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28/03/2017 UNIP ­ Universidade Paulista : DisciplinaOnline ­ Sistemas de conteúdo online para Alunos.
http://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/18
 
Caro(a) aluno(a)  
Gostaríamos de dar início ao nosso trabalho, convidando­o(a) à leitura de um texto de Clarice
Lispector.
 
FELICIDADE CLANDESTINA 
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.
Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não
bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o
que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
   
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos
um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão­postal da loja do pai. Ainda
por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais
do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e
"saudade".  
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas
com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente
bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade
o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me
submetia: continuava a implorar­lhe emprestados os livros que ela não lia.  
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura
chinesa. Como casualmente, informou­me que possuía As reinações de Narizinho, de
Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo
com ele, comendo­o, dormindo­o. E, completamente acima de minhas posses. Disse­
me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.  
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia,
nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.  
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado
como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos,
disse­me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia
seguinte para buscá­lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo
me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo
estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava­me a promessa do
livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o
amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí
nenhuma vez.  
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era
tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso
e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu
poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da
vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.  
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido,
enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar
que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às
vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que
eu sofra.  
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela
dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de
modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as
olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.  
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http://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/18
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a
sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária
daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma
confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava
cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa
entendeu. Voltou­se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro
nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!  
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a
descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de
perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao
vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma
para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o
livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo
tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a
ousadia de querer.  
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão.
Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí
andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos,
comprimindo­o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco
importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.  
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o
susto de o ter. Horas depois abri­o, li algumas linhas maravilhosas, fechei­o de novo,
fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não
sabia onde guardara o livro, achava­o, abria­o por alguns instantes. Criava as mais
falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade
sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu
vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.  
Às vezes sentava­me na rede, balançando­me com o livro aberto no colo, sem tocá­lo,
em êxtase puríssimo.  
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Clarice Lispector. In: "Felicidade Clandestina"  
Ed. Rocco ­ Rio de Janeiro, 1998 
 
Ler significa aproximar­se de algo que acaba de ganhar existência. 
Ítalo Calvino
O ato de ler é soberano. Implica desvendar e conhecer o mundo. É pela leitura que
desenvolvemos o processo de atribuir sentido a tudo o que nos rodeia: lemos um olhar, um gesto,
um sorriso, um mapa, uma obra de arte, as pegadas na areia, as nuvens carregadas no céu, o
sinal de fumaça avistado ao longe e tantos outros sinais. Lemos até mesmo o silêncio!  
 
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http://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/18
Nos dias de hoje, a comunicação, mesmo presencial, está mediada por uma infinidade de signos.
Na era da comunicação interplanetária, estabelecemos infinitas conexões com pessoas de todos os
cantos do mundo, o que nos obriga a decodificar um universo poderoso de mensagens e a nos
adaptar a elas: comunidades virtuais do Orkut, conversas pelo MSN, compras e negócios fechados
pela rede e, se essa informação foi dominantemente verbal até então, agora se torna também
visual com a chegada do YouTube.  
Sabemos o quanto a força da imagem exerce fascínio e entendemos, definitivamente, que não há
mais como sobreviver neste mundo sem que haja, de nossa parte, uma adaptação constante no
que se refere ao acesso às diferentes linguagens disponíveis.  
É fundamental reconhecer que o sentido de todas as coisas nos vem, principalmente, por meio do
olhar, da compreensão e interpretação desses múltiplos signos1 que enxergamos, desde os mais
corriqueiros – nomes de ruas, por exemplo – até os mais complexos – uma poesia repleta de
metáforas. O sentido das coisas nos vem, então, por meio da leitura, um ato individual de
construção de significadonum contexto que se configura mediante a interação autor/texto/leitor.
A leitura é uma atividade que solicita intensa participação do leitor e exige muito mais que o
simples conhecimento lingüístico compartilhado pelos interlocutores: o leitor é, necessariamente,
levado a mobilizar uma série de estratégias, com a finalidade de preencher as lacunas e
participar, de forma ativa, da construção do sentido. Dessa forma, autor e leitor devem ser vistos
como estrategistas na interação pela linguagem para que se construa o sentido do texto.  
Segundo Koch & Elias (2006), 
[...] numa concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como
atores/construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos
no texto. [...} Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído na interação texto­sujeitos e
não algo que preexista a 
essa interação. A leitura é, pois, uma atividade interativa altamente complexa de produção de
sentidos, que se realiza evidentemente com base nos elementos lingüísticos presentes na
superfície textual e na sua forma de organização, mas requer a mobilização de um vasto conjunto
de saberes no interior do evento comunicativo.
Para esclarecer as idéias até aqui apresentadas, leia a tira a seguir:
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http://tiras­hagar.blogspot.com/ (acesso em
16/02/2007)
 
Na tira, Hagar, o viking, revela o papel do leitor que interage com o texto, no caso, da placa, e
atribui­lhe o sentido, considerando tanto as informações explícitas, como também o que é
sugerido de maneira implícita, subentendida. 
Podemos, então, concluir que 
a) a leitura de qualquer texto exige do leitor muito mais do que o conhecimento do código
lingüístico;   
b) o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir, entre
outros aspectos, de seu conhecimento lingüístico, textual e, ainda, de seu conhecimento de
mundo. 
Leitura é, assim, uma atividade de produção de sentido. É nesse intercâmbio de leituras que se
refinam, se reajustam e redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a
nossa compreensão dos outros, do mundo e de nós mesmos.   
O exercício pleno da cidadania passa necessariamente pela garantia de acesso aos conhecimentos
construídos e acumulados e às informações disponíveis socialmente. E a leitura é a chave dessa
conquista. 
 
 
Sugestão de leitura  
 
Ler e compreender os sentidos do
texto  
Ingedore V. Koch e Vanda Maria Elias  
Editora Contexto  
Texto e Leitor: aspectos cognitivos
da leitura  
Ângela Kleiman  
Pontes
 
1Signos: entidades lingüísticas dotadas de duas faces: o significante (imagem acústica) e o
significado (conceito).
Exercício 1:
Para entender o significado de uma frase, é preciso considerar também o que fica implícito, e não
apenas ler a superfície da informação. Desse modo, observe o que fica implícito nesta frase: “Jim
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disse que as abelhas não picariam idiotas; mas eu não acreditei nisso, porque eu mesmo já tentei
muitas vezes, e elas não me picaram.” (Mark Twain. The adventures of Huckleberry Finn)
A ­ O personagem se considera inteligente, pois não foi picado. 
B ­ O personagem não é inteligente por ter insistido em ser picado pelas abelhas. 
C ­ Jim testou a inteligência de Huckle e afirmou que ele era idiota. 
D ­ O personagem se considera idiota, mesmo não tendo sido picado pelas
abelhas. 
E ­ Jim sabia que as abelhas somente picariam Huckle se ele fosse inteligente. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
D ­ Na afirmação ele diz que as abelhas só picam idiotas, mas ele sendo idiota
não foi picado. 
B ­ Na afirmação ele diz que as abelhas só picam idiotas, mas ele sendo idiota
não foi picado. 
Exercício 2:
(ENADE)  
                        INDICADORES DE FRACASSO ESCOLAR NO BRASIL
Observando os dados fornecidos no quadro, percebe­se:
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A ­ um avanço nos índices gerais da educação no País, graças ao investimento
aplicado nas escolas. 
B ­ um crescimento do Ensino Médio, com índices superiores aos de países com
desenvolvimento semelhante. 
C ­ um aumento da evasão escolar, devido à necessidade de inserção profissional
no mercado de trabalho. 
D ­ um incremento do tempo médio de formação, sustentado pelo índice de
aprovação no Ensino Fundamental. 
E ­ uma melhoria na qualificação da força de trabalho, incentivada pelo aumento
da escolaridade média.  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Conforme interpretação do texto. 
Exercício 3:
O tema que domina os fragmentos poéticos abaixo é o mar.
Identifique, entre eles, aquele que mais se aproxima do quadro de Pancetti. 
A ­ Os homens e as mulheres adormecidos na praia que nuvens procuram
agarrar? (MELO NETO, João Cabral de. Marinha.   Os melhores poemas . São
Paulo: Global, 1985. p. 14.) 
B ­ Um barco singra o peito rosado do mar. A manhã sacode as ondas e os
coqueiros. (ESPÍNOLA, Adriano.   Pesca. Beira­sol . Rio de Janeiro: TopBooks,
1997. p. 13.) 
C ­ Na melancolia de teus olhos Eu sinto a noite se inclinar E ouço as cantigas
antigas Do mar. (MORAES, Vinícius de. Mar.   Antologia poética . 25 ed. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1984. p. 93.) 
D ­ E olhamos a ilha assinalada pelo gosto de abril que o mar trazia e galgamos
nosso sono sobre a areia num barco só de vento e maresia. (SECCHIN, Antônio
Carlos.   A ilha. Todos os ventos.   Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. p. 148.) 
E ­ As ondas vêm deitar­se no estertor da praia larga... No vento a vir do mar
ouvem­se avisos naufragados... Cabeças coroadas de algas magras e de
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estrados... Gargantas engolindo grossos goles de água amarga... (BUENO, Alexei.
Maresia.   Poesia reunida . Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 19.)    
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Com a análise da imagem em si e das cores utilizadas. 
Exercício 4:
Leia o trecho abaixo e responda corretamente ao que será perguntado:
“Alguns estudos mostram que os alunos não são seres passivos. Assistem à TV apreendendo as
mensagens que mais se adaptam ao seu modo de ser e de ver as coisas, utilizando­se das
representações sociais para compor sua leitura: tornam­se ‘operadores das mensagens”. Tânia
Esperon
Do texto é possível fazer a seguinte inferência:
A ­ Um dos aspectos negativos da televisão é que, diante dela, os jovens em
idade escolar perdem a capacidade de interagir com as mensagens veiculadas. 
B ­ Como “operadores de mensagens” os alunos ficam totalmente presos aos
sentidos gerados pela televisão. 
C ­ Apreendendo as mensagens geradas pela televisão, os alunos acabam não
aprendendo os sentidos que os programas colocam em circulação. 
D ­ Os alunos têm como superar as condições impositivas das mensagens
televisivas, pois como seres históricos e marcados por variáveis culturais
possuem, também, maneiras de ampliar os sentidos e significados que lhes
tentam impor. 
E ­ Os alunos não se utilizam das representações sociais para compor sua leitura. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
D ­ Após análise da situação atual, e interpretando o texto, cheguei a essa
conclusão. 
A ­ Após análise da situação atual, e interpretando o texto, cheguei a essa
conclusão. 
B ­ Após análiseda situação atual, e interpretando o texto, cheguei a essa
conclusão. 
C ­ Após análise da situação atual, e interpretando o texto, cheguei a essa
conclusão. 
Exercício 5:
 
Leia atentamente o poema que segue:
Mar português
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Ó mar salgado, quanto de teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu.
    
(Fernando Pessoa)
Pela leitura do poema de Fernando Pessoa, pode­se afirmar que:
A ­ o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de
mães e de viúvas dos guerreiros portugueses que morreram em batalhas. 
B ­ o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas dos
navegadores que morreram afogados e chorando em suas águas. 
C ­ o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de
mães, filhos e noivas que esperavam chorando a volta de seus entes queridos
durante as viagens dos navegadores portugueses. 
D ­ o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de
mães, filhos e noivas que morreram em suas águas quando viajavam de volta ao
país. 
E ­ o mar que banha Portugal tem as águas salgadas por causa das lágrimas de
mães, filhos e noivas que perdiam seus entes queridos nas viagens que os
navegadores portugueses empreendiam pelo mundo – sem voltar. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Interpretação de texto. 
Exercício 6:
Leia atentamente o poema que segue:
Mar português
Ó mar salgado, quanto de teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
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Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu.
    
(Fernando Pessoa)
O significado dos dois últimos versos da segunda estrofe é:
A ­ Deus premiou os portugueses, dando­lhes o céu e o mar. 
B ­ Deus deu­lhes o mar cheio de perigos, mas lhes deu também o céu. 
C ­ Deus deu aos portugueses a beleza e os perigos do mar, mas lhes deu a
beleza do céu. 
D ­ Deus deu­lhes apenas as belezas do céu e do mar. 
E ­ Deus deu­lhes as belezas do céu e os perigos do mar. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Conforme Interpretação. 
Exercício 7:
Leia o texto abaixo. A seguir, responda a questão. 
            “A maneira como o consumo é visto no Brasil explica um
bocado de coisas.
(2)                    Muita gente no Brasil vê o consumismo como um gesto um
pouco nobre. Atribuem­se à sua lógica coisas como depauperação
dos valores e acirramento de desigualdades sociais. Essa postura
está refletida já no nosso léxico. O verbo ‘consumir’,
segundoAurélio, significa ‘1. gastar ou corroer até a destruição;
devorar, destruir, extinguir [...] 2. gastar, aniquilar, anular [...] 3.
enfraquecer, abater [...] 4. desgostar, afligir, mortificar [...] 5.
fazer esquecer, apagar[...] 6. gastar, esgotar [...]’. Os sentidos
são negativos; as conotações, pejorativas. Não há uma única
referencia à idéia de comprar ou adquirir. Muito menos uma
associação com o ato de satisfazer uma necessidade ou saciar um
desejo. Um marciano de boa índole, que tivesse chegado à Terra
pelo Brasil e estivesse estudando a humanidade munido da língua
portuguesa, certamente anotaria na agenda que ‘consumir’ é uma
das coisas ruins que se fazem por aqui (...). Mas então, por que,
enfim, tantas reservas em relação ao consumo?
(15)                 O primeiro foco de explicação para essa antipatia reside no
fato de que a nossa economia fechada sempre encurralou os
consumidores no país. A falta de um leque efetivo de opções de
compra tem deixado os consumidores à mercê dos produtores no
Brasil. Não por acaso, os apologistas do consumo entre nós têm
sido basicamente aqueles que podem exercer seu inchado poder
de compra sem tomar conhecimento das fronteiras nacionais. O
resto da população, mantida em situação vulnerável, ignora os
benefícios de uma economia baseada no consumo. Mais do que
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isso, o entrincheiramento de consumidores no mercado doméstico
fez, ao longo dos anos, com que a própria imagem do cliente se
deturpasse no país. No capitalismo avançado, a oferta corre atrás
da demanda – o vendedor lisonjeia o comprador, trata­o bem,
estende à sua frente o tapete vermelho.
(25)              No Brasil, ao contrário, os clientes servem às empresas
docilmente. É como se o capital    no país, ao produzir e vender,
fizesse um favor aos consumidores. Quem tem chiliques para ter
seus caprichos, desejos e necessidades atendidos por aqui são os
produtores, e não os clientes – um disparate (...)
(29)                 Só se pode falar efetivamente em sociedade de consumo se
a competição entre os produtores for aberta, aguda e justa. Essa é
a alavanca que coloca o consumidor no camarote, no centro e
acima da arena econômica.
Silva, Adriano – Revista Exame,
adaptado 
Com relação às definições do verbo “consumir”, o autor pretende:
A ­ Demonstrar o cuidado que se deve ter quando do uso inadequado de certas
palavras;  
B ­ Enfatizar a idéia de que o consumo excessivo pode ser prejudicial à sociedade;
C ­ Esclarecer algumas dúvidas que o leitor tem a respeito do significado do
termo;  
D ­ Mostrar a incoerência entre o significado do termo e o comportamento das
pessoas.  
E ­ Explicar o comportamento preconceituoso de muita gente quanto ao ato de
consumir;  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
E ­ Analise e interpretação de texto. 
D ­ Analise e interpretação de texto. 
Exercício 8:
 ENEM – 2002) O autor da tira utilizou os princípios de composição de um conhecido movimento
artístico para representar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar,
simultaneamente, diferentes pontos de vista.
Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja
composição foi adotado um procedimento semelhante é:
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Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários 
Exercício 9:
Responda a questão abaixo com base neste texto:
 
“Essa ideia serve também para desviar as atenções das necessidades básicas da
vida  humana  –  alimentação,  saúde,  habitação,  educação  etc.  –  para  cuja
satisfação devem orientar­se os esforços de cientistas, economistas, políticos e de
todos os cidadãos.”
 
Assinale a opção que está de acordo com as idéias do trecho acima:
A ­ Os esforços de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos devem
ser satisfeitos. 
B ­ As necessidades básicas de cientistas, economistas, políticos e de todos os
cidadãos devem ser satisfeitas. 
C ­ Os esforços de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos devem
orientar­se para a satisfação das necessidades básicas da vida humana. 
D ­ As necessidades básicas da vida humana são desviadas pelos esforços de
cientistas, economistas,políticos e de todos os cidadãos. 
E ­ A idéia de que a vida humana tem necessidades básicas é desviada a fim de
que os interesses de cientistas, economistas, políticos e de todos os cidadãos
sejam satisfeitos. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Interpretação. 
Exercício 10:
A arte brasileira dos anos 1960 começa com um movimento aparentemente
conservador. A volta à figura depois do domínio dos abstratos na década de 1950.
Mas estava ali a senha para uma revolução. A pop arte não incorpora só os
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símbolos do consumo, tirados da propaganda, dos quadrinhos e das placas de
trânsito. Tenta incorporar os objetos do mundo.
            E  o  mundo  não  se  reduz  a  quadros,  esculturas  e  gravuras  ­  suporte
tradicional da arte.
 
Assinale o trecho que corresponde a uma conclusão coerente com a idéia central
do texto:
 
A ­ Além disso, a reação à arte abstrata busca pintar imagens do inconsciente. 
B ­ Assim, a arte brasileira dos anos 60 termina com a instalação da "Tropicália". 
C ­ Dessa maneira, participação é a palavra chave para se entender a pop arte. 
D ­ Enfim, a revolução da linguagem artística dessa década não é nem
conservadora nem inovadora. 
E ­ Começa, a partir daí, uma explosão de nova linguagem nas artes. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
C ­ Interpretação. 
A ­ Interpretação. 
B ­ Interpretação. 
D ­ Interpretação. 
E ­ Interpretação. 
Exercício 11:
Leia as afirmações a seguir:
I­O leitor que corresponde ao modelo ascendente de leitura é aquele que analisa cuidadosamente
a superfície lingüística do texto.
II­ O leitor imaturo é aquele que sempre e só faz leitura ascendente.
III­  O  leitor  que  corresponde  ao  modelo  descendente  de  leitura  é  aquele  que  se  apóia
principalmente em seus conhecimentos prévios.
Assinale a alternativa CORRETA em relação a essas afirmações:
A ­   I e III estão corretas; 
B ­ I e II estão corretas; 
C ­   II e III estão corretas; 
D ­ todas estão corretas; 
E ­ só III está correta. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Analise e interpretação de texto. 
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Exercício 12:
Assinale a alternativa correta:
A ­ Quanto maior o repertório do leitor, menos condições ele tem para identificar
vários níveis de leitura. 
B ­ Quanto maior o repertório do leitor, mais condições ele tem para identificar
vários níveis de leitura.  
C ­ O repertório do leitor é um conceito que nada tem a ver com sua capacidade
de compreender um texto nos seus vários níveis.  
D ­ O repertório do leitor independe de sua formação social, religiosa, cultural,
etc.  
E ­ Quanto maior o repertório do leitor, mais confusa se torna a compreensão que
ele faz de um texto, uma vez que ele pode confundir as informações.  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Quanto maior o conhecimento de algo, maior a capacidade de interpretá­lo e
resolvê­lo. 
Exercício 13:
Leia o texto a seguir.
“Para alguns milhares de adolescentes brasileiros férias de julho são sinônimo de pegar um avião
rumo  ao  mundo  mágico  da  Disney.  No  ano  passado,  porém,  um  grupo  de  70  garotos
paulistanos,  entre  11  a  16  anos,  optou  por  conhecer  a  dura  realidade  brasileira,  atendendo  ao
chamamento de uma das várias escolas que vêem hoje nessa linha de projeto as mais eficientes
aulas  de  cidadania.  Abdicando  do  conforto  de  seus  luxuosos  apartamentos,  conviveram  durante
uma  semana  com  colonos  sem­terra  no  interior  do  Paraná.  ‘Aprendi  a  ver  o mundo  com  olhos
diferentes,  e  percebi  que  tem  muita  coisa  que  posso  fazer’,  afirma  um  dos  jovens,  que  ao
retornar engajou­se em outro projeto social da escola, dando aulas de  reforço para meninos de
uma  favela  adjacente.  ‘Foi  uma  experiência marcante,  e  quero  ajudar  outros  a  entender  que  a
realidade  é  muito  maior  do  que  as  festas  e  o  shopping  que  curto’,  relata  outra  adolescente,
que este ano volta ao projeto como monitora.”
 Com base nos dados do texto, é possível concluir que:
A ­ milhares de adolescentes paulistas viajam para a Disney nas férias de julho. 
B ­ a participação de um jovem em um projeto social pode estimular sua adesão a
outros. 
C ­ os participantes do projeto deram aulas de cidadania aos colonos sem­terra. 
D ­ os jovens que conhecem a dura realidade brasileira deixam de “curtir” festas e
idas ao shopping. 
E ­ os adolescentes que não se engajarem em projetos sociais não terão
condições de auxiliar os outros. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
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Comentários:
B ­ A Participação e inclusão. 
Exercício 14:
Leia o texto a seguir.
“Para alguns milhares de adolescentes brasileiros férias de julho são sinônimo de pegar um avião
rumo ao mundo mágico da Disney. No ano passado, porém, um grupo de 70 garotos paulistanos,
entre 11 a 16 anos, optou por conhecer a dura realidade brasileira, atendendo ao chamamento de
uma  das  várias  escolas  que  vêem  hoje  nessa  linha  de  projeto  as  mais  eficientes  aulas  de
cidadania.  Abdicando  do  conforto  de  seus  luxuosos  apartamentos,  conviveram  durante  uma
semana  com  colonos  sem­terra  no  interior  do  Paraná.  ‘Aprendi  a  ver  o  mundo  com  olhos
diferentes,  e  percebi  que  tem  muita  coisa  que  posso  fazer’,  afirma  um  dos  jovens,  que  ao
retornar engajou­se em outro projeto social da escola, dando aulas de  reforço para meninos de
uma  favela  adjacente.  ‘Foi  uma  experiência marcante,  e  quero  ajudar  outros  a  entender  que  a
realidade  é  muito  maior  do  que  as  festas  e  o  shopping  que  curto’,  relata  outra  adolescente,
que este ano volta ao projeto como monitora.”
 
Segundo  o  sentido  que  têm  no  texto,  pode­se  dizer  que  estão  em  oposição  as  expressões  da
alternativa:
A ­ mundo mágico da Disney / realidade brasileira. 
B ­ 70 garotos paulistanos / um dos jovens. 
C ­ atendendo ao chamamento / abdicando do conforto. 
D ­   favela adjacente / a realidade. 
E ­ aulas de cidadania / projeto social. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ A Disney é uma realidade fora do contexto brasileiro, visto também seu alto
preço. 
Exercício 15:
Leia o texto a seguir: 
“A  explosão  demográfica  que  ocorreu  a  partir  dos  anos  50,  especialmente  no  Terceiro  Mundo,
suscitou teorias ou políticas demográficas divergentes. Uma primeira teoria, dos neomalthusianos,
defende  que  o  crescimento  demográfico  dificulta  o  desenvolvimento  econômico,  já  que  provoca
uma diminuição  na renda nacional per capita e desvia os  investimentos no Estado para setores
menos  produtivos.  Diante  disso,  o  país  deveria  desenvolver  uma  rígida  política  de  controle  de
natalidade. Uma segunda, a teoria reformista, argumenta que o problema não esta na renda per
capita  e  sim na  distribuição  irregular  de  renda,  que não  permite  o  acesso  à  educação  e  saúde.
Diante disso, o país deve promover a igualdade econômica e a justiça social.”
 Qual dos slogans abaixo poderia ser utilizado para defender o ponto de vista neomalthusiano?
A ­ “Controle populacional – nosso passaporte para o desenvolvimento.” 
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B ­ “Sem reformassociais o país se reproduz e não produz.” 
C ­ “População abundante, país forte!” 
D ­   “O crescimento gera fraternidade e riqueza para todos.” 
E ­ “Justiça social, sinônimo de desenvolvimento.” 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
B ­ Reformas sociais são sempre necessárias. 
A ­ A população em grande número geram problemas a países que não possuem
condições de cuidá­los. 
Exercício 16:
Leia o texto a seguir. 
“A  explosão  demográfica  que  ocorreu  a  partir  dos  anos  50,  especialmente  no  Terceiro  Mundo,
suscitou teorias ou políticas demográficas divergentes. Uma primeira teoria, dos neomalthusianos,
defende  que  o  crescimento  demográfico  dificulta  o  desenvolvimento  econômico,  já  que  provoca
uma diminuição   na  renda nacional per capita e desvia os  investimentos no Estado para setores
menos  produtivos.  Diante  disso,  o  país  deveria  desenvolver  uma  rígida  política  de  controle  de
natalidade. Uma segunda, a teoria reformista, argumenta que o problema não esta na renda per
capita  e  sim na  distribuição  irregular  de  renda,  que não  permite  o  acesso  à  educação  e  saúde.
Diante disso, o país deve promover a igualdade econômica e a justiça social.”
 
Qual dos slogans abaixo poderia ser utilizado para defender o ponto de vista dos reformistas?
A ­ “Controle populacional já, ou o país não resistirá.” 
B ­ “Com saúde e educação, o planejamento familiar virá por opção.” 
C ­ “População controlada, país rico!” 
D ­ “Basta mais gente que o país vai para frente!” 
E ­ “População menor, educação melhor!” 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Saúde e educação é a base de tudo. 
Exercício 17:
 
Tutty Vasques, conhecido humorista de jornais e revistas, lançou a "notícia":
É big, é big...  
Dessa vez a polícia do Rio agiu a tempo. Traficantes cariocas planejavam apagar
as velhinhas no dia do aniversário da cidade, sábado passado.
(Tutty Vasques, www.nominimo.com.br, 
07 de março de 2003)
O efeito de humor do enunciado explica­se, no plano dos mecanismos linguísticos,
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A ­ pela inversão na construção da frase de tal forma que o sujeito se torna
posposto ao verbo.    
B ­ pelo uso, no título, de palavras estrangeiras, maculando a pureza do
português.    
C ­ pela ausência de pontuação: após a expressão adverbial do início da frase
deveria haver uma vírgula   ( Dessa vez, a polícia do Rio agiu a tempo.. .)    
D ­ pela substituição de um som da língua por outro, ocasionando a substituição
de uma palavra por outra. 
E ­ pela repetição de informação: se o caso se deu no Rio de Janeiro, não havia
necessidade de reiterar  Traficantes cariocas planejavam ... Bastaria escrever 
Traficantes planejavam ...    
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Modificado o sentido da frase. 
Exercício 18:
Desde que o homem comece a pensar um pouco mais no outro e se desprenda do
egoísmo inerente à sua natureza, certamente alguns conceitos, abstratos e
teóricos, como fraternidade, igualdade, solidariedade, poderão ser constatados
como uma realidade. Enquanto tal não ocorre, continuaremos a assistir ao
espetáculo da humanidade digladiando­se inútil e inconseqüentemente.
 Assinale a alternativa cuja ideia coincide com o que o autor desenvolve no texto.
A ­ Dúvida em relação a um fato consumado e que todos aceitam. 
B ­ Levantamento de uma hipótese, e que quando for concretizada, haverá a paz. 
C ­ Constatação de um fato irreversível e por isso há tantas guerras e
assassinatos 
D ­ O progresso da humanidade, mostrando que o homem briga para atingir seus
objetivos. 
E ­ Desespero em face de sua impotência, por isso a necessidade de digladiar­se. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Aplicação de texto. 
Exercício 19:
Desde que o homem comece a pensar um pouco mais no outro e se desprenda do egoísmo
inerente à sua natureza, certamente alguns conceitos, abstratos e teóricos, como fraternidade,
igualdade, solidariedade, poderão ser constatados como uma realidade. Enquanto tal não ocorre,
continuaremos a assistir ao espetáculo da humanidade digladiando­se inútil e
inconsequentemente.
A expressão desde que estabelece uma relação de
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A ­   condição.                                     
B ­ tempo. 
C ­ causa.        
D ­ consequência 
E ­ conformidade.  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ A aplicação da frase se encaixa nessa situação. 
Exercício 20:
Mandaram ler este livro... Se o tal do livro for fraquinho, o desprazer pode
significar um precipitado, mas decisivo adeus à literatura; se for estimulante,
outros virão sem o peso da obrigação. As experiências com que o leitor se
identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o
quanto é vivo um repertório de novas questões. Uma leitura proveitosa leva à
convicção de que as palavras podem constituir um movimento profundamente
revelador do próximo, do mundo, de nós mesmos.  
Tal convicção faz caminhar para uma outra mais ampla, que um antigo pensador
romano assim formulou: Nada do que é humano me é alheio. (Cláudio Ferraretti)
 De acordo com o texto, a identificação do leitor com o que lê ocorre sobretudo quando
A ­ ele sabe reconhecer na obra o valor consagrado pela tradição da crítica
literária. 
B ­ ele já conhece, com alguma intimidade, as experiências  representadas numa
obra. 
C ­ a obra expressa, em fórmulas sintéticas, a sabedoria dos antigos humanistas. 
D ­ a obra o introduz num campo de questões cuja vitalidade ele pode
reconhecer. 
E ­ a obra expressa convicções tão verdadeiras, que se furtam à discussão. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Análise de condições. 
Exercício 21:
Mandaram ler este livro... Se o tal do livro for fraquinho, o desprazer pode
significar um precipitado, mas decisivo adeus à literatura; se for estimulante,
outros virão sem o peso da obrigação. As experiências com que o leitor se
identifica não são necessariamente as mais familiares, mas as que mostram o
quanto é vivo um repertório de novas questões. Uma leitura proveitosa leva à
convicção de que as palavras podem constituir um movimento profundamente
revelador do próximo, do mundo, de nós mesmos.  
Tal convicção faz caminhar para uma outra mais ampla, que um antigo pensador
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romano assim formulou: Nada do que é humano me é alheio. (Cláudio Ferraretti) 
 
O sentido da frase “Nada do que é humano me é alheio” é equivalente ao desta construção:
A ­ O que não diz respeito ao Homem não deixa de me interessar. 
B ­ Tudo o que se refere ao Homem diz respeito a mim. 
C ­ Para ser humano, mantenho interesse por tudo. 
D ­ A nada me sinto alheio que não seja humano 
E ­ Como sou humano, não me alheio a nada. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Conforme interpretação. 
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 A linguagem é o instrumento com que o homem pensa e sente, forma
estados de alma, aspirações, volições e ações, o instrumento com que
influencia e é influenciado, o fundamento último e mais profundo da
sociedade humana.
L. Hjelmslev
Para dar início às suas reflexões a respeito do tema a ser estudado, leia
o texto que segue.
Comunicação
É importantesaber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que
você quer. Imagine­se entrando numa loja para comprar um... um... como é
mesmo o seu nome? 
“Posso ajudá­lo, cavalheiro?” 
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...” 
“Um... como é mesmo o nome?” 
“Sim?” 
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo.
É uma coisa simples, conhecidíssima.” 
“Sim senhor.” 
“O senhor vai dar risada quando souber.” 
“Sim senhor.” 
“Olha, é pontuda, certo?” 
“O quê, cavalheiro?” 
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim,
faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de
encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem
um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa
a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É
isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?” 
“Infelizmente, cavalheiro...” 
“Ora, você sabe do que estou falando.” 
“Estou me esforçando, mas...” 
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?” 
“Se o senhor diz, cavalheiro...” 
“Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta.
Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que
eu quero.” 
“Sim senhor. Pontudo numa ponta.” 
“Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?” 
“bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê­la outra vez.
Quem sabe o senhor desenha para nós?” 
“Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou
uma negação em desenho.” 
“Sinto muito.” 
“Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não
sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci
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do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido
com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro.
O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil
mental, como você está pensando.” 
“Eu não estou pensando nada, cavalheiro.” 
“Chame o gerente.” 
“Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo.
Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?” 
“É de, sei lá. De metal.” 
“Muito bem. De metal. Ela se move?” 
“Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim,
assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.” 
“Tem mais de uma peça? Já vem montado?” 
“É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.” 
“Francamente.” 
“Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem
vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.” 
“Ah, tem clique. É elétrico.” 
“Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.” 
“Já sei!” 
“Ótimo!” “O senhor quer uma antena externa de televisão.” 
“Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...” 
“Tentemos por outro lado. Para o que serve?” 
“Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia
a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de
uma coisa..” 
“Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como
um gigantesco alfinete de segurança e...” 
“Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!” 
“Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!” 
“É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?” 
                                             (Luís Fernando Veríssimo. Para gostar de ler. v.7. São Paulo,
Ática, 1982.)  
A linguagem nasce da necessidade humana de comunicação; nela e com ela, o homem interage
com o mundo. Para tratarmos das diferentes linguagens de que dispomos, verbais e não verbais,
precisamos, inicialmente, pensar que elas existem para que possamos estabelecer comunicação.
Mas o que é, em si, comunicar?
Se desdobrarmos a palavra comunicação, teremos: 
Comunicação: “comum” + “ação”, ou melhor, “ação em comum”.
 
De modo geral, todos os significados encontrados para a palavra comunicação revelam a idéia de
relação. Observe: 
Comunicação: deriva do latim communicare, cujo significado seria “tornar comum”, “partilhar”,
“repartir”, “trocar opiniões”, “estar em relação com”.  
Podemos assim afirmar que, historicamente, comunicação implica em participação, interação
entre dois ou mais elementos, um emitindo informações, outro recebendo e reagindo. Para que a
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comunicação exista, então, é preciso que haja mais de um pólo: sem o “outro” não há partilha de
sentimentos e idéias ou de comandos e respostas. 
Leia o cartum a seguir e procure reconhecer como o humor se produz na situação apresentada. 
 
 
Para que a comunicação seja eficiente, é necessário que haja um
código comum aos interlocutores.
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O que é a linguagem? 
 
 
 
 
Linguagem é a capacidade humana de articular conhecimentos e compartilhá­los socialmente.
Assim, todo e qualquer processo humano capaz de expressar e compartilhar significação constitui
linguagens: tirar fotos, pintar quadros, produzir textos e músicas, escrever jornal, dançar, etc. As
linguagens fazem parte das diversas formas de expressão representadas pelas artes visuais, pela
música, pela expressão corporal e pela escrita.  
A linguagem, portanto, nomeia, fixa e concebe objetos, utiliza conceitos e tem por função permitir
a comunicação.  
Nós encontramos a língua pronta quando nascemos e aprendemos a utilizá­la com as pessoas
mais velhas. É a partir dessa aprendizagem que passamos a reproduzi­la.  
Muitas das expressões artísticas atuais têm origem conhecida: a fotografia surgiu no século XIX; o
teatro ocidental surgiu na Grécia e na Idade Média. Já a escrita surgiu há milhares de anos. 
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Tomemos, agora, o conceito apresentado por Bechara (1999:28) para fundamentar o conceito de
linguagem:
                           Entende­se por linguagem qualquer sistema de signos simbólicos empregados
na  
                           intercomunicação social para expressar e comunicar idéias e sentimentos, isto
é, conteúdos da
                            consciência.
A linguagem é, então, vista como um espaço em que tanto o sujeito quanto o outro que com ele
interage são inteiramente ativos. Por meio dela, o homem pode trocar informações e idéias,
compartilhar conhecimentos, expressar idéias e emoções. Desse modo, reconhecemos a
linguagem como um instrumento múltiplo e dinâmico, isso porque, considerados os sentidos que
devem ser expressos e as condições de que dispomos em dada situação, valemo­nos de códigos
diferentes, criados a partir de elementos como o som, a imagem, a cor, a forma, o movimento e
tantos outros. 
Vale salientar a idéia de que o processo de significação só acontece verdadeiramente quando, ao
apropriarmo­nos de um código, por meio dele nos fazemos entender.  
Dica de vídeo
A Guerra do Fogo (La Guerre du feu, 81, FRA/CAN)  
Dir.: Jean­Jacques Annaud. Com: Everett McGill, Rae Dawn
Chong, Ron Perlman, Nameer El Kadi.  
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Uma interessante oportunidade para refletir sobre a questão
das primeiras manifestações de linguagem no homem.
 
LINGUAGEMVERBAL E NÃO VERBAL
Chamamos de linguagem a todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos de
comunicação. Certamente, você já observou que o ser humano utiliza as mais diferentes
linguagens: a da música, a da dança, a da pintura, a dos surdos­mudos, a dos sinais de trânsito, a
da língua que você fala, entre outras.  
Como vemos, a linguagem é produto de práticas sociais de uma determinada cultura que a
representa e a modifica, numa atividade predominantemente social. 
Considerando o sistema de sinais utilizados na comunicação humana, costumamos dividir a
linguagem em verbal e não verbal. Assim, temos: 
a. Linguagem verbal: aquela que utiliza as palavras para estabelecer comunicação. A língua
que você utiliza, por exemplo, é linguagem verbal, assim como a literatura.
b. Linguagem não verbal: aquela que utiliza outros sinais que não as palavras para
estabelecer comunicação. Os sinais utilizados pelos surdos­mudos, por exemplo, constituem um
tipo de linguagem não verbal.
Para viver em sociedade, o ser humano — possuidor de capacidade criativa e cumulativa — cria
um arsenal de códigos, que se entrecruzam e atendem às suas necessidades de sobrevivência, de
intercâmbio com o outro, de satisfação afetiva, de aprimoramento intelectual.
A comunicação dá­se, assim, por intermédio de algum tipo de linguagem que, como vimos, altera­
se de acordo com o uso que as pessoas fazem dela. Verbais ou não verbais, criamos sinais que
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têm significado especial para o grupo humano do qual fazemos parte.  
Veja, por exemplo, a tela de Portinari: 
Ao pintar os trabalhadores rurais em atividade, Portinari revela, com precisão, uma importante
questão social: a vida sofrida dos lavradores nas lavouras do café que, ao cumprir longas jornadas
de trabalho, misturam­se à terra, numa interminável fila de homens e mulheres anônimos, com
mãos e pés enormes, sugerindo, talvez, o excesso e a força de tanto trabalho. Não há céu, não há
horizonte; o predomínio da cor marrom reforça o drama vivido por esses trabalhadores.  
Diante do não verbal, como espectadores, experimentamos a emoção que o quadro desperta, não
porque seu significado esteja expresso em palavras, mas porque ele exibe a síntese do sentimento
do artista.
Podemos concluir, assim, que a linguagem é múltipla e, a partir da combinação de seus
variados códigos, promove a interação entre os seres humanos, permitindo a expressão do que
pensa e do que sente. 
 
Dica de leitura:
O verbal e o não verbal 
Vera Teixeira de Aguiar  
Editora Unesp
 
Exercício 1:
Leia um trecho do texto A vaguidão específica, de Millôr Fernandes. 
“­ Maria, ponha isso lá em qualquer parte.
­ Junto com as outras?
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­ Não ponha junto com as outras, não.  Senão pode vir alguém e querer fazer qualquer
coisa com elas. Ponha no lugar do outro dia.
­ Sim senhora.  Olha, o homem está aí.
­ Aquele de quando choveu?
­ Não, o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo.
­ Que é que você disse a ele?
­  Eu disse para ele continuar.” 
Quanto ao diálogo acima, aponte a alternativa incorreta:
A ­ os personagens não estão se entendendo, por diferenças de classe social. 
B ­ os leitores não podem entendê­lo plenamente porque não têm referências
contextuais ao diálogo. 
C ­ texto típico da linguagem oral, portanto, com vocabulário econômico. 
D ­ a vaguidade das palavras não interfere na compreensão do diálogo pelas
personagens 
E ­ ausência de sentido intencional para ironizar o modo de falar das mulheres. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ As diferenças nas classes sociais geram linguagens diferentes. 
Exercício 2:
De acordo com o Dicionário Aurélio, ambiguidade significa “qualidade ou estado
de ambíguo”, sendo que ambíguo, por sua vez, possui as seguintes acepções:
“que se pode tomar em mais de um sentido; equívoco; procedimento que denota
incerteza, insegurança, indecisão, indeterminação e imprecisão”.
O enunciado que  segue é ambíguo.  Leia­o e,  depois,  assinale  a  alternativa que
melhor explicita o sentido dele: “Os mergulhadores disseram aos engenheiros que
estavam com a razão”.
A ­ Quem estava com a razão eram os mergulhadores. 
B ­ Quem estava com a razão eram os engenheiros. 
C ­ Ambos estavam com a razão. 
D ­ Quem estava com a razão eram outras pessoas. 
E ­ É impossível saber quem estava com a razão. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Sem o tema que leva a justificativa, não tem como avaliar o correto. 
Exercício 3:
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Em 2002, o governo promoveu uma campanha a fim de reduzir os índices de
violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a seguinte manchete:
 
“CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM
NOVA FASE”.
 
A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendimento. Considerando
o  objetivo  da  notícia,  esse  problema  poderia  ter  sido  evitado  com  a  seguinte
redação:
A ­ Campanha contra o governo do Estado e a violência entram em nova fase. 
B ­ A violência do governo do Estado entra em nova fase de Campanha. 
C ­ Campanha do governo do Estado contra a violência entra em nova fase. 
D ­ Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase de violência. 
E ­ A violência da campanha do governo do Estado entra em nova fase.    
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Essa referência faz mais sentido, pois não coloca o Governo como violento. 
Exercício 4:
Assinale a única opção incorreta a respeito da charge acima.
A ­ Para entender o texto é necessário saber algo sobre a crise no transporte
aéreo brasileiro. 
B ­ A falta de fala dos demais personagens faz com que o sentido do texto não
seja completo. 
C ­ O texto só faz sentido se soubermos em que contexto histórico foi produzido. 
D ­ Apesar de ser humorístico, o texto veicula o ponto de vista crítico do autor
(Junião). 
E ­ Os elementos figurativos no texto traduzem a temática da crise aérea. 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ A frase está incompleta. 
Exercício 5:
Em: “A fofoca (...) é sempre vulgar. Já um caso bem contado, mesmo quando venenoso, não deixa de ter o seu
charme. Quem é alvo de fofoca costuma perder as estribeiras. Já o personagem de uma anedota pode até ficar
sem graça, mas no fim dá risada também. Contar casos, além disso, requer uma certa vivência, um certo talento.
Já para o fofoqueiro, basta oespírito de porco.”     
(Revista Veja).
 Substituindo as expressões destacadas por outras que correspondam à norma culta, têm­se
respectivamente,
A ­ desnortear­se, a fofoca. 
B ­ descontrolar­se, a malícia. 
C ­   impacientar­se, o mau humor. 
D ­   impressionar­se, a inconveniência. 
E ­ enaltecer­se, a transgressão. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
B ­ Se encaixam de forma culta. 
A ­ Se encaixam de forma culta. 
Exercício 6:
Leia este texto: 
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Assinale a alternativa correta:
A ­ No cartum de Quino foi empregada apenas a linguagem verbal, representada
pelas palavras. 
B ­ No cartum de Quino foiempregada apenas a linguagem não verbal,
representada pelos desenhos. 
C ­ No cartum de Quino foram empregadas a linguagem verbal (representada
pelas palavras) e a linguagem não verbal (representada pelos desenhos). 
D ­ O cartaz no portão não contribui para a atribuição de sentido no texto. 
E ­ Não é possível reconhecer as linguagens utilizadas no cartum, pois a
mensagem não está registrada em português. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Visto a análise do desenho em questão. 
Exercício 7:
Observe a  ilustração abaixo:
 A imagem acima é predominantemente não­verbal e por isso:
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A ­ Deve ser lida obrigatoriamente da esquerda para a direita; 
B ­ Deve ser lida da margem superior à margem inferior, necessariamente. 
C ­ Pode ser lida aleatoriamente, sem seguir uma ordem pré­definida. 
D ­ Só pode ser lida se acompanhada de um texto verbal. 
E ­ Não pode ser lida, uma vez que é apenas uma imagem. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Devido a serem somente imagens. 
Exercício 8:
É possível associar a imagem abaixo aos prédios do World Trade Center?
A ­ Não, porque não há nenhuma semelhança entre as formas dos livros e a dos
dois prédios; 
B ­ Não, porque prédios e livros são objetos totalmente diversos e não sofrem
nenhum tipo de associação; 
C ­ Não, porque os prédios já foram destruídos e não podem mais ser vistos; 
D ­ Sim, desde que o leitor possua em seu repertório cultural a lembrança da
imagem dos dois prédios; 
E ­ Sim, porque o leitor, mesmo desprovido da lembrança da imagem dos dois
prédios em  seu repertório cultural, é independente e autônomo. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Duas torres e uma lembrança. 
Exercício 9:
 
(ENADE/2006) Observe as composições a seguir.
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Os dois textos acima relacionam a vida a sinais de pontuação, utilizando estes como metáforas do
comportamento do ser humano e das suas atitudes.
A exata correspondência entre a estrofe da poesia e o quadro do texto “Uma Biografia” é:
A ­ a primeira estrofe e o quarto quadro. 
B ­ a segunda estrofe e o terceiro quadro. 
C ­ a segunda estrofe e o quarto quadro. 
D ­ a segunda estrofe e o quinto quadro. 
E ­ a terceira estrofe e o quinto quadro. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Conforme análise. 
Exercício 10:
Assinale a alternativa correta:
A ­ Os textos não verbais devem ser lidos linearmente. 
B ­ Não existem textos exclusivamente não verbais. 
C ­ Nos textos não verbais há predominância de palavras ambíguas. 
D ­ Nos textos não verbais, o leitor tem liberdade de leitura, isto é, não é
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obrigado a ler sempre na mesma sequência e pode apreender as imagens
simultaneamente. 
E ­ Nos textos não verbais as imagens são apreendidas simultaneamente mas não
é possível identificar a autoria. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Visto em trechos anteriores. 
Exercício 11:
Assinale a frase que não apresenta vícios de linguagem como: cacofonia, redundância e pleonasmo.
A ­ O gerente nunca gasta um vintém com seus subalternos. 
B ­ Devemos ser racionais, fé demais não é bom. 
C ­ Inauguraremos nossa nova filial em setembro próximo. 
D ­ Nossa primeira prioridade é a realização de um plebiscito popular. 
E ­ Vou repetir: “O governo vai criar empregos.” 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Analise e entendimento das palavras. 
Exercício 12:
Leia as afirmações.
I. A linguagem pode ser definida como um sistema de sinais convencionais que nos permite
realizar atos de comunicação.
II. A linguagem verbal é aquela que utiliza as palavras para estabelecer comunicação. 
III. A linguagem não verbal é aquela que utiliza outros sinais que não as palavras para
estabelecer comunicação. 
IV. As variações lingüísticas restringem­se apenas a diferenças regionais, marcadas por
características fonéticas próprias de cada região.
V. Uma característica de todas as línguas é a presença de variedades que indicam, muitas vezes,
a identidade dos membros de um grupo social.
Estão corretas as afirmações.
 
A ­ I, II e IV, apenas. 
B ­ II, III, IV e V. 
C ­ I, II e V, apenas. 
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D ­ I, II e III, apenas. 
E ­ I, II, III e V. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ A IV não está correta. 
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 NOÇÃO DE TEXTO
A palavra “texto” é bastante familiar no âmbito escolar e fora dele, embora, de modo geral, não o
reconheçamos em diversas de suas ocorrências. Certamente já ouvimos: “Que texto interessante! Seu texto
está confuso! Faça um texto sobre “suas férias”...
No entanto, no que diz respeito especialmente à leitura, muitas vezes os alunos lêem fragmentos do texto e
buscam entender partes isoladas que, sem relação com as demais — com o todo —, levam o leitor,
provavelmente, a chegar a conclusões precipitadas e até mesmo erradas sobre o sentido do texto.
Os estudos mais avançados na área da Lingüística Textual, a partir da década de 60, detiveram­se em
explicar as características próprias da linguagem escrita concretizada em forma de texto e não em forma
de um mero amontoado de palavras e frases.
Para a Lingüística Textual, a linguagem é o principal meio de comunicação social do ser humano e,
portanto, seu produto concreto — o texto — também se reveste dessa importante característica, já que é
por intermédio dele que um emissor transmite algo a um receptor, obedecendo a um sistema de
signos/regras codificado. O texto constitui­se, assim, na unidade lingüística comunicativa básica.
Inicialmente, faz­se necessário expor o conceito de “texto”, por ser ele o elemento fundamental de
comunicação. Vejamos o conceito proposto por Bernárdez (1982):
Texto é a unidade lingüística comunicativa fundamental, produto da atividade verbal humana, que possui
sempre caráter social: está caracterizado por seu estrato semântico e comunicativo, assim como por sua
coerência profunda e superficial, devida à intenção (comunicativa) do falante de criar um texto íntegro, e à
sua estruturação mediante dois conjuntos de regras: as próprias do nível textual e as do sistema da
língua”.
 Alguns elementos nos parecem centrais nessa definição. São eles:
a. Um texto não é um aglomerado de frases; o significado de suas partes resulta das correlações que elas
mantêm entre si. Uma leitura não pode basear­se em fragmentos isolados do texto. Observe a seqüência:
Marilene ainda não chegou. Comprei três melancias. O escritório de Sérgio encerrou
o expediente por hoje. A densa floresta era assustadora. Ela colocou mais sal no
feijão. O vaso partiu­se em pedacinhos.
Essa seqüência apresenta um amontoado aleatório de frases, já que suas partes não se articulam entre si,
não formam um todo coerente. Portanto, tal seqüência não constitui um texto.
Agora, observe a tira:
  
 
Inicialmente notamos que os personagens curtem o sol num momento de lazer. No segundo quadro da tira,
ao lermos “mas, infelizmente...”, acreditamos que o personagem vai interromper o agradável momento por
contade alguma obrigação que deva cumprir. No terceiro quadro, porém, somos obrigados a reinterpretar
o significado anteriormente atribuído e verificar que ambos estão, mesmo, dispostos a aproveitar o sol sem
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qualquer pressa. Como vemos, o sentido global de um texto depende das correlações entre suas
partes.
Veja como isso se dá no texto que segue.
Circuito Fechado 
    Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear,
pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo; pente.
Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos,
caneta, chaves, lenço, relógio, maços de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e
pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona,
cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas,
caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena.
Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes,
telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo,
bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro­negro, giz, papel.
Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara.
Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone,
revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e
papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis,
folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó,
gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras,
cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras,
camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
(Ricardo Ramos)
 
Em Circuito fechado não há apenas uma série de palavras soltas; temos aqui um texto. E por quê? Apesar
de haver palavras, aparentemente, sem relação umas com as outras, é possível reconhecer, depois de uma
leitura atenta, que há uma articulação entre elas. A escolha dos substantivos e a seqüência em que são
empregados revelam um significado implícito, algo que une e relaciona essas palavras, formando um texto.
Podemos, assim, dizer que esse texto se refere a um dia na vida de um homem comum.  
Note que no início do texto há substantivos relacionados a hábitos rotineiros, como levantar, ir ao banheiro,
lavar o rosto, escovar dentes, fazer barba tomar banho, vestir­se e tomar café da manhã. 
Chinelos, vaso, descarga. Pia. Sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear,
pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente.
Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos,
caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos.
Já no final do texto há o ritual que denota a volta para casa. Observe: 
Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa,
cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforos. Poltrona, livro. Cigarro e
fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama,
espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.
Descobrimos que a personagem é um homem também pela escolha dos substantivos. Parece que sua
profissão pode estar relacionada à publicidade e o personagem é, também, um fumante, pois, por quatorze
vezes, o narrador retoma a seqüência “cigarro, fósforo”. 
Creme de barbear, pincel, espuma, gilete [...] cueca, camisa, abotoadura, calça, meia, sapatos, gravata,
paletó [...] Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos
de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída [...] Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas,
vales, cheques, memorandos, bilhetes [...] Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios,
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fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo,
quadro­negro, giz, papel.
Enfim, o texto Circuito fechado é uma crônica — um texto narrativo curto —, cujo tema é o cotidiano e leva
o leitor a refletir sobre a vida. Usando somente substantivos, o autor produziu um texto que termina onde
começou. Essa estrutura circular tem relação com o título e com a rotina que aprisiona o homem nos dias
atuais.
b. O texto tem coerência de sentido e o sentido de qualquer passagem de um texto é dado pelo contexto1.
Se não levarmos em conta as relações entre as partes do texto, corremos o risco de atribuir a ele um
sentido oposto àquele que efetivamente tem.
c. Todo texto tem um caráter histórico, não no sentido de narrar fatos históricos, mas no de revelar as
concepções e a cultura de um grupo social numa determinada época.  
   
http://www.propagandasantigas.blogger.com.br/  
(acesso em 05/01/2007) 
Os anúncios retratam duas concepções distintas a respeito da moda infanto­juvenil em
épocas diferentes: o recato do século XIX e o olhar prático e dinâmico dos dias atuais.
1Contexto: unidade maior em que uma unidade menor está inserida. Exemplo: a frase serve de contexto
para a palavra, o texto para a frase etc.
 
GENEROS
Você conhece essa piada? 
Desconfiado de que sua festa estava cheia de penetras, o anfitrião grita:  
 
­ Convidados da noiva, para o lado direito!  
 
Metade se aloja do lado direito dele.  
 
­ Agora, convidados do noivo, do meu lado esquerdo!  
 
Um monte de gente se junta do lado esquerdo.  
 
­ E, agora, caiam fora vocês! Isto aqui é uma festa de aniversário!
Todos os dias, deparamo­nos com diferentes textos durante as mais diversas situações comunicativas das
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quais participamos socialmente: anúncios, relatórios, notícias, palestras, piadas, receitas etc. Veja, por
exemplo, o que podemos fazer quando queremos:
escolher um filme para assistir no cinema. 
Podemos consultar a seção cultural de um dos jornais da cidade ou uma revista especializada, ler
num outdoor sobre o lançamento de um filme que lhe agrada ou, ainda, pedir a opinião de um
amigo. 
saber como chegar a um local desconhecido por nós. 
Podemos consultar um guia de ruas da cidade ou, ainda, perguntar a alguém que conheça o trajeto.
Quem sabe até pedir que essa pessoa lhe desenhe o caminho? 
convidar um amigo para sua festa de aniversário. 
Podemos mandar um e­mail, um convite pelo correio, telefonar ao colega, enviar um “torpedo” pelo
celular. 
entreter uma criança. 
Aqui as possibilidades são várias! Podemos ler histórias de fadas, lançar adivinhas, lembrar antigas
canções, recitar quadrinhas e parlendas, propor jogos diversos, assistir a um desenho etc.
Em todas as situações descritas acima, utilizamos textos em diferentes gêneros, isto é, para situações e/ou
finalidades diversas, lançamos mão de um repertório diverso de gêneros textuais que circulam socialmentee se adaptam às diferentes situações de comunicação. Cada um desses gêneros exige, para sua
compreensão ou produção, diferentes conhecimentos e capacidades.
De modo geral, todos os gêneros textuais têm em comum, basicamente, três características:
o assunto: o que pode ser dito através daquele gênero; 
o estilo: as palavras, expressões, frases selecionadas e o modo de organizá­las; 
o formato: a estrutura em que cada agrupamento textual é apresentado.
Os gêneros surgem, situam­se e integram­se funcionalmente nas culturas em que se desenvolvem. O
conjunto dos gêneros é potencialmente infinito e mutável, materializado tanto na oralidade quanto na
escrita. Eles são vinculados à vida cultural e social e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades
comunicativas do seu dia­a­dia. Assim, são exemplos de gêneros textuais: telefonema, carta, romance,
bilhete, reportagem, lista de compras, piadas, receita culinária, contos de fadas etc.
Para Bronckart (1999), a apropriação dos gêneros é um mecanismo fundamental de socialização, de
inserção prática nas atividades comunicativas humanas.
Exercício 1:
Em todas as alternativas reconhecemos as diferentes características de um texto, exceto em:
A ­ Todo texto tem uma intenção comunicativa e coerência de sentido. 
B ­  Todo texto tem um caráter histórico, não no sentido de que narra os fatos históricos,
mas no de que revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada
época. 
C ­ Todo texto é produzido e marcado também pelas condições de produção de caráter
físico, cultural e ideológico. 
D ­ Não podemos reconhecer um quadro ou um filme como texto, já que neles o princípio
da coerência de sentido não pode ser observado. 
E ­ Num texto, sua estrutura é construída de tal modo que as frases não têm significado
autônomo; nele, o sentido de uma frase é dado pela correlação que ela mantém com as
demais. 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Uma figura sem texto é apenas uma imagem. 
Exercício 2:
Leia.
O que se diz
Que frio! Que vento! Que calor! Que caro! Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde! Que amor!
Que besteira! Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que doçura! Que novidade!
Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que confusão! Que vida! Que talento! Que alívio! Que
nada...
Assim, em plena floresta de exclamações, vai­se tocando pra frente.
ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia e prosa.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1983.
Verifique se as informações abaixo são falsas ou verdadeiras.
a) No primeiro parágrafo faltam elementos de ligação entre as partes, mas a última frase, Assim, em
plena floresta de exclamações vai­se tocando pra frente, produz a unidade de sentido.
b) Pela ausência de elementos de ligação entre as partes, não é possível   estabelecer coerência  de
sentido no texto.
c) Em nível discursivo (superficial) o texto mostra o caráter estereotipado de nossa linguagem cotidiana.
d) É correto afirmar que a leitura não pode basear­se em fragmentos isolados do texto, já que o significado
das partes é determinado pelo todo em que estão inseridas.
Assinale a alternativa correta.
 
 
A ­ a. (V) / b. (F) / c. (V) / d. (V) 
B ­ a. (F) / b. (V) / c. (V) / d (V) 
C ­ a. (F) / b. (F) / c. (V) / d. (V) 
D ­ a. (V) / b. (V) / c. (F) / d. (V) 
E ­ a. (V) / b. (F) / c. (V) / d. (F) 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ Somente a B é falsa. 
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Exercício 3:
Considere as seguintes afirmações:
I ­ Um texto não é meramente “uma unidade construída por uma soma de sentenças, mas pelo
encadeamento semântico delas”. 
II ­ O encadeamento semântico das sentenças de um texto é dado, sobretudo, pelo emprego de
mecanismos de coesão.
III ­ A coerência de um texto é resultante de uma concatenação perfeita entre as diversas frases e entre
os diversos parágrafos, sempre em busca de uma unidade de sentido. 
Pode­se dizer que:
A ­ somente a afirmação I está correta. 
B ­ as afirmações I e II estão corretas. 
C ­ as afirmações II eIII estão corretas. 
D ­ todas as afirmações estão corretas. 
E ­ todas as afirmações estão incorretas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Se encaixam. 
Exercício 4:
Considere as afirmações abaixo:
I. Um texto não é um aglomerado de frases.
II. Isolando frases do texto, podemos conferir­lhe o significado que se deseja.
III. Para entender qualquer passagem de um texto, é necessário confrontá­la com as demais partes que o
compõem sob pena de dar­lhe um significado oposto ao que ela de fato tem.
IV. Nenhum texto é uma peça isolada, nem a manifestação da individualidade de quem o produziu.
Assinale a alternativa correta:
 
A ­ A  Apenas as alternativas I e III estão corretas. 
B ­ Apenas as alternativas I, II e IV estão corretas. 
C ­ Apenas as alternativas II, III e IV estão corretas. 
D ­ Apenas as alternativas I, III e IV estão corretas. 
E ­ Todas as alternativas estão corretas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
B ­ Interpretação. 
D ­ Interpretação. 
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Exercício 5:
Leia a tirinha a seguir e responda:
A conversa entre Mafalda e seus amigos
A ­ desvaloriza a diversidade social e cultural e a capacidade de entendimento e respeito
entre as pessoas. 
B ­ revela a real dificuldade de entendimento entre posições que pareciam convergir. 
C ­ expressa o predomínio de uma forma de pensar e a possibilidade de entendimento
entre posições divergentes. 
D ­ ilustra a possibilidade de entendimento e de respeito entre as pessoas a partir do
debate político de idéias. 
E ­ mostra a preponderância do ponto de vista masculino nas discussões políticas para
superar divergências. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Simplesmente pelo fato de cada um estar olhando um lado diferente, brigam para ver
qual é a "frente" correta. 
Exercício 6:
Do ponto de vista social, o gênero é:
A ­ Uma estrutura fixa instituída padronizada por autoridades competentes. 
B ­ Tipo de texto definido apenas pela abordagem do mesmo conteúdo. 
C ­ Uma forma de comunicação que varia de acordo com a situação comunicativa. 
D ­ Um estilo padronizado pelas autoridades competentes. 
E ­ Uma forma de comunicação instituída pelas autoridades competentes. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Generos. 
Exercício 7:
 A propaganda pode ser definida como divulgação intencional e constante de mensagens destinadas a um
determinado auditório visando criar uma imagem positiva ou negativa de determinados fenômenos. A
Propaganda está muitas vezes ligada à ideia de manipulação de grandes massas por parte de pequenos grupos.
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Alguns princípios da Propaganda são: o princípio da simplificação, da saturação, da deformação e da
parcialidade. (Dicionário de Política)
Segundo o texto, muitas vezes a propaganda
 
A ­ não permite que minorias imponham ideias à maioria. 
B ­ depende diretamente da qualidade do produto que é vendido. 
C ­ favorece o controle das massas difundindo as contradições do produto. 
D ­ está voltada especialmente para os interesses de quem vende o produto. 
E ­ convida o comprador à reflexão sobre a natureza do quese propõe vender. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ E também de quem ira consumir. 
Exercício 8:
Tendo por base que gêneros textuais são textos, podemos citar como exemplos de gêneros:
A ­ a notícia, o conto, o poema. 
B ­ a televisão, o cinema, a Internet. 
C ­ a revista, o notebook, o bar. 
D ­ a entrevista,  aparelhos audiovisuais, o computador. 
E ­ o computador, a internet, o boliche. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ Somente nessa alternativa temos gêneros. 
Exercício 9:
Assinale a alternativa que NÃO vale para a noção de gênero textual.
A ­ Relaciona­se à vida cultural e social e constitui uma forma de ação social. 
B ­ Contribui para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas. 
C ­ Mistura aspectos da oralidade e da escrita. 
D ­ É um instrumento de representação dos fatos, um espelho da realidade. 
E ­ Apresenta características sócio­comunicativas definidas por conteúdos, propriedades
funcionais e estilo. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Não se encaixa. 
Exercício 10:
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Tendo por base que gêneros textuais são textos, podemos citar como exemplos de gêneros:
A ­ a notícia, o conto, o poema. 
B ­ a televisão, o cinema, a Internet. 
C ­ a revista, o notebook, o bar. 
D ­ o computador, a internet, o boliche. 
E ­ a entrevista,  aparelhos audiovisuais, o computador. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ São Generos. 
Exercício 11:
Assinale a alternativa que NÃO vale para a noção de gênero textual.
A ­ Relaciona­se à vida cultural e social e constitui uma forma de ação social. 
B ­ Contribui para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas. 
C ­ Mistura aspectos da oralidade e da escrita. 
D ­ É um instrumento de representação dos fatos, um espelho da realidade. 
E ­ Apresenta características sócio­comunicativas definidas por conteúdos, propriedades
funcionais e estilo. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Não são textuais. 
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A interação pela linguagem materializa­se por meio de textos, sejam eles orais ou escritos. É relevante, no
entanto, reconhecer que fala e escrita são duas modalidades de uso da língua que, embora se utilizem do
mesmo sistema lingüístico, possuem características próprias. As duas não têm as mesmas formas, a mesma
gramática, nem os mesmos recursos expressivos. Para a compreensão dos problemas da expressão e da
comunicação verbais, é necessário evidenciar essa distinção. 
Para dar início às suas reflexões, leia o texto de Millôr Fernandes, a seguir. 
A vaguidão específica
"As mulheres têm uma maneira de falar que eu chamo de vago­específica."  
Richard Gehman 
 
— Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte.  
— Junto com as outras?  
— Não ponha junto com as outras, não. Senão pode vir alguém e querer fazer coisa com elas. Ponha
no lugar do outro dia.  
— Sim senhora. Olha, o homem está aí.  
— Aquele de quando choveu?  
— Não, o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo.  
— Que é que você disse a ele?  
— Eu disse pra ele continuar.  
— Ele já começou?  
— Acho que já. Eu disse que podia principiar por onde quisesse.  
— É bom?  
— Mais ou menos. O outro parece mais capaz.  
— Você trouxe tudo pra cima?  
— Não senhora, só trouxe as coisas. O resto não trouxe porque a senhora recomendou para deixar
até a véspera.  
— Mas traga, traga. Na ocasião nós descemos tudo de novo. É melhor, senão atravanca a entrada e
ele reclama como na outra noite.  
— Está bem, vou ver como. 
 
FERNANDES, Millôr. Trinta anos de mim mesmo. São Paulo, Círculo do Livro, 1976, p.77.
No texto, o autor revela ironia ao atribuir às mulheres o falar de modo vago e por meio de elipses. No
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No texto, o autor revela ironia ao atribuir às mulheres o falar de modo vago e por meio de elipses. No
entanto, tais características são próprias do texto oral, em que a interação face­a­face permite que os
interlocutores, situados no mesmo tempo e espaço, preencham as lacunas ali existentes, já que ambos,
ancorados em dados do contexto e no conhecimento partilhado que possuem, são capazes de compreender e
produzir sentido ao que se diz.
Em nossa sociedade, fundamentalmente oral, convivemos muito mais com textos orais do que com textos
escritos. Todos os povos1, indistintamente, têm ou tiveram uma tradição oral e relativamente poucos
tiveram ou têm uma tradição escrita. No entanto, isso não torna a oralidade mais importante que a escrita.
Mesmo que a oralidade tenha uma primazia cronológica sobre a escrita, esta, por sua vez, adquire um valor
social superior à oralidade.
A escrita não pode ser tida como representação da fala. Em parte, porque a escrita não consegue reproduzir
muitos dos fenômenos da oralidade, tais como a prosódia, a gestualidade, os movimentos do corpo e dos
olhos, entre outros. Ela apresenta, ainda, elementos significativos próprios, ausentes na fala, tais como o
tamanho e o tipo de letras, cores e formatos, sinais de pontuação e elementos pictóricos, que operam como
gestos, mímica e prosódia graficamente representados.
Observe a transcrição de um texto falado, retirado de uma aula de História Contemporânea, ministrada no
Rio de Janeiro, no final de década de 70. Procure ler o texto como se você estivesse “ouvindo” a aula. 
... nós vimos que ela assinala... como disse o colega aí,,, a elevação da sociedade burguesa... e
capitalista... ora... pode­se já ver nisso... o que é uma revolução... uma revolução significa o quê? Uma
mudança... de classe... em assumindo o poder... você vê por exemplo... a Revolução Francesa... o que
ela significa? Nós vimos... você tem uma classe que sobe... e outra classe que desce... não é isso? A
burguesia cresceu... ela ti/a burguesia possuía... o poder... econômico... mas ela não tem prestígio
social... nem poder político... então... através desse poder econômico da burguesia... que controlava o
comércio... que tinha nas mãos a economia da França... tava nas mãos da classe burguesa... que
crescera... desde o século quinze... com a Revolução Comercial... nós temos o crescimento da classe
burguesa... essa burguesia quer... quer... o poder...ela quer o poder político... ela quer o prestígio
social... ela quer entrar em Versalhes... então nós vamos ver que através... de uma Revolução...ela vai...
de forma violenta... ela vai conseguir o poder... isso é uma revolução porque significa a ascensão de uma
classe e a queda de outra... mas qual é a classe que cai? É a aristocracia... tanto que... o Rei teve a
cabeça cortada... não é isso?
Dinah Callou (org.). A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro – materiais 
 para seu estudo. Elocuções formais. Rio de Janeiro, Fujb, 1991, p. 104­105.
É possível notar que o texto é bastante entrecortado e repetitivo, apresenta expressivas marcas de oralidade
e progride apoiando­se em questões lançadas aos interlocutores, no caso, aos alunos. Isso não significa que
o texto falado é, por sua natureza, absolutamente caótico e desestruturado. Ao contrário, ele tem uma
estruturação que lhe é própria, ditada pelas circunstâncias sociocognitivas de sua produção.  
No entanto, tais características, próprias do texto oral, são consideradas inapropriadas para o texto escrito.
E por quê? 
Para entender essa questão, inicialmente, faz­se necessário observar a distinção entre essas duas
modalidades de uso da língua,proposta por Marcuschi (2001:25):
A fala seria uma forma de produção textual­discursiva para fins comunicativos na modalidade oral.
Caracteriza­se pelo uso da língua na sua forma de sons sistematicamente articulados e significativos,
bem como os aspectos prosódicos e recursos expressivos como a gestualidade, os movimentos do
corpo e a mímica. 
A escrita, por sua vez, seria um modo de produção textual­discursiva para fins comunicativos com
certas especificidades materiais e se caracterizaria por sua constituição gráfica, embora envolva
também recursos de ordem pictórica e outros. Pode manifestar­se, do ponto de vista de sua
tecnologia, por unidades alfabéticas (escrita alfabética), ideogramas (escrita ideográfica) ou unidades
iconográficas. Trata­se de uma modalidade de uso da língua complementar à fala.
De modo geral, discute­se que ambas apresentam distinções porque diferem nos seus modos de aquisição,
nas suas condições de produção, na transmissão e recepção, nos meios através dos quais os elementos de
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nas suas condições de produção, na transmissão e recepção, nos meios através dos quais os elementos de
estrutura são organizados.
Para Koch (1992), dentre as características distintivas mais freqüentemente apontadas entre as modalidades
falada e escrita estão as seguintes: 
 
Fala Escrita
1. Contextualizada.  
2. Não­planejada.  
3. Redundante.  
4. Fragmentada.  
5. Incompleta.  
6. Pouco elaborada.  
7. Predominância de frases curtas, simples ou
coordenadas.  
8. Pouco uso de passivas.  
9. Pouca densidade informacional.  
10. Poucas nominalizações.  
11. Menor densidade lexical.
1. Descontextualizada.  
2. Planejada.  
3. Condensada.  
4. Não­fragmentada.  
5. Completa.  
6. Elaborada.  
7. Predominância de frases complexas, com
subordinação abundante.  
8. Emprego freqüente de passivas.  
9. Densidade informacional.  
10. Abundância de nominalizações.  
11. Maior densidade lexical.
 
Ocorre, porém, que essas diferenças nem sempre distinguem as duas modalidades. Isso porque se verifica,
por exemplo, que há textos escritos muito próximos ao da fala conversacional (bilhetes, recados, cartas
familiares, por exemplo), e textos falados que mais se aproximam da escrita formal (conferências,
entrevistas profissionais, entre outros). Além disso, atualmente, pode­se conceber o texto oral e o escrito
como atividades interativas e complementares no contexto das práticas culturais e sociais. 
Oralidade e escrita, assim, são práticas e usos da língua com características próprias, mas não
suficientemente opostas para caracterizar dois sistemas lingüísticos distintos. Ambas permitem a construção
de textos coesos e coerentes, ambas permitem a elaboração de raciocínios abstratos e exposições formais e
informais, variações estilísticas, sociais e dialetais.
Cabe lembrar, finalmente, que em situações de interação face a face, o locutor que detém a palavra não é o
único responsável pelo seu discurso. Trata­se, como bem mostra Marcuschi (1986), de uma atividade de co­
produção discursiva, visto que os interlocutores estão juntamente empenhados na produção do texto. 
 
1Povos: Em todas as comunidades, a fala antecede a escrita. Segundo pesquisas, há 3 mil línguas faladas
no mundo, das quais 180 possuem escrita e, aproximadamente, apenas 78 delas, literatura.
 
REGISTRO: LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL
Conteúdo
Nossa língua apresenta uma imensa possibilidade de variantes lingüísticas, tanto na
linguagem formal (padrão) quanto na linguagem informal (coloquial). Elas não são, assim, homogêneas.
Especialmente no que se refere ao coloquial, as variações não se esgotam. Alguns fatores determinam essa
variedade. São eles: 
• diferenças regionais: há características fonéticas próprias de cada região, um sotaque próprio que dá
traços distintivos ao falante nativo. Por exemplo, a fala espontânea de um caipira difere da fala de um
gaúcho em pronúncia e vocabulário;  
• nível social do falante e sua relação com a escrita: um operário, de modo geral, não fala da mesma
maneira que um médico, por exemplo;  
• diferenças individuais.
É importante salientar que cada variedade tem um conjunto de situações específicas para seu uso e, de
modo geral, não pode ser substituída por outra sem provocar, ao menos, estranheza durante a comunicação.
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modo geral, não pode ser substituída por outra sem provocar, ao menos, estranheza durante a comunicação.
O texto de Luis Fernando Veríssimo ilustra uma dessas situações inusitadas:
 
Aí, Galera
Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador
de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não? 
­ Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. 
­ Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos
seus lares. 
­ Como é? 
­ Aí, galera. 
­ Quais são as instruções do técnico? 
­ Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na
zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contra­
golpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo­nos da desestruturação
momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação. 
­ Ahn? 
­ É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. 
­ Certo. Você quer dizer mais alguma coisa? 
­ Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a
uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas? 
­ Pode. 
­ Uma saudação para a minha progenitora. 
­ Como é? 
­ Alô, mamãe! 
­ Estou vendo que você é um, um... 
­ Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um
ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? 
­ Estereoquê? 
­ Um chato? 
­ Isso.
Correio Braziliense, 13/05/1998.
 
Podemos concluir daí que cada variedade tem seus domínios próprios e que não existe a variedade “certa”
ou “errada”. Para cada situação comunicativa existe a variante “mais” ou “menos” adequada. É certo, no
entanto, que é atribuída à variante padrão um valor social e histórico maior do que à coloquial. Cabe, assim,
ao indivíduo – competente lingüisticamente ­ optar por uma ou outra variante em função da situação
comunicativa da qual participa no momento. 
Por fim, citando Bechara (1999), a linguagem é sempre um estar no mundo com os outros, não como 
um indivíduo em particular, mas como parte do todo social, de uma comunidade.
 
Exercício 1:
Em: “A fofoca (...) é sempre vulgar. Já um caso bem contado, mesmo quando venenoso, não deixa de ter o
seu charme. Quem é alvo de fofoca costuma perder as estribeiras. Já o personagem de uma anedota
pode até ficar sem graça, mas no fim dá risada também. Contar casos, além disso, requer uma certa
vivência, um certo talento. Já para o fofoqueiro, basta oespírito de porco.”      
(Revista Veja)
Substituindo as expressões destacadas por outras que correspondam à norma culta, têm­
se, respectivamente,
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A ­ desnortear­se, a fofoca. 
B ­ descontrolar­se, a malícia. 
C ­   impacientar­se, o mau humor. 
D ­   impressionar­se, a inconveniência. 
E ­ enaltecer­se, a transgressão.    
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ São palavras que se encaixam. 
Exercício 2:
Leia as afirmações abaixo.
I.Podemos reconhecer o texto oral e o texto escrito como atividades interativas e que se complementam no
contexto das práticas culturais e sociais.
II. Oralidade e escrita são práticas e usos da língua com características próprias, suficientemente opostas
para caracterizar dois sistemas lingüísticos distintos. 
III. Tanto a modalidade escrita quanto a oral permitem a construção de textos coesos e coerentes, bem
como a elaboração de raciocínios abstratos e exposições formais e informais, variações estilísticas, sociais e
dialetais.
Estão corretas as afirmações:
 
A ­ I, apenas. 
B ­ I e II. 
C ­ II e III. 
D ­ I e III. 
E ­ III, apenas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Conforma Análise. 
Exercício 3:
Leia o texto.
Sketches
Luís Fernando Verissimo
Dois homens tramando um assalto.
­ Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o cara de
chumbo. Pra arejá.
­ Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá.
­ Tá com o berro aí?
­ Tá na mão.
Aparece um guarda.
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Aparece um guarda.
­ Ih, sujou. Disfarça, disfarça...
O guarda passa por eles.
­ Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia
de Feurbach.
­ Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas
sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18...
O guarda se afasta.
­ O berro, tá recheado?
­ Tá.
­ Então, vamlá!
 
Ao tramarem o assalto, os dois personagens do texto dialogam utilizando um registro de linguagem; quando
o guarda passa, disfarçam usando outro. Os dois níveis de linguagem são, respectivamente:
 
A ­ gíria e linguagem vulgar. 
B ­ linguagem vulgar e linguagem regional. 
C ­ gíria e linguagem culta. 
D ­ linguagem coloquial e linguagem popular. 
E ­ linguagem regional e linguagem vulgar. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
D ­ Coloquial é a linguagem alterada. 
C ­ Tipos de linguagem. 
Exercício 4:
Assinale a alternativa em que ocorre a correspondência adequada entre a situação de fala e a frase de uso:
A ­ Situação 1: um psicólogo fala a um grupo de mães de uma favela. Frase: “Há dois
tipos básicos de depressão: a exógena e a endógena. A primeira causada por uma grande
desilusão; a segunda, sem causa externa definida.” 
B ­ Situação 2: um candidato a um cargo público fala a uma comunidade de bairro. Frase:
“Ensejo encerrar para sempre a falta de água neste logradouro.” 
C ­ Situação 3: um reitor de uma universidade dirige­se ao ministro da Educação. Frase:
“Iminente ministro, é uma honra recebê­lo em nosso campus.” 
D ­ Situação 4: um locutor de FM fala a um grupo de adolescentes. Frase: “E aí, galera,
tudo manero? Vai rolá o maior som.” 
E ­ Situação 5: um deputado fala ao depoente na CPI. Frase: “Você deu um tuné nos
cofres públicos?’ 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Visto a aplicação e o público. 
Exercício 5:
Assinale a alternativa correta.
A ­ Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. Enquanto a língua diz
respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação, latente ou em ação ou
exercício, a linguagem refere­se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um
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exercício, a linguagem refere­se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um
povo, por uma nação, munido de regras próprias (sua gramática). 
B ­ A Variação Histórica explica as formas que a língua assume nas diferentes regiões que
é falada. Isso explica os sotaques e as diferenças no vocabulário de região para região. 
C ­ A Variação Geográfica explica a transformação da língua juntamente com a sociedade
no decorrer do tempo. É dessa maneira que reconhecemos as diferentes falas de
diferentes gerações. 
D ­ A Variação Social é definida pelo nível socioeconômico, grau de instrução, idade e sexo
do indivíduo falante, fatores que determinam grupos distintos de atividade verbal e que
podem gerar discriminação. 
E ­ A língua falada não é estática, ela se modifica ao longo do tempo e do espaço. Todavia,
o mesmo não pode ser dito a respeito da língua escrita, que será sempre a mesma em
qualquer lugar e a qualquer tempo. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Melhor afirmação. 
Exercício 6:
Que elementos do nível informal podemos perceber na fala da personagem a seguir?
 
A ­ Frases curtas, redundância, unidade temática rígida, concisão. 
B ­    Associação à modalidade falada, sintaxe complexa, concisão 
C ­ Vocabulário complexo, elementos extra­verbais, redundância. 
D ­ Fonemas, concisão, alternância de papéis, aprendizagem artificial. 
E ­ Associação à modalidade falada, frases curtas, redundância 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Conforme Texto. 
Exercício 7:
Leia atentamente o texto abaixo e levando em conta os aspectos dos níveis de linguagem e das modalidades oral
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Leia atentamente o texto abaixo e levando em conta os aspectos dos níveis de linguagem e das modalidades oral
e escrita da língua, assinale a alternaĕva incorreta:
 
“Maria (sorrindo)     ‐ Tu gosta de eu?
Tião:                          ‐ Ô dengosa, eu sem tu não era nada...
Maria:                        ‐ Bobagem, namoradô como tu era...
Tião:                          ‐ Tudo passou!
Maria:                        ‐ Pensa que eu não sei? Todas elas miando: ‘Tiãozinho pra cá, Tiãozinho pra lá...’ (Abraçando‐o) Mas eu
                                     Roubei ‘ocê pra mim!
Tião                            ‐ Todo eu!
Maria (fazendo bico)  – Fingido!
Tião:                           ‐ Palavra, dengosa!”
      
GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black‐ĕe. 5 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1987, p. 22.
 
A ­ Tião e Maria são personagens populares, de origem social humilde e escolaridade
reduzida. 
B ­ Tião e Maria usam este nível de linguagem porque estão em situação de namoro. 
C ­ A linguagem do texto é informal e há nele muitas marcas de oralidade. 
D ­ Quanto mais informal o nível de linguagem, mais se aproxima da modalidade oral da
língua. 
E ­ É característica da modalidade oral o uso de palavras contraídas como ‘ ocê   e   pra . 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Típico. 
Exercício 8:
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Sobre a imagem é correto afirmar que
 
A ­ é um texto verbal, que critica a falta de interação entre os usuários da língua verbal
oral. 
B ­ é um texto não verbal, que expõe a que ponto a falta de interação entre os usuários da
língua verbal oral pode chegar. 
C ­ é um texto não verbal que faz apologia (elogia) ao uso das novas mídias. 
D ­ é um texto que, por se utilizar de imagem, não é historicamente demarcado. 
E ­ é um texto verbal que critica o uso das novas mídias. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Interpretação do Desenho. 
Exercício 9:
Uma característica de todas as línguas é a presença de variedades que indicam, muitas vezes, a identidade
dos membros de um grupo social. Os trechos abaixo representam alguns desses níveis, expressos nas
opções:
a) Variante do nível culto – situação formal;
b) Variante regional – situação informal;c) Variante popular – situação que indica falante de baixa escolaridade;
d) Variante pertencente ao nível literário com marcas de época;
e) Variante do nível comum com marcas de oralidade.
I. O dia todo ele chorava, percurava, não tava acreditando eh arregalou os olhos. Chega que andava em
roda, zuretando. Me procurou até um buraco de formigueiro...
Rosa: [1968] (152), in ANDRADE, M. M. Língua Portuguesa. Atlas, 1996.
II. Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Não é raro ver
intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum, defeito grave a que se junta o da excessiva
influência da língua francesa...
ASSIS, Machado de. O novo mundo. In Silveira, 1961: 204­205 (idem)
III. (DUELO DE FARRAPOS)  (J. Simões Lopes Neto). Este caso que vou contar pelo miúdo, pra se entender
bem. Em agosto de 42, o general, que era o presidente da República  Riograndense – vancê desculpe...
estou velho, mais inté hoje, quando falo da República dos Farrapos, tiro o meu chapéu...
RAMOS. G. Seleção de contos brasileiros. Ed. De Ouro, p. 193, s.d.
IV. ... Eu explico. Pega­se um barbante – desses normais ­, coloca­se fogo na ponta. Pega fogo, é claro, pois
é de algodão. Aí você dá uma assopradinha de leve e fica apenas aquela pontinha  vermelha fumegante.
PRATA, M. E se a moda do barbante pegar? 100 crônicas. Cartaz Editorial, 1997.
V. Descalça vai para a fonte
Leonor, pela verdura:
Vai fermosa e não segura.
Lírica de Luís de Camões. In MEDINA, A. Rodrigues. Sonetos de Camões. Ática, 1993.
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Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre os dois grupos.
 
A ­ a2; b3; c1; d5; e4. 
B ­ a3; b2; c4; d5; e1. 
C ­ a2; b3; c1; d4; e5. 
D ­ a5; b1; c3; d2; e4. 
E ­ a3; b4; c1; d5; e2. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ Análise. 
Exercício 10:
Leia o texto a seguir, fragmento da letra de uma das composições de Adoniran Barbosa.
Domingo nóis fumu
Num samba no Bexiga
Na rua Major
Na casa do Nicola
A “mezza notte o’clock”
Saiu uma baita duma briga
Era só pizza que avoava
Junto côas brajola.
Nóis era estranho no lugar
E não quisemo se meter
Não fumo lá pra briga
Nóis fumo lá pra comê.
 
Assinale a única alternativa incorreta em relação ao texto.
 
A ­ A variedade linguística usada contém traços típicos da linguagem dos imigrantes
italianos e dos caipiras de São Paulo. 
B ­ A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade linguística indiscutível.
Portanto, a variante utilizada no texto é inapropriada, já que não reproduz a grafia correta
das palavras em língua portuguesa. 
C ­ A letra dessa música representa uma variedade popular espontânea. 
D ­ O espaço urbano e/ou rural em que as variedades linguísticas são faladas constitui­se
numa dimensão importante para a compreensão dos fenômenos associados à variação
linguística. 
E ­ O efeito de espontaneidade do texto depende também da escolha de palavras da fala
coloquial popular. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Desapropriado. 
Exercício 11:
Leia o texto Chicu Mineru e assinale a alternativa correta:
“Fizemu a urtima viagem
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“Fizemu a urtima viagem
 Foi lá pro sertão de Goiás
Fui eu e o Chicu Mineru
Também foi o capataz
Viajemu muitos dia
Pra chega em Ouru Finu
Aonde nóis passemu a noite
Numa festa du Divinu.”
(...)
 
A ­ Trata­se de um texto informal porque nele há ambiguidade. 
B ­ Trata­se de um texto formal, embora haja traços de oralidade. 
C ­ Trata­se de um texto informal porque apresenta traços de oralidade. 
D ­ Trata­se de um texto formal porque não apresenta “erros” de acordo com a língua
padrão. 
E ­ Trata­se de um texto informal porque apresenta traços de oralidade e cacofonia. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Boa Música tema. 
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Exercício 1:
O texto abaixo, de Ignácio de Loyola Brandão, foi propositadamente alinhado sem nenhuma ordem
lógica. Observe:
I – “Mamãe, tem um homem dentro da pia”
II – Vários dias foi rodando, até que tudo se tornou monótono. O cano por dentro não era
interessante.
III – Não obteve resposta. Esperou, tudo quieto. A menina se cansou, abriu o tampão e ele
desceu pelo esgoto.
IV – Abriu a torneira e entrou pelo cano. A princípio incomodava­o a estreiteza do tubo. Depois se
acostumou. E, com a água, foi seguindo. Andou quilômetros. Aqui e ali ouvia barulhos familiares.
Vez ou outra, um desvio, era uma secção que terminava em torneira.
V – No primeiro desvio, entrou. Vozes de mulher. Uma criança brincava. Ficou na torneira, ­ à
espera que abrissem. Então percebeu que as engrenagens giravam e caiu numa pia. À sua volta
era um branco intenso, uma água límpida. E a cara da menina aparecia redonda e grande, a olhá­
lo interessada. Ela gritou: 
A seqüência correta para organizar as partes desse texto narrativo é:
 
A ­  I – IV – V – II ­ III 
B ­ IV – V – II – I ­ III 
C ­ IV – II – V – I – III 
D ­ III – IV – II – V – I 
E ­ II ­  V – I – III – IV 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
E ­ Pela ordem, somente esta faz sentido. 
C ­ Pela ordem, somente esta faz sentido. 
Exercício 2:
Leia:
Improviso
(Manuel Bandeira)
Cecília, és libérrima e exata
Como a concha.
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Mas a concha é excessiva matéria,
E a matéria mata.
Cecília, és tão forte e tão frágil,
Como a onda ao termo da luta.
Mas a onda é água que afoga:
Tu, não, és enxuta.
Cecília, és como o ar,
Diáfana, diáfana.
Mas o ar tem limites:
Tu, quem te pode limitar?
Definição:
Concha, mas de orelha;
Água, mas de lágrima;
Ar com sentimento.
­ Brisa, viração
da asa de uma abelha.
Do poema de Manuel Bandeira é correto afirmar­se que:
 
A ­ são versos em que predomina um modelo narrativo, quando a personagem
Cecília assume o centro do conflito. 
B ­ apenas os versos da última estrofe são descritivos, pois o próprio poeta avisa
que vai fazer uma definição final. 
C ­ são versos em que se narram as transformações por que passa a personagem
no decorrer de sua vida e a transformação de estado é típica do modelo narrativo.
D ­ apesar de serem versos que pertencem a um modelo descritivo, as frases que
o compõem apresentam tempos verbais distintos, o que anula a simultaneidade. 
E ­ são versos que pertencem a um modelo descritivo, pois não há progressão de
tempo, nem transformação de estado, apenas simultaneidade. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
B ­ Com análise do texto. 
C ­ Com análise do texto. 
D ­ Com análise do texto. 
E ­ Com análise do texto. 
Exercício 3:
Leia atentamente as características enumeradas abaixo:
I – Como o texto narrativo, o texto * é figurativo.
II – Ao contrário do texto narrativo, o texto * não relata propriamente mudanças de situação,
mas propriedades e aspectos simultâneos dos elementos. 
III – No texto * não existe relação de anterioridade e de posterioridade entre seus enunciados. 
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IV – O texto * é um texto temático, ou seja, não trata de episódios ou seres concretos e
particularizados, mas de análisese interpretações genéricas válidas para muitos casos concretos
e particulares; o texto * opera predominantemente com termos abstratos.
V – Como o texto narrativo, o texto * mostra mudanças de situação.
VI – Ao contrário do texto narrativo, cuja ordenação é cronológica, o texto * tem uma ordenação
que obedece às relações lógicas.
Tendo como base tais características, pode­se dizer que:
 
A ­ I, II e III apresentam características da narração; IV, V e VI apresentam
características da descrição. 
B ­ I, II e III apresentam características da descrição; IV, V e VI apresentam
características da dissertação. 
C ­ I, II e III apresentam características da narração; IV, V e VI apresentam
características da dissertação. 
D ­ I, II e III apresentam características da dissertação; IV, V e VI apresentam
características da narração. 
E ­ I, II e III apresentam características da descrição; IV, V e VI apresentam
características da narra 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Conforme Análise Textual. 
Exercício 4:
(FUVEST) Leia:
Filosofia dos epitáfios
Saí, afastando­me dos grupos, e fingindo ler epitáfios. E, aliás, gosto dos
epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto
egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra
que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus
mortos na vala comum; parece­lhes que a podridão anônima os alcança a eles
mesmos.
Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.
Do ponto de vista da composição, é correto afirmar que o capítulo “Filosofia dos epitáfios” :
A ­ é predominantemente argumentativo, servindo os dados do enredo e dos
ambientes como fundo para a digressão. 
B ­ é predominantemente descritivo, com a suspensão do curso da história, dando
lugar à construção do cenário. 
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C ­ equilibra em harmonia narração e descrição à medida que faz avançar a
história e cria o cenário de sua ambientação. 
D ­ é predominantemente narrativo, visto que o narrador evoca os
acontecimentos que marcaram a sua saída. 
E ­ equilibra narração e argumentação, com o uso do discurso indireto para
registrar as impressões que o ambiente provoca no narrador. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
D ­ Análise do texto. 
E ­ Análise do texto. 
C ­ Análise do texto. 
B ­ Análise do texto. 
A ­ Análise do texto. 
Exercício 5:
As ideias propostas nos itens abaixo estão alinhadas sem ordem alguma. Observe.
I. Isso foi a 30 de abril de 1945, há mais de 60 anos. Hitler, então, passaria para a história como
uma das raras unanimidades.
II. Eles se suicidaram em seguida para não caírem em mãos da Infantaria soviética, que já se
apoderava dos subúrbios da cidade.
III. Adolf Hitler estava com 56 anos. Fechou­se com a mulher, Eva Braun, em seus aposentos no
bunker construído debaixo da chancelaria alemã em Berlim.
IV. Estimativas grosseiras indicam que a guerra provocada pelo nazi­fasciamo custou a vida de
pelo menos 38 milhões de civis e militares.
(Folha de São Paulo, com adaptações)
A ordem lógica em que os itens devem dispor­se para formar uma seqüência coerente é:
 
A ­ IV – III – II ­ I 
B ­ II – III – I – IV 
C ­ III – II – I – IV 
D ­ IV – I – II – III 
E ­ III – II – IV – I 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
A ­ Ordem correta. 
D ­ Ordem correta. 
B ­ Ordem correta. 
C ­ Ordem correta. 
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Exercício 6:
Leia trechos de duas redações produzidas em exames vestibulares:
I­ Deve­se respeitar o presidente da República porque, como sabemos, no país ele é
uma autoridade.
II­ Os empresários usam o poder econômico para influir no poder político.
 
Considere as afirmações e assinale a correta:
 
A ­ Os dois trechos não apresentam qualquer defeito de argumentação. 
B ­ Em I e II, o defeito argumentativo é provocado pelo uso de conceitos que se
contradizem entre si. 
C ­ Em I, o defeito argumentativo é a falta de especificidade no emprego da
palavra autoridade, utilizada de maneira ampla e vaga. Já a afirmação genérica
compromete a força argumentativa do trecho  II. 
D ­ Em I, é a afirmação genérica que compromete a argumentação. Em II, o
defeito consiste no uso de conceitos que se contradizem entre si. 
E ­ penas o item I apresenta defeito de argumentação: emprego de noções
confusas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
B ­ Interpretação do texto. 
C ­ Interpretação do texto. 
Exercício 7:
Seguem dois parágrafos argumentativos. Compare­os e assinale a alternativa correta.
“A análise da influência da propaganda no comportamento das pessoas serve para demonstrar
como os meios de comunicação de massa aperfeiçoaram os mecanismos de manipulação no
mundo contemporâneo.”
“Na verdade, o controle do comportamento das pessoas pela propaganda deixa claro que o mundo
contemporâneo desenvolveu mecanismos para convencer as pessoas a agir de um modo ou de
outro.”
 
A ­ O segundo parágrafo traz informações significativas que se acrescentam ao
anterior, isto é, há uma progressão de idéias. 
B ­ Existe basicamente redundância entre os dois parágrafos. 
C ­ Há uma relação de causa e conseqüência entre os dois parágrafos. 
D ­ O primeiro parágrafo nega, basicamente, o que aparece afirmado no segundo.
E ­ Existe uma enumeração de idéias entre os dois parágrafos. 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Conforme analisado no texto. 
Exercício 8:
Leia o parágrafo abaixo atentamente e aponte a alternativa que melhor descreva sua incoerência:
 
No cinema, no teatro, não converse. Não mexa demais a cabeça, não fique aos beijos. Cuidado com o barulho do
papel de bala, do saco de pipocas. Não os jogue no chão, quando acabar. Se o seu vizinho estiver fazendo tudo isso e
incomodando, seja discreto. Peça que interrompam a sessão e acendam as luzes a fim de inibir o transgressor.
 
A ­ É impossível não fazer barulho com o papel de balas e sacos de pipoca. 
B ­ Não há lei que proíba beijos no teatro ou cinema. 
C ­ É impossível não mexer a cabeça em teatros ou cinemas. 
D ­ Mesmo que alguém esteja incomodando, não há a quem recorrer em cinemas
ou teatros. 
E ­ O texto recomenda que o espectador deve ser discreto no cinema, mas se o
vizinho estiver transgredindo as regras, que ele dê um escândalo. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
C ­ Impossível ficar imóvel em um local. 
E ­ Conforme texto. 
Exercício 9:
Assinale a alternativa em que a palavra onde foi corretamente empregada:
A ­ O furacão atingiu a costa leste da Flórida,  onde  centenas de pessoas estão
desabrigadas. 
B ­ Em uma sociedade capitalista, existem certos padrões  onde  o ser humano
tem de se adaptar. 
C ­ É impossível para um meio de comunicação ser plenamente imparcial, pois
por trás das informações vêm as influências políticas e econômicas,  onde  faz
com que as notícias sofram alteração. 
D ­    Vídeo gravado ano passado no Haiti,  onde  mostra duas
naves extraterrestres fazendo reconhecimento local. 
E ­ O Congresso aprovou novas leis  onde  a população terá que se adequar. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
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B ­ Onde melhor se encaixa. 
C­ Onde melhor se encaixa. 
C ­ Onde melhor se encaixa. 
E ­ Onde melhor se encaixa. 
D ­ Onde melhor se encaixa. 
A ­ Onde melhor se encaixa. 
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Exercício 1:
 
Lembrando que anáfora refere­se a algo já estabelecido e catáfora, a algo que será estabelecido, no trecho [...]
“instalam seu cavalo de Tróia na Rocinha.” , o pronome possessivo “seu”;
 
A ­ é um elemento anafórico e se refere aos gregos. 
B ­ é um elemento anafórico e se refere aos policiais. 
C ­ é um elemento catafórico e se refere aos gregos. 
D ­ é um elemento catafórico e se refere aos policiais. 
E ­ é um elemento anafórico e se refere ao Rio.  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
D ­ O Cavalo de TRÓIA é o local de acesso aos policiais. 
E ­ O Cavalo de TRÓIA é o local de acesso aos policiais. 
B ­ O Cavalo de TRÓIA é o local de acesso aos policiais. 
Exercício 2:
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O uso da expressão “cavalo de Tróia”, no texto:
A ­ é incoerente, pois não tem relação com o contexto. 
B ­ é coerente e está relacionado ao sentido figurado que progride o tema do texto. 
C ­ é coerente e corresponde a um meio de locomoção utilizado pelos policiais. 
D ­ é coerente e corresponde a um meio de comunicação dos traficantes. 
E ­ é incoerente, pois não existe esse tipo de cavalo na Rocinha. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Corresponde ao ponto estratégico de acesso dos policiais. 
Exercício 3:
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O pronome pessoal é uma classe gramatical normalmente usada para retomar ou antecipar um termo,
estabelecendo a coesão referencial. Esse recurso é utilizado em:
I. “Acompanhado por seus seguranças, ele vai verificar como andam os negócios...”
II. “(...)de um lado, para não ser roubado por seu bando...”
III. “(...)policiais e bandidos fazendo o que deles se espera...”
IV. “Cada macaco em seu galho...”
A ­ apenas I 
B ­ apenas II 
C ­ I e III 
D ­ II e IV 
E ­ apenas III. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
C ­ Conforme texto. 
Exercício 4:
“Os livros para autodidatas só funcionam se o estudante demonstrar afinco e interesse.”. 
(Folha de S.Paulo)
Para que o sentido da frase seja mantido, pode­se trocar a palavra destacada por.
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A ­ no caso de. 
B ­ para  
C ­ de maneira a. 
D ­ por  
E ­ a fim de. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
D ­ Conforme colocação no texto. 
A ­ Conforme colocação no texto. 
Exercício 5:
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul
não houvesse tantos desejos.
(Carlos Drummond de Andrade)
O elemento de coesão que pode ser empregada no início do último verso imprime ideia de:
 
A ­ causa. 
B ­ comparação. 
C ­ concessão. 
D ­ condição. 
E ­ consequência. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Análise textual. 
Exercício 6:
O uso de elementos de ligação inadequados nas orações provoca um efeito de incoerência.
Assinale a alternaĕva em que esse problema acontece.
 
A ­ O livro é interessante embora tenha 570 páginas. 
B ­ O livro que a professora mandou comprar está esgotado, já que foi publicado há menos de
três semanas. 
C ­ Mesmo morando no Rio há cinco anos, Lucas ainda não visitou o Corcovado. 
D ­ João, o pintor, foi despedido porque se negou a pintar a casa, uma vez que estava
chovendo. 
E ­ Acordei às 7 horas apesar de ter ido deitar às 2 horas. Dormi, portanto, pouco mais de 5
horas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
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Comentários:
B ­ Usos de ligações textuais. 
Exercício 7:
Leia a letra da música abaixo, de Adorinam Barbosa.
 
O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém 
Nóis vortemo cuma baita duma reiva 
Da outra veiz nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!
Outro dia encontremo com o arnesto
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, arnesto, nóis não se importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta 
Anssim: "ói, turma, num deu prá esperá
A vez que isso num tem importância, num faz má
Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
Assinado em cruz porque não sei escrever arnesto"
 A letra contém coesão e coerência, dando unidade de sentido ao texto. Esses elementos podem ser percebidos porque
A ­ Virou um sucesso nacional. 
B ­ É fácil de memorizar. 
C ­ Apresenta unidade de sentido lógico e as frases se relacionam umas com as outras. 
D ­ O texto é tão mal escrito, que não apresenta coesão; só coerência. 
E ­ Apresenta oralidade e um toque de humor. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
D ­ Com linguagem coloquial. 
E ­ Com linguagem coloquial. 
C ­ Com linguagem coloquial. 
Exercício 8:
Leia as afirmações e aponte a alternativa correta:
 
I – O uso apropriado ou não dos mecanismos de coerência e coesão em um texto são os principais responsáveis pelo seu
sucesso ou fracasso.
II – O conceito de coesão textual diz respeito a conexão entre os vários enunciados presentes no texto, não é fruto do
acaso, mas depende de conectivos ou elementos de coesão.
III – A coerência deve ser entendida como unidade do texto; é o principal fator de textualidade de um texto. A
coerência confere ao texto o “status” de texto.
A ­ Apenas o enunciado III está correto. 
B ­ Apenas o enunciado II está correto. 
C ­ Apenas o enunciado I está correto. 
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D ­ Os enunciados I, II e III estão corretos. 
E ­ Os enunciados I, II e III estão incorretos. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Análise. 
Exercício 9:
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa correta:
 
“Manifesto Futurista
Arte vida explosiva. Italianismo paroxístico. Antimuseu. Anticultura. Antiacademia. Antilógica. Antigracioso.
Antisentimental. Contra as cidades mortas – Modernolatria. Religião da nova originalidade velocidade.
Desigualdade ­ intuição e inconsciência criadoras  ­ Esplendor geométrico. Estética da máquina. Heroísmo na arte
e na vida. Café­concerto, físico­loucura e veladas futuristas. – Destruição da sintaxe. Imaginação sem fios.
Sensibilidade geométrica e numérica. Palavras em liberdade ruidosa. Quadros palavras livres sinóticos coloridos.
Declamação sinótica andante – Solidificação do impressionismo. Síntese de forma­cor. Dinamismo plástico.
Estados de alma. Linhas­força. Transcendentalismo físico”.
 
Em relação ao texto, podemos dizer que:
A ­ o texto é coerente e o título unifica o sentido.  
B ­ o texto é incoerente porque o título não tem qualquer relação com as palavras textuais.  
C ­ o texto tem coesão mas não tem coerência.  
D ­ o texto não tem coerência alguma é uma amontoado de palavras.  
E ­ o texto não tem coerência nem coesão: é apenas uma enumeração de palavras.  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
B ­ Analisando as frases não se ligam. 
C ­ Analisando as frases não se ligam. 
D ­ Analisando as frases não se ligam.E ­ Analisando as frases não se ligam. 
B ­ Analisando as frases não se ligam. 
A ­ Analisando as frases não se ligam. 
Exercício 10:
Sabemos que a coesão é um fenômeno que diz respeito ao modo como os elementos linguísticos presentes na superfície textual se
encontram interligados entre si, por meio de recursos também linguísticos, formando sequências veiculadoras de sentidos. Os princípios de
coesão e coerência não foram violados em:
A ­ O Santos foi o time que fez a melhor campanha do campeonato. Teria, no entanto, que ser
o campeão este ano. 
B ­ Apesar de a Sabesp estar tratando a água da represa de Guarapiranga, portanto, o gosto
da água nas regiões sul e oeste da cidade melhorou. 
C ­ Mesmo que os deputados que deponham na CPI e ajudem a elucidar os episódios obscuros
do caso dos precatórios, a confiança da nação não foi abalada. 
D ­ O ministro reafirmou que é preciso manter a todo custo o plano e estabilização econômica,
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sob pena de termos a volta da inflação. 
E ­ Antes de fazer ilações irresponsáveis acerca das medidas econômicas, deve­se procurar
conhecer as razões que, por isso, as motivaram. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
B ­ Sem Sentido. 
C ­ Sem Sentido. 
E ­ Sem Sentido. 
D ­ Sem Sentido. 
Exercício 11:
Assinale a alternativa que transgride as regras de coesão e coerência de acordo com a norma culta.
A ­ A escola é o lugar   de onde   podem sair futuros cidadãos conscientes,   com os quais   se
poderão construir uma nação mais crítica. 
B ­         Embora   não tenham conseguido a vitória,   porque   o adversário exerceu forte
marcação no meio de campo, os jogadores empenharam­se bastante durante a partida. 
C ­ A seca era   tão   intensa naquela região   que   os lavradores não tinham mais água nem
comida   e   não mais confiavam nas promessas das autoridades, porque   essas nada faziam
para solução do problema. 
D ­ Caso os atos de violência se tornem freqüentes no Brasil, a sociedade brasileira se
mobilizará para exigir providências para diminuí­los. 
E ­ Embora fosse prolixo, o apresentador ultrapassou o tempo previsto. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
Exercício 12:
A coesão pode ser conceituada como
A ­ um conjunto de conjunções que mantém a unidade horizontal do texto. 
B ­ o modo como os elementos linguísticos    presentes na superfície do texto se encontram
interligados, por meio de recursos linguísticos, formando seqüências vinculadoras de sentido 
C ­ fatores sociais que são usados pelos ouvintes para realizar o sentido horizontal do texto.   
D ­ conjunto de elementos linguísticos com sentido completo. 
E ­ fatores cognitivos e relacionais que dão conta da sequência do sentido. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
B ­ Conforme o conteúdo explica. 
Exercício 13:
A coerência é 
A ­ o sentido interacional entre o texto e o autor. 
B ­ a construção do sentido pelos falantes, em uma situação comunicativa para extrair do
texto o seu único e verdadeiro sentido   
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C ­ o resultado de uma construção feita pelos interlocutores, em uma situação  de interação
 dada, pela atuação de fatores de ordem cognitiva, situacional, sociocultural, comunicacional e
interacional.      
D ­ o sentido que está presente em todo o texto escrito. 
E ­ o sentido que é do texto, e esse sentido não pode ser buscado fora do texto, mas dentro
dele. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
D ­ Conforme descrito no conteúdo. 
E ­ Conforme descrito no conteúdo. 
C ­ Conforme descrito no conteúdo. 
Exercício 14:
Leia o texto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
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A ­ O texto é incoerente porque há inversão dos papéis atribuídos aos pais e aos filhos –
elementos construídos social e historicamente. 
B ­ O texto é incoerente porque o texto não­verbal é menos importante    que o texto verbal. 
C ­ O texto é coerente porque reforça os papéis tradicionais dos pais e dos filhos, uma vez que
charges são atemporais e universais. 
D ­ O texto é incoerente porque o título da charge é exclusivamente verbal, enquanto na
charge há texto verbal e não verbal. 
E ­ O texto é coerente porque apresenta humor. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
A ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
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D ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
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Exercício 1:
Observe atentamente estas frases:
I. Encontrei belas as palavras o qual não duvido da sinceridade de quem as escreveu.
II. Descobri a verdade de cuja lhe falei há três meses atrás.
Nessas frases ocorrem erros, assim descritos:
 
A ­ falta de coesão em I: o pronome relativo “o qual”  não está em acordo com o
antecedente. 
B ­ falta de coesão em II: o pronome relativo “de cuja” está solto (sem função); a
expressão “há três meses atrás” é redundante; 
C ­ falta de coesão em I e II. 
D ­ falta de coesão e de coerência em II, apenas. 
E ­ falta de coesão e de coerência em I, apenas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
B ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 2:
Leia com atenção o parágrafo seguinte e assinale a alternativa correta.
“Os problemas decorrentes do divórcio vêm suscitando polêmicas entre os que se interessam por essas
questões. A instabilidade econômica e social dos nossos dias muito tem contribuído para agravar a
situação das famílias de classe média.”
(apud GARCIA, Othon. Comunicação em prosa moderna. FGV: 1980, p.476.)
 
A ­ O texto segue a norma culta e apresenta coesão e coerência. 
B ­ A coerência do texto é prejudicada porque a instabilidade econômica e social não é
causa do agravamento da situação da classe média. 
C ­ O texto é incoerente porque o segundo período, ao invés de estabelecer uma
relação lógica com o primeiro, inicia uma nova temática. 
D ­ A coerência do texto é prejudicada porque o divórcio não é mais uma questão
polêmica. 
E ­ O texto é incoerente porque, ao contrário do que afirma, não apenas famílias de
classe média se divorciam. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
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Comentários:
B ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 3:
Assinale a ordem em que os fragmentos a seguir devem ser dispostos para se obter um texto com
coesão, coerência e correta progressão de idéias.
I. Por isso tem tanto consumidor confuso por aí, por isso há tanta gente postergando consumo, sem
saber que produto comprar, como decidir entre as dezenas de alternativas, sem a informação necessária
para avaliar.
II. Talvez seja essa a razão da queda da publicidade na maioria dos jornais e na televisão. Nem nossos
comerciais sabem mais vender o produto, só sabem criar emoções, sensações positivas, marcas
“amigas” ou “socialmente responsáveis”. Vender o produto é hoje considerado démodé.
III. A impressão que o consumidor tem é a de que todo produto é exatamenteigual, o que muda são as
“emoções” escondidas nos anúncios. Vende­se um estilo de viver, uma atitude perante a vida, mas o
produto em si, nem pensar.
IV. Estamos no caminho errado. Precisamos voltar a valorizar as equipes de vendas como se fazia no
passado, voltar a contratar pessoas que saibam vender e não somente tirar pedidos.
V. Se a sua empresa não está crescendo, talvez o problema não seja a política econômica do ministro
Palocci, a taxa de juros ou o câmbio. Provavelmente você é mais um daqueles que se esqueceram de que
vendas é tudo aquilo que é preciso fazer para que uma venda seja concretizada.
A ­  IV – II – III – I – V 
B ­ I – IV – III – II – V 
C ­ IV – V ­ III – I – II 
D ­ II – V – IV – I – III 
E ­ I – V – IV – III – II 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
D ­ Construção textual. 
A ­ Construção textual. 
Exercício 4:
Leia o texto de Oswald de Andrade, que vem a seguir:  
Infância
O camisolão
O jarro
O passarinho
O oceano
A visita na casa que a gente sentava no sofá
Adolescência
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Aquele amor
Nem me fale
Maturidade
O Sr. E Srª Amadeu
Participam a V. Exª
O feliz nascimento 
De sua filha
Gilberta 
Leia as afirmações:
I. Apesar do texto não apresentar elementos coesivos, é possível atribuir um significado a ele.
II. Os títulos Infância, Adolescência e Maturidade colaboram para que se estabeleça a unidade de sentido
do texto.
III. Em cada estrofe, o poeta nos apresenta flashes que caracterizam cada uma das três grandes fases
da vida.
IV. A falta de elementos coesivos no texto impede que o leitor depreenda sua unidade de sentido do
texto, ou seja, o texto não é coerente.
Assinale a alternativa correta:
A ­ Apenas as afirmações I, II e III estão corretas. 
B ­ Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas. 
C ­ Apenas as afirmações I e III  estão corretas. 
D ­ Apenas as afirmações II e IV estão corretas. 
E ­ Todas as afirmações estão corretas. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
Exercício 5:
Assinale a alternativa correta
A ­ "A prova está difícil,   mas   como estudei bastante consegui realizá­la com
facilidade" Substituir a adversativa mas, por   porém , significaria alterar, totalmente, o
sentido da frase, tendo em vista o rompimento do princípio da coesão. 
B ­ Coesão é um mecanismo que se preocupa com as grandes estruturas textuais, não
dizendo respeito, portanto, à escolha dos vocábulos que formam as frases. 
C ­ A presença dos conectivos   e, pois, assim , etc., é pouco importante para se
construir a estrutura coesiva das frases. 
D ­ Tendo em vista que coesão e coerência são instâncias distintas, é desnecessário
verificar como se articulam para configurar os sentidos textuais. 
E ­ A estruturação sequencial de palavras, frases, enunciados, mecanismo essencial
para garantir a procedência linguística dos textos, é conhecida por coesão. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
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Comentários:
E ­ Análise textual. 
Exercício 6:
Assinale a alternativa que transgride as regras de coesão e coerência de acordo com a
norma culta.
A ­ A escola é o lugar de onde podem sair futuros cidadãos conscientes, com os quais se
poderão construir uma nação mais crítica. 
B ­ Embora não tenham conseguido a vitória, porque o adversário exerceu forte
marcação no meio de campo, os jogadores empenharam­se bastante durante a partida. 
C ­ A seca era tão intensa naquela região que os lavradores não tinham mais água nem
comida e não mais confiavam nas promessas das autoridades, porque essas nada
faziam para solução do problema. 
D ­ Caso os atos de violência se tornem frequentes no Brasil, a sociedade brasileira se
mobilizará para exigir providências para diminuí­los. 
E ­ Embora fosse prolixo, o apresentador ultrapassou o tempo previsto. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
B ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
Exercício 7:
  Leia o texto atentamente e aponte a alternativa que melhor descreva sua incoerência:
No cinema, no teatro, não converse. Não mexa demais a cabeça, não fique aos beijos. Cuidado com o barulho do papel
de bala, do saco de pipocas. Não os jogue no chão, quando acabar. Se o seu vizinho estiver fazendo tudo isso e incomodando,
seja discreto. Peça que interrompam a sessão e acendam as luzes a fim de inibir o transgressor.
A ­ É impossível não fazer barulho com o papel de balas e sacos de pipoca. 
B ­ Não há lei que proíba beijos no teatro ou cinema. 
C ­ É impossível não mexer a cabeça em teatros ou cinemas. 
D ­ Mesmo que alguém esteja incomodando, não há a quem recorrer em cinemas ou
teatros. 
E ­ O texto recomenda que o espectador deve ser discreto no cinema, mas se o vizinho
estiver transgredindo as regras, que ele dê um escândalo. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
Exercício 8:
Assinale a alternativa em que o trecho dado apresenta melhor redação, considerando coerência, clareza e
concisão.
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A ­ Ele ficou tão desgostoso com o que a irmã lhe fizera que, quebrando um velho
hábito, decidiu não visitá­la no Natal daquele ano. 
B ­ O que a irmã fez­lhe causara­lhe tamanho desgosto que ele resolvera não ir visitá­la
naquele Natal e quebrar um velho hábito. 
C ­ Naquele Natal ele não visitaria a irmã, a qual lhe fizera um grande desgosto,
quebrando assim naquele ano um velho hábito. 
D ­ Decidira quebrar um velho hábito, pois não visitaria naquele Natal a irmã que lhe
deixara desgostoso como o que lhe fez. 
E ­ Uma vez que ela lhe fizera aquilo, deixando­o desgostoso, ele não visitaria a irmã no
Natal desse ano, quebrando um velho hábito. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
C ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
Exercício 9:
(PUCCAMP­2002) – A única frase estruturada corretamente é:
A ­ O objetivo desta é para lhe falar que já enviei o material pelo correio. 
B ­ As discussões se deram devido a divergências quanto a prioridades. 
C ­ Ele sugeriu a substituição de alimentos de origem animal para os de origem vegetal.
D ­ A higienização foi feita de acordo como recomenda o Ministério da Saúde. 
E ­ Em pesquisas realizadas de 90 a 99 mostram­se uma mudança significativa no
setor. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
Exercício 10:
Assinale a única alternativa em que não há problema na estrutura da oração.
A ­ Segundo a imaginação popular, os cientistas, que são normalmente pessoas sérias,
com cabelos grisalhos despenteados e andam sempre acompanhados de pesados óculos
de grau. 
B ­ A possibilidade de passar algumas horas da semana envolvidos com experiências e 
estudos teóricos, que apesar de simples exigem concentração. 
C ­ Viajando pelo sul da Bahia, o fotógrafo topou pela primeira vez com um cenário
desolador, de fornos, fumaça, árvores retorcidas e homens cobertos de fuligem que
caracterizam a produção artesanal de carvão. 
D ­ Esses grupos de adolescentes, que se reúnem para verificar a existência do ar,
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montar uma impressora para vegetais, fabricar sabãoou analisar a anatomia de
animais. 
E ­ Com uma população de 9000 habitantes, a cidade, que se divide meio a meio entre
a zona rural e a zona urbana. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
B ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 11:
Assinale a única frase que não apresenta qualquer problema de construção.
A ­ Não deixa de ser impressionante os indícios de que o país sobrevive à crise. 
B ­ Os perigos que encontramos nas ruas da cidade grande pode começar desde a
infância. 
C ­ Não faltava motivos para que a multidão aplaudissem os candidatos. 
D ­ Os rios da região estão com a qualidade de suas águas comprometida. 
E ­ Ao contrário do que previa os comentaristas, houve uma boa receptividade ao novo
sistema de avaliação. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
A ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
Exercício 12:
Leia.
De acordo com o Dicionário Aurélio, ambiguidade significa “qualidade ou estado de ambíguo”, sendo
que ambíguo, por sua vez, possui as seguintes acepções: “que se pode tomar em mais de um
sentido; equívoco; procedimento que denota incerteza, insegurança, indecisão, indeterminação e
imprecisão”.
Dentre as seguintes frases, assinale aquela que não contém ambiguidade:
A ­ Os alunos disseram aos professores que estavam com a razão. 
B ­ O Presidente vê o desmoronamento da crise do Planalto. 
C ­ Enganaram os mestres os alunos, com seus truques e subterfúgios. 
D ­ Presidente e Governador se desentenderam por causa de sua má administração. 
E ­ Vaticano espera dois milhões de fiéis para funeral do Papa. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
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C ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
Exercício 13:
Leia.
De acordo com o Dicionário Aurélio, ambiguidade significa “qualidade ou estado de ambíguo”, sendo que
ambíguo, por sua vez, possui as seguintes acepções: “que se pode tomar em mais de um sentido;
equívoco; procedimento que denota incerteza, insegurança, indecisão, indeterminação e imprecisão”.
Dentre as seguintes frases, assinale aquela que não contém ambiguidade:
A ­ Peguei o ônibus correndo. 
B ­ Esta palavra pode ter mais de um sentido. 
C ­ O guarda deteve o suspeito em sua casa. 
D ­ O menino viu o incêndio do prédio. 
E ­ Deputado fala da reunião no canal 2. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
A ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
Exercício 14:
Leia o texto que segue.
 
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Na seqüência “Alugam (...) vêem (...) Sabem”, o mecanismo de coesão utilizado é:
A ­ retomada por hiperônimo e hipônimos 
B ­ retomada por sinônimos 
C ­ retomada por substituição de nome próprio 
D ­ elipse do sujeito 
E ­ retomada por substituição de nome comum 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
B ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
Exercício 15:
Leia o texto que segue.
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O uso do artigo definido em “De posse de tais informações, obtidas na base costumeira, a polícia espera”
enquanto elemento de coesão, indica:
A ­ A retomada do termo já enunciado anteriormente 
B ­ A antecipação do termo que se encontra enunciado em seguida 
C ­ A referência  no contexto comunicativo 
D ­ A referência a um termo conhecido pelo leitor 
E ­ O uso inadequado do artigo definido. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
Exercício 16:
Leia o texto que segue.
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Entre o primeiro e o segundo período, na seqüência abaixo, embora não haja conectivo, se fosse
colocado este seria:
“De posse de tais informações, obtidas na base costumeira, a polícia espera. Sabe que nas noites 
mais quentes, nos embalos ferventes dos sábados, o ponto, que já é quente, fica quentíssimo...”
A ­ quando  
B ­ apesar de  
C ­ mas   
D ­ porque  
E ­ portanto  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Análise textual. 
Exercício 17:
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Leia o texto que segue:
 
Em “ (...)hora do rush ­ que precisa ser fiscalizado pessoalmente...” o pronome relativo que:
A ­ Retoma, anaforicamente, o termo hora. 
B ­ Retoma, anaforicamente, o termo rush. 
C ­ Antecipa, cataforicamente, o termo “capo”. 
D ­ Retoma, cataforicamente, o termo hora. 
E ­ Retoma, cataforicamente, o termo rush. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
D ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
Exercício 18:
Leia o texto que segue:
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Para a progressão temática, o autor utiliza o recurso do dado/novo relativo às informações relevantes no
texto e estes correspondem, respectivamente, a:
A ­ A Guerra de Tróia e a guerra entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro. 
B ­ A guerra entre policiais e traficantes no Rio de Janeiro e a Guerra de Tróia.    
C ­ A situação do tráfico de drogas no Rio de Janeiro e a violência em São Paulo. 
D ­ A violência em São Paulo e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. 
E ­ A situação política do Rio de Janeiro e o governo de Tróia.   
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
B ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
Exercício 19:
Em: Os livros são, como é óbvio, a principal fonte de instrução já inventada pelo homem. E para
aprender com os livros, são necessárias apenas duas condições: saber lê­los e poder adquiri­los.
Pelo menos 23% dos brasileiros já encontraram um obstáculo intransponível na primeira condição.
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            Um número incalculável, mas certamente bastante alto, esbarra na segunda.
(Folha de S. Paulo – Editorial)
 
Os termos já, para, apenas, pelo menos, já e mas estabelecem no texto relações, respectivamente,
de
A ­ tempo, finalidade, exclusão, restrição, certeza, oposição. 
B ­ tempo, finalidade, inclusão, distanciamento, tempo, objeção. 
C ­ espaço, consequência, intensificação, restrição, tempo, oposição. 
D ­ tempo, causalidade, exclusão, ressalva, certeza, consequência. 
E ­ intensificação, tempo, retificação, realce, espaço, causalidade. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A ­ Análise textual. 
Exercício 20:
Assinale a frase que não apresentam vícios de linguagem como: cacofonia, redundância e pleonasmo.
A ­ O gerente nunca gasta um vintém com seus subalternos. 
B ­ Devemos ser racionais, fé demais não é bom. 
C ­ Inauguraremos nossa nova filial em setembro próximo. 
D ­ Nossa primeira prioridade é a realização de um plebiscito popular. 
E ­ Vou repetir: “O governo vai criar empregos.”. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
A ­ Análise textual. 
E ­ Análisetextual. 
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Exercício 1:
Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços.
“Não sei _______________ ele não chegou até agora. Você sabe _______________?
A ­ Porque – porquê 
B ­ Porquê – porque 
C ­ Por que – por que 
D ­ Por que – por quê 
E ­ Por quê ­ por quê  
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
D ­ Colocação de texto. 
Exercício 2:
Jorge Ossanai explicou para Moacyr Scliar ________________ os pivetes roubam: praticam crimes
_____________ gostam dos mesmos alimentos e brinquedos do que as outras crianças.
Entretanto, nem todos concordam com esse _______________ da delinqüência juvenil.
_____________ será que tantas crianças se transformam em pivestes?
As frases acima ficarão gramaticalmente corretas, se os espaços forem preenchidos,
respectivamente, por:
 
A ­ Porque, por que, porquê, Porque 
B ­ Por que, porque, porque, Porque 
C ­ Por que, por que, porque, Por que 
D ­ Porque, porque, porquê, Porque 
E ­ Por que, porque, porquê, Por que 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
C ­ Colocação de texto. 
B ­ Colocação de texto. 
E ­ Colocação de texto. 
Exercício 3:
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(IMES) ­ Observe:
Dias desses, telefonei para uma companhia aérea. Precisava reservar uma passagem. A moça que
me atendeu foi muito gentil. Chamava­me o tempo todo de “senhor”. “Senhor” para lá, “senhor”
para cá. (...) Então vou te passar o código da reserva. O senhor tomou nota? 
(Pasquale Cipro Neto, coluna Inculta e Bela, Folha de S. Paulo)
 
No trecho citado, o autor apresenta um erro na fala da moça que também é cometido por muitos
brasileiros. Tal erro está relacionado
I. à concordância envolvendo pronome de tratamento que exige terceira pessoa.
II. à concordância envolvendo pronome de tratamento que exige segunda pessoa.
III. à dificuldade de distinção entre o tratamento formal e o informal na língua falada no Brasil.
A(s) proposição(ões) correta(s) é (são)
 
A ­ II e III. 
B ­ I, II e III. 
C ­ I e III. 
D ­ Apenas II. 
E ­ Apenas III. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 4:
(PUC­CAMPINAS­2003)
No contexto, está empregado de acordo com a norma culta o destacado em:
A ­ As dificuldades por que passei naquele período são inesquecíveis. 
B ­ É muita incompatibilidade, é onde que nós vamos nos desentender. 
C ­ Sendo que é sério, todos o respeitam. 
D ­ Chegaram à perguntar sobre o destino daquela carta. 
E ­ Ele errou o caminho por causa que não tinha mapa. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
Exercício 5:
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Chegou o tratamento corporal onde você perde peso e medidas. De sobra, ganha saúde. (texto
publicitário)
Respeitando a norma culta, o trecho deve ser reformulado para
A ­ chegou o tratamento corporal   que   você perde peso e medidas. 
B ­ chegou o tratamento corporal   de que   você perde peso e medidas. 
C ­ chegou o tratamento corporal   no qual   tratamento   você perde peso e
medidas. 
D ­ chegou o tratamento corporal   com cujo o tratamento   você perde peso e
medidas. 
E ­ chegou o tratamento corporal   por meio do qual   você perde peso e medidas.
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
D ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
Exercício 6:
A melhor conjunção a ser utilizada para unir as orações “Ele é um ser humano” e “Ele merece
todo nosso respeito”, dando a elas um caráter conclusivo, é:
A ­ Ele é um ser humano   e   merece todo nosso respeito. 
B ­ Ele é um ser humano,   mas   merece todo nosso respeito. 
C ­ Ele é um ser humano,   portanto   merece todo nosso respeito. 
D ­ Ele é um ser humano,   porque   merece todo nosso respeito. 
E ­ Ele é um ser humano embora mereça todo nosso respeito. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
A ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 7:
Assinale a alternativa em que apresente uma impropriedade gramatical.
A ­ Seu argumento não tem nada a ver com o caso. 
B ­ A emissora não lhe paga, faz mais de dois meses. 
C ­ Se não houvessem muitos erros no passado, hoje a situação seria diferente. 
D ­ Volkswagen, a marca em que você confia. 
E ­ A propaganda, nas grandes capitais, sempre atinge seus objetivos.      
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
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E ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
A ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 8:
Assinale a única alternativa que apresenta um erro no emprego da vírgula.
A ­ Enquanto os resultados da pesquisa não forem divulgados, o candidato não
fará declarações. 
B ­ Quem ganha acima de seis salários mínimos, tem de contribuir com 1% do
salário líquido mensal. 
C ­ Com a chegada do verão, as roupas de inverno serão vendidas a preços mais
baixos. 
D ­ João e Ana nunca tiveram problemas financeiros. Mas, depois da separação,
as crianças passaram até fome. 
E ­ Embora estivesse cansado, decidiu acompanhar o grupo na escalada. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
D ­ Análise textual. 
E ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
B ­ Análise textual. 
Exercício 9:
(UEL) ­ Considere as frases abaixo.
I. Eles estavam preocupados com o problema que causaram.
II. Eles apresentaram suas explicações.
III. As explicações não eram convincentes.
Reunidas em um só período, elas estarão em correta relação lógica e sintática na frase:
 
A ­ Apresentaram suas explicações porque estavam preocupados com o problema
causado por eles, pois não eram convincentes. 
B ­ As explicações não eram convincentes, mas eles a apresentaram, contudo
estavam preocupados com o problema que haviam causado. 
C ­ Preocupados com o problema que haviam causado, eles apresentaram suas
explicações, ainda que não convincentes. 
D ­ Quando apresentaram suas explicações, elas não eram convincentes,
portanto, estavam preocupados com o problema que causaram. 
E ­ Quanto mais eles apresentavam suas explicações, mais elas não eram
convincentes, à medida que eles estavam preocupados com o problema que
causaram. 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual. 
Exercício 10:
O uso dos sinais de pontuação é um expediente exclusivo da escrita. Eles concorrem para evitar
ambiguidades no enunciado, para estabelecer as ligações lógicas entre suas partes e ainda para
enfatizar certas passagens. Observe o uso da vírgula nos segmentos abaixo e associe­os
adequadamente a seus significados. 
1. O homem que tem ilusões sonha com um futuro melhor.
2. O homem, que tem ilusões, sonha com um futuro melhor.
3. O escritor, que recria a realidade com palavras, cria sempre uma obra de ficção.
4. O escritor que recria a realidade com palavras cria sempre uma obra de ficção.
A. Alguns escritores que recriam a realidade com palavras criam sempre uma obra de ficção.
B. Todo homem tem ilusões e sonha com um futuromelhor.
C. Todo escritor recria a realidade com palavras e cria sempre uma obra de ficção.
D. Alguns homens que têm ilusões sonham com um futuro melhor.
A adequada associação entre os segmentos e seus significados é:
 
A ­ 1,B / 2,D / 3,C / 4,A. 
B ­ 1,D / 2,B / 3,A / 4,D 
C ­ 1,B / 2,D / 3,A / 4,C 
D ­ 1,D / 2,B / 3,C / 4,A 
E ­ 1,D / 2,C / 3,B / 4,A 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
B ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
Exercício 11:
Assinale a alternativa corretamente pontuada.
A ­ No inverno através dos vidros ele vê a trama dos finos galhos negros. 
B ­ No inverno através dos vidros, ele vê, a trama dos finos galhos negros. 
C ­ No inverno através dos vidros ele vê: a trama dos finos galhos negros. 
D ­ No inverno, através dos vidros, ele vê, a trama dos finos galhos, negros. 
E ­ No inverno, através dos vidros, ele vê a trama dos finos galhos negros. 
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O aluno respondeu e acertou. Alternativa(E)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
Exercício 12:
Leia o texto abaixo.
Uma vírgula esquecida ou mal usada afeta o sentido da frase. A maldita pode mudar o sentido ou
deixar a frase sem sentido. Observe a importância da vírgula no exemplo abaixo:
“Os técnicos foram à reunião acompanhados da secretária do diretor e de um coordenador.” 
DUARTE, Sérgio N. Língua Viva – uma análise simples e bem­humorada da linguagem do
brasileiro.
O uso da vírgula altera o sentido da frase em:
 
A ­ Os técnicos foram à reunião, acompanhados da secretária do diretor e de um
coordenador. 
B ­ Os técnicos foram à reunião acompanhados, da secretária do diretor e de um
coordenador. 
C ­ Os técnicos foram à reunião acompanhados da secretária, do diretor e de um
coordenador. 
D ­ Os técnicos, foram à reunião, acompanhados da secretária do diretor e de um
coordenador. 
E ­ Os técnicos foram à reunião acompanhados da secretária do diretor, e de um
coordenador. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
E ­ Análise textual. 
D ­ Análise textual. 
C ­ Análise textual.

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