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CAPÍTULO 01
 BRASIL COLONIAL
O PERÍODO PRÉ-COLONIAL: (1500 a 1530)
ANTECEDENTES:
As três décadas iniciais da História do Brasil, bem como da trajetória do processo colonizador português para as novas terras “descobertas” apresentam características distintas no que se refere ao tratamento dado a uma nova possessão territorial.
Não podemos esquecer que o processo de Expansão Marítima foi motivado e orientado pelo modelo econômico Mercantilista, apoiado sobre pilares argüidos graças a alianças político-econômicas entre a figura do Rei fortalecido e centralizador, e dos ambiciosos Burgueses comerciantes. 
O modelo expansionista vai buscar retorno rápido do investimento inicial, e segundo os preceitos mercantilistas isso significava encontrar logo no primeiro momento: metais preciosos (metalismo); mercado consumidor onde as produções manufaturadas pudessem ser comercializadas (estabelecendo um superávit na balança comercial e incentivando a produção); regiões passíveis de colonização com rápido retorno financeiro a curto prazo (o Colonialismo buscava uma região passível de exploração seja na submissão político-econômica, militar ou que fornecesse uma produção em larga escala que pudesse ser explorada gerando lucros aos comerciantes marítimos portugueses).
Inicialmente o Brasil não vai apresentar nenhuma dessas características, e associado às prosperidades com que os comerciantes portugueses aumentavam sua lucratividade com o comércio oriental, a terra recém-conquistada ficará relegada a um segundo plano.
O RELATIVO ABANDONO:
O Brasil diferente do oriente, não apresentava nenhum atrativo do ponto de vista comercial: sem metais preciosos, sem mercado consumidor, sem produção agrícola passível de exploração.
A Coroa portuguesa enviou várias expedições que buscavam realizar um reconhecimento da costa brasileira. Em 1501 Gaspar Lemos foi responsável pelo batismo de várias regiões (Cabo de São Tomé; São Vicente; Cabo Frio) e nessa expedição viajou também o florentino Américo Vespúcio que chegou a declarar ao governante de Florença que não encontrou nada de aproveitável nesta terra. Na verdade a existência de pau-brasil foi à única atividade pensada como possível de realização de uma atividade econômica.
Vai ser na atividade extrativista de madeira realizada sob o regime de utilização do trabalho indígena (escambo), sendo o comércio uma exclusividade da Coroa Lusitana (Monopólio Régio).
O relativo abandono deve-se ao fato de que não houve a implementação de um projeto efetivo de ocupação de terras por parte de Portugal. Contudo a atividade extrativista foi consentida a arrendatários (iniciativa particular de ocupação da terra, sem financiamento da Coroa) que tinham a missão de não só explorar a madeira, como também realizar defesa do território contra ataques indígenas e invasões estrangeiras, estabelecimento de acampamentos litorâneos (feitorias) para armazenagem e comercialização da madeira extraída, além do pagamento do imposto real (Quinto). 
A DECADÊNCIA DO PERÍODO PRÉ-COLONIAL
A mudança do cenário da ocupação nas terras brasileiras vai mudar tão logo a prosperidade do comércio oriental entre em declínio e as invasões estrangeiras tornem-se demasiadamente freqüentes. Estas são basicamente as razões que justificam a colonização efetiva após 1530. Com o crescimento da presença estrangeira junto as costa brasileira, torna-se cada vez mais fundamental um sistema de proteção territorial mais eficaz. Para isso várias expedições são enviadas para combater os corsários e piratas, entretanto, sem atingir grandes resultados e o litoral continua a ser ameaçado necessitando de esforços maiores por parte da Coroa portuguesa.
Apesar de conquistado em 1500, Portugal não se preocupou com o Brasil por mais de 30 anos porque os investimentos metropolitanos estavam concentrados no comércio com o oriente. Ocorre que após 1530 os lucros com este comércio começaram a diminuir e o governo resolveu colonizara o Brasil plantando aqui cana de açúcar para ser vendida na Europa, contando com investimentos e financiamentos holandeses para tal empreitada.
Para cá se deslocavam aventureiros, militares, administradores e até condenados que aceitassem o exílio ou degredo como pena alternativa.
COLONIZAÇÃO E CONQUISTA:
	Plantada inicialmente em São Vicente (fundada em 1532), a cana logo se espalhou pela colônia, cultivada utilizando-se de mão de obra compulsória ora negra africana, ora indígena, sendo o comércio do negro africano altamente lucrativo, razão pela qual foi à opção de mão de obra utilizada na colonização.
Fundação de São Vicente – Oscar Pereira da Silva (1900).
Ao plantio da cana se somariam posteriormente a mineração e atividades econômicas auxiliares como pecuária, algodão, tabaco, aguardente e etc.
	O Brasil foi uma típica colônia de exploração dentro dos moldes mercantilistas. A metrópole controlava todas as decisões importantes da vida colonial: nomeava funcionários, recebia imposto, controlava o comércio e a exploração, tinha produtos de exclusiva exploração em favor do Rei – Monopólio Régio – cuidava da defesa e da repressão contra aqueles que se opunham ao domínio português.
A administração iniciou-se com um sistema de Capitanias Hereditárias 1534 e em 1549 ocorre à criação do Governo Geral que buscava centralizar o poder político e auxiliar as capitanias a prosperar. A formação da população tinha condições de vida distintas: grandes proprietários de terras e de escravos; trabalhadores brancos, mestiços, índios; e negros escravos.
Os investimentos colonizadores são extremamente complexos e arriscados. No Brasil, Portugal vai buscar uma simples adaptação das próprias instituições metropolitanas à realidade colonial.
	As relações da monarquia com a nobreza tradicional, com a Igreja e o povo, representado superiormente pela burguesia mercantil, evidenciam o rígido controle burocrático, jurídico, fiscal e militar que o Rei exercia sobre toda a nação. Esta organização política fortemente centralizada em torno do Estado Absolutista será transferida para a colônia durante a montagem da administração do sistema colonial.
	Delegando poderes, titulando funcionários, a monarquia portuguesa tentará organizar um aparelho administrativo na colônia, depositário do poder do Estado metropolitano e servidor eficiente de seus interesses. Seu funcionamento, entretanto, será altamente afetado pelas condições particulares da Colônia, especialmente pela grande extensão territorial.
 
 O Brasil colonial: Período Pré-Colonial 
	
 No inicio do séc.XVI, a hegemonia das nações ibéricas por áreas na América, África e Ásia lhes conferia poder e uma enorme quantidade de riquezas que, efetivamente foram pouco eficientemente empregados em benefício das respectivas nações. As transformações ocorridas a partir das Grandes Navegações não afetaram a posição de destaque social da nobreza e do clero, fato que determinou a forma como essas riquezas seriam investidas.
 A Espanha priorizou a extração metalífera na sua principal área colonial, a América, já Portugal, buscou principalmente atuar no lucrativo comércio oriental de especiarias e artigos de luxo, negligenciando dessa forma sua área americana durante os primeiros 30 anos, ficando esse período conhecido como "período Pré-Colonial” ou “período Pré-colonizador".
 Nessa fase não houve ocupação do território brasileiro, a única atividade econômica presente foi à extração do Pau-Brasil, feita por particulares e com utilização de mão de obra indígena (escambo). os acampamentos construídos no litoral pelos europeus eram chamados feitorias.
 Para que se possa definir uma área com sendo uma colônia, devemos observar as seguintes pré-condições: ocupação do território, defesa, produção de uma administração externa. Negligenciado suas posses, Portugal criou possibilidades práticas para que nações que se julgaram desprestigiadas com o tratado de Tordesilhas, em particular o Estadofrancês, buscasse consolidar domínios nesse vasto território.
 Esse temor português de perder territórios, somado à significativa queda da lucratividade do comércio oriental, tornou inevitável o inicio do processo no ano de 1530.
1. A América francesa
 A monarquia francesa, rejeitando a partilha do mundo pelos ibéricos, procurou estabelecer a núcleos colonizadores na América do Sul. Em 1555, Nicolau Durand de Villegaignon, enviado pelo rei Henrique II, fundou a França Antártica, na região da baía de Guanabara. A maior parte dos colonizadores era composta por protestantes franceses que fugiam das perseguições dos católicos em sua terra natal. Entre os conquistadores encontravam-se católico André Thevet e o calvinista Jean de Lery, que escreveram dois dos mais interessantes documentos sobre as características das terras americanas e seus primeiros habitantes no século XVI.
 Em pouco tempo, as divergências entre seguidores das duas religiões também se manifestam no Novo Mundo, provocando disputas e dissidências em nome da fé. Com a notícia das tensões religiosas vividas nas terras do além-mar, outros colonos sentiram-se desestimulados a atravessar o Atlântico, o que dificultou o desenvolvimento da colônia francesa.
 As primeiras expedições portuguesas para a expulsão dos franceses iniciaram-se em 1560. Sob o comando do governador geral Mem de Sá, os franceses foram vencidos e obrigados a refugiarem-se no sertão.
 Constatou-se, mais uma vez, que a única possibilidade de defender a região dos franceses e dos índios tamoios, seus aliados, seria o povoamento.com esse objetivo, em 1565, Estácio de Sá, sobrinho do governador, fundou a vila de São Sebastião do Rio de Janeiro.
 Os confrontos prolongaram-se por mais dois anos, quando tropas comandadas por Mem de Sá derrotaram definitivamente os franceses.
2. Princípios gerais do mercantilismo
 Num sentido amplo, o mercantilismo foi á teoria econômica do crescimento e acumulação capitalista dos tempos da Renovação comercial. Mais precisamente, foi um conjunto de idéias e doutrinas econômicas executadas pelos Estados nacionais europeus para fortalecer-se e enriquecer por meio da atividade comercial, entre os séculos XVI e XVIII. Sua aplicação dependeu muito da disponibilidade de recursos econômicos (metais preciosos, terras férteis, manufaturas, portos, frotas) e sociais (população, mão de obra, desenvolvimento técnico), assim como dos interesses político-estratégicos do momento (política colonial, disputas territoriais e comerciais, guerras, alianças) em cada Estado europeu.
 Apesar de aplicada de forma diversa nos diferentes países, alguns princípios gerais foram seguidos pelos executores das políticas mercantilistas: atribuição ao Estado da tarefa de promover os interesses de outros Estados, nações e colônias; crescimento da economia e enriquecimento nacional medido pela acumulação interna de metais preciosos (entesouramento) e pelos superávits da balança comercial (exportação superior à importação); o comércio como atividade mais importante que a agricultura e por isso mais importante que a alfandegária e restrições políticas destinadas a defender o mercado interno contra os concorrentes estrangeiros; adoção de monopólio como garantia da exploração exclusiva das riquezas coloniais pelas metrópoles.
 Alguns países, como a Espanha, que contava com a riqueza metalífera das colônias americanas, concentraram esforços na acumulação de metais preciosos; outros, como a Inglaterra e a Holanda, aproveitaram suas colônias ou as de outras potências para expandir seus lucros com a atividade mercantil e promover o desenvolvimento industrial.
3. O Estado patrimonial 
 O absolutismo monárquico foi à forma do governo dominante na Europa entre os séculos XVI e XVIII. Nesse tipo de regime, o poder do Estado e a soberania da nação estavam concentrados na figura do rei.
 O rei era também um grande proprietário de terras e outros bens. Em Portugal, ele detinha um enorme patrimônio em terras, mais vasto do que as propriedades da igreja. No século XIV, o conjunto de propriedade do monarca formava uma área três vezes maior do que as terras da nobreza. Esse patrimônio privado se confundia com o patrimônio público do Estado português. Era difícil saber onde terminavam as propriedades do rei - enquanto pessoa privada, senhor de propriedades particulares - e onde começavam os domínios do Estado, os bens públicos.
 Assim, muitas das atribuições do Estado (esfera pública) eram tratadas como coisa privada (esfera dos interesses particulares das pessoas) e vice-versa. Por exemplo, o rei pagava certos funcionários do Estado com recursos que provinham de suas terras particulares. Do mesmo modo, despesas pessoais da família real eram financiadas com o dinheiro público, arrecadado na forma de impostos. Tratava-se, portanto, de um Estado patrimonialista, isto é, de um tipo de Estado em que a esfera pública se confunde com a esfera privada.
 Esse tipo de Estado era regra na Europa da época. como explica Raimundo Faoro no livro Os donos do poder ,"tudo parte das origens:o rei é o senhor das terras, das minas e do comércio, no círculo patrimonialista em que se consolidou e se expandiu o reino". Foi dessa forma, e com essa concepção patrimonialista, que se estruturou o poder político na colônia portuguesa.
 
 O Brasil colonial: A colonização de exploração
 A organização administrativa inicialmente foi montada de forma descentralizada, através do sistema de capitanias Hereditárias: o território foi dividido em lotes e concedido a pessoas interessadas em vir colonizar a terra com seus próprios recursos.
 Dois documentos regiam o sistema: as Cartas de Doação e os forais. A Carta de Doação é o documento através do qual o governo concedia o lote ao donatário e especificava quais os poderes de que ele estava investido. O Foral determinava os direitos e os deveres dos donatários.
 A experiência não surtiu os efeitos esperados. Diversos problemas impediram o êxito das capitanias, pois apenas duas conseguiram certo resultado econômico.
 Dentre as 13 capitanias (15 lotes), apenas São Vicente e Pernambuco superaram problemas como ataque indígenas, elevados custos dos investimentos iniciais, distancia da metrópole, etc . 
Modificou-se, então, o projeto descentralizador, com a criação do Governo Geral (1548), encarregado de prover apoio e coordenação às capitanias. O governador-geral seria auxiliado pelo Provedor-Mor (finanças), o Ouvidor-Mor (justiça), o Capitão- Mor- da costa (Defesa). 
 Salvo breves percalços administrativos, o poder político no Brasil manteve-se centralizado por todo período colonial. 
 Com a finalidade de superar as dificuldades das capitanias e centralizar a política e administrativamente a colônia. D. João III, em 1548, criou o Governo Geral. Essa centralização foi necessária para impedir o abuso de poder por parte dos donatários, combater mais eficientemente a pirataria, e deter as hostilidades dos indígenas e incentivar a economia. Algumas atribuições dos donatários passaram para a nova autoridade, mas as capitanias continuaram existindo normalmente (sobreviveram até o século XVIII). Alem do cargo de Governador Geral, outros cargos foram criados, como o de Provedor-mor, encarregados da administração e arrecadação; o de Capitão- mor da costa, responsável pela defesa do litoral, além de outros cargos menores.
 O Governador Geral administrava de acordo com Regimento e com as novas instruções que vinham de Portugal. Havia órgãos especializados, como as intendências e as Mesas de Inspeção, subordinadas diretamente à metrópole, não sofrendo interferências das autoridades constituídas na colônia. Sua função era essencialmente fiscalizadora e/ou tributária.
 O sistema do Governo Geral perdurou até a vinda da família real portuguesa, em 1808, apesarde algumas tentativas de divisão que ocorreram. A primeira foi á divisão em dois governos, um na Bahia e outro no Rio de Janeiro, de 1573 a 1578.
 Em 1621 foi criado o Estado do Maranhão, território que ia do Ceara até o extremo norte. O Estado do Brasil compreendia o restante da colônia. Em 1737, o Estado do Maranhão foi substituído pelo Estado do Grão-Pará e Maranhão, que foi absorvido em 1774 pelo Brasil. A partir de 1720 os governadores gerais passaram a utilizar o título de vice-rei.
 Em 1763, a capital da colônia foi transferida para o Rio de Janeiro, principalmente devido à exploração do ouro e às questões fronteiriças no sul.
 Em termos administrativos, todos os sistemas apresentavam baixa eficiência, pois toda essa organização político-administrativa era formal, teórica. Na prática o pode político estava situado nos engenhos, isto estaria exemplificado nas Câmaras Municipais, órgãos administrativos organizados em cada vila (Município) que eram controladas pelos "Homens Bons" (grandes proprietários) com a incumbência de administrar a cobrança de impostos, defender a vila, aplicar justiça, etc. Essas câmaras executavam uma política que atendia aos interesses da classe dominante colonial.
B - O Bandeirantismo
 Bandeirantes eram, na sua maioria, colonos da capitania de São Vicente (Vicentinos ou Paulistas). Empobrecidos pela estagnação econômica da capitania, durante os séculos XVII e XVIII organizaram sucessivas expedições pelo interior do país. Buscavam apresar índios (vendidos como escravos), encontrar metais preciosos e destruir quilombos.
 Suas expedições (entradas oficiais, bandeiras-particulares) contribuíram decisivamente para o alargamento das fronteiras do Brasil.
C - A Organização Econômica
 O Brasil, colônia de exploração, teve sua organização econômica regulamentada pelas normas do mercantismo.
 No contexto do sistema colonial, a metropolitana. Devia fornecer produtos primários e consumir manufaturados da metrópole.
 Como não havia sinais concretos da existência de metais preciosos, a exploração foi viabilizada pela cana-de-açúcar.
C.1 A empresa açucareira: os fatores tradicionalmente apontados como responsáveis pelo êxito dessa empresa são: o interesse do mercado externo; a experiência dos portugueses, a qualidade dos solos e as condições climáticas do território brasileiro; a participação holandesa, através do financiamento, refino e distribuição do açúcar na Europa.
 A produção se estruturou no já famoso "tripé": monocultura, latifúndio, escravidão. São Vicente foi à primeira capitania onde se fez o cultivo da cana, mas o Nordeste (Pernambuco e Bahia principalmente) tornou-se cedo à região mais destacada na empresa açucareira.
AS UNIDADES PRODUTORAS DE AÇÚCAR ORGANIZAVAM-SE NOS MOLDES DA PLANTATION.
AS RAZÕES DA DECADÊNCIA DA ATIVIDADE AÇUCAREIRA PRENDEM-SE À UNIÃO IBÉRICA (1580-1640).
 Em 1580 Portugal caiu sob domínio da Espanha, que se transformou na virtual "Dona" do Brasil. Em guerra com a Holanda, os espanhóis proibiram os holandeses de continuarem comercializando o açúcar brasileiro. Sem outra alternativa, os holandeses invadiram o nordeste brasileiro em 1624 na Bahia e em 1630 em Pernambuco. Quando foram expulsos em 1654 (Insurreição Pernambucana), os holandeses deram início à produção de açúcar nas Antilhas. A qualidade e a quantidade de açúcar antilhano/holandês jogaram para baixo o preço do açúcar no mercado internacional e desestruturaram a atividade açucareira brasileira.
C.2 A mineração: entre 1693 e 1760, na região atualmente compreendida pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, teve lugar a extração do ouro e dos diamantes. De imediato esta região, até então inexplorada, recebeu um extraordinário afluxo de pessoas, vindas da metrópole e de outras regiões da colônia, originando um conflito de interesse com os paulistas, do qual redundou a Guerra dos Emboabas, considerada uma rebelião nativista. 
 Para administrar a região mineradora, a metrópole criou,em 1702, a Intendência das minas, órgão presente em cada uma das capitanias de onde se extraia ouro, visando controlar de perto a exploração aurífera. A Intendência era constituída por um guarda-mor e auxiliares submetidos diretamente à Coroa. Era responsável pela distribuição dos lotes a serem explorados, chamados de data, e pela cobrança de 20% do ouro encontrado pelos mineradores, imposto conhecido como quinto. As datas eram distribuídas segundo a capacidade de explorar do minerador; avaliada em numero de escravos.
 Apesar do controle imposto pelas autoridades metropolitanas, o contrabando era intenso e, para coibi-lo, a coroa proibiu a circulação de ouro em pó e em pepitas, criando em 1720, as casas de fundição. Todo o ouro encontrado nas lavras - grandes minas - ou garimpos, onde era feita a faiscação nas areias dos rios, tinha a ser entregue nesses locais, onde era derretido, quitado (ou seja, era lhe extraído quinto pertencente à Coroa) transformado em barras. Contra a instalação das casas de fundição houve a Revolta de Vila Rica.
 Aprofundamento ainda mais o controle fiscal, sobretudo quando a exploração aurífera começou a dar sinais de esgotamento, o governo português fixou em 100 arrobas de ouro (1.468,9 kg) anuais o mínimo a ser arrecadado em cada município como pagamento do quinto. Para garantir a arrecadação do montante, foi instituída a derrama: a cobrança dos impostos à população seria efetuada pelos soldados portugueses, chamados de dragões, que estavam autorizados a invadir casas e tomar tudo que tivesse valor, a fim de completar as 100 arrobas devidas à metrópole. Essa prática portuguesa deixou rastro de insatisfação da colônia. Todo o arrocho fiscalizador conseguiu temporariamente diminuir o tráfico ilegal, mas nunca suprimiu por completo. De qualquer modo, aliviou por algum tempo as dificuldades financeiras de Portugal.
 A descoberta de diamantes em 1729, no arraial do Tijuco, hoje Diamantina, em Minas Gerais, levou Portugal a adotar uma fiscalização apropriada à extração diamantífera. Inicialmente, dada à dificuldade em se quintar o diamante, a metrópole determinou a expulsão dos mineiros da região e arrendou a exploração a empresários, chamados contratadores, indivíduos que antecipavam parte dos lucros à coroa e recebiam assumir a exploração do diamante, estabelecendo a real extração.
 A partir da segunda metade do século XVIII, devido ao esgotamento das jazidas e ao uso de técnicas rudimentares, incapazes de uma prospecção mais profunda no subsolo, iniciou-se a decadência da produção de ouro no Brasil. O período situado entre 1740e 1770 correspondeu ao apogeu da exploração das minas, e o ano de 1754 registrou a maior produção de ouro. A partir da década de 1770, verificou-se o declínio da atividade, que se tornou cada vez menos atraente.
 O ouro, enviado para a Metrópole, lá não permaneceu, pois teve que ser enviado à Inglaterra, devido aos termos do Tratado de Methuen, assinado em 1703.
 Por este tratado Portugal, sem impostos alfandegários, vendia vinho na Inglaterra e comprava desse país tecidos. Em função deste tratado, Portugal transferiu riqueza considerável (ouro Brasileiro) para a Inglaterra atrasou sua Revolução Industrial. A assinatura desse trato, em Portugal, foi responsabilidade de comerciantes revendedores dos tecidos britânicos e da nobreza produtora de vinho; na Inglaterra, foi responsabilidade da burguesia mercantil e manufatureira.
C.3 Atividades auxiliares:
 Atividades que serviam de suporte para as atividades consideradas prioritárias no esquema mercantilista português.
Pecuária:
 O gado foi criado no Brasil para garantir alimentação nas regiões de açúcar e de ouro, além de meio de transporte e força motriz nos engenhos. É considerada a atividade importante para interiorização do país.
Tabaco e Aguardente:
 Produtos considerados auxiliares da atividade açucareira. Foram largamente utilizados no comércionegreiro (escambo africano).
Drogas do Sertão: 
 Base econômica para a ocupação da Amazônia, as drogas do sertão envolviam o cacau, o guaraná a pimenta, o cravo, etc.
Algodão:
 Cultivado no Maranhão, viveu seu melhor momento no final do século XVIII(período pombalino). Seu apogeu foi curto e logo entrou em decadência.
D- A Época Pombalina (1750-1777)
 Em Portugal destacou-se a atuação di ministro do rei D. José I, Sebastião José Carvalho e Melo, o marquês de pombal (1750-1777), um déspota esclarecido.
 Pombal, percebendo a extrema dependência econômica de seu país em relação à Inglaterra, até porque foi embaixador naquele país, procurou-se em reequilibrar a deficitária balança comercial lusa, adotando medidas que, se de um lado foram uma maior eficiência administrativa desenvolvimento econômico no reino, de outro, reforçaram as práticas mercantilistas no que se refere ao Brasil.
 Assumido os ideais iluministas no reino, Pombal expulsou os jesuítas de Portugal e colônias (1759).
 A expulsão dos jesuítas visava ao fim da autonomia dessa ordem religiosa frente a Coroa, um estado dentro do Estado , como se dizia, subordinando a Igreja ao governo, além disso, a ação dos jesuítas espanhóis contra as autoridades portuguesas no Sul do Brasil, por ocasião da assinatura do tratado de Madri (1750), levou à Guerra guaranítica, mais um elemento que estimulou Pombal a expulsá-los do reino.
 Como todo o ensino colonial dependia da companhia de Jesus, sua expulsão criou um vazio educacional, levando Pombal a criar o subsídio literário, imposto para custear a educação assumida pelo Estado metropolitano- as aulas régias.
 Acreditando na importância de se integrar os índios ao domínio luso, para consolidar as fronteiras brasileiras, Pombal determinou ainda a extinção da escravidão indígena em 1757, transformando algumas aldeias em vilas, especialmente na Amazônia, visando incorporar esses territórios à administração portuguesa. Nessa região, porém, a expulsão dos jesuítas trouxe mais dificuldades do que integração ao domínio metropolitano. Com esse mesmo objetivo, ministro de D. José I procurou estimular os casamentos entre colonos e índios.
 O marquês determinou a supressão da distinção entre "cristãos-velhos” e “cristão-novos" (descendentes de judeus), objetivando favorecer a integração destes últimos no reino, dada a sua sempre importante atuação econômica e social tanto em Portugal quanto no Brasil. Pombal tentou também fomentar a produção manufatureira, especialmente em Portugal , sem grande sucesso, é bom lembrar, e combateu duramente o contrabando colonial.
 Entre as inúmeras dificuldades que teve de enfrentar durante seu governo, deve-se registrar o grande terremoto de 1755, que destruiu parte da cidade de Lisboa, e o declínio da produção de ouro no Brasil. A Coroa viu-se obrigada a ampliar os gastos para reconstruir a capital do reino, ao mesmo tempo em que diminuía o ingresso de recursos.
 Para a reconstrução de Lisboa, Pombal recorreu ao aumento de tributos.
 Na colônia, Pombal extinguiu definitivamente as capitanias hereditárias, comprando e confiscando os territórios dos poucos donatários das capitanias da Coroa. Também criou a Companhia Geral do comércio do Estado do Grão-Pará e Maranhão (1755-1778) e a Companhia Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba (1759-1779). Procurava assim controlar o comércio colonial a aumentar as rendas da Coroa.
 Em termos administrativos, criou cargos e órgãos, visando à racionalização burocrática, e transferiu a capital colonial de salvador para Rio de Janeiro, a fim de fiscalizar com rigor a exportação do ouro. Foi ainda Pombal quem aumentou e zelou pela cobrança dos impostos devidos à metrópole, efetivando a primeira derrama (1762-1763); pouco depois, estabeleceu o controle real sobre a exploração de diamantes. Após a morte do rei D. José I, Pombal deixou o ministério e seus opositores assumiram o governo, anulando muitas de suas realizações. Logo foram extintas as companhias de comércio e publicado o Alvará de 1785, que proibia a instalação e funcionamento de manufatura na colônia. As poucas existentes foram fechadas e a população viu-se novamente obrigada a recorrer às caras manufaturadas importadas.
E - A produção Manufatureira
 Durante a maior parte do período colonial, Portugal reprimiu a instalação de manufaturas no Brasil. Fazia isso para confirmar a vocação de produtora de gêneros primários de sua colônia, bem como de consumidora dos produtos manufaturados portugueses. Não podemos nos esquecer no caráter complementar da economia brasileira colonial em relação à economia portuguesa metropolitana.
 O melhor exemplo desse comportamento português foi o "Alvará de 1785", quando Dona Maria I, rainha de Portugal proibiu expressamente a presença de fábricas e manufaturadas em todo território brasileiro (exceção feita para sacos de roupa e escravos).
F- As Revoltas Nativistas
 As primeiras rebeliões contra o domínio português são denominadas de Revoltas Nativistas. Tais movimentos não visavam a emancipação do país ou região. Constituíram-se em protestos de determinados grupos contra a opressão metropolitana.
 Os principais exemplos de revoltas são a Revolta de Beckman (Maranhão,1684),tese, a Guerra dos Emboabas (MG,1709) ,a Guerra dos Mascates (Pernambuco,1710) e a Revolta de Vila Rica (MG, 1720).
 Revolta de beckman: fazendeiros do Maranhão, liderados pelos irmãos Beckman (Manuel e Thomas), revoltaram-se contra os jesuítas (impediram a escravização dos índios) e contra a Companhia Geral do Comércio do Maranhão (monopolizava o comércio da região). Em 1684os revoltosos chegaram a ocupar a cidade de São Luís por quase um ano. Portugal reprimiu com violência, o movimento foi vencido e seus líderes foram enforcados. 
 Guerra dos Emboabas: bandeirantes vicentinos que primeiro ocuparam a região aurífera de Minas Gerais, tentaram impedir que forasteiros (chamados emboabas) também se estabelecessem na região. Em 1709, mediante intervenção portuguesa, os bandeirantes, derrotados, partiram para Goiás e Mato Grosso. Para melhor administrar a região, o governo português dividiu-se em: Capitanias de São Paulo e Minas Gerais e capitania do Rio de Janeiro. 
 Guerra dos Mascates: conflito envolvendo fazendeiros de Olinda e comerciantes (mascates) de Recife. Olinda era o centro político de Pernambuco, contando dom uma câmara de Vereadores. Economicamente estava em decadência. Em 1709, os comerciantes de Recife, em Ascensão econômica, conseguiram da Coroa sua emancipação política, com condições de organizar sua câmara de vereadores. Os olindenses, sentindo-se prejudicados, invadiram Recife. Em 1710 o conflito terminou e a rica Recife passou a ser o centro administrativo de Pernambuco.
 Revolta de Vila Rica: também conhecida como Revolta de Felipe dos Santos, foi um conflito envolvendo a Coroa portuguesa e mineradores que não aceitavam a instalação das "Casas de Fundição" na região aurífera de Minas Gerais. O movimento foi duramente reprimido e seu líder, Filipe dos Santos, enforcado e esquartejado. As "Casas de Fundição" foram instaladas e a Capitania de Minas Gerais foi separada da capitania de São Paulo.
G - A Organização Social
 A sociedade experimentou grandes mudanças, em virtude das diferentes circunstâncias vividas pela economia colonial. Na região açucareira, polarizou-se em dois grupos bem distintos: senhores e escravos. Existiam outros elementos, é claro, mas não chegavam a constituir classes definidas. Possuía um caráter aristocratizante, rural e imóvel. A nível familiar, predominava o patriarcalismo.
 Nas regiões de pecuária, era possível uma razoável mobilidade, uma vez que os vaqueiros podiam, com o tempo, estabelecer-se como proprietários.
 Na região mineira, encontramos uma sociedade predominantemente urbana, com um caráter relativamente democratizante, devido principalmenteà existência de um grupo médio, constituído por tropeiros, comerciantes, elementos do clero, funcionários, profissionais liberais, artistas e artesãos. O patriarcalismo continuava, mas não tão rigoroso quanto no Nordeste.
H - CONJURAÇÕES 
 
 Na segunda metade do século XVIII encontraram-se novos movimentos de rebeldia, denominados "Conjurações” ou"Inconfidências", destacando-se aquelas que ocorreram em Minas (1789) e na Bahia (1798). Essa última é também conhecida como "Conjuração dos Alfaiates".
 Os projetos dos conjurados mineiros e baianos apresentavam semelhantes: independência da capitania, república e diferenças, resultantes, sobretudo da configuração social do movimento (elitistas, em Minas; essencialmente popular na Bahia). Enquanto os mineiros pretendiam criar uma universidade, os baianos pretendiam a abolição da escravidão, a liberdade comercial, a nacionalização do comércio.
 Idêntico destino aguardou os movimentos inconfidentes: denúncias, prisões, e a violência expressa na morte de Tiradentes, em Minas, de Lucas Dantas, Luiz Gonzaga das Virgens, Manuel Faustino e João de Deus Nascimento, na Bahia.
 Devemos ressaltar aqui que o termo inconfidência ("traição") não nos parece correto Preferimos a utilização do termo conjuração ("revolta”, "levante"). taxar os revoltosos e baianos de "traidores" é reproduzir a ideologia colonialista, adequada, naquele contexto, aos interesses da metrópole lusitana.
I - A Escravidão
 A adoção de trabalho livre na colônia implicaria em salários tão elevados que inviabilizariam a empresa colonizadora. A saída encontrada foi á escravidão, que na idade moderna teve caráter essencialmente racial.
 Durante o período colonial índios nativos foram utilizados como escravos, mas a escravidão que predominou foi a dos negros africanos. Esta "superioridade" negra deve-se à defesa da liberdade indígena feita pela Igreja Católica, à maior especialização dos africanos e, principalmente, à lucratividade do tráfico negreiro.
 No Brasil, os negros reagiram a incessantemente à escravidão com suicídios, assassinatos e fugas para o mais conhecido dos quilombos dos Palmares em Alagoas, liderados por Zumbi, principal referência do movimento negro brasileiro contemporâneo.
 Durante o período colonial brasileiro foi relativamente comum estabelecimento de uma relação informal entre senhores e escravos, intitulada Brecha Camponesa.
 Por ela, o senhor cedia um dia de folga semanal aos escravos, bom como um pedaço de terra onde eles pudessem cultivar à vontade.
 Esta "concessão" era na verdade mais um mecanismo de controle e manutenção da ordem escravista. Com ela, o senhor "acalmava" os escravos, iludidos com aquela pequena e falsa liberdade e garantia a produção de gêneros alimentícios, diminuindo os custos de manutenção da escravaria.
 As mais recentes pesquisas sobre o escravismo brasileiro tem demonstrado que é a relação entre senhores e escravos envolvia a violência mais também um rico espaço de negociação, informal e cotidiano, nesse sentido é importante destacarmos também que a reação dos escravos não se dava apenas por atos de ruptura radical com o sistema; havia diversas formas de resistência através das quais escravos conseguiram melhores condições de vida e mesmo de respeito.
J - A produção Cultural
 
 O interesse cultural não era dos mais expressivos, não de constituído numa prioridade do governo português. Eram proibidas as escolas superiores e a imprensa.
 Poucas instituições culturais foram criadas na colônia, valendo destacar as escolas jesuíticas, organizadas com finalidades catequéticas.
 As manifestações culturais dos índios e dos africanos eram severamente reprimidas.
 Assim, as manifestações culturais que ocorrem nos dois primeiros séculos de colonização guardam uma marca inequívoco: elas são pensadas em Portugal e transplantadas para a colônia. Somente no século XVIII, na região mineradora, é que se verifica algo novo, em função das especificidades da região e do tipo de vida que lá existiu. É a época do chamado Barroco Mineiro, cujo nome mais expressivo foi o de Aleijadinho. Na literatura, destaque para arcadismo.
K - A Religião no Brasil Colônia 
 
 A Igreja Católica chegou ao Brasil em 1500, com Pedro Álvares Cabral, e daqui não mais saiu. Sua historia é feita de autoridade, dominação, piedade, coragem e hipocrisia.
 A empresa colonizadora no Brasil foi conduzida pela parceria Estado Português e Igreja católica.
 Os primeiros missionários que pisaram em solo brasileiro foram os franciscanos (com Cabral), mas a catequese da colônia foi responsabilidade principalmente dos jesuítas que chegaram ao país em 1549.
 Até serem expulsos, em 1759, pelo marquês de Pombal, os jesuítas foram os maiores responsáveis pela educação e pela evangelização na colônia. Foram indiscutivelmente os maiores obstáculos à escravidão dos indígenas, mas se omitiram com relação dos negros africanos.
 Após varrer as reduções próximas à vila de São Paulo, os Paulistas atacaram as missões de Itatim e Guairá, fundadas por jesuítas espanhóis, levando seus habitantes a se deslocarem para o Sul, onde organizaram as reduções de Tape. Aos novos ataques os índios responderam com armas de fogo, derrotando os paulistas na Batalha de M'Bororé em 1641. Mesmo assim, as reduções ficaram arrasadas e seus habitantes tiveram de se deslocar, desta vez para além do rio Uruguai. Os rebanhos que eram criados em Tape espalharam-se e reproduziu-se livremente nas pastagens naturais, dando origem a Vacaria del Mar, manadas de gado selvagem que se encontraram no atual do Rio Grande do Sul e no Uruguai. Ao final do século, jesuítas e índios atravessaram mais uma vez a região, fundando os chamados "Sete Povos das Missões".
 No Norte, além das incursões dos temidos paulistas, as reduções enfrentaram o assédio dos colonos da própria região. Após uma série de conflitos entre jesuítas e colonos laicos, em 1684 iniciou-se a Revolta de Beckman, na quais senhores de engenho tomaram o poder no Maranhão e expulsaram os membros da Companhia de Jesus. Os colonos alegavam e os jesuítas impediam a escravização dos nativos e a Companhia do Comércio do Estado do Maranhão, criada em 1682, não supria suficientemente a região com escravos africanos. Os irmãos Beckman foram enforcados e muitos participantes foram degradados para outras partes do império português.
 Uma verdadeira campanha de extermínio dos índios janduís contou com a participação dos paulistas. Aliados dos holandeses, os janduís mantiveram hostilidades com os portugueses, sendo liquidados por sucessivas incursões que contaram com a presença de Domingos Jorge Velho e Matias Cardoso de Almeida.
 Com relação à presença protestante no Brasil colônia, podemos destacar dois movimentos: de 1555 a 1560, quando o almirante francês Nicolau de Villegaignon fundou uma colônia huguenote (calvinista) no Rio de Janeiro ("França Antártica") e de 1630 a 1654, quando Pernambuco esteve sob domínio dos holandeses huguenotes. Nesse último caso destacada também a plena liberdade religiosa garantida pelos holandeses.
 A despeito dessas manifestações protestantes, a maior preocupação na Igreja católica no período colonial sempre foi coibir o judaísmo.
 Muitos judeus ibéricos haviam se convertido à força, ao catolicismo. Eram chamados "cristãos-novos". Perseguidos na Europa migraram para o Brasil.
 Para garantir que esses "cristãos-novos" não voltassem a praticar o judaísmo, Portugal enviou para a colônia o "Visitador do Santo Ofício".
 Este inquisidor esteve no Brasil em diversas oportunidades para combater as heresias (especialmente o judaísmo) e zelar pela fé e moral dos católicos da colônia.
 Esses momentos eram de terror e insegurança. Detalhes sutis revelavam a "falta" ao "visitador": recusar-se comer carne de porco, não ir a missa aos domingos, vestir roupas limpas aos sábados, comer em mesa baixa,etc.
 Caso o inquisidor se convencesse da "culpa", o indivíduo era condenado a penas q iam de simples penitências (assistir missa de pé, rezar terços de joelhos, etc.) à execução na fogueira.
 As religiões africanas foram também proibidas e desqualificadas, reduzidas à mera feitiçaria.
 Em linhas gerais, a Igreja Católica agiu na defesa de seus interesses e crenças. Foi intolerante com as diferenças, mas heróica na luta contra a escravidão indígena.
L - O Período Joanino (1808-1821)
 A fuga da família real de Portugal transformou o Brasil na sede político-administrativa do Império luso. Tinha início à luta da população portuguesa, que, graças ao apoio inglês, venceu diversas vezes as tropas invasoras napoleônicas, impossibilitando sua efetiva vitória e ocupação integral do território luso.
 A frota que trazia a família real portuguesa aportou em salvador a 22 de janeiro de 1808, seguindo depois para o Rio de Janeiro. Ainda em Salvador, dias depois de sua chegada, D. João decretou a abertura dos portos às nações amigas.
 Esta medida punha fim ao Pacto colonial que prendia o Brasil exclusivamente a Portugal. Se o Brasil não estava mais preso à metrópole pelo Pacto Colonial, na prática não era mais uma colônia.
 Portanto, podemos afirmar que nosso país ficou oficialmente independente de Portugal em 1822, mas, na prática, deixou de ser colônia em 1808, quando ganhou o direto de comercializar com o resto do mundo.
 Ainda em 1808, D. João também revogou a proibição, imposta em 1785, de se instalarem indústrias no Brasil. Tal medida, no entanto, não foi suficiente para promover um surto manufatureiro na colônia dado a impossibilidade de nossos produtos concorrerem com a poderosa e capacitada indústria inglesa, que abastecia o mercado brasileiro com abundância de produtos a baixos preços.
 Em seguida, ampliando ainda mais seu predomínio econômico sobre o Brasil, a Inglaterra obrigou Portugal a assinar os tratados de 1810, entre os quais destacaram o tratado de comércio e navegação e o tratado de Aliança e Amizade. Esses acordos garantiam à Inglaterra privilégios na venda de seus produtos ao Brasil, que pagavam 15% de imposto de importação, enquanto as mercadorias portuguesas pagariam 16% e as dos demais países, 24%. Os ingleses superavam os próprios portugueses nos privilégios comerciais sobre o Brasil.
 D. João transformou o Rio de Janeiro na capital do império luso e quis dar à cidade um ar europeu, digno da sede de uma monarquia. Para isso, criou órgãos públicos, como ministério e tribunais, e fundou a Casa da Moeda e o Banco do Brasil. Também buscou estimular a produção artística, científica e cultural através da criação do Jardim Botânico, e das escolas de medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, do Teatro Real, da Imprensa Real, da Academia Real Militar, da Academia Real de Belas Artes, da Biblioteca Real, além de patrocinar a vinda de artistas europeus que retratassem a paisagem e costumes brasileiros.
Na política externa, D. João conquistou o Uruguai, transformando-o na Província Cisplatina, estendendo as fronteiras brasileiras até o rio da Prata. Somente em 1828 o Uruguai conseguiria a sua independência, separando-se do Brasil.
 Em fevereiro de 1815, o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves, deixando oficialmente de ser colônia, medida acertada no Congresso de Viena, reunião das potências que venceram Bonaparte. Com isso, buscou-se restabelecer o equilíbrio de forças na Europa e legitimar a permanência de D. João no Rio de Janeiro.
 O aumento das despesas, oriundo da presença da corte portuguesa no Brasil, acarretou crescente tributação sobre a população brasileira, o que somado ao anseio de liberdade política e às dificuldades econômicas vivenciadas pelo Nordeste, detonou, em 1817, a insurreição Pernambucana, violentamente esmagada pelas tropas governamentais.
 No ano seguinte, faleceu a rainha D. Maria I e o príncipe-regente foi coroado rei, com título de D. João VI.
 Enquanto isso, em Portugal, mesmo com a expulsão dos franceses, ampliavam-se cada vez mais com as dificuldades econômicas e, dada a ausência do monarca, o governo local era exercido efetivamente pelo comandante militar inglês, Lord Beresford. Essa situação e a difusão intensa dos ideais iluministas determinaram a eclosão, na cidade do Porto, em 1820, de uma revolução liberal. A luta anti- absolutista, ganhava força na Europa e os princípios constitucionais eram proclamados vários pontos do continente. Em Portugal, os rebeldes do Porto decidiram pela convocação das Cortes, Assembléia encarregada de redigir uma Constituição para Portugal. Ao mesmo tempo, exigiram o imediato regresso de D. João VI e o afastamento de Beresford.
 O sucesso da Revolução Liberal do Porto e o receio de perder a Coroa obrigaram D. João VI a retornar a Portugal em abril de 1821, deixando seu filho D. Pedro como príncipe-regente do Brasil.
Antes de partir, pressentindo a possibilidade de Brasil se separar de Portugal, D. João VI aconselha D. Pedro a assumir a liderança de um movimento caso os brasileiros se manifestassem pela independência, dizendo ao filho: "Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros".
 As cortes portuguesas, de um lado, defendiam o liberalismo em Portugal, reformulando a estrutura política lusa segundo os princípios europeus; de outro, no entanto, vislumbravam que a solução para suas dificuldades econômicas passava pelo restabelecimento do pacto colonial. Para isso, procuraram instituir medidas visando à recolonização do Brasil, como restaurar antigos monopólios, reimplantar privilégios portugueses e anular a autonomia a administrativa representada pelos diversos órgãos criados por D. João durante sua permanência no Rio de Janeiro e pela regência do príncipe D. Pedro. Ordens vindas de Lisboa promoveram a transferência de várias repartições governamentais e exigiram o imediato regresso de D. Pedro a Portugal, sob a justificativa de que era preciso completar sua formação cultural.
 Tais medidas foram mal-recebidas pelos brasileiros, que perceberam as reais intenções das cortes de Lisboa e não estavam dispostos a retornar à situação anterior a 1808. Tudo isso acelerou o processo de ruptura entre Brasil e Portugal.
LEITURA COMPLEMENTAR
1. O Tratado de Methuen
 "O Artigo 1°- Sua Sarada Majestade E1- Rei de Portugal promete, tanto em seu próprio nome como nos dos Seus Sucessores, admitir para sempre de aqui em diante, no Reino de Portugal, os panos de lã e mais fábricas de lanifício da Inglaterra, como era costume até o tempo em que foram proibidos pelas leis, não obstante qualquer condição em contrário.
 Artigo 2°- É estipulado que Sua Sagrada e Real Majestade Britânica, em seu próprio nome e de seus sucessores, será obrigada para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã-Bretanha os vinhos de produtos de Portugal, de sorte que em tempo algum ( haja paz ou guerra entre os Reinos da Inglaterra e da França) não se poderá exigir direitos alfandegários nestes vinhos, debaixo de qualquer outro título direta ou indiretamente, ou sejam transportados pela Inglaterra em pipas, tonéis ou qualquer vasilha que seja, mais que se costuma pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França, diminuindo ou abatendo uma terça parte do direito de costume. (...)
 Artigo 3°- O Exmo. Senhores Plenipotenciários prometem e tomam entre si, que Seus Amos acima mencionados, retificarão este tratado, e que dentro de termo de dois meses se passarão as ratificações.
 17 de Dezembro de 1703".
2. O Ouro Brasileiro e a Revolução Industrial
 “A partir de 1750-60, a produção mineradora começou a declinar”. Tal mudança articulada a outros elementos determinou a retomada da política colbertista durante a administração do Marquês de Pombal, secretario de estado de D. José 1.Com o objetivo de libertar a economia portuguesa da dominação britânica e tornar mais autônomo o Estado Português, Pombal tomou medidas muito severas para impedir a evasão de capitais: protecionismo alfandegário, estimulou às manufaturas, companhias de comércio, instalação de refinarias de açúcar, abolição de escravidão em Portugal, para aumentar o mercado de consumo. Todas essas iniciativas foram impostas mercê de um enrijecimento das práticas repressivas do Estado, que atingiram os setores sociais oposicionistas. No entanto, a partir de 1777 quando passou a governar D Maria 1, a pressão inglesa articulada ao grupo mercantil e à classe feudal portuguesa, determinou um novo abandono do colbertismo e a restauração dos dispositivos do Tratado de Methuen. Essa mudança teve o nome popular de A Viradeira. O tratado de Methuen legalizou uma saída constante de capitais de Portugal para a Inglaterra. O ouro e o diamante brasileiro sustentaram as importações de produtos ingleses e promoveram uma acumulação primitiva de capital que permitiu à burguesia manufatureira britânica aplicar recursos em inovações técnicas de que resultou a Revolução Industrial".
3. Alvará de 1785
 "Eu, a Rainha, faço saber aos que este alvará virem: Que sendo-me presente o grande número de fábricas, Manufatureiras, de que alguns anos a esta parte se tem difundido em diferentes capitanias do Brasil, com grave prejuízo da cultura e da lavoura, e da exploração das Terras Mineiras daquele vasto continente; por que havendo Nele uma grande, e conhecida falta de População, é evidente que quanto mais se multiplicar o número dos Fabricantes mais diminuirá o dos Cultivadores,e menos braços haverá, se possam empregar no descobrimento e rompimento de uma grande parte daqueles extensos domínios, que ainda se acha inculta e desconhecida (...)
 Em consideração de tudo o referido: Hei por bem ordenar, que todas as Fábricas, Manufaturas, ou Teares de Galões, de Tecidos, ou de Bordados de Ouro, e Prata: de Veludo, Brilhantes, Cetins, Tafetás, ou de outra qualquer de Seda; de Belbutes, Chitas, Bombazinas, Fustões, ou de outra qualquer qualidade de Fazenda de algodão, ou de linho branca ou de cores (...)excetuando-se tão-somente aqueles dos ditos teares e manufaturas, em que se tecem ou manufaturam, Fazendas grossas de algodão, que servem para o uso, e vestuário dos negros, para enfardar, e empacotar Fazendas, e para outros ministérios abolidas em qualquer parte onde se acharem nos Meus Domínios do Brasil (...) dado no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, em 5 de Janeiro de 1785".
4. A Organização Social dos Engenhos
 "A estrutura social da área de produção açucareira constituiu-se em um exemplo clássico das formas de dominação colonialista. O engenho e ao organismo social que formava a base do poder econômico, jurídico-político e ideológico desse setor da classe produtora escravista.
 A propriedade do engenho assegurava ao seu beneficiário principal o uso pleno e livre disposição sobre os meios de produção com a sua respectiva expressão de legitimidade jurídica. O poder conferido pela capacidade de acionamento daquele organismo social, permitia ao senhor de engenho impor a sua dominância aos demais grupos subordinados: plantadores de cana, moradores, trabalhadores assalariados, escravos e prestadores de serviços. O engenho, portanto, era uma estrutura complexa cuja importância não se reduzia apenas às suas funções produtivas. Como organismo social que articulava meios de produção, trabalhadores diretos e não diretos, proprietários subordinados, posseiros e agentes não-produtivos, o engenho era uma expressão do poder jurídico político-militar. O poder, como relação social mais ampla do que a propriedade articulava diversos aspectos da divisão social do trabalho, referentes à sua instância coatora. Assim é que os elementos de um engenho estavam submetidos a um código doméstico, verdadeiro direito costumeiro, além dos regimentos que organizavam as relações com os escravos. Na prática, a atuação destes procedimentos jurídicos particulares possuíam uma eficácia que excedia de muito a das distantes Ordenações do Reino".
LEITURAS COMPLEMENTARES E EXERCÍCIOS
: MINEIRAÇÃO NO BRASIL COLONIAL
INTRODUÇÃO
 Desde o final do século XVI na capitânia de São Vicente, o Brasil já tinha conhecido uma escassa exploração mineral do chamado ouro de lavagem, que em razão da baixa rentabilidade, foi rapidamente abandonada. Somente no século XVIII é que a mineração realmente passou a dominar o cenário brasileiro, intensificando a vida urbana da colônia, além de ter promovido uma sociedade menos aristocrática em relação ao período anterior, representado pelo ruralismo açucareiro.
(O mapa foi tirado do livro Nova História Crítica do Brasil de Mário Schmidt da editora Nova Geração)
A mineração, marcada pela extração de ouro e diamantes nas regiões de Goiás, Mato Grosso e principalmente Minas Gerais, atingiu o apogeu entre os anos de 1750 e 1770, justamente no período em que a Inglaterra se industrializava e se consolidava como uma potência hegemônica, exercendo uma influência econômica cada vez maior sobre Portugal.
CONTEXTO EUROPEU: INGLATERRA/PORTUGAL
Em contrapartida ao desenvolvimento econômico da Inglaterra, Portugal enfrentava enormes dificuldades econômicas e financeiras com a perda de seus domínios no Oriente e na África, após 60 anos de domínio espanhol durante a União Ibérica (1580-1640).
Dos vários tratados que comprovam a crescente dependência portuguesa em relação à Inglaterra, destaca-se o Tratado de Methuem (Panos e Vinhos) em 1703, pelo qual Portugal é obrigado a adquirir os tecidos da Inglaterra e essa, os vinhos portugueses. Para Portugal, esse acordo liquidou com as manufaturas e agravou o acentuado déficit na balança comercial, onde o valor das importações (tecidos ingleses) irá superar o das exportações (vinhos). É importante notar que o Tratado de Methuem ocorreu alguns anos depois da descoberta das primeiras grandes jazidas de ouro em Minas Gerais, e que bem antes de sua assinatura as importações inglesas já arruinavam as manufaturas portuguesas. O tratado, deve ser considerado assim, bem mais um ponto de chegada do que de começo, em relação ao domínio econômico inglês sobre Portugal.
A RIGIDEZ FISCAL
Nesse mesmo período, em que na América espanhola o esgotamento das minas irá provocar uma forte elevação no preço dos produtos, o Brasil assistia a passagem da economia açucareira para mineradora, que ao contrário da agricultura e de outras atividades, como a pecuária, foi submetida a uma rigorosa disciplina e fiscalização por parte da metrópole.
Já por ocasião do escasso e pobre ouro de lavagem achado desde o século XVI em São Vicente, tinha-se promulgado um longo regulamento estabelecendo-se a livre exploração, embora submetida a uma rígida fiscalização, onde a coroa reservava-se no direito ao quinto, a quinta parte de todo ouro extraído. Com as descobertas feitas em Minas Gerais na região de Vila Rica, a antiga lei é substituída pelo Regimento dos Superintendentes, Guardas-mores e Oficiais Deputados para as Minas de Ouro, datada de 1702. Esse regimento se manteria até o término do período colonial, apenas com algumas modificações.
(Ouro Preto, antiga Vila Rica)
O sistema estabelecido era o seguinte: para fiscalizar dirigir e cobrar o quinto nas áreas de mineração criava-se a Intendência de Minas, sob a direção de um superintendente em cada capitania em que se descobrisse ouro, subordinado diretamente ao poder metropolitano. O descobrimento das jazidas era obrigatoriamente comunicado ao superintendente da capitania que requisitava os funcionários (guarda-mores) para que fosse feita a demarcação das datas, lotes que seriam posteriormente distribuídos entre os mineradores presentes. O minerador que havia descoberto a jazida tinha o direito de escolher as duas primeiras datas, enquanto que o guarda-mor escolhia uma outra para a Fazenda Real, que depoisa vendia em leilão. A distribuição dos lotes era proporcional ao número de escravos que o minerador possuísse. Aqueles que tivessem mais de 12 escravos recebiam uma "data inteira", que correspondia a cerca de 3 mil metros quadrados. Já os que tinham menos de doze escravos recebiam apenas uma pequena parte de uma data. Os demais lotes eram sorteados entre os interessados que deviam dar início à exploração no prazo de quarenta dias, sob pena de perder a posse da terra. A venda de uma data era somente autorizada, na hipótese devidamente comprovada da perda de todos os escravos. Neste caso o minerador só podia receber uma nova data quando obtivesse outros trabalhadores. A reincidência porém, resultaria na perda definitiva do direito de receber outro terreno.
A cobrança do quinto sempre foi vista pelos mineradores como um abuso fiscal, o que resultava em freqüentes tentativas de sonegação, fazendo com que a metrópole criasse novas formas de cobrança.
A partir de 1690 são criadas as Casas de Fundição, estabelecimentos controlados pela Fazenda Real, que recebiam todo ouro extraído, transformando-o em barras timbradas e devidamente quintadas, para somente depois, devolve-las ao proprietário. A tentativa de utilizar o ouro sob outra forma -- em pó, em pepitas ou em barras não marcadas -- era rigorosamente punida, com penas que iam do confisco dos bens do infrator, até seu degredo perpétuo para as colônias portuguesas na África. Como o ouro era facilmente escondido graças ao seu alto valor em pequenos volumes, criou-se a finta, um pagamento anual fixo de 30 arrobas, cerca de 450 quilos de ouro que o quinto deveria necessariamente atingir, sob pena de ser decretada a derrama, isto é, o confisco dos bens do devedor para que a soma de 100 arrobas fosse completada. Posteriormente ainda foi criada a taxa de capitação , um imposto fixo, cobrado por cada escravo que o minerador possuísse.
Para o historiador Caio Prado Júnior, "cada vez que se decretava uma derrama, a capitania, atingida entrava em polvorosa. A força armada se mobilizava, a população vivia sobre o terror; casas particulares eram violadas a qualquer hora do dia ou da noite, as prisões se multiplicavam. Isto durava não raro muitos meses, durante os quais desaparecia toda e qualquer garantia pessoal. Todo mundo estava sujeito a perder de uma hora para outra seus bens, sua liberdade, quando não sua vida. Aliás as derramas tomavam caráter de violência tão grande e subversão tão grave da ordem, que somente nos dias áureos da mineração se lançou mão deles. Quando começa a decadência, eles se tornam cada vez mais espaçados, embora nunca mais depois de 1762 o quinto atingisse as 100 arrobas fixadas. Da última vez que se projetou uma derrama (em 1788), ela teve de ser suspensa à última hora, pois chegaram ao conhecimento das autoridades notícias positivas de um levante geral em Minas Gerais, marcado para o momento em que fosse iniciada a cobrança (conspiração de Tiradentes)."
A EXPLORAÇÃO DAS JAZIDAS
Havia duas formas de extração aurífera: a lavra e a faiscação. As lavras eram empresas que, dispondo de ferramentas especializadas, executavam a extração aurífera em grandes jazidas, utilizando mão-de-obra de escravos africanos. O trabalho livre era insignificante e o índio não era empregado. A lavra foi o tipo de extração mais freqüente na fase áurea da mineração, quando ainda existia recurso e produção abundantes, o que tornou possível grandes empreendimentos e obras na região.
(extração aurífera)
A faiscação era a pequena extração representada pelo trabalho do próprio garimpeiro, um homem livre de poucos recursos que excepcionalmente poderia contar com alguns ajudantes. No mundo do garimpo o faiscador é considerado um nômade, reunindo-se às vezes em grande número, num local franqueado a todos. Poderiam ainda ser escravos que, se encontrassem uma quantidade muito significativa de ouro, ganhariam a alforria. Também conhecida como faisqueira, tal atividade se realizava principalmente em regiões ribeirinhas. De uma maneira ou de outra, a faiscação sempre existiu na mineração aurífera da colônia tornando-se mais intensa com a própria das minas, surgindo então o faiscador que aproveita as áreas empobrecidas e abandonadas. Este cenário torna-se mais comum pelos fins do século XVIII, quando a mineração entra num processo de franca decadência.
A EXTRAÇÃO DE DIAMANTES
A extração mineral não se restringiu apenas ao ouro. O século XVIII também conheceu o diamante, no vale do rio Jequitinhonha, sendo que durante muito tempo, os mineradores que só viam a riqueza no ouro, ignoraram o valor desta pedra preciosa, utilizada inclusive como ficha para jogo.
Somente após três décadas que o governador das Gerais, D. Lourenço de Almeida, enviou algumas pedras para serem analisadas em Portugal, que imediatamente aprovou a criação do primeiro Regimento para os Diamantes, que estabeleceu como forma de cobrar o quinto, o sistema de capitação sobre mineradores que viessem a trabalhar naquela região.
O principal centro de extração da valiosa pedra, foi o Arraial do Tijuco, hoje Diamantina em Minas Gerais, que em razão da importância, foi elevado à categoria de Distrito Diamantino, com fronteiras delimitadas e um intendente independente do governador da capitânia, subalterno apenas à coroa portuguesa.
A partir de 1734, visando um maior controle sobre a região diamantina, foi estabelecido um sistema de exclusividade na exploração de diamantes para um único contratador. O primeiro deles em 1740, foi o milionário João Fernandes de Oliveira, que se apaixonou pela escrava Chica da Silva, tornando-a uma nobre senhora do Arraial do Tijuco.
Devido ao intenso contrabando e sonegação, como também ao elevado valor do produto, a metrópole decretou a Extração Real em 1771, representando o monopólio estatal sobre o diamante, que vigorou até 1832.
DESDOBRAMENTOS: SOCIEDADE E CULTURA
O ciclo do ouro e do diamante foi responsável por profundas mudanças na vida colonial. Em cem anos a população cresceu de 300 mil para, aproximadamente, 3 milhões de pessoas, incluindo aí, um deslocamento de 800 mil portugueses para o Brasil. Paralelamente foi intensificado o comércio interno de escravos, chegando do Nordeste cerca de 600 mil negros. Tais deslocamentos representam a transferência do eixo social e econômico do litoral para o interior da colônia, o que acarretou na própria mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, cidade de mais fácil acesso à região mineradora. A vida urbana mais intensa viabilizou também, melhores oportunidades no mercado interno e uma sociedade mais flexível, principalmente se contrastada com o imobilismo da sociedade açucareira.
Embora mantivesse a base escravista, a sociedade mineradora diferenciava-se da açucareira, por seu comportamento urbano, menos aristocrático e intelectualmente mais evoluído. Era comum no século XVIII, ser grande minerador e latifundiário ao mesmo tempo. Portanto, a camada socialmente dominante era mais heterogênea, representada pelos grandes proprietários de escravos, grandes comerciantes e burocratas. A novidade foi o surgimento de um grupo intermediário formado por pequenos comerciantes, intelectuais, artesãos e artistas que viviam nas cidades.
O segmento abaixo era formado por homens livres pobres (brancos, mestiços e negros libertos), que eram faiscadores, aventureiros e biscateiros, enquanto que a base social permanecia formada por escravos que em meados do século XVIII, representavam 70% da população mineira.
Para o cotidiano de trabalho dos escravos, a mineração foi um retrocesso, pois apesar de alguns terem conseguido a liberdade, a grande maioria passou a viver em condições bem piores do que no período anterior, escavando em verdadeiros buracos onde até a respiração era dificultada. Trabalhavam também na água ou atolados no barro no interior das minas. Essas condições desumanas resultam na organização de novos quilombos, como do rio das Mortes, em Minas Gerais, e o de Carlota, no Mato Grosso. Com o crescimentodo número de pequenos e médios proprietários a mineração gerou uma menor concentração de renda, ocorrendo inicialmente um processo inflacionário, seguido pelo desenvolvimento de uma sólida agricultura de subsistência, que juntamente com a pecuária, consolidam-se como atividades subsidiárias e periféricas.
A acentuação da vida urbana trouxe também mudanças culturais e intelectuais, destacando-se a chamada escola mineira, que se transformou no principal centro do Arcadismo no Brasil. São expoentes as obras esculturais e arquitetônicas de Antônio Francisco Lisboa, o "Aleijadinho", em Minas Gerais e do Mestre Valentim, no Rio de Janeiro.
escultura de Aleijadinho em Sabará (Igreja Nossa Senhora do Carmo)
Na música destaca-se o estilo sacro barroco do mineiro José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, além da música popular representada pela modinha e pela cantiga de ninar de origem lusitana e pelo lundu de origem africana.
A DECADÊNCIA DO PERÍODO
Na segunda metade do século XVIII, a mineração entra em decadência com a paralisação das descobertas. Por serem de aluvião o ouro e diamantes descobertos eram facilmente extraídos, o que levou a uma exploração constante, fazendo com que as jazidas se esgotassem rapidamente. Esse esgotamento deve-se fundamentalmente ao desconhecimento técnico dos mineradores, já que enquanto a extração foi feita apenas nos veios (leitos dos rios), nos tabuleiros (margens) e nas grupiaras (encostas mais profundas) a técnica, apesar de rudimentar, foi suficiente para o sucesso do empreendimento. Numa quarta etapa porém, quando a extração atinge as rochas matrizes, formadas por um minério extremamente duro (quartzo itabirito), as escavações não conseguem prosseguir, iniciando o declínio da economia mineradora. Como as outras atividades eram subsidiárias ao ouro e ao diamante, toda economia colonial entrou em declínio. Sendo assim, a primeira metade do século XIX será representada pelo Renascimento Agrícola, fase economicamente transitória, marcada pela diversificação rural (algodão, açúcar, tabaco, cacau e café), que se estenderá até a consolidação da monocultura cafeeira, iniciada por volta de 1870 no Vale do Paraíba.
A suposta riqueza gerada pela mineração não permaneceu no Brasil e nem foi para Portugal. A dependência lusa em relação ao capitalismo inglês era antiga, e nesse sentido, grande parte das dívidas portuguesas, acabaram sendo pagas com ouro brasileiro, o que viabilizou ainda mais, uma grande acumulação de capital na Inglaterra, indispensável para o seu pioneirismo na Revolução Industrial.
SOCIEDADE COLONIAL E A AÇÃO DA IGREJA
ANTECEDENTES: 
Sociedade Açucareira: localizada no Nordeste, litorânea, rural, escravista, com pouca mobilidade social, relativamente pouco numerosa.
Sociedade Mineradora: Localizada no Sudeste, interiorana, vilana, escravista, com considerável mobilidade social e bastante numerosa.
Composição: Grandes Proprietários, clérigos, índios, escravos, homens livres pobres, profissionais liberais.
O período das expansões marítimas, foi contemporâneo ao movimento da Reforma Protestante. Um dos efeitos e reflexos da Reforma Católica (Contra Reforma) foi à catequese, trabalho de “conversão de almas” com destaque para os Jesuítas e seus trabalhos junto a povos nativos da América por meio das Missões (Aldeamentos) e da Companhia de Jesus.
No Brasil, os Jesuítas não só exerceram o papel de doutrinação religiosa, mas também em relação à educação (inicialmente para os índios e mais tarde para os filhos dos Senhores).
No trabalho com os indígenas ensinavam/ doutrinavam, na alteração de comportamentos e costumes, humildade e submissão às autoridades, aos reis e o temor a Deus. QUEBRA DA IDENTIDADE CULTURAL INDÍGENA.
Se por um lado a Igreja buscava no índio o aumento do seu número de almas, para os colonos os índios serviam potencialmente como mão de obra. Deste modo no seu papel colonizador, a Igreja exerceu um papel “protetor”, opondo-se a escravidão indígena.
O “projeto” colonizador brasileiro foi conduzido em parceria com a Igreja Católica.
O NEGRO, A MÃO DE OBRA E A ESCRAVIDÃO:
A montagem do sistema colonial brasileiro acompanhou os ideais mercantilistas portugueses, principalmente no que diz respeito ao enriquecimento metropolitano, produção agrícola voltada para o abastecimento e exportação para o mercado externo (cana), necessitando de grandes unidades produtivas (latifúndios) e grande contingente de mão de obra (trabalho compulsório indígena/ escravo).
Logo no início da Expansão Marítima portuguesa pela costa Africana, iniciam-se violentas guerras de conquista e submissão dos povos. A conquista do território africano assegurava grandiosos lucros com o tráfico negreiro e garantindo o fornecimento da mão de obra necessária.
Tão logo desembarcavam na colônia, os negros – agora na condição de escravos- eram vendidos em feiras e mercados como força de trabalho. Eram batizados recebendo nomes cristãos, sendo os membros familiares separados. Já nas unidades produtoras eram agrupadas em senzalas, trabalhando nas lavouras e nas atividades domésticas.
* QUEBRA DA IDENTIDADE CULTURAL NEGRA AFRICANA.
Na sociedade mineradora, o grande fluxo de pessoas que acompanhavam as descobertas de ouro, proporcionou alterações nas relações sociais bem como as possibilidades de ascensão, principalmente no que diz respeito às relações te trabalho.
O negro mesmo mantendo sua condição de escravo, dentro de um meio social mais complexo, pode experimentar novas relações de trabalho que pudesse alterar sua posição social:
Brecha Camponesa; escravos de ganho; irmandades leigas; compra de alforrias; uniões inter-raciais; etc.
Ao passo que ia conquistando um novo espaço (mesmo que tímido) dentro da sociedade colonial, ia trazendo influências culturais que acabavam se incorporando a transformando a sociedade. Nota-se no Brasil uma formação sócio-cultural, oriunda da fusão de três padrões culturais distintas gerando uma cultura híbrida marcada por equilíbrio de antagonismos entre distintas culturas (a indígena, a africana e a européia).
A CONDUÇÃO DA VIDA FAMILIAR EM MINAS GERAIS:
A condução da vida familiar em Minas era de dar “arrepios” a qualquer membro do clero, muitos dos relacionamentos tidos pelos moradores da capitania como familiares, nem sempre se aproximavam da concepção formal religiosa de “familiar”. Os relacionamentos compostos muitas vezes por relações não formais perante a Igreja: concubinato; relacionamentos inter-raciais, face ao pequeno número de mulheres brancas para compor matrimônio e “família legítima”.
A falta de mulheres brancas portuguesas vai inevitavelmente levar a uma miscigenação, ocasionada pelos inúmeros relacionamentos entre os portugueses com índias e negras, ou como diria Gilberto Freire “os brancos procurarão o colo das negras e índias para encontrar afagos que não podem ter com mulheres brancas portuguesas”.
Não só os membros da Igreja como também os administradores do Estado viam no tipo de sociedade que se formava, urbana, muitas vezes móvel e pouco apegada a valores como matrimônio e família, um possível futuro problema de ordem política e social.
Somente após a montagem do aparelho administrativo e urbano estatal é que será possível iniciar uma série de mudanças moralizantes de controle social: estímulo a matrimônios formais; reivindicação à Coroa por mais mulheres brancas (preocupação de uma manutenção de um extrato branco dominador para manter as relações típicas e tendenciosas entre colônia e metrópole).
IGREJA E VIDA FAMILIAR:
O projeto colonizador do Estado contou com o apoio a Igreja que compartilhava dos mesmos ideais moralizantes e buscava firmar-se institucionalmente. Para difusão dos sacramentos o destaque para os casamentos, capaz de conter os pecados da carne, criar laços afetivos com a terra/mulher e filhos, afastar a luxúria, tudo devido o seu caráter “indissolúvel e estável” segundo a visão do clero.
Havia, no entanto, dois problemas, o primeiro seria o combate às práticas ilegítimasde relacionamentos, e segundo as dificuldades de ordem burocrática e onerosa para a realização do casamento que a população altamente móvel e pobre não podia arcar. Os párocos locais detinham grande poder de influência para tal tarefa, seja excomungando, proibindo a presença em missas ou não oficializando casamentos. Mas, contudo foi a imoralidade de parte do clero e seu constante desgaste com os fiéis, aliado às dificuldades de facilitar o acesso ao matrimônio, que acabou afastando cada vez mais o projeto da família legítima cristã, nota-se que a força do cotidiano venceu o projeto das instituições.
EXERCÍCIOS: ENEM
1) 
Os tropeiros foram figuras decisivas na formação devilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité
(um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado. Disponível em ttp://www.tribunadoplanalto.com.br. Acesso em: 27 nov. 2008.
A) criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.
b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.
c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.
d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.
e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.
2)
No princípio do século XVII, era bem insignificante e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet davalhe 200 habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a C穃ara, em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 andavam homiziados*. *homiziados: escondidos da justiça Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1964. Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época afirmavam que os habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo. Hildegard Féist. Pequena história do Brasil holandês. São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações).
Os textos acima retratam, respectivamente, S縊 Paulo e Olinda no inicio do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. S縊 Paulo ・ atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das maiores do planeta. Essa mudanças deveu-se, essencialmente, ao seguinte fator econômico: 
A) maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açucar no planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina.
B) atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e Recife, associado escravidão, inexistente em São Paulo.
C) avanço da construção naval em S縊 Paulo, favorecido pelo comércio dessa cidade com as índias.
D) desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, cafeicultora e industrial no Sudeste.
E) destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco quando da ocupação holandesa.
1 - (UFSC) A eclosão da chamada guerra dos Emboabas (1708-1709) decorreu de vários fatores, podendo ser relacionada, em parte, com a 
  
a)      Nomeação de Manuel Nunes Viana, paulista de grande prestígio, para a capitania das Minas de Ouro. 
b)      Proibição aos Emboabas de exercerem atividades comerciais na região das minas. 
c)      Decisão da Câmara de São Paulo, que desejava que as datas fossem exploradas apenas por elementos dessa vila e seus arredores. 
d)      Separação político-administrativa da capitania de São Paulo e Minas do Ouro. 
e)      Convulsão social promovida pela intensificação da atividade apresadora de índios pelos bandeirantes. 
  
2 - (SANTA CASA-SP) A chamada Guerra dos Mascates decorreu, entre outros fatores, do fato de 
  
a)      Recife não possuir prestígio político, apesar de sua expressão econômico-financeira. 
b)      Pombal promover a derrama, para cobrança de todos os quinhões atrasados. 
c)      Olinda não se conformar com o papel que a aristocracia rural exercia na capitania. 
d)      Portugal intervir na economia das capitanias, isentando os portugueses do pagamento de impostos. 
e)      Pernambuco não apoiar a política de tributação fiscal do governador Fêlix José Machado Mendonça. 
  
3 - (UFPE) A Revolta de Filipe dos Santos (1720), em Minas Gerais, resultou entre outros motivos da. 
  
a)      Intromissão dos jesuítas no ativo comércio dos paulistas na região das Minas. 
b)      Disseminação das idéias, oriundas dos filósofos do iluminismo francês. 
c)      Criação das Casas de Fundição e das Moedas, a fim de controlar a produção aurífera. 
d)      Tentativa de afirmação política dos portugueses sobre a nascente burguesia paulista. 
e)      Tensão criada nas minas, em virtude do monopólio da Companhia de Comércio do Brasil. 
  
4 - (UFBA) Um aspecto que diferencia a Conjuração Mineira de 1789 da Conjuração Baiana de 1798 é que a última. 
  
a)      Representou, pela primeira vez na História do Brasil, um movimento de caráter republicano. 
b)      Preocupou-se mais com os aspectos sociais, a liberdade do povo e do trabalho. 
c)      Apresentou, pela primeira vez, planos políticos e ideológicos. 
d)      Representou o primeiro movimento apoiado por grupos de intelectuais. 
e)      Tinha caráter de protesto contra certas medidas do governo, sem pretender a separação de Portugal. 
  
5 - (UFPE) Assinale qual a frase errada, das abaixo enumeradas, sobre a Revolução de 1817. 
  
a)      O clero de Pernambuco, em 1817, foi muito influenciado pelas idéias revolucionárias. 
b)      O governador de Pernambuco era Caetano Pinto de Miranda Montenegro. 
c)      Hipólito José da Costa, o famoso redator do Correio Brasiliense, fora escolhido pelos revolucionários como plenipotenciário da “República de Pernambuco” perante o governo inglês. 
d)      O governador da Bahia, o conde dos Arcos, mandou fuzilar José Inácio de Abreu e Lima. 
e)      As operações militares contra os revolucionários foram comandadas pessoalmente pelo conde dos Arcos, que bloqueou o porto do Recife e bateu as tropas de Cogominho de Lacerda. 
  
6 - (FESP) A crise do sistema colonial foi marcada no Brasil por contestações diversas que comprovam as aspirações de liberdade do nosso povo. Entre as revoltas podemos destacar as Conjurações Mineira e Baiana que tiveram em comum: 
  
1.	O fundamento ideológico apoiado nos princípios do Iluminismo e de Revolução Francesa. 
2.	A proposta de extinção dos privilégios de classe ou cor, abolindo a escravidão. 
3.	A inquietação e revolta pela eminente cobrança de impostos em atraso. 
4.	A discriminação social evidenciada na aplicação da justiça. 
5.	A numerosa participação popular caracterizada pela presença de negros e mulatos. 
  
Assinale a opção correta: 
  
a)      1 e 3 
b)      2 e 4 
c)      3 e 5 
d)      1 e 4 
e)      2 e 5 
  
7.	(PUC-MG) A Inconfidência Baiana de 1798 tem como causa a: 
  
a)      decadência da produção do ouro. 
b)      instalação das casas de fundição. 
c)      insatisfação das populações mais humildes. 
d)      invasão holandesa na Bahia. 
e)      revolta dos comerciantesportugueses. 
  
8.	(FUVEST) A chamada Guerra dos Mascates, ocorridas em Pernambuco em 1710, deveu-se: 
  
a)      ao surgimento de um sentimento nativista brasileiro, em oposição aos colonizadores portugueses 
b)      ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses. 
c)      ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo controle da mão-de-obra escrava. 
d)      ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores. 
e)      a uma disputa interna entre grupos de comerciantes, que eram chamados depreciativamente de mascates. 
  
9 - (FESP) Apesar do poder de coerção da metrópole portuguesa, algumas rebeliões mostravam o descontentamento dos colonos. Em Pernambuco, no século XVIII, a Guerra dos Mascates revelava o desejo dos senhores de engenho olindenses de: 
  
a)      fazer um pacto com os comerciantes recifenses para lutar contra os impostos cobrados por Portugal. 
b)      impedir a presença das forças estrangeiras nos seus territórios. 
c)      enfrentar suas rivalidades com Recife, causadas sobretudo pelas dívidas que acumularam junto aos comerciantes portugueses, que moravam em Recife. 
d)      organizar uma república democrática baseada em princípios liberais, significado um expressivo avanço político para a época. 
e)      acabar com o monopólio que Recife exercia no comércio do algodão e do açúcar, controlado por comerciantes judeus e portugueses. 
  
10 - (UFES) As transformações econômicas e socioculturais observadas no século XVIII repercutiam na população do Brasil Colonial, onde eclodiam revoltas sociais regionais e manifestações de aspiração emancipacionista. Foram manifestações sociais e políticas observadas nesse período: 
  
a)      a Insurreição Pernambucana, a aclamação de Amador Bueno e a Revolta de Beckmann. 
b)      As Guerras dos Emboabas e dos Mascates e as Conjurações Mineira, Fluminense e Baiana 
c)      As Guerras dos Emboabas e dos Mascates, a Revolta de Vila Rica, a Inconfidência Mineira, a Revolta dos Alfaiates e a Conjuração dos Suaçunas. 
d)      a Conjuração dos Suaçunas, a Revolta Pernambucana e a Confederação do Equador. 
e)      a Revolta do Maneta, a Guerra dos Palmares, a Inconfidência Mineira e a Revolução Farroupilha. 
  
11 - (UNIBH – 1999) 4 - “Cada soldado é cidadão, sobretudo os homens pardos e pretos, que vivem escorraçados e abandonados. Todos serão iguais, não haverá diferenças; só haverá liberdade, igualdade e fraternidade.” (Manifesto afixado em Salvador, em 12.8.1789). 
  
Todas as afirmativas referem-se à Conjuração Baiana, EXCETO: 
  
a)       Planejava a abolição da escravidão, reflexo da participação, no movimento, dos setores mais humildes da população. 
b)       Possuía um ideal emancipacionista e republicano, nos moldes pregados pelos teóricos do iluminismo europeu. 
c)       Possuía um caráter nacional, tendo sido enviados embaixadores a outras províncias. 
d)       Defendia a nacionalização do comércio e a liberdade comercial. 
  
12 - (FGV – 1998) Relacione os eventos com os grupos sociais protagonistas: 
  
1) Revolução Praieira. 
2) Guerra dos Mascates. 
3) Guerra dos Emboabas. 
4) Revolução Farroupilha. 
5) Revolução Liberal de 1842. 
  
I- Bandeirantes contra mineradores baianos e portugueses. 
II- Senhores de engenho contra comerciantes de Recife. 
III- Povo gaúcho contra Governo Imperial. 
IV- Paulistas e mineiros contra o Governo Conservador. 
V- Republicanos de Pernambuco contra oligarquia monarquista. 
  
Qual a série de relações corretas: 
  
a.) 1-V; 2-II; 3-I; 4-III; 5-IV.
b.) 1-V; 2-III; 3-II; 4-I; 5-IV.
c.) 1-III; 2-II; 3-IV.; 4-V; 5-I.
d.) 1-III; 2-II; 3-IV; 4-I; 5-V.
e.) 1-III; 2-II; 3-I; 4-IV; 5-V 
  
13 - (FUVEST – 1996) A Inconfidência Mineira foi um episódio marcado 
  
a) pela influência dos acontecimentos de julho de 1789, a tomada da Bastilha. 
b) pela atitude anti-escravista, consensual entre seus participantes. 
c) pelo intuito de acabar com o predomínio da Companhia de Comércio do Brasil. 
d) pela insatisfação ante a cobrança do imposto sobre bateias. 
e) pelas idéias ilustradas e pela Independência dos Estados Unidos. 
  
14 - (FUVEST – 1997) - A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco em 1710, deveu-se
a) ao surgimento de um sentimento nativista brasileiro, em oposição aos colonizadores portugueses.
b) ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses.
c) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo controle da mão-de-obra escrava.
d) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores. 
e) a uma disputa interna entre grupos de comerciantes, que eram chamados depreciativamente de mascates.
15 - (FUVEST – 1998) Podemos afirmar que tanto na Revolução Pernambucana de 1817, quanto na Confederação do Equador de 1824, 
  
a) o descontentamento com as barreiras econômicas vigentes foi decisivo para a eclosão dos movimentos.
b) os proprietários rurais e os comerciantes monopolistas estavam entre as principais lideranças dos movimentos.
c) a proposta de uma república era acompanhada de um forte sentimento anti-lusitano.
d) a abolição imediata da escravidão constituía-se numa de suas principais bandeiras.
e) a luta armada ficou restrita ao espaço urbano de Recife, não se espalhando pelo interior. 
16 - (FUVEST – 1999) A elevação de Recife à condição de vila; os protestos contra a implantação das Casas de Fundição e contra a cobrança do quinto; a extrema miséria e carestia reinantes em Salvador, no final do século XVIII, foram episódios que colaboraram, respectivamente, para as seguintes sublevações coloniais:
a) Guerra dos Emboabas, Inconfidência Mineira e Conjura dos Alfaiates.
b) Guerra dos Mascates, Motim do Pitangui e Revolta dos Malês.
c) Conspiração dos Suassunas, Inconfidência Mineira e Revolta do Maneta.
d) Confederação do Equador, Revolta de Felipe dos Santos e Revolta dos Malês.
e) Guerra dos Mascates, Revolta de Felipe dos Santos e Conjura dos Alfaiates. 
17 - (MACKENZIE – 1999) O fato de ser alferes influiu para transformar-me em conspirador, levado a tanto que fui pelas injustiças que sofri, preterido sempre nas promoções a que tinha direito. Uni minhas amarguras às do povo, que eram maiores, e foi assim que a idéia de libertação tomou conta de mim. Tiradentes 
As razões da insatisfação do alferes e do povo mineiro em 1789 eram: 
  
a) a opressão tributária sobre a capitania cujo ouro se esgotara,o empobrecimento e ameaça da derrama e a divulgação das idéias iluministas pela elite letrada. 
b) a concentração de terras e do comércio em mãos de comerciantes lusos, provocando intensa xenofobia na região do ouro. 
c) a criação de indústrias nesta área pelo governo de D. Maria I, fato que enriqueceu a população local, gerando a idéia da independência. 
d) o predomínio do trabalho escravo na zona mineradora e a ausência total de mecanismos de alforria e trabalho livre,agravando a crise social. 
e) o declínio da produção de açúcar para exportação, despertando o choque de interesses entre colônia e metrópole, e a idéia de libertação. 
  
18 - (PUC – MG – 1998) A execução de Tiradentes, em 21 de abril de 1792, teve um sentido mais amplo que o de um enforcamento. Para a Coroa Portuguesa tratava-se: 
  
a) de exterminar um alferes de cavalaria, para impor respeito às tropas militares. 
b) de sacrificar uma vida humana, para manter a estrutura do sólido sistema colonial. 
c) de um castigo de morte nunca antes decretado nos domínios coloniais no Brasil. 
d) de matar um homem simples e rude e criar um herói para o povo. 
e) de um castigo exemplar, para impor o medo àqueles que cometessem um crime de lesa-majestade. 
  
19 - (PUC – RJ– 1999) Nas últimas décadas do século XVIII, ocorreram diversas manifestações de descontentamento em relação ao sistema colonial português na América. Essas manifestações geraram movimentos sediciosos, que chamamos de "Conjurações" ou "Inconfidências", todos abortados pela repressão metropolitana. Sobre eles, NÃO é correto afirmar: 
  
a) A Conjuração Mineira, em 1789, foi a primeira a manifestar a intenção de ruptura com os laços coloniais, e reuniu diversos membros da elite mineradora. 
b) A Conjuração Baiana, em 1798, também conhecida como "Revolta dos Alfaiates", congregou entre as lideranças dos revoltosos, mulatos e negros livres ligados às profissões urbanas, principalmente artesãos e soldados. 
c) A Conjuração do Rio de Janeiro, em 1794, foi proveniente da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, cujos membros, ao se reunirem para debater temas literários, filosóficos e científicos, defendiam concepções libertárias iluministas. 
d) As conjurações foram influenciadas pelas experiências européia e norte-americana, que se difundiram nas regiões coloniais por meio de livros importados, de pasquins elaborados localmente e de discussões nas casas e ruas de Ouro Preto, Salvador ou Rio de Janeiro. 
e) A influência externa se fez de modo distinto: enquanto a Conjuração Mineira tomou como exemplo o período do "Terror robespierrista" da Revolução Francesa, a Conjuração Baiana teve como paradigma os ideais expressos na Independência norte-americana. 
  
20 - (PUC – RS – 1998) A partir do século XVIII, o sistema colonial português entra em sua fase final, devido a uma série de modificações ocorridas, tanto na Colônia quanto em nível externo. 
	Sobre as causas da crise do sistema colonial, relacionar os fatos da coluna da esquerda com seu respectivo significado na coluna da direita. 
  
1 - Inconfidência Mineira 
2 - Abertura dos portos às nações amigas 
3 - Elevação do Brasil a Reino-Unido de Portugal e Algarves 
4 - Revolução Farroupilha 
5 - Revolução do Porto 
6 - Guerra de Canudos 
  
( ) força o retorno da família real a Portugal e tenta recolonizar o Brasil. 
( ) determina a equiparação jurídica entre Brasil e Portugal, o que foi feito pelo Congresso de Viena. 
( ) defende idéias de liberdade e de República, contra a opressão fiscal exercida pela Coroa Portuguesa. 
( ) propicia o rompimento do Pacto Colonial e o comércio direto entre o Brasil e outras nações, sobretudo a Inglaterra. 
  
A ordem correta dos números da coluna da direita, de cima para baixo, é 
  
a) 5 - 3 - 1 – 2 
b) 5 - 3 - 2 - 1 
c) 6 - 4 - 1 - 2 
d) 4 - 2 - 1 - 6 
e) 3 - 5 - 2 - 1 
  
21 - (PUC – RS – 1998) "Cada soldado é cidadão, sobretudo os homens pardos e pretos, que vivem escorraçados e abandonados. Todos serão iguais, não haverá diferença; só haverá liberdade, igualdade e fraternidade." 
 (Manifesto afixado nas paredes das igrejas de Salvador, em agosto de 1798). 
  
O texto acima se refere 
  
a) à Inconfidência Mineira. 
b) à Insurreição Pernambucana. 
c) à Conjuração dos Alfaiates. 
d) à Revolta dos Malês. 
e) ao Manifesto dos Cabanos. 
  
22 - (UFF – 1999) O lema liberal “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” consagrado pela Revolução Francesa influenciou, sobremaneira, as chama-das Inconfidências ocorridas em fins do século XVIII no Brasil Colônia. 
 	Assinale a opção que apresenta informa-ções corretas sobre a chamada Conjuração dos Alfaiates. 
  
a) Envolveu a participação de mulatos, negros livres e escravos, refletindo não somente a preocupação com a liberdade, mas também com o fim da dominação colonial. 
b) Esta inconfidência baiana caracterizou-se por restringir-se à participação de uma elite de letrados e brancos livres influenciados pelos princípios revolucionários franceses. 
c) Em tal conjuração, a difusão das idéias liberais não acarretou crítica às contradições da sociedade escravocrata. 
d) Este movimento, também conhecido como Inconfidência Mineira, teve um papel singular no contexto da crise do sistema colonial, revelando suas contradições e sua decadência. 
e) Um de seus principais motivos foi a prolongada crise do setor cafeeiro que se arrastou ao longo da segunda metade do século XVIII. 
  
23 - (UNIVALI – 1999) No ano de 1789, dois acontecimentos importantes marcaram a História mundial e a História do Brasil: a Revolução Francesa e a Inconfidência Mineira. Estabelecendo uma relação entre estes dois acontecimentos, podemos dizer que tiveram a mesma fonte de inspiração, fato que justifica a necessidade de conhecer a nossa história no contexto global. Sobre a Inconfidência Mineira assinale o item correto: 
  
a)       Ela foi inspirada nas camadas mais pobres da colônia, exploradas pela metrópole. 
b)       Inspirou-se nos princípios do socialismo utópico de Sant – Simon, bem como nos ideais absolutistas defendidos pelos pensadores iluministas. 
c)       Ela inspirou-se no pensamento iluminista fortemente difundidos pela Europa, que pregava idéias de liberdade, igualdade e fraternidade. 
d)       Ela aconteceu devido à forte expressão exercida pela metrópole exigindo a emancipação política do Brasil. 
e)       A vitória dos inconfidentes transformou a região das Minas Gerais numa República, ainda que temporariamente. 
  
24 - (UFRN – 2000) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como 
  
a) movimentos isolados em defesa de idéias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos. 
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política. 
c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português. 
d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano. 
25 - (UPE – 2000) Leia atentamente as afirmativas abaixo. 
 1.	A Inconfidência Mineira teve um ideário político republicano e francamente abolicionista. 
2.	A Revolta dos Alfaiates ameaçou a ordem social da Colônia, conseguindo resultados políticos inesperados. 
3.	A população colonial no Brasil pouco se empenhou para livrar-se do monopólio português, só acontecendo revoltas nas primeiras décadas do século XIX. 
4.	A chamada Revolução de 1817 em Pernambuco assemelhou-se em sua liderança política com a Revolta dos Alfaiates. 
a) só a 4 está correta; 
b) todas estão corretas; 
c) todas estão incorretas; 
d) só a 1 está incorreta; 
e) só a 3 está correta. 
26 - (ACAFE – 1998) Nos anos que antecederam a Independência do Brasil, ocorreram muitos movimentos contra o domínio português. Sobre os mesmos, é FALSO afirmar: 
  
a) Muitos movimentos eram liderados por setores da elite, inconformados com a violência e os impostos da coroa portuguesa 
b) Desejavam ampla transformação da sociedade com a expulsão dos portugueses, o fim da escravidão e a criação de uma República Federativa. 
c) A Inconfidência Mineira (1789), o mais conhecido destes movimentos, apesar do fracasso, exprimiu a revolta de setores da elite e da intelectualidade mineira 
d) A Conjuração Baiana (1798) caracterizou-se por ser uma revolta que teve participação não só da elite,mas de escravos e pessoas simples do povo. 
e) A Revolução Pernambucana de 1817 desejava a criação de um Estado inspirado nas idéias liberais que haviam norteado a Independência dos EUA 
  
27 - (UNIFOR – 1998) A presença da ideologia liberal ilustrada forjou o ideário revolucionário da segunda metade do século XVIII, no Brasil. As rebeliões naquele momento se diferenciavam em essência dos movimentos rebeldes do século XVII e da primeira metade do século XVIII, nos quais em nenhum momento esteve presente a idéia da separação definitiva de Portugal. Os novos movimentos visavam a emancipação da colônia, questionando o sistema colonial. Dentre essesmovimentos destaca-se a 
  
a) Revolução Praieira. 
b) Conjuração Baiana. 
c) Guerra dos Mascates. 
d) Revolução Farroupilha. 
e) Confederação do Equador. 
  
28 - (UNIFOR – 1999) Em meados do século XVII Portugal, em crise econômica, reforçou o controle sobre todas as atividades da colônia, com a criação de Companhias de Comércio e com uma severa fiscalização. A reação dos colonos deu origem a rebeliões. Entre essas rebeliões, a que se caracterizou fundamental-mente como reação ao aumento da tributação foi a 
  
a) Aclamação de Amador Bueno em São Paulo, 1640. 
b) Revolta de Beckman no Maranhão, 1684. 
c) Guerra dos Emboabas em Minas Gerais, 1709. 
d) Guerra dos Mascates em Pernambuco, 1710. 
e) Revolta de Filipe dos Santos em Vila Rica, 1720. 
  
GABARITO: 1 – B / 2 – A / 3 – C / 4 – B / 5 – C / 6 – D / 7 – C / 8 – D / 9 – C / 10 – B / 11 – C / 12 – A / 13 – E / 14 – D / 15 – C / 16 – E / 17 – A / 18 – E / 19 – E / 20 – A / 21 – C / 22 – A / 23 – C / 24 – C / 25 – A / 26 – B / 27 – B / 28 – E
  
MINERAÇÃO
1 - (CES – 2000) As expedições desbravadoras, de penetração fluvial que, partindo de Porto Feliz, no Tietê, demandavam minas de ouro em Cuiabá, foram as: 
  
a)       Entradas; 
b)       Bandeiras; 
c)       Monções; 
d)       Coletas; 
e)       Navegações. 
  
2 - (ESPM – 2000) Analise o texto escrito pelo padre André João Antonil, em 1711. 
"No Brasil, costumam dizer que para o escravo são necessários três PPP, a saber, pau, pão e pano. Quisera Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo, dado por qualquer causa pouco provada e levantada e com instrumentos de muito rigor." 
(Coletânea de documentos históricos. São Paulo: 
Secretaria da Educação/CENP, 1985. p. 16.) Com base no texto, pode-se inferir que 
  
a) o padre discordava da utilização dos três "PPP" como mecanismos de dominação dos escravos. 
b) o padre considerava a escravidão incompatível com a doutrina da Igreja. 
c) os castigos poderiam ser perfeitamente aplicados, mesmo que não existissem provas da insubordinação 
dos escravos. 
d) os escravos, apesar dos castigos, alimentavam-se abundantemente e vestiam-se adequadamente. 
e) os castigos, que os escravos sofriam, eram praticados de forma deliberada na colônia, ainda que houvesse vozes discordantes. 
  
3 - (FDV – 2000) São conseqüências da atividade de mineração aurífera no Brasil, EXCETO: 
  
a) fixação de novas fronteiras. 
b) transformação de Minas Gerais num grande centro cultural. 
c) deslocamento do eixo econômico do nordeste para o centro do país. 
d) formação de uma sociedade mais democrática. 
e) submissão do Brasil ao domínio econômico da Inglaterra. 
  
4 - (FGV – 1998) A descoberta de ouro em Minas Gerais trouxe importantes modificações na vida da Colônia, exceto: 
  
a) uma sociedade com maior mobilidade social;
b) o deslocamento da sede do governo colonial para São Vicente; 
c) maior contato econômico entre diversas regiões do Brasil;
d) aumento do controle metropolitano na região;
e) formação de núcleos urbanos no interior do país. 
  
5 - (FUVEST – 1997) Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que
a) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a mineração.
b) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na independência do Brasil.
d) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
e) a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil, e foi fator de diferenciação da sociedade. 
  
6 - (FUVEST – 1999) Um número considerável de alforrias, a existência de um comércio ilícito, uma grande quantidade de tributos e uma inflação considerável são alguns dos traços que caracterizavam
a) a sociedade colonial brasileira às vésperas da Independência;
b) a economia paulista no auge do século XVII;
c) Pernambuco na segunda metade do século XVI;
d) as missões jesuíticas do Norte;
e) a sociedade mineira do século XVIII. 
  
7 - (PUC – MG – 1997) A partir de finais do século XVII, a atividade mineradora, desenvolvida em Minas Gerais, provocou transformações políticas e no conjunto da economia colonial no século XVIII. São exemplos dessas transformações, EXCETO: 
  
a) alargamento da faixa de ocupação do território brasileiro. 
b) transferência da sede administrativa de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763. 
c) concentração de mão-de-obra escrava em função da demanda dos centros mineradores. 
d) estímulo ao surgimento do bandeirantismo, favorecendo o processo de interiorização. 
e) incremento do comércio e ampliação do mercado interno.
8 - (PUC – MG – 1998) Refere-se à mineração do século XVIII em Minas Gerais: 
  
I. Inseriu-se na lógica mercantilista da época, atendendo aos interesses metalistas da Metrópole. 
II. Foi mais “democrática” que a empresa açucareira do Nordeste, ao exigir, comparativamente, menor investimento de capital. 
III. Demandou uma estrutura burocrático-administrativa mais complexa de cunho fiscal e tributário. 
  
a) se apenas a afirmação I estiver correta. 
b) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. 
c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. 
d) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmações estiverem corretas. 
  
9 - (PUC – MG – 1999) A exploração mineradora em Minas Gerais, no século XVIII, originou modificações na realidade colonial. São exemplos dessas transformações, EXCETO: 
  
a)       criação de órgãos burocráticos de cunho fiscal-tributário. 
b)       crescimento de setores médios urbanos. 
c)       desenvolvimento da pecuária nas regiões sul e nordeste. 
d)       “democratização” de oportunidades de enriquecimento. 
e)       desagregação da lavoura canavieira. 
  
10 - (PUC – MG – 2000) A Sociedade Mineira no século XVIII apresentava alguns aspectos peculiares, com relação ao resto da colônia, dentre os quais podemos destacar, EXCETO: 
  
a) desenvolvimento artístico na escultura, arquitetura, música e literatura. 
b) existência de uma camada média urbana composta de homens livres. 
c) forte mestiçagem em que o concubinato é um de seus traços marcantes. 
d) grande poder econômico e político das irmandades leigas que se instalaram na região. 
e) comércio interno extremamente débil em virtude da natureza da economia aurífera. 
  
11 - (PUC – MG – 2000) As manufaturas portuguesas foram visivelmente prejudicadas no início do século XVIII com: 
  
a) o fim da União Ibérica. 
b) a decadência da economia mineradora. 
c) as Reformas Pombalinas. 
d) o Tratado de Methuen. 
e) a concorrência dos lanifícios flamengos. 
  
12 - (PUC – MG – 2000) O ouro de Minas Gerais, no século XVIII, deu um certo fôlego à combalida economia da Metrópole Portuguesa que vai adotar uma política de impostos afetando, direta ou indiretamente, a exploração do minério nobre. Dentre esses impostos, podemos destacar, EXCETO: 
  
a) o foral, que os garimpeiros recém-chegados à região deviam pagar. 
b) a capitação, que incidia sobre cada escravo empregado na mineração. 
c) o quinto, que consistia em arrecadar para a Coroa 20% de todo o ouro extraído. 
d) a derrama, cobrança suplementar, quando não se atingissem as 100 arrobas anuais fixadas pela Coroa. 
e) as entradas, espécie de pedágios que recaíam sobre pessoas e seus animais para acesso e saída da região. 
  
13 - (PUC – PR – 1999) . O mapa, esboçado, mostra a ligação de São Paulo com a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá, feita principalmente por rios, e indica: 
  
  
a) Os avanços dos bandeirantes paulistas no ciclo do Ouro de Lavagem. 
b) Os esforços dos brasileiros, na Guerra do Paraguai, para desalojar os invasores de Mato Grosso. 
c) O caminho seguido por Raposo Tavares em sua última viagem, quando atingiu os Andes e desceu o Rio Amazonas. 
d) O caminho seguido pela Coluna Prestes, quando seretirou para a Bolívia. 
e) O roteiro das Monções, expedições que levavam homens e abastecimentos para as minas de ouro do Centro-Oeste. 
14 - (UERJ – 1998
  
	Ano 
	Produção aurífera (Kg) 
	1699 
	725 
	1701 
	1785 
	1704 
	9000 
	1720 
	25000 
	1725 
	20000 
  
  
 (LINHARES, Maria Yedda (org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro, Campus, 1990.)   
  
a)       O século XVIII foi marcado por inúmeras descobertas de ouro no Brasil, possibilitando um aumento da extração desse metal, como se observa na tabela acima.    
b)       Essas descobertas provocaram mudanças significativas na organização colonial, tais como:    
c)       recuperação agrícola do Nordeste e redução das atividades pastoris    
d)       estabelecimento da capital na cidade do Rio de Janeiro e incentivo às atividades urbanas 
declínio da utilização de mão-de-obra escrava e ampliação do trabalho assalariado nas minas    
e)       superação da condição de colônia e elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves   
15 - (UFJF – 2000) 23. "A mineração se estabeleceu sob o signo da pobreza e da conturbação social, marcando-a sobretudo o enorme afluxo de gente que acudiu ao apelo do ouro (...)" (Laura de Mello e Souza. Os desclassificados do ouro.) 
Com relação à sociedade mineradora no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA: 
  
a) foi marcada pela diversidade, percebida não só pela presença de cativos, como também de vasta população livre, envolvida em atividades comerciais, artesanais e de prestação de serviços; 
b) no seu auge, caracterizou-se por amplas possibilidades de mobilidade social, observada pela presença de grande população negra liberta e sua ascensão a cargos políticos e burocráticos da Coroa Portuguesa; 
c) a rápida concentração de pessoas na região mineradora gerou problemas de abastecimento que, aos poucos, foram solucionados através da formação de uma dinâmica economia mercantil de alimentos; 
d) marcada por intensas rebeldias, não só de escravos, mas também da população livre, em oposição aos rigores da fiscalização e da alta tributação imposta pela Metrópole. 
  
  
16 - (UFMG – 1999) Leia o texto. 
  
"Ninguém duvida que chegaremos àquela última infelicidade que receamos, se Vossa Majestade não se dignar de fazer, às Câmaras destas Minas, a graça de que possam dispender tudo o que for preciso de porção certa e anual aos capitães-do-mato, para continuarem a desinfestar as estradas destes capitais inimigos [...], que querem lançar o jugo do cativeiro com maior conhecimento de suas forças, pelo nosso descuido em não os desbaratarmos em seus redutos, onde cada vez se fazem mais formidáveis". 
  
Carta do Senado da Câmara de São João del-Rei ao 
Rei de Portugal, 28 de abril de 1745. 
  
Esse trecho do documento citado refere-se 
  
a) à pobreza da região mineradora, que necessitava de um fluxo constante de recursos fornecidos pela Metrópole. 
b) às lutas dos mineradores contra os índios da Capitania de Minas Gerais que atacavam constantemente as vilas e arraiais da região. 
c) à necessidade de controlar, na região mineradora, os atos de rebeldia dos escravos, como assaltos e formação de quilombos. 
d) à proibição da Coroa Portuguesa de que os Senados da Câmara das Minas Gerais contratassem e pagassem os capitães-do-mato. 
 
17 - (UFMG – 2000) Antonil, jesuíta que viveu no Brasil, no período colonial, destacou a importância da posse de escravos, descrevendo-os como "as mãos e os pés do senhor...". 
Na perspectiva da economia colonial, essa importância pode ser confirmada pela vinculação entre o número de escravos possuídos e a doação de 
  
a) capitanias hereditárias, lotes de terras em que foi dividida a Colônia. 
b) datas de ouro, lotes de terra destinados à exploração mineral. 
c) sesmarias, para exploração, de acordo com o Regimento de Tomé de Souza. 
d) títulos de nobreza, necessários à obtenção de terras para a agricultura. 
  
18 - (UFMG – 2000) Leia o trecho de documento. 
Senhor. Sendo como é a obrigação a primeira virtude, porque importa pouco zelar cada um o seu patrimônio, e descuidar-se da utilidade alheia quando lhe está recomendada, se nos faz preciso representar a Vossa Majestade a opressão universal dos moradores destas Minas involuta no arbítrio atual de se cobrarem os [impostos] de Vossa Majestade devidos, podendo ser pagos com alguma suavidade de outra forma sem diminuição do que por direito está Vossa Majestade recebendo, na consideração de que sejam lícitos os fins se devem abraçar os meios mais toleráveis... 
Representação do Senado da Câmara de Vila Rica ao Rei de Portugal,
26 de dezembro de 1742. 
Nesse trecho, os oficiais da Câmara de Vila Rica estão-se referindo à cobrança do 
  
a) dízimo eclesiástico, imposto que incidia sobre os diamantes extraídos no Distrito Diamantino. 
b) foro enfitêutico, tributo cobrado proporcionalmente à extensão das sesmarias dos mineradores. 
c) quinto do ouro, imposto cobrado por meio da capitação, que taxava também outras atividades econômicas. 
d) subsídio voluntário, destinado a cobrir as despesas pessoais do Rei de Portugal. 
  
19 - (UFPB) Com relação às explorações do ouro nas Minas Gerais durante a colônia, pode-se afirmar: 
  
a) O período de maior produção aurífera deu-se em meados do século XVII, em franca concorrência com o auge da produção de açúcar e fumo. 
b) A coroa portuguesa promoveu o incentivo fiscal e o corte de impostos sobre a extração e comercialização de ouro em função do desenvolvimento das minas e a concentração populacional derivada de atividades relacionadas a elas. 
c) As minas propiciaram uma diversificação relativa dos serviços e ofícios, tais como comerciantes, artesãos, advogados, médicos, mestres-escolas entre outros. 
d) O divertimento e a atividade social foram intensos e eminentemente profanos, embora as confrarias e as irmandades tenham sido associações que desempenharam um certo papel na sociabilidade. 
e) A rigidez hierárquica da sociedade não permitiu a mestiçagem étnica e raramente o negro e o mulato chegavam a praticar um ofício ou ocupar cargo administrativo. 
  
20 - (UFRN – 2000) No século XVIII, teve início a exploração da região mineradora no Brasil, provocando transformações importantes na economia colonial, tais como o (a) 
  
a) desenvolvimento de um intenso mercado interno na colônia, dinamizado por comerciantes e tropeiros atraídos pela chance de enriquecimento. 
b) criação de um grande centro produtor de manufaturas, na zona aurífera, o qual fornecia produtos para o consumo das outras capitanias. 
c) valorização da moeda local, possibilitando, à Coroa portuguesa, obter um grande aumento da arrecadação tributária que pesava sobre a colônia. 
d) investimento de capitais estrangeiros na atividade agroexportadora açucareira, para fazer frente ao rápido processo de crescimento da mineração. 
  
21 - (UNIFOR – 1998) Explicam a decadência da economia mineradora, entre outros fatores, a 
  
a) insuficiência tecnológica, para a exploração de minas em maior profundidade. 
b)	sobrecarga tributária imposta pela metrópole. 
c)	queda do preço do ouro no mercado europeu. 
d)	inflação desencadeada pela emissão de grande quantidade de moedas. 
e)	pena imposta aos envolvidos na Inconfidência Mineira. 
  
22 - (UNIFOR – 2000) Leia com atenção. 
(...) Lá vão pelo tempo adentro 
esses homens desgrenhados: 
duro vestido de couro 
enfrenta espinhos e galhos; 
em sua cara curtida 
não pousa vespa ou moscardo; 
comem larvas, passarinhos, 
palmitos e papagaios; 
sua fome verdadeira 
é de rios muitos largos, 
com franjas de prata e de ouro, 
de esmeraldas e topázios. (...) 
(Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1983.) 
O poema descreve um fenômeno que pode ser associado, 
no Brasil, aos 
  
a) vaqueiros e à pecuária. 
b) bandeirantes e à mineração. 
c) tropeiros e ao ciclo da borracha. 
d) portugueses e à cana-de-açúcar. 
e)sesmeiros e ao extrativismo vegetal. 
  
23 - (FAESP – 1997) A atividade mineradora introduziu uma série de modificações nas estruturas econômica, social e política do Brasil. Muitas destas alterações desapareceram com o declínio da mineração; outras, porém, permaneceram e, mais tarde, influíram no processo de modernização ocorrido no Brasil em meados do séc. XIX. Essas conseqüências são, exceto: 
  
a) provocou um surto demográfico. 
b) conservou a estrutura de trabalho vigente no Brasil. 
c) provocou o crescimento do mercado interno. 
d) alterou a estrutura social brasileira. 
  
24 - (UFMG) Após e expulsão dos holandeses do Brasil (1654), Portugal associou-se ao capital inglês. Em relação ao Brasil-Colônia, esse nova união acarretou 
  
a)       A assinatura do Tratado do Methuen e o acirramento da legislação tributária na área mineradora. 
b)       O fim das exportações do açúcar e o abandono da área de cultura canavieira. 
c)       A demarcação e o fechamento do Distrito Diamantino, com o estabelecimento da Real Extração. 
d)       A abertura do comercio a todas as nações européias, com o fim do regime de monopólio. 
e)       O desenvolvimento de pocuária para a exportação de seus subprodutos á Inglaterra. 
  
25 - (FUVEST) No período da exploração do ouro nas Gerais um dos sérios problemas da população mineradora foi. 
  
a)       tentativa da Coroa Portuguesa de forçar maior exploração dos escravos. 
b)       O controle exercido pelos fiscais da Coroa quanto à entrada de equipamento para a mineração. 
c)       O abastecimento da população face á carência de produtos do subsistência. 
d)       O ataque de tribos indígena. hostis aos acampamentos. 
e)       Deficiência de informações governamentais na localização das jazidas. 
  
26 - (SANTA CASA-SP) A minoração no Centro Sul do Brasil, no século XVIII, teve várias conseqüências na colônia, entre as quais se pode destacar 
  
a)       Um abandono acentuado de algumas cidades recém criadas Vila do Príncipe, Ribeirão do Carmo, Congonhas do Campo etc. 
b)       Um acentuado decréscimo nas atividades do setor de subsistência: agricultura, pecuária e artesanato. 
c)       Uma retração do mercado interno, especialmente ert~ virtude da decadência da atividade criatória. 
d)       Um aumento do controle da venda de escravos para evitar o esvaziamento da força de trabalho na lavoura. 
e)       Uma diminuição do tráfico negreiro em virtude da necessidade de mão-de-obra especializada para as minas. 
  
27 - (UFG) A economia mineira, eixo contraI da economia colonial cio século XVIII, distingui-se da economia açucareira nos seguintes aspectos. 
  
a)       Desenvolveu o mercado interno e a sociedade urbana, convertendo-se num centro de distribuição de renda. 
b)       Criou uma sociedade mais estratificadas e dependente do mercado externo. 
c)       Sua exploração exigia vultosos capitais, sendo impraticável pata classes menos favorecidas. 
d)       Estimulou o desenvolvimento de atividades agrícolas de subsistência na região das Minas, por não depender da mão-de-obra especializada. 
e)       Estabeleceu a superioridade do trabalho escravo sobre o trabalho livre, ao contrário da região açucareira. 
  
28 - (CESGRANRIO) Como principais fatores que determinaram, em 1763, a transferência da sede da administração colonial portuguesa de Salvador para o Rio de Janeiro, podemos destacar. 
  
a)       O declínio açucareiro da Bahia e Pernambuco e ascensão das capitais do Centro-Sul: São Paulo, Minas Gerais e o atual Rio Grande do Sul. 
b)       A preocupação da Coroa Portuguesa no sentido de realizar uma ação controladora mais efetiva sobre as regiões mineradoras do Brasil, e, ao mesmo tempo, enfrentar as crescentes ameaças espanholas no Extremo Sul. 
c)       A política de centralização administração posta em prática por Sebastião José Carvalho e Meio futuro Marquês de Pombal, com o objetivo de eliminar as tendências expansionistas do Centro-Sul. 
d)       A crise da economia colonial, notadamente nas regiões Centro-Sul do Brasil, e a superação da divisão do governo em duas “repartições”, com a instalação do Vice-Rei no Rio de Janeiro. 
e)       O desenvolvimento da lavoura açucareira na região de Campos dos Goitacases e a necessidade de incrementar o plantio do café no vale do Paraíba do Sul. 
  
29 - (FUVEST) Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que: 
  
a)       atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizavam a mineração. 
b)       a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal. 
c)       a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na independência do Brasil. 
d)       o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração. 
e)       a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil, e foi fator de diferenciação da sociedade. 
  
30. (CESGRANRIO) O desenvolvimento da economia mineradora rio século XVIII teve diferentes repercussões sobre a vida colonial, conforme se apresenta caracterizado numa das opções abaixo. Assinale-a. Incremento do comércio interno e das atividades voltadas para o abastecimento na região centro-sul. 
  
a)       Movimento de interiorização conhecido como bandeirismo, responsável pelo fornecimento de mão-de-obra indígena para as minas. 
b)       Descentralização da administração colonial para facilitar o controle da produção. 
c)       Sufocamento dos movimentos de rebelião, graças à riqueza material gerada pelo ouro e pela prata. 
d)       Retorno em massa, para a metrópole, dos colonos enriquecidos pela nova atividade. 
  
  
GABARITO:
1 – C / 2 – E / 3 – E / 4 – B / 5 – E / 6 – E / 7 – D / 8 – E / 9 – E / 10 – E / 11 – D / 12 – A / 13 – E / 14 – D / 15 – B / 16 – C / 17 – B / 18 – C / 19 – C / 20 – A / 21 – A / 22 – B / 23 – B / 24 – A / 25 – C / 26 – D / 27 – A / 28 – B / 29 – E / 30 – A 
CAPÍTULO 02
 A Independência do Brasil
 	O Processo de emancipação política do Brasil envolve uma gama de fatores que vai muito além de restrições geográficas, ideológicas, sociais, políticas e econômicas. Logicamente, estes fatores explicitados acima são de extrema importância para compreendermos o encaminhamento do processo, mais se os estudarmos de maneira dispersa e sem conectividade, as possibilidades de entendimento serão em muito reduzidas. É necessário compreender como estes diferentes assuntos se ligam, e como a sua coesão acaba por desembocar no momento de Independência. Pedimos a devida atenção ao tema estudado anteriormente, que são as diferentes rebeliões ocorridas no Brasil Colônia. Estes levantes nada mais expressam do que os descontentamentos de diferentes classes para com a opressão metropolitana, e podem ser caracterizadas como movimentos fundadores da idéia de emancipação, nos movimentos em que este assunto foi lembrado.
	Para iniciarmos o esboço da Independência, devemos nos remeter a um continente distante das Américas, isto é, deveremos iniciar com o estudo da contextualização do momento europeu, que veio a gerar a transferência da corte portuguesa para o Brasil.
1 – A Vinda da Família Real
	Os conflitos existentes no continente europeu, iniciados com a Revolução Francesa vão trazer conseqüências de valores inestimáveis para o Brasil. Além da importância da Revolução para as rebeliões no Brasil Colônia, como já notamos anteriormente, o movimento acabou por dar as bases da ascensão de Napoleão Bonaparte ao trono francês.
	Este momento reflete o fim das inconstâncias sociais do movimento revolucionário e o início da expansão imperialista francesa pela Europa. A busca por novos mercados acabou por fortalecer o estado economicamente e militarmente e o colocou numa situação de concorrência com sua maior rival: a Inglaterra. 
	Na tentativa de conquista doimpério britânico, Napoleão acabou por fracassar na alternativa naval, e o imperador francês então optou pela via comercial. Neste quadro, em 1806 Napoleão assina com a maioria dos países europeus o Bloqueio Continental. Este tratado firmava a proibição dos países a comercializarem com os ingleses, sob pena de invasão de seus territórios pelos exércitos napoleônicos.
	Diante deste quadro, os lusitanos ganham importância primordial, uma vez que manteve por longos anos acordos comercias com os ingleses, necessitava das manufaturas britânicas e poderia sofrer retaliações dos mesmos. No entanto, caso não obedecesse a instrução francesa, teria o seu território tomado pelos franceses. 
	Após as várias oscilações por parte de D. João VI – dúvidas essas derivadas das diferentes pressões que sofria dentro do aparelho estatal, uma vez que dentro deste havia uma linha que defendia o aceite ao bloqueio e outra que não queria o rompimento com os antigos parceiros – o exercito francês acabou por invadir as terras lusitanas. Desde o momento da decretação do Bloqueio os ingleses vinham pressionando o reino português a transferir sua corte para terras brasileiras, uma vez que estas neste momento compunham a parte mais preciosa do reino português, e com a invasão, não restou outro caminho ao rei, senão a transferência do aparelho estatal para a América do Sul.
	Com isso, em 29 de Novembro de 1807 desembarcava no Brasil cerca de 15.000 nobres, em 36 navios, escoltados por navios britânicos.
2 – Reflexos dos Portugueses Reais em Terra Tupiniquim
	
A família real no Brasil, com toda sua corte acabou trouxe alterações nos diferentes campos coloniais. Muitos historiados, mais voltados a vertente economicista garantem que a independência ocorre em 1808 e não em 1822, face que neste momento o rei passa a fazer decretos que visam não mais Portugal e sim o Brasil e suas necessidades. Temos logo após o desembarque o decreto de Abertura dos Portos as Nações Amigas, que pregava que as nações que mantivessem relações amistosas com Portugal poderiam vender seus produtos no Brasil, neste momento somente a Inglaterra. Era necessário abrir os portos, pois os dois únicos que Portugal comercializava com a Europa, estavam sob domínio da França. Se isso não ocorresse, a Coroa seria sufocada. Este decreto deve ser entendido como uma abertura comercial, pois este ato representa o fim do monopólio comercial que tanto incomodava as elites.
	Temos ainda no mesmo ano o Alvará de 1° de Abril, que revogava o alvará de 1785 que proibia a instalação de manufaturas no Brasil. A partir desta data estava liberada a implementação das manufaturas e indústrias no país. No entanto, esta lei não trouxe efeitos imediatos, pois era impossível concorrer com os produtos ingleses. Além disso, a elite senhorial e seus interesses, a escravidão que impossibilitava um mercado consumidor em grande escala e a estrutura tipicamente agrária explicam a falta de sustentação para o desenvolvimento manufatureiro.
(Urbanização do Rio de Janeiro)
	No contexto de alterações econômicas temos em 1810 o Tratado de Comércio, que determinava o imposto sobre as importações dos produtos ingleses em 15% e os produtos de outros países em 24% e os de Portugal (já independente do domínio francês) em 16%. Os produtos ingleses assim reforçaram sua presença no Brasil e o mesmo acabou por ficar ainda mais dependente dos ingleses.
	Sobre a população, anda iria restar um pesado ônus. Uma vez transferida para o Brasil a corte transfere todo um aparato jurídico, político e militar a ser mantido sob as custas dos brasileiros. Assim para manter os serviços, o rei criou vários impostos, distribuiu títulos nobiliárquicos aos senhores e comerciantes, logicamente, mediante a doações. Criou ainda o Banco do Brasil, aumentando a esfera de atuação do Estado e assim, a população que inicialmente se beneficia com a Abertura dos Portos é onerada com os altos gastos de Estado Português no Brasil.
	Com a transferência da corte, o Brasil passa a ser sede do reino. Assim, nada mais natural do que mudanças administrativas para melhoria e desenvolvimento dos diferentes setores econômicos. Foram criados três ministérios: Guerra e Estrangeiros, Marinha e Fazenda e interior. Promoveu a Junta de Comércio e a Casa de Suplicação, alterou a administração das capitanias que agora passam a ser províncias e criou novas. Com o objetivo de participar da administração estatal, vários brasileiros compraram títulos de nobreza. Assim, acabamos por ter o desenvolvimento de uma elite social dentro do país, composta em sua maioria por proprietários de terra, que agora passam a se articular em busca dos interesses particulares de sua classe. Este momento é de importância significativa, uma vez que no momento do retorno do rei a Portugal é este o grupo que vai engendrar o movimento de independência.
	A sociedade brasileira assim sofreu profundas transformações, e a cidade que melhor denota tais mudanças é a cidade portuária do Rio de Janeiro, pois a transferência do eixo administrativo acabou por mudar a fisionomia, que agora passou a contar com uma certa vida cultural. Temos um maior acesso aos livros, uma maior circulação idéias, a criação do primeiro jornal em 1808, temos ainda teatros, bibliotecas, academias literárias e científicas, visando atender uma população urbana em rápida expansão, uma vez que a população praticamente dobrou. Essas mudanças não podem ser confundidas com o liberalismo no plano das idéias, pois apesar das mudanças, a marca do absolutismo permaneceu, com a comissão de censura, que proibia a publicação de papéis contra o governo a religião e os bons costumes. As mudanças pelas quais passam a nova capital eram claramente controladas pelo governo e seus interesses. Mesmo assim não podemos deixar de ressaltar criações como: o Jardim Botânico, Academia Militar, Academia da Marinha, Biblioteca Real...
	Em relação a política externa o Brasil foi elevado a categoria de vice-reino junto a Portugal, para assim tentar aumentar o poder de Portugal frente ao Congresso de Viena (com o princípio da legitimidade e do equilíbrio Europeu) e também marca o reconhecimento da importância que o Brasil tinha tomado frente a Portugal.
	Além disso, D.João toma medidas em represália a Napoleão, como por exemplo, a expedição para dominar as Guinas Francesas, que ficaram sob domínio luso. No Vice Reino do Prata, começaram com a invasão da Espanha pela França, movimentos que visavam a independência. Em 1811 Argentina e tinham conseguido e a região uruguaia estava próxima de ser libertada de Buenos Aires. O Brasil acompanhou atento aos movimentos, pois já havia adquirido o reconhecimento de sua presença na região e assim desejava manter o mesmo, e também queria evitar o fortalecimento argentino. 
A Revolução Pernambucana de 1817
	Neste período o nordeste passa por uma enorme seca, e consequentemente grande queda na taxa de exportação, com os senhores perdendo grande parte de seu lucro, e quase desaparecimento da cultura de subsistência, com aumento da miséria. Para deteriorar ainda mais a situação dos nordestinos, os impostos criados para sustentação da corte no Brasil, acabaram por gerar um grande quadro de descontentamento na população em geral. O ponto flagrante de descontentamento se dava quando ocorria a comparação do luxo da capital da corte com a miséria e dificuldades regionais.
	Este descontentamento nordestino era mais aguçado em Pernambuco, região que durante vários anos se consagrou como a região mais rica e promissora do Brasil, onde a vida luxuosa dos seus senhores não encontrava precedentes em todo território Nacional.
	No entanto, este quadro de profunda austeridade não se repetia, e a insatisfação popular acabou por fomentar um campo propício para a difusão de idéias liberais, através principalmente do Seminário de Olinda e por lojas Maçônicas. As reuniões nas casas de militares passaram a se tornar cada vez mais constantes, e contavam cada vez mais com a adesão de grandes senhores deengenho, comerciantes, padres e estudantes recém chegados da Europa, com todo o ideário revolucionário do continente. Por último, não podemos deixar de citar a presença cada vez mais notória de setores populares da população nordestina. Ampliando o grau de descontentamento, temos ainda a figura do Governador de Pernambuco, um gaúcho, de desregrada, que aumentava a ira dos nativos.
	O movimento eclode no momento em que o governador avisado do movimento manda prender o líder José Barros Lima. No entanto, o mesmo foge da prisão e este fato somado com a deserção da grande maioria de soldados brasileiros, animam os revolucionários.
	Os revoltosos ganham em ímpeto, e em Março do mesmo ano, tomam a sede do governo e proclamam um governo republicano em Recife. No mesmo mês, a Paraíba instala sua república. O governo provisório tinha como principais objetivos: proclamação da república, abolição da maioria dos impostos e elaboração de uma constituição, documento este estabeleceria a liberdade religiosa e de imprensa, além da igualdade de todos perante a lei. Somente no quesito a respeito da escravidão os revoltosos abandonavam o ideal liberal, como meio de evitar o choque com os interesses dos senhores de engenho. Queriam a abolição, mas desde que essa não atrapalhasse a economia local e nem prejudicasse os donos de cativos.
	O governo não durou mais de um mês, já que logo em seguida as tropas portuguesas reprimiram o movimento de forma violenta, esmagando a república recém fundada. Os principais líderes do movimento foram executados. Era o governo lusitano tentando através do derramamento de sangue manter o seu poder.
Independência enfim Materializada.
	No período em que a família real esteve no Brasil as mudanças se mostraram constantes. O Brasil se tornara de colônia em Reino Unido; o Estado desenvolveu vários órgãos, instituições e tribunais, o governo investiu em arte, ensinos, e a cidade portuária do Rio de Janeiro desenvolveu costumes do velho continente. Na Europa, os acontecimentos pós Revolução Francesa, continuavam a trazer alterações. A derrota napoleônica provocou o Congresso de Viena, o primeiro encontro entre as nações européias. As conclusões do encontro são chamadas nos meios acadêmicos de Regresso Conservador, dado ao conteúdo monárquico das decisões. Visava-se o retorno da velha ordem absolutista.
	 Devemos destacar o Congresso, pois foi o mesmo um dos causadores da elevação do Brasil a condição de Reino Unido, pois para participar do congresso, os reis deveriam residir em reinos e não em colônias. Assim, mesmo com o objetivo claro de sustentar o pacto colonial nas colônias latinas, o Congresso teve enorme participação para o desenvolvimento sócio - econômico do Brasil. Ao defender o princípio da legitimidade, o mesmo garantiu os direitos da Dinastia Bragança sobre Portugal, reprimindo movimentos republicanos e de tentativa de ruptura com a família real. Além disso, pelo congresso as Guianas Francesas recém conquistadas pelo Brasil, retornavam aos braços da França.
1 – A Revolução Liberal do Porto de 1820
	Desde a transferência da Corte para o Brasil, Portugal passava por uma situação no mínimo desconfortável: após a expulsão dos franceses de seu território, os lusos ficaram sob tutela dos ingleses. A posição de D. João, contribuía para a situação, uma vez que mesmo sem a presença francesa, o mesmo permanecia no Brasil. Além disso, as medidas liberais do governo no Brasil acabaram por prejudicar os comerciantes lusitanos, levando sua economia a uma situação delicada. Em 1818 foi fundada na cidade do Porto uma associação liberal inspirada na Revolução Francesa. Esta associação reuniu comerciantes, que saíram prejudicados com as medidas de abertura de comércio do rei no Brasil, padres e também militares.
	A revolução eclodiu quando em agosto de 1820, quando o general inglês que governava Portugal viajou ao Brasil, os rebeldes formaram uma Junta Provisória, e o movimento finalmente chegou a Lisboa tornando-se um movimento nacional. Os britânicos foram obrigados a se retirar, e convocou-se uma assembléia para elaboração de uma constituição.
	As notícias acerca do movimento chegaram ao Rio de Janeiro. A exigência do retorno do rei, para que este jurasse a constituição gerava duas alternativas: o retorno do próprio rei, ou a ida do príncipe Pedro, para que este acalmasse os ânimos revoltosos. Neste momento de dúvidas a revolução foi propagada ao Brasil, com a adesão do Pará, depois a Bahia, todos com o objetivo de obedecer a constituição portuguesa. Vale destacar que tal fato reflete os descontentamentos populares para com o governo do Rio de Janeiro e todos os seus impostos, além de que a viajem a Lisboa era menos desgastante do que ao Rio.
	D. João tentou enviar o Príncipe e membros do governo brasileiro para ajudar na elaboração da constituição, mais a guarnição militar do Rio, fiel as Cortes opôs-se a idéia. Com este quadro, de pressão popular, militar, além do risco de perder o controle no Nordeste, não restava outra saída ao Rei, a não ser retornar a Lisboa e jurar a constituição, nomeando D. Pedro, como príncipe regente do Brasil. Além do retorno do rei, foram eleitos deputados a serem enviados as cortes. Estes foram com a idéia ilusória de tentar manter a liberdade de comércio adquirida com os decretos reais.
	No entanto, as cortes aos poucos definiram sua linha de tentativa de recolonização (restauração do Pacto Colonial) do Brasil. Dois fatos descontentavam os liberais: a autonomia do Brasil e a penetração inglesa. Tentou-se anular os privilégios concedidos aos ingleses, e buscou – se a subordinação dos governos provinciais a Lisboa.
	Temos assim o início de uma bipolarização política no Brasil: de um lado setores comerciais influentes de Portugal, que visavam o restabelecimento colonial, e de outros os proprietários de terra do Brasil, comerciantes brasileiros, empresas inglesas, beneficiados com a abertura comercial, e não admitiam a recolonização. No Brasil inteiro, a mobilização a respeito do tema se mostrava latente, e diante do desconforto da situação, existiram polarizações políticas:
A – O Partido Português:
	Os portugueses que moravam no Brasil, formavam um contingente considerável. Entre eles temos comerciantes, militares e funcionários da Coroa, que apoiavam o movimento do Porto. Principalmente os comerciantes, prejudicados em seus ganhos com a liberalização da política joanina.
B – O Partido Brasileiro (ou Liberais Moderados)
	Composto pela aristocracia rural, comerciantes e burocratas, em outras palavras, formado pela elite colonial. O grupo seria prejudicado de maneira veemente em caso de recolonização, mais também, pelo seu caráter conservador, não via com bons olhos a Independência. O medo era de o movimento ganhar um caráter revolucionário, de participação popular, onde seus privilégios poderiam ser questionados e ameaçados. O objetivo era negociar com as Cortes, para que ambas as partes não fosses prejudicadas e se evitaria a Independência. O líder: José Bonifácio de Andrada.
C – Liberais Radicais
	Era um grupo heterogêneo, composto por pequenos proprietários, membros do clero, intelectuais liberais, pequenos comerciantes, e tinham em comum o fato de defender os princípios liberais. Eram contra as propostas portuguesas e achavam que o melhor caminho seria romper definitivamente os laços portugueses, movendo uma Independência para modificar o quadro socioeconômico do Brasil.
D – Os Bragança
	D. Pedro tinha uma formação marcadamente absolutista, não estando habituado com contestações ao seu poder, e a Revolução do Porto acabou por questionar o poder dos Bragança. As cortes passaram a exigir o retorno também do príncipe, para que esse jurasse a Constituição, e esta situação o colocou em oposição as Cortes, dado a sua falta de intenção de cumprir com o determinado. O príncipe tinha o temor de perder o poder em Portugal e também no Brasil, naquele momento, economicamente mais importante que Portugal.
2 – A Separação Definitiva
	Emboraa Independência do Brasil tenha sido um arranjo político, como defende Caio Prado Júnior, ela implica também em uma complexa luta social. As classes buscavam nada mais do que defender os interesses particulares de cada uma. No fim,a grande vitoriosa como veremos, foi à classe dos latifundiários escravistas.
	Para o Partido Brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual, que preservasse a autonomia e o liberalismo comercial e mantivesse a ordem. No entanto, a intransigência das Cortes fez o partido inclinar-se para emancipação, sem alterar a ordem social e sés privilégios. Os liberais revolucionários, mais ligados as classes populares, assim potencialmente revolucionários, defendiam mudanças mais profundas e democráticas.
	No entanto, os Liberais Moderados é que encontravam meios econômicos e políticos para alcançar o seu objetivo, contando principalmente com o apoio da liberalista burguesia britânica.
	D. Pedro, não pretendia retornar a Europa, e se aproximou dos brasileiros, reforçando sua posição para as “Cortes”. D. Pedro era cortejado pelos Brasileiros e pelos Radicais, que envergavam nele o líder capaz de alterar a ordem. Por outro lado, José Bonifácio, tentava afasta-lo dos radicais afirmando que estes tentariam implantar uma República, onde os Bragança perderiam seu lugar. O caminho para este seria a aliança com os Brasileiros e uma negociação com as “Cortes” para evitar a recolonização. No entanto, com a posição das “Cortes” não restou outro caminho ao partido a não ser o da defesa a emancipação, para que não se prejudicasse os seus negócios. Nesse momento ocorre a junção de circunstâncias, o Partido Brasileiro enxergando um líder para romper os laços com Portugal e este líder encontrando no partido o apoio contra os lusitanos. A Independência, no entanto, iria ter algumas condições: manter a população longe do movimento, manter a unidade territorial e não alterar a estrutura do país.
(D. Pedro I) 
	Em Dezembro de 1821 o decreto vindo de Portugal propunha: abolição da regência e o imediato retorno do príncipe, a obediência a Lisboa e não ao Rio de Janeiro. Em resposta, D. Pedro une os aliados e transforma a sua decisão em um ato político. Reúne a multidão no campo de Santana e declara ao povo sua intenção: foi o “Dia do Fico”. Esta decisão foi resultado de um amplo movimento organizado por José Bonifácio. José Bonifácio, político ligava o príncipe a políticos paulistas e acabou por seus contatos sendo nomeado ministro de governo, pela primeira vez, um cargo de tal importância foi dado a um brasileiro.
	No caminho de rompimento com as Cortes, D. Pedro declaro que toda ordem de Lisboa só seria seguido se fosse assinada por ele escrevendo “Cumpra-se”. Com este ato a Câmara do Rio de Janeiro lhe confere o título de Defensor Perpétuo do Brasil.
	Em junho do mesmo ano D.Pedro convoca uma Assembléia para elaborar uma nova Constituição, em paralelo com o Reino Português. A idéia inicialmente contrária a José Bonifácio acabou sendo aceita pelo mesmo. No entanto este tentou descaracteriza-la propondo eleições indiretas para Assembléia. A idéia venceu a teoria dos liberais radicais que defendiam eleição direta.
	Em Agosto D. Pedro escreve o manifesto, explicando para as demais nações os motivos que fizeram o rompimento como único caminho a ser seguido.
	Em Setembro, em meio a uma viajem a São Paulo, chega ao Rio de Janeiro mais uma carta das Cortes, em to ameaçador, informando a possibilidade de uma pessoa para substituir o príncipe no comando da nação, caso este não aceitasse o simples papel de delegado. Em São Paulo, quando recebe a carta, resolve mesmo em território paulista declarar a Independência do Brasil, em 7 de Setembro de 1822.
3 – Conclusão
	 Como observa-se a independência teve um caráter conservador: isto é: manteve o que já havia antes. Enquanto nos outros países da América do Sul onde os movimentos buscavam alterar o que já havia antes, no Brasil a preocupação foi manter o espaço conquistado pelas ações joaninas e que estavam ameaçadas.
	Assim temos a vitória do Partido Brasileiro, pois temos: a manutenção da liberdade de comércio, a autonomia administrativa e evitou-se uma que o movimento se transformasse em uma convulsão social, com a alteração da ordem. Resumindo: a Independência foi um arranjo das elites políticas que visavam manter afastado do movimento as camadas populares, para assim preservar a monarquia, os seus privilégios, a escravidão e a exploração da maioria da população.
	As preocupações iniciais foram: irradiar o movimento inicialmente de caráter regional, para nacional, isso é, que a Independência fosse aceita além do sudeste. Era necessário garantir a integridade territorial sufocando as resistências de algumas regiões, como o Pará, Maranhão....Era necessário ainda que as principais potências mundiais reconhecessem o país como uma nação, pois só assim seria mantida a tranqüilidade do modelo agro-exportador.
	Nossa Independência tem um caráter diferenciado das demais nações européias, mais tem traços semelhantes também, pois também foi influenciada pela Independência dos Estados Unidos e pela Revolução Francesa, como vimos nas rebeliões do Brasil colonial.
	A emancipação política do Brasil não trouxe mudanças mais significativas na estrutura social, pois homens pobres livres, escravos e pessoas afastadas do grande centro permaneceram a margem do movimento.
Exercícios
 
1 - (ALFENAS – 2000) O Bloqueio Continental, em 1807, a vinda da família real para o Brasil e a abertura dos portos em 1808, constituíram fatos importantes 
  
a) na formação do caráter nacional brasileiro. 
b) na evolução do desenvolvimento industrial. 
c) no processo de independência política. 
d) na constituição do ideário federalista. 
e) no surgimento das disparidades regionais. 
  
2 - (ESPM – 2000) Acontecimentos políticos europeus sempre tiveram grande influência no processo da constituição do estado brasileiro. Assim, pode-se relacionar a elevação do Brasil à situação de Reino Unido a Portugal e Algarves, ocorrida em 1815, 
  
a) às tentativas de aprisionamento de D. João VI, pelas forças militares de Napoleão Bonaparte. 
b) à Doutrina Monroe, que se caracterizava pelo lema: "a América para os americanos". 
c) ao Bloqueio Continental decretado nesse momento por Napoleão Bonaparte e que pressionava o Brasil a interromper seu comércio com os ingleses. 
d) ao Congresso de Viena, que se encontrava reunido naquele momento e se constituía em uma rearticulação de forças políticas conservadoras. 
e) a política de expansionismo econômico e à tentativa de dominar o mercado brasileiro, desenvolvida pelos ingleses após a Revolução Industrial. 
  
3 - (UNIBH – 1999) “Em 1808, 90 navios, sob bandeiras diversas, entraram no porto do Rio de Janeiro, enquanto, dois anos depois, 422 navios estrangeiros e portugueses fundearam naquele porto. Por volta de 1811, existiam na capital 207 estabelecimentos comerciais portugueses e ingleses, além dos que eram possuídos por nacionais dos países amigos de Portugal”. 
  
As modificações descritas no texto estão relacionadas com 
  
a)       o período joanino e o Ato Adicional à Constituição imperial. 
b)       a abertura dos portos e a guerra de independência da Cisplatina. 
c)       o domínio napoleônico em Portugal e a implantação do Estado Novo. 
d)       a abertura dos portos e os tratados de comércio e amizade com a Inglaterra. 
  
  
4 - (FGA – CGA - 1998) A Revolução do Porto de 1820 se caracterizou como um movimento de: 
  
a) consolidação da independência do Brasil; 
b) retorno a ordem absolutista em Portugal; 
c) repulsa a invasão francesa em Portugal; 
d) descolonização do império português na África; 
e) revolução liberal e constitucional. 
  
5 - (FGA – CGA - 1998) "As notícias repercutiam como uma declaração de guerra, provocando tumultos e manifestações de desagrado. Ficava claro que as Cortes intentavam reduzir o país à situação colonial e era evidente que os deputados brasileiros,constituindo-se em minoria (75 em 205, dos quais compareciam efetivamente 50), pouco ou nada podiam fazer em Lisboa, onde as reivindicações brasileiras eram recebidas pelo público com uma zoada de vaias. À medida que as decisões das Cortes portuguesas relativas ao Brasil já não deixavam lugar para dúvidas sobre suas intenções, crescia o partido da Independência." 
(Emília Viotti da Costa. Introdução ao Estudo da Emancipação Política) 
O texto acima se refere diretamente: 
  
a) Aos movimentos emancipacionistas: às Conjurações e à Insurreição Pernambucana; 
b) À necessidade das Cortes portuguesas de reconhecer à Independência do Brasil; 
c) À tensão política provocada pelas propostas de recolonização das Cortes portuguesas;
d) À repercussão da Independência do Brasil nas Cortes portuguesas; 
e) Às conseqüências imediatas à proclamação da Independência; 
  
6 - (FUVEST – 1999) Durante o período em que a Corte esteve instalada no Rio de Janeiro, a Coroa Portuguesa concentrou sua política externa na região do Prata, daí resultando
a) a constituição da Tríplice Aliança que levaria à Guerra do Paraguai.
b) a incorporação da Banda Oriental ao Brasil, com o nome de Província Cisplatina.
c) a formação das Províncias Unidas do Rio da Prata, com destaque para a Argentina.
d) o fortalecimento das tendências republicanas no Rio Grande do Sul, dando origem à Guerra dos Farrapos.
e) a coalizão contra Juan Manuel de Rosas que foi obrigado a abdicar de pretensões sobre o Uruguai.
7 - (PUC – MG – 1998) Refere-se à Revolução Pernambucana de 1817: 
  
I. O objetivo dos rebeldes era proclamar uma república inspirada nos ideais franceses de igualdade, liberdade e fraternidade. 
II. Os líderes do movimento foram condenados à morte por enforcamento. 
III. Os revoltosos, após matarem os chefes militares governamentais, conquistaram o poder por 75 dias. 
  
a) se apenas a afirmação I estiver correta. 
b) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. 
c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. 
d) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmações estiverem corretas. 
  
8 - (PUC – MG – 1999) A presença da Corte Portuguesa no Brasil (1808 – 1820) gerou grandes transformações na vida econômica, política e sócio-cultural brasileira, tais como, EXCETO: 
  
a) abertura do Banco do Brasil e da Casa da Moeda. 
b) mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro. 
c) revogação do Alvará de 1785, que proibia manufaturas no país. 
d) elevação do Brasil a Reino Unido. 
e) inauguração de institutos científicos como o Jardim Botânico. 
  
9 - (PUC – RS – 1998) Apesar da liberdade para a instalação de indústrias manufatureiras no Brasil, decretada por D. João VI, em 1808, estas pouco se desenvolveram. Isso se deveu, entre outras razões, à 
  
a) impossibilidade de competir com produtos manufaturados provenientes da Inglaterra, que dominavam o mercado consumidor interno. 
b) canalização de todos os recursos para a lucrativa lavoura cafeeira, não havendo, por parte dos agro-exportadores, interesse em investir na industrialização. 
c) concorrência dos produtos franceses, que gozavam de privilégios especiais no mercado interno. 
d) impossibilidade de escoamento da produção da Colônia, devido à falta de mão-de-obra disponível nos portos. 
e) dificuldade de obtenção de matéria-prima (algodão) na Europa, aliada à impossibilidade de produzi-la no Brasil. 
  
10 - (PUC – RS – 2000) Leia o texto: 
  
“21 de janeiro de 1822 – Fui à terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como seleiros e armazéns, de secos e molhados; mas, em geral, os ingleses aqui vendem as suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. Quanto a alfaiates, penso que há mais ingleses do que franceses, mas poucos de uns e outros. Há padarias de ambas as nações (...). As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, (...), mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil, além de sedas, crepes e outros artigos da China. Mas qualquer cousa comprada a retalho numa loja inglesa ou francesa é, geralmente falando, muito cara.” 
  
( GRAHAM, Maria. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo: Edusp, 1990). 
O texto acima, de Maria Graham, uma inglesa que esteve no Brasil em 1821, remete-nos a um contexto que engloba: 
  
a) os efeitos da abertura dos portos e dos tratados de 1810. 
b) o processo de globalização da economia no Brasil. 
c) as reformas econômicas do Marquês de Pombal. 
d) a suspensão do Tratado de Methuen, com a ampliação da influência inglesa no Brasil. 
e) os efeitos da mineração, que contribuíram para interligar as várias regiões do Brasil ao Exterior. 
  
11 - (UFMG – 1998) Assinale a alternativa que apresenta uma transformação decorrente da vinda da família real para o Brasil. 
  
a) Fechamento cultural, devido às Guerras Napoleônicas, provocado pela dificuldade de intercâmbio com a França, país que era então berço da cultura iluminista ocidental. 
b) Diminuição da produção de gêneros para abastecimento do mercado interno, devido ao aumento significativo das exportações provocado pela Abertura dos	Portos. 
c) Mudança nas formas de sociabilidade, especialmente nos núcleos urbanos da região centro-sul, devido aos novos costumes trazidos pela Corte e imitados pela população. 
d) Formação de novos parceiros comerciais, em situação de equilíbrio, decorrente da aplicação das novas taxas alfandegárias estabelecidas nos Tratados de Amizade e Comércio. 
  
12 - (UFMG – 2000) A abertura dos portos do Brasil, logo após a chegada de D. João VI, foi responsável pela entrada no país de uma grande quantidade de mercadorias inglesas, que passaram a dominar o mercado brasileiro. Essa situação decorreu 
  
a) da assinatura de tratados com a Inglaterra, que permitiram a importação desses produtos. 
b) da estrutura industrial brasileira, que se baseava na produção de alimentos e tecidos. 
c) da montagem de uma rede ferroviária, que facilitou a distribuição dos produtos ingleses no mercado brasileiro. 
d) do desenvolvimento urbano acentuado, que acarretou o aumento da demanda por produtos sofisticados. 
  
13 - (UFPB – 1995) “Recentemente foi lançado no Brasil o filme “Carlota Joaquina” que satiriza eventos e personagens da monarquia lusa na América. Entre esses personagens está o regente D. João que, no dizer de Caio Prado Jr. era “homem pacífico e indolente por natureza.” 
Fonte: História Econômica do Brasil. 40a ed. São Paulo, Brasiliense, 1993, p. 130. 
  
A respeito da presença da Corte portuguesa no Brasil entre 1808 e 1821, do ponto de vista histórico, pode-se afirmar que:
  
a) A presença do regente no Rio de Janeiro, sob a proteção da Inglaterra, rompeu com o pacto colonial. 
b) A presença portuguesa no Brasil estreitou os laços de união da metrópole com a Inglaterra, garantindo posteriormente uma política mais firme e autônoma de Portugal frente às demais nações européias. 
c) Os comerciantes portugueses foram os principais beneficiados com a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. 
d) O retorno da Corte portuguesa deu-se imediatamente após o fim do domínio francês sobre Portugal. 
e) Até 1822, com a independência brasileira, não houve modificação administrativa ou econômica na colônia, deixando-a D. João, da mesma forma como a encontrou. 
  
14 - (ALFENAS – 2000) O Bloqueio Continental, em 1807, a vinda da família real para o Brasil e a abertura dos portos em 1808, constituíram fatos importantes 
  
a)       na formação do caráter nacional brasileiro. 
b)       na evolução do desenvolvimento industrial. 
c)       no processo de independência política. 
d)       na constituição do ideário federalista. 
e)       no surgimento das disparidades regionais. 
  
15 - (FATEC-SP) “Incapaz de se defender contra o invasore na iminência de vir a perder a soberania, o regente Dom João acaba por aceita a sugestão insistente de seus conselheiros, entre eles o conde de Linhares, elo de ligação com lorde Strangford, plenipotenciário inglês em Lisboa e principal patrocinador da idéia de transferência da Família Real para o Brasil.” 
  
O autor se refere à vinda da Corte portuguesa, que, na realidade, trouxe benefícios principalmente. 
  
a)      A Portugal, pois o controle direto do governo da colônia possibilitou uma política econômica que favoreceu as finanças portuguesas. 
b)      À Inglaterra, que passou a ter, no mercado da colônia, privilégios alfandegários especiais, fato que colocou o Brasil na sua total dependência econômica. 
c)      Ao Brasil, porque, após o profícuo período da administração de Dom João e sua volta a Portugal, a economia brasileira estava firmemente estabilizada. 
d)      A todas as nações, pois o decreto de abertura dos portos possibilitou a colocação de seus produtos no mercado brasileiro a taxas mínimas. 
e)      A todas as nações européias que, beneficiando-se da abertura de novos mercados na América, puderam reorganizar-se para destruir o exército de Napoleão. 
  
  
16 - (CARLOS CHAGAS-BA) Os Tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação (1810), celebrados entre a Inglaterra (lorde Strangford) e Portugal (príncipe Dom João), costumam ser vistos com restrições, entre outros motivos, porque. 
  
a)      Admitiram a criação de tarifas alfandegárias preferenciais para o~s produtos ingleses, inferiores às pagas por produtos portugueses. 
b)      Autorizaram a continuação do trabalho escravo, ao mesmo tempo que ampliaram o tráfico nas colônias portuguesas na África. 
c)      Permitiram que a Inglaterra estabelecesse postos livres em Recife, Salvador e Rio de Janeiro. 
d)      Apoiaram a política de expansão imperial ista que o príncipe regente Dom João realizava no Prata. 
e)      Criavam diversas condições restritivas ao desenvolvimento e à exportação de produtos da agricultura tropical. 
  
17 - (PUC-MG) O Tratado de Comércio e Navegação de 1810, entre Inglaterra e Portugal, contribuiu para. 
  
a)      Fortalecer a classe dos comerciantes portugueses. 
b)      Impedir o desenvolvimento industrial do Brasil. 
c)      implantar o sistema de companhias privilegiadas. 
d)      Intensificar as relações comerciais entre Brasil e Portugal. 
e)      Preservar o regime monárquico no Brasil. 
  
18 - (ABC-SP) A elevação do Brasil e Reino Unido a Portugal e Algarves está intimamente ligada. 
  
a)      o liberalismo de Dom João, desejoso de agradar aos Brasileiros. 
b)      Ao Visconde de Cairu, homem de formação Liberal. 
c)      Ao conselho do embaixador inglês lorde Strangford. 
d)      À reação contra as pressões da burguesia lusa. 
e)      À necessidade de legitimar a representação portuguesa no Congresso de Viena. 
  
19 - (UFU) Leia o documento abaixo e procure responder: 
  
“Alvará de 1º de abril de 1808 revogando a proibição que havia de fábricas e manufaturas no Estado do Brasil e Domínios Ultramarinos. 
  
Eu o Príncipe Regente faço saber aos que o presente alvará virem: Que desejando promover e adiantar a riqueza nacional; e vendo um dos mananciais dela as Manufaturas, e a Indústria, que multiplicam e melhoram e dão mais valor aos Gêneros e produtos da agricultura, das Artes, e aumentam a população, dando que fazer a muitos braços, e fornecendo meios de subsistência muitos dos maus vassalos, que por falta se entregariam aos vícios da ociosidade! E convindo remover todos os obstáculos, que podem inutilizar e frustrar tão vantajosos proveitos! Sou servido abolir, revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil e nos Meus Domínios Ultramarinos; e ordenar que daqui em diante seja lícito a qualquer dos Meus Vassalos, qualquer que seja o país em que habitem, estabelecer todo o gênero de manufaturas, sem excetuar alguma, fazendo os seus trabalhos em pequeno, ou em grande, como entenderem que mais lhes convém, para o que hei por bem derrogar o Alvará de cinco de janeiro de mil setecentos e oitenta e cinco, a quaisquer leis, ou Ordens, que o contrário decidem... dado no Palácio do Rio de Janeiro em primeiro de abril de 1808.” 
  
Dom João VI, com ao Alvará de 10 de abril de 1808, revoga o alvará de Dona Maria I, de 1785, que proibia a instalação de manufaturas no Brasil. 
  
a)      Se a afirmação confirma o texto. 
b)      Se a afirmação contradiz o texto. 
c)      Se parte da afirmação confirma o texto e parte contradiz. 
d)      Se parte da afirmação foge ao texto. 
e)      Se parte de afirmação confirma e parte foge. 
  
20 - (UFPE) Assinale a alternativa que define o papel da “abertura dos portos” no processo de descolonização. 
  
a)      A abertura dos portos às nações amigas anulou a política mercantilista desenvolvida por Portugal, junto à sua antiga colônia na América, tornando-a de imediato independente. 
b)      As novas condições criadas pela Revolução Industrial na Inglaterra e, conseqüentemente, o controle que este país exercia sobre o comércio internacional e os transportes marítimos não permitiam a Portugal, seu antigo aliado, exercer o pacto colonial. 
c)      A política de portos abertos na América era muito importante para as colônias e negativa para as metrópoles. 
d)      A abertura dos portos possibilitou ao BRASIL negociar livremente com todas as nações, inclusive com a França. 
e)      Através da abertura dos portos, o BRASIL pôde definir uma política protecionista de comércio à sua nascente indústria naval. 
  
21 - (PUC) A transmigração da família real portuguesa para o Brasil, repercutiu de forma significativa, em relação à participação do Brasil no mercado mundial, porque: 
  
a)      organizou-se uma legislação visando à contenção das importações de artigos supérfluos que naquela época começavam a abarrotar o porto do Rio de janeiro. 
b)      o Ministério de D. João colocou em execução um projeto de cultivo e exportação do algodão visando a substituir a exportação norte-americana, prejudicada para Guerra de independência. 
c)      o tráfico de escravos negros para o Brasil foi extinto em troca do direito dos comerciantes portugueses abastecerem, com exclusividade, algumas das colônias inglesas como a Guiana. 
d)      o corpo diplomático joanino catalisou rebeliões na Província Cisplatina, favorecendo assim, a exportação de couro sulino para a Europa. 
e)      foi promulgada a Abertura dos Portos e realizados Tratados com a Inglaterra. 
  
22 - (CESGRANRIO) A transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, acelerou transformações que favoreceram o processo de independência. Entre essas transformações, podemos citar corretamente a(s): 
  
a)      ampliação do território com a incorporação definitiva de Caiena e da Cisplatina. 
b)      implantação, na colônia, de vários órgãos estatais e de melhoramentos como estradas. 
c)      redução da carga tributária sobre a colônia, favorecendo-lhe a expansão econômica. 
d)      Política das Cortes portuguesas de apoio à autonomia colonial 
e)      Restrições comerciais implantadas por interesse dos comerciantes portugueses. 
23 – A Independência do Brasil e a Emancipação das Colônias Espanholas tiveram como traços comuns:
a) As propostas de eliminação do trabalho escravo imposto pelas metrópoles   
b) O caráter pacífico, pois não ocorreu a fragmentação política do antigo bloco colonial Ibérico.
c) Os efeitos das invasões napoleônicas, responsável direto pelos rompimentos dos laços coloniais.
d) O objetivo de manter o livre comércio, como forma de promover a Industrialização. 
e) A efetiva participação popular, pois as lideranças coloniais defendiam a criação de Estados Democráticos na América.
24 – O processo de Independência do Brasil se caracteriza por: 
a) Conduzido pela classe dominante que via na monarquia a chance de não perder seusprivilégios
b) Ter uma ideologia democrática reformista, alterando o quadro social imediatamente após a Independência.
c) Cria uma economia autônoma, independente dos mercados internacionais.
d) Participação popular fundamental para o enfrentamento das tropas metropolitanas
e) Promover um governo liberal e descentralizado, com a Constituição de 1824.
25 – A maior razão brasileira para romper com os laços de Portugal era:
a) Evitar a fragmentação do país, abalada pelas revoluções anteriores.
b) Garantir a liberdade de comércio, ameaçada pela política de recolonização das Cortes.
c) Substituir a estrutura colonial por um mercado interno
d) Aproximar o país das Repúblicas platinas, e combater a Santa Aliança.
e) Integrar as camadas populares ao processo político econômico. 
26 – A Respeito da Independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) Consubstanciou as propostas da Confederação do Equador
b) Instituiu a Monarquia como forma de governo, a partir de um amplo movimento popular.
c) Propôs a partir de Idéias Liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses ingleses.
d) Provocou a partir da constituição de 1824, profundas transformações nas estruturas econômicas e sociais do país.
e) Implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terra e escravos.
27 – I – Aparecimento do Capitalismo Industrial em substituição ao antigo e decadente capitalismo comercial
 II – Tradução em dois planos do processo capitalista: abertura das áreas coloniais a troca internacional e eliminação do trabalho escravo
 III – Transferência da Família real para o Brasil e abertura dos portos
Os itens acima sintetizam algumas razões que respondem no Brasil, pela:
a) Eliminação de importações
b) Decadência da Mineração
c) Colonização Portuguesa
d) Independência Política
e) Expansão Territorial
28 – A respeito da Independência do Brasil, é valido afirmar que:
a) foi um arranjo político que preservou a monarquia como forma de governo e também os privilégios da classe proprietária.
b) as camadas senhoriais, defensoras do liberalismo político, pretendiam não apenas a emancipação política, mas a alteração das estruturas econômicas.
c) foi um processo revolucionário, pois contou com a intensa participação popular
d) o liberalismo defendido pela aristocracia rural apoiava a emancipação dos escravos
e) resultou do receio de D. Pedro I de perder o poder, aliado ao seu nacionalismo.
29 – O processo de emancipação política brasileiro:
a) tendeu a seguir o exemplo da América Espanhola
b) contou com uma grande participação popular, principalmente de negros e mulatos do nordeste, que viviam maior opressão.
c)marginalizou os elementos populares, e manteve as estruturas sociais e econômicas do período colonial.
d)foi completado com o grito do Ipiranga, em 7 de setembro, com a decisiva participação de D. Pedro
e)somente foi consolidado após um ano de guerra contra Portugal, uma vez que a metrópole não aceitou a ruptura.
30 – O príncipe D. Pedro, na Independência, foi:
a) essencial, pois sem ele não ocorreria a independência.
b) figura de fachada, submisso aos desejos de José Bonifácio.
c) mediador, minimizando os antagonismos entre Brasil e Portugal.
d) manipulado pêra aristocracia rural, objetivando realizar a Independência com a manutenção da unidade popular.
e) totalmente independente, tomando para si a liderança do processo, dando a independência um caráter revolucionário.
Questões Abertas:
1 – (FUVEST 1993) “As ruas estão repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras SUPERFINO DE LONDRES saltam aos olhos. O algodão estampado, panos largos, louça de barro, podem ser obtidas no Brasil a um preço pouco mais alto do que em nossa terra”. Esta descrição das lojas do Rio de Janeiro, foi feita por Mary Graham, uma inglesa em visita no Brasil em 1821.
a) Como se explica a grande quantidade de produtos ingleses no Brasil desde 1808, e, sobretudo depois de 1810?
b) Quais os privilégios dos produtos ingleses tinham nas alfândegas brasileiras?
 
2 – Acerca da Família Real no Brasil:
a) Explique o motivo da transferência da Corte para o Brasil.
b) Dê dois exemplos de mudanças político administrativas no Rio de Janeiro com a chegada de D. João.
3 – (UFRJ – 1999) “A massa popular a tudo ficou indiferente, parecendo perguntar como o burro da fábula: não terei a vida toda ter de carregar a albarda?” ( Saint Hilare, August. A SEGUNDA VIAGEM DO RIO DE JANEIRO A MINAS GERAIS. São Paulo. Cia. Das Letras, 1932; p. 171.)
Este francês esteve no Brasil no momento da ruptura política dos laços coloniais. Albarda no dicionário significa uma sela grosseira para bestas de carga. E também opressão, humilhação. No contexto de descolonização da América, a ausência da participação popular não foi exclusividade do Brasil. No entanto, o processo de Independência do Brasil, teve singularidades significativas.
Indique as algumas das principais singularidades da ruptura tupiniquim para com Portugal.
4 – A Independência e a organização do Estado Brasileiro se processaram num conjunto de interesses e aspirações da aristocracia rural. Quais os interesses dessa classe.
5 – A história do Brasil só pode ser bem entendida se relacionada com acontecimentos que marcaram a história mundial. Comente esta afirmativa, tendo em vista o processo de independência do Brasil. 
 
GABARITO: 1 – C / 2 – D / 3 – D / 4 – E / 5 – C / 6 – B / 7 – E / 8 – B / 9 – A / 10 – A / 11 – C / 12 – A / 13 – A / 14 – C / 15 – B / 16 – A / 17 – B / 18 – E / 19 – A / 20 – B / 21 – E / 22 – B / 23 – C / 24 – A / 25 – B / 26 – E / 27 – D / 28 – A / 29 – C / 30 - D 
UFJF CURSO PRÉ VESTIBULAR
DAVID MILITÃO 2012
ANO 2012
CAPÍTULO 03
O PRIMEIRO REINADO
1 – O Contexto Europeu
Neste momento do contexto europeu, notamos a presença de uma efervescência cultural e ideológica, que pode ser resumida em três palavras básicas: o liberalismo e a democracia. Para entendermos um pouco deste momento vivido pelo Brasil, devemos entender um pouco o significado destes termos.
A – O Liberalismo:
A independência do Brasil não foi um movimento isolado, já que outras nações na América e na Europa estavam sendo sacudidas por agitações políticas e sociais.
O Iluminismo difundiu-se para América em fins do século XVIII, inspirando tanto a Inconfidência Mineira como a Conjuração Baiana. No entanto, permaneceu restrito a uma minoria de pessoas cultas e instruídas. Com a derrocada de Napoleão na Europa, e as decisões do Congresso de Viena, revoluções eclodiram por toda a Europa e foi neste contexto que surgiu o liberalismo. Embora sejam quase sinônimos, Iluminismo e Liberalismo tem uma diferença básica: o segundo acabou por ganhar as camadas populares, e consequentemente, também popularizou o primeiro.
Uma das características importantes dos liberais é a defesa ao individualismo, com o individuo estando acima do Estado, e não como um apêndice de um grupo. A defesa da liberdade de expressão e pensamento, não acreditando em qualquer limite imposto por dogmas.
Em relação ao Antigo Regime, propuseram a restrição ao campo de atuação do poder. Defendendo a livre concorrência e a lei de mercado, eram contrários ao intervencionismo estatal, sendo assim oposto ao mercantilismo dos Estados Absolutistas. Defendia ainda a separação do poder absolutista em três esferas de poder: legislativo, executivo e judiciário, autônomos e independentes entre si. Assim, praticamente se anulariam as forças do Estado em favor das liberdades individuais. Esses ideais acabaram por ganhar as classes menos favorecidas que eram sufocadaspelo poder absolutista. Foi ainda instrumento para o alcance do poder por parte da burguesia, classe essa que assim que tomou o poder acabou por adotar medidas mais conservadoras, como por exemplo a iniciativa do voto censitário (por renda). Assim o liberalismo consagra dessa forma a desigualdade entre os homens, se transformando em uma doutrina e uma prática elitista. Essa diferenciação não incomodava aos liberais, pois para eles a igualdade entre os seres era regulamentada pela lei, e assim, a menor ou maior riqueza era diretamente adquirida graças a competência de cada um.
B – A Democracia:
Hoje, liberalismo e democracia são tratados praticamente como equivalentes, mas não era bem assim no século XIX. A diferença para os homens daquele tempo pode ser definido pela seguinte passagem: enquanto a democracia defendia o sufrágio universal o liberalismo preconizava o voto censitário. Essa discórdia se acentuou nos anos de 1850-1860. Os democratas defendiam que não existiria sociedade liberal sem a igualdade entre os cidadãos, então era necessário atacar as desigualdades, entre elas o voto censitário. Com a idéia da igualdade jurídica se espalhar para igualdade social, os democratas estavam dispostos a ir mais longe do que os liberais esperavam ir.
2 – O Liberalismo no Brasil do Século XIX
	A luta pela Independência no Brasil, obscureceu as diferenças entre liberalismo e democracia, favorecendo a formação de uma frente única contra Portugal. 
Com a concretização da Independência as interrogações giravam em torno de três eixos: os que defendiam um poder central forte; os que defendiam a descentralização federalista e os que pregavam pela igualdade social, ou democráticos. Os dois primeiros eram compostos de conservadores da elite, a aristocracia escravista. 
3 – A Organização da Monarquia
A – O Ministério de José Bonifácio
	Desde que assumiu o ministério em 1822, Bonifácio se caracterizou por se opor aos radicais, principalmente após a independência. Aos democratas, comparou a anarquia e assim empenhou-se em se opor a esse grupo. Por último era contra a escravidão. Essa marca ambígua de Bonifácio era marcante, pois ao mesmo tempo que tinha posições avançadas acerca da escravidão, era conservador em outros pontos, como o repúdio a democracia.
	Com isso acima, nada mais natural do que o desentendimento de Bonifácio com os radicais e com a aristocracia agrária do sudeste, da qual era representante do poder. Seu projeto de organização da monarquia também era contraditório, graças a sua formação anti-absolutista, entrando em confronto com o Imperador. O ministro pretendia governar afastado das pressões políticas dos partidos e do próprio ideal absolutista do imperador. Naturalmente esse objetivo era impossível, daí seu isolamento político e conseqüente afastamento do cargo.
B – A Assembléia Constituinte
	Afastando os radicais da constituinte, Bonifácio tentou fortalecer o Executivo em detrimento do Legislativo. Na Assembléia ficou decidido que as sanções da mesma independeriam da aprovação do imperador, mesmo com este mostrando certa resistência. 
	Neste momento, o Imperador afastado do Partido Moderado dos Andrada, passou a se vincular ao Português, defensor do ideal Absolutista. D. Pedro os afastou os moderados definitivamente do poder e nomeou para o Ministério nomes de sua confiança. A queda dos antigos ministros assinalou uma profunda mudança na vida política do país, pois possibilitou a ascensão do Partido Português até a Abdicação.
	A Assembléia Constituinte foi marcado com o intuito de manter a unidade territorial do Brasil, uma vez que as cortes portuguesas declararam os governos provinciais independentes do Rio de Janeiro, e conseguido isso, o retorno ao Pacto Colonial seria apenas um detalhe.
	Quando a Assembléia foi convocada, os moderados trataram de esvaziar o seu sentido popular, proibindo os membros que sobreviviam de salários elegerem seus representantes, para eleição de representantes da Aristocracia Rural.
	Com a apresentação de um “anti-projeto” foi feito uma comissão de deputados para a análise. O projeto contemplava os princípio de soberania nacional e liberalismo econômico, o anti-colonialismo e a xenofobia (ódio aos estrangeiros). A lusofobia (ódio as lusos) era explicado pela possibilidade de perder a Cisplatina, a Bahia e o Pará para os mesmos, uma vez que o Partido Português continuava presente. O projeto era ainda anti-absolutista, limitando o poder de D. Pedro valorizando a representatividade nacional na Câmara, que seria indissolúvel, e que teria o controle das Forças Armadas. Por último, para excluir os populares, garantiu a possibilidades de participação político por meio de uma renda mínima, renda esta baseada numa mercadoria corrente: a Farinha de Mandioca. Daí o nome de Constituição da Mandioca, que excluíam tanto os lusos quanto os populares, os primeiros porque eram comerciantes sem acesso a terras e consequentemente a plantações e os segundos por não terem renda necessária. Assim, a Aristocracia resguardava para si a representatividade nacional.
C – A Dissolução da Constituinte
Com essas características, o anti-projeto foi alvo de criticas. A insistência em cercar o poder de D. Pedro fez com que o mesmo se voltasse contra a proposta. No entanto, o que vai definir a situação é um acontecimento inusitado.
(D. Pedro I)
O Jornal A Sentinela publicou uma carta ofensiva contra os militares portugueses, assinada por um “brasileiro resoluto” segundo sua própria denominação. Os militares espancaram um acusado da autoria, acusado este que dias depois seria considerado inocente. O incidente causou comoção da Assembléia, que exigia uma explicação do imperador. A ruptura entre o órgão e o imperador era inevitável quando a Assembléia em um ato de rebeldia se declarou em sessão permanente. D. Pedro respondeu mandando o exército invadir o órgão ordenando a prisão dos deputados. Estava dissolvida a Assembléia e o poder que a Aristocracia detinha até então chegava ao fim, perdendo seu posto para o Absolutismo apoiado pelo Partido Português.
D – A Carta Outorgada de 1824
	A dissolução provocou grandes descontentamentos. Para minimizar foi convocado um Conselho de Estado, composto por dez membros para que estes redigissem um texto constitucional. Depois de 40 dias, no dia 25 de Março de 1824 estava outorgada a Carta. A mesma estava apoiada em grandes partes no anti-projeto, com uma alteração que seria imprescindível: a instituição do poder Moderador, além dos três outros poderes já consagrados. A constituição assim como o anti-projeto afastava as camadas populares da política, ao condicionar política a renda, no entanto, desta vez a dinheiro e não a produto. 
	O Poder Legislativo seria composto por um Senado vitalício e por uma Câmara dos Deputados com mandatos de três anos. O senadores eram escolhidos pelo Imperador, a partir de uma lista tríplice apresentada pelas províncias. Sua função seria, propor, redigir e aprovar leis. O Poder Judiciário seria exercido por um Supremo tribunal, com os magistrados também escolhidos pelo Imperador. O executivo, seria exercido por um Ministério, também escolhido por D. Pedro, onde ele seria o presidente.
( A Carta Outorgada)
	Já o Poder Moderador pertencia exclusivamente a D. Pedro, e deveria ser a princípio um Poder neutro, cuja função seria garantir a harmonia dos três outros poderes. No entanto, uma vez instituído no Brasil, este passou a ser o centro de poder, tornando-se instrumento da vontade do Imperador. A este poder, cabia aprovar ou não as decisões do legislativo, nomear senadores e dissolver a Câmara. Ao Executivo, restava o poder de escolher os membros do Conselho de Estado, além de nomear e demitir presidentes e funcionários das províncias, que estavam submetidas ao Moderador, impedindo assim tendências autonomistas.
	A Carta ainda estabeleceu a religião Católica como oficial do Estado. A relação entre Estado e Igreja era regulada pelo regime do Padroado, segundo o qual os clérigos eram pagospelos Estado. Por isso, ao Imperador competia nomear sacerdotes aos vários cargos eclesiásticos e dar consentimento as bulas papais.
E – A Confederação do Equador
	A concentração de poderes nas mãos do Imperador gerou grandes descontentamentos, principalmente no nordeste, onde a nomeação dos presidentes provinciais entrou em choque com os interesses autonomistas dos proprietários rurais. A Unidade econômica nacional era precária, pois mesmo com a independência o Brasil manteve o seu modelo dependente ao mercado externo, não havendo grandes possibilidades de intercambio entre as províncias. No plano político, a única alteração que sofreram foi com relação a localização das ordens que ali chegavam: ao invés de emergir de Portugal, elas agora emergiam do Rio de Janeiro.
	No nordeste o descontentamento com o Absolutismo foi notório em diversas partes: em Pernambuco o descontentamento foi contra a nomeação do presidente, na Paraíba, assustados com a dissolução da Constituinte desconfiavam de tudo que vinha do Rio de Janeiro, além de focos de descontentamento em outros estados.
	Em Pernambuco as reações ao absolutismo do Imperador foram mais notórias dada a característica Revolucionária do Estado desde 1817. As expectativas liberais da experiência de 1817 difundiram-se através da imprensa escrita pernambucana, principalmente nos jornais de Cipriano Barata e Frei Caneca, que podemos dizer são responsáveis por preparar espiritualmente a Confederação do Equador. O primeiro estudou em Coimbra, de onde trouxe os estudos liberais, se associou as diversas revoluções no nordeste, estando ligado aos populares. Após ser preso várias vezes, estabeleceu – se em Recife e com seu jornal influiu na corrente liberal de Pernambuco, tendo em Frei Caneca seu principal discípulo.
	Em Pernambuco a dissolução da Assembléia encheu de descontentamento os liberais, gerando a queda do governo, até então sintonizado com o Imperador, sendo substituído por uma Junta Governativa, que tinha como chefe Manuel Garcia Pais de Andrade, líder do movimento de 1817.
	Este governo liberal, hostil as tendência absolutistas do Imperador, não foi apoiada pelo Imperador, pois para outorgar a constituição a mesma teria que ser aprovada pelas Câmaras Municipais, assim era necessário haver governos locais favoráveis ao seu governo. As possibilidades de nomeação de um novo presidente fez com que se apressasse a confirmação do chefe pelos locais como presidente da província.
	Com toda precaução, D. Pedro nomeou em 1823 um presidente para província do grupo que havia sido retirado do poder pouco antes pelos provinciais. Mesmo diante de pedidos para que o Imperador respeitasse a decisão popular, D. Pedro enviou tropas do Rio de Janeiro para garantir a posse do novo presidente. Mesmo assim a resistência era enorme, como nessa frase que foi corrente em Pernambuco:
	“Morramos todos, arrase-se Pernambuco, arda a guerra, mas conservemos nosso presidente a todo transe! Conservemos a dignidade da soberania dos povos” 
	Diante deste quadro de desavenças entre locais e Imperador, em julho de 1824, temos a proclamação da Confederação do Equador, por Manuel de Carvalho.
	Na Confederação, os revoltosos tentaram não cometer os mesmos erros cometidos na Revolução de 1817, como o isolamento. No manifesto lia-se:
 “Segui ó brasileiros o exemplo dos bravos habitantes da zona tórrida (...) imitais os valentes de seis províncias que vão estabelecer seu governo sobre o melhor dos sistemas – o representativo”
(Bandeira da Confederação)
	Pretendia a adesão das demais províncias e o apelo foi encampado por Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, que com Pernambuco formaram a Confederação do Equador. Adotou-se a Constituição colombiana, e assim tentou se formar um Estado desvinculado do restante do Império, baseado na representatividade, republicanismo, federalismo, para que os Estados associados tivessem autonomia.
	A repressão ao movimento foi toda organizada no Rio de Janeiro e diante disso as tropas e armas dos diferentes estados foram todas enviadas a Pernambuco. Enquanto tentava-se criar uma resistência uniforme da Bahia ao Ceará, o imperador reprimiu separadamente cada província para assim impedir sua união. A carência de recursos e matérias, fez o imperador contrair empréstimos e contratar mercenários, especialmente da Inglaterra, para finalizar a repressão. Em 2 de Agosto, partiram as tropas, por terra e por mar, para em 17 de Setembro concluírem a conquista de Olinda e Recife, principais centros de resistência.
	As condenações foram muito severas, e destaca-se a de Frei Caneca, que teve que ser fuzilado, uma vez que sua condenação a forca não pode ser cumprida, pois os carrascos se recusaram a enforcar o líder. Finalizou-se a Confederação, mais não eliminou a insatisfação com o absolutismo no Brasil.
F – Oposição: As dificuldades e Contradições do Primeiro Reinado
	Na constituição de 1824 estava assegurada a convocação da Câmara dos Deputados em 1826. Com isso, temas discutidos antes da dissolução da Assembléia retornaram a cena, e uma oposição moderada tomou forma, sendo o jornal a Aurora Fluminense, o principal porta voz da oposição. Defendia uma monarquia constitucional, atacava a autocracia imperial, a má distribuição de cargos públicos, defendendo a conquista destes por mérito pessoal. Defendiam ainda o liberalismo econômico, associando a liberdade a propriedade. 
	Outro fato a ser destacado no Primeiro Reinado é que embora a emancipação política tenha sido formalizada, a economia nacional continuava dependente, escravista e agro – exportadora. No entanto, para regularizar o comércio com o exterior o Brasil necessitava ser reconhecido como Independente pelos países europeus. Para conseguir esse reconhecimento o Brasil foi obrigado a assinar tratados desfavoráveis em troca de seus interesses nas relações comerciais.
	O primeiro país a reconhecer a emancipação foi os EUA em junho de 1824. Duas razões explicam essa atitude: a Doutrina Monroe (1823) que defendia anti-colonialismo, e principalmente os fortes interesses econômicos emergentes nos EUA, que visava reservar para si a América. Os países hispano-americanos demoraram a reconhecer a Independência, pois com um governo republicando, estes países desconfiavam do viés monárquico adotado no Brasil.
A Inglaterra com seus inúmeros negócios dentro do território nacional tinha enorme interesse em reconhecer a Independência, mais só poderia fazer isto depois de Portugal. Por esse motivo a ação inglesa se deu no sentido de ajudar diplomaticamente no reconhecimento da Independência por parte dos lusos. Assim em Agosto de 1825, mediante pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, que o Brasil conseguiu através de um empréstimo com os mesmos ingleses, foi reconhecido por Portugal a Independência do Brasil. Do ponto de vista internacional a emancipação do Brasil nada mais significou do que a substituição da exploração de antes feita por Portugal, que agora seria executada pelos outros países europeus, principalmente a Inglaterra. 
	Com o modelo econômico mantido, o país dependia da exportação para manter suas receitas. No entanto a primeira metade do século XIX foi crítica para nossa economia, com o nosso açúcar sofrendo concorrência de Cuba, Jamaica e do açúcar de beterraba dos produtos europeus. O algodão e o arroz estavam tendo concorrência dos EUA. Assim, o café se consistia na esperança, pois seu mercado estava em crescimento e o Brasil não encontrava concorrente.
	Havia em paralelo a crise econômica, a crise financeira, onde a debilidade do Estado era mais notória. Dispunha de poucos recursos pela baixa tarifa alfandegária, que mesmo assim era a principal fonte de receitas. Assim, o Brasil era forçado a buscar empréstimos, sob altos juros. O déficit do Estado se tornou crônico.
	Os problemas foram ainda piorados com a eclosão do problema da Cisplatina, quando um líder militar Uruguaio desembarcou na região com sua tropa e com o apoio da população declarou a anexaçãoda Cisplatina as Repúblicas das Províncias Unidas do Rio da Prata. Em resposta o Brasil declarou guerra aos argentinos, conflito que durou dois anos, tendo como fim o acordo entre as duas nações, que estabeleceu a independência da Cisplatina, chamada agora de república Oriental do Uruguai.
	O derramamento inútil de sangue e os sacrifícios para essa guerra ativaram a oposição. Para sanar a crise financeira, D. Pedro emitiu de maneira desenfreada papel moeda, sacrificando as camadas populares, pois a conseqüência foi o aumento geral dos preços. A crise atingiu o auge com a falência do Banco do Brasil em 1829.
G – A Abdicação de D. Pedro
	Em Portugal, D. João VI havia morrido em 1826, e assim o temor da recolonização retornou, mesmo com D. Pedro tendo renunciado o trono em favor de sua filha. No mesmo momento do fim da Guerra Cisplatina, D. Miguel, irmão de D. Pedro, assumiu o trono com um golpe. A possibilidade de D. Pedro enviar tropas brasileiras para retirar o irmão do trono, trouxe novas inquietações a cerca da possibilidade de união dos dois reinos.
	A impopularidade do imperador ia crescendo gradativamente, aumentando a oposição. Em 1830, os absolutismos internacionais vinham sendo derrotados.
	Os jornais foram importantes no aumento das paixões políticas. O assassinato de Libero Badaró, que dirigia um jornal de oposição, precipitou os acontecimentos, uma vez que foi cometido por partidários do Imperador. O maior foco de oposição estava em Minas. Sem as forças militares, pois os soldados estavam passando para oposição, D. Pedro resolveu visitar a província a fim de pacificá-la. No entanto, foi recebido por mineiros que preferiram homenagear a memória de Badaró. 
	No Rio, D. Pedro encontrou um conflito entre partidários seus e liberais, na famosa Noite das Garrafadas. Para conter os radicais o Imperador tentou reformar o ministério Brasileiro, criado para os Brasileiros, mais que até então, não tinha sido ocupado pelos mesmos. Foi organizado um ministério, agora claramente com propósitos absolutistas, com membros que apoiavam o império de forma clara.
	Ocorre então mais uma manifestação no Rio, exigindo a reintegração do Ministério. No entanto, D. Pedro se manteve irredutível. Essa atitude culminou com a passagem do chefe militar para os quadros de oposição. Assim, o imperador estava completamente sem apoio, isolado, sem contar nem sequer com as tropas, para reprimir as manifestações. A única alternativa que agora restava era a Abdicação, e foi o que fez, em favor de seu filho: Pedro de Alcântara, então com cinco anos de idade. Em 7 de Abril. D. Pedro deixou o trono, abandonou o país, se reconciliando com os Andradas ao deixar José Bonifácio como tutor de D. Pedro II. 
Exercícios Abertos
1 – A Constituição de 1824 consagrou de certo modo o absolutismo de D. Pedro I. Justifique essa afirmação.
2 – Caracterize os principais agrupamentos políticos do I Reinado – Conservadores, Liberais e Liberais Radicais.
3 – A Carta Constitucional que vigorou no Brasil na época do Império outorgada, em 1824, por D. Pedro I:
a) O que é uma Carta Constitucional outorgada?
b) Quais os poderes estabelecidos pela Carta Constitucional de 1824? 
 
 A REGÊNCIA (1831 – 1840)
1 - Do Avanço Liberal ao Regresso Conservador
	Neste período temos os seguintes governos regenciais:
	1 – Regência Trina Provisória (Abril a Julho d e 1831)
	2 – Regência Trina Permanente (1831-1834): Composta por Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz, no entanto o nome de maior destaque foi padre Feijó, ministro da Justiça, que após 1934, foi eleito, conforme a alteração da Constituição, para Regente Uno.
	3 – Regência Feijó (1835-1837): Renunciou antes de cumprir o mandato.
	4 – Regência Araújo Lima (1837-1840): Finalizada com o golpe da Maioridade.
	Uma vez finalizado o Primeiro Reinado, sinalizando com a derrota da autocracia, foram tomadas várias medidas liberais, caracterizando esse momento, como “Avanço Liberal”. No entanto, em 1833, eclodiu a Cabanagem, uma rebelião no Pará, a Farroupilha, no Rio Grande do Sul, a revolta dos Malês e Sabinada, ambas na Bahia. Essas revoltas e o clima de agitação que delas derivaram, fortaleceram o ideal conservador e centralista, passando do “Avanço Liberal” para o “Regresso Conservador”. 
	Neste momento temos o reagrupamento dos grupos políticos: os moderados antigos participantes do “partido brasileiro” defendiam o “federalismo” e o fim da “ vitaliciedade do senado”. Os restauradores que são os antigos participantes do “partido português”, reforçados de alguns membros do “partido brasileiro” partidários do retorno de D. Pedro II. Por último, temos os exaltados denominados liberais radicais, que defendiam essencialmente a democratização da sociedade. 
A – O Avanço Liberal
	A queda de D. Pedro não trouxe de imediato a pacificação da sociedade. Em abril, eclodiram mais conflitos entre brasileiros e portugueses. Essas instabilidades, geraram uma certa paralisação comercial, pois os comerciantes lusos se retiraram do Rio de Janeiro e os brasileiros suspenderam seus negócios, gerando desemprego e aumentando ainda mais a instabilidade social.
Os moderados, beneficiários com a queda do imperador, haviam perdido o controle e estabeleceram alianças com os exaltados e conservadores para formação de um quadro dirigente: “Sociedade Defensora da Liberdade e da Independência”, quadro este que seria comandado pelo grupo mais forte, o moderado. Como atrativo, ofereceu aos exaltados a reforma constitucional, com a sociedade escolhendo presidentes provinciais e reformando o exército excluindo os radicais dos bons cargos.
Em 1831 houve a sublevação de 26º Batalhão do Rio de Janeiro, exigindo diversas medidas, dentre elas a renuncia do Ministro da Justiça: Padre Feijó. No entanto, bastou a recusa no atendimento para as tropas se recolherem ao batalhão novamente. Mesmo sem ter gerado maiores problemas, este movimento deixou claro que o governo regencial não poderia confiar nas tropas regulares. A partir desta constatação foi criada a Guarda Nacional. 
A Guarda era subordinada ao Ministro da Justiça e acabava com as milícias. A Guarda era uma força paramilitar, onde os oficiais eram eleitos por votação secreta. Assim os moderados se equipavam com uma força eficiente e fiel. Com a Guarda, os moderados controlaram a situação, se dando o luxo de afastarem os radicais do poder.
Os agrupamentos políticos mais uma vez começaram a se cristalizar no momento de discussão da reforma constitucional. Esta reforma definiu uma monarquia federativa, senado eleito e temporário e criação de Assembléias Legislativas Provinciais. O projeto foi enviado ao Senado, em reação organizou-se a defesa a Constituição Outorgada por D. Pedro I. Eram os restauradores, agora em franca oposição aos exaltados e aos moderados.
Mesmo com um restaurador na tutela, José Bonifácio, os moderados empreenderam reformas dentro do governo, reformas essas que são a base do período chamado de Avanço Liberal. As reformas se caracterizam por:
1 – Aprovada a Lei que garantia os deputados eleitos em 1833 poderes constituintes para reformar a Carta outorgada por D. Pedro.
2 – Aprovado o Código de Processo Criminal dando autonomia judiciária aos municípios, com juízes de Paz eleitos localmente, com o poder de polícia. Nota-se que esses estes eram controlados pelos proprietários locais detentores do poderes de fato.
3 – Os deputados eleitos providenciaram as seguintes Reformas Constitucionais: Assembléias Legislativas Provinciais podendo legislar sobre matérias civis e militares e instruções políticas e econômicas dos municípios. A Regência Trina foi transformada em Uma, com eleições diretas.
Estas medidas receberam o nome de Ato Adicional. O mesmo preservou a vitaliciedade do Senado, como concessão aos restauradores, além da autonomia provincial como ganho aos exaltados.
Em 1833 foi dado o golpe final para saída dos Andrada da cena política. Foi afixada na fachadada Sociedade Militar um retrato de D. Pedro I, e o medo do retorno do Imperador fez estourar uma revolta popular com o apedrejamento das sedes dos restauradores. Estava conseguido o pretexto para destituir José Bonifácio da tutoria, conseguido com a aprovação da Câmara em Dezembro de 1833. Com a morte de D. Pedro em 1834, os restauradores perderam o motivo de existir.
Assim o que polarizou a política foi a defesa ou não do Ato Adicional: os que os defendiam foram chamados de progressistas e os contrários regressistas. Os últimos se aproximavam dos antigos restauradores, defendendo o centralismo, enquanto os primeiros defendiam a descentralização. Alguns moderados, com medo da agitação popular começaram a defender a centralização, pois com o fim dos restauradores e a morte do antigo imperador o risco do absolutismo estava suspenso. No entanto, o perigo de uma rebelião popular inquietava a elite.
Nas eleições para Regência concorreram Padre Feijó e Antonio Francisco de Paula Holanda, um rico senhor de engenho pernambucano. Os progressistas apoiaram Feijó e os regressistas o seu adversário. Os progressistas saíram vitoriosos na regência, mais um ano após perderam para os regressistas nas eleições legislativas.
Feijó assumiu em 1835 e governou até 37, num momento de eclosão de diversas rebeliões espalhadas Brasil afora. Em 1836 dizia o regente:
“Nossas instituições vacilam, o cidadão vive receoso; o governo consome o tempo em vãs recomendações. Seja ele responsabilizado por abusos e omissões, dai-lhe porém, leis adaptadas as necessidades públicas, dai-lhe forças para que possa fazer efetiva a vontade nacional. O vulcão da anarquia ameaça devorar o Império. Aplicai a tempo o remédio.”
A Câmara dos Deputados, colocou-se em oposição a Feijó, dando origem a um agrupamento regressista, que foi ignorada pelo regente. Este ato foi um erro, pois o mesmo não percebeu que esse agrupamento representava os verdadeiros interesses da elite dirigente. O regente foi se isolando politicamente e diante da oposição e da falta de pulso para coibir as rebeliões, Feijó se demitiu em 1837, sendo a Regência assumida interinamente por Araújo Lima.
B – O Regresso Conservador na Regência Araújo Lima.
	O novo gabinete de Araújo Lima era composto pela maioria, ou seja, de regressistas, daí o nome de regresso conservador para este período da história. Para esta elite o liberalismo resumia-se a luta contra o despotismo de D. Pedro I. Uma vez vencido este obstáculo era necessário parar o “carro revolucionário” evitando a todo custo a democracia, que então era identificada como anarquia. Nas eleições de 1836, as graves agitações nos variados pontos do Brasil, contribuíram para eleição de uma maioria regressista para Câmara dos Deputados. Essa tendência, anti-democrática começava a se firmar no país. 
	A harmonia entre o Legislativo e Executivo, ambos regressistas, favoreceu a coesão da aristocracia, que pôde então, enfrentar com firmeza as várias rebeliões que incendiavam o país, e assim preparar terreno para a chegada ao poder de D. Pedro II.
2 – As Rebeliões Regenciais
A – A Cabanagem
	O Pará sempre fora dominado por uma camada de ricos comerciantes portugueses, aliados de altos funcionários civis e militares. Este grupo resistiu o quanto pode a declaração de Independência, só sendo sanado o problema um ano após o Grito do Ipiranga, com o envio de tropas cariocas. No entanto, a proclamação alterou muito pouco a vida da população mais pobre. Sentindo-se traído o povo se rebelou e passou a exigir a participação de seus líderes no governo provisório.
	Após alguns poucos anos de paz, as agitações retornaram a cena no momento da abdicação, pois as autoridades locais nomeadas pela regência, foram contestadas, este fato somado a falta de pulso por parte da regência provocou um clima de continua instabilidade. Para contornar as agitações a regência enviou um novo governo, e o mesmo se inclinou em estabelecer uma política repressora, que com o tempo se mostrou ineficaz, e estimulou o aparecimento de novas rebeliões, como a Cabanagem.
	Contra o novo presidente da província, estava sendo organizado um levante armado. O movimento que se irradiou de Belém para a zona rural eclodiu em 1834, onde os cabanos dominaram facilmente a capital e executaram o presidente da Província. Foi eleito como novo presidente um dos líderes do movimento, Malcher, que quando assumiu o poder, se declarou fiel ao Imperador e tratou de reprimir o movimento que o colocara no poder. 
	Enquanto o novo presidente se incompatibilizava com os Cabanos, crescia a popularidade de um novo líder: Pedro Vinagre. Quando Malcher tentou proceder um golpe contra Pedro, foi preso, executado e o novo líder passou a responder pelo poder. Surpreendentemente o mesmo seguiu a linha do seu antecessor declarando fidelidade ao Imperador, e prometendo entregar o poder a nova indicação do governo.
	Temendo pelas constantes agitações da região o governo enviou um forte aparato militar. O novo governo se resumiu a conquistar a capital, enquanto os cabanos se retiraram para o interior, onde se reagruparam, e conseguiram mais uma vez conquistar a capital e proclamar a República.
	Meses após a retomada a Coroa enviou mais uma vez uma forte esquadra, chefiada pelo brigadeiro José Francisco de Souza, que seria nomeado presidente da mesma. No momento da chegada a capital, os cabanos já sem mais forças se retiraram para o interior sofrendo violenta repressão. Como legado a cabanagem deixou o marco de ser o primeiro movimento popular a ter chegado ao poder. 
B – Revolução Farroupilha
	O nome desta rebelião se deve a roupa peculiar dos revoltosos, que buscaram a separação do restante do território nacional, liderados pelos criadores de gado da divisa com o Uruguai.
	A região platina, inicialmente ignorada na colonização, começou a ser pólo de atração devido ao porto de Buenos Aires, com a ação de contrabandistas brasileiros, ingleses, holandeses. Porém, a rivalidade luso-espanhola tornou-se sangrenta depois de que a Coroa portuguesa fundou em 1860 a Colônia de Sacramento (atual Uruguai).
	A produção de gado começou a ser inserida na região por jesuítas espanhóis, que com o passar dos anos se proliferou, tornando-se o principal atrativo da região.
	A presença luso-brasileira na região foi intensificada com a descoberta do ouro em Minas Gerais em fins do século XVII e inicio do XVIII, pois a região mais ao sul foi importante no abastecimento das minas. Para estimular a ocupação da região, a Coroa passou a praticar a doação de sesmarias, para a criação de novas estâncias produtoras de gado.
	No século XVIII a base econômica da região se solidificou com a indústria do charque (carne seca). Assim, se antes a principal atividade se restringia a pele do gado, a partir de agora a carne também passou a ser economicamente vital, sendo exportada para portos brasileiros, destinada principalmente para alimentação de escravos. Assim, quer estancieiros, que charqueadores, a economia rio – grandense ficou voltada ao mercado externo.
	Contudo as charqueadas argentinas e uruguaias se desenvolviam contando com o apoio governamental, fazendo concorrência aos produtos gaúchos.
	Após a Independência do Brasil, os gaúchos se tornaram importantes na criação de alimentos para os escravos, além de serem vitais militarmente na fronteira, pois garantiam a posse da região. No entanto, os mesmos estavam decepcionados com o poder central, na nomeação de presidentes provinciais e também devido a pesada carga de impostos cobrados. Assim, ao passo que os argentinos cobravam baixas tarifas para importação do sal (matéria básica para os charqueadores) o governo brasileiro fazia com seus impostos subir o preço do produto, fazendo com que o charque platino fosse mais competitivo do que o gaúcho.
 Os charqueadores do Rio Grande do Sul criticavam obviamente a falta de proteção aos seus produtos e o elevado custo dos produtos necessários a sua produção, fazendo com que o seu produto perdesseem competitividade para os platinos no mercado externo. Em 1838, Bento Gonçalves, um líder dos estancieiros expôs um manifesto com todo ressentimento:
 “A carne, o couro, o sebo, a graxa, alem de pagarem nas alfândegas do país, o duplo dízimo que se propuseram aliviar-nos, exigiam mais quinze por cento em qualquer dos portos do império. Imprudentes legisladores nos puseram desde este momento na linha dos povos estrangeiros, e separaram nossa província da comunidade brasileira.”.
	A peculiaridade econômica do Rio Grande a deixou propensa a defesa do federalismo e da república, base das lutas da América Espanhola, com a qual os estancieiros conviviam estritamente. Em 1834, nas eleições da Assembléia Legislativa Provincial, a maioria dos deputados eleitos eram os produtores da região, os Farrapos. Com o poder político nas mãos, estavam dispostos a derrubar os altos tributos, mesmo que para isso necessitasse desagradar a coroa. A oposição entre Assembléia e Executivo, conduziu ao confronto militar em 1835. Os rebeldes liderados por Bento Gonçalves dominaram Porto Alegre e no ano seguinte proclamaram a República RioGrandense ou de Piratini. No ano de 1837 uniu-se aos rebeldes o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, um dos principais líderes da unificação italiana. O mesmo ajudou na anexação de Santa Catarina ao movimento, com a criação da república Catarinense. Neste momento a Farroupilha atingia seu ápice, para após perder impulso por dois motivos: sua estreita base social, pois a maioria da população não aderiu a ela, e pela característica agro-exportadora da região que não permitia economicamente um desligamento do resto do Brasil.
(Cavalaria dos Farrapos)
	Em 1840 com a maioridade de D. Pedro II, foi oferecida anistia aos revoltos, mais os farrapos continuaram na luta. Somente em 1842 com a designação de Caxias (futuro duque) os farrapos foram dominados. Caxias cortou as vias de comunicação com o Uruguai, e negociou com os revolucionários para abrandar o animo revolucionário. Em março de 1845 através de um acordo entre governo e liderança farroupilha chegava ao fim o movimento, com várias concessões: anistia geral aos revoltosos, incorporação dos soldados ao exército imperial em igual posto, e devolução de terras que haviam sido confiscadas pelo governo. 	 
C- Rebelião Escrava da Bahia, ou Levante do Male (1835)
	Male se refere a forma de como os escravos adeptos a religião mulçumana eram conhecidos, uma vez que estes juntamente com os nagôs foram as etnias mais destacadas no movimento. O movimento poderia trazer conseqüências graves para os escravistas baianos caso não fosse antecipado, por delação de ex-escravos.
Os principais objetivos eram: libertar Salvador e levar a rebelião para o Recôncavo, tentando se aproveitar da insatisfação de setores livres e pobres. Embora fracassasse o levante despertou a preocupação dos setores dominantes do país. 
	Com a Corte no Brasil e a nova ordem, temos uma série de agitações políticas, fazendo emergir grupos radicais, lideranças de movimentos populares, das quais participaram muitas vezes, negros e mulatos libertos, a maioria é claro, sem caráter escravista, fato comum ao levante baiano, pela forte característica escravista da Bahia. 
	O movimento dos Malês seria realizado em Salvador, por africanos (nagôs em sua maioria), isto é, escravos trazidos do continente, no dia de uma festa religiosa, pois com o acontecimento a vigilância sobre a cidade seria relaxada. No entanto, um dia antes da data marcada para o início do movimento, um dos escravos delatou os planos para seu senhor, que então comunicou o ocorrido para um juiz de paz. A partir de então a coroa tomou as atitudes necessárias para coibir a rebelião, com a polícia invadindo casa de africanos, até chegarem ao local onde um número razoável de escravos estavam reunidos preparando os últimos aprontos para o levante. Neste momento os mesmos conseguiram fugir, encontrando o apoio necessário nas ruas de Salvador. No entanto as forças oficiais se organizaram rapidamente e conseguiram expulsar os revoltosos da cidade. Após a expulsão os mesmos foram cercados pelo quartel da Cavalaria.
	Apesar do movimento ter durado horas, foi o suficiente para inquietar as camadas senhoriais, mais não apenas destes pois era muito comum homens livres e ex-escravos, terem escravos visando um maior status social. Assim, o receio se espalhou por toda sociedade, ainda mais com o “Renascimento Agrícola” por qual passou Salvador, dinamizando novamente sua economia.
	Esse movimento, foi essencialmente anti-escravista liderado por escravos, africanos. O objetivo era tornar Salvador um território de africanos. 
D - A Sabinada (1837 – 1838)
A oportunidade perdida de democratizar a prática política, de um lado, e a insistência em manter inalterado o instituto da escravidão, de outro, praticamente fizeram aflorar todo o anacronismo do Estado brasileiro, provocando várias reações. Os sabinos da Bahia, mesmo manifestando fidelidade monárquica, proclamaram uma república provisória. Marcavam seu desejo de separação do govemo central respeitando o rei-menino, como demonstra seu programa, publicado em 1837:
"A Bahia fica desde já separada, e independente da Corte do Rio de Janeiro, e do Govemo Central, a quem desde já desconhece, e protesta não obedecer nem a outra qualquer Autoridade ou ordens dali emanadas, enquanto durar a menoridade do sr. dom Pedro II."
 Apesar da aparente participação popular na Sabinada, prevalecia entre os revoltosos a classe média. 
 Há pontos em comum entre os sabinos e os farrapos. Identificavam-se principalmente com o anticentralismo imperial: os sabinos, mais retoricamente ideológicos, e os farrapos, mais pragmáticos. É sintomático que um dos motivos imediatos da eclosão do movimento baiano seja a fuga de Bento Gonçalves da cadeia, facilitada por seus companheiros de idéias em Salvador. É que o líder baiano, o médico Francisco Sabino, que deu o nome à insurreição, cumprira pena no Rio Grande do Sul por assassinar um político conservador em 1834. No Rio Grande, Sabino conviveu com as idéias farroupilhas e ficou amigo de Bento Gonçalves.
 Só em 1836 é que Sabino voltara à Bahia. Se as idéias se assemelham, a prática é outra. Os baianos são letrados e propagam seu ideário pelos jornais. Tentam convencer o povo da justiça de sua causa.
A Sabináda obtém a vitória em 7 de novembro de 1837, com a adesão de parte das tropas do govemo. As autoridades imperiais fogem de Salvador e é proclamada a república. Os sabinos não conseguem, porém, convencer o interior da Bahia, especialmente o Recôncavo, a aderir ao movimento, cujo os grandes senhores ajudam o govemo imperial a sufocar a insurreição. O Império contra-ataca e vence, em 15 de março de 1838. O comandante no entando excede-se na repressão, incendiando Salvador e jogando nas casas em fogo os defensores da república baiana. 
 Se gente do povo é queimada, só três dos líderes são condenados à morte. Mas ninguém é executado: o próprio Sabino tem a pena comutada para degredo intemo e morre pacificamente em Mato Grosso.
 Talvez a "vingança" se explique pela perda de controle dos líderes sobre os setores mais "franceses" da insurreição. No decorrer da luta surgiram correntes agredindo a aristocracia, divulgando na imprensa suas perigosas idéias. 
 Porém essa confusão ideológica não significa ascensão do povo. É uma reação contra o apoio que a aristocracia baiana dá ao lmpério, fornecendo gente para sufocar a rebelião. Nem por isso deixou de assustar as classes dominantes.
E – Balaiada (1838 – 1841)
A Balaiada foi uma rebelião da massa maranhense desprotegida, composta por escravos, camponeses e vaqueiros, que não tinham a menor possibilidade de melhorar sua condição de vida miserável. Esses grupos sociais, que formavam a grande maioria da população pobre da província, encontravam, naquele momento, sérias dificuldades de sobrevivênciadevido à grave crise econômica e aos latifúndios improdutivos. A crise econômica havia sido causada pela queda da produção do algodão - base da economia da província - que sofria a concorrência norte-americana. 
 A massa de negros e sertanejos, cansada de ser usada pela classe dominante, terminou se envolvendo numa luta contra a escravidão, a fome, a marginalização e os abusos das autoridades e militares. Os líderes do movimento foram o vaqueiro Raimundo Gomes, o fabricante de Balaios (daí o nome) Manuel Francisco dos Anjos e o negro Cosme, chefe de um quilombo e que organizou quase três mil negros. 
 Os rebeldes chegaram a conquistar Caxias, a segunda cidade mais importante do Maranhão. Porém, a desorganização, a falta de união e divergências dos líderes e o desordenamento dos grupos , onde cada chefe agia isoladamente, facilitaram a vitória das forças militares, enviadas pelo governo. Por ter vencido os rebeldes em Caxias, Luís Alves de Lima e Silva recebeu o seu primeiro título de nobreza: Barão de Caxias. Mais tarde, ele recebeu outros títulos, inclusive o de Duque de Caxias.
CAPÍTULO 04
 O Segundo Reinado: A Hora da Aristocracia
A – O Golpe da Maioridade (1840) 
	As disputas entre progressistas e regressistas resultaram no surgimento de dois partidos: O regressista e o conservador, que se alteraram no poder ao longo do segundo reinado. Enquanto o partido liberal se organizou pelo Ato Adicional o Conservador buscou a limitação do liberalismo do Ato Adicional, com uma lei interpretativa. A Regencia começou Liberal, mais terminou Conservadora, graças a ascenção da economia cafeeira, já que o produto se tornou no principal produto na pauta de exportações, e como os líderes conservadores eram cafeeiros a liderança se explica.
	Com a abdicação de D. Pedro, o Brasil se viu em instabilidade, graças ao caráter transitório em que se apresentavam as regências, um substituto do poder legítimo. Para conter o perigo de fragmentação territorial a antecipação da maioridade de D. Pedro começou a ser cogitada. Levada a Câmara, a proposta foi aprovada, e em 1840, com 15 anos incompletos, D. Pedro jurou a Constituição e foi aclamado D. Pedro II. O proposta foi maquinada por liberais, que alijados do poder, maquinaram esse “Golpe”, para seu retorno, uma vez que comporam o primeiro ministério do Segundo Reinado.
(D. Pedro II)
 	As disputas políticas no entanto, ficaram cada vez mais sangrentas, e para controlar o país, o partido no poder tratava de eleger nas províncias, presidentes de seu agrado. Nas eleiçõs, chefes políticos tratavam de colocar nas ruas bandos armados, o governo coagia eleitores, fraudava os resultados. Essa forma de fazer política, ficou conhecida como “eleições do cacete” e deu como de se esperar a vitória aos Liberais.
B – As Medidas Anti – Liberais
	Apesar das disputas, os partidos Conservador e Liberal eram bem próximos: ambos eram compostos pelos grandes proprietários escravistas, e defendiam os mesmos interesses: eram unidos contra a participação popular nas decisões políticas, sendo a favor de uma política Anti-Liberal e Anti-Popular. Essa maior unidade foi favorecida pelo fortalecimento economico da aristocracia rural, provocado pelo café, no Vale do Paraíba, gerando o fortalecimento de três estados: São Paulo, Rio e Minas, que fortalecidas impunham ao restante da nação, seus inetresses básicos: centrealismo e marginalizaçao dos setores mais radicais e democráticos da população. 
	Para assegurar a ordem pública foi reformado o código Civil e Criminal, conferindo aos poderes locais uma maior soma de poderes, não obedecendo mais ao antigo caráter liberal, pois toda a autorodade policial e judicial ficava sobordinada ao Ministério da Justiça.
	Se no primeiro reinado foi constante os atritos entre o poder moderador e o Congresso, foi criado em 1847 a Presidencia do Conselho dos Ministros, onde o imperador nomeava o presidente do Conselho e este nomeava os demais ministros. Nascia assim o Parlamentarismo Brasileiro, bem diferente ao praticado na Europa, uma vez que no Velho Continente, o Parlamento era quem escolhia seu primeiro ministro. No Brasil o Parlamento nada podia contra os ministros, que diviam sua prestação de contas ao Imperador. Este é o que chamamos de “Parlamentarismo as Avessas”.
C – Protencionismo da Tarifa Alves Branco
	O tratado de 1810, a redução dos impostos arrecadados, e as concessões feitas ao americanos por ocosião do reconhecimento da Independência, diminuiram em muito a capacidadede arrecadação do governo brasileiro. A falta de uma produção nacional que suprisse as necessidades, fez do país uma economia dependente de fornecimento externo de produtos básicos, como alimentos, algodão... que teriam que ser adquiridos com as divisas de exportação. Economicamente, continuavamos coloniais.
	Essa distorção começou a ser corrigida em 1844, com a substituição do livre cambismo por medidas protencionistas, através da Tarifa Alves Branco, como ficou conhecida o decreto do ministro Manuel Alves Branco. As entradas de produtos no Brasil passaram a sofrer um aumento de impostos, para que assim a produção nacional pudesse fazer concorrência aos produtos do exterior. As pressões internacionais foram fortes, especialmente dos britânicos, que detinham enormes privilégios nos comércios com o Brasil. Embora a tarifa não estimulasse decisivamente o desenvolvimento de um mercado interno, foi um passo importante para isso.
D – A Abolição
	Ao tratarmos da abolição do tráfico negreiro, não podemos esquecer que tal acontecimento não foi restrito a vontade nacional, pois a influência da Inglaterra foi importante nesse sentido, face que com a Revolução Industrial e a consolidação do trabalho livre, a sociedade inglesa ficou sensível ao apelo abolicionista, dada a desumanidade que passou a ser visto o trabalho escravo. Logicamente não podemos afirmar que essa “bondade” eram mais importantes que os interesses econômicos oriundos da abolição, pois para a sociedade capitalista, o trabalho livre era essencial, uma vez que escravos não são consumidores.
	A Inglaterra passou a exigir do governo brasileiro a extinção do tráfico. Em 1815 um tratado assinado em Viena estabeleceu a proibição do tráfico acima da linha do equador. Em 1817, os governos luso-brasileiro e britânico passaram a atuar unidos na repressão ao tráfico ilícito. Em 1822 a Inglaterra exigiu o fim do tráfico como uma das exigências para o reconhecimento da emancipação do Brasil. Assim um acordo e 1826 delimitou o prazo de três anos para a extinção. Em 1831, com um atraso de dois anos foi fixada uma lei nesse sentido.
	Mesmo com essas pressões, o tráfico continuou impune no Brasil, pois toda a economia era assentada sob o trabalho escravo, e a abolição poderia comprometer nossas bases produtivas. Além disso, desde a abdicação de D. Pedro I, as classes senhoriais se apoderaram do poder político, e nenhum dos acordos assinados foi cumprido, alongando a vida do tráfico. 
	No entanto, a passividade do governo brasileiro, fez a Inglaterra assumir uma atitude extrema. Em 1845 o Parlamento britânico aprovou a Bill Aberdeen, conferindo a marinha o direito de aprisionar qualquer navio negreiro, em qualquer pate do globo.
	Ao mesmo tempo, o ideal abolicionista começa a ser espalhado em alguns setores mais letrados da sociedades, e os mesmos começam a defender a extinção do trabalho escravo. Em 1850, o governo brasileiro se curva as pressões internos e externas, e o ministro Eusébio de Queirós, promulga o fim do tráfico negreiro no Brasil. 
	Uma das principais consequencia da extinção do tráfico, foi a liberação de capital, que não sendo mais utilizado na compra de cativos, começou a ser investido em outros setores economicos. As atividades financeiras e comercias (apoiadas pelo trabalho livre) tenderam a aumentar. 
4 – A Revolução Pernambucana ou Praieira (1848 – 1850)
A – Contextualizado Pernambuco
	Assim como as revoluçõesde 1848 na Europa representaram o encerramento de um ciclo revolucionário iniciado com a Revolução Francesa, a Praieira correspondeu à última das agitações políticas e sociais iniciadas com a emancipação. 
Pernambuco era, no século XIX, a mais importante província do nordeste, graças ainda ao açúcar, e seus políticos gozavam de influência no Rio de Janeiro. Entretanto, a concentração fundiária em Pernambuco era tal, que um terço dos engenhos era propriedade de uma única família: a dos Cavalcanti. Desse modo, a totalidade dos pernambucanos dependia direta ou indiretamente de um punhado de famílias que conduzia a sociedade tendo em vista exclusivamente os seus interesses. Pernambuco concentrava ainda um numeroso grupo de comerciantes, de maioria portuguesa, que monopolizavam as trocas mercantis. A concentração da propriedade fundiária e a monopolização do comércio pelos portugueses foram os fatores de permanente insatisfação das camadas populares em Pernambuco.
B – O Partido da Praia
	Em Pernambuco existiam dois partidos: o Liberal e Conservador. O Cavalcanti dominavam o Liberal e os Rego Barros, o Conservador. Apesar dos partidos, essas duas famílias costumavam fazer acordos políticos com facilidade. 
	Porém, em 1842, membros do Partido Liberal se rebelaram e fundaram o Partido Nacional de Pernambuco - que seria conhecido como Partido da Praia. Esses inconformados pertenciam a famílias que haviam feito fortuna em época recente, na primeira metade do século XIX, e tinham como eleitores senhores de engenho, lavradores e comerciantes. Eles deixaram claro o motivo de sua atitude: acusavam o presidente da província Rego Barros de distribuir os melhores cargos administrativos somente entre os membros do Partido Conservador e a cúpula do Partido Liberal. Além dessas proposições, temos ainda do fato de que com a extinção do tráfico de escravos, o contrabando só era negligenciado a favor das duas famílias e todo o restante da sociedade passou a carecer de mão de obra. 
C - O Partido da Praia – Da ascensão a Queda
	Em 1844 os praieiros conseguiram importantes vitórias com a eleição de deputados para a Assembléia Legislativa local, que colaborou com a expulsão das poderosas famílias do poder no momento da eleição de um ministério liberal.
Uma vez instalados no governo, os praieiros adotaram os mesmos métodos dos conservadores. Demitiram em massa os funcionários da administração e da polícia que haviam sido nomeados pelos conservadores, substituindo-os pelos seus correligionários. O resultado imediato foi um grande caos administrativo. 
Para fazer face aos gastos com funcionários públicos, policiamento e obras públicas aumentaram os impostos, encarecendo assim os alimentos, e consequentemente gerando uma grande tensão social. O governo usando do sentimento anti-lusitano da população, acabou por culpar os comerciantes portugueses pela alta, provocando a perseguição dos mesmos. Nada disso amenizou o fracasso da administração. Por fim, a descoberta de inúmeras irregularidades em 1848 desmoralizou a administração.
O novo presidente, de inclinação moderada, começou a afastar os praieiros da administração, criando uma situação explosiva.
D – A Rebelião 
Sem aliados de peso na Corte, os praieiros se enfraqueceram ainda mais com o fim do domínio liberal no poder central do Rio de Janeiro e a ascensão dos conservadores sob a liderança de Pedro de Araújo Lima.
 	Tendo entre os seus principais líderes os membros da aristocracia rural pernambucana, o Partido da Praia não era propriamente radical. Mas, diante de seus poderosos inimigos políticos, os praieiros aliaram-se aos líderes mais radicais, que ajudaram a formular as principais exigências: 1 ° - Voto livre e universal do povo brasileiro; 2° - Plena liberdade de comunicar os pensamentos pela imprensa; 3° - Trabalho como garantia de vida para o cidadão; 4° - Comércio para os cidadãos brasileiros; 5° - Inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; 6° - Extinção do poder moderador e do direito de agraciar; 7° - Elemento federal na nova organização; 8° - Completa reforma do poder judicial de modo a assegurar as garantias individuais dos cidadãos. Destaca-se nas propostas a ideologia da Revolução Francesa.
	No entanto, sua rebelião tinha um caráter menos radical do o exposto no manifesto, uma vez que a principal luta era por uma participação na política de maneira irrestrita, sem a monopolização da aristocracia rural. 
O levante armado se iniciou com as demissões dos praieiros. Estes se recusaram a deixar os cargos e resistiram armados, mas sem comando unificado. Suas bases eram os engenhos, com recrutamento de combatentes entre dependentes dos senhores. 
Até o final do ano de 1848, a rebelião praieira não passava de conflitos isolados, sobretudo no interior, com ataques a vilas para intimidar os opositores ou então aos engenhos inimigos para recolher alimentos, munições e animais de carga. 
Mesmo assim, a rebelião praieira havia atingido dimensões suficientemente graves em dezembro de 1848 para que o próprio Estado imperial de interviesse. Com essa intervenção imperial, os praieiros foram obrigados a concentrar as suas forças para resistir. Porém, as suas dificuldades foram aumentando com o corte dos suprimentos de armas e munições, graças à ação de vigilância da polícia, que impediu que tais suprimentos chegassem às mãos dos rebeldes. Contando com aproximadamente 1500 combatentes divididos em duas colunas, os praieiros decidiram atacar o Recife. No confronto com as tropas governistas, os praieiros perderam. Enquanto isso, alguns praieiros fugiram para o exterior e, dos lideres aprisionados, dez foram condenados à prisão perpétua, mas anistiados em 1851.
5 – O Apogeu do Império
	
Todo o período de tranqüilidade, a superação das crises regenciais e a estabilidade política devem ser em grande parte atribuídos a economia cafeeira. A estrutura produtiva no Brasil como vem, em pouco foi alterado com a emancipação. Continuamos exportadores de base escravista e monocultores. Só que a grande prosperidade que o país alcançou se deveu a produção de um produto com larga aceitação na Europa: o Café (de origem árabe, consumido inicialmente em Veneza e difundido rapidamente para o resto da Europa). Desenvolvida em São Paulo, Rio e Minas, o café forneceu uma sólida base econômica para o domínio dos grandes proprietários e favoreceu a definitiva consolidação do Estado Nacional.
Inicialmente o café teve sua produção em torno da capital do País, o Rio de Janeiro, pois encontrou ali uma estrutura já montada (animais para o transporte, proximidade ao porto escoa dor), e aproveitou a disponibilidade da mão de obra escrava, que havia sido deixada na ociosidade após o declínio da mineração.
Além disso, o café não necessitava de grandes investimentos iniciais, como a montagem de engenho, conforme o Açúcar. O café dependia de dois fatores básicos: a terra e a disponibilização de mão de obra. Outra diferença em relação ao açúcar é em relação à separação entre a produção e a comercialização, pois no produto adocicado, as decisões dependiam do setor comercial, os senhores de engenho se tornaram sócios minoritários, enquanto que no café, como foi produzido num país recentemente emancipado, deu um maior espaço de atuação dos produtores, no escoamento, no transporte, pois os mesmos tinham boa capacidade comercial.
(Fazenda Produtora de Café no Vale Paraíba) 
Como de 1830 a 1880 o café era comercializado quase que exclusivamente pelo Brasil, o Vale do Paraíba conheceu um período de enorme prosperidade econômica, e estabilizou indiretamente da economia imperial. O café serviu ainda para manter a estrutura colonial da plantation escravista. A cafeicultura se caracterizou por sua plantação predatória e extensiva, assim dada à falta de terras em abundância, o solo se esgotou no Vale, pelo próprio desgaste natural do mesmo com a agricultura, pois os plantadores cariocas, não se utilizavam de técnicas para manter o solo, como por exemplo, a rotatividade do solo,se preocupando apenas em usar a terra até esgotá-la, e feito isso, partir para uma nova terra virgem.
Assim, com o esgotamento do solo no Vale, a produção cafeeira para fugir da decadência se direcionou ao Oeste Paulista, inicialmente em Campinas. Por encontrar um solo não tão acidentado como o do Vale, o plantio ocupava longas extensões de terras no oeste: terras essas conhecidas como roxa, de origem vulcânica, mais fértil. A regularidade do relevo favorecia ainda uma melhor qualidade do café. O transporte do Oeste, também era melhor, pois se aproveitava das redes viárias já disponíveis até o porto de Santos. Quando as plantações se distanciaram dos portos, e o transporte feito por animais não mais sanava as dificuldades, os próprios proprietários, em associações com empresas privadas, começaram a estimular a construção de ferrovias. 
Os superávits eram constantes com o café, e recolocou economia nacional no exterior. A tarifa Alves Branco aumentou as receitas estatais, o fim do tráfico de escravos, liberou capitais para serem aplicados em novas áreas. Essas condições favoreceram o aparecimento de Indústrias, Bancos, Cias. De Navegação a Vapor... 
Neste momento, de empreendedorismo, destaca-se a figura do Barão de Mauá, que veio a investir-nos mais variados setores, como transporte, produção de navios, bancos... No entanto seus empreendimentos não foram adiante com a grave crise bancária de 1864, e em 1873 o Barão falia definitivamente. 
 	
 6 – A Política Externa e a Guerra da Paraguai (1865-1870)
A – Contextualizando o Paraguai
	A posição geográfica do Paraguai o deixava completamene dependente da Argentina, pois situado no interior do prata, seus comerciantes ficavam a mercê do porto e dos comerciantes de Buenos Aires. Estava claro, que para o Paraguai o direito de navegar com segurança e a garantia de manter aberta a comunicação com o exterior eram interesses vitais.
	Diante deste quadro de completa dependência, os governos paraguaios desenvolveram uma política voltada para dentro para que assim dependesse o mínimo possível do exterior. O primeiro ditador Paraguaio, Francia, percebeu que desenvolver uma política voltada para exportação daria muitos poderes aos grandes proprietários rurais e a burguesia mercantil, além de trazer consequantemente a dependencia para com Buenos Aires, e as concessões para os Argentinos custariam a soberania do país.
	Para estimular o mercado interno houve o incentivo as pequenas e médias propriedades dirigidas ao consumo local, além do confisco das grandes propriedades e monopolização do comércio com o exterior. Assim, os traços que fizeram as peculiaridades do Paraguai foram: pequenas propriedades, estatização e ditadura.
	O segundo ditador, Carlos Antonio López, se preocupou em desenvolver a indústria. As receitas obtidas com as exportações de couro e erva mate foram gastas com o equipamento técnico do país, e a contratação de técnicos no exterior, e o envio de estudantes para o velho continente, promovendo ao Paraguai uma condição de extinção do analfabetismo, eliminação da miséria e total auto-suficiência.
B – O Confronto
	Brasil e Argentina eram os países mais fortes do continente, com interesses evidentes no estatuário do prata. O Uruguai, era um ponto de constante atrito entre as duas nações. Os uruguaios estavam dentro de uma guerra civil, com a bipolarização política entre blancos (apoiados pela Argentina) e colorados (apoiados pelo Brasil). 
	Para o Paraguai a independencia do Uruguai seria a única forma de manter o acesso aos mares, outra alternativa comprometeria o acesso e isso era intolerável. 
	O motivo imediato da guerra foi a intervenção brasileira a fovor dos colorados, desfazendo o equilibrio das forças no Prata e alarmando o Paraguai. Em represália, Solono Lopéz, apreendeu um navio brasileiro no Rio Paraguai, navio este que trazia o presidente da provincia do Mato Grosso. As relações com o Brasil foram rompidas e no mesmo mês (Novembro) o Mato Grosso foi invadido, para depois o Paraguai avançar sobre o Uruguai para tentar atingir o Rio Grande do Sul. Com esta tática já definida anteriormente, com um preparo militar adequado, o Paraguai mostrava que não estava mais a margem de Argentina e Brasil, agora o mesmo era uma força a ser olhada com cuidado, pois sua força militar era considerável.
	Diante do perigo de uma terceira potencia no continente, brasileiros e argentinos resolveram deixar em segundo plano seus problemas e com o apoio inglês, estabeleceram uma aliança. Esse apoio inglês se devia ao fato do Paraguai, com seu modelo econômico independente, não estar completamente inserido a ordem economica mundial, dominada pela Inglaterra. Assim, patrocinado pela Inglaterra em Maio de 1865 formou-se a Tríplice Aliança, com o Brasil, Argentina e Uruguai.
	O exército brasileiro era mal administrado e mal formado, sem senso de patriotismo, disciplina. Diante deste quadro, reforços eram importantes, daí a entrada da Guarda Nacional e o recrutamento maciço de negros alforriados.
	Na guerra naval do Riachuelo o Brasil impôs uma pesada derrota ao Paraguai e mostrou o seu melhor preparo naval. No ano de 1866 os aliados partiram na conquista por terra, no entanto, neste momento Argentina e Uruguai deixam a guerra, com o Brasil iria se encarregando do confronto. Com Duque de Caxias no comando do exército, em 1868 o Brasil derrotou a resistencia paraguaia em Humaitá. Em 1869, Caxias finalmente marchava sobre Assunção, e em 1870 capturava e matava Solono López, para em 1876 ser estabelecida a Paz na Conferência de Buenos Aires. 
 
C – Consequências
	Logicamente, o principal afetado pela guerra foi o Paraguai, que teve seu território devastado, a população dizimada, especiamente a masculina e alterou profundamente sua história a parir daí. 
(Chacina no Paraguai)
	Para o Brasil, as consequências foram desastrosas. A escravidão, base de nossa economia, começou a ser contestada a partir da participação dos negros no exército. Com a guerra, o exército ultrapassou em importancia a Guarda Nacional e ciente disso não aceitou mais civis em seu comando. Para a monarquia a guerra foi desastrosa, com críticas a escravidão e abertura para o ideal republicano.
7 – Declínio Imperial
A – A Política do Momento
	 Como vimos, na chefia do Gabinete dos Ministros o poder ficou dividido entre Moderados e Conservadores, que conseguiam a conciliação na questão mais importante: os escravos. Através de um acordo as facções políticas iniciaram a era da conciliação. A era se caracterizou por alternâncias políticas entre os grupos que adotavam a mesma política, quer no governo, quer na oposição.
	No entantanto acontecimentos como a guerra do Paraguai, a abolição do tráfico negreiro e o café, comprometeram o entendimento gerando as divergências, que iriam desembocar futuramente no Partido Republicano.
	Com a radicalização das posições o Imperador interferiu a favor dos conservadores. O Gabinete entrou em atrito com Caxias durante a guerra, para sanar os problemas, o Imperador nomeou para o mesmo somente conservadores, que assim estariam afinados com o Duque, encerrando a conciliação. A partir daí, as radicalizações ganharam impulso, com o ideal republicano começando a se consolidar. 
B – A Questão Escrava
	A questão central dos problemas do império se centravam na questão escravista. As pressões inglesas pelo fim da escravidão cresciam nas mesmas proporções que a opinião pública contra o regime de trabalho. Para amenizar os problemas, os senhores de terra, dependentes do modelo e cientes de que sua posição se tornava cada vez mais insustentável, se calaram no parlamento, e eram seguidos pelo governo, temeroso com os rumos que o fim do trabalho escravo poderia gerar. Em 1860 a questão do trabalhador negro se tornou pública, os debates no parlamento ganharam em intensidade com o fim da Guerra do Paraguai. O regime de trabalho estava concentrado no sul e sudeste do país. A Guerra de Secessão mostrou que o regime não tinha futuropromissor. Com a Revolução Industrial, apenas o Brasil e Cuba eram escravistas em meados do século XIX.
	Neste âmbito em 1871 foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que adaptada aos interesses escravistas propunha que os filhos de escravos nascidos a partir desta data eram considerados livres. No entanto, essa solução que para o Parlamento era considerada definitiva, apenas adiava o problema para o futuro, e isso não passou despercebido pela opinião pública.
 	Na luta contra a escravidão, publicações sobre começaram a circular, até a fundação da Confederação Abolicionista em 1883 que veio a unificar o movimento. Além do papel dos abolicionistas serem considerados importantes, o papel dos escravos não pode ser menosprezado no movimento abolicionista, face a quantidade de rebeliões, fugas, movimentos estes que nos mostram que os escravos não foram passivos neste contexto, dado que a possibilidade de uma rebelião escrava atemorizou os escravistas, enfraquecendo sua resistência ao movimento. Membros governamentais e o exército, quando não apoiavam fugas, se omitiam em relação a sua repressão.
	Em 1885 foi aprovada a Lei Saraiva – Cotegipe, ou Lei dos Sexagenários, promulgada graças ao fator da camada escravista estar naquele momento muito pressionada e se vendo obrigada a fazer novas concessões. Essa lei estabelecia a liberdade aos escravos com mais de 60 anos. Com essas características, a lei teve alcance reduzido, pois raramente um escravo chegava a essa idade, e quando chegava não era mais produtivo e assim acabava por ser “jogado” para fora da unidade produtiva sem condições de trabalhar, para viver na miséria, com o bônus de o antigo senhor não ter mais que arcar com os custos de um escravo inválido, improdutivo.
(O escravo retratado como objeto)
	Como ápice deste momento de concessões forçadas, em 1888 na ausência de D. Pedro II, Princesa Isabel, pressionada pela opinião pública e pela insistência inglesa, assumiu a regência e promulgou a Lei Áurea, extinguindo o trabalho escravo.
C – A Transição para o Trabalho Livre
	A estabilidade do setor que dava estabilidade ao Império estava comprometido com o fim do trabalho escravo: a zona cafeeira, que veio a intensificar o tráfio de escravos, num momento de que como vimos era desfavorável a essa prática. Assim o fim do escravismo passou a ser considerado por alguns cafeicultores mesmo antes de seu fim. Neste momento o Oeste Paulista estava expandindo a sua produção, e graças a esse momento histórico, os fazendeiros puderam lançar mão da imigração européia, transformando a cafeicultura numa economia capitalista, e que se adequou a substituição de regime de trabalho de uma melhor maneira do que a já sólida cafeicultura escravista do Vale do Paraíba.
	O primeiro modelo proposto aos imigrantes foram as colônias de parceria, onde os imigrantes se comprometiam a cultivar uma certa quantidade de cafeeiros, colher e beneficiar o produto e repartir o dinheiro da venda com o fazendeiro. No entanto, essa proposta fracassou, pois as frustrações do colonos eram enormes, uma vez que já chegavam ao Brasil endividados com as despesas de viajem, e tinham que arcar também com as despesas com a alimentação, que nunca eram passíveis de serem saldadas. Este fato levou a alguns países europeus proibir a imigração para o Brasil.
	A outra solução tentada foi o comércio intra-provincial de escravos que estavam nas economias decadentes do norte ou das minas. Isso troxe duas consequências básicas: agravamento da situação econômica do norte e não resolução das necessidades do sul.
	Sob a pressão abolicionista e ameaça da desorganização de seus centros de produção, os fazendeiros paulistas lançaram mão da imigração, e graças a prosperidade do Oeste Paulista conseguiram arcar com os custos de sua implementação.
	Para resolver a ineficiência do sistema de parcerias, o imigração ganhou novo impulso, quando o governo da província de São Paulo assumiu os encargos, de viajem principalmente, desonerando os fazendeiros. Em 1850 foi aprovada a Lei de Terras, que veio a regulamentar a forma do acesso as terras, isso é, as terras só poderiam se conseguidas mediante as compras. Assim os senhores dificultavam o acesso a terra às pessoas com pouco recursos, garantindo assim as suas necessidades de mão de obra.
	Os imigrantes que chegavam no Brasil foram trabalhar sob o regime de colonato, onde cada família era remunerada proporcionalmente aos pés de café entregues a ela. Além disso, recebiam uma gratificação por café colhido. No entanto, a grande vantagem aos colonos foi a possibilidade de plantar entre os cafezais produtos para sua subsistência, e poderiam inclusive vender o excedente dessa produção. Resumindo, o colonato caracterizava-se por um pagamento fixo no trato do cafezal, um pagamento que variava de acordo com a colheita e a produção direta de alimentos.
	Os fatores da existencia de disponibilidade de grandes quantidades de terras, a custos baixos para os fazendeiros, o pouco investimento na aquisição de mão de obra, já que os trabalhadores plantavam o que consumiam, fazia com que os cafezais se espalhassem no oeste. A medida que as fazendas íam aumentando, a valorização das terras próximas subiam, e se tornavam cada vez menos acessível as pessoas de baixa renda. A entrada de imigrantes acabou por ajudar na constituição do mercado de trabalho, elemento essencial para o capitalismo.
D – A Industrialização no Brasil
	Com a extinção do tráfico negreiro, o capital que até então foi empregado no comércio foi redirecionado para outras áreas econômicas, dentre elas a indústria. A industrialização do Brasil teve início or volta de 1870 estando atrelada a imigração em massa e a expansão do café. Com isso os cafeicultores acumularam capitais e diversificaram suas atividades econômicas. Além disso, a imigração e o fim da escravidão contribuiram para a formação de um mercado de trabalho, e para formação de um mercado de consumidores. As primeiras indústrias, tiveram o papel de concentrar e substituir as produções artesanais, para que na República as indústrias pudessem substituir os produtos importados. 
E – O Movimento Republicano
	A partir de 1850 o Brasil passou por transformações em suas características sócio-econômicas, com incremnto nas indústrias, nos transportes, nas técnicas de plantação e na urbanização. Dois fatores são importantes para a proclamação da república: em primeiro lugar, o governo imperial não acompanhou a modernização pelas quais o país passava, não se adaptando por tanto as suas mudanças. Além disso, o fim da escravidão dividiu a elite dominante dos grandes proprietários. Por último, vale destacar que a República teve a prticipação direta dos fazendeiros do café.
	O ideal republicanos esteve presentes em movimentos anti-coloniais, como a Inconfidência Mineira e outros. No etento o ideal era vinculado a oposição a colônia, mais em fins do século XIX o ideal renasce em plena capital do Império.
	O ponto de partida para a República situou-se no lançamento do Manifesto Republicano em 1870. O conservadorismo do manifesto pode ser notado:
“Como homens livres e essencialmente subordinados aos interesses de nossa pátria, não é nossa intenção convulsionar a sociedade em que vivemos”
	Os republicanos se aproximavam dos liberais na questão da necessidade de reformas para se evitar revolução. O Manifesto foi aceito em Minas e São Paulo, verdadeiros núcleos republicanos, não tendo a mesma aceitação em outras províncias. O ideal republicano foi prejudicado pela sua falta de identidade própria face os estreitos laços com os liberais, que apesar dos pontos em comum, eram monarquistas. Somente em 1878, passaram a agir de forma idependentes e ganharam identidade.
	Outro ideal importante foi o federalismo. Os presidentes provincias sempre estavam direcionados as determinações do poder central, pouco se importando com os problemas internos das províncias. O grande problema era que a administração central estava emperrada não acompanhando a modernização pelaqual passava o país e acabava por atravancar economicamente províncias promissoras com a de São Paulo.
	Isso se devia ao fato de que os ocupantes dos altos cargos do governo eram decidos por tradição, afastando das tomadas de decisões os setores mais dinâmicos, como os cafeicultores paulistas. Assim, o império por estes passou a ser visto como inadequado. Com isso o federalismo emergiu e se associou ao republicanismo.
	Os republicanos eram contrários a revolução violenta, sendo seguigores do positivismo, e chegaram a fundar com base nessa ideologia a ordem “Igreja Positivista do Brasil” em 1881, que teve uma influência desciva na política após a proclamação.
	O positvismo brasileiro era anti-revolucionário, elitista e ditatorial, acreditando que a evolução histórica do país o faria chegar na república, daí o seu caráter passivo.
F – A Proclamação da República
	No Brasil a religião oficial era a católica, garantida com a instituição do padroado, onde o imperador nomeava seus clérigos para os cargos mais importantes da Igreja, e as bulas papais só seriam aceitas com o aceite do imperador. O Papa em mais uma de suas bulas condenou as maçonarias e inetriditou padres e fiéis de pertecerem aos seus quadros. Dado o grande número de religiosos ligados a maçonaria no Brasil, essa bula não foi aceita. Em 1872 os bispos de Olida e Belém decidiram aplicar as determinações do papa e suspendeu irmandades que não cumpriram as determinações papais. O imperador resolveu anular as suspensões, mais como os bispos se mantiveram irredutíveis, foram julgados e condenados pela ordem imperial. A prisão, mesmo com o posterior perdão foi considerada uma afronta a Igreja, e esta afastou-se do Império. Este fato é o que na história designamos de Questão Religiosa. 
 	O Exército ganhou forma, conciência e importância com a Guerra do Paraguai e começou a mostrar descontentamento com o tratamento dado pelo poder imperial. Sua queixas acabaram se tornando públicas, com a difusão do ideal republicano e positivista em seus quadros. No entanto, os militares estavam proibidos de se manifestarem pela imprensa sobre questões internas. A Questão Militar teve início em 1884, quando o Ceará se tornou o primeiro estado a abolir a escravidão, e o jangadeiro cearence Francisco Nascimento (Dragão do Mar), considerado herói por liderar os jangadeiros locais a não transportar negros africanos, foi convidado a ir a Corte para receber homenagens de abolicionistas, sendo recebido na Escola de Tiros em Campos, pelo coronel Sena Madureira. Quando a imprensa noticiou tal recepção, o Ministro da Guerra tratou de interpelar Madureira, mais este alegando ser subordinado ao Conde D’Eu não lhe deveria explicações. Este foi o primeiro de muitos descontentamentos e tensões dentro de Exército com comporam a Questão Militar, protagonizada pelo coronel Ernesto Augusto de Cunha Matos. Este em visita as tropas do Piauí denunciou irregularidades praticadas pelo capitão Pedro Lima, do partido Conservador. Um deputado do mesmo partido saiu em defesa do correligionário e fez ataques a Cunha Matos. Isto provocou profundas discussões na Câmara, onde o Ministro da Guerra compareceu ao Senado para discutir o assunto. Sena Madureira, publicou um artigo defedendo Cunha Matos e foi punido pelo Ministro da Guerra. Estes fatores serviram para difundir o ideal republicano e acabou por afastar os militares do Imperador, dando origem ao golde de 15/11/1889.
	Como resposta a situação crítica, o Império promoveu reformas para amenizar as distenções. Na apresentação na Câmara, esta dominada pelos conservadores, o projeto foi rejeitado. Como resposta o governo dissolveu a Câmara e convocou uma nova para 20/11/1989. A dissolução gerou inquietações e os Partidos Republicanos de Minas e Rio solicitaram a intervenção militar. O Exército se mostrou sensível ao apelo. Em 11 de Novembro, líderes republicanos se reuniram com Deodoro da Fonseca, para que este liderasse o movimento de depor a Monarquia. Deodoro aceitou e em 15 de Novembro de 1889 era deposta a Monarquia. 
Exercícios: Enem
1) Negro, filho de escrava e fidalgo português, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia.
Nascido livre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do direito o seu ofício e transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa abolicionista. AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de Hist.ia. Ano 1, n.o 3. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado).
A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica:
a) impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado.
b) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade.
c) rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social.
d) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português.
e) troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo.
2) Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai. CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado). O imperialismo inglês, "destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre". Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos
E não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão. (DORATIOTO). F. Maldita guerra: nova hist.ia da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002
(adaptado). Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre:
a) a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.
b) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
c) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
d) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.
e) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.
(3) Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil. Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:
• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, fugindo de um possível ataque de Napoleão.
• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil.
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas ato antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra portuguesa.
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I.
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.
GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado) Uma das consequências desses eventos foi:
a) a decadência do impériobritânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros,
b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus domínios.
c) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.
d) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a comunicação antes de 1808. 
e) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua
família.
4) Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil. Alvará de liberdade para as indústrias (1.o de Abril de 1808). In Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).
O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou. Que características desse período explicam esse fato?
a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas.
b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas redes de comércio.
c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa.
d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no comércio interna - nacional.
e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas.
5)
Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos
Representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos "barões do café", para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro. O contexto do Período Regencial foi marcado:
a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.
b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.
c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.
d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos "barões do café".
e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.
6) Na democracia estadunidense, os cidadãos são incluídos na sociedade pelo exercício pleno dos direitos políticos e também pela ideia geral de direito de propriedade. Compete ao governo garantir que esse direito não seja violado. Como consequência, mesmo aqueles que possuem uma pequena propriedade sentem-se cidadãos de pleno direito. Na tradição política dos EUA, uma forma de incluir socialmente os cidadãos é:
A submeter o indivíduo à proteção do governo.
B hierarquizar os indivíduos segundo suas posses.
C estimular a formação de propriedades comunais.
D vincular democracia e possibilidades econômicas individuais.
E defender a obrigação de que todos os indivíduos tenham propriedades.
7) Na década de 30 do século XIX, Tocqueville escreveu as seguintes linhas a respeito da moralidade nos EUA: “A opinião pública norte-americana é particularmente dura com a falta de moral, pois esta desvia a atenção frente à busca do bem-estar e prejudica a harmonia doméstica, que é tão essencial ao sucesso dos negócios. Nesse sentido, pode-se dizer que ser casto é uma questão de honra”. TOCQUEVILLE, A. Democracy in America. Chicago: Encyclopædia Britannica, Inc., Great Books 44, 1990 (adaptado). Do trecho, infere-se que, para Tocqueville, os norte americanos do seu tempo:
A buscavam o êxito, descurando as virtudes cívicas.
B tinham na vida moral uma garantia de enriquecimento rápido.
C valorizavam um conceito de honra dissociado do comportamento ético.
D relacionavam a conduta moral dos indivíduos com o progresso econômico.
E acreditavam que o comportamento casto perturbava a harmonia doméstica.
8) No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados Todos devem se acabar, Porque só pardos e pretos O país hão de habitar. AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907. O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende:
A dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
B da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole, como ocorreu na Noite das Garrafadas.
C do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.
D do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.
E da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de uma república negra, a exemplo do Haiti.
9) A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos. K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37. Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que:
A colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse continente.
B a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente.
C o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil.
D a exploração da África decorreu do movimento de expansão européia do início da Idade Moderna.
E a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa.
10) Após a Independência, integramo-nos como exportadores de produtos primários à divisão internacional do trabalho, estruturada ao redor da Grã-Bretanha. O Brasil especializou-se na produção, com braço escravo importado da África, de plantas tropicais para a Europa e a América do Norte. Isso atrasou o desenvolvimento de nossa economia por pelo menos uns oitenta anos. Éramos um país essencialmente agrícola e tecnicamente atrasado por depender de produtores cativos. Não se poderia confiar a trabalhadores forçados outros instrumentos de produção que os mais toscos e baratos. O atraso econômico forçou o Brasil a se voltar para
fora. Era do exterior que vinham os bens de consumo que fundamentavam um padrão de vida “civilizado”, marca que distinguia as classes cultas e “naturalmente” dominantes do povaréu primitivo e miserável. (...) E de fora vinham também os capitais que permitiam iniciar a construção de uma infraestrutura de serviços urbanos, de energia, transportes e comunicações. Paul Singer. Evolução da economia e vinculação internacional. In: I. Sachs; J. Willheim; P. S. Pinheiro (Orgs.). Brasil: um século de transformações. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 80. Levando-se em consideração as afirmações acima, relativasà
estrutura econômica do Brasil por ocasião da independência política (1822), é correto afirmar que o país:
A se industrializou rapidamente devido ao desenvolvimento alcançado no período colonial.
B extinguiu a produção colonial baseada na escravidão e fundamentou a produção no trabalho livre.
C se tornou dependente da economia européia por realizar tardiamente sua industrialização em relação a outros países.
D se tornou dependente do capital estrangeiro, que foi introduzido no país sem trazer ganhos para a infraestrutura de serviços urbanos.
E teve sua industrialização estimulada pela Grã-Bretanha, que investiu capitais em vários setores produtivos.
11) Lei Eusébio de Queirós (fim do tráfico negreiro)
Lei do Ventre Livre (liberdade para os filhos de escravos nascidos a partir dessa data)
Lei dos Sexagenários (liberdade para os escravos maiores de 60 anos)
Lei Áurea (abolição da escravatura)
1850 1871 Abolição da escravatura
1885 1888 Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta.
A O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país.
B O primeiro passo para a abolição da escravatura foi à proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em cativeiro.
C Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos.
D Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no Brasil.
E Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis antiescravidão no Brasil.
12) Um dia, os imigrantes aglomerados na amurada da proa chegavam à fedentina quente de um
porto, num silêncio de mato e de febre amarela. Santos. — É aqui! Buenos Aires é aqui! — Tinham trocado o rótulo das bagagens, desciam em fila. Faziam suas necessidades nos trens dos animais onde iam. Jogavam-nos num pavilhão comum em São Paulo. — Buenos Aires é aqui! — Amontoados com trouxas, sanfonas e baús, num carro de bois, que pretos guiavam através do mato por estradas esburacadas, chegavam uma tarde nas senzalas donde acabava de sair o braço escravo. Formavam militarmente nas madrugadas do terreiro homens e mulheres, ante feitores de espingarda ao ombro. Oswald de Andrade. Marco Zero II –
Chão. Rio de Janeiro: Globo, 1991.
Levando-se em consideração o texto de Oswald de Andrade e a pintura de Antonio Rocco reproduzida acima, relativos à imigração européia para o Brasil, é correto afirmar que:
A visão da imigração presente na pintura é trágica e, no texto, otimista.
B a pintura confirma a visão do texto quanto à imigração de argentinos para o Brasil.
C os dois autores retratam dificuldades dos imigrantes na chegada ao Brasil.
D Antonio Rocco retrata de forma otimista a imigração, destacando o pioneirismo do
imigrante.
E Oswald de Andrade mostra que a condição de vida do imigrante era melhor que a dos ex escravos.
13) Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto
Colonial. Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos governados. Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo
foram retomados com maior vigor e amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.
Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar. Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações). Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a opção correta.
A A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas se baseavam em princípios e ideais opostos.
B O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-americana no apoio ao absolutismo esclarecido.
C Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento dos direitos considerados essenciais à dignidade humana.
D Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da independência norteamericana.
E Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das colônias ibéricas situadas na América.
14) O abolicionista Joaquim Nabuco fez um resumo dos fatores que levaram à abolição da escravatura com as seguintes palavras: “Cinco ações ou concursos diferentes cooperaram para o resultado final: 1.º) o espírito daqueles que criavam a opinião pela idéia, pela palavra, pelo sentimento, e que a faziam valer por meio do Parlamento, dos meetings [reuniões públicas], da imprensa, do ensino superior, do púlpito, dos tribunais; 2.º) a ação coercitiva dos que se propunham a destruir materialmente o formidável aparelho da escravidão, arrebatando os escravos ao poder dos senhores; 3.º) a ação complementar dos próprios proprietários, que, à medida que o movimento se precipitava, iam libertando em massa as suas ‘fábricas’; 4.º) a ação política dos estadistas, representando as concessões do governo; 5.º) a ação da família imperial.” Joaquim Nabuco. Minha formação. São Paulo: Martin Claret, 2005, p. 144 (com adaptações). Nesse texto, Joaquim Nabuco afirma que a abolição da escravatura foi o resultado de uma luta:
A de idéias, associada a ações contra a organização escravista, com o auxílio de proprietários que libertavam seus escravos, de estadistas e da ação da família imperial.
B de classes, associada a ações contra a organização escravista, que foi seguida pela ajuda de proprietários que substituíam os escravos por assalariados, o que provocou
a adesão de estadistas e, posteriormente, ações republicanas.
C partidária, associada a ações contra a organização escravista, com o auxílio de proprietários que mudavam seu foco de investimento e da ação da família imperial.
D política, associada a ações contra a organização escravista, sabotada por proprietários que buscavam manter o escravismo, por estadistas e pela ação
republicana contra a realeza.
E religiosa, associada a ações contra a organização escravista, que fora apoiada por proprietários que haviam substituído os seus escravos por imigrantes, o que resultou
na adesão de estadistas republicanos na luta contra a realeza.
01. (MACKENZIE) Do ponto de vista político, podemos considerar o Período 
Regencial como:
 
 a) uma época conturbada politicamente, embora sem lutas separatistas que 
comprometessem a unidade do país;
 b) um período em que as reivindicações populares, como direito de voto, 
abolição da escravidão e descentralização política, 
foram amplamente atendidas;
 c) uma transição para o regime republicano que se instalou no país a 
partir de 1840;
 d) uma fase extremamente agitada com crises e revoltas em várias 
províncias, geradas pelas contradições daselites, classe 
média e camadas populares;
 e) uma etapa marcada pela estabilidade política, já que a oposição ao 
Imperador Pedro I aproximou os vários segmentos 
sociais, facilitando as alianças na Regência.
 
02. Durante o Período Regencial:
 
 a) A monarquia imperial foi extinta, instaurando-se em seu lugar uma 
república Federalista.
 b) Os regentes governaram de forma absoluta, fazendo uso indiscriminado do 
Poder Moderador.
 c) As facções federalistas criaram a Guarda Nacional, um eficiente 
instrumento militar de oposição ao Exército regular da 
Regência.
 d) Nenhum regente fez uso do Poder Moderador, o que, de certa maneira, 
permitiu a prática do Parlamentarismo.
 e) As camadas populares defenderam a proclamação de República e a extinção 
da escravidão.
 
03. (UFGO) O Período Regencial apresentou as seguintes características,menos:
 
 a) Durante as Regências surgiram nossos primeiros partidos políticos: o 
Liberal e o Conservador.
 b) O Partido Liberal representava as novas aspirações populares, 
revolucionárias e republicanas.
 c) Foi um período de crise econômica e social que resultou em revoluções 
como a Cabanagem e a Balaiada.
 d) Houve a promulgação do Ato Adicional à Constituição, pelo qual o 
regente passaria a ser eleito diretamente pelos 
cidadãos com direito de voto.
 e) Formaram-se as lideranças políticas que teriam atuação marcante no II 
Reinado.
 
04. (UNITAU) Sobre o Período Regencial (1831 - 1840), é incorreto afirmar que:
 
 a) foi um período de intensa agitação social, com a Cabanagem no Rio 
Grande do Sul e a guerra dos Farrapos no Rio de 
Janeiro;
 b) passou por três etapas: regência trina provisória, regência trina e 
regência una;
 c) foi criada a Guarda Nacional, formada por tropas controladas pelos 
grandes fazendeiros;
 d) através do Ato Adicional as províncias ganharam mais autonomia;
 e) cai a participação do açúcar entre os produtos exportados pelo Brasil e 
cresce a participação do café.
 
05. (UFS) " ... desligado o povo rio-grandense da comunhão brasileira, reassume 
todos os direitos da primitiva liberdade; usa 
destes direitos imprescritíveis constituindo-se República Independente; toma na 
extensa escala dos Estados Soberanos o lugar 
que lhe compete ..."
Na evolução histórica brasileira, pode-se associar as idéias do texto à:
 
 a) Sabinada
 b) Balaiada
 c) Farroupilha
 d) Guerra dos Emboabas
 e) Confederação do Equador
 
06. "Em 1835, o temor da "haitianização" que já era comum entre muitos políticos 
do Primeiro Reinado, cresceu ainda mais 
depois da veiculação da estarrecedora notícia: milhares de escravos se 
amotinaram a ameaçavam tomar a capital da 
província." 
O texto acima trata da: 
 
 a) Balaiada ocorrida no Maranhão; 
 b) Revolta dos Quebra-Quilos, verificada em Alagoas; 
 c) Abrilada, detonada no Rio de Janeiro; 
 d) Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia; 
 e) Revolta do "Maneta", destravada em Pernambuco. 
 
 
07. (MACKENZIE) Marque a alternativa que completa corretamente o texto seguinte: 
 
 "As causas da ___________ eram anunciadas por Bento Gonçalves no manifesto 
de 29 de agosto 
 de 1838, denunciando as altas tarifas sobre os produtos regionais: ouro, 
sebo, charque e graxa, política esta responsável pela separação da província de 
São Pedro do Rio Grande do Sul da Comunidade Brasileira." 
 
 a) Cabanagem 
 b) Balaiada 
 c) Farroupilha 
 d) Sabinada 
 e) Confederação do Equador 
 
 
08. (UCSAL) Durante as primeiras décadas do Império, a Bahia passou grande 
agitação política e social. Ocorreram várias r
evoltas contra a permanência de portugueses que haviam lutado contra os baianos 
na Guerra da Independência. Entre as 
revoltas a que o texto se refere pode-se destacar, a: 
 
 a) Farroupilha 
 b) Praieira 
 c) Balaiada 
 d) Cabanagem 
 e) Sabinada 
 
 
09. (FUVEST) A Sabinada que agitou a Bahia entre novembro de 1837 e março de 
1838: 
 
 a) tinha objetivos separatistas, no que diferia frontalmente das outras 
rebeliões do período; 
 b) foi uma rebelião contra o poder instituído no Rio de Janeiro que contou 
com a participação popular; 
 c) assemelhou-se à Guerra dos Farrapos, tanto pela posição anti-escravista 
quanto pela violência e duração da luta; 
 d) aproximou-se, em suas proposições políticas, das demais rebeliões do 
período pela defesa do regime monárquico; 
 e) pode ser vista como uma continuidade da Rebelião dos Alfaiates, pois os 
dois movimentos tinham os 
 mesmos objetivos. 
 
10. (UMC) O Golpe da Maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D. Pedro 
II a imperador do Brasil, foi justificado como 
sendo: 
 
 a) uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas sucessivas 
rebeliões provinciais; 
 b) o único caminho para que o país alcançasse novo patamar de 
desenvolvimento econômico e social; 
 c) a melhor saída para impedir que o Partido Liberal dominasse a política 
nacional; 
 d) a forma mais viável para o governo aceitar a proclamação da República e 
a abolição da escravidão; 
 e) uma estratégia para impedir a instalação de um governo ditatorial e 
simpatizante do socialismo utópico. 
11. (FATEC) No século XIX, a Inglaterra pressionou diversos países para acabar 
com o protecionismo comercial e com a 
existência do trabalho compulsório. Esta situação culminou, em 1845, com o "Bill 
Aberdeen". Neste contexto o Brasil sancionou, 
em 1850, a "Lei Eusébio de Queirós" tratando: 
 
 a) da extinção do sistema de parceria na lavoura cafeeira; 
 b) da manutenção dos arrendamentos de terras; 
 c) da extinção do tráfico indígena entre o norte e o sul do país; 
 d) da manutenção do sistema de colonato na lavoura canavieira; 
 e) da extinção do tráfico negreiro. 
 
 
12. A vida político-partidária do Segundo Reinado estava marcada pela disputa 
entre o Partido Conservador e o Partido Liberal. 
Os dois partidos se caracterizavam por, exceto: 
 
 a) defender a monarquia e a preservação do "status quo"; 
 b) representar os interesses da mesma elite agrária; 
 c) possuir profundas diferenças ideológicas e de natureza social; 
 d) ter origem social semelhante; 
 e) alternarem-se no poder, com predomínio dos conservadores. 
 
 
13. (UCSAL) A Tarifa "Alves Branco", de 1844, como ficou conhecido o decreto do 
Ministro da Fazenda, foi uma medida de caráter: 
 
 a) reformista 
 b) monopolista 
 c) protecionista 
 d) mercantilista 
 e) cooperativista 
 
 
14. (UCSAL) A introdução da mão-de-obra do imigrante na economia brasileira 
contribuiu para a: 
 
 a) desestruturação do sistema de parceria na empresa manufatureira; 
 b) implantação do trabalho assalariado na agricultura alimentícia; 
 c) expansão do regime de co-gestão nas indústrias alimentícias; 
 d) criação de uma legislação trabalhista voltada para a proteção do 
trabalho; 
 e) reordenação da estrutura da propriedade rural nas áreas de produção 
açucareira. 
 
 
15. (UBC) A Lei de Terras de 1850 garantia que no Brasil: 
 
 a) os escravos, após sua libertação, conseguissem um lote de terras para o 
cultivo de subsistência; 
 b) os brancos pobres ficassem ligados como meeiros aos grandes 
proprietários de terras; 
 c) todas as terras fossem consideradas devolutas e, portanto, colocadas à 
disposição do Estado; 
 d) a posse de terra fosse conseguida mediante compra, excluindo as camadas 
populares e os imigrantes europeus da 
possibilidade de adquiri-la. 
 e) n.d.a. 
 
16. (UNIFENAS) A Questão Christie refere-se a: 
 
 a) Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai. 
 b) Atritos entre a Inglaterra e diversos países da América Latina. 
 c) Aliança da Inglaterra com a Argentina contra o Brasil. 
 d) Atritos entre a Inglaterra, Argentina e Uruguai. 
 e) Atritos diplomáticos entre Inglaterra e Brasil. 
 
 
17. (UBC) Na Guerra do Paraguai (1865 - 1870), o Brasil teve como aliados: 
 
 a) Bolívia e Peru 
 b) Uruguai e Argentina 
 c) Chile e Uruguai 
 d) Bolívia e Argentina 
 e) n.d.a. 
 
 
18. (FGV) "Será o suplício da Constituição, uma falta de consciência e de 
escrúpulos, um verdadeiro roubo, a naturalização do 
comunismo, a bancarrota do Estado, o suicídio da Nação." 
No texto acima, o deputado brasileiro Gaspar de Silveira Martins está 
criticando: 
 
 a) a proposta de Getúlio Vargas de reduzir a remessa de lucros; 
 b) o projeto da Lei dos Sexagenários, do gabinete imperial da Dantas;c) o projeto de legalizar o casamento dos homossexuais, de Marta Suplicy; 
 d) a proposta de dobrar o salário mínimo, de Roberto de Campos; 
 e) o projeto de Luís Carlos Prestes de uma "República Sindicalista". 
 
 
19. (FAZU) As estradas de ferro brasileiras, no Segundo Reinado, 
concentravam-se, sobretudo, nas regiões de produção: 
 
 a) do fumo 
 b) do milho 
 c) do cacau 
 d) do café 
 e) do feijão 
 
 
20. (FESP) Assinale a alternativa que não contém uma característica referente ao 
período do Segundo Reinado (1845 - 1889): 
 
 a) fim do tráfico negreiro; 
 b) elaboração da primeira Constituição brasileira; 
 c) domínio do café no quadro das exportações brasileiras; 
 d) início da propaganda republicana; 
 e) participação na Guerra do Paraguai. 
 
Gabarito 
1 – D 2 – D 3 – B 4 – A 5 – C 6 – D 7 – C 8 – E 9 – B 10 – A 11 – E 12- C 13 – C 14 – B 15 – D 16 – E 17 –B 18 – B 19 – D 20 – B 
Questões Abertas
1 – Caracterize o Ato Adcional de 1834. Por que ele significou “ O Avanço Liberal”
2 – Identifique a posição política dos regressistas e progressistas.
3 – Dentre as rebeliões que eclodiram durante o período regencial, a Guerra dos Farrapos foi a mais longa e de resultados efetivos, uma vez que os rebeldes conseguiram dominar um território e nele instalar um governo próprio.
Qual a origem e o objetivo principal da Revolução Farroupilha?
4 – Em 1850 foi decretada no Brasil a Abolição do Tráfico de Escravos. Estabeleça a relação existente entre: A) Inglaterra B) Revolução Industrial C ) Abolição do Tráfico de Escravos no Brasil. 
5 – Ao contrário do Tratado de Comércio e Navegação de 1810, a Tarifa Alves Branco de 1844 consagra a predominância dos interesses britânicos na economia brasileira. Esta correta ou errada essa afirmação? Justifique.
6 – Dentre as rebeliões internas ocorridas no Brasil, no Segundo Reinado, qual sentido social que se atribui a Revolução Praieira?
7 – Explique a diferenciação da produção cafeeira para a açucareira e o porque da expansão da cafeicultura no Brasil, ressaltando sua importância para estabilidade do Segundo Reinado.
8 – Caracterize em linhas gerais a originalidade do modelo paraguaio e o porque que suas características fizeram desembocar na Guerra do Paraguai.
9 – Explique as circunstancias políticas no Uruguai que fizerem emergir a Guerra em seu vizinho, Paraguai.
10 – Caracterize o Regime do Colonato.
11 – Nas condições históricas em que se deu a Proclamação da República, estabeleça a relação entre:
a) Movimento Rebublicano
b) Questão Militar.
 
UFJF- CURSO PRÉ VESTIBULAR 2012
HISTÓRIA- PROFESSOR: DAVID MILITÃO 
2012
CAPÍTULO 05
CONQUISTA E COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA
1 - A EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA:
ANTECEDENTES:
	A crise do século XIV também alcançou a Península Ibérica, diminuindo a população, provocando o êxodo para as cidades e revoltas camponesas. Além disso, os metais preciosos com que se cunhavam moedas tornavam-se cada vez mais escassos.
No caso de Portugal a crise foi contornada com o processo de Expansão Marítima, onde as atividades comerciais já representavam um fator importante na economia da região. 
Essa expansão comercial marítima tinha duplo interesse: A Burguesia que teria mais lucros e prestígio social e ao Rei que teria mais terras poderes e riquezas.
Domínios do Império Português no século XIV.
RAZÕES DO PIONEIRISMO:
Portugal foi o primeiro país europeu a lançar-se no processo de expansão marítima, sendo que isso não ocorreu por acaso.
Posição Geográfica favorável: Por ser banhado em toda sua costa pelo oceano Atlântico, além de ser ponto de escala comercial.
Burguesia ávida por novos lucros: Mesmo não sendo a mais forte da Europa, a Burguesia Lusa – como as demais – visava aumentar exponencialmente e no menor intervalo de tempo possível, seus lucros comerciais. A Burguesia foi o principal agente das grandes navegações.
Ausência de Guerras: No século XV, Portugal era um país sem guerras internas, enquanto outros estavam envolvidos em diversos conflitos militares. A Espanha, por exemplo, ainda lutava pela expulsão dos árabes; A França e a Inglaterra lutam entre si num longo conflito conhecido como Guerra dos Cem Anos. Esses conflitos contribuíram para atrasar a entrada desses países no processo das grandes navegações.
Avançada arte náutica: Através da escola de Sagres (1446), os portugueses haviam se aperfeiçoado na arte de navegar e aprimoravam os instrumentos de navegação.
Além da Bússola, do Astrolábio, e das novas Cartas Náuticas, a Caravela foi um dos maiores avanços: possibilitou viagens mais longas, com maior carga e mais afastadas da costa, além da mobilidade possível através do posicionamento de suas velas, maus tardes estas embarcações foram modificadas e modernizadas dando segmento as Naus (nave em latim).
Centralização Monárquica: Com a Revolução de Avis (Que colocou no poder D. João, ligado aos interesses da Burguesia comercial), Portugal conseguira antes de outras nações européias, centralizar o governo, criando o Estado moderno associado aos interesses mercantis. Esse fator junto com a aliança Rei + Burguesia, foi um dos fatores mais importantes para o processo de expansão marítima.
Crise Agrícola: O solo Português não era dos mais favoráveis ao desenvolvimento agrícola. Eram freqüentes as crises de produção que provocavam a fuga do campo para as cidades litorâneas. Nessas cidades, os camponeses foram absorvidos pelo trabalho do comércio marítimo.
Mercantilismo: Conjunto de medidas ou “práticas econômicas” do período de transição do feudalismo para o capitalismo, caracterizado principalmente pela intervenção do Estado na Economia, mas também: Metalismo; Balança comercial favorável; Incentivo a manufaturas; Incentivo a construção naval; Protecionismo alfandegário; Colonialismo; Pacto colonial.
EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA:
O marco inicial da expansão ultramarina portuguesa foi a conquista de Ceuta (1415), situada na costa marroquina, importante comercial e estrategicamente para a expansão árabe, simbolizava o poderio muçulmano. Como desta região saíam expedições piratas árabes, a conquista foi justificada por Portugal como sendo uma reação Cristã aos ataques Muçulmanos.
Entretanto, a burguesia lusitana saiu frustrada em seus objetivos. A intenção era interceptar as caravanas de ouro, marfim, pimenta e escravos que faziam paradas em Ceuta. Mas foram tantos os assassinatos, roubos, depredações, que os árabes caravaneiros partiram para outras rotas que os livrassem dos cristãos portugueses. Essa foi a razão pela qual Portugal passou a buscar caminhos para chegar diretamente às fontes de mercadorias orientais. Em 1454, com a conquista de Constantinopla pelos turcos tornou-se ainda mais importante alcançar as Índias por mar.
A aventura marinha portuguesa foi chamada de Périplo Africano, já que pretendia alcançar as Índias contornando a costa da África, o que foi realizado no decorrer do século XV. A medida que atingiam novas regiões, criavam-se feitorias (pontos no litoral onde construíam fortes, e ali permaneciam alguns homens que realizavam trocas com os nativos) sem projeto de colonização ou organização de produção agrícola, buscando-se apenas o lucro advindo de negociação de produtos da região conquistada.
Na segunda década do séc. XV, as Ilhas Atlânticas dos arquipélagos de Açores, Madeira e Cabo Verde foram ocupadas por Portugal. Em 1434, os portugueses chegaram ao Cabo Bojador. O líder ad expedição, Gil Eanes, constatou então a existência de um oceano de fácil navegação ao sul. Em 1460, já se realizava um lucrativo comércio de escravos, desde Senegal até Serra Leoa. Dois anos maistarde Pedro Sintra descobria o cobiçado ouro de Guiné.
Em 1488 foi transposto o Cabo da Boa esperança. Comandados por Bartolomeu Dias, os portugueses ultrapassaram o turbulento mar da região, e cruzaram o extremo sul africano e chegaram ao Oceano Índico.
Em 1498, Vasco da Gama completou a epopéia marítima portuguesa aportando em Calicute, nas Índias. Para se ter uma idéia da importância e lucratividade do acontecimento, basta mencionar que os navios de Vasco da Gama trouxeram, em apenas uma viagem, o que os venezianos conseguiam transportar por terra durante um ano.
No final do século XV, Portugal detinha a exclusividade da rota atlântica das especiarias e dos artigos de luxo – o mais importante setor do comércio internacional.
A ESPANHA E O DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA:
Convém lembrar, mais uma vez, a conexão que existiu entre a centralização política e a expansão comercial. Assim, a medida que outros reinos se unificavam, laçavam-se também para a expansão marítima
Concomitantemente a expansão portuguesa que ia desvendando os segredos dos mares e ampliando o seu comércio junto às regiões da costa africana, a Espanha ainda via-se envolvida em conflitos bélicos pela expulsão dos mouros da parte sul de suas possessões (Granada).
Vale lembra também, que a Espanha, por exemplo, conseguiu a sua unificação política com o casamento de dois reis católicos: Fernando de Aragão e Isabel de Castela (1469). A partir daí, eles intensificaram o movimento da Reconquista, expulsando os mouros em 1942 e conseguindo assim unificar seu território.
Com a expulsão dos mouros, os Reis Fernando e Isabel decidiram patrocinar uma expedição de um navegador que anunciado um audacioso plano de atingir as Índias: Cristóvão Colombo.
	No mesmo ano os reis católicos iniciaram a expansão ultramarina espanhola, financiando uma expedição que comandada por Cristóvão Colombo , pretendia chegar as Índias navegando pelo Ocidente. Aconteceu que Colombo acabou “encontrando” um novo continente: a América.
O TRATADO DE TORDESILHAS:
Diante da “descoberta” do novo mundo, os Reis de Portugal e Espanha, apressaram-se em assegurar domínios e direitos sobre as novas terras.
Na eminência de uma guerra entre Portugal e Espanha, buscou-se a intervenção papal (Papa Alexandre VI, espanhol), que estabeleceu uma linha imaginária a 100 léguas Cabo Verde onde a porção territorial a oeste da linha pertenceria à Espanha, e a porção leste pertenceria a Portugal. (Bula Inter Coetera 1493). Caso esta bula fosse efetivamente acatada, a Espanha teria assegurado o pleno domínio sobre as terras americanas, restando a Portugal somente a posse das terras da África.
Insatisfeito e inconformado com a divisão, Portugal ameaçou valer-se da força para decidir a questão, e antes que se despontasse um confronto armado, um novo acordo firmado entre os dois países, estabeleceu uma nova linha a 370 léguas de Cabo Verde (Tratado de Tordesilhas 1494).
	Esse acordo, ao mesmo tempo em que se reafirmou a supremacia desses países no século XV, reconhecendo o pioneirismo Ibérico na expansão, o tratado foi contestado pelas demais nações como França e Inglaterra que não o reconheceram. Contudo esse não reconhecimento só gerou conseqüências no século seguinte, quando se estabeleceu uma intensa concorrência entre os países europeus pelo domínio dos mercados ultramarinos.
A DESCOBERTA DO BRASIL E O SEU SIGNIFICADO PARA PORTUGAL:
	Vasco da Gama, pela primeira vez, conseguira por via marítima, atingir os centros abastecedores dos ricos produtos Asiáticos: as Índias. Quando de seu regresso (1499), aportou em Lisboa com sua esquadra abarrotada de porcelanas, sedas, condimentos e tapetes, que comercializados garantiriam enormes lucros para Estado e a Burguesia Mercantil.
	Logo em seguida, foi organizada uma nova armada para estabelecer o domínio português sobre as Índias, e seu comando foi entregue a Pedro Álvares Cabral.
	Contudo, a descoberta da América pelos espanhóis, o Tratado de Tordesilhas, que reconhecia os direitos portugueses sobre uma parte das terras ocidentais, além do fato de Vasco da Gama, - segundo registra seu Diário de Viagem-, ter percebido sinais seguros de existência de terras a oeste de sua rota, nos leva a crer que Cabral tenha recebido instruções para verificar a exatidão das informações, e em caso positivo tomar posse das terras.
	Assim, em meio a vigem às índias, o Brasil foi “descoberto” em 22 de abril de 1500. Após uma semana explorando a nova terra a esquadra seguiu viagem para saber afinal, quais seriam as riquezas que ela encontraria nas profundezas de suas matas.
	Aparentemente, não apresentou nenhum atrativo, nenhum produto de fácil obtenção que pudesse interessar de imediato aos portugueses, cuja preocupação era o lucro comercial. Somente encontraram um povo estranho, incapaz de entender os recém chegados, que fiéis aos interesses mercantilistas que dominavam a época, ansiavam por notícias sobre a existência ou não de ouro.
Assim, a Terra de Santa Cruz, vista pela ótica dos interesses mercantilistas portugueses, ao findar o século XV, apareceu mais como um obstáculo do que propriamente como uma conquista vantajosa para o Reino e para os setores mercantis a ele vinculados.
	Todas as forças ativas do Reino estavam concentradas em torno do comércio oriental, cujos centros abastecedores haviam sido monopolizados pelo Estado Português.
AS CARTAS DO DESCOBRIMENTO:
A carta de Caminha:
...Neste dia [22/04], a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz....
... [os índios] Entraram. Mas não fizeram sinal de cortesia, nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão, e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar, como que nos dizendo que ali havia ouro. Também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal como se lá também houvesse prata...
A carta de Caminha caracteriza-se pela descrição da tipicidade humana do indígena. Caminha não era um cosmógrafo. O que ele redigiu para recreio e esclarecimento do rei foi uma narrativa impressionista a preocupação em traduzir gestos, a caracterização corporal, a sua alimentação e abrigo, enfim, o seu modo de existir, bem como a existência de metais nas terras.
A Carta do Piloto Anônimo:
...De aspecto, esta gente são homens pardos, e andam nus sem vergonha e os seus cabelos são compridos. E têm a barba pelada. E as pálpebras dos olhos e por cima delas eram pintadas com figuras de cores brancas e pretas e azuis e vermelhas. Têm o lábio da boca, isto é, o de baixo, furado, e nos buracos metem um osso grande como um prego. E outros trazem uma pedra azul e verde e comprida dependurada dos ditos buracos. As mulheres andam do mesmo modo sem vergonha e são belas de corpo, os cabelos compridos. E as suas casas são de madeira coberta de folhas e de ramos de árvores com muitas colunas de madeira. No meio das ditas casas e das ditas colunas para a parede põem uma rede de algodão dependurada em que fica um homem e entre uma rede e outra fazem uma fogueira, de modo que numa só casa estão 40 ou 50 camas armadas à maneira de tear...
Nota-se que o Piloto Anônimo procura realçar não só a riqueza geográfica da terra com seu bom ar, mas também a aparência física dos seus habitantes, em especial das mulheres, pelos cabelos compridos e a beleza do corpo. Ressalta ainda a confraternização entre os portugueses e os índios, que se divertiam, negociavam e se auxiliavam neste primeiro contato verdadeiramente paradisíaco entre o europeu e o nativo da terra recém-descoberta.
A carta do Mestre João Farás:
...Quanto, Senhor, ao outro ponto, saberá Vossa Alteza que, acerca das estrelas, eu tenho trabalhado o que tenho podido, mas não muito, por causa de uma perna que tenho muito mal, que de uma caçadorase me fez uma chaga maior que a palma da mão; e também por causa de este navio ser muito pequeno e estar muito carregado, que não há lugar para coisa nenhuma. Somente mando a Vossa Alteza como estão situadas as estrelas do (sul), mas em que grau está cada uma não o pude saber, antes me parece ser impossível, no mar, tomar-se altura de nenhuma estrela, porque eu trabalhei muito nisso e, por pouco que o navio balance, se erram quatro ou cinco graus, de modo que se não pode fazer, senão em terra...
Mestre João Farás foi quem realizou as primeiras observações astronômicas no território brasileiro, conforme se pode notar pelos seus comentários nesta correspondência em que se identificam as estrelas da constelação do Cruzeiro do Sul, configurada na Bandeira do Brasil. A carta de Mestre João, documento científico e informativo, é o único texto escrito na semana em que a frota ficou ancorada na atual Baía Cabrália que contém um esboço descritivo das estrelas do céu brasileiro.
 SISTEMA COLONIAL
O ESQUEMA DE DOMINAÇÃO E EXPLORAÇÃO 
Como diversos países europeus procuravam acumular metais, bem como proteger seus produtos em busca de uma balança de comércio favorável, ocorreu que a política mercantilista de um país entrava diretamente em choque com a de outro, igualmente mercantilista. Em outras palavras, os objetivos mercantilistas de um eram anulados pelos esforços do outro. 
Percebendo o problema, os condutores do mercantilismo concluíram que a solução seria cada país mercantilista dominar áreas determinadas, dentro das quais pudesse ter vantagens econômicas declaradas. Surgiram, então, com grande força, as idéias colonialistas. Seu objetivo básico era a criação de um mercado e de uma área de produção colonial inteiramente controladas pela metrópole. 
A partir dessas idéias, foi montado o sistema de exploração colonial, que marcou a conquista e a colonização de toda a América Latina, incluindo o Brasil. Suas características essenciais foram: 
complementaridade — a produção colonial foi organizada com a função de complementar ou satisfazer os interesses dos países metropolitanos europeus. No caso do Brasil, por exemplo, foi organizada uma produção a fim de fornecer açúcar e tabaco, mais tarde ouro e diamantes, depois algodão e, em seguida, café, para o comércio europeu. Não se objetivava, de modo algum, desenvolver na colônia qualquer atividade voltada para seus interesses internos. 
monopólio comercial — era o instrumento básico utilizado para amarrar a vida econômica da colônia à da metrópole. Através do monopólio comercial, a colônia tornava-se um mercado exclusivo da burguesia metropolitana. Essa burguesia ficava com o direito de comprar, com exclusividade, os produtos coloniais, fazendo-o ao menor preço possível. De posse desses produtos, os comerciantes da metrópole os revendiam, no mercado europeu, aos mais altos preços admissíveis. Também era privilégio exclusivo da burguesia metropolitana vender produtos europeus para a população da colônia. 
Devemos conhecer os seguintes conceitos-chave do sistema colonial mercantilsta: 
Metrópole —~ o país dominador da colônia. Centro de decisões políticas e econômicas. 
Colônia de exploração — a região dominada pela metrópole. Servia-lhe como retaguarda econômica. 
Regra básica do pacto colonial — à colônia só era permitido produzir o que a metrópole não tinha condições de fazer. Por isso, a colônia não podia concorrer com a metrópole. 
Colônias	- instrumentos geradores de riqueza 
Podemos concluir que a competição comercial dos países mercantilistas impulsionou a competição colonial entre as potências européias, com a conquista e a exploração de colônias na América, na África e na Ásia. 
Por sua vez, a competição colonial gerou a busca pelo controle do comércio colonial em seus setores mais lucrativos, como, por exemplo, o comércio negreiro de escravos. Dessa maneira, nasceram colônias totalmente enquadradas nos mecanismos de dominação do sistema colonial. 
O papel dessas colônias era servir como instrumentos geradores de riquezas para as metrópoles. Não se permitia às colônias ter objetivos internos ou projetos de desenvolvimento próprios. Eram os interesses econômicos da metrópole que condicionavam os rumos da vida colonial, sendo autorizadas na colônia apenas atividades que permitissem a exploração de suas riquezas. 
  Colônias de exploração e colônias de povoamento 
  As colônias que seguiram as linhas gerais do pacto colonial foram denominadas colônias de exploração. O Brasil e várias regiões da América Latina, colonizados por portugueses e espanhóis, são exemplos típicos de colônias de exploração. Elas apresentavam as seguintes características: 
  •	produção agrícola baseada na grande propriedade (enormes extensões de terra); 
•	ênfase na produção destinada ao mercado externo (produtos agrícolas e metais preciosos); 
•	grande utilização do trabalho escravo de índios e negros. 
  Houve, porém, um tipo de colônia que ficou relativamente fora dos quadros do sistema colonial mercantilista: as colônias de povoamento. Foi o caso, por exemplo, da colonização desenvolvida no norte e no centro dos Estados Unidos pelos ingleses, onde os laços coloniais eram mais brandos. As colônias de povoamento apresentaram as seguintes características: 
•	produção agrícola baseada na pequena propriedade; 
•	desenvolvimento de produção manufatureira voltada para o mercado interno; 
•	utilização do trabalho livre. 
2 - AMÉRICA INGLESA
Á semelhança da França, a Inglaterra do século XVI foi abalada por lutas constantes entre diferentes facções religiosas surgidas com a Reforma Protestante, as quais tentavam se firmar no panorama político. No plano econômico, o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio, não mais para subsistência, mas com vistas ao mercado externo, provocou o fenômeno de concentração da renda e das propriedades. Os pequenos proprietários ingleses, perdendo suas terras para os latifundiários, passaram a engrossar a massa sem qualquer posse e sem alternativas de atividade lucrativa. 
Capitão John Smith, fundador da primeira colônia americana: Jamestown, na Virgínia.
Tais fatos geraram um clima de instabilidade social que ameaçava a consolidação da monarquia nacional, recém-estruturada. Dessa forma, a emigração em massa para as terras americanas, durante a época dos Stuart (século XVII), apresentou-se como uma solução, não só para o governo, mas também para cada um desses grupos frente à possibilidade de liberdade e enriquecimento. Na região sul dos Estados Unidos, devido às condições geográficas favoráveis, estabeleceram-se centros produtores de gêneros tropicais para exportação (tabaco, arroz, anil), baseados no regime de grandes propriedades monocultoras escravistas, aplicando as determinações do pacto colonial.
Na gravura, o líder religioso William Penn faz um tratado com os índios em 1682. Foi em sua homenagem que se deu o nome ao estado norte-americano da Pensilvânia.
Nos núcleos setentrionais, devido à semelhança de clima com a Europa, a metrópole inglesa não encontrou bens que pudessem alcançar valor comercial no mercado externo. Isto proporcionou a essas regiões a oportunidade de um desenVolvimento econômico autônomo, baseado na produção de alimentos em pequenas propriedades, nas indústrias extrativa e manufatureira, sempre com a predominância do trabalho livre e assalariado. Assim, foi-se criando um excedente que propiciou o desenvolvimento do mercado interno, articulando as áreas interioranas, produtoras de alimentos, com os centros urbanos e zonas pesqueiras do litoral. 
Essa movimentação comercial permitiu o acúmulo de capitais dentro da colônia e o surgimento de uma burguesia local, interessada em expandir suas atividades. Com efeito, os norte-americanos conseguiram atuar no comércio externo, através do chamado comércio triangular, estabelecendo contatos entre as áreas antilhanas (produtoras de açúcar e melaço), a África (fornecedora de escravos) e a América (produtora de cereais, madeira, peles, peixe seco e produtosmanufaturados, principalmente o rum). 
  Conclusão 
  A colonização do continente americano pelos europeus só poderá ser compreendida, se levarmos em conta o quadro internacional da expansão ultramarina, numa etapa em que cada país procurava estabelecer uma balança comercial favorável. Assim, as colônias surgiram como um desdobramento desse processo expansionista, com a função previamente determinada de atuar como economias complementares às suas respectivas metrópoles, através da produção de matérias-primas exportáveis. Isso justificava sua ocupação, inserindo-as na política econômica do mercantilismo. 
Embora variassem as formas de ocupação e exploração (metalífera na América espanhola e agrícola no sul dos Estados Unidos, Brasil e Antilhas francesas e inglesas), a unidade produtora básica nas zonas tropicais e subtropicais estava assentada no latifúndio monocultor escravista (índios e africanos), voltado para o mercado externo. Estas regiões diretamente subordinadas às metrópoles européias constituíram as chamadas colônias de exploração, núcleos característicos do antigo sistema colonial. 
Nas zonas temperadas a ocupação se fez de várias maneiras, atendendo não apenas a interesses econômicos, mas também a interesses políticos e sociais, que envolviam a França e a Inglaterra. isto justificou no Canadá, no norte e no centro dos Estados Unidos, o estabelecimento de pequenas propriedades policultoras, baseadas no trabalho livre, que se constituíram nos núcleos conhecidos como colônias de povoamento. 
As colônias de exploração, por serem rigidamente controladas por suas metrópoles e por terem uma produção voltada para o mercado externo, não tiveram condições de se desenvolver de forma autônoma. Isso mais tarde dificultou sua organização em Estados nacionais, contribuindo para sua dependência e subordinação econômica aos pólos mais desenvolvidos do capitalismo. 
As colônias de povoamento, aproveitando-se das dificuldades da metrópole de aplicar rigidamente o pacto colonial, puderam desenvolver seu mercado interno. Com isso, criaram condições econômicas que favoreceram sua autogestão política, permitindo que cada vez mais se distanciassem do controle de suas metrópoles. Esse conjunto de circunstâncias favoráveis iria influenciar decisivamente o processo de independência política e econômica dessas colônias, no momento da afirmação do capitalismo no plano mundial, a partir da segunda metade do século XVIII. 
3 - AMÉRICA ESPANHOLA
ANTECEDENTES
Quando Colombo chegou à América, em 1492, não poderia supor que o continente fosse habitado de longa data. Na verdade vários povos e civilizações, em estágios diversos de desenvolvimento material, ocupavam essa vasta extensão de terras. Em sucessivas ondas migratórias iniciadas há cerca de 40 000 anos, povos provenientes da Ásia e da Oceania foram se espalhando por todo o continente americano. 
Aos poucos, foram se fixando, adaptando-se ao meio e formando grupos diferenciados, que podem ser classificados, resumidamente, em sociedades de caçadores e coletores e sociedades agrárias. 
SOCIEDADES DE CAÇADORES E COLETORES 
Espalhados por extensas regiões, esses povos praticavam a caça, a pesca e a coleta. Por vezes, desenvolviam uma agricultura rudimentar e nômade do milho, da batata-doce e da mandioca. Empregavam utensílios de pedra e madeira e desconheciam os metais. Organizavam-se em tribos ou confederações de curta duração. São exemplos dessas sociedades os aruaques e tupis-guaranis do Brasil, os caraíbas das Antilhas, os patagônios e araucanos do sul do continente americano e os iroqueses e sioux da América do Norte. 
SOCIEDADES AGRÁRIAS 
Possuíam alta densidade demográfica, eram materialmente desenvolvidas e rigidamente divididas em camadas sociais. Caracterizavam-se pela inexistência da propriedade privada. Todas as terras pertenciam ao Estado, que controlava a produção das aldeias, coordenando as obras coletivas como a construção de aquedutos, diques, fortalezas, templos etc.
Por terem alcançado tal estágio de desenvolvimento, as sociedades agrárias dominavam as comunidades vizinhas, das quais exigiam tributos e prestação de serviços. Esses serviços evoluíram para uma forma de trabalho coletivo obrigatório (a mita), realizado para a aristocracia dominante. 
Apesar de desconhecerem a roda e o cavalo, estas sociedades desenvolveram técnicas agrícolas bastante eficientes, principalmente processos de irrigação, que tornaram férteis campos improdutivos. Embora desconhecessem o ferro, eram hábeis metalúrgicos trabalhando principalmente o cobre, o ouro e a prata, fabricando armas, ferramentas, utensílios e objetos de adorno. 
Os maias do sul do México, Honduras e Guatemala, os astecas do planalto mexicano e os incas do Peru são exemplos de sociedades agrárias com culturas elaboradas. Na época dos descobrimentos, alguns desses povos atravessavam uma crise política, principalmente devido a revoltas de tribos subjugadas, o que diminuiu seu poder de organização e defesa diante dos invasores espanhóis. 
Civilização Maia  
O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
 Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 
Arte e arquitetura: pirâmide da civilização maia
A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império. Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas. A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano. Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.
Civilização Asteca  
Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco. 
A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 
Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e pratada região. 
Arte e arquitetura: pirâmide da civilização asteca
Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.
O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.
Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.
Civilização Inca
Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes ( América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cuzco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.
pintura: arte inca
O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres ( governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa ( artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas. Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Macchu Picchu ( Matchu Pitchu ) foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias.  Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.  A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo). Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.
A COLONIZAÇÃO ESPANHOLA
Os exploradores espanhóis, denominados juridicamente adelantados, recebiam direitos vitalícios de construir fortalezas, fundar cidades, evangelizar os índios e deter os poderes jurídico e militar. Isso, sob a condição de garantir para a Coroa o quimo de todo o ouro e prata produzidos e a propriedade do subsolo. Dessa forma, a Espanha procurava assegurar, sem gastos materiais, a ocupação de seus territórios na América, o fortalecimento de sua monarquia e o aumento das riquezas do Estado. 
  CICLO DA MINERAÇÃO 
  A partir de meados do século XVI, com a descoberta de minas de ouro no México e de prata no Peru, organizaram-se os núcleos mineradores, que requeriam uma grande quantidade de mão-de-obra. Aproveitando-se da elevada densidade populacional da Confederação Asteca e do Império Inca, os exploradores passaram a recrutar trabalhadores indígenas, já acostumados a pagar tributos a seus chefes, sob a forma de prestação de serviços. Para adequar o trabalho ameríndio, foram criadas duas instituições: a encomienda e a mita. 
Encomienda - Sistema de trabalho obrigatório, não remunerado, em que os índios eram confiados a um espanhol, o encomendero, que se comprometia a cristianizá-los. Na prática, esse sistema permitia aos espanhóis escravizarem os nativos, principalmente para a exploração das minas: 
Mita - Sistema que impunha o trabalho obrigatório, durante um determinado tempo, a índios escolhidos por sorteio, em suas comunidades. Estes recebiam um salário muito baixo e acabavam comprometidos por dívidas. Além disso, poderiam ser deslocados para longe de seu lugar de origem, segundo os interesses dos conquistadores. 
A escravização indígena, pela encomienda e pela mita, garantiu aos espanhóis o necessário suprimento de mão-de-obra para a mineração, porém trouxe para as populações nativas desastrosas conseqüências. De um lado, a desagregação de suas comunidades, pelo abandono das culturas de subsistência, causou fome generalizada. Do outro, o não-cumprimento das determinações legais que regulamentavam o trabalho das minas provocou uma mortalidade em massa, quer pelo excesso de horas de trabalho, quer pelas condições insalubres a que esses indígenas estavam expostos.
O aniquilamento da população, ao lado do extermínio das culturas agrícolas, que provocou uma escassez de gêneros alimentícios, fez com que os proprietários das minas e os comerciantes investissem seus lucros em áreas complementares de produção, para o atendimento do mercado interno. Foram organizadas as haciendas, áreas produtoras de cereais, e as estâncias, áreas criadoras de gado. 
Esse setor complementar resolveu o problema de abastecimento para as elites coloniais. A massa trabalhadora, por seus ganhos irrisórios, ainda não conseguia satisfazer as suas necessidades básicas, sendo obrigada a recorrer a adiantamentos de salários. Todavia, impossibilitados de saldar seus compromissos, os trabalhadores acabavam escravizados por dívidas. 
  A DESTRUIÇÃO DAS COMUNIDADES INDÍGENAS NO IMPÉRIO ESPANHOL 
  (...) Os índios das Américas somavam entre 70 e 90 milhões de pessoas, quando os conquistadores estrangeiros apareceram no horizonte; um século e meio depois tinham-se reduzido, no total, a apenas 3,5 milhões. 
(...) Os índios eram arrancados das comunidades agrícolas e empurrados, junto com suas mulheres e seus filhos, rumo às minas. De cada dez que iam aos altos páramos gelados, sete nunca regressavam. 
As temperaturas glaciais do campo aberto alternavam-se com os calores Infernais do fundo da montanha. Os índios entravam nas profundidades, e “ordinariamente eram retirados mortos ou com cabeças e pernas quebradas, e nos engenhos todo o dia se machucavam”. Os mitayos retiravam o minério com a ponta de uma ,barra e o carregavam nas costas, por escadas, à luz de uma vela. Fora do socavão, moviam enormes eixos de madeira nos engenhos ou fundiam a prata no fogo, depois de moê-la e lavá-la.
A mita era uma máquina de triturar índios. O emprego do mercúrio para a extração da prata por amálgama envenenava tanto ou mais do que os gases tóxicos do ventre da terra. Fazia cair o cabelo, os dentes e provocava tremores incontroláveis. (...) Por causa da fumaça dos fornos não havia pastos nem plantações num raio de seis léguas ao redor de Potosi, e as emanações não eram menos implacáveis com os corpos dos homens. (Adaptado de: Eduardo Galeano, As Veias Abertos da Américo Latino, p~ 50-52.) 
  A ADMINISTRAÇÃO COLONIAL 
  A fim de garantir o monopólio do comércio, a Espanha criou dois órgãos administrativos: 
  • Casa de Contratação, sediada em Sevilha, para organizar o comércio, funcionar como Corte de Justiça e fiscalizar o recolhimento do quinto; 
• Conselho das Índias, que funcionava como Supremo Tribunal de Justiça, nomeava os funcionários das colônias e regulamentava a administração da América, através dos vice-reinados e capitanias gerais. 
Os vice-reis, escolhidos entre membros da alta nobreza metropolitana, eram representantes diretos domonarca absoluto. Cabia-lhes controlar as minas, exercer o governo, presidir o tribunal judiciário das audiências e zelar pela cristianização dos índios. Os capitães-gerais, subordinados aos vice-reis, encarregavam-se de controlar os territórios estratégicos, mas ainda não submetidos pela metrópole. 
Para controlar a entrada de metais preciosos e afastar os ataques dos piratas, foram instituídos o regime de porto único e os comboios anuais de carregamentos. Porém, estas medidas provocaram efeito contrário, estimulando o contrabando, devido à escassez e à demora na chegada de mercadorias. 
“O único porto por onde era permitido sair em direção à América e dela retornar era o de Sevilha, substituído em 1680 por Cádiz. Na América, existiam três terminais: Vera Cruz (México), Porto Belo (Panamá) e Cartagena (Colômbia). Os comboios de flotas e galeones, que partiam de Sevilha e chegavam a esse porto, serviam para proteger a prata que era transportada. Tanto zelo e tantas restrições ao comércio colonial explicam-se pela preocupação do Estado espanhol de garantir a cobrança de impostos alfandegários.” (Adaptado de: Luis Koshiba e Denise Manzi Frayse Pereira, História da América, p. 12-13.)
EXERCÍCIOS
EXPANSÃO MARÍTIMA
1 - (Fuvest-SP) Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, pode-se afirmar que objetivava: 
a) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o desenvolvimento da expansão comercial marítima. 
b) estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias africanas e da formação do exército nacional. 
c)  impor a reserva de mercado metropolitano, por meio da criação de um sistema de monopólios que atingia todas as riquezas coloniais. 
d) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico, depois das expedições de Vasco da Gama às Índias. 
e) reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial após a destruição da invencível Armada de Filipe II, da Espanha. 
2 - (MACKENZE) A expansão marítima européia dos séculos XV e XVI permitiu: 
a)     A formação de domínios coloniais que dinamizaram o comércio europeu. 
b)     O crescimento do comércio de especiarias pelas rotas do Mediterrâneo. 
c)      A implantação de impérios coloniais na Ásia, para extração de metais preciosos. 
d)     O fortalecimento do feudalismo e da servidão na Europa Ocidental. 
e)     A colonização do tipo mercantilista, sem a interferência do Estado e da Igreja. 
3 - (PUC-MG) O Tratado de Tordesilhas representa: 
a)     A tomada de posse do Brasil pelos portugueses. 
b)     O declínio do expansionismo espanhol. 
c)      O fim da rivalidade hispano-portuguesa na América. 
d)     O marco inicial no processo da partilha colonial. 
e)     O início da colonização do Brasil. 
4 - (PUC-MG) o fator que contribui para a grande expansão marítima. 
a)     A estabilidade econômica da Idade Média. 
b)     A organização das corporações de ofício. 
c)      O advento das monarquias nacionais. 
d)     O desenvolvimento do comércio continental europeu. 
e)     O enriquecimento da nobreza feudal. 
5 - (LJFPE) Portugal e Espanha foram no século XV as nações modernas da Europa, portanto pioneiras nos grandes descobrimentos marítimos. Identifique as realizações portuguesas e as espanholas, no que diz respeito a esses descobrimentos. 
1 - Os espanhóis, navegando para o Ocidente, descobriram, em 1492, as terras do Canadá. 
2 - Os portugueses chegara ao Cabo das Tormentas, na África, em 1488. 
3 - Os portugueses completaram o caminho para as índias, navegando para o Oriente, em 1498. 
4-A coroa espanhola foi responsável pela primeira circunavegação da Terra iniciada em 1519, por Fernão de Magalhães. Sebastião El Cano chegou de volta à Espanha em 1522. 
5 – Os portugueses chegaram às Antilhas em 1492, confundindo o Continente Americano com as Índias. 
Estão corretas apenas os itens: 
a)     2, 3 e 4; 
b)     1, 2 e 3 
c)      3, 4 e 5 
d)     1, 3 e 4 
e)     2, 4 e 5 
6 - (UNIMONTES) A respeito da expansão marítimo-comercial dos séculos XV e XVI
é incorreto afirmar que: 
a)o eixo comercial deslocou-se do Mediterrâneo para o Atlântico. 
b)O afluxo de metais preciosos para a Europa provocou uma sensível baixa de preços. 
c) concorreu para a acumulação primitiva de capital, preparando o caminho para a Revolução Industrial. 
d)a empresa comercial foi dirigida pelo Estado monárquico absolutista. 
e) favoreceu a criação de grandes companhias para garantir um comércio mais seguro e lucrativo. 
7 - (GABARITO) Todas as alternativas relacionam corretamente os acontecimentos e fenômenos importantes para a formação do Mundo Moderno, EXCETO: 
a)     Renascimento Comercial e Urbano na Baixa Idade Média / Formação da Burguesia. 
b) Expansão Marítima Européia/ Constituição dos Impérios Coloniais Americanos. 
c)  Monarquia Absolutista / Participação da Burguesia do poder Político. 
d) Mercantilismo / Acumulação de Capital pelas Classes Burguesas. 
e) Renascimento Cultural / Elaboração de uma Concepção Individualista. 
8 - (Diamantina) O famoso “Testamento de Adão”, ao qual o soberano francês se referia para reivindicar para o seu país a participação no processo expansionista ultramarino europeu, tem origem: 
a)na. superioridade da marinha francesa, no século dezesseis, sobre a frota naval dos países atlânticos da Europa. 
b)na concessão feita, pelo Papa Alexandre VI, de terras na África e na Ásia para a exploração da Espanha. 
c)      na assinatura do Tratado de Tordesilhas, entre Portugal e Espanha, que “dividia” o mundo entre os países da Península Ibérica. 
d)     na participação da França, junto aos demais países católicos europeus, na expulsão dos muçulmanos da bacia do Mediterrâneo, na época das Cruzadas. 
e)     na existência de um pretenso documento que dava às nações da Europa o direito de dominar e explorar as áreas subdesenvolvidas da África e da América. 
9 - (PUC - MG) A descoberta da América, em 1492, por Colombo, em nome dos reis espanhóis, constitui um importante fator de superação da crise que atinge a Europa Ocidental nos séculos XIV - XV, pois: 
a)     absorve o excedente populacional dos países europeus, através da criação de colônias de povoamento. 
b)     neutraliza os conflitos entre as potencias européias, concentradas no processo de colonização do novo continente. 
c)      amplia as reservas de metais preciosos, possibilitando maior circulação de moedas e acumulação de capitais. 
d)     promove o processo de partilha da África. como fornecedora de mio-de-obra escrava, entre as potencias européias. 
e)     estimula a produção agrícola na Europa pura atender à demanda da população do novo continente. 
10 - (CESGRANRIO) Foram inúmeras as conseqüências da expansão ultramarina dos europeus, gerando uma radical transformação no panorama da história da humanidade. 
Sobressai como UMA importante conseqüência 
a)   A constituição de impérios coloniais embasados pelo espírito mercantilista. 
b)    a manutenção do eixo econômico do Mar Mediterrâneo com acesso fácil ao Oceano Atlântico. 
c)     a dependência do comércio com o Oriente, fornecedor de produtos de luxo como sândalo, porcelanas e pedras preciosas. 
d)    o pioneirismo de Portugal, explicado pela posição geográfica favorável 
e)    a manutenção dos níveis de afluxo de metais preciosos para a Europa. 
11 - O mar foi, durante muito tempo, o lugar do medo. Diz um ditado holandês do início da Idade Moderna: 
“Mais vale estar na charneca com uma velha carroça do que no mar num navio novo.” 
Todas as alternativas contem elementos responsáveis pelo medo que o homem do início da Idade Moderna tinha do mar,EXCETO: 
a)     Convicção de monstros marinhos e de cidades submersas, responsáveis pelos constantes naufrágios. 
b)     A firme crença de que o mar fora o caminho pelo qual a Peste Negra chegou à Europa. 
c)      A proibição, pela Igreja, de incursões no Mar Oceano com basenas palavras de Gênesis. 
d)     As advertências contidas nas epopéias e nos relatos de viagens dos perigos do Mar Oceano. 
e)As invasões dos muçulmanos e berberes na Península Ibérica, possibilitadas pelas viagens marítimas. 
12 - O Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494: 
a)     Foi elaborado segundo os mais modernos conhecimentos cartográficos baseados na teoria do geógrafo e astrônomo grego Ptolomeu. 
b)     Foi respeitado pelos portugueses até o século XVIII, quando novas negociações resultaram no Tratado de Madri. 
c)      Nasceu de uma atitude inovadora na época: a de resolver problemas políticos entre nações concorrentes pela via diplomática. 
d)     Resultou da ação dos monarcas espanhóis que resistiam à adoção da Bula Intercoetera, contrária aos seus interesses. 
e)     Surgiu da necessidade de definir a possessão do território brasileiro dIsputado por Portugal e Espanha. 
13 (UFMG – 2000) Leia o texto. 
"E aproximava-se o tempo da chegada das notícias de Portugal sobre a vinda das suas caravelas, e esperava-se essa notícia com muito medo e apreensão; e por causa disso não havia transações, nem de um ducado [...] Na feira alemã de Veneza não há muitos negócios. E isto porque os Alemães não querem comprar pelos altos preços correntes, e os mercadores venezianos não querem baixar os preços[...] E na verdade são as trocas tão poucas como se não poderia prever." 
Diário dum mercador veneziano, 1508. 
O quadro descrito nesse texto pode ser relacionado à 
a) comercialização das drogas do sertão e produtos tropicais da colônia do Brasil. 
b) distribuição, na Europa, da produção açucareira do Nordeste brasileiro. 
c) importação pelos portugueses das especiarias das Índias Orientais. 
d) participação dos portugueses no tráfico de escravos da Guiné e de Moçambique. 
14 - (PUC-MG- 1998) Há 500 anos (1498), Vasco da Gama chegava às Índias. Essa conquista é 
significativa porque: 
a) eleva Portugal à alta categoria de potência política. 
b) liquida o comércio marítimo no Mediterrâneo. 
c) abre uma nova rota para o comércio marítimo. 
d) inaugura a “era portuguesa” no Oceano Atlântico. 
e) populariza o uso das especiarias na Europa. 
RESPONDA AS QUESTÕES 15 E 16 BASEANDO-SE NO SEGUINTE TEXTO: 
“(...) Assim foi tecida a expansão ibérica na América. Embebida do maravilhoso, 
eivada de espiritualidade, inflamada pela visão do Éden tropical, 
sem excluir a cobiça e a ambição que, pelo contrário, foram coloridas pela 
profusão de criaturas e crenças fantásticas.(...) Fauna exótica e monstros 
que acabaram associados aos índios, execrados no discurso por sua nudez 
e antropofagia.” 
(VAINFAS, Ronaldo. Utopia e alteridade. Ciência Hoje. v. 18/ nº 101) 
15. O tema central desse texto refere-se: 
a) aos objetivos da conquista ibérica da América. 
b) à fauna exótica das terras americanas. 
c) ao caráter religioso da ação colonizadora. 
d) ao imaginário europeu diante do Novo Mundo. 
e) à ambição desmedida dos ibéricos na colonização. 
16. Esse texto leva ainda a concluir que os ibéricos: 
a) vêem-se como os verdadeiros salvadores do Novo Mundo. 
b) procuram compreender o universo cultural dos índios. 
c) entendem a América como extensão do Velho Mundo. 
d) têm uma visão negativa com relação à América. 
e) idealizam o mundo americano como lugar paradisíaco. 
17 (PUC –MG) “Os espanhóis descobriram a América”. O conceito “descoberta” expressa: 
a) uma visão eurocêntrica que reconhece os valores culturais do outro. 
b) a idéia de que os povos indígenas americanos possuíam uma cultura diferente. 
c) o encontro de duas sociedades em diferentes estágios de desenvolvimento. 
d) a importância que os espanhóis deram às riquezas minerais encontradas. 
e)uma visão europeizaste que pressupõe a superioridade da civilização européia. 
18 – (PUC – MG) São fatores que contribuíram para o pioneirismo português na época das 
grandes navegações no século XV, EXCETO: 
a) centralização administrativa durante a dinastia de Avis, permitindo a aliança 
entre monarquia e burguesia. 
b) ausência de guerras, ao contrário da Espanha ainda lutando pela expulsão 
dos mouros da península. 
c) adoção do mercantilismo pelo Estado Absolutista conciliando interesses 
burgueses e fortalecendo o Estado. 
d) política portuguesa de cooperação com as potências européias, neutralizando 
a disputa colonialista. 
e) posição geográfica de Portugal, banhado em toda a costa oeste pelo 
Oceano Atlântico. 
19. (PUC – MG) Em fins da Idade Média, difícil seria imaginar que os mareantes portugueses e espanhóis, nas viagens de exploração pelo mundo, pudessem contribuir para a formação do capitalismo porque, EXCETO: 
a) os investimentos nas expedições marítimas eram elevados e de alto risco. 
b) a arte de navegação era precária e sofria a influência das interpretações 
proféticas sobre os oceanos. 
c) as informações sobre a existência de outras civilizações eram confusas e fantasiosas. 
d) os tripulantes eram supersticiosos transformando qualquer sinal que surgia em maus presságios. 
e) os ibéricos vinham sofrendo sucessivas derrotas na luta contra os muçulmanos pela posse da península. 
20 (PUC – MG) Os descobrimentos dos Tempos Modernos constituíram-se num desdobramento da Expansão Ultramarina. Nesse contexto, a América era, EXCETO: 
a) o filho esperado que permitia aos ibéricos formalizar seus sonhos. 
b) propriedade dos reis ibéricos, por direito divino, antes mesmo de ser 
descoberta. 
c) uma oportunidade para os ibéricos transplantarem seus valores culturais. 
d) um desafio para os ibéricos transformarem as suas visões imagéticas 
em realidade. 
e) o Paraíso que se identificava com os valores de igualdade e liberdade 
dos ibéricos. 
21. (UNI-BH) Leia o trecho abaixo com atenção: 
“Não restavam dúvidas. A viagem de(...) protagonizou a primeira circunavegação de África e o primeiro encontro direto entre o Atlântico e o Índico, revestindo-se, portanto, de importância planetária. Na prática, no terreno, protagonizou antes do mais o primeiro passo na implementação da rede comercial-marítima portuguesa, a que alguns chamam Império, nos mares da Ásia”. 
O trecho acima faz parte de importante documento sobre o expansionismo marítimo-comercial do início dos Tempos Modernos, que teve Portugal como o país pioneiro. 
O documento refere-se à viagem de 
a)      Bartolomeu Dias. 
b)      Pedro Álvares Cabral. 
c)       Duarte Pacheco Pereira. 
d)      Vasco da Gama. 
22. (UNI-BH) A Expansão Ultramarina comercial e colonial européia tem relação com os seguintes fatores , EXCETO: 
a)      Necessidade de obtenção de novos mercados para superar a crise feudal agravada a partir do século XIV. 
b)      Busca de novas áreas para investimentos de metais preciosos obtidos na exploração de minas do Leste europeu desde o século XI. 
c)       Centralização e fortalecimento do poder real com o apoio de um atuante grupo mercantil interessado na ampliação das rotas comerciais. 
d)      Novas técnicas de navegação em alto-mar, a invenção da caravela, a descoberta da pólvora e a utilização da bússola e do astrolábio. 
23 –(UFMG – 99) Leia o texto. 
"As águas são muitas e infindas. E em tal maneira [a terra] é grandiosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem. Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar. E que não houvesse mais que ter aqui Vossa Alteza esta pousada para a navegação [...], isso bastava. Mas ainda, disposição para nela cumprir-se - e fazer - o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber o acrescentamento da nossa Santa Fé!" 
Carta de Pero Vaz de Caminha, 1º de maio de 1500. 
Com base nesse trecho da carta de Caminha, o descobrimento do Brasil pode ser relacionado: 
a) à procura de produtos para o comércio no Continente Europeu. 
b) ao ideal de expansão religiosa do cristianismo. 
c) à divisão do cristianismo pela Reforma Religiosa. 
e)à procura do caminho marítimo para as Índias. 
24 – (FUVEST) “Esta palavra já não pode ter o sentido original. No âmbito de uma História total, significa (e não pode significar outra coisa) a promoção do Ocidente numa época em que a civilização da Europa ultrapassou, de modo decisivo, as civilizações que lhe eram paralelas. No tempo das primeiras Cruzadas, a técnica e a cultura de árabes e chinesas igualavam, e suplantavam até, a técnica e a cultura dos ocidentais. Em 1600 já não era assim.” (Jean Delumeau) 
A palavra a que se refere o autor e que designa um importante fenômeno histórico é: 
a)     Descobrimentos. 
b)     Capitalismo. 
c)      Renascimento. 
d)     Iluminismo. 
e)     Absolutismo. 
25 (FUVEST) No processo de expansão mercantil europeu dos séculos XV e XVI, Portugal teve importante papel, chegando a exercer durante algum tempo a supremacia comercial na Europa. Todavia “em meio da aparente prosperidade, a nação empobrecia. Podiam os empreendimentos da coroa ser de vantagem para alguns particulares (...)” (Azevedo, J. L. de, Época de Portugal Econômico, Livraria Clássica Editorial, pág. 180). 
Ao analisarmos o processo de expansão mercantil de Portugal concluímos, que: 
a)     A falta de unidade política e territorial em Portugal determinava a fragilidade econômica interna. 
b)     A expansão do império acarretava crescentes despesas para o Estado, queda da produtividade agrícola, diminuição da mão-de-obra, falta de investimentos industriais, afetando a economia nacional. 
c)      A luta para expulsar os muçulmanos do reino português, que durou até o final do século XV, empobreceu a economia nacional, que ficou carente de capitais. 
d)     A liberdade comercial praticada pelo Estado Português no século XV levou ao escoamento dos lucros para a Espanha, impedindo seu reinvestimento em Portugal.. 
e)     O empreendimento marítimo português revelou-se tímido, permanecendo Veneza como o principal centro redistribuídos dos produtos asiáticos, durante o século XVI 
26 - (PUC-MG - 2000) Sobre o expansionismo ultramarino europeu, entre os séculos XV–XVII, é correto afirmar que, EXCETO: 
a) a tomada de Constantinopla pelos turcos e a seguida conquista de Ceuta pelos portugueses são os marcos iniciais da expansão. 
b) os descobrimentos e a colonização das terras do Novo Mundo constituíram-se num desdobramento da expansão comercial. 
c) o afluxo de metais preciosos das áreas coloniais, principalmente ouro e prata, contribuiu para a superação da crise econômica européia. 
d) o deslocamento do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico contribuiu para a ampliação das fronteiras geográficas. 
	ATIVIDADES
ECONÔMICAS
	ÁREAS DE
EXPLORAÇÃO
	MÃO DE OBRA
	a)Agricultura mercantil destinada à exportação para as metrópoles.
	Sul das colônias inglesas da América do Norte, colônias do Caribe e Litoral Nordeste da colônia portuguesa.
	escrava negra
	b)Agricultura mercantil voltada para abastecimento de centros urbanos coloniais.
	Vice Reinos da Nova Espanha, Peru e Nova Granada.
	servil indígena
	c)Pecuária para exportação de carne e couro.
	Vice Reino do Prata.
	escrava negra
	d)Mineração.
	Vice Reinos de Nova Espanha e do Peru.
	servil indígena
	e)Comércio e produção de barcos.
	Colônias inglesas da Nova Inglaterra.
	assalariada
e) a consolidação dos Estados Nacionais e a absolutização dos regime europeus têm relação também com os efeitos das viagens ultramarinas. 
  
GABARITO: 1 – A / 2 – A / 3 – D / 4 – C / 5 – A / 6 – B / 7 – C / 8 – C / 9 – C / 10 – A / 11 – C / 12 – C / 13 – C / 14 – C / 15 – D / 16 – E / 17 – E / 18 – D / 19 – E / 20 – E / 21 – D / 22 – B / 23 – B / 24 – A / 25 - B / 26 - A 
SISTEMA COLONIAL
1 - (FGV – 1998) As relações entre metrópoles e colônias ibéricas foram definidas pelo Pacto Colonial, que consistia em: 
  
a) Um acordo entre as partes que, em condições de igualdade, estabeleciam metas para o desenvolvimento desses países; 
b) Uma imposição das metrópoles às colônias de exclusividade na área comercial; 
c) Uma imposição das colônias às metrópoles de caráter monopolista; 
d) Um acordo entre as colônias para servir às metrópoles; 
e) . Nenhuma das anteriores; 
  
2 - (PUC – MG – 1999) A expansão marítima européia, nos séculos XV e XVI, levou ao processo da conquista dos povos da América. Relaciona-se a esse processo, EXCETO: 
  
a) aceitação pacífica da conquista pelos nativos, causada pelo medo dos conquistadores. 
b) superioridade bélica dos europeus sobre os povos “descobertos”. 
c) mortandade dos povos conquistados, originada pelas epidemias e violência. 
d) desorganização das culturas nativas e imposição de padrões culturais europeus. 
e) construção ideológica da superioridade racial européia sobre outros povos. 
  
3 - (PUC – MG – 2000) A compreensão do significado que o processo colonizador da Idade Moderna adquiriu no contexto geral da transição feudal/capitalista encontra-se vinculada: 
  
a) à doutrina do destino manifesto. 
b) aos princípios liberais. 
c) à acumulação primitiva de capitais. 
d) à necessidade de exportação de capitais. 
e) ao avanço do industrialismo. 
  
4 - (PUC – RJ – 1999) Assinale a opção que NÃO apresenta, de maneira correta, a associação proposta entre as diferentes atividades econômicas organizadas nas Américas durante o período colonial, as áreas de exploração às quais elas estavam referidas e o tipo de mão de obra que nelas predominava. 
  
  
  
  
5 - (UERJ) O mundo conhecido pelos europeus no século XV abrangia apenas os territórios ao redor do Mediterrâneo. Foram as navegações dos séculos XV e XVI que revelaram ao Velho Mundo a existência de outros continentes e povos. Um dos objetivos dos europeus, ao entrarem em comunicação com esses povos, era a:   
a) busca de metais preciosos, para satisfazer uma Europa em crise    
b) procura de escravos, para atender à lavoura açucareira nos países ibéricos    
c) ampliação de mercados consumidores, para desafogar o mercado saturado    
d) expansão da fé cristã, para combater os infiéis convertidos ao protestantismo  
  
6 - (UFF – 1996) “É em parte à descoberta do Novo Mundo que se deverá a tolerância religiosa que se irá implantar no Antigo... As depredações promovidas pelos espanhóis em toda a América esclareceram o mundo sobre os excessos do fanatismo”.  Esta idéia do Abade Raynal, contida na “História filosófica e política dos estabelecimentos e do comércio dos europeus nas duas Índías” (1780-1782), exemplifica um importante aspecto do pensamento ilustrado acerca do colonialismo. Assinale a opção que interpreta corretamente a idéia citada: 
  
a) Trata-se de uma verdadeira teoria da colonização moderna, construída sobre a utopia de uma América igualitária e sem conflitos raciais ou religiosos. 
b) O que mais interessava a Raynal era municiar o Estado francês para exercer com mais eficiência e humanidade a sua tarefa colonizadora, mormente após a derrota na Guerra dos Sete Anos e a perda do Canadá. 
c) Trata-se de  uma crítica   aos métodos violentos adotados pelo colonialismo, conjugada, porém, ao reconhecimento de que a conquista e colonização da América trouxe contribuição decisiva para o avanço da civilização na Europa. 
d) Raynal indicava, implicitamente, o direito dos povos colonizados à independência, exigindo que as metrópoles européias agissem com tolerância em face dos inevitáveis movimentos emancipatórios. 
 e)  Ideias como as do Abade Raynal fizeram da Ilustração a verdadeira base da ideologia anticolonialista emergente no século XVIII, razão pela qual sua obra foi proibida pelas Inquisições de Espanha e Portugal. 
  
7 - (UFF – 1998) A colonização da América, conseqüência da expansão marítima e comercial européia, foi um dos aspectos do grande processo de formação do mercado mundial. 
Considerando esta afirmativa como referência, o tipo de mão-de-obra, a região colonial e a metrópole que podem ser corretamente associados são, respecti	vamente:      
  
a) euro-africanos/ Cuba / Espanha   
b) euro-africanos / Brasil / Espanha 
c) euro-indígenas / Peru / França 
d) euro-indígenas / México / Inglaterra 
e) euro-africano / Haiti / Inglaterra 
  
8 - (UFF – 1998) Sobre o fim da escravidão nas Américas e considerando-se a nova dinâmica do capitalismo é correto afirmar que: 
 
a) no Caribe, a emergência e expansão de um campesinato negro foi a mudança social mais marcante do pós-emancipação; 
b) o  caso  norte-americano  foi o único em que o fim da escravidão decorreu de  acordos entre os membros da classe proprietária; 
c) o caso do Haiti foi um dos muitos exemplos de como o fim da escravidão resultou em revoluções sociais; 
d) no Brasil,  o  sistema  de  colonato  representou  uma  tentativa   fracassada   de solução  do problema da mão-de-obra; 
e) a abolição da escravidão no Brasil  foi  acompanhada de indenização pecuniária   aos  proprietários. 
  
9 - (UFPB – 1997) Sobre a colonização européia no Novo Mundo, é certo afirmar: 
  
a) A colonização portuguesa foi a mais democrática, pois conseguiu um entendimento menos violento entre colonizador e colonizado. 
b) A existência do trabalho escravo demonstra a violência do sistema colonizador, exceto nas áreas de domínio espanhol. 
c) As nações européias conseguiram financiar suas economias e acumular riquezas, com destaque para a Inglaterra. 
d) A exploração econômica é um componente que marcou apenas as políticas colonizadoras da Espanha e Portugal. 
e) A montagem da exploração das riquezas minerais das colônias é semelhante nas experiências inglesa e espanhola 
  
10 - (UFRN – 1999) A colonização da América repercutiu na economia européia, na Idade Moderna.  Acerca disso, é correto afirmar que o (a) 
  
a) enriquecimento decorrente dos metais preciosos americanos fez surgir a Arte Renascentista, que se espalhou pela Europa.
b) produção de ouro e prata americanos criou um lastro para as moedas européias, pondo fim à inflação.
c) manutenção da balança comercial favorável às metrópoles propiciou a acumulação de capitais na Europa.
d) conhecimento de técnicas agrícolas legado pelos Impérios Inca e Asteca possibilitou o desenvolvimento econômico europeu. 
11 - (UFRJ – 1998) Durante o período colonial brasileiro, inúmeros tratados foram assinados entre Portugal e Espanha, tais como: o de Lisboa, o de Utrecht, o de Madri... Regulamentavam, a partir de então, as fronteiras e os interesses das Coroas Ibéricas. 
  
As causas gerais da assinatura dos tratados do período colonial foram: 
  
a)       superação prática da linha de Tordesilhas e atrito entre colonos espanhóis e portugueses. 
b)       a fundação da colônia do Santíssimo Sacramento e utilização do princípio Uti possidetis. 
c)       necessidade dos portugueses constituírem uma via de acesso ao interior do Brasil, pelo rio da Prata. 
d)       necessidade de expulsar os Jesuítas da região dos Sete Povos da Missões. 
e)       a descoberta do ouro na região das Minas Gerais e a criação da Intendência das Minas. 
  
12 - (ACAFE – 1998) Sobre o processo dos descobrimentos e exploração do Novo Mundo é FALSO afirmar. 
  
a)       O Brasil, durante o período colonial, teve a maioria de suas riquezas canalizadas para Portugal, mas estas acabaram não permanecendo na metrópole, sendo usadas para pagar dívidas e sustentar a corte e o Império colonial. 
b)       O "Mercantilismo" ou capitalismo comercial caracterizou a economia européia dos séculos XVI ao XVIII e determinou a exploração das colônias do continente americano. 
c)       O monopólio comercial português no Brasil tornou o mercado interno da colônia muito forte, pois impedia legalmente relações comerciais do Brasil com outras cidades portuguesas além de Lisboa. 
d)       A alta rentabilidade das atividades econômicas no Brasil colonial devia-se, em grande parte, à imensa exploração do trabalho dos negros, trazidos ao Brasil como escravos. 
e)       A expansão comercial e a colonização foi feita numa associação entre Esta do e empreendedores privados (burguesia comercial). 
13 - (UNIFOR – 2000) Analise as proposições abaixo sobre a América Colonial. 
I. A implantação do Antigo Sistema Colonial na América representou o desdobramento da Expansão Mercantil, procurando atender os interesses das políticas mercantilistas dos Estados Modernos. 
II. As economias coloniais constituíam-se em prolongamento das economias metropolitanas 
fortalecendo-as na luta que travavam contra outros estados europeus. 
III. A economia colonial produzia artigos absorvidos pela metrópole e, por extensão, pelos mercados europeus e ao mesmo tempo consumia os produtos europeus, dentro de uma relação de monopólio, integrando o processo de acumulação primitiva de capital. 
  
Pode-se afirmar que 
  
a) somente I está correta. 
b) somente I e II estão corretas. 
c) somente I e III estão corretas. 
d) somente II e III estão corretas. 
e) I, II e III estão corretas. . 
  
  
14 - (UNIFOR – 2000) Observe a figura e leia o texto com atenção. 
  
  
  
"Sempre apresentada de pé ou sentada, a Europa porta coroa, vestido longo, às vezes chapéu, coroa de flores ou capacete. Seus instrumentos são o cetro, a abundância, a esfera da cruz, um touro e armas. Quase sempre deitada, com a cabeça ornada de penas, trazendo sobre o corpo nu apenas saiote e carregando um arco e flecha e uma maçã, tendo aos pés um tatu ou um jacaré, apresenta-se a América. A Ásia mostra-se de pé, com vestido, chapéu, turbante, trazendo nas mãos ramos de canela ou pimenta, turíbulo com especiarias, e acompanhada por um camelo." 
Em relação à Época Moderna, as figuras e o texto revelam uma visão 
  
a) antropocêntrica do mundo, onde a cultura espiritual dos povos é marcada pela valorização da natureza. 
b) eurocêntrica do mundo, onde a hegemonia cultural européia é um elemento emblemático bem definido. 
c) teocêntrica do mundo, onde a vida social e cultural do globo é profundamente marcada pela religiosidade. 
d) laica do mundo, onde o domínio cultural oriental é simbolizado nas representações cartográficas européias. 
e) racionalista do mundo, onde o controle científico e cultural europeu do globo é um elemento característico bem definido. 
  
15 - (EFOA – 1999) Na época do mercantilismo a coisa funcionava assim: a Colônia estava sempre forçada a vender seus produtos a preços impostos e em lugares indicados pela metrópole. A Colônia tinha de aceitar a venda de seus produtos a preços vis, sem discussão, nem escapatória possíveis, porque estava proibida de vendê-los a outros mercados e, além disso, não lhe era permitido valorizar seus produtos primários mediante transformação industrial. 
Nesse sentido, havia toda uma série de medidas severamente aplicadas a fim de que a Colônia jamais pudesse reagir contra as restrições impostas. 
  
Colocando-se, no presente, todos os verbos sublinhados no texto acima, tem-se a descrição do seguinte processo atual: 
  
a) Globalismo. 
b) Bloquismo. 
c) Neo-liberalismo. 
d) Liberalismo. 
e) Protecionismo.  
  
  16. (MACKENZIE) A colonização da América Latina foi marcada pelo espírito de aventura, lucro fácil e regida pelo Pacto Colonial. Isto produziu como resultado: 
  
a)      Uma sociedade amadurecida politicamente, o desenvolvimento econômico e o regime de pequena propriedade; 
b)      O desenvolvimento do mercado interno, das formas de trabalho livre e de grande iniciativa na sociedade civil; 
c)      O subdesenvolvimento econômico, devido à transferência da renda gerada para as metrópoles, a desigualdade social e uma fraca sociedade civil 
d)      O apego à terra, por parte do colono, evidenciado no tipo de exploração não predatória que desenvolveu; 
e)      A desvalorização do papel do Estado no desenvolvimento econômico e a não dependência dos países centrais. 
  
17. (FUVEST) Indique o elemento comum apresentado pelas colonizações portuguesa e espanhola na América: 
  
a)      A liberdade de religião e de pensamento para a populaçãooriginária das metrópoles. 
b)      Regime comercial de porto único. 
c)      Monopólio do comércio colonial exercido por grupos de mercadores metropolitanos. 
d)      Introdução do regime de encomienda. 
e)      Difusão da cultura ibérica através de universidades. 
  
18. (FESP) A colonização européia, nas terras conquistadas na América, contribuiu para uma concepção de mundo que consagrava certos preconceitos culturais e que estava longe de respeitar a maneira de viver dos povos dominados. Podemos afirmar que: 
  
a)      a colonização portuguesa foi a mais democrática, pois conseguiu um entendimento menos violento entre o colonizador e o colonizado; 
b)      as nações européias conseguiram financiar suas economias e acumular riquezas com a colonização, com destaque para a Inglaterra; 
c)      a existência do trabalho escravo demonstra a violência do sistema colonizador, sobretudo nas áreas de domínio espanhol; 
d)      há uma semelhança entre as colonizações inglesa e espanhola, na montagem da exploração das riquezas minerais das colônias; 
e)      toda colonização se caracteriza pela violência, sendo a exploração econômica um componente que marcou apenas as políticas colonizadoras da Espanha e Portugal. 
  
19. (UFPE) Uma conjugação de fatores possibilitou que as colonizações espanhola e inglesa, na América, desenvolvessem sociedades profundamente diferentes. 
  
Assinale a alternativa que indica tais diferenças. 
  
a)      A ausência de metais preciosos e a monocultura da cana-de-açúcar nas treze colônias da América inglesa. 
b)      A tolerância religiosa na América espanhola e a diversificação de atividades agrícolas na América inglesa. 
c)      A negligencia fiscal por parte da Inglaterra e a presença de colonos de diferentes credos políticos e religiosos, em busca de liberdade na América inglesa se contrapõe à presença do Estado espanhol na administração colonial e da religião católica junto aos colonos e índios. 
d)      A ausência da escravidão na América espanhola e a presença da servidão na América inglesa. 
e)      A monocultura da cana-de-açúcar, do tabaco e do algodão na América espanhola, em oposição à extração de metais preciosos na América inglesa. 
  
20. (UFF) “As colônias não passam de estabelecimentos de comércio.” 
  
(Choiseul, Ministro das Colônias da França, 1765.) 
  
Marque a opção que explica melhor a frase acima. 
  
a)      Segundo a visão mercantilista, a colonização era enfocada, principalmente, a partir dos interesses comerciais metropolitanos. 
b)      O ministro francês quis ressaltar com sua frase que a colonização mercantilista foi de todo entregue ao comércio privado e seus estabelecimentos. 
c)      A colonização mercantilista moderna ignorava a produção para concentrar-se só nas trocas e no lucro comercial. 
d)      Nas colônias dos Tempos Modernos, segundo Choiseul, o governo metropolitano desejava que os comerciantes, não os produtores, tivessem os principais postos de mando. 
e)      Choiseul representava os interesses dos comerciantes atacadistas franceses, daí ressaltar o caráter central do comércio na colonização da época. 
  
21. (PUC-CAMP) O processo de colonização européia da América, durante os séculos XVI, XVII e XVIII está ligado à, 
  
a)      Expansão comercial e marítima, ao fortalecimento das monarquias nacionais absolutas e à política mercantilista. 
b)      disseminação do movimento cruzadista, ao crescimento do comércio com os povos orientais e à política livre-cambista. 
c)      política imperialista, ao fracasso da ocupação agrícola das terras e ao crescimento do comércio bilateral 
d)      criação das companhias de comércio, ao desenvolvimento do modo feudal de produção e à política liberal 
e)      política industrial, ao surgimento de um mercado interno consumidor e ao excesso de mão-de-obra livre. 
  
22. (PUC-RJ) “Qualquer coisa pode ser feita com esse povo, eles são muito dóceis e, procedendo com zelo, podem facilmente ser ensinados a doutrina cristã. Eles possuem os instintos inatos de humildade e obediência e os impulsos cristãos de pobreza, nudez e desprezo pelas coisas deste mundo, caminhando descalços e sem chapéu com cabelos longos como apóstolos...” 
  
(Bispo Vasco de Quiroga. México, principio do Século XVI.) 
  
Tendo como referência o texto acima, considere as afirmativas que descrevem a visão do colonizador sobre os povos indígenas da América. 
  
I. A passividade dos povos indígenas e sua predisposição à cristianização. 
II. A inferioridade racial e cultural dos povos indígenas. 
III. A existência do hábito do trabalho como parte integrante do cotidiano dos povos indígenas. 
IV. A existência da noção de propriedade privada e produção de excedente visando o mercado. Assinale a alternativa que contém as afirmativas corretas: 
  
a)      somente I e IV; 
b)      somente II e III; 
c)      somente I e II; 
d)      somente III e IV; 
e)      todas as afirmativas estão corretas 
GABARITO: 
1 – B / 2 – A / 3 – C / 4 – C / 5 – A / 6 – C / 7 – A / 8 – A / 9 – C / 10 – C – 11 – B / 12 –C / 13 – E / 14 – B / 15 – E / 16 – C / 17 – C / 18 – B / 19 –C / 20 – A / 21 – A / 22 – C 
AMÉRICA INGLESA
1 - (CES – 2000) A colonização inglesa na América, diferindo do tipo da colonização espanhola e portuguesa, apresentou características de ocupação e enraizamento. As grandes propriedades com escravos, nas Treze Colônias, localizavam-se: 
  
a)      Ao centro; 
b)      Ao sul; 
c)      Ao norte; 
d)      A leste; 
e)      A oeste. 
  
2 – (FUVEST – 1993) "O puritanismo era uma teoria política quase tanto quanto uma doutrina religiosa. Por isso, mal tinham desembarcado naquela costa inóspita, (...) o primeiro cuidado dos imigrantes (puritanos) foi o de se organizar em sociedade". Esta passagem de A Democracia na América, de A. de Tocqueville, diz respeito à tentativa 
  
a)       malograda dos puritanos franceses de fundarem no Brasil uma nova sociedade, a chamada França Antártida. 
b)       malograda dos puritanos franceses de fundarem uma nova sociedade no Canadá. 
c)       bem sucedida dos puritanos ingleses de fundarem uma nova sociedade no Sul dos Estados Unidos. 
d)       bem sucedida dos puritanos ingleses de fundarem uma nova sociedade no Norte dos Estados Unidos, na chamada Nova Inglaterra. 
e)       bem sucedida dos puritanos ingleses, responsáveis pela criação de todas as colônias inglesas na América. 
  
3 – (PUC – MG – 1998) Este trecho da carta de doação de terras na América do Norte a Sir Walter Raleight (1585): “(...) poderá apropriar-se de todo o solo destas terras, territórios e regiões por descobrir e possuir, assim como todas as cidades, castelos, vilas e vilarejos e demais lugares dos mesmos (...)” indica que a Coroa Inglesa: 
  
a)       desconhece completamente as terras americanas. 
b)       pretende formar uma sociedade de base urbana. 
c)       tem uma política de colonização bem definida. 
d)       procura afrontar o grande poder dos espanhóis. 
e)       objetiva cristianizar a população ameríndia. 
  
4 – (UERJ – 1999) Leia os textos: 
  
 "(...) Aqueles que vivem atormentados com a preocupação de como ganhar decentemente sua subsistência, ou aqueles que, com seu trabalho, mal conseguem levar uma vida confortável, procederão bem se vierem para este lugar, onde qualquer homem, seja quem for, que esteja disposto a enfrentar moderados esforços, tem assegurada uma existência bastante confortável e está a caminho de elevar sua fortuna muito além do que ousaria imaginar (...)  
  
Que nenhum homem se preocupe com a idéia de ser um servo durante quatro ou cinco anos (...). É preciso considerar, então, que assim que seu tempo terminar possuirá terra. (...) Portanto, todos os artífices, carpinteiros, construtores de veículos, marceneiros, pedreiros, ferreiros ou diligentes agricultores e lavradores (...) devem levar em consideração o assunto." 
  
(Petição de um imigrante europeu do séc. XVII. Apud Coletânea de Documentosde História da América. São Paulo: CENEP, 1978.) 
  
Interpretando esse texto, conclui-se que o imigrante se refere à seguinte área de colonização na América:  
  
a)       espanhola, região platina  
b)       portuguesa, sul do Brasil  
c)       holandesa, região das Antilhas  
d)       inglesa, região da Nova Inglaterra 
  
5 – (CESGRANRIO) No processo de colonização dos EUA podemos afirmar que: 
  
a)      Nas colônias do norte estabeleceu-se uma economia baseada na monocultura, grande propriedade rural e mão-de-obra escrava. 
b)      Tanto a colonização das colônias do norte quanto as do sul, foram diretamente organizadas pelo Estado absolutista inglês. 
c)      A Inglaterra utilizava os princípios do liberalismo político e econômico para governar as suas relações com as treze colônias americanas. 
d)      O capital comercial inglês não teve qualquer participação na colonização dos EUA. 
e)      A partir do século XVIII a Inglaterra adotou leis que visaram impedir o desenvolvimento manufatureiro das colônias e transferir mais renda para a metrópole desgastada com a Guerra dos Sete Anos. 
  
6 - (UNESP) A colonização inglesa na América do Norte chegou a ser diferente da efetuada pelos espanhóis e portugueses no sul do continente, pela conjugação de uma série de fatores: 
  
I - A Inexistência de metais preciosos no solo das 13 colônias. 
II - A negligência fiscal por parte da Inglaterra, possibilitando um desenvolvimento quase autônomo nas colônias do Nordeste. 
III - Os elementos nela envolvidos eram, em sua maioria, refugiados religiosos e políticos em busca de liberdade para professar as suas crenças e ideais. 
IV - A perfeita adaptação da cana-de-açúcar às condições climáticas e ao solo das 13 colônias. 
  
Assinale a alternativa correta: 
  
a)      Se as opções I e IV estão corretas. 
b)      Se as opções II e III estão corretas. 
c)      Se apenas a opção IV está correta. 
d)      Se as opções II e IV estão corretas. 
e)      Se todas as opções são incorretas. 
  
7 - (UFLondrina – PR) A política dominante nas colônias inglesas na América do Norte foi marcada, dentre outros fatores: 
  
a)      pelo extermínio sistemático das tribos indígenas. 
b)      Pelo monopólio da produção de alimentos para exportação. 
c)      Pelo uso generalizado de mão-de-obra assalariada. 
d)      Pela exploração em larga escala de metais preciosos. 
e)      Pela ocupação exclusiva das regiões interioranas. 
  
GABARITO:
 1 – B / 2 – D / 3 – A / 4 – D / 5 – E / 6 – B / 7 – A
 
AMÉRICA ESPANHOLA
1 - (CES – 2000) A cultura dos Astecas, uma das mais importantes do mundo pré-colombiano, floresceu na região que hoje corresponde à: 
a)      Região dos Andes; 
b)      Região do México; 
c)      Colômbia, Peru e Bolívia; 
d)      América Central; 
e)      América do Sul. 
2 - (CES – 2000) - O Peru, que veio a se constituir um grande vice-reino e um dos centros civilizatórios mais importantes da América Espanhola, foi conquistado por: 
a)      Fernão Cortez; 
b)      Diogo Almagro; 
c)      Francisco Pizarro; 
d)      Fernão Dias Pais; 
e)      Balboa. 
3 - (CES – 2000) - A Mineração foi a atividade econômica mais importante na América espanhola, durante o período colonial. Muitos fatores levaram à decadência destes complexos mineradores na região andina e no planalto mexicano. 
Assinale a modalidade de mão-de-obra que predominou nas minas de prata, nos séculos XVI e XVII: 
a)      Indígena, submetida ao trabalho compulsório; 
b)      Negra, submetida ao trabalho servil; 
c)      Homens livres no regime de trabalho assalariado; 
d)      Indígena, adaptado ao trabalho livre; 
e)      Brancos e Negros em regime cooperativo. 
4 - (FGV – CGA – 1998) Na colonização espanhola na América Andina, houve uma instituição incaica que foi aproveitada pelos espanhóis, tornando-se um elemento decisivo para o domínio destes. Essa instituição era: 
a.) a Plantation;
b.) o Quipu;
c.) a Mita; 
d.) a Chicha;
e.) a Hacienda. 
5 - (FGV – CGA – 1998) "Como sairão das Universidades os que hão de governar, se não há Universidade na América onde se ensine os fundamentos da arte do governo, que é a análise dos elementos peculiares dos povos da América Os jovens saem ao mundo olhando-o através de lentes ianques ou francesas, aspirando dirigir um povo que não conhecem (...) Resolver o problema depois de conhecer seus elementos é mais fácil do que resolver o problema sem os conhecer. (...) Conhecer o país é governá-lo conforme o conhecimento, é o único modo de livrá-lo de tiranias (...) Nossa Grécia é preferível à Grécia que não é nossa (...) não há pátria na qual possa ter o homem mais orgulho do que em nossas dolorosas repúblicas americanas." (José Martí. Nossa América) 
A partir do extrato acima é correto afirmar: 
a)       A proposta de Martí consiste em valorizar os elementos norte-americanos, franceses e gregos em detrimento dos demais para compreender a sociedade na qual vivemos e poder transformá-la; 
b)       Uma visão das Universidades na América como instituições não formadoras de conhecimento sobre a própria realidade em que estão inseridas, resultando na preparação de jovens sem competência para governar seus países; 
c)       Uma crítica às Universidades ianques e francesas que não formam os jovens para a compreensão das sociedades latino-americanas; 
d)       José Martí participou ativamente da segunda guerra de independência de Cuba e esse extrato tem relação direta com essa guerra; 
e)       Uma crítica ao desconhecimento de todos acerca dos problemas latino-americanos e portanto, simultaneamente, uma justificativa das tiranias nesse continente; 
6 - (FGV – CGA – 1998) 33 A conquista de Cuzco, centro do Império Inca, deu-se por: 
a)       Hernán Cortez, em 1519; 
b)       Francisco Pizarro, em 1533; 
c)      Juan Ponce De Leon, em 1508; 
d)       Vasco Nunes de Balboa, em 1509; 
e)       Diego de Velásques, em 1511. 
07 - (FUVEST – 1996) - Sobre as universidades na América colonial, é possível afirmar que 
a)       as Coroas portuguesa e espanhola, preocupadas desde o início do período colonial com a questão da educação, criaram universidades já no século XVI. 
b)       no Brasil não foram criadas universidades no período colonial e na América Espanhola elas tiveram apenas existência efêmera, não havendo real interesse em sua manutenção. 
c)       as Coroas portuguesa e espanhola, envolvidas com a implantação de um sistema de exploração, não cuidaram da criação de universidades em suas colônias. 
d)       assim como Salamanca serviu de modelo para a organização das universidades da América Espanhola, Coimbra foi modelo no Brasil e em Goa, na Índia. 
e)       enquanto no Brasil não foram criadas universidades no período colonial, na América Espanhola, já no século XVI, foram fundadas a universidade de São Marcos de Lima e a do México. 
8 - (FUVEST – 1998) - As relações comerciais entre a Espanha e suas colônias, até a primeira metade do século XVIII, se caracterizaram por 
a)       um sistema de portos únicos, responsáveis por todas as transações comerciais legais. 
b)       um pacto colonial igual àquele que se desenvolvia entre o Brasil e sua metrópole. 
c)       um sistema de liberdade de comércio, sem qualquer controle metropolitano. 
d)       um sistema de comércio livre-triangular, envolvendo a Espanha, a América e a África. 
e)       um sistema que concedia privilégios aos comerciantes da região do Prata. 
9 - (FUVEST – 1999) - A Guerra da Sucessão Espanhola e o Tratado de Utrecht (1713) representaram 
a)      a grande penetração inglesa nos mercados da América Espanhola através dos navios de permissão e do "asiento" do tráfico negreiro; 
b)       o afastamento de Filipe V e sua substituição por Carlos II, o que atendia aos interesses franco-espanhóis; 
c)       a cessão de Terra Nova e Acádia à França, tornando-se esta a grande rival da Inglaterra na América do Norte; 
d)       a retomada dos Países Baixospela Espanha, além de Gibraltar e Minorca, consagrando o poderio espanhol no mundo europeu; 
e)       o fim dos conflitos coloniais e a vigência do princípio da legitimidade no reconhecimento das independências das novas nações. 
10 - (PUC-RJ) “Qualquer coisa pode ser feita com esse povo, eles são muito dóceis e, procedendo com zelo, podem facilmente ser ensinados a doutrina cristã. Eles possuem os instintos inatos de humildade e obediência e os impulsos cristãos de pobreza, nudez e desprezo pelas coisas deste mundo, caminhando descalços e sem chapéu com cabelos longos como apóstolos...” 
(Bispo Vasco de Quiroga. México, princípio do Século XVI.) 
Tendo como referência o texto acima, considere as afirmativas que descrevem a visão do colonizador sobre os povos indígenas da América. 
I. A passividade dos povos indígenas e sua predisposição à cristianização. 
II. A inferioridade racial e cultural dos povos indígenas. 
III. A existência do hábito do trabalho como parte integrante do cotidiano dos povos indígenas. 
IV. A existência da noção de propriedade privada e produção de excedente visando o mercado. 
Assinale a alternativa que contém as afirmativas corretas: 
a)      somente I e IV; 
b)      somente II e III; 
c)      somente I e II; 
d)      somente III e IV; 
e)   todas as afirmativas estão corretas. 
11 - (PUC – MG – 1998) Na colonização da América espanhola, foram adotados como sistemas de organização e exploração da mão-de-obra indígena a “encomienda” e a “mita”, sobre as quais é correto afirmar, EXCETO: 
a)       A “mita” era uma forma de escravidão dissimulada muito empregada na mineração. 
b)       Os encomenderos podiam cobrar tributos em dinheiro ou em trabalho dos índios. 
c)       Na “encomienda” e na “mita”, o trabalho indígena era muito mal remunerado. 
d)       Na “mita”, as tribos indígenas eram obrigadas a fornecer certo número de trabalhadores para as minas. 
e)       Na “encomienda”, os encomenderos recebiam da Coroa direitos sobre várias áreas. 
12 - (PUC – MG – 1999) Na Hispano-América Colonial, a administração municipal centralizou-se: 
a)       nas intendências que, até o século XVIII, controlavam a vida dos funcionários da Coroa. 
b)       nos Vice-Reinos, que se localizavam nas áreas de maior valor econômico. 
c)       nas Audiências, verdadeiros tribunais judiciários, onde atuavam os ouvidores. 
d)       nos Cabildos, que possuíam poderes legislativos e judiciários. 
e)       nas Capitanias-Gerais, localizadas em territórios estrategicamente importantes. 
13 - (PUC – MG – 1999) A sociedade que foi constituindo-se na Hispano-América Colonial possuía uma rígida estratificação social na qual se destacavam, EXCETO: 
a)       os peninsulares ou chapetones, que eram os grandes burocratas e mercadores coloniais. 
b)       os criollos, que eram grandes proprietários de terras, comerciantes, pecuaristas e arrendatários de minas. 
c)       os kuracas, indígenas hispanizados, que exerciam cargos burocráticos na justiça, Exército e Igreja. 
d)       os mestiços, que exerciam funções intermediárias, como artesãos in-dependentes, feitores e posseiros. 
e)       os escravos negros, empregados em serviços domésticos e, nas Antilhas, na produção agrícola. 
14 - (PUC – MG – 1999) Sobre a economia colonial na Hispano – América, é correto afirmar, EXCETO: 
a)       A mineração proporcionou a liquidez financeira necessária para a Metrópole manter a burocracia, a nobreza e atender às demandas da sociedade e do Império. 
b)       A grande propriedade rural, orientada para a exportação, floresceu no império colonial espanhol somente a partir do século XVIII. 
c)       As áreas coloniais funcionaram como área periférica dos países da Europa Ocidental, contribuindo para a expansão de suas economias. 
d)       A mão-de-obra tornava-se menos livre, enquanto, na Europa Ocidental, aumentava a diferenciação social, mobilidade e maior liberdade pessoal. 
e)       Os “criollos” detinham o poder econômico e o poder político, sendo a classe privilegiada pela metrópole no transcorrer da colonização. 
15 - (PUC – MG – 1999) Na América de colonização espanhola e na América de colonização portuguesa, o poder local, nas vilas e cidades, era exercido respectivamente: 
a)       pela Audiência e Provedor. 
b)       pelo Encomendeiro e Juiz Ordinário. 
c)       pelo Adelantado e Capitão – Donatário. 
d)       pelo Corregedor e Ouvidor. 
e)       pelo Cabildo e Câmara Municipal. 
16 - (PUC – MG – 1999) Sobre o colonialismo ibérico no Novo Mundo, é correto afirmar que, EXCETO: 
a)       promoveu a dizimação da população indígena com a violência e a exploração. 
b)       teve um objetivo civilizador com a europeização das áreas coloniais. 
c)       possibilitou o desenvolvimento do mercado interno a partir do século XVII. 
d)       esteve subordinado à política mercantilista metropolitana. 
e)       os burgueses, apoiados pelo Estado, foram grandes beneficiados. 
17 - (PUC – RJ – 2000) "Diziam que haviam visto chegar em sua terra certas pessoas muito diferentes de nosso costume e vestiário, que pareciam viracochas, que é o nome pelo qual antigamente denominamos o Criador de todas as coisas...; primeiro porque se diferenciavam muito de nosso traje e semblante...; andavam em uns animais muito grandes, os quais tinham os pés de prata...; porque os viram falar sozinhos em uns panos brancos como uma pessoa falava com outra...; uns eram de barbas negras e outros de barbas vermelhas e os viam comer em prata; e também porque tinham yllapas, nomes que nós temos para os trovões e isto diziam por causa dos arcabuzes, porque pensavam que eram trovões do céu..." 
(Descrição dos conquistadores atribuída a Titu Cusi Yupanqui, filho de Manco II, que ocupou o trono inca em Vilcabamba, de 1557 a 1570, ditada ao agostiniano Frei Marcos García) 
O relato apresenta algumas idéias que, num primeiro momento, os incas construíram a respeito dos conquistadores espanhóis. Sobre elas estão corretas as seguintes afirmativas, com EXCEÇÃO de: 
a)       Os incas admiraram-se com a leitura dos citados "panos brancos", por não possuírem um sistema de escrita. Seus poemas narrativos, orações e estórias eram transmitidos oralmente de geração a geração. 
b)       Os incas acreditavam que comer em objetos de prata e usar trajes que não expressassem as sólidas hierarquias sociais eram atitudes consideradas ofensivas aos deuses; o uso da barba era, pelo mesmo motivo, proibido entre eles. 
c)       Os homens a cavalo pareceram inicialmente à população indígena pessoas disformes e monstruosas, de duas cabeças mas um só corpo, uma vez que esses animais velozes e de grande porte eram totalmente desconhecidos no altiplano. 
d)       Como acontecera com os astecas, a chegada dos homens brancos foi num primeiro momento vista pelos incas como o retorno dos deuses, de Viracocha e seus filhos. Antigos presságios, nas duas culturas, já anunciavam essa possibilidade. 
e)       As armas de fogo, tal como as montarias, não só assustavam facilmente a população camponesa; eram expressão de uma incomparável superioridade militar e técnica ignorada até então pelos incas. 
18 - (UERJ – 2000) Na Espanha, o fato de não possuir ascendentes judeus ou árabes constitui uma espécie de título de nobreza; na América, a cor da pele (mais ou menos branca) indica a posição social do indivíduo. 
(HUMBOLDT, A. von. “Ensaio político sobre o reino da Nova Espanha”. 1807. Apud S. Stein & B. Stein. A herança colonial da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.) 
O trecho acima demonstra que a conquista e a colonização da América hispânica possibilitaram a formação de uma sociedade hierarquizada, em que, além da “pureza de sangue” e da renda, a cor constituía-se em outro critério básico para o pertencimento à elite social. 
Nessa perspectiva, a sociedade da América colonial hispânica pode ser caracterizada pela: 
a)       incorporação da nobreza ameríndia à elite peninsular e criolla 
b)       proibiçãolegal da miscigenação entre peninsulares e ameríndios 
c)       impedimento à ascensão dos criollos aos altos cargos administrativos 
d)       importância do clero ameríndio nas principais cidades mineiras e portuárias 
19 (UFF – 1999) No ano de 1998 comemoraram-se os quinhentos anos da chegada de Vasco da Gama às Índias, fato considerado como um dos marcos das grandes navegações e descobrimentos que antecederam a descoberta e a colonização do “Novo Mundo”. 
Assinale a opção que revela uma característica da colonização espanhola na América. 
a)               Criação de Universidades por toda a área de colonização com o propósito de ilustrar as elites indígenas americanas para consolidar o domínio colonial. 
b)              Redirecionamento da política colonial no Novo Mundo tendo como fato determinante o florescimento do comércio com as Índias. 
c)       Exploração da mão-de-obra negra escrava por meio de instituições como o repartimiento com o objetivo de atender às demandas de produtos primários da Europa. 
d)       Divisão do território ocupado em sesmarias com o intuito de extrair maior volume de prata e ouro do subsolo. 
e)       Fundação de uma rede de cidades estendida por toda a área ocupada, formando a espinha dorsal do sistema administrativo e militar. 
20 - (UFMG – 1997) Assinale a alternativa que caracteriza o sistema de trabalho conhecido como mita. 
a)       Trabalho escravo de negros nas plantações de açúcar do Caribe. 
b)       Trabalho forçado de índios e mestiços nas plantações de café da Colômbia. 
c)       Trabalho forçado de índios nas minas de ouro e prata do Peru e Alto Peru. 
d)       Trabalho escravo de índios nas minas de salitre e cobre do Chile. 
21 - (UFPB – 1994) A empresa colonial espanhola na América utilizou-se basicamente da mão-de-obra indígena, diferentemente da colonização portuguesa, que se fundamentou na escravidão negra africana. 
Os sistemas de trabalho mais utilizados no enquadramento do indígena aos interesses espanhóis foram 
a)    encomienda e mita 
b)   obranjes e mita 
c)    encomienda e obranjes 
d)   obranjes e cuatequil 
e)    mita e cuatequil 
22 - (UFRJ – 2000) 
“1785 
Cidade do México 
Sobre a Literatura de Ficção na Época Colonial 
 O vice-rei do México, Matias de Gálvez, assina um novo decreto a favor dos trabalhadores índios. Receberão os índios salário justo; bons alimentos e assistência médica; e terão duas horas de descanso, ao meio dia, e poderão mudar de patrão quando quiserem.” 
Galeano, Eduardo. As Caras e as máscaras. Rio, Nova Fronteira, 1985. p.107. 
	O autor procura ironizar com o título dado ao texto as práticas desenvolvidas pelos espanhóis na América, já que 
a)       os indígenas trabalhavam legalmente como escravos dos espanhóis sendo falsa a idéia de “salário justo” e “boas condições de vida e trabalho”. 
b)       apesar das várias legislações sobre o assunto, ocorria, na prática, uma superexploração do trabalho indígena sob os regimes da mita ou da encomienda. 
c)       a situação dos indígenas americanos era, na época, bem melhor do que propunha o decreto do vice-rei do México pela pressão exercida a favor deles pela Igreja Católica. 
d)       os indígenas não podiam nunca mudar de patrão pois este sempre fora o rei da Espanha, que não abria mão dessas prerrogativas. 
e)       o decreto não tinha razão de ser, pois os indígenas mexicanos tinham sido completamente dizimados pela 
23 - (UFU– 1999) Durante a colonização da América, os espanhóis utilizaram diversas formas de trabalho de acordo com o tipo de economia predominante em cada região. Observe as alternativas abaixo e assinale a correta. 
a)       Com a proibição, pela Coroa, da escravidão indígena em 1542, nas regiões de mineração de prata, o trabalho escravo africano substituiu a mão-de-obra indígena a partir do final do século XVI. 
b)       Nas regiões de pecuária e agricultura, como o México e a do Rio da Prata, o sistema de trabalho era a "encomienda". Os índios eram repartidos entre os grandes proprietários e obrigados a trabalharem dois dias por semana em troca de um pequeno salário. 
c)       Na região de mineração de prata de Potosí e Zacateca, as principais formas de trabalho foram a "mita" e o "cuatequil", uma adaptação da "mita" de origem incaica. As comunidades indígenas sujeitas a este sistema eram obrigadas a fornecer, em regime rotativo, um certo número de trabalhadores para servirem aos proprietários das minas. 
d)       A instituição da "mita" como regime de trabalho, ao fixar as populações indígenas em suas comunidades de origem, restringindo os deslocamentos constantes do sistema de "encomiendas", contribuiu para preservar a organização social e as tradições culturais dessas populações. 
e)       Para atender aos interesses econômicos dos colonizadores, que necessitavam do trabalho indígena, a Coroa espanhola não chegou a legislar sobre as relações de trabalho na América, deixando que os proprietários se entendessem livremente com a mão-de-obra indígena. 
24 - (UFU– 2000) A respeito da sociedade colonial hispano-americana, é correto afirmar que 
a)       utilizando-se de uma rígida hierarquia social, os homens brancos, nascidos na Espanha ou na América, asseguravam para si um status privilegiado, dominando a vida política e econômica da colônia. 
b)       aos criollos estava reservado o controle dos altos cargos dirigentes na administração civil, no exército e na Igreja, enquanto a posse de grandes propriedades e o arrendamento de minas lhes eram proibidos. 
c)       a manutenção da hierarquia social, baseada na pureza de sangue, condenava os mestiços a posições de servidão, impedindo-os de participar da vida econômica da colônia. 
d)       após a proibição da escravização indígena, no início da colonização, os escravos negros passaram a ser a base de sustentação da economia colonial, trabalhando nas minas e na produção agrícola. 
25 - (UNIFOR – 2000) O "exclusivo" comercial pretendido pela Espanha no século XVI foi o mais austero entre todos os que surgiram no período mercantilista. À Casa de Contratación, sediada em Sevilha, cabia 
a)      fundar cidades e construir fortaleza na colônia e representar o domínio espanhol na América com prerrogativas jurídicas e militares. 
b)      promover a cristianização dos índios e entregar ao Estado metropolitano um quinto da produção das terras exploradas. 
c)      controlar a administração das minas e supervisionar a ação dos jesuítas na colônia e a evangelização dos nativos. 
d)      referendar as decisões do Conselho das Índias na colônia, ocupado pelos espanhóis nascidos na América. 
e)      controlar todo o comércio, regulamentar a administração colonial, nomear os funcionários e funcionar como Supremo Tribunal de Justiça. 
26 - (UNIFOR – 2000) Em 1532, a expedição do espanhol Francisco Pizarro conquista a capital sul do Império Inca, atual Cuzco. Três anos depois, é fundada a Ciudad de los Reyes, hoje a capital, Lima. A colônia é elevada a vice-reino do Peru em 1543, graças 
a)      à exploração das minas de prata, de ouro e de mercúrio. 
b)      aos jesuítas que implantam na região cerca de 30 missões que tinham entre outros, o objetivo de catequizar os guaranis. 
c)      à aceitação dos estrangeiros por parte dos índios cunas, guaymís e chocós que se mesclam aos espanhóis. 
d)      ao desenvolvimento dos dois primeiros povoados Arequipa e Trujillo que conservaram os idiomas de seus habitantes nativos – o quechua e o aimará e são os berços da civilização peruana. 
e)      ao desenvolvimento das culturas tropicais tais como: abacaxi, banana e cana-de-açúcar. 
27 - (UNIFOR – 2000) Os cabildos, na América Espanhola, eram 
a)      os contratos da Coroa com companhias estrangeiras de comércio, que, em troca de um pagamento à monarquia, tinham o monopólio de comercializar os escravos negros no continente americano. 
b)      câmaras municipais no Período Colonial, encarregadas da administração das cidades.c)       companhias comerciais criadas na época do Absolutismo e que tinham a exclusividade do comércio com a colônia, cidade ou região. 
d)       associação de pessoas da mesma profissão sujeitas às mesmas regras e estatutos, com os mesmos deveres e direitos e com os mesmos rituais. 
e)       rebeliões ou motins promovidos por militares com a finalidade de tomar o poder. 
28 - (MACKENZIE) A colonização da América Latina foi marcada pelo espírito de aventura, lucro fácil e regida pelo Pacto Colonial. Isto produziu como resultado: 
a)      Uma sociedade amadurecida politicamente, o desenvolvimento econômico e o regime de pequena propriedade; 
b)      O desenvolvimento do mercado interno, das formas de trabalho livre e de grande iniciativa na sociedade civil; 
c)      O subdesenvolvimento econômico, devido à transferência da renda gerada para as metrópoles, a desigualdade social e uma fraca sociedade civil; 
d)      O apego à terra, por parte do colono, evidenciado no tipo de exploração não predatória que desenvolveu; 
e)      A desvalorização do papel do Estado no desenvolvimento econômico e a não dependência dos países centrais. 
29 - (FUVEST) Indique o elemento comum apresentado pelas colonizações portuguesa e espanhola na América: 
a)      A liberdade de religião e de pensamento para a população originária das metrópoles. 
b)      Regime comercial de porto único. 
c)      Monopólio do comércio colonial exercido por grupos de mercadores metropolitanos. 
d)      Introdução do regime de encomienda. 
e)      Difusão da cultura ibérica através de universidades. 
30 - (UNESP) Na questão abaixo são feitas duas afirmativas ligadas pela palavra PORQUE. 
Entre as recompensas da Coroa espanhola aos conquistadores e colonizadores da América, a encomienda foi sempre a mais cobiçada PORQUE a encomienda na América colonial espanhola constitui uma forma de trabalho compulsório a que estavam sujeitos os indígenas. 
Responda: 
a)      Se as duas afirmativas são erradas. 
b)      Se as duas afirmativas são corretas e a segunda é causa da primeira; 
c)      Se a primeira afirmativa é certa e a segunda é errada; 
d)      Se a primeira é errada e a segunda é certa; 
e)      Se as duas são certas, mas a segunda não é causa da primeira. 
31 - (UFPE) A coroa espanhola, muito ciosa do seu poder, procurou adotar medidas, visando à exploração e ao controle de suas colônias da América. Entre essas medidas, não se encontra: 
a)      O enquadramento do índio - que representava a mais importante mão-de-obra - em diversas formas de prestação de serviços, como a mita e a encomenda; 
b)      As concessões feitas à Igreja, nas colônias, transformando-a em aliada; 
c)      A prática de uma política mercantilista, contrária ao metalismo, impedindo que se desenvolvessem, nas colônias, a agricultura e a pecuária; 
d)      A subordinação das colônias ao sistema do Exclusivo Comercial, nem sempre observado fielmente; 
e)      O controle - feito pela Casa de Concentração em Sevilha - da importação de minérios, cuja exploração, rapidamente, se converteu na atividade econômica principal da colônia. 
32 - (FESP) A dominação espanhola na América permitiu à metrópole, já no século XVI, grandes dividendos econômicos. Tal resultado foi possível 
a)      porque a colonização espanhola baseou-se em uma administração centralizada e empreendedora; 
b)      pelo fato de a Espanha ter incentivado a vinda maciça de escravos africanos para a América; 
c)      pela elevada densidade da população indígena nas zonas de mineração; 
d)      pela exportação de produtos agrícolas tradicionais dos indígenas para a Europa; 
e)      devido à facilidade não só de acesso às minas, como de exploração da prata nelas existente. 
33 - (FESP) A administração espanhola, nas suas colônias da América, era rígida. Assinale a alternativa correta com relação à organização administrativa implantada pela Espanha. 
a)      Foi instituído o regime de porto único que evitou a existência do contrabando. 
b)      A principal autoridade era o vice-rei, nomeando pelo monarca espanhol. 
c)      Não havia divisões administrativas, nem capitanias, como no caso do Brasil. 
d)      Havia o Conselho das Índias formado pela burguesia local, que não tinha poder legislativo e influenciava nas decisões do vice-rei. 
e)      Havia uma certa autonomia das colônias numa limitação do modelo inglês. 
  
GABARITO: 
1 – B / 2 – C / 3 – A / 4 – C / 5 – B / 6 – B / 7 – E / 8 – A / 9 – A / 10 – C / 11 – C / 12 – D / 13 – C / 14 – E / 15 – E / 16 – C / 17 – B / 18 – C / 19 – E / 20 – C / 21 – A / 22 – B / 
23 – C / 24 – A / 25 – E / 26 – A / 27 – B / 28 – C / 29 – C / 30 – B / 31 – C / 32 – C / 33 - B 
CAPÍTULO 06
INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPENHOLA
Com a segunda metade do século XVIII, a partir da Revolução Industrial, aguçaram-se as contradições entre o capital comercial, que organizara o sistema de produção colonial, através do monopólio, e o capital industrial. Neste momento o monopólio parece como entrave ao desenvolvimento capitalista. Isto devido ao fato de que com o desenvolvimento das fábricas, as nações que empreenderam a formação das mesmas, passam a necessitar de um mercado livre com o objetivo de ampliar os mercados e buscar matérias primas. O antigo sistema colonial não poderia permanecer imune a essas mudanças estruturais. Esta tendência foi amarrada pela resistência de Espanha e Portugal, que tentaram a todo custo manter a velha ordem. No entanto, embaladas pela Revolução Americana e pelas idéias Iluministas, além da Revolução Francesa, as elites da América Colonial desencadearam o processo de Independência, visando asseguram o livre comércio e a emancipação política, para assim configurar o território americano, independente, conforme mapa abaixo. 
 
1 – Antecedentes
	Como e notório, percebe-se que as colônias ibéricas não conseguiram desenvolvimento, sequer aproximado aos casos metropolitanos. Portugal e Espanha, mesmo com seus impérios coloniais não conseguiram desenvolver suas manufaturas e passaram a recorrer às colônias francesas e inglesas para que estas abastecessem tanto suas metrópoles como suas colônias.
	Com isso, as potências entraram em um processo de rápido endividamento, tornando com o passar dos anos, dependente economicamente em relação aos países manufaturados. Como conseqüência deste declínio econômico, as mesmas perderam em peso no momento de decisões políticas européias.
	Diante deste quadro, Portugal e Espanha promoveram uma série de reformas administrativas em suas colônias visando aumentar as rendas oriundas da América, para assim poder negociar em pé de igualdade com as demais nações européias. O Objetivo principal de tais reformas seria o fortalecimento do pacto colonial, e assim impedir o contrabando, principalmente o executado pelos ingleses.
	As principais medidas tomadas pelos administradores espanhóis foi o de liberar os portos espanhóis a manterem contato com as colônias, descentralizando assim, a ordem que vigorava anteriormente. Tais medidas foram eficazes uma vez que reduziram com a prática do contrabando, o aumento de manufaturas espanholas nas colônias, aumento de arrecadação tributária. Em Portugal, Marques de Pombal tomou medidas importantes também, como: monopólio sobre a extração de diamantes, aumento do número de casa de fundição e instituiu a derrama (imposto sobre a produção aurífera). No entanto D. Maria I manteve a proibição de instalação de manufaturas no Brasil.
Toda essa opressão metropolitana, impedindo as elites colônias de ascensão social e política, além do impedimento de administrar os seus próprios negócios, acabou por gerar rebeliões que visavam a Independência das colônias. Estas rebeliões foram notoriamente influenciadas pela Revolução Francesa (direitos Iluministas contra a Tirania dos Reis) e Americana (possibilidade de autonomia confirmada). Com estes idéias as elites passaram a atacar a essência do sistema colonial: o monopóliocomercial. 
2 – A Emancipação Espanhola
	A elite colonial hispano-americana (crioullos) era composta por americanos (brancos) que controlavam as principais atividades econômicas como a pecuária, mineração, agricultura...
	No entanto, tal importância econômica não era seguida por participação nas decisões políticas nem mesmo em relação a administração colonial, que ficava a cargo dos chapettones (diretamente ligados a Espanha), que tinham como dever observar e fazer valer o Pacto Colonial.
	Com o capital adquirido pelos crioullos, através de seu trabalho e também através do contrabando, além da abertura dos portos espanhóis essa classe conseguiu acumular ainda mais riquezas. 
	No momento em que chega a América as notícias de invasão napoleônica em território espanhol, os crioullos converteram os Cabildos (participação política das elites coloniais) em focos de estímulo aos espanhóis. Esta manifestação tinha por objetivo o reconhecimento no futuro das colônias como um Reino Unido, pois a equiparação jurídica garantiria a liberdade de comércio, e no caso de uma negativa seria mais fácil a Independência em caso de governo espanhol, pois a França se mostrava com um poderio avassalador.
	No entanto, com o fracionamento da Espanha em juntas representativas com interesses diversos a elite crioulla ficou dividida em duas facções: os que lucravam com o monopólio comercial desejando manter a ordem, e os que lucravam com o contrabando e desejavam a liberalização dos portos às nações neutras e amigas.
	A divisão da elite levou a classe a criarem exércitos próprios inaugurando na Américo um período de guerras civis, além de movimentos populares, uma vez que o povo via na emancipação uma forma de superar sua condição de massa explorada. Temendo os rumos destes movimentos, as elites canalizaram as diferentes classes e seus interesses, contra um inimigo comum: os opressores espanhóis.
	As lutas de independência podem ser divididas em dois momentos básicos: 
	A – Primeira Etapa
	Esta primeira etapa de movimentos de Independência é marcada por sucessos e fracassos nas tentativas de Independência. As derrotas com a pesada opressão espanhola pode ser explicada quando observamos os diferentes fatores: isolamento geográfico entre as colônias, os conflitos de interesses das diferentes facções dos crioullos e pela falta de apoio externo.
1 – O Caso Venezuelano: A – 1811: Congresso Geral proclama Independência com Francisco Miranda sendo nomeado presidente
			 B – 1812: Miranda derrotado pelos espanhóis
			 C – 1813: Simon Bolívar chefia guerrilheiros e toma Caracas.
			 D – 1814: Movimento derrotado e Bolívar refugia-se na Jamaica
		 	 E – 1817: Bolívar retorna, toma Venezuela e instala governo provisório.
(Simon Bolívar)
2 – O Caso Argentino
			 A – 1810: Rebelião destitui o Vice Reino do Prata
			 B – Repressão dos espanhóis e derrota crioulla. José San Martin Organiza guerrilhas
			 C – 1816: Congresso de Tucumán proclama Independência
3 – O Caso Chileno
			 A – 1810: Revoltosos liderados por José Miguel Carrera, dominam grande parte do país.
			 B – Neste período Vice Rei do Peru reprime movimento
	B – A Segunda Etapa
	Este se mostra como um período vitorioso, no qual as lutas de Independência puderam ser retomadas graças ao apoio adquirido junto as massas populares. Os líderes San Martin e Simon Bolívar puderam então reorganizar os exércitos, conseguindo sucessivas vitórias e libertação da América, com o apoio britânico.
	Em 1818 conseguem a Independência do Chile após derrotar os espanhóis. Em 1819 Bolívar consegue a Independência da Grã-Colômbia (Colômbia e Venezuela) e é conclamada presidente. Em 1821 México se torna independente, juntamente com Peru, onde San Martin lidera os naturais contra os espanhóis. Em 1822 é a vez do Equador e em 1825 é sacramentado o domínio espanhol com a independência da região onde hoje temos a Bolívia.
3 – AS CONSEQÜÊNCIAS DA INDEPENDÊNCIA
Em 1826, Bolívar convocou os representantes dos países recém-independentes para participarem da Conferência do Panamá, cujo objetivo era a criação de uma confederação pan-americana. O sonho boliviano de unidade política chocou-se, entretanto, com os interesses das oligarquias locais e com a oposição da Inglaterra e dos Estados Unidos, a quem não interessavam países unidos e fortes. Após o fracasso da Conferência do Panamá, a América Latina fragmentou-se politicamente em quase duas dezenas de pequenos Estados soberanos, governados pelas aristocracias criolla. Outros fatores que interferiram nessa grande divisão política foram o isolamento geográfico das diversas regiões, a compartimentação populacional, a divisão administrativa colonial e a ausência de integração econômica do continente. O pan-americanismo foi vencido pela política do "divida e domine".
Assim, entre as principais conseqüências do processo de emancipação da América espanhola merecem destaque: a conquista da independência política, a conseqüente divisão política e a persistência da dependência econômica dos novos Estados. O processo de independência propiciou sobretudo a emancipação política, ou seja, uma separação da metrópole através da quebra do pacto colonial. A independência política não foi acompanhada de uma revolução social ou econômica: as velhas estruturas herdadas do passado colonial sobreviveram à guerra de independência e foram conservadas intactas pelos novos Estados soberanos.
Assim, a divisão política e a manutenção das estruturas coloniais contribuíram para perpetuar a secular dependência econômica latino-americana, agora não mais em relação à Espanha, mas em relação ao capitalismo industrial inglês. As jovens repúblicas latino-americanas, divididas e enfraquecidas, assumiram novamente o duplo papel de fontes fornecedoras de matérias-primas essenciais agora à expansão do industrialismo e de mercados consumidores para as manufaturas produzidas pelo capitalismo inglês.
Exercícios América Colonial 
1.(UFG) A Inglaterra apoiou os movimentos da independência das colônias luso-espanholas devido ao: 
  
a)      Receio da expansão comercial das colônias. 
b)      Influência das idéias geradas pela Revolução Francesa. 
c)      influência das novas idéias políticas do século XVIII sobre a Espanha e Portugal. 
d)      Necessidade de aumentar a produção industrial das colônias. 
e)      Necessidade de assegurar novos mercados para seus produtos. 
  
2.(UFU) No início do século XIX, a independência da América Espanhola ocorreu num contexto político internacional marcado por fatos. Dentre os fatos que favoreceram a independência da América Espanhola, podemos mencionar. 
  
a)      A Revolução Industrial Espanhola. 
b)      A derrota dos americanos na guerra de independência dos Estados Unidos. 
c)      O Despotismo Esclarecido. 
d)      O triunfo do absolutismo de direito divino na Espanha. 
e)      As guerras napoleônicas. 
3.(FUVEST) No processo de emancipação política da América espanhola destaca-se a participação: 
  
a)      Da população nativa que através do Exército que lutou contra os cabildos criollos. 
b)      Dos indígenas que através dos cabildos organizaram o Estado Nacional. 
c)      Dos chapetones que para garantir seus interesses controlaram o Exército. 
d)      Dos caudilhos que defendiam princípios liberais e descentralizadores. 
e)      Dos Criollos que através dos cabildos defendiam os interesses locais. 
  
4.(PUC-SP) O movimento de emancipação política da maioria dos países de colonização espanhola da América não significou a quebra das estruturas sociais e econômicas. Daí se verificou que: 
  
a)      A dominação dos proprietários rurais foi garantida por novas incorporações territoriais. 
b)      As diferenças entre as várias classes da população foram superadas pelo desejo de união nacional. 
c)      O fortalecimento do poder político pessoal deu origem ao caudilhismo. 
d)      Os intelectuais apoiaram-se nas idéias libertáriaspara defender propostas de igualdade social. 
e)      A atuação da Igreja foi importante para garantir as reivindicações populares. 
  
5.(OBJETIVO-SP) Sobre a independência da América Latina, assinale a alternativa incorreta: 
  
a)      O rompimento do equilíbrio político europeu acelerou o processo de descolonização da América Luso-espanhola. 
b)      Ao nível interno, a Crise do Sistema Colonial explica-se pelo próprio crescimento econômico das colônias, pois esse desenvolvimento levava ao choque entre os interesses dos colonos e de suas metrópoles. 
c)      A independência do Brasil foi estabelecida pelos próprios reis portugueses, que aqui estiveram desde a época de Pombal até ao governo de Dom Pedro I. 
d)      Enquanto a independência da América Espanhola caracterizou-se pela fragmentação territorial e guerras sangrentas, a independência do Brasil marcou-se por seu caráter pacífico e pela manutenção da unidade territorial brasileira. 
e)      O Uruguai não se emancipou diretamente de sua metrópole européia,, tendo-se libertado do Brasil em 1828. 
  
6.(OSEC-SP) Os movimentos de independência do Brasil e das colônias espanholas na América podem ser explicados em função: 
  
a)      Do desenvolvimento do capitalismo industrial e das restrições impostas pelo Pacto Colonial. 
b)      Do desenvolvimento industrial metropolitano, que exigia mercados abertos e diversificação da produção. 
c)      Da difusão das idéias liberais. 
d)      As alternativas a e c estão corretas. 
e)      As alternativas b e c estão corretas 
  
7.(OBJETIVO-SP) Não podemos considerar como fator de crise do Antigo Sistema Colonial. 
  
a)      A Revolução Industrial. 
b)      O Iluminismo. 
c)      A independência dos Estados Unidos da América. 
d)      A Revolução Francesa. 
e)      A Primeira Guerra Mundial. 
8 - (CES – 2000) O apoio da Inglaterra aos movimentos de emancipação, ocorridos nas colônias luso-espanholas, deveu-se principalmente: 
  
a)      À simpatia inglesa pelos ideais defendidos pelos líderes dos movimentos de autonomia; 
b)      À necessidade de aumentar a produção industrial das colônias; 
c)      Aos grandes investimentos ingleses nas colônias hispano-americanas; 
d)      À necessidade urgente de assegurar novos mercados para seus produtos e compensar a perda dos mercados europeus;@ 
e)      O receio da expansão dos ideais da Revolução Francesa nas antigas colônias. 
  
9 - (EFOA – 1999) Em maio de 1997 as forças armadas do Peru invadiram a residência do embaixador do Japão em Lima, pondo fim a mais de 100 dias de ocupação da embaixada por terroristas do Movimento Revolucionário Tupac Amaru. Este nome é uma homenagem a Tupac Amaru, um dos precursores da luta pela independência da América Espanhola. 
  
Qual das opções abaixo NÃO apresenta um fator importante no desencadeamento do processo de independência hispano-americano? 
  
a) Apoio dado aos revoltosos pela Inglaterra e pelos Estados Unidos. 
b) Ampla divulgação dos ideais de libertação socialista, exemplificados pela Revolução Russa.
c) Proclamação da Doutrina Monroe contra as pretensões colonialistas da Santa Aliança. 
d) Revolta dos escravos em 1793 contra a elite branca, promovendo a libertação do Haiti. 
e) Ascensão de José Bonaparte ao trono da Espanha. 
  
10 - (UNIBH – 1999) Sobre a independência política das ex-colônias espanholas no Novo Mundo é correto afirmar, EXCETO: 
  
a)       O movimento de libertação liderado por Tupac Amaru, em 1781, à frente de um grande contingente de índios, deu início aos combates contra as tropas enviadas pela Coroa Espanhola, mas acabou fracassando. 
b)       Os Cabildos, assim que foram instalados, desempenharam um papel muito importante para a emancipação política, com a criação de Juntas Governativas controladas pelos “criollos”, que expulsaram as autoridades metropolitanas. 
c)       A Inglaterra, grande interessada na independência das colônias espanholas, não teve condições de ajudar os colonos desde o início, porque estava envolvida nas Guerras Napoleônicas e no conflito contra os Estados Unidos. 
d)       No processo de independência, sob a liderança de Simon Bolívar, surgiu o pan-americanismo, que pregava a solidariedade continental e a unidade política das ex-colônias apesar das rivalidades entre os “criollos”. 
  
11 - (FDV – 2000) O interesse da Inglaterra pela independência da América Latina prendia-se ao fato de que: 
  
a) intervindo aqui na América, a Inglaterra pretendia tomar todos os portos e transformá-los em territórios ingleses. 
b) embora os mercados latino-americanos não tivessem valor comercial, os ingleses queriam mostrar idéias de liberdade e de anti-absolutismo. 
c) assim que esses países se tornassem independentes, a Inglaterra tinha a intenção de instaurar uma monarquia constitucional em cada um deles. 
d) rompendo os laços com as antigas metrópoles, a Inglaterra, com seu potencial industrial, poderia conquistar os mercados americanos, apoiada pela doutrina da liberdade econômica.
e) havia o interesse em divulgar o protestantismo em países católicos, que tornados independentes poderiam escolher outra religião oficial. 
    
12 - (FEI – 2000) Estimuladas pelas idéias iluministas e pelo exemplo vitorioso da Revolução Americana, muitas colônias da América tornaram-se independentes ao longo das duas primeiras décadas do século XIX. A independência do Haiti, colônia francesa, foi a mais singular de todas por que: 
a) foi feita pelos escravos que, ao mesmo tempo proclamaram a independência e aboliram a escravidão
b) levou à criação de um país que adotou a monarquia absoluta como forma de governo
c) tornou-se uma monarquia constitucional, diferentemente do restante dos novos países, que se tornaram repúblicas d) instituiu o primeiro governo socialista, com a coletivização das terras
e) reintroduziu a escravidão na região, o que havia sido abolido na Revolução Francesa
13 - (PUC – MG – 1997) Os anos iniciais do século XIX marcaram uma conjuntura na qual foram efetivados os processos de independência política e a formação dos Estados Nacionais dos países latino-americanos. Sobre esses processos, é correto afirmar que, EXCETO: 
  
a) o ideário burguês liberal legitimou o discurso das lideranças emancipacionistas. 
b) a abolição da escravidão e do tributo indígena ampliou a participação efetiva dos trabalhadores.
c) a liberdade foi a palavra de ordem, entendida de formas variadas pelos agentes sociais. 
d) a pressão do imperialismo inglês forçou a derrubada de privilégios e restrições ao comércio. 
e) os setores criollos assumiram a direção política e acabaram com os monopólios régios. 
  
14 - (PUC – MG – 1998) A influência do Liberalismo, ideologia da Revolução Francesa, nos movimentos de emancipação da América Latina no século XIX, é limitada por vários motivos. Dentre eles, destaca-se: 
  
a) a ausência de uma classe operária organizada. 
b) a oposição da elite colonial aos ideais liberais. 
c) a marcante presença da cultura católica.
d) o predomínio do latifúndio monocultor. 
e) o grave conflito interno entre as províncias. 
  
15 - (PUC – MG – 1998) São fatores que contribuíram para a emancipação das colônias espanholas, no início do século XIX, EXCETO: 
  
a) a influência dos ideais da Revolução Francesa e da independência dos EUA. 
b) o enfraquecimento do poder espanhol, agravado com o domínio napoleônico. 
c) a tomada de consciência política dos setores populares, pressionando o fim do Pacto Colonial. 
d) a desigualdade de direitos entre metropolitanos e “criollos”, proibidos de exercer cargos no governo das colônias. 
e) o rígido sistema de monopólio comercial estabelecido pela Metrópole. 
  
16 - (PUC – MG – 1998) A independência das colônias espanholas na América, no século XIX: 
  
a) supera as arcaicas estruturas da economia colonial. 
b) rompe definitivamente com o poder da metrópole.
c) aniquila o poder político da aristocracia rural. 
d) estabelece a igualdade civil

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