi corretamente coletada, 
os procedimentos estatísticos e o 
t r a t a m e n t o d o s d a d o s s ã o 
apropriados.” (CASTRO, 2006, p.59)
O método científico pode se sustentar em dois 
procedimentos:
 Metodologia Científica 27
Método Dedutivo
Exemplo
O cão estava desolado, o seu sofrimento por 
amor estava lhe consumindo. Não havia 
reciprocidade de sentimentos. A cadela nem 
sabia da sua existência e vivia no seu mundo 
paralelo. Tudo era triste até o momento em que 
o cão escutou algo que mudou a sua vida...
 Metodologia Científica 28
Pesquisas comprovam a existência  
de coração em todos os 
mamíferos. 
O cão pensou:
Todo mamíferotem um coração;
Todos os cães são mamíferos;
Logo, todos os cães têm um coração.
Você observou que todas as premissas e a 
conclusão – segundo a lógica ―   são 
verdadeiras? 
Concluir que todos os cães têm coração, ideia 
presente nas premissas, significa dizer que o 
argumento dedutivo enuncia uma informação ou 
ideia já conhecida, ou seja, o método dedutivo 
tem o propósito de explicar o conteúdo dos 
enunciados, apresentando uma conclusão 
inevitável, a partir de dados gerais para dados 
particulares.
 Metodologia Científica 29
Amor...
Você tem coração!!!
Método Indutivo
Durante a manutenção de um 
poste de energia, o eletricista, 
ainda novo no ramo, notou que 
existia uma instalação irregular, 
feita com cobre, zinco e cobalto 
e pensou...
O cobre conduz energia.
O zinco conduz energia.
O cobalto conduz energia...
...Logo, todo metal conduz energia.
Observe que o Eletricista passa por 3 etapas:
★Observação dos fenômenos;
★Descoberta da relação entre eles;
★Generalização da relação.
Uma crítica ao Método indutivo:
 
David Hume (1711-1776), empirista inglês, 
investigou o método de indução, colocando o 
seguinte problema: como podemos transportar 
uma informação part icular (de um fato 
observado) para uma lei geral? Ou, dizendo de 
outro modo, como podemos fazer conexões 
lógicas e necessárias entre as coisas?
 
 Metodologia Científica 30
Sua resposta apontou para a ideia segundo a 
qual os conhecimentos oriundos da experiência 
podem ser considerados verdadeiros.
 
Todavia, partindo de tal constatação, não seria 
possível alcançar as generalizações feitas pelo 
intelecto, uma vez que não há garantias de 
veracidade nesse segundo momento, o que 
significa dizer que nada legitima a passagem de 
uma experiência singular para um enunciado 
universal, como acredita o empirismo clássico. 
C A R A C T E R Í S T I C A S Q U E D I S T I N G U E M O S 
ARGUMENTOS:
A té aqui es tudamos duas abordagens 
importantes para o método científico: a 
abordagem dedutiva (dependente da lógica) e a 
indutiva (dependente da experiência empírica). 
 
Se por um lado podemos criticar o método 
dedutivo por não ampliar o conhecimento, por 
outro podemos apontar que ele nos traz um 
conhecimento provável, pois somente um exame 
de todos os elementos garantiria uma indução 
perfeita. 
 
Neste caso, se algumas induções não se 
confirmam, deve-se buscar os elementos que 
 Metodologia Científica 31
resultaram em erro, não abandonando a 
investigação.
Assim, encontramos duas características que 
distinguem os argumentos: 
DEDUTIVO INDUTIVO
Se todas as premissas 
forem verdadeiras, a 
conclusão será 
verdadeira.
Se todas as premissas 
forem verdadeiras, a 
conclusão será 
provável.
Toda a informação 
contida na conclusão 
já estava presente nas 
premissas.
A conclusão apresenta 
informação que não 
estava presente nas 
premissas.
No método dedutivo, partimos de uma ideia geral 
para uma especifica. Já no método indutivo, 
partimos de experiências específicas para 
alcançarmos uma regra geral.
EXEMPLO
Um pesquisador decide estudar determinada 
planta. Ele parte de conhecimentos prévios 
sobre o objeto escolhido. 
 
 Metodologia Científica 32
Em certo momento ele percebe que as folhas 
cobertas por pelos (tricomas) não foram 
atacadas por lagartas de borboletas. Fato que 
ocorre frequentemente com as folhas sem pelos. 
 
O pesquisador, então, faz o seguin te 
questionamento: é possível afirmar que a 
presença de pelos nas folhas da planta dificulta 
a predação? 
 
Em seguida, apresenta a hipótese: a presença 
de pelos em folhas de plantas dificulta a 
predação por lagartas de borboletas. 
 
Neste ponto, o cientista realiza a testagem de 
sua hipótese. Separa algumas folhas com pelos 
e outras sem pelos e verifica a predação para 
observar a hipótese formulada. 
MÉTODO HIPOTÉTICO-DEDUTIVO
Karl Popper (1922-1996) criticou o método 
indutivo e lançou as bases do método chamado 
hipotético-dedutivo que consiste na construção 
de hipóteses, cujas predições devem se 
submeter ao critério da falseabilidade.
 Metodologia Científica 33
Popper dizia que qualquer enunciado que só 
tenha termos observacionais poderia dizer mais 
do que se pode ver.
Como assim?
Quer d izer que, se o c ient is ta seguir 
rigorosamente cada fase desse método e, ao 
final, constatar que sua hipótese deve ser 
refutada, como no caso do líquido do copo que 
deixa de ser água, poderá encontrar argumentos 
científicos suficientes para formular críticas às 
teorias existentes e seus paradigmas. Essas 
teorias foram consideradas como ponto de 
partida para novas pesquisas.
Toda hipótese contém uma predição, ou seja, 
uma suposição e prec isa passar pelo 
falseamento. O cientista testará sua hipótese, 
analisará os resultados para alcançar a 
confirmação de sua suposição ou refutá-la. Se a 
hipótese não for corroborada, poderá, a partir 
dos dados obtidos, construir nova hipótese.
Atenção: as hipóteses científicas não podem ser 
vistas como verdades absolutas, mas, sim, como 
explicações plausíveis.
 Metodologia Científica 34
Nesta aula, você:
★Estudou os tipos o processo de aquisição 
do conhecimento com base no método 
científico e nos seus
principais procedimentos - dedutivo e 
indutivo;
★Analisou também o conceito de 
falseabilidade.
 Metodologia Científica 35
REGISTRO DE PARTICIPAÇÃO
1. “Todos os metais conduzem eletricidade.
A prata é um metal.
Logo, a prata conduz eletricidade.”
 
Neste silogismo encontramos o argumento:
 1) ( ) Indutivo ― do particular para o geral. 
 2) ( ) Dedutivo ― do particular para o geral 
 3) ( ) Indutivo ― do geral para o particular. 
 4) ( ) Dedutivo ― do geral para o particular. 
 
2.
“Terra, Marte, Vênus e Júpiter são desprovidos 
de luz própria.
Terra, Marte, Vênus e Júpiter são planetas.
Logo, todos os planetas são desprovidos de luz 
própria.”
 
Neste silogismo encontramos o argumento:
 1) Dedutivo ― do particular para o geral. 
 2) Indutivo ― do geral para o particular. 
 3) Indutivo ― do particular para o geral. 
 4) Dedutivo ― do geral para o particular. 
 
 Metodologia Científica 36
3. Karl Popper, filósofo da ciência, afirmou que 
uma teoria só poderá ser considerada científica 
se puder ser falseável ou refutável.
Ser falseável significa, exceto:
 
 1) Que a ciência não oferece verdades, mas 
probabilidades. 
 2) Se há alguma verdade na ciência, esta será 
sempre provisória, enquanto não for testada e 
negada. 
 3) Há na ciência a absoluta convergência 
entre o pensamento científico e a realidade. 
 4) Que o objetivo da ciência não é a busca de 
certezas inabaláveis. 
 
 
CEL0476_EX_A2_201102276103
 Disciplina: CEL0476 - METODOLOGIA CIENTÍF. 
Período Acad.: 2014.1 - EAD (G) / EX
1.
Uma teoria científica NÃO pode ser entendida 
comoMetodologia Científica 37
( X ) um sistema baseado em hábitos, 
preconceitos, tradições cristalizadas e 
sistematizadas pela exigência de coerência 
social, de forma a traduzir a verdade sobre a 
realidade existente.
( ) um conjunto de atitudes e atividades 
racionais dirigidas ao sistemático conhecimento 
com objeto limitado, capaz de ser submetido à 
verificação.
( ) conhecimento que resulta de um trabalho 
racional.
( ) uma sistematização de conhecimentos, um 
conjunto de proposições logicamente 
correlacionadas sobre o comportamento de 
certos fenômenos que se decide estudar.
( ) um sistema ordenado e coerente de 
proposições baseadas em um pequeno número 
de princípios, cuja finalidade é descrever, 
explicar e prever do modo mais completo 
possível um conjunto de fenômenos.
2.
O Método Científico consiste na análise dos 
métodos de pesquisa, partindo do princípio de 
que existem quatro tipos de conhecimentos 
que embasam e formam o pensamento
( X ) Senso comum, filosófico, científico e 
religioso
 Metodologia Científica 38
( ) Científico, fenomenológico, religioso e senso 
comum
( ) científico, premonitório, religiosos e filosófico
( ) Senso comum, cientifico, supersticioso e 
religioso
( ) supersticioso, religioso, filosófico e científico
3.
O senso comum é uma p rodução de 
conhecimento significativa e de grande 
abrangência societária. Podemos indicar como 
pressupostos básicos do senso comum: 
I. Crenças sobre os fenômenos naturais e 
sociais. 
II. Produção de valores transmitida pelas 
relações sociais. 
III. Conhecimento produzido através de rigorosa 
coleta de dados.
( ) Somente a opção I está correta.
( ) Somente a opção II está correta.
( ) Somente a opção III está correta.
( ) Somente as opções II e III estão corretas.
( X ) Somente as opções I e II estão corretas.
 Metodologia Científica 39
AULA 3
METODOLOGIA APLICADA À PESQUISA
1.Reconhecer a importância da pesquisa e seus 
benefícios na construção científica;
2.Listar as classificações da pesquisa para fins 
de aplicabilidade;
3.Estabelecer os benefícios e riscos de se 
pesquisar na internet.
Você sabia...
...que brasileiros adoram reality shows?
Ficou comprovado que 2687 brasileiros adoram 
reality shows. E a maioria dos telespectadores 
dos chamados “shows da vida” são mulheres 
entre 18 e 35 anos.
Quer conhecer mais sobre a 
afinidade dos brasileiros com os 
reality shows? Então acesse o site 
Web2engagebrasil.
O texto acima nos dá margem para alguns 
questionamentos:
•De onde ou de quem parte a motivação para 
saber a relação entre brasileiros e reality 
shows?
•Como é feito esse levantamento?
 Metodologia Científica 40
Como vimos nas aulas passadas, tudo surge do 
conhecimento que se tem e do desejo e/ou 
necessidade de desvendar e provar coisas 
novas. E é da sede de conhecimento que 
nascem as pesquisas.
Essas pesquisas começam com ideias, ou seja, 
experiências individuais, teorias, observações de 
fatos, leitura de artigos etc. Na tela anterior, por 
exemplo, dissemos que brasileiros adoram 
reality shows e indagamos:
•De onde ou de quem parte a motivação para 
saber a relação entre brasileiros e reality 
shows?
Já pensou que a motivação para essa 
pesquisa pode partir das próprias emissoras 
interessadas no tipo de programa que atrai 
mais os telespectadores ou mesmo da área 
de humanas interessada em saber a 
influência desses programas na vida das 
pessoas? São muitos os tipos de interesse 
nesses dados.
•Como é feito esse levantamento?
Como mostra o site Web2engagebrasil, ele é 
feito através de um painel online, em que os 
t e l e s p e c t a d o r e s p r e e n c h e m s u a s 
considerações. Assim, o levantamento desses 
dados serve para comprovar a adoração dos 
 Metodologia Científica 41
brasileiros pelo estilo de programa em 
questão.
Então dizemos que pesquisa é…
.. uma atividade voltada para a solução de 
problemas por meio dos processos do método 
científico. 
Segundo Eva Maria Lakatos (1992, p. 43), a 
p e s q u i s a p o d e s e r c o n s i d e r a d a u m 
p roced imen to f o rma l com mé todo de 
pensamento reflexivo que requer um tratamento 
científico e se constitui no caminho para se 
conhecer a realidade ou para descobrir verdades 
parciais. Significa muito mais do que apenas 
procurar a verdade: é encontrar respostas para 
questões propostas, uti l izando métodos 
científicos .
Podemos, assim, indicar três elementos que 
caracterizam a pesquisa: 
✴o levantamento de algum problema;
✴a solução à qual se chega; 
✴os meios escolhidos para chegar a essa 
solução, como os instrumentos científicos e os 
procedimentos adequados.
 Metodologia Científica 42
Exemplo:
Pesquisa revela que custo para cultivar 
morango orgânico é menor do que o do 
convencional
Dados foram coletados em duas propriedades, 
localizadas nos municípios de Atibaia e de Monte 
Alegre do Sul, no Estado de São Paulo
Um estudo realizado por pesquisadores da 
A g ê n c i a P a u l i s t a d e Te c n o l o g i a d o s 
Agronegócios (Apta) e da Embrapa apontou que 
o custo de produção do morango orgânico (R$ 
18.967,04) é inferior ao custo do cultivo 
convenc iona l (R$ 22 .010 ,76) , quando 
comparados em uma escala de 10 mil plantas.
Levantamento do problema:
P o r q u e o c u s t o d e c u l t i v o 
convencional é maior que o do 
orgânico?
Os pesquisadores coletaram dados em duas 
propriedades, localizadas nos municípios de 
Atibaia e de Monte Alegre do Sul, no Estado de 
São Paulo. O morango orgânico tem uma 
produção média de 787 gramas por planta, com 
o custo de R$1,90 e índice de lucratividade de 
60,74%. Já no cultivo convencional, a produção 
média foi de 871 gramas por planta e custo 
médio de R$1,93, com índice de lucratividade de 
49,46%.
 Metodologia Científica 43
Método escolhido para chegar a 
uma conclusão:
Nos cálculos do custo de produção foram 
incluídos mão de obra de duas pessoas, 
colheita, embalagem e limpeza do cultivo, além 
de gastos com os insumos próprios para o 
cultivo. Segundo os pesquisadores, uma das 
soluções para diminuir os custos em ambos os 
sistemas é a produção de embalagens mais 
econômicas, ou ainda a aquisição de mudas de 
empresas certificadas, que ofereçam um preço 
melhor.
Solução a qual se chega
D i m i n u i r o s c u s t o s c o m a 
produção de embalagem mais 
econômica
Começamos a refletir sobre pesquisa e agora 
chegou a hora de defini-la:
 
A pesquisa...
✴é uma atividade essencial da ciência;
✴possibilita uma aproximação e o entendimento 
da realidade investigada;
✴é um processo permanentemente inacabado;
✴fornece informações para uma intervenção no 
real.
 Metodologia Científica 44
E quanto ao termo pesquisa científica, do que se 
trata?
Se trata do tipo de pesquisa 
que objetiva contribuir para o 
d e s e n v o l v i m e n t o d o 
conhecimento humano em 
t o da s a s á r e a s , s e n d o 
sistematicamente planejada e 
executada segundo critérios 
rigorosos de processamento das informações. 
 
Uma pesquisa será considerada científica, se for 
objeto de investigação planejada, desenvolvida e 
redigida conforme as normas metodológicas 
consagradas pela ciência.  
Tem por base procedimentos racionais 
e sistemáticos ou seja, é a atitude 
científica pela qual se descobre a 
realidade.
De acordo com Antônio Carlos Gil, duas são as 
razões para se fazer uma pesquisa:
•As razões de ordem intelectual, que decorrem 
do desejo de conhecer, são comuns nas 
dissertações de mestrado, nas monografias, 
nos artigos e nos trabalhos de conclusão de 
curso, em que a pesquisa é voltada para fins de 
conhecimento. 
 Metodologia Científica 45
•Já as razões de ordem prática, como próprio 
título diz, vem do desejo de conhecer com 
vistas a fazer algo, que muitas vezes pode vir a 
ser útil e beneficiar a própria sociedade.
Quanto ao Pesquisador...
É importante destacar que a possibilidade de 
êxito na tarefa de pesquisa depende das razões 
e motivações do pesquisador.
Curiosidade, criatividade, integridade intelectual, 
atitude autocorretiva, sensibilidade social, 
imaginação discipl inada, perseverança, 
paciência e confiança na experiência são ações 
e atitudes que devem ser incorporadas à pessoa 
que for ou estiver no papel de pesquisador.
Fazer pesquisa não é uma tarefa fácil 
É preciso ter planejamento e considerar 
aspectos como classificação, abordagem, 
objetivo e procedimentos, pois estes delimitam a 
busca do que se pretende pesquisar. 
CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
A classificação da pesquisa está relacionada à 
sua natureza, ou seja, àquilo que compõe a 
essência da pesquisa:
 Metodologia Científica 46
Pesquisa pura
Conhecida também por básica ou teórica, 
a Pesquisa Pura objetiva gerar novos 
conhecimentos úteis para o avanço da 
ciência sem aplicação prática prevista. 
 
Envolve verdades e interesses universais. 
É motivada basicamente pela curiosidade 
intelectual do pesquisador.
Exemplo: A origem do universo.
Pesquisa aplicada
É aquela que objetiva gerar conhecimentos 
para a aplicação prática, dirigidos à 
solução de problemas específicos. 
 
Envolve verdades e interesses locais.
Exemplo:  A busca de uma vacina contra a 
AIDS.
ABORDAGEM DA PESQUISA
Quanto à abordagem, a pesquisa pode ser 
dividida em:
✴Qualitativa
Neste enfoque não há medição numérica, 
como nas descrições. 
 
 Metodologia Científica 47
Seu propósito está em reconsiderar ou 
reconstruir a realidade observada. Assim, 
considera a existência de uma relação 
dinâmica entre mundo real e o sujeito. 
 
É descritiva e utiliza o método indutivo. 
O processo é o foco principal.
✴Quantitativa
Neste tipo de pesquisa temos a coleta e a 
análise de dados para dar conta das 
questões que envolvem a pesquisa. 
 
Ela utiliza métodos estatísticos e traduz em 
números opiniões e informações para 
classificá-los e organizá-los. 
OBJETIVO DA PESQUISA
Quanto aos objetivos, a pesquisa pode ser:
Descritiva - 
A pesquisa descritiva tem como objetivo 
principal descrever as características de 
algum fenômeno observado, descobrir a 
frequência com que ocorre, sua relação e sua 
conexão com outros fenômenos. 
 
Esta modalidade é típica das ciências 
humanas e sociais.
 
 Metodologia Científica 48
Neste tipo de pesquisa, o estudante deve 
observar, registrar, analisar e correlacionar 
fatos ou fenômenos variáveis, sem manipulá-
los.
Veja alguns exemplos: 
•características de um grupo social; 
•nível de atendimento de determinada 
empresa prestadora de serviço;
•levantamento de opiniões, atitudes e crenças 
de um segmento da sociedade; 
•pesquisas eleitorais que apontam a 
p r e f e r ê n c i a p o l í t i c o - p a r t i d á r i a d e 
determinados grupos etc.
Exploratória -
A pesquisa exploratória é considerada o 
passo inicial de qualquer pesquisa. 
 
Trata-se de uma observação, ou seja, 
consiste em recolher e registrar os fatos da 
realidade, com o objetivo de proporcionar 
maior familiaridade com o problema para 
torná-lo mais explícito ou viabilizar a 
construção de uma hipótese. 
 
Neste modelo temos a possibilidade do 
aprimoramento de ideias. Geralmente, neste 
tipo de pesquisa, há o levantamento 
bibliográfico, entrevistas com pessoas que 
 Metodologia Científica 49
experimentaram situações que estejam sendo 
pesquisadas e análise de exemplos. 
A pesquisa bibliográfica e o estudo de caso 
são exemplos de pesquisas exploratórias.
Explicativa - 
Aqui o objeto é identificar os fatores que 
determinam ou contribuem para a ocorrência 
dos fenômenos. 
 
N e s t e m o d e l o t e m o s u m e f e t i v o 
aprofundamento de conhecimentos, porque 
se busca entender ou explicar as razões das 
coisas ― fato que amplia o entendimento. 
 
Nada impede que uma pesquisa explicativa 
seja a continuação de uma pesquisa 
descritiva ou exploratória. 
 
Nas ciências naturais, por 
exemplo, utiliza-se 
o m é t o d o 
experimental. Nas 
c i ê n c i a s s o c i a i s 
utilizam-se outros 
métodos, tais como 
o fenomenológico e 
dialético, além de exigir elevado grau de 
controle.
 Metodologia Científica 50
PROCEDIMENTOS DA PESQUISA
Os procedimentos estão relacionados à maneira 
de agir, ao modo de fazer a pesquisa. 
Pesquisa bibliográfica
É uma etapa fundamental em todo trabalho 
científico que influenciará toda pesquisa, 
na medida em que dá o alicerce teórico 
que servirá de base ao trabalho.  
 
Consiste no levantamento, seleção, 
fichamento e arquivamento de informações 
relacionadas à pesquisa. 
 
L e v a n d o e m 
consideração que 
b i b l i o g r a fi a é o 
conjunto dos livros 
e s c r i t o s s o b r e 
d e t e r m i n a d o 
assunto, por autores 
c o n h e c i d o s e 
i d e n t i fi c a d o s o u 
a n ô n i m o s , a 
pesquisa bibliográfica é o exame de uma 
bibliografia para levantamento e análise do 
que já se produziu sobre o assunto que 
assumimos como tema da pesquisa 
científica. 
 Metodologia Científica 51
Há dois tipos de fontes: 
✴Primárias
Q u a n d o o i n v e s t i g a d o r f o i o 
observador direto dos eventos ou 
utiliza materiais de primeira mão. 
✴Secundárias
Quando os eventos foram observados 
e reportados por outras pessoas e não 
diretamente pelo investigador. Neste 
caso, os dados exigem cuidadosa e 
objetiva análise a fim de avaliar sua 
autenticidade e relevância.
Pesquisa documental
Trata-se de uma pesquisa realizada 
através de certos documentos como: 
documentos pessoais, cartas, diários, 
j o r n a i s , b a l a n c e t e s , m i c r o fi l m e s , 
fotografias, memorandos, ofícios, vídeos, 
documentos estatísticos etc. 
 Metodologia Científica 52
Para Antônio Carlos Gil (1991), a pesquisa 
documental assemelha-se muito à 
pesquisabibliográfica, mas possui uma 
diferença:
“A diferença está no fato de a bibliográfica 
utilizar fundamentalmente as contribuições 
dos diversos autores sobre determinado 
assunto. A documental utiliza materiais que 
não receberam o tratamento analítico, ou 
que ainda podem ser reelaborados.”
Pesquisa de campo
É a investigação empírica, 
i s t o é b a s e a d a n a 
experiência, realizada no 
local onde ocorre ou 
ocorreu um fenômeno. 
 
Pode incluir entrevistas, aplicação de 
questionamentos, testes e observações. 
Segundo Antônio Joaquim Severino, na 
pesquisa de campo “o objeto é abordado 
em seu próprio meio. A coleta de dados é 
feita nas condições naturais em que os 
fenômenos ocor rem, sendo ass im 
diretamente observados.” (2007, p. 123) 
 Metodologia Científica 53
Pesquisa histórica
D e t a l h e s c o m o v e s t u á r i o , 
compor tamento, l inguajar, 
arquitetura, papel de cada 
p e r s o n a g e m e t c . s ã o 
detalhes levantados por 
meio da pesquisa histórica, 
pois é ela que descreve o 
que já aconteceu, sob a forma 
de investigação, registro, análise e 
interpretação de fatos ocorridos no 
passado, para poder compreender o 
presente. 
Os dados podem ser coletados por meio 
das:
•Fontes Primárias
Q u a n d o o i n v e s t i g a d o r f o i o 
observador direto dos eventos ou 
utiliza materiais de primeira mão. 
•Fontes Secundárias
Quando os eventos foram observados 
e reportados por outras pessoas e não 
diretamente pelo investigador. Neste 
caso, os dados exigem cuidadosa e 
objetiva análise a fim de avaliar sua 
autenticidade e relevância.
 Metodologia Científica 54
Pesquisa comparada
A pesquisa comparada 
p r o c u r a e s t a b e l e c e r 
semelhanças e diferenças 
e n t r e s i t u a ç õ e s , 
fenômenos e coisas, por 
meio de relações entre os 
elementos que são comparados. 
Um bom exemplo de pesquisa comparativa 
está nos levantamentos sobre os 
aparelhos tipo smartphones, sempre 
realizados quando há lançamentos de 
novos modelos e tecnologias.
Estudo de caso
É o estudo restrito a uma ou poucas 
unidades entendidas, como uma pessoa, 
uma família, um produto, uma empresa, 
um órgão, uma comunidade ou um país. 
 
O Estudo de Caso constitui-se em uma 
metodologia de ensino participativa, 
voltada para o envolvimento do aluno. 
 
Há Estudos de Casos, por exemplo, que 
apresentam situações em que empresas e 
pessoas reais precisam tomar decisões 
 Metodologia Científica 55
sobre um determinado dilema. A condução 
do método envolve um processo de 
discussão, em que alunos devem se 
colocar no lugar do tomador de decisão, 
gerar e avaliar alternativas para o 
problema, e propor um curso de ação.
Com a globalização, a internet se tornou uma 
grande fonte de pesquisa. Nela encontramos 
muitas informações através dos sites de busca.
Por isso, ao se fazer a opção de utilizar a 
internet como fonte de pesquisa é importante se 
preocupar em buscar informações apenas em 
sites confiáveis.
As informações extraídas da internet podem 
ajudar muito na elaboração da pesquisa. 
Contudo, é preciso ter atenção quanto à 
propriedade intelectual do material que se está 
utilizando.
Em qualquer situação é importante respeitar as 
regras de utilização das informações disponíveis. 
Nunca utilize informações de outros sem fazer 
referência à fonte. 
 Metodologia Científica 56
Além disso, observe se as informações postadas 
na Web são verdadeiras e revise o texto, 
adaptando o conteúdo para o público do seu 
trabalho.
Você sabia que propriedade intelectual e direitos 
autorais são coisas diferentes?
Nesta aula, você:
•Analisou a importância da pesquisa e seus 
benefícios na construção científica;
•Reconheceu as classificações da pesquisa para 
fins de aplicabilidade; e
•Distinguiu os benefícios e riscos de se 
pesquisar na internet.
Registro de Participação
1.Do ponto de vista de sua natureza, podemos 
entender por pesquisa pura:
(1)A busca por conhecimentos novos e úteis, 
sem aplicação prática prevista. 
(2)A busca por gerar conhecimentos para 
aplicação prática dirigidos à solução de 
problemas específicos. 
(3)Traduz em números opiniões e informações 
para classificá-los e organizá-los. 
(4)Cons is te no levantamento , se leção, 
fichamento e arquivamento de informações 
relacionadas à pesquisa 
 Metodologia Científica 57
2.Quanto aos procedimentos, observe os tipos 
de pesquisas e correlacione as colunas:
1. Bibliográfica; 4. Histórica;
2. Documental; 5. Comparada;
3. Pesquisa de Campo; 6. Estudo de Caso;
( 5 ) Procura estabelecer semelhanças e 
diferenças entre situações, fenômenos e coisas, 
por meio de relações entre os elementos que 
são comparados.
( 4 ) Descreve o que era, o que já aconteceu, 
sob a forma de investigação, registro, análise e 
interpretação de fatos ocorridos no passado, 
para poder compreender o presente.
( 1 ) É uma etapa fundamental em todo trabalho 
científico que influenciará todas as etapas de 
uma pesquisa, na medida em que der o 
embasamento teórico para o trabalho.
( 2 ) Trata-se de uma pesquisa realizada através 
de documentos que podem ser: documentos 
pessoais, cartas, diários, jornais, balancetes, 
microfilmes, fotografias, memorandos, ofícios, 
vídeos, documentos estatísticos e outros.
( 3 ) É a investigação empírica realizada no local 
onde ocorre ou ocorreu um fenômeno. Pode 
incluir entrevistas, aplicação de 
questionamentos, testes e observações.
 Metodologia Científica 58
( 6 ) É o estudo circunscrito a uma ou poucas 
unidades, entendidas essas como uma pessoa, 
uma família, um produto, uma empresa, um 
órgão, uma comunidade ou um país.
 1) 1-2-4-5-6-3 
 2) 5-4-1-2-3-6 
 3) 4-1-2-3-5-6 
 4) 3-2-1-4-5-1 
3. Do ponto de vista de sua abordagem, a 
pesquisa poderá ser:
(1)Pesquisa Quantitativa, quando traduz em 
números opiniões e informações para 
classificá-las e organizá-las. Pesquisa 
Qualitativa, quando considera uma análise 
valorativa do fenômeno investigado. 
(2)Pesquisa Qualitativa, quando motivada 
apenas pela curiosidade intelectual do 
pesquisador, sem aplicação prática. Pesquisa 
Quantitativa, quando considera uma análise 
valorativa do fenômeno investigado. 
(3)Pesquisa Quantitativa, quando não traduz em 
números opiniões e informações para 
classificá-las e organizá-las. Pesquisa 
Qualitativa, quando considera a investigação 
empírica realizada no local onde ocorre ou 
ocorreu um fenômeno. 
 Metodologia Científica 59
(4)Pesquisa Quantitativa, quando procura 
estabelecer semelhanças e diferenças entre 
situações, fenômenos e coisas, por meio de 
relações entre os elementos que são 
comparados. Pesquisa Qualitativa, quando 
considera uma análise valorativa do fenômeno 
investigado. 
  METODOLOGIA CIENTÍFICA
Exercício: CEL0476_EX_A3_201102276103 
 1a Questão (Ref.: 201102316259)
Na ciência há um Método que se baseia na premissa 
que parte sempre do conhecimento geral para o 
particulare que considera que se as premissas forem 
verdadeiras a conclusão também o será. Este método é 
denominado:
( X ) Dedutivo
( ) Filosófico
( ) Teológico
( ) Indutivo
( ) Dedutivo-indutivo
 Metodologia Científica 60
 2a Questão (Ref.: 201102316258)
Que Método Científico está contido na seguinte 
premissa: "Todo molusco rasteja. A lesma é um 
molusco. Logo, a lesma rasteja":
( X ) Método dedutivo
( ) Método indutivo
( ) Método racional
( ) Método filosófico
( ) Método teológico
 3a Questão (Ref.: 201102315498)
O cientista utiliza um método na apreensão da 
realidade. Através do método podemos descobrir 
como chegar a um objetivo. É uma forma de pensar 
para se chegar à natureza de determinado problema. 
Nesse sentido, denomina-se método:
( ) O conjunto de estudos teóricos através dos quais é 
possível conhecer determinada realidade
( ) O conjunto obras já construídas que definem a 
realidade social.
( X ) O conjunto de procedimentos através dos quais é 
possível conhecer determinada realidade
( ) O conjunto de textos através dos quais é possível 
conhecer determinada área de saber
( ) O conjunto de investigações puramente racionais 
através dos quais é possível conhecer determinada 
realidade
 Metodologia Científica 61
AULA 4
DIFERENTES TÉCNICAS DE ESTUDO
1.Reconhecer a leitura como principal fonte de 
matéria-prima para o desenvolvimento do 
conhecimento;
2.Comparar técnicas de estudo;
3.Diferenciar as funções da Resenha e do 
Resumo na produção científica.
Acostumamo-nos a ouvir que as tecnologias 
i n v a d i r a m n o s s a 
experiência cotidiana, não 
é mesmo? 
Muitos acreditam que os 
jovens se afastaram da 
leitura em razão de um 
s u p o s t o e x c e s s o d e 
t e c n o l o g i a s . E s s e 
a fas tamento , consequentemente , te r ia 
provocado um empobrecimento da linguagem. 
Há quem diga também que não tem paciência 
para ler um livro, que ver um filme é muito 
melhor. Ou, ainda, saem com frases do tipo: “o 
que não tenho é tempo!”
 Metodologia Científica 62
Será que isso é verdade? Ou estamos diante de 
alguém que não criou o hábito de ler? 
É natural não termos tempo para certas coisas. 
Ninguém tem tempo, no final das contas, mas 
todos querem saber tudo, não é?
Vamos descobrir nesta aula que a leitura não foi 
deixada de lado e que ela é o primeiro passo 
para colocar em prática as técnicas de estudo e 
desenvolver as atividades acadêmicas.
Durante a leitura, experimentamos um mundo 
totalmente novo ou melhoramos o nosso.
E isso é muito gratificante, não é mesmo? 
  
Saber ler de maneira eficiente nos ajuda a 
descobrir novos caminhos, fertiliza a inteligência, 
nos ajuda a compreender a vida e a viver melhor 
ao lado do outro. 
Uma mente fertilizada tem mais chance diante 
da crise.
Tudo bem que agora não é necessário adquirir 
um livro para ler um bom texto, já que as mídias 
eletrônicas possibilitam a leitura em telas. 
 Metodologia Científica 63
Porém, mesmo com essa tecnologia, as 
principais fontes de pesquisa e conhecimento 
ainda são os bons e velhos livros, principalmente 
no meio acadêmico.
Por isso, vamos começar com a escolha deles.
O que você faz quando chega numa livraria?
Vamos ver um passo a passo de como escolher 
um livro...
1. Título
Observe o título e o subtítulo, se houver. Na 
maioria das vezes, ele indica o assunto e, às 
vezes, até a intenção do autor.
2. Orelha
Se o livro apresentar “orelhas”, faça a leitura da 
informação trazida nelas. 
Na que acompanha a capa,   geralmente 
encontramos uma apreciação da obra feita por 
alguém de prestígio. 
3. Ficha Catalográfica
Em seguida, leia a ficha catalográfica e verifique 
as qualificações da obra e do autor. Atente-se 
 Metodologia Científica 64
para a data da publicação e certifique-se de que 
é a versão mais atualizada.
4. Sumário
Verifique o sumário. Nesta parte você encontrará 
uma divisão em tópicos de como o livro foi 
organizado.
Muitas vezes é ele que nos dá a dica de que o 
livro traz exatamente o assunto que estamos 
pesquisando. 
5. Prefácio
Se possível, leia a introdução ou o prefácio, se 
houver. Neste, o autor apresenta a metodologia 
usada e os objetivos do trabalho realizado ou até 
mesmo um resumo do livro.
6. Orelha
Na “orelha” que acompanha a contracapa é 
comum encontramos informações sobre o autor 
do livro e suas obras publicadas.
7. Contracapa
A contracapa ajuda muito na nossa escolha. Ela 
costuma conter um texto de apresentação, a 
sinopse, ou mesmo um trecho do livro, dando 
uma espécie de amostra do que vamos 
encontrar nele.
 Metodologia Científica 65
AGORA A LEITURA NOS LEVARÁ ÀS TÉCNICAS DE 
ESTUDO
Bem, já sabemos a importância da leitura, já 
sabemos identificar as partes do livro que nos 
ajudam a escolhê-lo, agora vamos aprender 
algumas técnicas de estudo, baseadas 
obviamente na leitura, que nos ajudarão a 
organizar as ideias encontradas nos textos e, 
melhor ainda, nos ajudarão a recuperar essas 
ideias quando mais precisarmos delas.
Você lembra que na aula 3 vimos que a pesquisa 
bibliográfica é a etapa fundamental do trabalho 
científico? É ela que influenciará toda pesquisa, 
na medida em que dá o alicerce teórico que 
servirá de base ao trabalho. 
Pois bem, essa é a fase que consiste no 
l e v a n t a m e n t o , s e l e ç ã o , fi c h a m e n t o e 
arquivamento de informações relacionadas ao 
que se pretende estudar. 
O fichamento, por exemplo, configura um 
aperfeiçoamento da pesquisa bibliográfica, 
porque contém comentários pessoais sobre a 
leitura e algumas citações-chave. Ou seja, trata-
se de uma técnica de estudo que ajuda na 
organização do conhecimento. 
 Metodologia Científica 66
Agora, você terá a oportunidade de conhecer, 
através do Banco Internacional de objetos 
educacionais do MEC, tudo sobre fichamento. 
Vamos lá? 
FICHAMENTO: QUANDO UTILIZAR E COMO ELABORAR
Apresenta sobre como e quando se devem 
utilizar os fichamentos. Mostra como elaborar os 
fichamentos de forma adequada para cada tipo 
de documento ou trabalho a ser representado. 
Aborda de forma simples como confeccionar os 
textos em fichamentos. Para prosseguir 
selecione por onde deseja começar:
Quando utilizar os fichamentos
O fichamento é uma prática de redação que 
ajuda organizar estudos e pesquisas de forma 
mais efetiva. Agrega em suas características 
o resumo do documento ou texto consultado, 
sua referência, sua localização física e 
metodologia de arquivamento para posterior 
recuperação de todas estas informações. 
O fichamento é um meio de desenvolver as 
técnicas de redação como resumo e resenha 
dependendo de sua finalidade. Auxilia a 
treinar a elaboração de referências, redação 
científica (resumo e resenha), identificação de 
 Metodologia Científica 67
assuntos, pesquisa em centros de informação 
e bibliotecase práticas de arquivamento. 
Os fichamentos feitos em meio acadêmico e 
em sala de aula, não necessitam da 
metodologia para armazenamento, sendo 
assim não precisam conter o local da obra (a 
não ser que seja pedido) e o espaço para 
identificação da ficha. 
As técnicas empregadas para o fichamento 
científico utilizado em meio acadêmico é 
muito semelhante à redação de resumos e 
resenhas científicas.
Já os fichamentos para fins de pesquisa e 
estudo levam mais em consideração 
identificar o assunto do que foi fichado logo 
no início da ficha, assim como seu código de 
armazenamento que pode ser numérico, 
alfabético ou alfanumérico e a localização 
física da obra original.
O meio mais utilizado para armazenagem das 
fichas é em papel, porém existem programas 
que auxiliam na confecção e armazenagem 
eletrônica de fichamentos. Neste módulo não 
vamos focar no meio físico utilizado para a 
 Metodologia Científica 68
armazenagem do fichamento e sim nas suas 
técnicas e regras de elaboração.
Para diferenciar as regras de um fichamento 
científico e o utilizado para estudo e 
pesquisas veremos como elaborar a redação 
de cada um e como estruturar a apresentação 
e disposição das informações em um 
fichamento.
É importante na prática de fichamentos seguir 
os conselhos de Medeiros (2000) que diz:
"... a prática eficaz do fichamento assusta o 
estudante que depara 
pela primeira vez com 
a m e t o d o l o g i a ; a 
prática contínua, no 
entanto, poderá levá-
lo a alterar ponto de 
vista e julgamento, 
fazendo-o perceber que o pequeno trabalho 
inicial reverte-se em ganho de tempo futuro, 
quando precisar escrever sobre determinado 
assunto. Não se recomenda, porém o 
armazenamento de assuntos pelos quais não 
se tem nenhum interesse." (MEDEIROS, 
2000, p. 97)
 Metodologia Científica 69
Como elaborar fichamentos
Elaboração do texto
A montagem e elaboração do texto de um 
fichamento dependerão do seu tipo. Para 
cada tipo de fichamento é necessário 
empregar diferentes regras devido a suas 
características.
O fichamento inicia com a escolha do seu 
tipo que pode ser: de transcrição ou 
citação, de resumo ou conteúdo e de 
comentário ou crítico.
Após escolher o tipo de fichamento deve-
se inserir o assunto geral do fichamento e 
caso deseje o assunto mais específico 
t a m b é m d e f o r m a q u e f a c i l i t e o 
aprendizado e a localização posterior do 
livro ou documento.
Identificado o tipo de fichamento e os 
assuntos da ficha é inserida a referência 
bibliográfica. As regras para elaboração de 
referências se encontram na norma NBR/
ABNT 6023 (2002). Basicamente os itens 
que compõem a referência bibliográfica 
são: 
 Metodologia Científica 70
•Autor
•Título
•Local da edição
•Editora
•Data e número de páginas
O fichamento de resumos ou conteúdo 
utiliza as mesmas regras para início de 
uma ficha: tipo, assunto geral, assunto 
específico e referência. Seu texto utiliza as 
mesmas regras e normas de um resumo 
que podem ser revisadas no módulo 
Resumo: quando utilizar e como elaborar.
O fichamento de comentário ou crítico 
utiliza as mesmas regras para início de 
uma ficha: tipo, assunto geral, assunto 
específico e referência. Seu texto utiliza as 
mesmas regras e normas de um resumo 
que podem ser revisadas no módulo 
Resenha: quando utilizar e como elaborar.
Terminado o texto do fichamento, caso a 
finalidade deste seja para estudo ou 
pesquisa utiliza a idenficação da ficha que 
pode ser a l fabét ico, numér ico ou 
alfanumérico, conforme facilitar a busca 
posterior pelas fichas.
 Metodologia Científica 71
Geralmente os fichamentos acadêmicos 
não necessitam da identificação de tipo, 
assunto geral e assunto específico. O tipo 
de fichamento mais utilizado em sala de 
aula é o de comentário ou crítico.
Para averiguar o modo correto em que 
estes elementos são dispostos na 
referencia e possíveis informações 
adicionais, deve ser consultada a norma 
NBR/ABNT 6023 (2002).
Para o fichamento de transcrição ou 
citação utilizam-se no início e no final do 
texto as aspas, pois o fichamento de 
transcrição é a passagem do texto original 
diretamente para a ficha.
Segundo Medeiros (2000) de três formas é 
realizado o fichamento de transcrição que 
são os seguintes:
•Fichamento de transcrição sem cortes
•Fichamento de transcrição com corte 
intermediário de algumas palavras (utiliza 
reticências "..." para indicar a omissão das 
palavras);
•Fichamento de transcrição com corte de 
parágrafo intermediário (utiliza um traço 
 Metodologia Científica 72
contínuo, ou pontilhados para indicar a 
omissão dos parágrafos)
Todo mundo sabe o que é um resumo (ou pelo 
menos acha que sabe).
Mas e a resenha? Você sabe o que é? 
Toda resenha deverá conter um resumo da obra 
e um juízo crítico a respeito dos argumentos do 
autor. 
Nesse sentido, a diferença entre resumo e 
resenha está justamente nesta parte do texto em 
que se elabora uma crítica.
Mas fique tranquilo, nesta aula estudaremos com 
detalhes a resenha e você ficará craque no 
assunto.
O fichamento de leitura ajuda na construção de 
análises textuais como os resumos e resenhas. 
Vamos agora conhecer um pouco mais sobre 
essas análises que diversificam a atividade de 
estudo e propiciam informações e novos 
conhecimentos.
 Metodologia Científica 73
RESENHA
Segundo apontam Lakatos e Marconi (1996, p. 
211), a resenha apresenta um 
c o n t e ú d o c r í t i c o s o b r e 
d e t e r m i n a d a o b r a . S u a 
importância está em desenvolver 
a capacidade de proferir juízos 
críticos sobre a leitura:
Resenha (...) é a apresentação do conteúdo de 
uma obra. Consiste na leitura, no resumo e na 
crítica, formulando, o resenhista, um conceito 
sobre o valor do livro. (...) a resenha em geral é 
feita por cientistas que, além do conhecimento 
sobre o assunto, têm capacidade de juízo crítico. 
Também pode ser feita por estudantes; neste 
caso, como um exercício de compreensão e 
crítica. Para iniciar-se nesse tipo de trabalho, a 
maneira mais prática seria começar por 
resenhas de capítulos.
Etapas para elaborar uma resenha
 
•Situar as ideias do autor no contexto geral de 
seu próprio pensamento;
•Situar o autor em um contexto mais amplo, 
mostrando o sentido de sua perspectiva e 
 Metodologia Científica 74
destacando os pontos importantes ou originais 
de seu pensamento;
•Desvelar os pressupostos  que aparecem e que 
justificam a posição assumida pelo autor;
•Comparar as ideias do texto com ideias afins;
•Crítica: formular um juízo crítico, uma avaliação, 
uma tomada de posição.
O que uma resenha deve conter? 
•Referência da obra;
•Informações sobre o autor; 
•Nome do resenhista e titulação; 
•Perspectiva teórica da obra;
•Breve síntese e principais argumentos do autor;
•Reflexão crítica da obra. 
No caso da técnica de estudo da resenha, 
elaboramos uma análise interpretativa.
Como você já percebeu, o resenhista precisa terconhecimentos na área. Você deve iniciar-se na 
prática, começando pela elaboração de resumos 
para, pouco a pouco, adquirir habilidades para 
vir a elaborar uma resenha.                    
 Metodologia Científica 75
RESUMO
Mas, afinal, o que significa resumir?
Seria copiar frases do texto?
Resumo é uma síntese sob forma de redação do 
fichamento de 
l e i t u r a , 
b u s c a n d o 
compreender o 
s e n t i d o d o 
t e x t o . U m a 
apresentação 
s u c i n t a e 
ordenada das 
ideias centrais 
do texto lido, 
sem a utilização 
de citação (SANTOS; MOLINA; DIAS, 2007, p. 105).
Dentro do campo científico, a técnica de resumo 
pode ser:
✴Parte de um trabalho técnico-cientifico 
Produção seguida de palavras-chaves, que 
faz parte dos elementos pré-textuais de 
trabalho técnico científico e que deve estar 
em língua vernácula e língua estrangeira.
 Metodologia Científica 76
✴Um trabalho acadêmico 
Não tem número definido de palavras, deve 
apresentar um cabeçalho (nome da IES, 
curso, período, turma, disciplina, professor, 
aluno) e constar a referência completa da 
obra estudada.
Quando elaboramos um resumo, produzimos 
uma análise temática do texto lido. É o momento 
da compreensão do texto, entendendo as ideias 
do autor.
 
Segundo Severino (2007), ao elaborar um 
resumo, o leitor deve fazer as seguintes 
perguntas:
 
• Qual é o tema?  
• Qual a perspectiva da abordagem? 
• Como o assunto foi problematizado?
• Como o autor responde ao problema? 
• Que posição assume? 
• Que ideia defende? 
• O que quer demonstrar? 
• Como o autor comprova sua tese?
 Metodologia Científica 77
Na análise temática percebemos o raciocínio do 
autor e sua argumentação. O resumo de um 
texto é a síntese do raciocínio do autor e não a 
mera redução de parágrafos.
Como vimos lá no início da aula, muitos 
acreditam que os jovens não leem mais por 
causa dos avanços tecnológicos e isso teria 
causando um empobrecimento da linguagem.
Acreditam também que essa preguiça esteja 
afetando a qualidade dos trabalhos acadêmicos 
devido ao uso excessivo de obras de terceiros 
sem as devidas referências, já que é muito mais 
fáci l “copiar e colar” do que cr iar. E, 
convenhamos, quem não lê não escreve bem e 
prefere “roubar” as palavras dos outros.
É óbvio que a tecnologia ajuda na busca de 
informações. Porém, quando encontramos o que 
queremos, o nosso problema está apenas 
parcialmente resolvido, pois é preciso saber 
apresentar suas descobertas.
Será por meio das técnicas de estudo vistas 
nesta aula — fichamento, resumo e resenha — 
que você terá meios para desenvolver um texto 
que apresente as ideias pesquisadas para seus 
possíveis leitores.
 Metodologia Científica 78
Você é o autor, valorize a sua escrita!
Nesta aula, você:
•Analisou a leitura como principal fonte para as 
técnicas de estudo, relacionou as diferentes 
técnicas de estudo e diferenciou as funções da 
Resenha e do Resumo na produção científica.
Registro de Participação
1.Observe as afirmativas e depois marque a 
única opção possível.
i. A a n á l i s e t e x t u a l é o m o m e n t o d a 
compreensão do texto, refazendo as ideias do 
autor, sua ideia central , raciocínio e 
argumentos;
ii.Na análise interpretativa há a possibilidade de 
um juízo crítico, uma tomada de posição, uma 
avaliação;
iii.O fichamento é um trabalho que permite 
sistematizar a leitura e elaborar um material 
sintético para consulta permanente e, nesse 
sentido, aproxima-se da ideia de uma análise 
textual;
iv.Uma das vantagens da análise interpretativa é 
que propicia informações e conhecimentos, 
tornando o texto mais claro.
 Metodologia Científica 79
(1)II e IV estão corretas. 
(2)III e I estão corretas. 
(3)II e III estão corretas. 
(4)III e IV estão corretas. 
2. Ao elaborarmos um trabalho científico como 
artigo, monografia, dissertação ou tese temos 
que apresentar em poucas linhas a síntese de 
nosso trabalho.
Definimos este item como:
(1)Resumo 
(2)Fichamento 
(3)Epígrafe 
(4)Resenha 
3. Identifique e relacione corretamente as partes 
de uma resenha:
1. Identificação
2. Resumo
3. Apreciação crítica
4. Conclusão
 
(4) Apresentação de informações acerca da 
leitura do documento, tais como: foi válida a 
leitura do livro? Por quê? Quais as principais 
contribuições? Quais as principais falhas?
 Metodologia Científica 80
(1) Referência bibliográfica completa do texto 
(conforme ABNT – NBR 6023/02) e o perfil 
básico.
(3) Vínculo teórico com os autores discutidos ou 
estudados nas disciplinas, a experiência 
profissional, a visão de mundo e a noção 
histórica do país e/ou região que possui o autor 
que está elaborando a resenha.
(2) Apresentação das ideias principais e das 
secundárias que sustentam o pensamento de 
quem escreveu a obra.
 1) 4/1/3/2 
 2) 2/1/4/3 
 3) 4/2/1/3 
 4) 3/4/1/2 
 Metodologia Científica 81
AULA 5
PLANEJAMENTO E TIPOS DE TRABALHO CIENTÍFICO
 
NESTA AULA
1.Relacionar os tipos de trabalho científico;
2.Relacionar o planejamento como fonte 
primordial para o desenvolvimento de um 
trabalho científico;
3.Listar os tipos de trabalhos acadêmicos mais 
comuns, suas funções e particularidades.
Você sabe por onde começar um 
TRABALHO ACADÊMICO 
A primeira fase de qualquer trabalho de pesquisa 
é a definição do que será 
estudado. 
 
Se o tema da pesquisa não 
f o r e s t a b e l e c i d o p e l o 
p r o f e s s o r , v o c ê t e r á 
l iberdade para fazê- lo. 
Po rém, você deve te r 
cautela ao escolher o assunto que pretende 
investigar, porque essa flexibilidade pode te 
colocar em uma enrascada.
 
 Metodologia Científica 82
Pensamos logo em escolher um tema de nosso 
interesse pelo nosso gosto, não é mesmo? Algo 
sobre o qual queremos saber mais e achamos 
atraente. Mas isso pode não ser nada produtivo.
Ao escolher um tema, devemos levar em 
consideração, por exemplo, se há uma 
bibliografia considerável sobre o assunto, se 
esta é fácil de ser encontrada, se estamos 
seguros para desenvolver os argumentos etc.
Não podemos escolher algo sobre o qual não 
conseguiremos falar, não é verdade? Isso, sem 
dúvida, comprometerá o desenvolvimento do 
trabalho.
Antes de iniciar uma pesquisa você deverá 
seguir os seguintes passos:
1. Escolha do tema 
 
O que vou pesquisar? 
A inspiração para o tema pode vir de um aspecto 
ou uma área de interesse de um assunto que se 
deseja provar ou desenvolver. 
 Metodologia Científica 83
A vivência diária, as questões polêmicas, 
reflexão, leituras, debates, discussões também 
nos servem como fontes de assuntos.
2. Originalidade
 
Precisa ser original? 
Originalidade não é pré-requisito. Você pode 
pesquisar um tema mesmo que este não seja 
inédito.3. Revisão de Literatura
 
Se o tema não é inédito, quem já pesquisou algo 
semelhante? 
É importante saber quem já pesquisou o assunto 
escolhido e que contribuição deu para o seu 
desenvolvimento/conclusão.
Para isso, procure trabalhos semelhantes ou 
idênticos e pesquise publicações na área. 
Depois liste os argumentos e veja quais textos 
você poderá utilizar para apoiar suas ideias. 
Essa revisão da literatura o ajudará até mesmo a 
organizar a estrutura do trabalho.
 Metodologia Científica 84
4. Justificativa
• Por que estudar esse tema? 
• Que vantagens e benefícios a pesquisa 
proporcionará? 
• Qual a importância profissional e cultural da 
pesquisa? 
As respostas dessas questões são as razões 
que o levarão a estudar o tema escolhido.
5. Formulação do problema: levantamento 
das questões norteadoras
Que questões estou disposto a responder? 
Deve-se definir claramente o problema, 
apresentá-lo no formato de perguntas e delimitá-
lo em termos de tempo e espaço.
6. Determinação de objetivos 
O que pretendo alcançar com a pesquisa? 
É importante formular um único objetivo geral 
que apresente o propósito da pesquisa. 
Os objetivos específicos representam a divisão 
do objetivo geral em outros menores.
 Metodologia Científica 85
EXEMPLO
Tema: Liderança autoritária e a motivação
 
Problematização: Como a liderança autoritária 
pode comprometer a motivação dos funcionários 
da Empresa XYZ?
 
Objetivo Geral: Investigar como o estilo de 
liderança autoritária compromete a motivação 
dos funcionários na Empresa XYZ.
 
Objetivos específicos: 
Definir o conceito de liderança autoritária;
Descrever alguns exemplos de liderança 
autoritária na Empresa XYZ;
Definir o conceito de motivação;
Analisar a relação entre liderança e motivação 
nas organizações.
 
• Você percebeu que os objetivos específicos 
desdobram o objetivo geral da pesquisa? Que 
estão inseridos nesse contexto maior?
• Você observou também que o objetivo geral 
expressa exatamente o que se pretende provar 
a partir da problematização do tema?
• Por meio da pesquisa e da dedicação você 
delimitará facilmente tanto o objetivo geral 
quanto os específicos.
 Metodologia Científica 86
Planejar e pesquisar são o lema
 
Seguindo os passos que acabamos de analisar 
fica fácil perceber como é importante fazer um 
planejamento do trabalho, não é mesmo?
Então, antes de iniciar qualquer trabalho 
acadêmico, dedique-se ao planejamento, 
procure traçar o caminho mais eficiente para 
ficar claro o que se pretende com ele.
 
Esse planejamento o ajudará a 
e n c o n t r a r u m t e m a 
interessante e sem obstáculos 
que comprometam a sua 
p e s q u i s a . A s s i m , v o c ê 
c a m i n h a r á c o m m a i s 
segurança ao real izar o 
t r a b a l h o , a u m e n t a n d o 
inclusive as chances de 
terminá-lo no prazo sem 
passar apertos, já que tem uma boa ideia de 
quanto tempo precisará dedicar a cada fase da 
pesquisa. Vale o esforço! 
 
O planejamento ainda contribui para a escolha 
de um tema que pode levar seu trabalho a ter 
uma aplicação prática. O que é uma bela 
recompensa, não é mesmo? 
 Metodologia Científica 87
 
Prepare-se bem e você economizará tempo mais 
tarde e não terá a chance de escolher um tema 
improdutivo. Tenha certeza!
Problematizar, eis a questão!
Depois de escolhido o tema, 
deve-se pensar no problema a ser estudado. 
Sabemos que o mais comum ao ouvirmos a 
palavra problema é pensarmos em obstáculo, 
contratempo, situação difícil, conflito, não é? 
Mas, no nosso caso, o problema é científico e 
significa assunto controverso, isto é, refletir 
sobre um assun to que a inda não fo i 
satisfatoriamente respondido, em qualquer 
campo de conhecimento.
 
Este problema, então, faz de um tema um objeto 
de pesquisas científicas ou discussões 
acadêmicas , em qua lquer domín io do 
conhecimento. 
 Metodologia Científica 88
A clareza na formulação do problema científico 
refletirá na formulação dos objetivos e, 
consequentemente, no sucesso de sua 
pesquisa.
Por que elaborar problemas científicos?
Problematizar consiste em 
formular questões sobre o 
tema, ou seja, apresentar um 
questionamento que envolve o 
tema da pesquisa. 
 
É preciso esclarecer, portanto, que não se trata 
de uma simples pergunta, mas de um enunciado 
construído pela observação e investigação a 
partir de leituras aprofundadas sobre o tema 
escolhido. 
Essa tarefa envolve habilidades do pesquisador, 
o domínio do assunto, bem como a bibliografia 
disponível. 
Veja estes três exemplos:
•PROBLEMA DE ENGENHARIA
Como fazer algo de maneira eficiente.
 
Veja dois exemplos: 
 Metodologia Científica 89
“Como fazer para melhorar os transportes 
urbanos?”
“Como aumentar a produtividade no 
trabalho?”
•PROBLEMA DE VALOR
Aqueles que indagam se algo é bom ou 
mau, desejável ou indesejável, certo ou 
errado, melhor ou pior, se algo deve ou não 
ser feito. 
Veja dois exemplos: 
“Os pais devem dar palmadas nos filhos?”
“Qual a melhor técnica para a propaganda?”
•PROBLEMA CIENTÍFICO 
Cada problema científico formulado conta com 
duas variáveis.
EXEMPLO
“Os alunos de Administração são mais 
conservadores do que os de Ciência Sociais.”
 Metodologia Científica 90
A variável relacionada ao Curso é independente 
em re lação à var iáve l re lac ionada ao 
Conservadorismo. Por isso, é mais importante. 
Conservadorismo, por sua vez, é uma variável 
dependente da primeira (Curso). Sendo, assim, 
menos importante.
“A classe social da mãe influencia no tempo de 
amamentação dos filhos.”
A variável relacionada à Classe social é 
independente em relação à variável relacionada 
ao Tempo de amamentação. Por isso, é mais 
importante. 
Tempo de amamentação, por sua vez, é uma 
variável dependente da primeira (Classe social). 
Sendo, assim, menos importante.
 Metodologia Científica 91
Dos problemas às hipóteses
 
Ao seguirmos a ordem das 
razões, podemos afirmar que 
a f o r m u l a ç ã o d e u m a 
hipótese de pesquisa decorre 
da problematização. 
 
As hipóteses são as possíveis respostas 
encontradas para o problema formulado. 
 
A problematização requer possibilidades de 
respostas, que compõem alternativas que devem 
ser consideradas e examinadas.
Exemplo de hipótese
Tema: mortalidade infantil
 
Problematização: em que medida o fenômeno da 
mortal idade infant i l está relacionado à 
desnutrição da criança?
Você percebeu que o pesquisador ao constatar a 
relação entre as variáveis (mortalidade infantil e 
desnutrição) formulou uma hipótese?
 Metodologia Científica 92
RELATÓRIO
O Relatório é a parte final de uma pesquisa. Seu 
objetivo consiste em dar ao leitor o resultado 
completo do estudo,apresentando fatos, dados, 
procedimentos utilizados, resultados obtidos, 
chegando a certas conclusões e recomendações 
(RAMPAZZO, 2005).
O Relatório está estruturado em:
Elementos Pré-texto
•Capa 
• Folha de rosto
Elementos Textuais
•In t rodução : esco lha do assun to , 
delimitação, justificativa e objetivos;
•Revisão da bibliografia: apresentação da 
pesquisa bibliográfica sobre o assunto;
•Metodologia: procedimentos empregados 
para obtenção dos dados;
•Conclusão: análise e interpretação dos 
dados.
Elementos pós-textuais
•Lista de referências usadas no texto. As 
referências devem ser elaboradas 
conforme as normas da ABNT.
 Metodologia Científica 93
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA OU PAPER
Segundo   a ABNT (1989), paper é um 
pequeno artigo científico elaborado sobre 
determinado tema ou resultados de um 
projeto de pesquisa. É uti l izado nas 
comunicações em congressos e reuniões 
científicas, sujeitos à sua aceitação por 
julgamento.
A finalidade de um  paper  é formar um 
problema, estudá-lo, adequar hipóteses, 
cotejar dados, prover uma metodologia 
p r ó p r i a e , fi n a l m e n t e , c o n c l u i r o u 
eventualmente recomendar.
Por ser bastante técnico, o paper pode conter 
fórmulas, gráficos, citações e pés de página, 
anexos, adendos e referências.
A última coisa que se destaca neste tipo de 
trabalho é a opinião do autor. Por isso, em um 
paper, o julgamento de quem o escreveu é 
velado e tem a aparência imparcial e distante, 
não deixando transparecer tão claramente as 
crenças e as preferências do escritor.
Conforme Carmo-Neto (1996), os dados de 
um  paper  são geralmente experimentais, 
mensuráveis objetivamente. Mesmos os mais 
 Metodologia Científica 94
intuitivos ou hipotéticos sempre imprimem 
certo aspecto científico e quase sempre são 
formados a partir de uma metodologia própria 
para aquele fim.
SEMINÁRIO
É um procedimento didático que consiste em 
levar o aluno a pesquisar a respeito de um 
tema, a fim de apresentá-lo e discuti-lo 
cientificamente. 
 
Poderá funcionar com um só grupo ou dividir-
se em subgrupos, dedicando cada um deles 
ao estudo de aspectos particulares de um 
mesmo tema ou temas diferentes de uma 
disciplina. 
 
C a d a i n t e g r a n t e t e r á u m a t a r e f a 
individualizada. 
 
Neste caso, a exposição poderá ficar a cargo 
de um representante do grupo ou poderá 
haver a apresentação de cada integrante 
individualmente.
 
Para a dinâmica desta atividade em grupo, 
Eva Maria Lakatos (2004) sugere que o 
 Metodologia Científica 95
trabalho seja organizado com os seguintes 
participantes:
COORDENADOR
O Coordenador é representado pelo 
professor. É ele que propõe os temas, 
indica a bibliografia inicial, estabelece a 
agenda de trabalho e fixa a duração das 
apresentações.
ORGANIZADOR
O Organizador é representado por um 
i n t e g r a n t e d o g r u p o . E s t e fi c a r á 
responsável pelas reuniões, coordenará as 
etapas da pesquisa e poderá designar 
tarefas para cada componente do grupo.
RELATOR
O Relator será o componente responsável 
pela exposição dos resultados dos estudos 
do grupo, porém não é o único a falar em 
sala de aula.
SECRETARIO
O Secretário será representado pelo 
integrante designado pelo professor para 
anotar as conclusões finais, após os 
debates.
COMENTADOR
Os Comentadores são os escolhidos pelo 
professor para o aprofundamento crítico do 
tema. Devem estudar com antecedência o 
 Metodologia Científica 96
tema a ser apresentado com o intuito de 
fazer críticas adequadas à exposição, 
antes da discussão e por ocasião do 
debate com os demais participantes.
DEBATEDOR
Os Debatedores são todos os alunos da 
classe. Participam fazendo perguntas, 
pedindo esclarecimentos, colocando 
objeções, reforçando argumentos ou 
dando alguma contribuição.
Depois do que analisamos, podemos concluir 
que a atividade do seminário se resume em:
•Reunião da classe sob a orientação do 
coordenador;
•Apresentação dos resultados da pesquisa do(s) 
relator(es), em aula;
•Após a exposição, intervenção do comentador 
com os subsídios e críticas;
•Participação da classe nas discussões e 
debates, através de indagações, sugestões e/
ou dúvidas;
•Para finalizar, o coordenador do seminário faz 
uma síntese e encaminha para as conclusões 
finais, fazendo a avaliação do seminário.
 Metodologia Científica 97
ANTEPROJETO DE PESQUISA
Tra ta -se de um documento 
temático que apresenta de maneira 
concisa o conteúdo de um projeto 
de pesquisa. 
 
É um estudo preparatório, esboço ou conjunto 
dos estudos preliminares, que irá constituir, 
depois das necessárias alterações, as diretrizes 
básicas do projeto definitivo.
Um anteprojeto de pesquisa divide-se em: 
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Folha de rosto
Sumário
ELEMENTOS TEXTUAIS
Introdução: 
enunciar e delimitar o tema; objetivo geral; 
justificativa do estudo e bibliografia 
disponível;
 
Metodologia: 
elaborar o esquema de trabalho: coleta e 
tratamento de dados e método de pesquisa 
adotado;
 
 Metodologia Científica 98
Embasamento Teórico: 
é a parte da pesquisa em que o estudante 
apresenta os autores que serão utilizados 
na pesquisa e seus principais conceitos;
 
Cronograma: 
se refere às etapas da pesquisa e ao lapso 
de tempo que cada uma exige.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Lista de referências. As referências devem ser 
elaboradas conforme as normas da ABNT.
PROJETO DE PESQUISA
O projeto de pesquisa apresenta 
os pontos principais que revelam a 
definição de um problema, a 
revisão sucinta da bibliografia e a 
metodologia. 
 
Assim, a primeira parte apresenta a introdução, 
o objet ivo, a just ificat iva, as questões 
norteadoras ou hipóteses do estudo. 
Já a segunda parte contempla a metodologia, 
indicando o tipo de pesquisa que será 
desenvolvida e os instrumentos a serem 
utilizados.
 Metodologia Científica 99
Um projeto de pesquisa divide-se em: 
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Capa
 
Folha de rosto
 
Sumário
 
Resumo
 
Lista de abreviaturas
ELEMENTOS TEXTUAIS
Introdução: 
enunciar e delimitar o tema; objetivo geral; 
justificativa do estudo e bibliografia disponível. 
 
Divide-se em: 
★ Considerações iniciais;
★ Problematização (questão norteadora); 
★ Objetivos;
★ Justificativa.
 
 Metodologia Científica 100
Embasamento Teórico: 
é a parte da pesquisa em que o estudante 
apresenta os autores que serão utilizados na 
pesquisa e seus principais conceitos;
 
Metodologia: 
elaborar o esquema de trabalho ― coleta e 
tratamento de dados e método de pesquisa 
adotado;
 
Cronograma: 
se refere às etapas da pesquisa e ao lapso de 
tempo que cada uma exige.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Lista de referências
 
Glossário (opcional)
 
Apêndice (opcional)
 
Anexos (opcional)
 
Índice (opcional)Metodologia Científica 101
ARTIGO CIENTÍFICO
É um pequeno estudo que trata de uma questão 
científica e destina-se a publicações em revistas 
ou periódicos. Difere-se da monografia pela sua 
reduzida dimensão e conteúdo (RAMPAZZO, 
2005). 
 
O artigo também deve ser estruturado em três 
partes (NBR 6022): elementos pré-textuais; 
textuais e pós-textuais. 
 
Estrutura de um artigo científico:
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Título – termo ou expressão que indica o 
conteúdo do artigo;
 
Autoria – nome do autor, acompanhado de breve 
currículo (mesmo que seja para informar a 
condição de formando);
 
Resumo - parágrafo que sintetiza os objetivos 
pretendidos, a metodologia empregada, 
resultados e conclusões;
 
Palavras-chave - termos indicativos do conteúdo 
do artigo.
 Metodologia Científica 102
ELEMENTOS TEXTUAIS
O corpo do artigo é estruturado em:
 
Introdução – expõe o problema investigado, a 
finalidade do artigo e a metodologia utilizada 
para alcançar a finalidade;
 
Desenvolvimento – trata a matéria de forma 
abrangente e objetiva;
 
Conclusão – destaca os resultados obtidos.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Lista de referências usadas no texto. 
 
As referências devem ser elaboradas conforme 
as normas da ABNT.
Observação: Em artigos científicos 
evita-se o uso de notas de rodapé, 
anexos e apêndices. Devem-se 
evitar, também, citações diretas 
longas. 
 Metodologia Científica 103
MONOGRAFIA
Segundo Geller (2011), monografia, no sentido 
etimológico, significa “dissertação a respeito de 
um assunto único”, pois monos (mono) significa 
“um só” e graphein (grafia) significa “escrever”.  
A monografia é um trabalho científico que se 
caracteriza pela especificação, ou seja, a 
redução da abordagem a um só assunto, a um 
só problema.
Portanto, monografia é um trabalho com 
tratamento escrito de um tema específico que 
resulte de interpretação científica com a 
finalidade de apresentar uma contribuição 
relevante ou original à ciência.
Subtipos de monografia:
TCC
Significa “Trabalho de Conclusão de Curso”.
Trata-se de um documento que representa o 
resultado de um estudo, devendo expressar 
conhecimento do assunto escolhido e 
elaborado sob a coordenação de um 
orientador. 
DISSERTAÇÃO
A Dissertação é um tipo de trabalho 
apresentado no final do curso de pós-
graduação stricto sensu, visando obter o título 
 Metodologia Científica 104
de mestre. Este tipo de trabalho acadêmico 
requer defesa pública.
Como estudo teórico, de natureza reflexiva, a 
dissertação requer sistematização, ordenação 
e interpretação dos dados. (RAMPAZZO, 
2005)
TESE
Tese é o trabalho científico, escrito, original, 
sobre um tema específico, cuja contribuição 
amplia os conhecimentos do tema escolhido.
Representa, portanto, um avanço na área 
científica em que se situa.
Possui a mesma estrutura da monografia e da 
dissertação, mas distingue-se no que 
concerne à profundidade, à originalidade, 
extensão e objetividade (RAMPAZZO, 2005).
Também é um tipo trabalho apresentado no 
final do curso de pós-graduação stricto sensu 
e confere ao seu escritor o título de doutor.
EXERCÍCIO
Descubra os trabalhos acadêmicos
1. Parte final de uma pesquisa. Seu objetivo 
consiste em dar ao leitor o resultado completo do 
estudo. 
R: RELATÓRIO
 Metodologia Científica 105
2. Tipo de trabalho que tem 3 subtipos.
R: MONOGRAFIA
3. Muitas pessoas estão envolvidas na 
elaboração deste trabalho.
R: SEMINÁRIO
4. Estudo preparatório, esboço ou conjunto dos 
estudos preliminares, que irão constituir as 
diretrizes básicas do projeto definitivo.
R: ANTEPROJETO
5. Pontos principais que revelam a definição de 
um problema, a revisão sucinta da bibliografia e 
a metodologia. 
R: PESQUISA
Chegamos ao final de mais uma aula
Nesta aula aprendemos que planejar não é 
perda de tempo! 
Agora vai outra dica importante: após delimitar o 
tema, procure ler o que os autores falam sobre 
ele e anote como eles problematizaram esse 
tema. 
 Metodologia Científica 106
Observe como levantaram questões norteadoras 
da pesquisa, bem como responderam a essas 
questões formuladas. 
Isso o ajudará a formular a questão que será 
respondida no seu trabalho. 
E, lembre-se, é muito importante ter consciência 
do tipo de trabalho que se pretende escrever e 
sua função para obter sucesso na apresentação 
de suas pesquisas.
Nesta aula, você:
Analisou a estrutura os tipos de trabalho 
científico e relacionou o planejamento como 
fonte primordial para o desenvolvimento de um 
trabalho científico. Além disso, conheceu os tipos 
de trabalhos acadêmicos mais comuns, suas 
funções e particularidades
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Exercício: CEL0476_EX_A5_201102276103 
1a Questão (Ref.: 201102540461)
O êxito de uma pesquisa depende do 
procedimento seguido pelo pesquisador, que é 
delineado no planejamento. Quais são as fases 
do planejamento de uma pesquisa?
 Metodologia Científica 107
[ ] Decisória, construtiva e redacional.
[ ] Decisória, maturação e redacional.
[ ] Exploratória, coleta e publicação.
[ ] Reflexão, decisória, e redacional.
[X ] Exploratória, decisória e redacional.
 2a Questão (Ref.: 201102318364)
Selecionar e delimitar o problema de pesquisa 
é importante para:
[X] Diminuir a extensão do assunto a ser 
abordado, evitando percorrer caminhos 
desnecessários, possibilitando o 
aprofundamento dentro dos aspectos que 
realmente são fundamentais ao desenvolvimento 
da pesquisa.
[ ] Escolhermos um recorte físico que possibilite 
uma aceleração da pesquisa, estudando todas 
as partes que compõem o trabalho de uma só 
vez.
[ ] O progresso científico quase sempre surge 
de uma análise simplificada de aspectos de uma 
necessidade imediata, não considerando estudar 
"pedaços" por vez.
[ ] Auxiliar na escolha da bibliografia a ser 
estudada, que deve ser a mais resumida 
possível, de forma a não estender a pesquisa 
por um longo tempo, mesmo que isso acarrete 
um aprofundamento superficial.
 Metodologia Científica 108
[ ] Considerar a possibilidade de desenvolver a 
pesquisa acadêmica de forma a utilizar todas as 
fontes possíveis, ainda que isso amplie 
consideravelmente o prazo inicialmente 
destinado ao desenvolvimento da mesma.
 3a Questão (Ref.: 201102315552)
Contextualizar as idéias de um autor quanto ao 
quadro de ideias de uma época, comparar as 
ideias do texto com outras afins e assumir uma 
tomada de posição faz parte da:
[ ] Análise de fontes
[ ] Análise textual
[X ] Análise interpretativa
[ ] Análise interativa
[ ] Análise temática
 Metodologia Científica 109
AULA 6
ESTRUTURA E FORMATAÇÃO
OBJETIVOS
1.Analisar a ABNT enquanto órgão regulador;
2.Distinguir os elementos que formam a 
estrutura deum trabalho científico;
3.Esboçar a formatação de um trabalho 
científico.
EVITANDO O CAOS
Imagine se cada aluno que 
produzisse um trabalho 
acadêmico o organizasse 
como bem entendesse?
I m a g i n e - s e f a z e n d o u m a p e s q u i s a e 
encontrando os livros organizados de formas 
d i f e r e n t e s : u n s c o m e ç a n d o p e l o 
desenvolvimento, seguido da conclusão e 
terminando com a introdução; outros começando 
pela conclusão, seguida da introdução e do 
desenvolvimento. Que confusão, não é mesmo?
É para dar uma sequência lógica, evitar o caos 
e, claro, a perda de tempo, que organizamos a 
ordem do texto. 
 Metodologia Científica 110
Aprendemos isso nas aulas de redação, lembra? 
Pr imeiro, vem a introdução, depois, o 
desenvolvimento e, por último, a conclusão. 
Essa ordem se estende a outras produções 
textuais, inclusive os trabalhos acadêmicos.
E é disso que vamos tratar nessa aula: estrutura, 
formatação e organização de nossas produções 
científicas.
E sabe quem dita as regras? Vamos descobrir!
A FAMOSA ABNT
Fundada em 1940, a  Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT) é o órgão responsável 
pela normalização técnica no país, fornecendo a 
base necessária ao desenvolvimento tecnológico 
brasileiro.
Mas você deve estar se perguntando:
No que ela interfere no meu trabalho 
acadêmico?
Algumas normas da ABNT servem de padrão 
para as instituições de ensino no que diz 
respe i to à apresentação de t raba lhos 
acadêmicos e científicos.
 Metodologia Científica 111
Por isso, quando não houver especificação por 
parte da instituição quanto à normatização de 
um trabalho científico, adote as normas da 
ABNT.
VAMOS COMEÇAR PELA ESTRUTURA
Muitos dos trabalhos acadêmicos são compostos 
pelos chamados elementos pré-textuais, textuais 
e pós-textuais que nos ajudam a organizar o 
conteúdo.
E s s e s e l e m e n t o s d e v e m a p r e s e n t a r 
uniformidade gráfica e seguir a seguinte 
estrutura:
 Metodologia Científica 112
Você reparou que alguns elementos foram 
classificados como obrigatórios?
Pois, então, veja quais são as partes que não 
podem faltar no seu trabalho:
OBRIGATÓRIOS
• Capa
• Folha de rosto
• Folha de aprovação
• Resumo na língua vernácula
 Metodologia Científica 113
• Resumo na língua estrangeira
• Sumário
OPCIONAIS
• Lombada
• Ficha catalográfica
• Errata
• Agradecimento
• Dedicatória
• Epígrafe
• Lista de Ilustrações
• Lista de tabelas
• Lista de abreviaturas e siglas
• Lista de símbolos
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Os elementos pré-textuais são aqueles que 
antecedem o texto com informações que 
contribuem para a identificação e utilização do 
trabalho.
• CAPA
• FOLHA DE ROSTO
• FOLHA DE APROVAÇÃO
• DEDICATÓRIA
• AGRADECIMENTOS
• RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA
• RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
• SUMÁRIO
• LISTA DE ILUSTRAÇÕES
• LISTA DE TABELAS
 Metodologia Científica 114
CAPA
A capa, elemento obrigatório que identifica o 
trabalho, deve conter as informações na ordem 
estabelecida pela NBR 14724, entretanto, por 
uma questão de praticidade, usaremos os 
elementos identificadores na seguinte ordem:
• Nome da Universidade: localizado na 
margem superior, centralizado, letras 
maiúsculas, fonte 16 e em negrito. 
• Nome do curso: logo abaixo do nome da 
Universidade, em letras maiúsculas, 
centralizado, fonte 16 e em negrito. 
• Título do trabalho: em letras maiúsculas, 
centralizado, fonte 16, negrito. 
• Nome(s) do(s) autor(es): nome e sobrenome 
do(s) autor(es), em ordem alfabética, em 
l e t r a s m a i ú s c u l a s , c e n t r a l i z a d o , 
(considerando o alinhamento horizontal), 
fonte 14 e em negrito. 
• Local e ano: nas duas últimas linhas da folha, 
em letras maiúsculas, centralizado, fonte 12 
e em negrito. 
Tais elementos devem ser distribuídos de 
maneira eqüidistantes na folha.
 Metodologia Científica 115
FOLHA DE ROSTO
A Folha de Rosto, elemento obrigatório, é a 
repetição da capa com a descrição da natureza 
e objetivo do trabalho, portanto, contém detalhes 
da identificação do trabalho na mesma ordem.
• Natureza e objetivo do trabalho: trata-se de 
uma nota explicativa de referência ao texto. 
Deve ser impresso em espaço simples, fonte 
10 e com o texto alinhado a partir da margem 
direita. 
FOLHA DE APROVAÇÃO
Esta folha deve ser impressa, a partir da metade 
da página. Grafado em letras maiúsculas, fonte 
12, em negrito, BANCA EXAMINADORA. Abaixo 
desta, imprimir quatro linhas para as assinaturas 
dos membros da banca examinadora. 
É utilizada, como elemento obrigatório, nos 
trabalhos que são avaliados por bancas, como 
por exemplo, nos TCCs. 
 Metodologia Científica 116
DEDICATÓRIA
Esta é a folha em que o(s) autor(es) dedica(m) o 
trabalho e/ou faz(em) uma citação ou ainda, 
presta(m) uma homenagem. É um elemento 
opcional, porém, se utilizada, o texto é impresso 
em itálico, fonte 10, na parte inferior da folha, à 
direita e a folha é encabeçada pela palavra 
"Ded ica tó r ia " , cen t ra l i zado , em le t ras 
maiúsculas, fonte 14, em negrito.
AGRADECIMENTOS
Esta folha é opcional. Quando utilizada deve 
privilegiar, àqueles que merecem destaque por 
sua contribuição ao trabalho. Desse modo, 
agradecimentos e contribuições rotineiras, não 
são, em geral, destacados.
Esta folha é encabeçada pela palavra 
AGRADECIMENTO, em letras maiúsculas, 
centralizada, fonte tamanho 14, em negrito. Em 
geral inclui agradecimentos: ao coordenador e/
ou orientador, professores, instituições, 
empresas e/ou pessoas que colaboraram de 
forma especial na elaboração do trabalho.
O texto é composto utilizando-se a fonte 
tamanho12.
subir
 Metodologia Científica 117
RESUMO EM LÍNGUA VERNÁCULA
É a condensação do trabalho, enfatizando-se 
seus pontos mais relevantes de modo a passar 
ao leitor uma idéia completa do teor do trabalho. 
Deve ser desenvolvido, apresentando de forma 
clara, concisa e objetiva, a informação referente 
aos objetivos, metodologia, resultados e 
conclusões do trabalho. O título RESUMO deve 
estar centralizado, letras maiúsculas, fonte 14, 
em negrito.
O texto será apresentado três espaços abaixo do 
título, em espaço simples entrelinhas, sem 
parágrafo. O resumo deverá conter entre 200 e 
500 palavras. É redigido na terceira pessoa do 
singular, com o verbo na voz ativa e não deve 
incluir citações bibliográficas.
É um elemento obrigatório e deverá conter 
também as palavras representativas do 
conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave ou 
descritores.
Quando utilizado em Anais de Congressos, 
S e m i n á r i o s e t c , d e v e r ã o c o n s t a r , 
obrigatoriamente, na parte superior da folha e 
centralizados: título do trabalho, nome completo 
dos autores, do orientador e da instituição a que 
pertencem.Metodologia Científica 118
RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
O resumo deve ser, necessar iamente, 
apresentado em pelo menos, mais um idioma 
além do original utilizado na língua vernácula. 
Deste modo, temos: em inglês ABSTRACT, em 
espanhol RESUMEN, em francês RÈSUMÉ, por 
exemplo; é apresentado em página separada.
Nos TCC's , t ra ta -se de um e lemento 
obrigatório. 
SUMÁRIO
É um elemento obrigatório, constituído pela 
enumeração das principais divisões, seções e 
outras partes do trabalho, na mesma ordem em 
que aparecem no seu desenvolvimento, ou seja, 
deve conter exatamente os mesmos títulos, 
subtítulos que constam no trabalho e as 
respectivas páginas em que aparecem. 
O título SUMÁRIO deve estar em letras 
maiúsculas, fonte 14, centralizado e em negrito. 
Após três espaços, serão grafados os capítulos, 
títulos, itens e/ou subitens, conforme aparecem 
no corpo do texto.
 Metodologia Científica 119
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
É um elemento opcional que se destina a 
identificar os elementos gráficos, na ordem em 
que aparecem no texto, indicando seu título e o 
número da página em que estão impressos.
É grafado o título: LISTA DE ILUSTRAÇÕES no 
centro da página, em letras maiúsculas, fonte 14, 
negrito.
LISTA DE TABELAS
São opcionais e correspondem às listas de 
abreviaturas, siglas, símbolos e/ou grandezas; 
obedecem às mesmas regras das Listas de 
Elementos Gráficos. São ut i l izadas, se 
necessárias, para dar ao leitor as melhores 
condições de entendimento do trabalho.
O QUE É FORMATAÇÃO?
Entende-se por formatação a ação de dar forma, 
de organizar a disposição dos elementos visuais 
em um arquivo gráfico ou de texto.
 Metodologia Científica 120
É a formatação, portanto, que nos ajudará a dar 
a forma mais apropriada, segundo a ABNT, aos 
nossos trabalhos acadêmicos e projetos. 
Ela nos auxiliará a adaptar o conjunto de 
características visuais próprias do texto ― como 
o itálico, o sublinhado, o negrito, o tamanho de 
fonte, o espaço de linhas etc. ― ao padrão 
estabelecido.
FORMATAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS E 
CIENTÍFICOS
Observe agora a lguns dos i tens mais 
impor tantes a serem cons iderados na 
formatação de um trabalho acadêmico:
Fonte
R e c o m e n d a - s e 
utilizar em   todo o 
trabalho a fonte 
Arial ou Times New  
Roman , no rma l , 
tamanho 12.   A utilização do itálico é feita 
apenas nas palavras em outro idioma. 
Nas   legendas das tabelas, figuras, ilustrações, 
citações longas e nos textos das notas de 
rodapé o tamanho da fonte a ser utilizada é 11.
 Metodologia Científica 121
Espaço
O espaçamento a 
ser adotado é o de 
1 , 5 c m n a s 
entrelinhas, com recuo de primeira linha do 
parágrafo (1,25 cm – corresponde a 1 tab.) e 
texto justificado. 
Nas citações com mais de três linhas, nas 
legendas das tabelas, figuras e ilustrações o 
espaçamento é simples. 
Observe ainda o espaço simples nas referências 
bibliográficas, colocadas em ordem alfabética 
por sobrenome do autor, alinhadas   à margem 
esquerda e separadas entre si por dois espaços 
simples.
Margem
Segundo as normas da ABNT o 
papel deve ser branco, com 
formato A4 (21,0 cm x 29,7cm). 
As páginas devem apresentar 
margem esquerda e superior de 
3,0 cm, direita e inferior de 2,0 
cm.
 Metodologia Científica 122
Capa
A capa é elemento obrigatório em alguns tipos 
de trabalho acadêmico, apresenta uma 
formatação específica e deve conter os 
elementos essenciais para identificação do autor 
do trabalho (ABNT, NBR 14724). 
 
A ABNT normatiza que seja usada a fonte Times 
New Roman ou Arial, tamanho 14, e o espaço 
entre as linhas deve ser simples. 
Sua capa deverá conter as seguintes 
informações na ordem sugerida:
 
1. Identificação da Instituição de Ensino 
Superior - IES (caixa alta);
2. Identificação do curso (caixa alta);
3.Tipo de trabalho (caixa alta);
4.Nome do acadêmico (caixa alta);
5.Título do projeto (caixa alta);
6.Cidade, ano (caixa alta).
A régua vertical do editor de texto ajudará na 
formatação da capa. 
Assim, no marco 1 da régua do editor, indique o 
nome da universidade (IES). 
No marco 1,5, indique o curso. 
No marco 2, especifique o tipo de trabalho. 
 Metodologia Científica 123
No marco 7, inserira o nome completo do 
acadêmico. 
No marco 12, mencione o título do trabalho. 
No marco 23, insira a cidade e ano.
 Metodologia Científica 124
Folha de rosto
A folha de rosto é um complemento da capa e 
deve apresentar:
• a identificação da disciplina em que o 
trabalho será apresentado, 
• o curso, 
• a instituição de ensino, 
• o aluno e 
• o professor orientador. 
 
Na hipótese de dissertações de mestrado e 
teses de doutorado, no verso da folha de rosto, 
deve constar a ficha catalográfica. 
Quanto a numeração das páginas, vale ressaltar 
que todas as folhas a partir da folha de rosto 
devem ser contadas, mas a numeração começa 
a partir da primeira parte textual (introdução). 
 
O número deve estar expresso em algarismo 
arábico, fonte 11, no canto superior da folha. 
 Metodologia Científica 125
1
2
3
NOTA
4
1º - Nome do acadêmico (caixa alta); 
2º - Título do trabalho (caixa alta);
3º - Nota indicativa do tipo de trabalho: em recuo 
esquerdo de 8 cm, espaço simples, alinhamento 
justificado e fonte 12. 
Inserir a seguinte nota: 
(Tipo de trabalho) apresentado à disciplina de 
(nome da disciplina), do (nome do curso), da 
(nome da Instituição de ensino).   Professor(a) 
Orientador(a): nome completo do professor
4º - Cidade, ano.
 Metodologia Científica 126
Sumário
Para muita gente, fazer sumário no Word é um 
martírio. Ele nunca fica conforme o esperado 
quando criado manualmente.
Quando utilizamos a função automática do Word, 
ou não saímos do canto ou o resultado foge 
totalmente aos requisitos normativos, não é 
mesmo?
 
Para esclarecer as dúvidas sobre Sumário, 
assista ao vídeo e veja o passo a passo que 
mudará a sua vida!
Citações
Entende-se por citação a menção de uma 
informação extraída de outra fonte. 
A citação pode ser direta ou indireta
Referência bibliográfica
Referência  é o “[...] conjunto padronizado de 
elementos descrit ivos, ret irados de um 
documento, que permite sua identificação 
individual” (ABNT, 2002, p. 2) no todo ou em 
parte, impressos ou registrados em diversos 
tipos de suporte.
 Metodologia Científica 127
Para finalizar...
...Veja agora algumas representações gráficas 
da formatação que te ajudarão na hora de 
montar seu anteprojeto ou projeto de pesquisa e 
seu TCC.
FORMATAÇÃO DE UM ANTEPROJETO DE PESQUISA:
•Capa
•Folha de rosto
•Folha de aprovação
➡ Dedicatória
➡ Agradecimentos
➡ Apígrafe•Sumário
•Resumo
•Abstract
➡ Lista de abreviaturas
•Introdução
•Desenvolvimento
•Conclusão
•Embasamento teórico
•Metodologia
•Cronograma
•Referência
➡ Apêndice / Glossário
➡ Anexos / Índice
 Metodologia Científica 128
Nesta aula, você:
Analisou a estrutura os tipos de trabalho 
científico e relacionou o planejamento como 
fonte primordial para o desenvolvimento de um 
trabalho científico.
 Metodologia Científica 129
AULA 7
CITAÇÃO
OBJETIVOS
1.Aplicar as normas da ABNT nos trabalhos 
acadêmicos;
2.Distinguir as formas de se fazer citação em 
trabalhos acadêmicos.
QUAL É O PROPÓSITO DE UM TEXTO CIENTÍFICO? 
Segundo Azevedo (1997, p. 109), “o propósito de 
um texto científico é comunicar os resultados e 
as ideias a que se chegou, após a coleta e 
análise dos dados”. 
 
Porém, é muito comum recorrer às palavras dos 
próprios autores quando queremos escrever 
sobre nossas pesquisas. 
 
Muitas vezes, recorremos a citações ou porque 
não conseguimos superar a fala do autor ou 
porque queremos intencionalmente mostrar ao 
nosso leitor como ele abordou o assunto. 
Antes de tudo...
Em um trabalho cuidadoso, você deve ler 
diferentes autores sobre o assunto a ser 
pesquisado e, assim, organizar o pensamento, 
 Metodologia Científica 130
fundamentando as ideias antes de iniciar a 
redação do trabalho. 
  
Nesse aspecto, o fichamento bibliográfico e o de 
leitura configuram fases imprescindíveis para a 
elaboração de seu trabalho acadêmico. 
  
Somente após uma leitura cuidadosa, você 
poderá destacar as citações-chave que utilizará, 
caso seja necessário. 
MAS O QUE SIGNIFICA CITAR? COMO DEVO 
ORGANIZAR UMA CITAÇÃO?
As citações são trechos transcritos ou 
informações extraídas de publicações 
consultadas e devem ser inseridas em um 
texto com a finalidade de esclarecer ou 
complementar as ideias. 
Em todas as hipóteses, a fonte deve ser 
mencionada.
Segundo ABNT, citação é a “menção a uma 
informação extraída de outra fonte”. (NBR 
10520:2002)
Elas estão divididas em três tipos:
•CITAÇÃO DIRETA 
•CITAÇÃO INDIRETA
•CITAÇÃO DE CITAÇÃO
 Metodologia Científica 131
Citação direta
As citações diretas são aquelas que copiamos, 
sem mudar nada, do texto original que 
consultamos. 
 
Como esclarece João Bosco Medeiros (2003, p. 
187), é a referência a uma obra colhida de outra 
fonte “para esclarecer, comentar, ou dar como 
prova uma autoridade no assunto”.
 
É importante observar que este tipo de citação 
só se justifica quando o pensamento expresso 
pe lo au tor consu l tado é e fe t i vamente 
significativo, claro e necessário à exposição, pois 
excessos de citações diretas, tabelas, gráficos, 
podem acarretar prejuízo à estratégia de 
comunicação, comprometendo o trabalho. 
As citações devem ser apresentadas conforme a 
ABNT - NBR 10520.
As transcrições com até três (03) linhas  
permanecem no corpo do parágrafo, entre aspas 
duplas, e são denominadas citações diretas 
curtas.
Exemplo 1
 
João Medeiros (2003, p. 189) observa que “a 
c i t ação d i re ta ex ige a lguns cu idados 
 Metodologia Científica 132
elementares com o texto, salientando-se entre 
outros: pontuação, maiúscula, destaques”. 
Assim, as citações diretas, com até três linhas, 
devem ser transcritas no seu próprio parágrafo, 
entre aspas duplas.
          A questão da sustentabilidade está em alta 
no momento. Percebemos que, se continuarmos 
consumindo os recursos do nosso planeta desse 
j e i t o , a f e t a r e m o s a v i d a d e n o s s o s 
descendentes. Para evitar isso, temos que nos 
comprometer com as próximas gerações, 
repensando o “desenvolvimento econômico e 
material sem agredir o meio ambiente e 
começando a usar os recursos naturais de forma 
inteligente para que eles não se esgotem. 
Seguindo estes princípios, podemos garantir o 
desenvolvimento sustentável”. (SILVA, 2011, p.
57)
Você reparou como é feita a referência ao nome 
dos autores nessas citações? 
 
Os nomes dos autores citados no texto devem 
ser grafados em letras maiúsculas, se estiverem 
entre parênteses, e em letra normal, se 
estiverem fora dos parênteses. 
Exemplo: Segundo Silva (1982, p. 50) ou 
(SILVA, 1982, p. 50). 
 Metodologia Científica 133
As transcrições com mais de três (03) 
linhas devem ter um recuo de 4 cm da margem 
esquerda e digitadas com letra menor que a do 
texto, e em espaçamento simples. São 
chamadas de citações diretas longas.
Os trechos de citação com mais de três linhas 
são apresentados em parágrafos separados, 
com espaço simples, letra menor do que a 
utilizada no texto e sem aspas duplas.
Exemplo 1
 
) ) Por meio de um processo literário 
composto não somente pela ironia, mas também 
pelo drama e pela sátira, Manuel Rui nos oferece 
uma aparente displicência, em que estes 
recursos organizam a comédia do discurso. 
Comédia dolorosa, em que nós leitores também 
participamos com um riso que não deixa de 
compartilhar a dor daqueles personagens e nem 
de perceber o absurdo que está sendo 
denunciado naquelas páginas: 
Sangrando. Por vezes de mãos crispadas. 
Em silêncio. E com vontade de protestar. Sim, 
algo de chaplinesco vibra na transparência 
desse caos organizado. E a sua força 
 Metodologia Científica 134
dramática promana dessa participação 
indireta do autor-narrador que dir-se-ia 
obscuro quando afinal se nos revela por 
inteiro comprometido com o destino deste 
mundo que incomoda. 31   
A especificidade da ironia utilizada nos contos 
de Manuel Rui consiste no fato dele tê-la 
escolhido como estratégia para narrar as 
contradições presentes em Angola, dando 
maior enfoque ao comportamento social dos 
personagens inseridos num ambiente 
contraditório, desumanizado e alienante.
Citações diretas com mais de três linhas devem 
figurar em parágrafo autônomo, com recuo de 4 
cm da margem da esquerda, fonte Arial ou Times 
New Roman, tamanho 12, espaçamento simples 
e sem aspas duplas.
CITAÇÃO INDIRETA
As citações indiretas apresentam formatação 
diferente por tratar-se de textos baseados na 
obra de um autor consultado e não uma cópia de 
suas palavras. 
Nesta hipótese, então, não é necessário o 
emprego das aspas duplas, porque a citação 
 Metodologia Científica 135
indireta mantém a ideia original do texto lido, 
mas é reescrita por quem está elaborando o 
trabalho. 
 
A citação indireta é tambémdenominada 
p a r á f r a s e e , s e g u n d o a A B N T ( N B R 
10520:2002), configura uma transcrição livre do 
texto do autor.
 
João Bosco Medeiros (2003) esclarece que a 
citação indireta pode configurar um resumo, 
comentário de uma ideia, ou expressar o mesmo 
conteúdo, mas utilizando outras palavras. 
E explicar as ideias que encontramos no texto 
original é muito mais produtivo do que apenas 
reproduzi-las, não é mesmo? 
Por isso, parafrasear é muito melhor do que a 
citação direta. 
Veja um exemplo:
 
Israel Belo de Azevedo (1997) esclarece que 
toda palavra tem um peso de acordo com sua 
capacidade de sintetizar uma ideia de maneira 
clara e concisa.
 
 Metodologia Científica 136
No exemplo acima vemos que a ideia de Israel 
Belo de Azevedo foi apresentada e que foi 
informado o ano em que encontramos a 
publicação dela. 
Porém, o trecho que contém o conceito foi 
reescrito por quem está elaborando o trabalho. 
Assim, não houve a necessidade de utilizar as 
aspas duplas.
 
O conteúdo original foi reelaborado e, por isso, 
não se usam as aspas. Essa é uma forma 
também de você explicar ao seu leitor, com as 
suas palavras, a ideia do autor que você 
estudou.
CITAÇÃO DA CITAÇÃO
 
Em algumas leituras verificamos que o autor 
apresenta uma citação direta ou indireta de outro 
autor, certo? E essa citação não é perfeita 
apenas para o autor que estamos lendo, ela é 
perfeita para nós também.
Só que, na maioria das vezes, não temos acesso 
à obra que esta sendo citada por ele. 
Como resolver isso?
 Metodologia Científica 137
 
Estamos diante de uma citação da citação que 
exige o uso da expressão apud que significa 
citado por. 
 
Alguns autores denominam a citação da citação 
como citação dependente, porque o autor 
escolhido para citação não foi lido diretamente, 
mas tomado por empréstimo de outro autor. 
 
Não abuse deste recurso. Ele é apenas uma 
solução emergencial. Devemos sempre que 
possível recorrer à obra original.
Atenção!
Segundo a ABNT (NBR 10520:2002), quando os 
dados forem obtidos em palestras, debates, 
seminários etc., deve-se indicar entre parênteses 
a expressão “informação verbal” e depois 
mencionar os dados disponíveis, em nota de 
rodapé.
 
Além disso, para enfatizar trechos da citação 
direta, deve-se destacá-los indicando esta 
alteração em relação ao original com a 
expressão grifo nosso entre parênteses, após a 
referência da citação, ou grifo do autor, caso o 
destaque tenha sido feito pelo próprio autor da 
obra.
 Metodologia Científica 138
 
Veja dois exemplos:
 
“[...] para que não tenha lugar a produção de 
degenerados, quer físicos quer morais, misérias, 
verdadeiras ameaças à sociedade”. (SOUTO, 
1916, p. 46, grifo nosso)
 
“[...] desejo de criar uma literatura independente, 
diversa, de vez que aparecendo o classicismo 
como manifestação de passado colonial”. 
(CÂNDIDO, 1993, p. 12, grifo do autor)
Existem algumas regras para compor citações 
diretas e notas. Veja:
Acréscimos ou interpolações
Significa a inserção de expressões que não 
constam do original ― entre colchetes. Pode 
ocorrer a necessidade de se acrescentar uma 
palavra ao texto citado, para torná-lo mais 
compreensível. 
Exemplo: 
 
“Envolve uma redação simplificada do texto 
[estudado], substituindo a linguagem do autor 
por expressões diretas e com sentenças 
 Metodologia Científica 139
inteligíveis. A ideia continua sendo do autor, 
porém elaborada pelo próprio estudante, 
demonstrando sua capacidade de assimilação e 
entendimento das informações obtidas no 
decorrer da leitura do assunto em questão”. 
(FACHIN, 2006, p. 127)
Supressões
Não devemos citar frases ou parágrafos longos 
demais. O importante é apresentar o que 
realmente interessa ao desenvolvimento da 
argumentação ou à apresentação das ideias.  
Para supr imi r as par tes que não são 
importantes, devemos substituí-la pelas 
reticências entre colchetes/parênteses: (...) ou 
[...]. 
Exemplos: 
“A física moderna (...) considera a lei da inércia 
sua lei mais fundamental.” (KOYRÉ, 1982, p. 
182)
“[...] A ideia continua sendo do autor, porém 
elaborada pelo próprio estudante, demonstrando 
sua capacidade de assimilação e entendimento 
 Metodologia Científica 140
das informações obtidas no decorrer da leitura 
do assunto em questão”. (FACHIN, 2006, p. 127)
Incorreções
Na hipótese do texto citado apresentar um erro, 
uma expressão politicamente incorreta ou 
equívoco gramatical, entre outros problemas, 
chame a atenção, pelo uso, ao lado da palavra, 
do vocábulo sic (assim, em latim) entre colchetes 
e em itálico.
“Zenão de Cício (334-262 a.C.) fundou a escola 
estóica [sic] Ele costumava palestrar de sua 
varanda, chamada stoa, daí o nome estóico 
[sic]”. (MANNION, 2008, p. 48)
A ata registra a seguinte declaração do diretor: 
“isto é pra mim [sic] fazer!”
COMO INDICAR A SUPRESSÃO DE PARÁGRAFOS?
 
E quando não precisamos utilizar todos os 
parágrafos? Como indicar isso ao nosso leitor? 
A supressão de um ou mais parágrafos 
intermediários é indicada por uma linha 
pontilhada. Veja um exemplo:
 Metodologia Científica 141
O conhecimento, o modo de compreender a 
realidade, muda de acordo com a época, à 
medida que coloca em dúvida o conceito de 
verdade estabelecido. Quando conhecemos um 
fato, sempre nos perguntamos se e le 
corresponde ou não à realidade. Assim, a 
verdade é uma atividade histórica, e o homem foi 
dando fundamentos a essa verdade de acordo 
com sua vivência, conhecimento e crenças.
 
..............................................................................
Para explicar a realidade ou ainda os fenômenos 
da natureza, os povos primitivos criavam 
histórias nas quais utilizam as figuras dos 
deuses na tentativa de compreender a origem 
das coisas. (SANTOS MOLINA; DIAS, 2007, p.
21)
QUAIS SÃO OS ERROS MAIS COMUNS?
➡ Excesso ou escassez de citações diretas. O 
melhor é reescrever o texto estudado, 
creditando a passagem ao seu autor;
➡ Uso de bibliografia inadequada;
➡ Presença no texto de informações que 
deveriam estar em notas de rodapé;
➡ Citações sem discussão;
➡ Não há necessidade de se citar frases ou 
parágrafos completos, longos demais.
 Metodologia Científica 142
➡ Tr a n s c r e v a a p e n a s a u n i d a d e d e 
pensamento que realmente interessa. Para 
tanto, use a supressão;
➡ Inserir os títulos das obras citadas no texto 
sem colocá-las em itálico.
As citações devem ser indicadas no texto por um 
sistema numérico ou autor-data. 
 
Qualquer que seja o sistema adotado, este deve 
ser seguido ao longo de todo o trabalho.
Conheça um pouco mais sobre eles:
Sistema numérico
•No sistema numérico, a fonte da citação 
utilizada deve aparecer em nota de rodapé. 
Neste caso, a numeração das fontes deve ser 
única e consecutiva, em algarismos arábicos;
•Todas as referências devem ser repetidas na 
lista de referências ao final do trabalho;
•A numeração das notas de rodapé deverestringir-se às referências bibliográficas;
•Uso de asterisco (*): para explicar ou comentar 
uma ideia;
•Podemos usar: (1), [1], 1 (sobrescrito).
 Metodologia Científica 143
Quando escolhemos o sistema numérico não 
devemos usar notas explicativas em rodapé 
para informações adicionais. 
 
Elas são aquelas que aparecem ao pé das 
páginas em que são mencionadas e servem 
para abordar pontos que não devem ser 
incluídos no texto. 
Exemplo
“A pesquisa é uma atividade voltada para 
investigação de problemas teóricos ou práticos 
por meio do emprego de processos científicos”. 
1
 
“A pesquisa é uma atividade voltada para 
investigação de problemas teóricos ou práticos 
por meio do emprego de processos científicos”. 
(1)
 
“pesquisa é uma atividade voltada para 
investigação de problemas teóricos ou práticos 
por meio do emprego de processos científicos”. 
[1]
 
1CERVO, A.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. da. 
Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2007. p. 57.
 Metodologia Científica 144
E COMO DEVE SER A NOTA DE RODAPÉ?
Os elementos essenciais e complementares da 
referência devem ser inseridos na sequência 
sugerida pela ABNT:
SOBRENOME, Prenome. Título. Edição. Cidade: 
editora, ano. (página na hipótese de citação 
direta). 
Veja o exemplo abaixo:
1 CERVO, A.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. 
Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2007. p. 57.
ATENÇÃO
As aspas devem aparecer antes ou depois da 
pontuação? 
 
Segundo a ABNT, devem-se colocar as aspas 
antes da pontuação, exceto nos casos de 
pontos de interrogação e exclamação que 
façam parte do texto citado.
Você sabia que existem um conjunto de 
expressões latinas que são usadas no sistema 
numérico?
C0NFIRA
 Metodologia Científica 145
EXPRESSÕES LATINAS NO SISTEMA NUMÉRICO
Há um conjunto de expressões latinas que são 
usadas no sistema numérico. Após inserir as 
notas de rodapé no sistema numérico observe a 
sequência das obras e substitua pela expressão 
latina, em itálico, correspondente.
Idem id. (o mesmo autor): ocorre quando duas 
obras de um mesmo autor forem sequenciais.
Exemplo:
_________________
SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que 
reproduz em educação: ensaios de sociologia 
da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 199
2. p.121.
Id. Documentos de identidade: uma introdução 
às teorias do currículo. 2. ed. Belo Horizonte: 
Autêntica, 2000. p. 305.
Ibidem ou ibid. (na mesma obra): deve ser 
usada quando ocorre a citação da mesma obra 
do mesmo autor sequencialmente no texto
Exemplo:
________________
SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que 
reproduz em educação: ensaios de sociologia da 
educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. p.
121.
Ibid., p.139.
 Metodologia Científica 146
Opus citatum, opere citato ou op.cit. (obra 
citada): deve ser usada quando uma mesma 
obra aparecer mais de uma vez no texto, 
independente da sequência das citações.
Exemplo:
______________________
1 SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que 
reproduz em educação: ensaios de sociologia da 
educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. p.
121.
2 NEY, João Luiz. Prontuário de Redação Oficial. 
15. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000. p. 
24.
3 SILVA, op.cit., p. 151.
Passim (aqui e ali, em diversas passagens): 
usa-se essa expressão apenas quando há 
referências a passagens , sem identificação.
Exemplo:
_______________________
1 SILVA, Tomaz Tadeu da. Que produz e o que 
reproduz em educação: ensaios de sociologia da 
educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992, 
passim
.
 Metodologia Científica 147
Cf. (confira, conforme, confronte): usa-se para 
recomendar a consulta a notas do mesmo 
trabalho ou obra de outros autores.
Exemplo:
__________________
1 Cf. SILVA,1992.
Nesta aula, você:
•Aprendeu a fazer citações em trabalhos 
acadêmicos segundo as normas da ABNT.
 Metodologia Científica 148
AULA 8
REFERÊNCIA, BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS
OBJETIVOS
1.Distinguir como se fazem referências em 
trabalhos acadêmicos, segundo as normas da 
ABNT;
2.Aplicar as diversas formas de se fazer uma 
re fe rênc ia b ib l i og ráfica , l evando em 
consideração os diferentes elementos da 
referenciação.
Você sabe qual é a diferença entre Referência, 
Bibliografia e Referências bibliográficas?
Vamos começar pela definição de Referência e 
Bibliografia. 
REFERÊNCIA 
O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 
indica que pelo termo referência deve-se 
considerar uma nota informativa de remissão em 
uma publicação. A origem etimológica do termo 
nos remete à palavra inglesa reference que 
significa “ato de referir ou consultar; sinal ou 
indicação que remete o leitor a outra fonte de 
informação”. 
 Metodologia Científica 149
Já a ABNT observa que a referência é o conjunto 
padronizado de elementos descritivos, retirados 
de um documento. Assim, deve ser constituída 
de elementos essenciais e, quando necessário, 
acrescida de elementos   complementares. 
Porém, a ABNT não faz comentário algum sobre 
a possível diferença entre os termos.
Portanto, entende-se pelo termo referências o 
conjunto padronizado de informações que 
permitem a identificação de documentos 
citados em um trabalho acadêmico. 
BIBLIOGRAFIA. 
Bibliografia é a relação das obras consultadas ou 
citadas por um autor na criação de determinado 
texto ou seção em que se faz uma relação de 
livros e outras publicações.
Trata-se de uma lista de fontes de consulta 
utilizadas no desenvolvimento de um trabalho, 
com o objetivo de documentá-lo, mostrando que 
ele está aparentemente sustentado, pois foi 
baseado naquelas fontes descritas.
 Metodologia Científica 150
E QUANTO AO REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO, DO 
QUE SE TRATA?
Em um trabalho acadêmico devemos mencionar 
apenas as obras efetivamente citadas, o que 
reforça o uso do termo referências. 
Vale ressaltar também que o termo referência 
bibliográfica não é mais usado, pois foi 
substituído apenas pela palavra referências.  
Agora que você aprendeu a principal diferença 
entre Referência e Bibliografia, vamos entender 
quais são as partes de uma Referência e as 
suas funções.
Vamos começar, observando a estrutura correta 
de uma referência:
A Referência é dividida em:
ELEMENTOS ESSENCIAIS
São aqueles indispensáveis na identificação 
do documento, tais como: autor(es), título, 
edição, local, editora e data da publicação.
ELEMENTOS COMPLEMENTARES
São opcionais e podem ser acrescentados 
para uma melhoridentificação do documento, 
tais como: coleção, série, número do ISBN, 
número de páginas (como o "06 p." do 
 Metodologia Científica 151
exemplo) , se ed ição exc lus iva para 
assinantes, se inclui algum brinde etc.
EXEMPLO
PATACO, Vera Lúcia P.; VENTURA, Magda 
Ma r i a ; RESENDE, É r i ca dos San tos . 
Metodologia para trabalhos acadêmicos e 
normas de apresentação gráfica. 4. ed. Rio de 
Janeiro: LTC, 2008,  06 p.
O s e l e m e n t o s q u e c o m p õ e m a 
referenciação devem ser obtidos na ficha 
catalográfica do documento, ou seja, 
retirados do próprio documento e inseridos 
conforme a sequência sugerida pela ABNT.
VAMOS APRENDER A REFERENCIAR?
Agora que você já conhece a estrutura de uma 
referência, vamos nos aprofundar em cada parte 
que as compõem.
Analisando o exemplo acima, siga a ordem e 
fique especialista no assunto.
PATACO, Vera Lúcia P.; VENTURA, Magda 
Maria; RESENDE, Érica dos Santos.
 Metodologia Científica 152
Como devo indicar os autores?
Na lista de referências, o autor é indicado 
pelo último sobrenome, escrito em caixa 
alta, seguido do nome, por extenso ou 
abreviado. O sobrenome é separado do 
nome por vírgula.
E se for mais de um autor, o que fazer?
Na hipótese de obra escrita por até três 
autores todos devem ser mencionados na 
mesma ordem em que aparecem na 
publicação. É só conferir a ficha catalográfica, 
no verso da folha de rosto.
 
Os nomes de cada autor devem ser 
separados uns dos outros por ponto e vírgula:
Exemplo:
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. 
 
M A C E D O , L u i z R o b e r t o D i a s d e ; 
CASTANHEIRA, Nelson Pereira; ROCHA, Alex. 
E se forem mais de três?
Na eventual hipótese de a obra ter mais de 
três autores, somente o primeiro deve ser 
indicado, seguido da expressão et al.
Exemplo:
 Metodologia Científica 153
ALVES, João et al.
ATENÇÃO
Se for autoria coletiva deve ser indicado o nome 
do responsável, seguido da abreviatura da 
palavra que caracteriza a sua responsabilidade 
no trabalho, entre parêntese: Editor (Ed.); 
Coordenador (Coord.); Organizador (Org.); 
Compilador (Comp.).
Exemplo:
ALVES, João (Org.)
ALVES, João (Coord.)
ALVES, João (Ed.)
Algumas observações interessantes!
1. Sobrenomes que indicam parentesco (Júnior, 
Filho, Neto, Sobrinho) acompanham o último 
sobrenome e não devem ser considerados como 
entrada.
CÂMARA JÚNIOR, Joaquim Matoso. Título. 
2. No caso de sobrenomes compostos, a entrada 
é feita por expressão composta.
CASTELLO BRANCO, H. A. Título. 
3. Já sobrenomes ligados por hífen e com 
prefixos devem ser transcritos por extenso.
ALVES-MAZZOTTI, A. J. Título.
LAS CASAS, A. Título.
 Metodologia Científica 154
E quando a autoria é desconhecida?
Nesta hipótese, inicia-se pela primeira palavra 
do título em caixa alta. Se a palavra for 
precedida por um artigo este também deve 
ser escrito em caixa alta. 
Veja dois exemplos:
A EDUCAÇÃO ambiental no séc. XX.
AUDITORIA interna de empresas. 
Quando se trata de uma instituição e não de um 
autor pessoa física?
Os documentos de responsabilidade de 
entidades (insti tuições, organizações, 
empresas) têm entrada pelo nome delas, 
escrita por extenso e em CAIXA ALTA. 
Observe:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS. NBR 6023 : i n fo rmação e 
documentação: referências e elaboração. Rio de 
Janeiro, 2002. 
 
 Metodologia Científica 155
SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio 
Ambiente. Diretrizes para a política ambiental do 
Estado de São Paulo. São Paulo, 1993. 35 p.
Como faço a referência quando se trata de 
publicações técnicas?
Quando se tratar de publicações técnicas e 
administrativas, indica-se o nome da 
entidade. 
 
No caso de entidades governamentais, 
quando se tratar de órgãos da administração 
direta (Ministérios, Secretarias), indica-se o 
nome geográfico antes do nome da entidade.
Exemplo:
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. 
DICA 
Uma regrinha importante! 
  
Nos casos em que foram usadas várias fontes 
do mesmo autor, estes podem ser substituídos 
por um traço equivalente a seis dígitos seguido 
de um ponto (______.), nas referências 
subsequentes. 
  
 Metodologia Científica 156
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS. NBR 6022 : i n fo rmação e 
documentação: artigo em publicação periódica 
científica impressa: apresentação. Rio de 
Janeiro, 2003. 5p. 
  
_ _ _ _ _ _ _ . N B R 6 0 2 3 : i n f o r m a ç ã o e 
documentação: referências: elaboração. Rio de 
Janeiro, 2002. 3p. 
Como devo escrever o título na Referência?
Metodologia para trabalhos acadêmicos e 
normas de apresentação gráfica.
Títulos
Os títulos devem ser escritos na forma em que 
se apresentam nos documentos, sendo apenas 
a primeira palavra iniciada com letra maiúscula e 
destacados com negrito.
Já os subtítulos (informações apresentadas após 
o título para complementá-lo) devem ser 
precedidos por dois pontos e não recebem 
qualquer destaque gráfico.
Exemplo: RUCH, Gastão. História geral da 
civilização: da antiguidade ao século XX.
 Metodologia Científica 157
E quando há tradutor? Deve ser mencionado?
Quando há tradutor, atualizador, revisor, 
ilustrador, entre outros, deve ser mencionado 
logo após o título. 
Veja o modelo:
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo. 
Tradução. Edição. Local: Editora, data.  
Edição
Preciso mencionar a Edição?
Quando houver a indicação da edição, esta deve 
ser inserida na sua referência, utilizando-se 
abreviaturas dos numerais ordinais e da palavra 
edição.
 
4ª edição = 4. ed.
 
5ª edição = 5. ed.
Exemplo: PATACO, Vera Lúcia P.; VENTURA, 
Magda Maria; RESENDE, Érica dos Santos. 
Metodologia para trabalhos acadêmicos e 
normas de apresentação gráfica. 4. ed. [...]
 Metodologia Científica 158
E quanto a Cidade?
Cidade
A cidade é item obrigatório na referenciação. 
Não se esqueça! 
O nome da cidade deve ser grafado como 
aparece na obra, e não “traduzido”, nos casos de 
obras estrangeiras. 
Em alguns casos, principalmente nas obras de 
outros países, é preciso especificar também o 
Estado ou País a que a cidade pertence.
Outro ponto importante é quando não se sabe a 
cidade de publicação. Para isso, coloca-se [s. l.], 
abreviação de “sine loco” que significa “sem 
local” [de publicação]. Quandoa cidade é 
conhecida mas não aparece na obra, coloca-se 
o nome da cidade entre colchetes.
Nos casos mais comuns, segundo a ABNT, a 
cidade de publicação fica alocada conforme 
mostra o exemplo abaixo:
PATACO, Vera Lúcia P.; VENTURA, Magda 
Ma r i a ; RESENDE, É r i ca dos San tos . 
Metodologia para trabalhos acadêmicos e 
normas de apresentação gráfica. 4. ed. Rio de 
Janeiro: [...]
 Metodologia Científica 159
ATENÇÃO 
Quando uma das cidades de mesmo nome é 
mais antiga e mais conhecida do que a outra, só 
se coloca o complemento na cidade menos 
conhecida. Por exemplo: não é necessário 
informar que a cidade de Paris fica na França, 
mas é necessário indicar o Estado quando se 
tratar da cidade de Paris que fica no Texas. Não 
se costuma também indicar que a famosa cidade 
de Cambridge fica na Inglaterra, mas indica-se 
que a “outra” Cambridge fica no Estado de 
Massachusetts.
Editora
Como devo mencionar o nome da editora?
➡O nome da editora é indicado conforme 
aparece na publicação, seguido de vírgula, 
eliminando-se as palavras que identificam sua 
natureza comercial ou jurídica como: S/A, 
Ltda, Editora, Livraria etc.
➡Quando houver duas editoras, ambas devem 
ser indicadas com seus respectivos locais, 
seguidas de dois pontos e separadas por 
ponto e vírgula. 
➡ Se tiver mais que duas editoras, indica-se 
somente a primeira ou a que estiver em 
destaque na publicação.
 Metodologia Científica 160
Exemplo: Rio de Janeiro: Expressão e Cultura; 
São Paulo: EDUSP, 1997.
E se não há identificação da editora?
Quando a editora não puder ser identificada, 
utiliza-se a expressão latina sine nonime, que 
significa “sem nome”, de forma abreviada 
entre colchetes [s.n.].
Exemplo: FRANCO, I. Discursos: de outubro de 
1992 a agosto de1993. Brasília, DF: [s.n.], 1993. 
107 p.
E se a editora for a própria instituição?
Quando a editora for a própria instituição ou 
pessoa responsável pela autoria da obra e já 
tiver sido mencionada, não é necessário ser 
indicada.
Exemplo: UNIVERSIDADE FEDERAL DE 
VIÇOSA. Catálogo de graduação, 1994-1995. 
Viçosa, MG, 1994. 385 p.
O nome da editora deveria estar aqui, mas não é 
necessário repetir.
SAIBA MAIS
A obra não menciona local e editora! Como devo 
fazer a referência?
 Metodologia Científica 161
 
Na impossibilidade de local e editor da 
publicação, emprega-se a notação S.i. (ausência 
de local – letra “S” em maiúscula seguida de 
ponto e letra “l” em minúscula)
 
Exemplo: GONÇALVES, F. B. A história de 
Mirabor. [S.i.: s.n.], 1993.
Ano de Publicação
Para que o ano?
Preciso mencionar o ano da publicação?
O ano de publicação do documento deve ser 
indicado em algarismos arábicos (1,2,3..), 
mesmo que nele apareça em algarismos 
romanos. 
E x e m p l o : L E I T E , C . B . O s é c u l o d o 
desempenho. São Paulo: LTr, 1994.
Se não constar data de publicação, o que faço?
Você poderá inserir uma data provável entre 
colchetes de acordo com as regras de 
referenciação.
 Metodologia Científica 162
Exemplo: FLORENZANO, Everton. Dicionário de 
ideias semelhantes. Rio de Janeiro: Ediouro, 
[1993]. 383 p.
) ) ) Ano provável
É necessário colocar o volume?
Volume
Preciso mencionar o volume?
Nas referências com vários volumes, o 
número de volumes da obra deve ser indicado 
após a data e o ponto final, com a palavra 
volume abreviada.
Exemplo: RUCH, Gastão. História geral da 
civilização: da Antiguidade ao século XX. Rio de 
Janeiro: F. Briguiet, 1940. 4 v.
Não confundir   2 v. (dois volumes) 
com v. 2 (volume 2)
Páginas
Precisa dizer a Página?
A q u a n t i d a d e d e p á g i n a s é u s a d a 
principalmente para referenciação de 
capítulos de livros.
 Metodologia Científica 163
Mas como se faz para referenciar capítulos de 
livros? 
A autoria do capítulo pode ser referenciada de 
duas formas:
Quando a autoria do capítulo é diferente da 
autoria do livro:
 
SOBRENOME, Prenome (autor do capítulo). 
Título. In:   SOBRENOME, Prenome (autor da 
obra). Título: subtítulo. Local: Editora, ano. 
Página inicial e final.
Exemplo:
ROMANO, Giovani. Imagens da juventude na 
era moderna. In: LEVI, G.; SCHMIDT, J. (Org.). 
História dos jovens 2: a época contemporânea. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 
7-16.
Quando a autoria do capítulo é igual à autoria da 
obra: 
 
SOBRENOME, Prenome (autor do capítulo). 
Título (do capítulo). In: ______.  Título: subtítulo. 
Local: Editora, ano. Número do capítulo (se 
houver), página inicial e final.
 Metodologia Científica 164
Exemplo:
SANTOS, F. R. dos. A colonização da terra do 
Tucujús. In: ______. História do Amapá, 1º grau. 
2. ed. Macapá: Valcan, 1994. cap. 3. p. 15-24.
E quando a fonte foi publicada em meio 
eletrônico?
A s r e f e r ê n c i a s e m m e i o s 
eletrônicos seguem o modelo de 
re fe rênc ias b ib l i og ráficas , 
acrescentando-se informações 
relativas à descrição física do meio ou suporte.
 
Para as obras consultadas online são essenciais 
as informações sobre o endereço eletrônico, 
apresentado entre <brackets>, precedido da 
expressão: “Disponível em:” 
 
A data de acesso ao documento, precedida da 
expressão: “Acesso em:” deve conter o dia, o 
mês abreviado  e o ano (04 abr. 2010.).
Exemplo: SOBRENOME, Nome. Título: subtítulo. 
Cidade: Editora, ano. Disponível em: <endereço 
eletrônico>. Acesso em: dia mês ano.
 Metodologia Científica 165
A referência abaixo apresenta erros em sua 
estruturação, reparou? 
MELLO, Luiz Antonio. A onda maldita: como 
nasceu a Fluminense FM. Disponível em: http://
www.actech.com.br/aondamaldita/creditos.html. 
Acesso em: 13 out. 1997. Niterói: Arte & Ofício, 
1992.
A forma correta é:
MELLO, Luiz Antonio. A onda maldita: como 
nasceu a Fluminense FM. Niterói: Arte & Ofício, 
1992. Disponível em: <http://www.actech.com.br/
aondamaldita/creditos.html>. Acesso em: 13 out. 
2012.
O erro estava na inversão dos elementos cidade, 
fonte e acesso.
Além de exercitar as normas da ABNT, depois de 
realizar esta atividade, você não esquecerá mais 
que as referências em meios eletrônicos seguem 
o modelo de referências bibl iográficas, 
acrescentando-se, é claro, as informações 
relativas à descrição física do meio ou suporte 
em que o material foi publicado.
 Metodologia Científica 166
Veja também outras formas de referência.
Dicionários e enciclopédias
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo. 
Edição. Local: Editora, data.  
Exemplo: FERREIRA, Aurélio Buarque de 
Hollanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 
2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
Artigo de Jornal
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo do 
artigo. Título do jornal, local, dia, mês e ano. 
Título do caderno, seção ou suplemento, página 
inicial e final.
Exemplo: NAVES,P. Lagos andinos dão banho 
de beleza. Folha de S. Paulo, São Paulo, Maio 
de 2009. Caderno 8, Folha Turismo, p. 20.
Monografias, Dissertações e Teses
SOBRENOME, prenome. Título: subtítulo. Ano 
de entrega. Total de folhas. Tipo de trabalho 
(grau e área) – instituição, Local, Ano de defesa.  
 Metodologia Científica 167
Exemplo: SILVA, M. L. C. Reimplante dentário. 
1990. 51f. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Especialização) –   Faculdade de Odontologia, 
Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 
1990.
CD-ROM e DVD
AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: 
Editora, data. Tipo de mídia. 
Exemplo: PIZZOTT, R. Enciclopédia básica da 
mídia eletrônica. São Paulo: SENAC, 2003. 1 
DVD.
Entrevista
ENTREVISTADO. Título. Local: data. Nota da 
Entrevista. 
Exemplo: CRUZ, Joaquim.   A Estratégia para 
Vencer. São Paulo, 14 set. 1988. Entrevista 
concedida a J. A. Dias Lopes. 
Site Institucional
INSTITUIÇÃO.Título. Disponível em < endereço 
eletrônico>. Acesso em: data.
 Metodologia Científica 168
Exemplo: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS. Disponível em: http://
www.abnt.org.br. Acesso em: 30 mar. 2010.
Artigo de Revista
SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo do 
artigo. Título do periódico, local, volume, 
fascículo, página inicial e final, mês e ano.
Exemplo: SEKEFF, Gisela. O emprego dos 
sonhos. Domingo, Rio de Janeiro, ano 26, n. 
1344, p. 30-36, 3 fev. 2002.
Nesta aula, você:
•Aprendeu a fazer referências em trabalhos 
acadêmicos, segundo as normas da ABNT.
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Exercício: CEL0476_EX_A8_201102276103 
1a Questão (Ref.: 201102547774)
Segundo a NBR 6023 da ABNT, referência é 
conjunto padronizado de elementos descritivos, 
retirados de um documento, que permite a sua 
identificação individual. Assinale a ÚNICA 
referência que está de acordo com as normas da 
ABNT:
 Metodologia Científica 169
[ ] ADES, C. Os animais também pensam e têm 
consciência. Jornal da Tarde, São Paulo, p. 40, 
15 abr. 2001.
[ ] FOUCAULT, M. Historia da sexualidade: a 
vontade de saber. 3. ed. Rio de Janeiro: Graal, 
1980.
[ ] BRITO, Edson Vianna, et al. Imposto de 
renda das pessoas físicas: livro prático de 
consulta diária. 6. ed. atual. São Paulo: Frase 
Editora, 1996. 288 p.
[ ] OLIVEIRA, V. B.; BOSSA, N. A. (Org.). 
Avaliação psicopedagógica da criança de sete a 
onze anos. Petrópolis: Vozes, 1996. 182 p.
[X] GRIZE, J. B. Psicologia genética e lógica. In: 
BANKS-LEITE, L. (Org.). Percursos piagetianos. 
São Paulo: Cortez, 1997. p. 63-76.
2a Questão (Ref.: 201102314472)
O estudo de Thomas Kuhn, A estrutura das 
Revoluções Científicas, é o texto que trouxe à 
tona o uso do conceito de paradigma nos anos 
1970/80, aplicado à história do fazer científico. 
Um primeiro aspecto que chama a atenção é o 
fato do autor dirigir sua análise sob a perspectiva 
de que a visão paradigmática tenciona orientar a 
quem se prepara para ingressar na atividade 
científica. Diz explicitamente que "o estudo dos 
paradigmas [...] é o que prepara basicamente o 
 Metodologia Científica 170
estudante para ser membro da comunidade 
científica na qual atuará mais tarde". p. 31.
A partir do texto acima, julgue as seguintes 
asserções.
Isso significa que para Kuhn esse candidato a 
cientista irá estudar modelos do campo científico 
de seu interesse, a fim de moldar-se nos 
fundamentos da "ciência normal".
Porque
Permite a assimilação de um roteiro. Ao adquirir 
um paradigma, ele adquire  igualmente    um 
critério para a escolha de problemas que, 
enquanto o paradigma for aceito, é considerado 
como dotado de uma solução possível.
[ ] A primeira asserção é uma proposição 
verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.
[ ] As duas asserções são verdadeiras, mas a 
segunda não é uma justificativa correta da 
primeira.
[ ] A primeira asserção é uma proposição falsa, 
e a segunda é uma proposição verdadeira.
[X] As duas asserções são verdadeiras, e a 
segunda é uma justificativa correta da primeira.
[ ] Tanto a primeira como a segunda asserções 
são falsas.
 Metodologia Científica 171
 3a Questão (Ref.: 201102540922)
 Assinale a referência incorreta:
[ ] SILVA, Maria Stela, ECARD, Tania, e 
CAMACHO, Regina. Metodologia da Pesquisa - 
um desafio em construção. Rio de Janeiro: 
Luzes, 2013.
[ ] GAMBOA, Silvio. Pesquisa em educação: 
métodos e epistemologias. Chapecó: Argos, 
2007.
[ ] MARCELO GARCÍA, Carlos. 
Desenvolvimento profissional docente: passado 
e futuro. Sísifo / Revista de Ciências da 
Educação. Nº 8, jan./abr. 2009. P. 7-22. 
Disponível em: http://sisifo.fpce.ul.pt/. Acesso 
em: 13 de maio de 2011.
[X] ZEICHNER, Kenneth. A formação reflexiva 
de professores: ideias e práticas. Editora Educa: 
Lisboa, 1993.
[ ] MORAES, Maria Cândida. O paradigma 
educacional emergente. 8. Ed. Campinas: 
Papirus, 2002.
 
 Metodologia Científica 172
AULA 9
A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NA UNIVERSIDADE
OBJETIVOS
1.Definir o papel da educação superior na 
construção do conhecimento;
2.Reconhecer a importância das agências de 
fomento e da Plataforma Lattes.
Segundo WANDERLEY (1988, 
p. 23.): "A universidade tem o 
papel de formar a cidadania. 
Cabe-lhe e, talvez seja essa a 
s u a p r i n c i p a l f u n ç ã o , 
desenvolver a inquietude do 
ser social”.
É papel da universidade em nossos dias 
promover a interdisciplinaridade, que é a 
capacidade de diálogo entre cientistas, 
provenientes de horizontes diversos trabalhando 
sobre um tema comum. E cada um contribuindo 
com sua metodologia específica para os 
conteúdos estudados.
Sempre foi assim?
No século XIX, nas concepções de Fichte, de 
Humboldt e de outros autores do período, 
 Metodologia Científica 173
persiste a tensão inerente à necessidade de 
compatibilizar a expansão indefinida da 
liberdade de pensar com um certo ordenamento 
de cará ter po l í t i co , ju r íd ico e mesmo 
simplesmente escolar. 
O problema comum a todos os ideólogos do 
sistema universitário de então era o de delimitar 
e definir, dentro de certos parâmetros e de 
acordo com a precisão possível, uma atividade 
que dependia tanto da total abertura de 
horizontes quanto de uma especificação que a 
qualificasse e determinasse o seu alcance e o 
seu valor. 
Como surgiram as Universidades?
O surgimento da Universidade marcou um 
momento de t rans ição na h is tó r ia da 
humanidade. Com o começo da vida urbana, do 
pensamento racional e da busca de novos 
paradigmas foi necessário criar espaços 
destinados à reflexão.
 
Levando esse fato em consideração podemos 
afirmar que a Universidade encontra suas raízes 
na Europa medieval, por volta do século XII e 
XIII, tornando-se o lugar de debates e polêmicas, 
sofrendo intervenções reais e eclesiásticas.
 Metodologia Científica 174
Apesar de uma única história, cada parte do 
mundo, desenvolveuum modelo específico. 
Vamos conhecer agora um pouco do surgimento 
das Universidades e alguns destes modelos.
O surgimento da Universidade e alguns dos 
seus modelos
Europa
A partir do final do século XII, começaram a 
surgir em diversas cidades europeias as 
primeiras Universidades que eram controladas 
diretamente pela Igreja Católica, destacando-se 
a de Paris, Oxford, Salamanca e Boloña.
E s s a s p r i m e i r a s u n i v e r s i d a d e s e r a m 
frequentadas somente por pessoas que 
possuíam condições econômicas, além, é claro, 
da forte influência católica que essas pessoas 
tinham.
Outra caraterística dessas Universidades era a 
falta de autonomia em relação à publicação de 
ideias que poderiam não agradar aos membros 
do clero, que fiscalizavam a produção intelectual. 
Foi somente a partir do período conhecido por 
Renascimento, em meados do século XV e XVI, 
 Metodologia Científica 175
que os intelectuais conquistaram mais 
autonomia para criar alternativas a esse padrão 
de educação controlado pela Igreja.
Japão
A universidade Japonesa é oriunda do modelo 
capitalista de Meiji que contribuiu para o fim do 
Xogunato.
Cada grupo específico da população teria a sua 
universidade, embora não houvesse fortes 
diferenças sociais entre esses grupos.
Quem controla a parte de pesquisa dessas 
universidades atualmente é o próprio governo do 
Japão.
Estados Unidos
Os Estados   Unidos constituíram um sistema 
u n i v e r s i t á r i o c o m p e t i t i v o , s e l e t i v o e 
completamente voltado para o mercado de 
trabalho.
Trata-se um sistema privado, porém sem fins 
lucrativos, pois toda a arrecadação é destinada 
aos centros de pesquisa.
 Metodologia Científica 176
A universidade Americana tem inserido no seu 
modelo o Junior College que são centros 
universitários   para a formação massiva de 
profissionais.
Brasil
O Brasil trabalha com um sistema universitário 
mais autônomo, desde o fim da Ditadura Militar.
Aqui se tem um sistema normatizado e 
politizado, com uma gestão de múltiplos 
conselhos. 
Existem modelos de Universidades Públicas e 
Privadas e ambos respondem ao governo, mas 
as regras internas, inclusive a dos currículos, 
são particulares. 
Mas que função especial a Universidade 
desempenha na vida das pessoas?
Sua função primordial é educar pessoas para 
trabalhar com o saber, fornecendo as condições 
para que estas pessoas sejam capazes de 
utilizar o conhecimento em um mundo complexo 
que não raras vezes é pensado de maneira 
simplificada ou ingênua. 
 
 Metodologia Científica 177
É nesse aspecto que podemos afirmar que o 
debate entre estudantes e as pesquisas 
realizadas e apresentadas em espaços 
acadêmicos fortalecem a sua razão de ser.
O q u e p o d e m o s e n t e n d e r p o r u m a 
construção crítica do conhecimento?
Trata-se de um ensino cuja preocupação deve 
focalizar o pensamento crítico do estudante.
Isso implica o compromisso com o pensamento 
autônomo e deve estimular uma conduta 
proativa e criativa. 
 
O que significa dizer que o estudante precisa 
estar consciente do que acontece em sua 
sociedade e no mundo e deve entender o 
processo de construção, expressão e articulação 
do conhecimento, pois aprender é recriar.
A p rodução c ien t í fica es t imu lada nas 
universidades tem como objetivo o exercício da 
nossa capacidade de pensar e discernir, 
direcionados para análises de ambientes, dados 
e situações diversas. O que exige procedimentos 
intelectuais e técnicos (Gil, 1991). 
 Metodologia Científica 178
Mas o que podemos entender por produção 
científica?
Podemos entender como o conjunto de 
atividades acadêmicas desenvolvidas por 
docentes e discentes nas instituições de ensino 
superior. 
 
Tais atividades são divulgadas através de 
publicações especializadas e/ou fóruns para 
debate público que apresentam à sociedade o 
resu l tado de pesqu isas que apon tam 
informações, alternativas, caminhos para 
solução de problemas em diversas áreas de 
saber.
Agências de Fomento
As agências de fomento  CAPES e CNPq, bem 
como as fundações   de amparo à pesquisa, 
assumem função importante nesse processo de 
incentivo à produção científica.  
 
A CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de 
Pessoal de Nível Superior), por exemplo, foi 
criada em 1951, pelo Decreto nº 29.741, com o 
objetivo de “assegurar a existência de pessoal 
especializado em quantidade e qualidade 
suficientes para atender às necessidades dos 
 Metodologia Científica 179
empreendimentos públicos e privados que visam 
ao desenvolvimento do país”. 
 
Assim, oferecem bolsas de estudos para 
iniciação científica, Mestrado, Doutorado e Pós-
Doutorado. Além de auxílios à pesquisa, à 
part ic ipação em reuniões científicas, à 
editoração, entre outros.
A Plataforma Lattes 
A Plataforma Lattes  é um sistema de informação 
curricular desenvolvido pelo CNPq (Conselho 
Nacional de Desenvolvimento Científico e 
Tecnológico), que integra dados de currículos e 
instituições com o objetivo de avaliar a 
competência de candidatos à obtenção de 
bolsas e auxílios, selecionar consultores e 
membros de comitês e de grupos assessores e 
subsidiar a avaliação da pesquisa e da pós-
graduação brasileira.
 
Esse sistema é utilizado por várias instituições 
de ensino superior e também pela comunidade 
c i e n t í fi c a b r a s i l e i r a , a q u a l e n v o l v e 
pesquisadores, estudantes, gestores e 
profissionais. 
 
 Metodologia Científica 180
A plataforma registra as atividades acadêmicas 
realizadas pelos pesquisadores sendo, hoje, 
elemento essencial à análise de mérito e 
competência por ocasião em que apresentam 
projetos de pesquisa às Agências de Fomento.
 
Para isso, os bolsistas de pesquisa, em 
diferentes níveis — Mestrado, Doutorado e 
Iniciação Científica —, os orientadores e outros 
membros da comunidade devem estar 
cadastrados na Plataforma Lattes. 
Qual é o principal objetivo das agências de 
fomento, como CAPES e CNPq?
As agências de fomento, bem como as 
fundações de amparo a pesquisa, têm como 
principal objetivo incentivar a produção 
científica. 
Esse incentivo muitas vezes vem através da 
concessão de financiamento de capital fixo e 
de giro associado a projetos.
Concluindo...
 
Podemos dizer que falar de pesquisa é, na 
verdade, refletir sobre o papel da Universidade e 
seu compromisso com a sociedade, com o 
conhecimento e desenvolvimento da cultura, 
 Metodologia Científica 181
porque as ações realizadas no interior das 
instituições de ensino podem gerar mudanças 
sociais significativas. 
 
E você faz parte desse processo!
 
Como ensina João Álvaro Ruiz (2008, p. 19): 
 
Quem acaba de ingressar numa faculdade 
precisa ser informado sobre a maneira de tirar o 
máximo proveito do curso que vai fazer. Em 
primeiro lugar, o calouro vai perceber que muita 
coisa mudou em comparação àquilo com que 
estava acostumado em seus cursos de primeiro 
e segundo graus. E quem não souber 
compreenderdevidamente o espírito da nova 
situação para adaptar-se ativa e produtivamente 
a ela perderá preciosa oportunidade de integrar-
se desde o início no ritmo desta nova etapa de 
ascensão no saber, que se chama vida 
universitária.
Segundo SEVERINO (2002) “é preciso não 
perder de vista a historicidade da existência 
humana, não se deixando iludir pela ideia de que 
o fim das utopias do progresso humano possa 
significar igualmente o fim da história. 
 Metodologia Científica 182
Portanto, ter bem presente que a atual situação 
tem também uma configuração histórica que, 
como tal, terá seus desdobramentos, cuja 
orientação dependerá em muito da própria ação 
e decisão dos homens.(...) 
(...)Do mesmo modo, é bom ter presente que 
crise da razão não é crise do processo de 
conhecimento. A alegada crise dos paradigmas 
da razão moderna não atinge o conhecimento 
em si, o poder do homem em produzir e dispor 
do conhecimento, mas suas formas históricas (a 
ciência positiva, a filosofia idealista, as 
metanarrativas); a própria crítica que a elas são 
feitas, o são pelo exercício e aplicação do 
próprio conhecimento.”
Os momentos de ruptura assinalam a 
necessidade de uma visão de totalidade nas 
relações sociais, políticas e culturais, através da 
análise crítica dos componentes científicos e 
t ecno lóg i cos em função de um novo 
redirecionamento na desconstrução/ construção 
do conhecimento, no contexto da modernidade. 
É necessário avaliar as transformações 
contemporâneas para que a Universidade possa 
se colocar junto às necessidades concretas da 
sociedade.
 Metodologia Científica 183
Como a universidade pode fazer isto 
acontecer?
‣ Quais os desafios que se colocam na 
contemporaneidade?
‣ Quais os significados que o conceito de 
qualidade têm no discurso?
‣ O que é competência?
‣ Como é refletir sobre aprender e ensinar?
‣ Como se evidencia a construção do 
conhecimento?
Compreender supõe, antes de tudo, perguntar-
se algo e abrir com isso um espaço de novas 
significações e sentidos.
(Josep Maria Puig)
Severino (2002, p. 11) afirma:
(...) numa sociedade organizada, espera-se que 
a educação, como prática institucionalizada, 
contribua para a integração dos homens no 
tríplice universo das práticas que tecem sua 
existência histórica concreta: no universo do 
trabalho, âmbito da produção material e das 
re lações econômicas; no universo da 
sociabilidade, âmbito das relações políticas, e 
no universo da cultura simbólica, âmbito da 
consciência pessoal, da subjetividade e das 
relações intencionais. 
 Metodologia Científica 184
Na sociedade em que vivemos, o conhecimento 
transformou-se no principal fator de produção, 
no elemento fundamental 
para a p rodução de 
riquezas, explicitando-se 
com muita nitidez sua 
imediata vinculação com 
o universo do trabalho. 
D e m o d o g e r a l , a 
importância decisiva da Educação para uma 
justa "distribuição" desse "bem" tem sido 
reconhecida, e as Universidades, como centros 
de criação de conhecimento, desempenham, 
nesse cenário, um papel de destaque. 
(Machado, 2001)
Nesta aula, você:
•Examinou o papel da educação superior na 
construção do conhecimento e reconheceu o 
papel das agências de fomento e da Plataforma 
Lattes.
 Metodologia Científica 185
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Exercício: CEL0476_EX_A9_201102276103 
 1a Questão (Ref.: 201102540684)
A Universidade tem o papel de fomentar à 
prática da pesquisa, ou seja, o aluno deve ser 
capaz de uma produção de conhecimento 
autônoma. Para tanto, o que deve ser 
privilegiado:
[ ] A habilidade de realizar boas sínteses 
(resumos) das principais teorias da sua área de 
conhecimento.
[X] A possibilidade de sistematizar e 
problematizar novas ideias, a partir dos 
conceitos e métodos estudados.
[ ] A capacidade de memorizar a bibliografia 
estudada ao longo do curso
[ ] A rejeição de novos autores, já que em toda 
área é fundamental a divulgação dos teóricos 
clássicos de cada área de conhecimento.
[ ] O domínio e a capacidade de reproduzir os 
conteúdos específicos aprendidos em seu curso.
 Metodologia Científica 186
 2a Questão (Ref.: 201102540225)
A palavra Universidade provém do latim 
universitate e significa universalidade, totalidade, 
conjunto, corpo, companhia, corporação e 
comunidade. Porém, seu significado se expandiu 
e também serve para indicar o lugar de 
construção do conhecimento e da cultura. 
Configurando, assim, uma instituição que tem a 
tarefa de promover a
[ ] sociedade entre os professores
[ ] reflexão dos alunos
[ ] reflexão dos reitores
[X] reflexão crítica da sociedade
[ ] sociedade burguesa
 3a Questão (Ref.: 201102541867)
A produção científica na universidade tem como 
objetivo o exercício da nossa capacidade de 
pensar e discernir, direcionados para análises de 
ambientes, dados e situações diversas. O que 
exige procedimentos intelectuais e técnicos (Gil, 
1991). No procedimento técnico está incluída a 
pesquisa acadêmica cujo objetivo é construir:
[ ] Um conhecimento ingênuo, simples, preciso, 
verificável e eficaz da realidade
[ ] Um conhecimento informal que interfira nas 
teorias preexistentes
 Metodologia Científica 187
[ ] Um conhecimento inteligível, complexo, 
preciso, definitivo e aplicável à realidade
[ ] Um conhecimento empírico verificável que 
interfira de forma indireta na realidade
[X] Um conhecimento inteligível, simples, 
preciso, verificável e eficaz na realidade
 Metodologia Científica 188
AULA 10
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
OBJETIVOS
1.Definir o que é um Projeto Político pedagógico;
2.Reconhecer no Projeto Político Pedagógico os 
elementos essenciais à sua formação.
O que significa a palavra Projeto?
Projeto vem do latim projectu, particípio passado 
do verbo projecere, que significa lançar para 
diante ou, conforme coloca Moacir Gadotti 
(2001), lançar-se para frente, denotando o 
sentido de movimento ou mudança. 
O termo, então, assume o sentido de plano ou 
descr i ção esc r i ta e de ta lhada de um 
empreendimento.
Já Vasconcellos (1995, p. 143) diz que “Projeto 
[...] é um instrumento teórico-metodológico que 
visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano 
[...], só que de uma forma refletida, consciente, 
sistematizada, orgânica   e, o que é essencial, 
participativa. É uma metodologia de trabalho que 
possibilita ressignificar a ação de todos os 
agentes da instituição.” 
 Metodologia Científica 189
Mas o que Vasconcellos quer dizer com 
Instrumento teórico-metodológico que visa 
ajustar a enfrentar os desafios do cotidiano?
Na verdade César Vasconcellos, ao falar de 
instrumento teórico-metodológico que visa ajudar 
a enfrentar os desafios do cotidiano, estava se 
referindo ao PPP — Projeto Político Pedagógico.
Mas você sabe o que é isso?
Toda instituiçãode ensino (principalmente as 
escolas) tem “objetivos que deseja alcançar, 
metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto 
dessas aspirações, bem como os meios para 
concretizá-las, é o que dá forma e vida ao 
chamado Projeto Político Pedagógico ― o 
famoso PPP.” (LOPES, 2013).
Perceba que as palavras que compõem o nome 
do documento já dão muitas pistas sobre ele:
Projeto = Propostas de ação concreta a 
executar durante determinado período de tempo.
Político = Considera a escola como um espaço 
de formação de cidadãos conscientes, 
responsáveis e críticos, que atuarão individual e 
coletivamente na sociedade, modificando os 
rumos que ela vai seguir.
 Metodologia Científica 190
Pedagógico = Define e organiza as atividades e 
os projetos educativos necessários ao processo 
de ensino e aprendizagem.
Fica claro que o mais importante é o 
compromisso das instituições de ensino com 
uma reflexão sobre sua intencionalidade 
educativa. 
Na verdade, o PPP nada mais é do que a 
organização das prát icas pedagógicas, 
considerando todos os agentes envolvidos: 
a l u n o s , p r o f e s s o r e s , c o o r d e n a d o r e s , 
comunidade etc.
Você viu que a palavra projeto vem do verbo 
projetar, lançar-se para frente, denotando o 
sentido de movimento ou mudança. 
Porém, este termo assume sentido diferente 
quando pensamos no papel da Universidade, 
certo? 
Então, marque a única opção abaixo que oferece 
uma informação errada acerca do Projeto 
Político Pedagógico:
[ ] Projeto Político Pedagógico é um 
instrumento teórico-metodológico que visa ajudar 
a enfrentar os desafios do cotidiano. 
 Metodologia Científica 191
[ ] É um estudo que deve ser consciente, 
sistematizado, orgânico e participativo. 
[ ] É uma metodologia de trabalho que 
possibilita ressignificar a ação de todos os 
agentes de uma instituição de ensino. 
[X] É o mesmo que extensão, ou seja, ações da 
Universidade junto à comunidade, 
disponibilizando o conhecimento adquirido com o 
ensino e a pesquisa.
A última opção está errada, pois o Projeto 
Polí t ico Pedagógico não pode ser 
confundido com as atividades de extensão 
desenvolvidas pelas Universidades. 
É Projeto Político Pedagógico ou Projeto 
Pedagógico?
Vamos encontrar documentos que usam os dois 
termos. Segundo alguns autores, os nomes 
projeto pedagógico ou projeto pol í t ico 
pedagógico não apresentam diferenças.
São duas formas que podemos usar para 
designar o mesmo sentido de projetar, de lançar, 
de orientar, ou dar sentido a uma ideia.
A colocação da palavra político ressalta que não 
há ação pedagógica sem o compromisso com 
 Metodologia Científica 192
uma ação transformadora, formando para o 
exercício da cidadania. 
Assim, em sua construção são observadas as 
seguintes questões (BAFFI, 2002):
‣Concepção de homem e mundo;
‣Concepção de sociedade;
‣Concepção de educação;
‣Concepção de universidade;
‣Concepção de cidadão;
‣Concepção de profissional;
‣Concepção de conhecimento;
‣Concepção de currículo;
‣Relação teoria e prática.
E no Ensino Superior, qual é o papel do 
Projeto Pedagógico?
O processo de globalização, o avanço da 
tecnologia e da ciência, o cuidado na utilização 
de novas l inguagens na construção do 
conhecimento exige muito mais das instituições 
de ensino em todos os níveis, concorda? 
Por isso, todos os profissionais que atuam no 
ensino vêm se preocupando com a melhor 
maneira de adequar-se aos novos tempos e em 
mudar a cara da educação. 
 Metodologia Científica 193
É nesse sentido que precisamos pensar na visão 
de mundo subjacente às nossas ideias e 
práticas.  
Assim, o ensino superior assume o papel de 
articulador da sociedade que contribui de 
maneira efetiva para a formação de profissionais 
capazes de pensar e agir criticamente. 
E, para que isso ocorra, não basta a simples 
ideia, mas um processo para torná-la realidade 
através de um planejamento.
Na Universidade cada curso expressa a sua 
leitura de mundo e deve contribuir, em seu 
conjunto, para uma discussão sobre os rumos da 
sociedade. 
 
É preciso, então, pensar a construção do 
conhecimento a fim de elaborar um saber sobre 
a prática que realiza. E essa é a função de um 
Projeto Pedagógico.   
No Brasil, a Lei nº 9394/94 ― Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional ―, em seu art. 12, 
inciso I, prevê que “os estabelecimentos de 
ensino, respeitadas as normas comuns e as do 
seu sistema de ensino, têm a incumbência de 
elaborar e executar sua proposta pedagógica”. 
 Metodologia Científica 194
  
Logo, o Projeto Pedagógico de uma instituição 
de ensino é elaborado a partir de um conjunto de 
leituras e informações sobre as diretrizes que 
fundamentam os princípios e métodos da prática 
educativa, seu compromisso social de maneira 
contextualizada. 
Nesse instrumento são apresentados os 
currículos das diversas áreas com seus objetivos 
e especificidades. O currículo de um curso 
representa a síntese dos conhecimentos e 
valores que caracterizam determinada área de 
saber.  
Na atividade de planejamento do PPP são 
definidas as finalidades e necessidades dos 
alunos, professores, enfim, dos cursos de 
graduação. Por isso, não deve ser entendido 
como um documento acabado, mas em 
construção, considerando-se que, ao longo do 
tempo, algumas práticas precisam ser revistas e 
modificadas.
Até aqui você viu o que significa projeto 
pedagógico e observou que este apresenta a 
concepção de sua identidade quando define 
padrões referenciais, conceituais e estruturais. 
 Metodologia Científica 195
Mas o que são padrões referenciais?
Padrões referencia is são aqueles que 
expressam a visão de sociedade, da instituição, 
bem como a determinação e análise das 
necessidades e problemas prioritários da área 
de estudo no país. 
 
Quando se pensa em padrões conceituais, 
focaliza-se no perfil baseado nas competências 
do profissional a ser formado. 
Nessa ótica, quando observamos os padrões 
estruturais, repensamos conteúdos, métodos e 
sistema de avaliação em sintonia com as 
concepções construídas nas etapas anteriores. 
Sem desconsiderar a relação entre ensino, 
pesquisa e extensão.
No que consiste um perfil baseado em 
competências?
Segundo o INEP, “competências são as 
modalidades estruturais da inteligência, ou 
melhor, ações e operações que utilizamos para 
estabelecer relações com e entre objetos, 
situações, fenômenos e pessoas que desejamos 
conhecer”.  
 Metodologia Científica 196
A essa modalidade estrutural dá-se  o nome de 
CHA, que significa Conhecimento, Habilidades e 
Atitudes.
 Metodologia Científica 197Capriche no CHA e não o deixe esfriar!
 
Trabalhar o conhecimento, as habilidades e as 
atitudes é muito importante para ter um bom 
desempenho profissional fora da Universidade. 
Por isso, aproveite todas as ações inseridas no 
PPP do seu curso e desenvolva suas 
competências.
O Projeto Pedagógico compreende, portanto, a 
forma como a Universidade pretende realizar 
seu ideal pedagógico e, assim, configura o 
material básico que direciona a ação de todas as 
unidades acadêmicas, orientando suas práticas 
pedagógicas, em especia l os pro jetos 
pedagógicos dos cursos que a integram, 
p e n s a n d o s e m p r e n a c o n s t r u ç ã o d o 
conhecimento, habilidades e atitudes que 
constituem a competência do aluno em 
formação.
Agora que você conhece um pouco mais sobre 
este assunto, poderá compreender o projeto 
pedagógico de alguns dos curso da Estácio:
 Metodologia Científica 198
Nesta aula, você:
•Identificou o que é um Projeto Pedagógico e os 
elementos essenciais à sua formação.
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Exercício: CEL0476_EX_A10_201102276103 
1a Questão (Ref.: 201102531331)
E s t u d a m o s s o b r e p r o j e t o p o l í t i c o 
pedagógico(PPP) na aula 10 e vimos que a 
inclusão da palavra político nesse termo PPP 
expressa um conceito importante para a 
sociedade contemporânea. Qual é esse 
conceito?
[ ] Que aluno e professor precisam discutir a 
política brasileira em sala de aula e procurar 
caminhos para inseri-la no ambiente de trabalho
[ ] Que o universitário precisa conhecer a 
política partidária e dela participar para se tornar 
um cidadão participativo.
[ ] Que a política no currículo universitário 
formará a consciência política no jovem para 
participar conscientemente das manifestações 
atuais.
[X] Que a ação pedagógica no ensino superior 
precisa ser transformadora e preparar o 
 Metodologia Científica 199
universitário para o exercício da cidadania e de 
sua profissão.
[ ] Que com a inserção da política social no 
currículo o estudante compreenderá que a 
política é importante para a constituição da 
cidadania, compreendendo a importância dee 
seus direitos e deveres.
2a Questão (Ref.: 201102538045)
Segundo a Lei 9394/94,a universidade deve 
exercer suas práticas educativas,com uma 
inserção social contextualizada.E para tal 
t a r e f a , d e v e o b s e r v a r P a d r õ e s 
Referenciais,focado no perfil de competências e 
habi l idades.O que são competências e 
habilidades?
[ ] São modalidades que estruturam o ensino 
fundamental.
[X] São modalidades que estruturam a 
inteligência(ações e operações).
[ ] São modalidades que estruturam o ensino 
técnico.
[ ] São modalidades que estruturam a política.
[ ] São modalidades que estruturam a moral.
 3a Questão (Ref.: 201102540915)
A Universidade apresenta uma função primordial 
que busca educar pessoas para trabalhar com o 
saber, formando um lugar natural para o diálogo 
 Metodologia Científica 200
e inovações. Esta postura formadora de 
profissionais e pesquisadores em todas as áreas 
estimula a Universidade a desenvolver reflexões 
sobre suas práticas, sua missão e sua 
identidade. Todos estes atributos estão 
suportados por um instrumento de grande 
importância para a educação, qual seria este 
instrumento?
[ ] Plano Partidário Pedagógico
[X] Plano Político Pedagógico
[ ] Plano Partidário Preterido
[ ] Plano Plurianual Partidário
[ ] Plano Pedagógico Partidário
 Metodologia Científica 201
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Simulado: CEL0476_SM_201102276103 V.1 
 1a Questão (Ref.: 201102314277)
Pontos: 0,0  / 1,0
O planejamento de uma pesquisa dependerá 
basicamente de três fases:
I. fase decisória: referente à escolha do 
tema, à definição e à delimitação do 
problema de pesquisa.
II. fase construtiva: referente à construção de 
um plano de pesquisa e à execução da 
pesquisa propriamente dita.
III. fase redacional: referente à  coleta  dos 
dados e informações obtidas na fase 
construtiva.
[ ] Apenas a afirmativa II está correta.
[ ] Apenas a afirmação III está correta.
[ ] Apenas a afirmativa I está correta.
[ ] As afirmações II e III estão corretas.
[X] As afirmativas I e II estão corretas.
 2a Questão (Ref.: 201102315498)
Pontos: 1,0  / 1,0
O cientista utiliza um método na apreensão da 
realidade. Através do método podemos descobrir 
como chegar a um objetivo. É uma forma de 
pensar para se chegar à natureza de 
determinado problema. Nesse sent ido, 
denomina-se método:
 Metodologia Científica 202
[X] O conjunto de procedimentos através dos 
quais é possível conhecer determinada realidade
[ ] O conjunto de estudos teóricos através dos 
quais é possível conhecer determinada realidade
[ ] O conjunto de textos através dos quais é 
possível conhecer determinada área de saber
[ ] O conjunto obras já construídas que definem 
a realidade social.
[ ] O conjunto de investigações puramente 
racionais através dos quais é possível conhecer 
determinada realidade
 3a Questão (Ref.: 201102316201)
Pontos: 0,0  / 1,0
A escolha de um método é fundamental para que 
o pesquisador execute os objetivos e chegue a 
resultados conclusivos. Assim, a forma correta 
de se reconhecer um método científico é:
[ ] explicitar porque o pesquisador chegou as 
conclusões sem ter traçado objetivos para a 
pesquisa
[ ] explicitar porque razões o pesquisador optou 
por chegar a uma conclusão sem ter traçado 
hipótese para a pesquisa
[ ] explicitar por que motivos o pesquisador foi 
obrigado a adotar certa análise e porque chegou 
a determinada conclusão
[ ] explicitar porque o pesquisador optou pela 
religiosidade para as explicações científicas
 Metodologia Científica 203
[X] explicitar porque motivos o pesquisador 
escolheu determinados caminhos e como 
chegou a determinada conclusão
 4a Questão (Ref.: 201102315560)
Pontos: 1,0  / 1,0
Análise temática é de grande relevância para 
estudos e trabalhos, ela consiste em:
[X] Identificar o assunto, a tese do autor, sua 
abordagem e posicionamento.
[ ] Elaborar um esquema mostrando a estrutura 
do texto.
[ ] Elaborar um fichamento para melhor 
entendimento das ideias do autor.
[ ] Situar o autor no contexto mais amplo, 
destacando os pontos originais de sua obra.
[ ] Formular um juízo crítico sobre a obra do 
autor.
 5a Questão (Ref.: 201102316193)
Pontos: 1,0  / 1,0
O Método Científico consiste na análise dos 
métodos de pesquisa, partindo do princípio de 
que existem quatro tipos de conhecimentos 
que embasam e formam o pensamento
[ ] Científico, fenomenológico, religioso e senso 
comum
[ ] supersticioso, religioso, filosófico e científico
 Metodologia Científica 204
[X] Senso comum, filosófico, científico e 
religioso
[ ] Senso comum, cientifico, supersticioso e 
religioso
[ ] científico, premonitório, religiosos e filosófico
 6a Questão (Ref.: 201102315552)
Pontos: 0,0  / 1,0
Contextualizar as idéias de um autor quanto ao 
quadro de ideias de uma época, compararas 
ideias do texto com outras afins e assumir uma 
tomada de posição faz parte da:
[ ] Análise textual
[ ] Análise temática
[ ] Análise interativa
[ ] Análise de fontes
[X] Análise interpretativa
 7a Questão (Ref.: 201102315501)
Pontos: 1,0  / 1,0
Assinale APENAS as afirmações que contêm 
características pertinentes ao conhecimento 
científico.
I. Lida com fatos
II. Contingente, pois suas hipóteses têm a sua 
veracidade ou falsidade conhecida através 
da experimentação
III. Sistemático, pois o saber é ordenado 
logicamente
 Metodologia Científica 205
IV. Infalível em virtude de ser definitivo, 
absoluto ou final.
[ ] As afirmativas I, II e IV estão corretas
[X] As afirmativas I, II e III estão corretas
[ ] As afirmativas II,III e IV estão corretas
[ ] As afirmativas I e II estão corretas
[ ] As afirmativas II e IV estão corretas
 8a Questão (Ref.: 201102314243)
Pontos: 0,0  / 1,0
Existem várias formas de classificação da 
pesquisa científica. São duas formas clássicas 
de classificação do ponto de vista da sua 
natureza :
[ ] aplicada e dialética
[ ] básica e circunstancial
[ ] básica e exploratória
[ ] aplicada e conceitual
[X] básica e aplicada
 9a Questão (Ref.: 201102476123)
Quando elaboramos um resumo, produzimos 
uma ANÁLISE TEMÁTICA do texto lido.  Este é o 
momento da compreensão do texto, refazendo 
as ideias do autor. Registre três tipos de 
pergunta que o leitor deve fazer para realizar 
uma boa leitura temática.
 Metodologia Científica 206
Resposta: Qual o tema?; Qual a perspectiva da 
a b o r d a g e m ? ; C o m o o a s s u n t o f o i 
problematizado?; Como o autor responde ao 
problema?; Que posição assume?;Que ideia 
defende?   O que quer demonstrar? Como o 
autor comprova sua tese?
 
10a Questão (Ref.: 201102455428)
Imagine que você deseje escrever a história de 
um bairro da cidade em que mora. Você começa 
o estudo pelo livro de estatísticas locais para ver 
que tipo de gente mora ali. Decidiu-se por uma 
pesquisa qualitativa. Explique esse tipo de 
pesquisa e diga que tipos de técnicas podem ser 
utilizados.
Resposta (sugestão): É um processo de 
reflexão e análise de realidade através da 
utilização de métodos e técnicas para 
compreensão do objeto de estudo. Em 
pesquisa de abordagem qualitativa todos os 
fatos e fenômenos são significativos e 
relevantes. Principais técnicas: entrevistas, 
observações, análises de conteúdo, estudo de 
caso e estudos etnográficos (descritivo de 
g rupos de pessoas quan to às suas 
característ icas antropológicas, sociais, 
políticas, econômicas e educacionais).
 Metodologia Científica 207

Mais conteúdos dessa disciplina