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Bioquímica clínica Perfil pancreático- glicídico PROFº MS. ANA LÚCIA HANEMANN Perfil glicídico - Pâncreas Bioquímica clínica - Além de secretar enzimas digestivas exócrinas no duodeno, o pâncreas desempenha funções endócrinas através das ilhotas de Langherans; Hormônios envolvidos: glucagon e insulina - A insulina cai na corrente sanguinea e contribui para a entrada da glicose nos tecidos celulares. Fígado Importante sistema tampão da glicemia Insulina Glucagon Importantes sistemas de controle por feedback Manter a concentração normal de glicose no sangue Regulação da glicemia O nível de glicemia depende primariamente do fígado, que exerce seus efeitos sobre a homeostasia da glicose sanguínea através da conversão reversível da glicose pela glicogênese Mecanismo de ação da insulina Laboratório – Bioquímica clínica Bioquímica clínica Produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans Compreende cerca de 1% da massa celular do pâncreas Um dos mais importantes hormônios que coordenam a utilização de combustíveis pelos tecidos Efeitos metabólicos anabólicos síntese de glicogênio, triacilgliceróis e proteínas Efeito sobre o metabolismo da glicose: Fígado inibe a gliconeogênese e glicogenólise; Fígado e músculo aumenta a glicogênese. A Glicose é o principal combustível da maioria dos organismos é o carboidrato mais importante É degradada, armazenada ou formada por diferentes vias: Glicólise Gliconeogênese Glicogênese Glicogenólise Via das Pentoses Glucagon Laboratório – Bioquímica clínica Bioquímica clínica Age nas mesmas células que a insulina; Mobiliza as reservas energéticas para a manutenção da glicemia entre as refeições; No fígado estimula a glicogenólise; No tecido adiposo estimula a lipólise, liberando ácidos graxos; Estimula a gliconeogênese e a cetogênese; Liga-se a um receptor específico de membrana. Diabetes Mellitus Síndrome de comprometimento do metabolismo dos carboidratos, das gorduras e das proteínas Diabetes melitus tipo I (DMID) Falta de secreção de insulina Diabetes melitus tipo II (DMNID) Resistência à insulina O defeito básico do diabetes é a deficiência (absoluta ou relativa) que afeta o metabolismo da glicose, lipídios, proteínas potássio e fosfato, homeostase do sódio e água. • 10% a 20% dos diabéticos • Diabetes melitus juvenil: Observado em indivíduos com menos de 20 anos Deficiência absoluta de insulina Relativa excreção excessiva de glucagon Lesão das células beta pancreáticas Diabetes Melitos I (DMAID) Hiperglicemia – elevação hepática e diminuição da captação de glicose Elevação da gliconeogênese Estimulo da lipolise Hormônios contra-reguladores – adrenalina, glucagon, cortisol... Aumento da lipase – quebra de gordura (ac. Graxo) convertidos em corpos cetônicos e triglicerídeos Redução do tecido adiposo – diminuição do peso Quebra de proteína – aumento de aminoácidos redução da massa muscular Cetoacidose diabética, subnutrição, uremia e cetonúria • 80% a 90% dos diabéticos • Diabetes melitus de início adulto • Ocorre depois dos 40 anos de idade (50 e 60 anos); • Desenvolve-se de modo gradual, sem sintomas óbvios. Redução da sensibilidade dos tecidos-alvo aos efeitos metabólicos da insulina Resistência à insulina Fatores Genéticos = Secundária à obesidade Diabetes Melitos II (DMNID) Diabetes melitus tipo II Menor número de receptores de insulina Anormalidades das vias de sinalização Resistência à insulina Secundária à obesidade Hiperglicemia Aumento Sintetiza glicose Aumento da resitência a insulina Síntese de ac. Graxos Aumento de VLDL e de triacilglicerol Não ocorre destruição do tecido lipídico e muscular A insulina inibia ação do glucagon Aumento da fome: polifagia Glicosúria e poliúria e polidipsia DIAGNÓSTICO Glicose em Jejum Perfil Lipídico (LDL-c, HDL-c, VLDL-c, TG) Glicose Pós-Prandial Função Renal Teste de tolerância glicose SU; Pesquisa de Microalbuminúria Hemoglobina Glicada Acompanhamento Laboratorial do diabético Exames laboratoriais - Glicemia Paciente - 8 horas sem ingestão calórica; - Diabético- Não usar medicamento hipoglicemiante e insulina. Amostra - Soro, plasma, urina e LCR LCR – centrifugar na hora e analisar Urina de 24h - Conservantes: ácido acético glacial; Refrigerar - Temperatura ambiente: redução até 40% em 24 h. Plasma/soro: redução da glicemia por enzimas glicolíticas presentes na amostra (redução de 5-7%/hora); Refrigeração – estável por 3 dias; Separar o plasma/ soro dentro de 30 mint.; Utilizar anticoagulantes: fluoreto de sódio (inibe a enolase). Resultados falsamentes elevados – paracetamol, AAS, tiazinicos etc... Resultados falsamente reduzidos: alcool, hipoglicemiantes, insulina, salicinatos etc... Não Específicos com substâncias não redutoras Resultados próximos ao valor verdadeiro ortotoluidina Fornecem resultados mais precisos Glicose-oxidase, glicose- desidrogenase e hexoquinase Princípios para a determinação da glicose plasmática Substância cancerígena Específicos Glicemia- método da glicose-oxidase Laboratório – Bioquímica clínica Bioquímica clínica A glicose oxidase catalisa a oxidação da glicose; O peróxido de hidrogênio formado reage com 4-aminoantipirina e fenol; Ação catalisadora da peroxidase Reação oxidativa de acoplamento formando uma antipirilquinonimina vermelha (510nm) Intensidade de cor é proporcional à concentração da glicose na amostra. COH: glicose Glicose Oxidase Glicose Ácido Glicônico + H2O2 Peroxidase 4-Aminoantipirina Fenol+ Cromógeno Vermelho Absorbância Filtro: 510nm ↑[complexo vermelho] ↑[Glicose] Glicose em jejum Método da glicose Oxidase Teste de glicemia Laboratório – Bioquímica clínica Bioquímica clínica Em condições normais a glicemia é mantida em valores normais por mecanismos regulatórios. Ex: Após uma refeição Acima dos valores de referência – hiperglicemia Abaixo dos valores de referência – hipoglicemia Glicose filtrada e reabsorvida até 180 mg/dL – após glicosúria Valores normais de glicemia: 70 – 99 mg/dL Intolerância à glicose – 100 – 125 mg/dL Diabetes – acima de 126 mg/dL Glicemia pós-prandial Laboratório – Bioquímica clínica Bioquímica clínica Teste controle; Concentração da glicemia 2h após ingestão de 75g de glicose em solução aquosa a 25% ou refeição de 75g de carboidrato; Concentração da glicose tende a retornar ao normal após 2h; Valor desejado para glicemia capilar até 180 mg/dl. Valores normais de glicemia: menor que 140 mg/dL Intolerância à glicose alterado – 140 – 200 mg/dL Diabetes – acima ou igual 200 mg/dL Refeição: 100g de carboidratos 50-100g de Glicose dissolvidos Dosagem de Glicose Tempo – 2 horas Regulação da Glicemia Concentração de glicose no sangue do indivíduo Jejum 80 a 90 mg/100 ml de sangue Inanição Gliconeogênese do fígado fornece a glicose necessária para manter o nível de glicemia Primeira hora após uma refeição 120 a 140 mg/100 ml de sangue Sistemas de feedback (controle da glicemia) Rápido retorno da concentração de glicose aos níveis de controle (dentro de duas horas após a última absorção de carboidratos) 1 dL = 100 mL Laboratório – Bioquímica clínica Teste de tolerância a glicose (TOTG) Teste Oral de tolerância a glicose - Coleta de 2 amostras de sangue: basal (jejum de 12 h) e 2h após a administraçãovia oral de 75 g de glicose Testes de sobrecarga de glicose - Curva glicêmica simplificada: Duração de 2 h Coleta: 5 amostras – basal, 30, 60, 90 e 120 após após via oral de 75 g de glicose; - Curva glicêmica clássica: Duração de 3 h Coleta: 5 amostras – basal, 30, 60, 120 e 180 após via oral de 75 g de glicose; - Curva glicêmica prolongada: Duração de 4 h Coleta: 6 amostras – basal, 30, 60, 120, 180 e 240 após via oral de 75 g de glicose; Indicações: Diagnóstico DM Gestacional; Diagnóstico tolerância à glicose diminuída; Teste de tolerância a glicose (TOTG) Bioquímica clínica Cuidados ao teste Ingestão de pelo menos 150 g de carboidratos, nos 3 dias anteriores; Atividades físicas, hábitos alimentares normais; Durante o teste, não fumar e permanecer em repouso; Não usar medicação que interfira no metabolismo dos carboidratos; Dieta por 3 dias de carboidratos: 150g Glicose de Jejum Adm Glicose VO Coleta Sangue Dosagem 30’ 60’ 90’ 120’ G75g 300ml de água em 5’ Teste de tolerância a glicose ou curva glicêmica Monitorar processo em relação ao tempo 286 214 143 71 0 0 60 120 Curva diabética Curva normal Nível de glicose do plasma (mg/dL) Minutos após a ingestão de 75 g de glicose Adaptade de GAW, A. et al., 2001. Teste de tolerância a glicose ou curva glicêmica INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Bioquímica clínica Teste Oral de tolerância a glicose - Desejáveis Basal: 70 – 99 mg/dL 2 horas: < 140 mg/dL - Intoletância glicose: 140 a 200 mg/dL - Diabetes mellitus: > 200 mg/ dL Teste de sobrecarga de glicose - Desejáveis Basal: 70 – 99 mg/dL Apoś 2 horas: < 140 mg/dL - Diabetes mellitus: > 200 mg/ dL Gestação: 20ª semana Ingestão: 100g de glicose Tempo: 0, 60, 120 e 180 mint. Jejum: <105 mg/dL 1h: <190 mg/dL 2h: <165 mg/dL 3h: <145 mg/dL Ocorre quando 2 limites são atingidos ou ultrapassados Hemoglobina glicada – teste controle Bioquímica clínica A hemoglobina liga-se à glicose, quanto maior for a taxa de glicemia, maior a síntese de hemoglobina glicada; Útil no monitoramento a longo prazo de indivíduos com DM (6-8 semanas); HbA1: 97 % da Hb total HbA2: 2,5% da Hb total HbF: 0,5 % da Hb total Não é indicado para pacientes com hemoglobinopatias; Diabéticos estáveis 3 a 4 meses e diabéticos sem controle glicêmico 1 a 2 meses; Diabéticos estáveis: 3 a 4 meses Diabéticos com pobre controle glicêmico: 1 a 2 meses HbA1 Frações Métodos de Quantificação Separação Cromatografia por afinidade Hemoglobina glicada – teste controle Espectrofotômetro Amostra : sangue total (EDTA, citrato) - Hemolise das hemácias para liberação da hemoglobina - Tubos: HB total e HBA1C Proteínas não desejadas deixam a coluna. Proteína de interesse deixa a coluna com a solução ligante. Cromatografia por afinidade Separação de proteínas por suas especificidade de ligação por carga. - Substância que têm afinidade pela glicose ( ácido borônico) retendo a hemoglobina glicada. - reagente de cor – 410nm - Leitura no espectrofotômetro - absorbância da HB total e HbA1C EX: HBA1C = 0,134 Hb total: 0,681 HBA1C÷ HBTOTAL X 100 ÷ 3 0,134÷0,681= 0,1967...X100 19,67÷3 = 6,5% Hemoglobina glicada – teste controle O valor mantido abaixo de 7% promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes. • Objetivos: – Melhora da qualidade de vida; – Alívio dos sintomas; – Prevenção das complicações; – Redução da morbimortalidade; – Tratamento de doenças associadas. • Educação; • Tratamento Não Farmacológico; • Tratamento Farmacológico; • Transplantes Pancreáticos. Hipoglicemiantes Orais: • Tiazolidinodionas • insulina Tratamento Tratamento farmacológico Bioquímica clínica