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IMUNOMODULADORES – FISIOLOGIA
Resposta inata (inespecífica)- barreira epitelial, fagócitos, célula dendrÍtica
resposta rápida e inespecífica (não forma memoria). Geral.
Imunidade adiquirida – ag transpõe a resposta inata. APC pega o epitopo (menor fragmento capaz de desencadear
resposta imune) e leva até o LN regional (Linfócito T helper –naive) e dependendo do tipo de ag ele se diferencia em
Th2 [anti-inflamatória] (produz IL4,6,10){IgE e eosinófilos} ou Th1[pro inflamatória] (IFgama){mastócitos e
LTCitotóxico} e Linfócitos B de memoria. Inicia-se a diferenciação do LB em plasmócitos imunoglobulinas.
Th0 - é o Linfócito T naive e se diferencia em:
Th1 – vírus e bactérias
Th2- alergia, parasitas
Th17 – fungos
T regulatório – imunotolerância
Há como regular qual o tipo de reposta tu quer que o indíviduo tenha imunomodulação.
Se a fêmea prenhe não desenvolve aumento de Th2 e diminuição de Th1 na gestação, reconhece o feto como
antígeno aborto.
Reação de hipersensibilidade:
tipo 1- alimentos
Tipo 2- IgG – formação de imunocomplexos. Anemia hemolítica imunomediada (penicilinas)
Tipo3 – já tem o imunocomplexo formado (Pênfigo)
Tipo 4 – imunidade celular /Tardia (dermatite por contato)
Aspectos imunológicos das neoplasias: pacientes com câncer geralmente desenvolve aumento de volume dos LN
próximos a região com tumor. Há grande índice de câncer a indivíduos que foram submetidos a longo período de
imunossupressão (corticoides ou vírus imunossupressores). Células cancerígenas tem ag específicos capazes de
mobilizar Tcitotoxico (IL2 e IL12 quimiotaxia IFgama combatem célula cancerígena).
Papel da nutrição na imunidade: toda deficiência de vitaminas, acido fólico e minerais predispõe a algum tipo de
doença e tem dificuldade de reponder a desafios imunológicos (vacinas) e a antibióticos bacteriostáticos (apenas faz
com q bactéria pare de se desenvolver, precisa de RI). queda na resposta celular, produção de linfócitos, síntese
de proteínas (complemento), função fagocitária, secreção e afinidade de Ac por ag. Na clinica é necessário checar se
o animal está capacitado a responder a vacina/atb.
Suplementação alimentar caseira de cenoura (B-caroteno), beterraba (Fe) e outros alimentos. Ou rações
completas.
Papel do Fe na nutrição: substrato para os microrganismos (ausência leva a baixa da imunidade celular
MAS também causa deficiência para as bactérias).
IMUNOMODULADORES –Fármacos
1. Acemannan (Aloe vera /babosa) -: FIV, Felv, sarcoma (antiviral e antitumoral). Utilizada experimentalmente
com ação antimicrobiana, anti-inflamatória, analgésica. Anvisa: comercialização proibida. Uso tópico em
feridas ou em sarcoma (usado intratumoral). Modula IL6, IL2 e atividade fagocitica dos Macrofagos.
2. Levamisol: doenças crônicas, inflamatórias, neoplasias (utilizar dose subterapeutica do antiparasitário ¼ da
dose ). Aumento de atividade fagocitica do M0, Linfocito T e formação de anticorpos.
3. Ivermectina: Não tem ação direta sobre a sarna demodecica, mas se usa para aumentar a RI e auxilio no
combate.
4. Probioticos: uso bom na avicultura e suinocultura. Competem com as bactérias patogênicas por nutrientes.
Fazem uma superfície no epitélio que impede a fixação. Se utilizar uma “parede” feita de levedura (ag) já
estará iniciada uma resposta imune no local (resposta inespecífica Th1), e quando um outro MOO
patogênico chegar vai ter uma resposta mais rapida. Muito utilizado restos de cervejaria.
5. Adjuvantes:
a. Freund: gota oleosa (com ou sem micobacteria – para aumentar a RI) coloca-se o ag p gerar RI
fato de ser oleoso faz com que haja liberação lenta do ag aumento e prolongamento da resposta
imune. Se o animal ta imunossuprimido pode causar tuberculose. Em humanos não é utilizado pq
tem reação alérgica.
b. BCG – em tumor sarcóide (sarcoma causado por vírus - equinos) no local de aplicação de BCG tem
um aumento de Th1. Aumenta a imunidade célular e aquelas células vão combater ao vírus. Cuidado
ao utilizar em extremidades – égua com orelha caída pq ficou enorme. Em humanos é amplamente
utilizado para tratar câncer de bexiga.
6. Suspensão de parapoxvirus ovis inativado – pouco patogênico. Faz uma inativação do vírus e injeta. Tem
uma forte estimulação da resposta imune (IL-10 e IL-4) (Baypamunn – utilizado nos EUA). Doenças
respiratória em cães e gatos. Utilizado antes de transportar os animais (três doses nos dias 0, 3 e 6 –
transporta o animal no dia 8). Transporte/desmame.
7. Citocinas: IFNy e IFNα (alto custo). Utilizado no tratamento da hepatite em humanos.
AGENTES IMUNOSSUPRESSORES - Fármacos
1. Corticosteroides: prednisona (menos efeitos adversos e maior efeito imunológico) – potencia intermediaria.
Dimiui atividade dos M0, citocinas....
Lupus, eritematoso sistêmico, anemia hemolítica, trombocitopenia autoimune.
2. Inibidores da calcineurina: agem nos linfócitos T impedindo a transcrição gênica: impede ele de ser ativado
impede que produza IL-2. Ciclosporina e Tacrolimus. Utilizado em aplicação tópica ocular. Aumenta a
produção de lágrimas (indicado na ceratoconjuntivite C). Transplante renal em gatos (VO e junto com a
prednisona – diminuir a rejeição ao órgão).
3. Agentes citotóxicos: ciclofosfamida, metotrexato, clorambucila, azatioprina.
MEDICAMENTOS QUE INTERFEREM NA FUNÇÃO GASTROINTESTINAL
1. ESTUMULADORES DO APETITE: Orexígenos ou orexigênicos. Anorexia é sintoma comum de várias doenças e
ocorre geralmente quando o animal mais precisa de nutrientes (importancia terapeutica). Mecanismos reguladores
da ingestão: a longo prazo (regula os estoques de nutrientes) e a curto prazo (controle da ingestão de alimento –
hipotálamo). Exemplos: hitamina aumenta fome e serotonina diminui a fome.
* Tônicos amargos: substâncias que tem sabor amargo. Antigamente se acreditava que a salivação causada pelo
amargor, desencadearia a fome. Há controvérsias quanto ao uso. Utilizado com aparente eficácia em bovinos e
equinos. Hoje em desuso. Noz vômica, Amargo de geniciana.
* Vitamina B: São importantes na manutenção do apetite, além de participarem do metabolismo dos carboidratos,
proteínas e gorduras.
* Esteroides anabolizantes: Aumentam a retenção do N fornecido pela alimentação, contribuindo para manutenção
do apetite.
* Zinco: acredita-se ser necessário para a acuidade do paladar. Ocorre inapetência na deficiencia de zinco.
* Anti-histaminicos H1: cipro-hepatidina e buclizina (são os únicos anti-histaminicos orexígenos, demais causam
anorexia).
* Benzodiazepínicos: promovem supressão do centro da saciedade. Diazepam.
2. DEMULCENTES, PROTETORES DE MUCOSA, ADSORVENTES E ADSTRINGENTES:substâncias demulcentes
(alto peso molecular, da boca até o estômago) x protetores de mucosa (insolúveis, quimicamente inertes que agem
sobre a porção final do intestino).
* Resinas: Acácia (goma arábica), ágar
* Derivados da celulose: carboximetilcelulose
* Acúcar, mel, proteínas, gelatina, albumina
Adsorventes: Atraem outras substancias por forças eletrostáticas carvão ativado, trissilicato de alumínio (no
estômago forma dióxido de silicone gelatinoso (protetor de mucosa- kaopec usado nos coelhos).
Adstringentes: Precipitam a camada superficial proteica celular formando uma película protetora. Não mais
utilizados em membranas mucosas.
3. CARMINATIVOS, ANTIFISÉTICOS, ANTIFLATULENTOS E ANTIESPUMANTES: Facilitam a eliminação de
gases, dificultam a formação de espuma (timpanismo espumoso- trevo branco). Naturais: cravo, canela, gengibre,
cominho. Em pequenas quantidades, alteram a tensão superficial dos líquidos digestivos, favorecendo a eliminação
dos gases através de eructação ou flatos.* Polímeros de silicone – dimeticona
* Éster tributílico
4. ANTIZIMÓTICOS OU ANTIFERMENTATIVOS:são medicamentos que previnem e diminuem a fermentação
excessiva de celulose que ocorre no rúmen (levando ao timpanismo) ou no cólon (cólica timpânica dos equinos).
*Óleo de terebintina -15ml em 300ml de óleo de linhaça
*Formalina - 4ml em 300ml de água
5. PRÓ-CINÉTICOS: Restaurar a motilidade gástrica, pilórica e do intestino delgado. A regulação da motilidade do
TGI é complexa e não foi perfeitamente elucidada ainda, há interação dos sistemas miogênico, neural (autônomo,
simpático e parassimpático) e químico (hormônios e neurotransmissores). Principais substâncias terapêuticas
envolvem efeitos: colinérgicos, antidopaminérgicos, serotoninérgicos.
*Metaclopramida: Principal medicamento, também tem efeito antiemético. Aumento do tônus e amplitude da
contração gástrica, contração do esfíncter esofágico inferior, relaxamento do esfíncter pilórico e aumento do
peristaltismo do duodeno e jejuno = +esvaziamento gástrico, -refluxo gastroesofágico e + transito das porções
iniciais do intestino. Inibe receptor D2, estimula liberação Ach, e receptores serotonina (5-HT4)
*Betanecol e Carbacol: agonistas da Ach, pouco específicos.
6. ANTIÁCIDOS: uso restrito em medicina veterinária, pois há dificuldade de diagnostico. Utilizado para
prevenção e tratamento de vacas leiteiras com acidose ruminal.
*Sistêmicos: podem ser absorvidos – Bicabonato de Sódio.
* Não-sistêmicos: Hidróxido de magnésio (efeito laxante), carbonato de cálcio, hidróxido de alumínio (mais potentes,
efeito constipante, adstringente, demulcente). A administração prolongada de antiácidos contendo sais de alumínio
também pode causar efeitos indesejáveis (efeito adstringente), como a hipofosfatemia e hipofosfatúria. Sal de cálcio
causa irritação na mucosa, sabões no intestino e hipofosfatemia.
7. BLOQUEADORES DA SECREÇÃO DE HCl: O controle da secreção de HCl é feito pela Ach (nervo vago) nos
receptores muscarínicos (M1) e pela gastrina, as duas substâncias estimulam a liberação de histamina e a histamina
estimula a secreção de HCl.
*Antagonistas M1: Pirenzepina, reduz 40% a secreção de HCl, diminui o esvaziamento gástrico, deixa a boca seca e
constipação.
*Antagonistas H2: Cimetidina, ranitidina e famotidina
* Bloqueadores da bomba de prótons: omeprazol. Bloqueiam reversivelmente uma bomba localizada nas células
parietais. Alguns estudos levantam questões sobre a segurança do uso contínuo de IBP no manejo de doença péptica
relacionada à acidez gástrica. A maior preocupação é com os efeitos de longo prazo, devido à intensa supressão
ácida que promove aumento na secreção de gastrina e consequente hipergastrinemia.
*Prostaglandinas: Misoprostol (análogo da PGE1) ⇧ motilidade uterina e intestinal.
*Sais de bismuto: Carbonato antiácido. Salicilato ác. salicílico + carbonato
*Sucralfato: Produz uma barreira protetora Estimula a produção de PG.
8. EMÉTICOS: Muitas substâncias e mecanismos estão envolvidos na êmese. Basicamente ocorre a estimulação
do centro do vômito no encéfalo. Os estímulos podem ser visuais ou auditivos (córtex cerebral), canais
semicirculares e núcleos vestibulares, sistema límbico (emoções fortes), esímulo químico por medicamentos ou
toxinas presentes no sangue ou LCR (receptores D2, 5HT-3, H1, α2) ou estímulo irritante local (estômago, esfôfago,
faringe, intestino).
*Irritantes: Sulfato de cobre ou sulfato de Zn (1%), NaCl (sólido ou em solução), Ipeca (emetina e cefalina), H2O2
(água oxigenada 3%) causa distensão estomacal
*Ação central: Apomorfina, Xilazina,
9. ANTI-EMÉTICOS:
*Sedação: alimentos de fácil digestão pastosos e frios, solução com lidocaína.
* Anticolinérgicos: escopolamina. Não administrar em gatos pois causa exitação.
*Anti-histamínicos: Dimenitrimato, Vit B6.
*Bloqueadores de receptores dopaminérgicos: Metoclopramida, bromoprida, domperidona. Também favorecem o
esvaziamento gástrico.
* Antagonistas da 5-HT: Ondansetrona (quando terapia com antineoplásicos).
10. ANTIDIARREICOS OU CONSTIPANTES:
*Depressores da motilidade:
Anticolinérgicos (Atropina, Escopolamina, Homatropina, Propantelina) – diminuem a motilidade e a secreção do
trato digestivo.
Opiáceos/opioides (Elixir paregórico e Cloridrato de loperamida [imosec]) – Diminuem tônus esfíncteres e ⇩
secreções.
*Protetores de mucosa: já foram descritos anteriormente (pectina, caulim, sais de bismuto e carvão ativado.
11. CATÁRTICOS: Medicamentos que favorecem a eliminação das fezes. Purgantes (fezes diarreicas) e laxantes
(fezes normais). Alta dose de um laxante pode ter efeito purgante. O purgante em baixa dose pode ser laxante.
Cuidado que constipação pode ser por várias causas mais simples: falta de água, fibra, bola de pelos, corpo
estranho...
* Emolientes: lubrificam e amolecem fazes (laxante). Óleo mineral (parafina, vaselina) ou óleo vegetal (amendoa,
oliva, absorvidos). Efeito colateral: reduzem a absorção de vit lipossoluveis (ADEK)
*Catárticos formadores de massa e/ou coloides hidrófilos: essencialmente laxante. Celulose (sementes de plantago,
casca de sementes, algas); esses compostos indigerívieis e hidrófilos distendem o intestino (↑ motilidade reflexa).
* Osmóticos: Laxante ou purgante (dose) – atraem água. Sais de Mg, Sais de Na, glicerina.
*Catárticos estimulantes ou irritantes: Inibem a absorção de água. Óleo de ricino, derivados difenilmetano,
antraquinonicos.
12. DIGESTIVOS OU EUPEPTICOS: Enzimas digestivas (Papaína, Bromelina), Coleréticos (estimulam secreção da
bile =Sais biliares Boldina), Colagogos ou colicinéticos (Contraem a vesícula biliar = sulfato de mg).
13. “HEPATOPROTETORES”: tratamento da insuficiencia hepática. Colina (Converte gordura hepática em
fosfolipídios que contêm colina = evita esteatose), Metionina (doa radicais metila), VitB12 (Formação de colina,
biotransformação de radicais metílicos)
FARMACOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
Etiologia: infecciosa, parasitária, alérgica, multifatorial.
EXPECTORANTES: Sistema mucociliar é de fundamental importância no processo de defesa dos pulmões. Na
porção superior ele filtra, aquece e umidifica o ar e na porção inferior é responsável pela movimentação de fluidos
(muco =95% água e 5% carboidratos, proteínas, Igs). 10% desse muco é empurrado para a glote. A utilização de
expectorantes é indicada quando há aumento na produção de muco e viscosidade (↑ polissacarídeos e proteínas);
os expectorantes tem função de diminuir a viscosidade e remover o catarro da árvore brônquica.
1.EXPECTORANTES REFLEXOS – estimulam as terminações nervosas vagais da faringe, esôfago e mucosa
gástrica, levando a um aumento da produção de muco pelas celulas da mucosa respiratória. As substâncias
nauseantes são conhecidas por essas propriedades de aumento de secreções (salivar, nasal, lacrimal e
traqueobrônquica).
Iodeto de K Guaifenesina Ipeca
Aumenta 150% das
secreções. Não usar em gatos
(babaceira). Efeitos adversos:
náuseas e vômito,
hipotireoidismo (evitar na
prenhez e lactação)
Relaxante muscular de ação
central e imediata. Não
indicado pra gatos. ou
pacientes com úlcera (↓
adesividade plaquetária).
Também tem atividade
emética. Em baixas doses
pode ser utilizado como
expectorante. Não indicado
para cardiopatas e idosos
pois causa taquicardia.
2.EXPECTORANTES MUCOLITICOS – Diminuem a viscosidade do muco.
Bromexina: o mais utilizado. Não se sabe bem ao certo o mecanismo de ação. Oral ou injetável.
Dembrexina – equinos, VO. Muito bom efeito.
N-acetil-cisteína: quebra as pontes dissulfídicas quando inalada ou instilada. Usa-se junto com isopresina
(broncodilatador), pq acetilcisteina é broncoconstritorleve. Utilizada em xaropes.
3.EXPECTORANTES INALATÓRIOS – uso limitado pois é pouco prático.
Benzoína / óleo de eucalipto, NaCl 0,9% para fuidificação do catarro, dióxido de carbono 5%.
ANTITUSSÍGENOS: Tosse produtiva não deve ser suprimida. O que se deve eliminar a tosse crônica, continua e não
produtiva (seca). Essa tosse é o alvo do antitussígeno. Animais com tosse continua podem ter enfisema e fibrose. A
tosse pode ainda reduzir o fluxo sanguíneo cardíaco, resultando em dim do DC.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O REFLEXO DA TOSSE – Involuntário: iniciado ou suprimido voluntariamente. Receptores
irritantes ao serem estimulados provocam a tosse. Acetilcolina: aumenta a produção de secreções e contrai o
bronquíolo. Noraepinefrina: broncodilatação **. O reflexo primário pra tosse é broncoconstrição (diminuição da luz
dos brônquios). Medicamentos broncoconstritores: Ach, histamina, serotonina, leucotrienos, prostaglandinas.
Medicamentos antitussígenos (béquicos) são associados à anti-espectorantes:
* Confuso muitas vezes são incompatíveis.
* A tosse é uma defesa e não deve ser suprimida totalmente.
* Toda vez que tem tosse precisa buscar a causa primaria.
* Antitussigenos são coadjuvantes.
* Tem ação inibitória do SNC.
NARCÓTICOS: são utilizados como drogas de abuso. Opioides, alguns. Cuidado por causa da dependência. Codeína,
hidrocodona, butorfanol. Os efeitos colaterais são sempre os mesmos dos opioides (vomito, constipação, extitação).
Podem mascarar afecção.
NÃO-NARCÓTICOS: s/ efeitos colaterais dos opioides. O mais usado é o Dextrometorfano (pequenos animais). Não
tem formulação veterinária [ajuste dose humana]. Não produzem analgesia, depressão respiratória, tontura,
narcose, irritação TGI.
BRONCODILATADORES:
1. Agonistas β-adrenérgicos: 2. Metilxantinas: 3. Anticolinérgicos:
Inibição da liberação de serotonina e
histamina.
Inibição do TNFalfa.
Estimulam os cílios e reduzem a
viscosidade do muco. Receptor β2
adrenérgicos músc liso.
Inibem a conversão de 3’5’ AMPc a
5’ AMP.
Vantagem: aumento da força de
trabalho da respiração (contração da
musc lisa)
inibem acetilcolina
broncodilatação.
Clembuterol: doença pulmonar
crônica obstrutiva em equinos
(influenza, pó do feno, pó da cama,
amônia, ácaros, fungos,
dictyocaulus), IV, oral.
- Salbutamol
-Terbutalina (cão e gato)
Teofilina (aminofilina). Associada a
etilenodiamina. Bom administrar IV
uma ampola, em terneiros recém
nascidos de partos distócicos ou
cesariana demorada.
Indice terapêutico baixo: excitação
SNC e cardíaca, vômitos.
Atropina: mais utilizada.
Desvantagens: taquicardia, midríase,
depressão SNC.
Glicopirrolato: não atravessa BHE.
Doença pulmonar obstrutiva crônica
em equinos.
Ipatrópio (também equinos). Inalar
por 3-5h.
*Podem potencializar a liberação de
Ach (bloqueio de M2) – efeito
adverso pela pouca especificidade
dos anticolinérgicos.
DESCONGESTIONANTES:
a. Anti-histamínicos: possuem efeito parassimpaticolitico (diminuem secreções). Anestésico local (bem
estar do paciente). Dimenidrinato, Clorfeniramina, hidroxizina, difenidramina, loratadina e cetirizina.
b. Agonistas α1-adrenérgicos: vasoconstrição. Diminui o volume da mucosa e a exsudação da
inflamação. Efedrina: spray, evita estimulação do SNC, cardíaca, hipertensão.
OUTROS MEDICAMENTOS:
a) Anti-inflamatórios, esteroidais e não-esteroidais: Reduzem o edema dos brônquios e inibem
prostaglandinas. Cetoprofeno, catoprofeno.
b) Antagonistas do receptor da cisteinil-leucotrienos: montelucaste, zafirlucaste usados pra tratar a asma
felina, SID ou BID.
c) Inibidores da lipoxigenase: Zileuton –inibe a formação de leucotrienos.
DIGITÁLICOS, GLICOSÍDIOS CARDIOATIVOS, CARDIOTÔNICOS, INOTRÓPICOS POSITIVOS:
Fármacos de origem vegetal, com estrutura química semelhante, caracterizadas pelo poder de aumentar a força de
contração do miocárdio, e a eficiência mecânica do coração, especificamente na ICC.
PLANTAS:
Digitalis purpurea (folha): digitoxina, gitoxina.
Digitalis lanata (folha): Lanatosídeos A e B (fornecem a digitoxina e a gitoxina). Lanatosídeo C* (precursor do
deslanosídeo C).
Strophantus kombé (semente): estrofantina
Strophantus gratus (semente): Ouabaína
FARMACOCINÉTICA: Bastante importante pois o índice terapeutico dessas drogas é bem baixo. Solubilidade está
relacionada com a quantidade de hidroxilas presentes na molécula. A absorção é feita por difusão passiva
dependente da lipossolubilidade.
MECANISMO DE AÇÃO DOS DIGITÁLICOS:
Ligam-se ao receptor NaK-ATPase inibindo a
troca de Na (intracelular) com K (extracelular),
Isso vai aumentar a [Na] intracelular e assim
aumentar a troca de Na com Ca (extracelular),
o cálcio será resgatado para o retículo
sarcoplasmático (RS). O cálcio no RS atua sobre
a troponina, deslocando-a da tropomiosina
(deixando vago o sítio de ligação das pontes
cruzadas, onde o Ca se liga): ocorre o
deslizamento da actina-miosina (contração
muscular).
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS: coração insuficiente (aproveitamento inadequado de energia, dilatação, bombeamento
inadequado). Promovem inotropismo positivo (aumento da força de contração, volume sistólico, débito cardíaco),
redução do tamanho cardíaco e diurese.
PATOFISIOLOGIA DA ICC: Coração está inapto a manter o equilíbrio circulatório por deficiência primária (muscular)
de inotropismo, levando à diminuição do DC. Os mecanismos compensatórios vasoconstrição periférica (aumentar
PA) e aumento da FC levam ao agravamento do quadro clínico *↑ pré-carga e pós-carga, hipertrofia do VE e ↓DC+.
OBJETIVO DO TRATAMENTO DA ICC: melhorar as condições clínicas reestabelecendo o DC próximo ao normal (isso
diminui os mecanismos compensatórios que agravam o caso). É preciso ajustar o pré e pós carga com o uso de
diuréticos e aumentar a força de contração (inotropicos positivos= digitálicos, simpatomiméticos ou inodilatadores)
e vasodilatadores (dim vasoconstr periferica).
EFEITOS ADVERSOS: Cardíacos: há bloqueio simpático e estímulo parassimpático (bradicardia, bloqueio AV e focos
ectópicos). Aparelho digestivo: anorexia, vômitos, nauseas. SNC: cefaléia, tonturas, confusão mental, delírios,
alucinações. Manifestações visuais: dificuldade visual, visão amarelada. Pele: urticária.
TRATAMENTO DOS EFEITOS ADVERSOS: suspender a terapia digitálica, administrar K, caso não esteja elevado,
administrar terapia antiarritmica.
OUTROS FÁRMACOS QUE ATUAM NO SISTEMA CARDIOVASCULAR:
AMINAS SIMPATICOMIMÉTICAS: Dobutamina e dopamina
INODILATADORES: Pimobendana, Milrinona, Anrinona
VASODILATADORES: Nitratos e Hidralazina, Prazosim, Inibidores da ECA
FÁRMACO: DIGOXINA DIGITOXINA
COMPOSIÇÃO: Tem 2 OH hidrossolúvel (polar). Tem 1 OH lipossolúvel (apolar)
FARMACOCINÉTICA (ABSORÇÃO, BIOTRANSFORMAÇÃO E
EXCREÇÃO)
Digoxina e digitoxina têm uma relação
ABS: Por VO absorve 75-85% no ID (por
ser mais polar), pouca absorção
gástrica, IM é doloroso, lento e
irregular. Quando na presença de
alimentos, antiácidos e caulim-pectina,
diminui a absorção.
ABS: VO abs 100%
70-90% está ligado à proteínas
plasmáticas, isso aumenta a ½ vida e
possibilita biotransformação
sempre de 1:4 nas propriedades
farmacocinéticas. Ex: 6,8% eliminação biliar
digoxina x 27% eliminação biliar digitoxina.
BIOT: não faz, é eliminada praticam
inalterada pelos rins. ½ vida 36h (curta)
BIOT: Hepática. ½ vida de 5-7 dias.
Não deve ser administrada em gatos
pois tem ½ vida mto longa.
EXCR: Renal e 6,8% é eliminada na bile.
Armazenada rápido e em↑* + nos rins.
EXCR: 27% biliar, 2% fezes, o restante
é reabsorvido ciclo entero-hepatico.BIODISPONIBILIDADE: 67%. 100%. Fenobarbital e fenibutazona
resuzem a biodisponibilidade por
ativação enzimática no fígado.
FATORES QUE REDUZEM OS NÍVEIS SÉRICOS: Pacientes com problemas digestivos,
administração de medicamentos após
refeição, uso concomitante com pectina
e noemicina e caracteristicas de
preparação farmaceutica: solução
(100%) e comprimidos (75%).
ANTIARRÍTMICOS
Fármacos capazes de controlar e/ou suprimir arritmias. O objetivo da terapia antiarrítmica é prevenir o
comprometimento hemodinâmico a morte súbita decorrente da arritmia grave.
ARRITMIAS e ELETROFISIOLOGIA CARDÍACA
Podem ser definidas como anormalidade na
frequência cardíaca (decorrente da alteração
na origem do impulso cardíaco), condução
do impulso ou ambos; isso modifica a
sequência normal de ativação
atrioventricular e gera instabilidade
hemodinâmica (enchimento e ejeção
ineficazes). Causas: deseq
simpático/parassimpático, alteração iônica (K
e Ca), cardiomiopatia dilatada, trauma,
hipóxia[...] e ICC. O ritmo normal é ritmo
sinusal (determinado pela despolarização e
repolarização dos nodos SA e AV). ECG: meio pelo qual as propriedades do musculo cardíaco são avaliadas, capaz de
diagnosticar arritmias. O ECG deteta as variações de potencial elétrico no tempo, entre um ponto na superfície
corporal e um elétrodo neutro ou de referência, ou entre dois elétrodos. As linhas que ligam 2 elétrodos através do
qual se projeta um vetor cardíaco denominam-se de derivações. Existem derivações bipolares (2 eletrodos) ou de 3
eletrodos (mais utilizada).
CLASSIFICAÇÃO DE ARRITMIAS E TERAPÊUTICA DOS ANTIARRITMICOS:
As arritmias são classificadas de acordo com o foco de origem (supraventricular/ventricular) OU quanto a condução
do impulso. Os fármacos antiarrítmicos são indicados quando há condução anormal do impulso e tratam
basicamente a bradiarritmia e taquiarritmia (despolarização em foco ectópico origina freq abaixo ou acima do
normal). Algumas arritmias (não sei pq ele insistiu tanto nisso em aula, não tive paciência pra por todas):
Arritmia sinusal: Variação na frequência do ritmo sinusal. Conforme sua relação com a respiração, pode ser fásica
(relacionada à respiração) ou não fásica (sem relação com a respiração). Comum em jovens, costuma ser sem
significado clínico (não causando problemas, nem requerendo tratamento).
Taquicardia paroxística: A taquicardia paroxística, ou síndrome de Hoffmann-Bouveret, é um surto de batimentos
rápidos do coração que começa e termina abruptamente. Não apresenta riscos se não associada com outra
cardiopatia. Na maioria das vezes está localizado no átrio (supraventricular).
Taquicardia atrial com bloqueio atrioventricular: Em pacientes com história clínica de intoxicação digitálica. Após a
extra-sístole ventricular ocorre aumento do grau de bloqueio atrioventricular a as ondas P aparecem nítidas.
PAPEL DO NA E K NA CONTRAÇÃO CARDÍACA:
Potencial de repouso (DDP) despolarização contração miocárdio
**A DDP é mantida pela bomba Na/K (repolarização), se
ela não funciona perfeitamente (por bloqueio de canais
de Na ou K), ocorre aumento do período refratário e
diminuição da frequência de despolarização (FC). A
despolarização resulta na abertura dos canais de Ca, que
promove a contração do miocárdio.
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIARRITMICOS: Baseada
principalmente nas modificações eletrofisiológicas
determinadas pelos fármacos. Classe I (IA, IB e IC), II, III e
IV. Cada classe tem suas propriedades farmacológicas.
CLASSE I
Taquirritmia ventriculares e supraventriculares. Bloqueio dos canais de Na (estabilizam a membrana miocárdica
redução tx despolarização, ↑limiar de excitabilidade e ↓ o período refratário.
EFEITOS ADVERSOS: nauseas, vomitos, hipotensão, anorexia, bloqueio AV, depressão, tremores, vômitos, arritmias.
IA – supraventriculares/ventriculares IB - ventriculares IC - supraventriculares
Deprimem a condução das células
cardíacas e prolongam a
repolarização.
*QUINIDINA
*PROCAINAMIDA
**in vitro e em altas doses, essas
drogas tbm bloqueiam canais de K.
**Prolonga QRS e QT
Deprimem a condução somente das
células cardíacas lesadas e reduzem o
pot.ação por acelerar repolarização.
* LIDOCAINA
*MAXILETINA
*FENITOÍNA (arritmias assoc a
digitálicos)
** Intervalos QRS e QT inalterados
Diminuem a condução com pouco
efeito sobre o período refratário e o
potencial de ação.
*NÃO SÃO UTILIZADOS EM MV (Y)
CLASSE II - Supraventricular CLASSE III - ventriculares. CLASSE IV - supraventriculares
Atividade anti-adrenérgica no
coração (antagonistas β1 e β2
adrenérgicos). Atuam na fase 4 do
PA, diminuindo a condução.
Diminuição da contratilidade
miocárdica, consumo O2 e
frequência cardíaca.
Prolongam o potencial de ação
bloqueando os canais de K: aumenta
período refratário.
Antagonistas do Ca++ ou bloqueadores
dos canais de Ca++. Deprimem a fase 4 do
PA, prolongando a velocidade de
condução dos nós SA e AV.
* PROPANOLOL (tbm ventricular)
*METOPROLOL
*ATENOLOL
*ESMOLOL ( t½ 2 min)
*SOTALOL
*AMIODARONA
*BRETÍLIO (IV, fibrilação ventricular)
**prolongam o intervalo QT
* VEPAMIL
*DILTIAZEM
*AMIODIPINA (hipertensão- VO)
**prolongam o intervalo QT
EFEITOS ADVERSOS
Depressão, hipotensão, bradicardia,
bloqueio AV.
Bradicardia, bloqueio AV,
hipotireoidismo, anorexia,
hipotensão, bradicardia
Depressão, hipotensão e bradicardia
FÁRMACOS MAIS IMPORTANTES
QUINIDINA PROCAINAMIDA LIDOCAÍNA PROPANOLOL BRETÍLIO VERAPAMIL
Fibrilação atrial
e taqui atrial
Oral, IM (dor), 3-
4h [máx], BIOT
hepatica,
excreção renal
Cardiotoxidade:
1/3 dos animais
tratados tem
bloqueio AV/SA.
Vasodilatação,
náusea, vomito,
diarreia, cefaleia
Extra sístole
ventricular e
taqui ventricular
Oral, [máx] 45-
75’. BIOT
hepatica,
excreção 2/3
inalterada urina
(pH ác ↑ excre)
Cardiotoxicidade:
= quinidina
TGI<quinidina
Antiarritmico em
emergências =
taqui ventricular
IV (t ½ 100’),
BIOT=metabolito
cardioativo.
Excr=qse td
como metabolito
cardioativo.
Sonolência,
agitação,
desorientação,
convulsão.
Taquiarritmias
com ICC
compensada
Oral (6-10x/dia),
índice terapêutico
alto,
Redução PA,
bloqueio AV,
retirada abrupta=
arritmia e angina
Anti-
hipertensivo
Oral. IV e IM em
emergências e
irresponsivos
BIOT: pouca, 70-
80% eliminado
inalterado na
urina
Redução PA,
náuseas
Vasodilatador
Oral (4x/dia).
BIOT: fármaco ativo
após biot
(norverapamil)
Redução PA,
náuseas, bloqueio
AV, bradicardia,
constripação, desc
e confusão
mental.
Dim a PA
Cronico:
agranulocitose
DIURÉTICOS – fármacos que aumentam a excreção urinária atuando sobre os rins.
UNIDADE FUNCIONAL DO RIM: Néfron.
FISIOLOGIA: função renal é a excreção de produtos de degradação (ureia, ácido úrico e creatinina), metabólitos e
substancias estranhas, síntese de hormônios (renina, vit D, EPO), balanço hidro-eletrolítico, eq ácido-básico,
regulação da PA.
URINA = FILTRADO – REABSORVIDO + SECREÇÃO (ativa). 180L/ dia são filtrados, desses, 99% é reabsorvido.
Sequência: Na (70-80% reabs no TCP). 1 mL de urina por minuto. 1,5 L eliminado como urina/dia.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Tiazídicos: Vasodilatação e hiperemia. Reduzem efeitos: anticoagulantes, insulina. Aumentam efeitos: glicosídeos
digitálicos. AINES reduzem o efeito desse diuretico.
Diuréticos de alça: Digitálicos (arritmias), Probenicida e AINES (Redução da resposta diurética), sinergismo com
tiazídicos, Aminoglicosídeos (Ototoxicidade).INDICAÇÕES DE DIURÉTICOS EM MEDICINA VETERINÁRIA:
• Fase oligúrica/anúrica da insuficiência renal • Edema cerebral • Hemorragia pulmonar durante exercício em
equinos • Síndrome nefrótica • Insuficiência cardíaca congestiva • Hipertensão arterial sistêmica • Ascite devido à
insuficiência hepática • Glaucoma • Diabetes insípido.
Diabetes insípidus- doença caracterizada pela sede pronunciada e pela excreção de grandes quantidades de urina
muito diluída. Esta diluição não diminui quando a ingestão de líquidos é reduzida. Isto denota a incapacidade renal
de concentrar a urina. A DI é ocasionada pela deficiência do hormônio antidiurético (vasopressina) ou pela
insensibilidade dos rins a este hormônio.
OSMÓTICOS
INIBIDORES DA
ANIDRASE
CARBONICA
TIAZÍDICOS DIURÉTICOS DE ALÇA
REPRESENTANTES Manitol (IV)
Glicose (IV)
Ureia (IV)
Isossorbida (VO)
Acetazolamida (VO)
Metazolamida (VO)
Diclorfenamida
Clortiazida (VO)
Hidroclorotiazida
(VO) Meticlorotiazida
Bendrofluazida
Ciclopentiazida
Clortalidona (VO)
Indapamida Xipamida
Metolazona
Furosemida Bumetamida
Ácido etacrínico Torsemida
CARACTERÍSTICAS
DA URINA
↑ Na+, K+, Ca2+,
Mg2+, Cl-, HCO3-,
fosfato – URINA
HIPEROSMOTICA
DIMINUINDO A
REABSORÇÃO DE H2O.
↑ Na pela escassez de
H+,↑ H2O, ↑ NaHCO3,
mais alcalina, perda de K
trocado por Na do TD,
urina fica alcalina.
Moderado aumento de
Na, Cl, K e H.
uso crônico:
↓ác úrico,
↓HCO3, Ca+.
↑ Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-,
H+ ,
↓ ácido úrico (crônico)
MECANISMO DE
AÇÃO
Agentes são filtrados
livremente no
glomérulo, sofrem
reabsorção limitada no
túbulo renal, são
fármacos relativamente
inertes e resistentes a
alterações metabolicas.
Inibindo a anidrase
carbônica, há
diminuição da formação
de H+ (que é trocado
pelo Na), e é feita a
redução da reabsorção
de H2CO3-. Paciente
pode ter acidose
metabolica pela redução
das reservas alcalinas no
plasma.
No túbulo contorcido
distal as tiazidas
inibem o transportador
C1, que leva o Na e Cl
da luz do túbulo para
dentro da célula
tubular, aumentando
sua [ ] na urina.
Considerado de ação
diurética moderada (+
seguros), aumentando
de 5-10% a qtdd de Na
e Cl.
No segmento espesso da
alça ascendente de Henle.
Inibe o carreador Na+/ K+/
2Cl- na membrana luminal,
Inibindo o transporte de
NaCl para fora do túbulo.
+ Potentes/ diuréticos de
alto limiar
↑ 15 – 25% do Na+ do
filtrad
USO TERAPÊUTICO IRA, Crise glaucoma,
edema cerebral,
síndrome do
desequilíbrio dialítico
(hemodialise ou diálise
peritonial)
Glaucoma
Edema
Alcalose
Potencialização dos
efeitos de Tiazídicos e
potentes (furosemida).
Hipertensão
Edema (ICC,
hepatopatias, doença
renal), Diabetes
insipidus nefrogenico
(resist ao ADH).
ICC, edema pulmonar
agudo (furosemida)
Hipertensão
Edema, ascite
Hipercalcemia e hipercalemi
EFEITOS ADVERSOS manitol pode causar
necrose por não ser
filtrado e a ureia pode
gerar trombose.
Acidose metab.
Sonolencia, nausea,
vomito,
hipersensibilidade,
cálculos uretrais,
agranulocitose (sulfas).
Reduz tolerância a
glicose, Eleva LDL,
colesterol, triglicérides,
Alcalose metabólica
hipocalêmica,
Interação c quinidina -
> fibrilação
Contra-indicados:
hipersens. a
sulfonamidas
Hiperuricemia,
dermatite,
fotossensibilidade,
icterícia
Desequilíbrio
hidroeletrolítico –
Hipovolemia –>diurese
excessiva Arritmias
(Redução K+, Ca2+, Mg2+)
Alcalose metabólica
hipocalêmica (perda de H+)
Ototoxicidade (> ác.
etacrínico) Náuseas,
vômito, diarréia
POUPADORES DE POTÁSSIO
INIBIDOR CANAL Na renal Antagonista receptor de
aldosterona
REPRESENTANTES * Amilorida
*Triantereno
*Espironolactona
*Canrenona
*Eplerenona
CARACTERÍSTICAS DA
URINA
• Elevação Na+, Cl-,
• Redução K+, H+ , Ca2+, Mg2+
Semelhantes bloqueadores de canais de Na+ •
Ação diurética limitada • Compete pelos
receptores intracelulares de aldosterona nas céls.
do túbulo distal terminal • Inibição da retenção
de Na+, redução da secreção de K+ • Início de
ação lento, vários dias para se manifestar
MECANISMO DE AÇÃO Inibe o canal que transporta o Na de dentro
para fora dos túbulos.
Inibição competitiva da aldorsterona.
Aldosterona estimula a síntese de um
transportador que troca Na (reabsorve) por K
(excreta).
USO TERAPÊUTICO • Associado com espoliador de K+ • Diabetes
Insípido • Ação diurética limitada • Atuam
sobre os túbulos e ductos coletores, inibindo
a reabsorção de Na+ e diminuindo a excreção
de K+
• Bloqueio dos canais luminais de Na+ •
Início de ação lento, vários dias para se
manifesta
• Edema, hipertensão (associado com diurético
espoliador de K+) • Hiperaldosteronismo
primário (adenoma, hiperplasia suprarenal) •
Aldosteronismo secundário (ICC, cirrose, ascite) •
Cirrose hepática (1a. escolha)
EFEITOS ADVERSOS - Efeitos adversos: • Hipercalemia • Náusea,
vômito
• Hipercalemia • Acidose metabólica
hiperclorêmica • Efeitos esteroidogênicos: •
Ginecomastia • Irregularidades menstruais •
Impotência • Redução da libido • Alteração da
voz
DIURÉTICOS
Definição. É o fármaco que aumenta a diurese com ação sobre os rins.
Quais as indicações dos diuréticos? Edemas (pulmonar, ascite, cerebral, peritônio, etc), Hemorragia
pulmonar dos equinos durante o exercício (prevenção), ICC (relacionado aos edemas), glaucoma, anúria/oligúria da
IR (associar a fluidoterapia + sonda), diabetes insipidus.
Qual a classificação dos diuréticos? Exemplifique três de cada classe.
1. Osmóticos. Glicose, manitol, ureia, isossorbida (VO); Ação: bloqueia a entrada de Na, o co-transporte de NA
com glicose e troca Na por H. Excreta mais solutos na urina; não usar se não tiver filtração, senão, necrosa.
Local: no túb. cont. prox, alça asc e alça desc. Uso: edema cerebral, glaucoma e IR Aguda. Potente diurético.
2. Inibidores da Anidrase Carbônica. Acetazolamida e metazolamida. Inibe a AC, logo, não libera H e reduz a
acidez da urina (utilizada na alcalose), troca K por Na, logo, reduz K. Uso: glaucoma, alcalose, potencializa
tiazídico e furosemida. Local: só túb cont proximal. Diurético fraco.
3. Tiazídicos. Hidroclorotiazida, Meticlorotiazida, Bendrofluazida. Ação: Inibe a entrada de Na e o co-transporte
de Cl, perde muito K. Diurético moderado. Uso: hipertensão e edema. Seu efeito é reduzido se usar AINE.
Uso crônico: reduz Ca e ác. úrico. Local: túb cont distal.
4. De Alça. Furosemida, bumetamida, torsemida. Ação: inibe co-transporte de K, Cl e Na. Local: alça desc. Uso:
ICC, edema pulmonar agudo, hipertensão. Uso crônico: reduz ác. úrico. Diuréticos potentes.
5. Poupadores de Potássio. Inibidor do canal de Na (Amilorida. Local: ducto coletor. Ação: bloqueia entrada de
Na e bloqueia o co-transporte de Na por H) ou como Antagonista do receptor da aldosterona
(Espironolactona. Local: ducto coletor. Ação: bloqueio da proteína que transporta Na, reduz eliminação de K,
bloqueia canais de Na. Uso: edema, hipertensão e hiperaldosteronismo, cirrose hepática (1ª escolha).
DIGITÁLICOS, GLICOSÍDICOS CARDIOATIVOS, CARDIOTÔNICOS E INOTRÓPICOS POSITIVOS
Quais as características destes fármacos? São de baixo IT, logo, grande % de efeitos adversos.
Qual a relação das hidroxilas com os digitálicos? Quanto mais hidroxilas (digoxina tem 2), mais
hidrossolubilidade. Se 1 hidroxila (digitoxina tem 1) ou menos, maior a lipossolubilidade (e menor hidrossolubilidade,
menos polar). Logo, isso afeta o poder de ligação às PPL. Quanto mais lipossolúveis, mais atingem o meio interno
das célls; e quanto mais ligadas às proteínas plasmáticas (PPL’s), mais efeitos.Diferencie digoxina de digitoxina. Digoxina IM tem absorção lenta, irregular e dolorosa; pouca absorção VO
(67% biodisponibilidade); e mais reduzida se concomitante com alimento.
Digitoxina é altamente absorvida; 100% VO: 90% é apolar (ligada à PPL), logo, qquer fármaco que concorre
com digitoxina vai provocar que 90% dela fique livre gerando efeitos adversos. Fenilbutazona e fenobarbital fazem
indução enzimática da digitoxina, logo, esta será muito rapidamente biotransformada. Circulação entero-hepática:
digitoxina tem maior período de ½ vida, logo, maior intervalo entre doses (5-7 dias). Diferente da digoxina, que é de
36h. Não utilizar em gatos.
Porque os digitálicos são menos lesivos ao coração (do que os inotrópicos, por ex)? Porque o
mecanismo de ação envolve ligação e inibição do receptor Na-K-ATPase, impedindo que Na e Ca se concentre
dentro da cell. Isso faz mais contração muscular sem a utilização de ATP (inotropismo positivo sem gasto de ATP).
Quais os efeitos adversos dos digitálicos? Digestório (anorexia, náuseas, vômito), SNC (cefaleia, tontura,
alucinação), Visual (dificuldade), Pele (urticária) e Cardíaco (bloqueio do simpático e estímulo do parassimpático,
logo, bradicardia e arritmia). O ideal é que o cardíaco seja manifestado bem depois dos demais para que possa ser
evitado.
Tratamento dos ef. adversos? Suspender digitálicos, administrar K e administrar terapia antiarrítmica.
Cite outros fármacos de atuação cardíaca: inotrópicos: dobutamina e dopamina; inodilatadores:
pimobendana, milrinona e anrionona; vasodilatadores: nitratos e hidralazina; prazozin e inibidores da ECA.
ANTIARRÍTMICOS
Quais as classes dos antiarrítmicos? Da I a IV. I (bloqueio dos canais de Na), II (antagonista Badrenérgico),
III (prolonga o potencial de ação, bloqueia canais de K
+
e antagonista β adrenérgico), IV (diminui a entrada de Ca)
a) IA: procaínamida e quinidina
b) IB: lidocaína e fentoína
c) IC: fecainida (não usados em MV)
d) II: propranolol e atenolol.
e) III: amiodarona.
f) IV: verapamil e diltilazem.
Estimulantes do apetite/OREXÍGENOS
Exemplos de estimulantes: tônico amargo porque estimula a saliva (?), vitamina B porque estimula o
metabolismo de carboidratos, vitaminas e gorduras; esteroides anabolizantes porque estimula o metabolismo do
nitrogênio, zinco porque aumenta a acuidade do paladar, anti H1 (buclizina, cipro-heptadina), benzodiazepínicos em
baixa dose porque suprime o centro da saciedade (regulado pela serotonina e pela histamina).
Quais são os protetores de mucosa? Demulcentes, adsorventes e adstringentes. Demulcentes são de alto
peso molecular, protegem as mucosas oral, esofágica e estomacal formando uma película protetora; são
enzimas/resina de ágar derivados da celulose de açúcares e de proteínas. Adsorventes protegem só pós-estômago,
atraem outras substâncias por forças eletrostáticas (Ex.: carvão ativado, trissilicato de alumínio). Adstringentes
precipitam a camada da céll que faz uma película protetora, mas também protege as célls das bactérias, logo, não é
mais utilizado para este fim.
Carminativos, antifiséticos, antiflatulentos e antiespumantes - qual utilidade e exemplos? Facilitam a
eliminação de gases e dificultam a formação de espuma (timpanismo espumoso pela ingestão de trevo branco, por
ex). Ex.: dimeticona e simeticona
Pra quê servem e exemplos de Antizimóticos/Antifermentativos: agem no rúmen (timpanismo de
ruminantes) ou no cólon (cólica timpânica de equinos); previne fermentação excessiva de celulose. Ex.: óleo de
terebitina ou formalina.
Pra quê servem os pró-cinéticos e dê exemplos: servem para restaurar a motilidade gástrica, pilórica e do
ID. Agem no complexo: miogênico, receptores químicos (hormônios e NTs) e neural (autônomo: simp e parassimp).
Ex.: metroclopramida - plasil (anticolinérgico, logo bloqueia dopamina2, aumenta ACh [aumenta motilidade] e
aumenta 5HT4-serotonina); Betanecol e carbacol (aumentam ACh). Todos aumentam a contração gástrica, reduzem
o refluxo, relaxa piloro e acelera o trânsito nas porções iniciais do intestino.
Quando são utilizados os anti-ácidos e dê exemplos: alcalinizam o estômago de carnívoros, logo, piora o
quadro para estes animais. Já em ruminantes, cujo ph estomacal natural é alcalino, pode-se utilizar anti-ácido na
acidose ruminal. Tem os de ação sistêmica (bicarbonato de Na pq tampona o ph do sg e libera Co2) e não sistêmica
(hidrox de al, carbonato de Ca, hidrox de Mg). Hidróx de Al é constipante e hidróx de Mg é laxante. Por isso, é
comum formulações com essas duas subst associadas. Efeitos adversos: aumenta a absorção de fosfato e irrita a
mucosa a longo pz.
Quais são os bloqueadores da secreção de HCl? ACh, histamina e gastrina aumentam a produção de HCl.
Para reduzir a produção de HCl, usar os bloqueadores diretos e indiretos. Diretos: sais de bismuto e sucralfato.
Indiretos: antagonistas da ACh – ex.: pirenzepina, antagonistas H2 – ex.: cimetidina, ranitidina e famotidina, inibidor
da bomba de prótons – ex.: omeprazol.
Quais são os eméticos de ação central e de ação periférica? agem no centro do vômito (em alfa2 pra
gatos; em alfa2, Ach e 5-HT em cães; morfina/apomorfina, xilazina), ou irritam a mucosa (sulf de Cu ou Zn a 1%,
NaCl na boca, derivados da Ipeca, H2O2 10 volumes ou 3%. #ioimbina bloqueia xilazina.
Quais são os antieméticos? fazem sedação da mucosa (alimentos de fácil digestão, pastosos e frios; solução
com lidocaína); anti-colinérgicos (ex.: escopolamina. Cuidado em gatos, pq causa excitação), anti-histamínicos
(dimenidrato), vitamina B6 (ativa GABA), bloqueadores dopaminérgicos (metroclopramida, domperidona,; e tbm
favorecem o esvaziamento), antagonistas da 5-HT (ondasentrona para anti-neoplásicos).
Quais são os antidiarreicos? depressores da motilidade (Anticolinérgicos como atropina, escopolamina),
opiáceos/opióides (relaxam esfíncteres, diminuem secreções – ex.: Elixir paregórico e cloridrato de loperamida) e
protetores de mucosa.
Quais são os catárticos/diarreicos? São os laxantes e purgantes. Os laxantes eliminam fezes de
consistência normal; purgantes, de consistência diarreica. Catárticos se classificam em Emolientes ou lubrificantes
(são laxantes; óleo mineral e óleo vegetal; mas reduzem a absorção de vitaminas lipossolúveis – A,D,EeK),
Formadores de massa e/ou coloides hidrófilos (são essencialmente laxantes; derivados da celulose, atraem agua
para o intestino dissolvendo as fezes), Osmóticos ou salinos (são laxantes ou purgantes dependendo da dose; Sais
de Mg e de Na VO, porque via IV são eutanásicos; glicerina via retal atrai água e ajuda na eliminação de CE ou
tricobenzoários em gatos por ex), Estimulantes ou irritantes (inibem a absorção de água e tem efeito purgante; óleo
de rícino, antraquinônicos; derivados de difenilmetano (lactopurga)).
Quais são os hepatoprotetores? Não protegem efetivamente o fígado, apenas facilita ou impede a
metabolização de certas substâncias no fígado. Auxiliam no tratamento de insuficiência hepática. Colina, metionina e
vitamina B12 (colabamina).
SISTEMA RESPIRATÓRIO
Quais são os fármacos que auxiliam no sistema respiratório? Os expectorantes, que eliminam e reduzem
a viscosidade do muco; podem ser expectorantes reflexos (agem por estímulo nervoso e aumentam a secreção de
substâncias. Ex.: iodeto de K, guaifenisina (vick - não usar em casos de úlcera), Ipeca), os expectorantes mucolíticos
( diminuem a viscosidade; bromexina (Aliv-V) e N-acetilcisteína), os expectorantes inalantes (benzoína, óleo de
eucalipto, NaCl a 0,9%, Dióxido de Ca a 5%).
Os antitussígenos: deve-se tomar cuidado, pois se tem eliminação de muco ao natural, um antitussígeno
impede a eliminação desses patógenos; então, utilizá-lo somente em tosse seca. Atuam nos receptores do hilo
pulmonar (no reflexo da tosse); se subdividem em narcóticos(receita controlada; codeína, hidrocodona, butorfanol –
dependência e náusea) e não-narcóticos (dextrometorfano; não causa dependência nem náuseas).
Os broncodilatadores – a) agonistas Badrenérgicos (B2 – pulmão; efeito tocolítico, ou seja, inibe as cotrações
no momento do parto; logo, não usar em fêmeas prenhes). Ex.: sabultamol, terbutalina, clembuterol; b) metilxantinas
(teofilina e aminofilina); c) anticolinérgicos (atropina e glicopirrolato).
Os descongestionantes – a) anti-histamínicos (parassimpaticolítico, isto é, reduz secreções – hidroxizine,
loratadina e cetirizine); b) agonistas alfa1 adrenérgicos (constrição de vasos da mucosa que entopem as vias aéreas
– ex.: efedrina spray)
Outros: aintinflamatórios esteroidais e não esteroidais: reduzem edema nos brônquios, reduzem
prostaglandinas, logo, reduzem a irritação. Para asma felina, por exemplo, usar montelucaste, que inibe os
leucotrienos.
HEMATOPOIÉTICOS, HEMOSTÁTICOS E ANTI-COAGULANTES
ERITROPOITINA:
Eritropoitina: cortical do rim, cérebro e fígado. Se baixa tensão de o2, mais produção.
A secreção de eritropoitina é influenciada por fatores que aumentam (Agonistas de receptores A2 de
adenosina, Agonistas β2-adrenérgicos, Radicais livres, PGE2 e PGI2, Vasopressina, Prolactina, GH, Tiroxina) e por
fatores que diminuem (Inibidores da COX, Estrógenos, Agentes alquilantes, Bloqueadores β2-adrenérgicos,
Bloqueadores dos canais de cálcio). Como fármaco, eritropoitina é utilizada em tratamentos anti-neoplásicos, na FIV
e como pré-cirúrgicos. Deve ser associada ao ferro, pois é ele quem compõe a hemoglobina.
FERRO:
O ferro em anemias crônicas geralmente está diminuído e a ferritina normal ou aumentada; já nas anemias
ferroprivas, o ferro e a ferritina ficam diminuídos. Excesso de ferro tbm é prejudicial.
Transferrina transporta o ferro no sg. Fe 3+ deve ser reduzido em Fe 2+ para ser absorvido. Vai se depositar
no fígado (1g), nos eritrócitos (1,8g), nos macrófagos (0,6g), parte no músculo e na própria transferrina.
Para eliminar o ferro em excesso, não há um bom mecanismo de excreção. Entao, acaba se acumulando no
organismo. A mulher perde na menstruação (descamação epitelial). 1 Hb tem 4 moléculas de Fe. Para o Fe ser
absorvido, requer um ambiente mais ácido, por isso pode ser ingerido com laranja. Hepcidina: regula o ferro no
organismo; reutiliza. Aumenta para diminuir a reciclagem de ferro.
Quando tem menos ferro circulante e mais acumula no fígado, med óssea e macrófago, pq o ferro circulante é
fonte de alimento da bactéria (inflamação); mas não é anemia ferropriva. É uma forma de defesa do corpo.
Ferroportina: faz o transporte do Ferro para dentro da céll e de lá ele não consegue sair mais. Enterócito duodenal.
Anemia ferropriva só em bezerros e potros, pq não ingerem pastagem. É raro anemia ferropriva em animais.
Somente em casos de extrema desnutrição.
Pede ferritina para medir ferro no sangue. É mais fiel que o próprio ferro. Ou então medir ferro nos macrófagos
com coloração de azul da Prússia.
Suplementação: sulfato ferroso; vitamica C aumenta em 30% a absorção do ferro via oral.
Antibióticos reduzem a absorção (tetraciclinas principalmente).
Para reduzir sobrecarga de ferro, fazer sangria. Existem quelantes de ferro, mas são caros.
B12: deficiência por eritropoiese defeituosa, por anemia megaloblástica, por doenças gástricas ou por
medicamentos que impedem a eritropoiese (Antagonistas H2 – cimetidina e ranitidina; Inibidores da bomba de
prótons - omeprazol e lanzoprazol). Deficiência de cobalto tbm inibe a eritropoiese. Neutrófilo polisegmentado pode
ser sinal de anemia megaloblástica por deficiência de vitamina b12. Deficiência de cobalto provoca sinal de comer
casca de árvore. Cobalto forma B12.
Ácido Fólico: a deficiência causa anemia megaloblástica, hepatopatia e uremia. grávidas ficam deficientes.
Hepatopatias e uremia fazem deficiência e desenvolvem anemia megaloblástica. Ácido fólico forma o tubo neural.
Para diferenciar os tipos de anemia, considerar VCM (tamanho da hemácea; micro, macro ou normocítica), HCM
(cor: normocrômica, hipocrômica).
Princípios do tratamento antianêmico: 1º transfusão de sg, 2º suporte à homeostasia com sulfato ferroso e
vitamina B; 3ºsuplementação após exames; 4º eliminar causa primária.
Hemostáticos sistêmicos: vitamina K porque forma os fatores de coagulação; a deficiência na hemostasia
pode ser acarretada por uso prolongado de ATBs, esteatorreia ou por disfunção hepática.
Hemostáticos locais: fibrina.
Anticoagulantes de ação rápida: in vitro (Heparina sódica, Oxalato de sódio, Citrato de sódio, EDTA), in vivo
(Heparina sódica, Atividade reduzia frente a tetraciclinas, anti-histamínicos e digitálicos Problema: pode levar à
trombocitopenia - trombose, e não sangramento);
Antiagregantes plaquetários (AINEs por ex. Uso: Tromboses, cardiomiopatias), trombolíticos ou fibrinolíticos
(uso para: Embolismo pulmonar, Trombose venosa profunda, Infarto agudo do miocárdio).
Ver perguntas dos trabalhinhos!
Questões Seminários 3º Área - Farmacologia Vet. II
1) Quais as ações que a digoxina e o diltiazem exercem no organismo?
A digoxina aumenta a força de contração, o volume sistólico e o débito cardíaco e é utilizada em ICC. O diltiazem é
um antiarrítmico; diminui a contratilidade e a frequência cardíaca e causa vasodilatação
2) Qual o mecanismo de ação do Maleato de enalapril e da furosemida?
O maleato de enalapril é um inibidor da ECA e a furosemida é um diurético da alça de Henle.
3) Quais os principais benefícios do uso de antibióticos na avicultura?
- Equilíbrio na microflora intestinal;
- Modulação do sistema imunológico;
4) Para quais doenças os broncodilatadores são indicados e qual seu mecanismo de ação?
Crises de broncoespasmo, crises de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica. Em relação ao mecanismo de ação,
os agonistas β2 ativam receptores específicos, que aumentam as concentrações de AMP cíclico intracelular,
ativando os canais de K, que geram uma hiperpolarização celular, inibindo o influxo de Ca, causando enfim, a
broncodilatação.
5) Qual o mecanismo de ação do omeprazol e da ranitidina? Quais as indicações de uso?
Ambos inibem a secreção de acido gastrico. O omeprazol inibe a bomba de protons e a ranitidina suprime a
estimulação histaminica. São indicados para gastrite, ulceras gastricas e duodenais.
6) Quais os mecanismos de ação da Furosemida? E por que seu uso é indicado em casos de HPIE?
A Furosemida é um fármaco da classe dos diuréticos que atua na alça ascendente de Henle, intensificando a
excreção de urina. Ela atua aumentando a excreção de eletrólitos na urina, principalmente de Na+, K+ e C+2,
promovendo assim uma maior excreção de água pelos rins. Seu uso é indicado para cavalos de corrida antes das
competições como método preventivo, buscando desse modo diminuir a volemia e assim diminuir a hipertensão
pulmonar durante exercícios de grande intensidade, prevenindo a ocorrência da Hemorragia Pulmonar Induzida por
Exercício.