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1 UNIVALI, Universidade do Vale do Itajaí Ciências Biológicas Ana Carolina Gelschleiter Borges Débora Canteri Disciplina: Química Geral Pratica nº 7 e 8 Titulação Itajaí/SC, Novembro de 2016 2 Ana Carolina Gelschleiter Borges Débora Canteri Disciplina: Química Geral Pratica nº 7 e 8 Titulação Itajaí/SC, Novembro de 2016 Relatório de titulação, referente a práticas desenvolvida em laboratório. Orientadora: Márcia Gilmara Marian Vieira 3 Sumário 1 introdução .....................................................................................................................04 1.1 Ponto de equivalência................................................................................................06 1.2 Ponto final..................................................................................................................06 1.3 Solução padrão...........................................................................................................07 1.4 Solução padronizada..................................................................................................07 2 Parte Experimental.....................................................................................................11 3 Objetivos....................................................................................................................11 4 Características dos reagentes......................................................................................11 5 Prática 07- Padronização de soluções .......................................................................12 5.1 Materiais e Reagentes................................................................................................12 5.2 Cálculos do procedimento..........................................................................................12 5.3 Procedimentos...........................................................................................................13 5.4 Resultados e discussões ............................................................................................14 5.5 Questionário...............................................................................................................15 6 Prática 08- Titulação Ácido-Base..............................................................................16 6.1 Materiais e Reagentes.................................................................................................16 6.2 Cálculos do procedimento..........................................................................................16 6.3 Procedimentos............................................................................................................17 6.4 Resultados e discussões .............................................................................................17 6.5 Questionário...............................................................................................................19 7 Conclusão ..................................................................................................................21 8 Referências Bibliográficas..........................................................................................22 4 1 INTRODUÇÃO A Titulação é uma operação da química analítica na qual, se faz a analise volumétrica e possui o objetivo de determinar a concentração de soluções. Esse procedimento é um processo laboratorial, que faz parte da Análise Titrimétrica, referente “à análise química quantitativa, efetuada pela determinação do volume de uma solução, cuja concentração é exatamente conhecida, que reage quantitativamente com um volume conhecido da solução que contém a substância a ser determinada. ” (VOGEL, 1905, pág. 213). Nesse procedimento, o reagente que possui a concentração rigorosamente conhecida e vai dentro da bureta é denominado de titulante, já a substância que possui a concentração desconhecida, mas o volume definido (e que irá dentro do Erlenmeyer), será o titulado. A solução cuja a concentração é conhecida de forma exata é a solução padrão e a substância com um volume determinado contendo a substância a ser dosada é o analito. O processo de juntar a solução padrão até o ponto em que a reação esteja completa é a titulação. No final do experimento, a solução pode ser classificada como titulada. Na Análise Titrimétrica, existem várias reações que são empregadas, e 4 delas são as principais. O processo da alteração do estado de oxidação não é observado em 3 dessas reações, devido ao fato de que dependem da combinação de íons. Na quarta reação, há um envolvimento do estado de oxidação, ou seja, envolve a transferência dos elétrons das substâncias. A primeira é classificada como Reação de Neutralização ou acidimetria e alcalimetria. Nessa reação, se incluem as titulações de bases livres, ou de bases formadas pela hidrólise de sais de ácidos fracos, por uma solução padrão de ácido, a acidimetria. Outra titulação inclusa é a de ácidos livres, ou de ácidos formados pela hidrólise de sais de bases fracas, por uma base padrão, a alcalimetria. Está envolvido nessas reações a combinação de íons de hidrogênio (H+) com íons de hidroxila (OH-) para haver a formação da molécula de água, seguindo o princípio de que: ácido + base → sal + água. Há também a análise do pH (potencial de hidrogênio “H+”) na solução, determinado o caráter (ácido, neutro ou básico) da solução. A segunda reação, é a de Formação de Complexo. Reações que dependem de diversas combinações de íons hidrogênio e hidroxila, levando a formação de um íon ou um composto levemente dissociado, solúvel em água. O ácido etilenodiaminatetracético (EDTA), se encontra normalmente na forma de sal de dissódio, e é um reagente muito 5 importante para esse tipo de reação, se tornando um dos reagentes mais notáveis usados na Análise Titrimétrica. As reações envolvidas podem ser controladas pelo seu pH . O terceiro tipo de reação, são as Reações de Precipitação. Essas reações dependem da combinação de íons para haver a formação de um composto chamado de precipitado simples, sem a ocorrência da alteração do estado de oxidação. Nessa classe incluem-se os Métodos Argentimétricos. A quarta e última das reações principais, é a reação de oxidação-redução. Neste tipo de reação, todos os processos que envolvem a alteração do número de oxidação ou a transferência de elétrons entre a substâncias que estão reagindo. As soluções padrões são classificadas ou como agentes redutores ou como agentes oxidantes. O agente oxidante reage com o agente redutor (ou vice-versa) ocorrendo uma troca de elétrons, característica desse tipo de reação. Apesar das concentrações usando mol serem mais comuns, atualmente, nas determinações quantitativas que reagem na análise titrimétrica, tradicionalmente adota- se outros conceitos que envolvem o que se chama de pesos equivalentes e normalidades. Esses conceitos, nas reações de neutralização, são relativamente diretos, mas nas titulações de oxidação-redução exige-se o conhecimento do chamado “número de oxidação” dos reagentes envolvidos. Na Análise Titrimétrica, alguns reagentes são adotados, como soluções de referência, com concentrações definidas, e recebem o nome de padrões primários ou padrões secundários. O padrão primário seria então, um composto com pureza suficiente para que se possa preparar uma solução padrão mediantea pesagem direta da quantidade necessária da substância, e em seguida, realizar uma diluição até um volume definido de uma solução. A solução que se obtém é considerada uma solução padrão primária. Para ser considerado padrão primário, o composto precisa atender à algumas especificações: 1. Sua obtenção deve ser fácil, assim com sua purificação, secagem (de preferência a 110 – 120ºC) e preservação em estado puro. (Esta condição não é, usualmente, satisfeita pelas substâncias hidratadas, pois é difícil fazer a remoção completa da umidade superficial sem que ocorra uma decomposição parcial.) 2. A substância deve se manter estável na presença do ar, não deve se alterar durante a pesagem, ou seja, não pode ser higroscópica, não pode se oxidar ao ar e nem 6 ser afetada pela presença de dióxido de carbono (CO2). A composição do padrão deve permanecer invariável, durante sua estocagem. 3. A substância utilizada deve proporcionar testes de impurezas por meio de ensaios qualitativos ou de outra natureza, que possua sensibilidade conhecida. (O total de impurezas não pode exceder as marcas de 0,01 a 0,02%) 4. O padrão deve possuir uma massa molecular relativa e elevada, com a finalidade de que os erros de pesagem possam ser desprezíveis. (A precisão na pesagem é normalmente 0,1 a 0,2mg; para possuir exatidão de 1 parte em 1000, necessita-se empregar amostras que pesem pelo menos 0,2g.) 5. Nas condições na qual será empregada, a substância deve ser facilmente solúvel. 6. A reação com a solução padrão dever ser estequiométrica e praticamente instantânea. O erro de titulação deve ser considerado desprezível, ou de fácil determinação por método experimental. Essa análise é utilizada para determinar certas características: 1.1 Ponto de equivalência (PE) Momento no qual a matéria (n) de titulante é exatamente igual à quantidade de matéria do titulado, ou seja, quando titulante e titulado reagem estequiometricamente (que é o cálculo que permite relacionar quantidade de reagente e produtos, que participam de uma reação química com o auxílio das equações químicas correspondentes). 1.2 Ponto final (PF) Normalmente as titulações envolvem soluções incolores, e quando reagem formam também soluções incolores, ou formam precipitados ou soluções muito coloridas, sendo, portanto, difícil visualizar o ponto de equivalência. Para auxiliar o momento de parar a titulação, utilizam-se indicadores (soluções que mudam de cor, quando condições do meio reacional se alteram). Em uma titulação ácido (titulante) – base (titulado) com a presença de um indicador, quando se atinge o ponto de equivalência a ácido é igual à base e para que ocorra a mudança de cor do indicador, um pequeno excesso de ácido é necessário. Portanto, o PF é um pouco depois do PE. 7 1.3 Solução Padrão: substância que, atendendo a certos requisitos, é considerada como padrão primário. 1.4 Solução padronizada: substância que não apresenta os requisitos para ser um padrão primário, então precisa passar pelo processo de padronização quando uma solução desta substância é preparada. Na prática, geralmente existe uma certa dificuldade na obtenção de um padrão primário ideal, e comumente se faz um compromisso entre as exigências que foram relatadas. Alguns padrões primários que são utilizados nas diversas titulações. Titulação Ácido-Base: carbonato de sódio (Na2CO3), tetraborato de sódio (Na2B4O7), hidrogenoftalato de potássio [KH(C6H4O4), azeótropo do ácido clorídrico, hidrogenoiodato de potássio [KH(IO3)2] e ácido benzoico (C6H5COOH) Titulação de Complexação: prata (Ag), nitrato de prata (AgNO3), cloreto de sódio (NaCℓ), diversos metais (zinco – Zn; magnésio – Mg; cobre – Cu; manganês – Mn espectropicamente puros.) e diversos sais, dependendo da reação a ser utilizada. Titulação de precipitação: prata (Ag), nitrato de prata (AgNO3), cloreto de sódio (NaCℓ), cloreto de potássio (KCℓ) e brometo de potássio (KBr – preparado a partir de bromato de potássio = KBrO3) Titulação de oxidação-redução: dicromato de potássio (K2Cr2O7) bromato de potássio (KBrO3), iodato de potássio (KIO3), hidrogenoiodato de potássio [KH(IO3)2], oxalato de sódio (Na2C2O4), óxido de arsênio – III (As2O3) e ferro puro (Fe). Os sais não constituem bons padrões, já que possuem uma certa dificuldade de secagem eficaz. No entanto, alguns sais que não eflorescem, como o tetraborato de sódio (Na2B4O7) 10H2O e o sulfato de cobre (CuSO4) 5H2O, demonstram ser padrões secundários com resultados satisfatórios. Uma substância recebe a denominação de padrão secundário quando pode ser usada em padronizações, já que seu teor de substância ativa foi determinado pela comparação contra um padrão primário. Segue-se daí que uma solução padrão secundária é uma solução na qual o soluto dissolvido não foi determinado pela pesagem do composto 8 dissolvido, mas pela titulação de um volume da solução contra um volume conhecido de uma solução padrão primária. Na Titulação ácido-base, tem-se como objetivo, ao titular uma substância alcalina, com uma solução padrão de um ácido é determinar a quantidade de ácido que é o exato equivalente químico da quantidade de base presente. O ponto de equivalência é o ponto em que essa situação ocorre, podendo ser chamado também de ponto estequiométrico ou ponto final teórico. Ao final da reação, a solução aquosa contém o sal correspondente (ou vice-versa). Se o ácido e a base forem eletrólitos fortes, ao chegar no ponto de equivalência da reação, a solução será neutra e terá pH = 7. Caso ou a base ou o ácido seja um eletrólito fraco, o sal estará hidrolisado, num certo grau e a solução no ponto de equivalência ligeiramente ou ácida ou alcalina. O pH da solução, de forma exata, no ponto de equivalência, pode ser calculado pela constante de ionização do ácido fraco ou da base fraca, e a concentração da solução, facilmente. Em uma titulação real, o ponto de equivalência será caracterizado pelo valor definido da concentração de íons H+ na solução, e o valor depende do da natureza dos compostos (ácido e base) e da concentração da solução. Existem vários compostos que recebem a denominação indicadores de neutralização ou indicadores ácido-base. Seu papel na titulação é alterar a cor do composto em relação a concentração de íon H+ que é encontrada. Essa substância possui uma principal caraterística, que é de: a mudança de uma cor que é predominantemente “ácida” para uma cor predominantemente “alcalina” não ocorrer de forma muito rápida e súbita, mas sim, em um pequeno intervalo de pH (geralmente, por volta de duas unidades de pH), que é o chamado intervalo de mudança de cor ou a zona de viragem do indicador. Essa zona de viragem de cor, na escala do pH, varia muito em função dos variados indicadores. Para as diversas titulações do tipo ácido-base, existe a possibilidade de escolher um indicador que exibe uma modificação de cor perceptível em um pH próximo ao correspondente ao ponto de equivalência. Os indicadores podem ser divididos em ácidos e básicos. Os ácidos possuem, em sua estrutura, íons ionizáveis. Quando o meio está ácido, a molécula de indicador é "forçada" a manter seus hidrogênios em resposta ao efeito do íon comum, e nesta situação a molécula se encontra neutra. Quando o meio está alcalino, os hidrogênios do indicador são atraídos fortemente pelos grupos OH- (hidroxila) para formarem água, e neste processo são liberados os ânions do indicador e que possuem coloração diferente da 9 coloração da molécula, causando a alteração de cor. No caso dos indicadores básicos possuem o grupo ionizável OH- (hidroxila),portanto, em meio alcalino (pH>7) as moléculas do indicador "são mantidas" não-ionizadas, e em meio ácido (pH<7) os grupos hidroxila são retirados das moléculas do indicador para a formação de água, neste processo são liberados os cátions (de coloração diferente da coloração da molécula). O indicador utilizado no experimento foi a fenolftaleína. A fenolftaleína é um indicador de pH, com a fórmula C20H14O4. Apresenta-se normalmente como um sólido em pó branco ou em solução alcoólica como um líquido incolor. É insolúvel em água, porém solúvel em etanol (álcool etílico). A fenolftaleína que perde um Hidrogênio de sua composição para se combinar com a hidroxila (OH) da molécula de uma solução básica perdendo elétrons, ou seja, formando íon ou, ainda, oxidada. Utilizada frequentemente em titulações, na forma de suas soluções alcalinas, mantém-se incolor em soluções ácidas e torna-se cor-de-rosa em soluções básicas. A sua cor muda a valores de pH entre pH 8,2 e pH 9,8. Se a concentração do indicador for particularmente forte, pode tomar uma cor carmim ou fúcsia. Indicador Coloração em Meio Ácido Coloração em Meio Básico Tornassol Róseo Azul Fenolftaleína Incolor Rosa/Pink Alaranjado de Metila Vermelho Amarelo Azul de Bromotimol Amarelo Azul 10 A coloração tem a ver com o comprimento de onda que o composto absorve. Ambas as formas de fenolftaleína absorvem luz UV, só que os olhos não conseguem detectar. Quando a fenolftaleína adquire a forma ionizada, a camada de absorção está em um comprimento de onda mais alto e, consequentemente, atingiu o visível, sendo possível ver a coloração. Uma parte do procedimento da Titulação é a realização da curva de titulação. A curva é a representação gráfica do do pH do titulado á medida em que se adiciona o titulante na reação. O gráfico é pH sobre volume. No gráfico, o primeiro ponto indica o pH inicial, e o último ponto o pH final. Em determinado ponto da curva, o ela vai ter um aumento ou diminuição de forma abrupta onde a única alteração é a de pH e não de volume. Essa parte da curva é a chamada zona de variação brusca e o ponto de intermédio é o ponto de equivalência. 11 2 Parte experimental 3 OBJETIVOS: - Fazer medidas de volume; - Conhecer e manusear os materiais necessários ao processo de titulação de uma solução; - Reconhecer os procedimentos realizados em uma titulação; - Aplicar cálculos na prática de laboratório para análise de resultados da titulação; - Padronizar substâncias de concentração desconhecida, a partir de um indicador; - Estabelecer a padronização de NaOH; - Estabelecer a padronização de HCl. 4 Características dos reagentes: Substância D (g/cm 3) Mol (g/mol) P.F (ºC) P.E (ºC) Solubilidade Cuidados Água (H2O) 1 18 0 100 Solventes polares ______ HCL 1.18 36.46 -114,8 48 Solúvel em éter dietílico, etanol, metanol Corrosivo NaOH 2,13 39.9971 322 1388 Solúvel em água, etanol, metanol e glicerol Corrosivo. Fenolftaleína 1,277 318,323 262,5 N/A Insolúvel em água, benzeno, muito solúvel em etanol e éter, ligeiramente solúvel em DMSO. _______ Biftalato de potássio 1.64 204.2212 295 __ Solúvel em água Irritante aos olhos, pele, e sistema respiratório. 12 5 Prática 07- Padronização de soluções 5.1 Materiais e Reagentes Solução 0,1000 mol/L de NaOH para que seja determinada sua concentração real (solução preparada pelos alunos nas aulas de Soluções). Biftalato de potássio (204,23 mol/l); 1 Suporte universal com garras para bureta Espátula 1 Bureta de 25 mL; Fenolftaleína a 1% (indicador) 3 Ehrlenmeyer de 125 ml 1 Bastão de vidro Água destilada 1 Béquer de 100 mL (NaOH) Béquer de 250 mL (DESCARTE) Canetinha Balança analítica 5.2 Cálculos do Procedimento: -Cálculo teórico para padronização de NaOH: Dados: Mb= 0,1000 Vb = 0,015 PMa= 204,23mol/L Ma=? -Massa Biftalato de Potássio: Mb x Vb = Ma / PMa Ma = Mb x Vb x PMa Ma = 0,1000 x 0,015 x 204,23 Ma = 0,306345 Ma = 0,3063g - Pesou-se então: Becker 1- 0,3101g, Becker 2- 0,3106g e Becker 3- 0,3058g de Biftalato de Potássio, onde foi realizada a média dos três resultados obtidos: 0,3101 + 0,3106 + 0,3058 = 0,9265g onde 0,9265/3 = 0,3088333333, que segundo o arredondamento: 0,3088g Com essa informação: 0,3063g de biftalato – 15,0ml de base 0,3088g de biftalato – X X = 4,632 / 0,3063 X = 15,1224289917 ml 13 -Calculo Experimental: Média de NaOH: 15,1 + 15,2 + 15,00 = 15,1ml Durante o procedimento foram necessários à média de 15,1ml, transformados para litro, 0,0151, de NaOH em cada um dos erlenmeyer para que a solução apresentasse coloração rosada. Dados: Mb=? Vb = 0,0151 PMa= 204,23mol/L Ma=0,3088M Mb x Vb = Ma / PMa Mb = Ma / PMa x Vb Mb = 0,3088 / 204,23 x 0,0151 Mb = 0,0954651 Mb = 0,09547 M 5.3 Procedimento: No presente experimento em laboratório de padronização de soluções, os acadêmicos seguiram os procedimentos listados em apostila de química devidamente impressa. Sobre a bancada já estavam preparados a Bureta com suporte, solução de hidróxido de sódio, além de vidrarias necessárias dispostas sobre a mesma. Procedeu-se com a lavagem da bureta com água destilada repetida três vezes, enchendo e esvaziando a mesma, sendo esta despejada em Becker de descarte. Após este procedimento, transferiu-se solução de NaOH (0,1000M à ser padronizado) de frasco âmbar para um Becker, transferindo em pequenas quantidades a bureta, rinsando-a com a solução. Após o esgotamento da bureta, a mesma foi preenchida por completo com a solução de base, zerando-a e ajustando o menisco. Durante esse procedimento outro acadêmico procedeu com identificação de 2 frascos de erlenmeyer (numerando-os) e a pesagem de biftalato de potássio em balança semi analítica diretamente no becker. A quantidade de substância a ser pesada foi calculada em 0,3063g. Mediu-se 50ml de água destilada (com ajuste de menisco) em bureta de 50ml e transferiu-se a mesma para cada um dos beckers que continham o biftalato, enchendo-as novamente a cada nova transferência. A solução foi solubilizada com o auxílio de bastão de vidro e transferida para os erlenmeyer numerados. Foi acrescentado após esta etapa 3 gotas de fenolftaleína a 1%, que tem função de indicação sobre o pH da solução através de coloração. Com a solução homogeneizada, o Becker foi posicionado abaixo da bureta que continha a solução de hidróxido de sódio, e que foi sendo liberada aos poucos pela 14 torneira de precisão, titulando a solução até o aparecimento da cor rosa. Assim que ocorrido essa reação, cessou-se o gotejamento de NaOH e foram anotados os volumes gastos, de acordo com a bureta em cada um dos erlenmeyer, sempre seguindo a norma de não ultrapassar os 15 ml de solução na bureta. 5.4 Resultados e discussão Ao juntar a fenolftaleína à solução de biftalato de potássio, a solução permaneceu incolor, pois a fenolftaleína apenas altera a sua coloração em soluções básicas. Há medida em que se adicionava o hidróxido de sódio e agitava-se o balão erlenmeyer, a solução apresentava uma coloração rosa. Fechando-se a torneira, privando a solução de NaOH de se juntar ao biftalato, a cor desaparecia passados alguns segundos. Continuando sempre da mesma forma, adicionando NaOH e agitando o balão, após alguns minutos, a coloração apareceu e quando a fechou-se a torneira,a cor ao invés de desaparecer, intensificou-se e permaneceu. A cor apresentada no final da titulação foi carmim (ou lilás), cor que a fenolftaleína apresenta quando se encontra em soluções básicas com valor de pH á partir de 8,5. Imagem 01 – Resultado do experimento com o Biftalato de potássio. 15 5.5 QUESTIONÁRIO 1-Que volume de ácido brômico 0,33 molar é necessário para neutralizar completamente 1,00L de hidróxido de bário 0,15 molar? M = n / V n = 0,15 . 1 n = 0,15 moles de BaOH M = n / V V = 0,15 / 0,33 V = 0,4545 L 2-Que volume de HCl 0,421 molar é necessário para titular 47,00 ml de KOH 0,204 molar até o ponto de viragem com o indicador fenolftaleína? 0,204 = n n = 9,588 x 10-3 mol 0,421 = 9,588 x 10-3 V = 0,0228 L 3-Qual a concentração molar de uma solução de ácido sulfúrico se 24,8 ml dessa solução são necessários para titular 2,5 g de bicarbonato de sódio? H2SO4 + 2 NaHCO3 NaSO4 + 2 H2O + 2 CO2 n= M/Pm n=0,25/84 g/mol n= 0,030 mol M= n/v M= 0,030/0,0248 L M= 1,21 mol 4-Qual a função do indicador em uma titulação? Os indicadores ácido-base são substâncias que adquirem cor diferente na presença de soluções ácidas e de soluções básicas. São elas que permitem identificar o pH de determinada solução que se deseja estudar. Estas substâncias, como nos indicam o caráter ácido ou básico de uma solução, designam-se de indicadores ácido-base. 5-Por que se faz a padronização de uma solução? Para determinação da concentração de uma solução a partir de sua reação quantitativa com uma quantidade conhecida de uma substância que é pura. 16 6 Prática 08 – Titulação Ácido-Base 6.1 Materiais e Reagentes: Solução de NaOH padronizada 1 Suporte universal com garras para bureta Solução de HCl para padronizar 1 Bureta de 25 mL; Fenolftaleína a 1% (indicador) 3 Ehrlenmeyer de 125 ml ou 50 mL 1 Béquer de 50 mL (HCl) Água destilada 1 Béquer de 100 mL (NaOH) Pipeta volumétrica de 10 mL (NaOH) Béquer de 250 mL (DESCARTE) Pipetador Canetinha 6.2 Cálculos do Procedimento: -Cálculo Teórico: Transformou-se os dados de volume para litro. Dados: Ma=? Mb= 0,1000M Va= 15,0ml Vb=15,0ml Então: Ma x Va = Mb x Vb Ma = Mb x Vb / Va Ma = 0,1000 X 0,015 / 0,015 Ma = 0,1M Ma = 0,1000M -Cálculo Experimental: Durante o procedimento foram necessários à média de 15,5ml, transformados para litro, 0,0155L, de NaOH em cada um dos erlenmeyer para que a solução apresentasse coloração rosada. Consequentemente transformou-se os dados de volume para litro. Média de NaOH: 15,4 + 15,6 + 15,5 = 15,5ml 17 Dados: Ma=? Mb= 0,1000M Va= 15,0ml Vb=15,5ml Então:Ma x Va = Mb x Vb Ma = Mb x Vb / Va Ma = 0,1000 X 0,0155 / 0,015 Ma = 0,0967741935M Ma = 0,0977M 6.3 Procedimento: Após a realização do procedimento de padronização do NaOH, procedeu-se com a lavagem da bureta com água destilada repetida três vezes, enchendo e esvaziando a mesma, sendo esta despejada em Becker de descarte. Após este procedimento, transferiu- se solução de NaOH (0,1000M já padronizado) de frasco âmbar para um Becker, transferindo em pequenas quantidades a bureta, rinsando-a com a solução. Após o esgotamento da bureta, a mesma foi preenchida por completo com a solução de base, zerando-a e ajustando o menisco. Foram numerados de 1 a 3 os frascos de erlenmeyer, para o procedimento com o HCl. Estes erlenmeyer foram pipetados com 10ml de HCl (solução preparada pelos monitores à 0,1000M à ser padronizado) utilizando pipeta volumétrica, 5 ml de agua usando a proveta numerada e acrescentado 3 gotas de fenolftaleína. As soluções em cada erlenmeyer foram tituladas gotejando solução de NaOH sobre a mesma, através do controle da válvula de precisão da bureta, até atingir-se a cor rosa. Anotou-se assim o volume gasto de NaOH para a realização do cálculo posterior. Em cada uma das vezes a bureta foi zerada e inicio-se a titulação do próximo erlenmeyer contendo HCl. 6.4 Resultados e Discussões: Ao juntar a fenolftaleína à solução HCl, a solução permaneceu incolor, pois a fenolftaleína apenas altera a sua coloração em soluções básicas. Há medida em que se adicionava o hidróxido de sódio e agitava-se o balão erlenmeyer, a solução apresentava uma coloração rosa. Fechando-se a torneira, privando a solução de NaOH de se juntar ao HCl, a cor desaparecia passados alguns segundos. Continuando sempre da mesma forma, adicionando NaOH e agitando o balão, após alguns minutos, a coloração apareceu e quando se fechou a torneira, a cor ao invés de desaparecer, intensificou-se e permaneceu. 18 A coloração apresentada no final da titulação foi carmim (ou lilás), cor que a fenolftaleína apresenta quando se encontra em soluções básicas com valor de pH a partir de 8,5. Imagem 02- Resultado do experimento coma solução de HCl. 19 6.5 Questionário: 1-Calcule a concentração molar do HCl após a titulação. 𝑀a=Mb∗Vb/Va= 0,1000∗15,5/ 15 =0,0967741935 𝑀=0,09677 𝑀 2.Há cerca de 10g de cálcio, na forma de Ca+2, em 1L de leite. Qual a molaridade do Ca+2 no leite? M = 10 / 40 x 1 M = 0,25 Molar 3-Calcule o número de moles e a massa do soluto em cada uma das seguintes soluções: a) 2Lde H2SO4 18,5M. M = n / V n = 18,5 . 2 n = 37 moles n = m / PM m = 37 . 98 m = 3.626 g b) 500ml de glucose 0,3M C6H12O6. M = n / V N = 0,3 . 0,5 n = 0,15 moles n = m / PM m = 0,15 . 180 m = 27 g 4-Calcule a molaridade das seguintes soluções: a) 0,195g de colesterol C27H460, em 0,1L de soro sanguíneo. Mol do colesterol = 386 g/mol Molaridade = (0,195/386) / 0,1 L = 0,005 b) 0,029g de I2 em 0,1L de solução. Mol do iodo = 254 g/mol M = (0,029/254) / 0,1 Litro = 11,41 mol 5-Calcule a normalidade de cada uma das soluções: a) 5 equiv. de HCl em 2L de solução. N = ne / v N = 5 / 2 N = 2,5N 20 b) 0,0015 equiv. de Ba(OH)2 em 0,67L de solução. N= ne/v N= 0,0015/0,67 N=0,0022388 N = 0,0022N c) 0,0015 equiv. de HCl em 100ml de solução N= ne/v N= 0,0015/0,1 N = 0,015N 21 7 CONCLUSÃO Realizamos estas soluções, a fim de observar a mudança de cor que se opera durante a variação brusca do valor de pH, típica de uma titulação ácido-base. O objetivo era determinar a concentração inicial de ácido (neste caso HCL – ácido clorídrico), a partir de uma concentração de base conhecida, (NaOH – hidróxido de sódio). Para isso foi utilizado um indicador ácido; a base que permitiu detectar o ponto de equivalência, neste caso, a fenolftaleína. A partir dos experimentos, foi possível então determinar o volume gasto de titulante (NaOH) e analisar a curva de titulação, que demonstra a mudança do pH a medida que o titulante é adicionado, bem como o ponto de equivalência. 22 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MAIA, Thiago Silva. Padronização da solução NaOH. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAABHwMAC/padronizacao-solucao-naoh>. Acesso em 12 de novembro de 2016. RUSSEL, J. B.; Química geral; 2ª Edição; Editora Makron Books; volume 2 VOGEL, Arthur Israel. Análise Química Quantitativa. 5ª ed. Rio de janeiro, 1992.