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História do Brasil Colônia
Antigo Regime português
1. 
O colonialismo se insere no quadro mais amplo das transformações ocorridas na Europa Ocidental durante o período que foi chamado de Idade Moderna. Compreender as relações estabelecidas entre os Estados Modernos europeus e suas colônias é fundamental para entender a modernidade. Assinale a alternativa que apresenta as mudanças ocorridas na Europa durante a Época Moderna:
D. 
Centralização do poder político, práticas econômicas mercantilistas, mentalidade individualista e racionalista.
As principais mudanças pelas quais a Europa Ocidental passou na transição para a Idade Moderna foram a centralização do poder político e administrativo na figura do monarca, o desenvolvimento de práticas econômicas mercantilistas e uma progressiva transformação nas mentalidades, com a valorização de aspectos do individualismo e do racionalismo.
2. 
O semiólogo argentino Walter Mignolo é um dos principais representantes do pensamento decolonial latino-americano e membro fundador do Grupo Modernidade/Colonialidade, responsável por ressignificar as análises sobre o período colonial da América e a Modernidade europeia. Em uma de suas principais obras, Mignolo afirma:
“O que de fato me interessa é a emergência do circuito comercial do Atlântico, no século XVI, que considero fundamental na história do capitalismo e da modernidade/colonialidade. Tampouco me interessa discutir se houve ou não comércio antes da emergência do circuito comercial do Atlântico, antes do século XVI, e sim o impacto que esse momento teve na formação do mundo moderno/colonial no qual se está vivendo e de cujas transformações planetárias somos testemunhas”.
Sobre o texto de Mignolo, são feitas as seguintes afirmações:
I – O excerto corrobora a tese de que o colonialismo foi indispensável para o desenvolvimento dos Estados Modernos e da ideia de modernidade europeia.
II – O trecho revela que a economia desenvolvida no Atlântico não significou alterações significativas nas monarquias europeias, apenas nos novos territórios descobertos.
III – A expansão marítima teria significado não somente incrementos econômicos, mas transformações nos âmbitos culturais e sociais da América e da Europa, em uma influência recíproca.
Qual(is) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
D. 
Apenas I e III.
O trecho da obra de Mignolo revela que o colonialismo foi fundamental para o desenvolvimento econômico dos Estados Modernos, mas o comércio e a expansão marítima também afetaram a cultura e as sociedades americanas e europeias pela conformação da colonialidade. A América foi fundamental para a formação de uma identidade europeia, assim como a cultura europeia se impôs como superior às diversas culturas latino-americanas.
3. 
A economia do Antigo Regime português está diretamente relacionada às práticas coloniais e mercantilistas desenvolvidas na relação metrópole-colônia entre Portugal e suas possessões na África, na América e na Ásia. Sobre a América Portuguesa, Caio Prado Júnior, em Formação do Brasil contemporâneo, assim se expressou sobre o “sentido da colonização” no Brasil:
 “Se vamos à essência de nossa formação, veremos que na realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns outros gêneros [...] e em seguida café, para o comércio europeu [...]. Foi com tal objetivo, objetivo exterior, voltado para fora do País e sem atenção a considerações que não fossem do interesse daquele comércio, que se organizaram a sociedade e a economia brasileiras. Tudo se disporá naquele sentido: a estrutura, bem como as atividades do País”.
Em relação à historiografia sobre a economia do Antigo Regime português e ao trecho citado, são feitas as seguintes afirmações. Assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.
(  ) Caio Prado Júnior seria representante de uma historiografia marxista ortodoxa, que estabelecia uma relação de dependência e subordinação da colônia perante a metrópole.
(  ) Como contraponto à tese de Caio Prado Júnior, uma historiografia mais contemporânea tem demonstrado que a economia da América Portuguesa tinha mercado interno, relativamente autônomo à lógica colonial.
(  ) Caio Prado Júnior apresenta as únicas funções que as colônias tinham para as metrópoles europeias: exportar matérias-primas e importar produtos manufaturados.
(  ) O autor despreza a extração de metais preciosos como parte da economia colonial porque a prata e o ouro não despertavam o interesse das metrópoles europeias.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:​​​​​​​
Você acertou!
A. 
V – V – F – F.
O pensamento de Caio Prado Júnior em relação ao colonialismo e à relação metrópole-colônia é representativo de uma abordagem marxista ortodoxa, que acreditava que as colônias se encontravam dependentes e subordinadas às metrópoles, sem autonomia e sem o desenvolvimento de outras atividades comerciais que não a agroexportadora. Essa tese foi contestada por uma historiografia que demonstrou a existência de diferentes graus de autonomia, além de um mercado interno independente do mercado intercontinental. Além disso, o ouro e a prata foram produtos fundamentais nessa relação colonial e que suscitaram o desenvolvimento das teorias metalistas do mercantilismo.
4. 
O Império Português foi um dos mais extensos da Idade Moderna. Além de Portugal, as possessões imperiais ultramarinas incluíam colônias na África, na América e na Ásia, comercializando especiarias, produtos agrários e seres humanos. A colonização, em suas dimensões econômicas e sociais, somente foi possível a partir de um complexo sistema conhecido como “sistema de mercês”. Sobre esse sistema, são apresentadas as seguintes características:
I – Concessão de benefícios pelo rei, como terras e títulos, em troca de benfeitorias ao Estado pelos indivíduos.
II – Forma de ascensão social aberta aos camponeses e aos indivíduos empobrecidos.
III – Contrato estabelecido entre o Estado e os súditos para garantir a liberdade econômica.
IV – Correlata à descentralização do poder, já que muitos cargos administrativos eram concedidos via mercês.
Quais apresentam características do “sistema de mercês”?
Você acertou!
A. 
I e IV.
O “sistema de mercês” era um complexo arranjo social em que o rei concedia benefícios e privilégios, como terras e títulos de nobreza, àqueles que desempenhassem benfeitorias e funções de interesse do Estado. Muitos desses serviços eram administrativos e foram desenvolvidos nas colônias, de maneira correlata à gestão descentralizada da monarquia pluricontinental. Era uma forma de ascensão aberta aos indivíduos dos estratos sociais mais importantes.
5. 
Se o Império Português se diferencia em relação às práticas econômicas e políticas dos demais Estados Modernos europeus, em relação à sociedade portuguesa do Antigo Regime ele apresenta muitas semelhanças. Assinale a alternativa que apresenta a principal semelhança entre a sociedade do Antigo Regime portuguesa e as demais monarquias europeias ocidentais:​​​​​​​
C. 
A principal semelhança entre a sociedade do Antigo Regime portuguesa e as demais monarquias europeias ocidentais era a hierarquização dos estamentos, que refletia uma compreensão hierárquica do sagrado, da ordem natural e, portanto, da ordem social.
A sociedade do Antigo Regime, em Portugal ou nos demais Estados absolutistas, era estamental, organizada de acordo com um pensamento que hierarquizava o mundo sagrado, a ordem natural e a sociedade. Nessa compreensão, cada estamento tinha uma função específica na sociedade, e a mobilidade social era muito difícil e nem sempre procurada.
Portugal no contexto das grandes navegações
1. 
A Revolução de Avis, que se inicia como uma crise sucessória do trono de Portugal, representa um marco no expansionismo marítimo-comercial português. Assinale a alternativa que apresenta uma correta avaliação das consequências econômicas do processo revolucionário:​​​​​​​
Você acertou!
A. 
Com a Revolução de Avis e a posse de D. João, há uma aproximação entre os interesses do Estado português e os da burguesia comercial-mercantil,possibilitando a execução das grandes navegações.
A Revolução de Avis representa um marco na história econômica de Portugal, pois aproximou os interesses das classes burguesas que se dedicavam ao comércio marítimo e os do Estado português, preocupado com o aumento de suas arrecadações. Tratava-se de uma política de cunho mercantilista, ou seja, com a intervenção do Estado na economia. Ainda que as navegações contassem com o apoio da Igreja, essas práticas comerciais ocorreram em uma nova articulação de forças entre a monarquia e a burguesia.
2. 
Portugal foi o Estado europeu pioneiro na realização das grandes navegações intercontinentais. Existem vários motivos que explicam o pioneirismo português na expansão marítima do século XV. Sobre esse tema, são feitas as seguintes afirmações. Assinale V para as verdadeiras e F para as falsas:
( ) Portugal foi um dos primeiros estados a constituiu-se como reino, processo diretamente relacionado à reconquista do território ocupado pelos muçulmanos.
( ) Com a revogação do Tratado de Tordesilhas, os comerciantes portugueses puderam comerciar livremente, sem a interferência do Estado.
( ) A conquista de Ceuta representa um marco nas grandes navegações do século XV e deu início a um processo de conquista de outros espaços na África.
( ) As grandes navegações tinham, além de interesses comerciais, iniciativas de expansão da religião católica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
B. 
V – F – V – V.
Existem diferentes fatores que explicam o pioneirismo português nas grandes navegações do século XV. Além da posição geográfica, o fato de Portugal ter sido um dos primeiros Estados a se constituir na Europa contribuiu para esse processo. A empreitada mercantilista portuguesa foi feita a partir da intervenção do Estado na economia, e o Tratado de Tordesilhas garantiu as rotas comerciais atlânticas de Portugal. Por fim, é importante destacar que havia outros interesses no expansionismo marítimo, como o religioso, com a conquista de novos fiéis para a Igreja Católica.
3. 
À medida que Portugal alcançava mais longas distâncias em seu projeto de expansionismo marítimo-comercial, foram sendo instaladas em territórios africanos e asiáticos feitorias, um tipo de entreposto comercial que, além de proteger a região, facilitava o cumprimento das relações de compra e venda de produtos. Um dos objetivos dessa expansão era chegar à Índia, onde estavam os requisitados mercados de especiarias, pedras preciosas e seda.
Sobre a chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498, são feitas as seguintes afirmações:
I – O interesse em alcançar o comércio indiano pelo mar se devia às longas distâncias terrestres e à busca de novas rotas em função da tomada de Constantinopla pelos turcos-otomanos.
II – Tratou-se de um mero acidente, pois Portugal tinha acesso aos produtos comerciados na Índia nas feitorias africanas.
III – Progressivamente, essa rota comercial foi sendo abandonada em função de uma série de problemas no cotidiano das navegações.
Qual(is) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
. 
A partir da expansão marítima ibérica, foram assinados diferentes tratados, com a mediação do papa, para se definirem os espaços e territórios pertencentes a cada uma das coroas. Primeiramente, foi assinada a Bula Intercoetera e, após a “descoberta" da América, o Tratado de Tordesilhas. Sobre esse último tratado, assinale a alternativa correta:​
Resposta correta.
A. 
Sabe-se que o interesse de Portugal era preservar as rotas comerciais do Atlântico Sul, mas a historiografia ainda aponta dúvidas quanto às possíveis reivindicações de Portugal incluir o território que, posteriormente, seria o Brasil.
O Tratado de Tordesilhas foi assinado com a mediação da Igreja Católica em função dos conflitos entre as coroas ibéricas, ambas católicas, em relação aos limites das posses estabelecidas no Atlântico. A historiografia é unânime em afirmar os interesses de Portugal em proteger suas rotas comerciais no Atlântico Sul, mas há dúvidas quanto à intencionalidade frente ao território do que seria o Brasil.
5. 
Achamento, conquista, descobrimento... Ao longo do tempo, foram utilizadas diferentes expressões para se referir à chegada dos portugueses na América e ao domínio do território que, muito tempo depois, seria conhecido como Brasil. Sobre o “descobrimento” da América portuguesa – ou do Brasil –, são feitas as seguintes afirmações:
​​​​​​​
I – O único documento disponível para conhecer os meandros da chegada dos portugueses à América é a carta de Pero Vaz de Caminha, conservada no Arquivo da Torre do Tombo, em Lisboa.
II – Ainda que a carta de Caminha demonstre o potencial do território “descoberto” pelos portugueses, o interesse da coroa, durante algum tempo, prosseguiu no comércio estabelecido com a África e a Ásia.
III – O “descobrimento” do Brasil demonstra a consolidação de Portugal nas rotas de navegação do Atlântico Sul e será de fundamental importância para o desenvolvimento do comércio triangular entre a Europa, a África e a América, por meio da coroa portuguesa.
Qual(is) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
D. 
Apenas II e III.
Existem diferentes documentos contemporâneos ao “descobrimento” do Brasil. Não somente a carta de Caminha, mas também os relatos de outros componentes da armada de Cabral e, ainda, os documentos diplomáticos expedidos por Portugal para outros estados europeus, comunicando o “descobrimento”. No momento da chegada dos portugueses à América, havia muito mais interesse nas rotas comerciais estabelecidas com a África e a Ásia. Porém, com os problemas decorrentes nessas carreiras, a América será inserida nesse circuito comercial, estabelecendo a hegemonia portuguesa e seu Império Atlântico.
A formação do sistema colonial
1. 
Existe uma relação intrínseca entre as práticas mercantilistas dos Estados Modernos europeus e o colonialismo, tendo sido as possessões fora da Europa as maiores fontes de riqueza dos países ibéricos, por exemplo. O historiador Fernando Novais se refere a esse processo como “Antigo Sistema Colonial”, e, no trecho a seguir, explicita um dos mecanismos de seu funcionamento.
“É no regime do comércio entre metrópoles e colônias que se situa o elemento essencial desse mecanismo. Reservando-se a exclusividade do comércio com o Ultramar, as metrópoles europeias na realidade organizaram um quadro institucional de relações tendentes a promover necessariamente um estímulo à acumulação primitiva de capital na economia metropolitana a expensas das economias periféricas coloniais. O chamado ‘monopólio colonial’ ou, mais corretamente e usando um termo da própria época, o regime do ‘exclusivo’ metropolitano constituía-se pois no mecanismo por excelência do sistema, através do qual se processava o ajustamento da expansão colonizadora aos processos da economia e da sociedade europeia em transição para o capitalismo integral.”
Esse viés interpretativo passou a ser questionado por uma historiografia contemporânea porque:​​​​​​​
Você acertou!
A. 
ignorava dinâmicas econômicas internas na colônia e estabelecia uma relação de hierarquia e dependência que, muitas vezes, não se verificou.
A historiografia contemporânea passou a criticar a abordagem do “monopólio colonial” a partir de fontes primárias que evidenciavam a existência de um mercado interno autônomo, não sujeito às variações do comércio entre a metrópole e a colônia, e que a metrópole dependia muito mais da colônia do que o contrário, invertendo a hierarquia centro-periferia estabelecida até aquele momento como denúncia.
Saiba que não há uma relação com os impactos da escravidão africana e indígena, que é considerada por ambas as interpretações; ou quanto ao capitalismo, que é associado ao colonialismo. Quanto à abordagem, não há dúvidas que ambas se preocupam com questões culturais e econômicas, assim como as nações que realizavam os transportes das mercadorias entre a metrópole e a colônia.
2. 
Durante muito tempo, consolidou-se, na historiografia, uma versão de que o território português na América permaneceraabandonado durante três décadas. Contudo, novas produções têm relativizado a intepretação do abandono, chamando a atenção para outros aspectos das navegações portuguesas realizadas no início do século XVI, além dos interesses da colônia. Sobre essas questões, são feitas as seguintes afirmativas:
I – A atividade colonizadora do território americano não foi imediata, pois Portugal interessava-se mais na carreira das Índias e nos lucros dela advindos.
II – Durante esse período de “abandono”, diversas expedições de reconhecimento e de proteção do território foram enviadas à América.
III – Portugal, França e Holanda foram parceiras no processo de colonização do território americano, dividindo igualitariamente entre si o território a ser explorado e povoado.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
C. 
Apenas I e II.
A colonização do território português na América não se deu de forma imediata em relação aos investimentos e aos retornos que a coroa portuguesa recebia com a carreira das Índias. Contudo, note que isso não é suficiente para se afirmar que houve um abandono do território, pois inúmeras expedições foram enviadas à América para realizar o reconhecimento e proteger a colônia das invasões estrangeiras, como ocorreu, posteriormente, com a França e a Holanda. Tenha em mente que o processo de colonização da América Portuguesa não se deu de forma compartilhada com esses países, que eram considerados invasores.
3. 
André Thevet foi um dos cronistas responsáveis por registrar a chegada dos franceses em território americano. É a partir de seus relatos e de outros que se tem informações sobre a colônia francesa em território americano português, chamada de França Antártica.
Leia este trecho de sua obra “As singularidades da França Antártica”, escrita em 1556:
“Depois de permanecermos ali pelo espaço de dois meses, durante os quais procedemos ao exame de todas as ilhas e sítios da terra firme, batizou-se toda a região circunvizinha, que fora por nós descoberta, de França Antártica. Em seguida, o senhor de Villegagnon, para se garantir contra possíveis ataques de selvagens, que se ofendiam com extrema facilidade e também contra os portugueses, se estes alguma vez quisessem aparecer por ali, fortificou o lugar da melhor maneira que pode.”
A partir do relato de Thevet sobre os indígenas ocupantes do território do Rio de Janeiro, é correto afirmar que o olhar francês sobre os nativos é marcado pelo:
D. 
etnocentrismo.
Ao afirmar que os indígenas eram “selvagens”, Thevet está contrapondo-os a uma ideia de civilização, representada, naquele momento, pelos franceses. Dessa forma, você pode considerar que o olhar do europeu frente ao nativo americano é marcado pelo etnocentrismo.
4. 
Os holandeses ocuparam parte do território português na América, fundaram uma colônia e permaneceram na capitania de Pernambuco entre 1630 e 1654. Sobre a invasão e a colonização holandesa, são feitas as seguintes afirmativas. Assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(  ) A exploração do território português na América pelos holandeses relaciona-se a dois eventos ocorridos no continente europeu: a União Ibérica e a guerra de independência dos Países Baixos.
(  ) O principal motivo que levou aos holandeses a se dedicarem à colonização da América não era de cunho econômico, mas sim religioso, a fim de angariar mais fiéis para o calvinismo.
(  ) Os holandeses entraram em conflito com os senhores de engenho luso-brasileiros porque eram contrários à utilização de mão de obra escrava indígena e africana. Os protestantes defendiam o trabalho assalariado.
( ) Maurício de Nassau foi responsável pela reorganização da economia açucareira em Pernambuco, financiando as plantações e a instalação de engenhos e aprimorando as cidades e a vida cultural.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses é:​​​​​​​
D. 
V – F – F – V.
A exploração do território português na América pelos holandeses ocorreu devido às consequências econômicas advindas da União Ibérica e às restrições instituídas pela coroa espanhola aos negócios estabelecidos entre Holanda e Portugal e as interferências na independência dos Países Baixos.
Assim, veja que o processo de colonização da América tem uma evidente motivação econômica.
As hostilidades encontradas pelos holandeses em relação aos senhores de engenho não ocorreram devido ao emprego da mão de obra escrava, mas por questões de competição.
Posteriormente, muitos se tornaram aliados dos holandeses, ainda mais no governo de Nassau, que foi responsável pela reorganização da economia açucareira, com investimento de capital e modernização das cidades.
5. 
A invasão holandesa do território português na América e sua colonização não podem ser entendidas sem levar em consideração a história e a atuação da Companhia das Índias Ocidentais.
A seguir, leia o trecho que faz referência a esse órgão:
A Companhia das Índias Ocidentais foi criada como forma de __________ os interesses holandeses no mercado de _______________, que foi afetado após a ________________. Em um primeiro momento, Nassau pode ser considerado como um _____________ dos interesses da Companhia no território americano.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto é:
E. 
resguardar – açúcar e escravos – União Ibérica – defensor.
A criação da Companhia das Índias Ocidentais está diretamente relacionada a uma tentativa de preservação dos interesses holandeses no mercado de açúcar e no tráfico de escravos após as medidas proibitivas ocasionadas pela União Ibérica. Saiba que, com a invasão do território e o processo de colonização, Maurício de Nassau era considerado defensor dos interesses da Companhia em território americano, mas essa relação, posteriormente, deteriorou-se.
Expansão territorial
1. 
Os historiadores João Fragoso e Manolo Florentino são representantes de uma corrente historiográfica que vem procurando romper com alguns esquematismos da historiografia sobre a América portuguesa, que entende a história colonial por um viés economicista, e propiciar novas interpretações sobre a economia e a sociedade coloniais brasileiras. Uma de suas contribuições foi inserir a ideia do sistema de mercês ou economia do dom para entender a relação entre a colônia e metrópole. Leia o trecho abaixo, retirado da obra “Arcaísmo como projeto”:
"O sistema de mercês [ou economia do dom] [...] a Coroa continuamente criava e recriava uma hierarquia social fortemente desigual, baseada em privilégios. Uma consequência dessas práticas foi a formação de uma aristocracia constituída não tanto por grandes proprietários, como na Inglaterra e França, mas principalmente por beneficiários dos favores reais.”
De acordo com o trecho acima, e com seus conhecimentos sobre a economia e a sociedade coloniais, é possível afirmar que a relação entre a colônia e a metrópole, no sistema de mercês, se dava:
B. 
através da doação de terras na colônia e privilégios aos que desempenhassem funções e tarefas para a coroa portuguesa.
O sistema de mercês criava práticas que, exportadas à estrutura social colonial, significava uma forma particular de relacionamento entre a colônia e metrópole: aristocratas, que desempenhassem funções na colonização e na economia colonial, eram beneficiados com terras e privilégios pela coroa. Ou seja, tratava-se de uma relação de vassalagem e de subordinação pela prestação de serviços, não pelas relações econômicas coloniais, nem pela ampliação de sujeitos que poderiam se beneficiar no sistema de mercês, e nem por seu rechaço. 
2. 
Ao longo de três séculos, a administração da América portuguesa foi realizada por meio de diferentes cargos e instituições. No Dicionário do Brasil Colonial, o verbete “Administração” traz o seguinte texto:
“Outro aspecto enfatizado é a indiferenciação, típica do Antigo Regime, entre as atribuições executivas, legislativas e judiciárias. Enfatizou-se que os diversos órgãos da Coroa desempenhavam funções de natureza mista, a exemplo do Tribunal da Relação, órgão judiciário, porém encarregado de um sem-número de funçõeslegislativas e executivas. Além disso, tem sido ressaltada a importância estratégica da sobreposição de atribuições e competências entre os vários órgãos e agentes administrativos como algo intrínseco ao funcionamento da administração colonial”.
Assinale a alternativa correta sobre a administração colonial:​​​​​​​
Você acertou!
A. 
A sobreposição de atribuições e competências entre os vários agentes e órgãos gerou, em muitos casos, conflitos e dificuldades administrativas para os colonos.
A sobreposição de atribuições e competências entre os vários agentes foi responsável por conflitos e dificuldades administrativas para os colonos, que, muitas vezes, não sabiam a quem se reportar pela duplicidade de procedimentos. Mesmo que muitos “homens bons” ocupassem cargos importantes e resguardassem seus interesses, isso não foi suficiente para evitar conflitos e práticas de corrupção. Ainda assim, os problemas administrativos não foram os motivos para o abandono do sistema das capitanias hereditárias, e sim as dificuldades econômicas.
3. 
As Câmaras Municipais foram instituições fundamentais na administração colonial, exercendo, em âmbito local, diversas funções. Sobre essa instituição e suas características, são feitas as seguintes afirmações. Assinale V para verdadeiro e F para falso.
(  ) Por meio da ocupação de cargos na Câmara, a elite podia encaminhar suas demandas às demais esferas administrativas da colônia e da metrópole e defender seus interesses.
( ) As Câmaras eram espaços exclusivos para elaboração de leis e regimentos, que deveriam ser cumpridos pelos habitantes das municipalidades.
(  ) Os homens bons, ou seja, aqueles que podiam ser eleitos para os cargos camarários, eram aqueles que reuniam as condições para pertencer a certo estrato social, com distinções e privilégios.
(  ) Os ocupantes dos cargos camarários eram eleitos por voto direto de todos os habitantes homens da colônia, excetuando-se os africanos escravizados e os indígenas.
A ordem correta para o preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:​​​​​​​
B. 
V – F – V – F.
As Câmaras eram espaços que congregavam poderes executivos, judiciários e legislativos, em consonância com a indistinção dessas esferas durante o Antigo Regime. Eram espaços onde os homens bons, aqueles que compunham uma elite de distinções, de sangue, de privilégios, podiam ser eleitos, indiretamente, para defender seus interesses e encaminhar suas demandas ao restante da administração colonial.
4. 
D. João III introduziu no Brasil as capitanias hereditárias, loteando o território que ia de Pernambuco ao Rio da Prata. Entre os anos de 1534 e 1536, foram editadas as primeiras cartas de doação, que entregaram 15 lotes a 12 donatários. Sobre as capitanias hereditárias, são feitas as seguintes afirmações:
I – Constituíram uma forma de administração colonial implementada por Portugal no Brasil, em uma experiência inédita.
II – Guardavam raízes no sistema medieval do senhorio, na concessão de domínios de terra a particulares para o desenvolvimento econômico.
III – Foram um empreendimento que, em um primeiro momento, foi realizado sem ônus para o Estado, ou seja, apenas com o capital privado.
Qual(is) afirmativa(s) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
D. 
Apenas II e III.
O modelo das capitanias hereditárias já havia sido adotado por Portugal nas Ilhas Atlânticas, ou seja, não se tratava de uma experiência de administração inédita. Suas origens remetem ao sistema medieval do senhorio, em que lotes de terra eram distribuídos a particulares, a quem cabia a administração e o desenvolvimento econômico. Os primeiros donatários financiaram seu empreendimento com capital privado, desonerando a Coroa portuguesa, que não tinha recursos para a colonização brasileira.
5. 
Em 1548, o rei português D. João III implementou uma modificação na administração colonial do Brasil, com a introdução do Governo Geral. Sobre a substituição do sistema de capitanias hereditárias e a criação do Governo-Geral, leia o texto a seguir:
Ao substituir o sistema de capitanias hereditárias pelo Governo-Geral, a Coroa portuguesa ___________ as capitanias hereditárias. Essa substituição se deveu _____________ dos donatários, o que levou ______________ da economia açucareira. Assim, o Governo-Geral tinha como objetivo a _____________________ político-administrativa da América portuguesa.
A alternativa que apresenta os termos corretos para o preenchimento das lacunas na ordem em que são apresentadas é:
D. 
manteve – à falta de recursos – à decadência – centralização.
O objetivo do Governo-Geral era a centralização político-administrativa da América portuguesa, de forma a possibilitar melhores condições para donatários (as capitanias hereditárias não foram extintas) desenvolverem suas atividades econômicas, evitando o que ocorreu com o primeiro modelo de capitanias — ao depender apenas do capital privado, houve ausência de recursos e queda na produção açucareira.
Extrativismo, agropecuária e o açúcar
1. 
A economia colonial da América portuguesa organizou-se a partir de demandas e necessidades específicas, em função dos principais produtos de exportação e das relações de comércio estabelecidas na triangulação Portugal-América-África. Sobre a economia colonial, são feitas as seguintes afirmações:
I. No que diz respeito à agricultura, era comercializado com a Europa somente o excedente de produção da economia interna, caracteristicamente de subsistência.
II. A economia interna desenvolvia-se somente a partir do extrativismo, pois toda e qualquer lavoura estava destinada às exportações.
III. O mercado externo da América portuguesa foi condicionado às demandas internacionais, por isso houve a introdução do cultivo da cana no território luso-americano.
Quais alternativas estão corretas?
C. 
Apenas III.
A economia colonial da América portuguesa teve uma dinâmica externa, voltada para a exportação de produtos agrícolas cultivados em latifúndios, com utilização de mão de obra escrava, a partir da demanda existente no mercado exterior. Isso fez com que se implementassem lavouras de cana-de-açúcar no Brasil, em função da alta aceitação do açúcar no mercado europeu. Já a economia interna era destinada à subsistência dos habitantes da colônia, com o emprego de práticas de cultivo e extrativistas, suprindo as demandas internas.
2. 
O extrativismo é uma forma de economia com características próprias, empregada pela coroa portuguesa em seu território colonial americano. Sobre esse processo, assinale V para Verdadeiro e F para Falso nas afirmativas a seguir.
(  ) A primeira forma de economia desenvolvida na América portuguesa foi o extrativismo do pau-brasil, com intensa colonização do litoral.
(  ) A mão de obra indígena foi indispensável para a extração do pau-brasil no litoral da colônia.
(  ) Outros reinos, além de Portugal, possuíam interesse no pau-brasil e se dedicavam a extrair a madeira do território português na América.
(  ) As práticas extrativistas se limitaram à extração do pau-brasil no litoral brasileiro, já que nenhum outro produto colonial interessava comercialmente aos europeus.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:​​​​​​​
Resposta correta.
A. 
F – V – V – F.
O extrativismo foi a primeira forma de economia desenvolvida na América portuguesa, em um processo que não implicou a colonização do território, ocorrida somente décadas depois do início da exploração extrativista. A mão de obra indígena foi fundamental para essa prática econômica, e seu trabalho era “remunerado” por meio do escambo, em que trocavam o corte das árvores e o transporte até os navios por quinquilharias europeias. Além de Portugal, outros reinos se interessavam pelo pau-brasil, como a França, que chegou a ocupar o território português na América. Mas o pau-brasil não foi o único produto de interesse econômico: as “drogas do sertão” também foram exploradas de forma extrativista e comercializadas no mercado interno e externo.
3. 
Considerando-se os aspectos econômicos da América portuguesa, pode-se afirmarque a história da colônia Brasil é a história do açúcar, fonte de lucro para muitos e de escravização e exploração para outros. Sobre a economia açucareira, leia o texto a seguir:
A produção de açúcar na América portuguesa estava voltada para o mercado _________. O cultivo da cana se dava em _______________, com utilização majoritária do trabalho ______________, em um sistema de _______________.
A alternativa que apresenta o correto preenchimento das lacunas é:​​​​​​​
E. 
externo – latifúndios – escravo – monocultura.
A produção açucareira era voltada para o mercado externo, dentro da lógica colonial das metrópoles europeias. O cultivo da cana era realizado em grandes latifúndios, por meio da monocultura, e, quando realizada por pequenos agricultores, estes estavam subjugados pelos senhores de engenho. A mão de obra era majoritariamente escravizada, ainda que estivessem presentes outras relações de trabalho.
4. 
A economia colonial da América portuguesa tinha o açúcar como seu principal produto de exportação, devido ao grande apreço que a sociedade europeia tinha por essa iguaria. O texto abaixo aborda uma das dimensões dessa prática econômica:
“A cultura do açúcar criou formas de viver peculiares, que moldaram suas construções. A família dilatada, resultante de um patriarcalismo poligâmico, acrescida por afilhados, agregados e compadres, gerou programas arquitetônicos extensos e complexos. As condições de reclusão quase monásticas das mulheres, em especial das moças solteiras, que viviam confinadas nas alcovas e nas cozinhas povoadas de escravas domésticas, marcariam muito as casas-grandes. A privacidade era imposta por meio de expedientes arquitetônicos, como os quartos sem janelas, os pátios internos e as varandas periféricas, que estabeleciam uma comunicação resguardada entre o exterior e o interior da casa. Também as capelas guardam testemunhos dessa segregação, como janelas de treliças separando a capela-mor de uma das sacristias, onde as filhas donzelas assistiam à missa sem ser notadas.”
Com base na leitura do texto e em seus conhecimentos sobre o período colonial da América portuguesa, é correto afirmar que:​​​​​​​
Resposta correta.
A. 
a economia açucareira criou formas peculiares de configurações familiares, de habitação e de sociabilidade, além de reproduzir, dentro dos engenhos, hierarquias de gênero e hierarquias sociais mais amplas do que a dicotomia “senhor de engenho” e “escravizado”.
A economia açucareira, principalmente na materialidade do engenho, reproduziu hierarquias de gênero e hierarquias sociais que foram expressas nas configurações familiares, na arquitetura e nas formas de sociabilidade. A dicotomia “senhor de engenho” e “escravizado” não é suficiente para compreender as diversas dinâmicas e funções existentes dentro de um engenho, que também era habitado por mulheres e por trabalhadores livres assalariados, por exemplo.
5. 
Os altos lucros obtidos pelas elites coloniais e metropolitanas, além de pela Coroa portuguesa, levaram ao incremento da economia colonial do açúcar no Nordeste. Com esse objetivo, foram inseridos animais nas cadeias de produção. Sobre esse processo, são feitas as seguintes afirmações:
I. A pecuária foi responsável pela expansão territorial e ocupação do sertão nordestino, a partir dos regramentos estabelecidos para sua criação.
II. O gado era utilizado somente para alimentação, já que, como força de tração, não traria nenhum benefício à produção do açúcar.
III. Os cavalos, animais de origem americana, foram muito importantes para o transporte de cargas entre os engenhos e os portos localizados no litoral.
Quais afirmativas estão corretas?​​​​​​​
Você acertou!
A. 
Apenas I.
A pecuária foi uma das práticas responsáveis pela interiorização e ocupação do território no Nordeste brasileiro. Isso porque o gado se deslocava em busca de pastagem, e sua criação foi regulamentada, devendo ocorrer a 80 quilômetros do litoral. O gado era utilizado no engenho, como força animal para a moagem da cana, e servia de alimento, com a produção da carne de sol. Os cavalos, ainda que fossem utilizados como meio de transporte, não eram de origem americana, tendo sido introduzidos no território por europeus.
O ciclo do ouro
1. 
Durante a Idade Moderna, os reinos europeus tinham
práticas econômicas específicas, diretamente relacionadas
​​​​​​​ao colonialismo. Leia o trecho a seguir, retirado da carta de
Pero Vaz de Caminha, escrita após a descoberta do território
americano pelos portugueses:
“Senhor [El-Rei D. Manuel], [...] E hoje que é sexta-feira, primeiro dia de maio, saímos em terra com nossa bandeira; e fomos desembarcar no rio acima [...] Até agora não podemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal [....] Contudo a terra em si é de muitos bons ares, frescos e temperados como dos de Entre-Douro e Minho.”
Assinale a alternativa correta:​​​​​​​
D. 
A partir do trecho, deduz-se o interesse de Portugal em metais preciosos, o que está em conformidade com as práticas coloniais e mercantilistas, além da concepção metalista de riqueza.
O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha evidencia o interesse de Portugal na exploração de ouro e outros metais preciosos, o que está de acordo com o metalismo vigente na Europa no início da Idade Moderna, ou seja, de que as riquezas provêm na quantidade de metais preciosos acumulados. Além disso, a exploração dos territórios coloniais na busca de ouro está inserida na lógica colonial e mercantilista, práticas econômicas desenvolvidas pelos Estados europeus no período.
2. 
As práticas bandeirantistas, durante muito tempo, foram narradas
de forma épica e heroica para a criação de uma identidade coletiva, baseada nos valores da coragem e do voluntarismo. Contudo, os relatos da época e os trabalhos historiográficos mais recentes têm desmistificado essa imagem das bandeiras e dos bandeirantes. Assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas.
( ) Uma das funções das bandeiras era o apresamento de indígenas
e sua comercialização como escravizados, evidenciando que essas missões não eram apenas exploratórias do território.
( ) As bandeiras foram grupos originalmente constituídos para a destruição dos quilombos e a captura dos africanos e afro-brasileiros fugidos; posteriormente, devido ao seu sucesso, tornaram-se tropas de aprisionamento indígena.
( ) Os bandeirantes eram jesuítas que, em suas marchas pelo sertão da colônia, buscavam indígenas para serem aldeados e, dessa forma, convertidos à religião católica, aumentando o número de fiéis na conjuntura da Reforma Religiosa.
( ) As práticas bandeirantistas foram responsáveis pela ampliação do território da América portuguesa, e, na expansão territorial, houve uma série de conflitos com a Coroa espanhola em relação à posse da terra e à soberania.
A ordem correta é:
E. 
V – F – F – V.
As desmistificações das bandeiras e dos bandeirantes implicaram no desvelamento das práticas de aprisionamento de indígenas e, muitas vezes, em seu extermínio. As bandeiras foram criadas de forma a possibilitar a captura de nativos para sua escravização, e, com seu sucesso, muitos bandeirantes foram contratados para destruir quilombos e capturar fugidos, mas esse não foi o motivo original de sua criação. Além disso, as bandeiras não tinham como objetivo principal a conversão dos indígenas, ou seja, um motivo religioso, e sim econômico. Por fim, as entradas realizadas no sertão colonial permitiram a expansão territorial de Portugal na América, o que levou a conflitos com a Espanha, em virtude do desrespeito às delimitações impostas pelo Tratado de Tordesilhas.
3. 
O poeta Claudio Manoel da Costa (1729-1789) escreveu, entre os anos de 1769 e 1773, o poema Vila Rica, como era chamada à época a atual cidade de Ouro Preto. Leia os versos a seguir, retirados desse poema:
“Vê os Pires, Camargos e Pedrosos,
Alvarengas, Godóis, Cabrais, Cardosos,
Lemos, Toledos, Pais, Guerras, Furtados,
e outros que, heróis assinalados
se fizeram no arrojo das conquistas.
​​​​​​​Ó sempre grandes e imortais paulistas!”Sobre o poema e o contexto histórico ao qual faz referência, são feitas as seguintes afirmações:
I – Os sobrenomes elencados no poema fazem referência aos indígenas, que resistiram heroicamente às investidas dos bandeirantes em seus territórios.
II – “Fazer-se no arrojo das conquistas" diz respeito aos benefícios econômicos e simbólicos que certos homens obtiveram ao se dedicarem à realização das bandeiras.
III – “Ó sempre grandes e imortais paulistas!” é um verso de ufanismo em relação aos “paulistas”, nomenclatura também utilizada para se referir aos bandeirantes.
Qual(is) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
E. 
Apenas II e III.
Os nomes citados no poema fazem referência aos paulistas, ou, mais especificamente, àqueles que se dedicaram à prática das bandeiras. Essas incursões nos territórios indígenas, seja para aprisionamento de cativos, seja para conquistas territoriais, geravam benefícios econômicos e sociais para os bandeirantes, pois eles desempenhavam atividades valoradas naquela conjuntura. Por isso, o último verso os trata com heroísmo e ufanismo, destacando sua importância para a riqueza da sociedade do Centro-Oeste e do Sudeste coloniais.
4. 
O jesuíta italiano André João Antonil, em sua obra Cultura e opulência do Brasil, escrita em 1711, assim descreveu, no aspecto social, a descoberta de ouro na região das Minas:
“Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugueses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das cidades, vilas e recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos, e religiosos de diversos institutos [...]”.
Com a mineração, houve significativas mudanças na estrutura econômica e social da América portuguesa no século XVIII. Assinale a alternativa que evidencia, respectivamente, uma transformação no aspecto econômico e social:
Você acertou!
A. 
O deslocamento do eixo comercial exportador do Nordeste açucareiro para o Sudeste minerador e uma complexificação da estrutura e hierarquia sociais.
A sociedade colonial brasileira do século XVIII passou por significativas transformações em decorrência da descoberta de metais preciosos nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste brasileiras. Do ponto de vista econômico, pode-se destacar o deslocamento do eixo comercial exportador do Nordeste, produtor de açúcar, para o Sudeste, em virtude da queda de preços de exportação em decorrência da competitividade internacional. E, do ponto de vista social, houve complexificação da estrutura e da hierarquia sociais, pois foram criados ofícios, e escravizados puderam comprar suas alforrias, consolidando um estrato de libertos, etc.
5. 
A descoberta de metais preciosos na América portuguesa no século XVIII ocorreu em um momento em que Portugal atravessava uma grave crise econômica. Para controlar a exploração de ouro na colônia e evitar a sonegação de impostos e o contrabando, uma série de medidas foi tomada pela Coroa. Sobre esse tema, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas.
( ) A Igreja Católica foi a principal instituição a coibir a sonegação e o contrabando, já que o lucro e a usura eram considerados pecados, e a maioria da população era católica.
( ) A Coroa criou diferentes impostos e obrigou os mineradores a utilizarem suas casas de fundição para, dessa forma, evitar que burlassem o fisco.
( ) A concessão do monopólio de exploração do ouro para os paulistas gerou revolta nos grupos que recém haviam chegado à região das Minas, conhecida como Guerra dos Emboabas.
( ) A extração do ouro e as práticas econômicas correlatas, como a agricultura de subsistência e o tráfico de africanos escravizados, extinguiram a produção açucareira no Nordeste.
A ordem correta é:
Você acertou!
A. 
F – V – F – F.
A Coroa portuguesa desenvolveu inúmeras estratégias para coibir o contrabando e a sonegação de impostos em relação à mineração, ainda que não tivessem se validado da prática monopolista. Mesmo que a maioria da população fosse católica, e o lucro e a usura fossem considerados pecados, isso não abalava os interesses econômicos de diversos setores da sociedade. Assim, foram instituídos impostos, e os produtores foram obrigados a fundir o metal em casas de fundição da Coroa, para a tributação.
Povos africanos e a escravidão no Brasil
1. 
O contato estabelecido entre os diferentes povos africanos e os portugueses não ocorreu sem confrontos, tendo havido uma série de dificuldades no processo de escravização. No Brasil, as relações dos escravizados com os senhores também não estavam isentas de conflitos. Leia as afirmações abaixo, que tratam da resistência escrava:
I – A única forma dos escravizados rebelarem-se era por meio da fuga e da formação de quilombos, já que o cotidiano era totalmente controlado pelos senhores e seus funcionários.
II – Houve formas sutis de resistência dos escravizados, como a diminuição do ritmo de trabalho, a simulação de doenças ou do feitiço dos senhores.
III – As resistências visavam a negociar questões relativas ao trabalho e ao descanso, e não necessariamente ao término da escravidão.
Qual(is) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
E. 
Apenas II e III.
Os escravizados rebelaram-se de diferentes formas, algumas mais sutis, como reduzindo o ritmo do trabalho, outras mais radicais, como a fuga; algumas eram individuais, outras coletivas, como a formação dos quilombos. Além disso, muitas resistências eram formas de negociação com os senhores, como em relação às horas trabalhadas ou ao tempo de descanso, e não necessariamente um fim da situação do cativeiro.
2. 
Os versos abaixo foram escritos por Heinrich Heine, poeta alemão que viveu no século XVIII:
“Seiscentas peças barganhei:
– Que pechincha! – no Senegal
A carne é rija, os músculos de aço,
Boa liga do melhor metal.
Em troca dei só aguardente,
Contas, latão – um peso morto!
Eu ganho oitocentos por cento
Se a metade chegar ao porto.”
Sobre o poema acima, são feitas as seguintes afirmações. Assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as afirmações falsas.
(  ) “Seiscentas peças” faz referência ao número de senegalenses comercializados e evidencia a coisificação dos africanos escravizados.
(  ) “Boa liga do melhor metal” é um verso que faz referência aos metais preciosos comercializados na África.
(  ) “Em troca dei só aguardente, contas, latão” exemplifica as relações de escambo praticadas entre os traficantes estrangeiros e africanos.
(  ) “Eu ganho oitocentos por cento se a metade chegar ao porto” fala sobre as dificuldades de transporte do interior do continente africano para o litoral, antes de serem embarcados.
A ordem correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:​​​​​​​
C. 
V – F – V – F.
Todo o poema faz referência à comercialização de senegalenses escravizados. O primeiro verso evidencia a objetificação dos africanos, tratados como “peças”. Quando o autor afirma “boa liga do melhor metal”, não se trata de metais preciosos, mas sim da qualidade daquele escravizado. Quanto às trocas estabelecidas nessa relação comercial, a aguardente, as miçangas e o latão tinham boa aceitação na troca pelos escravizados, assim como o fumo. Por fim, quando o autor diz “Eu ganho oitocentos por cento se a metade chegar ao porto”, ao mesmo tempo que evidencia as precárias condições do transporte dos navios negreiros, falando sobre possíveis mortes, explicita os lucros que seriam obtidos.
3. 
A escravidão africana e o tráfico de africanos escravizados estavam inseridos no comércio atlântico, em uma triangulação continental, envolvendo África, América e Europa. Da mesma forma, havia dinâmicas específicas ocorridas no continente africano em relação à escravidão. Sobre isso, no verbete “escravidão” do Dicionário do Brasil Colonial (VAINFAS, 2000, p. 206), tem-se o seguinte trecho:
“As novas pesquisas ampliaram as percepções sobre a complexidade da dinâmica interna da colônia no tocante ao fator trabalho, mas [...] pouco esclareceramsobre as condições que, no interior da África, permitiram o fornecimento de escravos durante longo tempo a custos relativamente baixos.”
Em relação às condições internas que permitiram a escravidão e o tráfico transatlântico, são feitas as seguintes afirmações:
I – Os impérios e reinos africanos tiveram papel-chave na captura e revenda de escravizados, transformando a escravidão anteriormente praticada no continente.
II – A prática da escravidão no continente africano foi uma herança dos povos islâmicos, que passaram a ocupar o continente com a expansão de diferentes nações árabes.
III – A “escravidão doméstica”, anteriormente praticada no continente africano, foi transformada qualitativa e quantitativamente a partir do contato com os europeus.
Qual(is) está(ão) correta(s)?​​​​​​​
D. 
Apenas I e III.
Novas investigações têm demonstrado que Portugal e demais metrópoles europeias valeram-se de dinâmicas próprias das sociedades africanas, que utilizavam a escravidão doméstica, e passaram a negociar os escravizados com impérios e reinos, incrementando quantitativamente os processos de captura e revenda. Essa dinâmica da escravidão doméstica existia antes da entrada de povos islâmicos no continente. O aumento quantitativo da escravidão se relaciona diretamente com a mercantilização dos africanos escravizados, utilizados como mão de obra barata no colonialismo europeu.
4. 
O Brasil foi o local que mais recebeu africanos escravizados ao longo de mais de três séculos de escravismo. Em relação aos cativos trazidos ao Brasil, é correto afirmar que:​​​​​​​
B. 
desempenhavam diferentes atividades produtivas na colônia, de acordo com a região e ao longo do tempo, mas foram a principal mão de obra do cultivo da cana-de-açúcar.
Os africanos trazidos escravizados para o Brasil desempenharam diferentes atividades produtivas. Foram a principal mão de obra no cultivo da cana-de-açúcar, mas não se dedicaram somente a atividades agrícolas, tendo trabalhado nas cidades, na mineração, e nas casas dos senhores. Isso demonstra que a escravidão mudou ao longo do tempo e de acordo com a região do Brasil. Juntamente ao trabalho dos africanos escravizados, havia outras relações de trabalho, como os trabalhadores livres, libertos, os indígenas escravizados, etc.
5. 
O historiador Stuart Schwartz, em sua obra Segredos internos (1988), estudou os canaviais e engenhos do Recôncavo Baiano bem como as relações entre os senhores e os escravizados. Leia o trecho abaixo, sobre as relações de trabalho nessa conjuntura:
“O elemento crucial na manufatura do açúcar foram os escravos. Suas condições de vida e trabalho são fundamentais para explicar a natureza da sociedade que se originou da economia açucareira. [...] No século XVII, muitos senhores do engenho aparentemente aceitavam a teoria da administração da escravaria mencionada por Antonil, segundo a qual os cativos necessitavam de três P, a saber: pau, pão e pano” (SCHWARTZ, 1988, p. 122). 
A respeito da citação acima, são feitas as seguintes afirmações:
I – Havia um confronto entre a postura dos senhores de engenho quanto aos cativos e o que defendia a Igreja Católica em relação aos africanos escravizados.
II – As condições de vida dos escravizados eram satisfatórias, já que eram os bens mais caros dos senhores de engenho.
III – Para muitos setores coloniais, os escravizados deveriam ser tratados com o básico para sua sobrevivência e castigados sempre que necessário.
Qual(is) está(ão) correta(s)?
C. 
Apenas III.
A citação explicita uma coincidência de perspectivas entre os senhores de engenho e a Igreja Católica no tratamento dos africanos escravizados. Suas condições de vida eram muito difíceis, como retrata a expressão “pau, pão e pano”, o que significa que recebiam apenas o suficiente para sua sobrevivência e eram castigados sempre que necessário.
A administração Pombalina e as transformações na Colônia
1. 
Apesar de o movimento iluminista criticar as bases do absolutismo, muitos monarcas promoveram reformas modernizantes em seus governos. Tomando como referência o caso de Portugal, assinale a alternativa que melhor explica o que foi o despotismo esclarecido.
E. 
Conjunto de medidas econômicas, administrativas e educacionais que buscavam modernizar o governo, ainda que de forma controlada e sem necessariamente atender às reivindicações da população.
O despotismo esclarecido não visava a acabar com o absolutismo, mas conciliar as reformas e preservar a ordem social e o absolutismo monárquico. No caso de Portugal, por mais que Pombal tenha adotado algumas medidas liberais, o governo de D. José I continuou sendo absolutista. As medidas modernizantes eram aplicadas à economia, à administração e ao sistema educacional. Todas essas medidas se estendiam também às colônias portuguesas, tendo grande impacto na administração colonial. As reformas eram feitas sem que houvesse participação popular, sendo considerados os interesses da nobreza e da burguesia.
2. 
Em Portugal, a primeira metade do século XVIII foi marcada pela crise econômica. Analise as afirmativas que dizem respeito aos motivos devido aos quais a economia portuguesa enfrentava um momento tão delicado.
I) As disputas entre França, Inglaterra e Holanda afetaram a economia portuguesa, uma vez que Portugal era dependente da Inglaterra, que tinha como principal rival a França.
II) A queda na arrecadação de impostos relacionados à produção aurífera foi um dos pontos mais sensíveis da crise econômica portuguesa.
III) Os processos de independência das colônias espanholas afetaram, ainda que indiretamente, a economia portuguesa, pois o comércio intercolonial foi interrompido.
IV) O Pacto Colonial foi encerrado, uma vez que o monopólio do comércio não garantia boa receita para os cofres portugueses por incentivarem o contrabando e a sonegação de impostos.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Resposta correta.
A. 
I e II.
Portugal enfrentava a concorrência de outras potências europeias que disputavam os domínios coloniais, e a economia portuguesa era dependente das riquezas coloniais, especialmente da produção de ouro, que declinou a partir de meados do século XVIII. Os processos de emancipação da América espanhola se deram no início do século XIX, não tendo relação com o contexto da crise portuguesa do século XVIII. O Pacto Colonial visava a fortalecer a economia portuguesa por meio da relação de exclusividade estabelecida entre a colônia e a metrópole.
3. 
Na segunda metade do século XVIII, Marquês de Pombal adotou diversas medidas para tentar superar a grave crise que atingia a economia portuguesa. Sobre a administração pombalina, analise as afirmações a seguir.
I) Para promover a centralização político-administrativa da colônia, Pombal contou com a ajuda dos jesuítas, que atuavam principalmente na administração dos territórios fronteiriços.
II) As Casas de Inspeção do Tabaco e do Açúcar foram criadas para facilitar a exportação desses produtos, bem como assegurar a qualidade deles.
III) Para garantir a cobrança dos impostos na América portuguesa e combater a sonegação e o contrabando, foi criado o Real Erário.
IV) As companhias de comércio do Grão-Pará e Maranhão e de Pernambuco e Paraíba foram criadas para que os colonos pudessem comercializar com mais autonomia em relação à Coroa.
Estão corretas apenas as afirmativas:
B. 
II e III.
As medidas adotadas por Pombal visavam a reforçar o controle sobre a colônia portuguesa na América. Os jesuítas atuavam principalmente na educação e na catequização dos indígenas e colonos e foram expulsos dos territórios portugueses, pois atuavam de forma autônoma com relação à Coroa portuguesa, sendo considerados um risco para a centralização do poder real. O principal objetivo da criação da Casa de Inspeção do Tabaco e do Açúcar era solucionar dificuldades na exportação desses produtos e fiscalizar o peso e a qualidade dos rolos do tabaco e das caixas de açúcar. Já o Real Erário, ou Erário Régio, atuava na fiscalização das contas públicas, garantia na centralização e eficácia na cobrança deimpostos, tentava impedir as sonegações e evitava o contrabando. Buscando ampliar o controle sobre as regiões do Norte e Nordeste, foram criadas as companhias de comércio do Grão-Pará e Maranhão e de Pernambuco e Paraíba. Dessa forma, o comércio passou a ser atividade exclusiva dos portugueses, retirando a autonomia dos colonos.
4. 
Entre as medidas político-administrativas tomadas por Pombal estavam as reformas direcionadas aos indígenas. Para ele, incorporar os indígenas à sociedade colonial seria importante para povoar regiões de fronteiras, onde havia disputa de terras com os espanhóis. Sobre a forma como essa integração dos indígenas se daria, é correto afirmar que:
D. 
a integração se daria por meio de casamentos mistos entre indígenas e brancos, o que passou a ser permitido por lei. Para tanto, os indígenas deveriam aderir ao modo de vida dos portugueses, abandonando inclusive a língua nativa.
O jesuítas eram contrários ao casamento entre brancos e indígenas, pois para eles os casamentos mistos só poderiam se dar entre negros e indígenas. Para serem integrados ao modo de vida do colonizador, os indígenas deveriam abrir mão do seu modo de vida, deixar de lado suas crenças e costumes e, obrigatoriamente, falar o português. A integração por meio de casamentos entre homens brancos e mulheres indígenas foi permitida e incentivada a partir da criação da lei de abril de 1755. A exploração de trabalho dos indígenas foi proibida por lei em 1758. O fornecimento de escravos africanos era feito por meio das Companhias de Comércio, principalmente a do Grão-Pará e Maranhão.
5. 
As reformas pombalinas não ficaram restritas à economia e à administração. Pombal promoveu uma ampla reforma educacional, tanto em Portugal quanto nas colônias portuguesas. Historiadores e estudiosos da educação defendem que a reforma educacional promovida por Pombal não obteve bons resultados. São causas do insucesso da reforma educacional:
C. 
a fragmentação do processo pedagógico, a falta de professores e materiais necessários, investimentos insuficientes na educação pública e atraso no pagamento dos professores.
Os fatores que levaram ao fracasso da reforma educacional são vários: não havia escolas suficientes para atender os colonos, que por vezes tinham que percorrer longas distâncias para ter acesso à educação; as aulas avulsas fragmentaram o processo pedagógico; não havia professores suficientes; e o subsídio literário era escasso, gerando atraso no pagamento dos professores.
Inconfidência Mineira
1. 
A economia portuguesa passava por uma crise financeira no final do século XVII quando o ouro foi descoberto na região de Minas Gerais, trazendo certo alívio para os cofres de Portugal.
Sobre os motivos que provocaram a crise econômica portuguesa, no final do século XVII e início do século XVIII, é correto afirmar que:
C. 
a queda no preço internacional do açúcar, que passou a sofrer com a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas. Além disso, Portugal tivera muitos gastos nas décadas anteriores para se libertar do domínio espanhol e também para expulsar os holandeses do Nordeste.
A abertura dos portos brasileiros às nações amigas de Portugal acontece após a chegada da família real ao Brasil, em 1808. A instalação de manufaturas na colônia fez parte de um conjunto de medidas adotadas pelo Marquês de Pombal, a partir de 1750. Antes disso, não era permitido ter manufaturas na colônia. O declínio do tráfico de escravos e a substituição da mão de obra escrava pela imigrante ocorreram a partir de 1850, com a promulgação da Lei Euzébio de Queirós, que proibiu o tráfico de escravos para o Brasil. As revoltas nativistas não tinham quase nenhum objetivo em comum, e nenhuma das revoltas pretendia romper com Portugal, visto que a primeira manifestação colonial no sentido de tornar a colônia independente foi a Inconfidência Mineira. A crise portuguesa se verifica pela queda no preço do açúcar, promovida após a expulsão dos holandeses do Nordeste, quando estes passaram a produzir açúcar nas ilhas da América Central. Além disso, o fim da União Ibérica e a luta para expulsão dos holandeses geraram muitas despesas para os cofres portugueses.
2. 
Observe os dados relativos à produção aurífera no Brasil do século XVIII e analise as afirmativas a seguir:
​​​​​​​
I) A arrecadação de ouro cresceu de forma exponencial até a primeira metade do século XVIII, no entanto, logo na década seguinte a arrecadação decaiu até atingir níveis semelhantes aos do início do século.
II) O aumento progressivo da produção de ouro até a década de 1740 se deve, entre outros fatores, ao afluxo de pessoas para a região de Minas Gerais, principalmente de escravos, que foram deslocados do Nordeste para a região Centro-Sul.
III) A queda acentuada na produção do ouro, a partir de 1750, se deve ao fato de terem sido iniciadas as plantações de café na região do Vale do Paraíba, produto de grande apreço no mercado internacional e que gerou concorrência com a produção do ouro.
IV) Dois fatores contribuíram para a queda na produção aurífera: os desvios e os contrabandos promovidos pela população e o desgaste natural dos veios auríferos.
Estão corretas as afirmativas:
B. 
I, II e IV.
A tabela deixa claro que até 1749 houve o crescimento progressivo na produção de ouro e que após 1750 a produção entrou em declínio. Com a descoberta do ouro na região de Minas Gerais, muitas pessoas migraram para a região buscando enriquecer com a exploração do ouro. Nessa época, a produção de açúcar no Nordeste já estava em declínio dado à concorrência do produto no mercado internacional, provocada principalmente pela produção de açúcar nas Antilhas pelos holandeses. Com a produção de açúcar em declínio, muitos escravos foram vendidos e enviados para a região de Minas. Com mais pessoas para trabalhar, a produção consequentemente aumentou. A produção de café no Brasil ganha real importância a partir de 1850, durante o reinado de D. Pedro II. O café já era produzido no Brasil antes disso, mas somente a partir da segunda metade do século XIX a produção ganha mais notoriedade e se torna o principal produto da economia brasileira. Dois fatores contribuíram para o declínio da produção: a escassez natural na arrecadação do ouro, que é um recurso natural não renovável, e também o contrabando, realizado para evitar a taxação do ouro; além da consequentes cobranças dos impostos reais. Muito mineradores sonegavam o pagamento dos impostos sobre o ouro.
3. 
A influência do Iluminismo e da independência dos Estados Unidos no processo de deflagração da Inconfidência Mineira se verifica por meio das seguintes pautas levantadas pelos inconfidentes:
I) Proposta de eliminação da monarquia absolutista, que seria substituída por uma república, nos moldes adotado pelas Treze Colônias.
II) Criação de uma universidade em Vila Rica.
III) Abolição da escravidão, tal como aconteceu nos Estados Unidos após a independência.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
D. 
I e II.
Os iluministas criticavam a monarquia absolutista e defendiam um governo eleito pelo povo. Tal modelo de governo foi adotado pelos Estados Unidos após a sua independência. Os iluministas defendiam que somente por meio do conhecimento o povo seria liberto da ignorância e do obscurantismo, para tal a criação de centros de ensino e de universidades era de extrema importância. Apesar de defender os princípios de liberdade e de igualdade, nem todos os iluministas eram contrários à escravidão, alguns julgavam que a escravidão era necessária para organização da sociedade. Os Estados Unidos mantiveram a escravidão após a independência, sendo esta abolida apenas em 1863.
4. 
Quando foi anunciado que a cobrança dos impostos atrasados na região de Minas Gerais seria feita em 1789, acompanhada de uma ampla investigação sobre o contrabando na região, destacados membros das elites econômica e intelectual de Minas Gerais passaram a se reunir em Vila Rica e planejaram um movimento contra o domínio colonial.
Sobre os envolvidos na Inconfidência Mineira,é possível afirmar que​​​​​​​:
E. 
os inconfidentes eram desde ricos mineradores endividados com a Fazenda, até padres e militares que defendiam os princípios iluministas e desejavam romper com Portugal.
A maioria dos envolvidos eram mineradores que tinham dívidas com Portugal, e esse foi o principal motivo para esses membros da elite se envolverem na conspiração. Mas houve também a participação de padres e de militares, que não deviam nada à Coroa. Muitos dos inconfidentes defendiam os princípios do Iluminismo, que criticava principalmente a teoria do Direito Divino, a qual defendia que o poder dos reis era dado por Deus, e por isso não poderia ser questionado. Não houve participação popular na Inconfidência Mineira, sendo esta considerada um movimento das elites financeira e intelectual de Minas Gerais.
5. 
Os Autos da Devassa foi o processo que julgou os envolvidos na Inconfidência Mineira.
Após três anos de investigação, a sentença dada pode ser resumida da seguinte forma:
Você acertou!
A. 
Dos inconfidentes denunciados, sete foram condenados ao exílio e outros onze foram condenados à pena de morte por enforcamento. Desses onze, somente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi executado, os outros dez foram enviados para o exílio.
Somente o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi executado, no dia 21 de abril de 1792. Os outros dez condenados à morte tiveram a pena comutada para exílio, junto com outros sete inconfidentes que também já tinham sido condenados ao exílio. A morte de Tiradentes, seguida de seu esquartejamento, foi usada por Portugal como uma forma de demonstrar seu poder e para que esse episódio servisse de exemplo do que poderia acontecer com as pessoas que se revoltassem com o domínio português.
Revoltas nativistas no Brasil colonial
1. 
O processo de expulsão dos holandeses do Brasil, conhecido como Insurreição Pernambucana, teve início em 1645. As forças holandesas tiveram o apoio de indígenas Tapuia e de alguns senhores de engenho. No entanto, em 1654, eles foram definitivamente expulsos de Pernambuco. Após a expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro, os lucros de Portugal com a produção do açúcar:
D. 
diminuíram, devido à concorrência do açúcar produzido pelos holandeses em suas colônias nas Antilhas.
Os holandeses continuaram a produzir açúcar depois que foram expulsos do nordeste brasileiro. Os portugueses não tinham dinheiro para investir em equipamentos para modernizar a produção, pois tiveram muitos gastos com o processo de retomada da sua Coroa (1640) e com a guerra contra os holandeses. Dessa forma, a produção açucareira foi duramente afetada após a expulsão dos holandeses, que passaram a produzir açúcar nas suas colônias nas Antilhas, fazendo concorrência com o açúcar que era produzido no Brasil. Assim, os lucros dos portugueses com a produção açucareira diminuíram. O preço do açúcar brasileiro no mercado internacional caiu e os holandeses transformaram suas colônias do Caribe nos maiores produtores de açúcar do mundo.
2. 
A tentativa de aclamar Amador Bueno como rei dos paulistas se deve aos seguintes fatores:
I) Os paulistas desejavam se livrar do domínio espanhol para poder utilizar a mão de obra indígena, tolerada pelos portugueses.
II) Os paulistas acreditavam que aclamar Amador Bueno como rei facilitaria o processo de expulsão dos espanhóis da região.
III) Os espanhóis que habitavam a região de São Paulo acreditavam que a capitania de São Vicente poderia ficar fora do domínio português se os paulistas assim quisessem.
IV) Os paulistas temiam que o fim da União Ibérica pudesse prejudicar o comércio com Buenos Aires, afetando o tráfico de indígenas.
Estão corretas as afirmativas:
C. 
III e IV.
A aclamação de Amador Bueno foi estimulada pelos espanhóis que habitavam a capitania de São Vicente. Com o fim da União Ibérica e a Restauração portuguesa, os paulistas temiam que o comércio com os espanhóis fosse prejudicado, e os espanhóis que habitavam a região não viam com bons olhos o fato de terem de se curvar a um rei português. A solução instigada pelos espanhóis da região seria aclamar um novo rei para São Paulo.
3. 
As reformas realizadas pela Coroa portuguesa na administração colonial descontentaram os colonos, que foram obrigados a respeitar as regras comerciais impostas pelo rei português. Em razão disso, eclodiram algumas revoltas na colônia a partir do fim do século XVII. Em 1654, a capitania do Maranhão foi palco de uma dessas revoltas. Sobre as motivações da Revolta de Beckman, assinale a alternativa correta:
B. 
A Revolta de Beckman foi motivada pela insatisfação dos colonos com a falta de mão de obra decorrente da proibição da escravização dos indígenas e do não fornecimento de escravos pela Companhia de Comércio do Maranhão.
As revoltas nativistas não tinham o objetivo de romper com Portugal. Eram movimentos contra algumas medidas adotadas pelos portugueses, e não contra o domínio português na colônia. A Revolta de Beckman surgiu no Maranhão devido à necessidade de mão de obra, uma vez que os indígenas não podiam mais ser escravizados e os produtos que eram monopólio da Companhia de Comércio do Maranhão, como escravos, não chegavam à região. A revolta promovida pelos colonos também previa a expulsão dos jesuítas da região, pois os jesuítas eram contra a escravidão indígena, que era defendida pelos colonos maranhenses. Assim, sob influência dos padres jesuítas, a Coroa portuguesa passou a combater a escravidão indígena.
4. 
No início do século XVIII surgiram, na região das Minas Gerais, duas revoltas de grande relevância. Iniciadas por motivos diferentes, as revoltas serviram para demonstrar que o domínio português sobre a região mineradora ainda era fraco.
Sobre a principal motivação da Guerra dos Emboabas e da Revolta de Vila Rica, assinale a alternativa correta:
Você acertou!
A. 
A Guerra dos Emboabas se deu pelo fato de os paulistas, descobridores do ouro, reivindicarem o monopólio da exploração aurífera na região das Minas Gerias. Já a Revolta de Vila Rica foi um movimento contra a criação das Casas de Fundição.
Os paulistas julgavam-se donos das lavras de ouro, pois foram eles que descobriram as primeiras jazidas. Eles chamavam pejorativamente os portugueses e pessoas vindas de outras regiões da colônia de emboabas, que não eram benquistos pelos moradores dessas áreas. O motivo do conflito foi a disputa pelo controle da área mineradora. Em Vila Rica, os mineradores se indispuseram com a Coroa portuguesa após esta ter determinado a criação das Casas de Fundição. Os mineradores afirmavam que transformar o ouro em barras dificultaria a sua circulação, por isso exigiam a extinção das Casas de Fundição. Apesar do desejo de controlar a produção aurífera, os paulistas não desejavam a autonomia das Minas Gerais. A Revolta de Vila Rica era contra os altos impostos cobrados dos mineradores. Os paulistas não conseguiam impedir a chegada de estrangeiros na região das Minas Gerais. O principal motivo da Revolta de Vila Rica foi a criação das Casas de Fundição, e não o monopólio do comércio exercido pelos portugueses. O monopólio da exploração de diamantes vai ser instituído pela Coroa portuguesa na década de 1730, posterior, portanto, à Guerra dos Emboabas. A Revolta de Vila Rica foi motivada pela criação das Casas de Fundição, e não pela extinção delas. Emboabas era como os paulistas chamavam pejorativamente os estrangeiros emboabas e paulistas eram, portanto, rivais. A mão de obra empregada largamente na mineração foi a africana, e não a indígena.
5. 
Quando retomou sua autonomia política, Portugal ficou em uma situação econômica muito delicada. Os gastos com importação de alimentos e com a manutenção da burocracia fragilizavam a economia do reino. A crise financeira foi intensificada após as lutas contra a Espanha e a Holanda.
Sobre as medidas adotadas por Portugal para tentar solucionar a crise econômica enfrentada no século XVII, assinale a alternativa correta:
B. 
O principal órgão que auxiliou a Coroa portuguesa nesse períodode transição foi o Conselho Ultramarino, responsável pelo monopólio de muitos produtos que antes eram comercializados livremente.
Com o fim da União Ibérica, a Coroa portuguesa passou a implantar um movimento de restauro de sua autonomia sob a colônia, no qual promoveu reformas políticas e econômicas. Para iniciar o processo de recuperação econômica após o fim da União Ibérica, em 1640, Portugal adotou várias medidas que aumentavam a fiscalização sobre a colônia. Entre essas medidas destacam-se: a criação do Conselho Ultramarino, em 1642, que garantia a Portugal o monopólio da comercialização de produtos como o tabaco; a criação da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão pelos portugueses, em 1682, encarregada de fornecer para a região, com exclusividade, escravos africanos, trigo, bacalhau e vinho; e a criação da Companhia Geral de Comércio do Brasil pelos portugueses, em 1649, que detinha o monopólio do comércio, de vinhos, azeites, farinhas e bacalhau, mediante preços fixados pelos portugueses. Em 1680, os portugueses fundaram no sul a Colônia do Sacramento, com o objetivo de facilitar o acesso à prata da América espanhola.
Revoltas separatistas no Brasil colonial
1. 
Por volta de 1798, a carestia, a escassez de alimentos e as más condições de vida de grande parte da população criaram em Salvador, na Bahia, um ambiente propício para que ideias revolucionárias francesas, que chegavam à cidade por meio de livros e panfletos trazidos por simpatizantes do Iluminismo, contribuíssem para um movimento revolucionário. Sobre a Conjuração Baiana, analise as afirmativas a seguir:​​​​​​
I) O movimento teve caráter popular, envolvendo pequenos comerciantes, soldados, artesãos, alfaiates, mulatos, escravos e ex-escravos, além de alguns homens brancos mais abastados.
II) Algumas das propostas dos conjurados era o fim do domínio português na Bahia, a proclamação de uma república inspirada nos princípios franceses e a liberdade de comércio.
III) Apesar do envolvimento popular na Conjuração, a questão da escravidão não chegou a ser debatida pelos conjurados, pois a elite que participou do movimento era contra a abolição dos cativos.
IV) O movimento obteve êxito, ainda que por pouco tempo. Os conjurados tomaram o controle da capitania, proclamando uma república, até que tropas enviadas pelo governo conseguiram retomar o controle de Salvador.
Estão corretas as afirmativas:
Você acertou!
A. 
I e II.
A Conjuração Baiana foi a mais popular dos movimentos separatistas. Além da elite baiana, soldados, homens brancos pobres, alfaiates, negros libertos e até mesmo escravos se envolveram. O caráter popular da Conjuração atribuiu a ela o nome de Revolta dos Alfaiates. Os conjurados pretendiam livrar a Bahia do domínio português e proclamar uma república com princípios iluministas. Além disso, previam a liberdade de comércio e o fim do racismo. Esse movimento se diferencia dos demais por propor a abolição da escravidão, ainda que a contragosto da elite envolvida. A Conjuração não passou da fase dos planos, pois membros da elite baiana delataram o movimento, e os conjurados não conseguiram tomar o controle de Salvador.
2. 
Após os planos do conjurados baianos serem delatados ao governador da capitania, as investigações foram iniciadas, o que acabou deflagrando uma série de prisões, sendo encarcerados cerca de 30 baianos. Foi apurado que os conspiradores tramavam uma revolução com o objetivo de proclamar uma república. Sobre a punição aos envolvidos na Conjuração Baiana, assinale a alternativa correta:
D. 
Ao total, foram presas 33 pessoas, mas a maioria foi absolvida por falta de provas, sendo condenadas à morte apenas 4 pessoas: 2 alfaiates e 2 soldados.
De acordo com o historiador Ubiratan Castro de Araújo, foram presas 33 pessoas; a maioria foi absolvida por falta de provas, sendo que quatro presos foram condenados à morte: João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira (alfaiates) e Lucas Dantas de Amorim e Luís Gonzaga das Virgens (soldados). Logo, uma pequena parte dos presos foi condenada à morte, e isso se baseou na condição social dos envolvidos. Os mais ricos e abastados foram absolvidos, e os menos abastados foram condenados à morte por enforcamento seguido de esquartejamento.
3. 
Com a corte portuguesa instalada no Brasil desde 1808, o aumento dos impostos e os privilégios concedidos aos portugueses (administradores ou comerciantes) passaram rapidamente a incomodar muitos setores da população, especialmente no Nordeste, que ainda dependia da frágil economia açucareira. A capitania de Pernambuco enfrentava um cenário de crise que tinha como causas os seguintes fatores:
I) A economia pernambucana, dependente da produção de açúcar, entrou em declínio, pois os ingleses passaram a comercializar na Europa o açúcar de beterraba, fazendo, então, concorrência com o açúcar produzido no Nordeste.
II) A lavoura canavieira no Brasil perdia espaço no mercado internacional, pois a introdução do cultivo da cana-de-açúcar em larga escala nas Antilhas aumentou a oferta do produto, fazendo os preços caírem.
III) Pernambuco enfrentou, no ano de 1816, uma intensa seca, comum no Nordeste. Em decorrência da seca, a produção de alimentos diminuiu e os preços aumentaram, e muitas pessoas perderam o emprego, causando miséria e crises de fome.
IV) A concorrência interna com a produção de tabaco, que passou a ser exportado em grande escala a partir da metade do século XVIII e disputava áreas de cultivo com a produção de açúcar, prejudicou a produção açucareira.
Estão corretas as afirmativas:
B. 
II e III.
A introdução do consumo do açúcar de beterraba pelos europeus ocorre a partir do início do século XIX, quando os franceses passaram a produzi-lo em grande quantidade. A produção açucareira dava sinais de colapso desde o final do século XVII, em decorrência da produção de açúcar feita pelos holandeses nas Antilhas. Com a concorrência internacional, o preço do açúcar brasileiro caiu drasticamente. Em 1816, uma terrível seca afetou o Nordeste, ainda mais intensa do que as que normalmente aconteciam. Isso prejudicou a economia agroexportadora e gerou desemprego, miséria e fome. O tabaco já era cultivado no Brasil nessa época, mas não representava um risco à economia açucareira. A consolidação da produção de tabaco no Brasil ocorre a partir da segunda década do século XIX.
4. 
A centralização do poder no Rio de Janeiro e os impostos abusivos cobrados por D. João revoltavam os pernambucanos. A elite pernambucana, oriunda do período áureo do açúcar e do algodão, havia enviado seus jovens para estudar na Europa, fazendo com que tivessem contato com os ideais iluministas e liberais. Insatisfeita com o governo colonial, a elite pernambucana passou almejar a ruptura com Portugal. Sobre os objetivos da Revolução Pernambucana, destacam-se:
C. 
a proclamação de uma república, a garantia de liberdade de expressão, imprensa e religião e a abolição dos tributos que encareciam os gêneros de primeira necessidade.
Apesar da inspiração iluminista, a Revolução Pernambucana não previa a tripartição do poder no moldes propostos por Montesquieu. Havia proposta para garantir a liberdade religiosa, mas não a intenção de adotar o estado laico. A independência de Pernambuco seria seguida da proclamação de uma república, e não da manutenção da monarquia. A proclamação da república garantiria a liberdade de expressão e de imprensa e pretendia abolir os tributos que aumentavam os preços dos gêneros de primeira necessidade. A independência seria apenas da capitania de Pernambuco e buscaria, depois, a adesão de outras capitanias; não havia, portanto, um projeto de independência de toda a colônia. Embora contasse com adesão popular, a Revolução Pernambucana não pretendia abolir a escravidão, para não se chocar com os interesses da elite.
5. 
Os movimentos de emancipação que aconteceram no Brasil no final do século XVIII e início do século XIX contavam com a adesão de diversos grupos sociais, desde a elite, camadas médias urbanas, clérigos e militaresaté camadas mais populares. Sobre a participação popular na Inconfidência Mineira, na Conjuração Baiana e na Revolução Pernambucana, é correto afirmar:
E. 
A Conjuração Baiana contou com participação popular, tendo como participantes, além da elite baiana, soldados, alfaiates, homens pobres, negros libertos e escravos.
Dos três movimentos de emancipação, somente a Inconfidência Mineira não contou com participação popular, sendo considerada um movimento de elite. Além da Conjuração Baiana, a Revolução Pernambucana também contou com adesão popular, ainda que de forma mais discreta. Os principais líderes da Revolução Pernambucana eram membros da elite e de camadas médias da população. A Conjuração Baiana é a que teve maior adesão das camadas populares, sendo conhecida também como Revolta dos Alfaiates, pois teve dois alfaiates que foram mortos ao fim da revolta. A participação das camadas mais populares garantiu que o movimento defendesse o fim da escravidão.
A corte portuguesa no Brasil
1. 
Em 20 de novembro de 1807, a família real portuguesa e sua corte deixaram Portugal com destino ao Brasil. Junto com a família real, estima-se que tenham vindo entre 10 e 15 mil pessoas. A corte portuguesa se amontoou nos navios portugueses e, sob escolta da marinha inglesa, chegou ao Brasil em janeiro de 1808. Sobre as causas e consequências da vinda da família real para o Brasil, assinale V para verdadeiro ou F para falso:
(      ) Após o decreto do Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte, o governo português resolveu transferir a família real e sua corte para o Brasil porque isso evitaria um conflito militar direto com a França, garantiria a segurança da família real e ainda impediria a invasão do Brasil pela Inglaterra.
(      ) A decisão de transferir a corte portuguesa para o Brasil foi tomada quando Napoleão assinou o Tratado de Fontainebleau com a Espanha. O Tratado determinava a invasão do território português, por este não ter respeitado as determinações do Bloqueio Continental de não comercializar com a Inglaterra.
(      ) Todo o processo de tomada de decisão para transferir efetivamente a corte portuguesa para o Brasil foi acompanhado pelos ingleses, que apoiavam a vinda da família real para o Brasil, imaginando que dessa forma seria mais fácil para os ingleses dominarem a colônia e proclamar uma república.
(      ) A permanência da família real no Brasil trouxe mudanças políticas, econômicas e culturais muito importantes para a colônia, graças ao desenvolvimento comercial proporcionado pela abertura dos portos e pela instalação da corte e do aparato administrativo português no Rio de Janeiro.
A sequência correta das afirmativas é:
E. 
V - F - F - V.
Portugal não respeitou o Bloqueio Continental, imposto por Napoleão, que proibia os países europeus de fazerem comércio com a Inglaterra. Assim, Napoleão determinou a invasão de Portugal. Para evitar confronto direto com as tropas francesas, o príncipe regente, D. João, decidiu fugir para o Brasil, evitando, assim, que os ingleses invadissem a colônia. A ideia de transferência da corte para o Brasil não era nova; ela já havia sido esboçada por administradores portugueses, como Marquês de Pombal, no caso de salvaguardar a monarquia em perigo. O Tratado de Fontainebleau foi assinado em 27 de outubro, quando Portugal já discutia com a Inglaterra a transferência da corte para o Brasil. Os ingleses, prejudicados com o Bloqueio Continental, buscavam assegurar e ampliar seus negócios na América, sendo a colônia portuguesa vital para esse fim. Dessa forma, os ingleses apoiavam a vinda da família real para o Brasil para poderem comercializar com os brasileiros. A instalação da corte no Brasil contribuiu significativamente para ampliar a produção e a distribuição de alimentos e artigos de consumo mais simples. Abriu-se também a possibilidade de explorar pequenos negócios para atender à população urbana. A economia brasileira tornava-se cada vez mais diversificada.
2. 
O príncipe regente de Portugal, D. João, chegou a Salvador, na antiga sede da colônia portuguesa, no dia 22 de janeiro de 1808. Na semana seguinte à sua chegada, no dia 28, D. João assinou um decreto que abria os portos brasileiros ao comércio com as nações amigas.
Sobre a abertura dos portos, é correto afirmar:
B. 
Representou o fim do exclusivo comercial português com Portugal.
A abertura dos portos brasileiros às nações amigas encerrou os laços coloniais com Portugal, uma vez que ele rompeu com o Pacto Colonial (relação de exclusividade do comércio com Portugal). A nação amiga de Portugal nesse contexto era, basicamente, a Inglaterra; a França era inimiga de Portugal. Naquela época, o Brasil não podia ter manufaturas; somente a partir de 1.º de abril de 1808 é que a instalação de manufaturas passou a ser permitida no Brasil. A abertura dos portos beneficiou a Inglaterra, que passou a abastecer o mercado brasileiro com seus produtos.
3. 
Com a chegada da família real, uma série de medidas foi tomada para tentar aproximar a cidade do Rio de Janeiro aos padrões urbanísticos e culturais das capitais europeias, como a iluminação de ruas, a criação de aterros, a canalização de córregos, a construção de estradas, entre outras mudanças. Além disso, eventos como bailes, óperas, jantares e a cerimônia do “beija-mão”, típica das monarquias europeias, tornaram-se comuns na cidade.
Sobre as principais medidas adotadas por D. João, assinale a alternativa que apresenta as obras de realização de D. João durante sua permanência no Brasil.
C. 
Criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do Banco do Brasil, da Real Biblioteca e do Museu Nacional.
A primeira Constituição do Brasil foi elaborada após a Independência, em 1824. A criação da Guarda Nacional se deu após a abdicação de D. Pedro I, em agosto de 1831. A primeira ferrovia foi inaugurada no Brasil em 1854. A criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e a adoção do parlamentarismo foram medidas do governo de D. Pedro II, sendo o IHGB criado em 1838, e o parlamentarismo adotado em 1847. O Jardim Botânico (1808), o Banco do Brasil (1808), a Real Biblioteca (1810) e o Museu Nacional (1818) foram todas realizações de D. João. A primeira lei de proibição do tráfico de escravos é a Lei Eusébio de Queiroz, de 1850. A Imprensa Régia foi criada por D. João em maio de 1808. O primeiro colégio do Brasil foi fundado pelos jesuítas em 1550. A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios foi criada por D. João em 1816. O Conselho de Estado foi criado por D. Pedro I, em 1823.
4. 
As tropas francesas foram expulsas de Portugal em 1809, graças à ajuda dos ingleses. Desde então, Portugal foi governado com o auxílio dos ingleses. Os franceses ainda tentaram invadir Portugal mais duas vezes, sem sucesso. Em 16 de dezembro de 1815, D. João elevou o Brasil à categoria de Reino Unido, em uma habilidosa manobra de política internacional. Sobre tal acontecimento, leia as frases a seguir e assinale a alternativa correta.
I) A elevação de nossa colônia para Reino Unido a Portugal e Algarves quebrou nossa antiga relação com a metrópole, tornando-nos muito mais autônomos.
II) A permanência de D. João revelou seu receio de voltar a Portugal, desencadeando a possibilidade da desintegração do Império e a instauração de uma república.
III) D. João se recusava a voltar a Portugal porque temia que o território português fosse novamente invadido pelas tropas francesas, sob comando de Napoleão.
IV) A exigência do Congresso de Viena do regresso da família real a Portugal não foi acatada devido à necessidade do apoio da elite brasileira para evitar conflitos na colônia.
Estão corretas as afirmativas:
Resposta correta.
A. 
I e II.
A elevação do Brasil à categoria de reino encerrou de vez os laços de dependência com Portugal, pois deixava de ser colônia para fazer parte do reino, sendo este episódio considerado por alguns historiadores como o início do processo de independência do Brasil. Além de já estar adaptado e bem instalado no Brasil, D. João temia que os movimentos deindependência que surgiam na América pudessem afetar o Brasil; para evitar isso, ele elevou o Brasil à condição de reino. Napoleão deixou de governar a França em 1815, portanto não representava mais ameaça a Portugal. O Congresso de Viena, realizado em 1815, determinou que os reis depostos por Napoleão deveriam reassumir os tronos; essa determinação não foi uma imposição. O Congresso de Viena não exigiu o retorno da família real a Portugal.
5. 
A partir de 1812, Antônio Araújo de Azevedo, Conde da Barca, dirige a pasta dos Negócios do Reino. Depois da queda de Napoleão, o Conde procurou aproximação diplomática com a França, atraindo intelectuais e artistas perseguidos. Foi sob influência do Conde da Barca que D. João aprovou a vinda da Missão Artística Francesa para o Brasil, em 1816, sobre a qual é correto afirmar:
D. 
Um dos artistas mais reconhecidos da Missão foi Jean Baptiste Debret, que fez inúmeras ilustrações do cotidiano do Brasil.
A Missão Artística Francesa era composta por pintores, escultores, arquitetos, gravadores e professores e tinha como principal objetivo organizar uma escola de Belas Artes a fim de difundir conhecimentos aos homens destinados aos empregos públicos, à administração do Estado. A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios foi inaugurada em agosto de 1816. A Missão Artística Francesa não teve duração determinada, mas a maioria dos artistas ficou alguns anos no Brasil, como Debret, o mais reconhecido dos pintores, que ficou aqui até 1831. Debret fez vários retratos de cenas do cotidiano de pessoas comuns, muitas delas escravas. O primeiro volume do seu livro Viagem pitoresca e histórica ao Brasil é dedicado somente aos indígenas. Outros pintores, como Nicolas Antoine Taunay, se dedicavam a retratar a paisagem e as cenas urbanas do Rio de Janeiro.
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