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Aula 2 linhas de defesa

Aula 02 — Introdução ao sistema imune: diferenças entre imunidade inata e adaptativa, origem celular na medula óssea, fagocitose por macrófagos, linfócitos e memória, TLRs/PAMPs e liberação de citocinas; primeiras linhas de defesa: pele, mucosas, sebo e baixo pH.

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Prof.Nayara Castro
Aula 02: Introdução ao Sistema Imune
 Linhas de defesa
Imunologia é o estudo das defesas do organismo
Respostas que desenvolvemos contra infecções por patógenos potenciais
Respostas Imunes
Primária ou Inata Secundária ou Adaptativa
Nasce com o indivíduo. Prontamente
disponível, para uma gama de agentes. 
Não específica.
Adquirida após a exposição a um 
patógeno. Confere memória imunológica. 
Age contra agentes específicos.
CONCEITOS
AULA 02: Introdução ao sistema imune
Primeiro contato com um agente infeccioso: barreriras físicas e químicas  não são consideradas
parte do sistema imune quando o microrganismo supera essas barreiras sistema imune entra
em ação.
Fagocitose primeira resposta do sistema imune. Resposta inata. Ex. macrófagos
Ingerem e matam micróbios 
pela produção de uma variedade de químicos 
tóxicos e enzimas de degradação poderosas. 
Resposta rápida
Resposta imune adaptativamais eficiente, porém mais lenta no primeiro contato. Linfócitos são as
células responsáveis. Presente apenas em vertebrados. Receptores de antígenos altamente
especializados. Resposta mais forte. Bilhões de linfócitos  variade incontável de receptores 
resposta a virtualemnte qualquer tipo de antígeno. Células de memória evitam reinfecção.
Princípios da imunidade inata e adaptativa
As células do sistema imune derivam 
de precursores da medula óssea
Resposta imune inata e adaptativa  dependem de atividades das células sanguíneas
brancas ou de leucócitos  todas originárias na medula óssea  algumas migram e se
desenvolvem e maturam em outros órgãos;
Algumas residem dentro dos tecidos, outras circulam na corrente sanguínea e em um
sistema especializado de vasos chamado de sistema linfático;
Princípios da imunidade inata e adaptativa
AULA 02: Introdução ao sistema imune
Conceitos 
• O sistema imune inato responde rapidamente aos invasores, detectando-
os e tentando eliminá-los;
• As respostas do sistema inato são ativadas por proteínas receptoras
presentes na membrana plasmática das células defensivas;
• Ativadores
• Receptores do tipo Toll (TLRs, de Toll like receptors)
• Os TLRs ligam-se a vários componentes encontrados nos patógenos
• Padrões moleculares associados a patógeno (PAMPs, pathogen-associated
molecular patterns)
AULA 02: Introdução ao sistema imune 6
Ativação da reposta imune
• Quando os TLRs das células
defensivas ( macrófagos e células
dendríticas) encontram os PAMPs
dos micróbios
• Indução das células defensivas para
liberação de Citosinas
• =Proteínas que regulam a
intensidade e a duração das
respostas imunes
• Função: recrutar outros macrófagos
e outras células defensivas para
isolar e destruir o patógeno
7
PRIMEIRA LINHA DE DEFESA: PELE E 
MEMBRANAS MUCOSAS
IMUNIDADE INATA
AULA 02: Introdução ao sistema imune 8
Pele e membranas 
mucosas
 Primeira linha de defesa do corpo
contra patógenos do ambiente
 Fatores químicos e físicos
 Físicos: barreiras à entrada ou
processos que removem micróbios da
superfície do corpo
 Químicos: Substâncias produzidas pelo
corpo que inibem o crescimento
microbiano
AULA 02: Introdução ao sistema imune 9
Fatores físicos
• Pele intacta – maior órgão humano
• Componente importante da primeira
linha de defesa
• Constitui duas partes: Epiderme e
Derme
10
Parte externa e mais fina,
está em contato direto com
o ambiente externo. Ela
consiste em muitas
camadas de folhas
contínuas de células
epiteliais firmemente
unidas, com pouco ou
nenhum material entre as
células.
A secura da pele é um 
fator importante para 
inibir o crescimento 
microbiano
Fatores físicos
• As membranas mucosas também consistem em uma camada epitelial e
uma camada de tecido conjuntivo subjacente;
• Elas são um componente importante da primeira linha de defesa e inibem
a entrada de muitos micro-organismos;
• As membranas mucosas revestem internamente por completo os tratos
gastrintestinal, respiratório e geniturinário;
• Secreta um fluido chamado de muco, uma substância glicoproteica
ligeiramente viscosa (espessa);
• Entre outras funções, o muco impede o ressecamento dos tratos;
AULA 02: Introdução ao sistema imune 11
Fatores Físicos 
• Aparelho lacrimal
AULA 02: Introdução ao sistema imune 12
• Saliva
• Trato respiratório
• Trato gastrintestinal
• Pelos e mucos
Fatores Físicos 
AULA 02: Introdução ao sistema imune 13
• Trato respiratório
• Trato intestinal
• Pelos e mucos
• Elevador ciliar
• Fluxo de urina
• Secreções vaginais
• Peristalse
• Defecação e vômito
Fatores Químicos 
AULA 02: Introdução ao sistema imune 14
• O Baixo pH da pele, entre 3 e 5, é causado em parte pela secreção de ácidos graxos e ácido
lático.
• A acidez da pele provavelmente desestimula o crescimento de muitos outros micro-
organismos.
 As glândulas sebáceas (de óleo) da pele produzem uma substância oleosa chamada de sebo,
que impede que os pelos fiquem ressecados ou quebradiços. O sebo também forma um filme
protetor sobre a superfície da pele.
 Componentes do sebo consistem em ácidos graxos insaturados, que inibem o crescimento de
certas bactérias e fungos patogênicos.
Fatores Químicos 
AULA 02: Introdução ao sistema imune 15
• A saliva contém não somente uma enzima (amilase salivar) que digere o amido, 
mas também várias substâncias que inibem o crescimento microbiano, entre elas a 
lisozima, a ureia e o ácido úrico. O pH da saliva (6,55 a 6,85) também inibe alguns 
micróbios.
• A saliva contém um anticorpo (imunoglobulina A) que impede a fixação de 
micróbios, de modo que eles não possam penetrar o estômago.
• As glândulas sudoríparas da pele produzem a perspiração, que mantém a
temperatura corporal, elimina certos resíduos e lava os micro-organismos da
superfície da pele. A perspiração também contém lisozima, uma enzima capaz de
decompor a parede celular de bactérias gram-postivas e, em menor extensão,
bactérias gram- negativas.
Fatores Químicos 
AULA 02: Introdução ao sistema imune 16
• As secreções vaginais desempenham uma função na atividade antibacteriana de 
duas maneiras. O glicogênio produzido pelas células epiteliais da vagina é quebrado 
a ácido lático pelo Lactobacillus acidophylus. Isso cria um pH ácido (pH 3 a 5) que 
inibe os micróbios. 
• Suco gástrico é produzido pelas glândulas do estômago. Ele é uma mistura de ácido 
hidroclorídrico, enzimas e muco. A acidez bastante elevada do suco gástrico (pH 1,2 
a 3,0) é suficiente para destruir as bactérias e muitas toxinas bacterianas, exceto as 
de Clostridium botulinum e Staphylococcus aureus.
• A bactéria Helicobacter pylori neutraliza o ácido estomacal, permitindo desse modo 
que a bactéria cresça no estômago. Seu crescimento inibe uma resposta imune, o 
que resulta em gastrite e úlcera.
Microbiota normal e imunidade inata
• Tecnicamente, a microbiota normal em geral não é considerada parte da primeira
linha de defesa do sistema imune inato, mas oferece proteção considerável;
• Relações entre a microbiota normal e as células hospedeiras. Algumas dessas
relações ajudam a prevenir o crescimento excessivo de patógenos e dessa maneira
podem ser consideradas um componente da imunidade inata.
AULA 02: Introdução ao sistema imune 17
Ex: A presença da microbiota normal na vagina, altera o pH, impedindo desse modo a
superpopulação por Candida albicans, uma levedura patogênica que causa a vaginite.
Ex: No intestino grosso, a bactéria E. coli produz bacteriocinas que inibem o
crescimento da Salmonella e da Shigella.
Segunda linha de defesa
Elementos constituintes do sangue
Elementos constituintes do sangue
O sangue consiste em fluido, chamado de plasma, e elementos
constituintes – isto é, célulase fragmentos celulares suspensos no
Plasma. Aqueles que nos interessam agora são os leucócitos, ou
células brancas do sangue
Os leucócitos são divididos em duas categorias principais com base em sua aparência 
ao microscópio óptico: granulócitos e agranulócitos. Os granulócitos possuem este 
nome devido à presença de grandes grânulos em seu citoplasma que podem ser vistos 
ao microscópio óptico após coloração histológica.
AULA 02: Introdução ao sistema imune 20
Fagocitose
Granulócitos ou leucócitos 
polimorfonucleares: grânulos 
densamente corados em seu citoplasma 
e núcleo com forma diferenciada. 
Vida relativamente curta (apenas alguns 
dias) 
são produzidos em maiores quantidades 
durante as respostas imunes  deixam 
o sangue e migram para os locais de 
infecção ou inflamação
Elementos constituintes do sangue
Neutrófilos: fagocíticos. Células mais
numerosas e importantes nas respostas
imunes inatas. Capturam uma variedade
de microrganismos por fagocitose e os
destroem eficientemente em vesículas
intracelulares usando enzimas de
degradação e outras substâncias
antimicrobianas armazenadas em seus
grânulos citoplasmáticos.
Elementos constituintes do sangue
São ativos no estágio 
inicial de uma infecção
Basófilos: Liberam substâncias como a
histamina inflamação e respostas
alérgicas.
Eosinófilos: de algum modo fagocíticos
e também têm a capacidade de deixar
o sangue. Sua função principal é
produzir proteínas tóxicas contra
certos parasitas, como os helmintos.
Embora sejam fisicamente muito
pequenos para ingerir e destruir os
helmintos, eles podem se fixar à
superfície externa dos parasitas e
liberar íons peróxido que os destroem.
Envolvidos nas reações 
inflamatórias alérgicas
Elementos constituintes do sangue
AULA 02: Introdução ao sistema imune 24
Os monócitos e macrófagos são fagocíticos  maioria das infecções ocorre
nos tecidos  macrófagos. Também auxiliam a induzir a inflamação  pré-
requisito a uma resposta imune bem-sucedida. Além disso, secretam
proteínas de sinalização que ativam outras células do sistema imune e as
recrutam para a resposta imune.
Elementos constituintes do sangue
Células dendríticas: células fagocíticas. As imaturas
migram da medula óssea para a corrente sanguínea
para entrar nos tecidos.
Capturam substâncias particuladas por fagocitose e
ingerem continuamente grandes quantidades de
fluído extracelular e seu conteúdo, por um processo
conhecido como macropinocitose.
Capazes de ativar uma determinada classe de
linfócitos, os linfócitos T. Ligação crucial entre a
resposta imune inata e a resposta imune adaptativa.
Início da resposta imune 
adaptativa
Elementos constituintes do sangue
Os linfócitos do sistema imune 
adaptativo e as células matadoras 
naturais da imunidade inata pertencem 
à linhagem linfoide
Linfócitos (B e T): antígeno-específicos. Sistema imune adaptativo.
Células Natural Killers (NK):
Responde à presença de infecção, mas não é específico para antígeno. 
Parte do sistema imune inato.
Elementos constituintes do sangue
Células NK: reconhecem e matam células anormais (tumores 
e células infectadas). Atacam quaisquer células do corpo que 
apresentem proteínas de membrana plasmática anormais ou 
incomuns.
Ligam-se às células infectadas liberam substâncias tóxicas
Perforina: se insere na membrana plasmática da célula-alvo 
e cria canais (perfurações) na membrana  o fluido 
extracelular flui para dentro da célula-alvo  rompimento: 
citólise.
Granzimas: enzimas digestoras de proteínas  induzem a 
célula-alvo a sofrer apoptose 
Matam as células infectadas mas não os micróbios dentro 
das células.
Elementos constituintes do sangue
Receptores de antígenos altamente variáveis presentes 
em sua superfície reconhecem e ligam os antígenos.
Cada linfócito maduro possui uma variante única de um 
protótipo de receptor de antígeno  grande repertório 
de receptores altamente diversos em relação aos seus 
sítios de ligação do antígeno. 
Entre os bilhões de linfócitos circulantes no organismo, 
em um dado momento, sempre haverá algum que possa 
reconhecer um antígeno estranho.
Elementos constituintes do sangue
Linfócitos B: antígenos se ligam aos receptores nos
linfócitos proliferam em células plasmáticas (céls
efetoras)  produzem anticorpos
O antígeno que ativa uma determinada célula 
B se torna o alvo dos anticorpos produzidos 
pela progênie desta célula
Elementos constituintes do sangue
Linfócitos T: ativa-se na presença do antígeno
diferencia-se em um dos tipo de linfócitos T 
efetores células T citotóxicas, células T 
auxiliares ou células T reguladoras
Citotóxicas: matam as células que estão infectadas com vírus ou outro tipo de patógeno intracelular
Auxiliares: produzem outros sinais adicionais essenciais que ativam as células B ativadas por antígenos a 
diferenciar e produzir anticorpos
Reguladoras: suprimem a atividade de outros linfócitos e auxiliam a controlar as respostas imunes
Elementos constituintes do sangue
Alguns diferenciam-se em células de
memória: responsáveis pela
imunidade de longa-duração, que é
produzida após uma doença ou
vacinação. As células de memória irão,
prontamente, diferenciar-se em
células efetoras numa segunda
exposição a seu antígeno específico.
Elementos constituintes do sangue
Resumo das defesas da imunidade inata
AULA 02: Introdução ao sistema imune 32
Próxima aula
AULA 02: Introdução ao sistema imune 33
Segunda linha de defesa
Exercício
1) Diferenciar imunidade inata e imunidade adaptativa.
2) Que sistema de defesa, imunidade inata ou adaptativa,
impede a entrada de micróbios no corpo?
3) Qual a função da pele e das membranas mucosas na
imunidade inata.
4) Diferenciar fatores físicos e químicos e listar 3 exemplos de
cada.
Pesquisa para casa:
Pesquisar sobre a microbiota dos índios Yanomamis.
Pontos importantes:
- Microbiota
- Imunidade inata
- Resistência a antibióticos
- Artigo e a Revista

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