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hiperamilasemia pode ser detectada na ausência de doença; certos tumores do pulmão e ovário – produção de amilase pelo tumor; cetoacidose 
diabética – depuração renal prejudicada; indivíduos de origem africana – circulação mais elevada de amilase de causa desconhecida. 
 
1.2. Pâncreas endócrino 
As ilhotas são cordões e aglomerados irregulares de células e capilares que 
secretam hormônios relacionados com o controle do metabolismo energético: 
insulina, glucagon e somatostatina. Cada hormônio é secretado por grupos 
diferentes de células. 
 as células A (α), constituindo 25% das ilhotas, secretam o glucagon 
 as células B (β), que compõem 60% das ilhotas, secretam a insulina, e 
 as células D (δ), correspondendo a 10% das ilhotas, secretam a somatostatina. 
 Um hormônio adicional, cuja função parece ser a regulação da secreção das 
enzimas pancreáticas, é conhecido como peptídeo pancreático, sendo secretado por células pouco numerosas chamadas células F (5 % 
das ilhotas). 
Tanto a insulina quanto o glucagon estão relacionados ao metabolismo da glicose, porém atuam de maneira contrária. Enquanto a insulina promove 
a redução do nível de glicose no sangue, o glucagon atua garantindo seu aumento. Quando o nível de glicose aumenta em nosso sangue acima da 
faixa normal, a insulina atua promovendo o aumento do transporte de glicose para as células do corpo a fim de que ela possa ser utilizada na 
realização de diferentes atividades celulares. 
Além disso, estimula o fígado a armazenar glicose na forma de glicogênio (polissacarídio de reserva). Quando os níveis de glicose na corrente 
sanguínea caem, observamos a ação do glucagon. Esse hormônio promove a decomposição do glicogênio presente no fígado e a liberação de 
glicose para o sangue. 
A somatostatina possui um efeito parácrino e endócrino, ou seja, pode agir inibindo as células alfa e beta, também, age nas células musculares lisas 
do trato digestivo e da vesícula biliar, reduzindo a motilidade desses órgãos. Tudo isso, como uma resposta aos altos níveis de glicose, de 
aminoácidos, de quilomícrons no sangue após uma refeição. Já o polipeptídeo pancreático atua diminuindo o HCL secretado pelas células parietais 
estomacais, inibe as secreções exócrinas do pâncreas e também estimula a liberação de enzimas pelas células principais do estômago. 
1.2.1. Metabolismo da glicose 
O metabolismo da glicose é essencial para a homeostase energética do organismo e envolve processos interconectados que regulam a 
disponibilidade e o armazenamento da glicose. Os principais processos incluem glicogênese, glicogenólise, gliconeogênese e glicólise, que são 
regulados por hormônios como insulina, glucagon e adrenalina, além de fatores metabólicos. 
 Glicogênese: processo ativado pela insulina em resposta aos altos níveis de glicose no sangue convertendo-a em glicogênio para 
armazenamento, principalmente no fígado e nos músculos. É a primeira linha de defesa contra a hipoglicemia. 
 Glicogenólise: degradação do glicogênio hepático, liberando glicose a fim de manter a normoglicemia entre as refeições pela ação do glucagon. 
O armazenamento de glicogênio hepático não é suficiente para manter a concentração de glicose no sangue durantes jejum de mais de 12 
horas ou inanição (reservas de glicogênio reduzidas). Deste modo, ocorre uma mudança gradual de glicogenólise para gliconeogenese. 
A glicogenólise hepática também é ativada em resposta aos estresses agudo e crônico (patológico, psicológico, fisiológico e ambiental – frio). 
Os hormônios envolvidos são o glucacon secretado pelas células alfa pancreáticas por estímulos de hipoglicemia (ativação rápida), epinefrina 
secretado pela medula adrenal por estresse agudo e hipoglicemia (ativação rápida), cortisol secretado pelo córtex adrenal por estímulos de 
estresse crônico (ativação crônica) e insulina secretados por células beta pancreáticas estimuladas pela hiperglicemia (inibição). 
 Gliconeogênese: formação de glicose a partir de fontes não glicídicas (aa, lactato, glicerol) pela ação do glucagon. É realizado no fígado (maior 
parte) e nos rins. 
 Glicólise: via metabólica que converte glicose em piruvato, gerando ATP e NADH sendo estimulado pela insulina. Esse processo ocorre no 
citoplasma de todas as células e pode ser aeróbico (quando há oxigênio, levando o piruvato ao ciclo de Krebs) ou anaeróbico (gerando lactato). 
 
1.2.2. Manutenção da normoglicemia 
A normoglicemia refere-se à manutenção dos níveis de glicose no sangue dentro de um intervalo estreito e controlado. Em pessoas saudáveis, a 
glicemia em jejum fica entre 80 a 95 mg/dL, podendo subir para 140-180 mg/dL após as refeições, mas retornando ao normal em 2 a 4 horas. Esse 
controle rigoroso evita hipoglicemia (baixa glicose no sangue) e hiperglicemia (excesso de glicose), ambas com efeitos negativos para a saúde. 
Regulação da glicose: ela provém de três fontes principais: alimentação, glicogenolise e gliconeogenese. A insulina é o principal hormônio 
responsável por reduzir a glicemia, enquanto hormônios como glucagon, adrenalina, cortisol e hormônio do crescimento ajudam a aumentar a glicose 
quando necessário. 
Mecanismo de controle da glicose: a prevenção da hipoglicemia é através de glucacon e adrenalina que estimulam a glicogenolise e gliconeogenese, 
o cortisol e HC que aumentam a produção de glicose pelo fígado e inibição de insulina. A hipoglicemia pode levar a sintomas neurológicos graves 
quando a glicemia cai abaixo de 54-63 mg/dL. Já a prevenção de hiperglicemia é dada pela ação de insulina que promove a glicogênese, a redução 
da gliconeogenese e glicogenolise e o aumento da oxidação da glicose que reduz o uso de ácidos graxos como combustível. A hiperglicemia pode 
ser assintomática em níveis moderados (110-160 mg/dL), mas níveis elevados e persistentes podem causar complicações diabéticas e maior 
suscetibilidade a infecções. 
1.2.3. Transporte de glicose 
A glicose, por ser uma molécula hidrofílica, não consegue atravessar diretamente a membrana das células. Para isso, utiliza transportadores 
específicos chamados GLUTs, que realizam a difusão facilitada conforme o gradiente de concentração da glicose. Esses transportadores são 
formados por 12 hélices que atravessam a membrana, permitindo a captação da glicose do fluido intersticial para dentro das células. 
Os transportadores GLUT possuem diferentes características conforme o tecido onde atuam. O GLUT1 está presente em quase todos os tecidos, 
incluindo eritrócitos e placenta, e tem alta afinidade pela glicose, permitindo captação eficiente mesmo em baixas concentrações. O GLUT2, 
encontrado no fígado, rins, intestino delgado e células β pancreáticas, tem baixa afinidade, permitindo transporte bidirecional e participação na 
detecção da glicose pelo pâncreas. O GLUT3, presente no cérebro e placenta, também tem alta afinidade, garantindo suprimento constante de 
glicose para o sistema nervoso. O GLUT4, encontrado nos músculos e tecido adiposo, é regulado pela insulina, sendo armazenado no citoplasma e 
transportado para a membrana quando necessário, aumentando a captação de glicose. O GLUT5, por sua vez, está envolvido no transporte de 
frutose, principalmente no intestino delgado. 
Além dos GLUTs, existem os cotransportadores de sódio-glicose (SGLTs), que realizam transporte ativo, movendo a glicose contra seu gradiente 
de concentração com o auxílio do sódio. O SGLT1, encontrado no intestino e túbulos renais, tem alta afinidade e baixa capacidade, sendo 
fundamental para a absorção de glicose e galactose na dieta. O SGLT2, presente nos rins, tem baixa afinidade e alta capacidade, sendo responsável 
por 90% da reabsorção renal de glicose. Mutações nesses transportadores podem causar síndromes metabólicas, como a má absorção de glicose-
galactose e a glicosúria renal. Medicamentos inibidores do SGLT2 são utilizados para aumentar a excreção de glicose na urina e ajudar no controle 
da glicemia em pacientes com diabetes. 
A insulina desempenhaum papel essencial na regulação da captação de glicose, principalmente pelo GLUT4. Em condições normais, cerca de 70% 
do metabolismo da glicose ocorre independentemente da insulina. No entanto, mecanismos independentes não conseguem manter a glicemia 
equilibrada a longo prazo. Em pacientes com diabetes tipo 2, a captação de glicose mediada por insulina está prejudicada, e a translocação do 
GLUT4 para a membrana celular pode estar alterada, especialmente nos músculos e no tecido adiposo. Fármacos como metformina e 
tiazolidinedionas, além do exercício físico, podem estimular a expressão do GLUT4, melhorando a captação de glicose nesses tecidos. 
Os transportadores de glicose desempenham funções essenciais na manutenção da homeostase glicêmica. A regulação inadequada desses 
transportadores está associada a doenças metabólicas, como a resistência à insulina e a diabetes tipo 2. Estudos sobre a função e modulação 
desses transportadores continuam sendo fundamentais para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. 
1.2.4. Insulina 
Biossíntese: A insulina é um hormônio peptídico secretado pelas células β das ilhotas de Langerhans no pâncreas. Sua molécula é composta por 
duas cadeias de aminoácidos, ligadas por pontes dissulfeto. A síntese da insulina ocorre a partir da preproinsulina, um pró-hormônio traduzido a 
partir do mRNA. Após a remoção de 24 aminoácidos, a preproinsulina se transforma em pró-insulina, que contém 86 aminoácidos e é armazenada 
em grânulos secretórios no interior das células β. Antes da liberação da insulina madura, a pró-insulina sofre clivagem, resultando na insulina ativa 
e no peptídeo C, um componente metabolicamente inerte. Em indivíduos saudáveis, mais de 90% da pró-insulina é convertida em insulina madura, 
e apenas pequenas quantidades é liberada, no entanto, em condições patológicas, como insulinomas e diabetes tipo 2, essa taxa pode estar alterada. 
A secreção de insulina pode ser analisada indiretamente pela medição dos níveis plasmáticos do peptídeo C, pois este é liberado em quantidades 
equimolares com a insulina. Essa análise é útil para diferenciar a hipoglicemia causada por administração exógena de insulina, pois nestes casos 
os níveis de insulina no sangue podem estar elevados, mas o peptídeo C estará baixo ou indetectável. A pró-insulina pode se acumular na 
insuficiência renal e seus níveis plasmáticos são elevados em doenças genéticas como a hiperproinsulinemia familiar. 
Secreção: A secreção de insulina é estimulada principalmente pelo aumento da glicose no sangue, ativando um mecanismo nas células β do 
pâncreas que envolve o fechamento de canais de potássio dependentes de ATP, permitindo a entrada de cálcio e a liberação do hormônio. Outros 
estímulos incluem aminoácidos (arginina, leucina), hormônios intestinais (GLP-1, GIP) e o sistema nervoso parassimpático, enquanto o sistema 
nervoso simpático e as catecolaminas inibem a liberação. A insulina é secretada em pulsos regulares e cerca de 50% é metabolizada pelo fígado 
antes de alcançar a circulação sistêmica. Após uma refeição, os níveis de insulina aumentam significativamente, atingindo picos que auxiliam no 
controle da glicose. O efeito incretina torna a glicose ingerida pela boca um estímulo mais forte para a secreção do que a glicose intravenosa, devido 
à ação dos hormônios intestinais. A meia-vida da insulina é curta, sendo rapidamente eliminada pelo fígado e outros tecidos. 
Ações da insulina: A insulina é o principal hormônio responsável pela regulação da glicose no sangue e exerce diversas funções metabólicas e 
celulares. Seus efeitos ocorrem por meio dos receptores de insulina e IGF, com respostas que variam conforme o tecido e a concentração do 
hormônio. No tecido adiposo, sua ação antilipolítica ocorre com concentrações mais baixas, enquanto a inibição da produção de glicose pelo fígado 
e o estímulo da captação de glicose pelo músculo esquelético exigem níveis mais altos. No diabetes tipo 2, essa diferença nos efeitos contribui para 
que a maioria dos pacientes não desenvolva cetoacidose rapidamente. A insulina atua em tempos distintos: seus efeitos glicorregulatórios ocorrem 
em minutos, enquanto os relacionados ao crescimento e síntese de proteínas levam horas ou dias. Após injeção intravenosa, seu efeito máximo na 
redução da glicose ocorre entre 5 e 15 minutos. A pró-insulina, precursora da insulina, tem menor potência biológica, mas duração prolongada, 
podendo exercer influência mais significativa no metabolismo hepático do que na captação periférica de glicose. 
Receptores: O receptor de insulina é uma glicoproteína transmembrânica composta por quatro subunidades (duas α e duas β) ligadas por pontes 
dissulfeto, com um peso molecular de 350.000 Da. Ele possui uma tirosina-quinase na subunidade β, que se ativa ao ligar-se à insulina, 
desencadeando autofosforilação e ativação de outras quinases. O gene desse receptor está localizado no cromossomo 19 e, embora mutações 
genéticas raras possam causar resistência severa à insulina e distúrbios metabólicos graves, sua influência no diabetes tipo 2 é limitada. 
Segundos mensageiros que medeiam os efeitos da insulina: A insulina exerce múltiplas ações intracelulares por meio de segundos mensageiros. 
Respostas rápidas, como a regulação da glicose e a inibição da lipólise, são mediadas por quinases e AMPc, enquanto processos mais lentos, como 
síntese proteica e crescimento celular, envolvem diferentes sinais. A insulina também promove a translocação de transportadores de glicose para a 
membrana celular, facilitando sua captação. Após a ativação, o complexo insulina-receptor é internalizado, permitindo a degradação da insulina e a 
reciclagem do receptor. Além disso, a insulina influencia diretamente a transcrição do DNA e a tradução do RNA sem depender da atividade quinase 
do receptor ou de segundos mensageiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.2.5. Glucagon 
O glucagon é um hormônio peptídico secretado pelas células alfa do pâncreas e desempenha um papel essencial na regulação da glicemia, sendo 
antagonista da insulina. Em situações de hipoglicemia, ele estimula a glicogenólise (quebra do glicogênio hepático) e a gliconeogênese (síntese de 
glicose a partir de precursores não glicídicos) no fígado, aumentando a glicose no sangue. Além disso, promove a lipólise, favorecendo a mobilização 
de ácidos graxos como fonte energética. Em doenças metabólicas, como o diabetes, o excesso de glucagon pode agravar a hiperglicemia. 
1.2.6. Diabetes Mellitos 
O diabetes mellitus é um distúrbio metabólico caracterizado pela hiperglicemia crônica devido à deficiência na secreção ou ação da insulina. Leva a 
uma menor utilização de glicose e aumenta a de gorduras e proteínas. Os principais sintomas incluem poliúria, polidipsia e perda de peso inexplicada. 
Complicações crônicas afetam os vasos sanguíneos, rins, nervos e retina, podendo levar a doenças cardiovasculares, nefropatia, neuropatia e 
retinopatia. 
1.2.6.1. Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) 
É uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células β do pâncreas, resultando em deficiência absoluta de insulina. Ocorre geralmente 
na infância e adolescência, mas pode se manifestar em qualquer idade. Algumas características: Início abrupto dos sintomas, dependência total de 
insulina exógena, maior risco de cetoacidose, autoanticorpos contra células β (GAD, IA-2, ZnT8), associado a outras doenças autoimunes, como 
tireoidite de Hashimoto e doença celíaca. 
Sintomatologia: Poliúria (aumento da micção); Polidipsia (sede excessiva); Polifagia (fome excessiva); Perda de peso inexplicada; Fadiga e fraqueza 
e Visão turva. 
A cetoacidose diabética é uma complicação grave do DM1, resultante da falta de insulina, levando ao uso excessivo de ácidos graxos como fonte 
de energia (lipólise) e à produção excessiva de corpos cetônicos. Os sinais incluem: Náuseas e vômitos; Dor abdominal; Respiração de Kussmaul 
(respiração rápida e profunda); Hálito cetônico (cheiroadocicado); perda de peso, fadiga e fraqueza (polifagia – fome excessiva) Confusão e, em 
casos graves, coma, desidratação celular (acidose grave – morte). 
A hiperglicemia ocorre devido à falta de insulina para permitir a entrada de glicose nas células, levando ao aumento da glicose no sangue. Pode 
causar: Sede excessiva (desidratação celular); Sonolência; Desidratação; A longo prazo, danos a órgãos como rins, nervos e retina (glicosilação de 
proteínas), poliúria (glicosúria – diurese osmótica). 
1.2.6.2. Diabetes Mellitos tipo 2 
É uma doença metabólica caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células β do pâncreas, levando à hiperglicemia crônica. Diferente 
do DM1, o DM2 está fortemente associado a fatores genéticos, obesidade e estilo de vida sedentário. Características do DM2: Geralmente 
diagnosticado na idade adulta, mas pode ocorrer em jovens; Resistência à insulina nos tecidos-alvo (fígado, músculo e tecido adiposo); Produção 
de insulina pode ser normal ou reduzida; Sintomas menos evidentes no início, levando a diagnósticos tardios; Associado à síndrome metabólica 
(obesidade, hipertensão, dislipidemia). 
1.2.6.3. Consequências da DM 
A hiperglicemia crônica pode causar complicações agudas e crônicas, afetando diversos órgãos. Complicações Agudas: 
 Hiperglicemia: pode causar desidratação severa e coma hiperosmolar 
 Hipoglicemia: ocorre devido ao uso excessivo de insulina ou medicamentos, podendo levar a tontura, confusão e coma 
 Cetoacidose diabética (mais comum no DM1, mas pode ocorrer em DM2) 
Complicações Crônicas: 
 Microvasculares (afetam pequenos vasos sanguíneos): Retinopatia diabética → Pode levar à cegueira; Nefropatia diabética → Insuficiência 
renal; Neuropatia diabética → Perda de sensibilidade, dor e formigamento nos membros 
 Macrovasculares (afetam grandes vasos sanguíneos): Doença cardiovascular → Infarto do miocárdio e AVC; Doença arterial periférica → 
Pode levar a úlceras e amputações 
Outras complicações: Infecções frequentes (pele, trato urinário); Maior risco de demência e doença de Alzheimer 
1.2.7. Diabetes gestacional 
O diabetes gestacional (DG) é um tipo de diabetes que surge durante a gravidez (cerca do 6 mês) devido à resistência à insulina induzida por 
hormônios placentários. Normalmente, desaparece após o parto, mas aumenta o risco de a mãe desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Na maioria 
dos casos, o diabetes gestacional é assintomático e detectado em exames de rotina. Quando presentes, os sintomas incluem: Aumento da sede e 
da frequência urinária; Cansaço excessivo; Visão turva; Infecções frequentes (urinárias ou de pele). 
Consequências para a Mãe e o Bebê: 
 Para a Mãe: Maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 após a gravidez; Aumento da pressão arterial e pré-eclâmpsia; Maior chance de parto 
cesáreo 
 Para o Bebê: Macrossomia fetal (bebê grande, podendo dificultar o parto); Hipoglicemia neonatal (queda brusca da glicose após o nascimento); 
Maior risco de desenvolver obesidade e diabetes na vida adulta; Problemas respiratórios ao nascer 
Fisiopatologia: aumento de gliconeogenese para suprir as necessidades fetais, hormônio contrarregulador de insulina: lactogênio placentário 
(aumenta a resistência, estimula a lipólise). Hormônio hiperglicemiantes: prolactina (efeito antagonista à insulina), progesterona (reduz a 
sensibilidade da insulina), estrogênio (aumenta a secreção de insulina, mas modifica os receptores), cortisol (aumenta gliconeogenese, diminuição 
da captação de glicose). 
Diagnostico: glicemia de jejum (acima de 100 mg/dL mais de 2 vezes) e curva glicêmica ou TTG

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