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FUNDAÇÃO CENTRO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
A EJA COMO POSSIBILIDADE DE LIBERTAÇÃO
MARCELE ANDRADE MOTHÉ NUNES 
Campos dos Goytacazes, RJ.
2024
A EJA COMO POSSIBILIDADE DE LIBERTAÇÃO
MARCELE ANDRADE MOTHÉ NUNES
TCC elaborado como requisito para a conclusão da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF. 
Orientador: 
CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ
2024
Sumário
INTRODUÇÃO
Ao discutir o tema Educação de Jovens e Adultos (EJA), ele pode ser abordado sob diferentes perspectivas. Podem ser destacadas as questões jurídicas, cognitivas, geracionais, de classe social, de gênero, de raça/etnia, de condição (urbana ou rural), de contexto histórico, social, cultural, econômico ou político em que se situam os sujeitos estudantes da EJA e suas trajetórias de vida. Considere a especificidade e diversidade desses tópicos. 
Para as pessoas com interrupções nos estudos primários e secundários, há direito à gratuidade no ingresso na escola, de acordo com o Código de Conduta e Fundamentos da Educação Nacional (LDB n° 9.394/96) e a Lei Federal da Constituição de 1988, por meio de Arte. 37. As autoridades públicas têm o dever de garantir, através de ações abrangentes e complementares, que estas pessoas ingressem e permaneçam na escola por um longo prazo.
	Refletir sobre os jovens, adultos e idosos que estudam na EJA nessa perspectiva significa ir além das dimensões cognitivas deles ao longo da história da escolarização. Além disso, envolve a desconstrução de percepções homogéneas da identidade estudantil e a superação de categorias abstratas de jovens e adultos para os quais as características sociais convencionalizaram os papéis sociais. Assim, os alunos passam a compreender as situações que vivenciam ao longo da vida e que geram subjetividades, saberes e diferentes modos de ser (OLIVEIRA, 1999). O objetivo dessa monografia é realizar uma revisão da literatura sobre o tema ensino da EJA, demonstrando a importância dessa modalidade de ensino na formação socio pedagógica dos alunos como uma ferramenta de construção de conhecimento e não apenas mais um método de mistura de teoria e ensino constitutivo da regra mas mostra que o ensino da EJA para jovens e adultos deve ser contextualizado para que os alunos aproveitem ao máximo suas experiências de vida, aprendam a estimular novas ideias, busquem soluções para problemas e situações do cotidiano e os ajudem a enfrentar os desafios da vida e do trabalho.
	No capítulo I será bordado um Breve Histórico da Alfabetização de Jovens e Adultos no Brasil – EJA, no primeiro momento abrange como surgiu o ensino EJA no Brasil, sua trajetória histórica, formação de professores e os percalços encontrados para lecionar a disciplina, no segundo capítulo “ Educação Libertadora na EJA”, no ponto de vista da pedagogia emancipatória como uma educação com características e necessidades específicas e, que pode dar uma contribuição significativa para a educação de jovens e adultos, e por fim o terceiro capítulo que finalizará falando sobre:” 
 Concluindo, para quem lê como um livro, não há resultados prontos ao navegar pelo conhecimento contido nessa monografia, ela não será sensata acabar ou estabelecer um caminho único para uma realidade educativa, onde a aprendizagem e o crescimento estão em constante inovação.
	
CAP. 1 – A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO BRASIL: LEIS E DIRETRIZES EDUCACIONAIS
Esse capítulo tem como objetivo discutir a Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir da Lei de Diretrizes da Educação Básica (9394/96) e da Base Nacional Comum Curricular (2017). A Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma etapa educacional que engloba o ensino fundamental II e médio, sendo o ensino fundamental II destinado a jovens acima de 15 anos e o ensino médio para os maiores de 18 anos de idade. Assim, faremos um breve excurso pela história da EJA, a fim de trazer à lume as condições que a tornaram necessária no Brasil”.	Comment by Felipe Vigneron Azevedo: Repito meu comentário anteriormente feito: de que “contexto” estamos falando? A palavra “contexto” necessita de uma razão para estar aqui, mas você não falou exatamente de nenhum contexto, situou algumas datas e informações, mas não explicou o que significam essas datas e essas informações. 
SUGESTÃO: exclua o trecho que vai de “Assim” até “EJA”, basicamente as duas últimas linhas. 
INCLUA ISSO: “Faremos um breve excurso pela história da EJA, a fim de trazer à lume as condições que a tornaram necessária no Brasil”.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) vem se destacando no Brasil desde a época de sua colonização com os Jesuítas que se dedicaram a alfabetizar (catequizar) tanto crianças indígenas, quanto índios adultos, em uma intensa ação cultural e educativa, a fim de propagar a tradição católica. a fé aliada ao trabalho educativo.
 Entretanto, com a chegada da família real e consequente expulsão dos Jesuítas no século XVIII, a educação de adultos entra em falência, pois a responsabilidade pela educação acaba ficando às margens do império (STRELHOW, 2010). Somente a partir da década de 1930 é que a educação de jovens e adultos efetivamente começa a se destacar no cenário educacional do país, quando em 1934, o governo cria o Plano Nacional de Educação que estabeleceu como dever do Estado o ensino primário integral, gratuito, de frequência obrigatória e extensiva para adultos como direito constitucional (FRIEDRICH et.al, 2010). 
Em 1945 havia muitas críticas aos adultos analfabetos. Porém, a luta com determinação e dedicação por uma educação de qualidade para todos fez com que a educação de adultos ganhasse destaque na sociedade. A partir de então, a educação de adultos realizada através da campanha nacional do povo começou a mostrar o seu valor. Através da campanha de Educação de Adultos, lançada em 1947, abre-se a discussão sobre o analfabetismo e a educação de adultos no Brasil (COLAVITTO e ARRUDA, 2014). 
Nesta época foi criado o Serviço Nacional de Educação de Adultos (SNEA), voltado para a educação complementar; surge a 1ª Campanha Nacional de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA), com o objetivo de reduzir o analfabetismo nas nações em desenvolvimento; o I Congresso Nacional de Educação de Adultos e, posteriormente, em 1949, o Seminário Interamericano de Educação de Adultos.
Nos anos 50 é realizada a Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo (CNEA) e na década de 1960 o Movimento da Educação de Base (MEB) (VIEIRA, 2004). Logo após, em 1967, o governo militar cria o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), com o intuito de alfabetizar funcionalmente e promover uma educação continuada (STRELHOW, 2010). Na década de 70 destaca-se no país o ensino supletivo, criado em 1971 pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº. 5.692/71) (BRASIL, 1971). 
Na década de 1980, foi possível criar a Fundação Nacional de Educação de Jovens e Adultos (Fundação Educar), vinculada ao Ministério da Educação, que oferecia apoio técnico e financeiro às iniciativas de alfabetização existentes (VIEIRA, 2004). Somente em 1996 surgiu a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) (nº 9.394/96), que reafirma o direito dos jovens e adultos trabalhadores à educação básica e o dever público de oferecê-la gratuitamente, estabelecer responsabilidades perante os entes federados através da identificação e mobilização da procura, garantindo o acesso e a permanência (BRASIL, 1996). 
Em 2003, o Governo Federal criou a Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo, lançando então o Programa Brasil Alfabetizado, que incluía o Projeto Escola Fábrica (voltado para cursos de qualificação profissional), PROJOVEM (com foco central na qualificação para o trabalho, unindo implementação de ações comunitárias)e o Programa de Integração da Educação Profissional no Ensino Médio de Jovens e Adultos (PROEJA) (VIEIRA, 2004). Em 2007, o Ministério da Educação (MEC) aprovou a criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), tornando todas as modalidades de ensino parte dos recursos financeiros destinados à educação (BRASIL, 2007). Apesar dos avanços significativos, a Educação de Jovens e Adultos ainda enfrenta problemas importantes, que incluem a falta de recursos financeiros, as taxas de evasão escolar e a necessidade de adaptação às exigências do mercado de trabalho. 
Porém, o autor também destaca que muitos alunos abandonam a escola por dificuldades de aprendizagem e que, com o passar dos anos, sentem posteriormente a necessidade de estudar pela oportunidade de se aprimorarem profissionalmente. Segundo Moll (2004), alguns aspectos sociais e culturais fatores, como a responsabilidade dos filhos menores no sustento do lar, na complementação da renda familiar, bem como uma visão distorcida da realidade em relação às mulheres, que impõe, por exemplo, a não necessidade das mulheres frequentarem a escola, bem como não foi necessário aprender a ler e escrever,
Nesse sentido, quando falamos “em adultos em processo de alfabetização” no contexto social brasileiro, nos referimos a homens e mulheres marcados por experiências de infância na qual não puderam permanecer na escola pela necessidade de trabalhar, por concepções que as afastavam da escola como de que “mulher não precisa aprender” ou “saber os rudimentos da escrita já é suficiente”, ou ainda, pela seletividade construída internamente na rede escolar que produz ainda hoje itinerários descontínuos de aprendizagens formais. Referimo-nos a homens e mulheres que viveram e vivem situações limite nas quais os tempos de infância foi, via de regra, tempo de trabalho e de sustento das famílias. (MOLL, 2004, p.11)	Comment by Felipe Vigneron Azevedo: Não usamos aspas nas citações recuadas. Essas citações também não têm espaçamento 1.5, mas “SIMPLES”.
A EJA destina-se a atender aos jovens e adultos que não completaram os estudos na idade considerada apropriada, tendo o prazo máximo de 2 anos para completar o ensino fundamental e de 18 meses para completar o ensino médio, recebe repasse de verbas do FUNDEB e está regulamentada pelo artigo 37 da lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB) lei 9394/96. Segundo o referido artigo:
Art. 37. A Educação de Jovens e Adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.	Comment by Felipe Vigneron Azevedo: Sem aspas. Verificar se Educação de Jovens e Adultos, na primeira linha, não deve vir em maiúsculo. 
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderem efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º O poder público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.”
As constituições brasileiras possuem pontos em comum, visto que buscavam ao mesmo tempo dar conta das demandas sociais, econômicas, culturais e políticas de cada época, sobretudo, educacional, já que a população crescia e necessitava de escolas, cursos técnicos e ensino superior. Nesta linha de raciocínio, observa-se que no período do Brasil República, em 1934, na Constituição Brasileira, a educação foi estabelecida como dever do Estado, determinando que o governo deveria oferecer ensino gratuito e integral para todos, inclusive para os jovens e adultos que não puderam concluir os seus estudos no ensino regular. De acordo com o artigo 208 da Constituição de 1988:
O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I – ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria.
Segundo Gadotti (1979 apud Rocha et al, 2002), a Educação de Adultos, em termos históricos, pode ser dividida em três períodos: 1º - de 1946 a 1958, quando foram realizadas campanhas nacionais oficiais para erradicar o analfabetismo; 2º - de 1958 a 1964. Em 1958, foi realizado o 2º Congresso Nacional de Educação de Adultos, com notável participação de Paulo Freire
 Com a redemocratização (1985), a 'Nova República' extinguiu o MOBRAL e criou a Fundação Educar. Este congresso abriu as portas para o problema da alfabetização que desencadeou o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos, dirigido por Paulo Freire e extinto pelo Golpe de Estado de 1964. Portanto, a Educação de Adultos foi sepultada pela ‘Nova República’.
Em 1989, em comemoração ao Ano Internacional da Alfabetização, foi criada no Brasil a Comissão Nacional de Alfabetização, inicialmente coordenada por Paulo Freire e posteriormente por José Eustáquio Romão (ROCHA et al, 2002). Com o encerramento da Fundação Educar, em 1990, o Governo Federal ficou ausente desse cenário educacional, observando-se um esvaziamento devido à inexistência de um órgão ou setor do Ministério da Educação voltado para esse tipo de modalidade de ensino. A falta de recursos financeiros, aliada à escassa produção de estudos e pesquisas sobre esta modalidade, tem contribuído para que esta educação se torne uma mera reprodução do ensino para jovens e adultos.
Criado pela Lei 5.379/67, o Mobral previa alfabetização funcional e educação continuada para adolescentes e adultos, porém, com fundo ideológico e ideal diversos daqueles almejados pelo Plano Nacional de Alfabetização, tais como:
[...] para organizar a educação nacional, os entes envolvidos devem trabalhar juntos, porque têm competências comuns (Estado, Municípios e Federação). Nesse contexto, o Plano Nacional de Educação cumpre a função de articular os esforços nacionais em regime de colaboração, tendo como objetivo universalizar a oferta da etapa obrigatória (de 04 a 17 anos), elevar o nível de escolaridade da população, elevar a taxa de alfabetização, melhorar a qualidade da educação básica e superior, ampliar o acesso ao ensino técnico e superior, valorizar os profissionais da educação, reduzir as desigualdades sociais, democratizar a gestão e ampliar os investimentos em educação. (BRASIL, 2014).
Desta forma, o MOBRAL foi criado pelos militares e segue a abordagem de Paulo Freire, em que os alunos são os protagonistas de sua aprendizagem e alfabetização, e portanto a ideia do educador contribui de uma forma importante e importante para a educação de jovens e adultos no Brasil. Grandes mudanças. De acordo com estudo de 2011 realizado pelo Instituto de Economia Aplicada – IPEA,
Paulo Freire iniciou a vida profissional no mesmo colégio que o acolheu como bolsista na adolescência, ao ser contratado como professor de língua portuguesa. Em 1947, assumiu o cargo de Diretor do Setor de Educação do Sesi (Serviço Social da Indústria) do Recife, em que conviveu com a questão da educação de adultos trabalhadores e percebeu a necessidade de centralizar esforços na alfabetização destes operários. Durante mais de 15 anos, entre as décadas de 1950 e 1960, Paulo Freire dedicou-se às experiências no campo da educação de adultos em áreas proletárias e sub proletárias, urbanas e rurais, em Pernambuco. Seu método de alfabetização nasceu dentro do MCP - Movimento de Cultura Popular do Recife - a partir dos Círculos de Cultura, onde os participantes definiam as temáticas junto com os educadores. A partir dessa experiência, Freire desenvolve uma de suas principais teorias: a de que a educação tem papel imprescindível no processo de conscientização e nos movimentos de massas. Ele a considerava desafiadora e transformadora, e defendia que para alcançá-la são essenciais o diálogo crítico, a fala e a convivência. Na sua concepção, a educação é um momento do processo de humanização, um ato político, de conhecimento e de criação.
Freire foi um doseducadores preocupados em formar jovens e adultos que não conseguiam concluir os estudos na faixa etária esperada. Busca, portanto, tornar esses jovens e adultos protagonistas na construção do conhecimento e para isso explorar métodos pedagógicos que possam priorizar a idade e a realidade desses alunos. Observou-se que Freire argumentou que “[...] todo processo educativo é contraditório e nós, os educadores, podemos influenciar essas contradições, agravá-las e mudar a realidade histórica” (GADOTTI, 2011, p. 11).
Paulo Freire foi um dos precursores em favor da alfabetização de jovens e adultos, ele sempre lutou pelo fim da educação elitista e tinha como objetivo uma educação democrática e libertadora, ele parte da vivência dos educandos, segundo Aranha (1996, p.209):	Comment by Felipe Vigneron Azevedo: Falar um pouco mais sobre o que era esse elitismo contra o qual Freire lutava e o que era essa educação democrática e libertadora para ele (como deveria ser, como funcionava, diferenças com a educação tradicional ou bancária). 
Ao longo das mais diversas experiências de Paulo Freire pelo mundo, o resultado sempre foi gratificante e muitas vezes comovente. O homem iletrado chega humilde e culpado, mas aos poucos descobre com orgulho que também é um “fazedor de cultura” e, mais ainda, que a condição de inferioridade não se deve a uma incompetência sua, mas resulta de lhe ter sido roubada a humanidade.
	O legado de Freire para a educação é uma necessidade real de refletir sobre a forma como o conhecimento é compartilhado, sempre respeitando os alunos e cultivando a criticidade para que possam mudar as circunstâncias em que se encontram. O método de Paulo Freire visa a superação da dicotomia entre teoria e prática, e para isso, quando o homem descobrir que sua prática pressupõe conhecimento em processos culturais, sociais e educacionais, poderá tirar a constatação de que o conhecimento está interferindo na realidade. Desta forma “passou a ver-se como sujeito da história, aceitou a palavra daqueles que até então detinham o seu monopólio”. Alfabetizar é, em última instância, ensinar o uso da palavra.” (ARANHA, 1996, p. 210).
	Em relação ao cenário educacional que foi se formando, em 1996 houve a promulgação da lei nº 9394/96, ou seja, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira – LDB. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB 9394/96) é a legislação que regulamenta o sistema educacional (público ou privado) do Brasil da educação básica ao ensino superior. 
A LDB 9394/96 coloca a educação básica em patamar de importância, pois destaca a gratuidade do ensino que tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. A lei também reafirma a necessidade de uma educação de jovens e adultos gratuita, garantindo o acesso desses estudantes às escolas públicas mesmo estando com a idade avançada. 
Em 2006, institui-se o decreto número 5.840, surgindo o Programa Nacional de Integração de Educação Profissional (PROEJA) com a educação básica no EJA visando aperfeiçoar profissionalmente. O PROEJA tem por objetivo atender à demanda de acesso de jovens e adultos à educação profissional e tecnológica de forma articulada com a elevação da escolaridade. 
Prioritariamente trabalhadores, jovens e adultos na faixa etária fora daquela compreendida pelas regras da escolaridade universal obrigatória determinada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394 de 1996) e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação de Jovens e Adultos (DCN EJA – Resolução nº 1/2000 do Conselho Nacional de Educação):
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o currículo devem estar sempre adequados à realidade dos alunos da EJA, considerando seus interesses, condições de vida e de trabalho, pois trata-se de um público diferente daqueles que frequentam o ensino regular. 
Os alunos da EJA necessitam, para o acesso e permanência na escola, de condições que os igualem aos alunos regulares, pois normalmente, é um público formado por trabalhadores, os quais enfrentam o desafio de não desistir novamente da escola. Dessa forma, é fundamental que a escola desenvolva metodologias que possam estimular e despertar o interesse do aluno em continuar, apesar dos desafios profissionais. Kelly Camargo (2004, p.140) aponta o papel do educador na EJA:
O papel do educador é pensar formas de intervir e transformar a realidade, problematizando-a, dialogando com o educando. Em sala de aula o importante não é “depositar” conteúdos, mas despertar uma nova forma de relação com a experiência vivida. Portanto, antes de qualquer coisa, é preciso conhecer o aluno: conhecê-lo como indivíduo num contexto social, com seus problemas, seus medos, suas necessidades, valorizando seu saber, sua cultura, sua oralidade, seus desejos, seus sonhos, isto possibilita uma aprendizagem integradora, abrangente, não compartimentalizada, não fragmentada.
Há uma preferência que o ensino da EJA se articule com a educação profissionalizante, isso não é uma exigência, mas é algo que talvez interesse aos alunos.
O professor é um mediador da aprendizagem que deve, na EJA, principalmente, priorizar as experiências de vida dos alunos, dando sentido ao ensino e auxiliando na transformação desse conhecimento de vida para um conhecimento letrado.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino fundamental e médio que proporciona a muitas pessoas que não teriam acesso ao conhecimento científico na idade adequada a oportunidade de continuar aprendendo, este é um modelo de ensino concebido para proteger o direito subjetivo à educação daqueles que não têm educação ou a oportunidade de ingressar na escola em idade adequada.
A implementação ou não implementação das recomendações pedagógicas ocorre na escola. É aqui que se constroem verdadeiras lições diante das contingências do cotidiano.
Portanto, a experiência pessoal e o conhecimento prévio trazido pelos alunos devem ser levados em conta e não podem ser ignorados, mas deve ser estabelecida uma referência para que cada professor defina formas de trabalho e de relacionamento com a sala de aula e sirva de base pedagógica para o ensino mediado. de aprendizagem.
Neste contexto, as pessoas desenvolvem uma apreciação e apreciação pelas suas próprias experiências e vidas adultas. Diante do exposto, é óbvio que o professor deve conhecer o aluno a nível social, biológico e psicológico para melhor compreender o seu comportamento em sala de aula. 
O perfil dos professores da EJA se alinha à abordagem privilegiada de ensino dos profissionais da web, especialistas em sua área. Os professores também são guias de aprendizagem na construção de identidades autônomas e intelectuais voltadas para as interações dos alunos com seu ambiente e com o mundo do trabalho. 
Neste contexto, as pessoas desenvolvem uma apreciação e apreciação pelas suas próprias experiências e vidas adultas. Diante do exposto, é óbvio que o professor deve conhecer o aluno a nível social, biológico e psicológico para melhor compreender o seu comportamento em sala de aula. O perfil dos professores da EJA se alinha à abordagem privilegiada de ensino dos profissionais da web, especialistas em sua área.
Os professores também são guias de aprendizagem na construção de identidades autônomas e intelectuais voltadas para as interações dos alunos com seu ambiente e com o mundo do trabalho.
Por isso o conteúdo apresentado neste trabalho tem como objetivo ajudar os alunos a refletirem sobre a EJA, antes mesmo de recomeçarem a buscar o tempo que passou, a superarem sua compreensão do ambiente em que vivem, ou seja, a compreenderem o homem como um cidadão e a cultura em que vive, suas experiências de vida, relacionamentos e comunicação são importantes para o desenvolvimento global de alunos e professores.
Freire (1987; 1996; 2011) mencionou constantemente a importância da cultura e que as pessoas têm a capacidade de escrevera sua própria história. A visão de educação do autor acima mencionado não é apenas uma crítica à educação tradicional, económica e quantitativa, mas uma nova visão de educação que é moral, de qualidade e séria.
Uma educação democrática, liberal, baseada nos princípios da igualdade social, política e económica, torna os homens protagonistas das suas ações e conduza-os ao pleno gozo dos direitos de cidadania (Freire, 1987; 2011; Gadotti, 1998).
Hoje, os professores da EJA assumem enormes responsabilidades na educação de jovens e adultos, como acolher alunos adultos analfabetos, com dificuldades de aprendizagem e outros problemas. Portanto, é muito importante fazer um bom trabalho no resgate e prevenção da evasão.
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