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CARBOIDRATOS Substâncias orgânicas - hidratos de carbono, glicídios. Fonte primária de energia. Fórmula empírica - (CH2O)n ou Cn(H20)n. Maior reserva de energia de todo o reino vegetal – amido. No reino animal, em pequenas quantidades: sangue – glicose; fígado e músculos – glicogênio. . http://pt.wikipedia.org/wiki/Sangue http://pt.wikipedia.org/wiki/Sangue http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%ADgado http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo CARBOIDRATOS Função * Estrutural - membrana celular * Fornecimento de energia * Anticoagulante (heparina) * Lubrificante * Antigênica • Ácidos nucleicos - DNA e RNA • ATP CARBOIDRATOS Classificação *Monossacarídeos *Oligossacarídeos (dissacarídeos) *Polissacarídeos CARBOIDRATOS Monossacarídeos Cn(H2O)n – onde "n" varia de 3 a 7 (trioses, tetroses, pentoses, hexoses e heptoses). Não sofrem hidrólise: Glicose, Frutose, Galactose, Manose. Os monossacarídeos ou açúcares simples constituem as moléculas dos carboidratos, as quais são relativamente pequenas, hidrofílicas e de sabor adocicado. http://pt.wikipedia.org/wiki/Monossacar%C3%ADdeos ALDOSE x CETOSE CARBOIDRATOS As aldoses possuem o grupo carbonila na extremidade da cadeia de carbono (sendo então um grupo aldeído) e as cetoses possuem o grupo carbonila num outro carbono, que não numa extremidade ALDOSE ALDOSE CETOSE CARBOIDRATOS Pentoses são monossacarídeos de 5 carbonos(ribose e a desoxirribose) Ribose C5H10O5 forma o RNA Desoxiribose C5H10O4 forma o DNA CARBOIDRATOS Hexoses: São monossacarídeos de 6 carbonos CnH2nOn (n=6). As hexoses mais importantes são: glicose, frutose e galactose (substâncias isôméricas). São os principais combustíveis das células e fontes de energia para os seres vivos (fluxo evolutivo). CARBOIDRATOS Substâncias isoméricas Frutose C6H12O6 Glicose C6H1206 Galactose C6H12O6 CARBOIDRATOS Substâncias epímeras Glicose Galactose CARBOIDRATOS Oligossacarídeos Grupamento de dois a dez monossacarídeos através de ligação glicosídica. Os mais importantes são os dissacarídeos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Oligossacar%C3%ADdeos http://pt.wikipedia.org/wiki/Liga%C3%A7%C3%A3o_glicos%C3%ADdica http://pt.wikipedia.org/wiki/Liga%C3%A7%C3%A3o_glicos%C3%ADdica CARBOIDRATOS Dissacarídeos: Quando, por hidrólise, produzem dois monossacarídeos. Exemplo: Sacarose + H2O → glicose + frutose Maltose + H2O → glicose + glicose Lactose + H2O → glicose + galactose http://pt.wikipedia.org/wiki/Dissacar%C3%ADdeos http://pt.wikipedia.org/wiki/Sacarose http://pt.wikipedia.org/wiki/Maltose http://pt.wikipedia.org/wiki/Lactose CARBOIDRATOS Trissacarídeos: Quando, por hidrólise, produzem três monossacarídeos. Exemplo: Rafinose + 2 H2O → glicose + frutose + galactose http://pt.wikipedia.org/wiki/Trissacar%C3%ADdeos http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafinose CARBOIDRATOS Polissacarídeos Sofrem hidrólise produzindo inúmeros monossacarídeos. São hidrofóbicos. Exemplo: Celulose, Amido e Glicogênio Os polissacarídeos ou açúcares múltiplos são carboidratos formados por mais de dez monossacarídeos – polímeros, geralmente de hexoses. Não alteram o equilíbrio osmótico das células e servem à função de armazenamento ou reserva nutritiva. http://pt.wikipedia.org/wiki/Polissacar%C3%ADdeos http://pt.wikipedia.org/wiki/Celulose http://pt.wikipedia.org/wiki/Amido http://pt.wikipedia.org/wiki/Glicog%C3%AAnio CARBOIDRATOS De acordo com a função os polissacarídeos classificam-se em: Polissacarídeos energéticos Amido Glicogênio Polissacarídeos estruturais Quitina CARBOIDRATOS L-carboidrato – grupo hidroxila a esquerda D-carboidrato – grupo hidroxila a direita Ligação glicosídica Consiste na ligação entre carboidratos, onde o Carbono 1 (C1) de um se liga ao Carbono 4 (C4) do outro carboidrato, liberando uma molécula de água. Esta ligação caracteriza o anabolismo dos carboidratos. Ligação glicosídica H20 Glicogênio Glicogênio O glicogênio é o estoque de energia rápida do organismo, ou seja, é a forma em que a glicose - a principal fonte energética das células obtida a partir do consumo de carboidratos – é armazenada. É formado a partir do anabolismo da glicose – glicogênese. O glicogênio é encontrado principalmente no músculo (glicogênio muscular) e no fígado (glicogênio hepático). CARBOIDRATOS Holosídeos - São os oligossacarídeos e polissacarídeos que, por hidrólise, produzem somente monossacarídeos. Exemplo: Rafinose + 2 H2O → glicose+frutose+ galactose Heterosídeos - São os oligossacarídeos e polissacarídeos que, por hidrólise, produzem monossacarídeos e outros compostos. Exemplo: Amidalina ( C20H27O11N ) + 2 H2O → 2 glicose + HCN + benzaldeídos GLICOPROTEÍNAS E GLICOLIPÍDIOS Componente lipídico (bicamada de lipídeos) – Principalmente Fosfolipídeos Componente proteico (proteínas inseridas na bicamada) – Proteínas Periféricas – Proteínas Integrais Componente glicídico (carboidratos) – Porção de carboidratos dos glicolipídeos e glicoproteínas, constituindo o glicocálice ou glicocálix. GLICOPROTEÍNAS E GLICOLIPÍDIOS A parte de carboidrato fica sempre voltada para o meio extracelular, constituindo uma verdadeira camada de carboidratos denominada GLICOCÁLICE. } glicocálice ACESSO CELULAR A glicose precisa entrar nas células para que estas obtenham a energia necessária para seu funcionamento. Como a glicose se mistura facilmente com a água, é hidrofílica, e portanto, polar. Sendo a bicamada de lipídeos, na membrana plasmática, praticamente apolar, a glicose carece de interferentes estruturais (GLUTs) que permitam este acesso. O transporte glicolítico ocorrido é denominado de passivo - difusão facilitada. PERFIL GLICÍDICO Interferências clínicas envolvendo dosagem de glicose - HIPERGLICEMIA / HIPOGLICEMIA e GLICOSÚRIA. Glicemia é a quantidade presente de açúcar no sangue, substância que serve para manter o organismo funcionando durante todo o dia, HIPERGLICEMIA Primeiros sinais: Sede excessiva, fadiga, fraqueza Características: Está diretamente relacionada a não produção ou transporte ineficiente da insulina, que é um regulador da glicose e faz com que o indivíduo se torne diabético. Sintomas mais frequentes: . Perda de peso . Urina com glicose A hiperglicemia é verificada quando o nível de açúcar é maior de 100 mg/dia entre as refeições e 140 mg/dia ou mais, logo após as refeições. HIPOGLICEMIA Primeiros sinais: Desidratação, sonolência, palidez, tonturas, tremores, dificuldade para se concentrar. Em quadros mais graves de hipoglicemia os sintomas podem ser : fome, dor de cabeça intensa, formigamento dos membros, convulsão e coma. Tanto a hiperglicemia como a hipoglicemia podem acontecer diariamente no organismo e não causam sérias complicações; entretanto, em indivíduos com diabetes, a hiperglicemia ou a hipoglicemia podem levar ao óbito. Tratamento: Hiperglicemia - Realizar exames de glicemia – Ter dietas equilibradas - Praticar exercícios físicos Hipoglicemia - Se hidratar - Comer a cada 3 horas. LEMBRETE Diabetes Distúrbio multifatorial decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue. Tipos mais comuns Diabetes Tipo I Diabetes Tipo 2 Diabetes tipo 1 ou insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado.A produção de insulina do pâncreas é insuficiente pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais. O diabetes tipo 1 embora ocorra em qualquer idade é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens. Diabetes tipo 2 ou não insulinodependente ou diabetes do adulto (90%) Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade. Embora se observa em jovens, devido a maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana. Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada, devido ao acúmulo de carboidratos ou pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de HIPERGLICEMIA. Por ser pouco sintomática, permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, o que favorece a ocorrência de complicações no coração e no cérebro. Diabetes Gestacional Presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez. Geralmente a glicose no sangue se normaliza após o parto. No entanto, as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional, possuem maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos. PRINCIPAIS EXAMES PARA DETECÇÃO DE DIABETES . Glicemia de jejum . Teste oral de tolerância à glicose . Curva glicêmica . Teste oral para gestante . Hemoglobina glicosilada . Preparo Especial para o Exame de Glicemia de Jejum Manter uma dieta habitual sem restrição de carboidratos (massas, açúcar, doces), nos três dias antecedentes ao exame (ideal). É necessário também manter as seguintes atividades: Realizar o exame em período matutino, em estado de jejum entre 8 e 12 horas; Interromper qualquer medicação que possa interferir no metabolismo de carboidratos; Manter repouso e jamais fumar durante o teste. Glicemia de Jejum É o exame mais comum para medir o nível de glicose no sangue. É um teste feito através do sangue venoso. Resultado normal – Variável entre 70 até 99 mg/dL. Se o resultado ficar em torno de 110 a 125 mg/dL, o indivíduo é portador de glicemia em jejum inapropriada. Necessário realização do exame “Teste Oral de Tolerância à Glicose”. Caso o resultado apresente glicemia igual ou superior a 200 mg/dL, considera-se o indivíduo como portador de diabetes. Teste Oral de Tolerância à Glicose No laboratório, a pessoa com suspeita de diabetes ingere 75g de glicose diluída em água. Após 2 hs de espera, é feita a coleta de sangue para medir a taxa de glicose. Caso o resultado apresente glicemia igual ou superior a 200 mg/dL, considera-se o indivíduo como portador de diabetes. Se a glicemia estiver entre 140 e 199mg/dl, então o diagnóstico é de intolerância glicídica (pré- diabetes). CURVA GLICÊMICA O exame da curva glicêmica é realizado inicialmente com coleta de sangue em jejum. Depois é dado ao paciente conteúdo açucarado (aproximado de 50g) a ser bebido de imediato. Após 1, 2 e 3 horas é feita a retirada de uma pequena quantidade de sangue que é então avaliada. Recomenda-se que o exame seja feito em jejum de 8 horas. Durante o exame se deve ficar em repouso, sem quaisquer ingestões. CURVA GLICÊMICA Valores de referência: Inicial(jejum): 95mg/dl. Após 1 hora: 180mg/dl. Após 2 horas: 155mg/dl. Após 3 horas: 140 mg/dl. A interpretação do exame da curva glicêmica após 2 hs é da seguinte forma: Normal: inferior a 140 mg/dl; Resistência à insulina: entre 140 e 199 mg/dl; Diabetes: igual ou superior a 200 mg/dl. Teste Oral para Gestantes É importante que todas as mulheres grávidas acima de 25 anos, não obesas e sem histórico de diabetes na família, sejam testadas. Deve ser realizado entre a 24ª e 28ª semanas de gestação. Primeiramente, o teste consiste na ingestão oral de uma dose de 50g de glicose. O sangue será colhido nos tempos basal e 60’. Os resultados normais são até 80mg/dl a 140mg/dl, respectivamente. Resultados superiores a esses valores, determinam a realização de novo teste com a ingestão de 75g de glicose, e avaliação da glicemia nos mesmos tempos. Considera-se com Diabetes, as mulheres que apresentem glicemia maior que 126mg/dl, no tempo basal, ou igual ou maior que 200mg/dl. HEMOGLOBINA GLICADA OU GLICOSILADA Os glóbulos vermelhos renovam-se a cada 2 ou 3 meses. A hemoglobina glicosilada ou glicada (A1C), é um teste que permite a medição da quantidade de glicose que se combinou com a hemoglobina de forma irreversível. Esse exame permite medida aproximada do controle do Diabetes nos últimos 2 ou 3 meses. As médias da glicose no sangue se refletem na quantidade de glicose agregada à hemoglobina. De acordo com a Associação Americana de Diabetes, todo paciente diabético deve fazer o teste pelo menos duas vezes ao ano. O ideal é manter seu A1C menor do que 7 (4.5 a 6.5%). Síndrome de Resistência à Insulina O hormônio insulina tem menor capacidade para colocar a glicose do sangue para dentro das células,. Não provoca sintomas, sendo diagnosticada pelos índices elevados de glicose – como no quadro de pré-diabetes. Os valores da glicemia em jejum são: Normal: inferior a 99 mg/dL; Glicemia de jejum alterada: entre 100 mg/dL e 125 mg/dL; Diabetes: igual ou superior a 126 mg/dL. Síndrome de Resistência à Insulina - HOMA O índice de HOMA é um cálculo de execução simples, que se fundamenta nas dosagens da insulinemia (VR=1,9 a 23,0 µUI/mL) e da glicemia, ambas de jejum, descrito em 1985 por David Matheus. Sua finalidade é determinar a resistência à insulina (HOMA IR)e a capacidade funcional das células beta pancreáticas(HOMA BETA) * Para conversão da glicose de mg/dL para mmol/L, multiplica-se o valor em mg/dL por 0,0555. Síndrome de Resistência à Insulina As fórmulas utilizadas para obtenção de tais índices são as seguintes: HOMA-IR=Glicemia jejumx0,0555xInsulina jejum 22,5 Valores de Referência:<2,5 HOMA-BETA= 20 x Insulina jejum______ (Glicemia jejum x 0,0555) - 3,5 Valores de Referência: 167,0 - 175,0