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ANÁLISE MORFOLÓGICA E A PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE UM BAIRRO DA CIDADE DE MARINGÁ-PR. 1 MITSUI, Hélyda Radke Prado 2 CAMPOS, Rubya Vieira de Mello 3 SOARES, Paulo Fernando 4 RESUMO A cidade de Maringá foi fundada pela Companhia Melhoramentos, e seu traçado original foi feito pelo arquiteto e urbanista Jose de Macedo Vieira, a cidade foi inicialmente planejada em 10 Zonas. A Zona 01, porção da cidade constituída a partir da antiga estação ferroviária a via de chegada dos pioneiros. Atualmente, a Zona 1 é uma região que passa por constantes modificações, observando-se isso contrastando-se imagens do passado (Terminal Rodoviário, Biblioteca Municipal e, Hotel Bandeirantes), com imagens atuais (linha férrea rebaixada, com infraestrutura subterrânea e as novas vias de fluxo com mudança no sentido leste-oeste). Este estudo teve por objetivo descrever a analise morfológica e ambiental da Zona 1 de Maringá, também descrever os cinco elementos propostos por Lynch, comparando o mapa do traçado original com o contexto atual. Observou-se que houve modificações em relação ao projeto do traçado original da Zona 1, principalmente com relação aos limites e pela implantação do Novo Centro. Palavras-chave: Zona 01. Análise morfológica. Percepção Ambiental. ABSTRACT The city of Maringá Improvement Company was founded by, and the original design was done by architect and urban planner Jose de Macedo Vieira, the city was originally planned in 10 zones. Zone 01, serving the city formed from the old train station, the route of pioneers' arrival. Currently, the Zone 1 is a region that undergoes constant changes, noting that in contrast to images of the past (Bus Terminal, Library Hall and Hotel Bandeirantes), with 1 EIXO TEMÁTICO: Áreas Verdes Urbanas. 2 Mestranda, Programa de Pós-graduação em Engenharia Urbana (PEU-UEM), helydaprado@gmail.com 3 Mestranda, Programa de Pós-graduação em Engenharia Urbana (PEU-UEM), rubyadmc@hotmail.com 4 Professor do Programa de Pós-graduação em Engenharia Urbana (PEU-UEM), paulofsoares@gmail.com current images (lowered railway line, with underground infrastructure and new process flow with change in the east-west). This study aimed to describe the morphological and environmental analysis of Zone 1 of Maringa, also describe the five elements proposed by Lynch, comparing the map of the original design with the current context. It was observed that there were changes to the project's original design Zone 1, particularly with respect to the limits and the implementation of the New Center. Keywords: Zone 01. Morphological analysis. Environmental Perception. 1. INTRODUÇÃO A cidade de Maringá, localizada ao norte do estado do Paraná, destaca-se pelos seus elevados índices de qualidade de vida ao comparar-se com o cenário nacional. Isto pode ser explicado pelo fato de a cidade ter nascido a partir de um planejamento detalhado, e elaborado segundo conceitos de urbanistas como Ebenezer Howard, Unwin, dentre outros. Originalmente, a cidade foi planejada contemplando dez bairros, ou zonas, como ficaram conhecidos. Cada zona teria uma função social distinta, a Zona 1 (zona central) foi destinada ao uso comercial/residencial, com as mais diversificadas atividades e funções, fluxos materiais e imateriais. Próximo a essa zona central, foram estabelecidos as zonas residenciais 2 e 5 como de alto padrão, as zonas residenciais 4 e 7 como de médio padrão, e a zona 3 como operaria de baixo padrão. As áreas próximas a de baixo padrão ficaram reservados para zonas de instalação de empresas industriais. Com o crescimento da cidade e com o alto valor do solo, principalmente nas áreas próximas do centro, surgiu um número de loteamentos na periferia da cidade, excluindo o acesso a essas áreas mais nobres (MACHADO e MENDEZ, 2003). Desta maneira, é feito, neste estudo, uma análise visual da Zona 1 de Maringá – PR., considerando a proposta original de Jorge de Macedo, no traçado inicial da cidade de Maringá, em seu estudo inicial e a paisagem urbana atual da Zona 1, considerando os aspectos propostos por Kevin Lynch. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1. Revisão Bibliográfica Seguindo o princípio de Ebenezer Howard de Cidade Jardim, com traçado urbanístico inicialmente planejado e modernista, a cidade de Maringá sofreu crescimento acelerado. De acordo com Rego (2001) Jorge de Macedo Vieira não deixou de sofrer a influência das idéias e das soluções formais do tipo garden city desenvolvidos nos loteamentos da empresa, como se pode ver na análise do seu projeto para Maringá. A figura 1 mostra o plano urbanístico da cidade de Maringá. Figura 1 – Plano inicial urbanístico da cidade de Maringá Fonte: Acervo da DPHC da Prefeitura Municipal de Maringá Andrade e Cordovil (2008) destacam que no traçado inicial de Maringá, apresentaram- se os elementos que vão se inserir no discurso promotor da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e alardear a vanguarda e a “modernidade” de seu plano. Tratava-se de um plano urbanístico moderno, ainda que não filiado à doutrina da Carta de Atenas, mas incorporando elementos de diversas concepções e propostas, mesclando os ideários urbanísticos de Howard, Unwin, Hegemann e Brunner, cujos livros principais faziam parte da biblioteca de Jorge de Macedo Vieira. Segundo Andrade, muitos profissionais brasileiros tinham na urbanística de Le Corbusier e da “Carta de Atenas” sua principal, senão única, fonte de inspiração, já o Engenheiro Jorge de Macedo Vieira operava com outros princípios de desenho urbano, ainda que incorporasse a noção de zoneamento, também apropriada pelos urbanistas modernistas. Em sua planta original, com as dez zonas iniciais, ficou evidente o interesse da iniciativa privada em demarcar o território das pessoas de maior poder aquisitivo. O eixo central de ligação da cidade de leste a oeste é a Av. Brasil¸a qual foi projetada para atravessar a cidade ¸ onde foram traçados quarteirões rigorosamente planificados, subdivididos em datas, que formariam as diversas zonas, cada qual destinada a uma finalidade, ou seja, zonas residenciais destinadas à classe média, zonas residenciais populares, zona industrial, Centro Cívico, aeroporto, estádio municipal, núcleos sociais, ente outros. A Zona 1, conforme mostra a figura 2, concentra o centro comercial da cidade, onde atualmente se localizam os edifícios públicos do Centro Cívico, tais como Prefeitura Municipal, Fórum, Biblioteca Municipal e Agências dos Correios e Telégrafos (ECT). No entanto, esta é uma zona de ocupação mista, onde se localizam edifícios residenciais de alto padrão, contrastando com a dinâmica comercial do bairro. Figura 2 – Visão geral da Zona 1 – Cidade de Maringá Fonte: Imagem de satélite – Google Earth 2.2. Metodologia Para se analisar uma cidade, conforme Lynch (1995), é necessário observar os 5 elementos que são: as vias, os limites, as unidades de vizinhança (bairros), marcos e pontos nodais. As vias são os canais de circulação, as ruas, avenidas, becos, trilhas. As unidades de vizinhança (ou bairros) se diferenciam por suas características físicas comuns, como tamanho de quadras, lotes. Os pontos nodais identificam-se por nos, junções, cruzamentos. Os limites definem-se como fronteiras entre duas áreas. Enquanto os marcos são os pontos de referencia do observador. Para realização deste trabalho a Zona 1 da Cidade de Maringá – PR., foi delimitadaa área de estudo entre as avenidas Cidade de Leiria e avenida Laguna, para tanto, foram feitas visitas in loco, para caracterização da mesma. Foi realizada uma análise visual da Zona 1, considerando a proposta original de Jorge de Macedo em seu estudo preliminar e a paisagem urbana atual. Para a analise morfológica foi observado o meio urbano nas suas partes físicas, observando a forma urbana, a articulação dos elementos morfológicos, e conjunto que constitui o espaço urbano. Enquanto a percepção ambiental analisa as inter-relações do meio com o espaço urbano. 2.3. Resultados e Discussão O centro da cidade, traçado por Jorge Macedo de Vieira, configura a pouca distância, dois parques urbanos segundo o zoneamento da Zona central, onde a mesma se destina a construção de edifícios públicos, com caráter exclusivamente de centro cívico. O Centro Cívico, cortado pela av. Getúlio Vargas, uma avenida de mão dupla, com largos canteiros centrais, evidencia a preocupação com o aspecto paisagístico, valorizando a perspectiva das pessoas que transitam por ela. Para as áreas situadas em terreno plano, Jorge de Macedo Vieira aproveita, assim como nos projetos de bairros-jardins, para desenhar um traçado geométrico misto. Essas áreas destinadas ao comercio, junto ao centro cívico recebem arruamentos ortogonais, dando origem quadras em xadrez. O zoneamento deste perímetro compreende as áreas comercial e comercial principal, permitindo a ocupação de 80% do lote. A paisagem consiste num fator relevante quando se tratam de caracterização das vias, praças, bairros, e outros pontos marcantes dentro de uma perspectiva urbana. Segundo os autores Andrade e Cordovil (2008), além dos parques, o plano de Maringá se destaca pela presença de inúmeros elementos que vão conferir uma qualidade urbanística diferenciada, tais como as rotatórias-jardins nos principais cruzamentos viários, o desenho das principais avenidas, e ruas com calhas amplas e canteiros centrais, farta arborização em quase toda a cidade, configurando-a como uma autêntica cidade-jardim, ainda que sem muitos dos requisitos sociais e fundiários daquela concebida por Howard e realizada pioneiramente por Unwin e Parker nos arredores de Londres. De acordo com Beloto e Angelis (2003), Maringá é uma cidade privilegiada na sua arborização urbana, principalmente na área da planta original da cidade, onde a Companhia de Melhoramentos deu especial atenção, com plantio sistêmico de espécies nativas e exóticas, em densidade e com um grande controle na qualidade e manutenção das mudas. Sendo assim, Preocupada com a questão ambiental que a derrubada da mata fatalmente abalaria, a Companhia de Melhoramentos solicitou ao arquiteto Jorge de Macedo Vieira que fizesse constar no desenho original de Maringá, três áreas ecológicas e que hoje formam um verdadeiro "pulmão verde". São elas: Horto Florestal "Dr. Luiz Teixeira Nendes", área de propriedade da Companhia de Melhoramentos, com 17,5 alqueires, imaginada como ponto de reserva e destinada também à criação de mudas para recomposição da arborização urbana; Parque do Ingá, com 19,5 alqueires, de início uma preservada naturalmente, mas que foi urbanizada em 1970, tornando-se um dos mais conhecidos pontos turísticos da cidade; Bosque Tupinambá ou "Bosque Dois", como é mais conhecido, com cerca de 25 alqueires. Constitui-se numa reserva natural da mata original. Beloto e Angelis (2003) relatam que aparentemente, não se identifica particularidades significativas na escolha das espécies plantadas nos passeios e canteiros centrais das avenidas, com relação ao uso que se fazia destas vias. O que se observa é a procura de identidade das avenidas, por meio da diversificação das espécies plantadas nos canteiros centrais. No caso da Zona 01 existe uma condição marcante de arborização e vegetação ao longo das vias e canteiros centrais, com a utilização de várias espécies, proporcionando a sensação agradável de um grande jardim conforme mostra a figura 3. Figura 3: Arborização da Av. Papa João XXIII e Rua Arthur Tomaz Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. Maringá, atualmente concentra uma grande quantidade de espécies arbóreas, muitas destas já em idade avançada, como as presentes na Zona 1, que faz parte do plano-piloto da cidade, sendo, assim, uma das regiões de ocupação mais antiga. Segundo Sampaio (2006 apud DUARTE et al 2008), dentre as espécies que se destacam com maior freqüência na Zona 1 de Maringá, podemos citar a sibipiruna (Cesalpiena peltophoroides), a tipuana (Tipuana tipu), Ao alecrim (Holocalix balansae), o ipê-roxo (Tabebuia avellanedae), a palmeira-imperial (Roystonea oleraceae), o jacarandá (Jacaranda mimosaefolia), a flamboyant (Delonix regia), a tamareira (Phoenix dactylifera) e o ipê-amarelo (Tabebuia chrisotricha) (SAMPAIO, 2006). Segundo o mesmo autor, dentro do limite da Zona 1 verifica-se uma predominância de sibipiruna, que ocupa quase 50% do total de árvores encontradas no centro da cidade. Nas avenidas que permitem o fluxo norte-sul de veículos, como a Av. Paraná e Av. Duque de Caxias, encontram-se palmeiras imperiais ao longo dos canteiros centrais, como mostra a figura 4. Figura 4: Canteiros centrais - Av. Tiradentes e Av. Paraná Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. No trecho denominado Eixo Monumental - Av. Getúlio Vargas, talvez essa percepção seja mais clara devido à bela perspectiva que nos leva até a Catedral, mostrado na figura 5. Figura 5: Catedral e Praça da Prefeitura Municipal. Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. As transformações decorrentes do crescimento da cidade geraram modificações na paisagem urbana, principalmente ao longo das vias. Tais intervenções tiveram origem em razão do tráfego de veículos na Zona central, especificamente no sentido norte-sul da cidade com a implantação do sistema binário. As adequações no fluxo causaram transformações nas av. Paraná, Duque de Caxias, Herval e São Paulo. A mudança no sentido do fluxo de veículos exigiu a implantação de “agulhas” nos canteiros centrais permitindo aos motoristas a passagem de um lado para outro nas vias. Com isso a conversão à esquerda em várias vias hoje é possível devido ao sistema binário. Novas adequações continuam a ser executadas na Zona 01, agora com a implantação de terceira faixa, a fim de permitir maior fluidez do trânsito em vias como a av. Brasil e Tiradentes, permitindo conversões à esquerda sem a interrupção do tráfego. A figura 6 mostra Agulha - transformação gerada pelo sistema binário na Av. Paraná. Figura 6: Agulha - transformação gerada pelo sistema binário na Av. Paraná Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. O rebaixamento da linha férrea de Maringá permitiu a abertura de uma grande área para o planejamento urbano, nascendo assim o chamado Novo Centro. A área é um quadrilátero que inicia na Av. São Paulo seguindo horizontalmente pela Av. Piratininga, Av. Herval, Av. Duque de Caxias, Av. Basílio Saltchuk e terminando na Av. Paraná. E verticalmente inicia-se na Av. João Paulino Filho, Av. Horácio Racanello e terminando na Av Tamandaré. As transformações na Zona 01 com a implantação do Novo Centro e a abertura das avenidas João Paulino Vieira e Horácio Racanello, causaram uma grande modificação na paisagem urbana na porção que abrigava a antiga Estação Rodoviária e o Terminal Rodoviário Américo Dias Ferraz, em fase de demolição, mostrado na figura 7. Figura 7: Antiga Rodoviária – Terminal Américo Dias Ferraz Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. A área considerada Novo Centro como pode ser visualizado na figura 8,constitui-se atualmente num grande canteiro de obras, tanto com edificações residenciais e comercias, como obras de infra-estrutura, no caso a conclusão da linha férrea rebaixada sob a Avenida Horácio Racanello e a abertura da mesma via para o fluxo de veículos no sentido leste-oeste da cidade. Atualmente a abertura desta via permite um acesso rápido para a esquecida zona 10 da cidade. Figura 8: Av. João Paulino Vieira e Horácio Racanello Filho – Novo Centro Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. A Avenida Getúlio Vargas, denominada eixo monumental, por Jorge de Macedo Vieira, está locada no espigão e na área central da zona 01, com direção norte-sul, a via obteve significativa importância na história de Maringá por ser o portal de chegada dos pioneiros. Atualmente, é um dos locais sem grandes transformações arquitetônicas, construções, reformas ou mesmo alguma revitalização paisagística. No entanto, o campo visual que a via proporciona a paisagem urbana ao longo do seu percurso gera inúmeras perspectivas as pessoas, como pode ser visualizada na figura 9. Figura 9: Vista Norte-Sul da Av. Getúlio Vargas, considerada como o Eixo monumental, por Jorge de Macedo Vieira. Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. A partir da visita in loco foi possível observar os dois limites da via, que são as avenidas Brasil e XV de Novembro. Duas praças, a Raposo Tavares e o Centro de Convivência Comunitário Deputado Renato Celidônio, quebram a continuidade da av. Getúlio Vargas. O centro de convivência abriga o centro cívico, com o Fórum, a Prefeitura Municipal, o Correio, um Hotel (desativado), mostrados na figura 10 e outras edificações públicas. A extremidade da via que tem como limite a av. XV de novembro, caracteriza-se como um ponto nodal importante, pois abriga em um dos lados da via, a Biblioteca Municipal de Maringá. Figura 10: Prefeitura Municipal e Hotel Bandeirantes Fonte: Elaborado pelos autores, 2010. Em relação à distribuição da população, Maringá não fugiu a regra das cidades planejadas ficando claramente marcados os níveis de estratificação social, ou seja, segregação excludente (MACHADO E MENDEZ, 2003) Lamas (1992, apud MARTINS; GRAEBIN e ANDRADE, 2009), definem a morfologia urbana como a ciência que estuda o objeto, a forma urbana, nas suas características exteriores, físicas, e na sua evolução no tempo A cidade é em grande escala, uma construção no espaço que só é percebida com o passar do tempo, é uma organização que muda dia a dia, um espaço com muitas. Sua forma deve ser descompromissada e adaptável aos objetivos e às percepções de seus cidadãos (MARTINS; GRAEBIN e ANDRADE, 2009). 3. CONCLUSÃO A zona 1 no plano original traçado por Jorge de Macedo Vieira, foi construída para abrigar área de comércio, os prédios principais como a prefeitura, edifícios públicos e uma praça central. O urbanista responsável pelo projeto de Maringá trabalhou com a idéia de uma cidade- jardim, onde os principais prédios públicos ficariam no coração da cidade. Vieira e sua equipe planejaram Maringá de uma forma moderna, respeitando a topografia local, com uma Avenida principal, a Avenida Brasil, que atravessa a cidade no sentido leste-oeste. Os quarteirões planificados, distribuídos em lotes, onde o comércio, ficou planejado para a Zona 1. Esta Zona é delimitada atualmente pelas avenidas João Paulino Vieira e av. Tiradentes no sentido Norte e Sul e por trechos da av. Cidade de Leiria e av. Laguna no sentido Leste- Oeste, diferenciando assim do projeto original de Maringá – PR que apresentavam como limites as avenidas Paraná e São Paulo no sentido Leste-Oeste. Os quarteirões foram construídos desde o traçado original em forma de tabuleiro de xadrez, devido a zona 1 estar localizada na parte plana da cidade. As rotatórias localizadas na zona 01 configuram-se pontos nodais e de ligação da zona 01 com outros bairros da cidade. A praça José Bonifácio e Rocha Pombo, marcam o trecho da avenida Brasil que delimitam no sentido Leste-Oeste da cidade a Zona 01. A zona 1 sofreu modificações desde o seu projeto inicial proposto por Jorge de Macedo, porém a Av. Getulio Vargas que é considerado o eixo monumental não sofreu grandes modificações. A Catedral, embora não faça “parte” da Zona 1, é considerada um marco, devido a sua presença na configuração na cidade. Outros marcos importantes são a antiga rodoviária, objeto de discussão entre a população, proprietários e o poder público, a antiga biblioteca municipal A arborização da cidade é considerada muito marcante na Zona 1, as avenidas todas arborizadas dão a impressão de um jardim. Apesar de algumas partes da Zona 1 não terem sofridos grandes modificações (como a Av. Getulio Vargas), o Novo Centro, que antes continha a linha férrea que foi rebaixada, modificou a paisagem, abrigando edificações para diferentes fins. REFERÊNCIAS BELOTO G. E.; ANGELIS, B. L. D. Arborização urbana e sua relação com o uso do solo na cidade de Maringá, Estado do Paraná. Acta Scientiarum. Technology Maringá, v. 25, no. 1, p. 103-111, 2003. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciTechnol/article/viewFile/2256/1350. Acesso em 15 de maio de 2010. DUARTE F. G.; SANTOS G. A.; ROSADO F. R.; DELARIVA R. L.; SAMPAIO A. C. F. Cupins (Insecta: Isoptera) Na Arborização Urbana Da Zona 1 De Maringá-Pr. Revista em Agronegócios e Meio Ambiente, v. 1, n. 1, p. 87-99, jan./abr. 2008. Disponível em: ://www.cesumar.br/pesquisa/periodicos/index.php/rama/article/viewArticle/509. Acesso em 15 de maio de 2010. LYNCH, K. A imagem da cidade. Martins Fontes, São Paulo, 1995. MACHADO, J. R., MENDEZ, C.M. O Processo de Verticalizacao do Centro de Maringa – PR, Brasil. In. 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