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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI Projeto Integrado 1 - Roteiro Adensamento da Cidade de São Paulo Barões do Café 2015 A Ideia principal é desenvolver o assunto sobre Adensamento do centro da cidade de São Paulo, mostrando o motivo de o centro ser uma região com uma característica de adensamento tão intenso. ‘’Lado a lado com o centro’’ Focaremos no tema Adensamento na região do centro da cidade de São Paulo, onde há grande fluxo de pessoas, veículos e nos lugares onde as edificações são mais densas, ou seja, onde há muitos edifícios com pouco recuo entre eles e ruas muito estreitas, que são características inevitáveis do centro. Local da gravação: Praça da Sé e São Bento. Cena 1: Introdução do Centro de São Paulo conceituando geograficamente o Centro Histórico de São Paulo engloba a área em que a capital do Estado teve sua fundação; no dia 25 de janeiro de 1554. A região é composta pelos distritos da República e da Sé, locais em que são encontradas as principais estruturas que contam a história da urbe, notavelmente o local onde foi estabelecida: o Pátio do Colégio. No perímetro do Centro Histórico de São Paulo estão localizados diversos museus, bares, centros de cultura, estabelecimentos comerciais de tradição, escritórios do governo do Estado e do município, além de praças, avenidas, vales, viadutos, faculdades, palácios e edifícios. O conceito do termo Centro Histórico de São Paulo, apesar de ser normalmente associado aos distritos da Sé e da República, onde está a maior parte das estruturas históricas, estende-se a outros bairros como Santa Cecília, Liberdade e Consolação. Porém, a concentração está mesmo na Sé, especificamente na área que compreende a Praça da Sé, o Largo São Francisco e o Largo São Bento. Estes três lugares formam o chamado “triângulo histórico”, onde foi inaugurado o Colégio Jesuíta que deu origem a um pequeno povoado e, com o progresso da cidade, formou a Vila de São Paulo de Piratininga. Além da quantidade de pontos históricos, o Centro Histórico de São Paulo é um local onde se observa a mistura de pessoas de todos os lados da cidade, além de cidadãos de outros estados do Brasil e estrangeiros. Pelas vias da região, diariamente circulam pessoas de todas as classes sociais, etnias, nacionalidades e credos. Um dos grandes poetas de origem paulista, Guilherme de Almeida, resumiu um pouco desta pluralidade da região no trecho de uma suas poesias, intitulada “Rua”: “A rua dejecta / os homens: o poeta, / o agiota, o larápio, / o bêbado e o sábio”. Entre as localidades de maior interesse histórico e turístico do Centro de São Paulo estão: • Capela e Museu Padre Anchieta • Catedral Metropolitana de São Paulo • Centro Cultural Banco do Brasil • Centro Cultural da Caixa Econômica Federal • Edifício Copan • Edifício Martinelli • Esquina das avenidas Ipiranga e São João • Faculdade de Direito do Largo São Francisco • Galeria do Rock • Mosteiro de São Bento • Museu da Cidade • Padaria Santa Tereza • Palácio dos Correios • Praça Das Artes • Sebo do Messias • Teatro Municipal de São Paulo • Terraço Itália • Vale do Anhangabaú • Viaduto do Chá Viaduto Santa Ifigênia Cena 2: História do Centro A escolha da colina pelos jesuítas portugueses para a fundação de São Paulo, em 1554, se deve a uma combinação de fatores. Sua topografia estratégica, para a defesa do povoado, é o mais conhecido por todos. Todavia, o sucesso da povoação no seu início é mais intimamente ligado à cooperação entre portugueses e indígenas. O terreno usado para erguer as primeiras construções de São Paulo foi cedido pelos guaianazes, em área adjacente à sua ocara. Havia então, mútuos interesses. Com essa vizinhança os portugueses poderiam se apropriar do conhecimento dos indígenas sobre o território e seu savoir-faire, ou das inúmeras vantagens que um relacionamento pacífico pudesse trazer. Ademais, o sítio não havia sido gratuitamente escolhido pelos guaianazes. Situado entre vales, com trechos de matas e imensas várzeas cobertas de capim, em parte inundáveis na época das chuvas, era uma área rica em peixes, aves e caça de pêlo. Os campos mostraram-se adequados ao plantio de legumes, verduras e frutas, além de propícios para a criação de gado europeu. Em termos econômicos, os indígenas sabiam que os jesuítas lhes forneceriam as ferramentas que precisavam http://www.infoescola.com/literatura/sebo-do-messias/ http://www.infoescola.com/teatro/teatro-municipal-de-sao-paulo/ http://www.infoescola.com/sao-paulo/viaduto-do-cha/ para trabalhar a terra e produzir seus artefatos. O início de São Paulo foi marcado pela convivência harmoniosa entre portugueses e nativos na colina onde se formaria o Triângulo Histórico. Em taipa de pilão, técnica que viria a se tornar uma tradição paulista, foram construídos os edifícios do povoado. O traçado inicial de São Paulo se deu em função dos caminhos indígenas existentes, que foram incorporados pelos portugueses como acessos à vila e cristalizados ao longo da história a ponto de os percorrermos até hoje. Na construção dos muros de proteção do povoado, essas entradas foram mantidas desimpedidas, e, conseqüentemente, deram origem ao arruamento externo. Com a chegada das outras ordens religiosas dos Carmelitas, Beneditinos e Franciscanos, e a construção de seus conventos nas bordas da colina, a estrutura para formação morfológica do Triângulo Histórico estava pronta. A cidade começava a se esforçar para estabelecer alguma disciplina em seu urbanismo. As ruas São Bento e Direita se cruzam em ângulo reto, e com larguras uniformes mesmo sendo extensas. Esse detalhe demonstra que as vias foram executadas sob supervisão de um profissional treinado. A esquina despertava a atenção dos moradores, que a apelidaram de "quatro cantos". Em 1640, a Câmara dos Vereadores estabeleceu que todas as novas construções da cidade fossem aprovadas por ela. São Paulo foi crescendo lentamente enquanto os paulistas povoavam o planalto em todas as direções, multiplicando os núcleos da capitania. Em 1682, a cidade tornou-se sede da capitania, sendo suas atividades mais relevantes do que as das vilas do litoral. Em 1711, a vila foi elevada à cidade pela coroa portuguesa, com aproximadamente 210 casas e menos de mil habitantes. Sua importância regional já se evidenciava pelo fato de ter se tornado um entreposto comercial ainda em pequena escala. Devido à sua importância para a história não só do Centro de São Paulo, mas também para a cidade como um todo, o Triângulo Histórico foi o local escolhido como base da Aliança pelo Centro Histórico de São Paulo, programa dezeladoria urbana e marketing local implementado pela Associação Viva o Centro em agosto de 2009. Cena 3: Mostraremos o fluxo intenso No centro da cidade de São Paulo, existe uma grande movimentação, fluxo intenso de pedestres e de veículos, em especial ônibus e trens/metrôs, principalmente em horários de pico (6 horas às 9 horas e as 16:30 horas às 20 horas), grande parte das pessoas indo trabalhar, pois no centro existe vários comércios, de todos os tipos, ou até mesmo estão só de passagem para fazer baldeação no metrô, no caso de transporte público, já que o centro da cidade permite fácil acesso à várias regiões.. Enquanto outras pessoas, os comerciantes, vão até o centro e utilizam como meio de fornecimento de mercadorias para seus comércios, entre eles: 25 de Março, Santa Ifigênia e Mercadão (Mercado Municipal de São Paulo) Cena 4: Definindo a problemática http://www.vivaocentro.org.br/programas-e-projetos/alian%C3%A7a-pelo-centro-hist%C3%B3rico.aspx O crescimento vertical, ou adensamento, concentra pessoas, moradia e trabalho em uma região, reduzindo os percursos diários, o que em si já é uma grande contribuição para evitar o caos dos centros urbanos. Mas qualquer lugar da cidade podereceber essa concentração de atividades? Infraestrutura compatível e qualidade do espaço público são algumas das questões que devem nortear a implementação do adensamento, assim como, e talvez principalmente, a capacidade do transporte coletivo. Então, o adensamento só terá sentido se tiver um viés público? Como deve ser seu planejamento e implementação, ou melhor, quais são os riscos de fazer o adensamento sem planejamento? A tendência atual de produzir cidade com crescimento em altura privilegia o espaço edificado, compromete a qualidade do espaço livre público e amplia a pressão da urbanização sobre os sistemas de suporte. Enquanto a proximidade dos usos e funções urbanas na cidade compacta permite melhores soluções para as infraestruturas urbanas, o seu espaço público é uma paisagem urbana fragmentada, dissociada da rede de equipamentos públicos e, mais ainda, dos edifícios que lhes negam a desejável relação entre espaço público e privado - e onde o veículo privado ocupa lugar de destaque na pressão exercida pelo excesso de edificação. Antes de se transformar em um problema, o adensamento pode ser uma solução para as cidades. Situar-se entre uma e outra possibilidade depende do equilíbrio entre a edificação e o espaço livre público que somente o planejamento urbano e territorial tem condições de estabelecer. O adensamento urbano, uma intensificação do uso e da ocupação do solo, pode ser justificado se a área apresentar infraestrutura ociosa (redes de água, luz, esgoto, telefone, gás encanado etc.) e também qualidade ambiental. A qualidade ambiental deve ser diagnosticada caso a caso e em diferentes escalas, considerando-se critérios que indiquem os limites para o adensamento - um deles é a mistura de usos incompatíveis, como usos poluidores lado a lado com uso residencial; outro é a altura e proximidade das edificações. Outro critério é a deficiência em número, área, distribuição e qualidade da cobertura vegetal e da arborização das calçadas, como também de espaços de uso público, livres de edificação e com vegetação. As superfícies impermeáveis ocasionam, por exemplo, problemas no Amélia Reynaldo arquiteta e urbanista, tem grande atuação no âmbito público, com trabalhos para a Prefeitura do Recife e para o Governo do Estado de Pernambuco João Carlos Nucci biólogo e doutor em Geografia Física, professor do departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná clima. Também há os parâmetros sobre a densidade demográfica, evitando-se o apinhamento humano, causador de diversos tipos de desconfortos. Grandes centros urbanos são, invariavelmente, polos de cultura, entretenimento, negócios e turismo. Entretanto, em alguns deles, tais características contrastam com soluções precárias de moradia, infraestrutura de serviços públicos e mobilidade urbana. O adensamento urbano não elimina mas certamente diminui este contraste e torna as cidades mais justas. Ele favorece a diversidade intelectual e consequentemente a criatividade, otimiza o uso dos equipamentos urbanos e o investimento em infraestrutura. São Paulo, por exemplo, possui 12 milhões de metros quadrados de escritórios espalhados em 17 regiões enquanto grandes centros financeiros na Europa e Estados Unidos possuem mais que o triplo do volume de escritórios concentrados em poucas regiões. Algumas das metrópoles mais adensadas do mundo possuem serviços de qualidade, transporte público eficiente e diversidade cultural e, não coincidentemente, são as cidades mais interessantes para se viver. Uma análise deve considerar, para efeito comparativo, os aspectos associados ao seu contraponto, qual seja a expansão urbana por espraiamento geográfico horizontal. Do ponto de vista da drenagem urbana e dos recursos hídricos regionais, há aspectos extremamente negativos nessa tendência de espraiamento, em que novas áreas mais impermeáveis são incorporadas ao tecido urbano, sobrecarregando os já precários sistemas de drenagem, colaborando para a ocorrência de inundações e reduzindo a capacidade de alimentação dos aquíferos subterrâneos. Em cidades que se expandem para áreas de topografia mais acidentada, potencializam-se os processos erosivos e de instalação de áreas de risco a deslizamentos. Dos processos erosivos resulta uma enorme carga de sedimentos que vão assorear o sistema público de drenagem e reduzir-lhes ainda mais sua capacidade de vazão. Não resta dúvida de que uma cidade urbanamente mais adensada facilita enormemente a gestão de suas relações com o meio físico geológico, especialmente por exercer menor interferência com esse meio. Adriano Sartori arquiteto e diretor de Locação e Brokerage Services da CB Richard Ellis (CBRE) Álvaro Rodrigues dos Santos geólogo, consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente Sim, o adensamento é uma solução para os grandes centros urbanos, porém precisa haver qualidade nesse adensamento. Uma cidade compacta potencializa os investimentos realizados em infraestrutura, portanto mais gente pode desfrutar dos benefícios urbanos evitando desperdícios. Mas o desenvolvimento econômico global baseado na indústria automobilística inviabiliza o adensamento, pois exige cidades espalhadas sob pena de grandes congestionamentos. O adensamento nas cidades pressupõe transporte coletivo de massas. O que fazer para obtermos uma cidade mais densa? Primeiro buscar qualidade urbana com bons projetos de arquitetura nos edifícios abertos para uma cidade com espaços públicos abundantes e, principalmente, investir em transporte coletivo, objetivando aumentar a fluidez urbana. Cena 5: Discussão sobre o tema, prós e contras Discussão entre o grupo sobre o tema, críticas e pontos positivos. • Desenvolvimento: analisar o local, fazendo uma crítica ao tema= • Conclusão: O que foi aprendido e descoberto?= Bibliografia http://www.infoescola.com/geografia/centro-historico-de-sao-paulo/ http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 88392001000100005 http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/225/artigo274562-1.aspx Nadia Somekh professora titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie, autora do livro A cidade vertical e o urbanismo modernizador, entre outros http://www.infoescola.com/geografia/centro-historico-de-sao-paulo/ http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392001000100005 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392001000100005 http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/225/artigo274562-1.aspx