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PREPARO CAVITÁRIO INLAY Primeira etapa: remoção do tecido cariado com brocas esféricas, em baixa rotação. Depois disso, verificar a quantidade e qualidade da estrutura dental remanescente, para permitir a escolha de uma técnica compatível com as necessidades do caso. A restauração inlay envolve uma ou ambas as faces proximais, porém não envolve as cúspides. Características gerais: Expulsividade, para permitir a inserção da restauração; Ângulos internos arredondados – miniminiza a concentração de estresse, que poderia levar à fratura; Paredes lisas; Ângulo cavo-superfissial sem bisel; Paredes circundantes expulsivas : 10 a 15º de divergência; Margens bem delimitadas, com ang. De 90 entre a superfície interna do preparo e a face interna do remanescente; Profundidade do sulco central: 1,5 a 2 mm; Margnes supre-gengivais; Ausência de áreas de fragilidade no remanescente; Paredes axiais ligeiramente convergentes para a oclusal : 6 a 10º; Istimos de 1,5 mm de distância (1\4); Parede cervical (gengival) com desgaste de 1 mm. As paredes vestibular e lingual ligeiramente expulsivas para a oclusal, formando ângulos ligeiramente obtusos com a parede pulpar. Usamos a broca 3069, mas poderia a 1046, 3127, 3131... É importante utilizar pontas diamantadas adequadas, com diâmetro, forma e angulação que colaborem com a obtenção de preparos corretos. Elas possuem término plano com borda arredondada – para a obtenção de ângulos internos suaves- e angulação de 12º (cerca de 6 em cada lado) em relação ao longo eixo. A broca é mantida firme paralela ao eixo longitudinal da coroa do dente e movimentada mesial e distalmente, até estabelecer o inicio da caixa oclusal, e o resultado será de um preparo com expulsividade ideal. Tentativa de definir a expulsividade manualmente, inclinando as pontas diamantadas, fatalmente resulta em preparos retentivos ou, em expulsividade exagerada. Uma ponta diamantada troncocônica é empregada para regularizar e eliminar retenções nas paredes circundantes vestibular e lingual. A parede pulpar deve ser absolutamente plana. Depois do preparo oclusal, proteger os dentes adjacentes com matriz metálica e cunha, e o preparo é estendido às regiões proximais. Para a caixa proximal. Iremos usar pontas diamantadas finas: 2200, para abrir as regiões de contato com os dentes adjacentes, facilitando os procedimentos de moldagem e cimentação. Romper o ponto de contato, após o uso de brocas afinadas, as magens proximovestibulares e proximolinguais apresentam ângulo de cerca de 90º com a face externa – importante para a resistência do remanescente e da restauração – curva reversa de hollenback. As caixas proximais devem receber bisel de modo contínuo, abrangendo as “paredes de esmalte” vestibulares, linguais e gengivais. Esses biséis das caixas proximais fazem com que as paredes vestibular e lingual da caixa oclusal fiquem harmoniosamente contínuas às homônimas das caixas proximais. PREPARO CAVITÁRIO ONLAY As restaurações indiretas são especialmente recomendadas quando há perda extensa de estrutura dental, situação na qual as restaurações diretas não são capazes de restituir as características funcionais e estéticas. Os preparos onlays apresentam características idênticas às dos preparos para inlay, com a diferença de que se procede ao recobrimento de uma ou mais cúspides. - Angulos internos arredondados; - Expulsividade em torno de 12º (6 para cada lado); - Margens bem delimitadas com ângulo prox. De 90 com a superfície externa do dente; - Espessura adequada para a cerâmica 1,5 a 2,0 mm; - Ausencia de áreas de fragilidade no remanescente. Uma vez que a broca tiver a ponta correta, facilitam a definição de características como ângulos internos arredondados e expulsividade ideal – pontas que apresentam 6 graus de expulsividade em cada lado, basta que sejam empregadas paralelamente ao eixo de inserção, para que o preparo apresente expulsividade correta. VIP’S : Vestibular – inferior; Palatal- superior. A cúspide de trabalho é reduzida com a mesma ponta diamantada troncocônica (3069) – recomendasse a redução de 2 mm da cúspide de trabalho – a fim de oferecer espessura suficiente para a cerâmica. O ombro também é feito na cúspide de trabalho: 1,0 a 1,2 mm. O desgaste da cúspide oposta NÃO TEM BISEL (não faz nada).